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Gestão do
 Conhecimento

Profº: Leonardo B de Moraes
 leomoraesbh@gmail.com



             Slides elaborados pelos Profs Leonardo Moraes e Marconi Laia
Mini-currículo


o Graduação em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Minas Gerais
   (1981), Pós-Graduação em Engenharia Econômica pela Fundação Dom Cabral
   FDC (1986) e em Gestão Estratégica da Informação pela Escola de Ciência da
   Informação da UFMG (2004), Mestrado em Ciências da Informação pela
   Universidade Federal de Minas Gerais (2006), Doutorando em Ciências da
   Informação pela Escola de Ciência da Informação da UFMG .

o PUC-MG, CEMIG (1984-1998), SUDECAP (1999,2003), Fac Estácio de Sá BH
  (2003-2010), Fac São Camilo (2008-2009), FUMEC (2010),.
o Atualmente sou Pesquisador em Ciência e Tecnologia da Fundação João
  Pinheiro, onde também leciono.
1) Contextualização
Contextualização

 Previsibilidade
 Hierarquia bem definida
 Decisões centralizadas
 Distinção entre quem
  “pensa, mas não faz” e
  quem “faz, mas não pensa
  ou não deveria pensar...”
 Valores: obediência,
  pontualidade
Contextualização
   MUDANÇAS TECNOLÓGICAS                          IMPACTOS
O preço médio de um circuito            crescente capacidade de
integrado caiu de U$50 em 1962           codificação de conhecimentos e a
para U$ 1 em 1971.                       maior velocidade, confiabilidade e
                                         baixo custo de transmissão,
Em 1971 cabiam 2300 transistores        armazenamento e processamento de
em um chip do tamanho da cabeça          enormes quantidades dos mesmos e
de uma tachinha. Em 1993 cabiam          de outros tipos de informação;
35 milhões e em 2008, 234 milhões.
                                         a aceleração do processo de
O custo médio de processamento          geração de novos conhecimentos e
da informação caiu de                    de fusão de conhecimentos, assim
aproximadamente U$ 75 por cada           como a intensificação do processo de
milhão de operações, em 1960, para       adoção e difusão de inovações,
menos de um centésimo de centavo         implicando ainda mais veloz redução
de dólar em 1990.                        dos ciclos de vida de produtos e
                                         processos;
Contextualização

Essa revolução tecnológica ,centrada nas TICs , impõe
uma nova base material, tecnológica, da atividade
econômica e da organização social.

CONSEQUÊNCIAS:
  A “ACELERAÇÃO” DO TEMPO
  O “ENCURTAMENTO” DO ESPAÇO
  AUMENTO EXPONENCIAL DA QUANTIDADE DE
  INFORMAÇÕES DISPONÍVEIS
  Novos Produtos, processos e insumos
  Novos mercados
  Novas formas de organização
Contextualização
Contextualização

 Sociedade do
  conhecimento:
   Mudanças, rupturas
   Agilidade
   Autonomia
   “Empowerment”
   Valores: criatividade,
    iniciativa, improviso
MUDANÇAS QUE
                                            IMPACTARAM O AMBIENTE
                                               ORGANIZACIONAL


                  Gestão e controle em um                           Economias baseadas no                           Achatamento;




                                                                                                          empresa
A emergência da
economia global




                                            economias industriais
                                             A transformação das




                                                                                                 Transformação da
                  mercado global;                                   conhecimento e na                               Descentralização;
                                                                    informação;
                                                                                                                    Flexibilidade;
                  Competição em mercados                            Produtividade;
                                                                                                                    Independência de
                  mundiais;                                         Novos produtos e serviços;                      localização;
                                                                    Conhecimento: um ativo                          Baixos custos de transação
                  Grupos de trabalho                                produtivo e estratégico                         e coordenação;
                  globais;                                          fundamental;
                                                                                                                    Empowerment;
                                                                    Concorrência baseada em
                                                                    tempo;                                          Trabalho colaborativo e em
                  Sistemas de entrega                                                                               equipe;
                  globais.                                          Produtos de vida mais
                                                                    curta;
                                                                    Ambiente turbulento;
                                                                    Base de conhecimento do
                                                                    funcionário limitada;
Contextualização

 Conhecimento e o Mundo dos Negócios
   Conhecimento tornou-se o fator econômico mais
    importante.
   Importância da vinculação entre o conhecimento
    teórico o sua aplicação ao dia-a-dia das organizações.
   Conhecimento associado à ação.
   Conhecimento sobre seu mercado, seus processos,
    seus clientes, sua tecnologia, seus concorrentes.
Contextualização

 Conhecimento e o Mundo dos Negócios

    Aspectos que adicionam valor aos produtos e serviços:

       Habilidade técnica, projeto de produto, apresentação de

        marketing, criatividade e inovação

       Aspectos intangíveis baseados no conhecimento

    Conclusão:

       => Conhecimento como fonte vital de vantagem competitiva

        sustentável
2) Informação e
 Conhecimento
Informação


 Controvérsia conceitual.

    McGarry (1999) – informação deriva da palavra grega

     “formatio” que transmite a idéia de se formar o molde

     de algo.

    Davenport: diferenciação de dados, informação e

     conhecimento.
Informação
                  Tipologia de Davenport

       DADOS                 INFORMAÇÃO                CONHECIMENTO

 Simples observações        Dados dotados de         Informação valiosa da
  sobre o estado do       relevância e propósito     mente humana. Inclui
       mundo                                       reflexão, síntese, contexto
Facilmente estruturado     Requer unidade de         De difícil estruturação
                                  análise
Facilmente obtido por      Exige consenso em         De difícil captura em
       máquinas                  relação ao                  máquinas
                                 significado
   Freqüentemente         Exige necessariamente     Freqüentemente tácito
      quantificado            mediação humana
Facilmente transferível                             De difícil transferência
Informação
                  Tipologia de Davenport

       DADOS                 INFORMAÇÃO                CONHECIMENTO

 Simples observações        Dados dotados de         Informação valiosa da
  sobre o estado do       relevância e propósito     mente humana. Inclui
       mundo                                       reflexão, síntese, contexto
Facilmente estruturado     Requer unidade de         De difícil estruturação
                                  análise
Facilmente obtido por      Exige consenso em         De difícil captura em
       máquinas                  relação ao                 máquinas
                                 significado
   Freqüentemente                                   Freqüentemente tácito
      quantificado        Exige necessariamente
Facilmente transferível       mediação humana       De difícil transferência
Informação

 Dados são, no contexto organizacional, registros estruturados
  de transações.
 Dados, por si só, tem pouca relevância e propósito (Peter
  Drucker – informação são dados dotados de relevância e
  propósito).
 Dados são um conjunto de fatos distintos e objetivos, relativos
  a eventos.
 Embora os dados não tenham significados inerentes, são
  muito importantes porque constituem a matéria-prima
  essencial para a criação da informação
 Organizações atuais:
    Dados em algum suporte tecnológico.
    Tendência a descentralização da administração de dados.
Informação


• Quando um cliente vai a um posto de gasolina e enche o
  tanque do carro, essa transação pode ser parcialmente
  descrita como dado: quando ele fez a compra; quantos litros
  consumiu; quanto ele pagou. Os dados não revelam porque
  ele procurou aquele posto e não outro, e não podem prever
  a probabilidade daquele cliente voltar ao mesmo posto. Em
  si tais fatos não dizem se o posto é bem ou mal administrado
  nem se ele está fracassando ou prosperando.
Informação


 Informação:
    Organizada com algum propósito, com um foco e
     finalidade.
    Dados passam a ser informação quando são acrescidos
     de significado.
 Informação possui:
    Contexto: tem significado dentro de um ambiente e de
     uma realidade.
    Categorização: unidades de análise.
Informação

 Informação possui:
    Cálculo: trabalho estatístico e matemático sobre os dados.
    Correção: busca de eliminação dos erros contidos nos
     dados.
    Condensação: podem ser resumidos de forma mais
     analítica.
 Computadores          são   importantes   na   organização   da
  informação.
 Entretanto,     não    agregam    contexto:    somente   mentes
  humanas.
Características de
               qualidade da informação


Tempo        Conteúdo        Forma            Outros

                Precisão                     Acessibilidade
Prontidão                      Clareza

               Relevância
                                              Segurança
Aceitação                      Detalhe
              Integridade
                                               Economia
               Concisão
Freqüência                     Ordem
                                             Flexibilidade
               Amplitude
                            Apresentação /
 Período
              Desempenho        mídia        Confiabilidade
Informação

                              Fonte de informação
Valor da informação
                              PORTER (1989) foi um dos
   Seu valor é diretamente
    dependente do quanto      primeiros a indicar as fontes de
    ela ajuda aos tomadores   informação que permitem
    de decisão atingir as     vantagem competitiva: os
    metas da organização;     clientes, os fornecedores, os
                              concorrentes e as fontes de
                              desenvolvimento tecnológico.
   É, então, uma medida do
    retorno que dá à          A seleção das fontes depende
    organização. Ou o         dos objetivos a cumprir, da
    custo/ benefício          área técnica, das necessidades
    existente entre a         dos usuários, do nível de
    qualidade da informação
                              recursos disponíveis. As fontes
    e o desempenho
    proporcionado pela        devem compreender os tipos
    mesma.                    fundamentais da informação,
                              tanto formal como informal.
Informação

