Lesões Proximais
do Bíceps
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História
 Afecções do bíceps: conhecidas há pelo menos 100 anos.
 Inicialmente, as alterações bicipitais eram observadas em
cadáveres, não sendo conhecidas as suas repercussões
clínicas.
Anatomia e Fisiologia
 CLB: origem no tubérculo supraglenoidal, ou lábio
posterior e/ou anterior.
 Duas partes:
 Uma intra-articular: oblíqua externa e inferior.
 Uma extra-articular: situada em um estreito sulco
osteofibroso na parte ventral do úmero.
Anatomia e Fisiologia
 Alterações filogenéticas dos membros superiores (do
membro de apoio para membro de apreensão): luxação
medial da CLB quase permanentemente, em função da
mudança na direção da glenóide e dupla torção do
úmero.
Anatomia e Fisiologia
 Durante os movimentos do ombro, é a cabeça umeral
que desliza sob o CLB, não o contrário.
 Contração do bíceps com RI do MS: subluxação medial
da CLB (posição mais vertical do tendão).
 Contração do bíceps com RE do MS: “efeito de
tenodese” da CLB (posição mais horizontal do tendão).
Anatomia e Fisiologia
Anatomia e
Fisiologia
 Corte sagital no intervalo
rotador, proximal ao sulco
intertubercular, mostrando as
correlações entre o lig.
coracoumeral (a), o lig. gleno-
umeral superior (b) e a CLB
(c).
 O LCU forma a camada
superficial.
 O LGUS está no plano
perpendicular, separado
inicialmente do LCU.
Contudo, em seu curso e
lateralmente, ele forma a polia
de reflexão medial para o
bíceps, antes de sua entrada
no sulco intertubercular.
Anatomia e Fisiologia
 M. bíceps braquial:
 Biarticular: pela cabeça longa.
 Monoarticular: pela cabeça curta, que se insere no
processo coracóide.
 Funções:
 Flexão do cotovelo e supinação do antebraço.
 Depressão (estática e secundária) da cabeça umeral
(controversa).
 CLB: estabilidade da articulação do ombro, pela coaptação
e aumento da compressão da cabeça umeral.
Anatomia e
Fisiologia
 A abertura do intervalo
rotador na borda anterior
do supra-espinal,
obliquamente em direção
à margem externa do
sulco intertubercular
mostrando a polia de
reflexão do bíceps na sua
entrada no sulco ósseo.
 Essa polia é formada pela
inserção umeral comum
dos ligg. CU e GUS.
Anatomia e
Fisiologia
 Slatis e Aalto: “...
mostraram que é o
ligamento
coracoumeral
medial o principal
elemento
estabilizador do
bíceps em seu
sulco.”
Patologia e Patogenia
 Lesões da CLB:
 Tendinite ou tendinopatia.
 Subluxação ou luxação.
 Roturas.
 Essas lesões: associadas ou não com lesão do MR.
Patologia e Patogenia
(Lesão do Bíceps com MR Intacto)
 Lesão isolada da CLB: causa importante de dor no
ombro. Questionada.
 Diagnóstico imaginológico de eleição:
 Artrotomografia.
 RNM.
Patologia e Patogenia
(Lesão do Bíceps com MR Intacto)
 Tendinite isolada:
 Condição muito rara.
 Muitos autores consideram atualmente que
as lesões do bíceps não são primárias, mas
secundárias ao impacto subacromial.
 Definição:
 Clínica: ombro doloroso crônico,
especialmente na região anterior, além de
um palm up positivo.
 Anátomo-patológica: lesão inflamatória,
degenerativa ou microtraumática.
Patologia e Patogenia
(Lesão do Bíceps com MR Intacto)
 Causas:
 Inflamatória.
 Mecânica ou microtraumática: contato anormal com o sulco
intertubercular.
 Diagnóstico:
 Radiografia.
 RM.
 Artroscopia.
 Diagnósticos diferenciais:
 Tendinopatia calcificante da CLB.
 Condromatose do sulco intertubercular.
Patologia e Patogenia
(Lesão do Bíceps com MR Intacto)
 Rotura isolada:
 “... deformação semelhante a uma bola é notada na parte
ventral do braço, em geral surgindo espontaneamente ou
secundariamente a um traumatismo trivial.”
