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APOSTILA REDAÇÃO
3º ANO ENSINO MÉDIO
2016
“Um país se faz com homens, livros, tablets e celulares”
Profª. Everaldina P. Oliveira
TIPOLOGIA TEXTUAL
Quanto aos tipos os textos podem ser:
1- Descrição
2- Narração
3-Dissertação
3.1-Dissertação- Argumentação
3.2-Dissertação - Exposição
4- Injunção/ Instrucional
5- Dialogal / Conversacional
6-Poetico
A) DESCRITIVO
Produz uma imaginação que o leitor não vê, permitindo-lhe imaginar: espaços( paisagens,
objetos); seres reais ou imaginários, estáticos ou evolutivos( em mutação).
Ex; Seu rosto era claro e estava iluminado pelos belos olhos azuis e contentes. Aquele
sorriso aberto recepcionava com simpatia a qualquer saudação, ainda que as bochechas
corassem ao menor elogio. Assim era aquele rostinho de menina-moça da adorável
Dorinha.
B) NARRATIVO
Relata fatos e acontecimentos situados no tempo, reais ou imaginários. Apela à imaginação
do leitor. EX: noticia, crônica, fabula, mitos, histórias infantis, lendas, relatos, reportagens,
apólogos, etc.
C) DISSERTATIVO
Dissertar é o mesmo que desenvolver ou explicar um assunto, discorrer sobre ele.
Dependendo do objetivo do autor, pode ter caráter expositivo ou argumentativo.
►Dissertação- Argumentação
Procura convencer. Apresenta ou defende uma tese, um ponto de vista. Quando polêmico,
toma partido contra ou a favor de uma pessoa, grupo ou uma instituição e suas idéias. Ex:
Seminário, verbete de enciclopédia, reportagem, editorial (que é mais argumentativo que
dissertativo)...
► Dissertação - Exposição
Apresentação de argumentos segundo uma organização lógica. Estabelecimento de
relações de causa e efeito. Estrutura formada por introdução, desenvolvimento e conclusão.
Verbos no presente
Ex: Debate, editorial, artigo de opinião, manifesto, carta aberta, carta de reclamação...
D) INJUNTIVO ( persuasivo ou instrucional)
Propõe uma ação ( questões de provas ou textos de engajamento político, moras, social).
Dá conselhos( receitas de cozinha, manuais de montagem, etc.). A publicidade,
recomendar a compra de um produto. Fazer com que o interlocutor tome alguma atitude.
Ex: Anúncio publicitário, regras de jogo, receita, manual de instruções, regulamento, livro de
autoajuda...
E) DIALOGAL OU CONVERSACIONAL
Caracteriza-se pelo diálogo entre os interlocutores. É o tipo predominante nos gêneros:
entrevista, conversa telefônica, chat, etc.
F) POÉTICO
Valoriza sons, rimas e a variedade de sentidos. Podemos encontrar textos poéticos
narrativos, descritivos, informativos( poesia didática antiga) e até com passagens ou
objetivos injuntivos, como a poesia social de Castro Alves ou algumas mensagens
publicitárias
TIPOS DOMÍNIOS OU DISCURSOS
PRODUÇÃO DE TEXTO
Elementos estruturais de um texto
Domínio Principal Gêneros textuais
Científico
Artigo científico Verbete de enciclopédia Nota de aula Nota de
rodapé Tese Dissertação Trabalho de conclusão
Biografia Patente Tabela Mapa Gráfico Resumo Resenha
Jornalístico
Editorial Notícia Reportagem Artigo de opinião Entrevista Anúncio
Carta ao leitor Resumo de novela Capa de revista Expediente
Errata Programação semanal Debate
Religioso
Oração Reza Lamentação Catecismo Homilia
Cântico religioso Sermão
Comercial
Nota de venda Nota de compra Fatura Anúncio Comprovante
de pagamento Nota promissória Nota fiscal Boleto Código de
barras Rótulo Logomarca Comprovante de renda Curriculum
vitae
Instrucional
Receita culinária Manual de instrução
Manual de montagem Regra de jogo Roteiro de viagem Contrato
Horóscopo Formulário Edital Placa Catálogo Glossário Receita
médica Bula de remédio
Jurídico
Contrato Lei Regimento Regulamento Estatuto Norma Certidão
Atestado Declaração Alvará Parecer Certificado Diploma Edital
Documento pessoal Boletim de ocorrência
Publicitário
Propaganda Anúncio Cartaz Folheto Logomarca Endereço
postal
Humorístico Piada Adivinha Charge
Interpessoal
Carta pessoal Carta comercial Carta aberta Carta do leitor
Carta oficial Carta convite Bilhete Ata Telegrama Agradecimento
Convite Advertência Bate-papo Aviso Informe Memorando
Mensagem Relato Requerimento Petição Órdem E-mail
Ameaça Fofoca Entrevista médica
Ficcional
Poema Conto Mito Peça de teatro Lenda Fábula Romance
Drama Crônica História em quadrinhos
Três são os elementos indispensáveis a qualquer tipo de texto: estrutura, conteúdo,
expressão.
A estrutura abrange três elementos:
a) unidade (ou não-contradição): num texto, deve-se desenvolver um único assunto ou
núcleo temático;
b) organicidade (ou relação): o texto coerente e coeso apresenta um inter-relacionamento
de todas as suas partes, o que resulta num todo articulado;
c) forma: o tipo de composição escolhido, segundo a finalidade: descrição (detalhar algo),
narração (contar uma história), dissertação (elaborar um raciocínio);
O conteúdo requer coerência e clareza.
a) coerência: é a escolha de idéias que devem ligar-se ao assunto proposto (para que não
se fuja do assunto);
b) clareza: é a utilização de construções que não sejam ambíguas ou mal-estruturadas, de
modo a facilitar o entendimento.
A expressão está diretamente ligada ao domínio da estrutura da língua e do léxico. Estes
dois últimos tópicos são resultados de um plano previamente elaborado e de uma revisão
apurada do texto.
Um mesmo texto pode apresentar características da descrição, narração e dissertação.
Entretanto, o texto será enquadrado em um dos três tipos de composição conforme o predomínio
da forma e linguagem utilizadas.
.
ASPECTOS FORMAIS E TÉCNICOS DE UMA REDAÇÃO
•• Produza um texto cuja estrutura formal esteja de acordo com o tipo de composição adequado
ao assunto: dissertação, narração ou descrição;
•• É fundamental a fidelidade ao assunto sugerido. Fale apenas sobre o que o comando da
redação pede;
•• texto deve apresentar um título, o qual deve estar no centro da linha, destacado com uma
única sublinha e sem estar separado por uma linha em relação ao texto;
•• Não é necessário atingir o total de linhas, cuja extensão é de 15, no mínimo, e de 30, no
máximo;
•• Na dissertação, os parágrafos devem ter tamanhos relativamente proporcionais;
•• Conserve um espaço proporcional também entre as palavras;
•• Não utilize forma ou tamanho de letras diferentes;
•• Cuidado com a ortografia. Se não tiver certeza da escrita correta, evite usar uma palavra.
Utilize sinônimos;
•• Não repita palavras ou expressões. Utilize também sinônimos, construções equivalentes ou
termos de coesão;
•• Evite ultrapassar as margens direita e esquerda. Utilize a translineação silábica, se for
necessária;
•• Em relação à caligrafia, a única exigência é de que ela seja compreensível;
•• Na medida do possível, não se esqueça da acentuação gráfica das palavras, que, muitas
vezes, pode gerar diferenças de sentido;
•• Se houver no texto neologismos, estrangeirismos, linguagem coloquial ou ênfase a palavras ou
expressões, destaque-os com aspas;
•• Não é necessário utilizar vocabulário erudito. O importante é expressar claramente o
pensamento;
•• Utilize frases breves, sobretudo em dissertação, para a maior clareza do pensamento e maior
espaço para o conteúdo;
•• É necessária uma boa pontuação. Além disso, há três aspectos fundamentais a um texto:
clareza, transposição compreensível do pensamento ao papel; coesão, uso adequado de
termos que ligam as partes do texto entre si; coerência, formulação de frases lógicas;
•• Você pode usar o rascunho e posteriormente passar o texto para o formulário final, sendo
assim possível revisar a redação antes de sua versão definitiva;
•• Lembre-se de que fazer uma redação não implica sempre a criação de ideias. Significa
simplesmente transpor o que você já sabe sobre um assunto de modo organizado à escrita.
Confie em sua capacidade de produzir um texto em sua língua;
•• As duas palavras que melhor definem uma redação de Vestibular são espontaneidade e
criatividade;
•• No Vestibular, vêm textos em anexo na Prova de Redação e eles sempre terão em comum o
mesmo assunto. Apesar de eles servirem de subsídio para montar o seu texto, é preferível
não "colar" as ideias deles, uma vez que isso demonstraria falta de criatividade do candidato.
Portanto não fuja do assunto e monte suas próprias ideias;
•• A expressão em prosa que aparece no Vestibular indica que você fará um texto a que você
está normalmente habituado, ou seja, o que tem parágrafos, períodos e frases. Não faça
jamais texto em verso, posto que a sua redação seria invalidada por isso.
O TEXTO DISSERTATIVO
É um texto no qual o autor expõe ou argumenta idéias a respeito de um dado qualquer de
sua realidade.
No texto dissertativo, o autor pode defender ou refutar uma posição. O que importa é que a
sua opinião seja evidenciada. Isso é indispensável e o mais fundamental de tudo.
Essa opinião a ser tomada por quem produz o texto pode estar no início dele ou reservada
ao final da dissertação. Contudo, em qualquer das hipóteses, não pode faltar.
O autor, se quiser, apresenta fatores positivos e negativos referentes à idéia-núcleo, desde
que manifeste a sua decisão favorável ou não ao assunto discutido ou conceito exposto.
Estrutura básica do texto dissertativo
* A quantidade de argumentos pode variar, inclusive, não ser apresentada na
introdução, deixando-se o seu emprego somente para o desenvolvimento.
*D
I
S
S
E
R
T
A
Ç
Ã
O
TEMA OU TÓPICO FRASAL ARGUMENTO 1
ARGUMENTO 2
ARGUMENTO 3
APROFUNDAMENTO DO ARGUMENTO
1
APROFUNDAMENTO DO ARGUMENTO
2
APROFUNDAMENTO DO ARGUMENTO
3
REAFIRMAÇÃO DO TEMA
+
SUGESTÃO DE PRODUÇÃO DE TEXTO COM BASE EM ESQUEMAS
ESQUEMA BÁSICO DA DISSERTAÇÃO
EXEMPLO:
TEMA: Chegando ao terceiro milênio, o homem ainda não conseguiu resolver graves problemas
que preocupam a todos.
POR QUÊ? (Chegando ao terceiro milênio, o homem ainda não conseguiu resolver graves
problemas que preocupam a todos.)
*arg. 1: Existem populações imersas em completa miséria.
*arg. 2: A paz é interrompida frequentemente por conflitos internacionais.
*arg. 3: O meio ambiente encontra-se ameaçado por sério desequilíbrio ecológico.
Focaremos nosso estudo no texto dissertativo, vejamos um exemplo:
O brasileiro sabe Português
1
O ensino de língua portuguesa tem assumido urna atitude prescritiva e discriminatória. a
Isso se deve à tentativa de unificação das gramáticas brasileira e lusitana. b
Fato que gera
diferenças entre a língua considerada padrão e aquela falada naturalmente no Brasil. c
Dessa
forma, o brasileiro acha que não sabe falar e escrever o seu idioma.
a
A gramática brasileira é baseada na de Portugal. Apesar de serem a mesma língua, o
Português brasileiro e o peninsular refletem atitudes culturais diferentes, logo representariam
usos específicos em cada pais. Contudo, a autonomia lingüistica do idioma brasileiro malogra
diante dos modelos inspirados nos portugueses.
b
As regras de uso convencionadas no Brasil se contrastam com o Português coloquial. A
forma natural de o brasileiro manusear o seu idioma é incompatível com as normas da língua
padrão. A gramática normativa não representa a verdadeira língua falada no país.
c
O resultado disso é a concepção dos brasileiros de que eles não conhecem o seu sistema
lingüístico. Em verdade, na medida em que falam e escrevem o seu idioma, conhecem-no. O que
pode haver é a necessidade de aperfeiçoar o seu uso.
2
É inegável que o Português é ensinado de forma gramatiqueira. Em vez de divulgar
regras, faz-se necessário alimentar no brasileiro a idéia de que ele é dono de sua língua. Para
isso, deve-se desenvolver o ensino produtivo do idioma brasileiro ao aperfeiçoamento de seu
domínio.
1º parágrafo: TEMA + argumento 1 +
argumento 2 + argumento 3
2° parágrafo :desenvolvimento
do argumento 1
3° parágrafo :desenvolvimento
do argumento 2
4° parágrafo :desenvolvimento
do argumento 3
5º paragrafo: conclusão
Observe que a estrutura do texto dissertativo é mantida:
1  Tema
a  Argumento (causa)
b  Argumento (conseqüência)
c  Argumento (conseqüência da conseqüência)
2  Reafirmação do tema
No texto dissertativo, o autor pode escolher o(s) tipo(s) de argumentação que utilizará, os quais
podem ser:
a) causa b) consequência c) causa da causa d) conseqüência da conseqüência
TÍTULO
A redação só deve ser intitulada depois de concluída. Não há necessidade de sublinhar o título
ou de colocá-lo entre aspas. Só coloque pontuação, se houver verbo.
• TÍTULO COM VERBO
• SOMENTE A PRIMEIRA LETRA É MAIUSCULA
• EX. Viver e aprender
• TÍTULO SEM VERBO
• AS PRIMEIRAS LETRAS DAS PRINCIPAIS PALAVRAS SÃO MAIUSCULAS
• EX. Vida e Saúde
ESTRUTURA DA DISSERTAÇÃO
INTRODUÇÃO - DESENVOLVIMENTO - CONCLUSÃO
1- INTRODUÇÃO
É a apresentação do assunto. O parágrafo introdutório caracteriza-se por apresentar uma ideia-
núcleo por meio de uma afirmação, interrogação, definição, citação, etc., combinados ou não
entre si.
Como iniciar a dissertação
É o primeiro parágrafo, deve ser breve e apresentar apenas informações sucintas sobre o tema
abordado. Deve ter no máximo quatro linhas.
Pode-se iniciar a introdução com:
- uma afirmação;
- uma ou mais perguntas;
- uma retrospectiva histórica (falando sobre dados passados) ;
- dados estatísticos (desde que verídicos e atuais);
- uma narração.
2- DESENVOLVIMENTO: É a análise crítica da ideia central.
Pode ocupar vários parágrafos em que se expõem juízos, raciocínios, provas, exemplos,
testemunhos históricos e justificativas que argumentem a idéia central proposta no primeiro
parágrafo.
O Desenvolvimento do Parágrafo Dissertativo
Deve ser constituído de, no mínimo, dois parágrafos. É a parte da redação em que os
argumentos são abordados. Cada argumento deve ser desenvolvido em um parágrafo distinto.
Pode-se desenvolver os argumentos por meio de relações de :
- confronto;
- causa-consequência;
- contraste;
- semelhança;
- tempo;
- espaço;
- enumeração;
- explicitação.
Exemplos de expressões utilizadas em parágrafos de desenvolvimento:
Confronto
"É possível que... no entanto..."
"É certo que... entretanto..."
"É provável que ... porém..."
Divisão de idéias
"Em primeiro lugar ...; em segundo ...; por último ..."
"Por um lado ...; por outro ..."
"Primeiramente, ...; em seguida, ...; finalmente, ..."
Enumeração
"É preciso considerar que ..."
"Também não devemos esquecer que ..."
"Não podemos deixar de lembrar que..."
Uso de citações
"Segundo ..."
"Conforme ..."
"De acordo com o que afirma ..."
Reafirmação
"Compreende-se então que ..."
"É bom acrescentar ainda que ..".
"É interessante reiterar ..."
Inserção de objetivos (mais usado em textos científicos)
"Com este trabalho objetiva-se ..."
"Pretende-se demonstrar ..."
"O presente trabalho objetiva ..."
Exemplificação
"A fim de comprovar o que foi dito, ..."
"Para exemplificar, ..."
"Exemplo disso é ..."
Oposição de ideias
"Por outro lado, ..."
"Em contrapartida, ..."
"Ao contrário do que se pensa, ..."
"Em compensação, ..."
Atenção a algumas expressões que podem ser utilizadas em seu texto:
"Para tanto, ..."
"Para isso, ..."
"Além disso, ..."
"Se é assim, ..."
"Na verdade, ..."
"É fundamental que ..."
"Tudo isso é ..."
"Nesse momento, ..."
"De toda forma, ..."
"De tal forma que ..."
"Em ambos os casos, ..."
Desenvolvimento por Comparação
Outra forma de se desenvolver a frase-núcleo é através do processo comparativo. Assim é
possível confrontar ideias, fatos, seres, fenômenos e, neste processo, apontar-lhes as
dessemelhanças (CONTRASTES) ou as semelhanças. Dependendo do resultado do ato
comparativo, o parágrafo terá o seu DESENVOLVIMENTO ordenado por:
a) COMPARAÇÃO-CONTRATE b) COMPARAÇÃO-SEMELHANÇA
Observemos os parágrafos abaixo:
“A juventude é uma infatigável aspiração de felicidade; a velhice, pelo contrário, é
dominada por um vago e persistente sentimento de dor, porque já estamos nos
convencendo de que a felicidade é uma ilusão, que só o sofrimento é real. Por isso, o
homem sensato deseja mais sofrer que gozar.
Em plena juventude quando eu ouvia bater à porta, saltava e alegria e pensava:
Bom! Alguma coisa sucede. Mais tarde, experimentado pela vida, o mesmo ruído
sobressaltava-me de angústia, e pensava: Que sucederá, meu Deus?” (Arthur
Schopenhauer, A Vontade de Amar)
Desenvolvimento por Enumeração
O ato de ENUMERAR é concretizado pela exposição de uma série de coisas, uma por uma.
Desta forma, o DESENVOLVIMENTO POR ENUMERAÇÃO presta-se bem à indicação de
características, de funções, de processos, de situações, etc., sempre oferecendo o
complemento necessário à afirmação estabelecida na FRASE NÚCLEAR.
Exemplificado:
“No mundo atual, a tendência a tornar envelhecido, superado, desgastado, desusado, tanto
um automóvel quanto um modelo de roupa, um móvel, uma arma de guerra, o modo de se
expressar e até mesmo a gíria, ocorre numa velocidade espantosa. Três são os processos
que mais comumente provocam a obsolescência. O primeiro é motivado pela função:
quando uma mercadoria nova tem melhor desempenho que as existentes até então. O
segundo é a consequência de qualidade, por causa da quebra da quebra ou desgaste do
produto, após algum tempo de uso; esse tipo de obsolescência pode ser planejado pelas
empresas, para aumentar o consumo. O terceiro é resultado de o produto ter-se tornado
obsoleto psicologicamente, sem que tenha deixado de cumprir a sua função. Para alcançar
tal objetivo, são feitas apenas algumas alterações exteriores na aparência do “novo”. É o
que se dá com a mudança na linha de estilo dos automóveis, nos quais o formato de uma
lanterna ou outros pequenos acessório torna obsoleto o modelo anterior.”
(Enciclopédia do Estudante, V.12, Abril Cultural)
Podemos então classificar:
Delimitação: A obsolescência do produto
Frase-núcleo: Três são os processos que mais comumente provocam a obsolescência.
Enumeração: O primeiro................., o segundo........... e o terceiro...............
1. Obsolescência de função; da qualidade e psicológica.
ATENÇÃO:
Critérios para o ato enumerativo:
É possível, àquele que redige, utilizar um critério para o ato de enumerar. Assim fazendo,
estará propiciando mais clareza e equilíbrio ao parágrafo desta forma ordenado.
1. Critério de Importância;
2. Critério de Preferência;
3. Critério de Classificação;
4. Critério Aleatório (os elementos enumerados são dispostos livremente, sem nenhuma
predeterminação).
3- CONCLUSÃO:
É o ponto de chegada da discussão, a parte final do texto em que se condensa o conteúdo
desenvolvido, reafirma-se o posicionamento exposto na tese ou lança-se perspectiva sobre
o assunto.
Um meio adequado de bem concluir é aquele em que sintetizamos o assunto nos termos
em que foi proposto ou questionado na etapa introdutória.
É o último parágrafo. Deve ser breve também com, no máximo, quatro linhas. Neste
parágrafo deve ser exposta sua opinião pessoal a respeito do tema abordado.
Pode-se utilizar expressões iniciais do tipo:
- "Assim,..."
- "Portanto,..."
- "Mediante os fatos expostos,..."
- "Dessa forma, ..."
- "Diante do que foi dito ..."
- "Resumindo, ..."
- "Em suma, ..."
- "Em vista disso, pode-se concluir que ..."
- "Finalmente, ..."
- "Nesse sentido, ..."
- "Com esses dados, conclui-se que ..."
Pode-se fazer na conclusão uma:
- sugestão - advertência - afirmação
Dicas de Redação
1. Numa redação dissertativa-argumentativa, não use a 1ª pessoa do singular (Eu). Prefira
usar os verbos na 3ª pessoa do singular (Compreende-se ..., percebe-se ...).
Em cada parágrafo, procure elaborar de dois a três períodos. Não faça períodos longos
nem curtos.
2. Não use gírias nem provérbios.
3. Não use etc. nem reticências.
4. Use anáforas, catáforas, hiperônimos, hipônimos, perífrases e antonomásias para atribuir
coesão a seu texto. Ao escrevermos um texto, utilizamo-nos de vários elementos de
referenciarão como: pronomes pessoais, possessivos, demonstrativos, indefinidos, assim
como apostos, hiperônimos (palavras de ideias gerais – "instrumentos", "ferramentas", ...),
hipônimos (palavras de ideias restritas – "violão", "martelo", ...), perífrases ("a Cidade
Maravilhosa" para substituir, por exemplo, "Rio de Janeiro"), antonomásias ("Poeta dos
Escravos" = Castro Alves) entre outros artifícios linguísticos.
5. Não repita palavras ou expressões. Use sinônimos.
6. Só use exemplos que sejam de domínio público, portanto apenas aqueles que tenham
saído na mídia: jornais, revistas, ...
7. Evite estrangeirismos. Por outro lado, se for necessário, use aspas para palavras latinas,
americanas ... ( condição "sine qua non" = essencial).
8. Ao separar as sílabas, não deixe apenas uma vogal, iniciando ou terminando, uma linha.
Também não termine a sílaba, mesmo que correta, deixando, em cima ou embaixo, um
cacófato.
Características de uma boa dissertação:
Um texto não é um mero aglomerado de frases ou parágrafos avulsos.
Um bom texto constitui-se de uma sequência de ideias argumentadas e harmonizadas entre
si destinadas a um interlocutor real ou virtual.
Para se redigir um texto dissertativo, são indispensáveis:
UNIDADE:
O texto deve desenvolver-se em torno de um assunto.
As ideias que lhe são pertinentes devem suceder-se em ordem sequente e lógica,
completando e enriquecendo a ideia-núcleo expressa na tese.
Não deve haver redundância nem pormenores desnecessários
CLAREZA DE IDÉIAS: Vocabulário preciso e coerente às idéias expostas.
O aprimoramento da linguagem e a diversidade são fundamentais para adequar idéias e
palavras.
É obrigatório o uso da língua padrão culta.
COESÃO: Distribuição organizada do conteúdo pelos parágrafos e uma clara articulação
entre as partes por meio do uso apropriado de recursos coesivos como a pronominalização,
a elipse, a sinonímia, os conectivos.
ORIGINALIDADE: Consiste em apresentar os aspectos, fatos ou opiniões de modo
pessoal, sem imitação de processos ou particularidades alheios.
Na originalidade, está a criatividade.
Pode revelar-se tanto nas ideias como nas expressões. Ideias originais são ideias próprias.
COERÊNCIA: Deve haver associação e correlação das ideias na construção dos períodos
e na passagem de um parágrafo a outro.
Os elementos de ligação são indispensáveis para entrosar orações, períodos e parágrafos.
