Síndrome Piramidal Dr. Rafael Higashi – médico neurologista Hospital da Santa Casa do R. J.(9 a  enfermaria de Clínica Médica)  Instituto de Neurologia Deolindo Couto da UFRJ www.estimulacaoneurologica.com.br
 
 
 
 
Sistema Motor  Sistema extrapiramidal Cerebelo  Sistema piramidal: via corticoespinhal, inicia-se no córtex do lobo frontal ,constituída pelas cels. gigantopiramidais de Betz da área 4 de Brodmann( córtex pré rolandico) agrupam-se na cápsula interna formando um feixe que cruza para o lado contra-lateral nas pirâmides bulbares constituindo o cordão lateral da medula(feixe piramidal cruzado) e outro feixe que passa ao cordão anterior homolateral da medula dirigindo ao cordão anterior da medula. Constitui o novo sistema motor pois seu máximo desenvolvimento foi observado no homen, gorilas e chimpanzés.
Síndrome piramidal Decorre da interrupção anatômica ou funcional da via corticoespinhal Motoneurônios alfa: contração muscular Motoneurônios gama: controla o tônus muscular => subordinados a centros supramedulares Nas lesões supramedulares cessam os estímulos inibitórios da atividade dos motoneurônios gamas, havendo, persistência dos efeitos facilitadores por hiperatividade dos motoneurônios alfa ocorrendo hipertonia e hiperreflexia.
Quadro clínico Sintomas deficitários ou negativos : a) Perda ou diminuição da motricidade. b) Diminuição ou abolição dos reflexos superficiais cutâneo-abdominais e cremastérico.
Quadro clínico Sintomas de liberação ou positivos : a) Sincinesias( a mão do lado hemiplégico se contrai quando o paciente fecha fortemente a mão do lado normal).  b) Sinal de Babinski e  ou sucedâneos. c) Hiper-reflexia profunda. d) Hipertonia espástica ( hipertonia elástica).  e) Exagero do reflexo de automatismo ou  de defesa( tríplice flexão do membro inferior ao estimulo nociceptivo).
 
A principal causa de Hemiplegia são os Acidentes Vasculares Cerebrais, sendo 80% isquêmico e 20% hemorrágico.
 
 
 
 
Hemiplegias Hemiplegia Cortical: lesão na área motora, normalmente menos intensa. Pode-se associar a outras manifestações da esfera cortical como crises bravais-jacksonianas, afasia, apraxia, astereognosia.  Hemiplegia Subcortical: ocorre por lesão no centro oval, sendo nítido o predomínio de déficit em um dos membros.
Hemiplegias C) Hemiplegia Capsular : É a forma mais freqüente, hemiplegias maciças concentrado  em um espaço reduzido. Pode atingir o tálamo associando déficit motor à distúrbios sensitivos. Normalmente é causa vascular ( oclusão da artéria lenticuloestriada).  D)Hemiplegia Talâmica: a hemiplegia quando presente é frusta, assumindo em primeiro plano os dísturbios da sensibilidade (síndrome de Déjerine-Roussy).
Hemiplegias E) Hemiplegias Alternas: comprometimento a nível de tronco caracterizando por paralisia do hemicorpo contralateral a lesão e déficit de nervo craniano homolateral à lesão.  Hemiplegias Pedunculares(III par) Hemiplegias Bulbares( ausência de comprometimento do nervo facial e paralisia da hemilíngula ipsolateral à lesão)  Hemiplegia Espinal
Paraplegias Paralisia de dois membros homólogos.  Podem ser  provocadas por lesão da medula Espinal .Ex: degeneração combinada subaguda da medula, lesão traumática, sífilis, HTLV, HIV,tumorais, Esclerose Multipla, infarto medular, Mielite Transerversa, MAV, Paraplegia Espastica Familiar  e etc. Podem ser lesões hemisféricas adquiridas como meningioma parasagital, congênitas ou neonatais(doença de Little) .
Paralisias histéricas Ausência de alterações reflexas , Tônus e trofismo muscular. Distribuição bizarra das paralisias( ausência de paralisia facial nas hemiplegias). Aspecto bizarro da marcha( o paciente costuma arrastar o “ pé paralisado” sobre o solo ao invés de apresentar a marcha ceifante do hemiplégico orgânico) . Ausência de distúrbios esfincterianos nas paraplegias.  Costuman ser curadas com persuasão.
 
