REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO HUMANO
INSTITUTO NACIONAL DO DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO
(INDE)
Programas do
Ensino Primário
Língua Portuguesa, Matemática, Ciências Naturais, Ciências
Sociais e Educação Física
2º Ciclo
(3ª, 4ª e 5ª Classes)
Julho de 2015
Prefácio
Caro Professor!
É com prazer que colocamos, nas suas mãos, os Programas do 2º Ciclo do Ensino Primário, das
disciplinas de Língua Portuguesa, Matemática, Ciências Naturais, Ciências Sociais e Educação Física.
Os presentes Programas resultam da revisão pontual do Plano Curricular e dos respectivos Programas de
Ensino Básico introduzidos em 2004 com o objectivo de melhorar a qualidade do Ensino Primário em
Moçambique, traduzida no desempenho qualitativo dos alunos na literacia, numeracia e nas habilidades
para a vida.
Esperamos que estes Programas possam auxiliá-lo na execução da sua tarefa diária de proporcionar aos
alunos o desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e atitudes, com vista a enfrentarem, de forma
adequada, os desafios que lhes são colocados no dia-a-dia - para que se tornem cidadãos participativos,
reflexivos e autónomos - contribuindo, deste modo, para a melhoria da sua vida, da vida da sua família,
da sua comunidade e do País.
É nossa pretensão, também, que os alunos sejam educados dentro do espírito patriótico, versado pela
preservação e desenvolvimento da cultura moçambicana, pela preservação da unidade nacional, pela
cultura de paz, pelo aprofundamento da democracia e respeito pelos direitos humanos.
Importa ainda salientar que os Programas são abertos e flexíveis, podendo ser adaptados à realidade dos
alunos e da escola.
Estamos certos de que os Programas serão um instrumento de base para as discussões pedagógicas na
sua escola, planificação de aulas, reflexão sobre a prática educativa, análise do material didáctico e
elaboração de projectos educativos, contribuindo para melhorar o seu desempenho profissional – que,
afinal, é um direito seu.
O Ministro da Educação e Desenvolvimento Humano
Professor Doutor Luís Jorge Manuel António Ferrão
Ficha Técnica
Título original: Programas das Disciplinas do 2º Ciclo do Ensino Primário
Edição: INDE/Ministério da Educação e do Desenvolvimento Humano
Autor: INDE/MINED
Capa: INDE
Arranjo gráfico: INDE
Impressão:
Tiragem:
No. De Registo:
Índice
Introdução ....................................................................................................................................................... 5
Programa de Língua Portuguesa do 2º Ciclo ................................................................................................ 15
Visão Geral dos Conteúdos do 2º Ciclo da Disciplina de Língua Portuguesa .................................... 18
Porgrama de Língua Portuguesa 3ª Classe .......................................................................................... 33
Programa de Língua Portuguesa 4ª Classe ...........................................................................................47
Programa de Língua Portuguesa 5ª Classe ...........................................................................................64
Programa de Matemática 3º Ciclo .............................................................................................................. 100
Visão Geral dos Conteúdos do 2º Ciclo da Disciplina de Matemática ............................................. 103
Programa de Matemática 3ª Classe ....................................................................................................106
Programa de Matemática 4ª Classe ....................................................................................................127
Programa de Matemática 5ª Classe ................................................................................................... 154
Programa de Ciências Naturais 3º Ciclo ......................................................................................................187
Visão Geral dos Conteúdos do 2º Ciclo da Disciplina de Ciências Naturais ................................... 197
Programa de Ciências Naturais 4ª Classe .......................................................................................... 201
Programa de Ciências Naturais 5ª Classe .......................................................................................... 217
Programa de Ciências Sociais 3º Ciclo ........................................................................................................229
Visão Geral dos Conteúdos do 2º Ciclo da Disciplina de Ciências Sociais ...................................... 239
Programa de Ciências Sociais 4ª Classe ............................................................................................ 244
Programa de Ciências Sociais 5ª Classe .............................................................................................254
Programa de Educação Física 3º Cíclo ........................................................................................................268
Visão Geral dos Conteúdos do 2º Ciclo da Disciplina de Educação Física ...................................... 270
Programa de Educação Física 3ª Classe ............................................................................................ 272
Programa de Educação Física 4ª Classe ............................................................................................ 278
Programa de Educação Física 5ª Classe .............................................................................................281
Introdução
O Ensino Primário desempenha um papel importante no processo de socialização das crianças, na
aquisição de conhecimentos, habilidades e valores/atitudes fundamentais para o desenvolvimento
harmonioso da sua personalidade. Esta afirmação é também fundamentada por Seepe (1994), para
quem “as crianças de amanhã devem não só estar preparadas para se adaptarem ao mundo em
mudança, mas também devem preparar-se para criar novas mudanças em benefício da
humanidade”.
Em 2004, foi introduzido o Currículo do Ensino Básico, cujo objectivo principal era tornar o
ensino mais relevante, no sentido de responder às diferentes demandas socioculturais,
económicas e políticas, formar cidadãos capazes de contribuir para a melhoria da sua vida,
da vida da sua família, da sua comunidade e do país, dentro do espírito da preservação da
unidade nacional, manutenção da paz e estabilidade nacional, aprofundamento da
democracia e respeito pelos direitos humanos, bem como da preservação da cultura
moçambicana.
Volvidos mais de dez anos da implementação do Currículo do Ensino Básico, os resultados da
avaliação no âmbito do SACMEQ (2007) e da Avaliação da implementação dos programas do 1º
e 2º ciclos do Ensino Básico (INDE, 2010) revelam que grande parte de alunos do Ensino
Primário termina o 1º ciclo sem saber ler nem escrever. Estas constatações levaram o Ministério
da Educação e Desenvolvimento Humano, através do Instituto Nacional do Desenvolvimento da
Educação, a desencadear o processo de revisão pontual do Plano Curricular e dos Programas de
Ensino, com vista a incrementar a qualidade de ensino.
A revisão pontual do Plano Curricular do Ensino Básico incidiu, essencialmente, sobre a:
• Alteração da designação do Plano Curricular do Ensino Básico (PCEB), passando a
designar-se Plano Curricular do Ensino Primário (PCEP).
• Alteração do Plano de Estudos, que compreendeu a redução do número de disciplinas
através da integração de competências e de conteúdos:
 1º ciclo: 1ª e 2ª classes, de 6 para 3 disciplinas;
 2º ciclo: 3ª classe, de 8 para 3 disciplinas, tomando a 3ª classe as características das
classes do 1º ciclo, sendo, por isso, uma classe de consolidação;
6
 4ª e 5ª classes, de 9 para 6 disciplinas;
 3º ciclo: 6ª e 7ª classes, de 11 para 9 disciplinas.
• Reorganização dos Programas das diferentes disciplinas:
 Integração de algumas disciplinas;
- No 1º ciclo, as competências das disciplinas de Educação Visual, Ofícios e
Educação Musical foram integradas nas disciplinas de Língua Portuguesa e
Matemática.
- No 2º ciclo, a 3ª classe apresenta as mesmas características das classes do 1º
ciclo, sendo a classe de consolidação das competências de leitura e escrita
iniciais e numeracia.
- Na 4ª e 5ª classes, as competências das disciplinas de Educação Visual, Ofícios
e Educação Musical foram integradas nas disciplinas de Língua Portuguesa,
Ciências Sociais, Matemática e Ciências Naturais.