Tipos de coerência
Tipos de coerência, elementos que colaboram para a construção da coerência global de um
texto. São eles:
Coerência sintática: está relacionada com a estrutura linguística, como termo de ordem
dos elementos, seleção lexical etc., e também à coesão. Quando empregada, eliminamos
estruturas ambíguas, bem como o uso inadequado dos conectivos.
Coerência semântica: Para que a coerência semântica esteja presente em um texto, é
preciso, antes de tudo, que o texto não seja contraditório, mesmo porque a semântica está
relacionada com as relações de sentido entre as estruturas. Para detectar uma incoerência,
é preciso que se faça uma leitura cuidadosa, ancorada nos processos de analogia e
inferência.
Coerência temática: Todos os enunciados de um texto precisam ser coerentes e
relevantes para o tema, com exceção das inserções explicativas. Os trechos irrelevantes
devem ser evitados, impedindo assim o comprometimento da coerência temática.
Coerência pragmática: Refere-se ao texto visto como uma sequência de atos de fala. Os
textos, orais ou escritos, são exemplos dessas sequências, portanto, devem obedecer às
condições para a sua realização. Se o locutor ordena algo a alguém, é contraditório que ele
faça, ao mesmo tempo, um pedido. Quando fazemos uma pergunta para alguém,
esperamos receber como resposta uma afirmação ou uma negação, jamais uma sequência
de fala desconectada daquilo que foi indagado. Quando essas condições são ignoradas,
temos como resultado a incoerência pragmática.
Coerência estilística: Diz respeito ao emprego de uma variedade de língua adequada, que
deve ser mantida do início ao fim de um texto para garantir a coerência estilística. A
incoerência estilística não provoca prejuízos para a interpretabilidade de um texto, contudo,
a mistura de registros — como o uso concomitante da linguagem coloquial e linguagem
formal — deve ser evitada, principalmente nos textos não literários.
Coerência genérica: Refere-se à escolha adequada do gênero textual, que deve estar de
acordo com o conteúdo do enunciado. Em um anúncio de classificados, a prática social
exige que ele tenha como objetivo ofertar algum serviço, bem como vender ou comprar
algum produto, e que sua linguagem seja concisa e objetiva, pois essas são as
características essenciais do gênero. Uma ruptura com esse padrão, entretanto, é comum
nos textos literários, nos quais podemos encontrar um determinado gênero assumindo a
forma de outro.
Tipos de coesão
São cinco os tipos de coesão: por referência, por substituição, por elipse, por conjunção e
pelo léxico.
A coesão textual é um importante elemento que não deve ser esquecido em uma boa
redação. Embora o uso de conectivos seja importante, eles não são considerados
indispensáveis, visto que existem textos que, apesar de apresentarem pouca ou nenhuma
coesão, são dotados de sentido, ou seja, coerência. Contudo, é fundamental ressaltar que
tanto a coerência quanto a coesão auxiliam na clareza e na construção de argumentos de
um texto.
Para entendermos melhor a coesão, que nada mais é do que a conexão estabelecida entre
as palavras de um texto, é importante entendermos que existem tipos de coesão e que
esses tipos são basicamente cinco: coesão por referência, por substituição, por elipse,
por conjunção e pelo léxico. Vamos aprender mais?
Coesão por referência: é um dos principais mecanismos para evitar repetições
desnecessárias. Observe o exemplo:
As crianças foram passear no parque. Elas foram acompanhadas de seus pais.
Em vez de:
As crianças foram passear no parque. As crianças foram acompanhadas de seus pais.
Coesão por substituição: são utilizadas palavras e expressões que retomam termos já
enunciados, empregando assim aquilo que chamamos de anáfora.
Observe o exemplo:
Os alunos foram advertidos pelo mau comportamento. Caso isso volte a
acontecer, eles serão suspensos.
Em vez de:
Os alunos foram advertidos pelo mau comportamento. Caso o mau comportamento volte a
acontecer, os alunos serão suspensos.
Coesão por elipse: ocorre por meio da omissão de uma ou mais palavras sem
comprometer a clareza da oração. Observe o exemplo:
Mariana faz o dever de casa e simultaneamente conversa com as amigas pelo bate-papo.
Em vez de:
Mariana faz o dever de casa e simultaneamente Mariana conversa com as amigas pelo
bate-papo.
Coesão por conjunção: possibilita relações entre os termos do texto através do emprego
de conjunções. Observe o exemplo:
Como estava doente, não fui à escola, embora tivesse provas nesse dia.
Coesão lexical: ocorre por meio do emprego de sinônimos, pronomes, hipônimos ou
heterônimos. Observe o exemplo:
Carlos Drummond de Andrade é considerado o maior poeta brasileiro. O itabirano nasceu
no dia 31 de outubro de 1902 e faleceu no dia 17 de agosto de 1987. Gênio das letras,
deixou imortalizada em seus diversos livros sua contribuição para a literatura brasileira.
EXERCÍCIOS
COESÃO E COERÊNCIA
1- De acordo
com os
recursos
coesivos que
conferem
unidade textual,
responda: que
elemento, na
tira a seguir,
garante a
coesão textual e
que efeito de
sentido ele
atribui ao
pensamento.da
esposa do
general?
2- Observe que, na tira transcrita abaixo,
há uma situação de interlocução: José da
Silva escreve uma declaração de amor a
Maria da Conceição.
b) O que provoca estranhamento com
relação a esta carta?
c) O que provoca o riso na leitura do
último quadrinho?
3- (Unicamp-SP) Leia a tira abaixo e
responda em seguida às perguntas:
a) A história contém no total cinco falas.
Transcreva aquela que instaura o impasse
do diálogo.
b) O dono do bar propõe-se a satisfazer
qualquer desejo dos clientes. Transcreva
a frase que indica essa possibilidade.
a) Que elementos linguísticos são responsáveis
pela manutenção da interlocução?
4- As frases abaixo apresentam problemas de coesão textual. Identifique o problema e
depois reescreva-as tornando-as coesas.
a) Mais de cinquenta mil pessoas compareceram ao estádio para apoiar o time onde seria
disputada a partida final.
b) Não concordo em nenhuma hipótese com seus argumentos, pois eles vão ao encontro
dos meus.
c) A casa, que ficava em uma região em que fazia bastante frio durante o inverno.
d) A plateia, conquanto reconhecesse o enorme talento do artista, ao final do espetáculo
aplaudiu-o de pé por mais de cinco minutos.
e) Durante todo o interrogatório, em nenhum momento o acusado não negou que tivesse
sido ele o autor do delito.
5. Nas questões abaixo, apresentamos alguns segmentos de discurso separados por ponto
final. Retire o ponto final e estabeleça entre eles o tipo de relação que lhe parecer
compatível, usando para isso os elementos de coesão adequados.
a- O solo do Nordeste é multo seco e aparentemente árido. Quando caem as chuvas,
imediatamente brota a vegetação.
b- Uma seca desoladora assolou a região sul, principal celeiro do país. Vai faltar alimento e
os preços vão disparar.
c- Inverta a posição dos segmentos contidos na questão 2 e use o conetivo apropriado:
d- Vai faltar alimento e os preços vão disparar. Uma seca desoladora assolou a região sul,
principal celeiro do país.
e- O trânsito em São Paulo ficou completamente paralisado dia 15, das 14 às 18 horas.
Fortíssimas chuvas inundaram a cidade.
6. As questões abaixo apresentam problemas de coesão por causa do mau uso do
conectivo, isto é, da palavra que estabelece a conexão. A palavra ou expressão conectiva
inadequada vem em destaque. Procure descobrir a razão dessa impropriedade de uso e
substituir a forma errada pela correta.
.. . .
a- Em São Paulo já não chove há mais de dois meses. Apesar de que já se pense em
racionamento de água e energia elétrica.
b- As pessoas caminham pelas ruas. Despreocupadas, como se não existisse perigo
algum, mas o policial continua folgadamente tomando o seu café no bar.
c- Talvez seja adiado o jogo entre Botafogo e Flamengo, pois o estado do gramado do
Maracanã não é dos piores.
d- Uma boa parte das crianças mora muito longe, vai à escola com fome, onde ocorre o
grande número de desistências.
7. a) A fala de Helga no
segundo quadrinho indica um
pressuposto sobre os
homens. Explicite-o.
b) Que opinião sobre o
casamento fica implícita a
partir da identificação deste
pressuposto?
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8. (Unicamp-SP) Na tira abaixo. a lesma Flecha manifesta duas opiniões contraditórias. uma
explícita e uma implícita (isto é. subentendida).
a) Explicite a opinião que Flecha deixa
implícita.
b) Segundo esse texto, em qual das duas
opiniões Flecha realmente acredita?
c) Qual é a passagem da tira que permitiu
que você chegasse a essa conclusão?
Justifique.
9. Nestas questões ocorrem alguns fragmentos narrativos que apresentam algum tipo de
incoerência. Tente identificar e explicar o tipo de incoerência que você vê.
a- Devo confessar que morria de Inveja de minha coleguinha por causa daquela boneca que o pai
lhe trouxera da Suécia: ria, chorava, balbuciava palavras, tomava mamadeira e fazia xixi. Ela me
alucinava. Sonhei com ela noites a fio. Queria dormir com ela uma noite que fosse.
Um dia, minha vizinha esqueceu-a em minha casa. Fui dormir e, no dia seguinte, quando
acordei, lá estava a boneca no mesmo lugar em que minha amiguinha havia deixado. Imaginando
que ela estivesse preocupada, telefonei-lhe e ela mais do Que depressa veio buscá-la.
b- Conheci Sheng no primeiro colegial e aí começou um namoro apaixonado que dura até hoje e
talvez para sempre. Mas não gosto da sua família: repressora, preconceituosa, preocupada em
manter as milenares tradições chinesas. O pior é que sou brasileira, detesto comida chinesa e
não sei comer com pauzinhos. Em casa, só falam chinês e de chinês eu só sei o nome do Sheng.
No dia do seu aniversário, já fazia dois anos de namoro, ele ganhou coragem e me
convidou para jantar em sua casa. Eu não podia recusar e fui. Fiquei conhecendo os velhos,
conversei com eles, ouvi multas histórias da família e da China, comi tantas coisas diferentes que
nem sei. Depois fomos ao cinema eu e o Sheng.
c- Era meia-noite. Oswaldo preparou o despertador para acordar às seis da manhã e encarar
mais um dia de trabalho. Ouvindo o rádio, deu conta de que fizera sozinho a quina da loto. Fora
de si, acordou toda a família e bebeu durante a noite inteira. Às quinze para as seis, sem forças
sequer para, erguer-se da cadeira, o filho mais velho teve de carregá-lo para a cama. Não tinha
mais força nem para erguer o braço.
Quando o despertador tocou, Osvaldo, esquecido da loteria, pôs-se Imediatamente de pé
e, ia preparar-se para ir trabalhar. Mas o filho, rindo, disse: pai, você não precisa trabalhar nunca
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mais na vida.
d. O quarto espelha as características de seu dono: um esportista, que adorava a vida ao ar livre
e não tinha o menor gosto pelas atividades Intelectuais: Por toda a parte, havia sinais disso:
raquetes de tênis, prancha de surf, equipamento de alpinismo, skate, um tabuleiro de xadrez com
as peças arrumadas sobre uma mesinha, as obras completas de. Shakespeare.
10. O texto seguintes são trechos de redações de alunos citados por Maria Thereza Fraga Rocco
em seu livro Crise na linguagem; a redação no vestibular. Neles há algum tipo de incoerência.
Aponte-a e comente-o.
a) "Pelo tarde chegou uma carta a mim endereçada, abri-a correndo sem nem tomar fôlego. O
envelope não tinha nada dentro, estava vazio. Dentro só tinha uma folha, em branco."
b) "Eu não ganhei nenhum presente, só ganhei uma folha em bronco, meu retrato de pôster e um
disco dos Beatles.”.
c) "Pela manhã recebi uma carta repleta de conselhos. Era uma carta em branco e não liguei para
os conselhos já que conselhos não interessam para mim pois sei cuidar da minha vida."
11. Complete
A morte da tartaruga
O menininho foi ao quintal e voltou chorando: a tartaruga tinha morrido. A mãe foi ao quintal
com ele, mexeu .............................com um pau (tinha nojo) e constatou que
............................tinha morrido mesmo. Diante da confirmação da mãe, o garoto pôs-se a chorar
ainda com mais força. A mãe a princípio ficou penalizada, mas logo começou a ficar aborrecida
com o choro do menino. “Cuidado, senão você acorda o seu pai”. Mas o menino não se
conformava. Pegou _................................no colo e pôs-se a acariciar-lhe o casco duro. A mãe
disse que comprava ...................., mas ele respondeu que não queria, queria _......................._,
viva! A mãe lhe prometeu um carrinho, um velocípede, lhe prometeu uma surra, mas o
pobrezinho parecia estar mesmo profundamente abalado com a morte .............................._.
Afinal, com tanto choro, o pai acordou lá dentro, e veio, estremunhado, ver de que se tratava.
O menino mostrou-lhe ................................._. A mãe disse: "Está aí assim há meia hora,
chorando que nem maluco. Não sei o que faço. Já lhe prometi tudo, mas ele continua berrando
desse jeito." O pai examinou a situação e propôs: "Olha, Henriquinho. Se_..........................._
está morta não adianta mesmo você chorar. Deixa _............................................. aí e vem cá
com o pai". O garoto depôs cuidadosamente ___________________ junto do tanque e seguiu o
pai, pela mão. O pai sentou-se na poltrona, botou o garoto no colo e disse: "Eu sei que você
sente muito a morte _.....................................__. Eu também gostava muito _........................._ .
Mas n6s vamos fazer pra _........................... um grande funeral." (Empregou de prop6sito a
palavra difícil.) O menininho parou imediatamente de chorar. "Que é funeral?". O pai lhe explicou
que era um enterro. "Olha, nós vamos à rua, compramos uma caixa bem bonita, bastantes
balas, bombons, doces e voltamos pra casa. Depois botamos ...................................._ na caixa
em cima da mesa da cozinha e rodeamos de velinhas de aniversário. Aí convidamos os meninos
da vizinhança, acendemos as velinhas, cantamos o 'Happy-Birth-Day-To-You' pra
_....................................e você assopra as velas. Depois pegamos a caixa, abrimos um buraco
no fundo do quintal, enterramos __................................... e botamos uma pedra em cima com o
nome _..............................._e o dia em que _.................................._morreu. Isso é que é funeral!
Vamos fazer isso?" O garotinho estava com outra cara. "Vamos, papai, vamos!
..........................vai ficar contente lá no céu, não vai? Olha, eu vou
apanhar.... ......................... " Saiu correndo. Enquanto o pai se vestia, ouviu um grito no quintal.
"Papai, papai, vem cá, ........................................_está viva!" O pai correu pro quintal e constatou
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que era verdade. .....................................estava andando de novo, normalmente. "Que bom,
hein?" - disse -" _...........................está viva! Não vamos ter que fazer o funeral!" "Vamos sim,
papai" - disse o menino ansioso, pegando uma pedra bem grande - "Eu mato ..........................
."
Moral: O importante não é a morte, é o que ela nos tira.
(Fábulas fabulosas. Rio de Janeiro, Nórdica, 1979).
DICAS ENEM
I Dissertação
Dissertar é discorrer, falar sobre, mostrar ou expor conhecimento. Por isso, quando um texto é
dissertativo, tudo que ele faz é apresentar o conhecimento que o autor tem daquele tema,
daquele assunto. Por exemplo, quando a banca pede ao candidato para dissertar sobre o tema
“aborto” ou sobre “pena de morte”, não está necessariamente pedindo ao mesmo que escreva a
sua opinião sobre aquele assunto, apenas que exponha conhecimento válido sobre o assunto.
Resumindo, dissertar não é argumentar.
Argumentação
O texto argumentativo, por sua vez, apresenta um ponto de vista e, também, a exposição de
conhecimento sobre determinado assunto. No entanto, são agregados ao tema uma série de
argumentos que reforçam um ponto de vista. Por conseguinte, a redação do ENEM é um misto
desses dois tipos textuais, por isso é um texto expositivo-argumentativo. Para tanto, é essencial
que o candidato domine o modelo desse texto e entenda o esquema que permeia a construção
desse tipo de texto.
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II – Esquemas da redação do ENEM.
Ao contrário do que muita gente pensa, a redação do ENEM não deve ter necessariamente 20
linhas. Para ser corrigido, o texto precisa ter apenas 8 linhas. No entanto, como o candidato pode
lançar uma tese sobre a problemática, discuti-la e, depois, ainda propor soluções em um espaço
tão diminuto? Na verdade, nem mesmo em 15 linhas é possível fazer isso, pois se todo
desenvolvimento é maior que a introdução e a conclusão, então, considerando que toda
discussão tem, no mínimo, “prós” e “contras”, é correto que o desenvolvimento possua dois
parágrafos de 5 linhas, em média, que, somados, aos de introdução e conclusão resultem em 4
parágrafos para apresentação e o desenvolvimento de uma tese. Por causa disso, convencionou-
se que a redação possui, classicamente, 20 linhas. No entanto, muitos candidatos têm deixado de
estabelecer o que é pedido na competência II, uma relação entre o tema e outras áreas do
conhecimento humano. Por causa disso, desse esquecimento, aconselhamos que se escreva
mais um parágrafo sobre a relação do tema com outras áreas afins. Isso faz com que
entendamos que a boa redação do ENEM não tenha 8, nem 15, nem 20, mas 25 linhas, nas quais
se observam a apresentação do problema ou tese, a discussão ou desenvolvimento ( dentro da
qual surgem os argumentos), a relação do tema com outras áreas e, por fim, uma intervenção na
realidade ou solução, como pede o exame.
Modelo 1 (Tese, argumentação e solução ao final)
A____________________________________________________
_________.B______________________________________________
________________________________________________________
__________________.
B____________________________________________________
_________.B______________________________________________
________________________________________________________
__________________.
C____________________________________________________
_________.B______________________________________________
________________________________________________________
__________________.
D____________________________________________________
_________________________________________________.B______
________________________________________________________
__________________.
E________________________________________________
_____________.B____________________________________
___________________________________________________
_________________________________.
.
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 Parágrafo 1 – Lançamento da tese (Responde por que aquele problema chegou a tal
ponto, ou seja, tenta-se dizer o que causou a problemática). Na tese é comum atribuir a
problemática a dois ou três elementos causadores.
 Parágrafo 2 – Argumento 1 – Histórico (Fatos que colaboram com o ponto de vista sobre o
problema)
 Parágrafo 3- Argumento 2 – Estatístico (Dados que confirmam a problemática)
 Parágrafo 4 – Argumento 3 – Relação com outra área do Conhecimento Humano.
(Encontrar os temas que se relacionam com a problemática). Ex. Uma boa redação sobre
“Bullying” exige relações com Psicologia, Pedagogia e Direito.
 Parágrafo 5 – Intervenção (soluções). Desde o momento em que afirmamos na tese que
três fatores motivaram a problemática, já encontramos a argumentação, só precisamos
reforçá-la com fatos ou dados que o comprovem. Dessa forma, depois de assinalarmos os
argumentos, que ilustram o problema, cada argumento constitui, na verdade,a ponta de
uma solução. O ENEM chama isso de solução articulada com a tese e com a
argumentação. Assim, cada fator apresentado como argumento, inicialmente, transforma-
se, ao final, no início da solução, da intervenção naquela realidade.
Modelo 2 (Abordagem da problemática, argumentação e soluções ao longo do texto com
reafirmação do ponto de vista ao final).
 Parágrafo 1 – Constatação ou definição da problemática com tese indireta sobre o
problema.
Ex. O aborto, seja ele espontâneo ou induzido, é a interrupção da gravidez; é a remoção
ou expulsão prematura de um embrião ou feto do útero, resultando na sua morte ou sendo
por esta causada. Não se pode permitir, então, a autorização dessa prática tão nefasta.
 Parágrafo 2 – Histórico + solução (Fatos que colaboram com o ponto de vista sobre o
problema apresentando, nesse mesmo parágrafo, um tipo de solução.)
 Parágrafo 3 – Argumento – Estatístico + solução (Dados que colaboram com o ponto
de vista sobre o problema apresentando, nesse mesmo parágrafo, um tipo de solução.)
 P4 – Argumento – Outra área do Conhecimento Humano
 P5 – Intervenção (soluções efetivas, lógicas e plausíveis para a problemática, articuladas
com a discussão)
III - Pensando a forma
A prova de redação tem respaldo no binômio Forma x Conteúdo. A Forma tem a ver com o
gênero textual definido e, especificamente, com a gramática que rege a feitura do texto. O
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conteúdo, por sua vez, tem a ver com a ideia central, o tema, e as ideias secundárias suscitadas
pelo assunto discutido. Portanto, as características do texto que melhor representam estas
prerrogativas são:
* Clareza
Compreende os procedimentos que tornam o texto inteligível, de fácil entendimento,
refletindo a boa organização das ideias nele escritas. Cultuar a clareza é evitar a
obscuridade, a idéia vaga e a ambiguidade.
* Concisão
Entendida também como objetividade, a concisão tem a ver com a frase: “Devemos dizer o
máximo com o mínimo de palavras”. Ser conciso, então, é ir diretamente ao ponto, evitando-
se a redundância e a prolixidade, conhecidas vulgarmente como “enchimento de linguiça.
* Correção
Esta competência tem a ver necessariamente com a gramática do texto, ou seja, com a
utilização da norma culta e com a fidelidade às regras da Gramática Tradicional. Devemos
evitar, então, os erros de concordância, a cacofonia, os barbarismos, os neologismos, as
expressões vulgares e até o purismo, o rebuscamento, pois falar “bonito demais” também é
um erro.
* Estilo
Este quesito, além de identificar um modo particular de pensar, de agir, ser e de fazer algo,
o estilo é a preocupação com o modo ou forma de escrever, de expor a ideia. Essa exposição
pode ser, por exemplo, irônica ou satírica, afetada, vulgar, romântica ou metafórica, técnica,
cientifica, subjetiva, objetiva ou realista, etc. contanto que haja critérios na construção das
ideias e das figuras ou imagens utilizadas pelo autor. Machado de Assis, por exemplo,
adotava um estilo irônico. Euclides da Cunha, por sua vez, era científico. Qual o seu estilo?
IV - O que deve ser observado
1 – Acentos (grave, agudo, til e circunflexo)
Coloque os acentos com vontade. Não faça um risquinho fraco qualquer. Escreva-os com
firmeza, no lugar adequado, e não pequenos traços displicentes. Cada acento deve ser
valorizado, exato, claro, preciso, porque o número maior de erros é que faz a nota cair em cada
competência.
Comentário: O til está colocado em cima apenas do “O”. O circunflexo foi esquecido no verbo
ter.
2 – A estética da redação
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Tem relação imediata com a letra, com a ausência de rasuras. Portanto, procure arredondar a
letra, deixar mais legível o que escreve. Lembre-se: o professor não tem a obrigação de corrigir a
redação se não estiver entendendo a letra. Você é que tem a obrigação de escrever de forma
legível, o interessado em uma vaga de Direito, Medicina, Psicologia etc. é você.
Comentário: Por desatenção ou relaxamento de seu autor o texto ficou todo borrado, cheio de
falhas que tornam feia a redação.
3 – Argumentação
Use argumentos convincentes na exposição do seu ponto de vista, pois são os argumentos mais
fortes que vencem uma discussão. Os melhores argumentos são os históricos, os estatísticos e
os de autoridade, com citação indireta. Não sai copiando frases inteiras de pensadores ou
artistas no seu texto, pois a citação direta não é boa para a redação do ENEM. Evite também o
uso do senso comum. Veja abaixo um argumento feito com a pobreza do senso comum. Há um
prejuízo nas competências II, III e V.
Comentário: Argumentar é uma arte. Não é à toa que existem os advogados, os padres, os
pastores evangélicos, os políticos e os professores. São grandes mestres da retórica e da oratória
que normalmente ganham qualquer discussão, pois utilizam bem os argumentos. Todos
aprenderam que o argumento mais fraco é aquele proveniente do senso comum.
4 – Gênero
Não confunda os gêneros textuais. O texto dissertativo-argumentativo do ENEM, não permite, por
exemplo, que se converse com o leitor. Os gêneros que têm essa particularidade são a carta, a
crônica e o texto publicitário. O ENEM não pede nenhum deles.
