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Psicopatologia é Diagnóstico

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CONCEITUAÇÃO E
DIAGNÓSTICO DAS
DOENÇAS MENTAIS
PSICOPATOLOGIA
MIRIAM
GORENDER
PSICOPATOLOGIA
Significado: “falar sobre a alma que sofre”
Instrumenta o diagnóstico
•Dia – através
•Gnosis - conhecimento
Não se relaciona apenas com a Psiquiatria, tem
fundamentação múltipla
Não é ateórica, é pré-teórica
Não é um corpo conceitual, é mais uma atitude
 Fenômenos singulares e complexos só
podem ser avaliados de maneira
qualitativa
 Diferença entre:
 Confiabilidade (reprodutibilidade dos
resultados)
 Validade (sentido da pesquisa,
consistencia dos instrumentos ou
existencia real da entidade pesquisada)
PSICOPATOLOGIA E
ESCALAS
Instrumentos de avaliação – resultados
representando relação entre resultados
de uma escala e entidade nosológica
Sentido empírico – útil quantitativamente
Não tem sentido ontológico, ou seja, não
implica validade do construto e muito
menos causalidade
PSICOPATOLOGIA E
ESCALAS
CONFUSÃO ENTRE PRECISÃO E
CIENTIFICIDADE
Um relógio analógico é tão preciso
quanto um digital
Há três tipos de correlações possíveis em
uma medição:
Fortes e precisas (campo magnético e
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Menos diretas (entre bússola e direção)
Altamente indiretas (entre depressão e
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Diferença entre determinismo e previsibilidade
Mesmo leis perfeitamente deterministicas em sua base
podem não permitir qualquer previsibilidade quando
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Indeterminação
Sobredeterminação
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Ex: Heritabilidade: 10% baixa, 30% alta. Mesmo 100%
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Psicopatologia é Diagnóstico

  • 1. CONCEITUAÇÃO E DIAGNÓSTICO DAS DOENÇAS MENTAIS PSICOPATOLOGIA MIRIAM GORENDER
  • 2. PSICOPATOLOGIA Significado: “falar sobre a alma que sofre” Instrumenta o diagnóstico •Dia – através •Gnosis - conhecimento Não se relaciona apenas com a Psiquiatria, tem fundamentação múltipla Não é ateórica, é pré-teórica Não é um corpo conceitual, é mais uma atitude
  • 3.  Fenômenos singulares e complexos só podem ser avaliados de maneira qualitativa  Diferença entre:  Confiabilidade (reprodutibilidade dos resultados)  Validade (sentido da pesquisa, consistencia dos instrumentos ou existencia real da entidade pesquisada) PSICOPATOLOGIA E ESCALAS
  • 4. Instrumentos de avaliação – resultados representando relação entre resultados de uma escala e entidade nosológica Sentido empírico – útil quantitativamente Não tem sentido ontológico, ou seja, não implica validade do construto e muito menos causalidade PSICOPATOLOGIA E ESCALAS
  • 5. CONFUSÃO ENTRE PRECISÃO E CIENTIFICIDADE Um relógio analógico é tão preciso quanto um digital Há três tipos de correlações possíveis em uma medição: Fortes e precisas (campo magnético e posição da agulha) Menos diretas (entre bússola e direção) Altamente indiretas (entre depressão e comportamento)
  • 6. Diferença entre determinismo e previsibilidade Mesmo leis perfeitamente deterministicas em sua base podem não permitir qualquer previsibilidade quando aplicadas a sistemas complexos Indeterminação Sobredeterminação Multideterminação Ex: Heritabilidade: 10% baixa, 30% alta. Mesmo 100% é influenciado pelo ambiente CONFUSÃO ENTRE PRECISÃO E CIENTIFICIDADE
