Lesão do
Manguito
Rotador e
Sind. Impacto
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Introdução
• Manguito formado por 4 músculos:
1. Subescapular;
2. Supra-espinhal;
3. Infra-espinhal;
4. Redondo menor.
• Função:
1. Estabilidade;
2. Mobilidade;
3. Nutrição glenoumeral.
Origem na escapula e inserção nas tuberosidades do
úmero. http://traumatologiaeortopedia.com &
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Introdução
• Esses músculos terminam em tendões largos e achatados,
que continuam com a cápsula articular, formando o
manguito musculotendíneo.
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Introdução
• A anatomia vascular do manguito
constitui um dos fatores etiológicos
da desenvolvimento das lesões;
• O músculo supra-espinhal recebe
irrigação da massa muscular, oriunda
da art. Supra-escapular e
secundariamente pelas art.
Circunflexas posterior e anterior;
• A área “crítica de Codman”,
localizada próxima a inserção do
supra-espinhal, é a zona onde a
patologia degenerativa se inicia;http://traumatologiaeortopedia.com &
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Introdução
• Ainda que não participe do
manguito rotador, a cabeça longa
do bíceps se localiza entre os m.
subescapular e supra-espinhal,
dentro da goteira bicíptal.;
• Com função de estabilização
anterior da cabeça do úmero e sua
depressão em rotação externa,
ocorrendo alívio da compressão do
tubérculo maior e o acrômio;
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MANGUITO ROTADOR
ARCO CORACOACROMAL
• 1) Acrômio
• 2) Ligamento
Coracoacromial
• 3) Processo coracóide
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Epidemiologia
• Cerca de 10% dos casos atendidos
na pratica diária são de ombro;
• As queixas do ombro só perdem
para Lombalgias nos consultórios da
ortopedia.
• Dessas 4 a 5% de todas as queixas
da ortopedia provêm da:
Degeneração do manguito rotador e
suas diferentes manifestações;
• O manguito envelhece
biologicamente, e grande parte das
lesões ocorre após os 40 anos;http://traumatologiaeortopedia.com &
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Etiologia
“Não há consenso entre os autores”
• Fator desencadeante extrínseco:
- Impacto mecânico subacromial = Neer(1972)(compressão
entre acrômio e tubérculo maior; arco doloroso 60-120°)-
IMPINGEMENT (A posição em que o ombro realiza a
maioria das atividades é em flexão ou em elevação e não em
abdução)
• Fator desencadeante intrínseco:
- Hipovascularização tendínea = Rathbun e Macnab(1970)
“Zona crítica de Codman” (área comprimida entre
acrômio, antero-inferior, o lig. coracoacromial e o tubérculo
maior) (mais vasos na porção bursal do que na porção
articular).
• Trauma ;
• Atrito(degeneração).http://traumatologiaeortopedia.com &
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Etiologia
• Fukuda – Congresso Mundial de Ombro (1998)
“A patogênese da ruptura do manguito rotador é multifatorial”
Inter-relação entre:
- Degeneração tecidual pela idade (> 40 anos);
- Microtrauma de repetição;
- Trauma (evidente: queda, luxação, estiramento);
- Entesopatia;
- Impacto(atrito em elevação por flexão do manguito com
porção ântero-inferior do acrômio- Neer; Impacto coracóide:
impacto do processo coracóide com o subescapular-
Gerber); Tipo acrômio: reto, curvo e ganchoso – Bigliani.http://traumatologiaeortopedia.com &
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GOHLKE discorda:
O acrômio tipoIII seria o
resultado da formação de osteófitos
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O MANGUITO
• O número de diagnósticos de lesões do manguito
cresceu por:
– Aumento da espectativa de vida com aumento da prática
de esportes
– O grande desenvolvimento dos esportes
– Desenvolvimento dos métodos diagnósticos
– Melhor entendimento da patologia e seus métodos de
reabilitação
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Evolução
• Neer descreveu a evolução das lesões do manguito:
1. Fase I: edema e hemorragia reversível, pacientes
jovens, por excesso do uso LERs. TTO conservador,
e afastar fator causal;
1. Fase II: fibrose e tendinite crônica e intermitente,
idade 25-45 anos. TTO é conservador e
acromioplastia;
1. Fase III: ruptura completa com alterações ósseas ao
RX, pacientes acima de 40-50 anos. TTO melhora da
dor, acromioplastia e reconstrução.http://traumatologiaeortopedia.com &
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Evolução
• Lesão inicial é do supra-espinhal na porção articular e
profunda, e progride da parte profunda para superficial
e de anterior para posterior, atingindo o infra-espinhal;
• A estabilidade glenoumeral é perdida, e ocorre
migração anterior e superior da cabeça;
• O t. biceps passa a exercer função estabilizadora,
tornando-se espessado e alargado. O lig.