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Comentário: Observe no fragmento que há uma “conversa” com o leitor no uso do pronome
“você”, o que configura um grave erro na competência II, pois em um texto dissertativo-
argumentativo não é próprio conversar com o leitor. Infelizmente, no vestibular, isso acontece
muito.
5 – Estrangeirismos
Normalmente usamos aspas em palavras de língua estrangeira como “shopping”, “self-service”,
“royalties” etc. Em alguns vocábulos já não é mais obrigatório como Internet ou internete que já
foram assimilados pela língua corrente. Resumindo: evite usar palavras de língua estrangeira
quando há vocábulos equivalentes em língua portuguesa.
Comentário: A palavra Internet pode ser usada substantivada, com maiúscula, por ser uma sigla
da Rede mundial de computadores. A outra forma correta é usar “internet”, com minúsculas
mesmo, mas com aspas porque não passou por processo oficial de aportuguesamento como
passaram vitrine (vitrina), beef (bife), record (recorde) etc.
6 – Coloquialismos (oralidades e gírias)
Em redação, devemos usar predominantemente a linguagem formal. Quando usarmos a
linguagem informal, a coloquialidade, devemos evitar as expressões ditas orais e,
principalmente as gírias, pois empobrecem o discurso e consequentemente o texto
Comentário: De acordo com o excerto, expressões como “o capitalismo subiu à cabeça” e “
deixar a fonte secar” constituem erros de oralidade e gíria que diminuem seguramente a nota do
candidato.
7 – Verborragia
Constitui erro de verborragia o uso de palavras ou expressões ditas “bonitas”, mas que, às vezes,
a pessoa nem sabe o que a palavra significa. É o grau mínimo do pedantismo. Tem gente que
fala demais e quando fala quer mostrar conhecimento ou inteligência ao adotar um vocabulário
difícil ou erudito. Ás vezes o texto fica até bonito, mas a idéia não faz muito sentido.
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Comentário: Por causa do requinte pouco usual, o candidato errou o uso da crase e ainda criou
uma imagem inconcebível: uma pessoa “tomando banho e lendo” ao mesmo tempo.
8 – Eco, Aliteração e Assonância
A inobservância da escrita de determinados vocábulos, sozinhos ou em conjunto, pode ocasionar
choques fonéticos que constituem:
Eco – João Leitão, secretário de Educação, propôs uma solução.
Aliteração – Três das trinta favelas treinadas pela polícia militar podiam pedir permissão aos
policiais.
Assonância – A ala da aviação armada que avalia a ação dos armistícios abriu fogo.
9 – Generalizações
Outro erro comum nas redações de vestibular é a generalização. Nunca devemos escrever
frases generalistas como:
a. Os políticos são desonestos, apenas roubam e não fazem nada pelo povo.
b. As mulheres são sempre submissas aos maridos e não denunciam a violência cometida
contra elas.
c. Os jovens são imaturos, descompromissados e incapazes de discutir questões sérias
como política e democracia.
10 – Grau de informatividade (GI)
Todo texto dissertativo bom é marcado pela exposição de conhecimento de seu autor, ou seja,
é um texto que traz um grau de informatividade elevado, informações que, às vezes, nem o
corretor conhece.
O texto argumentativo bom, por sua vez, apresenta riqueza de argumentos, ou seja, fatos,
dados e opiniões de autoridades que validam uma tese ou pensamento. Percebe-se, então, que
esse texto não foi feito com informações triviais, com o senso comum, que pouco acrescenta à
discussão.
11 – Uso do Onde
Acontece muito em provas de redação o uso do advérbio “onde” no lugar de uma conjunção (e,
mas, então...) ou de um relativo ( o qual, a qual, na qual).
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Comentário: O candidato só deve usar o “onde” em uma redação de vestibular se for com o
sentido de localização. Por exemplo, na frase “O Brasil é um país onde a corrupção alcança
números alarmantes”.
12 – Repetição
Um erro bastante procurado pelos corretores do ENEM é a repetição de palavras e ideias.
Normalmente, quando se desenvolve uma redação em tópicos é comum que, ao final, surjam as
ideias que já fora utilizadas no início. Nessa hora o candidato deve observar se estas ideias se
apresentam também com as mesmas palavras. Se isso acontecer, é comum a perda de alguns
pontos.
13 – Parágrafo
Na redação do ENEM ou em qualquer outra redação de concurso, o bom parágrafo apresenta de
três a cinco linhas, suficientes para lançarmos o tópico frasal (TF) e desenvolvê-lo.
Comentário: Mesmo que um bom parágrafo tenha de 3 a 5 linhas, isso não impede que o
candidato construa parágrafos de 2, de 6, de 7 e até de 10 linhas. O problema é que um
parágrafo curto demais apresenta texto fragmentado. E um parágrafo muito longo (8,9, 10 linhas)
apresenta problemas de pontuação e erro na construção do tópico frasal.
14 – Como errar
Embora não devêssemos, aconselhamos, agora, como errar no vestibular. Em vez de rasurar,
borrar, e fazer aquela “cagadeira” de tinta, é aconselhável passar um traço de um lado a outro da
palavra anulando-a para, em seguida, reescrevê-la corretamente.
15 - Título
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A redação do ENEM pode ou não apresentar título, pois isso dependerá do candidato. O mais
adequado é não colocar, pois normalmente o título já é o próprio tema. Ex. “O poder de
transformação da leitura”. Se optar por título, o candidato deve centralizar o título, saltar uma linha
e começar a escrever.
Comentário: O título é facultativo mesmo. Mas, imaginemos que o candidato resolveu colocar
título e, lesadamente, errou a escrita de um vocábulo. Em vez de melhorar, piorou a situação.
Resumindo, título pode, mas não deve.
16 – Religiosidade
Evite a parcialidade e a emotividade da religião. Normalmente ocorre com os candidatos mais
fervorosos que, inadvertidamente, começam a falar sobre as glórias e o poder de Deus. Deixe a
religião fora disso. Evite tal procedimento.
Comentário: Sabemos que Deus é tudo, que pode tudo e que sabe tudo, mas Ele não faz
vestibular, quem faz é você.
17 – Outras coisas
Existem ainda outras paranóias comuns às bancas de vestibular que são irritantes, mas que
no ENEM ficam mais flexíveis e a cargo do corretor. Mesmo assim, tome cuidado ao:
• Escrever fora da caixa de texto;
• Espremer palavras na margem direita;
• Translinear palavras [não deixe uma letrinha como sílaba (a-) nem uma sílaba como
palavra (na.)].
• Sobrescrever palavras (criar um espaço entre palavras e escrever outra que foi
esquecida);
• Alternar letra de forma e letra cursiva;
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• Dar um espaçamento muito grande entre as palavras, pois, segundo as bancas, é
uma estratégia para ganhar linhas e escrever pouco.;
• Rasurar o texto, borrar várias palavras;
• Fazer letras estilizadas (por exemplo, o i Pelé, aquele com uma bolinha em cima em
vez de um pingo);
• Usar de sentimentalismo ou pieguismo; Ex. As pobres crianças são as vítimas...
• Apelar para a religiosidade. Ex. ...pois, sem a ajuda de Deus, este país não vai para
frente.
V – Pensando o conteúdo
A importância do Tema
Tema é diferente de gênero e, ao mesmo tempo, de proposta. Gênero tem relação com as
modalidades Dissertação, Narração e Descrição dentre outras. Proposta é, na verdade o
comando e a quantidade dele. Por exemplo: o ENEM apresenta uma proposta e um gênero
específico, a dissertação argumentativa. A UECE, por sua vez, apresenta uma diversidade de
gêneros, o que leva a um número maior de propostas ou mesmo seu desdobramento.
O tema é o elemento motivador da redação, das idéias nela contidas. Portanto, uma
INTERPRETAÇÃO correta do tema é crucial para o desenvolvimento de um bom texto. Por isso,
espera-se que o tema esteja à altura da sua interpretação: clara, objetiva, precisa. Errar a
interpretação do tema é perder o texto todo ou parte dele dentro do julgamento das
competências.
Relações temáticas transversais
Durante a interpretação do tema é importante que seja acionado o repertório cultural (CM) do
candidato quanto às áreas ligadas ao tema e à problemática proposta.
Estabelecer relações com outras áreas do conhecimento humano (CII) é uma prática que melhora
muito o GI de um texto. Melhora a argumentação(CIII) e prova ao corretor que você tem leitura e
domínio não apenas sobre o tema, mas sobre outros que o tangenciam, sobre temas transversais
oriundos da interdisciplinaridade.
 2010 - O trabalho na construção da dignidade.
O tema trabalho tem relações históricas, lingüísticas, sociológicas e jurídicas. O tema dignidade
tem relações filosóficas, existenciais, éticas e semânticas , pois pode indicar apenas um sinônimo
de “bem estar”. Há portanto uma relação de causa e efeito entre eles, ou seja, a dignidade, como
bem estar, nasce do trabalho bem remunerado.
VI - PROCEDIMENTOS NO DIA DA PROVA
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 Leitura dos textos motivadores. Interpretação correta do tema e estabelecimento das
relações do tema com outras áreas. O candidato deve refletir sobre o tema, interpretá-lo e,
em seguida, anotar ao lado os assuntos ou áreas que estiverem relacionados com o tema.
Ex. Obesidade tem relação temática com Biologia, Química, Psicologia e Sociologia.
 Uso correto da coletânea. Os textos da coletânea devem servir para gerar idéias, mas
devemos lembrar que não se deve copiar nada do texto motivador. O candidato não deve
escrever sobre os textos motivadores, mas a partir deles.
 O candidato deve ler e destacar as idéias mais importantes dos textos-base. Em seguida,
deve fazer anotações que servirão para construir os parágrafos.
VII - Interpretando temas e lançando tese
O ENEM é fundamentado na essência da problemática. As provas, de forma geral, apresentam
algum tipo de realidade problemática a qual você deve tentar resolver ou, ao menos, sugerir uma
solução. Portanto, outro elemento essencial à redação do ENEM é o lançamento de uma tese que
responda à pergunta: Por quê? Resumindo, identifique a problemática, situe o problema e tente
dizer, a partir de seu ponto de vista, por que aquilo está acontecendo. Isso é lançar uma tese.
Lembremos que, logo em seguida, a tese que foi lançada será explicitada e defendida com os
argumentos escolhidos.
 Lançar tese é dizer, de forma direta e objetiva, por qual motivo aquela problemática existe,
por que a situação chegou àquele ponto. Pode acontecer, também, de a tese ser lançada
de forma indireta.
 Quando não lançamos logo a tese, corremos o risco de fazermos apenas meras e
repetitivas constatações.
 As expressões afirmativas ou informativas são úteis, mas dificultam o surgimento da tese
para a abertura da discussão.
 Sem a tese não há discussão, não há causa para a problemática, logo os argumentos e a
solução estarão comprometidos.

Os temas anteriores e suas teses
 1998 –Viver e Aprender. (Música “O que é o que é?” de Gonzaguinha)
 Tese: Tudo que acontece na vida deve servir como aprendizado.
 1999 - Cidadania e participação social.
 Tese: Só se é cidadão quando se participa socialmente.
 2000 - Direitos da criança e do adolescente: como enfrentar esse desafio nacional?
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 Tese: Crianças e adolescentes têm seus direitos desrespeitados no Brasil.
 2001 - Desenvolvimento e preservação ambiental: Como conciliar os interesses em
conflito?
 Tese: O desenvolvimento é inevitável, mas deve acontecer baseado na sustentabilidade.
 2002 - O direito de votar – Como fazer dessa conquista um meio para promover as
transformações sociais?
 Tese: Votar foi um direito muito difícil de ser conquistado. Por isso, o voto deve servir
como ferramenta de transformação social.
 2003 - A violência na sociedade brasileira – como mudar as regras do Jogo?
 Tese: No Brasil, a violência tem sido banalizada pelos órgãos de segurança pública e,
principalmente, pela sociedade.
 2004 - Como garantir a liberdade de informação e evitar abusos nos meios de
comunicação?
 Tese: A liberdade de informação é um direito do ser humano, mas que vem sendo
desrespeitado de tempos em tempos, o que tem permitido abusos como o preconceito
lingüístico e o preconceito racial.
 2005 - O trabalho infantil na sociedade brasileira.
 Tese: O trabalho feito por crianças, no Brasil, ainda acontece por causa da grande
desigualdade social, da ineficácia do ECA e da impunidade dos infratores.
 2006 - O poder de transformação da leitura.
 Tese: A leitura é uma competência que, se bem executada, pode dar ao ser humano: mais
conhecimento, mais perspectiva de realização e, consequentemente, um lugar melhor no
mundo.
 2007 - O desafio de se conviver com as diferenças.
 Tese: Considerar o mundo sob o prisma da igualdade é entender que as pessoas são
diferentes tanto na compleição física quanto nas aptidões intelectuais.
 2008 - Amazônia - a máquina de chuva.
 Tese: Dizer que a Amazônia é o “pulmão do mundo” é aceitá-la como parte de um corpo. E
já que cuidamos do nosso corpo, devamos cuidar da Amazônia preservando-a e envidando
esforços para o desenvolvimento sustentável da região amazônica.
 2009 - O indivíduo frente à ética nacional.
 Tese: No Brasil, desde os tempos mais remotos, o estabelecimento da Ética tem sido um
dilema individual. É hora de tornar a postura ética um anseio coletivo para mudar os
quadros sociais, culturais e políticos do nosso país.
APOSTILA 3° ANO ENSINO MÉDIO PROFª EVERALDINA
 2010 – O trabalho na construção da dignidade humana.
 Tese: O trabalho, que ao longo dos tempos foi considerado atividade indigna, tem hoje a
função de promover a dignidade, o bem estar, mas isso só acontecerá quando todas as
funções forem reconhecidas pela sua importância e, consequentemente, bem
remuneradas.
Escrevendo (Textos plausíveis)
Texto 1
Obesidade: como mudar esse quadro no Brasil?
Objetivamente, a obesidade e suas variações têm relação com as práticas equivocadas
de cada indivíduo quanto aos hábitos alimentares, quanto à inação física e quanto ao grau de
desconhecimento sobre a doença, seja por ignorância dos pais ou mesmo por alguma
predisposição genética. No campo da subjetividade, esse grave problema das sociedades
contemporâneas tem-se intensificado, no Brasil, ao longo dos últimos vinte anos,
principalmente porque os brasileiros passaram a incorporar os péssimos hábitos de países
desenvolvidos como os Estados Unidos da América1
.
Depois da Segunda Guerra Mundial2
, com a vitória dos aliados, os norte-americanos
tornaram-se social e culturalmente muito influentes em relação às sociedades de países
subdesenvolvidos ou em franco desenvolvimento como o Brasil. Esta influência pode ser
percebida na utilização da Coca-cola como elemento essencial ao processo de massificação
cultural desencadeado a partir dos anos 60, atingindo seu ápice nos anos 80 e 90, quando
tornou-se artigo essencial na mesa da família brasileira, consequentemente, o início de um
grave desregramento alimentar3
, pois os refrigerantes e similares foram incorporados
levianamente pelos chefes de família ao cardápio diário de seus filhos.
Seguindo de perto os E.U.A, o Brasil tem quase 17 milhões de pessoas obesas, como
ficou comprovado na última Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) desenvolvida pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que, em todas as regiões do país,
em todas as faixas etárias e em todas as faixas de renda, tem aumentado contínua e
substancialmente o percentual de pessoas com excesso de peso. O sobrepeso atinge mais de
30% das crianças entre 5 e 9 anos de idade, cerca de 20% da população entre 10 e 19 anos e
nada menos que 48% das mulheres e 50,1% dos homens acima de 20 anos4
. Entre os 20%
mais ricos, o excesso de peso chega a 61,8% na população de mais de 20 anos. Também
nesse grupo concentra-se o maior percentual de obesos: 16,9%.
Notadamente, a imitação do “american way of life”, do modo de vida americano, alterou
não apenas os hábitos gustativos dos brasileiros, que passaram a alimentar-se em casa, na
escola e no trabalho, rotineiramente, de refrigerantes e sanduíches, valorizando a comodidade
dos “fast-foods” e “self-services”, que proliferaram em todo o país em meados dos anos de
1990. Numa relação imediata de causa e conseqüência, os péssimos hábitos alimentares, à
base de açúcares e gordura, permitiram, nessa parcela da população, o desenvolvimento e à
APOSTILA 3° ANO ENSINO MÉDIO PROFª EVERALDINA
predisposição genética à obesidade, ocasionando uma postura sedentária5
que acarreta,
naturalmente, problemas graves de ordem gastrointestinal, metabólica e cardiovascular.
Por conta dessa grave situação, torna-se estritamente necessário, no campo da
individualidade e da família, um processo imediato de conscientização6
e de modificação dos
hábitos alimentares, o que exige uma séria reeducação alimentar, suprimindo, aos poucos, os
alimentos mais perniciosos, aliada à prática moderada de atividades físicas regulares que
resultarão paulatinamente na erradicação da obesidade e no restabelecimento da qualidade
de vida do brasileiro.
Em uma perspectiva mais ampla, são fundamentais os papeis das escolas e das
autoridades de saúde, pois enquanto estas últimas fomentarão o processo de conscientização
por meio de propagandas e ciclos de palestras, as primeiras ajudarão a perpetuar os novos
hábitos saudáveis ,desenvolvidos no ambiente familiar, e que terão repercussão muito positiva
nas gerações futuras.
Referências
 1 – Tese: A obesidade, no Brasil, decorre principalmente dos péssimos hábitos alimentares
dos brasileiros (problema 1), intensificados pela imitação do modo de vida norte-
americano.
 2 – Argumentação histórica e Argumentação consensual.
 3 – Problema 2
 4 – Argumento estatístico
 5 – Problema 3
 6 - Início das soluções (resolução dos problemas antes indicados ou articulação da solução
com a discussão)
Texto 2
.Leia os textos a seguir e responda as questões:
Mudança constante, progresso apenas relutante
Algumas correntes da filosofia grega pregavam que a realidade podia ser encarada como
um rio em movimento – o constante fluxo da água o tornava sempre um lugar em incessante
mudança, jamais havendo dois rios iguais em diferentes intervalos de tempo. Tal ideia ainda é
adequada para explicar o nosso mundo atual, em que os crescentes avanços do conhecimento
científico contribuem para acentuar exponencialmente o fluxo das mudanças, ampliando o rio da
realidade para uma cachoeira em plena queda. Dentro desse novo contexto, cabe discutirmos,
ante a velocidade e inevitabilidade das mudanças, se elas são positivas para a sociedade em sua
atual forma e de que modo se desenvolverá o contínuo progresso científico.
Primeiramente, associando os dois objetivos citados, vale compararmos as ideias de
progresso científico com a de evolução social. A teoria da evolução, como se sabe, foi
desenvolvida por Charles Darwin e sua aplicação na compreensão da sociedade humana
encontra duas interpretações distintas. A primeira é oriunda da corrente racionalista, do século
XIX, e encara toda a evolução como um processo linear que resultaria, ao seu término, em uma
APOSTILA 3° ANO ENSINO MÉDIO PROFª EVERALDINA
sociedade plena por meio de “fases evolutivas”. As mudanças efetuadas pelo homem, nesse
caso, seriam necessariamente positivas, pois, por serem frutos da acumulação de conhecimentos
técnicos e científicos, levariam à plenitude social. Mas é baseada justamente na ineficiência de
tais avanços técnicos em solucionar as tensões sociais que surge uma segunda interpretação
evolucionista: a de que o sucesso das mudanças não se relaciona com sua capacidade em trazer
progresso social, mas depende de fatores como as relações de poder e de exploração,
verdadeiros mecanismo de seleção natural das mudanças.
O segundo ponto de vista leva ampla vantagem em relação ao primeiro quando
comparamos os aspectos teóricos diante da dura realidade prática. Para isso, basta tomarmos
como exemplo a Revolução Industrial. De acordo com os seguidores da evolução linear, tal
revolução seria extremamente benéfica, pois permitiria, afinal, que o conhecimento obtido pelo
homem o levasse a melhor controlar seu futuro. No entanto, ela produziu um enorme abismo
social na Inglaterra, onde fora concebida, e ainda trouxe gravíssimos danos ao meio ambiente e à
saúde humana. De forma semelhante, podemos observar que enquanto o crescimento da
tecnologia no último século trouxe invenções como os computadores, ela também acarretou
desemprego em massa e aumento agravante das diferenças sociais entre países pobres e ricos.
O que ocorre, na verdade, é que a tecnologia se desenvolveu, ou evoluiu, em direção à
obtenção de lucro, e não na melhoria da qualidade de vida de grande parcela do globo. Ao
contrário da obtenção da utópica sociedade plena, a evolução do conhecimento prejudicou a
espécie como um todo. Assim, fica clara a diferença entre os progressos técnicos e sociais.
Infelizmente, enquanto o primeiro é uma constante no nosso mundo em mudança, o segundo
continua como um mero sonho. Com base nos argumentos levantados, podemos concluir que o
atual fluxo de mudanças não é positivo para a nossa sociedade.
Devemos selecionar o progresso que nos leve ao surgimento de uma melhor espécie,
da mesma forma que a natureza seleciona seus habitantes mais adaptados. O desenvolvimento
do conhecimento torna as mudanças inevitáveis, mas ainda cabe a nós usá-las como forma de
melhorar nossa sociedade.
(Vestibular Unicamp – Redações 2003. Campinas: Editora da Unicamp, 2003.)
1- O texto dissertativo apresenta três partes essenciais: uma introdução, na qual é exposta a tese
ou ideia principal que resume o ponto de vista do autor acerca do tema; o desenvolvimento,
constituído pelos parágrafos que explicam e fundamentam a tese; e a conclusão.
Numere os parágrafos do texto em estudo e identifique:
− o parágrafo em que é feita a introdução do texto; _____________
− os parágrafos que constituem o desenvolvimento do texto; ___________
− o(s) parágrafo(s) de conclusão. _____________
2- Qual é a tese defendida pelo autor? Em que parágrafo ela é explicitamente posta?
3- desenvolvimento é formado pelos parágrafos que fundamentam a tese. Os argumentos podem
ser desenvolvidos por meio de procedimentos como:
− comparação
- oposição ou contraste
− alusão histórica
- definição
− citação
- apresentação de dados estatísticos
− exemplificação
- relação de causa e efeito
Copie, do desenvolvimento do texto, o parágrafo em que é feito o uso de:
− alusão histórica; ______________________
APOSTILA 3° ANO ENSINO MÉDIO PROFª EVERALDINA
− exemplificação/comparação;___________________
_ relação de causa e efeito; ____________________
− oposição/contraste._________________________
4- O texto dissertativo faz uso de dois tipos básicos de conclusão: a conclusão-resumo, que
retoma as ideias do texto, e a conclusão-sugestão, em que são feitas propostas para a solução
de problemas. Que tipo de conclusão o texto apresenta?
5- Observe a linguagem apresentada no texto:
a) que tempos e que modos predominam nas formas verbais usadas?
b) qual é a variedade linguística empregada: culta formal, culta informal,, coloquial, popular ou
regional. Justifique sua resposta.
c) a linguagem é predominantemente pessoal ou impessoal? Justifique sua resposta com base
nos pronomes e formas verbais empregados.
d) o texto revela maior preocupação com a expressividade, com a emotividade ou com a
precisão das informações?
6- Escreva abaixo 3 características do texto dissertativo- argumentativo.
Texto 3
TEATRO E ESCOLA: O PAPEL DE EDUCAR
Teatro e escola, em princípio, parecem ser espaços distintos, que desenvolvem atividades
completamente diferentes. Em contraposição ao ambiente normalmente fechado da sala de
aula e aos seus assuntos pretensamente “sérios”, o teatro se configura como um espaço de
lazer e diversão. Entretanto, se examinarmos as origens do teatro, ainda na Grécia antiga,
veremos que teatro e escola sempre caminharam juntos, mais do que se imagina.
O teatro grego apresentava uma função eminentemente pedagógica. Com suas
tragédias, Sófocles e Eurípedes não visavam apenas à diversão da plateia, mas também e,
sobretudo, pôr em discussão certos temas que dividiam a opinião pública naquele momento de
transformação da sociedade grega. Poderia um filho desposar a própria mãe, depois de ter
assassinado o pai de forma involuntária (tema de Édipo rei)? Poderia uma mãe assassinar os
filhos e depois matar-se por causa de um relacionamento amoroso (tema de Medeia e ainda
atual, como comprova o caso da cruel mãe americana que, há alguns anos, jogou os filhos no
lago para poder namorar mais livremente)?
