Terra: elementos geométricos
Paralelos e meridianos não existem na Terra mas
são fundamentais para, por exemplo, nos
permitir:
- Localizar lugares em termos absolutos
através do sistema de coordenadas
- Dividir a superfície terrestre em grandes
zonas climáticas usando paralelos
- Compreender as diferenças horárias entre os
diferentes lugares através dos fusos horários
definidos pelos meridianos.
Sendo elementos de uma esfera, é à geometria
que devemos ir buscar os conceitos básicos:
- Paralelos e meridianos são planos, por isso
- Correspondem a círculos
- Dividem a esfera em partes:
- Iguais no caso do equador e dos
meridianos
- Diferentes no caso dos paralelos
X SAIR GEOGRAFIA
http://slideplayer.com.br/slide/287452/
Fase positiva da NAO:
- O principal modo de
variabilidade da circulação
atmosférica no Hemisfério
Norte
- Exerceforteimpacte no
regime do caudal dos
principais rios ibéricos
- Justifica as assimetrias na
produção interanual da
energia elétricade origem
hídrica
http://www.ldeo.columbia.edu/res/pi/NAO/
Fase positiva da NAO:
- Pressão atmosférica muito elevada
nos Açores
- Pressão atmosférica muito cavada
na Islândia
- Fortes tempestades afetam a
Europa do Norte devido aos ventos
do quadrante oeste que
transportam ar húmido, logo,
elevada precipitação
- Ar mais frio e seco na bacia
mediterrânea, logo, Invernos mais
secos e frios http://www.wetterzentrale.de/topkarten/fsreaeur.html.
Fonte:
http://www.uc.pt/fluc/nicif/riscos/Documentacao/Territorium/T20_artigos/T20_Artigo04.pdf.
Fase negativa da NAO:
- Pressão atmosférica menos intensa
nos Açores
- Baixas pressões menos cavadas
sobre a Islândia
- Menor gradiente barométrico entre
as duas latitudes
- Fluxos de Oeste afetam mais o
Mediterrâneo: invernos suaves e
húmidos.
- Fluxos de Leste afetam o Norte da
Europa: invernos muito frios e
secos. http://www.ldeo.columbia.edu/res/pi/NAO/
Fase negativa da NAO:
- Pressão atmosférica mais baixa nos
Açores (anticiclones menos fortes do
que o habitual)
- Pressão mais alta na Islândia
(depressões menos cavadas)
- Circulação zonal dos ventos de oeste
mais abrandada
- Bacia mediterrânea mais afetada
por depressões (mais intensificadas
em direção a Sul): precipitação
intensa
- Europa do Norte com menos
tempestades e menor precipitação:
Inverno mais seco
http://www.wetterzentrale.de/topkarten/fsreaeur.html.
Fonte: http://www.uc.pt/fluc/nicif/riscos/Documentacao/Territorium/T20_artigos/T20_Artigo04.pdf
As diferenças de pressão entre os Açores
(latitudes de 30º) e a Islândia (latitudes de
60º) estão na origem da Oscilação Norte-
Atlântica, mais notória no inverno. As
colheitas agrícolas, os recursos de água e
de energia e a pesca são todos
diretamente afetados pelas fases (positiva
ou negativa) desta oscilação. Influem,
ainda, no local de formação de novas
águas profundas e consequentemente na
circulação termohalina – circulação
oceânica profunda controlada pelas
diferenças de temperatura e salinidade que
resultam em diversidade de densidades e
na deslocação muito lenta das águas
profundas das calotes polares em direção
ao equador. http://klimat.czn.uj.edu.pl/enid/1__Oceanos_e_clima/-_Oscila__o_Norte-
Atl_ntica_309.html
NAO – Oscilaçãodo Atlântico Norte
Fase positiva Fase negativa
Quantos somos?Em 1900, cerca de 5 milhões
Em 2011, o dobro: mais de 10 milhões
Entre 1900 e 2011 o crescimento foi
irregular:
1911-1920: Muito lento - gripe pneumónica
e primeira Guerra Mundial.
1960 a 1970: crescimento real negativo -
surto migratório e fuga da guerra colonial
1976 a 1986: acentuado crescimento real -
regresso de emigrantes devido à crise do
petróleo e movimento dos retornados
Hoje, tendência para estagnação ou mesmo
crescimento negativo: baixa natalidade,
baixa fecundidade e saldo migratório
negativo.
