Trauma da Coluna Torácica e
Lombar
www.traumatologiaeortopedia.com.b
Introdução
• São as mais freqüentes do esqueleto axial e
correspondem a cerca de 89% das fraturas da
coluna vertebral.
• Dois terços das fraturas da coluna torácica e
lombar ocorrem na transição toracolombar entre
T11 e L2.
• A maioria das fraturas da coluna torácica e
lombar são estáveis e podem ser tratadas por
métodos conservadores.
Introdução
• As fraturas localizadas entre T1 e T10 são menos
freqüentes, e foram observadas em porcentagens
que variaram de 23,7% a 26,8% dos pacientes.
• As fraturas da coluna torácica estão associadas
com déficit neurológico em mais de 40% dos
pacientes.
• Como causas principais estão: queda de altura
(47%); acidente automobilístico (44,1%) e
trauma direto (8,8%).
• Distribuição
percentual das
fraturas da coluna
vertebral.
Considerações anatômicas
• As vértebras apresentam um aumento da sua
resistência no sentido crânio-caudal.
• Apresentam disposição retilínea no plano frontal
e, no plano sagital, formam duas curvas: a cifose
torácica e a lordose lombar.
• Cifose torácica: anormal acima de 45 – 50 graus.
• Lordose lombar: 32 a 84 graus. Com valor médio
em torno de 50 graus.
Considerações anatômicas
• O diâmetro do canal vertebral é mais estreito na
região torácica média do que na coluna cervical e
lombar.
• Os pedículos das vértebras torácicas e lombares
tem sido amplamente utilizados para a colocação
de implantes.
Considerações anatômicas
• A perfuração dos pedículos da coluna torácica
deve ser realizada medialmente à borda lateral
da faceta articular (5mm para as vértebras mais
proximais e 7 a 8 mm para as vértebras mais
distais) em linha com a parte superior do
processo transverso.
www.traumatologiaeortopedia.com.b
Vértebras torácicas
Considerações anatômicas
• A perfuração dos pedículos das vértebras
lombares deve ser realizada na intersecção das
linhas que passam pelo processo articular
superior e metade do processo transverso.
Vértebras lombares
Semiologia das lesões traumáticas
• História: TCE, intoxicação alcoólica, perda de
consciência, traumatismo da face e do couro
cabeludo, lesões acima da clavícula, outras
lesões graves que provocam dor, politrauma e
trauma leve em idosos.
Avaliação inicial
• Choque neurogênico: queda da pressão arterial
+ bradicardia.
• Exame físico: pesquisar, na seqüência,
sensibilidades dolorosa, térmica e tátil.
Posteriormente a sensibilidade profunda
(vibratória + proprioceção).
• Avaliação motora: integridade dos tratos
corticoespinhais.
Dermátomos
Conceitos
• Lesão completa (ASIA): ausência de função motora e/ou
sensitiva em mais de três segmentos abaixo do nível da
lesão.
• Lesão incompleta:
Alguma função abaixo do nível da lesão.
Classificação de Frankel.
“Poupança sacral”: contribuição estrutural dos tratos
longos da substância branca.
* Sensibilidade perianal; função motora retal; atividade
flexora do hálux.
* Pode ser o único sinal de lesão incompleta.
Classificação de Frankel
www.traumatologiaeortopedia.com.b
Choque medular
• Estado de completa arreflexia da medula
espinhal, que ocorre após traumatismo grave da
medula.
• Duração aproximada de 48 horas.
Reflexo bulbo-cavernoso
• Um arco reflexo , capaz
de funcionar sem usar
axônios de tratos longos
de substancia branca
ascendentes ou
descendentes .
• Depois que o choque
espinhal acabou , se o
nível arco reflexo
estiver intacto , o
reflexo funcionará
apesar da interrupção
completa da medula .
Reflexo bulbo-cavernoso
• Presente: Ausência de choque medular.
• Ausente: Presença de choque medular.
• Ausente + alterações de sensibilidade e
movimentos voluntários:
Lesão do cone medular.
Choque, se lesão localizada acima do cone.
Radiologia
• Rx coluna torácica e lombar
▫ Trauma múltiplo
▫ RX cervical c/ lesão
• RX padrão atendimento inicial (ATLS) : AP coluna
toraco lombar
▫ simetria bilateral dos pedículos;
▫ altura espaços discos intervertebrais;
▫ alinhamento central processos espinhosos (ruptura
ligamentar)
▫ forma e contorno corpos vertebrais;
▫ alinhamento corpo vertebral (perfil)
• Exagero lordose
• Hematoma paraespinhal
Radiologia
• TC - Visualiza melhor colunas média e posterior ;
fraturas obscuras ; estreitamento canal e
fragmentos ; orienta tratamento cirúrgico ;
útil quando o déficit não corresponder a lesão
(incompleto).
