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Aracnidismo
Professor: Cleanto Santos Vieira
Aracnidismo
• 3 gêneros de aranhas de
importância médica: Phoneutria,
Loxosceles e Latrodectus.
• As aranhas do gênero Lycosa, chamadas de
aranhas de jardins, são comumente
encontradas nas residências; também
causam acidentes leves, sem necessidade de
tratamento específico.
• Apresentam cor marrom acinzentado,
apresentando um desenho em forma de seta
no abdome. O animal adulto mede entre 2 a
3 cm de corpo e 5 a 6 cm de envergadura de
pernas. Habita campos e gramados e não é
agressiva. No local da picada pode ocorrer
leve descamação da pele.
• Animais carnívoros: insetos, como grilos e
baratas. Muitas têm hábitos domiciliares e
peridomiciliares.
Aracnidismo
Morfologia externa das aranhas
Aracnidismo
Aracnidismo
• Epidemiologia:
• Incremento da notificação de
casos no país, notadamente nos
estados do Sul.
• Coeficiente de incidência dos
acidentes aracnídicos situa-se
em torno de 1,5 casos por
100.000 habitantes, com
registro de 18 óbitos no período
de 1990-1993. A maioria das
notificações provem das regiões
Sul e Sudeste.
Phoneutria
• Armadeira (também conhecida como aranha-macaco
ou aranha-de-bananeira) é a designação comum às
aranhas do gênero Phoneutria (do grego phoneútria,
"assassina"), da família dos ctenídeos. O nome comum
armadeira vem da sua atitude invariável de ataque,
com as patas dianteiras erguidas.
• Originárias da região sul-americana, com um corpo de
3,5 cm a 5 cm e pernas de até 17 cm de envergadura
(fêmea). São altamente agressivas e peçonhentas, pois
produzem um veneno cujo componente neurotóxico é
tão potente que apenas 0,006 mg é suficiente para
matar um rato. Freqüentemente entram em habitações
humanas à procura de alimento, parceiros sexuais ou
mesmo abrigo, escondendo-se em roupas e sapatos.
Quando incomodadas, picam furiosamente diversas
vezes, e centenas de acidentes envolvendo essas
espécie são registrados anualmente: são responsáveis
por aproximadamente 42% dos casos de picadas por
aracnídeos notificados no Brasil.
• É considerada a aranha mais venenosa do mundo,
devido a potência do seu veneno de ação neurotóxico.
No Brasil, é a segunda aranha que mais causa
acidentes, perdendo apenas para a aranha marron,
porém, ao contrário da Loxosceles, é extremamente
agressiva, razão pela qual não se aconselha nem se
permite sua criação em cativeiro.
Aracnidismo
• Espécies:
• Phoneutria fera: pode ser encontrada na região
Amazônica
• Juntamente com a nigriventer são consideradas as
aranhas mais venenosas no mundo.
• O seu veneno contém uma potente neurotoxina ,
conhecido como PhTx3 , que atua como um
bloqueador de amplo espectro do canal de cálcio que
inibe a ação do glutamato, cálcio e também a
captação de glutamato de sinapses neurais.
• Em concentrações letais, esta neurotoxina causa
perda do controle muscular e problemas
respiratórios, resultando em paralisia e eventual
asfixia.
• Em adição, o veneno provoca dor intensa e
inflamação após uma refeição, devido a um efeito
excitatório do veneno tem sobre a serotonina 5-HT4
dos nervos sensoriais.
• Esta estimulação do nervo sensorial provoca a
liberação de neuropeptídeos , tais como a substância
P, que desencadeia a dor e inflamação.
Aracnidismo
• Phoneutria nigriventer: Goiás,
Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná,
Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo
e Santa Catarina;
Aracnidismo
• Phoneutria Keyserlingi:
Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio
de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e
Santa Catarina.
Phoneutrismo
• 42,2% dos casos no Brasil,
predominantemente no Sul e
Sudeste. Raramente levam a
um quadro grave. Acidentes
ocorrem em áreas urbanas, no
intra e peridomicílio.
