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TRANSTORNOS DO PENSAMENTO - ESQUIZOFRENIA
ENFERMAGEM EM SAÚDE MENTAL
ME. ENF.º AROLDO GAVIOLI
INTRODUÇÃO
Etimologicamente: esquizo (fragmentada ou
partida) frenia (mente)
• Doença causa profundas deficiências na capacidade de
pensar com clareza e sentir emoções normais.
• É a doença psiquiátrica mais devastadora.
• Atinge as pessoas no geralmente no fim da adolescência ou
no início da segunda década de vida.
• Deixa a maioria das pessoas incapazes de retornar à vida
adulta normal: estudar, trabalhar, casar e ter filhos.
INTRODUÇÃO
Prevalência de 1% da população
Pico de incidência nos homens aos 15-25 anos e 25-35 anos
nas mulheres.
A esquizofrenia está entre as 10 principais causas de
incapacitação entre pessoas na faixa etária de 15 a 44 anos.
ETIOLOGIA
Não existe causa única.
Existe uma concordância de que são necessários fatores predisponentes (genéticos,
constitucionais, bioquímicos) em concomitância com fatores ambientais para o desenvolvimento
da doença.
A hipótese dopaminérgica: dopamina é um neurotransmissor central liberado em vesículas nas
sinapses do Sistema Nervoso Central; na esquizofrenia, estariam envolvidos os sistemas
mesolímbico e mesocortical.
A mediação antipsicótica bloqueia os receptores pós-sinápticos da dopamina do subtipo D2,
ocorrendo com isso melhora da sintomatologia.
Por outro lado, a administração de agonistas da dopamina piora a sintomatologia da
esquizofrenia.
ETIOLOGIA
Com o surgimento dos antipsicóticos “de segunda geração”
(atípicos), que têm um perfil mais amplo, além do bloqueio dos
receptores da dopamina, há o bloqueio dos receptores da
serotonina do tipo 2 (5-HT2), sugerindo um papel para a serotonina
na fisiopatologia da esquizofrenia.
Outro neurotransmissor, o glutamato, também está relacionado ao
desenvolvimento da esquizofrenia. Segundo a hipótese
glutamatérgica, quantidades excessivas desse neurotransmissor são
liberadas e exercem um efeito neurotóxico que desencadeia os
sintomas da esquizofrenia.
HISTÓRIA NATURAL DA ESQUIZOFRENIA
Dividida em 4 fases:
• Pré-mórbida
• Prodrômica
• Progressão
• Estabilização.
FASE PRÉ-MÓRBIDA
A baixa sociabilidade, com predileção por atividades solitárias ou
ansiedade social;
Alterações cognitivas (principalmente déficits de memória verbal,
atenção e funções executivas);
Essas alterações no comportamento, observáveis desde a infância,
podem progredir e estar associadas ao desenvolvimento da
esquizofrenia.
FASE PRODRÔMICA
Caracterizada por um período variável de tempo, geralmente
de meses, antecedendo a eclosão da psicose, em que o
indivíduo pode apresentar um estado de apreensão e
perplexidade sem um foco aparente, sendo comum o
sentimento de que “algo está para acontecer”.
Geralmente se nota uma mudança no comportamento da
pessoa, que passa a ficar mais isolada e a demonstrar
atitudes peculiares e excêntricas, podendo ocorrer sintomas
psicóticos breves e transitórios.
PROGRESSÃO
O período prodrômico culmina
muitas vezes com o primeiro episódio
de psicose e, nesse ponto, inicia-se a
chamada fase progressiva da
esquizofrenia, podendo ocorrer
deterioração.
ESTABILIZAÇÃO
A esquizofrenia evolui para fase estável,
sujeita a recaídas. Os sintomas
negativos muitas vezes são detectáveis
desde o princípio, ao passo que os
sintomas positivos ocorrem durante o
período de exacerbação.
QUADRO CLÍNICO
• Alterações em quase todas as funções da esfera psíquica,
ou seja, percepção, pensamento, linguagem, memória e
funções executivas.
• Os sintomas podem ser divididos em dois grupos:
sintomas positivos e negativos.
• Os sintomas positivos são caracterizados pela presença de
manifestações psíquicas que deveriam estar ausentes,
enquanto os negativos se caracterizam pela ausência de
manifestações psíquicas que deveriam estar presentes.
