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História A, 10º ano, Módulo 3 
1 
História A 
Revisões para o Exame Nacional de 12º ano 
Módulo 3 (10º ano) 
http://divulgacaohistoria.wordpress.com/
A Abertura Europeia ao Mundo 
http://divulgacaohistoria.wordpress.com/ 
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Unidade 1 
A geografia cultural europeia de Quatrocentos e Quinhentos 
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1.1. Principais centros culturais de produção e difusão de sínteses e inovações 
1.1.1 As condições da expansão cultural 
Época Moderna inicia-se em meados do século XV. 
Há um dinamismo económico, cultural e de mentalidades na Europa. 
As cidades reanimam-se, há uma abertura de novas rotas transcontinentais, descobrem-se novas técnicas náuticas, a descoberta da imprensa e a utilização de armas de fogo revolucionam a vida. 
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1.1.2 O Renascimento – eclosão e difusão 
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O Renascimento marcou a história europeia dos séculos XV e XVI; 
O Homem é visto como algo de bom, livre e responsável; 
O Homem é a medida de todas as coisas; 
Surge o movimento Humanista (Humanismo). 
Humanismo foi um movimento intelectual desenvolvido na Europa durante o Renascimento, entre os séculos XIV e XVI. Inspirado pela Antiguidade Clássica. Nasceu em Itália e abrangeu a maior parte da Europa. O humanismo renascentista propõe o antropocentrismo. 
O antropocentrismo era a ideia de "o homem ser o centro do pensamento filosófico", ao contrário do teocentrismo, a ideia de "Deus no centro do pensamento filosófico". 
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A Antiguidade Clássica (grega e romana) inspirou os artistas do Renascimento; 
Outro campo que se desenvolveu nesta época foi o da investigação científica, fruto do espírito racional e crítico do Homem renascentista. 
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O Renascimento nasceu em Itália, fruto da riqueza das suas cidades; 
No século XV (Quatrocentos) destacou-se a cidade de Florença (Pico della Mirandola, Brunelleschi, Doanatello, Botticelli, Leonardo da Vinci); 
No século XVI (Cinquecentos), emergiu a cidade de Roma (Rafael, Miguel Ângelo). 
Veneza (Ticiano, Veronese) também teve um papel importante. 
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O Renascimento espalhou-se pela Europa, criando novas sínteses e reinterpretações, juntando as novas ideias com as tradições locais: 
Países Baixos: 
Desenvolvem a pintura a óleo (Jan e Hubert van Eyck, Hugo van der Goes, etc.); 
Erasmo de Roterdão, filósofo, é considerado um dos principais humanistas; 
França: 
Mecenato do rei Francisco I. 
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Alemanha: 
Surgem cidades universitárias e centros de imprensa, destacam-se os pintores Albretch Dürer e Hans Holbein; 
Inglaterra: 
Destacou-se Thomas Moore e as universidades de Oxford e Cambridge; 
Na Península Ibérica destacaram-se as universidades de Alcalá de Henares e o Colégio das Artes e Humanidades (Coimbra); 
Ainda se destacaram as cortes da Hungria e Polónia. 
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O alargamento do conhecimento do Mundo
2.1. O contributo português 
2.1.1 Inovação técnica 
Os principais avanços das técnicas náuticas: 
leme de cadaste (central); bússola; 
cartas-portulano; 
astrolábio, quadrante, balestilha; 
utilização de velas triangulares ou latinas; 
Surge um novo tipo de barco, a caravela, que permite bolinar. Mais tarde surgem as naus e galeões 
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Desenvolve-se a cartografia 
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Grandes avanços na determinação das coordenadas geográficas (latitude e longitude); 
Os portugueses resolveram o problema de determinar a latitude; 
O problema de determinar a longitude só foi completamente resolvido no século XVIII; 
Mercator (1569) desenvolve um novo sistema de projeção cilíndrica mais rigoroso; 
Cantino publica um novo planisfério em 1502; 
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2.1.2 Observação e descrição da Natureza 
As descobertas iniciadas pelos portugueses substituíram a visão limitada do mundo mediterrânico por uma visão global do planeta; 
Os portugueses, baseados na observação, contrariaram muitas ideias preconcebidas sobre os mares, terras, faunas e flora de regiões pouco conhecidas ou mesmo desconhecidas; 
É uma atitude pré-científica, resulta do conhecimento empírico, de vivências experimentadas, da realidade observada (experiencialismo); 
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Contributo de alguns homens: 
Duarte Pacheco Pereira (1460-1533) – é o primeiro a valorizar a experiência no contexto da observação empírica; 
Garcia de Orta (1501-1568) – registo das plantas medicinais do Oriente; 
D. João de Castro (1500-1548) – vice-rei da Índia, é autor de três Roteiros; 
Os portugueses negam e corrigem os clássicos, ajudam a construir um saber novo saber; 
Os novos conhecimentos, derivados do experiencialismo, resumiram-se, na maior parte dos casos, a observações e descrições da Natureza; 
O saber português, (XV e XVI) contribuiu para o desenvolvimento do espírito crítico. 
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2.2. O conhecimento científico da Natureza 
2.2.1 A matematização do real 
A conjugação da valorização da experiência e da matemática está na origem do método experimental (método científico); 
Leonardo da Vinci (1452-1519) teve um papel percursor na afirmação de uma nova mentalidade científica; 
No processo de matematização do real surge a noção de que só a demonstração matemática das hipóteses suscitadas pela observação permitiria a formulação de leis científicas; 
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Pouco a pouco vulgariza-se o uso dos números e das medidas; 
Dá uma lenta transformação das estruturas mentais, e revela-se uma mentalidade quantitativa; 
A numeração romana é substituída pela árabe; 
O Homem renascentista recorre aos números no decorrer das suas atividades: 
Navegador - calcula distâncias, latitudes, etc.;) 
Mercador, banqueiro - avalia lucros e perdas, etc.; 
Funcionários do Estado - calcula impostos, coleta rendas, etc. 
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2.2.2 A revolução das conceções cosmológicas 
No início do Renascimento, a teoria geocêntrica, era a conceção cosmológica dominante. Derivava dos trabalhos de Aristóteles (384- 322 a.c.) e Ptolomeu (100-165); 
Já na Antiguidade houve autores que contrariaram esta teoria, como Aristarco de Samos (320-250 a.c.), que defendeu uma perspetiva heliocêntrica; 
Nicolau Copérnico (1453-1543) retomou a perspetiva heliocêntrica. 
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Na obra “De Revolutionibus Orbium Coelestium”, Copérnico defende que o Sol está no centro do universo. A Terra e os outros planetas giram em seu redor (movimento de translação) e giram em torno do seu próprio centro (movimento de rotação), em esferas celestes. 
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As repercussões das conclusões de Copérnico, publicadas nas vésperas da sua morte, não foram sentidas de imediato; 
A conceção de Copérnico não era correta; 
No entanto outros vão continuar o caminho iniciado por ele; 
As conceções do universo geocêntrico de Ptolomeu e a doutrina da Igreja vão ser abaladas; 
Inicia-se uma verdadeira revolução das conceções cosmológicas. 
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Giordano Bruno (1548-1600) – frade italiano, defendeu a teoria de um universo infinito, com inúmeras estrelas que eram o centro de outros sistemas planetários. A Inquisição condenou-o a morte na fogueira. 
Ticho Brahe (1546-1601) – astrónomo dinamarquês, pensou um novo sistema planetários que conciliava a teoria heliocêntrica (os planetas giram à volta do sol) e a geocêntrica (o Sol e a Lua deslocam-se à volta da Terra); 
Johannes Kepler (1571-1630) – astrónomo alemão, formulou as leis do movimento dos planetas 
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Galileu Galilei (1564-1642) – astrónomo italiano, aperfeiçoou o telescópio. 
Estas novas descobertas foram perseguidas pela Inquisição e muitas das obras publicadas que defendiam as teorias heliocêntricas foram colocadas no Índex. 
Inquisição – tribunal religioso criado no século XIII e restabelecido no século XVI. Investigava, julgava e condenava todos os que fossem suspeitos de terem ideias contrárias às definidas pela Igreja Católica 
Índex – Lista de livros publicada pela Igreja Católica, cuja leitura era proibida aos católicos. 
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No entanto as novas conceções cosmológicas iam ganhando cada vez mais adeptos; 
Estava definitivamente definido que os progressos da ciência estavam assentes na formulação de leis a partir da observação, registo e interpretação de factos e experimentação de hipóteses.
A produção cultural
3.1 Distinção social e mecenato 
As elites cortesãs e burguesas, as próprias Cortes, apostaram no embelezamento dos palácios e no apoio aos artistas e intelectuais como símbolo de afirmação social. 
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3.1.1 A ostentação das elites cortesãs e burguesa 
Os séculos XV e XVI, foram séculos de grande crescimento económico; 
Sectores (nobreza e burguesia) ligados ao comércio e à finança enriqueceram; 
Vão desenvolver formas de exteriorizar a sua riqueza e ascensão social: luxo, conforto, festas, o apoio à cultura (mecenato); 
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As elites rodeavam-se de luxo e ostentação: belos palácios, roupas sumptuosas, banquetes faustosos, etc.; 
Praticavam o mecenato; 
Mecenato: proteção da arte e da cultura. 
Lourenço de Médicis 
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As cortes são um circulo privilegiado da cultura e da sociabilidade renascentista; 
Uma das cortes mais famosa foi a dos Médicis em Florença; 
A festa privada torna-se o espaço privilegiado de divertimento dos ricos (banquetes, bailes, teatro, jogo, etc.); 
Surge um conjunto de regras de civilidade; 
Civilidade – conjunto de regras de comportamento que o indivíduo 
Deveria respeitar na sua vida pública. Surgem no século XV, com a publicação de vários livros de cortesia e boas maneiras. 
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3.1.2 O estatuto de prestígio dos intelectuais e artistas 
Nobres, burgueses, monarcas e membros do clero fizeram encomendas aos artistas e intelectuais (projetos de arte, obras literárias, estudos, etc.); 
A prática do mecenato era uma forma de imortalizar o nome das elites; 
O estatuto social do artista e do intelectual torna-se mais importante; 
São prestigiados e considerados; 
Os artistas passam a assinar as suas obras, distinguindo-se do anonimato dos artistas medievais. 
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3.2. Os caminhos abertos pelos humanistas 
Os artistas e intelectuais (Humanistas) do Renascimento abriram novos caminhos para a arte e a cultura; 
Desenvolveram e aprofundaram os ideais do antropocentrismo e individualismo; 
Pico della Mirandola (1463-1494) foi um dos primeiros humanistas. 
