EXAME FÍSICO
ESPECIAL DO TÓRAX
Exame Físico do Tórax


O Exame físico especial do tórax:


 Inspeção
 Palpação
 Percussão
 Ausculta
Exame Físico do Tórax


Exame físico especial do tórax:
 Pontos de referências anatômicas:
 Ângulo de Louis
       Localiza-se na junção do manúbrio com o corpo do
esterno, identifica o 2º espaço intercostal e corresponde à
bifurcação da traquéia e ao arco da aorta

 Ângulo de Charpy
       Serve para caracterizar o biotipo
Exame Físico do Tórax


Pontos de referências anatômicas:
 Ângulo de Louis
Exame Físico do Tórax


Pontos de referências anatômicas:
 Vértebra proeminente
      Corresponde à 7ª cervical – local em que os
ápices pulmonares se projetam na parede torácica
 Ângulo inferior da escápula
       Delimitação inferior da região escapular –
7ª costela
Exame Físico do Tórax

Pontos de referências anatômicas:
Exame Físico do Tórax


Exame físico especial do tórax:


 Para facilitar a localização dos achados do
exame físico:
 Linhas
 Regiões torácicas
Exame Físico do Tórax


Exame físico especial do tórax:


 Parede anterior e lateral


Linhas verticais:
 Linha esternal
 Linha axilar anterior
 Linha axilar posterior
Exame Físico do Tórax

Exame físico especial do tórax:

 Parede anterior e lateral

Linhas horizontais:
 Ao nível da 3ª articulação condroesternal
 Ao nível da 6ª articulação condroesternal



                                  3ª costela
                                  6ª costela
Exame Físico do Tórax


Linhas Anatômicas:


 Linha oblíqua, contornando o bordo superior do trapézio
 Linha oblíqua, contornando o bordo superior da clavícula
 Linha oblíqua, contornando o bordo inferior da clavícula
 Linha curva, contornando a fúrcula esternal
 Linha curva, contornando o bordo interno do deltóide
 Linha curva, contornando o bordo inferior do gradeado
costal.
Exame Físico do Tórax
Linhas Anatômicas:

                               Bordo superior do trapézio
                  Bordo superior da clavícula


                                       Bordo inferior da clavícula
                        Fúrcula esternal
  Bordo interno do deltóide




              Bordo inferior do gradeado costal
Regiões anatômicas:

   Parede anterior       Supra-esternal


Supraclavicular

Clavicular

                                          Esternal Superior
   Infraclavicular



  Mamária
                                      Esternal inferior


   Inframamária
        ou
   Hipocôndrio
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Regiões anatômicas:


                        Parede lateral




                         Axilar




                         Infra-axilar
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Exame físico especial do tórax:

 Parede posterior:

Linha vertical:

 Linha espondiléia ou vertebral - apófise
espinhosas da coluna vertebral

Linhas horizontais:

 Ao nível da borda superior da omoplata
 Ao nível do bordo inferior (ponta) da omoplata
Exame Físico do Tórax


 Parede posterior:
                        Linha espondiléia ou
                             vertebral




                         Borda superior da
                             omoplata




                         Bordo inferior do
                            omoplata
Exame Físico do Tórax


 Parede posterior:

Linhas anatômicas:

 Linha oblíqua, contornando o bordo superior do
trapézio
 Linha curva, contornando a omoplata
 Linha curva, contornando o rebordo costal
Exame Físico do Tórax

 Parede posterior:

                        Linha oblíqua do bordo
                         superior do trapézio




                             Linha curva
                            contornando a
                              omoplata




                             Linha curva
                        contornando o rebordo
Exame Físico do Tórax

 Regiões anatômicas:


                        Supra-escapular


                        Inter-escápulo-vertebral

                        Escapular


                        Infra-escapular
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                        Linha médio-esternal

                        Linhas esternais

                        Linha paraesternal

                        Linha médio-clavicular
Exame Físico do Tórax



                        Linha axilar
                        anterior



                        Linha axilar
                        média
Linha axilar
posterior
Exame Físico do Tórax



                         Linha ângulo-escapular

                         Linha escapular

                         Linha paravertebral ou
                           paraespondiléia

                         Linha vertebral
Exame Físico do Tórax


 Inspeção do tórax:
 Inspeção estática
 Inspeção dinâmica


Semiotécnica:
       Paciente de pé, em posição anatômica, observado
de frente, de costas, de perfil – o paciente é solicitado a se
mover enquanto o observador examina
Exame Físico do Tórax