• Quadro clínico Predominam
manifestações locais: dor
imediata, edema, eritema,
parestesia e sudorese no local
da picada.
Phoneutrismo
• Os acidentes são classificados em:
• Leves 91% dos casos. Sintomatologia
local. Taquicardia e agitação,
secundárias à dor.
• Moderados 7,5% do total de
acidentes. Manifestações locais e
sistêmicas, como taquicardia,
hipertensão arterial, sudorese
discreta, agitação psicomotora, visão
“turva” e vômitos ocasionais.
• Graves raros, 0,5% do total, restritos
às crianças. Sudorese profusa,
sialorréia, vômitos freqüentes,
diarréia, priapismo, hipertonia
muscular, hipotensão arterial,
choque e edema pulmonar agudo.
Phoneutrismo
• Exames complementares Acidentes graves (crianças):
• leucocitose com neutrofilia, hiperglicemia, acidose
metabólica e taquicardia sinusal.
• Tratamento
• Sintomático
• Analgésico, imersão do local em água morna ou o uso de
compressas quentes.
• Específico
• a soroterapia tem sido formalmente indicada nos casos
com manifestações sistêmicas em crianças e em todos
os acidentes graves.
• Prognóstico Bom. Lactentes, pré-escolares e idosos
devem sempre ser mantidos em observação pelo menos
por seis horas. Os óbitos são muito raros, havendo
relatos de 14 mortes na literatura nacional de 1926 a
1996.
Phoneutrismo
Loxoscelismo
• Loxosceles:
• Aranhas-marrons
• Teias irregulares Podem ter 1 cm de
corpo e até 3 cm de envergadura de
pernas. Não são agressivas, picando
quando são comprimidas contra o
corpo.
• Distribuição geográfica
• L. intermedia -predomina nos estados
do sul do país;
• L. laeta -ocorre em focos isolados em
várias regiões do país, principalmente
no estado de Santa Catarina;
• L. gaucho -predomina no estado de
São Paulo.
Loxoscelismo
• Forma mais grave de aracnidismo no
Brasil. A maioria dos acidentes ocorre no
Sul, particularmente no Paraná e Santa
Catarina. O acidente atinge mais
comumente adultos, com discreto
predomínio em mulheres, no intra-
domicílio.
• Ações da peçonha Enzima
esfingomielinase D-> membrana das
células, principalmente do endotélio
vascular e hemácias. Cascatas do
sistema complemento, da coagulação e
das plaquetas, desencadeando intenso
processo inflamatório no local da picada,
acompanhado de obstrução de
pequenos vasos, edema, hemorragia e
necrose focal. Hemólise intravascular
nas formas mais graves de
envenenamento.
Loxosceles intermedia
Loxoscelismo
• Quadro clínico:
• A picada quase sempre é imperceptível.
• Forma cutânea 87-98% dos casos.
• Lenta e progressiva, caracterizada por dor, edema e
eritema no local da picada, pouco valorizados pelo
paciente. Os sintomas locais se acentuam nas
primeiras 24-72 h após o acidente, podendo variar
sua apresentação desde:
• Lesão incaracterística
• bolha de conteúdo seroso, edema, calor e rubor,
com ou sem dor em queimação; Lesão sugestiva
• enduração, bolha, equimoses e dor em
• queimação; Lesão característica
• dor em queimação, lesões hemorrágicas focais,
mescladas com áreas pálidas de isquemia (placa
marmórea) e necrose. Geralmente o diagnóstico
éfeito nesta oportunidade.
Loxosceles laeta
Loxoscelismo
• A lesão cutânea pode evoluir
para necrose seca (escara), em
cerca de 7-12 dias, que, ao se
destacar em 3 a 4 semanas,
deixa uma úlcera de difícil
cicatrização.