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Humanista – É um intelectual (letrado) dos séculos XV e XVI. Baseia o seu saber no estudo da Antiguidade Clássica (Roma e Grécia). Procura conciliar os valores da civilização grega e romana com os valores do cristianismo. 
Defendem uma cultura antropocentrista e os valores do individualismo. 
Dante Alighieri 
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3.2.1 Valorização da Antiguidade Clássica 
Uma das características fundamentais dos humanistas é a inspiração nos modelos clássicos (Grécia e Roma). 
A ideia não é imitar os antigos mas inspirar-se na cultura clássica para inovar, recriar e transformar; 
O estudo dos clássicos não é um fim mas um instrumento para ajudar os humanistas a desenvolverem a sua modernidade; 
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Alguns humanistas: 
Petrarca (1303-1374); 
Bocaccio (1313-1375); 
Lourenço Valla (1407-1457); 
Marsílio Ficino (1433-1499); 
Maquiavel (1469-1527); 
Cervantes (1547-1616); 
Rabelais (1494-1553); 
Montaigne (1533-1592); 
Shakespeare (1564-1616); 
Luís Vaz de Camões (1524-1580). 
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Os humanistas estudaram o grego e o latim para poderem estudar os autores clássicos; 
Recuperaram as Sagradas Escrituras leram o Novo Testamento e o Antigo Testamento (hebraico), e corrigiram os erros das traduções medievais; 
O ensino fomentou o conhecimento da Antiguidade (estudo do grego, latim, literatura, história, filosofia). 
Receberam o nome de studia humanitatis, porque se consideravam áreas de ensino fundamentais para a formação moral do ser humano. 
A imprensa contribui para a divulgação dos autores clássicos. 
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3.2.2 A afirmação das línguas nacionais e a consciência da modernidade 
Os Humanistas desenvolvem um movimento de afirmação das línguas nacionais; 
Dante Alighieri (1265-1321), foi um dos percursores, escreveu grande parte da sua obra em italiano e não em latim; 
Os humanistas escreveram grande parte da sua obra nas respetivas línguas nacionais; 
Isto permitiu que mais pessoas lessem as suas obras; 
Existia a ideia de divulgar pelo maior número de pessoas as novas ideias; 
Há uma maior difusão da cultura na época do Renascimento. 
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3.2.3 Individualismo, espírito crítico, racionalidade e utopia 
O individuo distinguia-se e afirmava-se pelo uso da razão; 
Os homens do Renascimento adotaram um mentalidade racionalista; 
O individualismo valoriza o espírito de criatividade das pessoas; 
Os humanistas cultivam a ideia de um mundo perfeito; 
O espírito crítico tinha-os levado a compreender os problemas da época (corrupção, ignorância, abusos dos poderosos, etc.; 
Surge a crítica social; 
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Erasmo de Roterdão (1469-1536) criticando a sociedade da época propõe o regresso ao cristianismo primitivo e recuperar os valores da humildade, caridade, fraternidade e tolerância. 
No livro, “Elogio da Loucura”, Erasmo critica o Papa e a corrupção do clero; 
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Nascem as utopias; 
Alguns humanistas imaginam mundos perfeitos onde os homens viviam em paz e felizes; 
Uma das utopias mais conhecidas é o livro chamado “Utopia” da autoria de Thomas More (1478-1535), onde imaginou um mundo racional, onde existia igualdade, fraternidade e tolerância; 
More critica a intolerância, o abuso de poder dos monarcas, o luxo do clero, a corrupção da sociedade. 
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Os homens do Renascimento aliavam (…) a admiração pelo mundo greco-romano a uma falta de respeito evidente. 
Inspirar-se nos Antigos para fazer coisas novas, eis o propósito. 
Nos grandes artistas do Renascimento a imitação da Antiguidade nunca foi servil (…). 
Jean Delumeau, A Civilização do renascimento 
3.3 A reinvenção das formas artísticas. A imitação e superação dos modelos da Antiguidade 
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Os artistas do Renascimento possuíam uma técnica superior à dos Antigos (…). Os pintores da Grécia e Roma não conheciam a pintura a óleo (…) 
Os estudos dos Flamengos e, mais ainda, dos Italianos tiveram um carácter inédito. 
Jean Delumeau, A Civilização do renascimento 
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Pintura do Gótico, Giotto e do Renascimento 
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A pintura renascentista foi um exercício intelectual; 
O artista já não é o artesão medieval anónimo, mas um intelectual reconhecido; 
Procura a fama, o seu trabalho é uma obra de arte, uma obra- prima; 
A pintura do Renascimento foi o culminar de um processo iniciado no século XIII por Giotto; 
Inspirado na cultura e arte da Antiguidade Clássica (Roma e Grécia) o artista procura uma formação humanista e científica; 
O artista ainda devia estudar geometria, perspetiva, aritmética, gramática, filosofia, história, astronomia, medicina, anatomia de modo a poderem expressar bem a sua arte. 
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A arte deve ser imitação (mimesis) da Natureza; 
A pintura renascentista é uma arte racional, científica e uma imitação intelectualizada e tecnicista da Natureza; 
Todos estes aspetos foram estudados e teorizados; 
No século XVI a arte ganhou mais emoção; 
A pintura do Renascimento ultrapassou a Arte da Antiguidade Clássica, e foi a base da pintura ocidental. 
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Paolo Uccello, A caçada na Floresta 
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Perspetiva científica 
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Uma das principais descobertas técnicas do Renascimento foi a perspetiva, rigorosa e científica; 
Permite construir o espaço pictórico segundo as leis da ótica, das proporções geométricas, da exatidão matemática e do tratamento da luz de uma forma coerente. 
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Todas as linhas convergem para um ponto para o qual o olhar é atraído; 
Tudo é ritmado segundo valores matemáticos; 
A perspetiva é o reflexo da harmonia que rege a Criação. 
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A luz é o elemento que confere materialidade (volume) à pintura; 
Elaboração cuidada do claro-escuro. 
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Paolo Uccello, A batalha de San Romano, 
1452, têmpera sobre madeira 
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Na Flandres, século XV, inventaram a técnica do óleo: 
Seca lentamente, podia ser retocada; 
Tornava possível as velaturas (transparências); 
Empastes (grande espessura de tinta); 
Gradações cromáticas; 
Elaboração de modelados – técnica para obter, por meio de gradações cromáticas, a ilusão de volume. 
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Mestre Flémalle, A Virgem e o Menino 
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Mestre Flémalle, A Virgem e o Menino 
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A renovação da espiritualidade e da religiosidade
4.1 A Reforma Protestante 
4.1.1 Individualismo religioso e críticas à Igreja Católica 
Nesta época a radicalização de posições levou à rutura teológica de Lutero e Calvino. 
As grandes calamidades do século XIV (fomes, guerras e pestes) desenvolveram nas pessoas um clima de pessimismo; 
Divulga-se a ideia de um Deus castigador dos pecados dos homens; 
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Para agravar a situação a Igreja está dividida. Entre 1378 e 1417, existem dois Papas. Um em Roma e outro em Avinhão (cidade francesa). É o Cisma do Ocidente. 
O fim do Cisma não significou o fim da crise da Igreja; 
Os Papas renascentistas levavam uma vida pouco condizente com os ideias cristãos; 
Os maus exemplos abundavam em toda a hierarquia católica; 
Na Igreja abundava o abandono espiritual dos fiéis, o absentismo do clero e a dissolução dos costumes; 
Desde o século XIV começam a surgir críticas à Igreja Católica; 
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Por um lado 
Desenvolvem-se práticas de supersticiosas e fanáticas (feitiçaria, procissões de flagelantes, etc.; 
Por outro 
Práticas de novas formas de piedade mais intimistas e individualistas, como a Devotio Moderna, na Holanda que defendia uma vida humilde, de devoção a Deus e a prática da solidariedade; 
Na obra “Imitação de Cristo”, escrita em língua vulgar, o monge alemão, Thomas Kempis (1379-1471)defende os princípios da Devotio Moderna; 
Este livro exerceu uma forte influência no individualismo religioso do século XV. 
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Surgem as heresias; 
John Wiclif, (1328-1384), professor em Oxford, põe em dúvida a utilidade do clero e a validade dos sacramentos; 
Apela ao estudo direto da Bíblia que considera a única fonte de Fé; 
Associada a esta heresia esteve o movimento dos lolardos, padres pobres que se associaram aos camponeses na sua luta contras os senhores; 
Heresia: Negação ou dúvida sobre algum ponto da Fé Católica. 
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Jan Huss (1369-1415), reitor da Universidade de Praga (Polónia), apoiou as ideias de Wiclif; 
Defendeu a criação de uma Igreja nacional, desligada da obediência ao Papa; 
Savonarola (1452-1498), monge italiano denunciou as práticas da alta hierarquia da Igreja; 
Muitas destes homens foram condenados pelo tribunal da Inquisição e morreram na fogueira; 
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Muitos humanistas, como Erasmo de Roterdão, criticaram as práticas da Igreja; 
Todas estas polémicas e contestações abriram caminho à Reforma. 
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4.1.2 A rutura ideológica 
Reforma – Cisma (divisão) na Igreja Católica desencadeada na primeira metade do século XVI; 
Foi protagonizada por Lutero, Calvino e Henrique VIII; 
Surge uma nova conceção de Igreja; 
Embora com diferenças o luteranismo, o calvinismo e o anglicanismo têm como pontos comuns: a justificação pela Fé; a exclusividade da Bíblia como fonte de Fé, o sacerdócio universal e a não aceitação da supremacia do Papa; 
Estas igrejas são conhecidas pelo nome de protestantismo. 
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Martinho Lutero (1483-1546) desencadeou a Reforma; 
Alemão, monge agostinho, Mestre em Filosofia; 
Lutero colocava a seguinte questão: “Como pode alguém levar uma vida perfeita perante Deus”; 
Em 1510 fez uma viagem a Roma que o desgostou perante o espetáculo degradante dos membros do clero; 
Em 1517 afixou, na porta da Catedral de Wittenberg, as 95 teses contra as indulgências; 
Indulgências – eram uma forma de redimir os pecados, em vigor desde o século XI, concedida pelo Papa, perante a prática de boas obras (peregrinações, prática de esmolas, mas também podia ser comprada por uma determinada soma de dinheiro. 
