Criando situações de leitura
 
 
Objetivos com as crianças:  Ampliar o repertório de histórias que elas conhecem. Familiarizá-las com as histórias. Fazer com que construam o hábito de ouvir histórias e de sentir prazer nas situações que envolvem a leitura de histórias. Aproximá-las do universo escrito e dos portadores de escrita (livros e revistas) para que elas possam manuseá-los, reparar na beleza das imagens, relacionar texto e ilustração, manifestar sentimentos, experiências, idéias e opiniões, definindo preferências e construindo critérios próprios para selecionar o que vão ler. Proporcionar situações de leitura compartilhada e uso da biblioteca da classe ou da escola.
 
 
Dos professores:  Fazer com que selecionem um acervo de livros de qualidade, adequada a cada faixa-etária. Estimulá-los a realizar com freqüência e regularidade a leitura de diferentes histórias aos alunos. Instigá-los a compartilhar suas impressões sobre as histórias lidas e a favorecer a manifestação dos alunos, incentivando-os a opinar sobre as histórias ouvidas e a manifestar sentimentos e idéias. Fazer com que exponham preferências pessoais com o intuito de ampliar a possibilidade de as crianças avaliarem as histórias.  Orientá-los na seleção textos adequados ao propósito da atividade habitual de leitura.  Incentivá-los a compartilhar informações prévias e relevantes com os alunos sobre o que será lido para o melhor entendimento do texto.
 
 
Observar nos alunos... Participação em situação de conto e leitura de histórias.  Escuta atenta e interessada nas histórias. Observação e manuseio de livros.
No meu ritmo! Ler onde e quando mais lhe convém, no ritmo que mais lhe agrada, podendo retardar ou apressar a leitura; interrompê-la, reler ou parar para refletir, a seu bel-prazer.  Ler o que, quando, onde e como bem entender.  Essa flexibilidade garante o interesse continuo pela leitura, tanto em relação à educação quanto ao entretenimento.
O estímulo em 1910...
Capa do livro  Theatrinho Infantil , de Figueiredo Pimentel, edição de 1926.
“ nem sempre será possível estabelecer-se uma separação nítida entre os livros de entretenimento puro e o de leitura para aquisição de conhecimentos e estudo nas escolas, durante o século passado. Percebe-se que a literatura infantil propriamente dita partiu do livro escolar, do livro útil e funcional, de objetivo  eminentemente didático .” (ARROYO, 1968, p. 93-94)
Um pouco da história do uso da literatura infantil...
Os livros de histórias infantis eram usados como “pretexto” para ensinar outros pontos da matéria tornando a escola, destinatária privilegiada da produção desses textos. A importância da escola para o desenvolvimento da literatura infantil no período deve-se ao seu fortalecimento enquanto instituição e às campanhas de escolarização (com aumento de vagas, principalmente primárias). Além disso, o meio escolar era e é o melhor lugar para a disseminação dos valores da classe dominante entre as classes  subalternas.
Dessa forma, os “temas” predominantes nesses livros são:   1) Nacionalismo:  em função da necessidade das classes dominantes de difundir entre a classe média imagens da grandeza e modernidade do país. Isso acontece de três formas principais:   a)  exaltação da natureza : as belezas naturais do país, o amor à terra que é extremamente fértil, idealização da vida rural. b)  exaltação dos vultos e história do Brasil : origens, história e os grandes homens do país.   c) exaltação da língua : preocupação e culto da língua nacional, apuro na linguagem expondo as crianças a bons textos, daí também o culto de grandes autores e grandes obras.    
2)  Intelectualismo : além da valorização dos grandes autores como modelo de língua, também eram valorizados como modelo de cultura a ser imitada; o livro e o estudo eram extremamente valorizados como meios essenciais de realização social; a escola ocupa papel de grande importância nas histórias.   3)  Moralismo e religiosidade : valores que todo bom cidadão deveria ter como honestidade, bondade, respeito aos mais velhos, cumprir os deveres, caráter reto, obediência aos preceitos cristão, caridade, dedicação ao trabalho e à família, etc.
Algumas dicas: Toda criança, com raras exceções, gosta de livrinhos com:  1.  Desenhos bem feitos. Tem que ser desenhos ou ilustrações; elas acham fotografias deprimentes e sóbrias demais para seu mundo, pode até ser uma fuga da realidade, mas é assim, e nesse momento não adianta entender porque. Saiba apenas que fotos para elas são menos interessantes que ilustrações.  2.  Os desenhos ou ilustrações devem refletir claramente o que está no texto que ela está lendo, para que possa associar o mesmo com a idéia visual da situação, já que ela sozinha ainda é incapaz de fazer isso, e ainda está construindo associações de palavras com imagens.  3.  Folhas com pouco texto.  4.  Texto claro, de preferência com palavras que ela já conheça (isso não é obrigatório).  5.  Livro com poucas páginas; média de 20.
 