• Bombeiro, 31 anos, relata ter
calçado bota pela manhã e
trabalhado por aprox. 12h
seguidas. Ao final desse período,
começou a sentir dor
progressivamente maior, em
queimação, no pé direito. Ao
retirar a bota e a meia, observou
a lesão mostrada na imagem.
Lesão com 7 dias
Loxoscelismo
• Forma cutâneo-visceral (hemolítica)
Além do comprometimento cutâneo,
manifestações clínicas decorrentes
de hemólise intravascular, anemia,
icterícia e hemoglobinúria (primeiras
24 horas).
• Petéquias e equimoses:
relacionadas à coagulação
intravascular disseminada (1-13%
dos casos, mais comum nos
acidentes por L. laeta).
• Casos graves: insuficiência renal
aguda, de etiologia multifatorial
(diminuição da perfusão renal,
hemoglobinúria e CIVD), principal
causa de óbito no loxoscelismo.
Loxoscelismo
• Acidente loxoscélico pode ser classificado em:
• Leve:
• lesão incaracterística sem alterações clínicas ou laboratoriais e com a
identificação da aranha causadora do acidente.
• Moderado:
• lesão sugestiva ou característica, mesmo sem a identificação do agente causal,
podendo ou não haver alterações sistêmicas do tipo rash cutâneo, cefaléia e mal-
estar;
• Grave:
• lesão característica e alterações clínico-laboratoriais de hemólise intravascular.
• Loxoscelismo
• Complicações Locais
• infecção secundária, perda tecidual, cicatrizes desfigurantes. Sistêmicas
• insuficiência renal aguda.
• Exames complementares Forma cutânea
• hemograma com leucocitose e neutrofilia Forma cutâneo-visceral
• anemia aguda, plaquetopenia, reticulocitose, hiperbilirrubinemia indireta, K+,
creatinina e uréia e coagulograma alterado.
• Tratamento A indicação do anti-veneno é controvertida na literatura. Eficácia da
soroterapia é reduzida após 36 h do acidente.
Loxoscelismo
• Tratamento:
• Corticoterapia e dapsone (modulador da resposta
inflamatória), analgésicos, compressas frias,
antisséptico local e limpeza periódica da ferida são
fundamentais para que haja uma rápida
cicatrização. Antibiótico sistêmico, remoção da
escara e tratamento cirúrgico na correção de
cicatrizes. Manifestações sistêmicas
• transfusão de sangue ou concentrado de hemácias
nos casos de anemia intensa e manejo da
insuficiência renal aguda.
• Prognóstico:
• Na maioria dos casos, bom. Nos casos de ulceração
cutânea, de difícil cicatrização: complicações no
retorno do paciente às atividades rotineiras. A
hemólise intravascular pode levar a quadros graves
e neste grupo estão incluídos os raros óbitos.
Loxoscelismo
Latrodectismo
• Viúvas-negras Teias irregulares. Podem
apresentar hábitos domiciliares.
• Fêmeas: 1cm (3cm de envergadura de pernas).
Machos menores(3 mm)
• Os acidentes ocorrem normalmente quando
são comprimidas contra o corpo.
• Latrodectus
• Distribuição geográfica
• L. curacaviensis -Ceará, Bahia, Espírito Santo,
Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e São
Paulo;
• L. geometricus -encontrada praticamente em
todo o país.
• Latrodectismo Nordeste (Bahia, Ceará, Rio
Grande do Norte, Sergipe), principalmente por
L. curacaviensis.
Latrodectus curacaviensis
Latrodectismo
• Ações da peçonha:
• Alpha-latrotoxina: atua sobre terminações nervosas sensitivas provocando quadro
doloroso no local da picada.
• Ação no SNA: liberação neurotransmissores adrenérgicos e colinérgicos. Na
junção neuromuscular pré-sináptica, altera a permeabilidade aos íons sódio e
potássio.
• Quadro clínico:
• Manifestações locais: dor local (60% dos casos) e sensação de queimadura 15-
60min após a picada. Pápula eritematosa e sudorese localizada (20% dos casos).