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Em 1515, o Papa Leão X, porque precisava de dinheiro para obras na Basílica de São Pedro (Vaticanos), autorizou a pregação de venda de indulgências; 
Contra isto se revoltou Lutero; 
Nas “95 teses” refutou o Papa e alguns dogmas da Igreja, afirmava que a salvação depende da Fé e não das obras; 
Martinho Lutero protagonizou uma rutura teológica com a Igreja; 
A igreja considerou estas novas ideias uma heresia; 
Em 1521, Lutero, foi excomungado e expulso da Alemanha; 
Seguiram-se tempos conturbados, do ponto de vista religioso, mas o protestantismo foi ganhando adeptos; 
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A justificação pela Fé é a base doutrinária da reforma luterana, é uma nova doutrina da salvação; 
Para Lutero, o Homem não tem livre-arbítrio. É Deus que decide sobre a salvação dos homens; 
É Deus que predestina uns homens para a salvação outros para a condenação; 
O luteranismo abre caminho às teses da predestinação que serão desenvolvidas por Calvino; 
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4.1.3 As igrejas reformadas 
O Luteranismo 
Lutero considerava a Bíblia como única fonte de Fé e autoridade doutrinal; 
Rejeitou as obras dos Padres da Igreja e as decisões dos concílios que considerava meras palavras humanas e por isso sujeitas à crítica e à revisão; 
Negou o monopólio papal na interpretação da Bíblia, afirmou que qualquer crente podia ler as Escrituras sem intervenção do clero; 
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A missa foi substituída por uma cerimónia na língua vulgar; 
Os cultos da Virgem e dos Santos foi abandonado; 
Proclamou o sacerdócio universal; 
O celibato e as ordens religiosas foram abandonadas; 
O chefe da Igreja reformada passa a ser o chefe de estado. Surgem as Igrejas Nacionais Evangélicas. O bens da Igreja ficam na mão dos príncipes alemães; 
Só reconheceu dois Sacramentos: Batismo e Eucaristia; 
Para Lutero a prática cristã define-se pela relação pessoal do crente com Deus e não pelas regras, leis e ritos estabelecidos pelos homens; 
A vida religiosa é uma ação de amor a Deus. 
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O luteranismo expandiu-se rapidamente na Alemanha; 
Foi apoiado pelos burgueses; 
Os príncipes ficaram com os bens da Igreja Católica e por isso aderiram à nova Igreja; 
A imprensa contribuiu para a divulgação da nova Fé; 
Muitos humanistas e artistas converteram-se ao luteranismo; 
O Imperador Carlos V, católico, hesitou entre a liberdade religiosa e a obrigatoriedade de obedecerem ao Papa; 
Em 1555, Carlos V, aceitou a Paz de Augsburgo, e aceitou a liberdade de culto na Alemanha. 
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O calvinismo 
João Calvino (1509-1564), nasceu em França, em 1534 fugiu para Genebra por causa das perseguições religiosas; 
Publicou o livro em língua francesa “Da instituição da religião cristã”, onde defende a sua doutrina, o calvinismo; 
Calvino baseou a sua doutrina na justificação pela Fé, no sacerdócio universal e na autoridade exclusiva da Bíblia; 
Para Calvino a predestinação é absoluta, para ele um ser humano jamais perderia a “graça da Fé”, se tivesse nascida com ela; 
Lutero considerava que se a pessoa perdesse a Fé, não teria a Salvação garantida; 
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Da predestinação absoluta nasceu uma grande intolerância para com as outras doutrinas; 
Os calvinistas faziam parte de um grupo de eleitos (os predestinados); 
Se um homem tinha, por exemplo, êxito nos negócios, era um predestinado; 
Não aceitou a ideia de Lutero da chefia da Igreja ser entregue aos chefes de Estado, pelo contrário, defendeu a supremacia da Igreja sobre o Estado; 
Genebra transformou-se numa sociedade teocrática e perseguiu católicos e outros protestantes; 
O Calvinismo difundiu-se na França, Alemanha, Países Baixos, Hungria, Polónia, Inglaterra e Escócia. 
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O anglicanismo. A Reforma na Inglaterra 
O rei inglês, Henrique VIII pediu ao Papa para lhe conceder o divórcio que recusou; 
O monarca proclamou o Ato de Supremacia (1534) que o tornou o chefe supremo da Igreja inglesa; 
Autorizou a tradução da Bíblia e secularizou os bens das ordens religiosas mas manteve-se fiel à doutrina católica; 
No reinado do seu filho, Eduardo VI (1537-1553), a igreja inglesa identificou-se com o calvinismo; 
História A, 10º ano, Módulo 3 
70
No reinado de Maria Tudor (1516-1558), a Inglaterra voltou ao catolicismo e perseguiu os protestantes; 
No reinado de Isabel I (1533-1603) consolidou-se a igreja anglicana, num compromisso entre o catolicismo e o calvinismo; 
Em 1571 publicou os “Trinta e nove artigos” que ainda hoje é a base doutrinal da Igreja Anglicana; 
Defendia a justificação pela Fé, mas não aceitavam a predestinação absoluta; 
Reconheciam a autoridade absoluta da Bíblia; 
Só reconheciam como sacramentos o Batismo e a Eucaristia; 
Aboliram o celibato dos padres mas mantiveram uma hierarquia semelhante aos católicos; 
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A Inglaterra passou, em termos religiosos por tempos conturbados; 
Os católicos levaram o Papa a excomungar Isabel I; 
Os calvinistas queixava-se da Igreja anglicana que aos seus olhos era igual a uma igreja católica. O seu rigor doutrinal valeu-lhes o nome de puritanos; 
Isabel I perseguiu católicos e puritanos. Fez da reforma religiosa uma arma de reforço da autoridade real; 
Muitos puritanos emigraram para os Países Baixos e para a América. 
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Os protestantes deram um forte impulso ao capitalismo; 
A justificação do êxito nos negócios era o sinal da concordância de Deus; 
Os protestantes exaltam o valor do trabalho e renegam os valores de pobreza dos Franciscanos; 
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As lutas religiosas 
A rutura protestante desencadeou violência. Na Alemanha, Grã- Bretanha, Suíça, Países Baixos e França sucederam-se perseguições, lutas, execuções e massacres; 
As disputas de teólogos e leigos demonstram um desejo de renovação espiritual; 
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75
4.2 Contrarreforma e reforma católica 
A reposta da Igreja Católica à rutura protestante chamou-se contrarreforma e reforma católica; 
Concílio de Trento, criação da Companhia de Jesus, reativação da Inquisição e do Índex foram alguns dos instrumentos utilizados pela Igreja Católica; 
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4.2.1 A reafirmação do dogma e do culto tradicional. A reforma disciplinar 
Em 1545 reuniu-se o Concílio de Trento, convocado pelo Papa Paulo III. Terminou os seus trabalhos em 1563; 
Condena o protestantismo; 
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Principais decisões tomadas: 
Condenação dos princípios da predestinação e da justificação pela Fé. Reafirma-se o papel das obras humanas na Salvação; 
Confirma-se a existência do Purgatório; 
A par da Bíblia, proclamou-se o valor sagrado da tradição como fonte de Fé; 
Mantiveram-se os Sete Sacramentos; 
Reforçou-se o poder do Papa; 
Manteve-se o culto dos Santos e da Virgem; 
Manteve-se o latim como língua litúrgica. A língua vulgar era reservada para sermões e pregações; 
História A, 10º ano, Módulo 3 
78
Sobre a reforma disciplinar o Concílio de Trento proclamou o seguinte: 
Proibição de acumulação de benefícios eclesiásticos; 
A residência obrigatória dos padres e bispos nas paróquias e dioceses; 
Manutenção do celibato eclesiástico; 
Proibição da ordenação de sacerdotes e bispos com idades inferiores a 25 e 30 anos, respetivamente; 
Criação de seminários para a formação dos futuros clérigos. 
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Publicou-se um Catecismo (1566) com a compilação dos princípios doutrinais decididos em Trento; 
Foram publicados um breviário (1568) e um missal para regular a oração e o culto; 
A Igreja procurava disciplinar os fiéis e é imposta uma doutrina unânime e indiscutível. 
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4.2.2 O combate ideológico 
Os fiéis católicos deveriam ser afastados das heresias e por isso deveriam ser proibidos de ler os livros que colocavam a Fé católica em causa; 
Em 1543, foi criada a Congregação do Índex para elaborar a lista das obras consideradas perigosas, a lista ficou conhecida pelo nome de Índex; 
Esta lista teve consequências culturais perniciosas para o desenvolvimento cultural dos países do espaço católico, e fomentaram o atraso em relação ao mundo protestante ; 
Muitos dos livros que foram colocados no Índex diziam respeito a publicações filosóficas e científicas, de autores como Galileu, Descartes, Newton e Leibniz; 
História A, 10º ano, Módulo 3 
81
A Inquisição (Santo Ofício) tinha sido criada em 1231. Era um tribunal religioso criado para combater as heresias; 
A sua reativação foi considerada uma forma de combater o protestantismo; 
Em 1542, o Papa Paulo III, ordenou a reorganização do tribunal da Inquisição; 
Nos países católicos onde o tribunal da Inquisição se instalou moveu uma perseguição a protestantes, cristãos-novos, filósofos, cientistas, etc.; 
Instruía processos com bases em denuncias anónimas e usava a tortura para obter confissões; 
Condenava a penas de prisão e à morte na fogueira; 
Confiscava os bens dos culpados. 
História A, 10º ano, Módulo 3 
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O proselitismo das novas congregações: a Companhia de Jesus 
Proselitismo – atividade religiosa exercida com zelo e fervor, no sentido de angariar adeptos. 
A Companhia de Jesus destacou-se nas atividades de missionação, ensino e pregação. 