Os sintomas característicos incluem:
SINTOMAS
negativos
• Expressão facial inalterada
• Diminuição dos movimentos
espontâneos
• Pobreza de gestos expressivos
• Pouco contato visual
• Diminuição ou ausência de resposta
afetiva
• Afeto inapropriado
• Falta de modulação vocal
Embotamento afetivo
Positivos
• Auditivas
• Vozes que fazem comentário
• Vozes que conversam entre si
• Somáticas
• Táteis
• Olfativas
• Visuais
Alucinações
SINTOMAS
Negativos
• Pobreza de fala
• Pobreza de conteúdo da
fala
• Bloqueio do pensamento
• Maior latência de
resposta
Alogia
positivos
• Persecutórios
• De ciúmes
• Culpa
• Pecado
• Grandiosidade
• Religiosos
• Somáticos
• Dentre outros
Delírios
SINTOMAS
Negativos
• Deficiência nos
cuidados pessoais e na
higiene
• Falta de persistência no
trabalho ou nos estudos
• Anergia física
Abulia-apatia
positivos
• Roupas
• Aparência
• Comportamento social
• Comportamento sexual
• Agressivo/agitado
• Repetitivo/estereotipado
Comportamento bizarro
SINTOMAS
negativos
• Poucos interesses
• Poucas atividades recreativas
• Comprometimento das relações
afetivas
• Poucos relacionamentos com amigos
Anedonia
• Diminuição de concentração
Atenção
positivos
• Descarrilamento
• Tangencialidade
• Incoerência
• Falta de lógica
• Fala acelerada
• Reverberação
• Neologismo
Alteração formal do pensamento
DIAGNÓSTICO
DIFERENCIAL
Os sintomas psicóticos são encontrados
em muitas outras doenças, incluindo:
• Abuso de substâncias (alucinógenos, fenilciclidina,
anfetaminas, cocaína, álcool);
• Intoxicação devido a medicamentos de prescrição
comum (corticosteroides, anticolinérgicos,
levodopa);
• Infecções, alterações metabólicas e
endocrinológicas, tumores e epilepsias do lobo
temporal.
• Transtornos mentais primários: transtorno
esquizoafetivo, o transtorno do humor, o transtorno
delirante e os transtornos de personalidade.
TIPOS DE ESQUIZOFRENIA
• Ideação delirantes relativamente estável,
frequentemente de perseguição, em geral
acompanhadas de alucinações, particularmente
auditivas e de perturbações das percepções.
• As perturbações do afeto, da vontade, da
linguagem e os sintomas catatônicos, estão
ausentes, ou são relativamente discretos.
F20.0 Esquizofrenia paranóide
TIPOS DE ESQUIZOFRENIA
• Caracterizada por presença proeminente de uma perturbação dos afetos;
• As ideias delirantes e as alucinações são fugazes e fragmentárias, o
comportamento é irresponsável e imprevisível; Existem frequentemente
maneirismos.
• O afeto é superficial e inapropriado e o pensamento é desorganizado e o
discurso incoerente.
• Há uma tendência ao isolamento social. Geralmente o prognóstico é
desfavorável devido ao rápido desenvolvimento de sintomas “negativos”,
particularmente um embotamento do afeto e perda da volição.
• A hebefrenia deveria normalmente ser somente diagnosticada em
adolescentes e em adultos jovens.
F20.1 Esquizofrenia hebefrênica
TIPOS DE ESQUIZOFRENIA
• A esquizofrenia catatônica é dominada por distúrbios
psicomotores proeminentes que podem alternar entre extremos
tais como hipercinesia e estupor, ou entre a obediência
automática e o negativismo.
• Atitudes e posturas a que os pacientes foram compelidos a tomar
podem ser mantidas por longos períodos (flexibilidade cérea).
• Um padrão marcante da afecção pode ser constituído por
episódios de excitação violenta.
• O fenômeno catatônico pode estar combinado com um estado
oniróide com alucinações cênicas vívidas.
F20.2 Esquizofrenia catatônica
FLEXIBILIDADE CÉREA
Paciente permanece longos períodos na mesma posição, como se fosse feito de cera.
TIPOS DE ESQUIZOFRENIA
F20.3 Esquizofrenia indiferenciada
• Afecções psicóticas que preenchem os critérios
diagnósticos gerais para a esquizofrenia mas que não
correspondem a nenhum dos subtipos incluídos
em F20.0-F20.2, ou que exibam padrões de mais de
um deles sem uma clara predominância de um
conjunto particular de características diagnósticas.
• Esquizofrenia atípica
TIPOS DE ESQUIZOFRENIA
• Transtorno caracterizado pela ocorrência insidiosa e
progressiva de excentricidade de comportamento,
incapacidade de responder às exigências da sociedade,
e um declínio global do desempenho. Os padrões
negativos característicos da esquizofrenia residual (por
exemplo: embotamento do afeto e perda da volição) se
desenvolvem sem serem precedidos por quaisquer
sintomas psicóticos manifestos.
