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Psicopatologia e Psicanálise
Emérico Arnaldo de Quadros
Trabalho apresentado no 2º Encontro de Psicologia e Educação, 2011: IMPLICAÇÕES NO
PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM, da Universidade Estadual do Paraná - campus FAFIPAR - Paranaguá. ISSN 2177-546X

Existem diversas formas sobre como o sujeito humano em sua
subjetividade pode ser olhado, sendo que a Psicologia tenta dar conta desse
olhar, existindo então tantas visões sobre o sujeito humano quantas leituras que a
psicologia pode fazer. A psicopatologia inclui-se nesses olhares e existem tantas
visões sobre a psicopatologia quanto as correntes de psicologia.
As múltiplas definições de psicopatologia, diz Leite (2000), enfocam que
não há um consenso neste campo. A psicopatologia pode ser vista de diversos
campos: Psicopatologia descritiva que opões-se à Psicopatologia Dinâmica; A
Psicopatologia Médica que opõe-se à Existencial; A comportamental que opõe-se
à Psicanalítica; A categorial que opõe-se à Dimensional (que vê graduações nos
quadros clínicos); A Biológica que opõe-se à Sociocultural, e a Operacionalpragmática (Onde baseia-se o CID e DSM) que opõe-se à Fundamental (que
centra

atenção

na

pesquisa

sobre

o

fundamento

de

cada

conceito

psicopatológico).
Psicopatologia, dentro de uma visão médica pode ser definida grosso modo
como um ramo da ciência que trata da natureza da doença mental, as mudanças
estruturais a ela associadas, suas causas e formas de manifestação (LEITE,
2000).
A psicanálise trabalha com o diagnóstico frente ao sintoma levando em
consideração a subjetividade de cada analisado frente a seu sintoma, buscando
qual o fantasma que determina cada sintoma. Pode-se perceber então que a
psicanálise caminha em direção independente à da visão médica sobre a questão
da psicopatologia.
Kusnetzoff (1994) diz que a psicopatologia dentro de uma ótica psicanalítica
é uma encruzilhada de vários caminhos. Nela desembocam o conhecimento da
psiquiatria dinâmica, o conhecimento das teorias psicanalíticas, as contribuições
da técnica psicanalítica além dos enquadramentos epistemológicos atuais que
testam e avaliam essas produções discursivas.
Já Ceccarelli (2005) aponta que cada contexto histórico político teve sua
psicopatologia, em outras palavras, sua tentativa de decompor o sofrimento
psíquico em seus elementos de base para compreendê-los, estudá-los e tratá-los.
A psicopatologia fundamental, dentro de um prisma Freudiano, “concebe o
psiquismo como uma organização que se desenvolveu para proteger o ser
humanos contra os ataques internos e externos” (p.474); que colocam sua vida em
perigo.
Leite (2000), registra que em Lacan, “a clínica que se convencionou como
estruturalista tem como essência a distinção, a oposição e a diferença” (p.36). A
clinica lacaniana seria então fundada sob uma modalidade de oposição. Oposição
que neste caso é de forma tripartida: neurose, perversão e psicose.
Dentro de um conceito mais antigo de psicopatologia psicanalítica, pode-se
pensar que a grande divisão fica a cargo das neuroses e psicoses. É uma divisão
clássica

com

muitas

exceções.