A contrarreforma levou ao nascimento de novas ordens religiosas: Agostinhos Descalços, Capuchinhos, Carmelitas Descalços, Jesuítas; 
A Companhia de Jesus (jesuítas) foi a que desempenhou um papel mais relevante; 
História A, 10º ano, Módulo 3 
83
Inácio de Loyola (1491-1556) foi o fundador da Companhia de Jesus em 1534; 
O seu proselitismo contribuiu para a expansão do catolicismo; 
Funcionava como uma organização militar; 
Era dirigida por um general ou geral; 
Os jesuítas estavam submetidos a uma rigorosa disciplina e consideram-se os “soldados de Cristo”; 
Proclamaram uma obediência incondicional ao Papa; 
Preocupavam-se com a formação intelectual dos seus membros; 
Viviam no meio da população; 
História A, 10º ano, Módulo 3 
84
Distinguiram-se como missionários na Ásia, América e África; 
Fundaram uma vasta rede de colégios de qualidade que lhes permitiu uma ascendência sobre a juventude; 
Desenvolveram a arte da oratória nos seus sermões; 
História A, 10º ano, Módulo 3 
85
4.2.3 O impacto da reforma católica na sociedade portuguesa 
Portugal integrou-se completamente no movimento da Contrarreforma e da Reforma católica; 
Membros da hierarquia clerical portuguesa participaram no Concílio de Trento e cumpriram as decisões tomadas no concílio; 
As ideias protestantes tiveram um fraco eco nas populações portuguesas; 
No reinado de D. João III, chamou a Companhia de Jesus para Portugal; 
Estes desempenharam um importante papel na missionação do Brasil e do Oriente; 
História A, 10º ano, Módulo 3 
86
Entre os jesuítas destacam-se os nomes de Francisco Xavier, Manuel da Nóbrega e António Vieira; 
Criaram uma rede de colégios quer em Portugal quer nas suas colónias; 
Em 1555 ficaram com a direção do Colégio das Artes e em 1559 com a direção da Universidade de Évora; 
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O clima de intolerância religiosa desenvolve-se em Portugal originando o recuo das ideias humanistas e do espírito de livre crítica; 
O tribunal da Inquisição foi introduzido em Portugal em 1536 e instituiu a censura prévia em 1540; 
Em 1547 foi publicado o primeiro Índex, estabelecendo a lista dos livros proibidos; 
Foi particularmente violento: atingia obras e autores, bem como os impressores, livreiros e possuidores das obras; 
Humanistas como Damião de Góis e os professores do Colégio das Artes foram acusados de simpatia por Erasmo (este, apesar das críticas à Igreja, tinha permanecido católico); 
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Todos os motivos eram válidos para provocar a atenção da Inquisição: heresia, bruxaria, bigamia, sodomia, blasfémia, etc.; 
O Tribunal da Inquisição estará em vigor, em Portugal, entre 1536 e 1821; 
Os cristãos-novos (judeus que se tinham convertido ao cristianismo) foram o alvo preferido da Inquisição; 
Eram vítimas da inveja do seu sucesso nos negócios; 
A Inquisição portuguesa utilizou todos os métodos à sua disposição: tortura para obter confissões, condenações à morta na fogueira, em auto de fé, etc.; 
Muitos cristãos novos abandonaram o país, levando consigo os capitais que faziam falta ao país; 
História A, 10º ano, Módulo 3 
89
Portugal via-se mergulhado na inveja, denúncia e intriga; 
A Inquisição deixou marcas terríveis na sociedade portuguesa, contribuindo para o atraso do país; 
Impôs severos padrões morais e doutrinais; 
Modelaram as consciências e os comportamentos; 
Implementaram a angústia do pecado e da culpa; 
Instalaram o medo da punição (terrestre e divina). 
História A, 10º ano, Módulo 3 
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História A, 10º ano, Módulo 3 
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As novas representações da Humanidade
5.1 O encontro de culturas e a dificuldade de aceitação do princípio de unidade do género humano 
Os descobrimentos revolucionaram as conceções geográficas; 
Colocaram em contacto civilizações, culturas e povos até então desconhecidos; 
Segundo o providencialismo, vigente na Idade Média, Deus superintendia tudo. Criou Adão como um homem perfeito, e dele descendia toda a Humanidade; 
O pecado original tinha ocasionado que nem todos os homens falavam a mesma língua e tinham a mesma religião; 
Apresentação História A 10º ano, Módulo 3 
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Todos eram seres humanos e merecedores de conhecerem a palavra de Deus, tais eram as afirmações de Santo Agostinho; 
O contacto com os novos povos descobertos criou um clima de estupefação e curiosidade; 
Surgem relatos antropológicos sobre os Negros, Ameríndios e Asiáticos; 
Os europeus procuravam compreender os outros povos. 
Apresentação História A 10º ano, Módulo 3 
94
Este encontro de culturas rapidamente levou ao confronto de culturas; 
Rapidamente surge um olhar desconfiado e hostil; 
Os europeus cedo se revelaram preconceituosos e racistas; 
Desenvolve-se o princípio da superioridade da raça branca e da religião cristã; 
Em nome dessa superioridade facilmente se recorria às armas e se aniquilava as raças inferiores; 
Na Ásia os islâmicos eram o inimigo principal. Os budistas e hindus, eram considerados passíveis de se converterem ao cristianismo, e por isso mereceram alguma consideração; 
Os europeus começam a duvidar da humanidade dos Negros e Ameríndios, o que será um motivo para justificar a escravatura; 
Apresentação História A 10º ano, Módulo 3 
95
5.1.1 A escravatura. Os antecedentes da defesa dos direitos humanos 
A escravatura conheceu um amplo desenvolvimento com as descobertas marítimas; 
Vão se desenvolver enormes impérios coloniais; 
A escravatura é o melhor método para a criação de grandes massas de mão de obra necessárias para as grandes plantações e minas que se desenvolviam no continente americano; 
Apresentação História A 10º ano, Módulo 3 
96
O escravo africano torna-se o suporte fundamental da colonização europeia da s Américas; 
São indispensáveis nas minas, nas grandes plantações de açúcar, algodão, tabaco, etc.; 
Na Europa também se desenvolve a prática da escravatura. São utilizados nos trabalhos domésticos, agrícolas, ofícios, etc.; 
Em Lisboa e Sevilha, em meados do século XVI, representavam cerca de 10% da população; 
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Os portugueses e os espanhóis tiveram um papel pioneiro no tráfico de escravos; 
Apresentação História A 10º ano, Módulo 3 
98
Em 1445, a fundação da feitoria de Arguim, na costa da Mauritânia, iniciou o tráfico negreiro organizado; 
Este tráfico é uma história de violência e de desrespeito dos mais elementares direitos humanos; 
Cerca de 20 milhões de africanos foram levados de África, a maior parte com destino à América; 
Os escravos eram transportados em condições deploráveis; 
Eram considerados e tratados como uma mera mercadoria; 
Vendidos, marcados com ferros em brasa, separados da família, de tudo isto forma vítimas. 
Apresentação História A 10º ano, Módulo 3 
99
As primeiras manifestações de defesa dos direitos humanos surgiram a propósito da escravização dos índios na América espanhola; 
Senhores de extensas terras, os encomenderos, depressa esqueceram os seus deveres de protegerem os índios, e passaram a escravizá-los; 
Este brutal tratamento somado às doenças trazidas pelos europeus para o continente americanos (varíola), dizimaram a população índia; 
Apresentação História A 10º ano, Módulo 3 
100
Os frades Francisco de Vitória e António de Montesinos denunciaram esses abusos; 
As discussões sobre o estatuto humanos dos índios chegou a Roma. O Papa Paulo III, na bula Sublimis Deus (1537), defendeu a humanidade dos índios e foram considerados aptos a receber as doutrinas de Fé católica; 
Bartolomeu de Las Casas (1474-1566), frade dominicano, dedicou a sua vida à defesa dos índios; 
Pelo contrário, o Dr. Juan Ginés de Sepúlveda (1480-1573) argumentava que os índios eram inferiores aos espanhóis e por isso era legítimo escravizá-los; 
Apresentação História A 10º ano, Módulo 3 
101
5.1.2 O esforço de enraizamento da presença branca: missionação e miscigenação 
O encontro de povos foi sempre ambivalente: tanto se conquistava com brutalidade e se escravizava como se missionava e procurava converter os povos, ainda que por vezes à força; 
A espada esteve sempre ao lado da Cruz; 
A religião constituiu uma força impulsionadora da expansão portuguesa e espanhola; 
Em todo o impérios, português e espanhol, levou-se a cabo uma gigantesca tarefa de missionação dos povos; 
Apresentação História A 10º ano, Módulo 3 
102
A missionação foi uma estratégia de aculturação dos povos. Foi uma missionação agressiva e militante; 
O contacto entre as culturas orientais e europeias caracterizou-se pelas dificuldades de entendimento mútuo; 
Existiam muitas diferenças culturais, económicas, sociais e filosóficas; 
Existiam duas grandes áreas religiosas e filosóficas: o hinduísmo e o budismo; 
Na Índia a intolerância levou a que todos os indianos que não se tivessem convertido fossem excluídos dos cargos públicos, e os templos eram destruídos; 
Na China os jesuítas foram expulsos; 
No início do século XVII, também foram perseguidos no Japão; 
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103
Na América, portuguesa e espanhola, os jesuítas, criaram as reduções; 
Reduções - as missões jesuíticas na América, (reduções), foram os aldeamentos indígenas administrados pelos jesuítas. O objetivo principal das missões jesuíticas foi o de criar uma sociedade com os benefícios e qualidades da sociedade cristã europeia, mas isenta dos seus vícios e maldades. Ensinavam aos índios a ler, escrever, trabalhavam nos ofícios e nos campos. Tinham uma educação religiosa. 
Apresentação História A 10º ano, Módulo 3 
104
Quer os portugueses quer os espanhóis demoraram a desenvolver um clero indígena; 
O acesso de indígenas ao sacerdócio foi sempre dificultado, e era mantido numa posição subalterna em relação ao clero europeu; 
Inicialmente, na Ásia Portugal favoreceu a miscigenação entre europeus e orientais; 
A mesma política foi levada a cabo na América; 
No entanto, os mestiços e mulatos, derivados dessas uniões, foram sempre discriminados, nomeadamente no acesso a cargos públicos; 
Apresentação História A 10º ano, Módulo 3 
105
Esta a apresentação foi construída tendo por base o manual, O tempo da História, COUTO, Célia Pinto e outros, Porto Editora,2011, Porto; 
O essencial da História A, Mário Sanches, Edições ASA, 2005 
A América foi o continente onde a aculturação foi mais intensa; 
Miscigenação – mistura de grupos étnicos diferentes. 
