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Fratura Intertrocantérica
05/10/19
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Definição
 São as fraturas situadas entre os
trocanteres maior e menor do fêmur
e recebem diferentes denominações:
Transtrocantéricas
Intertrocantéricas
Peritroantéricas
Trocantéricas
05/10/19
Epidemiologia
05/10/19
 Relacionada ao sexo e raça
 Varia de um país para outro
 EUA
 63 casos/100 mil homens
 34 casos/100 mil mulheres
 Incidência aumenta com a idade
 8 vezes em homens a partir dos 80 anos
 5 vezes em mulheres a partir dos 80 anos
 *Tipo de frat. de quadril X condições individ.
05/10/19
Diagnóstico
 Mecanismo de lesão
 Sinais e sintomas
 Exame físico
 Imagenologia
05/10/19
Mecanismo de lesão
 Adultos jovens
 Trauma de alta energia
 Idosos
 90% simples queda da própria altura*
 Tendência de queda aumenta com a idade
por vários fatores: Visão def., PA
variável,diminuição dos reflexos, doenças
vasculares e musculoesqueléticas
coexistentes.
*16 vezes a força necessária para fraturar o fêmur proximal
05/10/19
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 Fatores determinantes da fratura em
uma queda
 Queda sobre o quadril ou área próxima
 Diminuição dos reflexos protetores
 Amortecedores inadequados*
 Resistência óssea inadequada(ciclos de
solicitação)
05/10/19
Sinais e sintomas
 Quadro clínico pode variar amplamente
 Tipo
 Gravidade
 Etiologia
05/10/19
 Fraturas desviadas
 Claramente sintomáticas
 Pacientes geralmente não ficam em pé
ou deambulam
 Fraturas não desviadas
 Podem deambular
 Dor moderada
 Apenas queixa de dor na coxa ou virilha,
sem história de trauma05/10/19
Exame físico
 Grau de desvio = Grau de deformidade
 Quadro clássico
 Encurtamento e rot. externa
 Dor à palpação no trocânter maior
*Equimoses
Evitar testes de amplitude de movimento
05/10/19
Imagenologia
 Exame radiográfico padrão
 Radiografia AP da pelve
 Radiografia AP do quadril
 Radiografia Lateral através da mesa de
exame, do fêmur afetado.
 *AP verdadeiro do Fêmur proximal
05/10/19
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 Ressonância magnética
 Cintilografia com tecnécio
05/10/19
05/10/19
05/10/19
Classificação
 EVANS
 Orthopaedic Trauma Association
(OTA)
05/10/19
EVANS
 Baseado na estabilidade das fraturas
e possibilidade de se obter reduções
estáveis a partir de fraturas instáveis
(estado e restauração da cortical
póstero-medial)
05/10/19
 foto
05/10/19
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05/10/19
05/10/19
05/10/19
OTA
 Tipo 31A e divididas em três grupose
cada grupo subdividido em
subgrupos, baseada na obliquidade
da linha da fratura e no grau de
cominuição
05/10/19
05/10/19
05/10/19
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05/10/19
Padrões incomuns de Fratura
 Fraturas Basocervicais
 Maior risco de osteonecrose
 Fraturas Obliquas reversas
 Tendência de medialização da diáfise do
fêmur por ação dos adutores
05/10/19
05/10/19
05/10/19
Tratamento
 Não Cirúrgico
 Cirúrgico
05/10/19
Tratamento conservador
 Risco > Benefício
 10 a 12 semanas de imobilização
05/10/19
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 Duas abordagens do tratamento não
cirúrgico
 Rápida mobilização
 Evitar complicações
 Aceitar as deformidades
 Obter redução estável + tração até
consolidação da fratura
05/10/19
Indicações do Tratamento
não cirúrgico
 Risco elevado de morte decorrente da
anestesia/cirurgia
 Paciente que não deambula e com
desconforto mínimo
05/10/19
Tratamento cirúrgico
 Melhor método para o tratamento da
maioria das fraturas
transtrocantéricas: (Rockwood e
Sizínio)
 DHS
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 QUAL A UTILIDADE DA TRAÇÃO CUTÂNEA OU ESQUELÉTICA,
NO PRÉ-OPERATÓRIO DAS FRATURAS TRANSTROCANTÉRICAS?
O recurso da tração cutânea ou esquelética para alívio da dor
no período pré-operatório não encontra suporte, uma vez
que não há diferença quanto ao consumo de analgésico e na
avaliação da dor, por escala analógica, com a utilização ou
não da tração. As almofadas comuns ou especiais colocadas
abaixo do quadril fraturado proporcionam o mesmo efeito
analgésico que a tração cutânea ou esquelética. Quando
comparados os cuidados de enfermagem normais e sem
tração com o uso de tração cutânea, não houve diferença
quanto ao consumo de analgésicos, facilitação para o ato
cirúrgico ou incidência de escaras. O uso de tração cutânea
ou esquelética no período pré-operatório das fraturas
transtrocantéricas é contra-indicado, relegando o seu uso a
situações especiais.
