O slideshow foi denunciado.
Utilizamos seu perfil e dados de atividades no LinkedIn para personalizar e exibir anúncios mais relevantes. Altere suas preferências de anúncios quando desejar.

Distúrbios do movimento

8.603 visualizações

Publicada em

ESTUDOS EM NEUROLOGIA

Publicada em: Saúde e medicina
  • Seja o primeiro a comentar

Distúrbios do movimento

  1. 1. Distúrbios do movimento Marcus Petindá Estagiário Neurologia infantil HBDF
  2. 2. Tipos de movimentos involuntários  Tremores – movimentos involuntários rítmicos, oscilantes devido a contrações musculares e antagonistas de qualquer parte do corpo  Repouso ou estático  Cinético ou de ação  Postural
  3. 3. Tipos de movimentos involuntários  Distonia – contrações musculares sustentadas, causando abalos lentos, tremores, movimentos de torção e posturas anormais  Coréia – movimentos de início abrupto, de curta duração, com intensidade e topografia variáveis
  4. 4. Tipos de movimentos involuntários  Atetose – mais lentos, sinuosos, frequentemente contínuos, acometendo predominantemente extremidades distais, com contorção dos membros, hiperextensão e flexão dos dedos
  5. 5. Tipos de movimentos involuntários  Balismo – amplos, de início e fim abruptos, envolvendo frequentemente os segmentos proximais dos membros e também tronco e segmento cefálico. Deslocamentos bruscos, violentos envolvendo grandes massas musculares  Hemibalismo  Hemicoréia
  6. 6. Tipos de movimentos involuntários  Mioclonias – súbitas, breves, semelhantes a pequenos solavancos, (choques, sustos), envolvendo face, tronco ou extremidades  Positiva  Negativa  Tiques – movimentos estereotipados breves, repetitivos, rápidos, sem propósito, envolvendo múltiplos grupos musculares  Motores  Vocais  Simples  Complexos
  7. 7. Vias extrapiramidais  Movimentos automáticos; regulação do tônus e postura  Tratos que não passam pelas pirâmides bulbares  Rubro-espinhal  Tecto-espinhal  Vestíbulo-espinhal  Retículo-espinhal
  8. 8.  Núcleo rubro  Tecto-mesencefálico  Núcleos vestibulares  Formação reticular  Vias córtico-rubro-espinhal  Córtico-tecto-espinhal  Córtico-retículo-espinhal
  9. 9. Trato rubro-espinhal  Controla a motricidade voluntária dos músculos distais dos membros juntamente com o trato córtico-espinhal lateral
  10. 10. Trato tecto-espinhal  Origina-se no colículo superior; recebe fibras da retina e do córtex visual  Termina nos segmentos mais altos da medula. Origina-se no colículo superior; recebe fibras da retina e do córtex visual  Termina nos segmentos mais altos da medula cervical
  11. 11. Trato vestíbulo-espinhal  Origina-se nos núcleos vestibulares  Equilíbrio corporal
  12. 12. Trato retículo-espinhal  Córtex motor e cerebelo  Controle de movimentos voluntários e automáticos(musculatu ra axial e proximal dos membros)  Suporte postural básico  Controle da marcha
  13. 13. Síndromes extrapiramidais  Aspectos anatômicos  Gânglios da base  Papel crucial no controle da motricidade, relacionando-se com áreas motoras corticais, cerebelo e tronco  Núcleo caudado  Putâmen  Globo pálido  Núcleo subtalâmico de Luys  Substância negra
  14. 14. Aspectos anatômicos  Núcleo caudado e putâmen(neoestriado ou striatum)  Derivam do telencéfalo  Aferência  Córtex cerebral(motor, sensorial e de associação)  Tálamo(núcleos intralaminares)  Substância negra compacta
  15. 15. Aspectos anatômicos  Globo pálido(pallidum)  Deriva do diencéfalo  Situa-se medialmente ao putâmen e lateralmente à cápsula interna  Segmentos  Interno/medial  Externo/lateral
  16. 16. Aspectos anatômicos  Substância negra  Mesencéfalo  Zonas  Ventral/pálida/reticulata  Dorsal/escura/compacta
