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Anemia Ferropriva
Doutorandos:
Alyson Halley
Antônio Anderson
Antônio Maxsuelton
Filipe Medeiros
Marcela Samille
Priscilla Melo
Orientador: Dr. Hélcio Maranhão
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
DEPARTAMENTO DE PEDIATRIA
INTERNATO EM PEDIATRIA I – PED I
Anemia Ferropriva
• Anemia Ferropriva e Deficiência de Ferro
• Carência nutricional mais prevalente do
mundo
– OMS: mais de 50% nos < 4 anos
– População mais susceptível: baixa
renda, desnutrição
intrauterina, prematuridade, baixo peso ao
nascer, gemelaridade, abandono prematuro do
leite materno, substituição do leite materno pelo
leite de vaca sem reposição de ferro, parasitismo...
Anemia Ferropriva
• RNT em AME
– Aporte suficiente de ferro até 4-6 meses
• RNPT e BP
– Reservas pobres de ferro, que se esgotam
rapidamente, mesmo em AME
– Necessidade de suplementação de ferro
Anemia Ferropriva
• 6-18 meses
– Maior risco deficiência de ferro
• Período de crescimento rápido
• Estoques reduzidos de ferro, ingestão inadequada, perda
gastrointestinal crônica
• Período pré-escolar/escolar
– Diminuição do risco
• Diminuição da velocidade de crescimento
• Dietas mais equilibradas
• Adolescência
– Aumento do risco
• Crescimento púbere
• Alimentação inadequada
Hematopoiese
Hematopoiese
• Eritropoetina
• Reticulócitos após 3 dias na medula ganham a
circulação – após 1 dia: hemácia
• Vida média hemácias: 120 dias
Hematopoiese
• Eritropoiese
– Período mesoblástico (1ªs semanas de vida
embrionária)
• Saco vitelino
– Período Hepático (2º T da gestação)
• Fígado (baço e linfonodos)
– Período Mielóide (Estágios finais da vida fetal)
• MO
– Após o nascimento: MO (exclusivamente)
• Até os 5 anos: todos os ossos do corpo
• Idade adulta: pelve, esterno, crânio, arcos costais, vértebras
e epífises femorais e umerais
Hematopoiese
• Eritropoetina
– Alta produção no período fetal
• St O2 = 45%
– Ao nascimento – Queda dos níveis de
eritropoetina
• St O2 > 95%
Anemia Fisiológica da Infância
• Queda dos níveis de eritropoetina
• A partir do 7º dia
– Diminuição da Hb, hemácias e reticulócitos
• Não existe déficit de oxigenação celular
– HbA x HbF
– 2,3 bifosfoglicerato
Anemia Fisiológica da Infância
• Nadir: 6-8ª semana
– Hb 9-11 mg/dl
– Estímulo síntese eritropoetina
• Todos os estoques de ferro são utilizados
nesta fase de eritropoiese ativa e se esgostam
em torno da 15-20ª semana se não forem
repostos
Metabolismo do Ferro
• Ferritina:
– Produção hepática; reagente de fase aguda
– Compartimento armazenador (25%)
– Concentração sérica diretamente proporcional às reservas de
ferro
– 20 a 200 ng/mL
• Hemossiderina:
– Derivado da ferritina, também armazenador
– Mobiliza lentamente
• Transferrina:
– Produção hepática
– Transporte, liga os compartimentos armazenadores
– 2%
Metabolismo do Ferro
• Ferro alimentar
– Forma heme: animal; 30%, absorvido
diretamente, sem influências
– Forma não-heme: vegetal; absorvido como
Fe+2, 10%.