“INFORMAÇÃO É UM FATOR (RECURSO) DE
PRODUÇÃO COMO O TRABALHO, CAPITAL E TERRA;
COMO TAL, ELA TEM UM VALOR (É MUITO ÚTIL NO
PROCESSO DE TOMADA DE DECISÕES), UM CUSTO
(DE COLETA, ARMAZENAMENTO, PROCESSAMENTO
E DISSEMINAÇÃO), CERTOS ATRIBUTOS (EXATIDÃO,
FORMATO, COMPLETEZA) E PODE SER
CONTROLÁVEL (GERENCIADA).”    (Synnott, 1988)
Conhecimento

• Prática de vida,
  experiência, idéia,
  discernimento, critério,
  instrução, saber (Fonte:
  Dicionário Aurélio)

                             Agregação de valor
• Capacidade de agir,
  competência, perícia
  (Sveiby)
• Escala de Valor: dado,
  informação e
  conhecimento
Conhecimento

• O conhecimento, ao contrário da informação, diz respeito a
  crenças e compromissos. O conhecimento é uma função de
  uma    atitude,   perspectiva   ou   intenção      específica.   O
  conhecimento,     como    a informação,      diz    respeito     ao
  significado. É específico ao contexto e relacional.
• Conhecimento:
   – Mistura de várias elementos – fluído como também
     estruturado.
   – Existem dentro das pessoas, por isso faz parte da
     complexidade e imprevisibilidade humana.
Conhecimento

• Conhecimento demanda:
   – Comparação: de que forma as informações da situação atual se
     compara com as demais?
   – Conseqüências: que implicações estas informações trazem para as
     decisões e as ações da organização?
   – Conexões: quais as relações deste novo conhecimento com o
     conhecimento já acumulado?
   – Conversação: o que as pessoas pensam desta informação?

• Ações claramente ligadas aos indivíduos ou às rotinas das
  organizações
Conhecimento

• A Chrysler, por exemplo, armazena o conhecimento para o
  desenvolvimento de novos carros numa série de repositórios
  chamados Livros de Conhecimento de Engenharia. O
  objetivo desses livros, que são na verdade arquivos de
  computador,    é   ser   uma   memória     eletrônica   do
  conhecimento obtido de equipes automobilítiscas. O
  gerente de um desses livros recebeu os resultados de uma
  série dos chamados crash tests. Todavia ele classificou os
  resultados como dados e estimulou o remetente a agregar
  algum valor:
Conhecimento

• Qual era o contexto dos resultados, ou porque foram feitos
  os crash tests? Qual a comparação dos resultados desses
  testes com aqueles feitos em outros modelos, em anos
  anteriores e com carros da concorrência? Que mudanças os
  resultados sugeriam para o redesenho do pára-choque ou
  dos chassis? Pode ser difícil observar o ponto exato em que
  dados tornam-se informação ou conhecimento, porém é
  fácil verificar sua ascensão na cadeia.
Valor do conhecimento
Valor do conhecimento
Valor do conhecimento




          Video info x conhecimento
3) Arenas de uso da
        Informação
Arenas de uso da
                        Informação

   Percepção

    Criação de
  conhecimento

Tomada de Decisão




    Ação da
  Organização



Processamento da
   Informação

 Conversão da
  Informação
Interpretação da
  Informação
3.1) Sensemaking:
inteligência competitiva
Percepção e inteligência
                                      competitiva

• Modelo de percepção desenvolvido por Kark Weick (1979, 1995).
   – Organizações   são   vistas   como   sistemas   “frouxamente
     articulados”
   – Liberdade para interpretar as mudanças no meio ambiente e
     fazer suas próprias representações do ambiente externo.
   – O foco da perspectiva de Weick (1979, 1995) não está na
     tomada de decisão.
   – Membros da organização precisam desenvolver percepção
     compartilhada do que está acontecendo no meio ambiente
     que sirva de guia para a ação.
Inteligência Competitiva




Mudança
            Representação   Seleção   Retenção
Ambiental
Percepção e inteligência
                                       competitiva

• A construção de sentido é fundamentada na construção de
  identidade: a construção de sentido é necessária para que o
  indivíduo mantenha uma auto concepção consistente e é
  frequentemente iniciada quando o indivíduo falha em confirmar
  essa auto-identidade.
• A construção de sentido é retrospectiva: onde o problema
  principal é escolher um significado que seja plausível a partir de
  vários significados possíveis com o propósito de interpretar
  eventos passados.

  [1] WEICK, K.E. Sensemaking in Organizations. Thousand Oaks: CA,1995.
Percepção e inteligência
                                     competitiva
• A construção de sentido é social: a construção de sentido é

  feita coletivamente, em grupos de mais de um indivíduo.

• A construção de sentido é focada em e extraída de pistas ou

  dicas: são os pontos de referência a partir dos quais os elos e

  os nós são ligados e conectados às redes de significado.
Percepção e inteligência
                                        competitiva

• Necessidade de utilização do processo de inteligência para
  resposta às perguntas.
• Processo de inteligência: necessidade de conhecimento formal e
  sistemático da realidade de negócio.
• Inteligência corresponde à informação filtrada, depurada.
• “Processo de coleta, análise e disseminação éticas de inteligência
  acurada, relevante, específica, atualizada, visionária e viável com
  relação   às   implicações   do       ambiente   dos   negócios,   dos
  concorrentes e da organização em si” (Society of Competitive
  Intelligence Professionals – SCIP).
Percepção e inteligência
                                   competitiva

• Processo de Inteligência pode ser segmentado dentro da

  organização:

   – Inteligência Estratégica: nicho de mercado, negócio

    desenvolvido pela organização etc;

   – Inteligência do “mundo dos negócios”: leitura do macro

    ambiente organizacional de forma ampla.
Percepção e inteligência
                                competitiva

– Inteligência competitiva: pontos fortes e fracos da
  organização, análise de organizações com produtos
  similares;

– Inteligência do concorrente: análise de uma organização
  específica.

– Inteligência de sistemas de distribuição: foco nas formas
  de distribuição de produtos ou serviços de uma
  organização.
Percepção e inteligência
            competitiva
3.2) Conversão do
    conhecimento –
modelo de Nonaka e
           Takeuchi
Conversão do
                                         Conhecimento

• Nonaka e Takeuchi:
• Conhecimento tácito:
   – Pessoal, difícil de formalizar e comunicar a outros.
   – Conhecimentos      práticos   subjetivos,   discernimentos,
     intuições que uma pessoa desenvolve por estar imersa
     em uma atividade durante um longo período de tempo.
• Conhecimento explícito:
   – Refere-se ao conhecimento da racionalidade e ao
     conhecimento transmissível em linguagem formal e
     sistemática.
CONHECIMENTOS TÁCITO E
                                  EXPLÍCITO
    O conhecimento explícito é o
     conhecimento que pode ser
     documentado e é mais facilmente
     replicado



    O conhecimento tácito é o
    conhecimento que deriva do
    aprendizado pela experimentação e é
    internalizado, é pessoal, de difícil
    verbalização ou codificação e provém
    do aprender fazendo, usando e

    interagindo.
Conversão do
                                                                  Conhecimento

                      Subjetivo                                  Objetivo




                                        Conhecimento Explícito
Conhecimento Tácito


                      Difícil de ser                             Sustentado por
                      formulado e                                regras
                      comunicado                                 Racional
                      Know-how,                                  Passível de suporte
                      conhecimento                               da TI
                      prático
                                                                 Conhecimento da
                      Conhecimento do                            mente
                      corpo
Conversão do
                              conversão feita partilhando experiências.
                               Aquisição do conhecimento a partir da
                                          Conhecimento
                          observação, imitação e prática – treinamento.
                         Ex.: máquina caseira de fazer pão da Matsushita;
                         sessões de brainstorming, observação, imitação
                 PARA Tácito    e prática, PARA Explícito
                                            interação com clientes e
                                            fornecedores.


                 Socialização
DE Tácito      CONHECIMENTO
               COMPARTILHADO




DE Explícito
tradução do conhecimento através de
                                                   Conversão do
metáforas, analogias e modelos. Provocada pelo
  diálogo ou pela reflexão coletiva. Ex.: mini-
                                                  Conhecimento
   copiadora Canon; metáforas e analogias,
       conceitos, hipóteses PARA Tácito
                            ou modelos.           PARA Explícito




                            Socialização           Externalização
    DE Tácito           CONHECIMENTO              CONHECIMENTO
                        COMPARTILHADO              CONCEITUAL




   DE Explícito
Conversão do
                                          Conhecimento
                               incorporação na forma de modelos mentais
                 PARA Tácito ou rotinas de trabalho comuns. Facilitada
                                          PARA Explícito
                                  pela documentação ou histórias que
                                    permitam reviver indiretamente a
                                  experiência de outros. Ex.: Centro de
                                Atendimento GE; modelos mentais, know-
                  Socialização             Externalização
                                      how técnico compartilhado
DE Tácito      CONHECIMENTO              CONHECIMENTO
               COMPARTILHADO               CONCEITUAL




                  Internalização
DE Explícito
                CONHECIMENTO
                 OPERACIONAL
Conversão do
   reunião de conhecimentos explícitos provenientes de várias fontes
                                                    Conhecimento
(conversas telefônicas, reuniões etc.), sistematização do conhecimento. A
     informação existe em bancos de dados e pode ser classificada e
 organizada de várias maneiras para produzir novos conhecimentos. Ex.:
                       PARA Tácito                PARA Explícito
  Kraft General Foods; troca de conhecimento através de documentos,
       reuniões,conversas ao telefone ou redes de computadores .


