Polícia Militar do Estado de Santa Catarina
Repressão às drogas
Campos - Elias - Heintje - Moreno - Valdemiro - Vicente
SETEMBRO / 2004
Há diversas classificações possíveis para as
drogas, dependendo do enfoque a que se propõem
os pesquisadores ou interessados no assunto.
Drogas - Classificação
Essa é a maneira de classificar as drogas
psicotrópicas mais aceita e difundida. Ela leva em
conta o tipo de ação ou efeito que as drogas
causam no cérebro de seus usuários.
As três classes de drogas, de acordo com ação
farmacológica sobre o cérebro:
Classificação quanto aos efeitos
farmacológicos das drogas
Depressores Estimulantes Pertubadores
Depressores de ação central ou psicolépticos são
substâncias capazes de lentificar ou diminuir a
atividade do cérebro,possuindo também alguma
propriedade analgésica.
Drogas depressoras do sistema nervoso central
Pessoas sob o efeito de tais substâncias tornam-se
sonolentas, lerdas, desatentas e desconcentradas.
O álcool é a substância química mais utilizada pela
humanidade. Está presente na maioria das festas e
rituais religiosos. Quase todos os países do mundo,
onde o consumo é aceito, possuem uma bebida
típica da qual se orgulham.
Álcool
Há uma grande variedade de bebidas alcoólicas
espalhadas pelo mundo, fazendo do álcool a
substância psicoativa mais popular do planeta.
Álcool
A ação do álcool sobre o psiquismo. Doses iniciais
desencadeiam sintomas de euforia e bem estar,
gerando um clima sociável e receptivo. O aumento
do consumo produz falta de coordenação motora e
marcha cambaleante (ataxia).
Álcool
Níveis acentuados de consumo levam à sonolência,
sedação e em casos mais graves, ao coma.
Tranquilizantes ou calmantes
Os tranqüilizantes ou calmantes são mais conhecidos
como remédios de faixa preta.
Existem várias tipos e várias marcas disponíveis nas
farmácias.
As mais conhecidas são o Valium, Rivotril , Lexotan.
Lexotan Valium Rivotril
Tranquilizantes ou calmantes
Tranquilizantes ou calmantes
Insônia
Agitação
Náuseas & Vômitos
Anorexia
Convulsões
Alucinações
Confusão mental
Podem causar:
Inalantes
Cola, loló, lança-perfume
Riscos
Inalantes
O contato com o líquido pode causar queimaduras
na pele e no interior dos órgãos (boca, língua).
O uso por longos períodos pode trazer lesões
permanentes para o cérebro, entre elas a demência.
Os danos potenciais (agudos e crônicos) causados
pelo consumo de inalantes são mais prováveis
quando o início se dá precocemente e em ambientes
de abandono e exclusão social.
Estimulantes centrais são substâncias capazes de
aumentar a atividade cerebral. Há aumento da vigília,
da atenção, aceleração do pensamento e euforia.
Seus usuários tornam-se mais ativos, 'ligados‘.
Drogas estimulantes do sistema nervoso central
Anfetaminas
Formam uma classe de várias substâncias, algumas
Com indicações médicas e venda controlada e outra
fabricadas em laboratórios clandestinos e
consideradas drogas ilícitas
Receitadas como moderadores do apetite, podem
causar dependência,
complicações cardíacas
e convulsões.
Cocaína
A cocaína é extraída das folhas da coca, que contém
cerca de 0,5 - 2% da substância. Nos países andinos
ainda prevalece o hábito de mascar as folhas com o
intuito de aliviar o cansaço e a fome.
Devido à baixa concentração de cocaína, o
comércio e o consumo de folhas de coca
(mascadas ou como chás) são considerados legais
nesses países.
As apresentações mais comuns da cocaína são:
a cocaína refinada ou "pó" e o crack.
A primeira apresentação é um sal, utilizado pelas
vias intranasal ou injetável.
O crack é feito através de um processo químico
feito na cocaína.
Cocaína
Nicotina
A nicotina está presente nas folhas do tabaco
(Nicotiana tabacum), uma planta nativa das Américas.
Cigarros , charutos ou pacotes de fumo de tabaco
Pôster do Ministério da Saúde apontando para os diversos
compostos químicos que entram na fabricação do cigarro
(acetona, terebintina, formol, amônia, naftalina e fósforo).
Além destes, a folha de tabaco possui muitas outras substâncias
tóxicas, entre elas o alcatrão.
>> FUMAR É DE FATO GLAMUROSO <<
As drogas perturbadoras ou alucinógenas são
aquelas relacionadas à produção de quadros de
alucinação ou ilusão.
