Este documento discute a doença de Paget, uma condição óssea progressiva caracterizada por reabsorção e formação óssea excessivas. Apresenta as características clínicas, radiológicas e evolutivas da doença, bem como seu tratamento com bifosfonatos.
História da Doençade Paget
• 1876: James Paget nomeou de osteitis deformans em,
suspeitando de ser um processo inflamatório básico1,2
• Pesquisas mais recentes indicam infecção viral pelo
paramixovírus e fatores genéticos
3.
Epidemiologia:
- Segunda causamais comum de doença óssea nos
EUA
- Prevalência aumenta com a idade, incomum antes dos
40 anos
- 15% a 30% dos pacientes apresentam história familiar
positiva
- Mais comum em decendentes do Norte Europeu
4.
Descrição
Doença crônica eprogressiva do sistema esquelético
Aumento no número e hiperativividade ddos ósteoclastos
Excessiva reabsorção e formação óssea (ósteoblastos).
Lesões novas raramente se desenvolvem em osso não
afetado depois do diagnóstico
5.
Fisiopatologia
Quatro fases:
1. Intensaatividade osteoclástica, onde a medular óssea é
substituida por tecido fibrovascular = tec de granulação
2. Soma-se uma formação óssea excessiva e
desorganizada, com aumento da vascularização e de
tecido conectivo.
3. Redução da atividade osteoclástica, com predomínio de
formação óssea
4. Redução da atividade osteoblástica. Pouca ou nenhuma
atividade de remodelação
Obs.: Podem ser encontradas diferentes fases no mesmo
osso e/ou em múltiplos ossos, cada qual com seu ritmo de
progressão.
Quadro Clínico
• Assintomáticoà sintomas moderados
• Dx geralmente em achados incidentais
• Fosfatase alcalina total ou específica para osso aumentada
• Achados Radiológicos
• Sintomas inespecíficos ou sugerem outras
patologias
• dor, edema e calor local, pior à noite ou ao repouso
• crescimento ósseo
• deformidades (arqueamento, cifose)
• fraturas patológicas
• neuropatias compressivas (coluna e base do
crânio)
• ICC (hiperfluxo ósseo)
8.
Distribuição
Pelve – 30-75%.
Sacro– 30-60%.
Coluna – 30-75%.
Crânio – 25-65%.
Porções proximais dos ossos
longos – fêmur (25~35%)
Incomum nas costelas, fíbula e
pequenos ossos das mãos e pés.
9.
Distribuição
•Monostótica (10 ~35%) esq. axial
•Poliostótica (65~90%) assimétrica
• Predomínio no esqueleto axial, MMII e lado direito
• Acometimento de um novo osso anos após o início
da doença é raro
10.
Achados laboratoriais
• Aumentosérico da fosfatase alcalina e hidroxiprolina, e
aumento da hidroxiprolina urinária, por elevado turn-over
ósseo
• Elevação da hidroxiprolina na atividade osteoclástica e FA
na osteoblástica (atividade da doença)
• Hipercalcemia por hiperparatireoidismo secundário em
10% dos indivíduos
• Elevação de ácido úrico (gota secundária)
11.
Evolução
• Fase quente(osteolítica)
• Fase mista (intermediária)
• Fase fria (esclerótica ou osteoblástica)
12.
• Ossos longos
•Áreas subcondrais de radiotransparência
• Bem delimitada
• Sem esclerose
• ”Folha de grama” ou “Chama deVela” ou “
Cunha progressiva”
• Pode estar isolada à diáfise (tíbia) – Raro
Imagem - Rx
Fase Lítica
Fase lítica
• Calotacraniana
•Áreas bem delimitadas, geralmente grandes, de radiotransparência
• Frontal e occipital (osteoporose circunscrita)
• Ausência de esclerose na periferia (osteoporose)
•Acomete tábua interna > externa, ≠ da displasia fibrosa que externa > interna
Imagem - Rx
Maioria dos casosvistos por radiologistas
• Espessamento do córtex e trabeculado grosseiro
• Patognomônico – ossos longos
• Início – Ao longo das linhas de força (tb áreas
desorganizadas)
Imagem - Rx
Fase mista
20.
•Pelve:
• Espessamento cortical
•Esclerose das linhas ílio-pectínea e ísquio-púbica
• Asa do ilíaco pode estar envolvida
• Assimétrico (Direita)
• Aumento do ramo púbico e ísquio
Imagem - Rx
Fase mista
• Espessamento corticalnas margens do corpo
vertebral (“vértebra em moldura”)
• Trabeculado grosseiro na direção vertical
(mais grosseiro que nos hemangiomas)
• Achatamento da margem anterior do corpo
vertebral (vértebra quadrada)
Imagem - Rx
Fase mista
• Pode acometerapenas um, alguns ou todos os níveis
• Esclerose difusa do corpo vertebral (“vértebra em marfim”)
• Elementos posteriores também podem ser afetados
• Aumento da vértebra com ou sem os elementos posteriores
Imagem - Rx
Fase blástica
30.
• Aumento dacaptação do radiofármaco no osso
anormal nas 3 fases
• Sensível (mais que Rx), porém não específica
• Área de captação é alongada
• Avaliação de doença poliostótica
•Controverso na literatura
Imagem - Cintilografia