SINDROME DOLOROSA DO COMPLEXO REGIONAL  Dr Rafael Higashi Médico Neurologista www.estimulacaoneurologica.com.br
“ Emerging subspecialties in neurology: Pain medicine” Irfan Lalani MD  -  Neurology 2006 Neurologistas são considerados por diagnosticar e tratar doenças difíceis Muitas doenças neurológicas causam dor Neurologistas adequam bem na prática da dor Silas Weir Mitchell o 1º a descrever causalgia Pesquisa por Galer nos EUA: 91% dos neurologistas relataram necessidade  de estudo da dor . 47.6% dos neurologista no EUA tratam de dor no membro e espinhal
DR. SILAS WEIR MITCHELL (1829-1914)
Estimativas de prevalência de dor neuropática nos EUA  (neurology 2005, Gordon A. Irving, MD) Neuropatia diabética - 600.000 Neuralgia pós herpética - 500.000 Associado ao câncer - 200.000 Lesão medular - 120.000 SDCR 1 e 2 - 100.000 Associado ao HIV - 100.000 Esclerose múltipla - 50.000 Dor no membro fantasma - 50.000 Pós AVC - 30.000 Neuralgia trigêminal - 15.000 Associado a dor lombar - 2.100.000 # População de 270 milhões
Critério diagnóstico pela IASP :  Clin J Pain - 2006  Evento nocivo inicial ou imobilização Dor contínua com hiperalgesia desproporcional ao evento inicial Evidência de edema, alteração vasomotora e sudomotora na região das dor (sinal ou sintoma) Excluir condições que expliquem o grau de dor *SDCR tipo 1 sem lesão nervosa significativa  e tipo 2 com lesão nervosa significativa
 
 
 
 
Sintomas / sinais  Clin J Pain - 2006  dor em queimação : 81%  hiperestesia : 65% / 74%( alodinea)  assimetria de coloração : 87% / 66%  assimetria de temperatura : 79% / 56% assimetria do suor : 53% / 24% alteração da pele, unha e cabelo : 24%, 21% e 18% / 20%, 9%,9% Edema : 80% fraqueza : 75% / 56% tremor : 20 % / 9% Diminuição amplitude movimento : 80% / 70%  Distonia : 14 %
Estágios  Clin J Pain - 2006  Estágio I – dor, anormalolidades sensórias, sudomotoras e vasomotoras Estágio II (distrófico) – 3 a 6 meses – aumento da dor, disfunção vasomotora com alterações significantes motoras/ tróficas Estágio III (atrófico) – diminuição da dor, alteração vasomotora e aumento da disfunção  motoras/ tróficas
Subtipos  Clin J Pain - 2006  Tipo 1 : sinais vasomotores Tipo 2 : anormalidades sensórias/dolorosas Tipo 3 : forma clássica
Forma clássica (15% dos casos)
Algômetro : Quantifica a sensibilização Diferença no limiar de dor > 2Kgf/cm2 comparado com o lado contralateral
Quando suspeitar de SDCR tipo I ? “  Queixa de dor em queimação e ou pontada desproporcional ao evento inicial, acompanhada em alguns momentos de edema a alteração vasomotora ” The foot 2000
Representação gráfica da fisiopatologia da SDCR  Manual Therapy 1999 – T.G. Bushnell, T. Cobo-Castro
Interação entre o fator psicológico/comportamental e contribuição na fisiopatologia da SDCR Clin j pain 2006
Objetivos do tratamento  Alivío da dor Restaurar a função normal Evitar progressão das complicações : síndrome da dor crônica (comportamentais), depressão, alterações tróficas Mais precoce mais efetivo Refratariedade referenciar para ambulatório de dor
Tratamento Medicamentoso oral / tópico / venoso  Técnicas especiais de injeção  Bloqueios nervoso / simpático Procedimentos intervencionistas  Novas técnicas / EMTR Psicológico Fisioterápico
Medicamentoso oral/nasal AINES  Esteróides (60 a 80 mg 2 a 4 dias e redução 3-4 semanas) Propranolol (redução da Fc 60 b/min) Nifedipina (10 a 30mg 3 x dia) Drogas neuropáticas: gabapentina, antidepressivos triciclicos, pregabalina, carbamazepina Calcitonina (spray nasal , EUA) Biofosfonatos : Alendronato (40 mg oral /diário/8 semanas) Current Opinion in Anaesthesiology 2006 Brain & Development  1996 Manual Therapy 1999 Clin J Pain 2006