Naquela sociedade, que vivia a transição dos valores míticos, baseados na tradição
religiosa, para os valores da polis, isto é, aqueles resultantes da formação do Estado e suas
leis, o teatro cumpria um papel político e pedagógico, à medida que punha em xeque e em
choque essas duas ordens de valores e apontava novos caminhos para a civilização grega. “Ir
ao teatro”, para os gregos, não era apenas diversão, mas uma forma de refletir sobre o destino
da própria comunidade em que se vivia, bem como sobre valores coletivos e individuais.
Deixando de lado as diferenças obviamente existentes em torno dos gêneros teatrais
(tragédia, comédia, drama), em que o teatro grego, quanto a suas intenções, diferia do teatro
moderno? Para Bertolt Brecht, por exemplo, um dos mais significativos dramaturgos modernos,
a função do teatro era, antes de tudo, divertir. Apesar disso, suas peças tiveram um papel
essencialmente pedagógico, voltadas para a conscientização de trabalhadores e para a
resistência política na Alemanha nazista dos anos 30 do século XX.
APOSTILA 3° ANO ENSINO MÉDIO PROFª EVERALDINA
O teatro, ao apresentar situações de nossa própria vida – sejam elas engraçadas, trágicas,
políticas, sentimentais, etc – põe o homem a nu, diante de si mesmo e de seu destino. Talvez
na instantaneidade e na fugacidade do teatro resida todo o encanto e sua magia: a cada
representação, a vida humana é recontada e exaltada. O teatro ensina, o teatro é escola. É
uma forma de vida de ficção que ilumina com seus holofotes a vida real, muito além dos palcos
e dos camarins.
Que o teatro seja uma forma alternativa de ensino e aprendizagem é inegável. A escola
sempre teve muito a aprender com o teatro, assim como este, de certa forma, e em linguagem
própria, complementa o trabalho de gerações de educadores, preocupados com a formação
plena do ser humano.
Quisera as aulas também pudessem ter o encanto do teatro: a riqueza dos cenários, o
cuidado com os figurinos, o envolvimento da música, o brilho da iluminação, a perfeição do
texto e a vibração do público. Vamos ao teatro!
(Ciley Cleto, professora de Língua Portuguesa, em São Paulo p, 2003.)
1 - O texto dissertativo apresenta três partes essenciais: uma introdução, na qual é exposta a
tese ou ideia principal que resume o ponto de vista do autor acerca do tema; o
desenvolvimento, constituído pelos parágrafos que explicam e fundamentam a tese; e a
conclusão.
→ Numere os parágrafos do texto em estudo e identifique:
a) o parágrafo em que é feita a introdução do texto; _____________
b) os parágrafos que constituem o desenvolvimento do texto; ___________
c) o(s) parágrafo(s) de conclusão. _____________
2- Qual é a tese defendida pelo autor? Em que parágrafo ela é explicitamente posta?
3 - Desenvolvimento é formado pelos parágrafos que fundamentam a tese. Os argumentos
podem ser desenvolvidos por meio de procedimentos como:
− comparação
- oposição ou contraste
− alusão histórica
- definição
− citação
- apresentação de dados estatísticos
− exemplificação
- relação de causa e efeito
→ Copie, do desenvolvimento do texto, o parágrafo em que é feito o uso de:
− alusão histórica; __________________________
− exemplificação/comparação;________________
− relação de causa e efeito; __________________
− oposição/contraste._______________________
4 - O texto dissertativo faz uso de dois tipos básicos de conclusão: a conclusão-resumo, que
retoma as ideias do texto, e a conclusão-sugestão, em que são feitas propostas para a solução
de problemas. Que tipo de conclusão o texto apresenta?
APOSTILA 3° ANO ENSINO MÉDIO PROFª EVERALDINA
5 - Observe a linguagem apresentada no texto:
a) que tempos e que modos predominam nas formas verbais usadas?
b) qual é a variedade linguística empregada: culta formal, culta informal, coloquial, popular ou
regional. Justifique sua resposta.
c) a linguagem é predominantemente pessoal ou impessoal? Justifique sua resposta com base
nos pronomes e formas verbais empregados.
d) o texto revela maior preocupação com a expressividade, com a emotividade ou com a
precisão das informações?
6- Do ponto de vista das ideias, por que a autora se refere ao teatro grego e ao teatro de
Brecht para fundamentar a tese?
7- Explique esta afirmação do texto: “ o teatro ensina, o teatro é escola”.
8 - Escreva abaixo 2 características do texto dissertativo- argumentativo. ________________
I PROPOSTAS DE REDAÇÃO
Tema 1 : Zika vírus: contextualização, consequências e combate
No final de 2015, uma espécie de surto de zika vírus tomou conta de países da América Latina,
especialmente do Brasil. O vírus é transmitido pelo mosquito Aedes Aegypt, assim como a já conhecida
dengue. Apesar de ter sintomas mais brandos que os da dengue, suas consequências são alarmantes:
acredita-se que o zika vírus é responsável por um elevado número de casos de microcefalia, registrados em
todo o Brasil, mas com destaque para a região nordeste. A Organização Mundial da Saúde está
acompanhando a questão e já soltou um alerta de emergência, assim como ocorrido com outras doenças
como ebola e H1N1. Há estudos sobre vacinas, mas por enquanto o que está ao alcance de todos é o
combate ao mosquito, o que já se mostrou complicado, visto que a própria dengue também cresce em
números alarmantes, apesar das ações de combate ao Aedes. Diante dessa situação, o Banco de Redações
propõe neste mês de fevereiro o tema: "Zika vírus: contextualização, consequências e combate". Você
deve escrever uma dissertação sobre o assunto, contxtualizando os leitores sobre o histórico do
surgimento da doença, sua transmissão, informações que já foram levantadas a seu respeito, suas
consequências e o papel do Estado e da sociedade como um todo neste combate.
Para realizar a proposta, você deverá construir uma DISSERTAÇÃO, demonstrar domínio da norma culta da
língua, mobilizar diversas áreas do conhecimento, ou seja, seu conhecimento de mundo, para desenvolver
o tema, respeitando a estrutura do texto dissertativo-argumentativo. Além disso, você deve levar em
consideração os textos apresentados na coletânea e, de preferência, aprofundar a pesquisa sobre o
assunto através de outros meios, levantar os principais argumentos e exemplos e realizar uma crítica
análise dos mesmos, deixando claro seu posicionamento diante do tema na conclusão do texto.
Seu texto deverá apresentar entre 15 e 25 linhas (fonte times 12 em documento normal do Word).
Elabore sua redação considerando as ideias a seguir:
"Com mais de 1,5 milhão de contágios desde abril, o Brasil é o país mais afetado pelo zika vírus, seguido
pela Colômbia, que anunciou mais de 20 mil casos, 2.000 deles em mulheres grávidas. Há270 casos de
microcefalia confirmados no Brasil e 3.448 em estudo. No final do ano passado, foi confirmada pelo
Ministério da Saúde a relação entre o vírus zika e a microcefalia - caso inédito na pesquisa científica
mundial."
O Zika é um vírus transmitido pelo Aedes aegypti e identificado pela primeira vez no Brasil em abril de
2015. O vírus Zika recebeu a mesma denominação do local de origem de sua identificação em 1947, após
detecção em macacos sentinelas para monitoramento da febre amarela, na floresta Zika, em Uganda.
Durante a abertura do ano legislativo, a presidente Dilma Rousseff citou como prioridade deste ano para o
governo as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor do zika vírus, dengue e também da
febre chikungunya. Dilma citou as ações promovidas pelo governo brasileiro, entre elas uma parceria com
os Estados Unidos para o desenvolvimento de uma vacina contra o vírus. A presidente fez uma referência à
gravidade da situação e declarou que não faltarão recursos para enfrentar o problema.
II PROPOSTA DE REDAÇÃO
TEMA 2
Os limites da liberdade
Não creio, no sentido filosófico do termo, na liberdade do homem. Todos agem não apenas sob
um constrangimento exterior mas também de acordo com uma necessidade interior.” Albert
Einstein
Nos últimos dias, notícias acerca do confronto entre a Polícia Militar e estudantes da USP tomaram
conta dos noticiários. O caso teve início quando a Polícia Militar deteve 3 estudantes que estavam em
posse de maconha dentro do Campus.
O Uol noticiou que estudantes contrários à presença da Polícia Militar no campus da USP continuam no
prédio da administração da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas).
Encapuzados, eles defendem a saída da PM do campus Butantã (zona oeste de São Paulo), mas não
querem falar com a imprensa.
Vejam o que mais a reportagem dizia:
“Um representante do movimento disse apenas que ‘a ocupação vai até a gente conseguir as nossas
demandas’.
Além da saída da PM, os estudantes pedem a saída do reitor João Grandino Rodas. Os manifestantes
estão trancados no prédio e, às vezes, aparecem no portão, sempre encapuzados. Há relatos de que
alguns deles chegaram a atacar um veículo da TV Record.
Do lado de fora do prédio, estudantes que defendem a permanência da PM no campus falam
normalmente com a imprensa.
Rodrigo Souza Neves, aluno do curso de políticas públicas e ex-aluno de história, afirma que os
manifestantes que ocupam o prédio da FFLCH não representam a maioria dos estudantes da
universidade.
‘Nós fizemos um plebiscito com cerca de 1.100 alunos, e 60% são a favor da presença da PM no
campus.’
Lucas Sorrillo, colaborador no grêmio da Poli (Escola Politécnica da USP), diz que, antes da presença
da PM, não havia segurança na universidade.
“Antes daquele trágico acontecimento [o assassinato do estudante Felipe Ramos de Paiva, em maio
deste ano], era comum haver tráfico de drogas e assaltos no campus.”
A reitoria da USP não se posicionou oficialmente sobre a ocupação, mas informou que a decisão do
convênio com a PM foi tomada pelo Conselho Gestor do Campus, que reúne representantes de todas
as unidades da universidade.” [fonte da reportagem]
Sobre este mesmo assunto, em 2009 foi publicada a charge que retrato abaixo. Na época, o
governador do Estado de São Paulo era José Serra.
PROPOSTA DE REDAÇÃO
Nesta semana vamos discutir a legitimidade desse tipo de manifestação. Você concorda com a ação
da Polícia? Os estudantes presos com maconha dentro do Campus foram discriminados. O que
desejam realmente os manifestantes?
Instruções para a proposta
• escreva no máximo 30 linhas;
• use caneta azul escuro ou preta;
• use o padrão culto da linguagem;
• fundamente concretamente sua argumentação;
• deixe clara a delimitação do assunto.
Proposta 1
Desenvolva um texto dissertativo discutindo os limites da liberdade na sociedade moderna. Em seu
texto, outras delimitações podem ser dadas desde que o assunto seja este e a fundamentação seja
concreta.
• escreva no máximo 30 linhas;
• use caneta azul escuro ou preta;
• use o padrão culto da linguagem;
• fundamente concretamente sua argumentação;
• deixa a delimitação do tema.
TEMA 3
Os limites da liberdade
Não creio, no sentido filosófico do termo, na liberdade do homem. Todos agem não apenas sob
um constrangimento exterior mas também de acordo com uma necessidade interior.” Albert
Einstein
Nos últimos dias, notícias acerca do confronto entre a Polícia Militar e estudantes da USP tomaram
conta dos noticiários. O caso teve início quando a Polícia Militar deteve 3 estudantes que estavam em
posse de maconha dentro do Campus.
O Uol noticiou que estudantes contrários à presença da Polícia Militar no campus da USP continuam no
prédio da administração da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas).
Encapuzados, eles defendem a saída da PM do campus Butantã (zona oeste de São Paulo), mas não
querem falar com a imprensa.
Vejam o que mais a reportagem dizia:
“Um representante do movimento disse apenas que ‘a ocupação vai até a gente conseguir as nossas
demandas’.
Além da saída da PM, os estudantes pedem a saída do reitor João Grandino Rodas. Os manifestantes
estão trancados no prédio e, às vezes, aparecem no portão, sempre encapuzados. Há relatos de que
alguns deles chegaram a atacar um veículo da TV Record.
Do lado de fora do prédio, estudantes que defendem a permanência da PM no campus falam
normalmente com a imprensa.
Rodrigo Souza Neves, aluno do curso de políticas públicas e ex-aluno de história, afirma que os
manifestantes que ocupam o prédio da FFLCH não representam a maioria dos estudantes da
universidade.
‘Nós fizemos um plebiscito com cerca de 1.100 alunos, e 60% são a favor da presença da PM no
campus.’
Lucas Sorrillo, colaborador no grêmio da Poli (Escola Politécnica da USP), diz que, antes da presença
da PM, não havia segurança na universidade.
“Antes daquele trágico acontecimento [o assassinato do estudante Felipe Ramos de Paiva, em maio
deste ano], era comum haver tráfico de drogas e assaltos no campus.”
A reitoria da USP não se posicionou oficialmente sobre a ocupação, mas informou que a decisão do
convênio com a PM foi tomada pelo Conselho Gestor do Campus, que reúne representantes de todas
as unidades da universidade.” [fonte da reportagem]
Sobre este mesmo assunto, em 2009 foi publicada a charge que retrato abaixo. Na época, o
governador do Estado de São Paulo era José Serra.
PROPOSTA DE REDAÇÃO
Nesta semana vamos discutir a legitimidade desse tipo de manifestação. Você concorda com a ação
da Polícia? Os estudantes presos com maconha dentro do Campus foram discriminados. O que
desejam realmente os manifestantes?
Instruções para a proposta
• escreva no máximo 30 linhas;
• use caneta azul escuro ou preta;
• use o padrão culto da linguagem;
• fundamente concretamente sua argumentação;
• deixe clara a delimitação do assunto.
Proposta 1
Desenvolva um texto dissertativo discutindo “ os limites da liberdade na sociedade moderna” . Em
seu texto, outras delimitações podem ser dadas desde que o assunto seja este e a fundamentação seja
concreta.
• escreva no máximo 30 linhas;
• use caneta azul escuro ou preta;
• use o padrão culto da linguagem;
• fundamente concretamente sua argumentação;
• deixa a delimitação do tema.
TEMA 4
QUALIDADE DE VIDA
Fala-se tanto de qualidade de vida no mundo atual que médicos e profissionais de outras áreas são
convidados a indicar os comportamentos adequados para se ter uma vida mais saudável. Sabemos,
entretanto, que ter qualidade de vida implica um conjunto de procedimentos a serem incorporados ao
nosso dia-a-dia.
Para auxiliar sua reflexão, leia os trechos a seguir selecionados da reportagem da revista
"Superinteressante" e, a seguir, escreva um artigo de opinião, em cerca de 20 linhas, a ser publicado num
jornal de circulação interna da Universidade, argumentando sobre o que é ter qualidade de vida para você.
Não se esqueça de dar um título adequado ao seu texto.
A CIÊNCIA DO BEM VIVER
Pequenas mudanças de atitude podem melhorar sua saúde física, mental e material. Conheça 7 hábitos
comprovados cientificamente que você deve adotar para ganhar qualidade de vida.
1. OUÇA MÚSICA
Não se culpe se você é daqueles que passam o dia todo com um fone de ouvido cantarolando por aí. A
música tem efeitos muito benéficos para a saúde física e mental. Já não é de hoje que os cientistas vêm
estudando o fenômeno. Entre outras coisas, a música pode acalmar, estimular a criatividade e a
concentração, além de ajudar na cura de uma porção de doenças.
2. PREPARE-SE PARA ENVELHECER
Ninguém gosta muito da ideia de vir a ser velho, mas isso é a melhor coisa que pode acontecer (pense na
outra possibilidade). É bom reservar um tempo desde já para planejar como você pretende que seja sua
velhice. Inclusive porque é bem possível que essa fase da sua vida dure bastante tempo. Graças aos
avanços no saneamento básico, à descoberta de novas drogas e a fatores ambientais e de prevenção,
estamos vivendo cada vez mais. Em 1900, a expectativa de vida média no Brasil ao nascer era de 33
anos. Hoje, já estamos na marca dos 67. Estudos demográficos apontam que, em 2025, o brasileiro viverá
em média 75,3 anos e, por volta do ano 2050, 2 bilhões de pessoas no mundo terão mais de 60 anos. E,
graças a esses mesmos motivos, os velhos estão ficando cada vez mais velhos.
3. TENHA FÉ
Costuma ser mais feliz quem consegue encontrar um significado para a vida. Esse significado pode estar
em qualquer coisa - da filatelia à filantropia. Mas é na religiosidade que a maior parte da população vai
buscar essa razão de viver. E encontra. Pesquisas mostram que as pessoas religiosas consideram-se, em
média, mais felizes do que as não religiosas. Elas também têm menos depressão, menos ansiedade e
índices menores de suicídio.
4. ANDE MAIS A PÉ
Gastar sola de sapato é um dos melhores exercícios que existem, seja para a saúde física, mental, do meio
ambiente ou do bolso mesmo. Sim, porque para fazer caminhadas você não precisa gastar rios de dinheiro
com academias elaboradas, muito menos com personal trainer. Um par de tênis basta, quando falamos de
caminhada, não estamos nos referindo a nada profissional, que exija pista adequada e treinamento. Pode
ser no seu bairro, no quarteirão da sua casa, ou até mesmo na escadaria do prédio, na pior das hipóteses.
5. TENHA (PELO MENOS) UM AMIGO
Todo mundo quer ser feliz, isso é tão verdadeiro quanto óbvio. O psicólogo Martin Seligman, da
Universidade da Pensilvânia (EUA), passou anos pesquisando o assunto e concluiu que, para chegar a tal
felicidade, precisamos ter amigos. Os amigos, segundo ele, resumem a soma de 3 coisas que resultam na
alegria: prazer, engajamento e significado. Explicando: conversar com um amigo, por exemplo, nos dá
prazer.
6. COMA DEVAGAR
Parece até falatório de mãe, mas os benefícios de diminuir o ritmo das garfadas são incríveis. Para
começar, ninguém ganha tempo comendo um sanduíche na frente de um computador - o máximo que
você ganha são quilos a mais, uma vez que, quanto mais rápido come, mais sente fome. Isso quer dizer
que, se você comer mais devagar, provavelmente vai comer menos sem ter que fazer nenhuma dieta. O
que será um ganho danado à sua saúde. Fora a redução do peso e do risco de doenças aliadas à obesidade,
há diversas pesquisas que apontam que devemos diminuir a quantidade de comida se quisermos viver
mais.
7. DESLIGUE A TV
Ninguém está dizendo aqui para você nunca assistir à televisão. Mas que você poderia diminuir otempo
em frente ao aparelho, isso você poderia. Até porque televisão em excesso não faz bem. Sim, o hábito de
se largar no sofá e assistir a qualquer porcaria que esteja no ar pode deixar as pessoas viciadas no
relaxamento que a TV produz. O problema é que essa sensação gostosa vai embora assim que o aparelho
é desligado - é igualzinho ao vício em substâncias químicas. O estado de passividade e a diminuição no
grau de atenção, no entanto, continuam. Quando vista por mais de 20 horas por semana, a televisão pode
danificar as funções do lado esquerdo do cérebro, reduzindo o desenvolvimento lógico-verbal.
(Adaptado da Revista "Superinteressante", Editora Abril, janeiro de 2006, 49-57)
Proposta 1
Desenvolva um texto dissertativo discutindo “ A QUALIDADE DE VIDA NOS DIAS ATUAIS” ” . Em
seu texto, outras delimitações podem ser dadas desde que o assunto seja este e a fundamentação seja
concreta.
• escreva no máximo 30 linhas;
• use caneta azul escuro ou preta;
• use o padrão culto da linguagem;
• fundamente concretamente sua argumentação;
• deixa a delimitação do tema.
TEMA 5:
TEXTO II: CYBERBULLYING:
A VIOLÊNCIA VIRTUAL
Beatriz Santomauro
Todo mundo que convive com crianças e jovens
sabe como eles são capazes de praticar pequenas e
grandes perversões. Debocham uns dos outros,
criam os apelidos mais estranhos, reparam nas
mínimas “imperfeições” – e não perdoam nada. Na
escola, isso é bastante comum. Implicância,
discriminação e agressões verbais e físicas são
muito mais frequentes do que o desejado. Esse
comportamento não é novo, mas a maneira como os
pesquisadores, médicos e professores o encaram
vem mudando. Há cerca de 15 anos, essas
provocações passaram a ser vistas como forma de
violência e ganharam nome: bullying (palavra do
inglês que pode ser traduzida como “intimidar” ou
“amedrontar”). Sua principal característica é que a
agressão (física, moral ou material) é sempre
intencional e repetida várias vezes sem uma
motivação específica. Mais recentemente, a tecnologia deu nova cara ao problema. E-mails
ameaçadores, mensagens negativas em sites de relacionamento e torpedos com fotos e textos
constrangedores para a vítima foram batizados de cyberbullying. Aqui, no Brasil, vem aumentando
rapidamente o número de casos de violência desse tipo. (...)
MESMO QUANDO A AGRESSÃO É VIRTUAL, O ESTRAGO É REAL
O cyberbullying é um problema crescente justamente porque os jovens usam cada vez mais a tecnologia
– até para conceder entrevistas, como fez Ana [nome fictício], 13 anos, que contou sua história para esta
reportagem via MSN (programa de troca de mensagens instantâneas). Ela já era perseguida na escola –
e passou a ser acuada, prisioneira de seus agressores via internet. Hoje, vive com medo e deixou de
adicionar “amigos” em seu perfil no Orkut. Além disso, restringiu o acesso ao MSN. Mesmo assim, o
tormento continua. As meninas de sua sala enviam mensagens depreciativas, com apelidos maldosos e
recados humilhantes, para amigos comuns. Os qualificativos mais leves são “nojenta, nerd e lésbica”.
Outros textos dizem: “Você deveria parar de falar com aquela piranha” e “A emo já mudou sua cabeça,
hein? Vá pro inferno”. Ana, é claro, fica arrasada. “Uso preto, ouço rock e pinto o cabelo. Curto coisas
diferentes e falo de outros assuntos. Por isso, não me aceitam.” A escola e a família da garota têm se
reunido com alunos e pais para tentar resolver a situação – por enquanto, sem sucesso.
Pesquisa da Fundação Telefônica no estado de São Paulo em 2008 apontou que 68% dos adolescentes
ficam online pelo menos uma hora por dia durante a semana. Outro levantamento, feito pela ComScore
este ano, revela que os jovens com mais de 15 anos acessam os blogs e as redes sociais 46,7 vezes ao
mês (a média mundial é de 27 vezes por semana). Marcelo Coutinho, especialista no tema e professor
da Fundação Getúlio Vargas (FGV), diz que esses estudantes não percebem as armadilhas dos
relacionamentos digitais. “Para eles, é tudo real, como se fosse do jeito tradicional, tanto para fazer
amigos como para comprar, aprender ou combinar um passeio.”
No cinema, essa overdose de tecnologia foi retratada em As melhores Coisas do Mundo, de Laís
Bodanzky. A fita conta a história de dois irmãos que passam por mudanças no relacionamento com os
pais e colegas. Boa parte da trama ocorre num colégio particular em que os dois adolescentes estudam.
O cyberbullying é mostrado de duas formas: uma das personagens mantém um blog com fofocas e há
ainda a troca de mensagens comprometedoras pelo celular. A foto de uma aluna numa pose sensual
começa a circular sem sua autorização.
Na vida real, Antonio [nome fictício], 12 anos, também foi vítima de agressões pelo celular. Há dois
meses, ele recebe mensagens de meninas, como “Ou você fica comigo ou espalho pra todo mundo que
você gosta de homem”. Os amigos o pressionam para ceder ao assédio e, como diz a coordenadora
pedagógica, além de lidar com as provocações das meninas, ele tem de se justificar com os outros
garotos. (Revista NOVA ESCOLA. Junho/julho, 2010)
tema:
Proposta 1
Desenvolva um texto dissertativo discutindo “CYBERBULLYING E JUVENTUDE: MERA
BRINCADEIRA OU PERVERSIDADE VIRTUAL? ” . Em seu texto, outras delimitações podem ser
dadas desde que o assunto seja este e a fundamentação seja concreta.