 Segundo Neer: rotura da CLB como resultado do impacto
subacromial em 95% dos casos, ocorrendo na entrada do
sulco intertubercular.
 Lesão da CLB: piora do impacto subacromial pela perda
do efeito depressor e rotura secundária do tendão supra-
espinal.
Patologia e Patogenia
(Lesão do Bíceps com MR Intacto)
 Epidemiologia:
 Homens: 91%.
 Lado dominante: 80%.
 Média de idade: 53 anos.
 Trabalho pesado: 62%.
 A rotura é intra-articular e ocorre na inserção comum do
lábio (segundo Burkhart e Fox).
 Roturas isoladas: 10% dos casos.
Patologia e Patogenia
(Lesão do Bíceps com MR Lesado)
 Tendinite:
 Tendinite moderada:
 Extremamente freqüente.
 Tendão avermelhado devido à bursite associada.
 Tendão intacto.
 Diâmetro normal.
 Tendinite pré-rotura com atrofia: somente poucas fibras se
mantêm contínuas.
Patologia e Patogenia
(Lesão do Bíceps com MR Lesado)
 Tendinite hipertrófica:
 O tendão pode ter o diâmetro de “um dedo”.
 A porção intra-articular está hipertrófica e a porção extra-
articular, junto ao sulco, apresentando constrição ou rotura
parcial.
 Lesão do LCU: exposição rápida da CLB ao atrito contra o
lig. córaco-acromial e contra o acrômio com osteófitos.
 Tendinite mecânica e degenerativa: secundária ao impacto
subacromial, que, por sua vez, é secundário à rotura do
MR.
Patologia e Patogenia
(Lesão do Bíceps com MR Lesado)
 Subluxação:
 Três tipos de lesão:
 Subluxação superior.
 Desinserção lateral do subescapular.
 Pseudartrose do tubérculo menor.
 Achado característico: rotura parcial das fibras tendinosas
na porção profunda do bíceps.
Patologia e Patogenia
(Lesão do Bíceps com MR Lesado)
 Estas lesões são causadas pelo atrito ósseo do tub. menor
desnudado pelo desgaste das estruturas ligamentares ou
tendinosas.
 O tendão se espessa, se alarga e perde a sua localização no
sulco inicial.
 Alterações degenerativas no tendão: impedem a sua
redução espontânea.
Patologia e
Patogenia
(Lesão do Bíceps com MR Lesado) Subluxação
superior:
 Rotura parcial ou
total dos ligg. GUS
e CU, anulando e
efeito de polia de
reflexão do bíceps
antes da entrada
no sulco ósseo.
Patologia e Patogenia
(Lesão do Bíceps com MR Lesado)
 Desinserção lateral do subescapular:
 A lesão pode ser encontrada abaixo do sulco intertubercular.
 Desinserção ligamentar ao longo da parede medial e,
conseqüentemente, das fibras mais laterais do subescapular.
 A lesão pode estar situada na metade superior do tubérculo
menor ou ao longo de todo o seu comprimento.
Patologia e Patogenia
(Lesão do Bíceps com MR Lesado)
 Pseudartrose do tubérculo menor:
 Esse tipo de afecção é bastante raro.
 A CLB posiciona-se medialmente.
 Muitas vezes, as fraturas do Tm resultam de trauma, mas
somente as encontramos em menos de 50% do tempo em outros
tipos de subluxação.
Patologia e Patogenia
(Lesão do Bíceps com MR Lesado)
 Luxação:
 Dois tipos:
1. Sobre o Tm e subescapular, mas coberto com uma fáscia
fibrosa que torna a luxação invisível por fora.
2. Luxação sob a inserção do tendão subescapular.
 A inserção umeral comum aos ligg. GU e CU está
rompida em todos os casos de luxação.
Patologia e Patogenia
(Lesão do Bíceps com MR Lesado)
 Em associação geralmente com lesões dos tendões supra e
infra-espinais.
 Epidemiologia:
 Sexo: masculino (80%).
 Lado mais acometido: o dominante (83%).
 Faixa etária: 59 anos (38-80 anos).
 Fator causal inicial: trauma (63%).