Depois de tudo que aprendemos... Ofereça todos os gêneros textuais para seus alunos! Deixe-os manusearem os livros que temos na biblioteca e os circulante! Crie o hábito de leitura em sala de aula! E para aqueles que ainda não lêem convencionalmente, leia para eles!
O que você lê em seu dia a dia? Qual a sua última leitura?  (a ser entregue para coordenação)
EE Luiz Martins Maristela Couto

Criando SituaçõEs De Leitura

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    Objetivos com ascrianças: Ampliar o repertório de histórias que elas conhecem. Familiarizá-las com as histórias. Fazer com que construam o hábito de ouvir histórias e de sentir prazer nas situações que envolvem a leitura de histórias. Aproximá-las do universo escrito e dos portadores de escrita (livros e revistas) para que elas possam manuseá-los, reparar na beleza das imagens, relacionar texto e ilustração, manifestar sentimentos, experiências, idéias e opiniões, definindo preferências e construindo critérios próprios para selecionar o que vão ler. Proporcionar situações de leitura compartilhada e uso da biblioteca da classe ou da escola.
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    Dos professores: Fazer com que selecionem um acervo de livros de qualidade, adequada a cada faixa-etária. Estimulá-los a realizar com freqüência e regularidade a leitura de diferentes histórias aos alunos. Instigá-los a compartilhar suas impressões sobre as histórias lidas e a favorecer a manifestação dos alunos, incentivando-os a opinar sobre as histórias ouvidas e a manifestar sentimentos e idéias. Fazer com que exponham preferências pessoais com o intuito de ampliar a possibilidade de as crianças avaliarem as histórias. Orientá-los na seleção textos adequados ao propósito da atividade habitual de leitura. Incentivá-los a compartilhar informações prévias e relevantes com os alunos sobre o que será lido para o melhor entendimento do texto.
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    Observar nos alunos...Participação em situação de conto e leitura de histórias. Escuta atenta e interessada nas histórias. Observação e manuseio de livros.
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    No meu ritmo!Ler onde e quando mais lhe convém, no ritmo que mais lhe agrada, podendo retardar ou apressar a leitura; interrompê-la, reler ou parar para refletir, a seu bel-prazer. Ler o que, quando, onde e como bem entender. Essa flexibilidade garante o interesse continuo pela leitura, tanto em relação à educação quanto ao entretenimento.
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    Capa do livro Theatrinho Infantil , de Figueiredo Pimentel, edição de 1926.
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    “ nem sempreserá possível estabelecer-se uma separação nítida entre os livros de entretenimento puro e o de leitura para aquisição de conhecimentos e estudo nas escolas, durante o século passado. Percebe-se que a literatura infantil propriamente dita partiu do livro escolar, do livro útil e funcional, de objetivo eminentemente didático .” (ARROYO, 1968, p. 93-94)
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    Um pouco dahistória do uso da literatura infantil...
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    Os livros dehistórias infantis eram usados como “pretexto” para ensinar outros pontos da matéria tornando a escola, destinatária privilegiada da produção desses textos. A importância da escola para o desenvolvimento da literatura infantil no período deve-se ao seu fortalecimento enquanto instituição e às campanhas de escolarização (com aumento de vagas, principalmente primárias). Além disso, o meio escolar era e é o melhor lugar para a disseminação dos valores da classe dominante entre as classes subalternas.
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    Dessa forma, os“temas” predominantes nesses livros são:   1) Nacionalismo: em função da necessidade das classes dominantes de difundir entre a classe média imagens da grandeza e modernidade do país. Isso acontece de três formas principais:   a) exaltação da natureza : as belezas naturais do país, o amor à terra que é extremamente fértil, idealização da vida rural. b) exaltação dos vultos e história do Brasil : origens, história e os grandes homens do país.   c) exaltação da língua : preocupação e culto da língua nacional, apuro na linguagem expondo as crianças a bons textos, daí também o culto de grandes autores e grandes obras.    
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    2) Intelectualismo: além da valorização dos grandes autores como modelo de língua, também eram valorizados como modelo de cultura a ser imitada; o livro e o estudo eram extremamente valorizados como meios essenciais de realização social; a escola ocupa papel de grande importância nas histórias.   3) Moralismo e religiosidade : valores que todo bom cidadão deveria ter como honestidade, bondade, respeito aos mais velhos, cumprir os deveres, caráter reto, obediência aos preceitos cristão, caridade, dedicação ao trabalho e à família, etc.
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    Algumas dicas: Todacriança, com raras exceções, gosta de livrinhos com: 1. Desenhos bem feitos. Tem que ser desenhos ou ilustrações; elas acham fotografias deprimentes e sóbrias demais para seu mundo, pode até ser uma fuga da realidade, mas é assim, e nesse momento não adianta entender porque. Saiba apenas que fotos para elas são menos interessantes que ilustrações. 2. Os desenhos ou ilustrações devem refletir claramente o que está no texto que ela está lendo, para que possa associar o mesmo com a idéia visual da situação, já que ela sozinha ainda é incapaz de fazer isso, e ainda está construindo associações de palavras com imagens. 3. Folhas com pouco texto. 4. Texto claro, de preferência com palavras que ela já conheça (isso não é obrigatório). 5. Livro com poucas páginas; média de 20.
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    EE Luiz MartinsMaristela Couto