Apresentação História A 10º ano, Módulo 3 
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03 historia a_revisões_módulo_3

  • 1. História A, 10º ano, Módulo 3 1 História A Revisões para o Exame Nacional de 12º ano Módulo 3 (10º ano) http://divulgacaohistoria.wordpress.com/
  • 2. A Abertura Europeia ao Mundo http://divulgacaohistoria.wordpress.com/ História A, 10º ano, Módulo 3 2
  • 3. Unidade 1 A geografia cultural europeia de Quatrocentos e Quinhentos História A, 10º ano, Módulo 3 3
  • 4. 1.1. Principais centros culturais de produção e difusão de sínteses e inovações 1.1.1 As condições da expansão cultural Época Moderna inicia-se em meados do século XV. Há um dinamismo económico, cultural e de mentalidades na Europa. As cidades reanimam-se, há uma abertura de novas rotas transcontinentais, descobrem-se novas técnicas náuticas, a descoberta da imprensa e a utilização de armas de fogo revolucionam a vida. História A, 10º ano, Módulo 3 4
  • 5. 1.1.2 O Renascimento – eclosão e difusão História A, 10º ano, Módulo 3 5
  • 6. O Renascimento marcou a história europeia dos séculos XV e XVI; O Homem é visto como algo de bom, livre e responsável; O Homem é a medida de todas as coisas; Surge o movimento Humanista (Humanismo). Humanismo foi um movimento intelectual desenvolvido na Europa durante o Renascimento, entre os séculos XIV e XVI. Inspirado pela Antiguidade Clássica. Nasceu em Itália e abrangeu a maior parte da Europa. O humanismo renascentista propõe o antropocentrismo. O antropocentrismo era a ideia de "o homem ser o centro do pensamento filosófico", ao contrário do teocentrismo, a ideia de "Deus no centro do pensamento filosófico". História A, 10º ano, Módulo 3 6
  • 7. A Antiguidade Clássica (grega e romana) inspirou os artistas do Renascimento; Outro campo que se desenvolveu nesta época foi o da investigação científica, fruto do espírito racional e crítico do Homem renascentista. História A, 10º ano, Módulo 3 7
  • 8. O Renascimento nasceu em Itália, fruto da riqueza das suas cidades; No século XV (Quatrocentos) destacou-se a cidade de Florença (Pico della Mirandola, Brunelleschi, Doanatello, Botticelli, Leonardo da Vinci); No século XVI (Cinquecentos), emergiu a cidade de Roma (Rafael, Miguel Ângelo). Veneza (Ticiano, Veronese) também teve um papel importante. História A, 10º ano, Módulo 3 8
  • 9. O Renascimento espalhou-se pela Europa, criando novas sínteses e reinterpretações, juntando as novas ideias com as tradições locais: Países Baixos: Desenvolvem a pintura a óleo (Jan e Hubert van Eyck, Hugo van der Goes, etc.); Erasmo de Roterdão, filósofo, é considerado um dos principais humanistas; França: Mecenato do rei Francisco I. História A, 10º ano, Módulo 3 9
  • 10. Alemanha: Surgem cidades universitárias e centros de imprensa, destacam-se os pintores Albretch Dürer e Hans Holbein; Inglaterra: Destacou-se Thomas Moore e as universidades de Oxford e Cambridge; Na Península Ibérica destacaram-se as universidades de Alcalá de Henares e o Colégio das Artes e Humanidades (Coimbra); Ainda se destacaram as cortes da Hungria e Polónia. História A, 10º ano, Módulo 3 10
  • 11. O alargamento do conhecimento do Mundo
  • 12. 2.1. O contributo português 2.1.1 Inovação técnica Os principais avanços das técnicas náuticas: leme de cadaste (central); bússola; cartas-portulano; astrolábio, quadrante, balestilha; utilização de velas triangulares ou latinas; Surge um novo tipo de barco, a caravela, que permite bolinar. Mais tarde surgem as naus e galeões História A, 10º ano, Mòdulo 3 12
  • 13. Desenvolve-se a cartografia História A, 10º ano, Mòdulo 3 13
  • 14. Grandes avanços na determinação das coordenadas geográficas (latitude e longitude); Os portugueses resolveram o problema de determinar a latitude; O problema de determinar a longitude só foi completamente resolvido no século XVIII; Mercator (1569) desenvolve um novo sistema de projeção cilíndrica mais rigoroso; Cantino publica um novo planisfério em 1502; História A, 10º ano, Mòdulo 3 14
  • 15. 2.1.2 Observação e descrição da Natureza As descobertas iniciadas pelos portugueses substituíram a visão limitada do mundo mediterrânico por uma visão global do planeta; Os portugueses, baseados na observação, contrariaram muitas ideias preconcebidas sobre os mares, terras, faunas e flora de regiões pouco conhecidas ou mesmo desconhecidas; É uma atitude pré-científica, resulta do conhecimento empírico, de vivências experimentadas, da realidade observada (experiencialismo); História A, 10º ano, Mòdulo 3 15
  • 16. Contributo de alguns homens: Duarte Pacheco Pereira (1460-1533) – é o primeiro a valorizar a experiência no contexto da observação empírica; Garcia de Orta (1501-1568) – registo das plantas medicinais do Oriente; D. João de Castro (1500-1548) – vice-rei da Índia, é autor de três Roteiros; Os portugueses negam e corrigem os clássicos, ajudam a construir um saber novo saber; Os novos conhecimentos, derivados do experiencialismo, resumiram-se, na maior parte dos casos, a observações e descrições da Natureza; O saber português, (XV e XVI) contribuiu para o desenvolvimento do espírito crítico. História A, 10º ano, Mòdulo 3 16
  • 17. 2.2. O conhecimento científico da Natureza 2.2.1 A matematização do real A conjugação da valorização da experiência e da matemática está na origem do método experimental (método científico); Leonardo da Vinci (1452-1519) teve um papel percursor na afirmação de uma nova mentalidade científica; No processo de matematização do real surge a noção de que só a demonstração matemática das hipóteses suscitadas pela observação permitiria a formulação de leis científicas; História A, 10º ano, Mòdulo 3 17
  • 18. Pouco a pouco vulgariza-se o uso dos números e das medidas; Dá uma lenta transformação das estruturas mentais, e revela-se uma mentalidade quantitativa; A numeração romana é substituída pela árabe; O Homem renascentista recorre aos números no decorrer das suas atividades: Navegador - calcula distâncias, latitudes, etc.;) Mercador, banqueiro - avalia lucros e perdas, etc.; Funcionários do Estado - calcula impostos, coleta rendas, etc. História A, 10º ano, Mòdulo 3 18
  • 19. 2.2.2 A revolução das conceções cosmológicas No início do Renascimento, a teoria geocêntrica, era a conceção cosmológica dominante. Derivava dos trabalhos de Aristóteles (384- 322 a.c.) e Ptolomeu (100-165); Já na Antiguidade houve autores que contrariaram esta teoria, como Aristarco de Samos (320-250 a.c.), que defendeu uma perspetiva heliocêntrica; Nicolau Copérnico (1453-1543) retomou a perspetiva heliocêntrica. História A, 10º ano, Mòdulo 3 19
  • 20. Na obra “De Revolutionibus Orbium Coelestium”, Copérnico defende que o Sol está no centro do universo. A Terra e os outros planetas giram em seu redor (movimento de translação) e giram em torno do seu próprio centro (movimento de rotação), em esferas celestes. História A, 10º ano, Mòdulo 3 20
  • 21. As repercussões das conclusões de Copérnico, publicadas nas vésperas da sua morte, não foram sentidas de imediato; A conceção de Copérnico não era correta; No entanto outros vão continuar o caminho iniciado por ele; As conceções do universo geocêntrico de Ptolomeu e a doutrina da Igreja vão ser abaladas; Inicia-se uma verdadeira revolução das conceções cosmológicas. História A, 10º ano, Mòdulo 3 21
  • 22. Giordano Bruno (1548-1600) – frade italiano, defendeu a teoria de um universo infinito, com inúmeras estrelas que eram o centro de outros sistemas planetários. A Inquisição condenou-o a morte na fogueira. Ticho Brahe (1546-1601) – astrónomo dinamarquês, pensou um novo sistema planetários que conciliava a teoria heliocêntrica (os planetas giram à volta do sol) e a geocêntrica (o Sol e a Lua deslocam-se à volta da Terra); Johannes Kepler (1571-1630) – astrónomo alemão, formulou as leis do movimento dos planetas História A, 10º ano, Mòdulo 3 22
  • 23. Galileu Galilei (1564-1642) – astrónomo italiano, aperfeiçoou o telescópio. Estas novas descobertas foram perseguidas pela Inquisição e muitas das obras publicadas que defendiam as teorias heliocêntricas foram colocadas no Índex. Inquisição – tribunal religioso criado no século XIII e restabelecido no século XVI. Investigava, julgava e condenava todos os que fossem suspeitos de terem ideias contrárias às definidas pela Igreja Católica Índex – Lista de livros publicada pela Igreja Católica, cuja leitura era proibida aos católicos. História A, 10º ano, Mòdulo 3 23
  • 24. História A, 10º ano, Mòdulo 3 24 No entanto as novas conceções cosmológicas iam ganhando cada vez mais adeptos; Estava definitivamente definido que os progressos da ciência estavam assentes na formulação de leis a partir da observação, registo e interpretação de factos e experimentação de hipóteses.