  17. 17. Aspectos anatômicos  Núcleo subtalâmico de Luys  Fica abaixo do tálamo, na sua junção com o mesencéfalo
  18. 18. Aspectos fisiopatológicos e semiológicos  Disfunção dos núcleos da base  Movimentos voluntários prejudicados  Tônus muscular anormal  Movimentos involuntários espontâneos anormais  Posturas e reflexos posturais anormais  Síndromes hipocinéticas  Síndromes hipercinéticas
  19. 19. Síndrome hipocinética Síndrome parkinsoniana  Pobreza e lentidão da iniciação e execução de movimentos voluntários  Dificuldade na mudança de padrão motor – acinesia  Inabilidade em realizar atos motores simultâneos  Fatigabilidade rápida
  20. 20. Síndrome hipocinética Síndrome parkinsoniana  Acinesia – correlatos clínicos  Marcha - festinação  Diminuição do volume da voz  Perda da melodia  Micrografia  Hipomimia ou fácies congelada  Bradicinesia  Hipertonia plástica/cérea ou rigidez  Global – musculatura proximal e flexora  Sinal da roda dentada
  21. 21. Síndrome hipocinética Síndrome parkinsoniana  Movimento involuntário anormal  Tremor de repouso  Extensão e flexão do índex em contato com o polegar  Braço, pernas e segmento cefálico  Piora com estresse  Melhora com a ação  Desaparece com o sono
  22. 22. Síndrome hipocinética Síndrome parkinsoniana  Alterações posturais  Postura fletida  Instabilidade postural  Reação paradoxal de Wesphal ou reflexo local de postura de Foix-Thévenard
  23. 23. Síndrome hipercinética  Doenças que cursam com movimentos involuntários espontâneos anormais, (hipercinesias), ou a combinação entre eles  Coréia, balismo, distonia, atetose, mioclonias, tiques  Graus variáveis de tônus  Hipotonia. Ex.: coréia  Hipertonia. Ex.: distonia  Paracinesia/maneirismo  Posturas fixas
  24. 24. Diagnóstico diferencial das síndromes extrapiramidais  Síndrome hipocinética=síndrome parkinsoniana=parkinsonismo  Primário ou idiopático(doença de Parkinson)  80% das síndromes  Secundário(adquirido ou sintomático)  Parkinson plus  Heredodegenerativo
  25. 25. Parkinsonismo secundário  Infeccioso: pós-encefalítico, vírus lento  Drogas: antipsicóticos, antieméticos, alfametildopa, lítio, flunarizina, cinarizina  Toxinas: MPTP, CO, Mn, Hg, metanol, etanol, óxido de etileno  Vascular: multiinfarto  Trauma:encefalopatia do pugilista  Outros: anormalidades da paratireóide, hipotireoidismo, tumores, hidrocefalia de pressão normal, etc.
  26. 26. Parkinsonismo heredodegenerativo  Doença de Huntington(variante rígida de Westphal)  Doença de Wilson(degeneração hepatolenticular)  Doença de Hallervorden-Spatz  Degeneração olivopontocerebelar familiar  Calcificação familiar dos gânglios da base  Parkinsonismo familiar com neuropatia periférica  Neuroacantocitose
  27. 27. Parkinsonismo plus Atrofia ou degeneração de múltiplos sistemas  Paralisia supranuclear progressiva  Síndrome de Shy-Drager  Degeneração estriatonigral  Atrofia olivopontocerebelar  Complexo Parkinson-demência-ELA  Degeneração gangliônica córtico-basal  Doença difusa dos corpos de Lewy, autossômica dominante
  28. 28. Sinais e sintomas atípicos na doença de Parkinson  Quedas precoces  Doença simétrica  Progressão muito rápida  “parkinsonismo da metade inferior”  Desfalecimento pós-hipotensão postural  Sinais piramidais ou cerebelares  Estridor laríngeo  Incontinência emocional  Palilalia  Demência precoce  “apraxia da abertura dos olhos”
  29. 29. Diagnóstico diferencial:síndromes parkinsonianas X condições não parkinsonianas  Tremor essencial  Tremores sintomáticos  Depressão  Artropatias
  30. 30. Tipos de tremores e suas características Tipo de tremor Frequencia Ativado por Fisiológico Alta Postura/ação Fisiológico Alta Postura/ação exacerbado Essencial Média/alta Repouso/postura/açã o Ortostático Muito alta Postura/ação Distônico Média/alta Repouso/postura/açã o Cerebelar Baixa Postura/ação Parkinsoniano média Repouso/postura/açã o