Medicamentos tópicos DMSO (dimethyl sulfoxide, inibe o radical hidroxila, 30 a 70%) Lidocaína ( 2.5 a 5 %) Capsaicina (0.025 a 0.075%) Fentanil / (25- 50 mcg / 72h/transdérmico)  Current Opinion in Anaesthesiology 2006 Brain & Development  1996 Manual Therapy 1999 Clin J Pain 2006
Medicação venosa Bloqueio venoso simpático  : Dexmedetomidina  (precedex) – xilocaína 1% s/a 10 ml + precedex  (0,3ml) + tilatil 40 mg e ou Dimorf (10mg/ml) 0,3 ml  + SF 0,9% 500 ml / 1 a 1,5 h / dias alternados Guanitidina (10 a 20 mg) com tourniquet durante 20 min Clonidina (redução de noradrenalina ) Reserpina  Current Opinion in Anaesthesiology 2006 / Brain & Development  1996 / Manual Therapy 1999 / Clin J Pain 2006
Técnicas especiais de injeção (associado a dor miofascial) Agulhamento a seco  Agulhamento com injeção Agulhamento e infiltração Bloqueio paraespinhoso / paravertebral (Técnica de Fischer)
INCIDÊNCIA DE COMPONENTE MIOFASCIAL EM CONDIÇÕES CRÔNICAS DOLOROSAS EM % E NUMERO DE PACIENTES QUE MELHORARAM APÓS AGULHAMTO E INFILTRAÇÃO DA BANDA TENSA ASSOCIADO A TRIGGER POINTS : Incidência em % % de pacientes com melhora Lombalgia crônica  ( Imamura ST et al.1997, n: 24, 150 dias ) 100  79.1 SDCR I e II  ( Lin LT  et al. 1997, n 84 , 25.4 meses) 82 86 Osteoartrose do quadril  ( Imamura ST et al. 1998, n: 21, 13 meses) 100 71.4 Fasciite plantar ( Imamura M et al. 1998,n: 24 , 2 anos 100 85
Journal of Back and Musculoskeletal Rehabilitation 7 (1996)107-117 Cell Membrane Damage Phospholipids Arachidonic Acid Prostaglandin E Sensitizes Nerve Endings Bradykinin Increased capilary Filtration 5-Ht Histamin EDEMA Increased Sympathetic Activity Potentiates Sensitization Afferent Fiber EDEMA Edema ao redor do tecido lesionado sensibiliza o nervo terminal com substâncias inflamatórias
Bloqueio pré-injeção : previne a dor e a sensitização causado pelo agulhamento e infiltração
Efeito do bloqueio da pré-injeção e a técnica de agulhamento e infiltração da banda tensa “ Fibrotic core” Nerve Skin Bone Normal muscle fibers Trigger point Enthesopathy (thickened, tender)
Bloqueios anestésicos locais  (associado a atividade simpática) Bloqueios  simpáticos  glânglio estrelado simpático lombar Bloqueios somáticos  Epidural Plexo braquial Plexo lombar
Procedimentos intervencionistas Estimulação medular/nervo periférico Bomba de medicação para implante espinhal (morfina, baclofeno) Simpatectomia cirúrgica e química (alcool, fenol) Estimulação cerebral profunda  David V. Nelson, phD. Clin J Pain 2006
Estimulação Magnética Transcraniana Campo magnético gerado Bobina de EMT Corrente induzida
Estimulação Magnética Transcraniana Repetitiva
Estimulação Magnética Transcraniana Repetitiva
Seqüência do tratamento psicológico na SDCR Clin J Pain 2006
Avaliar como a dor influência na função, cognição e estado emocional do paciente e identificar idéias prejudiciais que devem ser substituídas  “  Não posso sair de casa, pois alguém pode bater no  meu braço ”  “  Minha doença é progressiva e intratável ” “  Minha doença está piorando pois sinto pontadas ” “  O bloqueio vai me curar rapidamente ” “  Já fiz outros tratamentos e não obtive melhora ”
Diagrama do algoritmo da fisioterapia para restauração da função da SDCR Clin J Pain 2006
“ No Egito, as bibliotecas eram chamadas de tesouro dos remédios da alma. De fato é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras .” Jacques Bossuet
Obrigado pela atenção! www.estimulacaoneurologica.com.br
 

Síndrome dolorosa do complexo regional I e II

  • 1.
    SINDROME DOLOROSA DOCOMPLEXO REGIONAL Dr Rafael Higashi Médico Neurologista www.estimulacaoneurologica.com.br
  • 2.
