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HIDROTERAPIA
Professor: Cleanto Santos Vieira
Cap 9: Imersão no Gelo
HIDROTERAPIA
• Imersão no Gelo:
• A imersão no gelo consiste em colocar
parte do corpo em uma mistura de
água e gelo, com temperatura variando
de 10° a 15,5° celsius.
• Este método é muito desconfortável
para o paciente.
• A dor é sentida em grau mais intenso,
em razão da maior superfície exposta
ao frio.
• Ex: quando os dedos do pé ou da mão
são imersos ficam expostos ao frio em
toda sua circunferência e extremidade
distal.
Cap 9: Imersão no Gelo
HIDROTERAPIA
• O diâmetro pequeno dos dedos
propicia que os efeitos da imersão
penetrem até o nível ósseo.
• Outro fator que pode ser
responsável pelo ↑ da dor é a
estimulação dos lúmens dos leitos
ungueais.
• Esta área é hipersensível e pode ser
excessivamente estimulada na
presença do frio.
Cap 9: Imersão no Gelo
HIDROTERAPIA
• Quando os dedos do pé ou da mão não
são o alvo do TTO, pode-se usar uma
capa de neoprene para tornar o TTO
mais tolerável.
• Exposições repetidas a imersão no gelo
diminuem o desconforto associado a
esse método.
• A explicação ao paciente dos tipos de
sensações esperadas podem reduzir o
nível percebido de desconforto.
• O resfriamento circunferencial e
exercícios simultâneos de A.D.M.
podem maximizar seu potencial
terapêutico.
Cap 9: Imersão no Gelo
HIDROTERAPIA
• Efeitos sobre o ciclo de resposta à lesão:
• São os mesmo descritos nos efeitos gerais
de aplicação de frio.
• A intensidade do frio é maior devido a
grande superfície que está sendo tratada.
• A resultante queda de temperatura da
pele e tecidos subcutâneos é mais
pronunciada do que em outras formas de
frio.
• Deve-se oferecer um período de
reaquecimento apropriado, após a
técnica devido a diminuição da atividade
proprioceptiva.
Cap 9: Imersão no Gelo
HIDROTERAPIA
• O uso da imersão no gelo coloca o
membro em posição dependente,
aumentando a pressão hidrostática nos
capilares.
• Isso estimula extravasamento de líquido
para o interstício, e pode resultar no
aumento do edema.
• O uso de exercícios ativos de A.D.M
durante a imersão pode melhorar o
retorno venoso.
• Após o TTO das lesões agudas e
subagudas o membro deve ser
enfaixado e elevado para estimular a
drenagem venosa e linfática.
Cap 9: Imersão no Gelo
HIDROTERAPIA
• Instalação e aplicação:
• 1º -> prepare o balde, banheira ou
qualquer recipiente, com água fria e
gelo. A temperatura utilizada
dependerá, da capacidade de tolerância
da pessoa ao frio (exponha a pessoa a
uma temperatura tolerável e adicione
gelo, conforme o TTO progride.
• 2º -> A temperatura do TTO está
relacionada ao tamanho da área tratada.
Para prevenir a hipotermia, á medida
que se aumenta a área de TTO,
aumenta-se a temperatura da água.
Cap 9: Imersão no Gelo
HIDROTERAPIA
• 3º -> Utilizar protetores de dedos.
• 4º -> Se não houver contra-indicações, os
exercícios de A.D.M. devem ser encorajados.
Cap 9: Imersão no Gelo
HIDROTERAPIA
• Duração do TTO:
• Geralmente de 10 a 20 minutos.
• TTOs com temperaturas mais baixas
requerem tempo menor.
• Pode ser repetido, com o tempo de
reaquecimento necessário entre os
TTOs (mínimo de 1:30 a 2:00hs entre
uma sessão e outra).
Cap 9: Imersão no Gelo
HIDROTERAPIA
• Precauções:
• Evitar que os pacientes fiquem inconscientes
durante o TTO.
• Evitar deixar o paciente continuamente
imerso.
• Explicar ao paciente que o TTO é um pouco
desconfortável e pode causar sensação de
queimadura e dor (explique a regra do 5 min.).
• Retirar e emergir repetidamente o membro
serve apenas para prolongar a sensação
dolorosa.
• Após o TTO o membro deve ser enfaixado e
elevado.
• Nos nervos subcutâneos (ulnar, fibular etc...)
podem ocorrer paralisia induzida pelo frio,
aumente gradativamente a temperatura da
imersão e observe o paciente regularmente.
Cap 9: Imersão no Gelo
HIDROTERAPIA
• Indicações:
• Lesão ou inflamação aguda.
• Dor aguda ou crônica.
• Dor e edema pós-cirúrgicos.
• Recuperação de atletas.
Cap 9: Imersão no Gelo
HIDROTERAPIA
• Contra-indicações:
• Alterações cardíacas ou respiratórias.
• Feridas abertas.
• Insuficiência circulatória.
• Alergia e/ou hipersensibilidade ao
frio.
• Pele anestesiada.
• Absoluta incapacidade para tolerar
temperaturas frias.
Cap 9: Imersão no Gelo
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
• MARCUCCI, Fernando C. I. Histórico da Eletroterapia e
Eletroacupuntura. O Fisioterapeuta [site]. Disponível em:
http://ofisioterapeuta.blogspot.com/
• Starkey C. Agentes elétricos. In: Starkey C. Recursos terapêuticos em
fisioterapia. 2ª ed. São Paulo: Manole; 2001.
• Low J, Reed A. Electrical stimulation of nerve and muscle. In:
Electrotherapy explained: principles and practice. 3ª ed. Oxford:
Butterworth-Heinemann; 2000.

