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AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM EM PROCESSO
Língua Portuguesa
3ª série do Ensino Médio 	 Turma __________________________
2º Bimestre de 2020	 Data _______ / ________ / ________
Escola_______________________________________________________________________
Aluno _______________________________________________________________________
UTILIZE O LEITOR RESPOSTA ABAIXO DESSA LINHA ENQUADRANDO A CÂMERA APENAS NAS BOLINHAS
Obs.: Não deve existir nenhum tipo de rasura ou marcação extra próxima ao gabarito.
AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM EM PROCESSO
Língua Portuguesa
3ª série do Ensino Médio Turma ___________________
2º Bimestre de 2020 Data ______ /______ /______
Escola ________________________________________________
Aluno ________________________________________________
UTILIZE O LEITOR RESPOSTA ABAIXO DESSA LINHA ENQUADRANDO A CÂMERA APENAS NAS BOLINHAS
Obs.: Não deve existir nenhum tipo de rasura ou marcação extra próxima ao gabarito.
A B C D E
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2 Avaliação da Aprendizagem em Processo - 2º Bimestre de 2020  Prova do Aluno - 3ª série do Ensino Médio
Leia o texto e responda às questões 01 e 02.
Projeto para criar dicionário etimológico de língua portuguesa é lançado
Ao longo dos séculos, uma palavra latina transmitida pela boca do povo, sem interferências da
norma culta, transformou o som “T” em “D” quando entre vogais. Assim, “Civitatem” virou “Cidade” e
“Mutum”, “Mudo”. Em outros casos, muitas palavras não seguiram o curso regular e acabaram tendo
interferência de outras palavras. Como no caso da fruta chamada “Bilancia”, que se assemelhava a um
melão e que acabou se transformando em “Melancia”. Essas e muitas outras informações linguísticas
podem, em breve, estar disponíveis em um dicionário etimológico da língua portuguesa aberto ao
público.
O núcleo de apoio à pesquisa em Etimologia e História da Língua Portuguesa (NEHiLP) da
Universidade de São Paulo (USP) lançou na última quinta-feira, um projeto voltado ao desenvolvimento
de um dicionário, de acordo com os padrões internacionais, com o propósito de auxiliar pesquisadores
que se dedicam a aspectos históricos, fenômenos ou fatos linguísticos ligados ao idioma — assim
como os dicionários etimológicos Oxford, para a língua inglesa, e Le Robert, para a francesa — com
datações precisas, abonações referentes à primeira ocorrência das palavras, suas flexões e múltiplos
significados e ortografias [...]
Disponível em: <https://revistapesquisa.fapesp.br/2015/03/03/projeto-para-criar-de-dicionario-etimologico-de-lingua-portuguesa-e-lancado/>. Acesso
em: 03 mar. 2020.
Questão 01
O assunto principal do texto é
A)	 a comparação das palavras.
B)	 o padrão culto transformado.
C)	 a palavra latina decomposta.
D)	 o núcleo de apoio à pesquisa.
E)	 a elaboração de um dicionário.
Questão 02
Em “[...] com datações precisas, abonações
referentes à primeira ocorrência das palavras,
suas flexões e múltiplos significados e
ortografias.”, a expressão em destaque quer
dizer com
A)	 diferentes opiniões.
B)	 muitas definições.
C)	 distintas relações.
D)	 diversas flexões
E)	 várias formas.
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Avaliação da Aprendizagem em Processo - 2º Bimestre de 2020  Prova do Aluno - 3ª série do Ensino Médio 3
Leia o texto e responda às questões 03 e 04.
Último Pau de Arara
Luiz Gonzaga
A vida aqui só é ruim
Quando não chove no chão
Mas se chover dá de tudo
Fartura tem de montão
Tomara que chova logo
Tomara, meu Deus, tomara
Só deixo o meu Cariri
No último pau-de-arara
Só deixo o meu Cariri
No último pau-de-arara
Enquanto a minha vaquinha
Tiver o couro e o osso
E puder com o chocoalho
Pendurado no pescoço
Vou ficando por aqui
Que Deus do céu me ajude
Quem sai da terra natal
Em outro canto não para
Só deixo o meu Cariri
No último pau-de-arara
Só deixo o meu Cariri
No último pau-de-arara
Enquanto a minha vaquinha
Tiver o couro e o osso
E puder com o chocoalho
Pendurado no pescoço
Vou ficando por aqui
Disponível em: <https://www.vagalume.com.br/luiz-gonzaga/ultimo-pau-
de-arara.html>. Acesso em: 28 fev. 2020. (adaptado)
Questão 03
A ideia principal do texto está
A)	 na alegria em morar no Cariri.
B)	 na vida ruim para todos quando chove.
C)	 na representação de como vivem os animais.
D)	 na seca da região nordeste e suas consequências.
E)	 na oração feita ao divino para que a chuva possa cair.
Questão 04
A expressão “pau-de-arara”, no contexto do sertão, se refere ao
A)	 enfrentamento das dificuldades com a seca.
B)	 carregamento de animais que estão doentes.
C)	 transporte clandestino por meio de caminhões.
D)	 ambiente onde o sertanejo espera o tempo melhorar.
E)	 movimento de dois bambus para espantar a vaquinha.
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4 Avaliação da Aprendizagem em Processo - 2º Bimestre de 2020  Prova do Aluno - 3ª série do Ensino Médio
Leia o texto e responda às questões 05 e 06.
Angústia
Graciliano Ramos
[...] Certos lugares que me davam prazer
tornaram-se odiosos. Passo diante de uma
livraria, olho com desgosto as vitrinas, tenho
a impressão de que se acham ali pessoas
exibindo títulos e preços nos rostos, vendendo-
se. É uma espécie de prostituição. Um sujeito
chega, atenta, encolhendo os ombros ou
estirando o beiço, naqueles desconhecidos que
se amontoam por detrás do vidro. Outro larga
uma opinião à toa. Basbaques1
escutam, saem.
E os autores, resignados, mostram as letras e
os algarismos, oferecendo-se como as mulheres
da rua da Lama.
Vivo agitado, cheio de terrores, uma tremura
nas mãos, que emagreceram. As mãos já não
são minhas: são mãos de velho, fracas e inúteis.
As escoriações das palmas cicatrizaram.
Impossível trabalhar. Dão-me um ofício,
um relatório, para datilografar, na repartição.
Até dez linhas vou bem. Daí em diante a cara
balofa de Julião Tavares aparece em cima do
original, e os meus dedos encontram no teclado
uma resistência mole de carne gorda. E lá vem
o erro. Tento vencer a obsessão, capricho em
não usar a borracha. Concluo o trabalho, mas a
resma2
de papel fica muito reduzida.
À noite fecho as portas, sento-me à mesa
da sala de jantar, a munheca emperrada, o
pensamento vadio longe do artigo que me
pediram para o jornal. Vitória resmunga na
cozinha, ratos famintos remexem latas e
1	 Basbaque: 1 Que ou aquele que se espanta com tudo; 2 Que ou
aquele que é apalermado, bobo ou pateta.
2	 resma: Conjunto que contém 500 folhas de papel.
embrulhos no guarda-comidas, automóveis
roncam na rua.