 Elaboração das competências por ciclos e respectivas evidências de desempenho;
 Especificação da carga horária;
 Reorganização dos tempos lectivos, de forma a permitir que os alunos possam
adquirir, desenvolver e consolidar a literacia e a numeracia no Ensino Primário.
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Guia de Leitura
Os Programas do Ensino Primário revistos enquadram-se nos princípios básicos que nortearam a
transformação curricular do Ensino Básico, especificamente:
 A concepção da escola como agente de transformação, e não apenas como meio de
transmissão de conhecimentos;
 O reconhecimento da necessidade de formação integral da personalidade, o que leva a
que as diferentes disciplinas sejam abordadas em uma perspectiva integrada;
 Exigência de Programas flexíveis facilmente adaptáveis à realidade: características locais,
pontos de partida e ritmos de aprendizagem diversificados e;
 O predomínio dos aspectos relativos ao desenvolvimento das capacidades de análise,
síntese e ao estímulo da criatividade, da livre crítica, do sentido de responsabilidade e da
capacidade de integração em grupo.
Com estes Programas do Ensino Primário, pretende-se tornar o ensino relevante , de modo a
responder às reais necessidades do aluno e da sociedade moçambicana. Esta relevância
fundamenta-se na percepção de que a Educação é fundamental para o desenvolvimento do
capital humano e, por conseguinte, deve ter em conta a diversidade de indivíduos e de grupos
sociais, para que se torne um factor por excelência de coesão social e não de exclusão, formando
cidadãos capazes de se integrarem na vida, aplicando os conhecimentos adquiridos em benefício
próprio e da comunidade.
Neste contexto, os Programas do Ensino Primário são uma fonte de estudo e de orientação dos
professores para o desenvolvimento de um ensino de qualidade, um ensino que permite que os
alunos desenvolvam as competências determinadas nos diferentes ciclos de aprendizagem e as
utilizem para a resolução dos diferentes problemas do dia-a-dia, da sua comunidade, distrito,
província, país, bem como para responder aos desafios da globalização.
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I - Estrutura dos Programas
Os Programas de Ensino Primário apresentam:
a) A Introdução
b) O Plano Temático (com indicação da unidade temática, os objectivos específicos, os
conteúdos, as competências parciais e a carga horária)
c) As Sugestões Metodológicas
d) A Avaliação
a) Introdução
Na introdução, faz-se uma descrição dos propósitos e significado do Programa, a filosofia que
está por detrás da sua concepção e as principais alterações em relação ao Programa anterior.
b) Plano temático
Para a orientação do professor, apresentamos uma grelha que ajudará a mediar o processo de
ensino-aprendizagem. Apresentamos também orientações para a utilização do plano temático.
Eis a seguir o esquema desse plano:
Unidade
Temática
Objectivos específicos
O aluno deve ser capaz de:
Conteúdos Competências Parciais
O aluno:
Carga
Horária
 A primeira coluna do plano temático apresenta a unidade temática a ser abordada em cada
fase. Para abordar a unidade temática, o professor deverá fazer a leitura completa de toda a
linha, para ter uma ideia global sobre o tratamento da matéria proposta.
 Na 2ª coluna, são apresentados os objectivos especificos. O professor tomará os objectivos
específicos definidos para cada tema como metas a atingir durante e no fim do processo de
ensino-aprendizagem. Cada professor poderá desdobrar os objectivos específicos se o
processo de condução das aulas assim o exigir.
 Na 3ª coluna, são apresentados os conteúdos que indicam ao professor as matérias e noções
concretas que devem ser abordadas em cada tema. É necessário verificar, para cada tema, a
relação dos conteúdos propostos com os propostos nas outras disciplinas curriculares, para
estabelecer a ligação conveniente.
 Na 4ª coluna, temos as competências parciais que indicam os principais estágios de
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aprendizagem atingidos pelo aluno em um determinado tema. As competências parciais
referem-se a estágios de conhecimentos, habilidades, valores e atitudes atingidos pelo aluno
no processo de ensino-aprendizagem.
 A 5ª coluna apresenta a carga horária. Apesar de servir de indicativo para o professor, esta
carga horária não deverá ser tomada como tempo rígido de abordagem da unidade temática.
O professor deverá ser flexível em relação à carga horária, podendo compensar as perdas e
ganhos de tempo entre os diferentes conteúdos. Cabe ao professor fazer a planificação
analítica das aulas, com base no plano temático e no ritmo de aprendizagem da turma.
o A carga horária aqui apresentada corresponde a 80% da carga horária total, pois, os
restantes 20% estão reservados para o Currículo Local.
c) Sugestões Metodológicas
Depois do plano temático, são apresentadas as Sugestões Metodológicas que o professor
poderá usar ou adaptar em função das necessidades de aprendizagem dos alunos, de modo a
desenvolverem as competências definidas para o fim de aprendizagem de cada tema. Nas
Sugestões Metodológicas, por vezes, são apresentadas algumas estratégias de abordagem
metodológica de alguns assuntos. Essas estratégias não são “receitas” para o professor
cumprir mecanicamente; trata-se de sugestões que podem ser úteis para a sua actividade,
como facilitador do processo de ensino e aprendizagem.
d) Avaliação
Abordam-se as estratégias e procedimentos de avaliação, incluindo os critérios de
Progressão por Ciclos de Aprendizagem, tendo em conta que a avaliação faz parte do
processo de ensino-aprendizagem. É o meio que permite verificar se os resultados das
actividades desenvolvidas pelos alunos correspondem às competências preconizadas no
Programa de Ensino.
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II - Currículo Local
O que é Currículo Local?
O Currículo Local (CL), é uma componente do currículo nacional correspondente a 20% do
total do tempo previsto para a leccionação de cada Disciplina. Esta componente é constituída
por conteúdos definidos localmente como sendo relevantes, para a integração da criança na
sua comunidade.
Qual é o espaço que se considera local?
É o espaço onde se situa a escola que pode ser alargado até à Zip, distrito e mesmo província.
Quem define os conteúdos relevantes a nível local?
A definição dos conteúdos relevantes, a nível local, é feita por todos os intervenientes na
educação da criança, isto é, todos os elementos que fazem parte da comunidade onde se situa
a escola, nomeadamente:
• Professores;
• Alunos;
• Encarregados de educação;
• Líderes e autoridades locais;
• Representantes das diferentes instituições afins;
• Organizações comunitárias.
Este processo é coordenado pela Direcção da Escola e pelo Conselho de Pais a quem cabe a
planificação das actividades que culminarão com elaboração de um Programa do CL para a
escola. Estas acções incluem a realização de encontros com as comunidades para a recolha de
informação que deverá ser sistematizada pelos professores obtendo assim o conjunto de con
teúdos do CL a serem leccionados na escola.
Nesta fase cabe aos professores enquadrar os conteúdos nas diferentes classes e disciplinas
(na respectiva área temática) de forma lógica e coerente, tendo em conta o nível dos alunos.
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Como é feita a integração de conteúdos definidos localmente?
Após a elaboração do Programa do Currículo Local para a escola, segue-se a fase de
integração nos Programas de cada disciplina, que é feita de duas formas:
a) aprofundamento de conteúdos já previstos no Programa;
b) inserção de novos conteúdos de interesse local, no Programa de ensino.