Coracoacromial é tensionado formando-se um esporão
subacromial por tração;
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Evolução
• Com a progressão, o t. subescapular é acometido;
• Ocorre luxação medial da porção longa do biceps,
gerando mais instabilidade e degeneração articular;
• Ocorre ruptura do manguito, e essa evolui para
substituição das fibras musculares por gordura –
lipossubstituição-Goutallier ( grau 0/I/II/III/IV);
• Essa lipossubstituição tem prognóstico pior no
resultado pós-reparação.
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Quadro clínico
• Dor: proporcional a inflamação e não tamanho da
lesão, noturna pelo estiramento das partes moles, pode
irradiar para cotovelo;
• Crepitação: ruptura da bolsa subacromial
acompanhado a ruptura tendínea;
• Perda de movimento e força;
- Abdução e rotação externa
• Capsulite adesiva: 14%, devido ao processo
inflamatório e imobilidade causada pela dor;
• Tendinite ou ruptura da CLB;
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EXAME FÍSICO
TESTE DE NEER
TESTE DE
YOKUM
TESTE DE
HAWKINS-
KENNEDY
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Teste de Jobe
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Teste de Patte
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Teste de Geber
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Teste de Speed
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Teste de Yergason
Teste para avaliação
de cabeça longa do
bíceps.
Cotovelo fletido
pede-se ao paciente
realizar supinação
contra a resistência.
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Diagnóstico
• Hist. clínica;
• Ex. físico;
• Teste xilocaína ou de Neer;
• Ex. Imagem.
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TESTE DA XILOCAÍNA
Injeção de 8 a 10ml de xilocaína no espaço subacromial
Proporcionará alívio imediato da dor
Negativando os testes provocativos e o arco doloroso
Teste de escolha para a lesão de manguito
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Exames complementares
• RX:
- AP “verdadeiro” em rotação interna e externa;
- AP com 30º de inclinação caudal- Rockwood;
- Perfil axilar;
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Exames complementares
- Túnel view;
- Zanca;
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RX
• Esclerose óssea;
• Cistos subcondrais;
• Osteófitos na porção
anterior e na
articulação acromioclavicular;
• Contato da cabeça do úmero com o acrômio -
Ruptura maciça.
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Artrografia
- Invasivo = Iodo;
- Evidencia rupturas
totais e parciais;
- Extravasamento do
contraste para o
espaço subacromial;
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Ecografia
- Não invasivo;
- Depende do equipamento e do examinador;
- Dificuldade em demonstrar lesões menores de 1
cm de circunferência;
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Ecografia
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RM
- Alta sensibilidade e especificidade >90%;
- Preferencialmente contraste;
.Gadolínio
- Útil na fase inflamatória e na ruptura (extensão da
lesão e retrações);
- Detecção da degeneração gordurosa;http://traumatologiaeortopedia.com &
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RM
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Classificação
• Quanto ao número de tendões envolvidos:
- Supra-espinhal;
- Supra-espinhal + infra-espinhal;
- Supra-espinhal + infra-espinhal + CLB;
- Supra-espinal + infra-espinhal + CLB +
subescapular; http://traumatologiaeortopedia.com &
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Classificação
• Quanto a etiologia:
- Traumática;
- Degenerativa.