0
2000000
4000000
6000000
8000000
10000000
12000000
Númerodehabitantes
Evolução da população total desde 1900 até
2011
No contexto da UE28, Portugal
ocupa um lugar de excelênciano
que respeita ao valor da taxa de
mortalidade infantil, cerca de 3‰:
- O oitavo valor mais baixo dos
28 Estados-Membros
- O reflexode um bom
desempenho da política de
saúde materna e infantil
- Um sinal do desenvolvimento
do país nos últimos 55 anos:
- 77,5‰ em 1960
- 2,9 ‰ em 2015.
A evolução da composição etária da
população portuguesa revela que:
- Já em 2009 a base da pirâmide indiciava
uma quebra da natalidade: estreitamento
da base
- Em 2014, a redução do número de
nascimentos, de cerca de 50 mil para à
volta dos 40 mil, em ambos os sexos
- Em 2014, a partir dos grupos etários dos
40 a 44 anos de idade, havia mais
indivíduos do que em 2009
- Até 2060, perspetiva-se uma diminuição
real da população com a persistência da
quebra da natalidade, com o aumento
notável dos indivíduos a partir da classe
etária dos 70-74 anos.
A distribuição da precipitação média
anual ao longo de 30 anos (1981-
2010) na região da cidade do Porto
traduz o jogo das massas de ar
principais:
- Chove mais entre outubro e janeiro
devido à presença da massa de ar
polar e às perturbações da Frente
Polar em deslocação oeste-este
- Chove menos entre maio e setembro
devido à presença da massa de ar
tropical
- A alternância das duas massas de
ar em latituderesulta do movimento
aparenteanual do Sol
Fonte – IM, I.P.
Variabilidade da precipitação ao longo do ano
A evolução da temperatura do ar no
mesmo período, revela que:
- Os valores médios mais baixos
ocorrem nos meses com maior
precipitação
- Os valores médios mais elevados
coincidem com os meses mais secos
- Massa de ar polar, na origem, é fria e
húmida
- Massa de ar tropical, na origem, é
quente e seca
- Cada massa de ar principal sofre
mudançasao deslocar-se em
latitude e longitude.
Variabilidade da temperatura ao longo do ano
O mapa mostra o desequilíbrio da distribuição
da população residente nas cidades:
7 cidades – 4,4% – tinham mais de 100 mil
habitantes cada: Lisboa, Porto, V.N. Gaia,
Amadora, Braga, Funchal e Coimbra.
10 cidades – 6,3% – tinham entre 50 e 100
mil habitantes.
40 cidades – 25% – tinham entre 20 mil e 50
mil habitantes.
46 cidades – 29% - tinham entre 10 mil e 20
mil habitantes.
39 cidades – 25% - tinham entre 5 mil e 9
mil habitantes.
17 cidades – 11% - tinham menos de 5 mil
habitantes.
Em 2011, havia 159 cidades, onde residiam
42% da população residente em Portugal
População residente em cidades, 2011
Segundo a versão 2013, a divisão
territorial por NUTS mostra:
- 3 NUTS I: Portugal Continental,
Região Autónoma dos Açores e
Região Autónoma da Madeira
- 7 NUTS II: Norte, Centro, Área
Metropolitana de Lisboa, Alentejo,
Algarve, R.A.Açores e R.A.Madeira
- 25 NUTS III: 23 sub-regiões no
Continente e as 2 regiões
autónomas
- Que o Algarve é, simultaneamente,
NUTS II e NUTS III
- Que cada região autónoma é,
simultaneamente, NUTS I, II e III.
MAPA de PORTUGALpor NUTS II
De acordo com a mais recente
versão da nomenclatura das
“Novas Unidades Territoriais para
Fins Estatísticos – NUTS 2013”, as
NUTS de nível 2 sofreram algumas
alterações,em especial, a antiga
Região de Lisboa e Vale do Tejo
espartilhada, em parte, pela região
Norte e, em parte, pela região
Alentejo. A Área Metropolitana de
Lisboa continua constituída pelas
NUTS III Grande Lisboa e Península
de Setúbal.
