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NOÇÕES DE PRIMEIROS
SOCORROS E CUIDADOS DE
EMERGÊNCIA
Respiração
Professor: Cleanto Santos Vieira
RESPIRAÇÃO
 A respiração é crítica para a
sobrevivência do organismo, e garanti-la
é o ponto fundamental de qualquer
procedimento de primeiros socorros. O
cérebro tem lesões irreversíveis
(necroses) em no máximo 6 minutos
após a interrupção da respiração. Após
10 minutos, a morte cerebral é quase
certa.
RESPIRAÇÃO
 Para verificar a respiração, flexione a cabeça
da vítima para trás, coloque o seu ouvido
próximo à boca do acidentado, e ao mesmo
tempo observe o movimento do tórax. Ouça
e sinta se há ar saindo pela boca e pelas
narinas da vítima. Veja se o tórax se eleva,
indicando movimento respiratório.
 Se não há movimentos respiratórios, isso
indica que houve parada respiratória.
RESPIRAÇÃO
 Abertura das vias respiratórias
 O primeiro procedimento é verificar se há obstrução
das vias aéreas do paciente. Para isso, deixe o queixo
da vítima levemente erguido para facilitar a
respiração. Usando os dedos, remova da boca
objetos que possam dificultar a respiração: próteses,
dentaduras, restos de alimentos, sangue e líquidos.
Os movimentos do pescoço devem ser limitados, e
com o máximo cuidado: lesões na medula podem
causar danos irreparáveis. Também é bom ressaltar:
nunca aproxime a mão ou os dedos na boca de
uma vítima que esteja sofrendo convulsões ou
ataques epilépticos.
RESPIRAÇÃO
Respiração artificial
É o processo mecânico empregado para restabelecer a respiração que
deve ser ministrado imediatamente, em todos os casos de asfixia,
mesmo quando houver parada cardíaca.
Os pulmões precisam receber oxigênio, caso contrário ocorrerão
sérios danos ao organismo no aspecto circulatório, com grandes
implicações para o cérebro.
A respiração artificial pode ser feita de cinco modos:
a) boca a boca;
O número de insuflações é de cerca de doze por minuto (o que significa
contar até três e soprar o ar na boca e contar até três para deixar a
vitima expirar). Se for impossível soprar o ar para dentro da vítima
dessa maneira, então coloque a cabeça da vítima ainda mais reclinada
e tente novamente. Se for impossível então aplique o método boca a
nariz.
RESPIRAÇÃO
Respiração boca nariz
Com uma das mãos, mantenha fechada a boca da vítima.
Ponha a sua boca sobre o nariz da vítima e faça quatro
insuflações. Retire a boca e espere que o peito da vítima se
esvazie de ar. Repita. (Se a vítima for um bebé ou uma
criança pequena, deve abarcar o nariz e a boca).
Soprando o ar para dentro
do nariz da vítima
Respiração boca-nariz-boca
Utiliza-se a mesma mecânica com alternações entre
insuflamento da boca e nariz.
RESPIRAÇÃO
 Respiração boca máscara
A máscara de respiração é obrigatória para preservar o
socorrista do contágio de doenças. Sendo utilizado contato
direto com o paciente apenas em situações adversas.
RESPIRAÇÃO
 Procedimentos
 Os procedimentos são os seguintes:
 deitar a vítima de costas sobre uma superfície lisa e firme;
 retirar da boca da vítima próteses (dentaduras, aparelhos de correção, se
possível) e restos de alimentos, desobstruindo as vias aéreas;
 elevar com delicadeza o queixo da vítima, estabilizando a coluna cervical (é
importante o cuidado com a medula e que a vítima não se movimente, especial
atenção em casos de possível traumatismo);
 tapar as narinas com o polegar e o indicador e abrir a boca da vítima
completamente;
 a partir dai o socorrista deverá respirar fundo, colocar sua boca sobre a boca da
vítima (sem deixar nenhuma abertura) a soprar COM FORÇA por duas vezes
seguidas , até encher os pulmões, que se elevarão;
 afastar-se, tomar novamente ar e repetir a operação em média 12 vezes por
minuto, de maneira uniforme e sem interrupção (ou seja, a cada 5 segundos a
pessoa deve repetir a operação).
 É importante dizer que a ausência de pulsação requer o procedimento de
compressão torácica externa (massagem pulmonar) ou reanimação cardíaca vale
dizer também que a pessoa que teve um ataque cardíaco não tem mais de 5
minutos de vida e a cada minuto que se passa a vitima perda 10% de chance de
sobrevir.