Lesões puntiformes, distando de 1 mm a 2 mm entre si. Na área da picada há
referência de hiperestesia e pode ser observada a presença de placa urticariforme
acompanhada de infartamento ganglionar regional.
• Manifestações sistêmicas:
• Gerais -> tremores (26%), ansiedade (12%), excitabilidade (11%), insônia, cefaléia,
prurido, eritema de face e pescoço. Distúrbios de comportamento e choque nos casos
graves.
• Motoras -> dor irradiada para os membros inferiores (32%), contraturas
musculares periódicas (26%), movimentação incessante, atitude de flexão no leito;
hiperreflexia ósteo-músculo-tendinosa constante. Dor abdominal intensa (18%),
acompanhada de rigidez e desaparecimento do reflexo cutâneo- abdominal.
Contratura facial, trismo dos masseteres caracteriza o fácies latrodectísmica
observado em 5% dos casos.
Latrodectus Geometricus
Latrodectismo
• Cardiovasculares -> opressão precordial, com
sensação de morte iminente, taquicardia inicial
e hipertensão seguidas de bradicardia.
• Exames complementares:
• Leucocitose, linfopenia, eosinopenia.
Hiperglicemia, hiperfosfatemia. Albuminúria,
hematúria, leucocitúria e cilindrúria. Arritmias
cardíacas. Essas alterações podem persistir
atépor dez dias.
• Tratamento Específico: soro antilatrodectus
(SALatr) é indicado nos casos graves, i.m. A
melhora do paciente ocorre de 30 min a 3 h
após soroterapia. Soro antilatrodectus
atualmente disponível no Brasil é importado.
• Sintomático e analgésicos.
• Suporte cardiorespiratório e hospitalização por,
no mínimo, 24 horas.
• Prognóstico:
• Não há registro de óbitos.
Latrodectismo
Fascies Latrodectísmica
Referências Bibliográficas
• Elisabeth Ferroni Schwartz Laboratório de Toxinologia Departamento
de Ciências Fisiológicas Instituto de Ciências Biológicas –UnB
• MI acidentes por animais peçonhentos. Bra .
• SEB Brasília, 1996.
• SEC SAÚDE. Manual de vigilância epidemiológica acidentes pó animais
peç São Paulo: CVE, lnstituto Butantan, 1993. SC avier, 1992.

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Primeiros Socorros - Acidentes com animais peçonhentos aracnidismo

  • 2. Aracnidismo • 3 gêneros de aranhas de importância médica: Phoneutria, Loxosceles e Latrodectus. • As aranhas do gênero Lycosa, chamadas de aranhas de jardins, são comumente encontradas nas residências; também causam acidentes leves, sem necessidade de tratamento específico. • Apresentam cor marrom acinzentado, apresentando um desenho em forma de seta no abdome. O animal adulto mede entre 2 a 3 cm de corpo e 5 a 6 cm de envergadura de pernas. Habita campos e gramados e não é agressiva. No local da picada pode ocorrer leve descamação da pele. • Animais carnívoros: insetos, como grilos e baratas. Muitas têm hábitos domiciliares e peridomiciliares.
  • 5. Aracnidismo • Epidemiologia: • Incremento da notificação de casos no país, notadamente nos estados do Sul. • Coeficiente de incidência dos acidentes aracnídicos situa-se em torno de 1,5 casos por 100.000 habitantes, com registro de 18 óbitos no período de 1990-1993. A maioria das notificações provem das regiões Sul e Sudeste.