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Hidroterapia - imersão no gelo - Aula 9

  • 1. HIDROTERAPIA Professor: Cleanto Santos Vieira Cap 9: Imersão no Gelo
  • 2. HIDROTERAPIA • Imersão no Gelo: • A imersão no gelo consiste em colocar parte do corpo em uma mistura de água e gelo, com temperatura variando de 10° a 15,5° celsius. • Este método é muito desconfortável para o paciente. • A dor é sentida em grau mais intenso, em razão da maior superfície exposta ao frio. • Ex: quando os dedos do pé ou da mão são imersos ficam expostos ao frio em toda sua circunferência e extremidade distal. Cap 9: Imersão no Gelo
  • 3. HIDROTERAPIA • O diâmetro pequeno dos dedos propicia que os efeitos da imersão penetrem até o nível ósseo. • Outro fator que pode ser responsável pelo ↑ da dor é a estimulação dos lúmens dos leitos ungueais. • Esta área é hipersensível e pode ser excessivamente estimulada na presença do frio. Cap 9: Imersão no Gelo
  • 4. HIDROTERAPIA • Quando os dedos do pé ou da mão não são o alvo do TTO, pode-se usar uma capa de neoprene para tornar o TTO mais tolerável. • Exposições repetidas a imersão no gelo diminuem o desconforto associado a esse método. • A explicação ao paciente dos tipos de sensações esperadas podem reduzir o nível percebido de desconforto. • O resfriamento circunferencial e exercícios simultâneos de A.D.M. podem maximizar seu potencial terapêutico. Cap 9: Imersão no Gelo
  • 5. HIDROTERAPIA • Efeitos sobre o ciclo de resposta à lesão: • São os mesmo descritos nos efeitos gerais de aplicação de frio. • A intensidade do frio é maior devido a grande superfície que está sendo tratada. • A resultante queda de temperatura da pele e tecidos subcutâneos é mais pronunciada do que em outras formas de frio. • Deve-se oferecer um período de reaquecimento apropriado, após a técnica devido a diminuição da atividade proprioceptiva. Cap 9: Imersão no Gelo
  • 6. HIDROTERAPIA • O uso da imersão no gelo coloca o membro em posição dependente, aumentando a pressão hidrostática nos capilares. • Isso estimula extravasamento de líquido para o interstício, e pode resultar no aumento do edema. • O uso de exercícios ativos de A.D.M durante a imersão pode melhorar o retorno venoso. • Após o TTO das lesões agudas e subagudas o membro deve ser enfaixado e elevado para estimular a drenagem venosa e linfática. Cap 9: Imersão no Gelo
  • 7. HIDROTERAPIA • Instalação e aplicação: • 1º -> prepare o balde, banheira ou qualquer recipiente, com água fria e gelo. A temperatura utilizada dependerá, da capacidade de tolerância da pessoa ao frio (exponha a pessoa a uma temperatura tolerável e adicione gelo, conforme o TTO progride. • 2º -> A temperatura do TTO está relacionada ao tamanho da área tratada. Para prevenir a hipotermia, á medida que se aumenta a área de TTO, aumenta-se a temperatura da água. Cap 9: Imersão no Gelo
  • 8. HIDROTERAPIA • 3º -> Utilizar protetores de dedos. • 4º -> Se não houver contra-indicações, os exercícios de A.D.M. devem ser encorajados. Cap 9: Imersão no Gelo
  • 9. HIDROTERAPIA • Duração do TTO: • Geralmente de 10 a 20 minutos. • TTOs com temperaturas mais baixas requerem tempo menor. • Pode ser repetido, com o tempo de reaquecimento necessário entre os TTOs (mínimo de 1:30 a 2:00hs entre uma sessão e outra). Cap 9: Imersão no Gelo
  • 10. HIDROTERAPIA • Precauções: • Evitar que os pacientes fiquem inconscientes durante o TTO. • Evitar deixar o paciente continuamente imerso. • Explicar ao paciente que o TTO é um pouco desconfortável e pode causar sensação de queimadura e dor (explique a regra do 5 min.). • Retirar e emergir repetidamente o membro serve apenas para prolongar a sensação dolorosa. • Após o TTO o membro deve ser enfaixado e elevado. • Nos nervos subcutâneos (ulnar, fibular etc...) podem ocorrer paralisia induzida pelo frio, aumente gradativamente a temperatura da imersão e observe o paciente regularmente. Cap 9: Imersão no Gelo
  • 11. HIDROTERAPIA • Indicações: • Lesão ou inflamação aguda. • Dor aguda ou crônica. • Dor e edema pós-cirúrgicos. • Recuperação de atletas. Cap 9: Imersão no Gelo
  • 12. HIDROTERAPIA • Contra-indicações: • Alterações cardíacas ou respiratórias. • Feridas abertas. • Insuficiência circulatória. • Alergia e/ou hipersensibilidade ao frio. • Pele anestesiada. • Absoluta incapacidade para tolerar temperaturas frias. Cap 9: Imersão no Gelo
  • 13. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS • MARCUCCI, Fernando C. I. Histórico da Eletroterapia e Eletroacupuntura. O Fisioterapeuta [site]. Disponível em: http://ofisioterapeuta.blogspot.com/ • Starkey C. Agentes elétricos. In: Starkey C. Recursos terapêuticos em fisioterapia. 2ª ed. São Paulo: Manole; 2001. • Low J, Reed A. Electrical stimulation of nerve and muscle. In: Electrotherapy explained: principles and practice. 3ª ed. Oxford: Butterworth-Heinemann; 2000.