  31. 31. Diagnóstico diferencial dos tremores  Tremor fisiológico  Presente em todos os indivíduos – hiperextensão das mãos  Exacerbado – psíquico; metabólico; uso de drogas; dieta(cafeína)  Tremor essencial  50% familiar  Piora estresse, fadiga e avançar da idade  Melhora com álcool, betabloqueador  Distúrbio do movimento mais comum na população em geral
  32. 32. Diagnóstico diferencial dos tremores  Tremor cerebelar  Lento, grosseiro, de grande amplitude  Induzido pela ação  Associado a disartria e nistagmo  Ex.: doenças desmielinizantes  Tremor distônico  Tremor ortostático  Variação de tremor essencial  Predomina nos membros inferiores quando o paciente se levanta
  33. 33. Diagnóstico diferencial dos tremores  Verificar sempre em presença de tremores o uso de drogas e distúrbios metabólicos:  Antagonistas dopaminérgicos(metoclopramida)  Vasodilatadores  Agonistas beta-adrenérgicos(propranolol)  Antidepressivos  Hipertireoidismo  Hipoglicemia
  34. 34. Diagnóstico diferencial das síndromes coreicas  Neurodegenerativas – doença de Huntington,  Neuroacantocitose, doença de Wilson, atrofia olivopontocerebelar, atrofia dentato-rubro-palido-luysiana  Drogas/metabólicas/tóxicas – anticonvulsivantes, antiparkinsonianos, antagonistas de dopamina, anfetaminas; hipertireoidismo, gravidez; CO  Coréias secundárias – doença vascular, lupus eritematoso sistêmico, policitemia, Sydenham, paraneoplásica  Discinesias paroxísticas
  35. 35. Diagnóstico diferencial das síndromes distônicas  Classificação  Idade de início  Infância  Adultos  Etiologia  Idiopática  Sintomática  Distribuição focal  Segmentar  Multifocal  Generalizada
  36. 36. Diagnóstico diferencial das síndromes distônicas  Infância  Inicia-se pelo acometimento do pé  Progressiva  Frequentemente generalizam-se  Ex.: distonia de torção  Adulta  Raramente progressivas e/ou generalizadas
  37. 37. Diagnóstico diferencial das síndromes distônicas  Focal  Acometimento de uma só parte do corpo  Segmentar  Acomete partes adjacentes  Multifocal  Mais de uma área afetada em regiões não adjacentes  Generalizada  Acometimento dos membros bilateralmente e tronco
  38. 38. Diagnóstico diferencial das síndromes distônicas  Idiopáticas  Primárias  Distonias hereditárias da infância  Secundárias  Doenças heredodegenerativas  Sintomáticas  Induzidas por drogas  Alterações metabólicas  Traumatismos  Infecções
  39. 39. Diagnóstico diferencial dos tiques  Transitórios em 20% das crianças  Simples  Complexos  Vocalização  Pigarrear; fungar; sons de animais; palavras obscenas
  40. 40. Diagnóstico diferencial dos tiques  Classificação  Desordem transitória de tiques  Infância ou adolescência  Motores  Duração: Mais de um mês menos de um ano  Intensidade flutuante  Desordem transitória de tiques motores  Infância e vida adulta  Motores – menos de 3 grupos musculares  Fixos  Duração: mais de um ano
  41. 41. Diagnóstico diferencial dos tiques  Síndrome de Gilles de La Tourette  2 e 15 anos  Motores e vocais  Flutuação na intensidade  Duração: superior a um ano  Tiques secundários  Podem ocorrer em doenças neurológicas e psiquiátricas
  42. 42. Diagnóstico diferencial das mioclonias  Classificação fisiopatológica  Cortical: mioclonia cortical espontânea, mioclonia cortical reflexa; epilepsia parcial contínua  Mais frequentes; mais incapacitantes  Ex.: epilepsias mioclônicas progressivas; doença de Creutzfeldt-Jacob  Subcortical: mioclonia essencial; mioclonia periódica; mioclonia distônica. Mioclonia reticular reflexa, síndromes “startle”  Ex.: encefalopatias tóxico-metabólicas difusas  Espinal

×