SlideShare uma empresa Scribd logo
CORRENTES TERAPEUTICAS
Classificação quanto às frequências
 Baixa Freqüência: 1 a 1.000 Hz mas utilizada na prática clínica a
faixa de 1 a 200 Hz. Corrente Galvânica, Farádica, Diadinâmicas,
TENS (Estimulação Nervosa Elétrica Transcutânea) e FES
(Estimulação Elétrica Funcional) .
 Média Freqüência: 1.000 a 10.000 Hz, sendo utilizado na
eletroterapia de 2.000 a 4.000 Hz. Interferencial e Corrente Russa.
 Alta Freqüência: 10.000 Hz a 100.000 Hz. Ondas Curtas,
Microondas, Ultra-som (Ultra-som Terapêutico). Ultra Curtas e
Ondas Decimétricas
TIPOS DE CORRENTES
- TENS: baixa frequência com duração de pulso (T) variável de 50 µs a
500 µs (microssegundo) e frequência de repetição do pulso ( R ) variável de
0,5 Hz a 250 Hz. Pode ser programada nos modos normal, burst (trens de
pulso) e Variação de Frequencia e Intensidade (V.I.F).
- FES: baixa frequência com duração de pulso (T) variável de 50 µs a 500
µs, frequência de repetição do pulso (R) variável de 0,5 Hz a 250 Hz
modulados em rampas (rise, on, off e decay). Pode ser programada nos
modos sincronizado, sincronizado V.F.I, recíproco, recíproco V.I.F,
sequencial e sequencial V.I.F. AVE, AVC
- Russa: portadora (carrier) com média frequência de 2.500 Hz (Hertz)
modulada por baixa frequência variável de 1 Hz a 100 Hz. Pode ser
programada nos modos contínuo, sincronizado, recíproco e sequencial.
- Interferencial: portadora (carrier) com média frequência de 2.000 Hz,
4.000 Hz ou 8.000 Hz modulada em amplitude por baixa frequência
variável de 1 Hz a 100 Hz. Pode ser programada nos modos tetrapolar
normal e automático, e nos modos bipolares contínuo, sincronizado,
recíproco e sequencial. ANALGESIA
- Corrente AUSSIE (Australiana): uma nova geração de corrente elétrica
para estimulação, com portadora (carrier) de média frequência de 1.000 Hz
ou 4.000 Hz modulada em bursts de baixa frequência variável de 1 Hz a
120 Hz e duração de pulso de 2 ms (milissegundo) ou 4 ms. Pode ser
programada nos modos contínuo, sincronizado, recíproco e sequencial.
- Microcorrente: portadora (carrier) com média frequência de 15.000 Hz
modulada por baixa frequência variável de 1 Hz a 500 Hz. Pode ser
programada no modo contínuo. Tto de ulceras cutâneas crônicas,
olheiras e marcas do envelhecimento
Corrente Heteródina SMS: Despolarizada, assimétrica: Analgesia,
Relaxamento Muscular, Paralisias Faradizáveis.
CORRENTES POLARIZADAS: Baixa Frequência:
Corrente GALVÂNICA: Polarizada (contínua), direta. Edemas e
Iontoforese
Corrente FARÁDICA: Polarizada e Triangular. Ind: Edemas,
Aderencias e Fibroses, Hipertrofia,
DIADINÂMICAS: Polarizadas, baixa Frequencia;
MF: Espasmos
DF: Circulatória
CP e LP: Analgesia e Neuralgias
RS: Atrofias
Ultra Excitante (UE): Analgesia e Circulatória. (pulso quadrado)
CORRENTE AUSSIE / AUSTRALIANA (senoidal / media frequência)
É uma nova geração de corrente elétrica para estimulação com vantagens
sobre os tradicionais métodos de estimulação (Russa, Interferencial, TENS
e FES). Esta técnica é não invasiva, não causa dependência e não tem
efeitos colaterais indesejáveis. Produz-se um estímulo, cuja forma de onda
é muito mais confortável do que qualquer das formas tradicionais de
estimulação. Sendo assim, é mais provável de que esse estímulo seja muito
mais agradável à maioria dos pacientes.
OPÇÕES E MODOS DE ESTIMULAÇÃO:
Corrente Aussie Estimulação Sensorial (máximo conforto)
Para a estimulação sensorial (máximo conforto), usa-se corrente de
freqüência de 4.000 Hz (4KHz) e modulação em Bursts com duração
de 4 ms. A estimulação sensorial (máximo conforto) produz um torque
menor do que a estimulação motora (máximo torque) e pode ser usada, por
exemplo, em casos de dores e desconfortos gerados por diversos tipos de
lesões teciduais.
Esta forma de estimulação é a melhor para o controle da dor via teoria das
comportas originalmente apresentada por Melzack e Wall (1965) bem
como em função da liberação de opióides endógenos. Neste caso, a
necessidade não é a produção de torque muscular e sim a ativação das
fibras nervosas ABeta (fibras nervosas de grande diâmetro) com mínima
ativação das fibras de pequeno diâmetro A Delta e C (dor).
Corrente Aussie Estimulação Motora (máximo torque)
Para a estimulação motora (máximo torque) é uma corrente senoidal de
freqüência de 1.000 Hz (1KHz) e modulação em Bursts com duração de 2
ms. A freqüência de 40-50 Hz é recomendada para contrações mais
vigorosas.
Freqüências superiores a 50 Hz produzem mais torque, porém algum grau
de fadiga pode ocorrer. A fadiga ocasionada por freqüências mais altas não
é devido às fibras do músculo cansadas, mas sim o resultado da atividade
elétrica que deixou de ser capaz de ativar o aparato contrátil das fibras
musculares. Quando a fadiga é um problema, frequências mais baixas (20-
40 Hz) devem ser utilizadas. Um menor torque será produzido, porém
obteremos um menor índice de fadiga.
Para algumas condições, por exemplo, prevenção da subluxação de
ombro pósacidente vascular cerebral, freqüências mais baixas ainda são
mais recomendadas. O tratamento tem que simular as freqüências
normalmente usadas fisiologicamente para ativar as fibras de contração
lenta ou fibras musculares resistentes à fadiga em níveis relativamente
baixos de atividade sustentada por períodos de tempo maiores, a fim de
prevenir e limitar atrofia e estiramento da cápsula articular. Freqüências
entre 10 Hz e 20 Hz são recomendadas.
A Corrente Aussie é um tipo de corrente senoidal com frequência
portadora de 1.000Hz ou 4.000Hz com duração de burst de 4ms ou
2ms, modulada em trens de pulso (bursts) de frequência variável de 1 a
120 Hz.
A estimulação pode ser feita nos seguintes modos:
 Modo Contínuo onde a sensação de estimulação é contínua e
constante.
 Modo Sincronizado (com rampas ON, OFF, Rise e Decay) onde os
quatro canais funcionam ao mesmo tempo, sincronizados. A
sensação de estimulação segue os tempos escolhidos nas rampas.
 Modo Recíproco (com rampas ON, OFF, Rise e Decay) onde os
canais 1 e 3 funcionam alternadamente com os canais 2 e 4. A
sensação de estimulação segue os tempos escolhidos nas rampas.
INDICAÇÕES
Fortalecimento muscular; Drenagem de edemas; Relaxamento muscular,
Controle e redução dos quadros inflamatórios; Controle de dor aguda e
crônica; Recuperação da função muscular; Pré e pós operatórios;
DÚVIDAS FREQUENTES
Quais as principais diferenças existentes entre a corrente Aussie e Russa?
As duas correntes são alternadas de média frequência, porém, a
corrente Aussie possui duas frequências portadoras 1KHz e duração de
pulso igual a 2ms e 4KHz com duração de pulso de 4ms.. A Russa
apresenta portadora de 2,5 KHz e 10ms de duração de pulso.
