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HIDROTERAPIA
Professor: Cleanto Santos Vieira
Cap 11: Turbilhões
HIDROTERAPIA
• Turbilhões:
• São um método efetivo de aplicar calor ou frio
em áreas de contorno irregular.
• A energia é transferida para dentro e para fora
do corpo por meio de convecção.
• A presença de água cria um bom meio de
suporte para exercícios ativos e de A.D.M..
• Nos exercícios, a flutuação do membro ajuda a
movimentação.
• Quando executados mais rapidamente os
exercícios sofrem a ação da resistência da
maior densidade da água ao movimento.
• A agitação e a aeração da água, proporcionam
um efeito massageador, que resulta em
sedação, analgesia e aumento da circulação.
Cap 11: Turbilhões
HIDROTERAPIA
• Os turbilhões utilizam uma turbina para
regular a corrente de água e a
quantidade de ar introduzido no fluxo
(aeração).
• A água entra através de um orifício no
tronco da turbina, onde o motor a força
em alta velocidade de volta para a
banheira, causando agitação na água.
• O ar também é introduzido na corrente,
produzindo as bolhas que circulam no
tanque.
• A agitação da água e a aeração são
controladas por válvulas separadas e
podem ser ajustadas para produzir uma
ampla variedade de efeitos.
Cap 11: Turbilhões
HIDROTERAPIA
• Durante os tratamentos com água quente, a
temperatura da água diminui na proporção
em que aumenta a área tratada.
• Quando a temperatura da água é igual ou
maior que a temperatura corpórea, a perda
de calor pode ocorrer apenas por meio da
evaporação e respiração.
• Se a temperatura central do paciente
aumentar muito, pode ocorrer hipertermia
(lembrar disso quando o paciente estiver
imerso quase totalmente).
• Quando o membro é colocado em posição
pendente o retorno venoso não é
promovido.
• Além disso, a agitação e o aumento da
temperatura da água podem aumentar o
volume da extremidade tratada.
Cap 11: Turbilhões
Tanque de Hubbard
HIDROTERAPIA
• Os tratamentos com turbilhão frio em
lesões agudas, onde o edema ainda está
em formação não são recomendados.
• Se feridas abertas estiverem sendo
tratadas, ou estiverem presentes na
extremidade imersa, o tanque deve ser
limpo com desinfetante apropriado.
• Enche-se o tanque com água e
desinfetante.
• Para desbridamento de feridas só devem
ser usados os turbilhões de aço inox, pois
os outros revestidos de azulejos ou fibra
de vidro, podem abrigar germes e são
mais difíceis de serem limpos.
Cap 11: Turbilhões
HIDROTERAPIA
• Efeitos sobre o ciclo de resposta à lesão:
• O fato mais importante é que o
turbilhonamento quente promove
relaxamento muscular e o
turbilhonamento frio diminui o espasmo
e espasticidade muscular.
• Os turbilhões de água fria devem ser
administrados a uma temperatura de
10°C, por 20 minutos, e propiciam a
mesma quantidade de resfriamento
muscular obtida com bolsas de gelo.
• Entretanto a temperatura intramuscular
continua a cair por até 30 min. após a
retirada da modalidade.
Cap 11: Turbilhões
HIDROTERAPIA
• Aplicação:
• 1. Instrua o paciente a não ligar ou
desligar o turbilhão ou tocar quaisquer
junções elétricas, enquanto estiver
dentro do turbilhão ou enquanto
estiver molhado.
• 2. Encha o turbilhão o suficiente para
que cubra a área a ser tratada.
Lembrar que a maioria das turbinas
tem uma profundidade mínima de tto
(assegure-se que a quantidade de água
é o suficiente para o funcionamento
seguro do motor.
Cap 11: Turbilhões
HIDROTERAPIA
• 3. Se a área a ser tratada apresentar
feridas, adicione a água um desinfetante
como a povidona, povidona iodada ou
hipoclorito de sódio.
• 4. Ajuste a temperatura para o tipo de
efeito desejado e para a proporção do
corpo tratada.
• 5. Coloque o paciente em posição
confortável.
• 6. Ligue a turbina e ajuste a turbulência
diretamente para a área a ser tratada.
• 7. Pacientes que estão imersos devem
ser cuidadosamente monitorados.
Cap 11: Turbilhões
HIDROTERAPIA
• Limpeza do turbilhão.
• 1. Esvazie o turbilhão após o tto.
• 2. Encha a banheira novamente para que a turbina
opere com segurança.
• 3. Adicione a água desinfetante comercial, agente
antibacteriano ou alvejante a base de cloro,
observando a concentração indicada na embalagem.
• 4. Coloque a turbina em movimento durante o mínimo
de um minuto, para que os agentes de limpeza
circulem por todos os componentes internos.
• 5. Retire a água do turbilhão e esfregue o interior com
produto de limpeza, prestando bastante atenção à
turbina externa, haste do homeostato, ralos, soldas e
outras áreas que possam reter germes.
• 6. Enxague cuidadosamente a turbina.
