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FOTOTERAPIA
Prof: Cleanto Santos
Vieira
Terapia por ultravioleta
– capítulo 16
Fototerapia
• Terapia Ultravioleta:
• Os fundamentos da fototerapia ultravioleta começaram com o trabalho do
médico dinamarquês Niels Finsen que recebeu o prêmio nobel da
medicina em 1903 pelo tratamento bem sucedido da tuberculose cutânea.
Cap 16: Ultravioleta
Fototerapia
• Atualmente o papel da radiação ultra
violeta na medicina é reduzido.
• Uma das principais contribuições é na
área da medicina dermatológica com
a introdução de tratamentos para
várias doenças de pele, incluindo a
psoríase, conhecido como
fotoquimioterapia: a combinação da
radiação ultravioleta e drogas
fotoativas produzindo efeito benéfico
para a pele.
Cap 16: Ultravioleta
Fototerapia
• A natureza da radiação ultravioleta:
• A radiação U.V. cobre uma pequena
parte do espectro eletromagnético,
num comprimento de onda que vai de
400 a 100nm.
• Os efeitos biológicos variam com o
comprimento de onda e por essa
razão, é subdividido em três regiões:
• 1ª - UVA: 400-320nm;
• 2ª - UVB: 320-290nm;
• 3ª - UVC: 290-200nm.
Cap 16: Ultravioleta
Fototerapia
• Produção da radiação ultravioleta:
• A radiação ultravioleta é produzida
artificialmente pela passagem de uma
corrente elétrica através de um gás,
geralmente mercúrio vaporizado, ou
ainda através de lâmpadas
fluorescentes ou tubos.
• A radiação é emitida com vários
comprimentos de ondas diferentes em
UVC, UVB e UVA.
Cap 16: Ultravioleta
Fototerapia
• Distribuição espectral de potência:
• O único modo correto de especificar a natureza da
radiação emitida é fazendo referência à distribuição
espectral de potência.
• As lâmpadas fluorescentes atingem sua potência
completa um minuto após terem sido ligadas e
fornecem uma potência de radiação máxima
operando ao ar livre em uma temperatura ambiente
de cerca de 25°.
• A potência das lâmpadas ultravioleta se deteriora
com o tempo (cerca de 100 horas para as lâmpadas
fluorescentes e de 20 horas nas lâmpadas de pressão
média e alta).
Cap 16: Ultravioleta
Fototerapia
• Efeitos biológicos da radiação UV:
• O eritema, ou rubor da pele devido à
dilatação dos vasos sanguíneos superficiais da
derme, é um dos efeitos mais comuns e mais
óbvios da exposição ultravioleta (“queimadura
de sol”).
• A ocorrência do eritema pode estar
relacionada com efeitos lesivos sobre o DNA.
• Pacientes que apresentam xerodermia
pigmentosa (mecanismo de reparo de lesões
defeituoso no DNA devido a exposição a UV
solar), apresentam respostas eritematosas
anormais quando expostas a radiação UV.
Cap 16: Ultravioleta
Fototerapia
• Após a exposição à radiação UV, há geralmente um período de latência de 2 a 4 horas antes que se desenvolva o eritema.
• O eritema induzido atinge a intensidade máxima entre 8 e 24 horas após a exposição, mas podem ser necessários vários
dias para que desapareça completamente.
• Se ocorreu uma exposição suficientemente alta, a pele apresentará dor e eritema.
• A menor dose de UV que resulta apenas em eritema detectável pelos olhos entre 8 e 24 horas após a exposição é
denominada “dose eritematosa mínima” (DEM).
Cap 16: Ultravioleta
Cabine de ultravioleta para
bronzeamento – Hoje em dia
proibida pela ANVISA
Fototerapia
• Uma dose de teste para determinar a DEM é
medida normalmente expondo pequenas
áreas da pele (geralmente nas costas ou
braços) a diferentes doses de UV.
• Idealmente é usada uma série de doses que
aumentam geometricamente o tempo de
exposição (doses sucessivas ↑ o tempo
cerca de 40%).
