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Distúrbios paroxísticos não 
epilépticos(DPNE) 
Marcus Petindá 
Estagiário 
Neurologia Infantil 
HBDF
2 
Introdução 
 Início abrupto 
 Curso estereotipado 
 Término espontâneo 
 Importância 
 Diagnóstico diferencial clínico das 
epilepsias 
 Centros terciários de epilepsia 
 20% dos casos são DPNE
3 
 Síncopes – 44% 
 Doença psiquiátrica – 20% 
 Perdas de fôlego – 11% 
 Transtornos do sono – 11% 
 Migrânea – 6% 
 Outras causas – 8%
4 
Distúrbios paroxísticos não 
epilépticos(DPNE) 
 Oxigenação cerebral 
diminuída 
 Perdas de 
fôlego(tipos cianótico 
e pálido) 
 Síncopes 
 Disritmias cardíacas 
 Migrânea 
 Hipoglicemia e 
Hipocalcemia 
 Fenômenos sono-relacionados 
 Terror noturno 
 Sonambulismo 
 Sonilóquio 
 Pesadelos 
 Apnéias do sono 
 Distonia paroxística 
 Narcolepsia 
 Bruxismo 
 Enurese noturna 
 Mioclonias noturnas 
benignas infantis
5 
Distúrbios paroxísticos não 
epilépticos(DPNE) 
 Distúrbios do movimento 
 Mioclonias benignas da 
infância 
 Vertigem paroxística 
benigna 
 Torcicolo paroxístico 
 Coreoatetose 
paroxística 
 Ataques de tremores 
 Reações de susto 
 Apraxia ocular motora 
 “Spasmus nutans” 
 Tiques 
 Compressão do tronco 
 Refluxo gastroesofágico 
 Fenômenos psicológico-relacionados 
 Pseudo-epilepsia 
 Epilepsia fictícia 
 Síncope da 
hiperventilação 
 Síndrome do pânico 
 Masturbação
Oxigenação cerebral diminuída 
6 
 Perdas de fôlego 
 Apneia e perda de consciência, geralmente 
causada por choro dor ou pequenos traumas. 
 Choro vigoroso 
 Apneia na expiração 
 Perda da consciência 
palidez 
ou tremores 
cianose letargia
7 
Perda de fôlego(PF) 
 Incidência 
 Poucos meses a 2 anos 
 Pico – 12 meses 
 Raramente após ao 4 anos 
 20-35% - história familiar 
 Traço autossômico dominante 
 17% - síncopes 
 Após desaparecimento das PF
8 
Perda de fôlego(PF) 
 Tipos 
 Cianótica 
 Mais frequente 
 Origem funcional ou osíquica 
 Respiração forçada 
 Pálida 
 Origem traumática ou dolorosa 
 Rigidez ou opistótono
9 
Perda de fôlego(PF) 
 Pálida 
 Choro intenso levando à isquemia 
cerebral hipocapneica 
 Apneia levando à hipoxemia 
 Espasmo respiratório(manobra de 
Valsalva) levando ao aumento da 
pressão intratorácica 
 Rendimento cardíaco diminuído 
 Circulação cerebral debilitada 
Lombroso e Lerman, 1967
10 
Perda de fôlego(PF) 
 Hemograma completo 
 Ferritina sérica 
 EEG 
 Interictal – normal 
 PF – lentificação do traçado 
 Pressão do globo ocular – aumento do intervalo 
RR em 0,5 s 
 Tratamento 
 Piracetam 
 Atropina(10 a 240 mg/kg/dia) – tipo pálido – 
98% 
Anemia ferropriva
11 
Síncope 
 Perdas transitórias da consciência por 
perfusão cerebral inadequada, em que há 
súbita perda do tônus, colapso da postura e 
diminuição da pressão arterial 
 Duração – 10 a 20 s 
 Crianças e adolescentes 
 Sexo – feminino 
 20% - infância e adolescência 
 6% - de todas as internações pediátricas
12 
Síncope 
 Fatores desencadeantes 
 Problemas emocionais 
 Visão de sangue 
 Injeções 
 Sensação de medo 
 Visão de violência ou cenas de terror