Caso haja conteúdos de interesse local que o professor não domine, este, em coordenação
com a Direcção Pedagógica e do Conselho de Pais da sua escola, poderá solicitar a
colaboração de pais, encarregados de educação ou outros membros da comunidade para a sua
leccionação.
Avaliação
Sendo o CL uma componente do Currículo Nacional, a sua avaliação poderá ser feita de
forma integrada, isto é, algumas questões relativas ao CL poderão ser integradas nas
diferentes avaliações previstas.
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III - Competências do Ensino Primário e Evidências de Desempenho
A reforma do sistema educacional em Moçambique remete-nos para uma nova abordagem por
competências e evidênciasde desempenho. A competência é definida como “evidência de
conhecimentos, habilidades e atitudes na realialização de uma actividade, tarefa ou função ou a
forma de encarar com sucesso qualquer situação. A competência manifesta-se, portanto é
observável.
Evidênciasde desempenho são factos observáveis que permitem medir ou avaliar o nível de alcance
ou do desenvolvimento das competências.
1. Competências do Ensino Primário
a) Comunica claramente em Língua Portuguesa (usando frases complexas
coordenadas e subordinadas), tanto na oralidade como na escrita;
b) Comunica em Língua Inglesa, no nível elementar;
c) Comunica, através da arte, de forma criativa;
d) Demonstra o gosto pela leitura de obras diversas;
e) Resolve problemas elementares de aritmética e geometria em diferentes situações
da vida real;
f) Age, de forma crítica e autónoma, em diversas situações da vida;
g) Valoriza a sua cultura através da língua, tradições e padrões de comportamento;
h) Manifesta atitudes de amor e orgulho pela pátria moçambicana e unidade nacional;
i) Manifesta atitudes de preservação da paz;
j) Reconhece os direitos e deveres da criança;
k) Interpreta os fenómenos naturais, usando conhecimentos científicos para o bem-
estar pessoal e colectivo.
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2. Competências do 2º ciclo do Ensino Primário e respectivas Evidências de Desempenho
Tabela1: Competências e Evidências de Desempenho do 2º Ciclo do Ensino Primário
Competências Evidências de desempenho
Exprime-se, oralmente, adequando a
língua portuguesa a diferentes situações
correntes de comunicação.
 Responde a mensagens orais relacionadas com
situações diversas do quotidiano;
 Produz mensagens orais - com sequência lógica,
pronúncia correcta, vocabulário relacionado com
as áreas temáticas em estudo - adequando-as a
situações correntes de comunicação.
Lê textos de natureza diversa, em letra
de imprensa.
 Lê textos (de 10 a 15 frases), com tom de voz
audível, pronunciando correctamente as palavras e
respeitando os sinais de pontuação e acentuação.
Interpreta, localizando informação
explícita em diferentes partes do texto.
 Responde, oralmente ou por escrito, a
questionários de interpretação de textos lidos, ou
ouvidos;
 Reconta, oralmente e por escrito, histórias lidas ou
ouvidas, tendo em conta a sequência lógica do
texto original, usando as suas próprias palavras e
vocabulário adequado.
Escreve textos, aplicando regras de
organização e funcionamento da língua.
 Escreve textos (de 5 a 10 frases), em letra cursiva e
caligrafia legível, obedecendo a uma sequência
lógica, correcção ortográfica e regras de pontuação
(ponto final, vírgula, ponto de interrogação, ponto
de exclamação e dois pontos).
Resolve problemas em diferentes
situações da vida real, usando números
até 1000.
 Conta os números naturais de forma crescente e
decrescente, até 1000;
 Ordena os números naturais, em situações concretas
e abstractas, até 1000;
 Efectua operações de adição, subtracção e
multiplicação de números naturais, em situações
concretas da vida, até 1000;
 Mede comprimentos, superfícies, capacidades,
volumes de objectos reais (figuras e sólidos
geométricos), até 1000;
 Calcula áreas e volumes, a partir da medição de
objectos reais (figuras e sólidos geométricos);
 Compara capacidade e volume de objectos (sólidos
geométricos) de uso quotidiano, através do
manuseamento dos recipientes e líquidos.
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Explica os diferentes fenómenos da
natureza.
 Identifica a ocorrência de fenómenos da natureza;
 Reconhece causas que originam fenómenos da
natureza (nuvens, chuva, seca, frio, calor);
 Toma medidas de prevenção antes, durante e
depois da ocorrência de um desastre natural.
Descreve os aparelhos digestivo e
respiratório do organismo e suas
funções.
 Explica as funções dos aparelhos digestivo e
respiratório.
Identifica diferentes tipos de alimentos.
 Reconhece o valor da dieta alimentar.
Reconhece factos e processos históricos
de Moçambique, no tempo e espaço,
desde as comunidades primitivas até à
Independência.
 Reconstrói a sua história e da comunidade onde
vive;
 Reconstrói a história da Luta de Libertação
Nacional.
Reconhece os símbolos da Pátria, os
feriados nacionais e os Heróis
Moçambicanos.
 Respeita os símbolos da Pátria, os Órgãos de
Soberania, os feriados nacionais e os Heróis
Moçambicanos.
Cria composições plásticas lúdicas,
bidimensionais (planas) e
tridimensionais (com volume).
 Distingue o desenho da pintura e fotografia;
 Utiliza elementos definidores da forma, ponto,
linha, plano, luz, cor e textura;
 Representa a cabeça da figura humana em perfil e
o corpo frontal, para exprimir movimento,
característica da fase do desenvolvimento gráfico
da sua faixa etária.
Expressa-se musicalmente, através do
ritmo e do canto.
 Pratica jogos rítmicos populares;
 Interpreta (pratica) danças;
 Interpreta canções infantis.
Pratica exercícios físicos.
 Pratica exercícios de orientação espacial;
 Executa exercícios contínuos sem aparelhos, até 32
tempos;
 Executa exercícios segmentares (exercícios para
braços, pernas e tronco).
Pratica actividades etnoculturais (jogos
e danças tradicionais).
 Pratica jogos e danças tradicionais.
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Programa de Língua Portuguesa
2ºCiclo
16
1. INTRODUÇÃO
O presente Programa revisto destina-se ao ensino monolingue do Português, mantendo-se
a perspectiva de L2, em conformidade com o Sistema Nacional de Educação (SNE). Nesta
modalidade, a língua de ensino é o Português.
O êxito da implementação deste Programa depende de uma preparação adequada do
professor, para o gerir, na perspectiva de ensino de Português como L2, usando
metodologias apropriadas para diferentes situações de aprendizagem. Assim, o professor
poderá implementar o Programa, ajustar as estratégias de ensino, de modo a satisfazer as
necessidades comunicativas dos alunos que têm o Português como L2 ou L1.
O Programa de Língua Portuguesa guia-se pelos princípios pedagógicos culturalmente
sensíveis, orientados para a comunicação funcional.
À luz destes princípios, espera-se que o ensino acomode e potencie a vivência cultural e,
no caso específico da língua, a experiência linguística que a criança traz de casa. Deste
modo, a aula de língua deve ser um espaço em que, com o auxílio do professor, a criança
adquira “ferramentas” que lhe permitam organizar e usar a língua, de acordo com as suas
necessidades comunicativas.