 Inspeção do tórax:

 Forma ou tipo de tórax patológico:

Tórax enfisematoso – inspiratório – tonel, barril – globoso
 Tórax chato – expiratório – paralítico – tísico
 Tórax infundibiliforme – escavado - sapateiro
 Tórax raquítico – cariniforme – peito de pombo
 Tórax cifótico
 Tórax lordótico
 Tórax escoliótico
Exame Físico do Tórax


 Forma ou tipo de tórax patológico:

 Tórax enfisematoso – inspiratório – tonel, barril –
globoso
Exame Físico do Tórax


 Tórax enfisematoso – inspiratório – tonel, barril –
globoso
Exame Físico do Tórax


Tórax chato – expiratório – paralítico - tísico
Exame Físico do Tórax


Tórax infundibiliforme – tórax de sapateiro
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Tórax raquítico
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Tórax raquítico
Exame Físico do Tórax


Tórax em sino
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Tórax cifótico
Exame Físico do Tórax


Tórax escoliótico
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Resumindo......




   normal    Tonel      Cifótico   Escavado   Raquitico
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 Tipo respiratório:
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Inspeção dinâmica:


 Tipo respiratório:


 Torácico ou costal
 Costo-abdominal
 Abdominal ou diafragmático
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Inspeção dinâmica:


 Freqüência respiratória:
Freqüência normal em repouso:
♂ - 16 a 20 movimentos
♀ - 18 a 24 movimentos
Crianças – 25 a 30 movimentos
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Inspeção dinâmica:


 Freqüência respiratória:
↑ freqüência respiratória:
 Polipnéia
 Taquipnéia
↓ freqüência respiratória
 Bradipnéia
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Inspeção dinâmica:
 A inspiração e a expiração duram quase o
mesmo tempo
 Ritmos respiratórios anormais
 Respiração de Cheyne-Stokes
 Respiração de Biot
 Respiração de Kussmaul
 Respiração suspirosa
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Inspeção dinâmica:


Ritmo respiratório:
 Respiração de Cheyne-Stokes
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Inspeção dinâmica:


Ritmo respiratório:
 Respiração de Biot
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Inspeção dinâmica:
Ritmo respiratório:
 Respiração de Kussmaul
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Inspeção dinâmica:


 Retração inspiratória fisiológica
 Tiragem
 Abaulamentos expiratórios
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Palpação:


      A palpação é feita com uma ou duas mãos,
colocando-se a palma de uma delas sobre a parede
torácica descoberta, mantendo-se o paciente, de
preferência, na posição de pé ou sentada
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Palpação:


 Enfisema subcutâneo
 Contraturas e atrofias musculares
 Sensibilidade torácica
 Elasticidade torácica
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Amplitude respiratória:


 Avaliada pela palpação bimanual
 Permite avaliar alterações da expansibilidade da caixa
torácica
 Normal: expansibilidade é normal e simétrica
 Varia com o sexo
 Avaliada nos ápices, bases e regiões infraclaviculares
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Amplitude respiratória:
 Ápices
Manobra de Ruault para examinar a expansão dos ápices




     Vista anterior                 Vista posterior
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Amplitude respiratória:
 Bases




     Vista anterior       Vista posterior
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Amplitude respiratória:
 Infraclaviculares
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Frêmitos:
       Sensação vibratória que se percebe ao palpar a
superfície do tórax de um indivíduo.


 Frêmito toracovocal – fala

Semiotécnica:
       A pesquisa do frêmito toracovocal é realizada
colocando-se somente uma das mãos, e sempre a mesma,
espalmada sobre a superfície do tórax, enquanto o indivíduo
pronuncia a expressão “trinta-e-três”
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Frêmitos:

Semiotécnica:


       Essa pesquisa é feita de cima para baixo nas regiões
anterior, posterior e laterais do tórax, comparando-se sempre
regiões simétricas entre si, estando o paciente, quando
possível, na posição sentada ou em pé.
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Frêmitos:

Semiotécnica:
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Frêmitos:

Semiotécnica:
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Frêmitos:

 Varia com a intensidade e tonalidade da voz
 Mais nítido na voz grave - ♂
 Mais tênue na voz aguda - ♀
 Mais intenso no hemitórax direito
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Frêmitos:

Causas de diminuição do frêmito toracovocal:

 Defeito na emissão do som (afonia)
 Estenose dos brônquios
 Enfisema e nas cavidades pulmonares
 Derrames pelural, pneumotórax e espessamentos pleurais.
 Indivíduos obesos ou em anasarca.
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Frêmito Pleural:

      É a sensação palpatória de vibrações originadas na
pleura quando são acometidas por um processo
inflamatório – superfície rugosa

 Observado nas duas fases respiratórias
 Localiza-se preferencialmente nas regiões ântero-laterais
Exame Físico do Tórax



Diagnóstico diferencial entre frêmito brônquio e
  pleural:

 O frêmito pleural não se modifica com a tosse, enquanto
  o brônquico desaparece, diminui ou muda de localização.
    O frêmito pleural aparece na inspiração e no início da
    expiração
     O frêmito brônquico pode aparece tanto na fase
    inspiratória como expiratória.
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    Diagnóstico diferencial entre frêmito brônquio e
    pleural:

 O frêmito pleural localiza-se, de preferência, nas regiões
  ântero-laterais, ao passo que o brônquico pode ser
  encontrado em qualquer região do tórax.
    O frêmito pleural intensifica-se com a compressão da
    parede torácica o que não ocorre no frêmito brônquico .
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Frêmito catáreo:

      É o equivalente tátil de um sopro do sistema
cardiovascular
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Percussão:

              A percussão é o método semiológico que
consiste em executar pequenos baques sobre a superfície
corporal, com a finalidade de, através das variações de
sonoridade obtidas, deduzir os contornos normais dos
órgãos e surpreender modificações que permitirão
diagnosticar alterações do seu estado físico.
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Percussão:

 Realizada pelo método dígito-digital
 Dedo indicador da mão esquerda – plessímetro
 Dedo médio da mão direita – golpe de percussão –
martelo
 Dois golpes sucessivos na última falange – logo abaixo da
unha
 Flexão e extensão da mão – somente articulação radio-
carpiana
 Golpes ritmados mesma intensidade e breve
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Percussão:




 Aplicação da técnica. A mão que percute deve ser a mais hábil,
 realizando o movimento de flexo-extensão do punho
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Percussão:
Exame Físico do Tórax


Sons obtidos na percussão do tórax:

 Som claro pulmonar – vibração do ar contido nos
alvéolos pulmonares – som característico do pulmão

 Som submaciço – som menos intensos, mais agudo e
menor duração

 Som maciço – som menos intenso, mais agudo e menor
duração que o submaciço

 Som hipersonoro – mais intenso, mais grave e mais
duradouro que o som claro pulmonar
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Sons obtidos na percussão do tórax:

       A percussão sistemática do tórax revela uma
variação de sons que aparecem à medida que diminui a
quantidade de ar e aumenta a quantidade de sólidos.
Assim sendo, em condições normais, o som submaciço será
obtido quando for percutida uma região de transição entre
o parênquima pulmonar e um órgão sólido; e o maciço,
quando for percutido o próprio órgão sólido.
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Percussão:

 Percussão topográfica: de cima para baixo -
posterior, lateral e anterior
 Percussão comparada – regiões simétricas

Posição:
 Anterior e laterais – sentado ou deitado
 Posterior: sentado
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Percussão:

Região anterior do hemitórax direito:

Percutindo na linha hemiclavicular:

 Até ± 4º EIC – som claro pulmonar →
submaciço
 5º ou 6º EIC – som maciço
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Região anterior do hemitórax esquerdo:

Percutindo na linha paraesternal:

 Som claro pulmonar → submaciço→ maciço →
timpânico (espaço de Traube)

Percutindo a linha hemiclavicular e axilar anterior:

 Som claro pulmonar superiormente e timpânico
inferiormente
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Percussão:

Região axilar direita e esquerda:
 Som claro pulmonar

Região infra-axilar direita:
 Som macicço

Região infra-axilar esquerda:
 Som timpânico
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Percussão:

Região posterior do tórax:

 Sonoridade é menor nos ápices que nas regiões
interescapulovertebrais e bases
 Som claro pulmonal
 Coluna vertebral – som claro pulmonar
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Percussão:




        Posterior       Anterior
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Percussão:
Exame Físico do Tórax