Síncope – subgrupos etiológicos 
13 
 Se devida à 
posição ereta 
prolongada 
 Se desencadeada 
por algum evento 
 Se desencadeada 
por exercício 
prolongado 
 Se for recorrente 
 Vasovagal 
 Cardíaca 
 Psicogênica
14 
Síncope 
 Quadro clínico inicial 
 Sensação de cabeça vazia 
 Náuseas 
 Fraqueza 
 Ansiedade 
 Perturbações visuais(constrição; 
escurecimento) 
Diagnóstico diferencial com aura epiléptica
15 
Síncope 
 Antes da perda de 
consciência 
 Desconforto 
epigástrico 
 Palidez 
 Suores 
 Palidez facial 
 Bocejos 
 Síncope convulsiva 
 Mais prolongada 
 Componente tônico 
ou tc 
 Mordedura de 
língua 
 Incontinência 
urinária
16 
Síncope 
 Diagnóstico 
 Anamnese e exame clínico detalhados 
 ECG 
 Tilt table test 
 Tratamento 
 Em geral, sem necessidade 
 Vasopressina 
 Psicoterapia
17 
Disritmias cardíacas 
 Síncope com 
confusão 
prolongada, 
movimentos 
clônicos dos 
membros ou 
postura distônica 
pós-ictal 
 Q-Tc > 0,44 s
18 
Disritmias cardíacas 
 Síndrome do seio carotídeo 
 Síndrome de Jervell-Lange-Nielsen 
 intervalo QT longo, surdez, episódios de síncope acarretada 
por fibrilação ventricular ou assistolia e morte súbita; trata-se 
de doença de herança autossômica recessiva 
 Síndrome de Ward-Romano 
 síndrome semelhante, sem perda da audição, com herança 
autossômica dominante e 3 vezes mais freqüente que a 
associada a surdez 
 Síndrome de Von Bermuth 
 uma variante caracterizada pela presença de taquicardia com 
características familiar, em que o intervalo QT e normal em 
repouso mas aumenta com o esforço, sendo herança 
autossômica dominante 
 quarta variante apresenta comportamento semelhante as 
anteriores, não sendo, contudo, de natureza hereditária, o 
que mostra que uma mutação espontânea pode levar a 
aumento do intervalo QT.
19 
Disritmias cardíacas 
 Diagnóstico 
 Investigação cardiológica 
 Holter 
 Teste de esforço 
 Tratamento 
 Cardiológico 
 Específico 
 Orientação de possibilidade de morte 
súbita
20 
Migrânea 
 Forma mais comum de 
DPNE 
 Quadro clínico 
 Forma paroxística 
 Parestesias 
 Escotomas 
 Mente embotada 
 Breve perda de 
consciência 
 Vertigem 
 Náuseas 
 Afasia 
 Vômitos cíclicos 
 Crianças pequenas e 
lactentes 
 Mais sintomas 
digestivos 
 Diagnóstico diferencial 
 Epilepsia benigna com 
paroxismos occipitais 
(Panayotopoulos) 
 Diagnóstico 
 História familiar 
 Cefaléia 
 Início mais lento dos 
sintomas 
 EEG não paroxístico
Hipoglicemia e Hipocalcemia 
21 
 Hipoglicemia 
 Episódios mais 
prolongados 
 Confusão mental 
 Coma 
 Fome 
 Perspiração 
 Taquicardia 
 Tremores 
 Palidez 
 Vertigens 
 Raramente, crises 
convulsivas 
 Hipocalcemia 
 Convulsões mais 
frequentes(hipoparatiroi 
dismo) 
 Dores 
 Câimbras 
 Adormecimentos 
 Rigidez 
 Formigamento de mãos 
e pés 
 Erupção dentária 
atrasada 
 Prolongamento do 
intervalo Q-T 
 Catarata
Fenômenos sono-relacionados 
22 
 Terror noturno 
 1ª hora do sono profundo não-REM 
 EEG sem atividade epileptogênica 
 Difícil consolar e despertar 
 Desperta confusa 
 Duração – 5 min. a 30-60 min. 