Patologia e
Patogenia
(Lesão do Bíceps com MR Lesado) Luxação sobre o Tm: o
tendão do bíceps está
sempre lesado.
Patologia e
Patogenia
(Lesão do Bíceps com MR Lesado) Luxação intra-
articular: o
subescapular não está
mais inserido no Tm e
a CLB, apresentando
paradoxalmente
pouca ou nenhuma
lesão, encontra-se na
articulação gleno-
umeral.
Patologia e
Patogenia
(Lesão do Bíceps com MR Lesado) Luxação sobre o tendão
subescapular intacto:
muito rara.
Patologia e Patogenia
(Lesão do Bíceps com MR Lesado)
 Roturas:
 76,5% das roturas do bíceps, havia lesão associada do MR
(Walch e Nové-Josserand, 1992).
 Nem sempre é possível definir se foi o MR ou a CLB que
lesou primeiro.
Achados Clínicos
 Dor na região anterior do ombro, que pode sofrer
irradiação para a massa muscular do bíceps.
 Dor à palpação do trajeto desta estrutura anatômica.
 Sinal de Yergason, teste de Lippman e teste palm up.
 História de trauma: carregamento de objetos pesados ou
trauma direto com o braço em extensão. Um estalo ou
rotura pode ser percebido.
Achados Clínicos
 Inspeção: “caroço” na
região anterior do braço.
Achados Clínicos
 A lesão do bíceps gera perda de 20% da força de flexão
do cotovelo e da supinação do antebraço.
 A lesão bicipital leva a uma piora funcional do ombro
que já apresenta lesão do MR.
Diagnóstico Técnico
 Exames imaginológicos de eleição:
 Artrotomografia computadorizada.
 Ressonância nuclear magnética.
Diagnóstico Técnico
 Radiografia:
 Incidências:
 AP com RN: base fundamental para analisar o espaço
subacromial.
 AP com RI.
 AP com RE.
 Perfil axilar.
 Perfil escapular.
 Sinais radiológicos inespecíficos indiretos no Tm ou no sulco
intertubercular, tais como cistos e osteófitos: 35% das
radiografias.
Diagnóstico Técnico
 USG:
 Método econômico e não-invasivo.
 Examinador-dependente.
 Não é um exame suficiente para o estudo do MR.
Diagnóstico Técnico
 Artrografia:
 Extravasamento de contraste para a bolsa subacromial:
lesão completa do MR.
 Ausência de opacificação do sulco intertubercular: sinal
indireto de lesão do tendão.
 Sulco intertubercular cheio de contraste na ausência de um
impresso tendinoso: rotura.
Diagnóstico
Técnico
 Artrografia do ombro:
 O diagnóstico de rotura
é feito quando o sulco
intertubercular está
repleto de contraste na
ausência do tendão do
bíceps.
 Neste caso, o coto distal
é visto abaixo do sulco
intertuberbular
Diagnóstico Técnico
 Tomografia axial computadorizada.
Diagnóstico Técnico
 Artrotomografia do ombro:
 Diagnóstico de
subluxação do tendão
bicipital.
 O corte horizontal na
parte superior do sulco
intertubercular mostra
que a CLB, que tem
forma de vírgula, está
parcialmente situada
sobre a parede medial do
sulco intertubercular.
Diagnóstico Técnico
 Artrotomografia do
ombro:
 Diagnóstico de luxação
intra-articular do bíceps.
 O subescapular não se
encontra mais inserido
no Tm e a CLB está na
articulação gleno-
umeral.
Diagnóstico Técnico
 Ressonância nuclear magnética:
 A análise da CLB é complicada pela presença de outras
estruturas, tais como outros tendões e ligamentos.
 A presença de líquido intra-articular facilita a identificação
das estruturas, em função do efeito artrográfico que o
líquido proporciona.
Diagnóstico Técnico
 Artroscopia:
 Este é o melhor método para se avaliar a CLB dentro da
articulação e as suas origens próximas ao lábio glenoidal
superior.
 É possível também a identificação de outras alterações.
Diagnóstico Técnico
 Artroscopia de um
ombro normal:
 O tendão da CLB é
visualizado logo acima
na sua entrada no sulco
intertubercular.
 A polia ligamentar está
no lado direito do
tendão do bíceps.