Ausculta:

        A ausculta constitui o método propedêutico mais
útil para a exploração do aparelho respiratório. A ausculta
do tórax pode ser imediata ou direta e mediata ou indireta.
A ausculta direta é feita pela aplicação do pavilhão
auricular sobre a parede torácica, e a ausculta indireta é
realizada com o auxílio do estetoscópio
Exame Físico do Tórax




Ausculta:

 Realizada com o paciente de pé ou sentado – decúbito
dorsal ou lateral
 Tórax parcialmente ou totalmente descoberto
 Não auscultar o paciente com roupa
 Deve-se solicitar ao doente que respire com a boca
entreaberta, sem fazer ruído
 Os movimentos respiratórios devem ser regulares e de
igual amplitude respiratória
Exame Físico do Tórax




Ausculta:

 Realizada sistematicamente:
 Face posterior → anterior → lateral
 Primeiramente num hemitórax e depois no outro
→ comparativamente
Exame Físico do Tórax




Ruídos respiratórios normais:

 Som traqueal
 Respiração brônquica
 Murmúrio vesicular
 Respiração bronquiovesicular
Exame Físico do Tórax


Ruídos respiratórios normais:

 Som traqueal

 É audível na região de projeção da traquéia, no pescoço e
na região esternal.
 Origina-se na passagem do ar através da fenda glótica e
na própria traquéia
 É caracterizado por 2 componentes: um ruído soproso
inspiratório, mais ou menos rude e o expiratório mais forte
e prolongado.
Exame Físico do Tórax


Ruídos respiratórios normais:

 Respiração brônquica:

 Corresponde ao som traqueal audível na projeção dos
brônquios principais
 Local: face anterior do tórax próximo ao esterno
 Diferencia do som traqueal por ter componente
expiratório menos intenso.
Exame Físico do Tórax


Ruídos respiratórios normais:

 Murmúrio vesicular:

 Na superfície torácica, ouve-se um ruído mais suave,
onde predomina a fase inspiratória, que é mais aguda,
mais intensa e mais duradoura do que a expiratória
Exame Físico do Tórax


Ruídos respiratórios normais:

 Respiração broncovesicular:

 Nas seguintes regiões: infraclavicular direita, supra-
espinhosa direita, interescapulovertebrais, ao nível da
bifurcação da traquéia e na coluna vertebral, logo abaixo
da 7ª vértebra cervical, ausculta-se normalmente outro
tipo de respiração, resultante da soma da respiração
brônquica e do murmúrio vesicular, denominado
respiração broncovesicular
Exame Físico do Tórax


Variações do murmúrio vesicular:

 Modificações da intensidade:
 Aumentado
 Diminuído
 Abolido


Modificações do timbre e tonalidade:
 Suave
 Rude
Exame Físico do Tórax


Variações do murmúrio vesicular:

 Modificações da continuidade:
 Contínuo
 Respiração entrecortada


Modificações da duração:
 Fase expiratória mais duradoura e intensa que a fase
inspiratória
Exame Físico do Tórax


Sopro:

 Sopro tubário – ocorre quando o ar passa por
brônquio pérvio - condensações
 Sopro cavitário – presença de cavidade que
funciona como ressoador
 Sopro anfórico – timbre musical – pneumotórax
e grandes cavidades vazias
 Sopro pleural – líquido comprime os brônquios –
bico de clarineta
Exame Físico do Tórax




Ruídos adventícios:

 Só aparecem em condições patológicas
 Estertores roncantes e sibilantes
 Estertores crepitantes
 Estertores subcrepitantes
 Atrito pleural
Exame Físico do Tórax




Ausculta da voz:

 Broncofonia normal
 Broncofonia aumentada
 Broncofonia diminuída
 Pectorilóquia
 Pectorilóquia fônica
 Pectorilóquia afônica