• RNM
• MIELOGRAFIA (lesão incompleta medula; material não
ósseo).
Classificação
• Conceito das três colunas (Denis – 1984)
Classificação (Magerl 1994)
• Fraturas do tipo A: compressão do corpo
vertebral
www.traumatologiaeortopedia.com.b
• Causadas por forças de compressão axial.
• Os ligamentos posteriores estão intactos.
• Não ocorre translação no plano sagital.
• São lesões estáveis e o déficit neurológico
raramente ocorre.
Tipo A.1 (Fraturas impactadas)
Tipo A.2 (Split ou separação)
Tipo A.3 (Explosão)
Classificação
• Fraturas do tipo B: Lesão dos elementos
anteriores e posteriores por distração
• Mecanismo de flexão-distração nos grupos B1 e
B2. Hiperextensão com ou sem cisalhamento
anterior no grupo B3.
• A freqüência de lesões neurológicas nas fraturas
do tipo B é superior ao observado no tipo A.
Tipo B.1 (Lesão posterior ligamentar)
Tipo B1.2 (Sub-tipos)
www.traumatologiaeortopedia.com.b
Tipo B.2 (Lesão posterior óssea)
Tipo B.3 (Lesão anterior –
Hiperextensão)
Classificação
• Tipo C – Lesão dos elementos anteriores e
posteriores com rotação
• Associação com o componente rotacional.
• Representam as lesões mais graves da coluna
torácica e lombar.
• Estão associadas aos maiores índices de déficit
neurológico.
Tipo C.1 (Lesão tipo A + rotação)
Tipo C.2 (Lesão tipo B + rotação)
Tipo C.3 (Cisalhamento – rotação)
Instabilidade
• Whitesides (1977)
“Uma coluna vertebral deve ser capaz de
suportar forças de compressão anterior através
do corpo vertebral, forças de tensão posterior e
rotação, sendo capaz de manter o corpo ereto
sem aparecimento de cifose progressiva e
proteger o canal espinhal de lesões adicionais”.
www.traumatologiaeortopedia.com.b
Instabilidade
• O tipo de instabilidade presente e a estabilidade
residual devem ser considerados na escolha do
tratamento.
• A instabilidade das fraturas da coluna torácica e
lombar é crescente de tipo para tipo (A para C) e
dentro de cada tipo de fratura, de grupo para
grupo (um para três).
Disco intervertebral
• As lesões do disco intervertebral estão
associadas às fraturas da coluna vertebral.
• O colapso ou a hérnia do 1/3 anterior do disco e
o colapso total do disco e irregularidade da placa
vertebral estão associadas aos altos escores de
dor nos pacientes tratados conservadoramente, e
também à recidiva da cifose dos pacientes
operados.
Biomecânica
• Modelo biomecânico do segmento vertebral. A
coluna anterior é responsável pelo suporte de 80
a 85% das forças de compressão axial e os
componentes posteriores pelas forças de
distração.
• Uso de enxerto tricortical de ilíaco x cages
vertebrais.
Biomecânica
• Critérios de Gaines (1999):
Cominuição do corpo vertebral fraturado;
Desvio do segmento vertebral;
Grau de correção da cifose.
 Atribuição de valores numéricos aos critérios (1,
2 ou 3).
 Acima de 7 pontos está indicada a reconstrução
da coluna anterior.
Tratamento
• Dependente de fatores:
Localização (T1-T10, T10-L1, L1-L5)
Presença de lesões associadas
Estabilidade (lesões ósseas ou ligamentares)
Presença de desvios angulares
Déficit neurológico
Experiência do cirurgião
Recursos disponíveis para realização do
tratamento.
Tratamento
• Fraturas isoladas do processo transverso, do
processo espinhoso e do pars interarticularis são
consideradas estáveis, não sendo necessária
imobilização.
• A grande maioria das fraturas da coluna torácica
e lombar são fraturas estáveis e podem ser
tratadas conservadoramente, por meio de
repouso no leito, órteses, imobilização gessada
ou mobilização precoce.