Drogas perturbadoras do sistema nervoso central
O cérebro passa a funcionar fora do seu normal e sua
atividade fica perturbada
A Cannabis é um arbusto originário da Ásia e
conhecido da humanidade há cerca de 6000 anos.
Sua espécie mais conhecidaé a Cannabis sativa.
O princípio ativo alucinógeno da maconha é o
?-9-Tetraidrocanabionol (THC).
Maconha
O nome genérico da cannabis é cânhamo.
Há outros nomes, mas boa parte deles tem caráter
puramente regional.
No Oriente , recebe nomes como ganja, dagga,
charas, haxixe, bhang.
Na América espanhola e nos Estados Unidos, o
nome marijuana é o mais conhecido, mas há outros
termos como Mary Jane.
Maconha
Brotos e folhas ressecados,
esverdeados, soltos ou
prensados em formato de
tijolos.
São picados ou esfarelados e
enroladosem papel ('sedas'),
formando cigarros ('baseado',
'beck') para serem fumados.
Maconha
Haxixe
É uma resina da maconha, na forma de bolotas ou
pedaços de aspecto verde-escuro. São misturados
à maconha ou ao tabaco e fumados na forma
de cigarros.
Riscos à saúde
A maconha piora a atenção e a concentração.
Pode desencadear quadros agudos de pânico
e paranóia.
A maconha pode causar psicose.
A maconha pode causar câncer de pulmão
Maconha
L.S.D.
O LSD é líquido. No Brasil é comercializado em
Cartelas picotadas. Cada pequeno quadrado
picotado recebe uma gota de LSD. Eles podem ser
consumidos inteiros, divididos ao meio ou em
quartos. Há ainda apresentações em forma de
pontos, gelatinosas e líquidas.
O consumo se dá pela via sublingual.
L.S.D.
L.S.D.
Forma líquida
As drogas da era sintética: Ecstasy
As quatro fases do consumo de drogas pela
humanidade.
Primeira: restrito ao uso de plantas psicoativas;
Segunda: utilizando o princípio ativo retirado dos
vegetais;
Terceira: produção de drogas totalmente sintéticas
(tais como as anfetaminas)
Quarta: modificação de moléculas para obter drogas
com efeitos específicos, como o ecstasy.
Ecstasy: formas encontradas
Legislação Brasileira
LEI N.º 6.368, DE 21 DE OUTUBRO DE 1976
– LEI DE ENTORPECENTES
Art. 12 - Importar ou exportar, remeter, preparar,
produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda ou
oferecer, fornecer ainda que gratuitamente, ter em
depósito, transportar, trazer consigo, guardar,
prescrever, ministrar ou entregar, de qualquer forma,
a consumo substância entorpecente ou que
determine dependência física ou psíquica, sem
autorização ou em desacordo com determinação
legal ou regulamentar:
Legislação Brasileira
Pena
reclusão, de 3 (três) a 15 (quinze) anos,
e pagamento de 50 (cinqüenta) a 360
(trezentos e sessenta) dias-multa.
§ 1º - Nas mesmas penas incorre quem, indevidamente:
I - importa ou exporta, remete, produz, fabrica,
adquire, vende, expõe à venda ou oferece, fornece
ainda que gratuitamente, tem em depósito, transporta,
traz consigo ou guarda matéria-prima destinada
a preparação de substância entorpecente ou que
determine dependência física ou psíquica;
II - semeia, cultiva ou faz a colheita de plantas
destinadas à preparação de entorpecente ou de
substância que determine dependência física ou psíquica.