Cópia de semiologia do tórax

  • 1.
  • 2.
    Exame Físico doTórax O Exame físico especial do tórax:  Inspeção  Palpação  Percussão  Ausculta
  • 3.
    Exame Físico doTórax Exame físico especial do tórax:  Pontos de referências anatômicas:  Ângulo de Louis Localiza-se na junção do manúbrio com o corpo do esterno, identifica o 2º espaço intercostal e corresponde à bifurcação da traquéia e ao arco da aorta  Ângulo de Charpy Serve para caracterizar o biotipo
  • 4.
    Exame Físico doTórax Pontos de referências anatômicas:  Ângulo de Louis
  • 5.
    Exame Físico doTórax Pontos de referências anatômicas:  Vértebra proeminente Corresponde à 7ª cervical – local em que os ápices pulmonares se projetam na parede torácica  Ângulo inferior da escápula Delimitação inferior da região escapular – 7ª costela
  • 6.
    Exame Físico doTórax Pontos de referências anatômicas:
  • 7.
    Exame Físico doTórax Exame físico especial do tórax:  Para facilitar a localização dos achados do exame físico:  Linhas  Regiões torácicas
  • 8.
    Exame Físico doTórax Exame físico especial do tórax:  Parede anterior e lateral Linhas verticais:  Linha esternal  Linha axilar anterior  Linha axilar posterior
  • 9.
    Exame Físico doTórax Exame físico especial do tórax:  Parede anterior e lateral Linhas horizontais:  Ao nível da 3ª articulação condroesternal  Ao nível da 6ª articulação condroesternal 3ª costela 6ª costela
  • 10.
    Exame Físico doTórax Linhas Anatômicas:  Linha oblíqua, contornando o bordo superior do trapézio  Linha oblíqua, contornando o bordo superior da clavícula  Linha oblíqua, contornando o bordo inferior da clavícula  Linha curva, contornando a fúrcula esternal  Linha curva, contornando o bordo interno do deltóide  Linha curva, contornando o bordo inferior do gradeado costal.
  • 11.
    Exame Físico doTórax Linhas Anatômicas: Bordo superior do trapézio Bordo superior da clavícula Bordo inferior da clavícula Fúrcula esternal Bordo interno do deltóide Bordo inferior do gradeado costal
  • 12.
    Regiões anatômicas: Parede anterior Supra-esternal Supraclavicular Clavicular Esternal Superior Infraclavicular Mamária Esternal inferior Inframamária ou Hipocôndrio
  • 13.
    Exame Físico doTórax Regiões anatômicas: Parede lateral Axilar Infra-axilar
  • 14.
    Exame Físico doTórax Exame físico especial do tórax:  Parede posterior: Linha vertical:  Linha espondiléia ou vertebral - apófise espinhosas da coluna vertebral Linhas horizontais:  Ao nível da borda superior da omoplata  Ao nível do bordo inferior (ponta) da omoplata
  • 15.
    Exame Físico doTórax  Parede posterior: Linha espondiléia ou vertebral Borda superior da omoplata Bordo inferior do omoplata
  • 16.
    Exame Físico doTórax  Parede posterior: Linhas anatômicas:  Linha oblíqua, contornando o bordo superior do trapézio  Linha curva, contornando a omoplata  Linha curva, contornando o rebordo costal
  • 17.
    Exame Físico doTórax  Parede posterior: Linha oblíqua do bordo superior do trapézio Linha curva contornando a omoplata Linha curva contornando o rebordo
  • 18.
    Exame Físico doTórax  Regiões anatômicas: Supra-escapular Inter-escápulo-vertebral Escapular Infra-escapular
  • 19.
    Exame Físico doTórax Linha médio-esternal Linhas esternais Linha paraesternal Linha médio-clavicular
  • 20.
    Exame Físico doTórax Linha axilar anterior Linha axilar média Linha axilar posterior
  • 21.
    Exame Físico doTórax  Linha ângulo-escapular  Linha escapular  Linha paravertebral ou paraespondiléia  Linha vertebral
  • 22.
    Exame Físico doTórax  Inspeção do tórax:  Inspeção estática  Inspeção dinâmica Semiotécnica: Paciente de pé, em posição anatômica, observado de frente, de costas, de perfil – o paciente é solicitado a se mover enquanto o observador examina
  • 23.