2-CORRENTE RUSSA (retangular ou senoidal / Média Frequencia)
É uma corrente excito motora de média freqüência (2500Hz), porém, os
trens de pulso são modulados em baixa freqüência (50Hz), suficientes
para estimular um motoneurônio.
A corrente russa possibilita um estímulo sensorial mais agradável e
conseqüentemente um estímulo motor mais vigoroso, por se tratar de uma
corrente de média freqüência.
Correntes de freqüência mais altas reduzem a resistência ao fluxo da
corrente, penetrando mais rapidamente sobre os tecidos, podendo o
paciente suportar maiores cargas de pulso. À medida que a intensidade
aumenta mais nervos motores são estimulados, aumentando a magnitude da
contração. Podem ser trabalhados vários grupos musculares, respeitando os
agonistas e antagonistas em contrações alternadas. Amplamente utilizado
no esporte e na estética.
Efeitos
Promovem hipertrofia musculaR, aumento da atividade celular
Apresentam maior efeito sobre as fibras do tipo II (rápidas), por estas
fibras serem mais superficiais.
Características
Corrente despolarizada, Possui envoltório quadrático com intervalo de 10
ms (interpulso), Modulada em 50Hz
Tecla MODE : escolha da forma de aplicação
· R (recíproco): atua alternando a saída da corrente entre os canais 1-
2- 3- 4- com os canais 5- 6- 7- 8. Tempo ON = OFF
·S (sincronizado): co-contração. Todos os canais atuando ao mesmo
tempo. Tempo ON é igual ou diferente do OFF.
· Q (seqüencial): atuação seqüencial. Do menor para o maior ( 1 para
8 ). Tempo ON = OFF
· C (continuo): corrente estável e constante em todos os canais. Não
há ajuste de tempo.
Eletrodos
Tipos: Silicone-carbono e Auto-adesivos
Posicionamento:
Técnica coplanar ou contraplanar
Indicações
Atrofia muscular; Estética (flacidez e celulite); Reabilitação
muscular.
Contra-indicações
Usuários de marcapasso cardíaco; Cardiopatas; Utilização sobre
vasos sanguíneos trombóticos ou embolíticos; Vasos vulneráveis à
hemorragia; Área abdominal de gestantes; Sobre seios carotídeos;
Alterações de sensibilidade sem estratégias seguras; Indivíduos com
dermatite e sobre pele danificada; Tecidos neoplásicos; Estado febril;
Infecções em geral; Dor não-diagnosticada (a menos que seja
recomendada por profissional).
Osteosíntese no local, arritimias e Insuf. Cardíaca Severa:CI
RELATIVA
TENS
Efeitos Fisiológicos
Alívio da dor
A “Teoria das Comportas” é um modelo anatomofisiológico que concilia
os fenômenos excitatórios e inibitórios, que se manifestam da mesma
maneira nos níveis espinhais e supra-espinhais. A corrente do TENS é
modulada para estimular as fibras nervosas que transmitem sinais ao
cérebro e são interpretadas pelo tálamo como dor
Os eletrodos são colocados na superfície da pele, e os impulsos
transmitidos de forma cutânea estimulam as fibras A beta, mielinizadas,
que conduzem informações ascendentes. Assim, se a transmissão de
estímulos através das fibras A for predominante, e inibem pelas células T,
o sinal de dor conduzido pelas fibras C (também responsáveis pela
condução da sensibilidade dolorosa), e não ascende dos tratos
espinotalâmicos laterais para o tálamo.
Por outro lado, se os impulsos das fibras C superarem os estímulos
veiculados pelas fibras A, a dor irá prevalecer. Desse modo, a corrente,
enquanto aplicada, promove uma hiper-excitação das A, com a
finalidade de bloquear a transmissão das fibras C, o que explica o alívio
da dor.
Já o pós-efeito está relacionado com a liberação de opióides endógenos,
que são os fármacos mais importantes no tratamento da dor. São
conhecidos como hormônios neuropeptídeos que originarão agentes ativos
após segmentação enzimática. Pertencem a 3 famílias de opióides
neuropeptídeos:
As dinorfinas (liberadas na medula espinhal com freqüência de 100 a
1000 Hz),
As encefalinas e as endorfinas (as 2 liberadas no SNC com freqüências
de 5 a 10 Hz), sendo estas últimas importantes no mecanismo de alívio da
dor.
Indicações
Cinetoses, Náuseas (Baixa Frequencia no CS6), Dores pós-operatórias,
Dores cervicais e cervicobraquialgias, Dores lombares e Ciatalgia, Dores
de cabeça, face, dente e de ATM, Dores articulares, artrites, bursites,
luxações e entorses, Dores musculares, contusões, miosites, tendinites,
miofasciais, Dores de câncer, Dores viscerais abdominais, Dores nas costas
e torácicas, Dores no coto de amputação e em membros fantasmas,
Neuropatias e Neurites
Contra-indicações
Dor não diagnosticada - pode motivar uma atividade física mais vigorosa
antes que uma lesão esteja recuperada ou mascarar uma doença grave;
Marcapasso (ao menos que recomendado pelo cardiologista), Gestação -
evite a aplicação durante os três primeiros meses, principalmente em
regiões lombar e abdominal, Epilepsia, Sobre os olhos, Problemas
Cardíacos - podem apresentar reações adversas. AVC (não aplicar na face
ou no pescoço), Problemas Cognitivos
NÃO APLICAR!
Sobre o seio carotídeo: pode exacerbar reflexos vago-vagais
Pele danificada
Sobre a pele disestésica
Internamente (boca)
Covencional e Breve Intenso: Agudos
Burst e ACP: Cronico
Atualmente 6 modalidades: (Convenc agud e cron ) e modulado
FES (Baixa Frequência)
Mundialmente conhecida pela sigla FES (Functional Electrical
Stimulation), a estimulação elétrica funcional é uma forma de tratamento
que utiliza a corrente elétrica de baixa freqüência para provocar a contração
de músculos paralisados ou enfraquecidos decorrentes de lesão do
neurônio motor superior, como derrames, traumas raqui-medulares ou
crânios encefálicos, paralisia cerebral, dentre outros. Essa corrente elétrica
é específica de tal forma que possibilita a contração muscular funcional.
Indicações:
Fortalecimento Muscular
Manter ou Ganhar ADM
Facilitar o Controle Motor Voluntário
Redução Temporária da Espasticidade
Facilitar o Retorno Venoso e Linfático
Para Uso como Órtese
Contra-indicações
Marcapasso
Doença Vascular Periférica, especialmente quando há a possibilidade de
deslocamento de trombos, Hipertensão e hipotensão, já que a corrente pode
afetar as respostas autonômicas, Áreas com excesso de tecido adiposo, já
que pessoas obesas podem necessitar de níveis elevados de estímulo, o que
pode levar a alterações autonômicas, Tecido neoplásico, Áreas de infecção
ativa nos tecidos, Pele desvitalizada, por exemplo após radioterapia,
Pacientes incapazes de compreender a natureza da intervenção ou de dar
feedback sobre o tratamento
NÃO APLICAR!
Seio carotídeo
Região torácica: pode haver interferência na função cardíaca
Nervo frênico
Tronco, durante a gestação
Fatores que interferem com a estimulação:
Obesidade, Presença de neuropatias periféricas, Distúrbios sensoriais
importantes, A aceitação do paciente