Cidades portuguesas no âmbito do projeto europeu
Urban Audit
Segundo a classificação europeia de
cidades, o sistema urbano português é
composto por 25 cidades, onde se
incluem:
- 2 “Greater city” — territórios
metropolitanos centrados nas
cidades de Lisboa e do Porto - com
respetivamente, nove e cinco
municí́pios cada
- 13 “Functional Urban Areas” (FUA),
que traduz o território polarizado
pelo emprego concentrado nas
cidades do projeto europeu Urban
Audit (das 13 FUA portuguesas, 4
apresentavam limites coincidentes com as
respetivas cidades (Viana do Castelo, Póvoa
de Varzim, Viseu e Setúbal).
■ No caso de Portugal existemapenas duas “greater cities” centradas nas cidades
de Lisboa e Porto. A “greater city” do Portoinclui cinco municípios:para alé́m do
Porto, as cidades UA de Vila Nova de Gaia, Gondomar, Valongo e Matosinhos. A
“greater city” de Lisboa envolvia 9 municí ́pios, incluindo as cidades UA da
Amadora, Odivelas, Almada, Barreiroe Seixal.
■ 13 “Functional Urban Areas” que abrangiam 64 municí ́pios, sendo que quatro
FUA apresentavam limites coincidentes com as respetivas cidades UA: Viana do
Castelo, Póvoa do Varzim, Viseu e Setúbal.
■ As “Functional Urban Areas” de Lisboa e Portoforam definidas através de
sistemas policêntricos e envolviam respetivamente, 22 e 9 municípios. No mapa
destaca-se, ainda, a capacidade de polarizaçãode emprego da cidade UA de
Coimbra que envolvia uma FUAde 9 municípios. Nas regiões autónomas, as FUA
de Ponta Delgada e do Funchal abrangiam respetivamente,quatro municípios da
ilha de São Miguel (Vila Franca do Campo, Ribeira Grande, Lagoa e Ponta
Delgada) e cinco municípios da ilha da Madeira (Ribeira Brava, Machico, Santa
Cruz, Câmara de Lobos e Funchal).
As cidades são espaços privilegiados de concentração de recursos — população,
atividades económicas e riqueza — sendo percecionadas,às escalas nacional e
europeia, como territórios centrais de intervenção para a promoção do crescimento
económicoe da competitividade. A diversidadede definições de cidade à escala
europeia e a necessidadede uma harmonização, levou a que o Eurostat
considerassea par das “city”, mais duas unidades espaciais: a “greater city” -
espaço cidade que extravasa o limite administrativo e de governo associadoà
cidade-centro (“city”) - e a área urbana funcional (“Functional Urban Area”) da “city”
–espaço da área de influencia decorrente da oferta de emprego.
O projeto de auditoria urbana europeia Urban Audit (UA tem como principal objetivo
a avaliação da qualidade de vida nas cidades europeias de grande e média
dimensão com respetivamente, mais de 250 mil e mais de 50 mil habitantes.
No caso das cidades portuguesas a necessidadede existência de uma base político-
administrativa com competências de governação da cidade foi assegurada fazendo
correspondera delimitação da cidade ao respetivo município.
Extraído e adaptado de “Retrato Territorial de Portugal 2013”, INE
Lista das cidades portuguesas
de acordo com o projeto Urban
Audit:
Lisboa
Porto Viana do Castelo
Braga Paredes
Funchal Barreiro
Coimbra Póvoa de Varzim
Setúbal Sintra
Ponta Delgada V.N. de Gaia
Aveiro Matosinhos
Faro Gondomar
Seixal Guimarães
Amadora V.F. de Xira
Almada
Odivelas
Viseu
Valongo
http://ec.europa.eu/eurostat/documents/4422005/6840613/RYB-2015-Annex2-Cities-
CandK.pdf
http://ec.europa.eu/eurostat/web/cities
A análise da realidade varia de acordo com a
escala do mapa. A localização das 25 cidades
portuguesas que integram o Urban Audit não
se consegue fazer no mapa da Europa mas,
sim, no de Portugal, o de maior escala de
representação.
“A informaçãoestatística é um
utensílio importante para a análise
da evolução dos processos de
desenvolvimentourbano e do
impacto que as decisões políticas
têm na vida das nossas cidades e
nos arredores”.