Em duas horas escrevo uma palavra:
Marina. Depois, aproveitando letras deste nome,
arranjo coisas absurdas: ar, mar, rima, arma, ira,
amar. Uns vinte nomes. Quando não consigo
formar combinações novas, traço rabiscos que
representam uma espada, uma lira3
uma cabeça
de mulher e outros disparates. Penso em
indivíduos e em objetos que não têm relação com
os desenhos: processos, orçamentos, o diretor,
o secretário, políticos, sujeitos remediados que
me desprezam porque sou um pobre-diabo.
Tipos bestas. Ficam dias inteiros fuxicando
nos cafés e preguiçando, indecentes. Quando
avisto essa cambada, encolho-me, colo-me às
paredes como um rato assustado. Como um
rato, exatamente. Fujo dos negociantes que
soltam gargalhadas enormes, discutem política
[...].
Não posso pagar o aluguel da casa.
Dr. Gouveia aperta-me com bilhetes de
cobrança. Bilhetes inúteis, mas Dr. Gouveia
não compreende isto. Há também o homem da
luz, o Moisés das prestações, uma promissória
de quinhentos mil-réis, já reformada. E coisas
piores, muito piores.
O artigo que me pediram afasta-se do papel.
É verdade que tenho o cigarro e tenho o álcool,
mas quando bebo demais ou fumo demais, [...]
a minha tristeza cresce. Tristeza e raiva. Ar, mar,
ria, arma, ira. Passatempo estúpido.
Dr. Gouveia é um monstro. Compôs, no
quinto ano, duas colunas que publicou por
dinheiro na seção livre de um jornal ordinário.
Meteu esse trabalhinho num caixilho dourado e
3	 lira: 1 MÚS Instrumento de cordas, conhecido desde a mais alta
Antiguidade, que tinha a forma de um U, atravessado no alto
por uma barra em que se prendiam as extremidades superiores
das cordas, e que se usava para o acompanhamento de canto e
recitação.
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Avaliação da Aprendizagem em Processo - 2º Bimestre de 2020  Prova do Aluno - 3ª série do Ensino Médio 5
pregou-o na parede, por cima do bureau4
. Está cheio de erros e pastéis. Mas Dr. Gouveia não os sente.
O espírito dele não tem ambições. Dr. Gouveia só se ocupa com o temporal: a renda das propriedades
e o cobre que o tesouro lhe pinga.
Não consigo escrever. Dinheiro e propriedades, que me dão sempre desejos violentos de
mortandade e outras destruições, as duas colunas mal impressas, caixilho, Dr. Gouveia, Moisés,
homem da luz, negociantes, políticos, diretor e secretário, tudo se move na minha cabeça, como
um bando de vermes, em cima de uma coisa amarela, gorda e mole que é, reparando-se bem, a
cara balofa de Julião Tavares muito aumentada. Essas sombras se arrastam com lentidão viscosa5
,
misturando-se, formando um novelo confuso.
[...]
RAMOS, Graciliano. Angústia. 1 ed. Rio de Janeiro: Record, 2013. p. 2 - 4. (adaptado)
Questão 05
No trecho da obra, há uma indisposição entre funcionário e chefe, o que nos remete
A)	 a aspectos sociais das divergências entre classes sociais.
B)	 à aflição da pobreza e da fome presente no período da escravidão.
C)	 ao aspecto cultural apresentado sob a óptica de um sujeito confuso.
D)	 ao trabalho árduo realizado pelo funcionário apenas na era modernista.
E)	 à narração ficcional sobre ambientes de leituras realizadas através de vitrines.
Questão 06
A obra “Angústia”, de Graciliano Ramos, apresenta uma denúncia entre a tomada de consciência no
Brasil dos anos 30, com a modernização acelerada, e o sistema escravista herdados pelo país. Essa
relação evidencia
A)	 o cotidiano de um funcionário público.
B)	 a conscientização das classes sociais nesse período.
C)	 a impossibilidade de um indivíduo trabalhar na velhice.
D)	 os diferentes ofícios em oposição à época da modernização.
E)	 as dificuldades individuais que refletem a crise social existente.
4	 bureau ou birô: Escrivaninha com gavetas.
5	 viscosa: 5 FIG. Diz-se de algo que causa sensação de enfado ou aborrecimento.
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6 Avaliação da Aprendizagem em Processo - 2º Bimestre de 2020  Prova do Aluno - 3ª série do Ensino Médio
Leia o texto e responda à questão 07.
Fala
Secos e Molhados
Eu não sei dizer
Nada por dizer
Então eu escuto
Se você disser
Tudo o que quiser
Então eu escuto
Fala
lá, lá, lá, lá, lá, lá. lá, lá, lá
Fala
Se eu não entender
Não vou responder
Então eu escuto
Eu só vou falar
Na hora de falar
Então eu escuto
Fala
lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá
Fala
Disponível em: <https://www.letras.mus.br/secos-molhados/81175/>.
Acesso em: 28 de fev.2020.
Questão 07
No poema a expressão “lá, lá, lá, lá, lá ...” tem
como função comunicativa
A)	 a representação de um som.
B)	 a expressão poética musical.
C)	 a ironia para quem escuta.
D)	 a indicação de um lugar.
E)	 a euforia do eu lírico.
Leia o texto e responda às questões 08, 09 e 10.
Redes Sociais e a felicidade
Por Colaborador Externo | 17 de Junho de 2014
às 15h00
Por Dominique Magalhães
Vivemos em um mundo tecnologicamente
avançado, onde se tornou comum a exposição de
particularidades: fotos, vídeos, notícias e estados
de espírito. Nesta onda de compartilhamento,
boa parte de nós já teve a sensação de que a
“grama do vizinho é sempre mais verde”.
Entretanto é preciso lembrar que é comum
nos deixarmos influenciar pela ideia de que ser
feliz é morar no bairro mais caro, ter o carro do ano
ou ter a ‘vida perfeita’ de uma atriz de novela. A
verdade é que ser feliz tem a ver com a construção
de um modo particular de enxergarmos as coisas
e de sentirmos a vida, evitando comparações
com a trajetória alheia.
A exposição digital não pode nos afastar do
‘olho no olho’, ou do simples ‘olhar pela janela’.
Todos os exageros nos impedem do contato
e da oportunidade de nos olharmos e nos
reinventarmos a cada dia através do outro.
Um estudo divulgado no ano passado pela
Universidade de Michigan apontou uma ligação
entre o uso excessivo das redes sociais e a
infelicidade. Dados coletados assinalam que
as emoções ligadas à infelicidade aumentaram
proporcionalmente ao tempo de exposição às
postagens de gente aparentemente feliz.
Paradesenvolveromaterial,ospesquisadores
enviavam cinco mensagens diárias, durante
duas semanas a cada voluntário de um grupo
de 82 pessoas dentre jovens e adultos. Os links
mostravam a quantidade de vezes que cada um
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Avaliação da Aprendizagem em Processo - 2º Bimestre de 2020  Prova do Aluno - 3ª série do Ensino Médio 7
dos usuários visitava a rede social e quais eram
seus níveis de preocupação, solidão e satisfação
geral com a vida.