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Eletroterapia - corrente russa - capitulo 7 aula 17
Eletroterapia - corrente russa - capitulo 7 aula 17Eletroterapia - corrente russa - capitulo 7 aula 17
Eletroterapia - corrente russa - capitulo 7 aula 17
Cleanto Santos Vieira
 
laser
laserlaser
Aula 07 Eletroestimulação FES e CR.ppt
Aula 07 Eletroestimulação FES e CR.pptAula 07 Eletroestimulação FES e CR.ppt
Aula 07 Eletroestimulação FES e CR.ppt
SuzyOliveira20
 
Laserterapia
LaserterapiaLaserterapia
Ultra Som
Ultra SomUltra Som
Eletroterapia - Circuitos - agentes elétricos - capítulo 5 Aula 9
Eletroterapia - Circuitos - agentes elétricos - capítulo 5 Aula 9 Eletroterapia - Circuitos - agentes elétricos - capítulo 5 Aula 9
Eletroterapia - Circuitos - agentes elétricos - capítulo 5 Aula 9
Cleanto Santos Vieira
 
Eletroterapia - corrente aussie - capitulo 8 aula 18
Eletroterapia - corrente aussie - capitulo 8 aula 18Eletroterapia - corrente aussie - capitulo 8 aula 18
Eletroterapia - corrente aussie - capitulo 8 aula 18
Cleanto Santos Vieira
 
Corrente russa
Corrente russaCorrente russa
Corrente russa
Caroline Lima
 
Eletroterapia glaydes avila
Eletroterapia   glaydes avilaEletroterapia   glaydes avila
Eletroterapia glaydes avila
Dinha
 
Neurodyn 10 canais 2013
Neurodyn 10 canais 2013Neurodyn 10 canais 2013
Neurodyn 10 canais 2013
IBRAMED
 