População em 1 de janeiro de 2014
“Os dados são recolhidos para diferentes
níveis:
- Uma cidade é uma unidade
administrativa local (LAU) onde a
maioria da população vive num centro
urbano com pelo menos 50 000
habitantes.
- A zona urbana funcional (FUA)
compõe-se de uma cidade e da sua
zona de movimentos pendulares
(outrora conhecida como zona urbana
alargada (LUZ)).
- A cidade alargada é uma aproximação
do centro urbano onde este se
estende para além dos limites
administrativos da cidade”.
Zona urbana funcional (FUA)
Cidade Cidade alargada (LUZ)
Níveis espaciais de
Dublin
O gráfico mostra que:
- A maior proporção de cidades –
29% - tinha, em 2011, entre 10
000 e 19 999 habitantes em cada
cidade;
- 79% das cidades tinha entre 5 000
e 49 999 habitantes;
- 4% do total de cidades agrupava
cerca de 34% da população
residente em cidades;
- O maior equilíbrio entre proporção
de cidades e proporção de
população nelas residente
encontrava-se no escalão dos 20
000 aos 49 999 residentes.
O sistema urbano fundamenta-se, em
geral, em cidades de média dimensão e
é composto por quatro grupos distintos
de cidades:
- Um formado por Lisboa e Porto com,
respetivamente, 500 mil e 200 mil
habitantes.
- Um com cidades dispersas pelo país
– V.N. Gaia, Amadora, Braga,
Funchal e Coimbra – entre 100 mil a
200 mil habitantes cada.
- Um de 96 cidades entre 100 mil e 10
mil habitantes
- Um de 56 cidades, cada uma com
menos de 10 mil habitantes.
Portugal é um dos países da União
Europeia com maior potencial hídrico
por explorar e com maior
dependência energética do exterior.
Face a esta situação, foram definidas,
pelo governo português, metas para a
energia hídrica que se traduzem num
claro aumento, face à atual potência
hidroelétrica instalada.
Até 2020 está previsto um conjunto
de investimentos em aproveitamentos
hidroelétricos no âmbito do Programa
Nacional de Barragens com Elevado
Potencial Hidroelétrico (PNBEPH) que
permitirá reduzir de 54% para 33% do
potencial hídrico por aproveitar.
http://www.apambiente.pt/index.php?ref=16&subref=7&sub2ref=9&sub3ref=1244

Geo imagens 1

  • 2.
    Terra: elementos geométricos Paralelose meridianos não existem na Terra mas são fundamentais para, por exemplo, nos permitir: - Localizar lugares em termos absolutos através do sistema de coordenadas - Dividir a superfície terrestre em grandes zonas climáticas usando paralelos - Compreender as diferenças horárias entre os diferentes lugares através dos fusos horários definidos pelos meridianos. Sendo elementos de uma esfera, é à geometria que devemos ir buscar os conceitos básicos: - Paralelos e meridianos são planos, por isso - Correspondem a círculos - Dividem a esfera em partes: - Iguais no caso do equador e dos meridianos - Diferentes no caso dos paralelos X SAIR GEOGRAFIA http://slideplayer.com.br/slide/287452/
  • 3.
    Fase positiva daNAO: - O principal modo de variabilidade da circulação atmosférica no Hemisfério Norte - Exerceforteimpacte no regime do caudal dos principais rios ibéricos - Justifica as assimetrias na produção interanual da energia elétricade origem hídrica http://www.ldeo.columbia.edu/res/pi/NAO/
  • 4.
    Fase positiva daNAO: - Pressão atmosférica muito elevada nos Açores - Pressão atmosférica muito cavada na Islândia - Fortes tempestades afetam a Europa do Norte devido aos ventos do quadrante oeste que transportam ar húmido, logo, elevada precipitação - Ar mais frio e seco na bacia mediterrânea, logo, Invernos mais secos e frios http://www.wetterzentrale.de/topkarten/fsreaeur.html. Fonte: http://www.uc.pt/fluc/nicif/riscos/Documentacao/Territorium/T20_artigos/T20_Artigo04.pdf.
  • 5.