Legislação Brasileira
§ 2º - Nas mesmas penas incorre, ainda, quem:
I - induz, instiga ou auxilia alguém a usar
entorpecente ou substância que determine
dependência física ou psíquica;
II - utiliza local de que tem a propriedade, posse,
administração, guarda ou vigilância, ou consente
que outrem dele se utilize, ainda que gratuitamente,
para uso indevido ou tráfico ilícito de
entorpecente ou de substância que determine
dependência física ou psíquica;
Legislação Brasileira
III - contribui de qualquer forma para incentivar ou difundir
o uso indevido ou o tráfico ilícito de substância
entorpecente ou que determine dependência física
ou psíquica
Legislação Brasileira
Art. 13 - Fabricar, adquirir, vender, fornecer ainda que
gratuitamente, possuir ou guardar maquinismo, aparelho,
instrumento ou qualquer objeto destinado à fabricação,
preparação, produção ou transformação de substância
entorpecente ou que determine dependência física ou
psíquica, sem autorização ou em desacordo com
determinação legal ou regulamentar:
Art. 14 - Associarem-se duas ou mais pessoas para o
fim de praticar, reiteradamente ou não, qualquer
dos crimes previstos nos arts. 12 e 13 desta Lei
Legislação Brasileira
Art. 15 - Prescrever ou ministrar culposamente, o médico,
dentista, farmacêutico ou profissional de enfermagem
substância entorpecente ou que determine dependência
física ou psíquica, em dose evidentemente maior que a
necessária ou em desacordo com determinação legal ou
regulamentar
Legislação Brasileira
Art. 16 - Adquirir, guardar ou trazer consigo, para uso
próprio, substância entorpecente ou que
determine dependência física ou psíquica, sem
autorização ou em desacordo com determinação
legal ou regulamentar:
Legislação Brasileira
LEI N.º 8.072, DE 25 DE JULHO DE 1990
CRIMES HEDIONDOS
Art. 2º - Os crimes hediondos, a prática da tortura, o tráfico
ilícito de entorpecentes e drogas afins e o terrorismo são
insuscetíveis de:
I - anistia, graça e indulto;
II - fiança e liberdade provisória.
§ 1º - A pena por crime previsto neste artigo será
cumprida integralmente em regime fechado.
Legislação Brasileira
§ 2º - Em caso de sentença condenatória, o juiz decidirá
fundamentadamente se o réu poderá apelar em
liberdade.
§ 3º - A prisão temporária, sobre a qual dispõe a Lei nº
7.960, de 21 de dezembro de 1989, nos crimes
previstos neste artigo, terá o prazo de 30 (trinta) dias,
prorrogável por igual período em caso de extrema e
comprovada necessidade
Legislação Brasileira
LEI Nº 9.503, DE 23 DE SETEMBRO DE 1997
CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO
Art. 306 - Conduzir veículo automotor, na via pública, sob a
influência de álcool ou substância de efeitos análogos,
expondo a dano potencial a incolumidade de outrem:
Penas - detenção, de seis meses a três anos, multa e
suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a
habilitação para dirigir veículo automotor.
Legislação Brasileira
O NARCOTRÁFICO NO MUNDO
Drogas
O QUE TORNA ESSE “NEGÓCIO” TÃO ATRATIVO
MAIORES PRODUTORES MUNDIAIS DE
SUBSTÂNCIAS ENTORPECENTES:
COCAÍNA HEROÍNA MACONHA
O narcotráfico no mundo
MAIORES CONSUMIDORES MUNDIAIS
O narcotráfico no mundo
O QUE LEVA AS AUTORIDADES MUNDIAIS
A NÃO SE EMPENHAREM NO COMBATE
AO TRÁFICO DE DROGAS:
EM PAÍSES PRODUTORES:
BOLÍVIA
COLÔMBIA
EM PAÍSES CONSUMIDORES:
ESTADOS UNIDOS
ENVOLVIMENTO DOS GRANDES BANCOS
MUNDIAIS COM O NARCOTRAFICO
O narcotráfico no mundo
O narcotráfico no mundo
Alemanha
Espanha
França
Holanda
Itália
Reino Unido
TRÁFICO DE DROGAS E A INVESTIGAÇÃO
TRÁFICO DE DROGAS E A INVESTIGAÇÃO
O delegado da 2ª Delegacia de Narcóticos, Joerberth
Pinto Nunes comenta sobre a metodologia das
polícias na repressão ao tráfico de drogas no âmbito
das universidades.
Nunes aponta que o tráfico de drogas é considerado
um crime permanente no campo jurídico e que, por
esse motivo, demanda uma criteriosa investigação.
E, a partir dela, que suspeitos são arrolados. "O
ponto de partida para as nossas ações são a
denúncia anônima. No caso das universidades,
um agente sóestá autorizado a se embrenhar numa
investigação depois que há um acordo envolvendo as
delegacias, as reitorias e a chefias
de segurança das instituições de ensino.
TRÁFICO DE DROGAS E A INVESTIGAÇÃO
Infiltração
Onde policiais interagem com grupos de traficantes e
consumidores adquirindo drogas que servirão de
provas num futuro processo criminal.
Segundo o delegado Nunes, a investigação é focada
em três pontos distintos:
Campana
Onde os suspeitos são monitorados por agentes
que os observam;
Análise
Fase em que os suspeitos são monitorados
e identificados;
O Consumo
Nunes afirma que o crescente consumo de drogas,
tanto nas universidades quanto fora delas, se dá
porque há correntes favoráveis à legalização das
drogas. "Assim, os grupos de traficantes acabam
determinando locais próprios para consumo
convencendo os consumidores de que ali a
lei não chega".