Ultrassom
UltrassomUltrassom
Ultrassom
Isabel Amarante
 
Aula de Corrente Russa.pptx
Aula de Corrente Russa.pptxAula de Corrente Russa.pptx
Aula de Corrente Russa.pptx
ScheilaOliveira10
 
ultrasom
ultrasomultrasom
ultrasom
Nay Ribeiro
 
Eletroterapia
EletroterapiaEletroterapia
ondas curtas
ondas curtasondas curtas
ondas curtas
Nay Ribeiro
 
Aula de ultra som 2014.1
Aula de ultra som 2014.1Aula de ultra som 2014.1
Aula de ultra som 2014.1
Regina de Oliveira
 
Termoterapia ondas curtas e microondas - cap 7
Termoterapia   ondas curtas e microondas - cap 7Termoterapia   ondas curtas e microondas - cap 7
Termoterapia ondas curtas e microondas - cap 7
Cleanto Santos Vieira
 
Williams, mackenzie, klapp e feldenkrais
Williams, mackenzie, klapp e feldenkraisWilliams, mackenzie, klapp e feldenkrais
Williams, mackenzie, klapp e feldenkrais
Thalita Tassiani
 
Recursos fisioterapeuticos na dermato funcional
Recursos fisioterapeuticos na dermato funcionalRecursos fisioterapeuticos na dermato funcional
Recursos fisioterapeuticos na dermato funcional
Nathanael Amparo
 
Corrente farádica (2) Fatec Bauru-SP ALEX, CHRISTIANE, MÁRCIA
Corrente farádica (2) Fatec Bauru-SP  ALEX, CHRISTIANE, MÁRCIACorrente farádica (2) Fatec Bauru-SP  ALEX, CHRISTIANE, MÁRCIA
Corrente farádica (2) Fatec Bauru-SP ALEX, CHRISTIANE, MÁRCIA
alex norbero brusolati
 

Mais procurados (20)

Eletroterapia - corrente russa - capitulo 7 aula 17
Eletroterapia - corrente russa - capitulo 7 aula 17Eletroterapia - corrente russa - capitulo 7 aula 17
Eletroterapia - corrente russa - capitulo 7 aula 17
 
laser
laserlaser
laser
 
Aula 07 Eletroestimulação FES e CR.ppt
Aula 07 Eletroestimulação FES e CR.pptAula 07 Eletroestimulação FES e CR.ppt
Aula 07 Eletroestimulação FES e CR.ppt
 
Laserterapia
LaserterapiaLaserterapia
Laserterapia
 
Ultra Som
Ultra SomUltra Som
Ultra Som
 
Eletroterapia - Circuitos - agentes elétricos - capítulo 5 Aula 9
Eletroterapia - Circuitos - agentes elétricos - capítulo 5 Aula 9 Eletroterapia - Circuitos - agentes elétricos - capítulo 5 Aula 9
Eletroterapia - Circuitos - agentes elétricos - capítulo 5 Aula 9
 
Eletroterapia - corrente aussie - capitulo 8 aula 18
Eletroterapia - corrente aussie - capitulo 8 aula 18Eletroterapia - corrente aussie - capitulo 8 aula 18
Eletroterapia - corrente aussie - capitulo 8 aula 18
 
Corrente russa
Corrente russaCorrente russa
Corrente russa
 
Eletroterapia glaydes avila
Eletroterapia   glaydes avilaEletroterapia   glaydes avila
Eletroterapia glaydes avila
 
Neurodyn 10 canais 2013
Neurodyn 10 canais 2013Neurodyn 10 canais 2013
Neurodyn 10 canais 2013
 
Ultrassom
UltrassomUltrassom
Ultrassom
 
Aula de Corrente Russa.pptx
Aula de Corrente Russa.pptxAula de Corrente Russa.pptx
Aula de Corrente Russa.pptx
 
ultrasom
ultrasomultrasom
ultrasom
 
Eletroterapia
EletroterapiaEletroterapia
Eletroterapia
 
ondas curtas
ondas curtasondas curtas
ondas curtas
 
Aula de ultra som 2014.1
Aula de ultra som 2014.1Aula de ultra som 2014.1
Aula de ultra som 2014.1
 
Termoterapia ondas curtas e microondas - cap 7
Termoterapia   ondas curtas e microondas - cap 7Termoterapia   ondas curtas e microondas - cap 7
Termoterapia ondas curtas e microondas - cap 7
 
Williams, mackenzie, klapp e feldenkrais
Williams, mackenzie, klapp e feldenkraisWilliams, mackenzie, klapp e feldenkrais
Williams, mackenzie, klapp e feldenkrais
 
Recursos fisioterapeuticos na dermato funcional
Recursos fisioterapeuticos na dermato funcionalRecursos fisioterapeuticos na dermato funcional
Recursos fisioterapeuticos na dermato funcional
 
Corrente farádica (2) Fatec Bauru-SP ALEX, CHRISTIANE, MÁRCIA
Corrente farádica (2) Fatec Bauru-SP  ALEX, CHRISTIANE, MÁRCIACorrente farádica (2) Fatec Bauru-SP  ALEX, CHRISTIANE, MÁRCIA
Corrente farádica (2) Fatec Bauru-SP ALEX, CHRISTIANE, MÁRCIA
 

Semelhante a Eletroterapia Resumo

Aula 04 - Interferencial.pdf
Aula 04 - Interferencial.pdfAula 04 - Interferencial.pdf
Aula 04 - Interferencial.pdf
NorteSul4
 
apresentação.pptx
apresentação.pptxapresentação.pptx
apresentação.pptx
PatrciaAntunes30
 