Tto. conservador
Tto.conservador
Tratamento
• Indicações absolutas para o tratamento
cirúrgico:
Aparecimento de déficit neurológico após
intervalo assintomático;
Progressão do déficit neurológico;
Lesões abertas;
Fraturas ou luxações não redutíveis;
Risco de lesão neurológica devido à
instabilidade.
www.traumatologiaeortopedia.com.b
Tratamento
• Fraturas tipo A:
Tratamento conservador: fraturas com menos
de 40 a 50% de encunhamento da parte anterior
do corpo vertebral ou na presença de cifose
inferior a 25-30 graus. Uso de coletes (TLSO,
Jewett).
Tipo A3: tto. cirúrgico se compressão do canal
vertebral superior a 40-50%, cifose maior que 25
graus, ou déficit neurológico.
Fraturas acompanhadas de déficit neurológico e
com compressão do canal vertebral, de 40 a
50%, a descompressão do canal está indicada.
A descompressão pode ser realizada por meio da
ligamentotaxia, pela abordagem póstero-lateral
ou por meio da abordagem anterior.
Tratamento
Tratamento
• Fraturas tipo B:
Tipos B1 e B2: lesão localizada nos elementos
posteriores.
Tipo B3: ruptura anterior causada por
mecanismo de hiperextensão.
Caracterizam-se pela lesão do complexo
ligamentar, o que as torna instáveis.
O tratamento cirúrgico está indicado na maioria
dos casos, exceção se faz às fraturas de Chance
(B2.1).
Tratamento conservador: imobilização em
hiperextensão.
Abordagem preferencial: via anterior.
Compressão do canal vertebral acima de 40 a
50%: via posterior + via anterior.
Tratamento
www.traumatologiaeortopedia.com.b
Tratamento
• Fraturas tipo C:
Lesões altamente instáveis e com grandes
desvios.
O tratamento operatório é o mais indicado:
associação de fixação com artrodese.
Associação de via posterior + anterior.
Via anterior isolada está contra-indicada.
Avaliação da estabilidade (coluna anterior).
Critérios de Gaines. Pontuações acima de 6
requerem reconstrução da coluna anterior.
Tratamento
Caso 1 (34 anos, queda, Fk e)
Caso 2 (25 anos, auto, Fk a)
www.traumatologiaeortopedia.com.b
Caso 3 (24 anos, queda Fk e)
Caso 4 (19 anos, auto, Fk e)
www.traumatologiaeortopedia.com.b

Trauma da coluna torácica e lombar

  • 1.
    Trauma da ColunaTorácica e Lombar www.traumatologiaeortopedia.com.b
  • 2.
    Introdução • São asmais freqüentes do esqueleto axial e correspondem a cerca de 89% das fraturas da coluna vertebral. • Dois terços das fraturas da coluna torácica e lombar ocorrem na transição toracolombar entre T11 e L2. • A maioria das fraturas da coluna torácica e lombar são estáveis e podem ser tratadas por métodos conservadores.
  • 3.
    Introdução • As fraturaslocalizadas entre T1 e T10 são menos freqüentes, e foram observadas em porcentagens que variaram de 23,7% a 26,8% dos pacientes. • As fraturas da coluna torácica estão associadas com déficit neurológico em mais de 40% dos pacientes. • Como causas principais estão: queda de altura (47%); acidente automobilístico (44,1%) e trauma direto (8,8%).
  • 4.
  • 5.
    Considerações anatômicas • Asvértebras apresentam um aumento da sua resistência no sentido crânio-caudal. • Apresentam disposição retilínea no plano frontal e, no plano sagital, formam duas curvas: a cifose torácica e a lordose lombar. • Cifose torácica: anormal acima de 45 – 50 graus. • Lordose lombar: 32 a 84 graus. Com valor médio em torno de 50 graus.
  • 6.
    Considerações anatômicas • Odiâmetro do canal vertebral é mais estreito na região torácica média do que na coluna cervical e lombar. • Os pedículos das vértebras torácicas e lombares tem sido amplamente utilizados para a colocação de implantes.
  • 7.
    Considerações anatômicas • Aperfuração dos pedículos da coluna torácica deve ser realizada medialmente à borda lateral da faceta articular (5mm para as vértebras mais proximais e 7 a 8 mm para as vértebras mais distais) em linha com a parte superior do processo transverso. www.traumatologiaeortopedia.com.b
  • 8.
  • 9.
    Considerações anatômicas • Aperfuração dos pedículos das vértebras lombares deve ser realizada na intersecção das linhas que passam pelo processo articular superior e metade do processo transverso.
  • 10.
  • 11.