F20.6 Esquizofrenia simples
DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM
Processos do pensamento perturbado relacionados com ideação delirante; incapacidade
de concentrar-se; distúrbios volitivos; inaptidão para resolver problemas.
Alteração da sensopercepção: auditiva/visual/tátil relacionada com processos do
pensamento alterados. Ansiedade; extrema solidão; Oscilações rápidas do humor,
desorientação.
Isolamento social associado a incapacidade de confiar, pensamento delirante, regressão,
tristeza, embotamento afetivo, sentimento de rejeição ou de solidão.
Risco de violência: autodirigida ou dirigida a outras pessoas, relacionada com
desconfiança, ansiedade, excitação catatônica, reações de fúria, destruição intencional de
objetos no ambiente.
DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM
Distúrbio de comunicação verbal associado a ansiedade, retraimento, pensamento
desorganizado, neologismo, ecolalia, salada de palavras.
Déficit do autocuidado pessoal relacionado com retraimento, incapacidade de confiar,
dificuldade de executar as tarefas associadas a higiene, vestir-se, cuidar da aparência,
alimentar-se e excretar.
Ajuste familiar ineficaz associado a distúrbio da comunicação familiar, negação ou
preocupação excessiva relacionada com doença do paciente, negligência da família em
relação aos cuidados das necessidades humanas básicas.
Manutenção da saúde alterada relacionada com delírios e evidenciada por incapacidade
de executar as práticas de saúde básica.
MANEJO TERAPÊUTICO
O tratamento da esquizofrenia é
realizado principalmente com o uso
dos neurolépticos, também chamados
de antipsicóticos de primeira ou
segunda geração (atípicos) e as
intervenções psicossociais.
ANTIPSICÓTICOS
1º geração: bloqueio de receptores D2 de dopamina, pós-sinápticos, nas regiões
mesolímbica e mesocortical.
Pode induzir à indução das síndromes extrapiramidais, alterações dos movimentos, bem
como de um estado de menor motivação e indiferença a estímulos que pode mimetizar
sintomas negativos.
2º geração: provavelmente bloqueiam os receptores serotoninérgicos pré-sinápticos
(5HT2) e a ação antagonista D2 seletiva.
Menor potencial em provocar sintomas extrapiramidais e alterações do movimento, além
de eficácia superior na melhora de sintomas negativos e cognitivos.
TRATAMENTO DO EPISÓDIO AGUDO DA
ESQUIZOFRENIA
Objetivo:
• controle rápido da sintomatologia para aliviar o sofrimento e a
angústia do paciente e de seus familiares.
1º questão: • O paciente necessitar ou não ser hospitalizado?
Hospitalização:
• Quando há falta de suporte familiar e risco para o próprio
paciente e os familiares.
• Quando há suporte familiar - pode ser tratado
ambulatorialmente.
Medicação:
• Usar uma só droga e evitar associações de medicamentos, bem
como considerar experiências anteriores do paciente em
relação à resposta a determinada droga.
• Os neurolépticos não diferem em relação à ação antipsicóticos.
• O efeito terapêutico nos quadros agudos ocorre entre 10 e 15
dias, e 95% dos pacientes que receberam a medicação em dose
adequada apresentaram melhora entre 1 e 2 meses.
NEUROLÉPTICOS MAIS UTILIZADOS NO BRASIL
Antipsicóticos Doses recomendadas Efeitos colaterais
Clorpromazina 100-1000 mg/dia Sedação
Hipotensão
Efeitos anticolinérgicos
Levomepromazina 100-1000 mg/dia
Sedação
Hipotensão
Efeitos anticolinérgicos
Trifluoperazina 2-30 mg/dia Sedação
Síndrome extrapiramidal
NEUROLÉPTICOS MAIS UTILIZADOS NO BRASIL
Antipsicóticos Doses recomendadas Efeitos colaterais
Haloperidol 5-20 mg/dia Síndrome extrapiramidal
Clozapina 100-800 mg/dia Neutropenia/agranulocitose
Síndrome metabólica
Ganho de peso
Alteração do perfil lipídico
Aumento da glicemia
Sialorreia
Convulsões
NEUROLÉPTICOS MAIS UTILIZADOS NO BRASIL
Antipsicóticos Doses recomendadas Efeitos colaterais
Amisulprida 200-1200 mg/dia Hiperprolactinemia
Síndrome extrapiramidal
Risperidona 2-8 mg/dia Síndrome extrapiramidal
Hiperprolactinemia
Síndrome metabólica
Ganho de peso
Alteração do perfil lipídico
Aumento da glicemia
NEUROLÉPTICOS MAIS UTILIZADOS NO BRASIL
TRATAMENTO DE MANUTENÇÃO
Objetivo: o controle da remissão dos sintomas psicóticos.