No presente Programa, pretende-se, com as competências do Ensino Primário, clarificar e
aprofundar o âmbito da abordagem da língua, começando pela realidade mais próxima do
aluno (família, escola e comunidade).
O Programa está organizado em unidades temáticas, tais como: família, escola,
comunidade, ambiente, corpo humano, saúde e higiene e outras, que percorrem todas as
classes do Ensino Primário, diferindo apenas na extensão e profundidade do tratamento.
As competências parciais foram definidas em função dos novos estágios do saber, saber fazer,
saber ser e saber estar, que o aluno deve alcançar, como resultado do processo de ensino-
aprendizagem. No geral, as competências foram clarificadas e condensadas, de modo a torná-las
precisas, observáveis e mensuráveis;
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Deste modo, as estratégias de ensino devem basear-se numa metodologia que torne o
processo de ensino-aprendizagem agradável, divertido e útil, dando uma grande relevância
à interacção professor/aluno, aluno/aluno, aluno/comunidade. Esta forma de abordagem
proporciona aos alunos a possibilidade de ouvir, falar, ler e escrever, tendo em conta que
só se aprende a ouvir, ouvindo; a falar, falando; a ler, lendo e a escrever, escrevendo.
O presente Programa de Língua Portuguesa apresenta uma alteração da carga horária.
O acréscimo efectuado servirá, por um lado, para abordar as competências integradas e,
por outro, permitirá maior espaço para aprofundar e consolidar a oralidade, a leitura e a
escrita.
18
Visão Geral dos Conteúdos do 2º Ciclo
3ª Classe 4ª Classe 5ª Classe
Unidade
Temática
Conteúdos
Habilidades: Ouvir, falar, ler
e escrever
CH Conteúdos
Habilidades: Ouvir, falar, ler e
escrever
CH Conteúdos
Habilidades: Ouvir, falar, ler e
escrever
CH
FAMÍLIA
 A minha história
(Revisão do 1º ciclo)
 Membros da família
- As relações de parentesco
entre os membros da
família
- Actividades dos membros
da família
 Relato de rotinas
- Expressões relacionadas com
os momentos do dia/tempo:
- Expressões para indicar a
ordem:
Funcionamento da Língua
 Verbo “ser” e “estar “ no
presente, pretérito perfeito
do indicativo e futuro
perifrástico.
38
tempos
Conversa directa
 Princípios de cortesia
Tema transversal: Normas de
convivência entre os membros da
família
Funcionamento da Língua
- Formas de tratamento
4 tempos
Conversa directa: telefonema
 Tipo de linguagem:
- discurso directo
- formas características da
linguagem oral
- interjeições
 Princípios de cortesia:
- ouvir os outros;
- esperar a sua vez;
- respeitar o tema;
- acrescentar informação
pertinente.
Tema transversal: Direitos e
deveres dos membros da família
20
tempos
 Histórias, fábulas:
- Personagens
- Características físicas das
personagens
- Localização da acção no
tempo e no espaço
 Cópia
 Ditado
Textos descritivos
Vocabulário:
- tipos de casa
- materiais de construção de casas
- divisões da casa.
 Cópia
 Ditado
 Redacção
Funcionamento da língua
 Sinonímia
 Flexão dos nomes em género e
número (sistematização)
Diário
Funcionamento da língua
- Advérbios de tempo
- (ontem, hoje, amanhã, quando,
logo, antes, agora, depois, cedo,
19
 Redacção
Tema Transversal: Regras de
convivência na família
(amizade e ajuda mútua)
Tema transversal: Normas de
higiene da casa
28
tempos
tarde, mais logo)
Texto narrativo: Histórias
-Elementos da narrativa (autor,
personagem, espaço, tempo e acção)
- Moral da história.
Tema transversal: Normas de
convivência familiar
Funcionamento da língua
 Graus dos nomes: aumentativo e
diminutivo (sistematização)
 Sinais de pontuação
 Períodos e parágrafos
 Expressões para formular
pedidos de
permissão
 Expressões para aceitar ou
recusar pedidos de
permissão
39
tempos
Diário
 Cópia
 Ditado
 Redacção
 Expressões relacionadas com a
frequência dos acontecimentos
46
tempos
Texto descritivo
 A casa:
- Materiais de construção
- Profissões relacionadas
com a construção de uma
casa
 Cópia
 Ditado
 Redacção
Tema transversal: Regras de
Conservação da casa
Funcionamento da língua:
- Família de palavras
relacionadas com “casa”:
casinha, casarão, casota
- Sinonímia
Sílaba: divisão silábica
52
tempos
Funcionamento da Língua
- Nomes comuns
- Flexão dos nomes comuns em
género e número
- Adjectivos qualificativos
Textos Narrativos: Histórias e
fábulas
- Elementos da narrativa (autor,
personagens, espaço e tempo)
- Moral da história.
 Cópia
 Ditado
 Redacção
Tema transversal: honestidade,
amabilidade e simplicidade
32
tempos
Funcionamento da língua
Sinonímia e antonímia
• Nomes
- Nomes próprios
20
- flexão em género dos nomes
terminados em ão
 O verbo
- O modo indicativo
Textos Normativos
Tema Transversal: Direitos da
criança a nível da família
Funcionamento da Língua
• Determinantes
- os artigos definidos (o, a, os, as)
 Nomes abstractos
40
tempos
Mensagens curtas
 Redacção
Carta familiar
- Estrutura da carta
 Cópia
 Ditado
 Redacção
Funcionamento da língua
- Pronomes pessoais
- Artigos indefinidos
Formas de tratamento nos
cumprimentos e saudações
Entrevista
 Organização do texto
- Título
- Tópicos
- Introdução
- Apresentação do entrevistado
- Apresentação do assunto
- Perguntas do entrevistador
- Respostas do entrevistado
- Conclusão.
34
tempos
Funcionamento da Língua
- Sinonímia e antonímia
- Tipo de frase interrogativa
- Tipo de linguagem: discurso
directo e indirecto
21
3ª Classe 4ª Classe 5ª Classe
Unidade
Temática
Conteúdos
Habilidades: Ouvir,
falar, ler e escrever
CH Conteúdos
Habilidades: Ouvir, falar,
ler e escrever
CH Conteúdos
Habilidades: Ouvir, falar, ler e
escrever
CH
ESCOLA
Textos Narrativos
- O assunto principal
do texto
- Personagens
 Cópia
 Ditado
 Redacção
Tema transversal: Regras
de conduta na escola:
Ajuda
mútua/solidariedade/
respeito/assiduidade,
pontualidade.
Funcionamento da
Língua
 Antonímia
 Sinais de pontuação
(ponto final de
interrogação e
de exclamação)
 Uso da letra
maiúscula:
- Início das frases
- Depois de um ponto
- Nos nomes próprios
53
stempos
Aviso
- Estrutura do aviso
Funcionamento da língua
• A frase simples
- constituintes da frase:
Grupo Nominal e Grupo
Verbal
37 tempos
 Textos Didácticos
 Debate
Tema transversal: A escola e sua
importância
28
tempos
 Relato de
acontecimentos
 Elementos a
considerar na
produção de relatos:
Textos Narrativos
- Elementos da narrativa
(autor, personagens, espaço
e tempo)
- Reconto
 Expressões para criticar:
 Expressões para dar sugestões:
22
- O quê?
- quem?
- Onde?
- Quando?