 Sem lembrança ao despertar 
 Forma rara – pavor noturno epiléptico 
 Tratamento – clonazepam; por até 2 semanas
Fenômenos sono-relacionados 
23 
 Sonambulismo 
 5- 12 anos - 
15% 
 Pico – 4 e 6 
anos 
 Ação protetora – 
prevenção de 
acidentes
Fenômenos sono-relacionados 
24 
 Apneia do sono 
 3 – 8 anos 
 Forma obstrutiva – 
mais comum 
 Hiperatividade 
 Sonolência diurna 
excessiva 
 Alterações no 
comportamento 
 Cefaléia matinal 
 Dificuldade no 
aprendizado 
 Pierre-Robin; Down; 
Mal de Ondina; 
hipotireoidismo; 
Arnold-Chiari; 
distrofia miotônica; 
obesidade mórbida 
 EEG sem paroxismos 
 Polissonografia 
 Avaliação 
 Cardiológica 
 ORL
Fenômenos sono-relacionados 
 Mioclonias noturnas benignas 
25 
 Início do sono ou despertar 
 Lactentes 
 Imitam espasmos infantis 
 Exame neurológico normal 
 EEG normal
Fenômenos sono-relacionados 
26 
 Narcolepsia 
 Ruptura severa do padrão noturno do 
sono, com despertar e atividade por 
cerca de uma hora; com sono irresistível 
diurno 
 EEG sem paroxismos 
 Polissonografia-TLMS 
 Tratamento 
 Metilfenidato 
 Melatonina
Fenômenos sono-relacionados 
27 
 Distonia paroxística 
 Sono não REM 
 Duração – 15 a 40 s 
 Distonia ou movimentos coreoatetóides 
 EEG normal 
 Tratamento - carbamazepina 
 Bruxismo 
 Avaliação ortodôntica
Distúrbios do movimento 
 Mioclonias benignas da infância 
 3 a 8 meses 
 Movimentos tônicos ou clônicos axiais ou 
28 
apendiculares, em salvas 
 Exame neurológico normal 
 EEG normal 
 Desaparecimento espontâneo aos 2 – 3 
anos 
 Tratamento medicamentoso – não 
indicado
Distúrbios do movimento 
29 
 Vertigem paroxística benigna 
 Início – entre 1 e 3 anos 
 Desaparecem em torno dos 5 anos 
 Ataques súbitos de desequilíbrio 
 Breves e esporádicos 
 Náuseas e vômitos 
 Sem perda da consciência 
 Nistagmo 
 Exame neurológico normal 
 EEG normal 
 Resposta anormal à prova calórica nos ouvidos
Distúrbios do movimento 
30 
 Coreoatetose paroxística 
 Citogenética 
 Mais comum 
 Mais semelhante a 
epilepsia 
 Início – 5anos 
 Autossômica dominante 
 Movimentos 
 Após repouso 
 Súbitos 
 Tipo distônico ou 
coreoatetóico 
 Duração – 15 a 30 s 
 Frequência – 1 a 100/dia 
 Sem perda de 
consciência 
 Fala arrastada 
 EEG ictal e interictal 
normais 
 DAE em baixas doses 
 Não citogenética 
 Autossômica recessiva 
 Ataques mais raros 
 Duração – minutos a 
horas 
 Movimentos 
 Coreoatetóicos 
 Distônicos 
 < 5 anos 
 Mais difícil controle
Distúrbios do movimento 
31 
 Ataques de estremecimento 
 4 meses a 4anos de idade 
 Desaparecimento após os 5 anos 
 Tremores ou estremecimento com flexão da 
cabeça e membros e adução de joelhos e 
cotovelos 
 Centenas de vezes ao dia 
 Sem perda de consciência 
 EEG sem alterações 
 Sem necessidade de tratamento medicamentoso
Distúrbios do movimento 
 Reações de susto hipereplexia(startle 
32 
reactions) 
 Doença do susto 
 Desde o nascimento 
 Esporádica 
 Herança autossômica dominante 
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 Perda do controle postural(queda) 
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 EEG normal
Distúrbios do movimento 
 Reações de susto hipereplexia(startle 
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 Reações de susto 
hipereplexia(startle reactions) 
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38
39 
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 Pseudoepilepsia(crise histérica ou psicogênica) 
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 Tratamento 
 Psicoterapia
42 
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 Síndrome da hiperventilação 
 Adolescentes – sexo feminino 
 Quadro clínico 
 Tonturas, sensação de cabeça vazia, vertigens, 
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Fenômenos psicológico-relacionados 
 Ataque de pânico 
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 Psicoterapia 
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Distúrbios paroxísticos não epilépticos(dpne)

  • 1. 1 Distúrbios paroxísticos não epilépticos(DPNE) Marcus Petindá Estagiário Neurologia Infantil HBDF
  • 2. 2 Introdução  Início abrupto  Curso estereotipado  Término espontâneo  Importância  Diagnóstico diferencial clínico das epilepsias  Centros terciários de epilepsia  20% dos casos são DPNE
  • 3. 3  Síncopes – 44%  Doença psiquiátrica – 20%  Perdas de fôlego – 11%  Transtornos do sono – 11%  Migrânea – 6%  Outras causas – 8%