05/10/19
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Fratura transtrocanterica

  • 2. Definição  São as fraturas situadas entre os trocanteres maior e menor do fêmur e recebem diferentes denominações: Transtrocantéricas Intertrocantéricas Peritroantéricas Trocantéricas 05/10/19
  • 4.  Relacionada ao sexo e raça  Varia de um país para outro  EUA  63 casos/100 mil homens  34 casos/100 mil mulheres  Incidência aumenta com a idade  8 vezes em homens a partir dos 80 anos  5 vezes em mulheres a partir dos 80 anos  *Tipo de frat. de quadril X condições individ. 05/10/19
  • 5. Diagnóstico  Mecanismo de lesão  Sinais e sintomas  Exame físico  Imagenologia 05/10/19
  • 6. Mecanismo de lesão  Adultos jovens  Trauma de alta energia  Idosos  90% simples queda da própria altura*  Tendência de queda aumenta com a idade por vários fatores: Visão def., PA variável,diminuição dos reflexos, doenças vasculares e musculoesqueléticas coexistentes. *16 vezes a força necessária para fraturar o fêmur proximal 05/10/19 www.traumatologiaeortopedia.com.br
  • 7.  Fatores determinantes da fratura em uma queda  Queda sobre o quadril ou área próxima  Diminuição dos reflexos protetores  Amortecedores inadequados*  Resistência óssea inadequada(ciclos de solicitação) 05/10/19
  • 8. Sinais e sintomas  Quadro clínico pode variar amplamente  Tipo  Gravidade  Etiologia 05/10/19
  • 9.  Fraturas desviadas  Claramente sintomáticas  Pacientes geralmente não ficam em pé ou deambulam  Fraturas não desviadas  Podem deambular  Dor moderada  Apenas queixa de dor na coxa ou virilha, sem história de trauma05/10/19
  • 10. Exame físico  Grau de desvio = Grau de deformidade  Quadro clássico  Encurtamento e rot. externa  Dor à palpação no trocânter maior *Equimoses Evitar testes de amplitude de movimento 05/10/19
  • 11. Imagenologia  Exame radiográfico padrão  Radiografia AP da pelve  Radiografia AP do quadril  Radiografia Lateral através da mesa de exame, do fêmur afetado.  *AP verdadeiro do Fêmur proximal 05/10/19 www.traumatologiaeortopedia.com.br
  • 12.  Ressonância magnética  Cintilografia com tecnécio 05/10/19
  • 15. Classificação  EVANS  Orthopaedic Trauma Association (OTA) 05/10/19
  • 16. EVANS  Baseado na estabilidade das fraturas e possibilidade de se obter reduções estáveis a partir de fraturas instáveis (estado e restauração da cortical póstero-medial) 05/10/19
  • 21. OTA  Tipo 31A e divididas em três grupose cada grupo subdividido em subgrupos, baseada na obliquidade da linha da fratura e no grau de cominuição 05/10/19
  • 25. Padrões incomuns de Fratura  Fraturas Basocervicais  Maior risco de osteonecrose  Fraturas Obliquas reversas  Tendência de medialização da diáfise do fêmur por ação dos adutores 05/10/19
  • 28. Tratamento  Não Cirúrgico  Cirúrgico 05/10/19
  • 29. Tratamento conservador  Risco > Benefício  10 a 12 semanas de imobilização 05/10/19 www.traumatologiaeortopedia.com.br
  • 30.  Duas abordagens do tratamento não cirúrgico  Rápida mobilização  Evitar complicações  Aceitar as deformidades  Obter redução estável + tração até consolidação da fratura 05/10/19
  • 31. Indicações do Tratamento não cirúrgico  Risco elevado de morte decorrente da anestesia/cirurgia  Paciente que não deambula e com desconforto mínimo 05/10/19
  • 32. Tratamento cirúrgico  Melhor método para o tratamento da maioria das fraturas transtrocantéricas: (Rockwood e Sizínio)  DHS 05/10/19
  • 42.  QUAL A UTILIDADE DA TRAÇÃO CUTÂNEA OU ESQUELÉTICA, NO PRÉ-OPERATÓRIO DAS FRATURAS TRANSTROCANTÉRICAS? O recurso da tração cutânea ou esquelética para alívio da dor no período pré-operatório não encontra suporte, uma vez que não há diferença quanto ao consumo de analgésico e na avaliação da dor, por escala analógica, com a utilização ou não da tração. As almofadas comuns ou especiais colocadas abaixo do quadril fraturado proporcionam o mesmo efeito analgésico que a tração cutânea ou esquelética. Quando comparados os cuidados de enfermagem normais e sem tração com o uso de tração cutânea, não houve diferença quanto ao consumo de analgésicos, facilitação para o ato cirúrgico ou incidência de escaras. O uso de tração cutânea ou esquelética no período pré-operatório das fraturas transtrocantéricas é contra-indicado, relegando o seu uso a situações especiais. 05/10/19 www.traumatologiaeortopedia.com.br