  • 7. PSIQUIATRIA E PSICANÁLISE Diagnóstico Psiquiátrico: categorial Categorias razoavelmente estanques com subdivisões, definidas por conjuntos de critérios (sintomas, duração, forma de inicio, etc.), com possibilidade de co- morbidades. Atualmente são definidos por manuais complexos com melhora da equivalencia mas maior possibilidade de falsos positivos
  • 8. PSIQUIATRIA E PSICANÁLISE Diagnóstico Psicanalítico: estrutural Três grandes estruturas que refletem formas de funcionamento globais, bastante estanques embora com pontos de interseção Transferencia como instrumento diagnóstico Diferença entre estrutura e traço
  • 9. EXAME PSÍQUICO Aparência Geral Consciência Atenção e Orientação Sensopercepção Pensamento Afetividade Vontade Memória Inteligência
  • 10. PERSONALIDADE • Constituição: • Temperamento • Caráter • Reação, Desenvolvimento • Processo e Desintegração - • estados demenciais • esquizofrenia
  • 11. CONSCIÊNCIA Lucidez Turvação - do torpor ao coma Coma - do vígil ao carus Estreitamento - Estados crepusculares Obnubilação - estados oniróides e delirium ESCALA DE GLASGOW
  • 12. O ESTADO DA CONSCIÊNCIA • . Alterações Gerais: • Turvação ou obnubilaçào(estados oniróides ou delirium) • Estupor, torpor, coma superficial • Coma ou coma profundo
  • 13. O ESTADO DA CONSCIÊNCIA ESTREITAMENTO DA CONSCIÊNCIA: 1. Estados crepusculares Epilépticos 2. Estados crepusculares Histéricos 3. Estados Hipnóticos ou de Transe
  • 14. ORIENTAÇÃO • ALOPSÍQUICA: tempo e espaço • apática, amnésica, confusional e delirante • AUTOPSÍQUICA: quadros psicóticos • CONSCIÊNCIA DO EU: • ATIVIDADE x influência • UNIDADE x cisão • IDENTIDADE x despersonalização • OPOSIÇÃO x quebra de limites
  • 15. ATENÇÃO • Tenacidade • Vigilância • Hiperprosexia • Hipoprosexia
  • 16. SENSOPERCEPÇÃO Sensação, Percepção e Representação. A representação corresponde ao registro mnêmico da percepção. São qualidades da percepção real: 1.Nitidez 2. Corporeidade 3. Estabilidade 4.Extrojeção(está situada fora do sujeito) 5. Ininfluencibilidade voluntária
  • 17. SENSOPERCEPÇÃO Alterações: 1. Ilusões: com base em percepção real 2. Alucinações lucidez de consciência sem base em objeto real percepção falsa, mas clara sempre patológicas. Exemplos: auditivas, visuais, gustativas, tácteis, cenestésicas e cinestésicas.
  • 18. CARACTERÍSTICAS DE ALGUMAS ALUCINAÇÕES • Vozes que dialogam entre si e se referem ao paciente fazem supor um grau importante de cisão mental a aparecem nas esquizofrenias. • Vozes indistintas de conteúdo auto- recriminatório são comuns na alucinose alcoólica. • Alucinações visuais ou táteis de insetos ou pequenos animais(zoopsias) ocorrem do delirium tremens.
  • 21. CARACTERÍSTICAS DE ALGUMAS ALUCINAÇÕES  Alucinações cinestésicas: alucinações de mais de um sentido, combinada simultaneamente (música com cor, imagem com sabor) ocorrem com substancias psicoestimulantes.  Alucinações cenestésicas: alucinações proprioceptivas viscerais e do esquema corporal, freqüentemente se associam a idéias delirantes de negação, destruição interna, esvaziamento. Podem ocorrer nos estados melancólicos conhecidos como Síndrome de Cotard.
  • 22. PENSAMENTO O pensamento lógico, reflexivo, racional é o que obedece aos princípios filosóficos da Lógica: 1. Princípio da identidade. 2. Princípio da causalidade 3. Princípio da relação da parte ao todo. Dentre estes princípios ocorrem os processos de dedução (o processo de inferir fatos particulares a partir de princípios gerais) e indução(inferência de princípios gerais a partir de fatos específicos).