O tráfico de drogas é o terceiro negócio de maior
faturamento no mundo, sendo superado apenas
para o setor de siderurgia e de informática.
A posição da Unisinos de se pronunciar contra o
uso de drogas no ambiente da universidade é
elogiada pelo delegado Joerberth Pinto Nunes.
"É uma iniciativa louvável porque a Unisinos não
permite a difusão da cultura das drogas, atende a
reclames legais, transmite com uma política os
malefícios das drogas e não se omite sobre o tema".
O Consumo
O deputado Tourinho Filho (PSDB) propôs um
projeto de lei que prevê a infiltração de agentes
policiais nas escolas para combate ao
tráfico de drogas.
As atividades do ``policial jovem'' iriam se restringir
ao serviço de informação e inteligência. Seriam
proibidos o porte de arma dentro das escolas e a
Efetuação e prisões dos alunos ou envolvidos com
delitos na escola que vier a atuar.
Projeto de Lei
Para freqüentar as aulas, os policiais deverão estar
devidamente matriculados como alunos mediante o
consentimento do diretor da escola.
Segundo Tourinho, existem dentro das salas de aula
os chamados "formiguinhas lúcidos" que buscam
obter o maior número possível de estudantes
dependentes de drogas.
Projeto de Lei
Temor de retrocesso
O projeto gera polêmica. Para Artur Bruno (PT),
da Comissão de Educação, a solução para evitar a
violência e o tráfico de
drogas nas escolas
deveria começar com
um trabalho educativo
junto às famílias e aos
estudantes.
Projeto de Lei
A repressão não seria uma forma mais
simples de diminuir o problema das drogas?
É necessário tratar a questão de forma equilibrada,
ou seja, reduzindo tanto a oferta por parte do
traficante (mediante a repressão) quanto a procura
por parte do usuário (mediante a prevenção).
Uma repressão efetiva deve atingir a economia do
crime organizado transnacional, ou seja,
aquelas especiais associações delinqüências
que não obedecem limitações de fronteiras.
Repressão
Repressão
Não seria mais fácil simplesmente impedir que
os jovens tenham acesso às drogas?
Se um jovem quiser experimentar drogas, vai sempre
encontrar alguém que possa fornece-las. Ainda que
pudéssemos contar com todos os esforços policiais
disponíveis, seria muito difícil o controle tanto da
produção clandestina quanto da entrada de drogas
ilegais em um país.
DENARC
O DENARC
(Departamento de Investigações Sobre Narcóticos),
da Polícia Civil de São Paulo, incinerou oito toneladas
de droga no dia, 5 de setembro.
É ilusão imaginarmos que a polícia vencerá a guerra
contra o tráfico. Basta olharmos para os americanos
que investem US$ 10 bilhões anuais para manter o
mais organizado aparato policial de repressão que
se tem notícia: são os maiores consumidores de
drogas ilícitas do mundo.
As razões para o fracasso da estratégia repressiva
são múltiplas e fáceis de entender.
Vejamos algumas delas:
Drogas
Drogas
1) Quando um adolescente cheira cocaína, a euforia
experimentada é conseqüência do aumento da
concentração de dopamina no cérebro.
2) Para o sucesso comercial de determinado produto,
o custo do transporte é crucial. Plantar tomates no
norte de Mato Grosso para vendê-los nas feiras
livres de São Paulo levaria o produtor à falência.
Quando a mercadoria é uma droga ilícita, no
entanto, o custo do transporte fica desprezível.
Qual a relação entre a disponibilidade de
drogas (oferta) e consumo (demanda)?
É certo que em situações onde o acesso às drogas
é muito fácil, existe também uma tendência ao
consumo descontrolado.
A situação onde a necessidade de drogas é menor
corresponderia àquela onde, havendo equilíbrio dos
padrões de consumo, predominaria o uso ocasional.
Drogas
A liberação das drogas resolveria os problemas
relacionados ao uso e à dependência?
A experiência acumulada sobre o assunto mostra
que posições mais liberais com relação às
drogas permitem que o problema possa ser
abordado de maneira mais eficaz. Por exemplo,
em um ambiente familiar muito rígido e
repressivo, um jovem teria bastante
dificuldade em revelar que usa drogas e isso
poderia agravar possíveis problemas correlatos
já que não contaria com o apoio de familiares ou
com a ajuda de profissionais.