 Cópia
 Ditado
 Redacção
 Tema transversal:
datas festivas e
comemorativas
Funcionamento da
Língua:
 Frase interrogativa
Introdutores
interrogativos
- Que...?
- O que...?
- O que é que...?
- Quem...?
- Qual...?
- Como é que...?
28
tempos
 Cópia
 Ditado
 Redacção
Temas transversais:
Normas de convivência
escolar (Respeito mútuo
entre colegas; Resolução
não violenta de conflitos)
Bilhetes
 Assunto principal
 Estrutura do bilhete
 Cópia
 Ditado
 Redacção.
35
tempos
Funcionamento da
Língua
- Adjectivos: Flexão em
género e número
- Função sintáctica dos
elementos essenciais da
frase: sujeito e predicado
Funcionamento da Língua
Constituintes da frase
 Grupo nominal e grupo verbal
(sistematização).
Função sintáctica dos elementos do
grupo verbal (GV): predicado,
complementos directo e indirecto.
Funcionamento da
língua:
 Vocabulário
relacionado com o
tema escola
 Tempos verbais:
 - Verbo ir, estudar e
escrever no:
 - presente
Instruções
- Vocabulário:
- vai sempre em
frente,
- vira à esquerda,
- vira à direita,
 Expressões para dar
sugestões
 Expressões para aceitar
17 tempos
Relato de acontecimentos
 Elementos a considerar na produção
de relatos:
-O quê/quem?
-Onde?
-Quando?
-Como?
 Cópia
 Ditado
33
tempos
23
 - passado
(pretérito perfeito)
 - futuro
Preposições (para, e,
com)
ou recusar sugestões
 Expressões para propor
alternativas
Funcionamento da
Língua
- Modo verbal imperativo
- Preposições (a, até, com,
em, entre, de, desde, para)
- Pronomes demonstrativos.
 Redacção
Funcionamento da Língua
 Tempos verbais:
- presente e futuro do indicativo;
- passado (pretérito perfeito,
imperfeito e mais que perfeito
do indicativo).
COMUNIDADE
Textos poéticos
 Cópia
 Ditado
Temas transversais:
Símbolos nacionais:
- Hino Nacional
- Presidente da
República.
52
tempos
Descrição de espaços e
ambientes 
- Instituições públicas da
sua Comunidade
- Vocabulário sobre
profissões
 Cópia
 Ditado
 Redacção
30 tempos
 Entrevista
 Redacção
Tema transversal: Manifestações
culturais da comunidade (danças,
canções, jogos, pratos típicos, etc.)
30
tempos
Textos didácticos
 Os serviços sociais
(escola, hospital/posto
de
saúde, posto policial,
etc.);
 Profissões
 Cópia
 Ditado
 Redacção
Tema Transversal:
Regras de convivência
comunitária
Funcionamento da
língua:
 Vocabulário
relacionado com o
Textos Narrativos
(Literatura infantil e da
tradição popular)
- Elementos da narrativa
 Cópia
 Ditado
 Redacção
Tema transversal: Datas
festivas e comemorativas.
Funcionamento da língua
 Expansão da frase: complementos
circunstancial de lugar, de tempo, de
modo e de companhia.
 Discurso directo e indirecto
24
tema comunidade
 Família de palavras;
 Antonímia
Verbo “vir” no presente,
pretérito perfeito do
indicativo e futuro
perifrástico.
Convite:
 Expressões para
criticar
 Expressões para
elogiar
 Expressões para
pedir ajuda
18
tempos
Funcionamento da Língua
- Preposições: durante, por,
perante, sob, sobre, trás)
- Contracção de preposições
(no, na, nos, nas, pelo, pela,
pelos, pelas)
 Ortografia:
- O “o” com valor
“u”
- O “e” com valor de
“i”
- Uso da letra
maiúscula
Textos Poéticos
 Cópia
 Ditado
 Redacção
Tema transversal: Os
símbolos nacionais:
bandeira (cores e
significado); o emblema
(significado das
componentes)
24 tempos
Funcionamento da língua
- Sinonímia e antonímia
- Verbos irregulares (ser,
estar, dar, ter, ler)
25
3ª Classe 4ª Classe 5ª Classe
Unidade
Temática
Conteúdos
Habilidades: Ouvir, falar,
ler e escrever
CH Conteúdos
Habilidades: Ouvir, falar, ler e
escrever
CH Conteúdos
Habilidades: Ouvir, falar, ler e
escrever
CH
AMBIENTE
Textos poéticos
 Cópia
 Ditado
Tema transversal: Animais
domésticos e selvagens
Funcionamento da língua:
 Verbos fazer e dar no
presente, pretérito perfeito
e futuro
 Nomes: próprios e comuns
60
tempos
Textos Narrativos
 Elementos da narrativa:
- o narrador
- as personagens
- as acções.
 Cópia
 Ditado
 Redacção
- Os sinais de pontuação (revisão)
- Onomatopeias
Tema transversal:
- Os animais (animais domésticos e
selvagens, importância dos animais)
35
tempos
Textos Narrativos: Histórias
- O assunto principal do texto
- Autor
- Personagens
- Localização da acção no tempo
e no espaço
- Moral da história
 Cópia
 Ditado
 Esquema
 Debate
 Redacção
Tema transversal: Preservação do
ambiente
Funcionamento da língua
 Artigos definidos e indefinidos
 Adjectivos
- Flexão em
género/número/grau
55
tempos
Textos didácticos
 Cópia
 Ditado
Tema transversal: Plantas
Funcionamento da Língua
 Formas de frases:
afirmativa e negativa
Funcionamento da língua
- Nomes colectivos
- Advérbios de lugar (perto, longe,
onde, aonde)
- Expansão do grupo verbal (GV)
com advérbios de lugar
Conversa directa
 Expressões sobre o estado
do tempo
Funcionamento da língua:
 Verbos estar no presente,
passado e futuro
 Artigos indefinidos:
Textos Poéticos
- Versos
- Rima
 Cópia
 Ditado
Tema transversal:
- As Plantas (importância das
plantas)
15
tempos
26
- algum/alguma
- algum/ninguém
- tudo/nada
Banda Desenhada (BD)
 Redacção
Tema transversal: Prevenção
de acidentes
Funcionamento da língua:
 Vocabulário relacionado
com o tema Ambiente
 Família de palavras
 Sinonímia
 Antonímia
 Concordância dos
elementos na frase
- Flexão dos nomes em
género
- Flexão dos nomes em
número
39
tempos
Textos didácticos
Tema transversal: Formas de
conservação e tratamento da água
Funcionamento da língua
- Sinonímia e antonímia
- Família de palavras
 Tempos verbais:
- presente
- pretérito
- futuro 15
tempos
27
3ª Classe 4ª Classe 5ª Classe
Unidade
Temática
Conteúdos
Habilidades: Ouvir, falar, ler e
escrever
CH Conteúdos CH Conteúdos CH
CORPO
HUMANO
Textos Narrativos
- Personagens
- Características físicas das
personagens
 Cópia
 Ditado
 Reconto
 Redacção
 Dramatização
Tema Transversal: Respeito e
solidariedade para com indivíduos
com necessidades especiais.
Funcionamento da lingua:
 Vocabulário relacionado com o
tema
 Família de palavras
 Sinonímia
 Antonímia
 Palavras com "m" e "n";
 Verbo “falar” e “comer” no
presente,
passado e futuro;
 Noção de qualidade
[Adjectivos].