Pelo menos 1 a 2 anos de tratamento são recomendados após o episódio psicótico inicial,
em razão do alto risco de recaída e da possibilidade de deterioração social causada por
novas recaídas.
Se houver episódios múltiplos, são recomendados pelo menos cinco anos de tratamento,
por aumentar o risco de recaídas e suas consequências.
Os dados são inconclusivos, mas o tratamento por prazo indefinido ou talvez durante toda
a vida provavelmente será necessário na maioria dos casos.
NEUROLÉPTICOS DE AÇÃO PROLONGADA (DEPÓSITO)
Uso embasado em evidências científicas.
A adesão ao tratamento - principal dificuldade e ligada às recaídas.
Neurolépticos de ação prolongada que podem ser aplicados em intervalos de uma
a quatro semanas.
Indicados para pacientes com prejuízo da adesão e recaídas recorrentes.
A dose habitual do decanoato de haloperidol é 50-100 mg/4 semanas.
INTERVENÇÕES PSICOSSOCIAIS
Hospitalizações mais breves, atendimento ambulatorial e
comunitário.
• Programas de hospital-dia ou hospitalização parcial, especialmente
aqueles com sintomas que não responderam de forma adequada à
medicação.
• Disponíveis durante a semana, integrando a intervenção farmacológica
às intervenções psicossociais, incluindo terapia ocupacional,
psicoterapia individual ou grupal, grupos operativos, oficinas
protegidas, treinamento de habilidades sociais e terapia familiar.
PONTOS-CHAVE SOBRE A ESQUIZOFRENIA
Sintomas psicóticos devem ser tratados de forma
incisiva com neurolépticos.
• As medicações intramusculares são úteis em pacientes que não
cooperam ou não aderem ao tratamento.
• A adesão diminui as recaídas, o número de internações e melhora o
prognóstico e a reabilitação social.
• Muitos pacientes necessitarão de medicações ao longo da vida.
TERAPIA FAMILIAR
Reduz as taxas de recaídas na esquizofrenia,
resultando em melhor prognóstico.
• Orientações sobre a natureza da doença.
• Desenvolvimento de habilidades para o melhor relacionamento
possível com o paciente.
• Ajuste de suas expectativas aos reais limites de cada paciente.
• Compartilhar o sofrimento com outros familiares e a equipe de
saúde.
A equipe de saúde deve ter uma relação
empática com o paciente.
• Essa tarefa é desafiadora, pois muitos pacientes
apresentam acentuados prejuízos na esfera afetiva,
volitiva e cognitiva.
• Intervenções que facilitem a reinserção social, assim como
tarefas diárias programadas, devem ser estimuladas.
Intervenções psicossociais
• Programas de hospitalização parcial ou hospital-
dia.
• Oficinas abrigadas, que oferecem atividades
muitas vezes simples mas rotineiras e
programadas, são de grande valor.
A equipe de saúde deve desenvolver uma relação
próxima com serviços de assistência social local.
• • Os pacientes tendem a apresentar baixa renda e incapacidade
para o trabalho.
• • Muitas vezes, encontrar moradia e recursos alimentares
adequados consiste numa difícil tarefa para o serviço social.
• • Estimular e ajudar a obter benefícios como aposentadoria e
auxílio-doença.
A terapia familiar é importante para o paciente que vive no
ambiente familiar, ou mantém laços familiares próximos.
• Como resultado da doença, muitos pacientes podem ter rompido seus
laços familiares.
• As famílias têm necessidade extrema de informações sobre a esquizofrenia
e criação de habilidades para ajustar suas expectativas em relação ao
paciente.
• Estímulos dos grupos de apoio aos membros da família.
REFERÊNCIAS DESTA AULA
ANDRESASEN, N. Creativity and mental illness: prevalence rates in writers and their first-degree relatives. Am. J. Psychiatry,
1987.
ANDRESASEN, N; BLACK, D. Introdução à psiquiatria. Porto Alegre: Artmed, 2009.
ALVARENGA, P; GUERRA, A. Fundamentos em psiquiatria. São Paulo: Manole, 2008.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. CID-10 Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à
Saúde. São Paulo: Universidade de São Paulo. 1997.