    Semiologia das lesõestraumáticas • História: TCE, intoxicação alcoólica, perda de consciência, traumatismo da face e do couro cabeludo, lesões acima da clavícula, outras lesões graves que provocam dor, politrauma e trauma leve em idosos.
  • 12.
    Avaliação inicial • Choqueneurogênico: queda da pressão arterial + bradicardia. • Exame físico: pesquisar, na seqüência, sensibilidades dolorosa, térmica e tátil. Posteriormente a sensibilidade profunda (vibratória + proprioceção). • Avaliação motora: integridade dos tratos corticoespinhais.
  • 13.
  • 14.
    Conceitos • Lesão completa(ASIA): ausência de função motora e/ou sensitiva em mais de três segmentos abaixo do nível da lesão. • Lesão incompleta: Alguma função abaixo do nível da lesão. Classificação de Frankel. “Poupança sacral”: contribuição estrutural dos tratos longos da substância branca. * Sensibilidade perianal; função motora retal; atividade flexora do hálux. * Pode ser o único sinal de lesão incompleta.
  • 15.
  • 16.
    Choque medular • Estadode completa arreflexia da medula espinhal, que ocorre após traumatismo grave da medula. • Duração aproximada de 48 horas.
  • 17.
    Reflexo bulbo-cavernoso • Umarco reflexo , capaz de funcionar sem usar axônios de tratos longos de substancia branca ascendentes ou descendentes . • Depois que o choque espinhal acabou , se o nível arco reflexo estiver intacto , o reflexo funcionará apesar da interrupção completa da medula .
  • 18.
    Reflexo bulbo-cavernoso • Presente:Ausência de choque medular. • Ausente: Presença de choque medular. • Ausente + alterações de sensibilidade e movimentos voluntários: Lesão do cone medular. Choque, se lesão localizada acima do cone.
  • 19.
    Radiologia • Rx colunatorácica e lombar ▫ Trauma múltiplo ▫ RX cervical c/ lesão • RX padrão atendimento inicial (ATLS) : AP coluna toraco lombar ▫ simetria bilateral dos pedículos; ▫ altura espaços discos intervertebrais; ▫ alinhamento central processos espinhosos (ruptura ligamentar) ▫ forma e contorno corpos vertebrais; ▫ alinhamento corpo vertebral (perfil) • Exagero lordose • Hematoma paraespinhal
  • 20.
    Radiologia • TC -Visualiza melhor colunas média e posterior ; fraturas obscuras ; estreitamento canal e fragmentos ; orienta tratamento cirúrgico ; útil quando o déficit não corresponder a lesão (incompleto). • RNM • MIELOGRAFIA (lesão incompleta medula; material não ósseo).
  • 21.
    Classificação • Conceito dastrês colunas (Denis – 1984)
  • 22.
    Classificação (Magerl 1994) •Fraturas do tipo A: compressão do corpo vertebral www.traumatologiaeortopedia.com.b
  • 23.
    • Causadas porforças de compressão axial. • Os ligamentos posteriores estão intactos. • Não ocorre translação no plano sagital. • São lesões estáveis e o déficit neurológico raramente ocorre.
  • 24.
    Tipo A.1 (Fraturasimpactadas)
  • 25.
    Tipo A.2 (Splitou separação)
  • 26.
  • 27.
    Classificação • Fraturas dotipo B: Lesão dos elementos anteriores e posteriores por distração
  • 28.
    • Mecanismo deflexão-distração nos grupos B1 e B2. Hiperextensão com ou sem cisalhamento anterior no grupo B3. • A freqüência de lesões neurológicas nas fraturas do tipo B é superior ao observado no tipo A.
  • 29.
    Tipo B.1 (Lesãoposterior ligamentar)
  • 30.
  • 31.
    Tipo B.2 (Lesãoposterior óssea)
  • 32.
    Tipo B.3 (Lesãoanterior – Hiperextensão)
  • 33.
    Classificação • Tipo C– Lesão dos elementos anteriores e posteriores com rotação
  • 34.
    • Associação como componente rotacional. • Representam as lesões mais graves da coluna torácica e lombar. • Estão associadas aos maiores índices de déficit neurológico.
  • 35.
    Tipo C.1 (Lesãotipo A + rotação)
  • 36.
    Tipo C.2 (Lesãotipo B + rotação)
  • 37.
    Tipo C.3 (Cisalhamento– rotação)
  • 38.
    Instabilidade • Whitesides (1977) “Umacoluna vertebral deve ser capaz de suportar forças de compressão anterior através do corpo vertebral, forças de tensão posterior e rotação, sendo capaz de manter o corpo ereto sem aparecimento de cifose progressiva e proteger o canal espinhal de lesões adicionais”. www.traumatologiaeortopedia.com.b
  • 39.