Drogas
Drogas
Segundo a OMS, está mais sujeito
a usar drogas quem:
não tem informações adequadas sobre as drogas;
é pouco integrado na família e na sociedade;
tem fácil acesso às drogas.
está insatisfeito com sua qualidade de vida
(falta ou excesso)
BOM CRNAVAL!!
F I M

Drogas

  • 1.
    Polícia Militar doEstado de Santa Catarina Repressão às drogas Campos - Elias - Heintje - Moreno - Valdemiro - Vicente SETEMBRO / 2004
  • 2.
    Há diversas classificaçõespossíveis para as drogas, dependendo do enfoque a que se propõem os pesquisadores ou interessados no assunto. Drogas - Classificação
  • 3.
    Essa é amaneira de classificar as drogas psicotrópicas mais aceita e difundida. Ela leva em conta o tipo de ação ou efeito que as drogas causam no cérebro de seus usuários. As três classes de drogas, de acordo com ação farmacológica sobre o cérebro: Classificação quanto aos efeitos farmacológicos das drogas Depressores Estimulantes Pertubadores
  • 4.
    Depressores de açãocentral ou psicolépticos são substâncias capazes de lentificar ou diminuir a atividade do cérebro,possuindo também alguma propriedade analgésica. Drogas depressoras do sistema nervoso central Pessoas sob o efeito de tais substâncias tornam-se sonolentas, lerdas, desatentas e desconcentradas.
  • 5.
    O álcool éa substância química mais utilizada pela humanidade. Está presente na maioria das festas e rituais religiosos. Quase todos os países do mundo, onde o consumo é aceito, possuem uma bebida típica da qual se orgulham. Álcool
  • 7.
    Há uma grandevariedade de bebidas alcoólicas espalhadas pelo mundo, fazendo do álcool a substância psicoativa mais popular do planeta. Álcool
  • 8.
    A ação doálcool sobre o psiquismo. Doses iniciais desencadeiam sintomas de euforia e bem estar, gerando um clima sociável e receptivo. O aumento do consumo produz falta de coordenação motora e marcha cambaleante (ataxia). Álcool Níveis acentuados de consumo levam à sonolência, sedação e em casos mais graves, ao coma.
  • 9.
    Tranquilizantes ou calmantes Ostranqüilizantes ou calmantes são mais conhecidos como remédios de faixa preta. Existem várias tipos e várias marcas disponíveis nas farmácias. As mais conhecidas são o Valium, Rivotril , Lexotan.
  • 10.
  • 11.
    Tranquilizantes ou calmantes Insônia Agitação Náuseas& Vômitos Anorexia Convulsões Alucinações Confusão mental Podem causar:
  • 12.
  • 13.
    Riscos Inalantes O contato como líquido pode causar queimaduras na pele e no interior dos órgãos (boca, língua). O uso por longos períodos pode trazer lesões permanentes para o cérebro, entre elas a demência. Os danos potenciais (agudos e crônicos) causados pelo consumo de inalantes são mais prováveis quando o início se dá precocemente e em ambientes de abandono e exclusão social.
  • 14.
    Estimulantes centrais sãosubstâncias capazes de aumentar a atividade cerebral. Há aumento da vigília, da atenção, aceleração do pensamento e euforia. Seus usuários tornam-se mais ativos, 'ligados‘. Drogas estimulantes do sistema nervoso central
  • 15.
    Anfetaminas Formam uma classede várias substâncias, algumas Com indicações médicas e venda controlada e outra fabricadas em laboratórios clandestinos e consideradas drogas ilícitas Receitadas como moderadores do apetite, podem causar dependência, complicações cardíacas e convulsões.
  • 16.
    Cocaína A cocaína éextraída das folhas da coca, que contém cerca de 0,5 - 2% da substância. Nos países andinos ainda prevalece o hábito de mascar as folhas com o intuito de aliviar o cansaço e a fome. Devido à baixa concentração de cocaína, o comércio e o consumo de folhas de coca (mascadas ou como chás) são considerados legais nesses países.
  • 17.
    As apresentações maiscomuns da cocaína são: a cocaína refinada ou "pó" e o crack. A primeira apresentação é um sal, utilizado pelas vias intranasal ou injetável. O crack é feito através de um processo químico feito na cocaína. Cocaína
  • 18.
    Nicotina A nicotina estápresente nas folhas do tabaco (Nicotiana tabacum), uma planta nativa das Américas. Cigarros , charutos ou pacotes de fumo de tabaco
  • 19.