• escreva no máximo 30 linhas;
• use caneta azul escuro ou preta;
• use o padrão culto da linguagem;
• fundamente concretamente sua argumentação;
• deixa a delimitação do tema.
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Apostila redação

  • 1. APOSTILA REDAÇÃO 3º ANO ENSINO MÉDIO 2016 “Um país se faz com homens, livros, tablets e celulares” Profª. Everaldina P. Oliveira
  • 2. TIPOLOGIA TEXTUAL Quanto aos tipos os textos podem ser: 1- Descrição 2- Narração 3-Dissertação 3.1-Dissertação- Argumentação 3.2-Dissertação - Exposição 4- Injunção/ Instrucional 5- Dialogal / Conversacional 6-Poetico A) DESCRITIVO Produz uma imaginação que o leitor não vê, permitindo-lhe imaginar: espaços( paisagens, objetos); seres reais ou imaginários, estáticos ou evolutivos( em mutação). Ex; Seu rosto era claro e estava iluminado pelos belos olhos azuis e contentes. Aquele sorriso aberto recepcionava com simpatia a qualquer saudação, ainda que as bochechas corassem ao menor elogio. Assim era aquele rostinho de menina-moça da adorável Dorinha. B) NARRATIVO Relata fatos e acontecimentos situados no tempo, reais ou imaginários. Apela à imaginação do leitor. EX: noticia, crônica, fabula, mitos, histórias infantis, lendas, relatos, reportagens, apólogos, etc. C) DISSERTATIVO Dissertar é o mesmo que desenvolver ou explicar um assunto, discorrer sobre ele. Dependendo do objetivo do autor, pode ter caráter expositivo ou argumentativo. ►Dissertação- Argumentação Procura convencer. Apresenta ou defende uma tese, um ponto de vista. Quando polêmico, toma partido contra ou a favor de uma pessoa, grupo ou uma instituição e suas idéias. Ex: Seminário, verbete de enciclopédia, reportagem, editorial (que é mais argumentativo que dissertativo)... ► Dissertação - Exposição Apresentação de argumentos segundo uma organização lógica. Estabelecimento de relações de causa e efeito. Estrutura formada por introdução, desenvolvimento e conclusão. Verbos no presente Ex: Debate, editorial, artigo de opinião, manifesto, carta aberta, carta de reclamação... D) INJUNTIVO ( persuasivo ou instrucional) Propõe uma ação ( questões de provas ou textos de engajamento político, moras, social). Dá conselhos( receitas de cozinha, manuais de montagem, etc.). A publicidade, recomendar a compra de um produto. Fazer com que o interlocutor tome alguma atitude. Ex: Anúncio publicitário, regras de jogo, receita, manual de instruções, regulamento, livro de autoajuda... E) DIALOGAL OU CONVERSACIONAL Caracteriza-se pelo diálogo entre os interlocutores. É o tipo predominante nos gêneros: entrevista, conversa telefônica, chat, etc.
  • 3. F) POÉTICO Valoriza sons, rimas e a variedade de sentidos. Podemos encontrar textos poéticos narrativos, descritivos, informativos( poesia didática antiga) e até com passagens ou objetivos injuntivos, como a poesia social de Castro Alves ou algumas mensagens publicitárias TIPOS DOMÍNIOS OU DISCURSOS
  • 4. PRODUÇÃO DE TEXTO Elementos estruturais de um texto Domínio Principal Gêneros textuais Científico Artigo científico Verbete de enciclopédia Nota de aula Nota de rodapé Tese Dissertação Trabalho de conclusão Biografia Patente Tabela Mapa Gráfico Resumo Resenha Jornalístico Editorial Notícia Reportagem Artigo de opinião Entrevista Anúncio Carta ao leitor Resumo de novela Capa de revista Expediente Errata Programação semanal Debate Religioso Oração Reza Lamentação Catecismo Homilia Cântico religioso Sermão Comercial Nota de venda Nota de compra Fatura Anúncio Comprovante de pagamento Nota promissória Nota fiscal Boleto Código de barras Rótulo Logomarca Comprovante de renda Curriculum vitae Instrucional Receita culinária Manual de instrução Manual de montagem Regra de jogo Roteiro de viagem Contrato Horóscopo Formulário Edital Placa Catálogo Glossário Receita médica Bula de remédio Jurídico Contrato Lei Regimento Regulamento Estatuto Norma Certidão Atestado Declaração Alvará Parecer Certificado Diploma Edital Documento pessoal Boletim de ocorrência Publicitário Propaganda Anúncio Cartaz Folheto Logomarca Endereço postal Humorístico Piada Adivinha Charge Interpessoal Carta pessoal Carta comercial Carta aberta Carta do leitor Carta oficial Carta convite Bilhete Ata Telegrama Agradecimento Convite Advertência Bate-papo Aviso Informe Memorando Mensagem Relato Requerimento Petição Órdem E-mail Ameaça Fofoca Entrevista médica Ficcional Poema Conto Mito Peça de teatro Lenda Fábula Romance Drama Crônica História em quadrinhos
  • 5. Três são os elementos indispensáveis a qualquer tipo de texto: estrutura, conteúdo, expressão. A estrutura abrange três elementos: a) unidade (ou não-contradição): num texto, deve-se desenvolver um único assunto ou núcleo temático; b) organicidade (ou relação): o texto coerente e coeso apresenta um inter-relacionamento de todas as suas partes, o que resulta num todo articulado; c) forma: o tipo de composição escolhido, segundo a finalidade: descrição (detalhar algo), narração (contar uma história), dissertação (elaborar um raciocínio); O conteúdo requer coerência e clareza. a) coerência: é a escolha de idéias que devem ligar-se ao assunto proposto (para que não se fuja do assunto); b) clareza: é a utilização de construções que não sejam ambíguas ou mal-estruturadas, de modo a facilitar o entendimento. A expressão está diretamente ligada ao domínio da estrutura da língua e do léxico. Estes dois últimos tópicos são resultados de um plano previamente elaborado e de uma revisão apurada do texto. Um mesmo texto pode apresentar características da descrição, narração e dissertação. Entretanto, o texto será enquadrado em um dos três tipos de composição conforme o predomínio da forma e linguagem utilizadas. . ASPECTOS FORMAIS E TÉCNICOS DE UMA REDAÇÃO •• Produza um texto cuja estrutura formal esteja de acordo com o tipo de composição adequado ao assunto: dissertação, narração ou descrição; •• É fundamental a fidelidade ao assunto sugerido. Fale apenas sobre o que o comando da redação pede; •• texto deve apresentar um título, o qual deve estar no centro da linha, destacado com uma única sublinha e sem estar separado por uma linha em relação ao texto; •• Não é necessário atingir o total de linhas, cuja extensão é de 15, no mínimo, e de 30, no máximo; •• Na dissertação, os parágrafos devem ter tamanhos relativamente proporcionais; •• Conserve um espaço proporcional também entre as palavras; •• Não utilize forma ou tamanho de letras diferentes; •• Cuidado com a ortografia. Se não tiver certeza da escrita correta, evite usar uma palavra. Utilize sinônimos; •• Não repita palavras ou expressões. Utilize também sinônimos, construções equivalentes ou termos de coesão; •• Evite ultrapassar as margens direita e esquerda. Utilize a translineação silábica, se for necessária; •• Em relação à caligrafia, a única exigência é de que ela seja compreensível; •• Na medida do possível, não se esqueça da acentuação gráfica das palavras, que, muitas vezes, pode gerar diferenças de sentido; •• Se houver no texto neologismos, estrangeirismos, linguagem coloquial ou ênfase a palavras ou expressões, destaque-os com aspas; •• Não é necessário utilizar vocabulário erudito. O importante é expressar claramente o pensamento; •• Utilize frases breves, sobretudo em dissertação, para a maior clareza do pensamento e maior espaço para o conteúdo;
  • 6. •• É necessária uma boa pontuação. Além disso, há três aspectos fundamentais a um texto: clareza, transposição compreensível do pensamento ao papel; coesão, uso adequado de termos que ligam as partes do texto entre si; coerência, formulação de frases lógicas; •• Você pode usar o rascunho e posteriormente passar o texto para o formulário final, sendo assim possível revisar a redação antes de sua versão definitiva; •• Lembre-se de que fazer uma redação não implica sempre a criação de ideias. Significa simplesmente transpor o que você já sabe sobre um assunto de modo organizado à escrita. Confie em sua capacidade de produzir um texto em sua língua; •• As duas palavras que melhor definem uma redação de Vestibular são espontaneidade e criatividade; •• No Vestibular, vêm textos em anexo na Prova de Redação e eles sempre terão em comum o mesmo assunto. Apesar de eles servirem de subsídio para montar o seu texto, é preferível não "colar" as ideias deles, uma vez que isso demonstraria falta de criatividade do candidato. Portanto não fuja do assunto e monte suas próprias ideias; •• A expressão em prosa que aparece no Vestibular indica que você fará um texto a que você está normalmente habituado, ou seja, o que tem parágrafos, períodos e frases. Não faça jamais texto em verso, posto que a sua redação seria invalidada por isso. O TEXTO DISSERTATIVO É um texto no qual o autor expõe ou argumenta idéias a respeito de um dado qualquer de sua realidade. No texto dissertativo, o autor pode defender ou refutar uma posição. O que importa é que a sua opinião seja evidenciada. Isso é indispensável e o mais fundamental de tudo. Essa opinião a ser tomada por quem produz o texto pode estar no início dele ou reservada ao final da dissertação. Contudo, em qualquer das hipóteses, não pode faltar. O autor, se quiser, apresenta fatores positivos e negativos referentes à idéia-núcleo, desde que manifeste a sua decisão favorável ou não ao assunto discutido ou conceito exposto. Estrutura básica do texto dissertativo * A quantidade de argumentos pode variar, inclusive, não ser apresentada na introdução, deixando-se o seu emprego somente para o desenvolvimento. *D I S S E R T A Ç Ã O TEMA OU TÓPICO FRASAL ARGUMENTO 1 ARGUMENTO 2 ARGUMENTO 3 APROFUNDAMENTO DO ARGUMENTO 1 APROFUNDAMENTO DO ARGUMENTO 2 APROFUNDAMENTO DO ARGUMENTO 3 REAFIRMAÇÃO DO TEMA +
  • 7. SUGESTÃO DE PRODUÇÃO DE TEXTO COM BASE EM ESQUEMAS ESQUEMA BÁSICO DA DISSERTAÇÃO EXEMPLO: TEMA: Chegando ao terceiro milênio, o homem ainda não conseguiu resolver graves problemas que preocupam a todos. POR QUÊ? (Chegando ao terceiro milênio, o homem ainda não conseguiu resolver graves problemas que preocupam a todos.) *arg. 1: Existem populações imersas em completa miséria. *arg. 2: A paz é interrompida frequentemente por conflitos internacionais. *arg. 3: O meio ambiente encontra-se ameaçado por sério desequilíbrio ecológico. Focaremos nosso estudo no texto dissertativo, vejamos um exemplo: O brasileiro sabe Português 1 O ensino de língua portuguesa tem assumido urna atitude prescritiva e discriminatória. a Isso se deve à tentativa de unificação das gramáticas brasileira e lusitana. b Fato que gera diferenças entre a língua considerada padrão e aquela falada naturalmente no Brasil. c Dessa forma, o brasileiro acha que não sabe falar e escrever o seu idioma. a A gramática brasileira é baseada na de Portugal. Apesar de serem a mesma língua, o Português brasileiro e o peninsular refletem atitudes culturais diferentes, logo representariam usos específicos em cada pais. Contudo, a autonomia lingüistica do idioma brasileiro malogra diante dos modelos inspirados nos portugueses. b As regras de uso convencionadas no Brasil se contrastam com o Português coloquial. A forma natural de o brasileiro manusear o seu idioma é incompatível com as normas da língua padrão. A gramática normativa não representa a verdadeira língua falada no país. c O resultado disso é a concepção dos brasileiros de que eles não conhecem o seu sistema lingüístico. Em verdade, na medida em que falam e escrevem o seu idioma, conhecem-no. O que pode haver é a necessidade de aperfeiçoar o seu uso. 2 É inegável que o Português é ensinado de forma gramatiqueira. Em vez de divulgar regras, faz-se necessário alimentar no brasileiro a idéia de que ele é dono de sua língua. Para isso, deve-se desenvolver o ensino produtivo do idioma brasileiro ao aperfeiçoamento de seu domínio. 1º parágrafo: TEMA + argumento 1 + argumento 2 + argumento 3 2° parágrafo :desenvolvimento do argumento 1 3° parágrafo :desenvolvimento do argumento 2 4° parágrafo :desenvolvimento do argumento 3 5º paragrafo: conclusão
  • 8. Observe que a estrutura do texto dissertativo é mantida: 1  Tema a  Argumento (causa) b  Argumento (conseqüência) c  Argumento (conseqüência da conseqüência) 2  Reafirmação do tema No texto dissertativo, o autor pode escolher o(s) tipo(s) de argumentação que utilizará, os quais podem ser: a) causa b) consequência c) causa da causa d) conseqüência da conseqüência TÍTULO A redação só deve ser intitulada depois de concluída. Não há necessidade de sublinhar o título ou de colocá-lo entre aspas. Só coloque pontuação, se houver verbo. • TÍTULO COM VERBO • SOMENTE A PRIMEIRA LETRA É MAIUSCULA • EX. Viver e aprender • TÍTULO SEM VERBO • AS PRIMEIRAS LETRAS DAS PRINCIPAIS PALAVRAS SÃO MAIUSCULAS • EX. Vida e Saúde ESTRUTURA DA DISSERTAÇÃO INTRODUÇÃO - DESENVOLVIMENTO - CONCLUSÃO 1- INTRODUÇÃO É a apresentação do assunto. O parágrafo introdutório caracteriza-se por apresentar uma ideia- núcleo por meio de uma afirmação, interrogação, definição, citação, etc., combinados ou não entre si. Como iniciar a dissertação É o primeiro parágrafo, deve ser breve e apresentar apenas informações sucintas sobre o tema abordado. Deve ter no máximo quatro linhas. Pode-se iniciar a introdução com: - uma afirmação; - uma ou mais perguntas; - uma retrospectiva histórica (falando sobre dados passados) ; - dados estatísticos (desde que verídicos e atuais); - uma narração. 2- DESENVOLVIMENTO: É a análise crítica da ideia central. Pode ocupar vários parágrafos em que se expõem juízos, raciocínios, provas, exemplos, testemunhos históricos e justificativas que argumentem a idéia central proposta no primeiro parágrafo. O Desenvolvimento do Parágrafo Dissertativo Deve ser constituído de, no mínimo, dois parágrafos. É a parte da redação em que os argumentos são abordados. Cada argumento deve ser desenvolvido em um parágrafo distinto.
  • 9. Pode-se desenvolver os argumentos por meio de relações de : - confronto; - causa-consequência; - contraste; - semelhança; - tempo; - espaço; - enumeração; - explicitação. Exemplos de expressões utilizadas em parágrafos de desenvolvimento: Confronto "É possível que... no entanto..." "É certo que... entretanto..." "É provável que ... porém..." Divisão de idéias "Em primeiro lugar ...; em segundo ...; por último ..." "Por um lado ...; por outro ..." "Primeiramente, ...; em seguida, ...; finalmente, ..." Enumeração "É preciso considerar que ..." "Também não devemos esquecer que ..." "Não podemos deixar de lembrar que..." Uso de citações "Segundo ..." "Conforme ..." "De acordo com o que afirma ..." Reafirmação "Compreende-se então que ..." "É bom acrescentar ainda que ..". "É interessante reiterar ..." Inserção de objetivos (mais usado em textos científicos) "Com este trabalho objetiva-se ..." "Pretende-se demonstrar ..." "O presente trabalho objetiva ..." Exemplificação "A fim de comprovar o que foi dito, ..." "Para exemplificar, ..." "Exemplo disso é ..." Oposição de ideias "Por outro lado, ..." "Em contrapartida, ..." "Ao contrário do que se pensa, ..." "Em compensação, ..." Atenção a algumas expressões que podem ser utilizadas em seu texto: "Para tanto, ..." "Para isso, ..." "Além disso, ..." "Se é assim, ..." "Na verdade, ..." "É fundamental que ..." "Tudo isso é ..." "Nesse momento, ..." "De toda forma, ..." "De tal forma que ..." "Em ambos os casos, ..."
  • 10. Desenvolvimento por Comparação Outra forma de se desenvolver a frase-núcleo é através do processo comparativo. Assim é possível confrontar ideias, fatos, seres, fenômenos e, neste processo, apontar-lhes as dessemelhanças (CONTRASTES) ou as semelhanças. Dependendo do resultado do ato comparativo, o parágrafo terá o seu DESENVOLVIMENTO ordenado por: a) COMPARAÇÃO-CONTRATE b) COMPARAÇÃO-SEMELHANÇA Observemos os parágrafos abaixo: “A juventude é uma infatigável aspiração de felicidade; a velhice, pelo contrário, é dominada por um vago e persistente sentimento de dor, porque já estamos nos convencendo de que a felicidade é uma ilusão, que só o sofrimento é real. Por isso, o homem sensato deseja mais sofrer que gozar. Em plena juventude quando eu ouvia bater à porta, saltava e alegria e pensava: Bom! Alguma coisa sucede. Mais tarde, experimentado pela vida, o mesmo ruído sobressaltava-me de angústia, e pensava: Que sucederá, meu Deus?” (Arthur Schopenhauer, A Vontade de Amar) Desenvolvimento por Enumeração O ato de ENUMERAR é concretizado pela exposição de uma série de coisas, uma por uma. Desta forma, o DESENVOLVIMENTO POR ENUMERAÇÃO presta-se bem à indicação de características, de funções, de processos, de situações, etc., sempre oferecendo o complemento necessário à afirmação estabelecida na FRASE NÚCLEAR. Exemplificado: “No mundo atual, a tendência a tornar envelhecido, superado, desgastado, desusado, tanto um automóvel quanto um modelo de roupa, um móvel, uma arma de guerra, o modo de se expressar e até mesmo a gíria, ocorre numa velocidade espantosa. Três são os processos que mais comumente provocam a obsolescência. O primeiro é motivado pela função: quando uma mercadoria nova tem melhor desempenho que as existentes até então. O segundo é a consequência de qualidade, por causa da quebra da quebra ou desgaste do produto, após algum tempo de uso; esse tipo de obsolescência pode ser planejado pelas empresas, para aumentar o consumo. O terceiro é resultado de o produto ter-se tornado obsoleto psicologicamente, sem que tenha deixado de cumprir a sua função. Para alcançar tal objetivo, são feitas apenas algumas alterações exteriores na aparência do “novo”. É o que se dá com a mudança na linha de estilo dos automóveis, nos quais o formato de uma lanterna ou outros pequenos acessório torna obsoleto o modelo anterior.” (Enciclopédia do Estudante, V.12, Abril Cultural) Podemos então classificar: Delimitação: A obsolescência do produto Frase-núcleo: Três são os processos que mais comumente provocam a obsolescência. Enumeração: O primeiro................., o segundo........... e o terceiro............... 1. Obsolescência de função; da qualidade e psicológica. ATENÇÃO: Critérios para o ato enumerativo:
  • 11. É possível, àquele que redige, utilizar um critério para o ato de enumerar. Assim fazendo, estará propiciando mais clareza e equilíbrio ao parágrafo desta forma ordenado. 1. Critério de Importância; 2. Critério de Preferência; 3. Critério de Classificação; 4. Critério Aleatório (os elementos enumerados são dispostos livremente, sem nenhuma predeterminação). 3- CONCLUSÃO: É o ponto de chegada da discussão, a parte final do texto em que se condensa o conteúdo desenvolvido, reafirma-se o posicionamento exposto na tese ou lança-se perspectiva sobre o assunto. Um meio adequado de bem concluir é aquele em que sintetizamos o assunto nos termos em que foi proposto ou questionado na etapa introdutória. É o último parágrafo. Deve ser breve também com, no máximo, quatro linhas. Neste parágrafo deve ser exposta sua opinião pessoal a respeito do tema abordado. Pode-se utilizar expressões iniciais do tipo: - "Assim,..." - "Portanto,..." - "Mediante os fatos expostos,..." - "Dessa forma, ..." - "Diante do que foi dito ..." - "Resumindo, ..." - "Em suma, ..." - "Em vista disso, pode-se concluir que ..." - "Finalmente, ..." - "Nesse sentido, ..." - "Com esses dados, conclui-se que ..." Pode-se fazer na conclusão uma: - sugestão - advertência - afirmação Dicas de Redação 1. Numa redação dissertativa-argumentativa, não use a 1ª pessoa do singular (Eu). Prefira usar os verbos na 3ª pessoa do singular (Compreende-se ..., percebe-se ...). Em cada parágrafo, procure elaborar de dois a três períodos. Não faça períodos longos nem curtos. 2. Não use gírias nem provérbios. 3. Não use etc. nem reticências. 4. Use anáforas, catáforas, hiperônimos, hipônimos, perífrases e antonomásias para atribuir coesão a seu texto. Ao escrevermos um texto, utilizamo-nos de vários elementos de referenciarão como: pronomes pessoais, possessivos, demonstrativos, indefinidos, assim como apostos, hiperônimos (palavras de ideias gerais – "instrumentos", "ferramentas", ...), hipônimos (palavras de ideias restritas – "violão", "martelo", ...), perífrases ("a Cidade Maravilhosa" para substituir, por exemplo, "Rio de Janeiro"), antonomásias ("Poeta dos Escravos" = Castro Alves) entre outros artifícios linguísticos. 5. Não repita palavras ou expressões. Use sinônimos. 6. Só use exemplos que sejam de domínio público, portanto apenas aqueles que tenham saído na mídia: jornais, revistas, ... 7. Evite estrangeirismos. Por outro lado, se for necessário, use aspas para palavras latinas, americanas ... ( condição "sine qua non" = essencial). 8. Ao separar as sílabas, não deixe apenas uma vogal, iniciando ou terminando, uma linha. Também não termine a sílaba, mesmo que correta, deixando, em cima ou embaixo, um cacófato. Características de uma boa dissertação:
  • 12. Um texto não é um mero aglomerado de frases ou parágrafos avulsos. Um bom texto constitui-se de uma sequência de ideias argumentadas e harmonizadas entre si destinadas a um interlocutor real ou virtual. Para se redigir um texto dissertativo, são indispensáveis: UNIDADE: O texto deve desenvolver-se em torno de um assunto. As ideias que lhe são pertinentes devem suceder-se em ordem sequente e lógica, completando e enriquecendo a ideia-núcleo expressa na tese. Não deve haver redundância nem pormenores desnecessários CLAREZA DE IDÉIAS: Vocabulário preciso e coerente às idéias expostas. O aprimoramento da linguagem e a diversidade são fundamentais para adequar idéias e palavras. É obrigatório o uso da língua padrão culta. COESÃO: Distribuição organizada do conteúdo pelos parágrafos e uma clara articulação entre as partes por meio do uso apropriado de recursos coesivos como a pronominalização, a elipse, a sinonímia, os conectivos. ORIGINALIDADE: Consiste em apresentar os aspectos, fatos ou opiniões de modo pessoal, sem imitação de processos ou particularidades alheios. Na originalidade, está a criatividade. Pode revelar-se tanto nas ideias como nas expressões. Ideias originais são ideias próprias. COERÊNCIA: Deve haver associação e correlação das ideias na construção dos períodos e na passagem de um parágrafo a outro. Os elementos de ligação são indispensáveis para entrosar orações, períodos e parágrafos. Tipos de coerência Tipos de coerência, elementos que colaboram para a construção da coerência global de um texto. São eles: Coerência sintática: está relacionada com a estrutura linguística, como termo de ordem dos elementos, seleção lexical etc., e também à coesão. Quando empregada, eliminamos estruturas ambíguas, bem como o uso inadequado dos conectivos. Coerência semântica: Para que a coerência semântica esteja presente em um texto, é preciso, antes de tudo, que o texto não seja contraditório, mesmo porque a semântica está relacionada com as relações de sentido entre as estruturas. Para detectar uma incoerência, é preciso que se faça uma leitura cuidadosa, ancorada nos processos de analogia e inferência. Coerência temática: Todos os enunciados de um texto precisam ser coerentes e relevantes para o tema, com exceção das inserções explicativas. Os trechos irrelevantes devem ser evitados, impedindo assim o comprometimento da coerência temática. Coerência pragmática: Refere-se ao texto visto como uma sequência de atos de fala. Os textos, orais ou escritos, são exemplos dessas sequências, portanto, devem obedecer às condições para a sua realização. Se o locutor ordena algo a alguém, é contraditório que ele faça, ao mesmo tempo, um pedido. Quando fazemos uma pergunta para alguém, esperamos receber como resposta uma afirmação ou uma negação, jamais uma sequência
  • 13. de fala desconectada daquilo que foi indagado. Quando essas condições são ignoradas, temos como resultado a incoerência pragmática. Coerência estilística: Diz respeito ao emprego de uma variedade de língua adequada, que deve ser mantida do início ao fim de um texto para garantir a coerência estilística. A incoerência estilística não provoca prejuízos para a interpretabilidade de um texto, contudo, a mistura de registros — como o uso concomitante da linguagem coloquial e linguagem formal — deve ser evitada, principalmente nos textos não literários. Coerência genérica: Refere-se à escolha adequada do gênero textual, que deve estar de acordo com o conteúdo do enunciado. Em um anúncio de classificados, a prática social exige que ele tenha como objetivo ofertar algum serviço, bem como vender ou comprar algum produto, e que sua linguagem seja concisa e objetiva, pois essas são as características essenciais do gênero. Uma ruptura com esse padrão, entretanto, é comum nos textos literários, nos quais podemos encontrar um determinado gênero assumindo a forma de outro. Tipos de coesão São cinco os tipos de coesão: por referência, por substituição, por elipse, por conjunção e pelo léxico. A coesão textual é um importante elemento que não deve ser esquecido em uma boa redação. Embora o uso de conectivos seja importante, eles não são considerados indispensáveis, visto que existem textos que, apesar de apresentarem pouca ou nenhuma coesão, são dotados de sentido, ou seja, coerência. Contudo, é fundamental ressaltar que tanto a coerência quanto a coesão auxiliam na clareza e na construção de argumentos de um texto. Para entendermos melhor a coesão, que nada mais é do que a conexão estabelecida entre as palavras de um texto, é importante entendermos que existem tipos de coesão e que esses tipos são basicamente cinco: coesão por referência, por substituição, por elipse, por conjunção e pelo léxico. Vamos aprender mais? Coesão por referência: é um dos principais mecanismos para evitar repetições desnecessárias. Observe o exemplo: As crianças foram passear no parque. Elas foram acompanhadas de seus pais. Em vez de: As crianças foram passear no parque. As crianças foram acompanhadas de seus pais. Coesão por substituição: são utilizadas palavras e expressões que retomam termos já enunciados, empregando assim aquilo que chamamos de anáfora. Observe o exemplo: Os alunos foram advertidos pelo mau comportamento. Caso isso volte a acontecer, eles serão suspensos. Em vez de: Os alunos foram advertidos pelo mau comportamento. Caso o mau comportamento volte a acontecer, os alunos serão suspensos. Coesão por elipse: ocorre por meio da omissão de uma ou mais palavras sem comprometer a clareza da oração. Observe o exemplo: Mariana faz o dever de casa e simultaneamente conversa com as amigas pelo bate-papo. Em vez de:
  • 14. Mariana faz o dever de casa e simultaneamente Mariana conversa com as amigas pelo bate-papo. Coesão por conjunção: possibilita relações entre os termos do texto através do emprego de conjunções. Observe o exemplo: Como estava doente, não fui à escola, embora tivesse provas nesse dia. Coesão lexical: ocorre por meio do emprego de sinônimos, pronomes, hipônimos ou heterônimos. Observe o exemplo: Carlos Drummond de Andrade é considerado o maior poeta brasileiro. O itabirano nasceu no dia 31 de outubro de 1902 e faleceu no dia 17 de agosto de 1987. Gênio das letras, deixou imortalizada em seus diversos livros sua contribuição para a literatura brasileira. EXERCÍCIOS COESÃO E COERÊNCIA 1- De acordo com os recursos coesivos que conferem unidade textual, responda: que elemento, na tira a seguir, garante a coesão textual e que efeito de sentido ele atribui ao pensamento.da esposa do general? 2- Observe que, na tira transcrita abaixo, há uma situação de interlocução: José da Silva escreve uma declaração de amor a Maria da Conceição. b) O que provoca estranhamento com relação a esta carta? c) O que provoca o riso na leitura do último quadrinho? 3- (Unicamp-SP) Leia a tira abaixo e responda em seguida às perguntas:
  • 15. a) A história contém no total cinco falas. Transcreva aquela que instaura o impasse do diálogo. b) O dono do bar propõe-se a satisfazer qualquer desejo dos clientes. Transcreva a frase que indica essa possibilidade. a) Que elementos linguísticos são responsáveis pela manutenção da interlocução? 4- As frases abaixo apresentam problemas de coesão textual. Identifique o problema e depois reescreva-as tornando-as coesas. a) Mais de cinquenta mil pessoas compareceram ao estádio para apoiar o time onde seria disputada a partida final. b) Não concordo em nenhuma hipótese com seus argumentos, pois eles vão ao encontro dos meus. c) A casa, que ficava em uma região em que fazia bastante frio durante o inverno. d) A plateia, conquanto reconhecesse o enorme talento do artista, ao final do espetáculo aplaudiu-o de pé por mais de cinco minutos. e) Durante todo o interrogatório, em nenhum momento o acusado não negou que tivesse sido ele o autor do delito. 5. Nas questões abaixo, apresentamos alguns segmentos de discurso separados por ponto final. Retire o ponto final e estabeleça entre eles o tipo de relação que lhe parecer compatível, usando para isso os elementos de coesão adequados. a- O solo do Nordeste é multo seco e aparentemente árido. Quando caem as chuvas, imediatamente brota a vegetação. b- Uma seca desoladora assolou a região sul, principal celeiro do país. Vai faltar alimento e os preços vão disparar. c- Inverta a posição dos segmentos contidos na questão 2 e use o conetivo apropriado: d- Vai faltar alimento e os preços vão disparar. Uma seca desoladora assolou a região sul, principal celeiro do país. e- O trânsito em São Paulo ficou completamente paralisado dia 15, das 14 às 18 horas. Fortíssimas chuvas inundaram a cidade. 6. As questões abaixo apresentam problemas de coesão por causa do mau uso do conectivo, isto é, da palavra que estabelece a conexão. A palavra ou expressão conectiva inadequada vem em destaque. Procure descobrir a razão dessa impropriedade de uso e substituir a forma errada pela correta. .. . . a- Em São Paulo já não chove há mais de dois meses. Apesar de que já se pense em racionamento de água e energia elétrica. b- As pessoas caminham pelas ruas. Despreocupadas, como se não existisse perigo algum, mas o policial continua folgadamente tomando o seu café no bar.