Tratamento Não-
Operatório
 Analgésicos e AINH.
 Reabilitação.
 Se necessário, infiltração de corticóide (conduta bastante
controversa).
 O tratamento conservador é uma conduta comumente aceita
para as roturas isoladas da CLB.
 Perda da força do ombro e cotovelo de 8-20%.
Tratamento Cirúrgico
 Duas situações a serem consideradas:
1. Lesão reparável do MR ou este intacto: reparo da lesão
da CLB; se não for possível, tenodese (de Post).
2. Lesão irreparável do MR: tratamento sintomático (via
artroscópica), com liberação do tendão da CLB).
Tratamento Cirúrgico
Roturas Distais
 Responde por somente 3% das lesões do bíceps;
 Condição rara; Campbell : 200 casos relatados;
 Acomete mais homens entre a 4 e 6 décadas de vida.
Roturas Distais
 Historia de rápida flexão do cotovelo;
 Levantamento de pesos superiores a 68kg;
 Padrões de lesão:
1. Na região tendinea;
2. Avulsão da tuberosidade radial.
Roturas Distais
 Mecanismo de lesão:
1. Atrito entre o radio e ulna;
2. Espículas ósseas;
3. Borda aguda e cortante da tuberosidade;
 Uso de esteróides fortemente associado.
Roturas Distais
 Sintomas locais importantes e agudos;
 Dor;
 Edema;
 Equimose;
 Alterações do contorno;
 Perda de função.
Roturas Distais
 Diagnóstico é clínico e pode ser usado exames
complementares para auxílio;
 Rx: avulsões ósseas;
 RM: melhor exame na detecção de lesões parciais.
Roturas Distais
 Alguns autores citam medidas conservadoras com bons
resultados;
 Na atualidade , tem-se optado pelas medidas cirúrgicas
devido a grande perda de função.
Roturas Distais
 Várias técnicas ;
 Diferenças em relação ao meio de fixação e o local;
 Abordagem simples ou dupla;
 Fixação com ponto trans-ósseo, parafuso ou âncora;
 Maioria dos autores retorna o bíceps para sua inserção
original.

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Lesoes proximais do biceps
Lesoes proximais do biceps

Lesoes proximais do biceps

  • 1.
  • 2.
    História  Afecções dobíceps: conhecidas há pelo menos 100 anos.  Inicialmente, as alterações bicipitais eram observadas em cadáveres, não sendo conhecidas as suas repercussões clínicas.
  • 3.
    Anatomia e Fisiologia CLB: origem no tubérculo supraglenoidal, ou lábio posterior e/ou anterior.  Duas partes:  Uma intra-articular: oblíqua externa e inferior.  Uma extra-articular: situada em um estreito sulco osteofibroso na parte ventral do úmero.
  • 4.
    Anatomia e Fisiologia Alterações filogenéticas dos membros superiores (do membro de apoio para membro de apreensão): luxação medial da CLB quase permanentemente, em função da mudança na direção da glenóide e dupla torção do úmero.
  • 5.
    Anatomia e Fisiologia Durante os movimentos do ombro, é a cabeça umeral que desliza sob o CLB, não o contrário.  Contração do bíceps com RI do MS: subluxação medial da CLB (posição mais vertical do tendão).  Contração do bíceps com RE do MS: “efeito de tenodese” da CLB (posição mais horizontal do tendão).
  • 6.
  • 7.
    Anatomia e Fisiologia  Cortesagital no intervalo rotador, proximal ao sulco intertubercular, mostrando as correlações entre o lig. coracoumeral (a), o lig. gleno- umeral superior (b) e a CLB (c).  O LCU forma a camada superficial.  O LGUS está no plano perpendicular, separado inicialmente do LCU. Contudo, em seu curso e lateralmente, ele forma a polia de reflexão medial para o bíceps, antes de sua entrada no sulco intertubercular.
  • 8.
    Anatomia e Fisiologia M. bíceps braquial:  Biarticular: pela cabeça longa.  Monoarticular: pela cabeça curta, que se insere no processo coracóide.  Funções:  Flexão do cotovelo e supinação do antebraço.  Depressão (estática e secundária) da cabeça umeral (controversa).  CLB: estabilidade da articulação do ombro, pela coaptação e aumento da compressão da cabeça umeral.