6°Aula - Corrente interferencial.pdf
6°Aula - Corrente interferencial.pdf6°Aula - Corrente interferencial.pdf
6°Aula - Corrente interferencial.pdf
ssuser7da808
 
slide - eletroterapia - prof Roosivelt.pdf
slide - eletroterapia - prof Roosivelt.pdfslide - eletroterapia - prof Roosivelt.pdf
slide - eletroterapia - prof Roosivelt.pdf
Roosivelt Honorato
 
eletroterapia.pdf
eletroterapia.pdfeletroterapia.pdf
eletroterapia.pdf
elainebarrosfisioter
 
Eletroacupuntura
EletroacupunturaEletroacupuntura
Eletroacupuntura
onomekyo
 
Eletroterapia - estimulação nervosa transcutanea (TENS) - agentes elétricos -...
Eletroterapia - estimulação nervosa transcutanea (TENS) - agentes elétricos -...Eletroterapia - estimulação nervosa transcutanea (TENS) - agentes elétricos -...
Eletroterapia - estimulação nervosa transcutanea (TENS) - agentes elétricos -...
Cleanto Santos Vieira
 
Aula-de-Meios-físicos-no-tratamento-da-dor.pdf
Aula-de-Meios-físicos-no-tratamento-da-dor.pdfAula-de-Meios-físicos-no-tratamento-da-dor.pdf
Aula-de-Meios-físicos-no-tratamento-da-dor.pdf
FrancianeOliveira22
 
Eletrotermofototerapia - Aula Ultrassom.pptx
Eletrotermofototerapia - Aula Ultrassom.pptxEletrotermofototerapia - Aula Ultrassom.pptx
Eletrotermofototerapia - Aula Ultrassom.pptx
RAFAELVINICIUSDEOLIV
 
Mine apostila eletro
Mine apostila eletroMine apostila eletro
Mine apostila eletro
Jaqueline da Silva
 
Eletroterapia efeitos eletrodos
Eletroterapia efeitos eletrodosEletroterapia efeitos eletrodos
Eletroterapia efeitos eletrodos
Jaqueline da Silva
 
O heccus é um aparelho computadorizado onde todos os parâmetros são programad...
O heccus é um aparelho computadorizado onde todos os parâmetros são programad...O heccus é um aparelho computadorizado onde todos os parâmetros são programad...
O heccus é um aparelho computadorizado onde todos os parâmetros são programad...
Rosiane Bezerra
 
O heccus é um aparelho computadorizado onde todos os parâmetros são programad...
O heccus é um aparelho computadorizado onde todos os parâmetros são programad...O heccus é um aparelho computadorizado onde todos os parâmetros são programad...
O heccus é um aparelho computadorizado onde todos os parâmetros são programad...
Rosiane Bezerra
 
1-+Eletro+conceitos+básicos (1).pdf
1-+Eletro+conceitos+básicos (1).pdf1-+Eletro+conceitos+básicos (1).pdf
1-+Eletro+conceitos+básicos (1).pdf
marcelamenezes28
 
Sav em situações especiais
Sav em situações especiaisSav em situações especiais
Sav em situações especiais
Aroldo Gavioli
 
Vibria Hibridi Sonic maxx (2).pptx
Vibria Hibridi Sonic maxx (2).pptxVibria Hibridi Sonic maxx (2).pptx
Vibria Hibridi Sonic maxx (2).pptx
TailaDias1
 
Aula eletro 1
Aula eletro 1Aula eletro 1
Aula eletro 1
Fabinho Borges
 
AULA_04.pdf
AULA_04.pdfAULA_04.pdf
AULA_04.pdf
LarissaSousa323851
 
1 terapia combinada ultrassom de alta potência associado a novas correntes ...
1   terapia combinada ultrassom de alta potência associado a novas correntes ...1   terapia combinada ultrassom de alta potência associado a novas correntes ...
1 terapia combinada ultrassom de alta potência associado a novas correntes ...
HTM ELETRÔNICA
 
Corrente eletrica e sua aplicações no org humano
Corrente eletrica e sua aplicações no org humanoCorrente eletrica e sua aplicações no org humano
Corrente eletrica e sua aplicações no org humano
Elisabete Garcia
 

Semelhante a Eletroterapia Resumo (20)

Aula 04 - Interferencial.pdf
Aula 04 - Interferencial.pdfAula 04 - Interferencial.pdf
Aula 04 - Interferencial.pdf
 
apresentação.pptx
apresentação.pptxapresentação.pptx
apresentação.pptx
 
6°Aula - Corrente interferencial.pdf
6°Aula - Corrente interferencial.pdf6°Aula - Corrente interferencial.pdf
6°Aula - Corrente interferencial.pdf
 
slide - eletroterapia - prof Roosivelt.pdf
slide - eletroterapia - prof Roosivelt.pdfslide - eletroterapia - prof Roosivelt.pdf
slide - eletroterapia - prof Roosivelt.pdf
 
eletroterapia.pdf
eletroterapia.pdfeletroterapia.pdf
eletroterapia.pdf
 
Eletroacupuntura
EletroacupunturaEletroacupuntura
Eletroacupuntura
 
Eletroterapia - estimulação nervosa transcutanea (TENS) - agentes elétricos -...
Eletroterapia - estimulação nervosa transcutanea (TENS) - agentes elétricos -...Eletroterapia - estimulação nervosa transcutanea (TENS) - agentes elétricos -...
Eletroterapia - estimulação nervosa transcutanea (TENS) - agentes elétricos -...
 