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Classificação
• Quanto à duração:
- Aguda;
- Crônica;
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Classificação
• Quanto a extensão da lesão:
- Total;
- Parcial;
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Classificação
• Quanto à localização das lesões PARCIAIS:
Lado Bursal
(IRRIGAÇÃO
ESCASSA)
Lado Articular
Intratendínea
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Classificação
• Quanto ao diâmetro da lesão TOTAL:
Pequenas Médias Grandes Maciças
(< 1cm) (1 a 3 cm) (3-5 cm) (> 5cm)
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Classificação
• Gary Gartsman definiu lesões irreparáveis como
sendo as de pelo menos 5cm, envolvendo 2 ou mais
tendões, que não possam ser fechadas sem tensão
excessiva após liberação de aderências.
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Classificação
• Quanto à forma da lesão:
- Transversal;
- Longitudinal;
- Intratendinosa;
- Linear;
- Triangular.
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Tratamento
• Critérios:
- Perfil do paciente _ Idade fisiológica
X
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Tratamento
• Conservador (tentado por 3-6m) X Cirúrgico;
• Critérios:
- Perfil da lesão;
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Tratamento Conservador – lesões
parciais
Alívio da dor
. Substituição das atividades que utilizem o membro
superior acima de 90º;
. Suspensão das atividades repetitivas;
. AINES;
. Gelo (aguda) e Calor (crônica);
. Infiltração de corticóide e xilocaína no espaço
subacromial; http://traumatologiaeortopedia.com &
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Tratamento não-cirúrgico – lesões
parciais
Tratamento Fisioterápico
- Métodos de calor (US, laser, ondar curtas);
- Estiramento capsular - ADM;
- Fortalecimento muscular, após alívio da dor:
. Rotadores internos;
. Rotadores externos;
. Musculatura ao redor da escápula;
- Acupuntura. http://traumatologiaeortopedia.com &
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Tratamento Fisioterápico
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Tratamento cirúrgico
Cirurgia aberta Artroscópica
X
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Tratamento cirúrgico para lesões
parciais
• Desbridamento da lesão;
• Acromioplastia;
• Desbridamento da lesão e acromioplastia;
• Reparo da lesão e acromioplastia;
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Tratamento cirúrgico para lesões
parciais
• Lesão < 50% da espessura do tendão:
- Acromioplastia e Desbridamento.
• Lesão > 50% da espessura do tendão:
- Reparo da lesão e Acromiplastia.
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Tratamento cirúrgico para lesões
parciais
• Acromiplastia:
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Tratamento cirúrgico para lesões
parciais
• Reparo da lesão:
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Tratamento cirúrgico para lesões
maiores
SE
IE
SbE
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Tratamento cirúrgico para lesões
maiores
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Via Artroscópica
 Pouca agressividade, poupando o deltoíde.
 Reabilitação mais precoce (média de 3 meses).
 Melhor recuperação da força pós-operatória.
 84% força normal, contra 58% via aberta.
 Possibilidade de diagnóstico e tratamento de lesões
intra e extra-articulares gleno-umerais.http://traumatologiaeortopedia.com &
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Pós-operatório
• Tipóia comum, órtese de abdução ou tipóia de
almofada baixa por 6 semanas;
• Exercícios assistidos de flexão e rotação lateral;
• Exercícios isométricos de rotação lateral após 6
semanas;
• Após 12 semanas - movimentos ativos
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Tratamento cirúrgico para rupturas
maciças
• Cirurgia de MacLaughlin;
• Transferências miotendinosas:
- Cirurgia de Cofield - tendão subescapular;
- Cirurgia de Gerber - músculo latíssimo dorsal;
• Técnica de Rockwood:
- Descompressão e desbridamento
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Cirurgia de MacLaughlin
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Transferências miotendinosas
Cirurgia de Cofield
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Tenotomia da cabeça longa do
bíceps
• Lesão grande com > de 50% da espessura da
CLB em pct > de 60 anos;
• Em instabilidade com luxação ou subluxação
deste tendão;
• Tenotomia com tenodese é realizada em pct <
60 anos.