  • 23. PENSAMENTO – Comprometimento cognitivo: incapacidade para a compreensão de analogias, metáforas, provérbios e fábulas. – Alterações: Quantitativa - por perda ou empobrecimento nas oligofrenias e demências; também nos ambientes culturalmente empobrecidos. Qualitativa - não se deve às perdas mas à cisão do pensamento e à desconexão das idéias, como ocorre nas esquizofrenias
  • 24. ALTERAÇÕES DO PENSAMENTO ESQUIZOFRÊNICO  Diversas formas de interrupção do curso associativo que conduzem progressivamente à desagregação; 1. Bloqueio 2. Fusão 3.Descarrilamento ou substituição 4. Imposição 5.Interceptação e roubo do pensamento 6. Desagregação
  • 25. DELÍRIOS Conteúdo falso Clareza de consciência Ininfluenciáveis Não são secundários a outros fatores (ex: idéia deliroide de ruína na depressão) Sistematizados ou não Cognições, percepções ou representações delirantes
  • 26. ALTERAÇÕES DO PENSAMENTO ESQUIZOFRÊNICO A.Delírios Primários - apresentam-se como pensamentos afastados da realidade e formados por idéias incompreensíveis, ininfluenciáveis, impenetráveis e não relacionados a fatores causais. 1. Sistematizados - surgem organizados em uma estrutura coerente, associadas a idéias pseudofilosóficas ou pseudocientíficas. 2. Não-Sistematizados - se apresentam incoerentes, desconexos, desagregados e confusos.
  • 27. TIPOS DE DELÍRIOS  1.Persecutórios  2.Religiosos ou místicos  3.De grandeza  4.Delírio de ciúme  5.Delírio de ruína  6. De auto- referência  7. Reivindicatório ou querelante  8. Compartilhado (folie a deux)  9. Erotomania e delirio sexual (idéias de sedução, estupro,incesto) comuns nos quadros maníacos e quadros psicóticos histéricos (folie hysterique)
  • 28. ALTERAÇÕES DO CONTEUDO DO PENSAMENTO  B.Cognições Delirantes - são idéias que surgem como a partir do nada, sem relação com as informações perceptuais. Ex.. “o diabo vai me pegar” “sei que o mundo vai acabar”.  C. Percepções ou Representações Delirantes - são atribuições de significados às percepções delirantes às percepções ou representações normais.
  • 29. ALTERAÇOES DO CONTEÚDO DO PENSAMENTO D. Delírios Secundários: 1. Idéias Deliróides - surgem em decorrência de situações desencadeadoras compreensíveis e relacionadas aos fatores que as causaram (eventos traumáticos, depressão, mania). 2. Delírios de Interpretação - surge em conseqüência de estados alucinatórios primários que ensejam uma interpretação fantasiosa.
  • 30. OUTRAS ALTERAÇÕES DO PENSAMENTO Idéias Sobrevalentes - a afetividade predomina sobre o raciocínio(catatimia) Idéias Obsessivas - o paciente reconhece como absurdas mas não consegue afastá- las. Pseudologia Fantástica - corresponde à mitomania, ao pensamento constantemente fantasioso. Ocorre em personalidades imaturas, histriônicas, teatrais.
  • 32. ALTERAÇÕES DO PENSAMENTO  Forma e curso(fluxo) do pensamento. 1. Taquipsiquismo 2. Fuga de Idéias 3. Bradipsiquismo 4. Inibição do Pensamento 5. Prolixidade 6.Perseveração
  • 33. AFETIVIDADE SENTIMENTOS- mais profundos e mais complexos e menos instintivos. INCLINAÇÕES - são disposições ou tendências latentes, duradouras. PAIXÕES - estados emocionais extraordinariamente intensos. HUMOR OU ESTADO DE ÂNIMO - a disposição afetiva básica, dependente de condições corporais e psíquicas. ESTADOS AFETIVOS COMPLEXOS - problemática da angústia.