                       Socialização              Externalização
DE Tácito          CONHECIMENTO                CONHECIMENTO
                   COMPARTILHADO                CONCEITUAL




                       Internalização             Combinação
DE Explícito
                    CONHECIMENTO               CONHECIMENTO
                     OPERACIONAL                 SISTÊMICO
Conversão do
                                             Conhecimento
• Criação do processo do conhecimento organizacional pode ser vista
   como uma espiral.
    – Começa no nível individual e vai subindo, ampliando comunidades
      de interação que cruzam fronteiras entre seções, departamentos,
      divisões e organizações.”
Espiral do Conhecimento
Socialização                        Externalização




                                                     Figura 3-3. Espiral do
                                                     conhecimento
                                      Combinação     Fonte: Nonaka & Takeuchi
Internalização                                       (1998)
Conversão do
                                     Conhecimento

• Choo (1998, p.111) postula que uma organização possui
  ainda o conhecimento cultural.
  – Está expresso nas pressuposições, crenças e normas
    usadas pelos membros da organização para atribuir valor
    e significado a novos conhecimentos e informações.
  – No dia-a-dia das organizações, o conhecimento tácito
    coletivo se aproxima de um conhecimento prático,
    orientado para a ação e utilizado na busca de soluções e
    no desenvolvimento de produtos e serviços.
Conversão do
                                         Conhecimento

• Ativos do conhecimento englobam tanto o conhecimento
  explicitado em bancos de casos, normas, procedimentos,
  sistemas de informação, patentes e melhores práticas,
  quanto o conhecimento tácito e a expertise dos funcionários
  da organização.
• Ativos do conhecimento precisam ser nutridos, preservados
  e utilizados.
• Necessidade de processos que permitam criar, organizar,
  codificar, transformar, transferir e aplicar o conhecimento
  organizacional.
3.3) Tomada de decisão
Tomada de Decisão
              Capacidade Cognitiva Limitada

• Indivíduo está limitado por sua capacidade mental.

• Indivíduo está limitado por seus valores e conceitos de

  propósito (objetivos) que podem diferir dos objetivos

  organizacionais.

• Indivíduo está limitado pela quantidade de informação e

  conhecimento que possui.
Tomada de Decisão
               Capacidade Cognitiva Limitada

• Busca de alteração dos limites da racionalidade ao criar um

  “ambiente de tomada de decisão”. (Não é necessariamente uma

  ação consciente).

• Simom afirma que as organizações influem na conduta de seus

  membros ao controlar “premissas de decisão”.

• Problema central para a organização consiste em definir quais são

  as “premissas de decisão”.
Tomada de Decisão
               Capacidade Cognitiva Limitada

• Modelos de decisão:

   – Racional limitado: tanto os objetivos quanto as técnicas estão
     bastante claros. A escolha é simplificada por procedimentos
     operacionais padronizados, que executam as regras que a
     organização aprendeu;

   – Processual: quando os objetivos são estratégicos e claros, mas
     os métodos técnicos para alcançá-los são incertos. A
     necessidade de tomar uma decisão dá início a um processo
     marcado por muitas interrupções e repetições;
Tomada de Decisão
               Capacidade Cognitiva Limitada

• Modelos de decisão:
   – Político: quando os objetivos são contestados por vários
     grupos de interesse e a certeza técnica é alta dentro dos
     grupos. Como em um jogo, as decisões e ações resultam de
     uma barganha entre os participantes, que procuram fazer
     prevalecer seus interesses e manipulam os instrumentos de
     influência de que dispõem;
   – Anárquico: quando a incerteza é tão alta em relação aos
     métodos técnicos quanto em relação aos objetivos. As
     situações decisórias são constituídas de fluxos relativamente
     independentes de problemas, soluções, participantes e
     oportunidades de escolha.
Caso AG
Conversão do
                           Conhecimento – Caso AG

• 80 escritórios em 18 países
• Gestão do Conhecimento na execução de obras
• Preservação da parcela da memória organizacional crítica
  para o negócio
• Relevância é mais importante do que plenitude
• Aquisição de software da Teltech
• “O que é escrito sem esforço é lido sem prazer.”
• “Possuir máquina de fazer exercícios é diferente de fazer
  exercícios”
Conversão do
                         Conhecimento – Caso AG

• Exercício: Identificação dos aspectos tecnológicos e não-
  tecnológicos de um projeto de Gestão do Conhecimento:
  estudo de caso detalhado da Andrade Gutierrez
4) Gestão do
Conhecimento
VALOR DE
         MERCADO


 Capital                 Capital
Financeiro             Intelectual


      Capital                   Capital
      Humano                   Estrutural


             Capital                    Capital
             Cliente                 Organizacional


                   Capital de                 Capital de
                    Inovação                  Processos


      Propriedade                  Ativos
       Intelectual              Intangíveis
EXISTE GESTÃO DO
                         CONHECIMENTO ?

 A GC é um fenômeno complexo e multifacetado, seu
  conceito polêmico e controverso e acredita-se que a
  expressão, embora largamente utilizada, apresenta
  ênfases, enfoques e interfaces diferenciadas,
  merecedoras de análises mais meticulosas, profundas e
  articuladas.

 A GC vem se constituindo como inovação
  organizacional, requerendo assim uma nova forma de
  se olhar e de se pensar a organização.
GESTÃO DO
                       CONHECIMENTO


 A GC pode ser compreendida como o conjunto de
  atividades voltadas para a promoção do
  conhecimento organizacional, possibilitando que as
  organizações e seu colaboradores possam sempre se
  utilizar das melhores informações e dos melhores
  conhecimentos disponíveis, com vistas ao alcance
  dos objetivos organizacionais e maximização da
  competitividade.
GESTÃO DO
                     CONHECIMENTO

 A GC pode ser incorporadora de várias
  abordagens gerenciais e ferramentas que são
  analogamente distintas e relacionadas e
  constantemente convidadas ao diálogo e a
  inter-comunicação.

 Infere-se também que o termo GC pode ser
  compreendido como “gestão de organizações
  da era conhecimento” e, a partir deste viés,
  algumas questões como a cultura
  organizacional e a gestão de mudanças vêm à
  tona de forma importante.
EVOLUÇÃO DA GESTÃO
                                          DO CONHECIMENTO*

                                                   Captura de
                                                  documentos e
                                                    conteúdo
                                                específico/analítico




                                   Alavancagem do conhecimento explícito

1995                                             2000
                                                                   2005
Coleção                                          Conexão
                                                                   Conversação
Aprendizado individual
                                                                   Aprendizado em público
Necessidade do saber
                                                                   Transparência
Gerenciamento do conteúdo pelo gerente
                                                                   Gerenciamento do conteúdo pelo usuário




                                                                         (Adaptado de Dixon & Greenes, 2008)
EVOLUÇÃO DA GESTÃO
                                          DO CONHECIMENTO
                    Comunidades de prática,
                   localizadores de expertise,
                          processos de
                    aprendizagem em equipe
                     antes, durante e depois




                                                      Alavancagem do conhecimento
                                                              experimental


                                   Alavancagem do conhecimento explícito

1995                                             2000
                                                                 2005
Coleção                                          Conexão
                                                                 Conversação
Aprendizado individual
                                                                 Aprendizado em público
Necessidade do saber
                                                                 Transparência
Gerenciamento do conteúdo pelo gerente
                                                                 Gerenciamento do conteúdo pelo usuário
EVOLUÇÃO DA GESTÃO
                                          DO CONHECIMENTO                                     Complexidade




                  Conversação facilitada por
                  processos sociais e mídias                        Alavancagem do
                           sociais                                   conhecimento
                                                                        Coletivo



                                                    Alavancagem do conhecimento
                                                            experimental


                                  Alavancagem do conhecimento explícito

1995                                           2000
                                                           2005
Coleção                                        Conexão
                                                           Conversação
Aprendizado individual
                                                           Aprendizado em público
Necessidade do saber
                                                           Transparência
Gerenciamento do conteúdo pelo gerente
                                                           Gerenciamento do conteúdo pelo usuário
OUTRA PERCEPÇÃO DA
                        EVOLUÇÃO DA GESTÃO DO
                           CONHECIMENTO**




   Compartilhamento    Compartilhamento    Compartilhamento
     de conteúdo         de contexto          de cultura




1995
                      2000                2005



                                                   (**Adaptado de Prax, JY, 2005)
A hierarquia para a
efetividade da GC




            (Fonte: TerraForum)
Um modelo de GC se
                          sustenta nos pilares:

 (a) uma concepção estratégica da informação e do
  conhecimento, fatores de competitividade para organizações
  e nações;
 (b) a introdução de tal estratégia nos níveis tático e
  operacional através das várias abordagens gerenciais e
  ferramentas orientadas para as questões da informação e do
  conhecimento nas organizações, que se chamam
  continuamente ao diálogo, sendo imbricadas e passíveis de
  orquestração e;
 (c) a criação de um espaço organizacional para o
  conhecimento, o “Ba” ou o contexto capacitante - que são as
  condições favoráveis que devem ser propiciadas pelas
  organizações para que as mesmas possam sempre se utilizar
  das melhores informações e dos melhores conhecimentos
  disponíveis.
Princípios da GC