  • 16. c- Talvez seja adiado o jogo entre Botafogo e Flamengo, pois o estado do gramado do Maracanã não é dos piores. d- Uma boa parte das crianças mora muito longe, vai à escola com fome, onde ocorre o grande número de desistências. 7. a) A fala de Helga no segundo quadrinho indica um pressuposto sobre os homens. Explicite-o. b) Que opinião sobre o casamento fica implícita a partir da identificação deste pressuposto?
  • 17. APOSTILA 3° ANO ENSINO MÉDIO PROFª EVERALDINA 8. (Unicamp-SP) Na tira abaixo. a lesma Flecha manifesta duas opiniões contraditórias. uma explícita e uma implícita (isto é. subentendida). a) Explicite a opinião que Flecha deixa implícita. b) Segundo esse texto, em qual das duas opiniões Flecha realmente acredita? c) Qual é a passagem da tira que permitiu que você chegasse a essa conclusão? Justifique. 9. Nestas questões ocorrem alguns fragmentos narrativos que apresentam algum tipo de incoerência. Tente identificar e explicar o tipo de incoerência que você vê. a- Devo confessar que morria de Inveja de minha coleguinha por causa daquela boneca que o pai lhe trouxera da Suécia: ria, chorava, balbuciava palavras, tomava mamadeira e fazia xixi. Ela me alucinava. Sonhei com ela noites a fio. Queria dormir com ela uma noite que fosse. Um dia, minha vizinha esqueceu-a em minha casa. Fui dormir e, no dia seguinte, quando acordei, lá estava a boneca no mesmo lugar em que minha amiguinha havia deixado. Imaginando que ela estivesse preocupada, telefonei-lhe e ela mais do Que depressa veio buscá-la. b- Conheci Sheng no primeiro colegial e aí começou um namoro apaixonado que dura até hoje e talvez para sempre. Mas não gosto da sua família: repressora, preconceituosa, preocupada em manter as milenares tradições chinesas. O pior é que sou brasileira, detesto comida chinesa e não sei comer com pauzinhos. Em casa, só falam chinês e de chinês eu só sei o nome do Sheng. No dia do seu aniversário, já fazia dois anos de namoro, ele ganhou coragem e me convidou para jantar em sua casa. Eu não podia recusar e fui. Fiquei conhecendo os velhos, conversei com eles, ouvi multas histórias da família e da China, comi tantas coisas diferentes que nem sei. Depois fomos ao cinema eu e o Sheng. c- Era meia-noite. Oswaldo preparou o despertador para acordar às seis da manhã e encarar mais um dia de trabalho. Ouvindo o rádio, deu conta de que fizera sozinho a quina da loto. Fora de si, acordou toda a família e bebeu durante a noite inteira. Às quinze para as seis, sem forças sequer para, erguer-se da cadeira, o filho mais velho teve de carregá-lo para a cama. Não tinha mais força nem para erguer o braço. Quando o despertador tocou, Osvaldo, esquecido da loteria, pôs-se Imediatamente de pé e, ia preparar-se para ir trabalhar. Mas o filho, rindo, disse: pai, você não precisa trabalhar nunca
  • 18. APOSTILA 3° ANO ENSINO MÉDIO PROFª EVERALDINA mais na vida. d. O quarto espelha as características de seu dono: um esportista, que adorava a vida ao ar livre e não tinha o menor gosto pelas atividades Intelectuais: Por toda a parte, havia sinais disso: raquetes de tênis, prancha de surf, equipamento de alpinismo, skate, um tabuleiro de xadrez com as peças arrumadas sobre uma mesinha, as obras completas de. Shakespeare. 10. O texto seguintes são trechos de redações de alunos citados por Maria Thereza Fraga Rocco em seu livro Crise na linguagem; a redação no vestibular. Neles há algum tipo de incoerência. Aponte-a e comente-o. a) "Pelo tarde chegou uma carta a mim endereçada, abri-a correndo sem nem tomar fôlego. O envelope não tinha nada dentro, estava vazio. Dentro só tinha uma folha, em branco." b) "Eu não ganhei nenhum presente, só ganhei uma folha em bronco, meu retrato de pôster e um disco dos Beatles.”. c) "Pela manhã recebi uma carta repleta de conselhos. Era uma carta em branco e não liguei para os conselhos já que conselhos não interessam para mim pois sei cuidar da minha vida." 11. Complete A morte da tartaruga O menininho foi ao quintal e voltou chorando: a tartaruga tinha morrido. A mãe foi ao quintal com ele, mexeu .............................com um pau (tinha nojo) e constatou que ............................tinha morrido mesmo. Diante da confirmação da mãe, o garoto pôs-se a chorar ainda com mais força. A mãe a princípio ficou penalizada, mas logo começou a ficar aborrecida com o choro do menino. “Cuidado, senão você acorda o seu pai”. Mas o menino não se conformava. Pegou _................................no colo e pôs-se a acariciar-lhe o casco duro. A mãe disse que comprava ...................., mas ele respondeu que não queria, queria _......................._, viva! A mãe lhe prometeu um carrinho, um velocípede, lhe prometeu uma surra, mas o pobrezinho parecia estar mesmo profundamente abalado com a morte .............................._. Afinal, com tanto choro, o pai acordou lá dentro, e veio, estremunhado, ver de que se tratava. O menino mostrou-lhe ................................._. A mãe disse: "Está aí assim há meia hora, chorando que nem maluco. Não sei o que faço. Já lhe prometi tudo, mas ele continua berrando desse jeito." O pai examinou a situação e propôs: "Olha, Henriquinho. Se_..........................._ está morta não adianta mesmo você chorar. Deixa _............................................. aí e vem cá com o pai". O garoto depôs cuidadosamente ___________________ junto do tanque e seguiu o pai, pela mão. O pai sentou-se na poltrona, botou o garoto no colo e disse: "Eu sei que você sente muito a morte _.....................................__. Eu também gostava muito _........................._ . Mas n6s vamos fazer pra _........................... um grande funeral." (Empregou de prop6sito a palavra difícil.) O menininho parou imediatamente de chorar. "Que é funeral?". O pai lhe explicou que era um enterro. "Olha, nós vamos à rua, compramos uma caixa bem bonita, bastantes balas, bombons, doces e voltamos pra casa. Depois botamos ...................................._ na caixa em cima da mesa da cozinha e rodeamos de velinhas de aniversário. Aí convidamos os meninos da vizinhança, acendemos as velinhas, cantamos o 'Happy-Birth-Day-To-You' pra _....................................e você assopra as velas. Depois pegamos a caixa, abrimos um buraco no fundo do quintal, enterramos __................................... e botamos uma pedra em cima com o nome _..............................._e o dia em que _.................................._morreu. Isso é que é funeral! Vamos fazer isso?" O garotinho estava com outra cara. "Vamos, papai, vamos! ..........................vai ficar contente lá no céu, não vai? Olha, eu vou apanhar.... ......................... " Saiu correndo. Enquanto o pai se vestia, ouviu um grito no quintal. "Papai, papai, vem cá, ........................................_está viva!" O pai correu pro quintal e constatou
  • 19. APOSTILA 3° ANO ENSINO MÉDIO PROFª EVERALDINA que era verdade. .....................................estava andando de novo, normalmente. "Que bom, hein?" - disse -" _...........................está viva! Não vamos ter que fazer o funeral!" "Vamos sim, papai" - disse o menino ansioso, pegando uma pedra bem grande - "Eu mato .......................... ." Moral: O importante não é a morte, é o que ela nos tira. (Fábulas fabulosas. Rio de Janeiro, Nórdica, 1979). DICAS ENEM I Dissertação Dissertar é discorrer, falar sobre, mostrar ou expor conhecimento. Por isso, quando um texto é dissertativo, tudo que ele faz é apresentar o conhecimento que o autor tem daquele tema, daquele assunto. Por exemplo, quando a banca pede ao candidato para dissertar sobre o tema “aborto” ou sobre “pena de morte”, não está necessariamente pedindo ao mesmo que escreva a sua opinião sobre aquele assunto, apenas que exponha conhecimento válido sobre o assunto. Resumindo, dissertar não é argumentar. Argumentação O texto argumentativo, por sua vez, apresenta um ponto de vista e, também, a exposição de conhecimento sobre determinado assunto. No entanto, são agregados ao tema uma série de argumentos que reforçam um ponto de vista. Por conseguinte, a redação do ENEM é um misto desses dois tipos textuais, por isso é um texto expositivo-argumentativo. Para tanto, é essencial que o candidato domine o modelo desse texto e entenda o esquema que permeia a construção desse tipo de texto.
  • 20. APOSTILA 3° ANO ENSINO MÉDIO PROFª EVERALDINA II – Esquemas da redação do ENEM. Ao contrário do que muita gente pensa, a redação do ENEM não deve ter necessariamente 20 linhas. Para ser corrigido, o texto precisa ter apenas 8 linhas. No entanto, como o candidato pode lançar uma tese sobre a problemática, discuti-la e, depois, ainda propor soluções em um espaço tão diminuto? Na verdade, nem mesmo em 15 linhas é possível fazer isso, pois se todo desenvolvimento é maior que a introdução e a conclusão, então, considerando que toda discussão tem, no mínimo, “prós” e “contras”, é correto que o desenvolvimento possua dois parágrafos de 5 linhas, em média, que, somados, aos de introdução e conclusão resultem em 4 parágrafos para apresentação e o desenvolvimento de uma tese. Por causa disso, convencionou- se que a redação possui, classicamente, 20 linhas. No entanto, muitos candidatos têm deixado de estabelecer o que é pedido na competência II, uma relação entre o tema e outras áreas do conhecimento humano. Por causa disso, desse esquecimento, aconselhamos que se escreva mais um parágrafo sobre a relação do tema com outras áreas afins. Isso faz com que entendamos que a boa redação do ENEM não tenha 8, nem 15, nem 20, mas 25 linhas, nas quais se observam a apresentação do problema ou tese, a discussão ou desenvolvimento ( dentro da qual surgem os argumentos), a relação do tema com outras áreas e, por fim, uma intervenção na realidade ou solução, como pede o exame. Modelo 1 (Tese, argumentação e solução ao final) A____________________________________________________ _________.B______________________________________________ ________________________________________________________ __________________. B____________________________________________________ _________.B______________________________________________ ________________________________________________________ __________________. C____________________________________________________ _________.B______________________________________________ ________________________________________________________ __________________. D____________________________________________________ _________________________________________________.B______ ________________________________________________________ __________________. E________________________________________________ _____________.B____________________________________ ___________________________________________________ _________________________________. .
  • 21. APOSTILA 3° ANO ENSINO MÉDIO PROFª EVERALDINA  Parágrafo 1 – Lançamento da tese (Responde por que aquele problema chegou a tal ponto, ou seja, tenta-se dizer o que causou a problemática). Na tese é comum atribuir a problemática a dois ou três elementos causadores.  Parágrafo 2 – Argumento 1 – Histórico (Fatos que colaboram com o ponto de vista sobre o problema)  Parágrafo 3- Argumento 2 – Estatístico (Dados que confirmam a problemática)  Parágrafo 4 – Argumento 3 – Relação com outra área do Conhecimento Humano. (Encontrar os temas que se relacionam com a problemática). Ex. Uma boa redação sobre “Bullying” exige relações com Psicologia, Pedagogia e Direito.  Parágrafo 5 – Intervenção (soluções). Desde o momento em que afirmamos na tese que três fatores motivaram a problemática, já encontramos a argumentação, só precisamos reforçá-la com fatos ou dados que o comprovem. Dessa forma, depois de assinalarmos os argumentos, que ilustram o problema, cada argumento constitui, na verdade,a ponta de uma solução. O ENEM chama isso de solução articulada com a tese e com a argumentação. Assim, cada fator apresentado como argumento, inicialmente, transforma- se, ao final, no início da solução, da intervenção naquela realidade. Modelo 2 (Abordagem da problemática, argumentação e soluções ao longo do texto com reafirmação do ponto de vista ao final).  Parágrafo 1 – Constatação ou definição da problemática com tese indireta sobre o problema. Ex. O aborto, seja ele espontâneo ou induzido, é a interrupção da gravidez; é a remoção ou expulsão prematura de um embrião ou feto do útero, resultando na sua morte ou sendo por esta causada. Não se pode permitir, então, a autorização dessa prática tão nefasta.  Parágrafo 2 – Histórico + solução (Fatos que colaboram com o ponto de vista sobre o problema apresentando, nesse mesmo parágrafo, um tipo de solução.)  Parágrafo 3 – Argumento – Estatístico + solução (Dados que colaboram com o ponto de vista sobre o problema apresentando, nesse mesmo parágrafo, um tipo de solução.)  P4 – Argumento – Outra área do Conhecimento Humano  P5 – Intervenção (soluções efetivas, lógicas e plausíveis para a problemática, articuladas com a discussão) III - Pensando a forma A prova de redação tem respaldo no binômio Forma x Conteúdo. A Forma tem a ver com o gênero textual definido e, especificamente, com a gramática que rege a feitura do texto. O
  • 22. APOSTILA 3° ANO ENSINO MÉDIO PROFª EVERALDINA conteúdo, por sua vez, tem a ver com a ideia central, o tema, e as ideias secundárias suscitadas pelo assunto discutido. Portanto, as características do texto que melhor representam estas prerrogativas são: * Clareza Compreende os procedimentos que tornam o texto inteligível, de fácil entendimento, refletindo a boa organização das ideias nele escritas. Cultuar a clareza é evitar a obscuridade, a idéia vaga e a ambiguidade. * Concisão Entendida também como objetividade, a concisão tem a ver com a frase: “Devemos dizer o máximo com o mínimo de palavras”. Ser conciso, então, é ir diretamente ao ponto, evitando- se a redundância e a prolixidade, conhecidas vulgarmente como “enchimento de linguiça. * Correção Esta competência tem a ver necessariamente com a gramática do texto, ou seja, com a utilização da norma culta e com a fidelidade às regras da Gramática Tradicional. Devemos evitar, então, os erros de concordância, a cacofonia, os barbarismos, os neologismos, as expressões vulgares e até o purismo, o rebuscamento, pois falar “bonito demais” também é um erro. * Estilo Este quesito, além de identificar um modo particular de pensar, de agir, ser e de fazer algo, o estilo é a preocupação com o modo ou forma de escrever, de expor a ideia. Essa exposição pode ser, por exemplo, irônica ou satírica, afetada, vulgar, romântica ou metafórica, técnica, cientifica, subjetiva, objetiva ou realista, etc. contanto que haja critérios na construção das ideias e das figuras ou imagens utilizadas pelo autor. Machado de Assis, por exemplo, adotava um estilo irônico. Euclides da Cunha, por sua vez, era científico. Qual o seu estilo? IV - O que deve ser observado 1 – Acentos (grave, agudo, til e circunflexo) Coloque os acentos com vontade. Não faça um risquinho fraco qualquer. Escreva-os com firmeza, no lugar adequado, e não pequenos traços displicentes. Cada acento deve ser valorizado, exato, claro, preciso, porque o número maior de erros é que faz a nota cair em cada competência. Comentário: O til está colocado em cima apenas do “O”. O circunflexo foi esquecido no verbo ter. 2 – A estética da redação
  • 23. APOSTILA 3° ANO ENSINO MÉDIO PROFª EVERALDINA Tem relação imediata com a letra, com a ausência de rasuras. Portanto, procure arredondar a letra, deixar mais legível o que escreve. Lembre-se: o professor não tem a obrigação de corrigir a redação se não estiver entendendo a letra. Você é que tem a obrigação de escrever de forma legível, o interessado em uma vaga de Direito, Medicina, Psicologia etc. é você. Comentário: Por desatenção ou relaxamento de seu autor o texto ficou todo borrado, cheio de falhas que tornam feia a redação. 3 – Argumentação Use argumentos convincentes na exposição do seu ponto de vista, pois são os argumentos mais fortes que vencem uma discussão. Os melhores argumentos são os históricos, os estatísticos e os de autoridade, com citação indireta. Não sai copiando frases inteiras de pensadores ou artistas no seu texto, pois a citação direta não é boa para a redação do ENEM. Evite também o uso do senso comum. Veja abaixo um argumento feito com a pobreza do senso comum. Há um prejuízo nas competências II, III e V. Comentário: Argumentar é uma arte. Não é à toa que existem os advogados, os padres, os pastores evangélicos, os políticos e os professores. São grandes mestres da retórica e da oratória que normalmente ganham qualquer discussão, pois utilizam bem os argumentos. Todos aprenderam que o argumento mais fraco é aquele proveniente do senso comum. 4 – Gênero Não confunda os gêneros textuais. O texto dissertativo-argumentativo do ENEM, não permite, por exemplo, que se converse com o leitor. Os gêneros que têm essa particularidade são a carta, a crônica e o texto publicitário. O ENEM não pede nenhum deles.