  • 6. Phoneutria • Armadeira (também conhecida como aranha-macaco ou aranha-de-bananeira) é a designação comum às aranhas do gênero Phoneutria (do grego phoneútria, "assassina"), da família dos ctenídeos. O nome comum armadeira vem da sua atitude invariável de ataque, com as patas dianteiras erguidas. • Originárias da região sul-americana, com um corpo de 3,5 cm a 5 cm e pernas de até 17 cm de envergadura (fêmea). São altamente agressivas e peçonhentas, pois produzem um veneno cujo componente neurotóxico é tão potente que apenas 0,006 mg é suficiente para matar um rato. Freqüentemente entram em habitações humanas à procura de alimento, parceiros sexuais ou mesmo abrigo, escondendo-se em roupas e sapatos. Quando incomodadas, picam furiosamente diversas vezes, e centenas de acidentes envolvendo essas espécie são registrados anualmente: são responsáveis por aproximadamente 42% dos casos de picadas por aracnídeos notificados no Brasil. • É considerada a aranha mais venenosa do mundo, devido a potência do seu veneno de ação neurotóxico. No Brasil, é a segunda aranha que mais causa acidentes, perdendo apenas para a aranha marron, porém, ao contrário da Loxosceles, é extremamente agressiva, razão pela qual não se aconselha nem se permite sua criação em cativeiro.
  • 7. Aracnidismo • Espécies: • Phoneutria fera: pode ser encontrada na região Amazônica • Juntamente com a nigriventer são consideradas as aranhas mais venenosas no mundo. • O seu veneno contém uma potente neurotoxina , conhecido como PhTx3 , que atua como um bloqueador de amplo espectro do canal de cálcio que inibe a ação do glutamato, cálcio e também a captação de glutamato de sinapses neurais. • Em concentrações letais, esta neurotoxina causa perda do controle muscular e problemas respiratórios, resultando em paralisia e eventual asfixia. • Em adição, o veneno provoca dor intensa e inflamação após uma refeição, devido a um efeito excitatório do veneno tem sobre a serotonina 5-HT4 dos nervos sensoriais. • Esta estimulação do nervo sensorial provoca a liberação de neuropeptídeos , tais como a substância P, que desencadeia a dor e inflamação.
  • 8. Aracnidismo • Phoneutria nigriventer: Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina;
  • 9. Aracnidismo • Phoneutria Keyserlingi: Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina.
  • 10. Phoneutrismo • 42,2% dos casos no Brasil, predominantemente no Sul e Sudeste. Raramente levam a um quadro grave. Acidentes ocorrem em áreas urbanas, no intra e peridomicílio. • Quadro clínico Predominam manifestações locais: dor imediata, edema, eritema, parestesia e sudorese no local da picada.
  • 11. Phoneutrismo • Os acidentes são classificados em: • Leves 91% dos casos. Sintomatologia local. Taquicardia e agitação, secundárias à dor. • Moderados 7,5% do total de acidentes. Manifestações locais e sistêmicas, como taquicardia, hipertensão arterial, sudorese discreta, agitação psicomotora, visão “turva” e vômitos ocasionais. • Graves raros, 0,5% do total, restritos às crianças. Sudorese profusa, sialorréia, vômitos freqüentes, diarréia, priapismo, hipertonia muscular, hipotensão arterial, choque e edema pulmonar agudo.
  • 12. Phoneutrismo • Exames complementares Acidentes graves (crianças): • leucocitose com neutrofilia, hiperglicemia, acidose metabólica e taquicardia sinusal. • Tratamento • Sintomático • Analgésico, imersão do local em água morna ou o uso de compressas quentes. • Específico • a soroterapia tem sido formalmente indicada nos casos com manifestações sistêmicas em crianças e em todos os acidentes graves. • Prognóstico Bom. Lactentes, pré-escolares e idosos devem sempre ser mantidos em observação pelo menos por seis horas. Os óbitos são muito raros, havendo relatos de 14 mortes na literatura nacional de 1926 a 1996.
  • 14. Loxoscelismo • Loxosceles: • Aranhas-marrons • Teias irregulares Podem ter 1 cm de corpo e até 3 cm de envergadura de pernas. Não são agressivas, picando quando são comprimidas contra o corpo. • Distribuição geográfica • L. intermedia -predomina nos estados do sul do país; • L. laeta -ocorre em focos isolados em várias regiões do país, principalmente no estado de Santa Catarina; • L. gaucho -predomina no estado de São Paulo.