• A DEM varia muito entre indivíduos; mesmo
em caucasianos, ocorrerá uma diferença de
4 a 6 vezes na DEM entre aqueles que se
queimam facilmente na luz solar e aqueles
que raramente se queimam.
Cap 16: Ultravioleta
Fototerapia
• Bronzeado:
• Outra consequência da exposição à radiação UV
é a pigmentação tardia da pele conhecida como
bronzeado ou pigmentação de melanina.
• A pigmentação de melanina da pele é de dois
tipos:
• - Constitutiva -> a cor da pele vista em
diferentes raças e determinada apenas por
fatores genéticos.
• - Facultativa -> o aumento reversível do
bronzeado em resposta à radiação UV e outros
estímulos externos.
Cap 16: Ultravioleta
Fototerapia
• Os indivíduos podem ser classificados de
acordo com seu próprio relato sobre
eritema e resposta pigmentar a exposição
à luz solar natural.
• Esse sistema é bastante usado para
escolher a dose inicial de UV no começo
de um TTO fisioterapêutico.
• Contudo ocorre uma grande variação nos
valores da DEM, dentro de cada categoria
de tipo de pele.
Cap 16: Ultravioleta
Fototerapia
• As categorias desse sistema de tipos de pele são:
• - Grupo I -> sempre se queima e nunca se bronzeia.
• - Grupo II -> sempre se queima e as vezes se bronzeia.
• - Grupo III -> às vezes se queima e sempre se bronzeia.
• - Grupo IV -> nunca se queima e sempre se bronzeia.
• - Grupo V -> pigmentação racial moderada (ex. pele asiática).
• - Grupo VI -> pigmentação racial acentuada (ex. pele negra).
Cap 16: Ultravioleta
Fototerapia
• Hiperplasia:
• O espessamento ou hiperplasia da
epiderme, começa a ocorrer cerca de
72 horas após a exposição excessiva
ao UV, é o resultado de um aumento
na taxa de divisão das células basais
da epiderme, causando também um
aumento do extrato córneo que
persiste por várias semanas.
• Isso ocorre com todos os tipos de
pele, principalmente após a exposição
a UVB, e não a UVA.
Cap 16: Ultravioleta
Fototerapia
• Produção de vitamina D:
• A pele absorve a radiação UV da luz
solar e converte precursores de
esterol na pele, como o 7-
deidrocolesterol, em vitamina D₃, que
é transformada pelo fígado e rins em
metabólitos biologicamente ativos e
esses metabólitos atuam na mucosa
intestinal facilitando a absorção de
cálcio nos ossos.
Cap 16: Ultravioleta
A deficiência de vitamina D. No escuro dos países do
Norte, e uma das suas curas: as crianças com raquitismo,
e sendo tratados com raios ultra-violeta
Fototerapia
• Envelhecimento da pele:
• A exposição crônica à luz solar pode
levar a pele a uma aparência que
normalmente se denomina de
envelhecimento precoce ou dano
actínico.
• As alterações clínicas associadas ao
envelhecimento da pele incluem a
aparência seca, áspera, semelhante ao
couro, flacidez com rugas e várias
alterações pigmentares.
• Essas alterações provavelmente estão
associadas ao componente UV Da luz
solar.
Cap 16: Ultravioleta
Fototerapia
• Câncer de pele:
• As três formas mais comuns
relacionadas por ordem de gravidade,
são:
• - Carcinoma de células basais;
• - Carcinoma de células escamosas;
• - Melanoma maligno.
• Considera-se que a exposição à
radiação UV seja o principal fator
etiológico para as três formas.
• O desenvolvimento do carcinoma de
células escamosas é um risco
significativo para pacientes tratados
por longos períodos com
fotoquimioterapia (psoraleno-
medicação).
Cap 16: Ultravioleta
Fototerapia
• Efeitos nos olhos:
• Os efeitos agudos da exposição à radiação
UVC e UVB são primariamente conjuntivite e
fotoqueratite.
• A conjuntivite é uma inflamação na
membrana que reveste a parte de dentro
das pálpebras e cobre a córnea, geralmente
acompanhada de eritema e sensação de
“areia nos olhos”.