Aula-de-Meios-físicos-no-tratamento-da-dor.pdf
Aula-de-Meios-físicos-no-tratamento-da-dor.pdfAula-de-Meios-físicos-no-tratamento-da-dor.pdf
Aula-de-Meios-físicos-no-tratamento-da-dor.pdf
 
Eletrotermofototerapia - Aula Ultrassom.pptx
Eletrotermofototerapia - Aula Ultrassom.pptxEletrotermofototerapia - Aula Ultrassom.pptx
Eletrotermofototerapia - Aula Ultrassom.pptx
 
Mine apostila eletro
Mine apostila eletroMine apostila eletro
Mine apostila eletro
 
Eletroterapia efeitos eletrodos
Eletroterapia efeitos eletrodosEletroterapia efeitos eletrodos
Eletroterapia efeitos eletrodos
 
O heccus é um aparelho computadorizado onde todos os parâmetros são programad...
O heccus é um aparelho computadorizado onde todos os parâmetros são programad...O heccus é um aparelho computadorizado onde todos os parâmetros são programad...
O heccus é um aparelho computadorizado onde todos os parâmetros são programad...
 
O heccus é um aparelho computadorizado onde todos os parâmetros são programad...
O heccus é um aparelho computadorizado onde todos os parâmetros são programad...O heccus é um aparelho computadorizado onde todos os parâmetros são programad...
O heccus é um aparelho computadorizado onde todos os parâmetros são programad...
 
1-+Eletro+conceitos+básicos (1).pdf
1-+Eletro+conceitos+básicos (1).pdf1-+Eletro+conceitos+básicos (1).pdf
1-+Eletro+conceitos+básicos (1).pdf
 
Sav em situações especiais
Sav em situações especiaisSav em situações especiais
Sav em situações especiais
 
Vibria Hibridi Sonic maxx (2).pptx
Vibria Hibridi Sonic maxx (2).pptxVibria Hibridi Sonic maxx (2).pptx
Vibria Hibridi Sonic maxx (2).pptx
 
Aula eletro 1
Aula eletro 1Aula eletro 1
Aula eletro 1
 
AULA_04.pdf
AULA_04.pdfAULA_04.pdf
AULA_04.pdf
 
1 terapia combinada ultrassom de alta potência associado a novas correntes ...
1   terapia combinada ultrassom de alta potência associado a novas correntes ...1   terapia combinada ultrassom de alta potência associado a novas correntes ...
1 terapia combinada ultrassom de alta potência associado a novas correntes ...
 
Corrente eletrica e sua aplicações no org humano
Corrente eletrica e sua aplicações no org humanoCorrente eletrica e sua aplicações no org humano
Corrente eletrica e sua aplicações no org humano
 