  • 4. 4 Distúrbios paroxísticos não epilépticos(DPNE)  Oxigenação cerebral diminuída  Perdas de fôlego(tipos cianótico e pálido)  Síncopes  Disritmias cardíacas  Migrânea  Hipoglicemia e Hipocalcemia  Fenômenos sono-relacionados  Terror noturno  Sonambulismo  Sonilóquio  Pesadelos  Apnéias do sono  Distonia paroxística  Narcolepsia  Bruxismo  Enurese noturna  Mioclonias noturnas benignas infantis
  • 5. 5 Distúrbios paroxísticos não epilépticos(DPNE)  Distúrbios do movimento  Mioclonias benignas da infância  Vertigem paroxística benigna  Torcicolo paroxístico  Coreoatetose paroxística  Ataques de tremores  Reações de susto  Apraxia ocular motora  “Spasmus nutans”  Tiques  Compressão do tronco  Refluxo gastroesofágico  Fenômenos psicológico-relacionados  Pseudo-epilepsia  Epilepsia fictícia  Síncope da hiperventilação  Síndrome do pânico  Masturbação
  • 6. Oxigenação cerebral diminuída 6  Perdas de fôlego  Apneia e perda de consciência, geralmente causada por choro dor ou pequenos traumas.  Choro vigoroso  Apneia na expiração  Perda da consciência palidez ou tremores cianose letargia
  • 7. 7 Perda de fôlego(PF)  Incidência  Poucos meses a 2 anos  Pico – 12 meses  Raramente após ao 4 anos  20-35% - história familiar  Traço autossômico dominante  17% - síncopes  Após desaparecimento das PF
  • 8. 8 Perda de fôlego(PF)  Tipos  Cianótica  Mais frequente  Origem funcional ou osíquica  Respiração forçada  Pálida  Origem traumática ou dolorosa  Rigidez ou opistótono
  • 9. 9 Perda de fôlego(PF)  Pálida  Choro intenso levando à isquemia cerebral hipocapneica  Apneia levando à hipoxemia  Espasmo respiratório(manobra de Valsalva) levando ao aumento da pressão intratorácica  Rendimento cardíaco diminuído  Circulação cerebral debilitada Lombroso e Lerman, 1967
  • 10. 10 Perda de fôlego(PF)  Hemograma completo  Ferritina sérica  EEG  Interictal – normal  PF – lentificação do traçado  Pressão do globo ocular – aumento do intervalo RR em 0,5 s  Tratamento  Piracetam  Atropina(10 a 240 mg/kg/dia) – tipo pálido – 98% Anemia ferropriva
  • 11. 11 Síncope  Perdas transitórias da consciência por perfusão cerebral inadequada, em que há súbita perda do tônus, colapso da postura e diminuição da pressão arterial  Duração – 10 a 20 s  Crianças e adolescentes  Sexo – feminino  20% - infância e adolescência  6% - de todas as internações pediátricas
  • 12. 12 Síncope  Fatores desencadeantes  Problemas emocionais  Visão de sangue  Injeções  Sensação de medo  Visão de violência ou cenas de terror
  • 13. Síncope – subgrupos etiológicos 13  Se devida à posição ereta prolongada  Se desencadeada por algum evento  Se desencadeada por exercício prolongado  Se for recorrente  Vasovagal  Cardíaca  Psicogênica
  • 14. 14 Síncope  Quadro clínico inicial  Sensação de cabeça vazia  Náuseas  Fraqueza  Ansiedade  Perturbações visuais(constrição; escurecimento) Diagnóstico diferencial com aura epiléptica
  • 15. 15 Síncope  Antes da perda de consciência  Desconforto epigástrico  Palidez  Suores  Palidez facial  Bocejos  Síncope convulsiva  Mais prolongada  Componente tônico ou tc  Mordedura de língua  Incontinência urinária
  • 16. 16 Síncope  Diagnóstico  Anamnese e exame clínico detalhados  ECG  Tilt table test  Tratamento  Em geral, sem necessidade  Vasopressina  Psicoterapia
  • 17. 17 Disritmias cardíacas  Síncope com confusão prolongada, movimentos clônicos dos membros ou postura distônica pós-ictal  Q-Tc > 0,44 s
  • 18. 18 Disritmias cardíacas  Síndrome do seio carotídeo  Síndrome de Jervell-Lange-Nielsen  intervalo QT longo, surdez, episódios de síncope acarretada por fibrilação ventricular ou assistolia e morte súbita; trata-se de doença de herança autossômica recessiva  Síndrome de Ward-Romano  síndrome semelhante, sem perda da audição, com herança autossômica dominante e 3 vezes mais freqüente que a associada a surdez  Síndrome de Von Bermuth  uma variante caracterizada pela presença de taquicardia com características familiar, em que o intervalo QT e normal em repouso mas aumenta com o esforço, sendo herança autossômica dominante  quarta variante apresenta comportamento semelhante as anteriores, não sendo, contudo, de natureza hereditária, o que mostra que uma mutação espontânea pode levar a aumento do intervalo QT.