57 tempos
Textos didácticos
Tema transversal: Higiene e
conservação do vestuário
Funcionamento da língua
• A frase simples
- constituintes da frase: Grupo
Nominal e Grupo Verbal
18
tempos
 Descrição
Tema transversal: Regras de
higiene corporal
Funcionamento da língua
 Adjectivos
 Preposições (após, sob,
perante, contra)
 Contracções (à, às, ao, aos). 33
tempos
28
3ª Classe 4ª Classe 5ª Classe
Unidade
Temática
Conteúdos
Habilidades: Ouvir, falar, ler e
escrever
CH Conteúdos CH Conteúdos
Habilidades: Ouvir, falar, ler e
escrever
CH
SAÚDE E
HIGIENE
Textos didácticos
 Cópia
 Ditado
 Redacção
Tema transversal: Formas de
Prevenção de doenças
22 tempos
Cartazes
Tema transversal: Cuidados
a ter com os alimentos
Funcionamento da língua
 Família de palavras
 Pronomes possessivos
Flexão dos pronomes em
género e número.
18
tempos
 Textos didácticos
Tema transversal: Prevenção de
doenças
 Cópia
 Ditado
 Relato
 Cartazes
Funcionamento da Língua
 Tipos de frases: declarativo e
exclamativo
 Pronomes demonstrativos:
isto, isso, aquilo
40
tempos
Textos didácticos
 Cópia
 Ditado
 Redacção
Tema Transversal: Prevenção de
acidentes
(Cuidados a ter com produtos
tóxicos inflamáveis (ex: petróleo);
medicamentos e insecticidas;
objectos estranhos (minas);
objectos cortantes (ex: facas,
lâminas); fogo, água quente;
tomadas e fichas; objectos
pirotécnicos (paixão).
35 tempos
Funcionamento da língua
 Formas de frases: afirmativas e
negativas
 Verbo limpar e lavar no
presente, passado e futuro
 Concordância do adjectivo em
género e número.
29
3ª Classe 4ª Classe 5ª Classe
Unidade Temática Conteúdos
Habilidades: Ouvir, falar,
ler e escrever
CH
Conteúdos
Habilidades: Ouvir, falar,
ler e escrever
CH Conteúdos
Habilidades: Ouvir, falar, ler e
escrever
CH
MEIOS DE
TRANSPORTE E
VIAS DE
COMUNICAÇÃO
Textos didácticos
 Cópia
 Ditado
 Redacção
Tema transversal:
Meios de transporte e vias
de comunicação
Funcionamento da Língua
- Advérbios de lugar: aqui,
ali, lá
33
tempos
Textos Narrativos
 Elementos da narrativa: o
autor; as personagens; o
espaço; o tempo; as acções.
Vocabulário:
- Tipos de transporte
(terrestre, marítimo e aéreo)
 Cópia
 Ditado
 Redacção
Tema transversal:
Importância dos Meios de
Transporte
Funcionamento da Língua:
- Onomatopeias
- Família de palavras
-Advérbios de tempo
- Expansão de frases com
advérbios de tempo.
28
tempos
Textos Narrativos
- Elementos da narrativa (autor,
personagem, espaço, tempo,
acção)
- Moral da história
 Cópia
 Ditado
 Redacção
Tema transversal: Normas de
segurança rodoviária
 Transportes e vias de
circulação
 Elementos da comunicação :
emissor, receptor,
mensagem e canal
 Função da comunicação
 Jornal de turma
Funcionamento da língua
 Advérbios de tempo, lugar,
modo, negação e dúvida
 pronomes pessoais em forma
de complemento directo e
indirecto
70
tempos
Cartazes
 Regras de trânsito
 Descrição de trajectos.
Funcionamento da língua
 Verbo “andar” no:
- presente
- pretérito perfeito
- futuro
24
tempos
Textos descritivos
Tema Transversal: Regrase
Sinais de Trânsito
12
tempos
extos didácticos
- Os meios de comunicação
- A importância dos meios de
comunicação
 Cópia
 Ditado
12
tempos
Textos de comunicação
familiar
31
tempos
30
Carta
Postal
 Cópia
 Ditado
 Redacção
Funcionamento da língua
- Advérbios de modo
- Expansão de frases com
advérbios de tempo.
31
3ª Classe 4ª Classe 5ª Classe
Unidade
Temática
Conteúdos
Habilidades: Ouvir, falar, ler
e escrever
CH Conteúdos
Habilidades: Ouvir, falar, ler
e escrever
CH Conteúdos
Habilidades: Ouvir, falar, ler e
escrever
CH
A NOSSA
PROVÍNCIA
Instruções : - Mapa da
Província
Poemas
- Estrutura: verso, estrofe,
rima
 Cópia
 Ditado
 Redacção
Tema transversal: As
Riquezas da Província
38
tempos
 Texto poético
Estrutura:
-Verso
-Estrofe
-Rima 
 Cópia
 Redacção
 Expressões para localização
de lugares (norte, sul,
centro)
Tema transversal: Aspectos
históricos, económicos e
culturais da província
Funcionamento da língua
 Sinonímia
 Pronomes possessivos
36
tempos
Textos narrativos
 Elementos da narrativa: o
autor, as personagens, o
espaço, o tempo, as acções.
Textos poéticos
Estrutura:
- Verso
- Estrofe
- Rima 
Tema transversal
- A vida no tempo colonial
Funcionamento da língua
- Advérbios de negação
32
3ª Classe 4ª Classe 5ª Classe
Unidade
Temática
Conteúdos
Habilidades: Ouvir, falar, ler
e escrever
CH Conteúdos
Habilidades: Ouvir, falar, ler
e escrever
CH Conteúdos
Habilidades: Ouvir, falar, ler e
escrever
CH
O NOSSO
PAÍS
 Textos narrativos
- Elementos da narrativa
(autor, personagens, espaço,
tempo, acção)
- Moral da história
 Cópia
 Ditado
 Redacção
 Exposição oral ou escrita
Tema transversal: as riquezas do
nosso país
Funcionamento da língua
 Pronomes indefinidos: tudo;
todo; alguma; algunsas;
alguém; ninguém; nada;
qualquer; cada.
 Análise sintáctica: sujeito,
predicado, complemento
directo, indireto e
circunstancial.
48 tempos
 Poesia de combate
Estrutura:
- Verso
- Estrofe
- Rima 
 Cópia
15 tempos
Total Tempos 515 478 434
33
Programa de Língua Portuguesa
3ª Classe
34
DISTRIBUIÇÃO DA CARGA HORÁRIA
UNIDADE TEMÁTICA SEMANAS TEMPO
I. FAMÍLIA 7 112
II. ESCOLA 8 128
III. COMUNIDADE 4 64
IV. AMBIENTE 5 80
V. CORPO HUMANO 2 32
VI. SAÚDE E HIGIENE 2 32
VII. MEIOS DE TRANSPORTE E COMUNICAÇÃO 2 32
Sub-total 30 480
CURRÍCULO LOCAL (20%) 8 128
TOTAL 38 608
35
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECIFICOS
O aluno deve se capaz de:
CONTEÚDOS
Habilidades: Ouvir, falar, ler e
escrever
COMPETÊNCIAS
PARCIAIS
O aluno:
CH
I.