A vida do outro tem o mesmo grau de
dificuldade que a nossa. O que acontece é que
a maioria das pessoas destaca somente o que
acontece de bom e isso nos gera a impressão
de perfeição. Não há nada de errado em evitar
postagens ruins, mas devemos lembrar que as
redes sociais representam apenas uma parte de
nós, aquilo que achamos que vale à pena dividir,
evitando ressaltar coisas negativas.
Não considero estas escolhas uma espécie
de alienação, mas sim uma maneira de dizer:
‘isso é legal e eu quero dividir com meus amigos’.
Muitas vezes, estamos tristes e, passear por uma
postagem engraçada ou uma foto bonita, uma
poesia, um vídeo, pode ser um incentivo. Todas
as relações devem ser saudáveis, sejam virtuais
ou pessoais.
Disponível em: <https://canaltech.com.br/comportamento/Redes-
Sociais-e-a-felicidade/>. Acesso em: 12 fev. 2020.
 
Questão 08
A autora optou por escrever parte do texto em 1ª
pessoa do plural, isso pode ser confirmado em:
A)	 “Vivemos em um mundo tecnologicamente
avançado [...]”.
B)	 “Não considero estas escolhas uma espécie
de alienação [...]”.
C)	 “Todas as relações devem ser saudáveis,
sejam virtuais ou pessoais”.
D)	 “Dados coletados assinalam que as
emoções ligadas à infelicidade aumentaram
[...]”.
E)	 “Para desenvolver o material, os
pesquisadores enviavam cinco mensagens
diárias [...]”.
Questão 09
O uso das aspas em “grama do vizinho é sempre
mais verde” foi uma escolha da autora para
A)	 marcar o sentido denotativo das palavras.
B)	 aproximar o leitor de falas populares.
C)	 citar a fala de um autor de outro texto.
D)	 construir novas expressões linguísticas.
E)	 destacar uma palavra estrangeira.
Questão 10
O texto tem como tema
A)	 as pessoas fingem momentos felizes nos
meios virtuais.
B)	 as redes sociais mostram que ser feliz é ter
uma vida de novela.
C)	 os usuários que postam fotos particulares
causam tristeza.
D)	 as postagens no mundo tecnologicamente
avançado causam tristeza.
E)	 os usos excessivos das redes sociais podem
causar infelicidade.
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8 Avaliação da Aprendizagem em Processo - 2º Bimestre de 2020  Prova do Aluno - 3ª série do Ensino Médio
Leia o texto e responda à questão 11.
Fazer o brasileiro ler é o maior
desafio no Dia Mundial do Livro
Com uma média de 2,4 livros por habitante, país tem uma
longa jornada para estimular a leitura e o acesso aos livros
Karla Dunder, do R7
23/04/2019 - 04h (Atualizado em 24/04/2019 -
11h36)
O Dia Mundial do Livro e do Direito do Autor é
comemorado no dia 23 de abril. De acordo com a
pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, o brasileiro
lê, em média, 2,43 livros por ano e o desafio
continua a ser incentivar a leitura.
Como?
Para Elisabete Veras, analista de cultura
do Departamento Nacional do Sesc e uma das
responsáveis pela Rede Sesc de Bibliotecas, é
importante que haja uma relação direta com o
público. “O leitor precisa ter contato com o livro
e também é importante o contato com o universo
da leitura de outras maneiras, de forma coletiva,
como exposições, contação de histórias, recitais.
O estímulo e o contato com a leitura podem vir de
diferentes maneiras”.
Para ler é preciso ter acesso ao livro. Óbvio?
Em um país como o Brasil, nem sempre é. No
caso do Sesc, os livros chegam até os leitores em
unidades móveis, 57 caminhões, que carregam
uma biblioteca na bagagem, nada menos que
um acervo total de 200 mil livros. “Percorremos
os grandes centros, mas também alcançamos
lugares distantes do Brasil, muitas vezes, aquele
é o único contato que aquelas pessoas têm com
livros”, conta.
As dimensões territoriais do Brasil são, por
si, um desafio. E as condições muitas vezes não
são favoráveis, quando a população não tem
as necessidades básicas atendidas, fica difícil
falar em livros. Daí, na concepção de Elisabete,
a necessidade de envolver o leitor de diferentes
maneiras.
É importante abrir as portas das bibliotecas
ou salas de leitura, mas se não tiver um estímulo,
não será o suficiente. Nem sempre o caminho
da leitura é fácil, é preciso que haja mediação,
incentivo. Um ambiente agradável e outras formas
de apresentar o texto são atrativos para o leitor.
Internet versus Papel?
A Internet tem sido um facilitador para o
acesso à informação e a leitura. “Mas o livro físico
ainda é o principal meio de acesso à leitura, muitas
vezes o primeiro contato com a obra é digital, mas
o relacionamento com o texto literário se dá via
papel”.
E para quem pensa que leitura é coisa para
os mais velhos, uma surpresa: os livros mais
emprestados pelas bibliotecas do Sesc são
focados no público jovem e infanto-juvenil: Diário
de um Banana, a saga do bruxinho Harry Potter
e A Culpa é das Estrelas são os preferidos dos
leitores.
“Os números de leitura ainda são baixos
no Brasil, isso é fato, temos um longo caminho
a trilhar, é preciso integrar os leitores, promover
interação com outras linguagens para que esses
índices possam melhorar”.
Disponível em: <https://noticias.r7.com/educacao/fazer-o-brasileiro-ler-
e-o-maior-desafio-no-dia-mundial-do-livro-24042019>. Acesso em: 12
fev. 2020. (adaptado)
Questão 11
Atese de que o país está longe de melhorar seus
índices de leitura é defendida com o argumento
de que
A)	 a população não tem as necessidades
básicas atendidas.
B)	 a leitura é uma coisa para os mais velhos.
C)	 a internet contribui para o acesso à leitura.
D)	 o jovem brasileiro lê 2,4 livros por ano.
E)	 o desafio é incentivar a leitura.
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Avaliação da Aprendizagem em Processo - 2º Bimestre de 2020  Prova do Aluno - 3ª série do Ensino Médio 9
Leia o texto e responda à questão 12.
Disponível em: <https://blog.estantevirtual.com.br/2011/05/26/livros-tambem-sao-tema-de-tirinhas/>. Acesso em: 04 mar. 2020.
Questão 12
O uso de aspas no pensamento da última personagem indica
A)	 a transcrição de um trecho de texto apresentado no livro.
B)	 a citação de uma autoridade sobre o assunto da leitura.
C)	 a leitura de uma manchete do jornal.
D)	 a opinião do autor do texto.
E)	 a conclusão do texto.
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10 Avaliação da Aprendizagem em Processo - 2º Bimestre de 2020  Prova do Aluno - 3ª série do Ensino Médio
Leia o texto e responda à questão 13.
NEM MINHA MÃE
Luís Pimentel
Heleninha disse: “nunca mais me ache, nunca mais me olhe, nunca mais me siga, nunca mais peça
qualquer notícia minha”. Tudo isso com uma raiva indescritível, saindo fumaça dos olhos e perdigotos
pela boca.