  • 9.
    Anatomia e Fisiologia  Aabertura do intervalo rotador na borda anterior do supra-espinal, obliquamente em direção à margem externa do sulco intertubercular mostrando a polia de reflexão do bíceps na sua entrada no sulco ósseo.  Essa polia é formada pela inserção umeral comum dos ligg. CU e GUS.
  • 10.
    Anatomia e Fisiologia  Slatise Aalto: “... mostraram que é o ligamento coracoumeral medial o principal elemento estabilizador do bíceps em seu sulco.”
  • 11.
    Patologia e Patogenia Lesões da CLB:  Tendinite ou tendinopatia.  Subluxação ou luxação.  Roturas.  Essas lesões: associadas ou não com lesão do MR.
  • 12.
    Patologia e Patogenia (Lesãodo Bíceps com MR Intacto)  Lesão isolada da CLB: causa importante de dor no ombro. Questionada.  Diagnóstico imaginológico de eleição:  Artrotomografia.  RNM.
  • 13.
    Patologia e Patogenia (Lesãodo Bíceps com MR Intacto)  Tendinite isolada:  Condição muito rara.  Muitos autores consideram atualmente que as lesões do bíceps não são primárias, mas secundárias ao impacto subacromial.  Definição:  Clínica: ombro doloroso crônico, especialmente na região anterior, além de um palm up positivo.  Anátomo-patológica: lesão inflamatória, degenerativa ou microtraumática.
  • 14.
    Patologia e Patogenia (Lesãodo Bíceps com MR Intacto)  Causas:  Inflamatória.  Mecânica ou microtraumática: contato anormal com o sulco intertubercular.  Diagnóstico:  Radiografia.  RM.  Artroscopia.  Diagnósticos diferenciais:  Tendinopatia calcificante da CLB.  Condromatose do sulco intertubercular.
  • 15.
    Patologia e Patogenia (Lesãodo Bíceps com MR Intacto)  Rotura isolada:  “... deformação semelhante a uma bola é notada na parte ventral do braço, em geral surgindo espontaneamente ou secundariamente a um traumatismo trivial.”  Segundo Neer: rotura da CLB como resultado do impacto subacromial em 95% dos casos, ocorrendo na entrada do sulco intertubercular.  Lesão da CLB: piora do impacto subacromial pela perda do efeito depressor e rotura secundária do tendão supra- espinal.
  • 16.
    Patologia e Patogenia (Lesãodo Bíceps com MR Intacto)  Epidemiologia:  Homens: 91%.  Lado dominante: 80%.  Média de idade: 53 anos.  Trabalho pesado: 62%.  A rotura é intra-articular e ocorre na inserção comum do lábio (segundo Burkhart e Fox).  Roturas isoladas: 10% dos casos.
  • 17.
    Patologia e Patogenia (Lesãodo Bíceps com MR Lesado)  Tendinite:  Tendinite moderada:  Extremamente freqüente.  Tendão avermelhado devido à bursite associada.  Tendão intacto.  Diâmetro normal.  Tendinite pré-rotura com atrofia: somente poucas fibras se mantêm contínuas.
  • 18.
    Patologia e Patogenia (Lesãodo Bíceps com MR Lesado)  Tendinite hipertrófica:  O tendão pode ter o diâmetro de “um dedo”.  A porção intra-articular está hipertrófica e a porção extra- articular, junto ao sulco, apresentando constrição ou rotura parcial.  Lesão do LCU: exposição rápida da CLB ao atrito contra o lig. córaco-acromial e contra o acrômio com osteófitos.  Tendinite mecânica e degenerativa: secundária ao impacto subacromial, que, por sua vez, é secundário à rotura do MR.
  • 19.
    Patologia e Patogenia (Lesãodo Bíceps com MR Lesado)  Subluxação:  Três tipos de lesão:  Subluxação superior.  Desinserção lateral do subescapular.  Pseudartrose do tubérculo menor.  Achado característico: rotura parcial das fibras tendinosas na porção profunda do bíceps.
  • 20.