1. O conhecimento tem origem e reside na cabeça das pessoas
2. O compartilhamento do conhecimento exige confiança
3. A tecnologia possibilita novos comportamentos ligados ao
conhecimento
4. O compartilhamento do conhecimento deve ser estimulado e
recompensado
5. Apoio da direção e recursos são fatores essenciais
6. Iniciativas ligadas ao conhecimento devem começar por um
programa-piloto
7. Aferições quantitativas e qualitativas são necessárias para avaliar a
iniciativa
8. O conhecimento é criativo e deve ser estimulado a se desenvolver
de formas inesperadas
FATORES INIBIDORES
4.1) Modelos de
 Maturidade em
      Gestão do
 Conhecimento
Modelos de maturidade
                                          em GC
• Metodologia para avaliação de resultados em GC (roadmap to KM
  results) do APQC (American Productivity & Quality Center):
• Inicial: busca de apoio gerencial, desenvolvimento de uma macro-
  visão de como a GC pode ajudar a resolver os problemas reais da
  organização;
   – Foco no aproveitamento das tecnologias existentes para
      colaboração;
• Desenvolvimento da estratégia:
   – constituição de um grupo multifuncional para suporte ao
      projeto de GC;
   – desenvolvimento de uma estratégia de GC alinhada com os
      objetivos organizacionais;
   – identificação de projetos-piloto para práticas de GC.
Modelos de maturidade
                                           em GC
• Projeto e implementação de iniciativas de GC:
   – condução de pilotos bem sucedidos;
   – geração de evidências do valor das iniciativas de GC;
   – definição de indicadores para GC;
   – coleta das lições aprendidas e criação de processos replicáveis;
• Expansão e suporte:
   – comunicação ampla da estratégia de GC e aplicação de
     práticas de GC em um maior número de setores da
     organização;
• Institucionalização: adoção da GC como parte do modelo de
  negócios, com orçamento e metas específicas.
Modelos de maturidade
                                         em GC
• Modelo KMMM (Knowledge Management Maturity Model)
  desenvolvido pela Siemens:
• Inicial:
   – Processos de GC não são conscientemente controlados;
   – Não existe uma linguagem para descrever problemas a partir
      de uma perspectiva do conhecimento; e
   – Tarefas intensivas em conhecimento não são percebidas como
      críticas para a sobrevivência e o sucesso da organização;
• Repetitivo:
   – existência de pioneiros ou profetas de GC;
   – surgimento de projetos-piloto de GC;
   – existência de dúvidas sobre o sucesso ou fracasso desses
      projetos; e percepção crescente de práticas de GC embutidas
      nos processos de negócio;
Modelos de maturidade
                                         em GC

• Definido:
   – existência de práticas de GC estáveis associadas ao dia-a-
     dia da organização e criação de funções associadas à GC;
• Gerenciado:
   – mensuração de indicadores de GC e existência de uma
     estratégia de GC aplicada em toda a organização;
• -Otimizado:
   – utilização das métricas coletadas no nível 4 para calibrar o
     modelo de GC.
4.2) Algumas
conclusões sobre a
        Gestão do
   Conhecimento
Algumas conclusões
                                   sobre a GC
• Organizações do conhecimento:
   – Tornam-se capazes de adaptação às mudanças do ambiente
     no momento adequado e de maneira eficaz, hábeis na oferta
     de respostas rápidas em ambientes dinâmicos, mutáveis e
     imprevisíveis;
   – Empenham-se na aprendizagem constante e tal aprendizagem
     inclui não somente o „aprender a aprender‟, mas também o
     „aprender a desaprender‟ (desaprender pressupostos, normas
     e crenças que perderam validade);
   – Mobilizam o conhecimento e a experiência de seus membros
     para gerar inovação e criatividade e focalizam seu
     conhecimento em ações racionais e decisivas.
Gestão do Conhecimento –
                                     novidade?

             Novo nome para uma
Novidade?:


             preocupação antiga
             Um número cada vez
             maior de empresas se
             preocupa com isso
             Chame como quiser ...
             Constatação de que o
             conhecimento é um
             recurso que precisa
             ser gerenciado
Gestão do
                                         Conhecimento
• Forma de olhar a organização em busca de pontos dos processos
  de negócios em que o conhecimento possa ser usado como
  diferencial.
• Envolve o conhecimento oriundo da experiência, da análise, da
  pesquisa, do estudo, da inovação, da criatividade, conhecimento
  sobre mercado, concorrência, clientes, processos e tecnologia.
• Gestão do conhecimento engloba processos organizacionais que
  buscam uma combinação sinérgica da capacidade de
  processamento de dados e informações pela Tecnologia da
  Informação (TI) com a capacidade criativa e inovativa dos seres
  humanos (Malhotra, 2000)
Gestão do
                                             Conhecimento


• Coordenação sistemática e deliberada das tecnologias, processos,

  estruturas e pessoas que fazem parte da organização de forma a agregar

  valor através do reuso do conhecimento e da inovação.

• Coordenação é feita através da criação, compartilhamento e aplicação

  do conhecimento e também através do enriquecimento da memória

  organizacional com lições aprendidas e melhores práticas, incentivando

  a aprendizagem contínua (DALKIR, 2005)
Sete dimensões do
                        conhecimento
Fatores               Sistemas de
estratégicos          informação
Cultura e valores     Mensuração de
organizacionais       resultados
Estrutura             Aprendizado com
organizacional        o ambiente
Administração de
RH
Inovação e                                     Compartilha-
Taxonomia é a ciência da classificação.
                                    Criação
                                                 Codificação    Organização
                                                                                    mento
                                                                                                   Disseminação            Proteção

      Abrange a nomenclatura e                                    Plano de
                           E       Aquisição                                        Comunicação corporativa
    categorização de informações,                                 sucessão
                           S
organismos, objetos, lugares e eventos                                                                                   Proteção do
                           T
 em um único ambiente. Dentro deHiring
                           R
                             G       uma         Mapeamento de processos           Benchmark
                                                                                                                        conhecimento
                             I
 organização, facilita a classificação e,
                           A                          Mapeamento de
                             A
portanto, a localização deTdocumentos,                                                     ‘Story telling’
                                                       competências
      por exemplo, em uma base
                           É       Centros de
                                  competência                                                   Inteligência Competitiva
             compartilhada.-

                                      Lições
Práticas de GC




                               O    aprendidas
                                                   Memória de projetos                Coaching & Mentoring
                               R
                           D       Programa de
                               G                  Processos de inovação                 Pesquisa de clima
                           E          idéias
                               A
                           S
                               N
                           E                         Plano de carreira               Comunidades de prática
                               I
                           N
                               Z
                           V
                               A                                                      Memória da empresa
                           .
                               C
                               .                             Melhores práticas


                                       Knowledgesbases         Páginas amarelas de experts

                                                                   Ferramentas de busca

                            T                                                                                            Equipamentos
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                                                  Gestão de documentos                  Portais para clientes e fornecedores
                                                     Fonte: Adaptação de Leonardo Moraes sobre Terra, J C C. Gestão do Conhecimento, 2008
Gestão do
Conhecimento
Contextualização




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Características de qualidade
            da informação na dimensão
                       tempo

              • Relativa a disponibilidade da informação. A
Prontidão       informação deve estar disponível no momento
                da necessidade;



Aceitação     • Deve estar atualizada quando fornecida;



              • Deve estar disponível quantas vezes que for
Freqüência      necessária. Não pode ser perdida após ser
                usada.


              • Relativa a visão histórica da informação,
 Período        revelando sua evolução.
Características de qualidade
              da informação na dimensão
                       conteúdo

               •Não contém erros. A imprecisão pode decorrer da
 Precisão       imprecisão dos dados;

               •A informação deve ser relevante para um determinado
Relevância      propósito ou para um determinado usuário;


Integridade    •Todos os seus componentes devem estar presentes;


               •Somente o necessário deve estar contido na
 Concisão       informação;


 Amplitude     •Relativo ao alcance do conteúdo da informação;


               •Pode ser adotada uma métrica relativa ao impacto da
Desempenho      informação nos resultados desejados.
Características de qualidade
            da informação na dimensão
                        forma

               • Facilidade de compreensão da
  Clareza        informação;

               • Grau de detalhamento
  Detalhe        necessário;

               • Deve ser organizada na
  Ordem          seqüência necessária;

Apresentação   • Deve ser no formato e na mídia
   / mídia       adequados;
Características de qualidade
                 da informação na dimensão
                            outros

                  • Deve ser facilmente acessível pelos usuários
Acessibilidade      autorizados;


 Segurança        • Somente usuários autorizados podem acessá-la;


                  • O valor da informação deve compensar o custo
  Economia          de produzi-la;


                  • Pode ser utilizada para mais de um propósito ou
Flexibilidade       por mais de um tipo de usuário;


                  • A confiabilidade da informação pode decorrer do
Confiabilidade      método utilizado na coleta ou decorrer da origem;


                                                                   voltar
BIBLIOGRAFIA
 ALVARENGA NETO, Rivadávia C D. GESTÃO DO CONHECIMENTO EM
  ORGANIZAÇÕES: PROPOSTA DE MAPEAMENTO CONCEITUAL INTEGRATIVO.
  Tese de Doutorado. CI/ UFMG, 2007.


 BARBOSA, Ricardo Rodrigues e Paim, Isis. Da GRI à gestão do conhecimento.
  PAIM, Ísis (org.). A gestão da informação e do conhecimento. Belo Horizonte:
  Escola da Ciência da Informação. UFMG, 2003, Capítulo 1 (p. 7-31)

 BEAL, Adriana. Gestão Estratégica da Informação – como transformar a
  informação e a tecnologia da informação em fatores de crescimento e de alto
  desempenho nas organizações. São Paulo: Atlas, 2004.