“E também nunca mais apareça em minha frente, Serginho, nunca mais me escreva, nunca mais dê
qualquer informação de sua existência, pois dela eu quero é distância.”
Disse também: “nunca mais cruze o meu caminho, Serginho, nunca mais deixe de atravessar a rua
quando me vir passar”.
Disse mais: “nunca mais lembre que existo, risque meu nome do seu caderno, nunca mais apareça,
me esqueça, me esqueça, me esqueça”.
Cheguei em casa triste, arrasado, macambúzio6
e esquisitão. Fiquei quieto no meu canto, não disse
nada, não pedi nada, nem falei com ninguém. Mas minha mãe, que sempre percebe tudo, percebeu o
meu estado de choque, de tristeza e de pânico e quis saber o que houve. Contei tudo, repeti tudo o que
a Heleninha me disse.
Inclusive com as ênfases, as repetições, a fumaça e os perdigotos.
Vocês não vão acreditar, mas minha mãe, minha santa mãezinha, olhou para mim com o olhar mais
cheio de piedade do mundo, passou a mão em minha cabeça e disse: “é assim mesmo, Serginho. As
mulheres são assim, meu filho”.
Quer dizer que nem minha mãe escapa?
PIMENTEL, Luís. Nem minha mãe. In: Cabelos molhados: contos. Brasília, DF: MEC, 2006. (Literatura para todos. v. 10)
Questão 13
A ironia desse conto está relacionada
A)	 à brutalidade com que a namorada terminou o romance.
B)	 ao comentário sobre as mulheres feito pela mãe.
C)	 ao sentimento de dor experimentado pelo narrador.
D)	 às frases agressivas pronunciadas pela namorada.
E)	 ao humor presente no início do texto na frase entre aspas.
6	 macambúzio: COLOQ Em que há melancolia, tristeza; tomado pela insatisfação; melancólico, sombrio, taciturno.
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Avaliação da Aprendizagem em Processo - 2º Bimestre de 2020  Prova do Aluno - 3ª série do Ensino Médio 11
Leia o texto e responda à questão 14.
Maria Moura
Raquel de Queiroz
Fizumareuniãocomopessoalparaapresentar
o Duarte. Antes já tinha falado com o João Rufo,
que achou a ideia boa: “Aqui estava faltando
mesmo um feitor, sangue novo.” João estava se
sentindo cansado, como eu já disse, não era mais
como dantes. E ia recomeçar a lenga-lenga de
todo dia, mas eu cortei:
— Já sei disso tudo, João. Por isso mesmo
quis saber o que você acha do Duarte.
E na hora da reunião, para explicar de saída
o motivo de Duarte começar pelo alto, em posição
de confiança, ataquei logo de frente:
— Acho que vocês todos conhecem ele – ou
pelo menos sabem quem é: o meu primo Duarte,
filho do meu tio Xandó das Marias Pretas. [...]
Olhei a cara de todos. Não tinha nenhum
emburrado; estava se vendo que eu não contava
novidade e João Rufo já devia ter dado o serviço.
O Duarte então se levantou, estendeu a mão
para eles; de um em um os cabras lhe apertaram a
mão. Eu mandei servir um dedal de jeribita7
, para
festejar.
[...]
QUEIROZ, Raquel de. Memorial de Maria Moura. Rio de Janeiro:
BestBolso, 2010. p. 304. (adaptado)
Questão 14
A parte principal do texto é
A)	 o cansaço de João.
B)	 a história do tio Xandó.
C)	 o rosto emburrado das pessoas.
D)	 a apresentação do primo Duarte.
E)	 a festança com um dedal de jeribita.
7	 jeribita: cachaça.
Leia o texto e responda à questão 15.
Quarto de despejo
Carolina de Jesus
13 de maio – Hoje amanheceu chovendo. É
um dia simpático para mim.
É o dia da Abolição. Dia que comemoramos
a libertação dos escravos.
[...]
Choveu, esfriou. É o inverno que chega. E
no inverno a gente come mais. A Vera começou
pedir comida. E eu não tinha. Era a reprise
do espetáculo. Eu estava com dois cruzeiros.
Pretendia comprar um pouco de farinha para
fazer um virado. Fui pedir um pouco de banha a
Dona Alice. Ela deu-me a banha e arroz. Era 9
horas da noite quando comemos.
E assim no dia 13 de maio de 1958 eu lutava
contra a escravatura atual – a fome!
JESUS, Carolina de. Quarto de despejo. São Paulo: Francisco Alves,
1960. p. 160 - 161.
Questão 15
O diário de Carolina de Jesus, Quarto de
Despejo, retrata a vida da escritora. No trecho,
percebe-se uma questão social historicamente
combatida no mundo inteiro, que é a
A)	 condição contrária à escravidão.
B)	 alimentação tradicional das famílias.
C)	 má distribuição de renda.
D)	 caridade aos mais pobres.
E)	 mudança climática.
 
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12 Avaliação da Aprendizagem em Processo - 2º Bimestre de 2020  Prova do Aluno - 3ª série do Ensino Médio
Leia o texto e responda à questão 16.
Minha vida de menina
Helena Morley
Quinta-feira, 23 de fevereiro
[...]
Leontino veio nos convidar para irmos assistir à inauguração do telégrafo8
que eles fizeram em casa,
e que tia Aurélia esperava mamãe e a família toda com muito carajé9
chocolate e sequilhos. Fomos todos
e Dindinha também. Ficamos, a metade das pessoas, na sala de visitas e a outra metade na sala de
jantar, no fim do corredor, que é muito comprido. Os da sala passavam telegrama para os de lá de dentro e
a resposta era escrita com uns risquinhos, que a pena ia fazendo numa tira de papel, que Sérgio lia, e
estava certinho. Dindinha, mamãe e as tias ficavam de boca aberta, de ver como eles passavam direito,
como se fosse no telégrafo. Comemos muito carajé. Tivemos uma boa mesa de chocolate, café e sequilhos,
e as tias saíram falando da inteligência dos meninos de lá. Tia Aurélia faz tanta coisa boa, porque sabe
que todos vão admirar os filhos dela e ficar com inveja. Mamãe é uma que daria a vida para nós sermos
como os filhos de tia Aurélia, que só vivem estudando. Mas ela mesma já se convenceu de que tudo que
os filhos de tia Aurélia fazem, mais do que nós, é porque o pai deles é comerciante e pode olhar os filhos.
Nós, com meu pai vivendo fora, na lavra10
e mamãe querendo ir sempre atrás dele, teremos mesmo de ser
como somos.
[...]
MORLEY, Helena. Minha vida de menina. 1 ed. São Paulo: Companhia de Bolso, 2016. p. 27.
Questão 16
O texto “Minha vida de menina” é o diário de uma adolescente escrito entre os anos de 1893 e 1895,
em Diamantina, Minas Gerais, cidade que vislumbrava o futuro. Quanto a esse sonho de modernidade,
se destaca a
A)	 chegada do telégrafo.
B)	 vida simples do campo.
C)	 comida típica da época.
D)	 luta entre classes sociais.
E)	 dificuldade de cuidar dos filhos.