Eletroterapia Resumo

  • 1. CORRENTES TERAPEUTICAS Classificação quanto às frequências  Baixa Freqüência: 1 a 1.000 Hz mas utilizada na prática clínica a faixa de 1 a 200 Hz. Corrente Galvânica, Farádica, Diadinâmicas, TENS (Estimulação Nervosa Elétrica Transcutânea) e FES (Estimulação Elétrica Funcional) .  Média Freqüência: 1.000 a 10.000 Hz, sendo utilizado na eletroterapia de 2.000 a 4.000 Hz. Interferencial e Corrente Russa.  Alta Freqüência: 10.000 Hz a 100.000 Hz. Ondas Curtas, Microondas, Ultra-som (Ultra-som Terapêutico). Ultra Curtas e Ondas Decimétricas TIPOS DE CORRENTES - TENS: baixa frequência com duração de pulso (T) variável de 50 µs a 500 µs (microssegundo) e frequência de repetição do pulso ( R ) variável de 0,5 Hz a 250 Hz. Pode ser programada nos modos normal, burst (trens de pulso) e Variação de Frequencia e Intensidade (V.I.F). - FES: baixa frequência com duração de pulso (T) variável de 50 µs a 500 µs, frequência de repetição do pulso (R) variável de 0,5 Hz a 250 Hz modulados em rampas (rise, on, off e decay). Pode ser programada nos modos sincronizado, sincronizado V.F.I, recíproco, recíproco V.I.F, sequencial e sequencial V.I.F. AVE, AVC - Russa: portadora (carrier) com média frequência de 2.500 Hz (Hertz) modulada por baixa frequência variável de 1 Hz a 100 Hz. Pode ser programada nos modos contínuo, sincronizado, recíproco e sequencial. - Interferencial: portadora (carrier) com média frequência de 2.000 Hz, 4.000 Hz ou 8.000 Hz modulada em amplitude por baixa frequência variável de 1 Hz a 100 Hz. Pode ser programada nos modos tetrapolar normal e automático, e nos modos bipolares contínuo, sincronizado, recíproco e sequencial. ANALGESIA - Corrente AUSSIE (Australiana): uma nova geração de corrente elétrica para estimulação, com portadora (carrier) de média frequência de 1.000 Hz ou 4.000 Hz modulada em bursts de baixa frequência variável de 1 Hz a 120 Hz e duração de pulso de 2 ms (milissegundo) ou 4 ms. Pode ser programada nos modos contínuo, sincronizado, recíproco e sequencial.
  • 2. - Microcorrente: portadora (carrier) com média frequência de 15.000 Hz modulada por baixa frequência variável de 1 Hz a 500 Hz. Pode ser programada no modo contínuo. Tto de ulceras cutâneas crônicas, olheiras e marcas do envelhecimento Corrente Heteródina SMS: Despolarizada, assimétrica: Analgesia, Relaxamento Muscular, Paralisias Faradizáveis. CORRENTES POLARIZADAS: Baixa Frequência: Corrente GALVÂNICA: Polarizada (contínua), direta. Edemas e Iontoforese Corrente FARÁDICA: Polarizada e Triangular. Ind: Edemas, Aderencias e Fibroses, Hipertrofia, DIADINÂMICAS: Polarizadas, baixa Frequencia; MF: Espasmos DF: Circulatória CP e LP: Analgesia e Neuralgias RS: Atrofias Ultra Excitante (UE): Analgesia e Circulatória. (pulso quadrado)
  • 3. CORRENTE AUSSIE / AUSTRALIANA (senoidal / media frequência) É uma nova geração de corrente elétrica para estimulação com vantagens sobre os tradicionais métodos de estimulação (Russa, Interferencial, TENS e FES). Esta técnica é não invasiva, não causa dependência e não tem efeitos colaterais indesejáveis. Produz-se um estímulo, cuja forma de onda é muito mais confortável do que qualquer das formas tradicionais de estimulação. Sendo assim, é mais provável de que esse estímulo seja muito mais agradável à maioria dos pacientes. OPÇÕES E MODOS DE ESTIMULAÇÃO: Corrente Aussie Estimulação Sensorial (máximo conforto) Para a estimulação sensorial (máximo conforto), usa-se corrente de freqüência de 4.000 Hz (4KHz) e modulação em Bursts com duração de 4 ms. A estimulação sensorial (máximo conforto) produz um torque menor do que a estimulação motora (máximo torque) e pode ser usada, por exemplo, em casos de dores e desconfortos gerados por diversos tipos de lesões teciduais. Esta forma de estimulação é a melhor para o controle da dor via teoria das comportas originalmente apresentada por Melzack e Wall (1965) bem como em função da liberação de opióides endógenos. Neste caso, a necessidade não é a produção de torque muscular e sim a ativação das fibras nervosas ABeta (fibras nervosas de grande diâmetro) com mínima ativação das fibras de pequeno diâmetro A Delta e C (dor). Corrente Aussie Estimulação Motora (máximo torque) Para a estimulação motora (máximo torque) é uma corrente senoidal de freqüência de 1.000 Hz (1KHz) e modulação em Bursts com duração de 2 ms. A freqüência de 40-50 Hz é recomendada para contrações mais vigorosas. Freqüências superiores a 50 Hz produzem mais torque, porém algum grau de fadiga pode ocorrer. A fadiga ocasionada por freqüências mais altas não é devido às fibras do músculo cansadas, mas sim o resultado da atividade
  • 4. elétrica que deixou de ser capaz de ativar o aparato contrátil das fibras musculares. Quando a fadiga é um problema, frequências mais baixas (20- 40 Hz) devem ser utilizadas. Um menor torque será produzido, porém obteremos um menor índice de fadiga. Para algumas condições, por exemplo, prevenção da subluxação de ombro pósacidente vascular cerebral, freqüências mais baixas ainda são mais recomendadas. O tratamento tem que simular as freqüências normalmente usadas fisiologicamente para ativar as fibras de contração lenta ou fibras musculares resistentes à fadiga em níveis relativamente baixos de atividade sustentada por períodos de tempo maiores, a fim de prevenir e limitar atrofia e estiramento da cápsula articular. Freqüências entre 10 Hz e 20 Hz são recomendadas. A Corrente Aussie é um tipo de corrente senoidal com frequência portadora de 1.000Hz ou 4.000Hz com duração de burst de 4ms ou 2ms, modulada em trens de pulso (bursts) de frequência variável de 1 a 120 Hz. A estimulação pode ser feita nos seguintes modos:  Modo Contínuo onde a sensação de estimulação é contínua e constante.  Modo Sincronizado (com rampas ON, OFF, Rise e Decay) onde os quatro canais funcionam ao mesmo tempo, sincronizados. A sensação de estimulação segue os tempos escolhidos nas rampas.  Modo Recíproco (com rampas ON, OFF, Rise e Decay) onde os canais 1 e 3 funcionam alternadamente com os canais 2 e 4. A sensação de estimulação segue os tempos escolhidos nas rampas. INDICAÇÕES Fortalecimento muscular; Drenagem de edemas; Relaxamento muscular, Controle e redução dos quadros inflamatórios; Controle de dor aguda e crônica; Recuperação da função muscular; Pré e pós operatórios;