 CASTELLS, M. - A Era da Informação: Economia,Sociedade e Cultura – vol. 1: A
  Sociedade em Rede. 6ª Ed.São Paulo: Paz e Terra, 1999.

 CHOO, Chun Wei. A organização do conhecimento: como as organizações
  usam a informação para criar significado, construir conhecimento e tomar
  decisões. São Paulo: Senac, 2003.
BIBLIOGRAFIA

 DAVENPORT, Thomas H. Ecologia da informação – porque só a tecnologia
  não basta par o sucesso na era da informação. 6ª Ed. São Paulo: Futura, 1998.

 FELIX, Wellington. Introdução à Gestão da Informação. Campinas, SP: Editôra
  Alínea, 2003.

 KRUGLIANSKAS, Isak.. Gestão do Conhecimento em pequenas e médias
  empresas. Negócios Editora, 2009.

 KUMAR, K. – Da Sociedade Pós-Industrial à Pós-Moderna : novas teorias sobre
  o mundo contemporâneo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editores, 1997.

 LASTRES, H. M. M.; FERRAZ, J. C. Economia da Informação, do Conhecimento
  e do Aprendizado, In: Informação e Globalização na Era do Conhecimento.Rio
  de Janeiro: Campus, 1999.
BIBLIOGRAFIA

NEHMY, Rosa Maria e PAIM, Ísis. Gestão do conhecimento, a “doce barbárie”.
PAIM, Ísis (org.). A gestão da informação e do conhecimento. Belo Horizonte: Escola
da Ciência da Informação. UFMG, 2003, Capítulo 10 (p. 267-306)

McGEE, James e PRUSAK, Laurence. Gerenciamento Estratégico da Informação –
aumente a competitividade e a eficiência de sua empresa utilizando a informação
como ferramenta estratégica. 12ª Ed. Rio de Janeiro: Campos, 1994.

MORAES, L. B. de. O fim de uma Era - As transformações do Séc. XX. Notas de aula.

TERRA FORUM, Gestão do Conhecimento, Colaboração e Inovação.
http://www.terraforum.com.br/index.html

SAVIC, D. Evolution of information resource management. Journal of
Librarianship and Information Science, v. 24, n. 3, September 1992, p.127-138.

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Gestão do Conhecimento_ parte 1