RESPIRAÇÃO
 Asfixia/sufocação
 Dependendo da gravidade da asfixia, os
sintomas podem ir de um estado de
agitação, palidez, dilatação das pupilas
(olhos), respiração ruidosa e tosse, a um
estado de inconsciência com parada
respiratória e cianose (tonalidade
azulada) da face e extremidades (dedos
dos pés e mãos).
RESPIRAÇÃO
 O que fazer
 Manobra de Heilmich
 Se a asfixia for devido a um corpo
estranho, proceda assim (numa criança
pequena):
 se o objeto estiver no nariz, peça à criança
para assoar com força, comprimindo com
o dedo a outra narina;
 se for na garganta, abrir a boca e tentar
extrair o objeto, se este ainda estiver
visível, usando o dedo indicador em
gancho ou uma pinça, com cuidado para
não empurrar o objeto;
 colocar a criança de cabeça para baixo,
sacudi-la e dar tapas (não violentos, mas
vigorosos) no meio das costas, entre as
omoplatas, com a mão aberta.
RESPIRAÇÃO
 Asfixia/sufocação
 Quando há algum objeto impedindo a passagem de ar,
médicos muitas vezes se veem obrigados a perfurar com
uma caneta, ou objeto equivalente, a parte frontal inferior
do pescoço, perfurando a pele onde há pequena cavidade
(na parte final da laringe, já próximo da traqueia). Retirada
a caneta, a pessoa pode passar a respirar pelo pequeno
orifício. Destacamos contudo que tal procedimento deve
ser adotado por pessoas com conhecimento avançado de
anatomia, para que não sejam atingidas artérias, cordas
vocais, etc.
 É válido ressaltar que ninguém pode ser condenado
criminalmente por tentar salvar a vida de terceiro, ainda
que no socorro acabe provocando lesões como a fratura de
uma costela, fato comum na hipótese de reanimação
cardíaca. É que na hipótese se verifica a excludente de
ilicitude denominada Inexigibilidade de conduta diversa.
RESPIRAÇÃO
 Jamais:
 Abandonar o paciente asfixiado para
pedir auxílio.
 Tentar deixar o paciente mais calmo o
possível.
 Aja sempre com o intuito de acalmar a
pessoa, e sem movimentá-la com
gestos bruscos.
RESPIRAÇÃO
 Crise asmática
 A criança/jovem com asma é capaz de
responder com uma crise de falta de ar em
situações de exercício intenso
(nomeadamente a corrida), conflito,
ansiedade, castigos, etc. Caracteriza-se por
uma tosse seca e repetitiva, dificuldade em
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(pieira e/ou farfalheira), ar aflito, ansioso,
respiração rápida e difícil, pulso rápido,
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 Na fase de agravamento da crise a
respiração é muito difícil, lenta e há cianose
das extremidades, isto é, as unhas e os lábios
apresentam-se arroxeados.
RESPIRAÇÃO
 O que fazer?
 Tranquilizar a situação. É importante ser
capaz de conter a angústia e a ansiedade
da criança/jovem, falando-lhe calmamente,
e assegurando-lhe rápida ajuda médica;
 Manter a criança/jovem num local arejado
onde não haja pó, odores ou fumaça;
 Colocá-lo numa posição que lhe facilite a
respiração;
 Contactar e informar a família;
 Se tiver conhecimento do tratamento
aconselhado pelo médico para as crises
pode administrá-lo;
 Se não houver melhoria a criança deve ser
transportada para o hospital.
RESPIRAÇÃO
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 Recomenda-se aos asmáticos "em crise" que deitem diretamente num chão de madeira ou num colchão fino para deixar a coluna reta.
 Em seguida, convém respirar com calma, pegando bastante ar com o nariz, com uso do diafragma, jogando o ar em direção ao estômago de modo a encher
bem os pulmões. Após isso convém soltar o ar com a boca bem devagar esvaziando o máximo os pulmões sem pressa. Mantendo a sequência a pessoa
recupera o controle da respiração.
 Pode-se colocar a mão (sem fazer peso) sobre o pulmão do asmático para acalmá-lo.
 É bom cuspir qualquer secreção decorrente do apontado exercício respiratório.
BOM ESTUDO!
Martins, HS; NETO, AS; VELASCO, IT. Emergências clínicas.
Ed. Manole, 2008.
Higa EMS; Atallah NA. Medicina de Urgência. Ed. Manole,
2ª edição, 2008.
Fauci AS; Braunwald E; Kasper DL. Harrison Medicina
Interna, Ed. McGrawHill, 17ª edição, 2009.
Knobel, E. Condutas no paciente grave. Ed. Atheneu, v.2, 3ª
Ed, 3.124p., 2006.