    Patologia e Patogenia (Lesãodo Bíceps com MR Lesado)  Estas lesões são causadas pelo atrito ósseo do tub. menor desnudado pelo desgaste das estruturas ligamentares ou tendinosas.  O tendão se espessa, se alarga e perde a sua localização no sulco inicial.  Alterações degenerativas no tendão: impedem a sua redução espontânea.
  • 21.
    Patologia e Patogenia (Lesão doBíceps com MR Lesado) Subluxação superior:  Rotura parcial ou total dos ligg. GUS e CU, anulando e efeito de polia de reflexão do bíceps antes da entrada no sulco ósseo.
  • 22.
    Patologia e Patogenia (Lesãodo Bíceps com MR Lesado)  Desinserção lateral do subescapular:  A lesão pode ser encontrada abaixo do sulco intertubercular.  Desinserção ligamentar ao longo da parede medial e, conseqüentemente, das fibras mais laterais do subescapular.  A lesão pode estar situada na metade superior do tubérculo menor ou ao longo de todo o seu comprimento.
  • 23.
    Patologia e Patogenia (Lesãodo Bíceps com MR Lesado)  Pseudartrose do tubérculo menor:  Esse tipo de afecção é bastante raro.  A CLB posiciona-se medialmente.  Muitas vezes, as fraturas do Tm resultam de trauma, mas somente as encontramos em menos de 50% do tempo em outros tipos de subluxação.
  • 24.
    Patologia e Patogenia (Lesãodo Bíceps com MR Lesado)  Luxação:  Dois tipos: 1. Sobre o Tm e subescapular, mas coberto com uma fáscia fibrosa que torna a luxação invisível por fora. 2. Luxação sob a inserção do tendão subescapular.  A inserção umeral comum aos ligg. GU e CU está rompida em todos os casos de luxação.
  • 25.
    Patologia e Patogenia (Lesãodo Bíceps com MR Lesado)  Em associação geralmente com lesões dos tendões supra e infra-espinais.  Epidemiologia:  Sexo: masculino (80%).  Lado mais acometido: o dominante (83%).  Faixa etária: 59 anos (38-80 anos).  Fator causal inicial: trauma (63%).
  • 26.
    Patologia e Patogenia (Lesão doBíceps com MR Lesado) Luxação sobre o Tm: o tendão do bíceps está sempre lesado.
  • 27.
    Patologia e Patogenia (Lesão doBíceps com MR Lesado) Luxação intra- articular: o subescapular não está mais inserido no Tm e a CLB, apresentando paradoxalmente pouca ou nenhuma lesão, encontra-se na articulação gleno- umeral.
  • 28.
    Patologia e Patogenia (Lesão doBíceps com MR Lesado) Luxação sobre o tendão subescapular intacto: muito rara.
  • 29.
    Patologia e Patogenia (Lesãodo Bíceps com MR Lesado)  Roturas:  76,5% das roturas do bíceps, havia lesão associada do MR (Walch e Nové-Josserand, 1992).  Nem sempre é possível definir se foi o MR ou a CLB que lesou primeiro.
  • 30.
    Achados Clínicos  Dorna região anterior do ombro, que pode sofrer irradiação para a massa muscular do bíceps.  Dor à palpação do trajeto desta estrutura anatômica.  Sinal de Yergason, teste de Lippman e teste palm up.  História de trauma: carregamento de objetos pesados ou trauma direto com o braço em extensão. Um estalo ou rotura pode ser percebido.
  • 31.
    Achados Clínicos  Inspeção:“caroço” na região anterior do braço.
  • 32.
    Achados Clínicos  Alesão do bíceps gera perda de 20% da força de flexão do cotovelo e da supinação do antebraço.  A lesão bicipital leva a uma piora funcional do ombro que já apresenta lesão do MR.
  • 33.
    Diagnóstico Técnico  Examesimaginológicos de eleição:  Artrotomografia computadorizada.  Ressonância nuclear magnética.
  • 34.
    Diagnóstico Técnico  Radiografia: Incidências:  AP com RN: base fundamental para analisar o espaço subacromial.  AP com RI.  AP com RE.  Perfil axilar.  Perfil escapular.  Sinais radiológicos inespecíficos indiretos no Tm ou no sulco intertubercular, tais como cistos e osteófitos: 35% das radiografias.
  • 35.