8	 Telégrafo: Aparelho destinado a transmitir mensagens ou quaisquer comunicações a distância, por meio de sinais convencionados.
9	 Carajé: Confeito de açúcar.
10 Lavra: local de cultivo ou preparo da terra.
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  • 1. 12 AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM EM PROCESSO Língua Portuguesa 3ª série do Ensino Médio Turma __________________________ 2º Bimestre de 2020 Data _______ / ________ / ________ Escola_______________________________________________________________________ Aluno _______________________________________________________________________ UTILIZE O LEITOR RESPOSTA ABAIXO DESSA LINHA ENQUADRANDO A CÂMERA APENAS NAS BOLINHAS Obs.: Não deve existir nenhum tipo de rasura ou marcação extra próxima ao gabarito. AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM EM PROCESSO Língua Portuguesa 3ª série do Ensino Médio Turma ___________________ 2º Bimestre de 2020 Data ______ /______ /______ Escola ________________________________________________ Aluno ________________________________________________ UTILIZE O LEITOR RESPOSTA ABAIXO DESSA LINHA ENQUADRANDO A CÂMERA APENAS NAS BOLINHAS Obs.: Não deve existir nenhum tipo de rasura ou marcação extra próxima ao gabarito. A B C D E 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 12 3EM_27ED_LP_REVISAO_3.indd 1 08/06/2020 20:53:31
  • 2. 2 Avaliação da Aprendizagem em Processo - 2º Bimestre de 2020  Prova do Aluno - 3ª série do Ensino Médio Leia o texto e responda às questões 01 e 02. Projeto para criar dicionário etimológico de língua portuguesa é lançado Ao longo dos séculos, uma palavra latina transmitida pela boca do povo, sem interferências da norma culta, transformou o som “T” em “D” quando entre vogais. Assim, “Civitatem” virou “Cidade” e “Mutum”, “Mudo”. Em outros casos, muitas palavras não seguiram o curso regular e acabaram tendo interferência de outras palavras. Como no caso da fruta chamada “Bilancia”, que se assemelhava a um melão e que acabou se transformando em “Melancia”. Essas e muitas outras informações linguísticas podem, em breve, estar disponíveis em um dicionário etimológico da língua portuguesa aberto ao público. O núcleo de apoio à pesquisa em Etimologia e História da Língua Portuguesa (NEHiLP) da Universidade de São Paulo (USP) lançou na última quinta-feira, um projeto voltado ao desenvolvimento de um dicionário, de acordo com os padrões internacionais, com o propósito de auxiliar pesquisadores que se dedicam a aspectos históricos, fenômenos ou fatos linguísticos ligados ao idioma — assim como os dicionários etimológicos Oxford, para a língua inglesa, e Le Robert, para a francesa — com datações precisas, abonações referentes à primeira ocorrência das palavras, suas flexões e múltiplos significados e ortografias [...] Disponível em: <https://revistapesquisa.fapesp.br/2015/03/03/projeto-para-criar-de-dicionario-etimologico-de-lingua-portuguesa-e-lancado/>. Acesso em: 03 mar. 2020. Questão 01 O assunto principal do texto é A) a comparação das palavras. B) o padrão culto transformado. C) a palavra latina decomposta. D) o núcleo de apoio à pesquisa. E) a elaboração de um dicionário. Questão 02 Em “[...] com datações precisas, abonações referentes à primeira ocorrência das palavras, suas flexões e múltiplos significados e ortografias.”, a expressão em destaque quer dizer com A) diferentes opiniões. B) muitas definições. C) distintas relações. D) diversas flexões E) várias formas. 3EM_27ED_LP_REVISAO_3.indd 2 08/06/2020 20:53:32
  • 3. Avaliação da Aprendizagem em Processo - 2º Bimestre de 2020  Prova do Aluno - 3ª série do Ensino Médio 3 Leia o texto e responda às questões 03 e 04. Último Pau de Arara Luiz Gonzaga A vida aqui só é ruim Quando não chove no chão Mas se chover dá de tudo Fartura tem de montão Tomara que chova logo Tomara, meu Deus, tomara Só deixo o meu Cariri No último pau-de-arara Só deixo o meu Cariri No último pau-de-arara Enquanto a minha vaquinha Tiver o couro e o osso E puder com o chocoalho Pendurado no pescoço Vou ficando por aqui Que Deus do céu me ajude Quem sai da terra natal Em outro canto não para Só deixo o meu Cariri No último pau-de-arara Só deixo o meu Cariri No último pau-de-arara Enquanto a minha vaquinha Tiver o couro e o osso E puder com o chocoalho Pendurado no pescoço Vou ficando por aqui Disponível em: <https://www.vagalume.com.br/luiz-gonzaga/ultimo-pau- de-arara.html>. Acesso em: 28 fev. 2020. (adaptado) Questão 03 A ideia principal do texto está A) na alegria em morar no Cariri. B) na vida ruim para todos quando chove. C) na representação de como vivem os animais. D) na seca da região nordeste e suas consequências. E) na oração feita ao divino para que a chuva possa cair. Questão 04 A expressão “pau-de-arara”, no contexto do sertão, se refere ao A) enfrentamento das dificuldades com a seca. B) carregamento de animais que estão doentes. C) transporte clandestino por meio de caminhões. D) ambiente onde o sertanejo espera o tempo melhorar. E) movimento de dois bambus para espantar a vaquinha. 3EM_27ED_LP_REVISAO_3.indd 3 08/06/2020 20:53:32
  • 4. 4 Avaliação da Aprendizagem em Processo - 2º Bimestre de 2020  Prova do Aluno - 3ª série do Ensino Médio Leia o texto e responda às questões 05 e 06. Angústia Graciliano Ramos [...] Certos lugares que me davam prazer tornaram-se odiosos. Passo diante de uma livraria, olho com desgosto as vitrinas, tenho a impressão de que se acham ali pessoas exibindo títulos e preços nos rostos, vendendo- se. É uma espécie de prostituição. Um sujeito chega, atenta, encolhendo os ombros ou estirando o beiço, naqueles desconhecidos que se amontoam por detrás do vidro. Outro larga uma opinião à toa. Basbaques1 escutam, saem. E os autores, resignados, mostram as letras e os algarismos, oferecendo-se como as mulheres da rua da Lama. Vivo agitado, cheio de terrores, uma tremura nas mãos, que emagreceram. As mãos já não são minhas: são mãos de velho, fracas e inúteis. As escoriações das palmas cicatrizaram. Impossível trabalhar. Dão-me um ofício, um relatório, para datilografar, na repartição. Até dez linhas vou bem. Daí em diante a cara balofa de Julião Tavares aparece em cima do original, e os meus dedos encontram no teclado uma resistência mole de carne gorda. E lá vem o erro. Tento vencer a obsessão, capricho em não usar a borracha. Concluo o trabalho, mas a resma2 de papel fica muito reduzida. À noite fecho as portas, sento-me à mesa da sala de jantar, a munheca emperrada, o pensamento vadio longe do artigo que me pediram para o jornal. Vitória resmunga na cozinha, ratos famintos remexem latas e 1 Basbaque: 1 Que ou aquele que se espanta com tudo; 2 Que ou aquele que é apalermado, bobo ou pateta. 