Geralmente,

em

termos

do

grau

de

comprometimento, diz-se que as psicoses configuram os quadros mentais graves
enquanto que as neuroses constituem os quadros leves, próximos aos sujeitos
“normais”. “Freud não hesitou em afirmar que todo mundo, inclusive os que gozam
de perfeita saúde mental, apresenta traços neuróticos” (QUILES, p. 5).
Para Quiles (1995) diz que os conflitos dentro de uma visão psicodinâmica
na neurose acontecem geralmente entre o ego e o id; já na psicose entre o ego e
realidade externa. Na neurose o superego associa-se ao ego e trava uma batalha
contra as pulsões do id, já na psicose o id alia-se ao ego e embate contra o mundo
exterior. No sujeito neurótico o ego esta conservado, é forte e estruturado, e suas
funções como planejar, adiar a resposta, esperar, julgar, pensar, orientar-se no
tempo e no espaço etc, ainda que dificultadas pelas tarefas de defesa, não se
perderam. Já o ego do psicótico é frágil ou mesmo esfacelado, isto é com pouco
ou nenhuma estruturação, sendo que o ego foi “tomado” pelas pulsões, tendo
vigência, no lugar do principio de realidade, as leis do principio do prazer
encontradas no inconsciente, tal como nos sonhos: deslocamento, condensação e
simbolização.
Alguns sintomas clínicos diretos sobre os conflitos neuróticos são
estabelecidos por Fenichel (2004), tais sintomas são ação direta das defesas do
ego ou sintomas que se originam na relativa insuficiência do mesmo, no dia a dia
da clínica indicam neurose. Um desses sintomas são as evitações e inibições
especificas. O sujeito que tem essa manifestação sintomática costuma evitar
situações, objetos, atividades, setores de interesse, qualidades de sentimento
(muitas vezes sem perceber a evitação); outras vezes com consciência plena do
fato. Um exemplo é o sentimento de cansaço e impotência em oportunidades nas
quais outras pessoas sentiriam raiva.
Outro sintoma descrito por Fenichel (2004) se manifesta na forma de
impotência ou frigidez sexual. As manifestações sexuais constituem o sintoma
mais frequente que ocorre em todos os tipos de neurose , indo da timidez ligeira,
quando se trata de abordagem sexual até a impotência ou frigidez completas.
Uma outra inibição neurótica diz respeito às inibições de instintos parciais. Estas
não dizem respeito diretamente à esfera sexual, mas a funções que tiveram
significação sexual na infância. Um exemplo: se os impulsos orais forma
especificamente reprimidos, pode resultar daí as inibições ligadas ao ato de
comer, ou de comer certos tipos de alimentos, podendo deslocar-se para outras
atividades que tem significado oral oculto: fumar, beber, atividades sociais, leitura.
Fenichel (2004) aponta outra manifestação comum à neurose: a inibição da
agressividade. Em geral as inibições da agressividade e inibições conseqüentes à
angustias e sentimentos de culpa podem ser observadas em sujeitos cujas
tendências agressivas ou sádicas (e masoquistas) foram reprimidas. Neste
categoria incluem-se a mansidão e a polidez reativas típicas do neurótico
obsessivo. Uma outra inibição esta relacionada às inibições de funções
sexualizadas, onde os transtornos de funções que “serviram para conter a
sexualidade podem pouco a pouco, transformar-se em gratificações substitutivas
ocultas”(p.167). Em relação ao processo de ensino aprendizagem, a inibição para
aprender determinados conteúdos ou matérias; onde tais conteúdos ou algo que
se associa a ele, ou s personalidade do professor e sua maneira de ensinar vem a
mostrar-se associado a conflitos fundamentais da sexualidade infantil.
Existem sintomas de inibições inespecíficos diz Fenichel (2004), onde a
defesa cria certo empobrecimento da personalidade. O paciente tem de
empenhar-se em medidas de defesa infrutíferas, com o que se empobrece quanto
às atividades racionais da vida, resultando daí inibições múltiplas das funções do
ego, além de cansaço crônico, ou facilidade em fatigar-se. É interessante pensar o
exposto anteriormente e relacionar com o que hoje é conhecido como stress.