• A fotoqueratite é uma inflamação da córnea
que pode resultar em dor intensa. Muitas
vezes a fotoqueratite está relacionada a
exposição à radiação UV produzida por
aparelhos de solda e reflexo da luz solar na
neve e areia, por isso são denominadas de
“lampejo do soldador” ou “cegueira da
neve”.
Cap 16: Ultravioleta
Fototerapia
• Catarata:
• Na terapia com PUVA (psoraleno e
UV) são administradas drogas
fotosensibilizadoras chamadas
psoralenos que se depositam no
cristalino.
• Evidências de estudos animais
mostram que a radiação
subsequente com UVA pode levar a
formação de cataratas e por essa
razão deve ser usada uma proteção
ocular por 12 horas ou mais após a
ingestão de psoralenos.
Cap 16: Ultravioleta
Fototerapia
• Fototerapia/fotoquimioterapia:
• O TTO de doenças através da exposição à
radiação UV é denominado fototerapia.
• O TTO combinado de radiação UV com um
agente fotosensibilizador (psoraleno) é
denominado Fotoquimioterapia.
• Doenças tratadas com terapia UV:
• - Psoríase;
• - Eczema;
• - Acne;
• - Vitiligo;
• - Pitríase liquenóide crônica;
• - Erupção polimórfica pela luz (e outros
distúrbios fotossensíveis);
• - Prurido (particularmente relacionado a
doença renal).
Cap 16: Ultravioleta
Fototerapia
• Tempo de tratamento:
• Os tempos de tratamento dependem não
apenas do espectro de radiação, mas
também de fatores como potência
elétrica, número de lâmpadas, distância
entre a lâmpada e a pele e diferenças na
suscetibilidade do paciente à radiação.
• Os tempos iniciais para a maioria das
lâmpadas são geralmente de 0,5 a 3
minutos.
• Os tempos são aumentados para manter
o eritema na pele que vai ficando cada
vez mais climatizada.
Cap 16: Ultravioleta
TTO de psoríase
Fototerapia
• Doenças tratadas com PUVA:
• - Psoríase;
• - Vitiligo;
• - Eczema;
• - Líquen plano;
• - Doença enxerto contra hospedeiro;
• - Pitríase Liquenóide Crônica;
• - Linfoma cutâneo de células T
(micose fungóide);
• - Urticária pigmentosa;
• - Distúrbios de fotosensibilidade
(erupção polimórfica pela luz,
prurido actínico, dermatite actínea
crônica).
Cap 16: Ultravioleta
Fototerapia
• Regimes de tratamento:
• Para psoríase os programas de TTO agora são
bem estabelecidos.
• Os protocolos de TTO para outros distúrbios
ainda carecem de desenvolvimento.
• No Reino Unido o TTO de psoríase é feito três
vezes por semana (isso está sendo modificado
porque o eritema de PUVA não atinge o
máximo em 48 horas mas sim em 72 horas, o
que estava causando queimaduras). Muitas
unidades estão mudando o protocolo de três
para duas vezes por semana.
Cap 16: Ultravioleta
Fototerapia
• As doses iniciais de UVA são geralmente
baseadas no tipo de pele do paciente, como por
exemplo:
• - Pele Tipo I: 0,5 J/cm²
• - Pele Tipo II: 1,0 J/cm²
• - Pele Tipo III: 1,5 J/cm²
• - Pele Tipo IV: 2,0 J/cm²
• A medida da dose fototóxica mínima DFM
permite que sejam usados regimes de TTO com
doses mais elevadas sem aumentar o riso de
queimaduras.
Cap 16: Ultravioleta
Fototerapia
• Efeitos colaterais:
• Os principais efeitos colaterais a curto prazo são o eritema e náusea.
• O eritema por PUVA, tem surgimento tardio em comparação com o UVB, pode persistir por uma semana
ou mais e pode estar associado a prurido intenso.
• A náusea é bastante comum com o 8-metoxipsoraleno oral durante 1-4 horas após a ingestão.
• Em alguns casos, esse problema pode ser vencido se a droga for ingerida junto com comida leve.