  • 1. Gestão do Conhecimento Profº: Leonardo B de Moraes leomoraesbh@gmail.com Slides elaborados pelos Profs Leonardo Moraes e Marconi Laia
  • 2. Mini-currículo o Graduação em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Minas Gerais (1981), Pós-Graduação em Engenharia Econômica pela Fundação Dom Cabral FDC (1986) e em Gestão Estratégica da Informação pela Escola de Ciência da Informação da UFMG (2004), Mestrado em Ciências da Informação pela Universidade Federal de Minas Gerais (2006), Doutorando em Ciências da Informação pela Escola de Ciência da Informação da UFMG . o PUC-MG, CEMIG (1984-1998), SUDECAP (1999,2003), Fac Estácio de Sá BH (2003-2010), Fac São Camilo (2008-2009), FUMEC (2010),. o Atualmente sou Pesquisador em Ciência e Tecnologia da Fundação João Pinheiro, onde também leciono.
  • 4. Contextualização  Previsibilidade  Hierarquia bem definida  Decisões centralizadas  Distinção entre quem “pensa, mas não faz” e quem “faz, mas não pensa ou não deveria pensar...”  Valores: obediência, pontualidade
  • 5. Contextualização MUDANÇAS TECNOLÓGICAS IMPACTOS O preço médio de um circuito crescente capacidade de integrado caiu de U$50 em 1962 codificação de conhecimentos e a para U$ 1 em 1971. maior velocidade, confiabilidade e baixo custo de transmissão, Em 1971 cabiam 2300 transistores armazenamento e processamento de em um chip do tamanho da cabeça enormes quantidades dos mesmos e de uma tachinha. Em 1993 cabiam de outros tipos de informação; 35 milhões e em 2008, 234 milhões. a aceleração do processo de O custo médio de processamento geração de novos conhecimentos e da informação caiu de de fusão de conhecimentos, assim aproximadamente U$ 75 por cada como a intensificação do processo de milhão de operações, em 1960, para adoção e difusão de inovações, menos de um centésimo de centavo implicando ainda mais veloz redução de dólar em 1990. dos ciclos de vida de produtos e processos;
  • 6. Contextualização Essa revolução tecnológica ,centrada nas TICs , impõe uma nova base material, tecnológica, da atividade econômica e da organização social. CONSEQUÊNCIAS: A “ACELERAÇÃO” DO TEMPO O “ENCURTAMENTO” DO ESPAÇO AUMENTO EXPONENCIAL DA QUANTIDADE DE INFORMAÇÕES DISPONÍVEIS Novos Produtos, processos e insumos Novos mercados Novas formas de organização
  • 8. Contextualização  Sociedade do conhecimento:  Mudanças, rupturas  Agilidade  Autonomia  “Empowerment”  Valores: criatividade, iniciativa, improviso
  • 9. MUDANÇAS QUE IMPACTARAM O AMBIENTE ORGANIZACIONAL Gestão e controle em um Economias baseadas no Achatamento; empresa A emergência da economia global economias industriais A transformação das Transformação da mercado global; conhecimento e na Descentralização; informação; Flexibilidade; Competição em mercados Produtividade; Independência de mundiais; Novos produtos e serviços; localização; Conhecimento: um ativo Baixos custos de transação Grupos de trabalho produtivo e estratégico e coordenação; globais; fundamental; Empowerment; Concorrência baseada em tempo; Trabalho colaborativo e em Sistemas de entrega equipe; globais. Produtos de vida mais curta; Ambiente turbulento; Base de conhecimento do funcionário limitada;
  • 10. Contextualização  Conhecimento e o Mundo dos Negócios  Conhecimento tornou-se o fator econômico mais importante.  Importância da vinculação entre o conhecimento teórico o sua aplicação ao dia-a-dia das organizações.  Conhecimento associado à ação.  Conhecimento sobre seu mercado, seus processos, seus clientes, sua tecnologia, seus concorrentes.
  • 11. Contextualização  Conhecimento e o Mundo dos Negócios  Aspectos que adicionam valor aos produtos e serviços:  Habilidade técnica, projeto de produto, apresentação de marketing, criatividade e inovação  Aspectos intangíveis baseados no conhecimento  Conclusão:  => Conhecimento como fonte vital de vantagem competitiva sustentável
  • 12. 2) Informação e Conhecimento
  • 13. Informação  Controvérsia conceitual.  McGarry (1999) – informação deriva da palavra grega “formatio” que transmite a idéia de se formar o molde de algo.  Davenport: diferenciação de dados, informação e conhecimento.
  • 14. Informação Tipologia de Davenport DADOS INFORMAÇÃO CONHECIMENTO Simples observações Dados dotados de Informação valiosa da sobre o estado do relevância e propósito mente humana. Inclui mundo reflexão, síntese, contexto Facilmente estruturado Requer unidade de De difícil estruturação análise Facilmente obtido por Exige consenso em De difícil captura em máquinas relação ao máquinas significado Freqüentemente Exige necessariamente Freqüentemente tácito quantificado mediação humana Facilmente transferível De difícil transferência
  • 15. Informação Tipologia de Davenport DADOS INFORMAÇÃO CONHECIMENTO Simples observações Dados dotados de Informação valiosa da sobre o estado do relevância e propósito mente humana. Inclui mundo reflexão, síntese, contexto Facilmente estruturado Requer unidade de De difícil estruturação análise Facilmente obtido por Exige consenso em De difícil captura em máquinas relação ao máquinas significado Freqüentemente Freqüentemente tácito quantificado Exige necessariamente Facilmente transferível mediação humana De difícil transferência
  • 16. Informação  Dados são, no contexto organizacional, registros estruturados de transações.  Dados, por si só, tem pouca relevância e propósito (Peter Drucker – informação são dados dotados de relevância e propósito).  Dados são um conjunto de fatos distintos e objetivos, relativos a eventos.  Embora os dados não tenham significados inerentes, são muito importantes porque constituem a matéria-prima essencial para a criação da informação  Organizações atuais:  Dados em algum suporte tecnológico.  Tendência a descentralização da administração de dados.
  • 17. Informação • Quando um cliente vai a um posto de gasolina e enche o tanque do carro, essa transação pode ser parcialmente descrita como dado: quando ele fez a compra; quantos litros consumiu; quanto ele pagou. Os dados não revelam porque ele procurou aquele posto e não outro, e não podem prever a probabilidade daquele cliente voltar ao mesmo posto. Em si tais fatos não dizem se o posto é bem ou mal administrado nem se ele está fracassando ou prosperando.
  • 18. Informação  Informação:  Organizada com algum propósito, com um foco e finalidade.  Dados passam a ser informação quando são acrescidos de significado.  Informação possui:  Contexto: tem significado dentro de um ambiente e de uma realidade.  Categorização: unidades de análise.
  • 19. Informação  Informação possui:  Cálculo: trabalho estatístico e matemático sobre os dados.  Correção: busca de eliminação dos erros contidos nos dados.  Condensação: podem ser resumidos de forma mais analítica.  Computadores são importantes na organização da informação.  Entretanto, não agregam contexto: somente mentes humanas.
  • 20. Características de qualidade da informação Tempo Conteúdo Forma Outros Precisão Acessibilidade Prontidão Clareza Relevância Segurança Aceitação Detalhe Integridade Economia Concisão Freqüência Ordem Flexibilidade Amplitude Apresentação / Período Desempenho mídia Confiabilidade
  • 21. Informação Fonte de informação Valor da informação PORTER (1989) foi um dos  Seu valor é diretamente dependente do quanto primeiros a indicar as fontes de ela ajuda aos tomadores informação que permitem de decisão atingir as vantagem competitiva: os metas da organização; clientes, os fornecedores, os concorrentes e as fontes de desenvolvimento tecnológico.  É, então, uma medida do retorno que dá à A seleção das fontes depende organização. Ou o dos objetivos a cumprir, da custo/ benefício área técnica, das necessidades existente entre a dos usuários, do nível de qualidade da informação recursos disponíveis. As fontes e o desempenho proporcionado pela devem compreender os tipos mesma. fundamentais da informação, tanto formal como informal.
  • 22. Informação “INFORMAÇÃO É UM FATOR (RECURSO) DE PRODUÇÃO COMO O TRABALHO, CAPITAL E TERRA; COMO TAL, ELA TEM UM VALOR (É MUITO ÚTIL NO PROCESSO DE TOMADA DE DECISÕES), UM CUSTO (DE COLETA, ARMAZENAMENTO, PROCESSAMENTO E DISSEMINAÇÃO), CERTOS ATRIBUTOS (EXATIDÃO, FORMATO, COMPLETEZA) E PODE SER CONTROLÁVEL (GERENCIADA).” (Synnott, 1988)
  • 23. Conhecimento • Prática de vida, experiência, idéia, discernimento, critério, instrução, saber (Fonte: Dicionário Aurélio) Agregação de valor • Capacidade de agir, competência, perícia (Sveiby) • Escala de Valor: dado, informação e conhecimento
  • 24. Conhecimento • O conhecimento, ao contrário da informação, diz respeito a crenças e compromissos. O conhecimento é uma função de uma atitude, perspectiva ou intenção específica. O conhecimento, como a informação, diz respeito ao significado. É específico ao contexto e relacional. • Conhecimento: – Mistura de várias elementos – fluído como também estruturado. – Existem dentro das pessoas, por isso faz parte da complexidade e imprevisibilidade humana.
  • 25. Conhecimento • Conhecimento demanda: – Comparação: de que forma as informações da situação atual se compara com as demais? – Conseqüências: que implicações estas informações trazem para as decisões e as ações da organização? – Conexões: quais as relações deste novo conhecimento com o conhecimento já acumulado? – Conversação: o que as pessoas pensam desta informação? • Ações claramente ligadas aos indivíduos ou às rotinas das organizações
  • 26. Conhecimento • A Chrysler, por exemplo, armazena o conhecimento para o desenvolvimento de novos carros numa série de repositórios chamados Livros de Conhecimento de Engenharia. O objetivo desses livros, que são na verdade arquivos de computador, é ser uma memória eletrônica do conhecimento obtido de equipes automobilítiscas. O gerente de um desses livros recebeu os resultados de uma série dos chamados crash tests. Todavia ele classificou os resultados como dados e estimulou o remetente a agregar algum valor:
  • 27. Conhecimento • Qual era o contexto dos resultados, ou porque foram feitos os crash tests? Qual a comparação dos resultados desses testes com aqueles feitos em outros modelos, em anos anteriores e com carros da concorrência? Que mudanças os resultados sugeriam para o redesenho do pára-choque ou dos chassis? Pode ser difícil observar o ponto exato em que dados tornam-se informação ou conhecimento, porém é fácil verificar sua ascensão na cadeia.
  • 30. Valor do conhecimento Video info x conhecimento
  • 31. 3) Arenas de uso da Informação
  • 32. Arenas de uso da Informação Percepção Criação de conhecimento Tomada de Decisão Ação da Organização Processamento da Informação Conversão da Informação Interpretação da Informação
  • 34. Percepção e inteligência competitiva • Modelo de percepção desenvolvido por Kark Weick (1979, 1995). – Organizações são vistas como sistemas “frouxamente articulados” – Liberdade para interpretar as mudanças no meio ambiente e fazer suas próprias representações do ambiente externo. – O foco da perspectiva de Weick (1979, 1995) não está na tomada de decisão. – Membros da organização precisam desenvolver percepção compartilhada do que está acontecendo no meio ambiente que sirva de guia para a ação.
  • 35. Inteligência Competitiva Mudança Representação Seleção Retenção Ambiental