– Conversão férrico->ferroso: ácidos
estimulam, cereais prejudicam (quelantes)
Metabolismo do Ferro
• Ciclo do ferro
FERRO
ABSORVIDO
FERROPORTINAFERRITINA
MUCOSA INTESTINAL
RECEPTORES
MEDULA E FIGADO
DESCAMAÇÃO
E ELIMINAÇÃO
TRANSFERRINA
PLASMÁTICA
Metabolismo do Ferro
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TRANSFERRINA FERRO
FERRITINA
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Metabolismo do Ferro
• Ciclo do ferro:
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• Hepcidina
Laboratório do Ferro
Depleção de estoques de Ferritina
Elevação da Transferrina
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Fe Sérico diminuído
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(hipo/micro)
Laboratório do Ferro
• Ferritina
- VR: 20 – 200ng/ml
- Armazenamento
- Primeira a se alterar
- Diminui nas condições que reduz o ferro corporal
Laboratório do Ferro
• Transferrina
- VR: 200 – 400 mg/dl
- Cada molécula capta 2 moléculas de Fe
- Aumenta produção hepática na anemia ferropriva
Laboratório do Ferro
• TIBC
- VR: 250 -360 mcg/dl
- Capacidade de ligação total do ferro pela
transferrina
- Aumenta em situações que eleva-se a Transferrina
Laboratório do Ferro
Laboratório do Ferro
Laboratório do Ferro
• Índice de saturação de transferrina
- VR: 30 – 40%
- Sítio da transferrina ligadas ao ferro/ Sítios totais
da transferrina
=
- Fe Sérico/ TIBC
Laboratório do Ferro
• Ferro sérico
• Ferritina
• Transferrina
• TIBC
• Sat. Transferrina
Manifestações Clínicas
• Relacionados à anemia
– astenia, fadiga indisposição física, insônia, palpitações e
cefaleia;
– pode descompensar uma patologia de base, cursando angina
pectoris, insuficiência cardíaca, dispneia e rebaixamento do
nível de consciencia;
– o exame físico revela: palidez cutaneomucosa e sopro sistólico
de hiperfluxo.
• Relacionados a Ferropenia
– anorexia, irritabilidade, prejuízo no DNPM, glossite, queilite
angular, coiloníquia, escleras azuladas
(15%), esplenomegalia, perversão do apetite;
– síndrome de Plummer- Vinson
Diagnóstico laboratorial
• Hemograma:
- inicialmente anemia “normo-
normo”, convertendo-se em “hipo-micro”
- hemoglobina média de 8g/dl, VCM médio
74 fL, CHCM 28g/dl
-RDW elevado > 14%
• Ferro sérico
- Em média < 30mg/dl (eleva-se rapidamente
após reposição oral e parenteral)
• Ferritina sérica
- Tipicamente < 15 ng/ml
• TIBC elevado ( > 400)
• Saturação de transferrina diminuída (15%)
Diagnóstico laboratorial
Tratamento
• Oral
– 3-5 mg/kg/dia de ferro elementar
– 30 min antes ou 2 horas após dieta
– Manter 3-4 meses ou 2 meses após normalização Hb
• Parenteral
– Síndrome de má absorção
– Refratariedade
– Reposição imediata
• Transfusão
Profilaxia
Anemia Ferropriva
TREINAMENTO
(Questões- Casos clínicos)
1. Criança de 3 anos, com palidez intensa e astenia
há um mês. Ao exame:
hipocorado, anictérico, taquicárdico e taquipnéico.
ACV com sopro sistólico em foco mitral.
Hb=4,5g/dl, VCM=52, RDW=25, leucócitos=4500(N40
5/L45%/E15%), plaquetas=650.000. O diagnóstico e
tratamento imediato recomendado, são:
a) Talassemia e transfusão de concentrado de hemácias
b) Anemia ferropriva e sulfato ferroso endovenoso
c) Anemia ferropriva e transfusão de concentrado de hemácias
d) Anemia falciforme e transfusão de concentrado de hemácias
1. Criança de 3 anos, com palidez intensa e astenia
há um mês. Ao exame: hipocorado, anictérico,
taquicárdico e taquipnéico. ACV com sopro sistólico
em foco mitral. Hb=4,5g/dl, VCM=52, RDW=25,
leucócitos=4500(N405/L45%/E15%),
plaquetas=650.000. O diagnóstico e tratamento
imediato recomendado, são:
a) Talassemia e transfusão de concentrado de hemácias
b) Anemia ferropriva e sulfato ferroso endovenoso
c) Anemia ferropriva e transfusão de concentrado de
hemácias
d) Anemia falciforme e transfusão de concentrado de hemácias
2. A anemia por deficiência de ferro
caracteriza-se por:
a)macrocitose, hipocromia e neutrófilos grandes com
núcleo hipersegmentado.