Martins, HS; Damasceno, MC; Awada, SB. Pronto-Socorro.
Editora Manole, 2007.
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  • 1. NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS E CUIDADOS DE EMERGÊNCIA Respiração Professor: Cleanto Santos Vieira
  • 2. RESPIRAÇÃO  A respiração é crítica para a sobrevivência do organismo, e garanti-la é o ponto fundamental de qualquer procedimento de primeiros socorros. O cérebro tem lesões irreversíveis (necroses) em no máximo 6 minutos após a interrupção da respiração. Após 10 minutos, a morte cerebral é quase certa.
  • 3. RESPIRAÇÃO  Para verificar a respiração, flexione a cabeça da vítima para trás, coloque o seu ouvido próximo à boca do acidentado, e ao mesmo tempo observe o movimento do tórax. Ouça e sinta se há ar saindo pela boca e pelas narinas da vítima. Veja se o tórax se eleva, indicando movimento respiratório.  Se não há movimentos respiratórios, isso indica que houve parada respiratória.
  • 4. RESPIRAÇÃO  Abertura das vias respiratórias  O primeiro procedimento é verificar se há obstrução das vias aéreas do paciente. Para isso, deixe o queixo da vítima levemente erguido para facilitar a respiração. Usando os dedos, remova da boca objetos que possam dificultar a respiração: próteses, dentaduras, restos de alimentos, sangue e líquidos. Os movimentos do pescoço devem ser limitados, e com o máximo cuidado: lesões na medula podem causar danos irreparáveis. Também é bom ressaltar: nunca aproxime a mão ou os dedos na boca de uma vítima que esteja sofrendo convulsões ou ataques epilépticos.
  • 5. RESPIRAÇÃO Respiração artificial É o processo mecânico empregado para restabelecer a respiração que deve ser ministrado imediatamente, em todos os casos de asfixia, mesmo quando houver parada cardíaca. Os pulmões precisam receber oxigênio, caso contrário ocorrerão sérios danos ao organismo no aspecto circulatório, com grandes implicações para o cérebro. A respiração artificial pode ser feita de cinco modos: a) boca a boca; O número de insuflações é de cerca de doze por minuto (o que significa contar até três e soprar o ar na boca e contar até três para deixar a vitima expirar). Se for impossível soprar o ar para dentro da vítima dessa maneira, então coloque a cabeça da vítima ainda mais reclinada e tente novamente. Se for impossível então aplique o método boca a nariz.
  • 6. RESPIRAÇÃO Respiração boca nariz Com uma das mãos, mantenha fechada a boca da vítima. Ponha a sua boca sobre o nariz da vítima e faça quatro insuflações. Retire a boca e espere que o peito da vítima se esvazie de ar. Repita. (Se a vítima for um bebé ou uma criança pequena, deve abarcar o nariz e a boca). Soprando o ar para dentro do nariz da vítima Respiração boca-nariz-boca Utiliza-se a mesma mecânica com alternações entre insuflamento da boca e nariz.
  • 7. RESPIRAÇÃO  Respiração boca máscara A máscara de respiração é obrigatória para preservar o socorrista do contágio de doenças. Sendo utilizado contato direto com o paciente apenas em situações adversas.
  • 8. RESPIRAÇÃO  Procedimentos  Os procedimentos são os seguintes:  deitar a vítima de costas sobre uma superfície lisa e firme;  retirar da boca da vítima próteses (dentaduras, aparelhos de correção, se possível) e restos de alimentos, desobstruindo as vias aéreas;  elevar com delicadeza o queixo da vítima, estabilizando a coluna cervical (é importante o cuidado com a medula e que a vítima não se movimente, especial atenção em casos de possível traumatismo);  tapar as narinas com o polegar e o indicador e abrir a boca da vítima completamente;  a partir dai o socorrista deverá respirar fundo, colocar sua boca sobre a boca da vítima (sem deixar nenhuma abertura) a soprar COM FORÇA por duas vezes seguidas , até encher os pulmões, que se elevarão;  afastar-se, tomar novamente ar e repetir a operação em média 12 vezes por minuto, de maneira uniforme e sem interrupção (ou seja, a cada 5 segundos a pessoa deve repetir a operação).  É importante dizer que a ausência de pulsação requer o procedimento de compressão torácica externa (massagem pulmonar) ou reanimação cardíaca vale dizer também que a pessoa que teve um ataque cardíaco não tem mais de 5 minutos de vida e a cada minuto que se passa a vitima perda 10% de chance de sobrevir.