FAMÍLIA
 Identificar o seu nome, local e data do seu
nascimento;
 Indicar o nome da escola onde estuda e a classe;
 Identificar os membros da sua família de acordo
com o grau de parentesco;
 Indicar as actividades de cada membro da sua
família;
 Desenhar os membros da sua família;
 Modelar os membros da sua família;
 Cantar canções relacionadas com os membros da
família;
 Relatar, oralmente, a sua rotina diária, usando
expressões relacionadas com os diferentes
momentos do dia;
 Construir frases, usando verbos “ser” e ” estar” no
presente, pretérito perfeito do indicativo e futuro
perifrástico.
 A minha história
 Membros da família
- As relações de parentesco entre
os membros da família
- Actividades dos membros da
família
(Revisão do 1º ciclo)
 Relato de rotinas
- Expressões relacionadas com os
momentos do dia/tempo:
- Ex: manhã, tarde, noite, antes,
depois, quando e durante
- Expressões para indicar a ordem:
1º, 2º, 3º...
Funcionamento da Língua
 Verbo “ser” e “estar “ no presente,
pretérito perfeito do indicativo e
futuro perifrástico.
 Relata, oralmente e
por escrito, a sua
história.
34
tempos
 Ler histórias sobre amizade e ajuda mútua com
entoação, pausa e ritmo adequados;
 Responde a questionários orais e escritos sobre
textos;
 Identificar as personagens da história;
 Indicar o momento e o lugar em que decorre a
acção narrada num texto;
 Histórias, fábulas:
- Personagens
- Características físicas das
personagens
- Localização da acção no tempo e
no espaço
 Cópia
 Lê e escreve textos
narrativos sobre
regras de convivência
na família 31
tempos
36
 Escrever cópias e ditados de frases e textos, com
uma boa caligrafia, respeitando as regras de
acentuação e pontuação;
 Escrever pequenas composições (4 a 6 frases);
 Dar exemplos de manifestação de amizade, ajuda
mútua entre os membros da sua família.
 Ditado
 Redacção
Tema Transversal: Regras de
convivência na família (amizade e
ajuda mútua)
 Formular pedidos de permissão em diferentes
situações;
 Usar expressões para aceitar ou recusar pedidos.
 Expressões para formular
pedidos de
permissão:
- Posso sair da mesa?
- Posso ir brincar?
 Expressões para aceitar ou
recusar pedidos de permissão:
- Sim, podes.
- Não, não podes.
 Expressa-se com
cortesia para formular
pedidos, .
37
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECIFICOS
O aluno deve se capaz de:
CONTEÚDOS
Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever
COMPETÊNCIAS
PARCIAIS
O aluno:
CH
I.
FAMÍLIA
 Ler textos descritivos com entoação, pausa
e ritmo adequados;
 Responder a questionários orais e escritos
sobre textos;
 Escrever cópias e ditados de frases e textos,
com uma boa caligrafia, respeitando as
regras de acentuação e pontuação;
 Identificar materiais necessários para a
construção de uma casa, ex: blocos, chapas
de zinco, estacas,
capim, pregos, barrotes, tijolos, etc;
 Mencionar profissões relacionadas com a
construção de uma casa (pedreiro,
carpinteiro,pintor, electricista, …);
 Descrever, oralmente e por escrito, a sua
casa;
 Desenhar e pinta a sua casa;
 Modelar a sua casa;
 Elaborar frases com palavras da mesma
família de “casa”;
 Usar palavras sinónimas em frases orais e
escritas;
 Construir frases empregando palavras
sinónimas;
 Dividir palavras em sílabas.
Texto descritivo
 A casa:
- Materiais de construção
- Profissões relacionadas com a
construção de uma casa
 Cópia
 Ditado
 Redacção
Tema transversal: Regras de conservação
da casa
Funcionamento da língua:
- Família de palavras relacionadas
com “casa”: casinha, casarão,
casota
- Sinonímia
 Sílaba: divisão silábica
 Lê e escreve textos
descritivos sobre,
materiais de construção,
profissões e regras de
conservação da casa,
com boa caligrafia;
 Expressa-se, oralmente,
com correcção, usando
família de palavras e a
sinonímia.
47
tempos
38
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECIFICOS
O aluno deve se capaz de:
CONTEÚDOS
Habilidades: Ouvir, falar, ler e
escrever
COMPETÊNCIAS
PARCIAIS
O aluno:
CH
II.
ESCOLA
 Ler histórias sobre regras de conduta na escola
com entoação, pausa e ritmo adequados;
 Responder a questionários orais e escritos
sobre textos;
 Indicar o assunto principal de uma história lida;
 Identificar as personagens da história;
 Escrever cópias e ditados de frases e textos,
com uma boa caligrafia e respeitando as regras
de acentuação e pontuação;
 Escrever pequenas composições (4 a 6 frases);
 Indicar algumas regras de conduta na escola;
 Dar exemplos de manifestação de ajuda mútua
e solidariedade entre os membros da sua
família;
 Usar palavras da mesma família de escola em
diferentes situações;
 Identificar palavras com significados contrários;
 Construir frases aplicando as regras de
pontuação (ponto, ponto de interrogação e o de
exclamação);
 Usar a letra maiúscula obedecendo regras.
Textos Narrativos
- O assunto principal do texto
- Personagens
 Cópia
 Ditado
 Redacção
Tema transversal: Regras de conduta
na escola: Ajuda mútua/solidariedade/
respeito/assiduidade, pontualidade.
Funcionamento da Língua
 Antonímia
 Sinais de pontuação (ponto final
de interrogação e de
exclamação)
 Uso da letra maiúscula:
- Início das frases
- Depois de um ponto
- Nos nomes próprios
 Lê e escreve textos
narrativos sobre
regras de conduta na
escola, com boa
caligrafia e
respeitando as
regras de acentuação
e pontuação.
 Expressa-se,
oralmente, com
correcção, usando a
antonímia e letras
maiúsculas.
57 tempos
39
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECIFICOS
O aluno deve se capaz de:
CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS
PARCIAIS
O aluno:
CH
II.
ESCOLA
 Ler relatos em voz alta e com articulação e
entoação correctas;
 Interpretar relatos lidos;
 Relatar, oralmente, factos acontecidos ou
vividos, usando formas verbais no
pretérito perfeito;
 Escrever cópias e ditados de frases e
textos, com uma boa caligrafia e
respeitando as regras de acentuação e
pontuação;
 Escrever pequenos relatos (4 a 6 frases)
dedicados à escola ou aos professores;
 Construir, oralmente e por escrito, frases
interrogativas.
 Cantar uma canção relacionada com a
escola.
 Relato de acontecimentos
 Elementos a considerar na produção de
relatos:
- O quê?
- Quem?
- Onde?
- Quando?
 Cópia
 Ditado
 Redacção
 Tema transversal: datas festivas e
comemorativas
Funcionamento da Língua:
 Frase interrogativa
Introdutores interrogativos
- Que...?
- O que...?
- O que é que...?
- Quem...?
- Qual...?
- Como é que...?
 Lê e escreve relatos
sobre datas festivas e
comemorativas, com boa
caligrafia e respeitando
as regras de acentuação
e pontuação;
 Expressa-se, oralmente,
com correcção, usando
introdutores
interrogativos.
32
tempos
II.