Cap 16: Ultravioleta
Fototerapia
• Dosimetria para ultravioleta:
• Um cálculo simples permite que seja determinado o tempo de
exposição para uma dose prescrita em Joules por centímetro
quadrado (J/cm²) e um dosímetro com leitura em mW/cm²:
• Tempo de tratamento = (1000 X (dose prescrita em J/cm²))
• (60 X medida de irradiância (Mw/cm²))
Cap 16: Ultravioleta
Fototerapia
• Segurança:
• Segurança do paciente:
• Os pacientes não devem ficar em
contato com lâmpadas
descobertas.
• Em unidades de alta pressão
sempre deve ter um filtro entre o
paciente e a lâmpada.
• Em cabines fechadas deve haver
portas que se abram com
facilidade de dentro para fora.
Cap 16: Ultravioleta
Fototerapia
• Segurança da equipe:
• A exposição à radiação ultravioleta pode
produzir efeitos prejudiciais aos olhos e à pele.
• A exposição máxima permitida para períodos
de trabalho de 8 horas, pode ser excedida em
menos de 2 minutos, por isso os operadores do
equipamento devem se manter longe do feixe
primário.
• Protetores como óculos, e roupas opacas
apropriadas para UV, acesso limitado de
pessoas à área de TTO.
• Conscientização da equipe sobre os riscos
potenciais associados com a exposição às
fontes de radiação UV.
Cap 16: Ultravioleta
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
• Chue, B, Borok, M, Lowe, NJ (1988) Phototherapy units: comprarison
of flourescent ultravioleta B and ultravioleta A units high-pressure
Mercury system. Journal of the American Academy of Dermatology
18: 641-645.
• Diffey, BL (1989) Ultraviolet radiation and skin câncer: are
physiotherpists at risk? Physiotherapy 75: 615-616.
• Diffey, BL, Harrington, TR, Chalonner, AVJ (1978) A comparison of the
anatomical unifomity of radiation in two diferent photochemotheray
units. British Journal of Dermatology 99:361-363.
• Farr, PM, Diffey, BL, (1991) PUVA treatment of psoríasis in the United
Kingdom. British Journal of Dermatology 124: 365-367.
Prof: Cleanto Santos Vieira – contato – cleantosantos@Hotmail.com

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Fototerapia - ultra violeta - capitulo 16

  • 1. FOTOTERAPIA Prof: Cleanto Santos Vieira Terapia por ultravioleta – capítulo 16
  • 2. Fototerapia • Terapia Ultravioleta: • Os fundamentos da fototerapia ultravioleta começaram com o trabalho do médico dinamarquês Niels Finsen que recebeu o prêmio nobel da medicina em 1903 pelo tratamento bem sucedido da tuberculose cutânea. Cap 16: Ultravioleta
  • 3. Fototerapia • Atualmente o papel da radiação ultra violeta na medicina é reduzido. • Uma das principais contribuições é na área da medicina dermatológica com a introdução de tratamentos para várias doenças de pele, incluindo a psoríase, conhecido como fotoquimioterapia: a combinação da radiação ultravioleta e drogas fotoativas produzindo efeito benéfico para a pele. Cap 16: Ultravioleta
  • 4. Fototerapia • A natureza da radiação ultravioleta: • A radiação U.V. cobre uma pequena parte do espectro eletromagnético, num comprimento de onda que vai de 400 a 100nm. • Os efeitos biológicos variam com o comprimento de onda e por essa razão, é subdividido em três regiões: • 1ª - UVA: 400-320nm; • 2ª - UVB: 320-290nm; • 3ª - UVC: 290-200nm. Cap 16: Ultravioleta
  • 5. Fototerapia • Produção da radiação ultravioleta: • A radiação ultravioleta é produzida artificialmente pela passagem de uma corrente elétrica através de um gás, geralmente mercúrio vaporizado, ou ainda através de lâmpadas fluorescentes ou tubos. • A radiação é emitida com vários comprimentos de ondas diferentes em UVC, UVB e UVA. Cap 16: Ultravioleta