    Fase negativa daNAO: - Pressão atmosférica menos intensa nos Açores - Baixas pressões menos cavadas sobre a Islândia - Menor gradiente barométrico entre as duas latitudes - Fluxos de Oeste afetam mais o Mediterrâneo: invernos suaves e húmidos. - Fluxos de Leste afetam o Norte da Europa: invernos muito frios e secos. http://www.ldeo.columbia.edu/res/pi/NAO/
  • 6.
    Fase negativa daNAO: - Pressão atmosférica mais baixa nos Açores (anticiclones menos fortes do que o habitual) - Pressão mais alta na Islândia (depressões menos cavadas) - Circulação zonal dos ventos de oeste mais abrandada - Bacia mediterrânea mais afetada por depressões (mais intensificadas em direção a Sul): precipitação intensa - Europa do Norte com menos tempestades e menor precipitação: Inverno mais seco http://www.wetterzentrale.de/topkarten/fsreaeur.html. Fonte: http://www.uc.pt/fluc/nicif/riscos/Documentacao/Territorium/T20_artigos/T20_Artigo04.pdf
  • 7.
    As diferenças depressão entre os Açores (latitudes de 30º) e a Islândia (latitudes de 60º) estão na origem da Oscilação Norte- Atlântica, mais notória no inverno. As colheitas agrícolas, os recursos de água e de energia e a pesca são todos diretamente afetados pelas fases (positiva ou negativa) desta oscilação. Influem, ainda, no local de formação de novas águas profundas e consequentemente na circulação termohalina – circulação oceânica profunda controlada pelas diferenças de temperatura e salinidade que resultam em diversidade de densidades e na deslocação muito lenta das águas profundas das calotes polares em direção ao equador. http://klimat.czn.uj.edu.pl/enid/1__Oceanos_e_clima/-_Oscila__o_Norte- Atl_ntica_309.html NAO – Oscilaçãodo Atlântico Norte Fase positiva Fase negativa
  • 8.
    Quantos somos?Em 1900,cerca de 5 milhões Em 2011, o dobro: mais de 10 milhões Entre 1900 e 2011 o crescimento foi irregular: 1911-1920: Muito lento - gripe pneumónica e primeira Guerra Mundial. 1960 a 1970: crescimento real negativo - surto migratório e fuga da guerra colonial 1976 a 1986: acentuado crescimento real - regresso de emigrantes devido à crise do petróleo e movimento dos retornados Hoje, tendência para estagnação ou mesmo crescimento negativo: baixa natalidade, baixa fecundidade e saldo migratório negativo. 0 2000000 4000000 6000000 8000000 10000000 12000000 Númerodehabitantes Evolução da população total desde 1900 até 2011
  • 9.
    No contexto daUE28, Portugal ocupa um lugar de excelênciano que respeita ao valor da taxa de mortalidade infantil, cerca de 3‰: - O oitavo valor mais baixo dos 28 Estados-Membros - O reflexode um bom desempenho da política de saúde materna e infantil - Um sinal do desenvolvimento do país nos últimos 55 anos: - 77,5‰ em 1960 - 2,9 ‰ em 2015.
  • 10.
    A evolução dacomposição etária da população portuguesa revela que: - Já em 2009 a base da pirâmide indiciava uma quebra da natalidade: estreitamento da base - Em 2014, a redução do número de nascimentos, de cerca de 50 mil para à volta dos 40 mil, em ambos os sexos - Em 2014, a partir dos grupos etários dos 40 a 44 anos de idade, havia mais indivíduos do que em 2009 - Até 2060, perspetiva-se uma diminuição real da população com a persistência da quebra da natalidade, com o aumento notável dos indivíduos a partir da classe etária dos 70-74 anos.
  • 11.
    A distribuição daprecipitação média anual ao longo de 30 anos (1981- 2010) na região da cidade do Porto traduz o jogo das massas de ar principais: - Chove mais entre outubro e janeiro devido à presença da massa de ar polar e às perturbações da Frente Polar em deslocação oeste-este - Chove menos entre maio e setembro devido à presença da massa de ar tropical - A alternância das duas massas de ar em latituderesulta do movimento aparenteanual do Sol Fonte – IM, I.P. Variabilidade da precipitação ao longo do ano
  • 12.