Outro foco de inibições são as perturbações do sono, que em geral indicam
neurose. Exemplos comuns aqui são a insônia e dificuldade de relaxamento.
Quiles (1995) elenca as principais neuroses: Neurose traumática; Neuroses
atuais; Neurose fóbica; Neurose de angustia; Histeria e Neurose obsessiva. A
neurose traumática esta associada a uma situação traumática que faz o sujeito
reviver situações conflitivas inconscientes e que o trauma ou choque emocional
trazem à realidade presente do paciente. As neuroses atuais estão relacionadas
ao cansaço e fadiga (stress) e chamam-se atuais porque acreditava-se que
tivessem relação direta desordens da vida sexual atual do sujeito. Já a neurose de
angústia tem como característica o predomínio da angustia e suas manifestações
corporais (respiratórias, cardiovasculares, digestivas, urinárias, neuromusculares e
transtornos do sono) que a diferem da ansiedade, onde as manifestações estão
ligadas à espera de um perigo; já a neurose fóbica caracteriza-se pela localização
da angústia em pessoas, coisas e situações que se tornam objeto de terror
paralisante (fobia) e pelas medidas de defesa contra o aparecimento do objeto
fóbico ou da angústia (condutas evitativas).
Embora na atualidade, o termo utilizado para neurose obsessiva seja
transtorno obsessivo compulsivo (TOC), em função da classificação pelo Manual
Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, DSM IV (Associação
Psiquiátrica Americana, 1995, p. 403); sendo classificada dentro dos transtornos
de ansiedade, as descrições feitas acerca do transtorno obsessivo-compulsivo,
quanto à sintomatologia bem pouco diferem das questões levantadas por Freud
(1969), há mais de um século, e que praticamente perpassam toda a obra
freudiana.
Quiles (1995) define a neurose obsessiva como o tipo de neurose
identificada pelo caráter forçado dos sintomas, chamados compulsivos (idéias
obsessivas, compulsões e rituais). Pela luta crônica contra estes sintomas e por
traços de caráter típicos como hesitação, escrúpulos, tendência à ordem,
obstinação, ruminação mental. Sendo que os sintomas podem ser divididos,
basicamente então em três tipos: as obsessões, as compulsões e os rituais
obsessivos.
As obsessões são idéias, imagens ou palavras que aparecem de repente
no pensamento normal do sujeito,continua Quiles (1995) e que este considera
absurdas, ridículas ou obscenas, como que impostas, e que se repetem contra
sua vontade. Ele tenta afastá-las em vão, e elas passam a ser objeto de
preocupação, angústia, e luta constante contra seu aparecimento, consumindo
grande parte do tempo e energia do paciente. Fazem parte das obsessões certas
proibições, problemas absurdos, culpas ridículas e dúvidas sem importância.O que
lhes dá o caráter de sintoma, é o fato de serem arbitrários, forçados, repetidos e
repentinos e que o sujeito os sente como alheios a si mesmo.
Quanto à histeria, Quiles (1995) diz que a neurose histérica é aquela em
que predominam os sintomas corporais da mais diversas índoles, podendo-se
dizer que a histérica mais que outros neuróticos, tem problema com sua
sexualidade, ocorrendo um recalque fundamental da sexualidade.
Já com relação à Esquizofrenia ou Psicose, a etimologia da palavra
aproxima de sua definição: esquizo – em grego quer dizer divisão, separação; e
frenos - mente (nervos). Isto é, a esquizofrenia é a mais grave doença mental, é a
psicose que se caracteriza por uma ruptura, uma desagregação entre os
elementos da personalidade: pensamentos, sentimentos e ações; no mundo
externo e no mundo interno; Ego e não-Ego; percepções e idéias. As perturbações
são inúmeras; fala-se então que a sintomatologia é “proteíforme”, isto é, que de
um paciente para outro as diferenças são enormes, e que no mesmo paciente a
variedade é muito grande. Podem se agrupar, porém, em: Perturbações do
pensamento e da linguagem; Perturbações das emoções e da Identidade;
Perturbações da vontade e dos movimentos; Perturbações das pulsões;
Alucinações e Delírios.