  • 15. Loxoscelismo • Forma mais grave de aracnidismo no Brasil. A maioria dos acidentes ocorre no Sul, particularmente no Paraná e Santa Catarina. O acidente atinge mais comumente adultos, com discreto predomínio em mulheres, no intra- domicílio. • Ações da peçonha Enzima esfingomielinase D-> membrana das células, principalmente do endotélio vascular e hemácias. Cascatas do sistema complemento, da coagulação e das plaquetas, desencadeando intenso processo inflamatório no local da picada, acompanhado de obstrução de pequenos vasos, edema, hemorragia e necrose focal. Hemólise intravascular nas formas mais graves de envenenamento. Loxosceles intermedia
  • 16. Loxoscelismo • Quadro clínico: • A picada quase sempre é imperceptível. • Forma cutânea 87-98% dos casos. • Lenta e progressiva, caracterizada por dor, edema e eritema no local da picada, pouco valorizados pelo paciente. Os sintomas locais se acentuam nas primeiras 24-72 h após o acidente, podendo variar sua apresentação desde: • Lesão incaracterística • bolha de conteúdo seroso, edema, calor e rubor, com ou sem dor em queimação; Lesão sugestiva • enduração, bolha, equimoses e dor em • queimação; Lesão característica • dor em queimação, lesões hemorrágicas focais, mescladas com áreas pálidas de isquemia (placa marmórea) e necrose. Geralmente o diagnóstico éfeito nesta oportunidade. Loxosceles laeta
  • 17. Loxoscelismo • A lesão cutânea pode evoluir para necrose seca (escara), em cerca de 7-12 dias, que, ao se destacar em 3 a 4 semanas, deixa uma úlcera de difícil cicatrização. • Bombeiro, 31 anos, relata ter calçado bota pela manhã e trabalhado por aprox. 12h seguidas. Ao final desse período, começou a sentir dor progressivamente maior, em queimação, no pé direito. Ao retirar a bota e a meia, observou a lesão mostrada na imagem. Lesão com 7 dias
  • 18. Loxoscelismo • Forma cutâneo-visceral (hemolítica) Além do comprometimento cutâneo, manifestações clínicas decorrentes de hemólise intravascular, anemia, icterícia e hemoglobinúria (primeiras 24 horas). • Petéquias e equimoses: relacionadas à coagulação intravascular disseminada (1-13% dos casos, mais comum nos acidentes por L. laeta). • Casos graves: insuficiência renal aguda, de etiologia multifatorial (diminuição da perfusão renal, hemoglobinúria e CIVD), principal causa de óbito no loxoscelismo.
  • 19. Loxoscelismo • Acidente loxoscélico pode ser classificado em: • Leve: • lesão incaracterística sem alterações clínicas ou laboratoriais e com a identificação da aranha causadora do acidente. • Moderado: • lesão sugestiva ou característica, mesmo sem a identificação do agente causal, podendo ou não haver alterações sistêmicas do tipo rash cutâneo, cefaléia e mal- estar; • Grave: • lesão característica e alterações clínico-laboratoriais de hemólise intravascular. • Loxoscelismo • Complicações Locais • infecção secundária, perda tecidual, cicatrizes desfigurantes. Sistêmicas • insuficiência renal aguda. • Exames complementares Forma cutânea • hemograma com leucocitose e neutrofilia Forma cutâneo-visceral • anemia aguda, plaquetopenia, reticulocitose, hiperbilirrubinemia indireta, K+, creatinina e uréia e coagulograma alterado. • Tratamento A indicação do anti-veneno é controvertida na literatura. Eficácia da soroterapia é reduzida após 36 h do acidente.