  • 26. 3.1 Distinção social e mecenato As elites cortesãs e burguesas, as próprias Cortes, apostaram no embelezamento dos palácios e no apoio aos artistas e intelectuais como símbolo de afirmação social. História A, 10º ano, Módulo 3 26
  • 27. 3.1.1 A ostentação das elites cortesãs e burguesa Os séculos XV e XVI, foram séculos de grande crescimento económico; Sectores (nobreza e burguesia) ligados ao comércio e à finança enriqueceram; Vão desenvolver formas de exteriorizar a sua riqueza e ascensão social: luxo, conforto, festas, o apoio à cultura (mecenato); História A, 10º ano, Módulo 3 27
  • 28. As elites rodeavam-se de luxo e ostentação: belos palácios, roupas sumptuosas, banquetes faustosos, etc.; Praticavam o mecenato; Mecenato: proteção da arte e da cultura. Lourenço de Médicis História A, 10º ano, Módulo 3 28
  • 29. As cortes são um circulo privilegiado da cultura e da sociabilidade renascentista; Uma das cortes mais famosa foi a dos Médicis em Florença; A festa privada torna-se o espaço privilegiado de divertimento dos ricos (banquetes, bailes, teatro, jogo, etc.); Surge um conjunto de regras de civilidade; Civilidade – conjunto de regras de comportamento que o indivíduo Deveria respeitar na sua vida pública. Surgem no século XV, com a publicação de vários livros de cortesia e boas maneiras. História A, 10º ano, Módulo 3 29
  • 30. 3.1.2 O estatuto de prestígio dos intelectuais e artistas Nobres, burgueses, monarcas e membros do clero fizeram encomendas aos artistas e intelectuais (projetos de arte, obras literárias, estudos, etc.); A prática do mecenato era uma forma de imortalizar o nome das elites; O estatuto social do artista e do intelectual torna-se mais importante; São prestigiados e considerados; Os artistas passam a assinar as suas obras, distinguindo-se do anonimato dos artistas medievais. História A, 10º ano, Módulo 3 30
  • 31. 3.2. Os caminhos abertos pelos humanistas Os artistas e intelectuais (Humanistas) do Renascimento abriram novos caminhos para a arte e a cultura; Desenvolveram e aprofundaram os ideais do antropocentrismo e individualismo; Pico della Mirandola (1463-1494) foi um dos primeiros humanistas. História A, 10º ano, Módulo 3 31
  • 32. Humanista – É um intelectual (letrado) dos séculos XV e XVI. Baseia o seu saber no estudo da Antiguidade Clássica (Roma e Grécia). Procura conciliar os valores da civilização grega e romana com os valores do cristianismo. Defendem uma cultura antropocentrista e os valores do individualismo. Dante Alighieri História A, 10º ano, Módulo 3 32
  • 33. 3.2.1 Valorização da Antiguidade Clássica Uma das características fundamentais dos humanistas é a inspiração nos modelos clássicos (Grécia e Roma). A ideia não é imitar os antigos mas inspirar-se na cultura clássica para inovar, recriar e transformar; O estudo dos clássicos não é um fim mas um instrumento para ajudar os humanistas a desenvolverem a sua modernidade; História A, 10º ano, Módulo 3 33
  • 34. Alguns humanistas: Petrarca (1303-1374); Bocaccio (1313-1375); Lourenço Valla (1407-1457); Marsílio Ficino (1433-1499); Maquiavel (1469-1527); Cervantes (1547-1616); Rabelais (1494-1553); Montaigne (1533-1592); Shakespeare (1564-1616); Luís Vaz de Camões (1524-1580). História A, 10º ano, Módulo 3 34
  • 35. Os humanistas estudaram o grego e o latim para poderem estudar os autores clássicos; Recuperaram as Sagradas Escrituras leram o Novo Testamento e o Antigo Testamento (hebraico), e corrigiram os erros das traduções medievais; O ensino fomentou o conhecimento da Antiguidade (estudo do grego, latim, literatura, história, filosofia). Receberam o nome de studia humanitatis, porque se consideravam áreas de ensino fundamentais para a formação moral do ser humano. A imprensa contribui para a divulgação dos autores clássicos. História A, 10º ano, Módulo 3 35
  • 36. 3.2.2 A afirmação das línguas nacionais e a consciência da modernidade Os Humanistas desenvolvem um movimento de afirmação das línguas nacionais; Dante Alighieri (1265-1321), foi um dos percursores, escreveu grande parte da sua obra em italiano e não em latim; Os humanistas escreveram grande parte da sua obra nas respetivas línguas nacionais; Isto permitiu que mais pessoas lessem as suas obras; Existia a ideia de divulgar pelo maior número de pessoas as novas ideias; Há uma maior difusão da cultura na época do Renascimento. História A, 10º ano, Módulo 3 36
  • 37. 3.2.3 Individualismo, espírito crítico, racionalidade e utopia O individuo distinguia-se e afirmava-se pelo uso da razão; Os homens do Renascimento adotaram um mentalidade racionalista; O individualismo valoriza o espírito de criatividade das pessoas; Os humanistas cultivam a ideia de um mundo perfeito; O espírito crítico tinha-os levado a compreender os problemas da época (corrupção, ignorância, abusos dos poderosos, etc.; Surge a crítica social; História A, 10º ano, Módulo 3 37
  • 38. Erasmo de Roterdão (1469-1536) criticando a sociedade da época propõe o regresso ao cristianismo primitivo e recuperar os valores da humildade, caridade, fraternidade e tolerância. No livro, “Elogio da Loucura”, Erasmo critica o Papa e a corrupção do clero; História A, 10º ano, Módulo 3 38
  • 39. Nascem as utopias; Alguns humanistas imaginam mundos perfeitos onde os homens viviam em paz e felizes; Uma das utopias mais conhecidas é o livro chamado “Utopia” da autoria de Thomas More (1478-1535), onde imaginou um mundo racional, onde existia igualdade, fraternidade e tolerância; More critica a intolerância, o abuso de poder dos monarcas, o luxo do clero, a corrupção da sociedade. História A, 10º ano, Módulo 3 39
  • 40. Os homens do Renascimento aliavam (…) a admiração pelo mundo greco-romano a uma falta de respeito evidente. Inspirar-se nos Antigos para fazer coisas novas, eis o propósito. Nos grandes artistas do Renascimento a imitação da Antiguidade nunca foi servil (…). Jean Delumeau, A Civilização do renascimento 3.3 A reinvenção das formas artísticas. A imitação e superação dos modelos da Antiguidade História A, 10º ano, Módulo 3 40
  • 41. Os artistas do Renascimento possuíam uma técnica superior à dos Antigos (…). Os pintores da Grécia e Roma não conheciam a pintura a óleo (…) Os estudos dos Flamengos e, mais ainda, dos Italianos tiveram um carácter inédito. Jean Delumeau, A Civilização do renascimento História A, 10º ano, Módulo 3 41
  • 42. Pintura do Gótico, Giotto e do Renascimento História A, 10º ano, Módulo 3 42
  • 43. A pintura renascentista foi um exercício intelectual; O artista já não é o artesão medieval anónimo, mas um intelectual reconhecido; Procura a fama, o seu trabalho é uma obra de arte, uma obra- prima; A pintura do Renascimento foi o culminar de um processo iniciado no século XIII por Giotto; Inspirado na cultura e arte da Antiguidade Clássica (Roma e Grécia) o artista procura uma formação humanista e científica; O artista ainda devia estudar geometria, perspetiva, aritmética, gramática, filosofia, história, astronomia, medicina, anatomia de modo a poderem expressar bem a sua arte. História A, 10º ano, Módulo 3 43
  • 44. A arte deve ser imitação (mimesis) da Natureza; A pintura renascentista é uma arte racional, científica e uma imitação intelectualizada e tecnicista da Natureza; Todos estes aspetos foram estudados e teorizados; No século XVI a arte ganhou mais emoção; A pintura do Renascimento ultrapassou a Arte da Antiguidade Clássica, e foi a base da pintura ocidental. História A, 10º ano, Módulo 3 44
  • 45. Paolo Uccello, A caçada na Floresta História A, 10º ano, Módulo 3 45
  • 46. Perspetiva científica História A, 10º ano, Módulo 3 46
  • 47. Uma das principais descobertas técnicas do Renascimento foi a perspetiva, rigorosa e científica; Permite construir o espaço pictórico segundo as leis da ótica, das proporções geométricas, da exatidão matemática e do tratamento da luz de uma forma coerente. História A, 10º ano, Módulo 3 47
  • 48. Todas as linhas convergem para um ponto para o qual o olhar é atraído; Tudo é ritmado segundo valores matemáticos; A perspetiva é o reflexo da harmonia que rege a Criação. História A, 10º ano, Módulo 3 48
  • 49. A luz é o elemento que confere materialidade (volume) à pintura; Elaboração cuidada do claro-escuro. História A, 10º ano, Módulo 3 49
  • 50. Paolo Uccello, A batalha de San Romano, 1452, têmpera sobre madeira História A, 10º ano, Módulo 3 50
  • 51. Na Flandres, século XV, inventaram a técnica do óleo: Seca lentamente, podia ser retocada; Tornava possível as velaturas (transparências); Empastes (grande espessura de tinta); Gradações cromáticas; Elaboração de modelados – técnica para obter, por meio de gradações cromáticas, a ilusão de volume. História A, 10º ano, Módulo 3 51
  • 52. Mestre Flémalle, A Virgem e o Menino História A, 10º ano, Módulo 3 52
  • 53. Mestre Flémalle, A Virgem e o Menino História A, 10º ano, Módulo 3 53
  • 54. A renovação da espiritualidade e da religiosidade
  • 55. 4.1 A Reforma Protestante 4.1.1 Individualismo religioso e críticas à Igreja Católica Nesta época a radicalização de posições levou à rutura teológica de Lutero e Calvino. As grandes calamidades do século XIV (fomes, guerras e pestes) desenvolveram nas pessoas um clima de pessimismo; Divulga-se a ideia de um Deus castigador dos pecados dos homens; História A, 10º ano, Módulo 3 55
  • 56. Para agravar a situação a Igreja está dividida. Entre 1378 e 1417, existem dois Papas. Um em Roma e outro em Avinhão (cidade francesa). É o Cisma do Ocidente. O fim do Cisma não significou o fim da crise da Igreja; Os Papas renascentistas levavam uma vida pouco condizente com os ideias cristãos; Os maus exemplos abundavam em toda a hierarquia católica; Na Igreja abundava o abandono espiritual dos fiéis, o absentismo do clero e a dissolução dos costumes; Desde o século XIV começam a surgir críticas à Igreja Católica; História A, 10º ano, Módulo 3 56
  • 57. Por um lado Desenvolvem-se práticas de supersticiosas e fanáticas (feitiçaria, procissões de flagelantes, etc.; Por outro Práticas de novas formas de piedade mais intimistas e individualistas, como a Devotio Moderna, na Holanda que defendia uma vida humilde, de devoção a Deus e a prática da solidariedade; Na obra “Imitação de Cristo”, escrita em língua vulgar, o monge alemão, Thomas Kempis (1379-1471)defende os princípios da Devotio Moderna; Este livro exerceu uma forte influência no individualismo religioso do século XV. História A, 10º ano, Módulo 3 57
  • 58. Surgem as heresias; John Wiclif, (1328-1384), professor em Oxford, põe em dúvida a utilidade do clero e a validade dos sacramentos; Apela ao estudo direto da Bíblia que considera a única fonte de Fé; Associada a esta heresia esteve o movimento dos lolardos, padres pobres que se associaram aos camponeses na sua luta contras os senhores; Heresia: Negação ou dúvida sobre algum ponto da Fé Católica. História A, 10º ano, Módulo 3 58