  • 6. Fototerapia • Distribuição espectral de potência: • O único modo correto de especificar a natureza da radiação emitida é fazendo referência à distribuição espectral de potência. • As lâmpadas fluorescentes atingem sua potência completa um minuto após terem sido ligadas e fornecem uma potência de radiação máxima operando ao ar livre em uma temperatura ambiente de cerca de 25°. • A potência das lâmpadas ultravioleta se deteriora com o tempo (cerca de 100 horas para as lâmpadas fluorescentes e de 20 horas nas lâmpadas de pressão média e alta). Cap 16: Ultravioleta
  • 7. Fototerapia • Efeitos biológicos da radiação UV: • O eritema, ou rubor da pele devido à dilatação dos vasos sanguíneos superficiais da derme, é um dos efeitos mais comuns e mais óbvios da exposição ultravioleta (“queimadura de sol”). • A ocorrência do eritema pode estar relacionada com efeitos lesivos sobre o DNA. • Pacientes que apresentam xerodermia pigmentosa (mecanismo de reparo de lesões defeituoso no DNA devido a exposição a UV solar), apresentam respostas eritematosas anormais quando expostas a radiação UV. Cap 16: Ultravioleta
  • 8. Fototerapia • Após a exposição à radiação UV, há geralmente um período de latência de 2 a 4 horas antes que se desenvolva o eritema. • O eritema induzido atinge a intensidade máxima entre 8 e 24 horas após a exposição, mas podem ser necessários vários dias para que desapareça completamente. • Se ocorreu uma exposição suficientemente alta, a pele apresentará dor e eritema. • A menor dose de UV que resulta apenas em eritema detectável pelos olhos entre 8 e 24 horas após a exposição é denominada “dose eritematosa mínima” (DEM). Cap 16: Ultravioleta Cabine de ultravioleta para bronzeamento – Hoje em dia proibida pela ANVISA
  • 9. Fototerapia • Uma dose de teste para determinar a DEM é medida normalmente expondo pequenas áreas da pele (geralmente nas costas ou braços) a diferentes doses de UV. • Idealmente é usada uma série de doses que aumentam geometricamente o tempo de exposição (doses sucessivas ↑ o tempo cerca de 40%). • A DEM varia muito entre indivíduos; mesmo em caucasianos, ocorrerá uma diferença de 4 a 6 vezes na DEM entre aqueles que se queimam facilmente na luz solar e aqueles que raramente se queimam. Cap 16: Ultravioleta
  • 10. Fototerapia • Bronzeado: • Outra consequência da exposição à radiação UV é a pigmentação tardia da pele conhecida como bronzeado ou pigmentação de melanina. • A pigmentação de melanina da pele é de dois tipos: • - Constitutiva -> a cor da pele vista em diferentes raças e determinada apenas por fatores genéticos. • - Facultativa -> o aumento reversível do bronzeado em resposta à radiação UV e outros estímulos externos. Cap 16: Ultravioleta
  • 11. Fototerapia • Os indivíduos podem ser classificados de acordo com seu próprio relato sobre eritema e resposta pigmentar a exposição à luz solar natural. • Esse sistema é bastante usado para escolher a dose inicial de UV no começo de um TTO fisioterapêutico. • Contudo ocorre uma grande variação nos valores da DEM, dentro de cada categoria de tipo de pele. Cap 16: Ultravioleta
  • 12. Fototerapia • As categorias desse sistema de tipos de pele são: • - Grupo I -> sempre se queima e nunca se bronzeia. • - Grupo II -> sempre se queima e as vezes se bronzeia. • - Grupo III -> às vezes se queima e sempre se bronzeia. • - Grupo IV -> nunca se queima e sempre se bronzeia. • - Grupo V -> pigmentação racial moderada (ex. pele asiática). • - Grupo VI -> pigmentação racial acentuada (ex. pele negra). Cap 16: Ultravioleta
  • 13. Fototerapia • Hiperplasia: • O espessamento ou hiperplasia da epiderme, começa a ocorrer cerca de 72 horas após a exposição excessiva ao UV, é o resultado de um aumento na taxa de divisão das células basais da epiderme, causando também um aumento do extrato córneo que persiste por várias semanas. • Isso ocorre com todos os tipos de pele, principalmente após a exposição a UVB, e não a UVA. Cap 16: Ultravioleta