2 resma: Conjunto que contém 500 folhas de papel. embrulhos no guarda-comidas, automóveis roncam na rua. Em duas horas escrevo uma palavra: Marina. Depois, aproveitando letras deste nome, arranjo coisas absurdas: ar, mar, rima, arma, ira, amar. Uns vinte nomes. Quando não consigo formar combinações novas, traço rabiscos que representam uma espada, uma lira3 uma cabeça de mulher e outros disparates. Penso em indivíduos e em objetos que não têm relação com os desenhos: processos, orçamentos, o diretor, o secretário, políticos, sujeitos remediados que me desprezam porque sou um pobre-diabo. Tipos bestas. Ficam dias inteiros fuxicando nos cafés e preguiçando, indecentes. Quando avisto essa cambada, encolho-me, colo-me às paredes como um rato assustado. Como um rato, exatamente. Fujo dos negociantes que soltam gargalhadas enormes, discutem política [...]. Não posso pagar o aluguel da casa. Dr. Gouveia aperta-me com bilhetes de cobrança. Bilhetes inúteis, mas Dr. Gouveia não compreende isto. Há também o homem da luz, o Moisés das prestações, uma promissória de quinhentos mil-réis, já reformada. E coisas piores, muito piores. O artigo que me pediram afasta-se do papel. É verdade que tenho o cigarro e tenho o álcool, mas quando bebo demais ou fumo demais, [...] a minha tristeza cresce. Tristeza e raiva. Ar, mar, ria, arma, ira. Passatempo estúpido. Dr. Gouveia é um monstro. Compôs, no quinto ano, duas colunas que publicou por dinheiro na seção livre de um jornal ordinário. Meteu esse trabalhinho num caixilho dourado e 3 lira: 1 MÚS Instrumento de cordas, conhecido desde a mais alta Antiguidade, que tinha a forma de um U, atravessado no alto por uma barra em que se prendiam as extremidades superiores das cordas, e que se usava para o acompanhamento de canto e recitação. 3EM_27ED_LP_REVISAO_3.indd 4 08/06/2020 20:53:32
  • 5. Avaliação da Aprendizagem em Processo - 2º Bimestre de 2020  Prova do Aluno - 3ª série do Ensino Médio 5 pregou-o na parede, por cima do bureau4 . Está cheio de erros e pastéis. Mas Dr. Gouveia não os sente. O espírito dele não tem ambições. Dr. Gouveia só se ocupa com o temporal: a renda das propriedades e o cobre que o tesouro lhe pinga. Não consigo escrever. Dinheiro e propriedades, que me dão sempre desejos violentos de mortandade e outras destruições, as duas colunas mal impressas, caixilho, Dr. Gouveia, Moisés, homem da luz, negociantes, políticos, diretor e secretário, tudo se move na minha cabeça, como um bando de vermes, em cima de uma coisa amarela, gorda e mole que é, reparando-se bem, a cara balofa de Julião Tavares muito aumentada. Essas sombras se arrastam com lentidão viscosa5 , misturando-se, formando um novelo confuso. [...] RAMOS, Graciliano. Angústia. 1 ed. Rio de Janeiro: Record, 2013. p. 2 - 4. (adaptado) Questão 05 No trecho da obra, há uma indisposição entre funcionário e chefe, o que nos remete A) a aspectos sociais das divergências entre classes sociais. B) à aflição da pobreza e da fome presente no período da escravidão. C) ao aspecto cultural apresentado sob a óptica de um sujeito confuso. D) ao trabalho árduo realizado pelo funcionário apenas na era modernista. E) à narração ficcional sobre ambientes de leituras realizadas através de vitrines. Questão 06 A obra “Angústia”, de Graciliano Ramos, apresenta uma denúncia entre a tomada de consciência no Brasil dos anos 30, com a modernização acelerada, e o sistema escravista herdados pelo país. Essa relação evidencia A) o cotidiano de um funcionário público. B) a conscientização das classes sociais nesse período. C) a impossibilidade de um indivíduo trabalhar na velhice. D) os diferentes ofícios em oposição à época da modernização. E) as dificuldades individuais que refletem a crise social existente. 4 bureau ou birô: Escrivaninha com gavetas. 5 viscosa: 5 FIG. Diz-se de algo que causa sensação de enfado ou aborrecimento. 3EM_27ED_LP_REVISAO_3.indd 5 08/06/2020 20:53:32
  • 6. 6 Avaliação da Aprendizagem em Processo - 2º Bimestre de 2020  Prova do Aluno - 3ª série do Ensino Médio Leia o texto e responda à questão 07. Fala Secos e Molhados Eu não sei dizer Nada por dizer Então eu escuto Se você disser Tudo o que quiser Então eu escuto Fala lá, lá, lá, lá, lá, lá. lá, lá, lá Fala Se eu não entender Não vou responder Então eu escuto Eu só vou falar Na hora de falar Então eu escuto Fala lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá Fala Disponível em: <https://www.letras.mus.br/secos-molhados/81175/>. Acesso em: 28 de fev.2020. Questão 07 No poema a expressão “lá, lá, lá, lá, lá ...” tem como função comunicativa A) a representação de um som. B) a expressão poética musical. C) a ironia para quem escuta. D) a indicação de um lugar. E) a euforia do eu lírico. Leia o texto e responda às questões 08, 09 e 10. Redes Sociais e a felicidade Por Colaborador Externo | 17 de Junho de 2014 às 15h00 Por Dominique Magalhães Vivemos em um mundo tecnologicamente avançado, onde se tornou comum a exposição de particularidades: fotos, vídeos, notícias e estados de espírito. Nesta onda de compartilhamento, boa parte de nós já teve a sensação de que a “grama do vizinho é sempre mais verde”. Entretanto é preciso lembrar que é comum nos deixarmos influenciar pela ideia de que ser feliz é morar no bairro mais caro, ter o carro do ano ou ter a ‘vida perfeita’ de uma atriz de novela. A verdade é que ser feliz tem a ver com a construção de um modo particular de enxergarmos as coisas e de sentirmos a vida, evitando comparações com a trajetória alheia. A exposição digital não pode nos afastar do ‘olho no olho’, ou do simples ‘olhar pela janela’. Todos os exageros nos impedem do contato e da oportunidade de nos olharmos e nos reinventarmos a cada dia através do outro. Um estudo divulgado no ano passado pela Universidade de Michigan apontou uma ligação entre o uso excessivo das redes sociais e a infelicidade. Dados coletados assinalam que as emoções ligadas à infelicidade aumentaram proporcionalmente ao tempo de exposição às postagens de gente aparentemente feliz. Paradesenvolveromaterial,ospesquisadores enviavam cinco mensagens diárias, durante duas semanas a cada voluntário de um grupo de 82 pessoas dentre jovens e adultos. Os links mostravam a quantidade de vezes que cada um 3EM_27ED_LP_REVISAO_3.indd 6 08/06/2020 20:53:32