b)microcitose, hipocromia e RDW alto
c)microcitose, hipocromia, células em alvo e pontilhado
basófilo no esfregaçõ de sangue periférico
d)microcitose, hipocromia e RDW normal
e)normocitose, hipocromia e RDW alto
2. A anemia por deficiência de ferro
caracteriza-se por:
a)macrocitose, hipocromia e neutrófilos grandes com
núcleo hipersegmentado.
b)microcitose, hipocromia e RDW alto
c)microcitose, hipocromia, células em alvo e pontilhado
basófilo no esfregaçõ de sangue periférico
d)microcitose, hipocromia e RDW normal
e)normocitose, hipocromia e RDW alto
3. Em relação a anemia ferropriva
podemos afirmar:
a) Níveis séricos de ferritina normais afastam a
possibilidade de doença
b) A prevenção de anemia ferropriva, de acordo com o
MS, deverá ser iniciada no desmame e ser continuada
até os 18 meses, sendo utilizado ferro oral em dose
única diária
c) As faixas etárias de maior risco são pré-escolar e
adolescentes
d) NDA
3. Em relação a anemia ferropriva
podemos afirmar:
a) Níveis séricos de ferritina normais afastam a
possibilidade de doença
b) A prevenção de anemia ferropriva, de acordo com o
MS, deverá ser iniciada no desmame e ser continuada
até os 18 meses, sendo utilizado ferro oral em dose
única diária
c) As faixas etárias de maior risco são pré-escolar e
adolescentes
d) NDA
4. Na dieta pobre em ferro qual o primeiro
exame a alterar-se?
a) Hemoglobina
b) Ferritina
c) TIBC
d) Hepcidina
e) Volume corpuscular médio
4. Na dieta pobre em ferro qual o primeiro
exame a alterar-se?
a) Hemoglobina
b) Ferritina
c) TIBC
d) Hepcidina
e) Volume corpuscular médio
5. Qual alternativa melhor descreve as etapas
envolvidas na instalação de um quadro de anemia
ferropriva na ordem cronológica:
a) Balanço de ferro negativo, anemia por deficiência de ferro e
eritropoiese deficiente em ferro.
b) Anemia por deficiência de ferro, balanço de ferro negativo e
eritropoiese deficiente em ferro.
c) Anemia por deficiência de ferro, eritropoiese deficiente em ferro
e balanço de ferro negativo.
d) Eritropoiese deficiente em ferro, balanço de ferro negativo e
anemia por deficiência de ferro
e) Balanço de ferro negativo, eritropoiese deficiente em ferro e
anemia por deficiência de ferro
5. Qual alternativa melhor descreve as etapas
envolvidas na instalação de um quadro de anemia
ferropriva na ordem cronológica:
a) Balanço de ferro negativo, anemia por deficiência de ferro e
eritropoiese deficiente em ferro.
b) Anemia por deficiência de ferro, balanço de ferro negativo e
eritropoiese deficiente em ferro.
c) Anemia por deficiência de ferro, eritropoiese deficiente em ferro
e balanço de ferro negativo.
d) Eritropoiese deficiente em ferro, balanço de ferro negativo e
anemia por deficiência de ferro
e) Balanço de ferro negativo, eritropoiese deficiente em ferro e
anemia por deficiência de ferro
6. Paciente de 14 meses de idade, sexo
masculino, história de palidez cutaneo-
mucosa, sem icterícia ou hepatoesplenomegalia;
Ht=35%,Hb=11,7g/dl,sem
reticulocitose,leucócitos=8000(N40%/L60%),plaqu
etas=235.000/mm3, ferritina=9ng/ml. Qual a
principal hipótese diagnóstica?