    Pôster do Ministérioda Saúde apontando para os diversos compostos químicos que entram na fabricação do cigarro (acetona, terebintina, formol, amônia, naftalina e fósforo). Além destes, a folha de tabaco possui muitas outras substâncias tóxicas, entre elas o alcatrão.
  • 20.
    >> FUMAR ÉDE FATO GLAMUROSO <<
  • 21.
    As drogas perturbadorasou alucinógenas são aquelas relacionadas à produção de quadros de alucinação ou ilusão. Drogas perturbadoras do sistema nervoso central O cérebro passa a funcionar fora do seu normal e sua atividade fica perturbada
  • 22.
    A Cannabis éum arbusto originário da Ásia e conhecido da humanidade há cerca de 6000 anos. Sua espécie mais conhecidaé a Cannabis sativa. O princípio ativo alucinógeno da maconha é o ?-9-Tetraidrocanabionol (THC). Maconha
  • 23.
    O nome genéricoda cannabis é cânhamo. Há outros nomes, mas boa parte deles tem caráter puramente regional. No Oriente , recebe nomes como ganja, dagga, charas, haxixe, bhang. Na América espanhola e nos Estados Unidos, o nome marijuana é o mais conhecido, mas há outros termos como Mary Jane. Maconha
  • 24.
    Brotos e folhasressecados, esverdeados, soltos ou prensados em formato de tijolos. São picados ou esfarelados e enroladosem papel ('sedas'), formando cigarros ('baseado', 'beck') para serem fumados. Maconha
  • 25.
    Haxixe É uma resinada maconha, na forma de bolotas ou pedaços de aspecto verde-escuro. São misturados à maconha ou ao tabaco e fumados na forma de cigarros.
  • 26.
    Riscos à saúde Amaconha piora a atenção e a concentração. Pode desencadear quadros agudos de pânico e paranóia. A maconha pode causar psicose. A maconha pode causar câncer de pulmão Maconha
  • 27.
    L.S.D. O LSD élíquido. No Brasil é comercializado em Cartelas picotadas. Cada pequeno quadrado picotado recebe uma gota de LSD. Eles podem ser consumidos inteiros, divididos ao meio ou em quartos. Há ainda apresentações em forma de pontos, gelatinosas e líquidas. O consumo se dá pela via sublingual.
  • 28.
  • 29.
  • 30.
    As drogas daera sintética: Ecstasy As quatro fases do consumo de drogas pela humanidade. Primeira: restrito ao uso de plantas psicoativas; Segunda: utilizando o princípio ativo retirado dos vegetais; Terceira: produção de drogas totalmente sintéticas (tais como as anfetaminas) Quarta: modificação de moléculas para obter drogas com efeitos específicos, como o ecstasy.
  • 31.
  • 32.
    Legislação Brasileira LEI N.º6.368, DE 21 DE OUTUBRO DE 1976 – LEI DE ENTORPECENTES Art. 12 - Importar ou exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda ou oferecer, fornecer ainda que gratuitamente, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar ou entregar, de qualquer forma, a consumo substância entorpecente ou que determine dependência física ou psíquica, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar:
  • 33.
    Legislação Brasileira Pena reclusão, de3 (três) a 15 (quinze) anos, e pagamento de 50 (cinqüenta) a 360 (trezentos e sessenta) dias-multa.
  • 34.
    § 1º -Nas mesmas penas incorre quem, indevidamente: I - importa ou exporta, remete, produz, fabrica, adquire, vende, expõe à venda ou oferece, fornece ainda que gratuitamente, tem em depósito, transporta, traz consigo ou guarda matéria-prima destinada a preparação de substância entorpecente ou que determine dependência física ou psíquica; II - semeia, cultiva ou faz a colheita de plantas destinadas à preparação de entorpecente ou de substância que determine dependência física ou psíquica. Legislação Brasileira
  • 35.
    § 2º -Nas mesmas penas incorre, ainda, quem: I - induz, instiga ou auxilia alguém a usar entorpecente ou substância que determine dependência física ou psíquica; II - utiliza local de que tem a propriedade, posse, administração, guarda ou vigilância, ou consente que outrem dele se utilize, ainda que gratuitamente, para uso indevido ou tráfico ilícito de entorpecente ou de substância que determine dependência física ou psíquica; Legislação Brasileira
  • 36.
    III - contribuide qualquer forma para incentivar ou difundir o uso indevido ou o tráfico ilícito de substância entorpecente ou que determine dependência física ou psíquica Legislação Brasileira
  • 37.