UNA-SUS – Universidade aberta do SUS. Curso de especialização em saúde da família: Esquizofrenia, caso complexo 5 –
Amélia. Disponível em
http://www.unasus.unifesp.br/biblioteca_virtual/esf/1/casos_complexos/Amelia/Complexo_05_Amelia_Esquizofrenia.pdf>
acesso em 12 de agosto de 2014.

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Transtornos do pensamento: esquizofrenia

  • 1. TRANSTORNOS DO PENSAMENTO - ESQUIZOFRENIA ENFERMAGEM EM SAÚDE MENTAL ME. ENF.º AROLDO GAVIOLI
  • 2. INTRODUÇÃO Etimologicamente: esquizo (fragmentada ou partida) frenia (mente) • Doença causa profundas deficiências na capacidade de pensar com clareza e sentir emoções normais. • É a doença psiquiátrica mais devastadora. • Atinge as pessoas no geralmente no fim da adolescência ou no início da segunda década de vida. • Deixa a maioria das pessoas incapazes de retornar à vida adulta normal: estudar, trabalhar, casar e ter filhos.
  • 3. INTRODUÇÃO Prevalência de 1% da população Pico de incidência nos homens aos 15-25 anos e 25-35 anos nas mulheres. A esquizofrenia está entre as 10 principais causas de incapacitação entre pessoas na faixa etária de 15 a 44 anos.
  • 4. ETIOLOGIA Não existe causa única. Existe uma concordância de que são necessários fatores predisponentes (genéticos, constitucionais, bioquímicos) em concomitância com fatores ambientais para o desenvolvimento da doença. A hipótese dopaminérgica: dopamina é um neurotransmissor central liberado em vesículas nas sinapses do Sistema Nervoso Central; na esquizofrenia, estariam envolvidos os sistemas mesolímbico e mesocortical. A mediação antipsicótica bloqueia os receptores pós-sinápticos da dopamina do subtipo D2, ocorrendo com isso melhora da sintomatologia. Por outro lado, a administração de agonistas da dopamina piora a sintomatologia da esquizofrenia.
  • 5. ETIOLOGIA Com o surgimento dos antipsicóticos “de segunda geração” (atípicos), que têm um perfil mais amplo, além do bloqueio dos receptores da dopamina, há o bloqueio dos receptores da serotonina do tipo 2 (5-HT2), sugerindo um papel para a serotonina na fisiopatologia da esquizofrenia. Outro neurotransmissor, o glutamato, também está relacionado ao desenvolvimento da esquizofrenia. Segundo a hipótese glutamatérgica, quantidades excessivas desse neurotransmissor são liberadas e exercem um efeito neurotóxico que desencadeia os sintomas da esquizofrenia.
  • 6. HISTÓRIA NATURAL DA ESQUIZOFRENIA Dividida em 4 fases: • Pré-mórbida • Prodrômica • Progressão • Estabilização.
  • 7. FASE PRÉ-MÓRBIDA A baixa sociabilidade, com predileção por atividades solitárias ou ansiedade social; Alterações cognitivas (principalmente déficits de memória verbal, atenção e funções executivas); Essas alterações no comportamento, observáveis desde a infância, podem progredir e estar associadas ao desenvolvimento da esquizofrenia.
  • 8. FASE PRODRÔMICA Caracterizada por um período variável de tempo, geralmente de meses, antecedendo a eclosão da psicose, em que o indivíduo pode apresentar um estado de apreensão e perplexidade sem um foco aparente, sendo comum o sentimento de que “algo está para acontecer”. Geralmente se nota uma mudança no comportamento da pessoa, que passa a ficar mais isolada e a demonstrar atitudes peculiares e excêntricas, podendo ocorrer sintomas psicóticos breves e transitórios.
  • 9. PROGRESSÃO O período prodrômico culmina muitas vezes com o primeiro episódio de psicose e, nesse ponto, inicia-se a chamada fase progressiva da esquizofrenia, podendo ocorrer deterioração.
  • 10. ESTABILIZAÇÃO A esquizofrenia evolui para fase estável, sujeita a recaídas. Os sintomas negativos muitas vezes são detectáveis desde o princípio, ao passo que os sintomas positivos ocorrem durante o período de exacerbação.