  • 9. RESPIRAÇÃO  Asfixia/sufocação  Dependendo da gravidade da asfixia, os sintomas podem ir de um estado de agitação, palidez, dilatação das pupilas (olhos), respiração ruidosa e tosse, a um estado de inconsciência com parada respiratória e cianose (tonalidade azulada) da face e extremidades (dedos dos pés e mãos).
  • 10. RESPIRAÇÃO  O que fazer  Manobra de Heilmich  Se a asfixia for devido a um corpo estranho, proceda assim (numa criança pequena):  se o objeto estiver no nariz, peça à criança para assoar com força, comprimindo com o dedo a outra narina;  se for na garganta, abrir a boca e tentar extrair o objeto, se este ainda estiver visível, usando o dedo indicador em gancho ou uma pinça, com cuidado para não empurrar o objeto;  colocar a criança de cabeça para baixo, sacudi-la e dar tapas (não violentos, mas vigorosos) no meio das costas, entre as omoplatas, com a mão aberta.
  • 11. RESPIRAÇÃO  Asfixia/sufocação  Quando há algum objeto impedindo a passagem de ar, médicos muitas vezes se veem obrigados a perfurar com uma caneta, ou objeto equivalente, a parte frontal inferior do pescoço, perfurando a pele onde há pequena cavidade (na parte final da laringe, já próximo da traqueia). Retirada a caneta, a pessoa pode passar a respirar pelo pequeno orifício. Destacamos contudo que tal procedimento deve ser adotado por pessoas com conhecimento avançado de anatomia, para que não sejam atingidas artérias, cordas vocais, etc.  É válido ressaltar que ninguém pode ser condenado criminalmente por tentar salvar a vida de terceiro, ainda que no socorro acabe provocando lesões como a fratura de uma costela, fato comum na hipótese de reanimação cardíaca. É que na hipótese se verifica a excludente de ilicitude denominada Inexigibilidade de conduta diversa.
  • 12. RESPIRAÇÃO  Jamais:  Abandonar o paciente asfixiado para pedir auxílio.  Tentar deixar o paciente mais calmo o possível.  Aja sempre com o intuito de acalmar a pessoa, e sem movimentá-la com gestos bruscos.
  • 13. RESPIRAÇÃO  Crise asmática  A criança/jovem com asma é capaz de responder com uma crise de falta de ar em situações de exercício intenso (nomeadamente a corrida), conflito, ansiedade, castigos, etc. Caracteriza-se por uma tosse seca e repetitiva, dificuldade em respirar, respiração sibilante, audível, ruidosa (pieira e/ou farfalheira), ar aflito, ansioso, respiração rápida e difícil, pulso rápido, palidez e suores, e Prostração, apatia.  Na fase de agravamento da crise a respiração é muito difícil, lenta e há cianose das extremidades, isto é, as unhas e os lábios apresentam-se arroxeados.
  • 14. RESPIRAÇÃO  O que fazer?  Tranquilizar a situação. É importante ser capaz de conter a angústia e a ansiedade da criança/jovem, falando-lhe calmamente, e assegurando-lhe rápida ajuda médica;  Manter a criança/jovem num local arejado onde não haja pó, odores ou fumaça;  Colocá-lo numa posição que lhe facilite a respiração;  Contactar e informar a família;  Se tiver conhecimento do tratamento aconselhado pelo médico para as crises pode administrá-lo;  Se não houver melhoria a criança deve ser transportada para o hospital.
  • 15. RESPIRAÇÃO  Asma/recomendações  Recomenda-se aos asmáticos "em crise" que deitem diretamente num chão de madeira ou num colchão fino para deixar a coluna reta.  Em seguida, convém respirar com calma, pegando bastante ar com o nariz, com uso do diafragma, jogando o ar em direção ao estômago de modo a encher bem os pulmões. Após isso convém soltar o ar com a boca bem devagar esvaziando o máximo os pulmões sem pressa. Mantendo a sequência a pessoa recupera o controle da respiração.  Pode-se colocar a mão (sem fazer peso) sobre o pulmão do asmático para acalmá-lo.  É bom cuspir qualquer secreção decorrente do apontado exercício respiratório.
  • 16. BOM ESTUDO! Martins, HS; NETO, AS; VELASCO, IT. Emergências clínicas. Ed. Manole, 2008. Higa EMS; Atallah NA. Medicina de Urgência. Ed. Manole, 2ª edição, 2008. Fauci AS; Braunwald E; Kasper DL. Harrison Medicina Interna, Ed. McGrawHill, 17ª edição, 2009. Knobel, E. Condutas no paciente grave. Ed. Atheneu, v.2, 3ª Ed, 3.124p., 2006. Martins, HS; Damasceno, MC; Awada, SB. Pronto-Socorro. Editora Manole, 2007. Referências Bibliográficas