  • 19. 19 Disritmias cardíacas  Diagnóstico  Investigação cardiológica  Holter  Teste de esforço  Tratamento  Cardiológico  Específico  Orientação de possibilidade de morte súbita
  • 20. 20 Migrânea  Forma mais comum de DPNE  Quadro clínico  Forma paroxística  Parestesias  Escotomas  Mente embotada  Breve perda de consciência  Vertigem  Náuseas  Afasia  Vômitos cíclicos  Crianças pequenas e lactentes  Mais sintomas digestivos  Diagnóstico diferencial  Epilepsia benigna com paroxismos occipitais (Panayotopoulos)  Diagnóstico  História familiar  Cefaléia  Início mais lento dos sintomas  EEG não paroxístico
  • 21. Hipoglicemia e Hipocalcemia 21  Hipoglicemia  Episódios mais prolongados  Confusão mental  Coma  Fome  Perspiração  Taquicardia  Tremores  Palidez  Vertigens  Raramente, crises convulsivas  Hipocalcemia  Convulsões mais frequentes(hipoparatiroi dismo)  Dores  Câimbras  Adormecimentos  Rigidez  Formigamento de mãos e pés  Erupção dentária atrasada  Prolongamento do intervalo Q-T  Catarata
  • 22. Fenômenos sono-relacionados 22  Terror noturno  1ª hora do sono profundo não-REM  EEG sem atividade epileptogênica  Difícil consolar e despertar  Desperta confusa  Duração – 5 min. a 30-60 min.  Sem lembrança ao despertar  Forma rara – pavor noturno epiléptico  Tratamento – clonazepam; por até 2 semanas
  • 23. Fenômenos sono-relacionados 23  Sonambulismo  5- 12 anos - 15%  Pico – 4 e 6 anos  Ação protetora – prevenção de acidentes
  • 24. Fenômenos sono-relacionados 24  Apneia do sono  3 – 8 anos  Forma obstrutiva – mais comum  Hiperatividade  Sonolência diurna excessiva  Alterações no comportamento  Cefaléia matinal  Dificuldade no aprendizado  Pierre-Robin; Down; Mal de Ondina; hipotireoidismo; Arnold-Chiari; distrofia miotônica; obesidade mórbida  EEG sem paroxismos  Polissonografia  Avaliação  Cardiológica  ORL
  • 25. Fenômenos sono-relacionados  Mioclonias noturnas benignas 25  Início do sono ou despertar  Lactentes  Imitam espasmos infantis  Exame neurológico normal  EEG normal
  • 26. Fenômenos sono-relacionados 26  Narcolepsia  Ruptura severa do padrão noturno do sono, com despertar e atividade por cerca de uma hora; com sono irresistível diurno  EEG sem paroxismos  Polissonografia-TLMS  Tratamento  Metilfenidato  Melatonina
  • 27. Fenômenos sono-relacionados 27  Distonia paroxística  Sono não REM  Duração – 15 a 40 s  Distonia ou movimentos coreoatetóides  EEG normal  Tratamento - carbamazepina  Bruxismo  Avaliação ortodôntica
  • 28. Distúrbios do movimento  Mioclonias benignas da infância  3 a 8 meses  Movimentos tônicos ou clônicos axiais ou 28 apendiculares, em salvas  Exame neurológico normal  EEG normal  Desaparecimento espontâneo aos 2 – 3 anos  Tratamento medicamentoso – não indicado
  • 29. Distúrbios do movimento 29  Vertigem paroxística benigna  Início – entre 1 e 3 anos  Desaparecem em torno dos 5 anos  Ataques súbitos de desequilíbrio  Breves e esporádicos  Náuseas e vômitos  Sem perda da consciência  Nistagmo  Exame neurológico normal  EEG normal  Resposta anormal à prova calórica nos ouvidos
  • 30. Distúrbios do movimento 30  Coreoatetose paroxística  Citogenética  Mais comum  Mais semelhante a epilepsia  Início – 5anos  Autossômica dominante  Movimentos  Após repouso  Súbitos  Tipo distônico ou coreoatetóico  Duração – 15 a 30 s  Frequência – 1 a 100/dia  Sem perda de consciência  Fala arrastada  EEG ictal e interictal normais  DAE em baixas doses  Não citogenética  Autossômica recessiva  Ataques mais raros  Duração – minutos a horas  Movimentos  Coreoatetóicos  Distônicos  < 5 anos  Mais difícil controle