    Art. 13 -Fabricar, adquirir, vender, fornecer ainda que gratuitamente, possuir ou guardar maquinismo, aparelho, instrumento ou qualquer objeto destinado à fabricação, preparação, produção ou transformação de substância entorpecente ou que determine dependência física ou psíquica, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Art. 14 - Associarem-se duas ou mais pessoas para o fim de praticar, reiteradamente ou não, qualquer dos crimes previstos nos arts. 12 e 13 desta Lei Legislação Brasileira
  • 38.
    Art. 15 -Prescrever ou ministrar culposamente, o médico, dentista, farmacêutico ou profissional de enfermagem substância entorpecente ou que determine dependência física ou psíquica, em dose evidentemente maior que a necessária ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar Legislação Brasileira
  • 39.
    Art. 16 -Adquirir, guardar ou trazer consigo, para uso próprio, substância entorpecente ou que determine dependência física ou psíquica, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Legislação Brasileira
  • 40.
    LEI N.º 8.072,DE 25 DE JULHO DE 1990 CRIMES HEDIONDOS Art. 2º - Os crimes hediondos, a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e o terrorismo são insuscetíveis de: I - anistia, graça e indulto; II - fiança e liberdade provisória. § 1º - A pena por crime previsto neste artigo será cumprida integralmente em regime fechado. Legislação Brasileira
  • 41.
    § 2º -Em caso de sentença condenatória, o juiz decidirá fundamentadamente se o réu poderá apelar em liberdade. § 3º - A prisão temporária, sobre a qual dispõe a Lei nº 7.960, de 21 de dezembro de 1989, nos crimes previstos neste artigo, terá o prazo de 30 (trinta) dias, prorrogável por igual período em caso de extrema e comprovada necessidade Legislação Brasileira
  • 42.
    LEI Nº 9.503,DE 23 DE SETEMBRO DE 1997 CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO Art. 306 - Conduzir veículo automotor, na via pública, sob a influência de álcool ou substância de efeitos análogos, expondo a dano potencial a incolumidade de outrem: Penas - detenção, de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor. Legislação Brasileira
  • 43.
    O NARCOTRÁFICO NOMUNDO Drogas
  • 44.
    O QUE TORNAESSE “NEGÓCIO” TÃO ATRATIVO MAIORES PRODUTORES MUNDIAIS DE SUBSTÂNCIAS ENTORPECENTES: COCAÍNA HEROÍNA MACONHA O narcotráfico no mundo
  • 45.
    MAIORES CONSUMIDORES MUNDIAIS Onarcotráfico no mundo O QUE LEVA AS AUTORIDADES MUNDIAIS A NÃO SE EMPENHAREM NO COMBATE AO TRÁFICO DE DROGAS: EM PAÍSES PRODUTORES: BOLÍVIA COLÔMBIA EM PAÍSES CONSUMIDORES: ESTADOS UNIDOS
  • 46.
    ENVOLVIMENTO DOS GRANDESBANCOS MUNDIAIS COM O NARCOTRAFICO O narcotráfico no mundo
  • 47.
    O narcotráfico nomundo Alemanha Espanha França Holanda Itália Reino Unido
  • 48.
    TRÁFICO DE DROGASE A INVESTIGAÇÃO
  • 49.
    TRÁFICO DE DROGASE A INVESTIGAÇÃO O delegado da 2ª Delegacia de Narcóticos, Joerberth Pinto Nunes comenta sobre a metodologia das polícias na repressão ao tráfico de drogas no âmbito das universidades. Nunes aponta que o tráfico de drogas é considerado um crime permanente no campo jurídico e que, por esse motivo, demanda uma criteriosa investigação.
  • 50.
    E, a partirdela, que suspeitos são arrolados. "O ponto de partida para as nossas ações são a denúncia anônima. No caso das universidades, um agente sóestá autorizado a se embrenhar numa investigação depois que há um acordo envolvendo as delegacias, as reitorias e a chefias de segurança das instituições de ensino. TRÁFICO DE DROGAS E A INVESTIGAÇÃO
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    Infiltração Onde policiais interagemcom grupos de traficantes e consumidores adquirindo drogas que servirão de provas num futuro processo criminal. Segundo o delegado Nunes, a investigação é focada em três pontos distintos: Campana Onde os suspeitos são monitorados por agentes que os observam; Análise Fase em que os suspeitos são monitorados e identificados;
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    O Consumo Nunes afirmaque o crescente consumo de drogas, tanto nas universidades quanto fora delas, se dá porque há correntes favoráveis à legalização das drogas. "Assim, os grupos de traficantes acabam determinando locais próprios para consumo convencendo os consumidores de que ali a lei não chega". O tráfico de drogas é o terceiro negócio de maior faturamento no mundo, sendo superado apenas para o setor de siderurgia e de informática.