    Exame Físico doTórax  Inspeção do tórax:  Forma ou tipo de tórax patológico: Tórax enfisematoso – inspiratório – tonel, barril – globoso  Tórax chato – expiratório – paralítico – tísico  Tórax infundibiliforme – escavado - sapateiro  Tórax raquítico – cariniforme – peito de pombo  Tórax cifótico  Tórax lordótico  Tórax escoliótico
  • 24.
    Exame Físico doTórax  Forma ou tipo de tórax patológico:  Tórax enfisematoso – inspiratório – tonel, barril – globoso
  • 25.
    Exame Físico doTórax  Tórax enfisematoso – inspiratório – tonel, barril – globoso
  • 26.
    Exame Físico doTórax Tórax chato – expiratório – paralítico - tísico
  • 27.
    Exame Físico doTórax Tórax infundibiliforme – tórax de sapateiro
  • 28.
    Exame Físico doTórax Tórax raquítico
  • 29.
    Exame Físico doTórax Tórax raquítico
  • 30.
    Exame Físico doTórax Tórax em sino
  • 31.
    Exame Físico doTórax Tórax cifótico
  • 32.
    Exame Físico doTórax Tórax escoliótico
  • 33.
    Exame Físico doTórax Resumindo...... normal Tonel Cifótico Escavado Raquitico
  • 34.
    Exame Físico doTórax  Tipo respiratório:
  • 35.
    Exame Físico doTórax Inspeção dinâmica:  Tipo respiratório:  Torácico ou costal  Costo-abdominal  Abdominal ou diafragmático
  • 36.
    Exame Físico doTórax Inspeção dinâmica:  Freqüência respiratória: Freqüência normal em repouso: ♂ - 16 a 20 movimentos ♀ - 18 a 24 movimentos Crianças – 25 a 30 movimentos
  • 37.
    Exame Físico doTórax Inspeção dinâmica:  Freqüência respiratória: ↑ freqüência respiratória:  Polipnéia  Taquipnéia ↓ freqüência respiratória  Bradipnéia
  • 38.
    Exame Físico doTórax Inspeção dinâmica:  A inspiração e a expiração duram quase o mesmo tempo  Ritmos respiratórios anormais  Respiração de Cheyne-Stokes  Respiração de Biot  Respiração de Kussmaul  Respiração suspirosa
  • 39.
    Exame Físico doTórax Inspeção dinâmica: Ritmo respiratório:  Respiração de Cheyne-Stokes
  • 40.
    Exame Físico doTórax Inspeção dinâmica: Ritmo respiratório:  Respiração de Biot
  • 41.
    Exame Físico doTórax Inspeção dinâmica: Ritmo respiratório:  Respiração de Kussmaul
  • 42.
    Exame Físico doTórax Inspeção dinâmica:  Retração inspiratória fisiológica  Tiragem  Abaulamentos expiratórios
  • 43.
    Exame Físico doTórax Palpação: A palpação é feita com uma ou duas mãos, colocando-se a palma de uma delas sobre a parede torácica descoberta, mantendo-se o paciente, de preferência, na posição de pé ou sentada
  • 44.
    Exame Físico doTórax Palpação:  Enfisema subcutâneo  Contraturas e atrofias musculares  Sensibilidade torácica  Elasticidade torácica
  • 45.
    Exame Físico doTórax Amplitude respiratória:  Avaliada pela palpação bimanual  Permite avaliar alterações da expansibilidade da caixa torácica  Normal: expansibilidade é normal e simétrica  Varia com o sexo  Avaliada nos ápices, bases e regiões infraclaviculares
  • 46.
    Exame Físico doTórax Amplitude respiratória:  Ápices Manobra de Ruault para examinar a expansão dos ápices Vista anterior Vista posterior
  • 47.
    Exame Físico doTórax Amplitude respiratória:  Bases Vista anterior Vista posterior
  • 48.
    Exame Físico doTórax Amplitude respiratória:  Infraclaviculares
  • 49.
    Exame Físico doTórax Frêmitos: Sensação vibratória que se percebe ao palpar a superfície do tórax de um indivíduo.  Frêmito toracovocal – fala Semiotécnica: A pesquisa do frêmito toracovocal é realizada colocando-se somente uma das mãos, e sempre a mesma, espalmada sobre a superfície do tórax, enquanto o indivíduo pronuncia a expressão “trinta-e-três”
  • 50.
    Exame Físico doTórax Frêmitos: Semiotécnica: Essa pesquisa é feita de cima para baixo nas regiões anterior, posterior e laterais do tórax, comparando-se sempre regiões simétricas entre si, estando o paciente, quando possível, na posição sentada ou em pé.
  • 51.
    Exame Físico doTórax Frêmitos: Semiotécnica:
  • 52.
    Exame Físico doTórax Frêmitos: Semiotécnica:
  • 53.
    Exame Físico doTórax Frêmitos:  Varia com a intensidade e tonalidade da voz  Mais nítido na voz grave - ♂  Mais tênue na voz aguda - ♀  Mais intenso no hemitórax direito