  • 31. Distúrbios do movimento 31  Ataques de estremecimento  4 meses a 4anos de idade  Desaparecimento após os 5 anos  Tremores ou estremecimento com flexão da cabeça e membros e adução de joelhos e cotovelos  Centenas de vezes ao dia  Sem perda de consciência  EEG sem alterações  Sem necessidade de tratamento medicamentoso
  • 32. Distúrbios do movimento  Reações de susto hipereplexia(startle 32 reactions)  Doença do susto  Desde o nascimento  Esporádica  Herança autossômica dominante  Susto  Rigidez muscular  Perda do controle postural(queda)  Incapaz de realizar movimentos de proteção  Movimento em “sacudidas”  Exame clínico e neurológico normais  EEG normal
  • 33. Distúrbios do movimento  Reações de susto hipereplexia(startle 33 reactions)  Saltos  Bruscos  Movimentos aos saltos  Ecolalia  Obediência automática  Gestos agressivos dirigidos aos espectadores  Herança autossômica dominante  EEG normal  Relação com a síndrome de Tourette(?)
  • 34. Distúrbios do movimento  Reações de susto hipereplexia(startle reactions)  Epilepsia-susto(startle epilepsy)  Crianças com outras alterações do SNC  Ataques 34  Tipo tônico-clônico  EEG - diagnóstico
  • 35. Distúrbios do movimento 35  Apraxia oculomotora  Apraxia ocular de Cogan  Inabilidade em movimentar os olhos de um lado para o outro de modo normal, desvio cefálico para o lado que está olhando  EEG normal
  • 36. Distúrbios do movimento 36  Spasmus nutans  Episódios intermitentes  Tríade  Inclinações de cabeça ou acenos  Nistagmo  Posição anômala da cabeça  Início - 4 e 12 meses  Diagnóstico diferencial: Síndrome de Sandifer
  • 37. Distúrbios do movimento 37  Tiques  Predominantemente motores  Pioram com o estresse  Simples ou complexos  EEG normal  Tratamento  Medicamentoso  Clonidina  Haloperidol  Risperidona  Psicoterapia
  • 38. Compressão do tronco cerebral  Processos progressivos da fossa posterior e hipertensão intracraniana  Trauma craniano  Rigidez e extensão tônica das extremidades ou flexão dos braços 38
  • 39. 39 Refluxo gastroesofágico  Síndrome de Sandifer  Súbita extensão da cabeça e pescoço ou movimento contínuo da cabeça de um lado para o outro  Inclinação aguda da parte superior do tronco ou movimentos de torção  Vômitos  Déficit de crescimento  Anemia  EEG normal  Diagnóstico  pHmetria  Esofagoscopia
  • 40. 40 Fenômenos psicológico-relacionados  Pseudoepilepsia(crise histérica ou psicogênica)  Adolescentes – sexo feminino  Imitação de crise TCG, com gestos bizarros: agarrando, chutando , beliscando, autoinjúria, micção ou passividade, paciente deitado, sem resposta a estímulos; sempre sob observação  Tratamento  Psicoterapia
  • 41. 41 Fenômenos psicológico-relacionados  Epilepsia fictícia  Síndrome de Munchausen por procuração  Vídeo-EEG  Monitorização com câmeras  Tratamento  Psicoterapia
  • 42. 42 Fenômenos psicológico-relacionados  Síndrome da hiperventilação  Adolescentes – sexo feminino  Quadro clínico  Tonturas, sensação de cabeça vazia, vertigens, parestesias generalizadas ou assimétricas, perda da consciência  Dificuldades respiratórias, sensação de falta de ar, de pânico  EEG normal  Tratamento  Psicoterapia
  • 43. 43 Fenômenos psicológico-relacionados  Ataque de pânico  EEG normal  Tratamento  Ansiolíticos  Psicoterapia  Masturbação  Meninas  Quadro clínico  Membros inferiores fortemente aduzidos e cruzados  Olhar esgazeado  EEG – normal  Tratamento – sem necessidade
  • 44. 44