a) Anemia fisiológica
b) Anemia ferropriva
c) Anemia aplástica
d) Traço talassêmico
e) Deficiência de ferro
6. Paciente de 14 meses de idade, sexo
masculino, história de palidez cutaneo-
mucosa, sem icterícia ou hepatoesplenomegalia;
Ht=35%,Hb=11,7g/dl,sem
reticulocitose,leucócitos=8000(N40%/L60%),plaqu
etas=235.000/mm3, ferritina=9ng/ml. Qual a
principal hipótese diagnóstica?
a) Anemia fisiológica
b) Anemia ferropriva
c) Anemia aplástica
d) Traço talassêmico
e) Deficiência de ferro
7. Em relação à anemia ferropriva, podemos afirmar que:
a) A OMS considera anemia ferropriva quando a Hb<9g/dl para
crianças menores de 5 anos.
b) O pico de reticulócitos após o início do tratamento ocorre após um
mês do uso de ferro
c) A dose terapêutica do ferro é calculada na forma de ferro
elementar e varia nos diferentes sais
d) O aumento da Hb de 1 g/dl ocorre 3 meses após o inpicio do
tratamento, quando deverá ser reavaliada a dose
e) A anemia ferropriva é do tipo macrocítica e hipocrômica e faz
diagnóstico diferencial apenas com as infecções crônicas.
7. Em relação à anemia ferropriva, podemos afirmar que:
a) A OMS considera anemia ferropriva quando a Hb<9g/dl para
crianças menores de 5 anos.
b) O pico de reticulócitos após o início do tratamento ocorre após um
mês do uso de ferro
c) A dose terapêutica do ferro é calculada na forma de ferro
elementar e varia nos diferentes sais
d) O aumento da Hb de 1 g/dl ocorre 3 meses após o inicio do
tratamento, quando deverá ser reavaliada a dose
e) A anemia ferropriva é do tipo macrocítica e hipocrômica e faz
diagnóstico diferencial apenas com as infecções crônicas.
Bibliografia
• Cecil Medicine, 24ª ed. Philadelphia.
Saunders. 2012.
• Harrison´s Principles of Iternal Medicine, 18ª
edição, McGraw-Hill, 2012
• SBP, Tratado de Pediatria
Obrigado.

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Anemia Ferropriva

  • 1. Anemia Ferropriva Doutorandos: Alyson Halley Antônio Anderson Antônio Maxsuelton Filipe Medeiros Marcela Samille Priscilla Melo Orientador: Dr. Hélcio Maranhão UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE DEPARTAMENTO DE PEDIATRIA INTERNATO EM PEDIATRIA I – PED I
  • 2. Anemia Ferropriva • Anemia Ferropriva e Deficiência de Ferro • Carência nutricional mais prevalente do mundo – OMS: mais de 50% nos < 4 anos – População mais susceptível: baixa renda, desnutrição intrauterina, prematuridade, baixo peso ao nascer, gemelaridade, abandono prematuro do leite materno, substituição do leite materno pelo leite de vaca sem reposição de ferro, parasitismo...
  • 3. Anemia Ferropriva • RNT em AME – Aporte suficiente de ferro até 4-6 meses • RNPT e BP – Reservas pobres de ferro, que se esgotam rapidamente, mesmo em AME – Necessidade de suplementação de ferro
  • 4. Anemia Ferropriva • 6-18 meses – Maior risco deficiência de ferro • Período de crescimento rápido • Estoques reduzidos de ferro, ingestão inadequada, perda gastrointestinal crônica • Período pré-escolar/escolar – Diminuição do risco • Diminuição da velocidade de crescimento • Dietas mais equilibradas • Adolescência – Aumento do risco • Crescimento púbere • Alimentação inadequada
  • 6. Hematopoiese • Eritropoetina • Reticulócitos após 3 dias na medula ganham a circulação – após 1 dia: hemácia • Vida média hemácias: 120 dias