  • 11. QUADRO CLÍNICO • Alterações em quase todas as funções da esfera psíquica, ou seja, percepção, pensamento, linguagem, memória e funções executivas. • Os sintomas podem ser divididos em dois grupos: sintomas positivos e negativos. • Os sintomas positivos são caracterizados pela presença de manifestações psíquicas que deveriam estar ausentes, enquanto os negativos se caracterizam pela ausência de manifestações psíquicas que deveriam estar presentes. Os sintomas característicos incluem:
  • 12. SINTOMAS negativos • Expressão facial inalterada • Diminuição dos movimentos espontâneos • Pobreza de gestos expressivos • Pouco contato visual • Diminuição ou ausência de resposta afetiva • Afeto inapropriado • Falta de modulação vocal Embotamento afetivo Positivos • Auditivas • Vozes que fazem comentário • Vozes que conversam entre si • Somáticas • Táteis • Olfativas • Visuais Alucinações
  • 13. SINTOMAS Negativos • Pobreza de fala • Pobreza de conteúdo da fala • Bloqueio do pensamento • Maior latência de resposta Alogia positivos • Persecutórios • De ciúmes • Culpa • Pecado • Grandiosidade • Religiosos • Somáticos • Dentre outros Delírios
  • 14. SINTOMAS Negativos • Deficiência nos cuidados pessoais e na higiene • Falta de persistência no trabalho ou nos estudos • Anergia física Abulia-apatia positivos • Roupas • Aparência • Comportamento social • Comportamento sexual • Agressivo/agitado • Repetitivo/estereotipado Comportamento bizarro
  • 15. SINTOMAS negativos • Poucos interesses • Poucas atividades recreativas • Comprometimento das relações afetivas • Poucos relacionamentos com amigos Anedonia • Diminuição de concentração Atenção positivos • Descarrilamento • Tangencialidade • Incoerência • Falta de lógica • Fala acelerada • Reverberação • Neologismo Alteração formal do pensamento
  • 16. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL Os sintomas psicóticos são encontrados em muitas outras doenças, incluindo: • Abuso de substâncias (alucinógenos, fenilciclidina, anfetaminas, cocaína, álcool); • Intoxicação devido a medicamentos de prescrição comum (corticosteroides, anticolinérgicos, levodopa); • Infecções, alterações metabólicas e endocrinológicas, tumores e epilepsias do lobo temporal. • Transtornos mentais primários: transtorno esquizoafetivo, o transtorno do humor, o transtorno delirante e os transtornos de personalidade.
  • 17. TIPOS DE ESQUIZOFRENIA • Ideação delirantes relativamente estável, frequentemente de perseguição, em geral acompanhadas de alucinações, particularmente auditivas e de perturbações das percepções. • As perturbações do afeto, da vontade, da linguagem e os sintomas catatônicos, estão ausentes, ou são relativamente discretos. F20.0 Esquizofrenia paranóide
  • 18. TIPOS DE ESQUIZOFRENIA • Caracterizada por presença proeminente de uma perturbação dos afetos; • As ideias delirantes e as alucinações são fugazes e fragmentárias, o comportamento é irresponsável e imprevisível; Existem frequentemente maneirismos. • O afeto é superficial e inapropriado e o pensamento é desorganizado e o discurso incoerente. • Há uma tendência ao isolamento social. Geralmente o prognóstico é desfavorável devido ao rápido desenvolvimento de sintomas “negativos”, particularmente um embotamento do afeto e perda da volição. • A hebefrenia deveria normalmente ser somente diagnosticada em adolescentes e em adultos jovens. F20.1 Esquizofrenia hebefrênica
  • 19. TIPOS DE ESQUIZOFRENIA • A esquizofrenia catatônica é dominada por distúrbios psicomotores proeminentes que podem alternar entre extremos tais como hipercinesia e estupor, ou entre a obediência automática e o negativismo. • Atitudes e posturas a que os pacientes foram compelidos a tomar podem ser mantidas por longos períodos (flexibilidade cérea). • Um padrão marcante da afecção pode ser constituído por episódios de excitação violenta. • O fenômeno catatônico pode estar combinado com um estado oniróide com alucinações cênicas vívidas. F20.2 Esquizofrenia catatônica
  • 20. FLEXIBILIDADE CÉREA Paciente permanece longos períodos na mesma posição, como se fosse feito de cera.