 
Referências bibliográficas Semiologia Médica : Celmo Celeno Porto; terceira edição.  Propedêutica Neurológica Básica: Wilson Luiz Sanvito; editora Ateneu 2002. Principles of Internal Medicine: Harrison`s; XV edição. Atlas Mosby em Cores e Texto de Neurologia: Parkin; I edição 1998.  Handbook of Symptom-Oriented Neurology: Kerri S. Remmel , Reem Bunyan: edição 2002
Obrigado ! Dr. Rafael Higashi

Síndrome piramidal

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    Síndrome Piramidal Dr.Rafael Higashi – médico neurologista Hospital da Santa Casa do R. J.(9 a enfermaria de Clínica Médica) Instituto de Neurologia Deolindo Couto da UFRJ www.estimulacaoneurologica.com.br
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    Sistema Motor Sistema extrapiramidal Cerebelo Sistema piramidal: via corticoespinhal, inicia-se no córtex do lobo frontal ,constituída pelas cels. gigantopiramidais de Betz da área 4 de Brodmann( córtex pré rolandico) agrupam-se na cápsula interna formando um feixe que cruza para o lado contra-lateral nas pirâmides bulbares constituindo o cordão lateral da medula(feixe piramidal cruzado) e outro feixe que passa ao cordão anterior homolateral da medula dirigindo ao cordão anterior da medula. Constitui o novo sistema motor pois seu máximo desenvolvimento foi observado no homen, gorilas e chimpanzés.
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    Síndrome piramidal Decorreda interrupção anatômica ou funcional da via corticoespinhal Motoneurônios alfa: contração muscular Motoneurônios gama: controla o tônus muscular => subordinados a centros supramedulares Nas lesões supramedulares cessam os estímulos inibitórios da atividade dos motoneurônios gamas, havendo, persistência dos efeitos facilitadores por hiperatividade dos motoneurônios alfa ocorrendo hipertonia e hiperreflexia.
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    Quadro clínico Sintomasdeficitários ou negativos : a) Perda ou diminuição da motricidade. b) Diminuição ou abolição dos reflexos superficiais cutâneo-abdominais e cremastérico.
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    Quadro clínico Sintomasde liberação ou positivos : a) Sincinesias( a mão do lado hemiplégico se contrai quando o paciente fecha fortemente a mão do lado normal). b) Sinal de Babinski e ou sucedâneos. c) Hiper-reflexia profunda. d) Hipertonia espástica ( hipertonia elástica). e) Exagero do reflexo de automatismo ou de defesa( tríplice flexão do membro inferior ao estimulo nociceptivo).
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    A principal causade Hemiplegia são os Acidentes Vasculares Cerebrais, sendo 80% isquêmico e 20% hemorrágico.
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    Hemiplegias Hemiplegia Cortical:lesão na área motora, normalmente menos intensa. Pode-se associar a outras manifestações da esfera cortical como crises bravais-jacksonianas, afasia, apraxia, astereognosia. Hemiplegia Subcortical: ocorre por lesão no centro oval, sendo nítido o predomínio de déficit em um dos membros.
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    Hemiplegias C) HemiplegiaCapsular : É a forma mais freqüente, hemiplegias maciças concentrado em um espaço reduzido. Pode atingir o tálamo associando déficit motor à distúrbios sensitivos. Normalmente é causa vascular ( oclusão da artéria lenticuloestriada). D)Hemiplegia Talâmica: a hemiplegia quando presente é frusta, assumindo em primeiro plano os dísturbios da sensibilidade (síndrome de Déjerine-Roussy).
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    Hemiplegias E) HemiplegiasAlternas: comprometimento a nível de tronco caracterizando por paralisia do hemicorpo contralateral a lesão e déficit de nervo craniano homolateral à lesão. Hemiplegias Pedunculares(III par) Hemiplegias Bulbares( ausência de comprometimento do nervo facial e paralisia da hemilíngula ipsolateral à lesão) Hemiplegia Espinal
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    Paraplegias Paralisia dedois membros homólogos. Podem ser provocadas por lesão da medula Espinal .Ex: degeneração combinada subaguda da medula, lesão traumática, sífilis, HTLV, HIV,tumorais, Esclerose Multipla, infarto medular, Mielite Transerversa, MAV, Paraplegia Espastica Familiar e etc. Podem ser lesões hemisféricas adquiridas como meningioma parasagital, congênitas ou neonatais(doença de Little) .
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    Paralisias histéricas Ausênciade alterações reflexas , Tônus e trofismo muscular. Distribuição bizarra das paralisias( ausência de paralisia facial nas hemiplegias). Aspecto bizarro da marcha( o paciente costuma arrastar o “ pé paralisado” sobre o solo ao invés de apresentar a marcha ceifante do hemiplégico orgânico) . Ausência de distúrbios esfincterianos nas paraplegias. Costuman ser curadas com persuasão.
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    Referências bibliográficas SemiologiaMédica : Celmo Celeno Porto; terceira edição. Propedêutica Neurológica Básica: Wilson Luiz Sanvito; editora Ateneu 2002. Principles of Internal Medicine: Harrison`s; XV edição. Atlas Mosby em Cores e Texto de Neurologia: Parkin; I edição 1998. Handbook of Symptom-Oriented Neurology: Kerri S. Remmel , Reem Bunyan: edição 2002
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    Obrigado ! Dr.Rafael Higashi