• 7. Limpe a superfície externa com produto de limpeza
de aço inox.
Cap 11: Turbilhões
HIDROTERAPIA
• Duração e frequência do tto:
• Os ttos iniciais são aplicados durante 5 a
10 minutos.
• Pode ser aumentada para 20 a 30
minutos, à medida que o programa
avança.
• Os ttos podem ser realizados uma ou
duas vezes ao dia.
Cap 11: Turbilhões
HIDROTERAPIA
• Precauções:
• O turbilhão deve estar conectado a um
interruptor de circuito aterrado.
• O paciente não deve ligar ou desligar o turbilhão
enquanto estiver dentro da água ou molhado.
• Os pacientes devem estar todo o tempo sob as
vistas de um profissional da equipe.
• Nas imersões frias, o tto deve começar com uma
temperatura mais agradável e deve se adicionar
gelo aos poucos.
• Os exercícios de A.D.M. aumentam a irrigação
das camadas musculares mais profundas.
• Não ligar a turbina com o turbilhão sem água.
• A água corrente pode causar náuseas em alguns
pacientes principalmente os propensos a
cinetose (sensação de enjoo ou náusea quando
se anda em qualquer meio de transporte, ou se
movimenta o corpo de forma inabitual,
perturbando o sistema vestibular responsável
pelo equilíbrio).
Cap 11: Turbilhões
HIDROTERAPIA
• Indicações:
• A.D.M. reduzidas;
• Doenças inflamatórias subagudas ou crônicas;
• Doença vascular periférica (utilize
temperatura neutra);
• Lesões de nervos periféricos (evitar os
extremos de temperatura quente e fria).
Cap 11: Turbilhões
HIDROTERAPIA
• Contra-indicações:
• Quadros agudos onde a turbulência
da água pode irritar ainda mais as
áreas lesadas ou quando o membro
é colocado em posição dependente.
• Febre (turbilhão quente).
• Pacientes que necessitam de
suporte postural durante o tto.
• Lesões cutâneas em banheiras tipo
“spa”.
Cap 11: Turbilhões
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
• MARCUCCI, Fernando C. I. Histórico da Eletroterapia e
Eletroacupuntura. O Fisioterapeuta [site]. Disponível em:
http://ofisioterapeuta.blogspot.com/
• Starkey C. Agentes elétricos. In: Starkey C. Recursos terapêuticos em
fisioterapia. 2ª ed. São Paulo: Manole; 2001.
• Low J, Reed A. Electrical stimulation of nerve and muscle. In:
Electrotherapy explained: principles and practice. 3ª ed. Oxford:
Butterworth-Heinemann; 2000.

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Hidroterapia - turbilhões - Aula 11

  • 1. HIDROTERAPIA Professor: Cleanto Santos Vieira Cap 11: Turbilhões
  • 2. HIDROTERAPIA • Turbilhões: • São um método efetivo de aplicar calor ou frio em áreas de contorno irregular. • A energia é transferida para dentro e para fora do corpo por meio de convecção. • A presença de água cria um bom meio de suporte para exercícios ativos e de A.D.M.. • Nos exercícios, a flutuação do membro ajuda a movimentação. • Quando executados mais rapidamente os exercícios sofrem a ação da resistência da maior densidade da água ao movimento. • A agitação e a aeração da água, proporcionam um efeito massageador, que resulta em sedação, analgesia e aumento da circulação. Cap 11: Turbilhões
  • 3. HIDROTERAPIA • Os turbilhões utilizam uma turbina para regular a corrente de água e a quantidade de ar introduzido no fluxo (aeração). • A água entra através de um orifício no tronco da turbina, onde o motor a força em alta velocidade de volta para a banheira, causando agitação na água. • O ar também é introduzido na corrente, produzindo as bolhas que circulam no tanque. • A agitação da água e a aeração são controladas por válvulas separadas e podem ser ajustadas para produzir uma ampla variedade de efeitos. Cap 11: Turbilhões
  • 4. HIDROTERAPIA • Durante os tratamentos com água quente, a temperatura da água diminui na proporção em que aumenta a área tratada. • Quando a temperatura da água é igual ou maior que a temperatura corpórea, a perda de calor pode ocorrer apenas por meio da evaporação e respiração. • Se a temperatura central do paciente aumentar muito, pode ocorrer hipertermia (lembrar disso quando o paciente estiver imerso quase totalmente). • Quando o membro é colocado em posição pendente o retorno venoso não é promovido. • Além disso, a agitação e o aumento da temperatura da água podem aumentar o volume da extremidade tratada. Cap 11: Turbilhões Tanque de Hubbard
  • 5. HIDROTERAPIA • Os tratamentos com turbilhão frio em lesões agudas, onde o edema ainda está em formação não são recomendados. • Se feridas abertas estiverem sendo tratadas, ou estiverem presentes na extremidade imersa, o tanque deve ser limpo com desinfetante apropriado. • Enche-se o tanque com água e desinfetante. • Para desbridamento de feridas só devem ser usados os turbilhões de aço inox, pois os outros revestidos de azulejos ou fibra de vidro, podem abrigar germes e são mais difíceis de serem limpos. Cap 11: Turbilhões