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Artropatia do Manguito Rotador
• 1 vez 1834: J.G. Smith;
• Neer 1983: “ärtropatia do manguito”;
• Associação da ruptura maciça e irreparável do manguito
e artrite degenerativa grave da articulação glenoumeral;
• 4% das lesões maciças evoluem para artropatia.
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Artropatia do manguito rotador
FISIOPATOLOGIA
Ausência de depressão normal do supra-espinhal na
cabeça umeral
Tração não impedida do deltóide
Cisalhamento ao longo da glenóide
Cartilagem articular não resiste
Alterações degenerativashttp://traumatologiaeortopedia.com &
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Artropatia do Manguito Rotador
• + frequente em mulheres;
• Acima de 60 anos;
• Algia no ombro de longa data;
• Lado dominante + freq., 60% bilateral;
• Tentado vários TTO, desde infiltrações até reparo;
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Artropatia do Manguito Rotador
• Dor leve a moderada;
• Interfere no sono;
• Piora com atividades diárias;
• Perda progressiva de mobilidade;
• Hemartrose;
• Hipoptrofia muscular;
• Ruptura CLB.
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Artropatia do manguito rotador
• Alterações radiográficas:
- Sinal da sobrancelha;
- Osteófitos na parte inferior da cabeça umeral;
- Diminuição do espaço articular glenoumeral;
- Migração superior da cabeça
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Artropatia por lesão do manguito
rotador
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Artropatia por lesão do manguito
rotador
• Tratamento:
- Artroplastia parcial X Artrodese.
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Complicações
• Erro diagnóstico com capsulite adesiva.
• Tecnica cirurgica incorreta.
• Lesões iatrogênicas.
• Capsulite pós-operatória.
• Paciente não realiza reabilitação adequada.
• Desinserção do deltóide.
• Infecção.
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Lesao manguito e impacto

  • 1.
    Lesão do Manguito Rotador e Sind.Impacto http://traumatologiaeortopedia.com.br
  • 2.
    Introdução • Manguito formadopor 4 músculos: 1. Subescapular; 2. Supra-espinhal; 3. Infra-espinhal; 4. Redondo menor. • Função: 1. Estabilidade; 2. Mobilidade; 3. Nutrição glenoumeral. Origem na escapula e inserção nas tuberosidades do úmero. http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 3.
  • 4.
    Introdução • Esses músculosterminam em tendões largos e achatados, que continuam com a cápsula articular, formando o manguito musculotendíneo. http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 5.
    Introdução • A anatomiavascular do manguito constitui um dos fatores etiológicos da desenvolvimento das lesões; • O músculo supra-espinhal recebe irrigação da massa muscular, oriunda da art. Supra-escapular e secundariamente pelas art. Circunflexas posterior e anterior; • A área “crítica de Codman”, localizada próxima a inserção do supra-espinhal, é a zona onde a patologia degenerativa se inicia;http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 6.
    Introdução • Ainda quenão participe do manguito rotador, a cabeça longa do bíceps se localiza entre os m. subescapular e supra-espinhal, dentro da goteira bicíptal.; • Com função de estabilização anterior da cabeça do úmero e sua depressão em rotação externa, ocorrendo alívio da compressão do tubérculo maior e o acrômio; http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 7.
    MANGUITO ROTADOR ARCO CORACOACROMAL •1) Acrômio • 2) Ligamento Coracoacromial • 3) Processo coracóide http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 8.
    Epidemiologia • Cerca de10% dos casos atendidos na pratica diária são de ombro; • As queixas do ombro só perdem para Lombalgias nos consultórios da ortopedia. • Dessas 4 a 5% de todas as queixas da ortopedia provêm da: Degeneração do manguito rotador e suas diferentes manifestações; • O manguito envelhece biologicamente, e grande parte das lesões ocorre após os 40 anos;http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 9.