  • 14. Fototerapia • Produção de vitamina D: • A pele absorve a radiação UV da luz solar e converte precursores de esterol na pele, como o 7- deidrocolesterol, em vitamina D₃, que é transformada pelo fígado e rins em metabólitos biologicamente ativos e esses metabólitos atuam na mucosa intestinal facilitando a absorção de cálcio nos ossos. Cap 16: Ultravioleta A deficiência de vitamina D. No escuro dos países do Norte, e uma das suas curas: as crianças com raquitismo, e sendo tratados com raios ultra-violeta
  • 15. Fototerapia • Envelhecimento da pele: • A exposição crônica à luz solar pode levar a pele a uma aparência que normalmente se denomina de envelhecimento precoce ou dano actínico. • As alterações clínicas associadas ao envelhecimento da pele incluem a aparência seca, áspera, semelhante ao couro, flacidez com rugas e várias alterações pigmentares. • Essas alterações provavelmente estão associadas ao componente UV Da luz solar. Cap 16: Ultravioleta
  • 16. Fototerapia • Câncer de pele: • As três formas mais comuns relacionadas por ordem de gravidade, são: • - Carcinoma de células basais; • - Carcinoma de células escamosas; • - Melanoma maligno. • Considera-se que a exposição à radiação UV seja o principal fator etiológico para as três formas. • O desenvolvimento do carcinoma de células escamosas é um risco significativo para pacientes tratados por longos períodos com fotoquimioterapia (psoraleno- medicação). Cap 16: Ultravioleta
  • 17. Fototerapia • Efeitos nos olhos: • Os efeitos agudos da exposição à radiação UVC e UVB são primariamente conjuntivite e fotoqueratite. • A conjuntivite é uma inflamação na membrana que reveste a parte de dentro das pálpebras e cobre a córnea, geralmente acompanhada de eritema e sensação de “areia nos olhos”. • A fotoqueratite é uma inflamação da córnea que pode resultar em dor intensa. Muitas vezes a fotoqueratite está relacionada a exposição à radiação UV produzida por aparelhos de solda e reflexo da luz solar na neve e areia, por isso são denominadas de “lampejo do soldador” ou “cegueira da neve”. Cap 16: Ultravioleta
  • 18. Fototerapia • Catarata: • Na terapia com PUVA (psoraleno e UV) são administradas drogas fotosensibilizadoras chamadas psoralenos que se depositam no cristalino. • Evidências de estudos animais mostram que a radiação subsequente com UVA pode levar a formação de cataratas e por essa razão deve ser usada uma proteção ocular por 12 horas ou mais após a ingestão de psoralenos. Cap 16: Ultravioleta
  • 19. Fototerapia • Fototerapia/fotoquimioterapia: • O TTO de doenças através da exposição à radiação UV é denominado fototerapia. • O TTO combinado de radiação UV com um agente fotosensibilizador (psoraleno) é denominado Fotoquimioterapia. • Doenças tratadas com terapia UV: • - Psoríase; • - Eczema; • - Acne; • - Vitiligo; • - Pitríase liquenóide crônica; • - Erupção polimórfica pela luz (e outros distúrbios fotossensíveis); • - Prurido (particularmente relacionado a doença renal). Cap 16: Ultravioleta
  • 20. Fototerapia • Tempo de tratamento: • Os tempos de tratamento dependem não apenas do espectro de radiação, mas também de fatores como potência elétrica, número de lâmpadas, distância entre a lâmpada e a pele e diferenças na suscetibilidade do paciente à radiação. • Os tempos iniciais para a maioria das lâmpadas são geralmente de 0,5 a 3 minutos. • Os tempos são aumentados para manter o eritema na pele que vai ficando cada vez mais climatizada. Cap 16: Ultravioleta TTO de psoríase