  • 5. DÚVIDAS FREQUENTES Quais as principais diferenças existentes entre a corrente Aussie e Russa? As duas correntes são alternadas de média frequência, porém, a corrente Aussie possui duas frequências portadoras 1KHz e duração de pulso igual a 2ms e 4KHz com duração de pulso de 4ms.. A Russa apresenta portadora de 2,5 KHz e 10ms de duração de pulso. 2-CORRENTE RUSSA (retangular ou senoidal / Média Frequencia) É uma corrente excito motora de média freqüência (2500Hz), porém, os trens de pulso são modulados em baixa freqüência (50Hz), suficientes para estimular um motoneurônio. A corrente russa possibilita um estímulo sensorial mais agradável e conseqüentemente um estímulo motor mais vigoroso, por se tratar de uma corrente de média freqüência. Correntes de freqüência mais altas reduzem a resistência ao fluxo da corrente, penetrando mais rapidamente sobre os tecidos, podendo o paciente suportar maiores cargas de pulso. À medida que a intensidade aumenta mais nervos motores são estimulados, aumentando a magnitude da contração. Podem ser trabalhados vários grupos musculares, respeitando os agonistas e antagonistas em contrações alternadas. Amplamente utilizado no esporte e na estética. Efeitos Promovem hipertrofia musculaR, aumento da atividade celular Apresentam maior efeito sobre as fibras do tipo II (rápidas), por estas fibras serem mais superficiais. Características Corrente despolarizada, Possui envoltório quadrático com intervalo de 10 ms (interpulso), Modulada em 50Hz Tecla MODE : escolha da forma de aplicação
  • 6. · R (recíproco): atua alternando a saída da corrente entre os canais 1- 2- 3- 4- com os canais 5- 6- 7- 8. Tempo ON = OFF ·S (sincronizado): co-contração. Todos os canais atuando ao mesmo tempo. Tempo ON é igual ou diferente do OFF. · Q (seqüencial): atuação seqüencial. Do menor para o maior ( 1 para 8 ). Tempo ON = OFF · C (continuo): corrente estável e constante em todos os canais. Não há ajuste de tempo. Eletrodos Tipos: Silicone-carbono e Auto-adesivos Posicionamento: Técnica coplanar ou contraplanar Indicações Atrofia muscular; Estética (flacidez e celulite); Reabilitação muscular. Contra-indicações Usuários de marcapasso cardíaco; Cardiopatas; Utilização sobre vasos sanguíneos trombóticos ou embolíticos; Vasos vulneráveis à hemorragia; Área abdominal de gestantes; Sobre seios carotídeos; Alterações de sensibilidade sem estratégias seguras; Indivíduos com dermatite e sobre pele danificada; Tecidos neoplásicos; Estado febril; Infecções em geral; Dor não-diagnosticada (a menos que seja recomendada por profissional). Osteosíntese no local, arritimias e Insuf. Cardíaca Severa:CI RELATIVA
  • 7. TENS Efeitos Fisiológicos Alívio da dor A “Teoria das Comportas” é um modelo anatomofisiológico que concilia os fenômenos excitatórios e inibitórios, que se manifestam da mesma maneira nos níveis espinhais e supra-espinhais. A corrente do TENS é modulada para estimular as fibras nervosas que transmitem sinais ao cérebro e são interpretadas pelo tálamo como dor Os eletrodos são colocados na superfície da pele, e os impulsos transmitidos de forma cutânea estimulam as fibras A beta, mielinizadas, que conduzem informações ascendentes. Assim, se a transmissão de estímulos através das fibras A for predominante, e inibem pelas células T, o sinal de dor conduzido pelas fibras C (também responsáveis pela condução da sensibilidade dolorosa), e não ascende dos tratos espinotalâmicos laterais para o tálamo. Por outro lado, se os impulsos das fibras C superarem os estímulos veiculados pelas fibras A, a dor irá prevalecer. Desse modo, a corrente, enquanto aplicada, promove uma hiper-excitação das A, com a finalidade de bloquear a transmissão das fibras C, o que explica o alívio da dor. Já o pós-efeito está relacionado com a liberação de opióides endógenos, que são os fármacos mais importantes no tratamento da dor. São conhecidos como hormônios neuropeptídeos que originarão agentes ativos após segmentação enzimática. Pertencem a 3 famílias de opióides neuropeptídeos: As dinorfinas (liberadas na medula espinhal com freqüência de 100 a 1000 Hz), As encefalinas e as endorfinas (as 2 liberadas no SNC com freqüências de 5 a 10 Hz), sendo estas últimas importantes no mecanismo de alívio da dor. Indicações Cinetoses, Náuseas (Baixa Frequencia no CS6), Dores pós-operatórias, Dores cervicais e cervicobraquialgias, Dores lombares e Ciatalgia, Dores de cabeça, face, dente e de ATM, Dores articulares, artrites, bursites, luxações e entorses, Dores musculares, contusões, miosites, tendinites, miofasciais, Dores de câncer, Dores viscerais abdominais, Dores nas costas
  • 8. e torácicas, Dores no coto de amputação e em membros fantasmas, Neuropatias e Neurites Contra-indicações Dor não diagnosticada - pode motivar uma atividade física mais vigorosa antes que uma lesão esteja recuperada ou mascarar uma doença grave; Marcapasso (ao menos que recomendado pelo cardiologista), Gestação - evite a aplicação durante os três primeiros meses, principalmente em regiões lombar e abdominal, Epilepsia, Sobre os olhos, Problemas Cardíacos - podem apresentar reações adversas. AVC (não aplicar na face ou no pescoço), Problemas Cognitivos NÃO APLICAR! Sobre o seio carotídeo: pode exacerbar reflexos vago-vagais Pele danificada Sobre a pele disestésica Internamente (boca) Covencional e Breve Intenso: Agudos Burst e ACP: Cronico Atualmente 6 modalidades: (Convenc agud e cron ) e modulado
  • 9. FES (Baixa Frequência) Mundialmente conhecida pela sigla FES (Functional Electrical Stimulation), a estimulação elétrica funcional é uma forma de tratamento que utiliza a corrente elétrica de baixa freqüência para provocar a contração de músculos paralisados ou enfraquecidos decorrentes de lesão do neurônio motor superior, como derrames, traumas raqui-medulares ou crânios encefálicos, paralisia cerebral, dentre outros. Essa corrente elétrica é específica de tal forma que possibilita a contração muscular funcional. Indicações: Fortalecimento Muscular Manter ou Ganhar ADM Facilitar o Controle Motor Voluntário Redução Temporária da Espasticidade Facilitar o Retorno Venoso e Linfático Para Uso como Órtese Contra-indicações Marcapasso Doença Vascular Periférica, especialmente quando há a possibilidade de deslocamento de trombos, Hipertensão e hipotensão, já que a corrente pode afetar as respostas autonômicas, Áreas com excesso de tecido adiposo, já que pessoas obesas podem necessitar de níveis elevados de estímulo, o que pode levar a alterações autonômicas, Tecido neoplásico, Áreas de infecção ativa nos tecidos, Pele desvitalizada, por exemplo após radioterapia, Pacientes incapazes de compreender a natureza da intervenção ou de dar feedback sobre o tratamento NÃO APLICAR! Seio carotídeo Região torácica: pode haver interferência na função cardíaca Nervo frênico Tronco, durante a gestação Fatores que interferem com a estimulação: Obesidade, Presença de neuropatias periféricas, Distúrbios sensoriais importantes, A aceitação do paciente