  • 6. HIDROTERAPIA • Efeitos sobre o ciclo de resposta à lesão: • O fato mais importante é que o turbilhonamento quente promove relaxamento muscular e o turbilhonamento frio diminui o espasmo e espasticidade muscular. • Os turbilhões de água fria devem ser administrados a uma temperatura de 10°C, por 20 minutos, e propiciam a mesma quantidade de resfriamento muscular obtida com bolsas de gelo. • Entretanto a temperatura intramuscular continua a cair por até 30 min. após a retirada da modalidade. Cap 11: Turbilhões
  • 7. HIDROTERAPIA • Aplicação: • 1. Instrua o paciente a não ligar ou desligar o turbilhão ou tocar quaisquer junções elétricas, enquanto estiver dentro do turbilhão ou enquanto estiver molhado. • 2. Encha o turbilhão o suficiente para que cubra a área a ser tratada. Lembrar que a maioria das turbinas tem uma profundidade mínima de tto (assegure-se que a quantidade de água é o suficiente para o funcionamento seguro do motor. Cap 11: Turbilhões
  • 8. HIDROTERAPIA • 3. Se a área a ser tratada apresentar feridas, adicione a água um desinfetante como a povidona, povidona iodada ou hipoclorito de sódio. • 4. Ajuste a temperatura para o tipo de efeito desejado e para a proporção do corpo tratada. • 5. Coloque o paciente em posição confortável. • 6. Ligue a turbina e ajuste a turbulência diretamente para a área a ser tratada. • 7. Pacientes que estão imersos devem ser cuidadosamente monitorados. Cap 11: Turbilhões
  • 9. HIDROTERAPIA • Limpeza do turbilhão. • 1. Esvazie o turbilhão após o tto. • 2. Encha a banheira novamente para que a turbina opere com segurança. • 3. Adicione a água desinfetante comercial, agente antibacteriano ou alvejante a base de cloro, observando a concentração indicada na embalagem. • 4. Coloque a turbina em movimento durante o mínimo de um minuto, para que os agentes de limpeza circulem por todos os componentes internos. • 5. Retire a água do turbilhão e esfregue o interior com produto de limpeza, prestando bastante atenção à turbina externa, haste do homeostato, ralos, soldas e outras áreas que possam reter germes. • 6. Enxague cuidadosamente a turbina. • 7. Limpe a superfície externa com produto de limpeza de aço inox. Cap 11: Turbilhões
  • 10. HIDROTERAPIA • Duração e frequência do tto: • Os ttos iniciais são aplicados durante 5 a 10 minutos. • Pode ser aumentada para 20 a 30 minutos, à medida que o programa avança. • Os ttos podem ser realizados uma ou duas vezes ao dia. Cap 11: Turbilhões
  • 11. HIDROTERAPIA • Precauções: • O turbilhão deve estar conectado a um interruptor de circuito aterrado. • O paciente não deve ligar ou desligar o turbilhão enquanto estiver dentro da água ou molhado. • Os pacientes devem estar todo o tempo sob as vistas de um profissional da equipe. • Nas imersões frias, o tto deve começar com uma temperatura mais agradável e deve se adicionar gelo aos poucos. • Os exercícios de A.D.M. aumentam a irrigação das camadas musculares mais profundas. • Não ligar a turbina com o turbilhão sem água. • A água corrente pode causar náuseas em alguns pacientes principalmente os propensos a cinetose (sensação de enjoo ou náusea quando se anda em qualquer meio de transporte, ou se movimenta o corpo de forma inabitual, perturbando o sistema vestibular responsável pelo equilíbrio). Cap 11: Turbilhões
  • 12. HIDROTERAPIA • Indicações: • A.D.M. reduzidas; • Doenças inflamatórias subagudas ou crônicas; • Doença vascular periférica (utilize temperatura neutra); • Lesões de nervos periféricos (evitar os extremos de temperatura quente e fria). Cap 11: Turbilhões
  • 13. HIDROTERAPIA • Contra-indicações: • Quadros agudos onde a turbulência da água pode irritar ainda mais as áreas lesadas ou quando o membro é colocado em posição dependente. • Febre (turbilhão quente). • Pacientes que necessitam de suporte postural durante o tto. • Lesões cutâneas em banheiras tipo “spa”. Cap 11: Turbilhões
  • 14. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS • MARCUCCI, Fernando C. I. Histórico da Eletroterapia e Eletroacupuntura. O Fisioterapeuta [site]. Disponível em: http://ofisioterapeuta.blogspot.com/ • Starkey C. Agentes elétricos. In: Starkey C. Recursos terapêuticos em fisioterapia. 2ª ed. São Paulo: Manole; 2001. • Low J, Reed A. Electrical stimulation of nerve and muscle. In: Electrotherapy explained: principles and practice. 3ª ed. Oxford: Butterworth-Heinemann; 2000.