    “ Emerging subspecialtiesin neurology: Pain medicine” Irfan Lalani MD - Neurology 2006 Neurologistas são considerados por diagnosticar e tratar doenças difíceis Muitas doenças neurológicas causam dor Neurologistas adequam bem na prática da dor Silas Weir Mitchell o 1º a descrever causalgia Pesquisa por Galer nos EUA: 91% dos neurologistas relataram necessidade de estudo da dor . 47.6% dos neurologista no EUA tratam de dor no membro e espinhal
  • 3.
    DR. SILAS WEIRMITCHELL (1829-1914)
  • 4.
    Estimativas de prevalênciade dor neuropática nos EUA (neurology 2005, Gordon A. Irving, MD) Neuropatia diabética - 600.000 Neuralgia pós herpética - 500.000 Associado ao câncer - 200.000 Lesão medular - 120.000 SDCR 1 e 2 - 100.000 Associado ao HIV - 100.000 Esclerose múltipla - 50.000 Dor no membro fantasma - 50.000 Pós AVC - 30.000 Neuralgia trigêminal - 15.000 Associado a dor lombar - 2.100.000 # População de 270 milhões
  • 5.
    Critério diagnóstico pelaIASP : Clin J Pain - 2006 Evento nocivo inicial ou imobilização Dor contínua com hiperalgesia desproporcional ao evento inicial Evidência de edema, alteração vasomotora e sudomotora na região das dor (sinal ou sintoma) Excluir condições que expliquem o grau de dor *SDCR tipo 1 sem lesão nervosa significativa e tipo 2 com lesão nervosa significativa
  • 6.
  • 7.
  • 8.
  • 9.
  • 10.
    Sintomas / sinais Clin J Pain - 2006 dor em queimação : 81% hiperestesia : 65% / 74%( alodinea) assimetria de coloração : 87% / 66% assimetria de temperatura : 79% / 56% assimetria do suor : 53% / 24% alteração da pele, unha e cabelo : 24%, 21% e 18% / 20%, 9%,9% Edema : 80% fraqueza : 75% / 56% tremor : 20 % / 9% Diminuição amplitude movimento : 80% / 70% Distonia : 14 %
  • 11.
    Estágios ClinJ Pain - 2006 Estágio I – dor, anormalolidades sensórias, sudomotoras e vasomotoras Estágio II (distrófico) – 3 a 6 meses – aumento da dor, disfunção vasomotora com alterações significantes motoras/ tróficas Estágio III (atrófico) – diminuição da dor, alteração vasomotora e aumento da disfunção motoras/ tróficas
  • 12.
    Subtipos ClinJ Pain - 2006 Tipo 1 : sinais vasomotores Tipo 2 : anormalidades sensórias/dolorosas Tipo 3 : forma clássica
  • 13.
  • 14.
    Algômetro : Quantificaa sensibilização Diferença no limiar de dor > 2Kgf/cm2 comparado com o lado contralateral
  • 15.
    Quando suspeitar deSDCR tipo I ? “ Queixa de dor em queimação e ou pontada desproporcional ao evento inicial, acompanhada em alguns momentos de edema a alteração vasomotora ” The foot 2000
  • 16.
    Representação gráfica dafisiopatologia da SDCR Manual Therapy 1999 – T.G. Bushnell, T. Cobo-Castro
  • 17.
    Interação entre ofator psicológico/comportamental e contribuição na fisiopatologia da SDCR Clin j pain 2006
  • 18.
    Objetivos do tratamento Alivío da dor Restaurar a função normal Evitar progressão das complicações : síndrome da dor crônica (comportamentais), depressão, alterações tróficas Mais precoce mais efetivo Refratariedade referenciar para ambulatório de dor
  • 19.
    Tratamento Medicamentoso oral/ tópico / venoso Técnicas especiais de injeção Bloqueios nervoso / simpático Procedimentos intervencionistas Novas técnicas / EMTR Psicológico Fisioterápico
  • 20.
    Medicamentoso oral/nasal AINES Esteróides (60 a 80 mg 2 a 4 dias e redução 3-4 semanas) Propranolol (redução da Fc 60 b/min) Nifedipina (10 a 30mg 3 x dia) Drogas neuropáticas: gabapentina, antidepressivos triciclicos, pregabalina, carbamazepina Calcitonina (spray nasal , EUA) Biofosfonatos : Alendronato (40 mg oral /diário/8 semanas) Current Opinion in Anaesthesiology 2006 Brain & Development 1996 Manual Therapy 1999 Clin J Pain 2006
  • 21.