  • 59. Jan Huss (1369-1415), reitor da Universidade de Praga (Polónia), apoiou as ideias de Wiclif; Defendeu a criação de uma Igreja nacional, desligada da obediência ao Papa; Savonarola (1452-1498), monge italiano denunciou as práticas da alta hierarquia da Igreja; Muitas destes homens foram condenados pelo tribunal da Inquisição e morreram na fogueira; História A, 10º ano, Módulo 3 59
  • 60. Muitos humanistas, como Erasmo de Roterdão, criticaram as práticas da Igreja; Todas estas polémicas e contestações abriram caminho à Reforma. História A, 10º ano, Módulo 3 60
  • 61. 4.1.2 A rutura ideológica Reforma – Cisma (divisão) na Igreja Católica desencadeada na primeira metade do século XVI; Foi protagonizada por Lutero, Calvino e Henrique VIII; Surge uma nova conceção de Igreja; Embora com diferenças o luteranismo, o calvinismo e o anglicanismo têm como pontos comuns: a justificação pela Fé; a exclusividade da Bíblia como fonte de Fé, o sacerdócio universal e a não aceitação da supremacia do Papa; Estas igrejas são conhecidas pelo nome de protestantismo. História A, 10º ano, Módulo 3 61
  • 62. Martinho Lutero (1483-1546) desencadeou a Reforma; Alemão, monge agostinho, Mestre em Filosofia; Lutero colocava a seguinte questão: “Como pode alguém levar uma vida perfeita perante Deus”; Em 1510 fez uma viagem a Roma que o desgostou perante o espetáculo degradante dos membros do clero; Em 1517 afixou, na porta da Catedral de Wittenberg, as 95 teses contra as indulgências; Indulgências – eram uma forma de redimir os pecados, em vigor desde o século XI, concedida pelo Papa, perante a prática de boas obras (peregrinações, prática de esmolas, mas também podia ser comprada por uma determinada soma de dinheiro. História A, 10º ano, Módulo 3 62
  • 63. Em 1515, o Papa Leão X, porque precisava de dinheiro para obras na Basílica de São Pedro (Vaticanos), autorizou a pregação de venda de indulgências; Contra isto se revoltou Lutero; Nas “95 teses” refutou o Papa e alguns dogmas da Igreja, afirmava que a salvação depende da Fé e não das obras; Martinho Lutero protagonizou uma rutura teológica com a Igreja; A igreja considerou estas novas ideias uma heresia; Em 1521, Lutero, foi excomungado e expulso da Alemanha; Seguiram-se tempos conturbados, do ponto de vista religioso, mas o protestantismo foi ganhando adeptos; História A, 10º ano, Módulo 3 63
  • 64. A justificação pela Fé é a base doutrinária da reforma luterana, é uma nova doutrina da salvação; Para Lutero, o Homem não tem livre-arbítrio. É Deus que decide sobre a salvação dos homens; É Deus que predestina uns homens para a salvação outros para a condenação; O luteranismo abre caminho às teses da predestinação que serão desenvolvidas por Calvino; História A, 10º ano, Módulo 3 64
  • 65. 4.1.3 As igrejas reformadas O Luteranismo Lutero considerava a Bíblia como única fonte de Fé e autoridade doutrinal; Rejeitou as obras dos Padres da Igreja e as decisões dos concílios que considerava meras palavras humanas e por isso sujeitas à crítica e à revisão; Negou o monopólio papal na interpretação da Bíblia, afirmou que qualquer crente podia ler as Escrituras sem intervenção do clero; História A, 10º ano, Módulo 3 65
  • 66. A missa foi substituída por uma cerimónia na língua vulgar; Os cultos da Virgem e dos Santos foi abandonado; Proclamou o sacerdócio universal; O celibato e as ordens religiosas foram abandonadas; O chefe da Igreja reformada passa a ser o chefe de estado. Surgem as Igrejas Nacionais Evangélicas. O bens da Igreja ficam na mão dos príncipes alemães; Só reconheceu dois Sacramentos: Batismo e Eucaristia; Para Lutero a prática cristã define-se pela relação pessoal do crente com Deus e não pelas regras, leis e ritos estabelecidos pelos homens; A vida religiosa é uma ação de amor a Deus. História A, 10º ano, Módulo 3 66
  • 67. O luteranismo expandiu-se rapidamente na Alemanha; Foi apoiado pelos burgueses; Os príncipes ficaram com os bens da Igreja Católica e por isso aderiram à nova Igreja; A imprensa contribuiu para a divulgação da nova Fé; Muitos humanistas e artistas converteram-se ao luteranismo; O Imperador Carlos V, católico, hesitou entre a liberdade religiosa e a obrigatoriedade de obedecerem ao Papa; Em 1555, Carlos V, aceitou a Paz de Augsburgo, e aceitou a liberdade de culto na Alemanha. História A, 10º ano, Módulo 3 67
  • 68. O calvinismo João Calvino (1509-1564), nasceu em França, em 1534 fugiu para Genebra por causa das perseguições religiosas; Publicou o livro em língua francesa “Da instituição da religião cristã”, onde defende a sua doutrina, o calvinismo; Calvino baseou a sua doutrina na justificação pela Fé, no sacerdócio universal e na autoridade exclusiva da Bíblia; Para Calvino a predestinação é absoluta, para ele um ser humano jamais perderia a “graça da Fé”, se tivesse nascida com ela; Lutero considerava que se a pessoa perdesse a Fé, não teria a Salvação garantida; História A, 10º ano, Módulo 3 68
  • 69. Da predestinação absoluta nasceu uma grande intolerância para com as outras doutrinas; Os calvinistas faziam parte de um grupo de eleitos (os predestinados); Se um homem tinha, por exemplo, êxito nos negócios, era um predestinado; Não aceitou a ideia de Lutero da chefia da Igreja ser entregue aos chefes de Estado, pelo contrário, defendeu a supremacia da Igreja sobre o Estado; Genebra transformou-se numa sociedade teocrática e perseguiu católicos e outros protestantes; O Calvinismo difundiu-se na França, Alemanha, Países Baixos, Hungria, Polónia, Inglaterra e Escócia. História A, 10º ano, Módulo 3 69
  • 70. O anglicanismo. A Reforma na Inglaterra O rei inglês, Henrique VIII pediu ao Papa para lhe conceder o divórcio que recusou; O monarca proclamou o Ato de Supremacia (1534) que o tornou o chefe supremo da Igreja inglesa; Autorizou a tradução da Bíblia e secularizou os bens das ordens religiosas mas manteve-se fiel à doutrina católica; No reinado do seu filho, Eduardo VI (1537-1553), a igreja inglesa identificou-se com o calvinismo; História A, 10º ano, Módulo 3 70
  • 71. No reinado de Maria Tudor (1516-1558), a Inglaterra voltou ao catolicismo e perseguiu os protestantes; No reinado de Isabel I (1533-1603) consolidou-se a igreja anglicana, num compromisso entre o catolicismo e o calvinismo; Em 1571 publicou os “Trinta e nove artigos” que ainda hoje é a base doutrinal da Igreja Anglicana; Defendia a justificação pela Fé, mas não aceitavam a predestinação absoluta; Reconheciam a autoridade absoluta da Bíblia; Só reconheciam como sacramentos o Batismo e a Eucaristia; Aboliram o celibato dos padres mas mantiveram uma hierarquia semelhante aos católicos; História A, 10º ano, Módulo 3 71
  • 72. História A, 10º ano, Módulo 3 72
  • 73. A Inglaterra passou, em termos religiosos por tempos conturbados; Os católicos levaram o Papa a excomungar Isabel I; Os calvinistas queixava-se da Igreja anglicana que aos seus olhos era igual a uma igreja católica. O seu rigor doutrinal valeu-lhes o nome de puritanos; Isabel I perseguiu católicos e puritanos. Fez da reforma religiosa uma arma de reforço da autoridade real; Muitos puritanos emigraram para os Países Baixos e para a América. História A, 10º ano, Módulo 3 73
  • 74. Os protestantes deram um forte impulso ao capitalismo; A justificação do êxito nos negócios era o sinal da concordância de Deus; Os protestantes exaltam o valor do trabalho e renegam os valores de pobreza dos Franciscanos; História A, 10º ano, Módulo 3 74
  • 75. As lutas religiosas A rutura protestante desencadeou violência. Na Alemanha, Grã- Bretanha, Suíça, Países Baixos e França sucederam-se perseguições, lutas, execuções e massacres; As disputas de teólogos e leigos demonstram um desejo de renovação espiritual; História A, 10º ano, Módulo 3 75
  • 76. 4.2 Contrarreforma e reforma católica A reposta da Igreja Católica à rutura protestante chamou-se contrarreforma e reforma católica; Concílio de Trento, criação da Companhia de Jesus, reativação da Inquisição e do Índex foram alguns dos instrumentos utilizados pela Igreja Católica; História A, 10º ano, Módulo 3 76
  • 77. 4.2.1 A reafirmação do dogma e do culto tradicional. A reforma disciplinar Em 1545 reuniu-se o Concílio de Trento, convocado pelo Papa Paulo III. Terminou os seus trabalhos em 1563; Condena o protestantismo; História A, 10º ano, Módulo 3 77
  • 78. Principais decisões tomadas: Condenação dos princípios da predestinação e da justificação pela Fé. Reafirma-se o papel das obras humanas na Salvação; Confirma-se a existência do Purgatório; A par da Bíblia, proclamou-se o valor sagrado da tradição como fonte de Fé; Mantiveram-se os Sete Sacramentos; Reforçou-se o poder do Papa; Manteve-se o culto dos Santos e da Virgem; Manteve-se o latim como língua litúrgica. A língua vulgar era reservada para sermões e pregações; História A, 10º ano, Módulo 3 78
  • 79. Sobre a reforma disciplinar o Concílio de Trento proclamou o seguinte: Proibição de acumulação de benefícios eclesiásticos; A residência obrigatória dos padres e bispos nas paróquias e dioceses; Manutenção do celibato eclesiástico; Proibição da ordenação de sacerdotes e bispos com idades inferiores a 25 e 30 anos, respetivamente; Criação de seminários para a formação dos futuros clérigos. História A, 10º ano, Módulo 3 79
  • 80. Publicou-se um Catecismo (1566) com a compilação dos princípios doutrinais decididos em Trento; Foram publicados um breviário (1568) e um missal para regular a oração e o culto; A Igreja procurava disciplinar os fiéis e é imposta uma doutrina unânime e indiscutível. História A, 10º ano, Módulo 3 80
  • 81. 4.2.2 O combate ideológico Os fiéis católicos deveriam ser afastados das heresias e por isso deveriam ser proibidos de ler os livros que colocavam a Fé católica em causa; Em 1543, foi criada a Congregação do Índex para elaborar a lista das obras consideradas perigosas, a lista ficou conhecida pelo nome de Índex; Esta lista teve consequências culturais perniciosas para o desenvolvimento cultural dos países do espaço católico, e fomentaram o atraso em relação ao mundo protestante ; Muitos dos livros que foram colocados no Índex diziam respeito a publicações filosóficas e científicas, de autores como Galileu, Descartes, Newton e Leibniz; História A, 10º ano, Módulo 3 81
  • 82. A Inquisição (Santo Ofício) tinha sido criada em 1231. Era um tribunal religioso criado para combater as heresias; A sua reativação foi considerada uma forma de combater o protestantismo; Em 1542, o Papa Paulo III, ordenou a reorganização do tribunal da Inquisição; Nos países católicos onde o tribunal da Inquisição se instalou moveu uma perseguição a protestantes, cristãos-novos, filósofos, cientistas, etc.; Instruía processos com bases em denuncias anónimas e usava a tortura para obter confissões; Condenava a penas de prisão e à morte na fogueira; Confiscava os bens dos culpados. História A, 10º ano, Módulo 3 82