    Etiologia “Não há consensoentre os autores” • Fator desencadeante extrínseco: - Impacto mecânico subacromial = Neer(1972)(compressão entre acrômio e tubérculo maior; arco doloroso 60-120°)- IMPINGEMENT (A posição em que o ombro realiza a maioria das atividades é em flexão ou em elevação e não em abdução) • Fator desencadeante intrínseco: - Hipovascularização tendínea = Rathbun e Macnab(1970) “Zona crítica de Codman” (área comprimida entre acrômio, antero-inferior, o lig. coracoacromial e o tubérculo maior) (mais vasos na porção bursal do que na porção articular). • Trauma ; • Atrito(degeneração).http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 10.
  • 11.
    Etiologia • Fukuda –Congresso Mundial de Ombro (1998) “A patogênese da ruptura do manguito rotador é multifatorial” Inter-relação entre: - Degeneração tecidual pela idade (> 40 anos); - Microtrauma de repetição; - Trauma (evidente: queda, luxação, estiramento); - Entesopatia; - Impacto(atrito em elevação por flexão do manguito com porção ântero-inferior do acrômio- Neer; Impacto coracóide: impacto do processo coracóide com o subescapular- Gerber); Tipo acrômio: reto, curvo e ganchoso – Bigliani.http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 12.
    GOHLKE discorda: O acrômiotipoIII seria o resultado da formação de osteófitos http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 13.
    O MANGUITO • Onúmero de diagnósticos de lesões do manguito cresceu por: – Aumento da espectativa de vida com aumento da prática de esportes – O grande desenvolvimento dos esportes – Desenvolvimento dos métodos diagnósticos – Melhor entendimento da patologia e seus métodos de reabilitação http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 14.
    Evolução • Neer descreveua evolução das lesões do manguito: 1. Fase I: edema e hemorragia reversível, pacientes jovens, por excesso do uso LERs. TTO conservador, e afastar fator causal; 1. Fase II: fibrose e tendinite crônica e intermitente, idade 25-45 anos. TTO é conservador e acromioplastia; 1. Fase III: ruptura completa com alterações ósseas ao RX, pacientes acima de 40-50 anos. TTO melhora da dor, acromioplastia e reconstrução.http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 15.
  • 16.
    Evolução • Lesão inicialé do supra-espinhal na porção articular e profunda, e progride da parte profunda para superficial e de anterior para posterior, atingindo o infra-espinhal; • A estabilidade glenoumeral é perdida, e ocorre migração anterior e superior da cabeça; • O t. biceps passa a exercer função estabilizadora, tornando-se espessado e alargado. O lig. Coracoacromial é tensionado formando-se um esporão subacromial por tração; http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 17.
    Evolução • Com aprogressão, o t. subescapular é acometido; • Ocorre luxação medial da porção longa do biceps, gerando mais instabilidade e degeneração articular; • Ocorre ruptura do manguito, e essa evolui para substituição das fibras musculares por gordura – lipossubstituição-Goutallier ( grau 0/I/II/III/IV); • Essa lipossubstituição tem prognóstico pior no resultado pós-reparação. http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 18.
    Quadro clínico • Dor:proporcional a inflamação e não tamanho da lesão, noturna pelo estiramento das partes moles, pode irradiar para cotovelo; • Crepitação: ruptura da bolsa subacromial acompanhado a ruptura tendínea; • Perda de movimento e força; - Abdução e rotação externa • Capsulite adesiva: 14%, devido ao processo inflamatório e imobilidade causada pela dor; • Tendinite ou ruptura da CLB; http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 19.
    EXAME FÍSICO TESTE DENEER TESTE DE YOKUM TESTE DE HAWKINS- KENNEDY http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 20.
    Teste de Jobe http://traumatologiaeortopedia.com& www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 21.
    Teste de Patte http://traumatologiaeortopedia.com& www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 22.