Referências

KUSTNETZOFF, Juan Carlos. Introdução à psicopatologia psicanalítica. Rio:
Nova fronteira, 1994.
LEITE, Màrcio Peter de Souza. Diagnóstico, psicopatologia e psicanálise de
orientação lacaniana. Revista latinoamericana de psicopatologia fundamental.
IV, 2, 29-40, 2000.
CECARELLI, Paulo. O sofrimento psíquico na perspectiva da psicopatologia
fundamental. Psicologia em estudo, v.10, n. 3, p.471-477, 2005.
QUILES, Manoel Ignácio. Neuroses. 2 ed. São Paulo: Ática, 1995.
FENICHEL, Otto. Teoria psicanalítica das neuroses. Rio: Atheneu, 2004.
DSM-IV. (1995). Manual diagnóstico e estatístico dos transtornos mentais.
Porto Alegre: Artes Médicas.

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  • 1. Psicopatologia e Psicanálise Emérico Arnaldo de Quadros Trabalho apresentado no 2º Encontro de Psicologia e Educação, 2011: IMPLICAÇÕES NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM, da Universidade Estadual do Paraná - campus FAFIPAR - Paranaguá. ISSN 2177-546X Existem diversas formas sobre como o sujeito humano em sua subjetividade pode ser olhado, sendo que a Psicologia tenta dar conta desse olhar, existindo então tantas visões sobre o sujeito humano quantas leituras que a psicologia pode fazer. A psicopatologia inclui-se nesses olhares e existem tantas visões sobre a psicopatologia quanto as correntes de psicologia. As múltiplas definições de psicopatologia, diz Leite (2000), enfocam que não há um consenso neste campo. A psicopatologia pode ser vista de diversos campos: Psicopatologia descritiva que opões-se à Psicopatologia Dinâmica; A Psicopatologia Médica que opõe-se à Existencial; A comportamental que opõe-se à Psicanalítica; A categorial que opõe-se à Dimensional (que vê graduações nos quadros clínicos); A Biológica que opõe-se à Sociocultural, e a Operacionalpragmática (Onde baseia-se o CID e DSM) que opõe-se à Fundamental (que centra atenção na pesquisa sobre o fundamento de cada conceito psicopatológico). Psicopatologia, dentro de uma visão médica pode ser definida grosso modo como um ramo da ciência que trata da natureza da doença mental, as mudanças estruturais a ela associadas, suas causas e formas de manifestação (LEITE, 2000). A psicanálise trabalha com o diagnóstico frente ao sintoma levando em consideração a subjetividade de cada analisado frente a seu sintoma, buscando qual o fantasma que determina cada sintoma. Pode-se perceber então que a psicanálise caminha em direção independente à da visão médica sobre a questão da psicopatologia. Kusnetzoff (1994) diz que a psicopatologia dentro de uma ótica psicanalítica é uma encruzilhada de vários caminhos. Nela desembocam o conhecimento da psiquiatria dinâmica, o conhecimento das teorias psicanalíticas, as contribuições
  • 2. da técnica psicanalítica além dos enquadramentos epistemológicos atuais que testam e avaliam essas produções discursivas. Já Ceccarelli (2005) aponta que cada contexto histórico político teve sua psicopatologia, em outras palavras, sua tentativa de decompor o sofrimento psíquico em seus elementos de base para compreendê-los, estudá-los e tratá-los. A psicopatologia fundamental, dentro de um prisma Freudiano, “concebe o psiquismo como uma organização que se desenvolveu para proteger o ser humanos contra os ataques internos e externos” (p.474); que colocam sua vida em perigo. Leite (2000), registra que em Lacan, “a clínica que se convencionou como estruturalista tem como essência a distinção, a oposição e a diferença” (p.36). A clinica lacaniana seria então fundada sob uma modalidade de oposição. Oposição que neste caso é de forma tripartida: neurose, perversão e psicose. Dentro de um conceito mais antigo de psicopatologia psicanalítica, pode-se pensar que a grande divisão fica a cargo das neuroses e psicoses. É uma divisão clássica com muitas exceções. Geralmente, em termos do grau de comprometimento, diz-se que as psicoses configuram os quadros mentais graves enquanto que as neuroses constituem os quadros leves, próximos aos sujeitos “normais”. “Freud não hesitou em afirmar que todo mundo, inclusive os que gozam de perfeita saúde mental, apresenta traços neuróticos” (QUILES, p. 5). Para