  • 54.
    Exame Físico doTórax Frêmitos: Causas de diminuição do frêmito toracovocal:  Defeito na emissão do som (afonia)  Estenose dos brônquios  Enfisema e nas cavidades pulmonares  Derrames pelural, pneumotórax e espessamentos pleurais.  Indivíduos obesos ou em anasarca.
  • 55.
    Exame Físico doTórax Frêmito Pleural: É a sensação palpatória de vibrações originadas na pleura quando são acometidas por um processo inflamatório – superfície rugosa  Observado nas duas fases respiratórias  Localiza-se preferencialmente nas regiões ântero-laterais
  • 56.
    Exame Físico doTórax Diagnóstico diferencial entre frêmito brônquio e pleural:  O frêmito pleural não se modifica com a tosse, enquanto o brônquico desaparece, diminui ou muda de localização.  O frêmito pleural aparece na inspiração e no início da expiração  O frêmito brônquico pode aparece tanto na fase inspiratória como expiratória.
  • 57.
    Exame Físico doTórax Diagnóstico diferencial entre frêmito brônquio e pleural:  O frêmito pleural localiza-se, de preferência, nas regiões ântero-laterais, ao passo que o brônquico pode ser encontrado em qualquer região do tórax.  O frêmito pleural intensifica-se com a compressão da parede torácica o que não ocorre no frêmito brônquico .
  • 58.
    Exame Físico doTórax Frêmito catáreo: É o equivalente tátil de um sopro do sistema cardiovascular
  • 59.
    Exame Físico doTórax Percussão: A percussão é o método semiológico que consiste em executar pequenos baques sobre a superfície corporal, com a finalidade de, através das variações de sonoridade obtidas, deduzir os contornos normais dos órgãos e surpreender modificações que permitirão diagnosticar alterações do seu estado físico.
  • 60.
    Exame Físico doTórax Percussão:  Realizada pelo método dígito-digital  Dedo indicador da mão esquerda – plessímetro  Dedo médio da mão direita – golpe de percussão – martelo  Dois golpes sucessivos na última falange – logo abaixo da unha  Flexão e extensão da mão – somente articulação radio- carpiana  Golpes ritmados mesma intensidade e breve
  • 61.
    Exame Físico doTórax Percussão: Aplicação da técnica. A mão que percute deve ser a mais hábil, realizando o movimento de flexo-extensão do punho
  • 62.
    Exame Físico doTórax Percussão:
  • 63.
    Exame Físico doTórax Sons obtidos na percussão do tórax:  Som claro pulmonar – vibração do ar contido nos alvéolos pulmonares – som característico do pulmão  Som submaciço – som menos intensos, mais agudo e menor duração  Som maciço – som menos intenso, mais agudo e menor duração que o submaciço  Som hipersonoro – mais intenso, mais grave e mais duradouro que o som claro pulmonar
  • 64.
    Exame Físico doTórax Sons obtidos na percussão do tórax: A percussão sistemática do tórax revela uma variação de sons que aparecem à medida que diminui a quantidade de ar e aumenta a quantidade de sólidos. Assim sendo, em condições normais, o som submaciço será obtido quando for percutida uma região de transição entre o parênquima pulmonar e um órgão sólido; e o maciço, quando for percutido o próprio órgão sólido.
  • 65.
    Exame Físico doTórax Percussão:  Percussão topográfica: de cima para baixo - posterior, lateral e anterior  Percussão comparada – regiões simétricas Posição:  Anterior e laterais – sentado ou deitado  Posterior: sentado
  • 66.
    Exame Físico doTórax Percussão: Região anterior do hemitórax direito: Percutindo na linha hemiclavicular:  Até ± 4º EIC – som claro pulmonar → submaciço  5º ou 6º EIC – som maciço
  • 67.
    Exame Físico doTórax Região anterior do hemitórax esquerdo: Percutindo na linha paraesternal:  Som claro pulmonar → submaciço→ maciço → timpânico (espaço de Traube) Percutindo a linha hemiclavicular e axilar anterior:  Som claro pulmonar superiormente e timpânico inferiormente
  • 68.