  • 34. PERTUBAÇÕES DA AFETIVIDADE Quantitativas . Hipertimias: Mania, hipertireoidismo, inicio de intoxicação exógena (álcool, anfetaminas, cocaína, crack, etc), estados passionais, estase afetiva dos epilépticos, personalidades hipertímicas . Hipotimias
  • 35.  2. Hipotimia - aumento persistente dos sentimentos de tonalidade sombria. Ocorre na melancolia e demais estados depressivos.  Pode ocorrer “sentimento da falta de sentimentos”.  A inibição transitória da excitabilidade aos estímulos e o estupor emocional que pode ocorrer após acontecimento traumático externo. PERTUBAÇÕES DA AFETIVIDADE
  • 37. 3. Apatia - perda da capacidade de experimentar sentimentos e emoções pode-se se seguir ao estupor , é mais prolongado e instala-se quase sempre insidiosamente, acompanhando-se de abulia. Pode ocorrer passageiramente em Psicoses Agudas(sintomáticas) e com caráter irreversível nos estados deficitários, oligofrênicos e demenciais. No TEPT Como efeito colateral de antidepressivos PERTUBAÇÕES DA AFETIVIDADE
  • 38. PERTUBAÇÕES DA AFETIVIDADE Qualitativas 4. Labilidade Afetiva 5.Incontinência Emocional 6. Paratimia 7. Neotimias 8. Ambitimia
  • 39. VONTADE 1. Desejo: etapa afetiva 2. Intenção (propósito): etapa afetivo-cognitivo 3. Deliberação (apreciação e opção):cognitivo- afetiva 4. Execução: etapa psicomotora Pragmatismo é a capacidade de exercer plenamente o ato volitivo. Apragmatismo, alterações dos impulsos – usado como sinonimo de ato desviante da norma
  • 40. ALTERAÇÕES DA VONTADE(CONAÇÃO), DOS INSTINTOS E DOS HÁBITOS  Hipobulia- perda da capacidade para atividades espontâneas, perda da iniciativa e da disposição voluntária (abulia significa total ausência da vontade).  Sugestibilidade  Apragmatismo  Automatismo  Negativismo  Dependência  Impulsividade  Importancia para determinação de risco de suicidio, imputabilidade e periculosidade
  • 41.  Consistem em impulsos impensados, de natureza automática, que se apresentam de forma súbita e incoercível:  1. Impulsos agressivo-destrutivos: piromania, furor epiléptico, furor catatônico, tentativa de suicídio ou de homicídio.  2. Impulsos deambulatórios - “fugas” sem propósito determinado, também chamados poriomania ou dromomania.  3. Cleptomania.  4. Dipsomania. IMPULSOS PATOLÓGICOS
  • 42. TRANSTORNOS DE CONTROLE DOS IMPULSOS  Alimentar  Sexual  Comportamentos de adição:  Jogo  Compras  Internet  Substancias Mecanismos de recompensa e de “curto circuito” envolvidos
  • 43.  São impulsos que se mostram atenuados na sua realização psicomotora, sendo inconscientemente evitados e deslocados através de rituais simbólicos. 1. Diferentemente do impulsivo, o compulsivo evita o ato ao deslocá-lo simbolicamente e ritualizá-lo. 2. Ocorrem na neurose obsessivo-compulsiva como conseqüência dos pensamentos ou idéias obsessivas. ATOS COMPULSIVOS
  • 44. MEMÓRIA A memória é uma função cognitiva básica, servindo de suporte para a Inteligência. Pode haver memória sem inteligência, nunca inteligência sem memória
  • 45. ALTERAÇÕES DA MEMÓRIA Hipomnésias: 1. Muitas queixas de perda de memória refletem mais a incapacidade de concentração da atenção que se deve à desmotivação, à apatia, e à ansiedade que ocorrem nos quadros depressivo- ansiosos, nas depressões reativas e neuróticas. 2. Alterações leves do estado de consciência podem ocasionar um déficit de atenção capaz de comprometer os registros imediatos
  • 46. ALTERAÇÕES DA MEMÓRIA 1. Amnésia Anterógradas (de fixação):  Ocorrem em lesões cerebrais agudas e crônicas. Nas lesões dos traumatismos crânio-encefálicos a acidentes vasculares cerebrais pode ocorrer perda da memória de fixação (com eventual recuperação posterior) e perda definitiva dos eventos imediatamente anteriores ao momento da lesão.
