Slide o estágio na história da educação

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Slide o estágio na história da educação

  1. 1. O ESTÁGIO SUPERVISONADONA HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA
  2. 2. Por estágio curricular entende-se asatividades que os alunos deverão realizardurante o seu curso de formação, junto aocampo futuro de trabalho. (PIMENTA,2010, p. 25)
  3. 3. “Escolas normais” Cursos para formação de professores para as séries iniciais do 1º grau.(PIMENTA, 2010, p. 22) Cada unidade da federação possuía sua legislação.
  4. 4.  No Amazonas: Não havia referencia ao estágio no currículo, antes o “aluno-mestre” passaria por um teste após haver feito o estágio no primário. Em Minas gerais: Prática profissional Prática pedagógica Disciplina de metodologias
  5. 5.  Em Goiás: Haviam as chamadas “aulas modelo”, que visavam a aquisição da técnica metodológica e da prática dos processos. Rio Grande do Sul e Santa Catarina: Didática e prática da Educação primária Prática de ensino e prática pedagógica Bahia: Didática Metodologia geral Metodologia especial
  6. 6.  Em Alagoas: Didática Metodologia Geral Piauí A formação era em 5 anos, dos quais 3 preparatórios e 2 profissionais.(PIMENTA, 2010, p. 24) Maranhão“Matérias e Práticas do Ensino Primário”.
  7. 7. A organização e duração dos cursos nos sistemas de ensino era em média de 4 anos.A presença( sob a forma de disciplina ou recomendação) da necessidade de algum tipo de prática.O uso impreciso de terminologias para designar as disciplinas.
  8. 8. A lei 8530/46 estabeleceu um currículo único Nocurrículo do curso de regentes haveria “Didática e Prática de ensino” no 4º ano Exercícios de observação e participação Como se pode observar, a Lei Orgânica ao regulamentar o Ensino Normal, regulamenta a imprecisão quanto às disciplinas Didática e metodologias e práticas de Ensino. ( PIMENTA, 2010, p. 27)
  9. 9. A prática como aquisição da experiênciaA prática docente poderia ser conhecida atravésda observação de bons modelos e dareprodução dos mesmos (PIMENTA, 2010, p.29)
  10. 10. Percebemos que não é possível afirmar que oexercício do magistério primário era profissão,mesmo considerando que cumpria quase todos,mas não totalmente, os requisitos característicosde uma profissão[...] (PIMENTA apudWILLENSKY, 2010, p. 30)
  11. 11.  Parecer CFE 349/72 A Didática fundamentará a Metodologia do Ensino, sob o tríplice aspecto de planejamento, de execução do ato docente-dicente e de verificação da aprendizagem, conduzindo a prática de ensino e com ela identificando-se sob a forma de estágio supervisionado. Deverá a Metodologia responder às indagações que irão aparecer na Prática do Ensino, do mesmo modo a prática de ensino tem que respeitar o lastro teórico adquirido da Metodologia.
  12. 12.  Didática, Metodologia Geral e Especial e prática de Ensino são fundidas.O Estágio entendido como imitação de modelos Sempre que possível as escolas deverão representar verdadeiro mas positivo campo de estágio, para que o futuro mestre receba os exemplo salutares que lhe servirão de modelo[...] (PIMENTA, 2010, p. 48)
  13. 13.  Mantém-se a dissociação entre teoria e prática Qualquerpessoa minimamente alfabetizada poderia exercer o magistério Pauperização dos docentes
  14. 14. A Lei 5692/71: A Lei 5692/71 generalizou a profissionalização do ensino de 2º grau e a formação de professores tornou-se uma habilitação entre muitas.( PIMENTA apud MEDIANO)
  15. 15. Lei 5692/71: Reordenação da sociedade civil Falhou em consolidar o processo de ampliação quantitativa da escolarização. Práticas de micro-ensino: Caráter restritivo Focada no professor Não levava em conta “ a diversidade do real”.
  16. 16. Características do magistério: Falta-lhe identidade – é uma habilitação a mais no meio de outras inteiramente diferentes. Há um esvaziamento de conteúdo, não respondendo nem a uma formação geral adequada, nem a uma formação pedagógica consistente. É um habilitação de “segunda categoria”, para onde se dirigem os alunos com menos possibilidades de fazerem cursos com mais status. (CANDAU, 1996, p. 83)
  17. 17. O estágio: Caráter descontextualizado Conteúdos receitas e modelos Desvinculava-seda Didática e do Currículo do curso de formação. Curso com ausência total de prática.