    Exame Físico doTórax Percussão: Região axilar direita e esquerda:  Som claro pulmonar Região infra-axilar direita:  Som macicço Região infra-axilar esquerda:  Som timpânico
  • 69.
    Exame Físico doTórax Percussão: Região posterior do tórax:  Sonoridade é menor nos ápices que nas regiões interescapulovertebrais e bases  Som claro pulmonal  Coluna vertebral – som claro pulmonar
  • 70.
    Exame Físico doTórax Percussão: Posterior Anterior
  • 71.
    Exame Físico doTórax Percussão:
  • 72.
    Exame Físico doTórax Ausculta: A ausculta constitui o método propedêutico mais útil para a exploração do aparelho respiratório. A ausculta do tórax pode ser imediata ou direta e mediata ou indireta. A ausculta direta é feita pela aplicação do pavilhão auricular sobre a parede torácica, e a ausculta indireta é realizada com o auxílio do estetoscópio
  • 73.
    Exame Físico doTórax Ausculta:  Realizada com o paciente de pé ou sentado – decúbito dorsal ou lateral  Tórax parcialmente ou totalmente descoberto  Não auscultar o paciente com roupa  Deve-se solicitar ao doente que respire com a boca entreaberta, sem fazer ruído  Os movimentos respiratórios devem ser regulares e de igual amplitude respiratória
  • 74.
    Exame Físico doTórax Ausculta:  Realizada sistematicamente:  Face posterior → anterior → lateral  Primeiramente num hemitórax e depois no outro → comparativamente
  • 75.
    Exame Físico doTórax Ruídos respiratórios normais:  Som traqueal  Respiração brônquica  Murmúrio vesicular  Respiração bronquiovesicular
  • 76.
    Exame Físico doTórax Ruídos respiratórios normais:  Som traqueal  É audível na região de projeção da traquéia, no pescoço e na região esternal.  Origina-se na passagem do ar através da fenda glótica e na própria traquéia  É caracterizado por 2 componentes: um ruído soproso inspiratório, mais ou menos rude e o expiratório mais forte e prolongado.
  • 77.
    Exame Físico doTórax Ruídos respiratórios normais:  Respiração brônquica:  Corresponde ao som traqueal audível na projeção dos brônquios principais  Local: face anterior do tórax próximo ao esterno  Diferencia do som traqueal por ter componente expiratório menos intenso.
  • 78.
    Exame Físico doTórax Ruídos respiratórios normais:  Murmúrio vesicular:  Na superfície torácica, ouve-se um ruído mais suave, onde predomina a fase inspiratória, que é mais aguda, mais intensa e mais duradoura do que a expiratória
  • 79.
    Exame Físico doTórax Ruídos respiratórios normais:  Respiração broncovesicular:  Nas seguintes regiões: infraclavicular direita, supra- espinhosa direita, interescapulovertebrais, ao nível da bifurcação da traquéia e na coluna vertebral, logo abaixo da 7ª vértebra cervical, ausculta-se normalmente outro tipo de respiração, resultante da soma da respiração brônquica e do murmúrio vesicular, denominado respiração broncovesicular
  • 80.
    Exame Físico doTórax Variações do murmúrio vesicular:  Modificações da intensidade:  Aumentado  Diminuído  Abolido Modificações do timbre e tonalidade:  Suave  Rude
  • 81.
    Exame Físico doTórax Variações do murmúrio vesicular:  Modificações da continuidade:  Contínuo  Respiração entrecortada Modificações da duração:  Fase expiratória mais duradoura e intensa que a fase inspiratória
  • 82.
    Exame Físico doTórax Sopro:  Sopro tubário – ocorre quando o ar passa por brônquio pérvio - condensações  Sopro cavitário – presença de cavidade que funciona como ressoador  Sopro anfórico – timbre musical – pneumotórax e grandes cavidades vazias  Sopro pleural – líquido comprime os brônquios – bico de clarineta
  • 83.
    Exame Físico doTórax Ruídos adventícios:  Só aparecem em condições patológicas  Estertores roncantes e sibilantes  Estertores crepitantes  Estertores subcrepitantes  Atrito pleural
  • 84.
    Exame Físico doTórax Ausculta da voz:  Broncofonia normal  Broncofonia aumentada  Broncofonia diminuída  Pectorilóquia  Pectorilóquia fônica  Pectorilóquia afônica