    Teste de Geber http://traumatologiaeortopedia.com& www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 23.
    Teste de Speed http://traumatologiaeortopedia.com& www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 24.
    Teste de Yergason Testepara avaliação de cabeça longa do bíceps. Cotovelo fletido pede-se ao paciente realizar supinação contra a resistência. http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 25.
    Diagnóstico • Hist. clínica; •Ex. físico; • Teste xilocaína ou de Neer; • Ex. Imagem. http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 26.
    TESTE DA XILOCAÍNA Injeçãode 8 a 10ml de xilocaína no espaço subacromial Proporcionará alívio imediato da dor Negativando os testes provocativos e o arco doloroso Teste de escolha para a lesão de manguito http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 27.
    Exames complementares • RX: -AP “verdadeiro” em rotação interna e externa; - AP com 30º de inclinação caudal- Rockwood; - Perfil axilar; http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 28.
    Exames complementares - Túnelview; - Zanca; http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 29.
    RX • Esclerose óssea; •Cistos subcondrais; • Osteófitos na porção anterior e na articulação acromioclavicular; • Contato da cabeça do úmero com o acrômio - Ruptura maciça. http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 30.
    Artrografia - Invasivo =Iodo; - Evidencia rupturas totais e parciais; - Extravasamento do contraste para o espaço subacromial; http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 31.
    Ecografia - Não invasivo; -Depende do equipamento e do examinador; - Dificuldade em demonstrar lesões menores de 1 cm de circunferência; http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 32.
  • 33.
    RM - Alta sensibilidadee especificidade >90%; - Preferencialmente contraste; .Gadolínio - Útil na fase inflamatória e na ruptura (extensão da lesão e retrações); - Detecção da degeneração gordurosa;http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 34.
  • 35.
    Classificação • Quanto aonúmero de tendões envolvidos: - Supra-espinhal; - Supra-espinhal + infra-espinhal; - Supra-espinhal + infra-espinhal + CLB; - Supra-espinal + infra-espinhal + CLB + subescapular; http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 36.
    Classificação • Quanto aetiologia: - Traumática; - Degenerativa. http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 37.
    Classificação • Quanto àduração: - Aguda; - Crônica; http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 38.
    Classificação • Quanto aextensão da lesão: - Total; - Parcial; http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 39.
    Classificação • Quanto àlocalização das lesões PARCIAIS: Lado Bursal (IRRIGAÇÃO ESCASSA) Lado Articular Intratendínea http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 40.
    Classificação • Quanto aodiâmetro da lesão TOTAL: Pequenas Médias Grandes Maciças (< 1cm) (1 a 3 cm) (3-5 cm) (> 5cm) http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 41.
    Classificação • Gary Gartsmandefiniu lesões irreparáveis como sendo as de pelo menos 5cm, envolvendo 2 ou mais tendões, que não possam ser fechadas sem tensão excessiva após liberação de aderências. http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 42.
    Classificação • Quanto àforma da lesão: - Transversal; - Longitudinal; - Intratendinosa; - Linear; - Triangular. http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 43.
    Tratamento • Critérios: - Perfildo paciente _ Idade fisiológica X http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 44.
    Tratamento • Conservador (tentadopor 3-6m) X Cirúrgico; • Critérios: - Perfil da lesão; http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 45.
    Tratamento Conservador –lesões parciais Alívio da dor . Substituição das atividades que utilizem o membro superior acima de 90º; . Suspensão das atividades repetitivas; . AINES; . Gelo (aguda) e Calor (crônica); . Infiltração de corticóide e xilocaína no espaço subacromial; http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 46.
    Tratamento não-cirúrgico –lesões parciais Tratamento Fisioterápico - Métodos de calor (US, laser, ondar curtas); - Estiramento capsular - ADM; - Fortalecimento muscular, após alívio da dor: . Rotadores internos; . Rotadores externos; . Musculatura ao redor da escápula; - Acupuntura. http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 47.
  • 48.