  • 7. Hematopoiese • Eritropoiese – Período mesoblástico (1ªs semanas de vida embrionária) • Saco vitelino – Período Hepático (2º T da gestação) • Fígado (baço e linfonodos) – Período Mielóide (Estágios finais da vida fetal) • MO – Após o nascimento: MO (exclusivamente) • Até os 5 anos: todos os ossos do corpo • Idade adulta: pelve, esterno, crânio, arcos costais, vértebras e epífises femorais e umerais
  • 8. Hematopoiese • Eritropoetina – Alta produção no período fetal • St O2 = 45% – Ao nascimento – Queda dos níveis de eritropoetina • St O2 > 95%
  • 9. Anemia Fisiológica da Infância • Queda dos níveis de eritropoetina • A partir do 7º dia – Diminuição da Hb, hemácias e reticulócitos • Não existe déficit de oxigenação celular – HbA x HbF – 2,3 bifosfoglicerato
  • 10. Anemia Fisiológica da Infância • Nadir: 6-8ª semana – Hb 9-11 mg/dl – Estímulo síntese eritropoetina • Todos os estoques de ferro são utilizados nesta fase de eritropoiese ativa e se esgostam em torno da 15-20ª semana se não forem repostos
  • 11. Metabolismo do Ferro • Ferritina: – Produção hepática; reagente de fase aguda – Compartimento armazenador (25%) – Concentração sérica diretamente proporcional às reservas de ferro – 20 a 200 ng/mL • Hemossiderina: – Derivado da ferritina, também armazenador – Mobiliza lentamente • Transferrina: – Produção hepática – Transporte, liga os compartimentos armazenadores – 2%
  • 12. Metabolismo do Ferro • Ferro alimentar – Forma heme: animal; 30%, absorvido diretamente, sem influências – Forma não-heme: vegetal; absorvido como Fe+2, 10%. – Conversão férrico->ferroso: ácidos estimulam, cereais prejudicam (quelantes)
  • 13. Metabolismo do Ferro • Ciclo do ferro FERRO ABSORVIDO FERROPORTINAFERRITINA MUCOSA INTESTINAL RECEPTORES MEDULA E FIGADO DESCAMAÇÃO E ELIMINAÇÃO TRANSFERRINA PLASMÁTICA
  • 14. Metabolismo do Ferro • Ciclo do ferro TRANSFERRINA FERRO FERRITINA PROTOPORFIRINA ENDOCITOSE- EXOCITOSE MEDULA ÓSSEA HEMOGLOBINA HEME MITOCÔNDRIA
  • 15. Metabolismo do Ferro • Ciclo do ferro HEMOGLOBINA FERRO+BILIVERDINA FERRITINATRANSFERRINA PLASMÁTICA GLOBINA+HEME BAÇO
  • 16. Metabolismo do Ferro • Ciclo do ferro: – Como regular a necessidade? • Hepcidina
  • 17. Laboratório do Ferro Depleção de estoques de Ferritina Elevação da Transferrina Elevação do TIBC Fe Sérico diminuído Diminuição da quant./qual. Hb (hipo/micro)
  • 18. Laboratório do Ferro • Ferritina - VR: 20 – 200ng/ml - Armazenamento - Primeira a se alterar - Diminui nas condições que reduz o ferro corporal
  • 19. Laboratório do Ferro • Transferrina - VR: 200 – 400 mg/dl - Cada molécula capta 2 moléculas de Fe - Aumenta produção hepática na anemia ferropriva
  • 20. Laboratório do Ferro • TIBC - VR: 250 -360 mcg/dl - Capacidade de ligação total do ferro pela transferrina - Aumenta em situações que eleva-se a Transferrina
  • 23. Laboratório do Ferro • Índice de saturação de transferrina - VR: 30 – 40% - Sítio da transferrina ligadas ao ferro/ Sítios totais da transferrina = - Fe Sérico/ TIBC
  • 24. Laboratório do Ferro • Ferro sérico • Ferritina • Transferrina • TIBC • Sat. Transferrina
  • 25. Manifestações Clínicas • Relacionados à anemia – astenia, fadiga indisposição física, insônia, palpitações e cefaleia; – pode descompensar uma patologia de base, cursando angina pectoris, insuficiência cardíaca, dispneia e rebaixamento do nível de consciencia; – o exame físico revela: palidez cutaneomucosa e sopro sistólico de hiperfluxo. • Relacionados a Ferropenia – anorexia, irritabilidade, prejuízo no DNPM, glossite, queilite angular, coiloníquia, escleras azuladas (15%), esplenomegalia, perversão do apetite; – síndrome de Plummer- Vinson