  • 21. TIPOS DE ESQUIZOFRENIA F20.3 Esquizofrenia indiferenciada • Afecções psicóticas que preenchem os critérios diagnósticos gerais para a esquizofrenia mas que não correspondem a nenhum dos subtipos incluídos em F20.0-F20.2, ou que exibam padrões de mais de um deles sem uma clara predominância de um conjunto particular de características diagnósticas. • Esquizofrenia atípica
  • 22. TIPOS DE ESQUIZOFRENIA • Transtorno caracterizado pela ocorrência insidiosa e progressiva de excentricidade de comportamento, incapacidade de responder às exigências da sociedade, e um declínio global do desempenho. Os padrões negativos característicos da esquizofrenia residual (por exemplo: embotamento do afeto e perda da volição) se desenvolvem sem serem precedidos por quaisquer sintomas psicóticos manifestos. F20.6 Esquizofrenia simples
  • 23. DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM Processos do pensamento perturbado relacionados com ideação delirante; incapacidade de concentrar-se; distúrbios volitivos; inaptidão para resolver problemas. Alteração da sensopercepção: auditiva/visual/tátil relacionada com processos do pensamento alterados. Ansiedade; extrema solidão; Oscilações rápidas do humor, desorientação. Isolamento social associado a incapacidade de confiar, pensamento delirante, regressão, tristeza, embotamento afetivo, sentimento de rejeição ou de solidão. Risco de violência: autodirigida ou dirigida a outras pessoas, relacionada com desconfiança, ansiedade, excitação catatônica, reações de fúria, destruição intencional de objetos no ambiente.
  • 24. DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM Distúrbio de comunicação verbal associado a ansiedade, retraimento, pensamento desorganizado, neologismo, ecolalia, salada de palavras. Déficit do autocuidado pessoal relacionado com retraimento, incapacidade de confiar, dificuldade de executar as tarefas associadas a higiene, vestir-se, cuidar da aparência, alimentar-se e excretar. Ajuste familiar ineficaz associado a distúrbio da comunicação familiar, negação ou preocupação excessiva relacionada com doença do paciente, negligência da família em relação aos cuidados das necessidades humanas básicas. Manutenção da saúde alterada relacionada com delírios e evidenciada por incapacidade de executar as práticas de saúde básica.
  • 25. MANEJO TERAPÊUTICO O tratamento da esquizofrenia é realizado principalmente com o uso dos neurolépticos, também chamados de antipsicóticos de primeira ou segunda geração (atípicos) e as intervenções psicossociais.
  • 26. ANTIPSICÓTICOS 1º geração: bloqueio de receptores D2 de dopamina, pós-sinápticos, nas regiões mesolímbica e mesocortical. Pode induzir à indução das síndromes extrapiramidais, alterações dos movimentos, bem como de um estado de menor motivação e indiferença a estímulos que pode mimetizar sintomas negativos. 2º geração: provavelmente bloqueiam os receptores serotoninérgicos pré-sinápticos (5HT2) e a ação antagonista D2 seletiva. Menor potencial em provocar sintomas extrapiramidais e alterações do movimento, além de eficácia superior na melhora de sintomas negativos e cognitivos.
  • 27. TRATAMENTO DO EPISÓDIO AGUDO DA ESQUIZOFRENIA Objetivo: • controle rápido da sintomatologia para aliviar o sofrimento e a angústia do paciente e de seus familiares. 1º questão: • O paciente necessitar ou não ser hospitalizado? Hospitalização: • Quando há falta de suporte familiar e risco para o próprio paciente e os familiares. • Quando há suporte familiar - pode ser tratado ambulatorialmente. Medicação: • Usar uma só droga e evitar associações de medicamentos, bem como considerar experiências anteriores do paciente em relação à resposta a determinada droga. • Os neurolépticos não diferem em relação à ação antipsicóticos. • O efeito terapêutico nos quadros agudos ocorre entre 10 e 15 dias, e 95% dos pacientes que receberam a medicação em dose adequada apresentaram melhora entre 1 e 2 meses.
  • 28. NEUROLÉPTICOS MAIS UTILIZADOS NO BRASIL Antipsicóticos Doses recomendadas Efeitos colaterais Clorpromazina 100-1000 mg/dia Sedação Hipotensão Efeitos anticolinérgicos Levomepromazina 100-1000 mg/dia Sedação Hipotensão Efeitos anticolinérgicos Trifluoperazina 2-30 mg/dia Sedação Síndrome extrapiramidal
  • 29. NEUROLÉPTICOS MAIS UTILIZADOS NO BRASIL Antipsicóticos Doses recomendadas Efeitos colaterais Haloperidol 5-20 mg/dia Síndrome extrapiramidal Clozapina 100-800 mg/dia Neutropenia/agranulocitose Síndrome metabólica Ganho de peso Alteração do perfil lipídico Aumento da glicemia Sialorreia Convulsões
  • 30. NEUROLÉPTICOS MAIS UTILIZADOS NO BRASIL Antipsicóticos Doses recomendadas Efeitos colaterais Amisulprida 200-1200 mg/dia Hiperprolactinemia Síndrome extrapiramidal Risperidona 2-8 mg/dia Síndrome extrapiramidal Hiperprolactinemia Síndrome metabólica Ganho de peso Alteração do perfil lipídico Aumento da glicemia
  • 32. TRATAMENTO DE MANUTENÇÃO Objetivo: o controle da remissão dos sintomas psicóticos. Pelo menos 1 a 2 anos de tratamento são recomendados após o episódio psicótico inicial, em razão do alto risco de recaída e da possibilidade de deterioração social causada por novas recaídas. Se houver episódios múltiplos, são recomendados pelo menos cinco anos de tratamento, por aumentar o risco de recaídas e suas consequências. Os dados são inconclusivos, mas o tratamento por prazo indefinido ou talvez durante toda a vida provavelmente será necessário na maioria dos casos.