  • 47. ALTERAÇÕES DA MEMÓRIA 2. Amnésia Retroanterógradas São aquelas que geralmente ocorrem nos quadros demenciais. A memória pós-imediata ou de fixação é a primeira a ser afetada, seguida pela memória recente, caminhando retroativamente até o passado remoto. 3. Amnésias Seletivas - referem-se especificamente a determinados fatos, lugares, ocorrências, demonstrando sua origem psicológica, com motivações inconscientes.
  • 48. ALTERAÇÕES DA MEMÓRIA  1. Hipermnésias: Pode ser transitórias (situações de perigo, adrenalina) ou permanentes(casos raros, anedóticos, idiot savants).  2. Fabulações ou confabulações: são informações fantasiosas com que o o paciente tenta preencher as lacunas de memória, como na Síndrome de Korsakoff.
  • 49. OUTRAS ALTERAÇÕES DA MEMÓRIA  3. “Palimpsestos”Alcoólicos - Bonhhoffer denominou os “apagamentos”dos registros mnêmicos dos pacientes alcoolistas , dos quais so restam vestígios e que não raro ouve entre espantado e envergonhado, relatos sobre sua conduta “vexaminosa”da noite anterior.  Paramnésias - falsos registros que correspondem à alucinações da memória.  Déjá vu (já visto) reconhecimento de lugares ou acontecimentos totalmente desconhecidos. Jamais vu - fenômeno oposto. Pressupõe-se motivações psíquicas.
  • 50. TIPOS DE MEMÓRIA  De curta duração  Longa ou de fixação  De trabalho ou de execução  Não-declarativa ou Implícita  Declarativa ou Explícita
  • 51. INTELIGÊNCIA W. Stern: “Inteligência é a capacidade de adaptar-se a novas situações mediante o emprego dos meios ideativos”. Pode ser decomposta em diversas funções mais ou menos autônomas: lógico-matemática; lingüística; espacial; musical;também a capacidade de domínio corporal-cinestésica. Alterações: oligofrenias, demências
  • 52. ALTERAÇÕES DA INTELIGÊNCIA As deficiências cognitivas (do latim cognoscere: conhecer, aprender) podem ocorrer: 1. Por falta (desenvolvimento psicopatológico) - Oligofrenias 2. Perda da capacidade anteriormente existente (processo patológico) - Demências.

Notas do Editor

  1. O psiquismo é em geral dividido em funções diferenciadas, para fins didáticos e de estudo, mas na verdade funciona como um todo, e suas funções são interdependentes.
  2. Para avaliar o nível de consciência, deve-se observar não apenas a aparência geral, mas também funções como a atenção e curso do pensamento.
  3. Para verificar a orientação alopsíquica: perguntar se sabe o ano, o mês, a data (ou dia da semana), a hora do dia; perguntar se sabe onde se encontra (cidade, bairro, rua: perguntas com grau crescente de especificidade se houver algum grau de comprometimento) Para a orientação autopsíquica: perguntar pelo nome do paciente, e por sua idade, e outros dados que possam ser relevantes para o estabelecimento de uma identidade (ex: ocupação)
  4. Verificar se o paciente se mantém atento à entrevista, se se deixa distrair facilmente, ou se não presta atenção. A tenacidade e a vigilância costumam ser inversamente proporcionais.