    Diagnóstico Técnico  USG: Método econômico e não-invasivo.  Examinador-dependente.  Não é um exame suficiente para o estudo do MR.
  • 36.
    Diagnóstico Técnico  Artrografia: Extravasamento de contraste para a bolsa subacromial: lesão completa do MR.  Ausência de opacificação do sulco intertubercular: sinal indireto de lesão do tendão.  Sulco intertubercular cheio de contraste na ausência de um impresso tendinoso: rotura.
  • 37.
    Diagnóstico Técnico  Artrografia doombro:  O diagnóstico de rotura é feito quando o sulco intertubercular está repleto de contraste na ausência do tendão do bíceps.  Neste caso, o coto distal é visto abaixo do sulco intertuberbular
  • 38.
  • 39.
    Diagnóstico Técnico  Artrotomografiado ombro:  Diagnóstico de subluxação do tendão bicipital.  O corte horizontal na parte superior do sulco intertubercular mostra que a CLB, que tem forma de vírgula, está parcialmente situada sobre a parede medial do sulco intertubercular.
  • 40.
    Diagnóstico Técnico  Artrotomografiado ombro:  Diagnóstico de luxação intra-articular do bíceps.  O subescapular não se encontra mais inserido no Tm e a CLB está na articulação gleno- umeral.
  • 41.
    Diagnóstico Técnico  Ressonâncianuclear magnética:  A análise da CLB é complicada pela presença de outras estruturas, tais como outros tendões e ligamentos.  A presença de líquido intra-articular facilita a identificação das estruturas, em função do efeito artrográfico que o líquido proporciona.
  • 42.
    Diagnóstico Técnico  Artroscopia: Este é o melhor método para se avaliar a CLB dentro da articulação e as suas origens próximas ao lábio glenoidal superior.  É possível também a identificação de outras alterações.
  • 43.
    Diagnóstico Técnico  Artroscopiade um ombro normal:  O tendão da CLB é visualizado logo acima na sua entrada no sulco intertubercular.  A polia ligamentar está no lado direito do tendão do bíceps.
  • 44.
    Tratamento Não- Operatório  Analgésicose AINH.  Reabilitação.  Se necessário, infiltração de corticóide (conduta bastante controversa).  O tratamento conservador é uma conduta comumente aceita para as roturas isoladas da CLB.  Perda da força do ombro e cotovelo de 8-20%.
  • 45.
    Tratamento Cirúrgico  Duassituações a serem consideradas: 1. Lesão reparável do MR ou este intacto: reparo da lesão da CLB; se não for possível, tenodese (de Post). 2. Lesão irreparável do MR: tratamento sintomático (via artroscópica), com liberação do tendão da CLB).
  • 46.
  • 47.
    Roturas Distais  Respondepor somente 3% das lesões do bíceps;  Condição rara; Campbell : 200 casos relatados;  Acomete mais homens entre a 4 e 6 décadas de vida.
  • 48.
    Roturas Distais  Historiade rápida flexão do cotovelo;  Levantamento de pesos superiores a 68kg;  Padrões de lesão: 1. Na região tendinea; 2. Avulsão da tuberosidade radial.
  • 49.
    Roturas Distais  Mecanismode lesão: 1. Atrito entre o radio e ulna; 2. Espículas ósseas; 3. Borda aguda e cortante da tuberosidade;  Uso de esteróides fortemente associado.
  • 50.
    Roturas Distais  Sintomaslocais importantes e agudos;  Dor;  Edema;  Equimose;  Alterações do contorno;  Perda de função.
  • 52.
    Roturas Distais  Diagnósticoé clínico e pode ser usado exames complementares para auxílio;  Rx: avulsões ósseas;  RM: melhor exame na detecção de lesões parciais.
  • 53.
    Roturas Distais  Algunsautores citam medidas conservadoras com bons resultados;  Na atualidade , tem-se optado pelas medidas cirúrgicas devido a grande perda de função.
  • 54.
    Roturas Distais  Váriastécnicas ;  Diferenças em relação ao meio de fixação e o local;  Abordagem simples ou dupla;  Fixação com ponto trans-ósseo, parafuso ou âncora;  Maioria dos autores retorna o bíceps para sua inserção original.  https://traumatologi aeortopedia.com.br/