    Medicamentos tópicos DMSO(dimethyl sulfoxide, inibe o radical hidroxila, 30 a 70%) Lidocaína ( 2.5 a 5 %) Capsaicina (0.025 a 0.075%) Fentanil / (25- 50 mcg / 72h/transdérmico) Current Opinion in Anaesthesiology 2006 Brain & Development 1996 Manual Therapy 1999 Clin J Pain 2006
  • 22.
    Medicação venosa Bloqueiovenoso simpático : Dexmedetomidina (precedex) – xilocaína 1% s/a 10 ml + precedex (0,3ml) + tilatil 40 mg e ou Dimorf (10mg/ml) 0,3 ml + SF 0,9% 500 ml / 1 a 1,5 h / dias alternados Guanitidina (10 a 20 mg) com tourniquet durante 20 min Clonidina (redução de noradrenalina ) Reserpina Current Opinion in Anaesthesiology 2006 / Brain & Development 1996 / Manual Therapy 1999 / Clin J Pain 2006
  • 23.
    Técnicas especiais deinjeção (associado a dor miofascial) Agulhamento a seco Agulhamento com injeção Agulhamento e infiltração Bloqueio paraespinhoso / paravertebral (Técnica de Fischer)
  • 24.
    INCIDÊNCIA DE COMPONENTEMIOFASCIAL EM CONDIÇÕES CRÔNICAS DOLOROSAS EM % E NUMERO DE PACIENTES QUE MELHORARAM APÓS AGULHAMTO E INFILTRAÇÃO DA BANDA TENSA ASSOCIADO A TRIGGER POINTS : Incidência em % % de pacientes com melhora Lombalgia crônica ( Imamura ST et al.1997, n: 24, 150 dias ) 100 79.1 SDCR I e II ( Lin LT et al. 1997, n 84 , 25.4 meses) 82 86 Osteoartrose do quadril ( Imamura ST et al. 1998, n: 21, 13 meses) 100 71.4 Fasciite plantar ( Imamura M et al. 1998,n: 24 , 2 anos 100 85
  • 25.
    Journal of Backand Musculoskeletal Rehabilitation 7 (1996)107-117 Cell Membrane Damage Phospholipids Arachidonic Acid Prostaglandin E Sensitizes Nerve Endings Bradykinin Increased capilary Filtration 5-Ht Histamin EDEMA Increased Sympathetic Activity Potentiates Sensitization Afferent Fiber EDEMA Edema ao redor do tecido lesionado sensibiliza o nervo terminal com substâncias inflamatórias
  • 26.
    Bloqueio pré-injeção :previne a dor e a sensitização causado pelo agulhamento e infiltração
  • 27.
    Efeito do bloqueioda pré-injeção e a técnica de agulhamento e infiltração da banda tensa “ Fibrotic core” Nerve Skin Bone Normal muscle fibers Trigger point Enthesopathy (thickened, tender)
  • 28.
    Bloqueios anestésicos locais (associado a atividade simpática) Bloqueios simpáticos glânglio estrelado simpático lombar Bloqueios somáticos Epidural Plexo braquial Plexo lombar
  • 29.
    Procedimentos intervencionistas Estimulaçãomedular/nervo periférico Bomba de medicação para implante espinhal (morfina, baclofeno) Simpatectomia cirúrgica e química (alcool, fenol) Estimulação cerebral profunda David V. Nelson, phD. Clin J Pain 2006
  • 30.
    Estimulação Magnética TranscranianaCampo magnético gerado Bobina de EMT Corrente induzida
  • 31.
  • 32.
  • 33.
    Seqüência do tratamentopsicológico na SDCR Clin J Pain 2006
  • 34.
    Avaliar como ador influência na função, cognição e estado emocional do paciente e identificar idéias prejudiciais que devem ser substituídas “ Não posso sair de casa, pois alguém pode bater no meu braço ” “ Minha doença é progressiva e intratável ” “ Minha doença está piorando pois sinto pontadas ” “ O bloqueio vai me curar rapidamente ” “ Já fiz outros tratamentos e não obtive melhora ”
  • 35.
    Diagrama do algoritmoda fisioterapia para restauração da função da SDCR Clin J Pain 2006
  • 36.
    “ No Egito,as bibliotecas eram chamadas de tesouro dos remédios da alma. De fato é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras .” Jacques Bossuet
  • 37.
    Obrigado pela atenção!www.estimulacaoneurologica.com.br
  • 38.