  5. Sensação: processo fisiológico, corporal, de recepção de dados pelos órgãos dos sentidos. Percepção: a recepção dos dados pelo cérebro, havendo ainda a etapa da apercepção, que seria um dar-se conta da informação sensorial Representação: memória. Só pode existir depois que uma sensopercepção fica registrada no cérebro.
  6. Perguntar visando estabelecer a clareza da percepção. Exemplo: em alucinações auditivas, as vozes são masculinas ou femininas? Nos casos, comuns, de neuróticos que dizem ouvir “vozes”, por exemplo, quando inquiridos sobre estas, dizem: “é como se ouvisse chamar... É como se ouvisse bater na porta...”. Nestes casos, predomina o “como se”, não há a certeza absoluta da alucinação verdadeira. Nos casos de alucinose orgânica, há uma percepção falsa, clara, mas há também a consciência de que é falsa. A causa é sempre uma lesão orgânica.
  7. Verificar a compreensão de provérbios populares. Exemplo: água mole em pedra dura tanto bate até que fura, quando um não quer dois não brigam, etc. Na esquizofrenia as interpretações frequentemente são bizarras
  8. Cognições delirantes: de repente, surge do nada a certeza delirante. Percepções: uma percepção aparentemente ao acaso deflagra o delírio. Exemplo: “vi uma mancha de vinho no chão, e me dei conta de que aquilo era o prenúncio de uma trama para a terceira guerra mundial”. Representações: o delírio se apoia em uma memória verdadeira, à qual é atribuído um outro significado.
  9. Em geral, o que vai importar para um exame psíquico será a verificação do humor basal do paciente, pois em geral é este que se encontra alterado nas patologias psíquicas, à exceção da ansiedade, que está envolvida em grande parte dos distúrbios psiquiátricos.
  10. As alterações quantitativas são os transtornos do afeto propriamente ditos (depressão e mania), apesar de poderem ocorrer em outros quadros, a exemplo de intoxicações por substâncias psicoativas (como a cocaína). As alterações qualitativas são mais comumente encontradas nos quadros orgânicos (como demências e epilepsias) e psicóticos (como as neotimias e ambitimias e paratimias). Verificar: apresentação geral, velocidade do discurso, mudanças bruscas do afeto, se este é ou não influenciável por fatores externos.
  11. Lucian Freud Retrato de John Minton 1952 Minton era colega pintor que sofria de crises depressivas graves e cometeu suicidio 5 anos após a realização deste retrato.
  12. Alterações dos impulsos: transtornos alimentares, da sexualidade, comportamentos patológicos como roubo, jogo ou compras patológicos. Diferem dos comportamentos compulsivos: o obsessivo luta contra a compulsão e não deriva prazer da mesma. Nas psicoses: as vozes imperativas e os delírios influenciam a vontade. O psicótico luta pelo seu delírio, ao contrário do obsessivo. A diferenciação das etapas pode ser muito importante por exemplo na avaliação do risco de suicidio. Ter ideias ou desejar estar morto não implica num risco tão grande como ter planos já elaborados.
  13. Testes de memória: lembrar, por exemplo, de 7 números ou palavras (no mini-mental são três palavras), verificando quantas são repetidas, e se na ordem devida. Para memória de fatos passados: verificar se lembra corretamente de eventos de vida importantes.
  14. Verificar: o paciente utiliza conceitos abstratos? Compreende perguntas com facilidade? Seu vocabulário é o esperado para seu nível de educação e faixa etária? Consegue realizar operações matemáticas? Quais, e com que grau de complexidade? (por exemplo, subtração é mais complexa que adição, e multiplicação e divisão são crescentemente complexas). Consegue executar só atividades da vida diária como banhar-se e alimentar-se? Sabe lidar com dinheiro, receber troco corretamente? Qual a escolaridade do paciente? Repetiu de ano? Quantas vezes? Porque?