  18. 18. Décadas de 80 e 90 Associação Nacional de Educação (ANDE) AssociaçãoNacional de Pesquisa e Pós- graduação em Educação (ANPEd) Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação (Anfope)
  19. 19.  Os conhecimentos veiculados as alunas da habilitação magistério estão fundados no ideário escolanovista e no discurso tecnicista. (PIMENTA apud LELIS, 2010, p. 59) “Os conhecimentos veiculados pecam pelo formalismo e fundamentalmente não estão orientados para o trabalho docente concreto”. (PIMENTA apud MEDIANO et. al. 2010, p. 60) “ O curso é acadêmico e teórico com ausência total de prática. Faltam escolas para os alunos estagiarem e, quando existe essa oportunidade permanecem apenas na observação [...] (PIMENTA apud GATTI & ROVAI, 2010, p. 60)
  20. 20.  Nãohouve sistematização da prática de estágio na legislação educacional brasileira até a década de 90A Nova LDB:“ Seria ingenuidade atribuir a esta lei força ou mesmo potencialidade para provocar uma revolução da educação no país”. (BRZEZINSKI et. al. 2008, p. 18)
  21. 21.  Art.61 Parágrafo único – A formação dos profissionais da educação, de modo a atender às especificidades do exercício de suas atividades bem como ao objetivos das diferentes etapas e modalidades da educação básica terá como fundamentos: II – A associação entre teoria e práticas, mediante estágio supervisionado e capacitação em serviço.(BRANDÃO, 2008, p. 140)
  22. 22.  Através das Resoluções CNE/CP nº 1/2002 e CNE nº 2/2002, foram instituídas respectivamente as Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação de professores da educação básica, em nível superior, do curso de licenciatura, de graduação plena, e a duração e a carga horária dos cursos de licenciatura[...] (PIMENTA & LIMA, 2011, p. 83)
  23. 23.  Diretrizes curriculares para o curso de Pedagogia Art. 7º II - 300 horas dedicadas ao Estágio Supervisionado prioritariamente em Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental, contemplando também outras áreas específicas, se for o caso, conforme o projeto pedagógico da instituição;
  24. 24.  Normas gerais do ensino de Graduação/UEMA Art.16 A articulação teoria-prática aos cursos de Formação de Professores da Educação Básica será realizado sob as formas de Prática de Ensino (405 horas com 9 créditos) e Estágio Curricular Supervisionado (405 horas com 9 créditos) a serem vivenciados ao longo do curso.
  25. 25. As diretrizes introduzem a noção de competências como núcleo na orientação dos cursos: Ao colocar as competências como núcleo da formação, reduz a atividade docente a um desempenho técnico.A inovação nesse discurso sugere o escamoteamento da concepção tecnicista O discurso das competências anuncia um neotecnicismo. (PIMENTA & LIMA, 2011, p. 85)
  26. 26. BRANDÃO, Carlos da Fonseca. LDB: passo a passo. Rio de Janeiro:Avercamp, 2010.BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Conselho Pleno.Resolução CNE/CP n.1/2002. Disponível em:http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/rcp01_02.pdf_diretrizes .Acesso em 06 de fevereiro de 2012.________. Conselho Nacional de Educação. Conselho Pleno.Parecer CNE/CP n.9/2001. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/009.pdf >. Acesso em 06 defevereiro de 2012._______. Congresso Nacional. Lei nº 11.788, de 25 de setembro de2008. Dispõe sobre o estágio de estudantes e da outrasprovidências. Disponível em:<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato20072010/2008/lei/l11788.htm . Acesso em 06 de fevereiro de 2012.
  27. 27. BRZEZINSKI, Iria (org.). LDB: dez anos depois:reinterpretação sob diversos olhares. São Paulo: Cortez,2008.CANDAU, Vera Maria. A formação de educadores: umaperspectiva multidimensional. . In: CANDAU, Vera Maria(org.). Rumo a uma nova didática. Petrópolis: Vozes, 1996. CANDAU, Vera Maria; LELIS, Isabel Alice. A relação teoria eprática na formação do educador. In: CANDAU, Vera Maria(org.). Rumo a uma nova didática. Petrópolis:Vozes, 1996.PIMENTA, Selma Garrido. O estágio na formação deprofessores: unidade teoria e prática? 9 ed. São Paulo:Cortez, 2010.
  28. 28.  Com base em suas opiniões preliminares sobre o campo de estágio curricular, construa uma texto dissertativo compreendendo:• A necessidade do estágio curricular para instrumentalização do trabalho docente.

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