    Instabilidade • O tipode instabilidade presente e a estabilidade residual devem ser considerados na escolha do tratamento. • A instabilidade das fraturas da coluna torácica e lombar é crescente de tipo para tipo (A para C) e dentro de cada tipo de fratura, de grupo para grupo (um para três).
  • 40.
    Disco intervertebral • Aslesões do disco intervertebral estão associadas às fraturas da coluna vertebral. • O colapso ou a hérnia do 1/3 anterior do disco e o colapso total do disco e irregularidade da placa vertebral estão associadas aos altos escores de dor nos pacientes tratados conservadoramente, e também à recidiva da cifose dos pacientes operados.
  • 41.
    Biomecânica • Modelo biomecânicodo segmento vertebral. A coluna anterior é responsável pelo suporte de 80 a 85% das forças de compressão axial e os componentes posteriores pelas forças de distração. • Uso de enxerto tricortical de ilíaco x cages vertebrais.
  • 42.
    Biomecânica • Critérios deGaines (1999): Cominuição do corpo vertebral fraturado; Desvio do segmento vertebral; Grau de correção da cifose.  Atribuição de valores numéricos aos critérios (1, 2 ou 3).  Acima de 7 pontos está indicada a reconstrução da coluna anterior.
  • 43.
    Tratamento • Dependente defatores: Localização (T1-T10, T10-L1, L1-L5) Presença de lesões associadas Estabilidade (lesões ósseas ou ligamentares) Presença de desvios angulares Déficit neurológico Experiência do cirurgião Recursos disponíveis para realização do tratamento.
  • 44.
    Tratamento • Fraturas isoladasdo processo transverso, do processo espinhoso e do pars interarticularis são consideradas estáveis, não sendo necessária imobilização. • A grande maioria das fraturas da coluna torácica e lombar são fraturas estáveis e podem ser tratadas conservadoramente, por meio de repouso no leito, órteses, imobilização gessada ou mobilização precoce.
  • 45.
  • 46.
  • 47.
    Tratamento • Indicações absolutaspara o tratamento cirúrgico: Aparecimento de déficit neurológico após intervalo assintomático; Progressão do déficit neurológico; Lesões abertas; Fraturas ou luxações não redutíveis; Risco de lesão neurológica devido à instabilidade. www.traumatologiaeortopedia.com.b
  • 48.
    Tratamento • Fraturas tipoA: Tratamento conservador: fraturas com menos de 40 a 50% de encunhamento da parte anterior do corpo vertebral ou na presença de cifose inferior a 25-30 graus. Uso de coletes (TLSO, Jewett). Tipo A3: tto. cirúrgico se compressão do canal vertebral superior a 40-50%, cifose maior que 25 graus, ou déficit neurológico.
  • 49.
    Fraturas acompanhadas dedéficit neurológico e com compressão do canal vertebral, de 40 a 50%, a descompressão do canal está indicada. A descompressão pode ser realizada por meio da ligamentotaxia, pela abordagem póstero-lateral ou por meio da abordagem anterior.
  • 50.
  • 51.
    Tratamento • Fraturas tipoB: Tipos B1 e B2: lesão localizada nos elementos posteriores. Tipo B3: ruptura anterior causada por mecanismo de hiperextensão. Caracterizam-se pela lesão do complexo ligamentar, o que as torna instáveis.
  • 52.
    O tratamento cirúrgicoestá indicado na maioria dos casos, exceção se faz às fraturas de Chance (B2.1). Tratamento conservador: imobilização em hiperextensão. Abordagem preferencial: via anterior. Compressão do canal vertebral acima de 40 a 50%: via posterior + via anterior.
  • 53.
  • 54.
    Tratamento • Fraturas tipoC: Lesões altamente instáveis e com grandes desvios. O tratamento operatório é o mais indicado: associação de fixação com artrodese. Associação de via posterior + anterior. Via anterior isolada está contra-indicada.
  • 55.
    Avaliação da estabilidade(coluna anterior). Critérios de Gaines. Pontuações acima de 6 requerem reconstrução da coluna anterior.
  • 56.
  • 57.
    Caso 1 (34anos, queda, Fk e)
  • 62.
    Caso 2 (25anos, auto, Fk a) www.traumatologiaeortopedia.com.b
  • 69.
    Caso 3 (24anos, queda Fk e)
  • 73.
    Caso 4 (19anos, auto, Fk e)
  • 78.