  • 7. Avaliação da Aprendizagem em Processo - 2º Bimestre de 2020  Prova do Aluno - 3ª série do Ensino Médio 7 dos usuários visitava a rede social e quais eram seus níveis de preocupação, solidão e satisfação geral com a vida. A vida do outro tem o mesmo grau de dificuldade que a nossa. O que acontece é que a maioria das pessoas destaca somente o que acontece de bom e isso nos gera a impressão de perfeição. Não há nada de errado em evitar postagens ruins, mas devemos lembrar que as redes sociais representam apenas uma parte de nós, aquilo que achamos que vale à pena dividir, evitando ressaltar coisas negativas. Não considero estas escolhas uma espécie de alienação, mas sim uma maneira de dizer: ‘isso é legal e eu quero dividir com meus amigos’. Muitas vezes, estamos tristes e, passear por uma postagem engraçada ou uma foto bonita, uma poesia, um vídeo, pode ser um incentivo. Todas as relações devem ser saudáveis, sejam virtuais ou pessoais. Disponível em: <https://canaltech.com.br/comportamento/Redes- Sociais-e-a-felicidade/>. Acesso em: 12 fev. 2020.   Questão 08 A autora optou por escrever parte do texto em 1ª pessoa do plural, isso pode ser confirmado em: A) “Vivemos em um mundo tecnologicamente avançado [...]”. B) “Não considero estas escolhas uma espécie de alienação [...]”. C) “Todas as relações devem ser saudáveis, sejam virtuais ou pessoais”. D) “Dados coletados assinalam que as emoções ligadas à infelicidade aumentaram [...]”. E) “Para desenvolver o material, os pesquisadores enviavam cinco mensagens diárias [...]”. Questão 09 O uso das aspas em “grama do vizinho é sempre mais verde” foi uma escolha da autora para A) marcar o sentido denotativo das palavras. B) aproximar o leitor de falas populares. C) citar a fala de um autor de outro texto. D) construir novas expressões linguísticas. E) destacar uma palavra estrangeira. Questão 10 O texto tem como tema A) as pessoas fingem momentos felizes nos meios virtuais. B) as redes sociais mostram que ser feliz é ter uma vida de novela. C) os usuários que postam fotos particulares causam tristeza. D) as postagens no mundo tecnologicamente avançado causam tristeza. E) os usos excessivos das redes sociais podem causar infelicidade. 3EM_27ED_LP_REVISAO_3.indd 7 08/06/2020 20:53:32
  • 8. 8 Avaliação da Aprendizagem em Processo - 2º Bimestre de 2020  Prova do Aluno - 3ª série do Ensino Médio Leia o texto e responda à questão 11. Fazer o brasileiro ler é o maior desafio no Dia Mundial do Livro Com uma média de 2,4 livros por habitante, país tem uma longa jornada para estimular a leitura e o acesso aos livros Karla Dunder, do R7 23/04/2019 - 04h (Atualizado em 24/04/2019 - 11h36) O Dia Mundial do Livro e do Direito do Autor é comemorado no dia 23 de abril. De acordo com a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, o brasileiro lê, em média, 2,43 livros por ano e o desafio continua a ser incentivar a leitura. Como? Para Elisabete Veras, analista de cultura do Departamento Nacional do Sesc e uma das responsáveis pela Rede Sesc de Bibliotecas, é importante que haja uma relação direta com o público. “O leitor precisa ter contato com o livro e também é importante o contato com o universo da leitura de outras maneiras, de forma coletiva, como exposições, contação de histórias, recitais. O estímulo e o contato com a leitura podem vir de diferentes maneiras”. Para ler é preciso ter acesso ao livro. Óbvio? Em um país como o Brasil, nem sempre é. No caso do Sesc, os livros chegam até os leitores em unidades móveis, 57 caminhões, que carregam uma biblioteca na bagagem, nada menos que um acervo total de 200 mil livros. “Percorremos os grandes centros, mas também alcançamos lugares distantes do Brasil, muitas vezes, aquele é o único contato que aquelas pessoas têm com livros”, conta. As dimensões territoriais do Brasil são, por si, um desafio. E as condições muitas vezes não são favoráveis, quando a população não tem as necessidades básicas atendidas, fica difícil falar em livros. Daí, na concepção de Elisabete, a necessidade de envolver o leitor de diferentes maneiras. É importante abrir as portas das bibliotecas ou salas de leitura, mas se não tiver um estímulo, não será o suficiente. Nem sempre o caminho da leitura é fácil, é preciso que haja mediação, incentivo. Um ambiente agradável e outras formas de apresentar o texto são atrativos para o leitor. Internet versus Papel? A Internet tem sido um facilitador para o acesso à informação e a leitura. “Mas o livro físico ainda é o principal meio de acesso à leitura, muitas vezes o primeiro contato com a obra é digital, mas o relacionamento com o texto literário se dá via papel”. E para quem pensa que leitura é coisa para os mais velhos, uma surpresa: os livros mais emprestados pelas bibliotecas do Sesc são focados no público jovem e infanto-juvenil: Diário de um Banana, a saga do bruxinho Harry Potter e A Culpa é das Estrelas são os preferidos dos leitores. “Os números de leitura ainda são baixos no Brasil, isso é fato, temos um longo caminho a trilhar, é preciso integrar os leitores, promover interação com outras linguagens para que esses índices possam melhorar”. Disponível em: <https://noticias.r7.com/educacao/fazer-o-brasileiro-ler- e-o-maior-desafio-no-dia-mundial-do-livro-24042019>. Acesso em: 12 fev. 2020. (adaptado) Questão 11 Atese de que o país está longe de melhorar seus índices de leitura é defendida com o argumento de que A) a população não tem as necessidades básicas atendidas. B) a leitura é uma coisa para os mais velhos. C) a internet contribui para o acesso à leitura. D) o jovem brasileiro lê 2,4 livros por ano. E) o desafio é incentivar a leitura. 3EM_27ED_LP_REVISAO_3.indd 8 08/06/2020 20:53:32
  • 9. Avaliação da Aprendizagem em Processo - 2º Bimestre de 2020  Prova do Aluno - 3ª série do Ensino Médio 9 Leia o texto e responda à questão 12. Disponível em: <https://blog.estantevirtual.com.br/2011/05/26/livros-tambem-sao-tema-de-tirinhas/>. Acesso em: 04 mar. 2020. Questão 12 O uso de aspas no pensamento da última personagem indica A) a transcrição de um trecho de texto apresentado no livro. B) a citação de uma autoridade sobre o assunto da leitura. C) a leitura de uma manchete do jornal. D) a opinião do autor do texto. E) a conclusão do texto. 3EM_27ED_LP_REVISAO_3.indd 9 08/06/2020 20:53:32