  • 36. Percepção e inteligência competitiva • A construção de sentido é fundamentada na construção de identidade: a construção de sentido é necessária para que o indivíduo mantenha uma auto concepção consistente e é frequentemente iniciada quando o indivíduo falha em confirmar essa auto-identidade. • A construção de sentido é retrospectiva: onde o problema principal é escolher um significado que seja plausível a partir de vários significados possíveis com o propósito de interpretar eventos passados. [1] WEICK, K.E. Sensemaking in Organizations. Thousand Oaks: CA,1995.
  • 37. Percepção e inteligência competitiva • A construção de sentido é social: a construção de sentido é feita coletivamente, em grupos de mais de um indivíduo. • A construção de sentido é focada em e extraída de pistas ou dicas: são os pontos de referência a partir dos quais os elos e os nós são ligados e conectados às redes de significado.
  • 38. Percepção e inteligência competitiva • Necessidade de utilização do processo de inteligência para resposta às perguntas. • Processo de inteligência: necessidade de conhecimento formal e sistemático da realidade de negócio. • Inteligência corresponde à informação filtrada, depurada. • “Processo de coleta, análise e disseminação éticas de inteligência acurada, relevante, específica, atualizada, visionária e viável com relação às implicações do ambiente dos negócios, dos concorrentes e da organização em si” (Society of Competitive Intelligence Professionals – SCIP).
  • 39. Percepção e inteligência competitiva • Processo de Inteligência pode ser segmentado dentro da organização: – Inteligência Estratégica: nicho de mercado, negócio desenvolvido pela organização etc; – Inteligência do “mundo dos negócios”: leitura do macro ambiente organizacional de forma ampla.
  • 40. Percepção e inteligência competitiva – Inteligência competitiva: pontos fortes e fracos da organização, análise de organizações com produtos similares; – Inteligência do concorrente: análise de uma organização específica. – Inteligência de sistemas de distribuição: foco nas formas de distribuição de produtos ou serviços de uma organização.
  • 42. 3.2) Conversão do conhecimento – modelo de Nonaka e Takeuchi
  • 43. Conversão do Conhecimento • Nonaka e Takeuchi: • Conhecimento tácito: – Pessoal, difícil de formalizar e comunicar a outros. – Conhecimentos práticos subjetivos, discernimentos, intuições que uma pessoa desenvolve por estar imersa em uma atividade durante um longo período de tempo. • Conhecimento explícito: – Refere-se ao conhecimento da racionalidade e ao conhecimento transmissível em linguagem formal e sistemática.
  • 44. CONHECIMENTOS TÁCITO E EXPLÍCITO  O conhecimento explícito é o conhecimento que pode ser documentado e é mais facilmente replicado O conhecimento tácito é o conhecimento que deriva do aprendizado pela experimentação e é internalizado, é pessoal, de difícil verbalização ou codificação e provém do aprender fazendo, usando e interagindo.
  • 45. Conversão do Conhecimento Subjetivo Objetivo Conhecimento Explícito Conhecimento Tácito Difícil de ser Sustentado por formulado e regras comunicado Racional Know-how, Passível de suporte conhecimento da TI prático Conhecimento da Conhecimento do mente corpo
  • 46. Conversão do conversão feita partilhando experiências. Aquisição do conhecimento a partir da Conhecimento observação, imitação e prática – treinamento. Ex.: máquina caseira de fazer pão da Matsushita; sessões de brainstorming, observação, imitação PARA Tácito e prática, PARA Explícito interação com clientes e fornecedores. Socialização DE Tácito CONHECIMENTO COMPARTILHADO DE Explícito
  • 47. tradução do conhecimento através de Conversão do metáforas, analogias e modelos. Provocada pelo diálogo ou pela reflexão coletiva. Ex.: mini- Conhecimento copiadora Canon; metáforas e analogias, conceitos, hipóteses PARA Tácito ou modelos. PARA Explícito Socialização Externalização DE Tácito CONHECIMENTO CONHECIMENTO COMPARTILHADO CONCEITUAL DE Explícito
  • 48. Conversão do Conhecimento incorporação na forma de modelos mentais PARA Tácito ou rotinas de trabalho comuns. Facilitada PARA Explícito pela documentação ou histórias que permitam reviver indiretamente a experiência de outros. Ex.: Centro de Atendimento GE; modelos mentais, know- Socialização Externalização how técnico compartilhado DE Tácito CONHECIMENTO CONHECIMENTO COMPARTILHADO CONCEITUAL Internalização DE Explícito CONHECIMENTO OPERACIONAL
  • 49. Conversão do reunião de conhecimentos explícitos provenientes de várias fontes Conhecimento (conversas telefônicas, reuniões etc.), sistematização do conhecimento. A informação existe em bancos de dados e pode ser classificada e organizada de várias maneiras para produzir novos conhecimentos. Ex.: PARA Tácito PARA Explícito Kraft General Foods; troca de conhecimento através de documentos, reuniões,conversas ao telefone ou redes de computadores . Socialização Externalização DE Tácito CONHECIMENTO CONHECIMENTO COMPARTILHADO CONCEITUAL Internalização Combinação DE Explícito CONHECIMENTO CONHECIMENTO OPERACIONAL SISTÊMICO
  • 50. Conversão do Conhecimento • Criação do processo do conhecimento organizacional pode ser vista como uma espiral. – Começa no nível individual e vai subindo, ampliando comunidades de interação que cruzam fronteiras entre seções, departamentos, divisões e organizações.” Espiral do Conhecimento Socialização Externalização Figura 3-3. Espiral do conhecimento Combinação Fonte: Nonaka & Takeuchi Internalização (1998)
  • 51. Conversão do Conhecimento • Choo (1998, p.111) postula que uma organização possui ainda o conhecimento cultural. – Está expresso nas pressuposições, crenças e normas usadas pelos membros da organização para atribuir valor e significado a novos conhecimentos e informações. – No dia-a-dia das organizações, o conhecimento tácito coletivo se aproxima de um conhecimento prático, orientado para a ação e utilizado na busca de soluções e no desenvolvimento de produtos e serviços.
  • 52. Conversão do Conhecimento • Ativos do conhecimento englobam tanto o conhecimento explicitado em bancos de casos, normas, procedimentos, sistemas de informação, patentes e melhores práticas, quanto o conhecimento tácito e a expertise dos funcionários da organização. • Ativos do conhecimento precisam ser nutridos, preservados e utilizados. • Necessidade de processos que permitam criar, organizar, codificar, transformar, transferir e aplicar o conhecimento organizacional.
  • 53. 3.3) Tomada de decisão
  • 54. Tomada de Decisão Capacidade Cognitiva Limitada • Indivíduo está limitado por sua capacidade mental. • Indivíduo está limitado por seus valores e conceitos de propósito (objetivos) que podem diferir dos objetivos organizacionais. • Indivíduo está limitado pela quantidade de informação e conhecimento que possui.
  • 55. Tomada de Decisão Capacidade Cognitiva Limitada • Busca de alteração dos limites da racionalidade ao criar um “ambiente de tomada de decisão”. (Não é necessariamente uma ação consciente). • Simom afirma que as organizações influem na conduta de seus membros ao controlar “premissas de decisão”. • Problema central para a organização consiste em definir quais são as “premissas de decisão”.
  • 56. Tomada de Decisão Capacidade Cognitiva Limitada • Modelos de decisão: – Racional limitado: tanto os objetivos quanto as técnicas estão bastante claros. A escolha é simplificada por procedimentos operacionais padronizados, que executam as regras que a organização aprendeu; – Processual: quando os objetivos são estratégicos e claros, mas os métodos técnicos para alcançá-los são incertos. A necessidade de tomar uma decisão dá início a um processo marcado por muitas interrupções e repetições;
  • 57. Tomada de Decisão Capacidade Cognitiva Limitada • Modelos de decisão: – Político: quando os objetivos são contestados por vários grupos de interesse e a certeza técnica é alta dentro dos grupos. Como em um jogo, as decisões e ações resultam de uma barganha entre os participantes, que procuram fazer prevalecer seus interesses e manipulam os instrumentos de influência de que dispõem; – Anárquico: quando a incerteza é tão alta em relação aos métodos técnicos quanto em relação aos objetivos. As situações decisórias são constituídas de fluxos relativamente independentes de problemas, soluções, participantes e oportunidades de escolha.
  • 59. Conversão do Conhecimento – Caso AG • 80 escritórios em 18 países • Gestão do Conhecimento na execução de obras • Preservação da parcela da memória organizacional crítica para o negócio • Relevância é mais importante do que plenitude • Aquisição de software da Teltech • “O que é escrito sem esforço é lido sem prazer.” • “Possuir máquina de fazer exercícios é diferente de fazer exercícios”
  • 60. Conversão do Conhecimento – Caso AG • Exercício: Identificação dos aspectos tecnológicos e não- tecnológicos de um projeto de Gestão do Conhecimento: estudo de caso detalhado da Andrade Gutierrez
  • 62. VALOR DE MERCADO Capital Capital Financeiro Intelectual Capital Capital Humano Estrutural Capital Capital Cliente Organizacional Capital de Capital de Inovação Processos Propriedade Ativos Intelectual Intangíveis
  • 63. EXISTE GESTÃO DO CONHECIMENTO ?  A GC é um fenômeno complexo e multifacetado, seu conceito polêmico e controverso e acredita-se que a expressão, embora largamente utilizada, apresenta ênfases, enfoques e interfaces diferenciadas, merecedoras de análises mais meticulosas, profundas e articuladas.  A GC vem se constituindo como inovação organizacional, requerendo assim uma nova forma de se olhar e de se pensar a organização.
  • 64. GESTÃO DO CONHECIMENTO  A GC pode ser compreendida como o conjunto de atividades voltadas para a promoção do conhecimento organizacional, possibilitando que as organizações e seu colaboradores possam sempre se utilizar das melhores informações e dos melhores conhecimentos disponíveis, com vistas ao alcance dos objetivos organizacionais e maximização da competitividade.
  • 65. GESTÃO DO CONHECIMENTO  A GC pode ser incorporadora de várias abordagens gerenciais e ferramentas que são analogamente distintas e relacionadas e constantemente convidadas ao diálogo e a inter-comunicação.  Infere-se também que o termo GC pode ser compreendido como “gestão de organizações da era conhecimento” e, a partir deste viés, algumas questões como a cultura organizacional e a gestão de mudanças vêm à tona de forma importante.
  • 66. EVOLUÇÃO DA GESTÃO DO CONHECIMENTO* Captura de documentos e conteúdo específico/analítico Alavancagem do conhecimento explícito 1995 2000 2005 Coleção Conexão Conversação Aprendizado individual Aprendizado em público Necessidade do saber Transparência Gerenciamento do conteúdo pelo gerente Gerenciamento do conteúdo pelo usuário (Adaptado de Dixon & Greenes, 2008)
  • 67. EVOLUÇÃO DA GESTÃO DO CONHECIMENTO Comunidades de prática, localizadores de expertise, processos de aprendizagem em equipe antes, durante e depois Alavancagem do conhecimento experimental Alavancagem do conhecimento explícito 1995 2000 2005 Coleção Conexão Conversação Aprendizado individual Aprendizado em público Necessidade do saber Transparência Gerenciamento do conteúdo pelo gerente Gerenciamento do conteúdo pelo usuário
  • 68. EVOLUÇÃO DA GESTÃO DO CONHECIMENTO Complexidade Conversação facilitada por processos sociais e mídias Alavancagem do sociais conhecimento Coletivo Alavancagem do conhecimento experimental Alavancagem do conhecimento explícito 1995 2000 2005 Coleção Conexão Conversação Aprendizado individual Aprendizado em público Necessidade do saber Transparência Gerenciamento do conteúdo pelo gerente Gerenciamento do conteúdo pelo usuário