  • 24. APOSTILA 3° ANO ENSINO MÉDIO PROFª EVERALDINA Comentário: Observe no fragmento que há uma “conversa” com o leitor no uso do pronome “você”, o que configura um grave erro na competência II, pois em um texto dissertativo- argumentativo não é próprio conversar com o leitor. Infelizmente, no vestibular, isso acontece muito. 5 – Estrangeirismos Normalmente usamos aspas em palavras de língua estrangeira como “shopping”, “self-service”, “royalties” etc. Em alguns vocábulos já não é mais obrigatório como Internet ou internete que já foram assimilados pela língua corrente. Resumindo: evite usar palavras de língua estrangeira quando há vocábulos equivalentes em língua portuguesa. Comentário: A palavra Internet pode ser usada substantivada, com maiúscula, por ser uma sigla da Rede mundial de computadores. A outra forma correta é usar “internet”, com minúsculas mesmo, mas com aspas porque não passou por processo oficial de aportuguesamento como passaram vitrine (vitrina), beef (bife), record (recorde) etc. 6 – Coloquialismos (oralidades e gírias) Em redação, devemos usar predominantemente a linguagem formal. Quando usarmos a linguagem informal, a coloquialidade, devemos evitar as expressões ditas orais e, principalmente as gírias, pois empobrecem o discurso e consequentemente o texto Comentário: De acordo com o excerto, expressões como “o capitalismo subiu à cabeça” e “ deixar a fonte secar” constituem erros de oralidade e gíria que diminuem seguramente a nota do candidato. 7 – Verborragia Constitui erro de verborragia o uso de palavras ou expressões ditas “bonitas”, mas que, às vezes, a pessoa nem sabe o que a palavra significa. É o grau mínimo do pedantismo. Tem gente que fala demais e quando fala quer mostrar conhecimento ou inteligência ao adotar um vocabulário difícil ou erudito. Ás vezes o texto fica até bonito, mas a idéia não faz muito sentido.
  • 25. APOSTILA 3° ANO ENSINO MÉDIO PROFª EVERALDINA Comentário: Por causa do requinte pouco usual, o candidato errou o uso da crase e ainda criou uma imagem inconcebível: uma pessoa “tomando banho e lendo” ao mesmo tempo. 8 – Eco, Aliteração e Assonância A inobservância da escrita de determinados vocábulos, sozinhos ou em conjunto, pode ocasionar choques fonéticos que constituem: Eco – João Leitão, secretário de Educação, propôs uma solução. Aliteração – Três das trinta favelas treinadas pela polícia militar podiam pedir permissão aos policiais. Assonância – A ala da aviação armada que avalia a ação dos armistícios abriu fogo. 9 – Generalizações Outro erro comum nas redações de vestibular é a generalização. Nunca devemos escrever frases generalistas como: a. Os políticos são desonestos, apenas roubam e não fazem nada pelo povo. b. As mulheres são sempre submissas aos maridos e não denunciam a violência cometida contra elas. c. Os jovens são imaturos, descompromissados e incapazes de discutir questões sérias como política e democracia. 10 – Grau de informatividade (GI) Todo texto dissertativo bom é marcado pela exposição de conhecimento de seu autor, ou seja, é um texto que traz um grau de informatividade elevado, informações que, às vezes, nem o corretor conhece. O texto argumentativo bom, por sua vez, apresenta riqueza de argumentos, ou seja, fatos, dados e opiniões de autoridades que validam uma tese ou pensamento. Percebe-se, então, que esse texto não foi feito com informações triviais, com o senso comum, que pouco acrescenta à discussão. 11 – Uso do Onde Acontece muito em provas de redação o uso do advérbio “onde” no lugar de uma conjunção (e, mas, então...) ou de um relativo ( o qual, a qual, na qual).
  • 26. APOSTILA 3° ANO ENSINO MÉDIO PROFª EVERALDINA Comentário: O candidato só deve usar o “onde” em uma redação de vestibular se for com o sentido de localização. Por exemplo, na frase “O Brasil é um país onde a corrupção alcança números alarmantes”. 12 – Repetição Um erro bastante procurado pelos corretores do ENEM é a repetição de palavras e ideias. Normalmente, quando se desenvolve uma redação em tópicos é comum que, ao final, surjam as ideias que já fora utilizadas no início. Nessa hora o candidato deve observar se estas ideias se apresentam também com as mesmas palavras. Se isso acontecer, é comum a perda de alguns pontos. 13 – Parágrafo Na redação do ENEM ou em qualquer outra redação de concurso, o bom parágrafo apresenta de três a cinco linhas, suficientes para lançarmos o tópico frasal (TF) e desenvolvê-lo. Comentário: Mesmo que um bom parágrafo tenha de 3 a 5 linhas, isso não impede que o candidato construa parágrafos de 2, de 6, de 7 e até de 10 linhas. O problema é que um parágrafo curto demais apresenta texto fragmentado. E um parágrafo muito longo (8,9, 10 linhas) apresenta problemas de pontuação e erro na construção do tópico frasal. 14 – Como errar Embora não devêssemos, aconselhamos, agora, como errar no vestibular. Em vez de rasurar, borrar, e fazer aquela “cagadeira” de tinta, é aconselhável passar um traço de um lado a outro da palavra anulando-a para, em seguida, reescrevê-la corretamente. 15 - Título
  • 27. APOSTILA 3° ANO ENSINO MÉDIO PROFª EVERALDINA A redação do ENEM pode ou não apresentar título, pois isso dependerá do candidato. O mais adequado é não colocar, pois normalmente o título já é o próprio tema. Ex. “O poder de transformação da leitura”. Se optar por título, o candidato deve centralizar o título, saltar uma linha e começar a escrever. Comentário: O título é facultativo mesmo. Mas, imaginemos que o candidato resolveu colocar título e, lesadamente, errou a escrita de um vocábulo. Em vez de melhorar, piorou a situação. Resumindo, título pode, mas não deve. 16 – Religiosidade Evite a parcialidade e a emotividade da religião. Normalmente ocorre com os candidatos mais fervorosos que, inadvertidamente, começam a falar sobre as glórias e o poder de Deus. Deixe a religião fora disso. Evite tal procedimento. Comentário: Sabemos que Deus é tudo, que pode tudo e que sabe tudo, mas Ele não faz vestibular, quem faz é você. 17 – Outras coisas Existem ainda outras paranóias comuns às bancas de vestibular que são irritantes, mas que no ENEM ficam mais flexíveis e a cargo do corretor. Mesmo assim, tome cuidado ao: • Escrever fora da caixa de texto; • Espremer palavras na margem direita; • Translinear palavras [não deixe uma letrinha como sílaba (a-) nem uma sílaba como palavra (na.)]. • Sobrescrever palavras (criar um espaço entre palavras e escrever outra que foi esquecida); • Alternar letra de forma e letra cursiva;
  • 28. APOSTILA 3° ANO ENSINO MÉDIO PROFª EVERALDINA • Dar um espaçamento muito grande entre as palavras, pois, segundo as bancas, é uma estratégia para ganhar linhas e escrever pouco.; • Rasurar o texto, borrar várias palavras; • Fazer letras estilizadas (por exemplo, o i Pelé, aquele com uma bolinha em cima em vez de um pingo); • Usar de sentimentalismo ou pieguismo; Ex. As pobres crianças são as vítimas... • Apelar para a religiosidade. Ex. ...pois, sem a ajuda de Deus, este país não vai para frente. V – Pensando o conteúdo A importância do Tema Tema é diferente de gênero e, ao mesmo tempo, de proposta. Gênero tem relação com as modalidades Dissertação, Narração e Descrição dentre outras. Proposta é, na verdade o comando e a quantidade dele. Por exemplo: o ENEM apresenta uma proposta e um gênero específico, a dissertação argumentativa. A UECE, por sua vez, apresenta uma diversidade de gêneros, o que leva a um número maior de propostas ou mesmo seu desdobramento. O tema é o elemento motivador da redação, das idéias nela contidas. Portanto, uma INTERPRETAÇÃO correta do tema é crucial para o desenvolvimento de um bom texto. Por isso, espera-se que o tema esteja à altura da sua interpretação: clara, objetiva, precisa. Errar a interpretação do tema é perder o texto todo ou parte dele dentro do julgamento das competências. Relações temáticas transversais Durante a interpretação do tema é importante que seja acionado o repertório cultural (CM) do candidato quanto às áreas ligadas ao tema e à problemática proposta. Estabelecer relações com outras áreas do conhecimento humano (CII) é uma prática que melhora muito o GI de um texto. Melhora a argumentação(CIII) e prova ao corretor que você tem leitura e domínio não apenas sobre o tema, mas sobre outros que o tangenciam, sobre temas transversais oriundos da interdisciplinaridade.  2010 - O trabalho na construção da dignidade. O tema trabalho tem relações históricas, lingüísticas, sociológicas e jurídicas. O tema dignidade tem relações filosóficas, existenciais, éticas e semânticas , pois pode indicar apenas um sinônimo de “bem estar”. Há portanto uma relação de causa e efeito entre eles, ou seja, a dignidade, como bem estar, nasce do trabalho bem remunerado. VI - PROCEDIMENTOS NO DIA DA PROVA
  • 29. APOSTILA 3° ANO ENSINO MÉDIO PROFª EVERALDINA  Leitura dos textos motivadores. Interpretação correta do tema e estabelecimento das relações do tema com outras áreas. O candidato deve refletir sobre o tema, interpretá-lo e, em seguida, anotar ao lado os assuntos ou áreas que estiverem relacionados com o tema. Ex. Obesidade tem relação temática com Biologia, Química, Psicologia e Sociologia.  Uso correto da coletânea. Os textos da coletânea devem servir para gerar idéias, mas devemos lembrar que não se deve copiar nada do texto motivador. O candidato não deve escrever sobre os textos motivadores, mas a partir deles.  O candidato deve ler e destacar as idéias mais importantes dos textos-base. Em seguida, deve fazer anotações que servirão para construir os parágrafos. VII - Interpretando temas e lançando tese O ENEM é fundamentado na essência da problemática. As provas, de forma geral, apresentam algum tipo de realidade problemática a qual você deve tentar resolver ou, ao menos, sugerir uma solução. Portanto, outro elemento essencial à redação do ENEM é o lançamento de uma tese que responda à pergunta: Por quê? Resumindo, identifique a problemática, situe o problema e tente dizer, a partir de seu ponto de vista, por que aquilo está acontecendo. Isso é lançar uma tese. Lembremos que, logo em seguida, a tese que foi lançada será explicitada e defendida com os argumentos escolhidos.  Lançar tese é dizer, de forma direta e objetiva, por qual motivo aquela problemática existe, por que a situação chegou àquele ponto. Pode acontecer, também, de a tese ser lançada de forma indireta.  Quando não lançamos logo a tese, corremos o risco de fazermos apenas meras e repetitivas constatações.  As expressões afirmativas ou informativas são úteis, mas dificultam o surgimento da tese para a abertura da discussão.  Sem a tese não há discussão, não há causa para a problemática, logo os argumentos e a solução estarão comprometidos.  Os temas anteriores e suas teses  1998 –Viver e Aprender. (Música “O que é o que é?” de Gonzaguinha)  Tese: Tudo que acontece na vida deve servir como aprendizado.  1999 - Cidadania e participação social.  Tese: Só se é cidadão quando se participa socialmente.  2000 - Direitos da criança e do adolescente: como enfrentar esse desafio nacional?
  • 30. APOSTILA 3° ANO ENSINO MÉDIO PROFª EVERALDINA  Tese: Crianças e adolescentes têm seus direitos desrespeitados no Brasil.  2001 - Desenvolvimento e preservação ambiental: Como conciliar os interesses em conflito?  Tese: O desenvolvimento é inevitável, mas deve acontecer baseado na sustentabilidade.  2002 - O direito de votar – Como fazer dessa conquista um meio para promover as transformações sociais?  Tese: Votar foi um direito muito difícil de ser conquistado. Por isso, o voto deve servir como ferramenta de transformação social.  2003 - A violência na sociedade brasileira – como mudar as regras do Jogo?  Tese: No Brasil, a violência tem sido banalizada pelos órgãos de segurança pública e, principalmente, pela sociedade.  2004 - Como garantir a liberdade de informação e evitar abusos nos meios de comunicação?  Tese: A liberdade de informação é um direito do ser humano, mas que vem sendo desrespeitado de tempos em tempos, o que tem permitido abusos como o preconceito lingüístico e o preconceito racial.  2005 - O trabalho infantil na sociedade brasileira.  Tese: O trabalho feito por crianças, no Brasil, ainda acontece por causa da grande desigualdade social, da ineficácia do ECA e da impunidade dos infratores.  2006 - O poder de transformação da leitura.  Tese: A leitura é uma competência que, se bem executada, pode dar ao ser humano: mais conhecimento, mais perspectiva de realização e, consequentemente, um lugar melhor no mundo.  2007 - O desafio de se conviver com as diferenças.  Tese: Considerar o mundo sob o prisma da igualdade é entender que as pessoas são diferentes tanto na compleição física quanto nas aptidões intelectuais.  2008 - Amazônia - a máquina de chuva.  Tese: Dizer que a Amazônia é o “pulmão do mundo” é aceitá-la como parte de um corpo. E já que cuidamos do nosso corpo, devamos cuidar da Amazônia preservando-a e envidando esforços para o desenvolvimento sustentável da região amazônica.  2009 - O indivíduo frente à ética nacional.  Tese: No Brasil, desde os tempos mais remotos, o estabelecimento da Ética tem sido um dilema individual. É hora de tornar a postura ética um anseio coletivo para mudar os quadros sociais, culturais e políticos do nosso país.
  • 31. APOSTILA 3° ANO ENSINO MÉDIO PROFª EVERALDINA  2010 – O trabalho na construção da dignidade humana.  Tese: O trabalho, que ao longo dos tempos foi considerado atividade indigna, tem hoje a função de promover a dignidade, o bem estar, mas isso só acontecerá quando todas as funções forem reconhecidas pela sua importância e, consequentemente, bem remuneradas. Escrevendo (Textos plausíveis) Texto 1 Obesidade: como mudar esse quadro no Brasil? Objetivamente, a obesidade e suas variações têm relação com as práticas equivocadas de cada indivíduo quanto aos hábitos alimentares, quanto à inação física e quanto ao grau de desconhecimento sobre a doença, seja por ignorância dos pais ou mesmo por alguma predisposição genética. No campo da subjetividade, esse grave problema das sociedades contemporâneas tem-se intensificado, no Brasil, ao longo dos últimos vinte anos, principalmente porque os brasileiros passaram a incorporar os péssimos hábitos de países desenvolvidos como os Estados Unidos da América1 . Depois da Segunda Guerra Mundial2 , com a vitória dos aliados, os norte-americanos tornaram-se social e culturalmente muito influentes em relação às sociedades de países subdesenvolvidos ou em franco desenvolvimento como o Brasil. Esta influência pode ser percebida na utilização da Coca-cola como elemento essencial ao processo de massificação cultural desencadeado a partir dos anos 60, atingindo seu ápice nos anos 80 e 90, quando tornou-se artigo essencial na mesa da família brasileira, consequentemente, o início de um grave desregramento alimentar3 , pois os refrigerantes e similares foram incorporados levianamente pelos chefes de família ao cardápio diário de seus filhos. Seguindo de perto os E.U.A, o Brasil tem quase 17 milhões de pessoas obesas, como ficou comprovado na última Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) desenvolvida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que, em todas as regiões do país, em todas as faixas etárias e em todas as faixas de renda, tem aumentado contínua e substancialmente o percentual de pessoas com excesso de peso. O sobrepeso atinge mais de 30% das crianças entre 5 e 9 anos de idade, cerca de 20% da população entre 10 e 19 anos e nada menos que 48% das mulheres e 50,1% dos homens acima de 20 anos4 . Entre os 20% mais ricos, o excesso de peso chega a 61,8% na população de mais de 20 anos. Também nesse grupo concentra-se o maior percentual de obesos: 16,9%. Notadamente, a imitação do “american way of life”, do modo de vida americano, alterou não apenas os hábitos gustativos dos brasileiros, que passaram a alimentar-se em casa, na escola e no trabalho, rotineiramente, de refrigerantes e sanduíches, valorizando a comodidade dos “fast-foods” e “self-services”, que proliferaram em todo o país em meados dos anos de 1990. Numa relação imediata de causa e conseqüência, os péssimos hábitos alimentares, à base de açúcares e gordura, permitiram, nessa parcela da população, o desenvolvimento e à
  • 32. APOSTILA 3° ANO ENSINO MÉDIO PROFª EVERALDINA predisposição genética à obesidade, ocasionando uma postura sedentária5 que acarreta, naturalmente, problemas graves de ordem gastrointestinal, metabólica e cardiovascular. Por conta dessa grave situação, torna-se estritamente necessário, no campo da individualidade e da família, um processo imediato de conscientização6 e de modificação dos hábitos alimentares, o que exige uma séria reeducação alimentar, suprimindo, aos poucos, os alimentos mais perniciosos, aliada à prática moderada de atividades físicas regulares que resultarão paulatinamente na erradicação da obesidade e no restabelecimento da qualidade de vida do brasileiro. Em uma perspectiva mais ampla, são fundamentais os papeis das escolas e das autoridades de saúde, pois enquanto estas últimas fomentarão o processo de conscientização por meio de propagandas e ciclos de palestras, as primeiras ajudarão a perpetuar os novos hábitos saudáveis ,desenvolvidos no ambiente familiar, e que terão repercussão muito positiva nas gerações futuras. Referências  1 – Tese: A obesidade, no Brasil, decorre principalmente dos péssimos hábitos alimentares dos brasileiros (problema 1), intensificados pela imitação do modo de vida norte- americano.  2 – Argumentação histórica e Argumentação consensual.  3 – Problema 2  4 – Argumento estatístico  5 – Problema 3  6 - Início das soluções (resolução dos problemas antes indicados ou articulação da solução com a discussão) Texto 2 .Leia os textos a seguir e responda as questões: Mudança constante, progresso apenas relutante Algumas correntes da filosofia grega pregavam que a realidade podia ser encarada como um rio em movimento – o constante fluxo da água o tornava sempre um lugar em incessante mudança, jamais havendo dois rios iguais em diferentes intervalos de tempo. Tal ideia ainda é adequada para explicar o nosso mundo atual, em que os crescentes avanços do conhecimento científico contribuem para acentuar exponencialmente o fluxo das mudanças, ampliando o rio da realidade para uma cachoeira em plena queda. Dentro desse novo contexto, cabe discutirmos, ante a velocidade e inevitabilidade das mudanças, se elas são positivas para a sociedade em sua atual forma e de que modo se desenvolverá o contínuo progresso científico. Primeiramente, associando os dois objetivos citados, vale compararmos as ideias de progresso científico com a de evolução social. A teoria da evolução, como se sabe, foi desenvolvida por Charles Darwin e sua aplicação na compreensão da sociedade humana encontra duas interpretações distintas. A primeira é oriunda da corrente racionalista, do século XIX, e encara toda a evolução como um processo linear que resultaria, ao seu término, em uma
  • 33. APOSTILA 3° ANO ENSINO MÉDIO PROFª EVERALDINA sociedade plena por meio de “fases evolutivas”. As mudanças efetuadas pelo homem, nesse caso, seriam necessariamente positivas, pois, por serem frutos da acumulação de conhecimentos técnicos e científicos, levariam à plenitude social. Mas é baseada justamente na ineficiência de tais avanços técnicos em solucionar as tensões sociais que surge uma segunda interpretação evolucionista: a de que o sucesso das mudanças não se relaciona com sua capacidade em trazer progresso social, mas depende de fatores como as relações de poder e de exploração, verdadeiros mecanismo de seleção natural das mudanças. O segundo ponto de vista leva ampla vantagem em relação ao primeiro quando comparamos os aspectos teóricos diante da dura realidade prática. Para isso, basta tomarmos como exemplo a Revolução Industrial. De acordo com os seguidores da evolução linear, tal revolução seria extremamente benéfica, pois permitiria, afinal, que o conhecimento obtido pelo homem o levasse a melhor controlar seu futuro. No entanto, ela produziu um enorme abismo social na Inglaterra, onde fora concebida, e ainda trouxe gravíssimos danos ao meio ambiente e à saúde humana. De forma semelhante, podemos observar que enquanto o crescimento da tecnologia no último século trouxe invenções como os computadores, ela também acarretou desemprego em massa e aumento agravante das diferenças sociais entre países pobres e ricos. O que ocorre, na verdade, é que a tecnologia se desenvolveu, ou evoluiu, em direção à obtenção de lucro, e não na melhoria da qualidade de vida de grande parcela do globo. Ao contrário da obtenção da utópica sociedade plena, a evolução do conhecimento prejudicou a espécie como um todo. Assim, fica clara a diferença entre os progressos técnicos e sociais. Infelizmente, enquanto o primeiro é uma constante no nosso mundo em mudança, o segundo continua como um mero sonho. Com base nos argumentos levantados, podemos concluir que o atual fluxo de mudanças não é positivo para a nossa sociedade. Devemos selecionar o progresso que nos leve ao surgimento de uma melhor espécie, da mesma forma que a natureza seleciona seus habitantes mais adaptados. O desenvolvimento do conhecimento torna as mudanças inevitáveis, mas ainda cabe a nós usá-las como forma de melhorar nossa sociedade. (Vestibular Unicamp – Redações 2003. Campinas: Editora da Unicamp, 2003.) 1- O texto dissertativo apresenta três partes essenciais: uma introdução, na qual é exposta a tese ou ideia principal que resume o ponto de vista do autor acerca do tema; o desenvolvimento, constituído pelos parágrafos que explicam e fundamentam a tese; e a conclusão. Numere os parágrafos do texto em estudo e identifique: − o parágrafo em que é feita a introdução do texto; _____________ − os parágrafos que constituem o desenvolvimento do texto; ___________ − o(s) parágrafo(s) de conclusão. _____________ 2- Qual é a tese defendida pelo autor? Em que parágrafo ela é explicitamente posta? 3- desenvolvimento é formado pelos parágrafos que fundamentam a tese. Os argumentos podem ser desenvolvidos por meio de procedimentos como: − comparação - oposição ou contraste − alusão histórica - definição − citação - apresentação de dados estatísticos − exemplificação - relação de causa e efeito Copie, do desenvolvimento do texto, o parágrafo em que é feito o uso de: − alusão histórica; ______________________
  • 34. APOSTILA 3° ANO ENSINO MÉDIO PROFª EVERALDINA − exemplificação/comparação;___________________ _ relação de causa e efeito; ____________________ − oposição/contraste._________________________ 4- O texto dissertativo faz uso de dois tipos básicos de conclusão: a conclusão-resumo, que retoma as ideias do texto, e a conclusão-sugestão, em que são feitas propostas para a solução de problemas. Que tipo de conclusão o texto apresenta? 5- Observe a linguagem apresentada no texto: a) que tempos e que modos predominam nas formas verbais usadas? b) qual é a variedade linguística empregada: culta formal, culta informal,, coloquial, popular ou regional. Justifique sua resposta. c) a linguagem é predominantemente pessoal ou impessoal? Justifique sua resposta com base nos pronomes e formas verbais empregados. d) o texto revela maior preocupação com a expressividade, com a emotividade ou com a precisão das informações? 6- Escreva abaixo 3 características do texto dissertativo- argumentativo. Texto 3 TEATRO E ESCOLA: O PAPEL DE EDUCAR Teatro e escola, em princípio, parecem ser espaços distintos, que desenvolvem atividades completamente diferentes. Em contraposição ao ambiente normalmente fechado da sala de aula e aos seus assuntos pretensamente “sérios”, o teatro se configura como um espaço de lazer e diversão. Entretanto, se examinarmos as origens do teatro, ainda na Grécia antiga, veremos que teatro e escola sempre caminharam juntos, mais do que se imagina. O teatro grego apresentava uma função eminentemente pedagógica. Com suas tragédias, Sófocles e Eurípedes não visavam apenas à diversão da plateia, mas também e, sobretudo, pôr em discussão certos temas que dividiam a opinião pública naquele momento de transformação da sociedade grega. Poderia um filho desposar a própria mãe, depois de ter assassinado o pai de forma involuntária (tema de Édipo rei)? Poderia uma mãe assassinar os filhos e depois matar-se por causa de um relacionamento amoroso (tema de Medeia e ainda atual, como comprova o caso da cruel mãe americana que, há alguns anos, jogou os filhos no lago para poder namorar mais livremente)? Naquela sociedade, que vivia a transição dos valores míticos, baseados na tradição religiosa, para os valores da polis, isto é, aqueles resultantes da formação do Estado e suas leis, o teatro cumpria um papel político e pedagógico, à medida que punha em xeque e em choque essas duas ordens de valores e apontava novos caminhos para a civilização grega. “Ir ao teatro”, para os gregos, não era apenas diversão, mas uma forma de refletir sobre o destino da própria comunidade em que se vivia, bem como sobre valores coletivos e individuais. Deixando de lado as diferenças obviamente existentes em torno dos gêneros teatrais (tragédia, comédia, drama), em que o teatro grego, quanto a suas intenções, diferia do teatro moderno? Para Bertolt Brecht, por exemplo, um dos mais significativos dramaturgos modernos, a função do teatro era, antes de tudo, divertir. Apesar disso, suas peças tiveram um papel essencialmente pedagógico, voltadas para a conscientização de trabalhadores e para a resistência política na Alemanha nazista dos anos 30 do século XX.