Quiles (1995) diz que os conflitos dentro de uma visão psicodinâmica na neurose acontecem geralmente entre o ego e o id; já na psicose entre o ego e realidade externa. Na neurose o superego associa-se ao ego e trava uma batalha contra as pulsões do id, já na psicose o id alia-se ao ego e embate contra o mundo exterior. No sujeito neurótico o ego esta conservado, é forte e estruturado, e suas funções como planejar, adiar a resposta, esperar, julgar, pensar, orientar-se no tempo e no espaço etc, ainda que dificultadas pelas tarefas de defesa, não se perderam. Já o ego do psicótico é frágil ou mesmo esfacelado, isto é com pouco ou nenhuma estruturação, sendo que o ego foi “tomado” pelas pulsões, tendo vigência, no lugar do principio de realidade, as leis do principio do prazer
  • 3. encontradas no inconsciente, tal como nos sonhos: deslocamento, condensação e simbolização. Alguns sintomas clínicos diretos sobre os conflitos neuróticos são estabelecidos por Fenichel (2004), tais sintomas são ação direta das defesas do ego ou sintomas que se originam na relativa insuficiência do mesmo, no dia a dia da clínica indicam neurose. Um desses sintomas são as evitações e inibições especificas. O sujeito que tem essa manifestação sintomática costuma evitar situações, objetos, atividades, setores de interesse, qualidades de sentimento (muitas vezes sem perceber a evitação); outras vezes com consciência plena do fato. Um exemplo é o sentimento de cansaço e impotência em oportunidades nas quais outras pessoas sentiriam raiva. Outro sintoma descrito por Fenichel (2004) se manifesta na forma de impotência ou frigidez sexual. As manifestações sexuais constituem o sintoma mais frequente que ocorre em todos os tipos de neurose , indo da timidez ligeira, quando se trata de abordagem sexual até a impotência ou frigidez completas. Uma outra inibição neurótica diz respeito às inibições de instintos parciais. Estas não dizem respeito diretamente à esfera sexual, mas a funções que tiveram significação sexual na infância. Um exemplo: se os impulsos orais forma especificamente reprimidos, pode resultar daí as inibições ligadas ao ato de comer, ou de comer certos tipos de alimentos, podendo deslocar-se para outras atividades que tem significado oral oculto: fumar, beber, atividades sociais, leitura. Fenichel (2004) aponta outra manifestação comum à neurose: a inibição da agressividade. Em geral as inibições da agressividade e inibições conseqüentes à angustias e sentimentos de culpa podem ser observadas em sujeitos cujas tendências agressivas ou sádicas (e masoquistas) foram reprimidas. Neste categoria incluem-se a mansidão e a polidez reativas típicas do neurótico obsessivo. Uma outra inibição esta relacionada às inibições de funções sexualizadas, onde os transtornos de funções que “serviram para conter a sexualidade podem pouco a pouco, transformar-se em gratificações substitutivas ocultas”(p.167). Em relação ao processo de ensino aprendizagem, a inibição para aprender determinados conteúdos ou matérias; onde tais conteúdos ou algo que
  • 4. se associa a ele, ou s personalidade do professor e sua maneira de ensinar vem a mostrar-se associado a conflitos fundamentais da sexualidade infantil. Existem sintomas de inibições inespecíficos diz Fenichel (2004), onde a defesa cria certo empobrecimento da personalidade. O paciente tem de empenhar-se em medidas de defesa infrutíferas, com o que se empobrece quanto às atividades racionais da vida, resultando daí inibições múltiplas das funções do ego, além de cansaço crônico, ou facilidade em fatigar-se. É interessante pensar o exposto anteriormente e relacionar com o que hoje é conhecido como stress. Outro foco de inibições são as perturbações do sono, que em geral indicam neurose. Exemplos comuns aqui são a insônia e dificuldade de relaxamento. Quiles (1995) elenca as principais neuroses: Neurose traumática; Neuroses atuais; Neurose fóbica; Neurose de angustia; Histeria e Neurose obsessiva. A neurose traumática esta associada a uma situação traumática que faz o sujeito reviver situações conflitivas inconscientes e que o trauma ou choque emocional trazem à realidade presente do