  • 21. Fototerapia • Doenças tratadas com PUVA: • - Psoríase; • - Vitiligo; • - Eczema; • - Líquen plano; • - Doença enxerto contra hospedeiro; • - Pitríase Liquenóide Crônica; • - Linfoma cutâneo de células T (micose fungóide); • - Urticária pigmentosa; • - Distúrbios de fotosensibilidade (erupção polimórfica pela luz, prurido actínico, dermatite actínea crônica). Cap 16: Ultravioleta
  • 22. Fototerapia • Regimes de tratamento: • Para psoríase os programas de TTO agora são bem estabelecidos. • Os protocolos de TTO para outros distúrbios ainda carecem de desenvolvimento. • No Reino Unido o TTO de psoríase é feito três vezes por semana (isso está sendo modificado porque o eritema de PUVA não atinge o máximo em 48 horas mas sim em 72 horas, o que estava causando queimaduras). Muitas unidades estão mudando o protocolo de três para duas vezes por semana. Cap 16: Ultravioleta
  • 23. Fototerapia • As doses iniciais de UVA são geralmente baseadas no tipo de pele do paciente, como por exemplo: • - Pele Tipo I: 0,5 J/cm² • - Pele Tipo II: 1,0 J/cm² • - Pele Tipo III: 1,5 J/cm² • - Pele Tipo IV: 2,0 J/cm² • A medida da dose fototóxica mínima DFM permite que sejam usados regimes de TTO com doses mais elevadas sem aumentar o riso de queimaduras. Cap 16: Ultravioleta
  • 24. Fototerapia • Efeitos colaterais: • Os principais efeitos colaterais a curto prazo são o eritema e náusea. • O eritema por PUVA, tem surgimento tardio em comparação com o UVB, pode persistir por uma semana ou mais e pode estar associado a prurido intenso. • A náusea é bastante comum com o 8-metoxipsoraleno oral durante 1-4 horas após a ingestão. • Em alguns casos, esse problema pode ser vencido se a droga for ingerida junto com comida leve. Cap 16: Ultravioleta
  • 25. Fototerapia • Dosimetria para ultravioleta: • Um cálculo simples permite que seja determinado o tempo de exposição para uma dose prescrita em Joules por centímetro quadrado (J/cm²) e um dosímetro com leitura em mW/cm²: • Tempo de tratamento = (1000 X (dose prescrita em J/cm²)) • (60 X medida de irradiância (Mw/cm²)) Cap 16: Ultravioleta
  • 26. Fototerapia • Segurança: • Segurança do paciente: • Os pacientes não devem ficar em contato com lâmpadas descobertas. • Em unidades de alta pressão sempre deve ter um filtro entre o paciente e a lâmpada. • Em cabines fechadas deve haver portas que se abram com facilidade de dentro para fora. Cap 16: Ultravioleta
  • 27. Fototerapia • Segurança da equipe: • A exposição à radiação ultravioleta pode produzir efeitos prejudiciais aos olhos e à pele. • A exposição máxima permitida para períodos de trabalho de 8 horas, pode ser excedida em menos de 2 minutos, por isso os operadores do equipamento devem se manter longe do feixe primário. • Protetores como óculos, e roupas opacas apropriadas para UV, acesso limitado de pessoas à área de TTO. • Conscientização da equipe sobre os riscos potenciais associados com a exposição às fontes de radiação UV. Cap 16: Ultravioleta
  • 28. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS • Chue, B, Borok, M, Lowe, NJ (1988) Phototherapy units: comprarison of flourescent ultravioleta B and ultravioleta A units high-pressure Mercury system. Journal of the American Academy of Dermatology 18: 641-645. • Diffey, BL (1989) Ultraviolet radiation and skin câncer: are physiotherpists at risk? Physiotherapy 75: 615-616. • Diffey, BL, Harrington, TR, Chalonner, AVJ (1978) A comparison of the anatomical unifomity of radiation in two diferent photochemotheray units. British Journal of Dermatology 99:361-363. • Farr, PM, Diffey, BL, (1991) PUVA treatment of psoríasis in the United Kingdom. British Journal of Dermatology 124: 365-367. Prof: Cleanto Santos Vieira – contato – cleantosantos@Hotmail.com