  • 69. OUTRA PERCEPÇÃO DA EVOLUÇÃO DA GESTÃO DO CONHECIMENTO** Compartilhamento Compartilhamento Compartilhamento de conteúdo de contexto de cultura 1995 2000 2005 (**Adaptado de Prax, JY, 2005)
  • 70. A hierarquia para a efetividade da GC (Fonte: TerraForum)
  • 71. Um modelo de GC se sustenta nos pilares:  (a) uma concepção estratégica da informação e do conhecimento, fatores de competitividade para organizações e nações;  (b) a introdução de tal estratégia nos níveis tático e operacional através das várias abordagens gerenciais e ferramentas orientadas para as questões da informação e do conhecimento nas organizações, que se chamam continuamente ao diálogo, sendo imbricadas e passíveis de orquestração e;  (c) a criação de um espaço organizacional para o conhecimento, o “Ba” ou o contexto capacitante - que são as condições favoráveis que devem ser propiciadas pelas organizações para que as mesmas possam sempre se utilizar das melhores informações e dos melhores conhecimentos disponíveis.
  • 72. Princípios da GC 1. O conhecimento tem origem e reside na cabeça das pessoas 2. O compartilhamento do conhecimento exige confiança 3. A tecnologia possibilita novos comportamentos ligados ao conhecimento 4. O compartilhamento do conhecimento deve ser estimulado e recompensado 5. Apoio da direção e recursos são fatores essenciais 6. Iniciativas ligadas ao conhecimento devem começar por um programa-piloto 7. Aferições quantitativas e qualitativas são necessárias para avaliar a iniciativa 8. O conhecimento é criativo e deve ser estimulado a se desenvolver de formas inesperadas
  • 74. 4.1) Modelos de Maturidade em Gestão do Conhecimento
  • 75. Modelos de maturidade em GC • Metodologia para avaliação de resultados em GC (roadmap to KM results) do APQC (American Productivity & Quality Center): • Inicial: busca de apoio gerencial, desenvolvimento de uma macro- visão de como a GC pode ajudar a resolver os problemas reais da organização; – Foco no aproveitamento das tecnologias existentes para colaboração; • Desenvolvimento da estratégia: – constituição de um grupo multifuncional para suporte ao projeto de GC; – desenvolvimento de uma estratégia de GC alinhada com os objetivos organizacionais; – identificação de projetos-piloto para práticas de GC.
  • 76. Modelos de maturidade em GC • Projeto e implementação de iniciativas de GC: – condução de pilotos bem sucedidos; – geração de evidências do valor das iniciativas de GC; – definição de indicadores para GC; – coleta das lições aprendidas e criação de processos replicáveis; • Expansão e suporte: – comunicação ampla da estratégia de GC e aplicação de práticas de GC em um maior número de setores da organização; • Institucionalização: adoção da GC como parte do modelo de negócios, com orçamento e metas específicas.
  • 77. Modelos de maturidade em GC • Modelo KMMM (Knowledge Management Maturity Model) desenvolvido pela Siemens: • Inicial: – Processos de GC não são conscientemente controlados; – Não existe uma linguagem para descrever problemas a partir de uma perspectiva do conhecimento; e – Tarefas intensivas em conhecimento não são percebidas como críticas para a sobrevivência e o sucesso da organização; • Repetitivo: – existência de pioneiros ou profetas de GC; – surgimento de projetos-piloto de GC; – existência de dúvidas sobre o sucesso ou fracasso desses projetos; e percepção crescente de práticas de GC embutidas nos processos de negócio;
  • 78. Modelos de maturidade em GC • Definido: – existência de práticas de GC estáveis associadas ao dia-a- dia da organização e criação de funções associadas à GC; • Gerenciado: – mensuração de indicadores de GC e existência de uma estratégia de GC aplicada em toda a organização; • -Otimizado: – utilização das métricas coletadas no nível 4 para calibrar o modelo de GC.
  • 79. 4.2) Algumas conclusões sobre a Gestão do Conhecimento
  • 80. Algumas conclusões sobre a GC • Organizações do conhecimento: – Tornam-se capazes de adaptação às mudanças do ambiente no momento adequado e de maneira eficaz, hábeis na oferta de respostas rápidas em ambientes dinâmicos, mutáveis e imprevisíveis; – Empenham-se na aprendizagem constante e tal aprendizagem inclui não somente o „aprender a aprender‟, mas também o „aprender a desaprender‟ (desaprender pressupostos, normas e crenças que perderam validade); – Mobilizam o conhecimento e a experiência de seus membros para gerar inovação e criatividade e focalizam seu conhecimento em ações racionais e decisivas.
  • 81. Gestão do Conhecimento – novidade? Novo nome para uma Novidade?: preocupação antiga Um número cada vez maior de empresas se preocupa com isso Chame como quiser ... Constatação de que o conhecimento é um recurso que precisa ser gerenciado
  • 82. Gestão do Conhecimento • Forma de olhar a organização em busca de pontos dos processos de negócios em que o conhecimento possa ser usado como diferencial. • Envolve o conhecimento oriundo da experiência, da análise, da pesquisa, do estudo, da inovação, da criatividade, conhecimento sobre mercado, concorrência, clientes, processos e tecnologia. • Gestão do conhecimento engloba processos organizacionais que buscam uma combinação sinérgica da capacidade de processamento de dados e informações pela Tecnologia da Informação (TI) com a capacidade criativa e inovativa dos seres humanos (Malhotra, 2000)
  • 83. Gestão do Conhecimento • Coordenação sistemática e deliberada das tecnologias, processos, estruturas e pessoas que fazem parte da organização de forma a agregar valor através do reuso do conhecimento e da inovação. • Coordenação é feita através da criação, compartilhamento e aplicação do conhecimento e também através do enriquecimento da memória organizacional com lições aprendidas e melhores práticas, incentivando a aprendizagem contínua (DALKIR, 2005)
  • 84. Sete dimensões do conhecimento Fatores Sistemas de estratégicos informação Cultura e valores Mensuração de organizacionais resultados Estrutura Aprendizado com organizacional o ambiente Administração de RH
  • 85. Inovação e Compartilha- Taxonomia é a ciência da classificação. Criação Codificação Organização mento Disseminação Proteção Abrange a nomenclatura e Plano de E Aquisição Comunicação corporativa categorização de informações, sucessão S organismos, objetos, lugares e eventos Proteção do T em um único ambiente. Dentro deHiring R G uma Mapeamento de processos Benchmark conhecimento I organização, facilita a classificação e, A Mapeamento de A portanto, a localização deTdocumentos, ‘Story telling’ competências por exemplo, em uma base É Centros de competência Inteligência Competitiva compartilhada.- Lições Práticas de GC O aprendidas Memória de projetos Coaching & Mentoring R D Programa de G Processos de inovação Pesquisa de clima E idéias A S N E Plano de carreira Comunidades de prática I N Z V A Memória da empresa . C . Melhores práticas Knowledgesbases Páginas amarelas de experts Ferramentas de busca T Equipamentos Blogs e Portal corporativo e Gestão de Conteúdo de segurança I Wikis e-learning TAXONOMIA Gestão de documentos Portais para clientes e fornecedores Fonte: Adaptação de Leonardo Moraes sobre Terra, J C C. Gestão do Conhecimento, 2008
  • 88. Características de qualidade da informação na dimensão tempo • Relativa a disponibilidade da informação. A Prontidão informação deve estar disponível no momento da necessidade; Aceitação • Deve estar atualizada quando fornecida; • Deve estar disponível quantas vezes que for Freqüência necessária. Não pode ser perdida após ser usada. • Relativa a visão histórica da informação, Período revelando sua evolução.
  • 89. Características de qualidade da informação na dimensão conteúdo •Não contém erros. A imprecisão pode decorrer da Precisão imprecisão dos dados; •A informação deve ser relevante para um determinado Relevância propósito ou para um determinado usuário; Integridade •Todos os seus componentes devem estar presentes; •Somente o necessário deve estar contido na Concisão informação; Amplitude •Relativo ao alcance do conteúdo da informação; •Pode ser adotada uma métrica relativa ao impacto da Desempenho informação nos resultados desejados.
  • 90. Características de qualidade da informação na dimensão forma • Facilidade de compreensão da Clareza informação; • Grau de detalhamento Detalhe necessário; • Deve ser organizada na Ordem seqüência necessária; Apresentação • Deve ser no formato e na mídia / mídia adequados;
  • 91. Características de qualidade da informação na dimensão outros • Deve ser facilmente acessível pelos usuários Acessibilidade autorizados; Segurança • Somente usuários autorizados podem acessá-la; • O valor da informação deve compensar o custo Economia de produzi-la; • Pode ser utilizada para mais de um propósito ou Flexibilidade por mais de um tipo de usuário; • A confiabilidade da informação pode decorrer do Confiabilidade método utilizado na coleta ou decorrer da origem; voltar
  • 92. BIBLIOGRAFIA  ALVARENGA NETO, Rivadávia C D. GESTÃO DO CONHECIMENTO EM ORGANIZAÇÕES: PROPOSTA DE MAPEAMENTO CONCEITUAL INTEGRATIVO. Tese de Doutorado. CI/ UFMG, 2007.  BARBOSA, Ricardo Rodrigues e Paim, Isis. Da GRI à gestão do conhecimento. PAIM, Ísis (org.). A gestão da informação e do conhecimento. Belo Horizonte: Escola da Ciência da Informação. UFMG, 2003, Capítulo 1 (p. 7-31)  BEAL, Adriana. Gestão Estratégica da Informação – como transformar a informação e a tecnologia da informação em fatores de crescimento e de alto desempenho nas organizações. São Paulo: Atlas, 2004.  CASTELLS, M. - A Era da Informação: Economia,Sociedade e Cultura – vol. 1: A Sociedade em Rede. 6ª Ed.São Paulo: Paz e Terra, 1999.  CHOO, Chun Wei. A organização do conhecimento: como as organizações usam a informação para criar significado, construir conhecimento e tomar decisões. São Paulo: Senac, 2003.
  • 93. BIBLIOGRAFIA  DAVENPORT, Thomas H. Ecologia da informação – porque só a tecnologia não basta par o sucesso na era da informação. 6ª Ed. São Paulo: Futura, 1998.  FELIX, Wellington. Introdução à Gestão da Informação. Campinas, SP: Editôra Alínea, 2003.  KRUGLIANSKAS, Isak.. Gestão do Conhecimento em pequenas e médias empresas. Negócios Editora, 2009.  KUMAR, K. – Da Sociedade Pós-Industrial à Pós-Moderna : novas teorias sobre o mundo contemporâneo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editores, 1997.  LASTRES, H. M. M.; FERRAZ, J. C. Economia da Informação, do Conhecimento e do Aprendizado, In: Informação e Globalização na Era do Conhecimento.Rio de Janeiro: Campus, 1999.
  • 94. BIBLIOGRAFIA NEHMY, Rosa Maria e PAIM, Ísis. Gestão do conhecimento, a “doce barbárie”. PAIM, Ísis (org.). A gestão da informação e do conhecimento. Belo Horizonte: Escola da Ciência da Informação. UFMG, 2003, Capítulo 10 (p. 267-306) McGEE, James e PRUSAK, Laurence. Gerenciamento Estratégico da Informação – aumente a competitividade e a eficiência de sua empresa utilizando a informação como ferramenta estratégica. 12ª Ed. Rio de Janeiro: Campos, 1994. MORAES, L. B. de. O fim de uma Era - As transformações do Séc. XX. Notas de aula. TERRA FORUM, Gestão do Conhecimento, Colaboração e Inovação. http://www.terraforum.com.br/index.html SAVIC, D. Evolution of information resource management. Journal of Librarianship and Information Science, v. 24, n. 3, September 1992, p.127-138.