  • 26. Diagnóstico laboratorial • Hemograma: - inicialmente anemia “normo- normo”, convertendo-se em “hipo-micro” - hemoglobina média de 8g/dl, VCM médio 74 fL, CHCM 28g/dl -RDW elevado > 14%
  • 27. • Ferro sérico - Em média < 30mg/dl (eleva-se rapidamente após reposição oral e parenteral) • Ferritina sérica - Tipicamente < 15 ng/ml • TIBC elevado ( > 400) • Saturação de transferrina diminuída (15%) Diagnóstico laboratorial
  • 28. Tratamento • Oral – 3-5 mg/kg/dia de ferro elementar – 30 min antes ou 2 horas após dieta – Manter 3-4 meses ou 2 meses após normalização Hb • Parenteral – Síndrome de má absorção – Refratariedade – Reposição imediata • Transfusão
  • 31. 1. Criança de 3 anos, com palidez intensa e astenia há um mês. Ao exame: hipocorado, anictérico, taquicárdico e taquipnéico. ACV com sopro sistólico em foco mitral. Hb=4,5g/dl, VCM=52, RDW=25, leucócitos=4500(N40 5/L45%/E15%), plaquetas=650.000. O diagnóstico e tratamento imediato recomendado, são: a) Talassemia e transfusão de concentrado de hemácias b) Anemia ferropriva e sulfato ferroso endovenoso c) Anemia ferropriva e transfusão de concentrado de hemácias d) Anemia falciforme e transfusão de concentrado de hemácias
  • 32. 1. Criança de 3 anos, com palidez intensa e astenia há um mês. Ao exame: hipocorado, anictérico, taquicárdico e taquipnéico. ACV com sopro sistólico em foco mitral. Hb=4,5g/dl, VCM=52, RDW=25, leucócitos=4500(N405/L45%/E15%), plaquetas=650.000. O diagnóstico e tratamento imediato recomendado, são: a) Talassemia e transfusão de concentrado de hemácias b) Anemia ferropriva e sulfato ferroso endovenoso c) Anemia ferropriva e transfusão de concentrado de hemácias d) Anemia falciforme e transfusão de concentrado de hemácias
  • 33. 2. A anemia por deficiência de ferro caracteriza-se por: a)macrocitose, hipocromia e neutrófilos grandes com núcleo hipersegmentado. b)microcitose, hipocromia e RDW alto c)microcitose, hipocromia, células em alvo e pontilhado basófilo no esfregaçõ de sangue periférico d)microcitose, hipocromia e RDW normal e)normocitose, hipocromia e RDW alto
  • 34. 2. A anemia por deficiência de ferro caracteriza-se por: a)macrocitose, hipocromia e neutrófilos grandes com núcleo hipersegmentado. b)microcitose, hipocromia e RDW alto c)microcitose, hipocromia, células em alvo e pontilhado basófilo no esfregaçõ de sangue periférico d)microcitose, hipocromia e RDW normal e)normocitose, hipocromia e RDW alto
  • 35. 3. Em relação a anemia ferropriva podemos afirmar: a) Níveis séricos de ferritina normais afastam a possibilidade de doença b) A prevenção de anemia ferropriva, de acordo com o MS, deverá ser iniciada no desmame e ser continuada até os 18 meses, sendo utilizado ferro oral em dose única diária c) As faixas etárias de maior risco são pré-escolar e adolescentes d) NDA
  • 36. 3. Em relação a anemia ferropriva podemos afirmar: a) Níveis séricos de ferritina normais afastam a possibilidade de doença b) A prevenção de anemia ferropriva, de acordo com o MS, deverá ser iniciada no desmame e ser continuada até os 18 meses, sendo utilizado ferro oral em dose única diária c) As faixas etárias de maior risco são pré-escolar e adolescentes d) NDA
  • 37. 4. Na dieta pobre em ferro qual o primeiro exame a alterar-se? a) Hemoglobina b) Ferritina c) TIBC d) Hepcidina e) Volume corpuscular médio