  • 35. APOSTILA 3° ANO ENSINO MÉDIO PROFª EVERALDINA O teatro, ao apresentar situações de nossa própria vida – sejam elas engraçadas, trágicas, políticas, sentimentais, etc – põe o homem a nu, diante de si mesmo e de seu destino. Talvez na instantaneidade e na fugacidade do teatro resida todo o encanto e sua magia: a cada representação, a vida humana é recontada e exaltada. O teatro ensina, o teatro é escola. É uma forma de vida de ficção que ilumina com seus holofotes a vida real, muito além dos palcos e dos camarins. Que o teatro seja uma forma alternativa de ensino e aprendizagem é inegável. A escola sempre teve muito a aprender com o teatro, assim como este, de certa forma, e em linguagem própria, complementa o trabalho de gerações de educadores, preocupados com a formação plena do ser humano. Quisera as aulas também pudessem ter o encanto do teatro: a riqueza dos cenários, o cuidado com os figurinos, o envolvimento da música, o brilho da iluminação, a perfeição do texto e a vibração do público. Vamos ao teatro! (Ciley Cleto, professora de Língua Portuguesa, em São Paulo p, 2003.) 1 - O texto dissertativo apresenta três partes essenciais: uma introdução, na qual é exposta a tese ou ideia principal que resume o ponto de vista do autor acerca do tema; o desenvolvimento, constituído pelos parágrafos que explicam e fundamentam a tese; e a conclusão. → Numere os parágrafos do texto em estudo e identifique: a) o parágrafo em que é feita a introdução do texto; _____________ b) os parágrafos que constituem o desenvolvimento do texto; ___________ c) o(s) parágrafo(s) de conclusão. _____________ 2- Qual é a tese defendida pelo autor? Em que parágrafo ela é explicitamente posta? 3 - Desenvolvimento é formado pelos parágrafos que fundamentam a tese. Os argumentos podem ser desenvolvidos por meio de procedimentos como: − comparação - oposição ou contraste − alusão histórica - definição − citação - apresentação de dados estatísticos − exemplificação - relação de causa e efeito → Copie, do desenvolvimento do texto, o parágrafo em que é feito o uso de: − alusão histórica; __________________________ − exemplificação/comparação;________________ − relação de causa e efeito; __________________ − oposição/contraste._______________________ 4 - O texto dissertativo faz uso de dois tipos básicos de conclusão: a conclusão-resumo, que retoma as ideias do texto, e a conclusão-sugestão, em que são feitas propostas para a solução de problemas. Que tipo de conclusão o texto apresenta?
  • 36. APOSTILA 3° ANO ENSINO MÉDIO PROFª EVERALDINA 5 - Observe a linguagem apresentada no texto: a) que tempos e que modos predominam nas formas verbais usadas? b) qual é a variedade linguística empregada: culta formal, culta informal, coloquial, popular ou regional. Justifique sua resposta. c) a linguagem é predominantemente pessoal ou impessoal? Justifique sua resposta com base nos pronomes e formas verbais empregados. d) o texto revela maior preocupação com a expressividade, com a emotividade ou com a precisão das informações? 6- Do ponto de vista das ideias, por que a autora se refere ao teatro grego e ao teatro de Brecht para fundamentar a tese? 7- Explique esta afirmação do texto: “ o teatro ensina, o teatro é escola”. 8 - Escreva abaixo 2 características do texto dissertativo- argumentativo. ________________
  • 37. I PROPOSTAS DE REDAÇÃO Tema 1 : Zika vírus: contextualização, consequências e combate No final de 2015, uma espécie de surto de zika vírus tomou conta de países da América Latina, especialmente do Brasil. O vírus é transmitido pelo mosquito Aedes Aegypt, assim como a já conhecida dengue. Apesar de ter sintomas mais brandos que os da dengue, suas consequências são alarmantes: acredita-se que o zika vírus é responsável por um elevado número de casos de microcefalia, registrados em todo o Brasil, mas com destaque para a região nordeste. A Organização Mundial da Saúde está acompanhando a questão e já soltou um alerta de emergência, assim como ocorrido com outras doenças como ebola e H1N1. Há estudos sobre vacinas, mas por enquanto o que está ao alcance de todos é o combate ao mosquito, o que já se mostrou complicado, visto que a própria dengue também cresce em números alarmantes, apesar das ações de combate ao Aedes. Diante dessa situação, o Banco de Redações propõe neste mês de fevereiro o tema: "Zika vírus: contextualização, consequências e combate". Você deve escrever uma dissertação sobre o assunto, contxtualizando os leitores sobre o histórico do surgimento da doença, sua transmissão, informações que já foram levantadas a seu respeito, suas consequências e o papel do Estado e da sociedade como um todo neste combate. Para realizar a proposta, você deverá construir uma DISSERTAÇÃO, demonstrar domínio da norma culta da língua, mobilizar diversas áreas do conhecimento, ou seja, seu conhecimento de mundo, para desenvolver o tema, respeitando a estrutura do texto dissertativo-argumentativo. Além disso, você deve levar em consideração os textos apresentados na coletânea e, de preferência, aprofundar a pesquisa sobre o assunto através de outros meios, levantar os principais argumentos e exemplos e realizar uma crítica análise dos mesmos, deixando claro seu posicionamento diante do tema na conclusão do texto. Seu texto deverá apresentar entre 15 e 25 linhas (fonte times 12 em documento normal do Word). Elabore sua redação considerando as ideias a seguir: "Com mais de 1,5 milhão de contágios desde abril, o Brasil é o país mais afetado pelo zika vírus, seguido pela Colômbia, que anunciou mais de 20 mil casos, 2.000 deles em mulheres grávidas. Há270 casos de microcefalia confirmados no Brasil e 3.448 em estudo. No final do ano passado, foi confirmada pelo Ministério da Saúde a relação entre o vírus zika e a microcefalia - caso inédito na pesquisa científica mundial." O Zika é um vírus transmitido pelo Aedes aegypti e identificado pela primeira vez no Brasil em abril de 2015. O vírus Zika recebeu a mesma denominação do local de origem de sua identificação em 1947, após detecção em macacos sentinelas para monitoramento da febre amarela, na floresta Zika, em Uganda. Durante a abertura do ano legislativo, a presidente Dilma Rousseff citou como prioridade deste ano para o governo as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor do zika vírus, dengue e também da febre chikungunya. Dilma citou as ações promovidas pelo governo brasileiro, entre elas uma parceria com os Estados Unidos para o desenvolvimento de uma vacina contra o vírus. A presidente fez uma referência à gravidade da situação e declarou que não faltarão recursos para enfrentar o problema. II PROPOSTA DE REDAÇÃO
  • 38. TEMA 2 Os limites da liberdade Não creio, no sentido filosófico do termo, na liberdade do homem. Todos agem não apenas sob um constrangimento exterior mas também de acordo com uma necessidade interior.” Albert Einstein Nos últimos dias, notícias acerca do confronto entre a Polícia Militar e estudantes da USP tomaram conta dos noticiários. O caso teve início quando a Polícia Militar deteve 3 estudantes que estavam em posse de maconha dentro do Campus. O Uol noticiou que estudantes contrários à presença da Polícia Militar no campus da USP continuam no prédio da administração da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas). Encapuzados, eles defendem a saída da PM do campus Butantã (zona oeste de São Paulo), mas não querem falar com a imprensa. Vejam o que mais a reportagem dizia: “Um representante do movimento disse apenas que ‘a ocupação vai até a gente conseguir as nossas demandas’. Além da saída da PM, os estudantes pedem a saída do reitor João Grandino Rodas. Os manifestantes estão trancados no prédio e, às vezes, aparecem no portão, sempre encapuzados. Há relatos de que alguns deles chegaram a atacar um veículo da TV Record. Do lado de fora do prédio, estudantes que defendem a permanência da PM no campus falam normalmente com a imprensa. Rodrigo Souza Neves, aluno do curso de políticas públicas e ex-aluno de história, afirma que os manifestantes que ocupam o prédio da FFLCH não representam a maioria dos estudantes da universidade. ‘Nós fizemos um plebiscito com cerca de 1.100 alunos, e 60% são a favor da presença da PM no campus.’ Lucas Sorrillo, colaborador no grêmio da Poli (Escola Politécnica da USP), diz que, antes da presença da PM, não havia segurança na universidade. “Antes daquele trágico acontecimento [o assassinato do estudante Felipe Ramos de Paiva, em maio deste ano], era comum haver tráfico de drogas e assaltos no campus.” A reitoria da USP não se posicionou oficialmente sobre a ocupação, mas informou que a decisão do convênio com a PM foi tomada pelo Conselho Gestor do Campus, que reúne representantes de todas as unidades da universidade.” [fonte da reportagem] Sobre este mesmo assunto, em 2009 foi publicada a charge que retrato abaixo. Na época, o governador do Estado de São Paulo era José Serra.
  • 39. PROPOSTA DE REDAÇÃO Nesta semana vamos discutir a legitimidade desse tipo de manifestação. Você concorda com a ação da Polícia? Os estudantes presos com maconha dentro do Campus foram discriminados. O que desejam realmente os manifestantes? Instruções para a proposta • escreva no máximo 30 linhas; • use caneta azul escuro ou preta; • use o padrão culto da linguagem; • fundamente concretamente sua argumentação; • deixe clara a delimitação do assunto. Proposta 1 Desenvolva um texto dissertativo discutindo os limites da liberdade na sociedade moderna. Em seu texto, outras delimitações podem ser dadas desde que o assunto seja este e a fundamentação seja concreta. • escreva no máximo 30 linhas; • use caneta azul escuro ou preta; • use o padrão culto da linguagem; • fundamente concretamente sua argumentação; • deixa a delimitação do tema. TEMA 3 Os limites da liberdade
  • 40. Não creio, no sentido filosófico do termo, na liberdade do homem. Todos agem não apenas sob um constrangimento exterior mas também de acordo com uma necessidade interior.” Albert Einstein Nos últimos dias, notícias acerca do confronto entre a Polícia Militar e estudantes da USP tomaram conta dos noticiários. O caso teve início quando a Polícia Militar deteve 3 estudantes que estavam em posse de maconha dentro do Campus. O Uol noticiou que estudantes contrários à presença da Polícia Militar no campus da USP continuam no prédio da administração da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas). Encapuzados, eles defendem a saída da PM do campus Butantã (zona oeste de São Paulo), mas não querem falar com a imprensa. Vejam o que mais a reportagem dizia: “Um representante do movimento disse apenas que ‘a ocupação vai até a gente conseguir as nossas demandas’. Além da saída da PM, os estudantes pedem a saída do reitor João Grandino Rodas. Os manifestantes estão trancados no prédio e, às vezes, aparecem no portão, sempre encapuzados. Há relatos de que alguns deles chegaram a atacar um veículo da TV Record. Do lado de fora do prédio, estudantes que defendem a permanência da PM no campus falam normalmente com a imprensa. Rodrigo Souza Neves, aluno do curso de políticas públicas e ex-aluno de história, afirma que os manifestantes que ocupam o prédio da FFLCH não representam a maioria dos estudantes da universidade. ‘Nós fizemos um plebiscito com cerca de 1.100 alunos, e 60% são a favor da presença da PM no campus.’ Lucas Sorrillo, colaborador no grêmio da Poli (Escola Politécnica da USP), diz que, antes da presença da PM, não havia segurança na universidade. “Antes daquele trágico acontecimento [o assassinato do estudante Felipe Ramos de Paiva, em maio deste ano], era comum haver tráfico de drogas e assaltos no campus.” A reitoria da USP não se posicionou oficialmente sobre a ocupação, mas informou que a decisão do convênio com a PM foi tomada pelo Conselho Gestor do Campus, que reúne representantes de todas as unidades da universidade.” [fonte da reportagem] Sobre este mesmo assunto, em 2009 foi publicada a charge que retrato abaixo. Na época, o governador do Estado de São Paulo era José Serra.
  • 41. PROPOSTA DE REDAÇÃO Nesta semana vamos discutir a legitimidade desse tipo de manifestação. Você concorda com a ação da Polícia? Os estudantes presos com maconha dentro do Campus foram discriminados. O que desejam realmente os manifestantes? Instruções para a proposta • escreva no máximo 30 linhas; • use caneta azul escuro ou preta; • use o padrão culto da linguagem; • fundamente concretamente sua argumentação; • deixe clara a delimitação do assunto. Proposta 1 Desenvolva um texto dissertativo discutindo “ os limites da liberdade na sociedade moderna” . Em seu texto, outras delimitações podem ser dadas desde que o assunto seja este e a fundamentação seja concreta. • escreva no máximo 30 linhas; • use caneta azul escuro ou preta; • use o padrão culto da linguagem; • fundamente concretamente sua argumentação; • deixa a delimitação do tema.
  • 42. TEMA 4 QUALIDADE DE VIDA Fala-se tanto de qualidade de vida no mundo atual que médicos e profissionais de outras áreas são convidados a indicar os comportamentos adequados para se ter uma vida mais saudável. Sabemos, entretanto, que ter qualidade de vida implica um conjunto de procedimentos a serem incorporados ao nosso dia-a-dia. Para auxiliar sua reflexão, leia os trechos a seguir selecionados da reportagem da revista "Superinteressante" e, a seguir, escreva um artigo de opinião, em cerca de 20 linhas, a ser publicado num jornal de circulação interna da Universidade, argumentando sobre o que é ter qualidade de vida para você. Não se esqueça de dar um título adequado ao seu texto. A CIÊNCIA DO BEM VIVER Pequenas mudanças de atitude podem melhorar sua saúde física, mental e material. Conheça 7 hábitos comprovados cientificamente que você deve adotar para ganhar qualidade de vida. 1. OUÇA MÚSICA Não se culpe se você é daqueles que passam o dia todo com um fone de ouvido cantarolando por aí. A música tem efeitos muito benéficos para a saúde física e mental. Já não é de hoje que os cientistas vêm estudando o fenômeno. Entre outras coisas, a música pode acalmar, estimular a criatividade e a concentração, além de ajudar na cura de uma porção de doenças. 2. PREPARE-SE PARA ENVELHECER Ninguém gosta muito da ideia de vir a ser velho, mas isso é a melhor coisa que pode acontecer (pense na outra possibilidade). É bom reservar um tempo desde já para planejar como você pretende que seja sua velhice. Inclusive porque é bem possível que essa fase da sua vida dure bastante tempo. Graças aos avanços no saneamento básico, à descoberta de novas drogas e a fatores ambientais e de prevenção, estamos vivendo cada vez mais. Em 1900, a expectativa de vida média no Brasil ao nascer era de 33 anos. Hoje, já estamos na marca dos 67. Estudos demográficos apontam que, em 2025, o brasileiro viverá em média 75,3 anos e, por volta do ano 2050, 2 bilhões de pessoas no mundo terão mais de 60 anos. E, graças a esses mesmos motivos, os velhos estão ficando cada vez mais velhos. 3. TENHA FÉ Costuma ser mais feliz quem consegue encontrar um significado para a vida. Esse significado pode estar em qualquer coisa - da filatelia à filantropia. Mas é na religiosidade que a maior parte da população vai buscar essa razão de viver. E encontra. Pesquisas mostram que as pessoas religiosas consideram-se, em média, mais felizes do que as não religiosas. Elas também têm menos depressão, menos ansiedade e índices menores de suicídio. 4. ANDE MAIS A PÉ Gastar sola de sapato é um dos melhores exercícios que existem, seja para a saúde física, mental, do meio ambiente ou do bolso mesmo. Sim, porque para fazer caminhadas você não precisa gastar rios de dinheiro com academias elaboradas, muito menos com personal trainer. Um par de tênis basta, quando falamos de caminhada, não estamos nos referindo a nada profissional, que exija pista adequada e treinamento. Pode ser no seu bairro, no quarteirão da sua casa, ou até mesmo na escadaria do prédio, na pior das hipóteses. 5. TENHA (PELO MENOS) UM AMIGO Todo mundo quer ser feliz, isso é tão verdadeiro quanto óbvio. O psicólogo Martin Seligman, da Universidade da Pensilvânia (EUA), passou anos pesquisando o assunto e concluiu que, para chegar a tal felicidade, precisamos ter amigos. Os amigos, segundo ele, resumem a soma de 3 coisas que resultam na alegria: prazer, engajamento e significado. Explicando: conversar com um amigo, por exemplo, nos dá prazer. 6. COMA DEVAGAR
  • 43. Parece até falatório de mãe, mas os benefícios de diminuir o ritmo das garfadas são incríveis. Para começar, ninguém ganha tempo comendo um sanduíche na frente de um computador - o máximo que você ganha são quilos a mais, uma vez que, quanto mais rápido come, mais sente fome. Isso quer dizer que, se você comer mais devagar, provavelmente vai comer menos sem ter que fazer nenhuma dieta. O que será um ganho danado à sua saúde. Fora a redução do peso e do risco de doenças aliadas à obesidade, há diversas pesquisas que apontam que devemos diminuir a quantidade de comida se quisermos viver mais. 7. DESLIGUE A TV Ninguém está dizendo aqui para você nunca assistir à televisão. Mas que você poderia diminuir otempo em frente ao aparelho, isso você poderia. Até porque televisão em excesso não faz bem. Sim, o hábito de se largar no sofá e assistir a qualquer porcaria que esteja no ar pode deixar as pessoas viciadas no relaxamento que a TV produz. O problema é que essa sensação gostosa vai embora assim que o aparelho é desligado - é igualzinho ao vício em substâncias químicas. O estado de passividade e a diminuição no grau de atenção, no entanto, continuam. Quando vista por mais de 20 horas por semana, a televisão pode danificar as funções do lado esquerdo do cérebro, reduzindo o desenvolvimento lógico-verbal. (Adaptado da Revista "Superinteressante", Editora Abril, janeiro de 2006, 49-57) Proposta 1 Desenvolva um texto dissertativo discutindo “ A QUALIDADE DE VIDA NOS DIAS ATUAIS” ” . Em seu texto, outras delimitações podem ser dadas desde que o assunto seja este e a fundamentação seja concreta. • escreva no máximo 30 linhas; • use caneta azul escuro ou preta; • use o padrão culto da linguagem; • fundamente concretamente sua argumentação; • deixa a delimitação do tema. TEMA 5: TEXTO II: CYBERBULLYING: A VIOLÊNCIA VIRTUAL
  • 44. Beatriz Santomauro Todo mundo que convive com crianças e jovens sabe como eles são capazes de praticar pequenas e grandes perversões. Debocham uns dos outros, criam os apelidos mais estranhos, reparam nas mínimas “imperfeições” – e não perdoam nada. Na escola, isso é bastante comum. Implicância, discriminação e agressões verbais e físicas são muito mais frequentes do que o desejado. Esse comportamento não é novo, mas a maneira como os pesquisadores, médicos e professores o encaram vem mudando. Há cerca de 15 anos, essas provocações passaram a ser vistas como forma de violência e ganharam nome: bullying (palavra do inglês que pode ser traduzida como “intimidar” ou “amedrontar”). Sua principal característica é que a agressão (física, moral ou material) é sempre intencional e repetida várias vezes sem uma motivação específica. Mais recentemente, a tecnologia deu nova cara ao problema. E-mails ameaçadores, mensagens negativas em sites de relacionamento e torpedos com fotos e textos constrangedores para a vítima foram batizados de cyberbullying. Aqui, no Brasil, vem aumentando rapidamente o número de casos de violência desse tipo. (...) MESMO QUANDO A AGRESSÃO É VIRTUAL, O ESTRAGO É REAL O cyberbullying é um problema crescente justamente porque os jovens usam cada vez mais a tecnologia – até para conceder entrevistas, como fez Ana [nome fictício], 13 anos, que contou sua história para esta reportagem via MSN (programa de troca de mensagens instantâneas). Ela já era perseguida na escola – e passou a ser acuada, prisioneira de seus agressores via internet. Hoje, vive com medo e deixou de adicionar “amigos” em seu perfil no Orkut. Além disso, restringiu o acesso ao MSN. Mesmo assim, o tormento continua. As meninas de sua sala enviam mensagens depreciativas, com apelidos maldosos e recados humilhantes, para amigos comuns. Os qualificativos mais leves são “nojenta, nerd e lésbica”. Outros textos dizem: “Você deveria parar de falar com aquela piranha” e “A emo já mudou sua cabeça, hein? Vá pro inferno”. Ana, é claro, fica arrasada. “Uso preto, ouço rock e pinto o cabelo. Curto coisas diferentes e falo de outros assuntos. Por isso, não me aceitam.” A escola e a família da garota têm se reunido com alunos e pais para tentar resolver a situação – por enquanto, sem sucesso. Pesquisa da Fundação Telefônica no estado de São Paulo em 2008 apontou que 68% dos adolescentes ficam online pelo menos uma hora por dia durante a semana. Outro levantamento, feito pela ComScore este ano, revela que os jovens com mais de 15 anos acessam os blogs e as redes sociais 46,7 vezes ao mês (a média mundial é de 27 vezes por semana). Marcelo Coutinho, especialista no tema e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), diz que esses estudantes não percebem as armadilhas dos relacionamentos digitais. “Para eles, é tudo real, como se fosse do jeito tradicional, tanto para fazer amigos como para comprar, aprender ou combinar um passeio.” No cinema, essa overdose de tecnologia foi retratada em As melhores Coisas do Mundo, de Laís Bodanzky. A fita conta a história de dois irmãos que passam por mudanças no relacionamento com os pais e colegas. Boa parte da trama ocorre num colégio particular em que os dois adolescentes estudam. O cyberbullying é mostrado de duas formas: uma das personagens mantém um blog com fofocas e há ainda a troca de mensagens comprometedoras pelo celular. A foto de uma aluna numa pose sensual começa a circular sem sua autorização. Na vida real, Antonio [nome fictício], 12 anos, também foi vítima de agressões pelo celular. Há dois meses, ele recebe mensagens de meninas, como “Ou você fica comigo ou espalho pra todo mundo que
  • 45. você gosta de homem”. Os amigos o pressionam para ceder ao assédio e, como diz a coordenadora pedagógica, além de lidar com as provocações das meninas, ele tem de se justificar com os outros garotos. (Revista NOVA ESCOLA. Junho/julho, 2010) tema: Proposta 1 Desenvolva um texto dissertativo discutindo “CYBERBULLYING E JUVENTUDE: MERA BRINCADEIRA OU PERVERSIDADE VIRTUAL? ” . Em seu texto, outras delimitações podem ser dadas desde que o assunto seja este e a fundamentação seja concreta. • escreva no máximo 30 linhas; • use caneta azul escuro ou preta; • use o padrão culto da linguagem; • fundamente concretamente sua argumentação; • deixa a delimitação do tema. FOLHA DE REDAÇÃO Nome:_________________________________________ Nº___________ Escola: __________________________________________________________ NÍVEL POR COMPETÊNCIA NOTA RESERVADO AO CORRETOR COMP. I COMP. II COMP. III COMP. IV COMP. V
  • 46. 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. 25. 26. 27. 28. 29. 30. FOLHA DE REDAÇÃO Nome:_________________________________________ Nº___________ Escola: __________________________________________________________ NÍVEL POR COMPETÊNCIA NOTA RESERVADO AO CORRETOR COMP. I COMP. II COMP. III COMP. IV COMP. V 1 1.
  • 47. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. 25. 26. 27. 28. 29. FOLHA DE REDAÇÃO Nome:_________________________________________ Nº___________ Escola: __________________________________________________________ NÍVEL POR COMPETÊNCIA NOTA RESERVADO AO CORRETOR COMP. I COMP. II COMP. III COMP. IV COMP. V 1. 2. 3. 4.
  • 48. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. 25. 26. 27. 28. 29. 30. FOLHA DE REDAÇÃO Nome:_________________________________________ Nº___________ Escola: __________________________________________________________ NÍVEL POR COMPETÊNCIA NOTA RESERVADO AO CORRETOR COMP. I COMP. II COMP. III COMP. IV COMP. V 1. 2. 3. 4. 5. 6.