paciente. As neuroses atuais estão relacionadas ao cansaço e fadiga (stress) e chamam-se atuais porque acreditava-se que tivessem relação direta desordens da vida sexual atual do sujeito. Já a neurose de angústia tem como característica o predomínio da angustia e suas manifestações corporais (respiratórias, cardiovasculares, digestivas, urinárias, neuromusculares e transtornos do sono) que a diferem da ansiedade, onde as manifestações estão ligadas à espera de um perigo; já a neurose fóbica caracteriza-se pela localização da angústia em pessoas, coisas e situações que se tornam objeto de terror paralisante (fobia) e pelas medidas de defesa contra o aparecimento do objeto fóbico ou da angústia (condutas evitativas). Embora na atualidade, o termo utilizado para neurose obsessiva seja transtorno obsessivo compulsivo (TOC), em função da classificação pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, DSM IV (Associação Psiquiátrica Americana, 1995, p. 403); sendo classificada dentro dos transtornos de ansiedade, as descrições feitas acerca do transtorno obsessivo-compulsivo, quanto à sintomatologia bem pouco diferem das questões levantadas por Freud
  • 5. (1969), há mais de um século, e que praticamente perpassam toda a obra freudiana. Quiles (1995) define a neurose obsessiva como o tipo de neurose identificada pelo caráter forçado dos sintomas, chamados compulsivos (idéias obsessivas, compulsões e rituais). Pela luta crônica contra estes sintomas e por traços de caráter típicos como hesitação, escrúpulos, tendência à ordem, obstinação, ruminação mental. Sendo que os sintomas podem ser divididos, basicamente então em três tipos: as obsessões, as compulsões e os rituais obsessivos. As obsessões são idéias, imagens ou palavras que aparecem de repente no pensamento normal do sujeito,continua Quiles (1995) e que este considera absurdas, ridículas ou obscenas, como que impostas, e que se repetem contra sua vontade. Ele tenta afastá-las em vão, e elas passam a ser objeto de preocupação, angústia, e luta constante contra seu aparecimento, consumindo grande parte do tempo e energia do paciente. Fazem parte das obsessões certas proibições, problemas absurdos, culpas ridículas e dúvidas sem importância.O que lhes dá o caráter de sintoma, é o fato de serem arbitrários, forçados, repetidos e repentinos e que o sujeito os sente como alheios a si mesmo. Quanto à histeria, Quiles (1995) diz que a neurose histérica é aquela em que predominam os sintomas corporais da mais diversas índoles, podendo-se dizer que a histérica mais que outros neuróticos, tem problema com sua sexualidade, ocorrendo um recalque fundamental da sexualidade. Já com relação à Esquizofrenia ou Psicose, a etimologia da palavra aproxima de sua definição: esquizo – em grego quer dizer divisão, separação; e frenos - mente (nervos). Isto é, a esquizofrenia é a mais grave doença mental, é a psicose que se caracteriza por uma ruptura, uma desagregação entre os elementos da personalidade: pensamentos, sentimentos e ações; no mundo externo e no mundo interno; Ego e não-Ego; percepções e idéias. As perturbações são inúmeras; fala-se então que a sintomatologia é “proteíforme”, isto é, que de um paciente para outro as diferenças são enormes, e que no mesmo paciente a variedade é muito grande. Podem se agrupar, porém, em: Perturbações do
  • 6. pensamento e da linguagem; Perturbações das emoções e da Identidade; Perturbações da vontade e dos movimentos; Perturbações das pulsões; Alucinações e Delírios. Referências KUSTNETZOFF, Juan Carlos. Introdução à psicopatologia psicanalítica. Rio: Nova fronteira, 1994. LEITE, Màrcio Peter de Souza. Diagnóstico, psicopatologia e psicanálise de orientação lacaniana. Revista latinoamericana de psicopatologia fundamental. IV, 2, 29-40, 2000. CECARELLI, Paulo. O sofrimento psíquico na perspectiva da psicopatologia fundamental. Psicologia em estudo, v.10, n. 3, p.471-477, 2005. QUILES, Manoel Ignácio. Neuroses. 2 ed. São Paulo: Ática, 1995. FENICHEL, Otto. Teoria psicanalítica das neuroses. Rio: Atheneu, 2004. DSM-IV. (1995). Manual diagnóstico e estatístico dos transtornos mentais. Porto Alegre: Artes Médicas.