    A evolução datemperatura do ar no mesmo período, revela que: - Os valores médios mais baixos ocorrem nos meses com maior precipitação - Os valores médios mais elevados coincidem com os meses mais secos - Massa de ar polar, na origem, é fria e húmida - Massa de ar tropical, na origem, é quente e seca - Cada massa de ar principal sofre mudançasao deslocar-se em latitude e longitude. Variabilidade da temperatura ao longo do ano
  • 13.
    O mapa mostrao desequilíbrio da distribuição da população residente nas cidades: 7 cidades – 4,4% – tinham mais de 100 mil habitantes cada: Lisboa, Porto, V.N. Gaia, Amadora, Braga, Funchal e Coimbra. 10 cidades – 6,3% – tinham entre 50 e 100 mil habitantes. 40 cidades – 25% – tinham entre 20 mil e 50 mil habitantes. 46 cidades – 29% - tinham entre 10 mil e 20 mil habitantes. 39 cidades – 25% - tinham entre 5 mil e 9 mil habitantes. 17 cidades – 11% - tinham menos de 5 mil habitantes. Em 2011, havia 159 cidades, onde residiam 42% da população residente em Portugal População residente em cidades, 2011
  • 14.
    Segundo a versão2013, a divisão territorial por NUTS mostra: - 3 NUTS I: Portugal Continental, Região Autónoma dos Açores e Região Autónoma da Madeira - 7 NUTS II: Norte, Centro, Área Metropolitana de Lisboa, Alentejo, Algarve, R.A.Açores e R.A.Madeira - 25 NUTS III: 23 sub-regiões no Continente e as 2 regiões autónomas - Que o Algarve é, simultaneamente, NUTS II e NUTS III - Que cada região autónoma é, simultaneamente, NUTS I, II e III.
  • 15.
    MAPA de PORTUGALporNUTS II De acordo com a mais recente versão da nomenclatura das “Novas Unidades Territoriais para Fins Estatísticos – NUTS 2013”, as NUTS de nível 2 sofreram algumas alterações,em especial, a antiga Região de Lisboa e Vale do Tejo espartilhada, em parte, pela região Norte e, em parte, pela região Alentejo. A Área Metropolitana de Lisboa continua constituída pelas NUTS III Grande Lisboa e Península de Setúbal.
  • 16.
    Cidades portuguesas noâmbito do projeto europeu Urban Audit Segundo a classificação europeia de cidades, o sistema urbano português é composto por 25 cidades, onde se incluem: - 2 “Greater city” — territórios metropolitanos centrados nas cidades de Lisboa e do Porto - com respetivamente, nove e cinco municí́pios cada - 13 “Functional Urban Areas” (FUA), que traduz o território polarizado pelo emprego concentrado nas cidades do projeto europeu Urban Audit (das 13 FUA portuguesas, 4 apresentavam limites coincidentes com as respetivas cidades (Viana do Castelo, Póvoa de Varzim, Viseu e Setúbal).
  • 17.
    ■ No casode Portugal existemapenas duas “greater cities” centradas nas cidades de Lisboa e Porto. A “greater city” do Portoinclui cinco municípios:para alé́m do Porto, as cidades UA de Vila Nova de Gaia, Gondomar, Valongo e Matosinhos. A “greater city” de Lisboa envolvia 9 municí ́pios, incluindo as cidades UA da Amadora, Odivelas, Almada, Barreiroe Seixal. ■ 13 “Functional Urban Areas” que abrangiam 64 municí ́pios, sendo que quatro FUA apresentavam limites coincidentes com as respetivas cidades UA: Viana do Castelo, Póvoa do Varzim, Viseu e Setúbal. ■ As “Functional Urban Areas” de Lisboa e Portoforam definidas através de sistemas policêntricos e envolviam respetivamente, 22 e 9 municípios. No mapa destaca-se, ainda, a capacidade de polarizaçãode emprego da cidade UA de Coimbra que envolvia uma FUAde 9 municípios. Nas regiões autónomas, as FUA de Ponta Delgada e do Funchal abrangiam respetivamente,quatro municípios da ilha de São Miguel (Vila Franca do Campo, Ribeira Grande, Lagoa e Ponta Delgada) e cinco municípios da ilha da Madeira (Ribeira Brava, Machico, Santa Cruz, Câmara de Lobos e Funchal).
  • 18.