  • 10. 10 Avaliação da Aprendizagem em Processo - 2º Bimestre de 2020  Prova do Aluno - 3ª série do Ensino Médio Leia o texto e responda à questão 13. NEM MINHA MÃE Luís Pimentel Heleninha disse: “nunca mais me ache, nunca mais me olhe, nunca mais me siga, nunca mais peça qualquer notícia minha”. Tudo isso com uma raiva indescritível, saindo fumaça dos olhos e perdigotos pela boca. “E também nunca mais apareça em minha frente, Serginho, nunca mais me escreva, nunca mais dê qualquer informação de sua existência, pois dela eu quero é distância.” Disse também: “nunca mais cruze o meu caminho, Serginho, nunca mais deixe de atravessar a rua quando me vir passar”. Disse mais: “nunca mais lembre que existo, risque meu nome do seu caderno, nunca mais apareça, me esqueça, me esqueça, me esqueça”. Cheguei em casa triste, arrasado, macambúzio6 e esquisitão. Fiquei quieto no meu canto, não disse nada, não pedi nada, nem falei com ninguém. Mas minha mãe, que sempre percebe tudo, percebeu o meu estado de choque, de tristeza e de pânico e quis saber o que houve. Contei tudo, repeti tudo o que a Heleninha me disse. Inclusive com as ênfases, as repetições, a fumaça e os perdigotos. Vocês não vão acreditar, mas minha mãe, minha santa mãezinha, olhou para mim com o olhar mais cheio de piedade do mundo, passou a mão em minha cabeça e disse: “é assim mesmo, Serginho. As mulheres são assim, meu filho”. Quer dizer que nem minha mãe escapa? PIMENTEL, Luís. Nem minha mãe. In: Cabelos molhados: contos. Brasília, DF: MEC, 2006. (Literatura para todos. v. 10) Questão 13 A ironia desse conto está relacionada A) à brutalidade com que a namorada terminou o romance. B) ao comentário sobre as mulheres feito pela mãe. C) ao sentimento de dor experimentado pelo narrador. D) às frases agressivas pronunciadas pela namorada. E) ao humor presente no início do texto na frase entre aspas. 6 macambúzio: COLOQ Em que há melancolia, tristeza; tomado pela insatisfação; melancólico, sombrio, taciturno. 3EM_27ED_LP_REVISAO_3.indd 10 08/06/2020 20:53:32
  • 11. Avaliação da Aprendizagem em Processo - 2º Bimestre de 2020  Prova do Aluno - 3ª série do Ensino Médio 11 Leia o texto e responda à questão 14. Maria Moura Raquel de Queiroz Fizumareuniãocomopessoalparaapresentar o Duarte. Antes já tinha falado com o João Rufo, que achou a ideia boa: “Aqui estava faltando mesmo um feitor, sangue novo.” João estava se sentindo cansado, como eu já disse, não era mais como dantes. E ia recomeçar a lenga-lenga de todo dia, mas eu cortei: — Já sei disso tudo, João. Por isso mesmo quis saber o que você acha do Duarte. E na hora da reunião, para explicar de saída o motivo de Duarte começar pelo alto, em posição de confiança, ataquei logo de frente: — Acho que vocês todos conhecem ele – ou pelo menos sabem quem é: o meu primo Duarte, filho do meu tio Xandó das Marias Pretas. [...] Olhei a cara de todos. Não tinha nenhum emburrado; estava se vendo que eu não contava novidade e João Rufo já devia ter dado o serviço. O Duarte então se levantou, estendeu a mão para eles; de um em um os cabras lhe apertaram a mão. Eu mandei servir um dedal de jeribita7 , para festejar. [...] QUEIROZ, Raquel de. Memorial de Maria Moura. Rio de Janeiro: BestBolso, 2010. p. 304. (adaptado) Questão 14 A parte principal do texto é A) o cansaço de João. B) a história do tio Xandó. C) o rosto emburrado das pessoas. D) a apresentação do primo Duarte. E) a festança com um dedal de jeribita. 7 jeribita: cachaça. Leia o texto e responda à questão 15. Quarto de despejo Carolina de Jesus 13 de maio – Hoje amanheceu chovendo. É um dia simpático para mim. É o dia da Abolição. Dia que comemoramos a libertação dos escravos. [...] Choveu, esfriou. É o inverno que chega. E no inverno a gente come mais. A Vera começou pedir comida. E eu não tinha. Era a reprise do espetáculo. Eu estava com dois cruzeiros. Pretendia comprar um pouco de farinha para fazer um virado. Fui pedir um pouco de banha a Dona Alice. Ela deu-me a banha e arroz. Era 9 horas da noite quando comemos. E assim no dia 13 de maio de 1958 eu lutava contra a escravatura atual – a fome! JESUS, Carolina de. Quarto de despejo. São Paulo: Francisco Alves, 1960. p. 160 - 161. Questão 15 O diário de Carolina de Jesus, Quarto de Despejo, retrata a vida da escritora. No trecho, percebe-se uma questão social historicamente combatida no mundo inteiro, que é a A) condição contrária à escravidão. B) alimentação tradicional das famílias. C) má distribuição de renda. D) caridade aos mais pobres. E) mudança climática.   3EM_27ED_LP_REVISAO_3.indd 11 08/06/2020 20:53:32
  • 12. 12 Avaliação da Aprendizagem em Processo - 2º Bimestre de 2020  Prova do Aluno - 3ª série do Ensino Médio Leia o texto e responda à questão 16. Minha vida de menina Helena Morley Quinta-feira, 23 de fevereiro [...] Leontino veio nos convidar para irmos assistir à inauguração do telégrafo8 que eles fizeram em casa, e que tia Aurélia esperava mamãe e a família toda com muito carajé9 chocolate e sequilhos. Fomos todos e Dindinha também. Ficamos, a metade das pessoas, na sala de visitas e a outra metade na sala de jantar, no fim do corredor, que é muito comprido. Os da sala passavam telegrama para os de lá de dentro e a resposta era escrita com uns risquinhos, que a pena ia fazendo numa tira de papel, que Sérgio lia, e estava certinho. Dindinha, mamãe e as tias ficavam de boca aberta, de ver como eles passavam direito, como se fosse no telégrafo. Comemos muito carajé. Tivemos uma boa mesa de chocolate, café e sequilhos, e as tias saíram falando da inteligência dos meninos de lá. Tia Aurélia faz tanta coisa boa, porque sabe que todos vão admirar os filhos dela e ficar com inveja. Mamãe é uma que daria a vida para nós sermos como os filhos de tia Aurélia, que só vivem estudando. Mas ela mesma já se convenceu de que tudo que os filhos de tia Aurélia fazem, mais do que nós, é porque o pai deles é comerciante e pode olhar os filhos. Nós, com meu pai vivendo fora, na lavra10 e mamãe querendo ir sempre atrás dele, teremos mesmo de ser como somos. [...] MORLEY, Helena. Minha vida de menina. 1 ed. São Paulo: Companhia de Bolso, 2016. p. 27. Questão 16 O texto “Minha vida de menina” é o diário de uma adolescente escrito entre os anos de 1893 e 1895, em Diamantina, Minas Gerais, cidade que vislumbrava o futuro. Quanto a esse sonho de modernidade, se destaca a A) chegada do telégrafo. B) vida simples do campo. C) comida típica da época. D) luta entre classes sociais. E) dificuldade de cuidar dos filhos. 8 Telégrafo: Aparelho destinado a transmitir mensagens ou quaisquer comunicações a distância, por meio de sinais convencionados. 9 Carajé: Confeito de açúcar. 10 Lavra: local de cultivo ou preparo da terra. 3EM_27ED_LP_REVISAO_3.indd 12 08/06/2020 20:53:32