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    A posição daUnisinos de se pronunciar contra o uso de drogas no ambiente da universidade é elogiada pelo delegado Joerberth Pinto Nunes. "É uma iniciativa louvável porque a Unisinos não permite a difusão da cultura das drogas, atende a reclames legais, transmite com uma política os malefícios das drogas e não se omite sobre o tema". O Consumo
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    O deputado TourinhoFilho (PSDB) propôs um projeto de lei que prevê a infiltração de agentes policiais nas escolas para combate ao tráfico de drogas. As atividades do ``policial jovem'' iriam se restringir ao serviço de informação e inteligência. Seriam proibidos o porte de arma dentro das escolas e a Efetuação e prisões dos alunos ou envolvidos com delitos na escola que vier a atuar. Projeto de Lei
  • 55.
    Para freqüentar asaulas, os policiais deverão estar devidamente matriculados como alunos mediante o consentimento do diretor da escola. Segundo Tourinho, existem dentro das salas de aula os chamados "formiguinhas lúcidos" que buscam obter o maior número possível de estudantes dependentes de drogas. Projeto de Lei
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    Temor de retrocesso Oprojeto gera polêmica. Para Artur Bruno (PT), da Comissão de Educação, a solução para evitar a violência e o tráfico de drogas nas escolas deveria começar com um trabalho educativo junto às famílias e aos estudantes. Projeto de Lei
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    A repressão nãoseria uma forma mais simples de diminuir o problema das drogas? É necessário tratar a questão de forma equilibrada, ou seja, reduzindo tanto a oferta por parte do traficante (mediante a repressão) quanto a procura por parte do usuário (mediante a prevenção). Uma repressão efetiva deve atingir a economia do crime organizado transnacional, ou seja, aquelas especiais associações delinqüências que não obedecem limitações de fronteiras. Repressão
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    Repressão Não seria maisfácil simplesmente impedir que os jovens tenham acesso às drogas? Se um jovem quiser experimentar drogas, vai sempre encontrar alguém que possa fornece-las. Ainda que pudéssemos contar com todos os esforços policiais disponíveis, seria muito difícil o controle tanto da produção clandestina quanto da entrada de drogas ilegais em um país.
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    DENARC O DENARC (Departamento deInvestigações Sobre Narcóticos), da Polícia Civil de São Paulo, incinerou oito toneladas de droga no dia, 5 de setembro.
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    É ilusão imaginarmosque a polícia vencerá a guerra contra o tráfico. Basta olharmos para os americanos que investem US$ 10 bilhões anuais para manter o mais organizado aparato policial de repressão que se tem notícia: são os maiores consumidores de drogas ilícitas do mundo. As razões para o fracasso da estratégia repressiva são múltiplas e fáceis de entender. Vejamos algumas delas: Drogas
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    Drogas 1) Quando umadolescente cheira cocaína, a euforia experimentada é conseqüência do aumento da concentração de dopamina no cérebro. 2) Para o sucesso comercial de determinado produto, o custo do transporte é crucial. Plantar tomates no norte de Mato Grosso para vendê-los nas feiras livres de São Paulo levaria o produtor à falência. Quando a mercadoria é uma droga ilícita, no entanto, o custo do transporte fica desprezível.
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    Qual a relaçãoentre a disponibilidade de drogas (oferta) e consumo (demanda)? É certo que em situações onde o acesso às drogas é muito fácil, existe também uma tendência ao consumo descontrolado. A situação onde a necessidade de drogas é menor corresponderia àquela onde, havendo equilíbrio dos padrões de consumo, predominaria o uso ocasional. Drogas
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    A liberação dasdrogas resolveria os problemas relacionados ao uso e à dependência? A experiência acumulada sobre o assunto mostra que posições mais liberais com relação às drogas permitem que o problema possa ser abordado de maneira mais eficaz. Por exemplo, em um ambiente familiar muito rígido e repressivo, um jovem teria bastante dificuldade em revelar que usa drogas e isso poderia agravar possíveis problemas correlatos já que não contaria com o apoio de familiares ou com a ajuda de profissionais. Drogas
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    Drogas Segundo a OMS,está mais sujeito a usar drogas quem: não tem informações adequadas sobre as drogas; é pouco integrado na família e na sociedade; tem fácil acesso às drogas. está insatisfeito com sua qualidade de vida (falta ou excesso)
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