  • 33. NEUROLÉPTICOS DE AÇÃO PROLONGADA (DEPÓSITO) Uso embasado em evidências científicas. A adesão ao tratamento - principal dificuldade e ligada às recaídas. Neurolépticos de ação prolongada que podem ser aplicados em intervalos de uma a quatro semanas. Indicados para pacientes com prejuízo da adesão e recaídas recorrentes. A dose habitual do decanoato de haloperidol é 50-100 mg/4 semanas.
  • 34. INTERVENÇÕES PSICOSSOCIAIS Hospitalizações mais breves, atendimento ambulatorial e comunitário. • Programas de hospital-dia ou hospitalização parcial, especialmente aqueles com sintomas que não responderam de forma adequada à medicação. • Disponíveis durante a semana, integrando a intervenção farmacológica às intervenções psicossociais, incluindo terapia ocupacional, psicoterapia individual ou grupal, grupos operativos, oficinas protegidas, treinamento de habilidades sociais e terapia familiar.
  • 35. PONTOS-CHAVE SOBRE A ESQUIZOFRENIA Sintomas psicóticos devem ser tratados de forma incisiva com neurolépticos. • As medicações intramusculares são úteis em pacientes que não cooperam ou não aderem ao tratamento. • A adesão diminui as recaídas, o número de internações e melhora o prognóstico e a reabilitação social. • Muitos pacientes necessitarão de medicações ao longo da vida.
  • 36. TERAPIA FAMILIAR Reduz as taxas de recaídas na esquizofrenia, resultando em melhor prognóstico. • Orientações sobre a natureza da doença. • Desenvolvimento de habilidades para o melhor relacionamento possível com o paciente. • Ajuste de suas expectativas aos reais limites de cada paciente. • Compartilhar o sofrimento com outros familiares e a equipe de saúde.
  • 37. A equipe de saúde deve ter uma relação empática com o paciente. • Essa tarefa é desafiadora, pois muitos pacientes apresentam acentuados prejuízos na esfera afetiva, volitiva e cognitiva. • Intervenções que facilitem a reinserção social, assim como tarefas diárias programadas, devem ser estimuladas.
  • 38. Intervenções psicossociais • Programas de hospitalização parcial ou hospital- dia. • Oficinas abrigadas, que oferecem atividades muitas vezes simples mas rotineiras e programadas, são de grande valor.
  • 39. A equipe de saúde deve desenvolver uma relação próxima com serviços de assistência social local. • • Os pacientes tendem a apresentar baixa renda e incapacidade para o trabalho. • • Muitas vezes, encontrar moradia e recursos alimentares adequados consiste numa difícil tarefa para o serviço social. • • Estimular e ajudar a obter benefícios como aposentadoria e auxílio-doença.
  • 40. A terapia familiar é importante para o paciente que vive no ambiente familiar, ou mantém laços familiares próximos. • Como resultado da doença, muitos pacientes podem ter rompido seus laços familiares. • As famílias têm necessidade extrema de informações sobre a esquizofrenia e criação de habilidades para ajustar suas expectativas em relação ao paciente. • Estímulos dos grupos de apoio aos membros da família.
  • 41. REFERÊNCIAS DESTA AULA ANDRESASEN, N. Creativity and mental illness: prevalence rates in writers and their first-degree relatives. Am. J. Psychiatry, 1987. ANDRESASEN, N; BLACK, D. Introdução à psiquiatria. Porto Alegre: Artmed, 2009. ALVARENGA, P; GUERRA, A. Fundamentos em psiquiatria. São Paulo: Manole, 2008. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. CID-10 Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde. São Paulo: Universidade de São Paulo. 1997. UNA-SUS – Universidade aberta do SUS. Curso de especialização em saúde da família: Esquizofrenia, caso complexo 5 – Amélia. Disponível em http://www.unasus.unifesp.br/biblioteca_virtual/esf/1/casos_complexos/Amelia/Complexo_05_Amelia_Esquizofrenia.pdf> acesso em 12 de agosto de 2014.