    Tratamento cirúrgico Cirurgia abertaArtroscópica X http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 49.
    Tratamento cirúrgico paralesões parciais • Desbridamento da lesão; • Acromioplastia; • Desbridamento da lesão e acromioplastia; • Reparo da lesão e acromioplastia; http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 50.
    Tratamento cirúrgico paralesões parciais • Lesão < 50% da espessura do tendão: - Acromioplastia e Desbridamento. • Lesão > 50% da espessura do tendão: - Reparo da lesão e Acromiplastia. http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 51.
    Tratamento cirúrgico paralesões parciais • Acromiplastia: http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 52.
    Tratamento cirúrgico paralesões parciais • Reparo da lesão: http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 53.
    Tratamento cirúrgico paralesões maiores SE IE SbE http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 54.
    Tratamento cirúrgico paralesões maiores http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 55.
    Via Artroscópica  Poucaagressividade, poupando o deltoíde.  Reabilitação mais precoce (média de 3 meses).  Melhor recuperação da força pós-operatória.  84% força normal, contra 58% via aberta.  Possibilidade de diagnóstico e tratamento de lesões intra e extra-articulares gleno-umerais.http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 56.
    Pós-operatório • Tipóia comum,órtese de abdução ou tipóia de almofada baixa por 6 semanas; • Exercícios assistidos de flexão e rotação lateral; • Exercícios isométricos de rotação lateral após 6 semanas; • Após 12 semanas - movimentos ativos http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 57.
    Tratamento cirúrgico pararupturas maciças • Cirurgia de MacLaughlin; • Transferências miotendinosas: - Cirurgia de Cofield - tendão subescapular; - Cirurgia de Gerber - músculo latíssimo dorsal; • Técnica de Rockwood: - Descompressão e desbridamento http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 58.
  • 59.
    Transferências miotendinosas Cirurgia deCofield http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 60.
    Tenotomia da cabeçalonga do bíceps • Lesão grande com > de 50% da espessura da CLB em pct > de 60 anos; • Em instabilidade com luxação ou subluxação deste tendão; • Tenotomia com tenodese é realizada em pct < 60 anos. http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 61.
    Artropatia do ManguitoRotador • 1 vez 1834: J.G. Smith; • Neer 1983: “ärtropatia do manguito”; • Associação da ruptura maciça e irreparável do manguito e artrite degenerativa grave da articulação glenoumeral; • 4% das lesões maciças evoluem para artropatia. http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 62.
    Artropatia do manguitorotador FISIOPATOLOGIA Ausência de depressão normal do supra-espinhal na cabeça umeral Tração não impedida do deltóide Cisalhamento ao longo da glenóide Cartilagem articular não resiste Alterações degenerativashttp://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 63.
    Artropatia do ManguitoRotador • + frequente em mulheres; • Acima de 60 anos; • Algia no ombro de longa data; • Lado dominante + freq., 60% bilateral; • Tentado vários TTO, desde infiltrações até reparo; http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 64.
    Artropatia do ManguitoRotador • Dor leve a moderada; • Interfere no sono; • Piora com atividades diárias; • Perda progressiva de mobilidade; • Hemartrose; • Hipoptrofia muscular; • Ruptura CLB. http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 65.
    Artropatia do manguitorotador • Alterações radiográficas: - Sinal da sobrancelha; - Osteófitos na parte inferior da cabeça umeral; - Diminuição do espaço articular glenoumeral; - Migração superior da cabeça http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 66.
    Artropatia por lesãodo manguito rotador http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 67.
    Artropatia por lesãodo manguito rotador • Tratamento: - Artroplastia parcial X Artrodese. http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br
  • 68.
    Complicações • Erro diagnósticocom capsulite adesiva. • Tecnica cirurgica incorreta. • Lesões iatrogênicas. • Capsulite pós-operatória. • Paciente não realiza reabilitação adequada. • Desinserção do deltóide. • Infecção. http://traumatologiaeortopedia.com & www.ortopediabrasil.blogspot.com.br