    As cidades sãoespaços privilegiados de concentração de recursos — população, atividades económicas e riqueza — sendo percecionadas,às escalas nacional e europeia, como territórios centrais de intervenção para a promoção do crescimento económicoe da competitividade. A diversidadede definições de cidade à escala europeia e a necessidadede uma harmonização, levou a que o Eurostat considerassea par das “city”, mais duas unidades espaciais: a “greater city” - espaço cidade que extravasa o limite administrativo e de governo associadoà cidade-centro (“city”) - e a área urbana funcional (“Functional Urban Area”) da “city” –espaço da área de influencia decorrente da oferta de emprego. O projeto de auditoria urbana europeia Urban Audit (UA tem como principal objetivo a avaliação da qualidade de vida nas cidades europeias de grande e média dimensão com respetivamente, mais de 250 mil e mais de 50 mil habitantes. No caso das cidades portuguesas a necessidadede existência de uma base político- administrativa com competências de governação da cidade foi assegurada fazendo correspondera delimitação da cidade ao respetivo município. Extraído e adaptado de “Retrato Territorial de Portugal 2013”, INE
  • 19.
    Lista das cidadesportuguesas de acordo com o projeto Urban Audit: Lisboa Porto Viana do Castelo Braga Paredes Funchal Barreiro Coimbra Póvoa de Varzim Setúbal Sintra Ponta Delgada V.N. de Gaia Aveiro Matosinhos Faro Gondomar Seixal Guimarães Amadora V.F. de Xira Almada Odivelas Viseu Valongo http://ec.europa.eu/eurostat/documents/4422005/6840613/RYB-2015-Annex2-Cities- CandK.pdf http://ec.europa.eu/eurostat/web/cities
  • 20.
    A análise darealidade varia de acordo com a escala do mapa. A localização das 25 cidades portuguesas que integram o Urban Audit não se consegue fazer no mapa da Europa mas, sim, no de Portugal, o de maior escala de representação. “A informaçãoestatística é um utensílio importante para a análise da evolução dos processos de desenvolvimentourbano e do impacto que as decisões políticas têm na vida das nossas cidades e nos arredores”. População em 1 de janeiro de 2014
  • 21.
    “Os dados sãorecolhidos para diferentes níveis: - Uma cidade é uma unidade administrativa local (LAU) onde a maioria da população vive num centro urbano com pelo menos 50 000 habitantes. - A zona urbana funcional (FUA) compõe-se de uma cidade e da sua zona de movimentos pendulares (outrora conhecida como zona urbana alargada (LUZ)). - A cidade alargada é uma aproximação do centro urbano onde este se estende para além dos limites administrativos da cidade”. Zona urbana funcional (FUA) Cidade Cidade alargada (LUZ) Níveis espaciais de Dublin
  • 22.
    O gráfico mostraque: - A maior proporção de cidades – 29% - tinha, em 2011, entre 10 000 e 19 999 habitantes em cada cidade; - 79% das cidades tinha entre 5 000 e 49 999 habitantes; - 4% do total de cidades agrupava cerca de 34% da população residente em cidades; - O maior equilíbrio entre proporção de cidades e proporção de população nelas residente encontrava-se no escalão dos 20 000 aos 49 999 residentes.
  • 23.
    O sistema urbanofundamenta-se, em geral, em cidades de média dimensão e é composto por quatro grupos distintos de cidades: - Um formado por Lisboa e Porto com, respetivamente, 500 mil e 200 mil habitantes. - Um com cidades dispersas pelo país – V.N. Gaia, Amadora, Braga, Funchal e Coimbra – entre 100 mil a 200 mil habitantes cada. - Um de 96 cidades entre 100 mil e 10 mil habitantes - Um de 56 cidades, cada uma com menos de 10 mil habitantes.
  • 24.
    Portugal é umdos países da União Europeia com maior potencial hídrico por explorar e com maior dependência energética do exterior. Face a esta situação, foram definidas, pelo governo português, metas para a energia hídrica que se traduzem num claro aumento, face à atual potência hidroelétrica instalada. Até 2020 está previsto um conjunto de investimentos em aproveitamentos hidroelétricos no âmbito do Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroelétrico (PNBEPH) que permitirá reduzir de 54% para 33% do potencial hídrico por aproveitar. http://www.apambiente.pt/index.php?ref=16&subref=7&sub2ref=9&sub3ref=1244