  • 38. 4. Na dieta pobre em ferro qual o primeiro exame a alterar-se? a) Hemoglobina b) Ferritina c) TIBC d) Hepcidina e) Volume corpuscular médio
  • 39. 5. Qual alternativa melhor descreve as etapas envolvidas na instalação de um quadro de anemia ferropriva na ordem cronológica: a) Balanço de ferro negativo, anemia por deficiência de ferro e eritropoiese deficiente em ferro. b) Anemia por deficiência de ferro, balanço de ferro negativo e eritropoiese deficiente em ferro. c) Anemia por deficiência de ferro, eritropoiese deficiente em ferro e balanço de ferro negativo. d) Eritropoiese deficiente em ferro, balanço de ferro negativo e anemia por deficiência de ferro e) Balanço de ferro negativo, eritropoiese deficiente em ferro e anemia por deficiência de ferro
  • 40. 5. Qual alternativa melhor descreve as etapas envolvidas na instalação de um quadro de anemia ferropriva na ordem cronológica: a) Balanço de ferro negativo, anemia por deficiência de ferro e eritropoiese deficiente em ferro. b) Anemia por deficiência de ferro, balanço de ferro negativo e eritropoiese deficiente em ferro. c) Anemia por deficiência de ferro, eritropoiese deficiente em ferro e balanço de ferro negativo. d) Eritropoiese deficiente em ferro, balanço de ferro negativo e anemia por deficiência de ferro e) Balanço de ferro negativo, eritropoiese deficiente em ferro e anemia por deficiência de ferro
  • 41. 6. Paciente de 14 meses de idade, sexo masculino, história de palidez cutaneo- mucosa, sem icterícia ou hepatoesplenomegalia; Ht=35%,Hb=11,7g/dl,sem reticulocitose,leucócitos=8000(N40%/L60%),plaqu etas=235.000/mm3, ferritina=9ng/ml. Qual a principal hipótese diagnóstica? a) Anemia fisiológica b) Anemia ferropriva c) Anemia aplástica d) Traço talassêmico e) Deficiência de ferro
  • 42. 6. Paciente de 14 meses de idade, sexo masculino, história de palidez cutaneo- mucosa, sem icterícia ou hepatoesplenomegalia; Ht=35%,Hb=11,7g/dl,sem reticulocitose,leucócitos=8000(N40%/L60%),plaqu etas=235.000/mm3, ferritina=9ng/ml. Qual a principal hipótese diagnóstica? a) Anemia fisiológica b) Anemia ferropriva c) Anemia aplástica d) Traço talassêmico e) Deficiência de ferro
  • 43. 7. Em relação à anemia ferropriva, podemos afirmar que: a) A OMS considera anemia ferropriva quando a Hb<9g/dl para crianças menores de 5 anos. b) O pico de reticulócitos após o início do tratamento ocorre após um mês do uso de ferro c) A dose terapêutica do ferro é calculada na forma de ferro elementar e varia nos diferentes sais d) O aumento da Hb de 1 g/dl ocorre 3 meses após o inpicio do tratamento, quando deverá ser reavaliada a dose e) A anemia ferropriva é do tipo macrocítica e hipocrômica e faz diagnóstico diferencial apenas com as infecções crônicas.
  • 44. 7. Em relação à anemia ferropriva, podemos afirmar que: a) A OMS considera anemia ferropriva quando a Hb<9g/dl para crianças menores de 5 anos. b) O pico de reticulócitos após o início do tratamento ocorre após um mês do uso de ferro c) A dose terapêutica do ferro é calculada na forma de ferro elementar e varia nos diferentes sais d) O aumento da Hb de 1 g/dl ocorre 3 meses após o inicio do tratamento, quando deverá ser reavaliada a dose e) A anemia ferropriva é do tipo macrocítica e hipocrômica e faz diagnóstico diferencial apenas com as infecções crônicas.
  • 45. Bibliografia • Cecil Medicine, 24ª ed. Philadelphia. Saunders. 2012. • Harrison´s Principles of Iternal Medicine, 18ª edição, McGraw-Hill, 2012 • SBP, Tratado de Pediatria