  • 20. Loxoscelismo • Tratamento: • Corticoterapia e dapsone (modulador da resposta inflamatória), analgésicos, compressas frias, antisséptico local e limpeza periódica da ferida são fundamentais para que haja uma rápida cicatrização. Antibiótico sistêmico, remoção da escara e tratamento cirúrgico na correção de cicatrizes. Manifestações sistêmicas • transfusão de sangue ou concentrado de hemácias nos casos de anemia intensa e manejo da insuficiência renal aguda. • Prognóstico: • Na maioria dos casos, bom. Nos casos de ulceração cutânea, de difícil cicatrização: complicações no retorno do paciente às atividades rotineiras. A hemólise intravascular pode levar a quadros graves e neste grupo estão incluídos os raros óbitos.
  • 22. Latrodectismo • Viúvas-negras Teias irregulares. Podem apresentar hábitos domiciliares. • Fêmeas: 1cm (3cm de envergadura de pernas). Machos menores(3 mm) • Os acidentes ocorrem normalmente quando são comprimidas contra o corpo. • Latrodectus • Distribuição geográfica • L. curacaviensis -Ceará, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e São Paulo; • L. geometricus -encontrada praticamente em todo o país. • Latrodectismo Nordeste (Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte, Sergipe), principalmente por L. curacaviensis. Latrodectus curacaviensis
  • 23. Latrodectismo • Ações da peçonha: • Alpha-latrotoxina: atua sobre terminações nervosas sensitivas provocando quadro doloroso no local da picada. • Ação no SNA: liberação neurotransmissores adrenérgicos e colinérgicos. Na junção neuromuscular pré-sináptica, altera a permeabilidade aos íons sódio e potássio. • Quadro clínico: • Manifestações locais: dor local (60% dos casos) e sensação de queimadura 15- 60min após a picada. Pápula eritematosa e sudorese localizada (20% dos casos). Lesões puntiformes, distando de 1 mm a 2 mm entre si. Na área da picada há referência de hiperestesia e pode ser observada a presença de placa urticariforme acompanhada de infartamento ganglionar regional. • Manifestações sistêmicas: • Gerais -> tremores (26%), ansiedade (12%), excitabilidade (11%), insônia, cefaléia, prurido, eritema de face e pescoço. Distúrbios de comportamento e choque nos casos graves. • Motoras -> dor irradiada para os membros inferiores (32%), contraturas musculares periódicas (26%), movimentação incessante, atitude de flexão no leito; hiperreflexia ósteo-músculo-tendinosa constante. Dor abdominal intensa (18%), acompanhada de rigidez e desaparecimento do reflexo cutâneo- abdominal. Contratura facial, trismo dos masseteres caracteriza o fácies latrodectísmica observado em 5% dos casos. Latrodectus Geometricus
  • 24. Latrodectismo • Cardiovasculares -> opressão precordial, com sensação de morte iminente, taquicardia inicial e hipertensão seguidas de bradicardia. • Exames complementares: • Leucocitose, linfopenia, eosinopenia. Hiperglicemia, hiperfosfatemia. Albuminúria, hematúria, leucocitúria e cilindrúria. Arritmias cardíacas. Essas alterações podem persistir atépor dez dias. • Tratamento Específico: soro antilatrodectus (SALatr) é indicado nos casos graves, i.m. A melhora do paciente ocorre de 30 min a 3 h após soroterapia. Soro antilatrodectus atualmente disponível no Brasil é importado. • Sintomático e analgésicos. • Suporte cardiorespiratório e hospitalização por, no mínimo, 24 horas. • Prognóstico: • Não há registro de óbitos.
  • 26. Referências Bibliográficas • Elisabeth Ferroni Schwartz Laboratório de Toxinologia Departamento de Ciências Fisiológicas Instituto de Ciências Biológicas –UnB • MI acidentes por animais peçonhentos. Bra . • SEB Brasília, 1996. • SEC SAÚDE. Manual de vigilância epidemiológica acidentes pó animais peç São Paulo: CVE, lnstituto Butantan, 1993. SC avier, 1992.