  • 83. O proselitismo das novas congregações: a Companhia de Jesus Proselitismo – atividade religiosa exercida com zelo e fervor, no sentido de angariar adeptos. A Companhia de Jesus destacou-se nas atividades de missionação, ensino e pregação. A contrarreforma levou ao nascimento de novas ordens religiosas: Agostinhos Descalços, Capuchinhos, Carmelitas Descalços, Jesuítas; A Companhia de Jesus (jesuítas) foi a que desempenhou um papel mais relevante; História A, 10º ano, Módulo 3 83
  • 84. Inácio de Loyola (1491-1556) foi o fundador da Companhia de Jesus em 1534; O seu proselitismo contribuiu para a expansão do catolicismo; Funcionava como uma organização militar; Era dirigida por um general ou geral; Os jesuítas estavam submetidos a uma rigorosa disciplina e consideram-se os “soldados de Cristo”; Proclamaram uma obediência incondicional ao Papa; Preocupavam-se com a formação intelectual dos seus membros; Viviam no meio da população; História A, 10º ano, Módulo 3 84
  • 85. Distinguiram-se como missionários na Ásia, América e África; Fundaram uma vasta rede de colégios de qualidade que lhes permitiu uma ascendência sobre a juventude; Desenvolveram a arte da oratória nos seus sermões; História A, 10º ano, Módulo 3 85
  • 86. 4.2.3 O impacto da reforma católica na sociedade portuguesa Portugal integrou-se completamente no movimento da Contrarreforma e da Reforma católica; Membros da hierarquia clerical portuguesa participaram no Concílio de Trento e cumpriram as decisões tomadas no concílio; As ideias protestantes tiveram um fraco eco nas populações portuguesas; No reinado de D. João III, chamou a Companhia de Jesus para Portugal; Estes desempenharam um importante papel na missionação do Brasil e do Oriente; História A, 10º ano, Módulo 3 86
  • 87. Entre os jesuítas destacam-se os nomes de Francisco Xavier, Manuel da Nóbrega e António Vieira; Criaram uma rede de colégios quer em Portugal quer nas suas colónias; Em 1555 ficaram com a direção do Colégio das Artes e em 1559 com a direção da Universidade de Évora; História A, 10º ano, Módulo 3 87
  • 88. O clima de intolerância religiosa desenvolve-se em Portugal originando o recuo das ideias humanistas e do espírito de livre crítica; O tribunal da Inquisição foi introduzido em Portugal em 1536 e instituiu a censura prévia em 1540; Em 1547 foi publicado o primeiro Índex, estabelecendo a lista dos livros proibidos; Foi particularmente violento: atingia obras e autores, bem como os impressores, livreiros e possuidores das obras; Humanistas como Damião de Góis e os professores do Colégio das Artes foram acusados de simpatia por Erasmo (este, apesar das críticas à Igreja, tinha permanecido católico); História A, 10º ano, Módulo 3 88
  • 89. Todos os motivos eram válidos para provocar a atenção da Inquisição: heresia, bruxaria, bigamia, sodomia, blasfémia, etc.; O Tribunal da Inquisição estará em vigor, em Portugal, entre 1536 e 1821; Os cristãos-novos (judeus que se tinham convertido ao cristianismo) foram o alvo preferido da Inquisição; Eram vítimas da inveja do seu sucesso nos negócios; A Inquisição portuguesa utilizou todos os métodos à sua disposição: tortura para obter confissões, condenações à morta na fogueira, em auto de fé, etc.; Muitos cristãos novos abandonaram o país, levando consigo os capitais que faziam falta ao país; História A, 10º ano, Módulo 3 89
  • 90. Portugal via-se mergulhado na inveja, denúncia e intriga; A Inquisição deixou marcas terríveis na sociedade portuguesa, contribuindo para o atraso do país; Impôs severos padrões morais e doutrinais; Modelaram as consciências e os comportamentos; Implementaram a angústia do pecado e da culpa; Instalaram o medo da punição (terrestre e divina). História A, 10º ano, Módulo 3 90
  • 91. História A, 10º ano, Módulo 3 91
  • 92. As novas representações da Humanidade
  • 93. 5.1 O encontro de culturas e a dificuldade de aceitação do princípio de unidade do género humano Os descobrimentos revolucionaram as conceções geográficas; Colocaram em contacto civilizações, culturas e povos até então desconhecidos; Segundo o providencialismo, vigente na Idade Média, Deus superintendia tudo. Criou Adão como um homem perfeito, e dele descendia toda a Humanidade; O pecado original tinha ocasionado que nem todos os homens falavam a mesma língua e tinham a mesma religião; Apresentação História A 10º ano, Módulo 3 93
  • 94. Todos eram seres humanos e merecedores de conhecerem a palavra de Deus, tais eram as afirmações de Santo Agostinho; O contacto com os novos povos descobertos criou um clima de estupefação e curiosidade; Surgem relatos antropológicos sobre os Negros, Ameríndios e Asiáticos; Os europeus procuravam compreender os outros povos. Apresentação História A 10º ano, Módulo 3 94
  • 95. Este encontro de culturas rapidamente levou ao confronto de culturas; Rapidamente surge um olhar desconfiado e hostil; Os europeus cedo se revelaram preconceituosos e racistas; Desenvolve-se o princípio da superioridade da raça branca e da religião cristã; Em nome dessa superioridade facilmente se recorria às armas e se aniquilava as raças inferiores; Na Ásia os islâmicos eram o inimigo principal. Os budistas e hindus, eram considerados passíveis de se converterem ao cristianismo, e por isso mereceram alguma consideração; Os europeus começam a duvidar da humanidade dos Negros e Ameríndios, o que será um motivo para justificar a escravatura; Apresentação História A 10º ano, Módulo 3 95
  • 96. 5.1.1 A escravatura. Os antecedentes da defesa dos direitos humanos A escravatura conheceu um amplo desenvolvimento com as descobertas marítimas; Vão se desenvolver enormes impérios coloniais; A escravatura é o melhor método para a criação de grandes massas de mão de obra necessárias para as grandes plantações e minas que se desenvolviam no continente americano; Apresentação História A 10º ano, Módulo 3 96
  • 97. O escravo africano torna-se o suporte fundamental da colonização europeia da s Américas; São indispensáveis nas minas, nas grandes plantações de açúcar, algodão, tabaco, etc.; Na Europa também se desenvolve a prática da escravatura. São utilizados nos trabalhos domésticos, agrícolas, ofícios, etc.; Em Lisboa e Sevilha, em meados do século XVI, representavam cerca de 10% da população; Apresentação História A 10º ano, Módulo 3 97
  • 98. Os portugueses e os espanhóis tiveram um papel pioneiro no tráfico de escravos; Apresentação História A 10º ano, Módulo 3 98
  • 99. Em 1445, a fundação da feitoria de Arguim, na costa da Mauritânia, iniciou o tráfico negreiro organizado; Este tráfico é uma história de violência e de desrespeito dos mais elementares direitos humanos; Cerca de 20 milhões de africanos foram levados de África, a maior parte com destino à América; Os escravos eram transportados em condições deploráveis; Eram considerados e tratados como uma mera mercadoria; Vendidos, marcados com ferros em brasa, separados da família, de tudo isto forma vítimas. Apresentação História A 10º ano, Módulo 3 99
  • 100. As primeiras manifestações de defesa dos direitos humanos surgiram a propósito da escravização dos índios na América espanhola; Senhores de extensas terras, os encomenderos, depressa esqueceram os seus deveres de protegerem os índios, e passaram a escravizá-los; Este brutal tratamento somado às doenças trazidas pelos europeus para o continente americanos (varíola), dizimaram a população índia; Apresentação História A 10º ano, Módulo 3 100
  • 101. Os frades Francisco de Vitória e António de Montesinos denunciaram esses abusos; As discussões sobre o estatuto humanos dos índios chegou a Roma. O Papa Paulo III, na bula Sublimis Deus (1537), defendeu a humanidade dos índios e foram considerados aptos a receber as doutrinas de Fé católica; Bartolomeu de Las Casas (1474-1566), frade dominicano, dedicou a sua vida à defesa dos índios; Pelo contrário, o Dr. Juan Ginés de Sepúlveda (1480-1573) argumentava que os índios eram inferiores aos espanhóis e por isso era legítimo escravizá-los; Apresentação História A 10º ano, Módulo 3 101
  • 102. 5.1.2 O esforço de enraizamento da presença branca: missionação e miscigenação O encontro de povos foi sempre ambivalente: tanto se conquistava com brutalidade e se escravizava como se missionava e procurava converter os povos, ainda que por vezes à força; A espada esteve sempre ao lado da Cruz; A religião constituiu uma força impulsionadora da expansão portuguesa e espanhola; Em todo o impérios, português e espanhol, levou-se a cabo uma gigantesca tarefa de missionação dos povos; Apresentação História A 10º ano, Módulo 3 102
  • 103. A missionação foi uma estratégia de aculturação dos povos. Foi uma missionação agressiva e militante; O contacto entre as culturas orientais e europeias caracterizou-se pelas dificuldades de entendimento mútuo; Existiam muitas diferenças culturais, económicas, sociais e filosóficas; Existiam duas grandes áreas religiosas e filosóficas: o hinduísmo e o budismo; Na Índia a intolerância levou a que todos os indianos que não se tivessem convertido fossem excluídos dos cargos públicos, e os templos eram destruídos; Na China os jesuítas foram expulsos; No início do século XVII, também foram perseguidos no Japão; Apresentação História A 10º ano, Módulo 3 103
  • 104. Na América, portuguesa e espanhola, os jesuítas, criaram as reduções; Reduções - as missões jesuíticas na América, (reduções), foram os aldeamentos indígenas administrados pelos jesuítas. O objetivo principal das missões jesuíticas foi o de criar uma sociedade com os benefícios e qualidades da sociedade cristã europeia, mas isenta dos seus vícios e maldades. Ensinavam aos índios a ler, escrever, trabalhavam nos ofícios e nos campos. Tinham uma educação religiosa. Apresentação História A 10º ano, Módulo 3 104
  • 105. Quer os portugueses quer os espanhóis demoraram a desenvolver um clero indígena; O acesso de indígenas ao sacerdócio foi sempre dificultado, e era mantido numa posição subalterna em relação ao clero europeu; Inicialmente, na Ásia Portugal favoreceu a miscigenação entre europeus e orientais; A mesma política foi levada a cabo na América; No entanto, os mestiços e mulatos, derivados dessas uniões, foram sempre discriminados, nomeadamente no acesso a cargos públicos; Apresentação História A 10º ano, Módulo 3 105
  • 106. Esta a apresentação foi construída tendo por base o manual, O tempo da História, COUTO, Célia Pinto e outros, Porto Editora,2011, Porto; O essencial da História A, Mário Sanches, Edições ASA, 2005 A América foi o continente onde a aculturação foi mais intensa; Miscigenação – mistura de grupos étnicos diferentes. Apresentação História A 10º ano, Módulo 3 106