ESCOLA
 Ler bilhetes com entoação e ritmo
adequados;
 Identificar o assunto principal do bilhete;
 Identificar a estrutura do bilhete;
 Escrever cópias e ditados de bilhetes,
com uma boa caligrafia e respeitando as
regras de acentuação e pontuação;
 Escrever bilhetes respeitando a sua
estrutura.
Bilhetes
 Assunto principal
 Estrutura do bilhete
 Cópia
 Ditado
 Redacção.
 Lê e escreve bilhetes,
com boa caligrafia e
respeitando as regras de
acentuação e pontuação.
39
tempos
 Escrever frases e pequenos textos usando
vocabulário relacionado com o tema
escola;
 Construir frases, oralmente e por escrito,
Funcionamento da língua:
 Vocabulário relacionado com o tema
escola
 Tempos verbais:
 Verbo ir, estudar e escrever no:
 Expressa-se, oralmente,
com correcção, usando
tempos verbais e
preposições.
40
usando os verbos ” ir”, “estudar” e
“escrever” no presente, pretérito perfeito,
e futuro do indicativo;
 Construir frases, oralmente e por escrito,
usando as preposições.
- presente
- passado (pretérito perfeito)
- futuro
Preposições (para, e, com)
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECIFICOS
O aluno deve se capaz de:
CONTEÚDOS
Habilidades: Ouvir, falar, ler e
escrever
COMPETÊNCIAS
PARCIAIS
O aluno:
CH
III.
COMUNIDADE
 Ler o texto do hino nacional com expressividade;
 Copiar poemas com uma boa caligrafia,
ortografia correcta e respeitando as regras de
acentuação e pontuação;
 Cantar o hino nacional;
 Identificar o Presidente da República;
 Escrever o nome do Presidente da República.
Textos poéticos
 Cópia
 Ditado
Temas transversais: símbolos
nacionais:
- Hino Nacional
- Presidente da República.
 Lê textos poéticos, com
expressividade.
50
Tempos
 Ler textos didácticos, em voz alta, com
articulação e entoação correctas;
 Responder a questionários orais e escritos sobre
textos didácticos;
 Identificar serviços sociais da sua comunidade;
 Identificar profissões relacionadas com os
serviços sociais;
 Copiar textos didácticos com uma boa caligrafia,
ortografia correcta e respeitando as regras de
acentuação e pontuação;
 Empregar, em contextos diversificados, palavras:
- relacionadas com o tema comunidade;
- da mesma família;
- com sentidos contrários
 Usar em frases orais o verbo “vir” no presente,
pretérito perfeito do indicativo e futuro
perifrástico.
Textos didácticos
 Os serviços sociais (escola,
hospital/posto de
saúde, posto policial, etc.);
 Profissões
 Cópia
 Ditado
 Redacção
Tema Transversal: Regras de
convivência comunitária
Funcionamento da língua:
 Vocabulário relacionado
com o tema comunidade
 Família de palavras;
 Antonímia
 Verbo “vir” no presente,
pretérito perfeito do
indicativo e futuro
perifrástico.
 Lê textos didácticos,
com expressividade.
 Expressa-se, oralmente,
com correcção, usando
família de palavras,
antonímia e o verbo
“vir” no presente,
passado e futuro.
41
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECIFICOS
O aluno deve se capaz de:
CONTEÚDOS
Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever
COMPETÊNCIAS
PARCIAIS
O aluno:
CH
III.
COMUNIDADE
 Ler convites, em voz alta, com
articulação e entoação correctas;
 Identifica a informação veiculada
pelo convite;
 Redigir convites;
 Ilustra convites.
Convite  Lê e escreve convites,
com boa caligrafia e
respeitando as regras de
acentuação e pontuação.
14
tempos
 Usar expressões para criticar
atitudes negativas,elogiar atitudes
positivas e pedir ajuda.
 Expressões para criticar:
- Fizeste/comportaste-te mal!
- Não devias ter feito isso!
 Expressões para elogiar:
- Parabéns!
- Fizeste/Comportaste-te bem!
 Expressões para pedir ajuda
- Socorro!
- Ajuda-me.
- Peço ajuda.
 Expressa-se com cortesia,
em situações de crítica,
elogio e pedido de ajuda.
 Escrever palavras em que:
-"o" tenha valor de "u"
-"e" tenha valor de "i"
 Usar letras maiúsculas na elaboração
de frases, obedecendo regras.
 Ortografia:
- O “o” com valor “u”
- O “e” com valor de “i”
 Uso da letra maiúscula
 Escreve frases e textos,
obedecendo regras
ortográficas e de uso da
letra maiúscula.
42
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECIFICOS
O aluno deve se capaz de:
CONTEÚDOS
Habilidades: Ouvir, falar, ler e
escrever
COMPETÊNCIAS
PARCIAIS
O aluno:
CH
IV.
AMBIENTE
 Ler, textos poéticos sobre os animais com
expressividade;
 Copiar poemas com uma boa caligrafia,
ortografia correcta e respeitando as regras de
acentuação e pontuação;
 Recitar poemas;
 Identificar os animais da sua comunidade;
 Agrupar os animais de acordo com o meio em
que vivem;
 Relacionar os animais às suas crias (filhotes);
 Usar os verbos “fazer” e “dar” no presente,
pretérito perfeito e futuro (perifrástico).
 Construir frases, com nomes próprios e
comuns;
 Cantar canção relacionada com os animais
domésticos e selvagens.
Textos poéticos
 Cópia
 Ditado
Tema transversal: Animais domésticos
e selvagens:
Funcionamento da língua:
 Verbos fazer e dar no presente,
pretérito perfeito e futuro
 Nomes: próprios e comuns
 Lê textos poéticos, com
expressividade.
 Expressa-se, oralmente e
por escrito, com
correcção, usando os
verbos “fazer” e “dar” no
presente, passado e
futuro, e nomes próprios
e comuns.
50
tempos
 Ler textos didácticos, em voz alta, com
articulação e entoação correctas;
 Interpretar o conteúdo do texto didáctico;
 Copiar textos didácticos com uma boa
caligrafia, ortografia correcta e respeitando as
regras de acentuação e pontuação;
 Identificar as plantas da sua comunidade;
 Relacionar as árvores aos respectivos frutos;
 Construir frases afirmativas e negativas,
oralmente e por escrito.
Textos didácticos
 Cópia
 Ditado
Tema transversal: Plantas
Funcionamento da Língua
 Formas de frases: afirmativa e
negativa
 Lê textos didácticos, com
articulação e entoação
correctas;
 Expressa-se, oralmente e
por escrito, com
correcção, diferentes
formas de frase.
43
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECIFICOS
O aluno deve se capaz de:
CONTEÚDOS
Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever
COMPETÊNCIAS
PARCIAIS
O aluno:
CH
IV.
AMBIENTE
 Usar expressões sobre o estado de
tempo;
 Usar o verbo” estar “ no presente,
pretérito perfeito do indicativo e futuro
(perifrástico).
 Construir frases, oralmente e por
escrito, usando pronomes indefinidos.
Conversa directa
 Expressões sobre o estado do tempo.
- Está a chover.
- Está quente.
- Está frio.
Funcionamento da língua:
 Verbos estar no presente, passado e
futuro
 Pronomes indefinidos:
- algum/alguma
- alguém/ninguém
- tudo/nada
 Participa em um diálogo
sobre o estado de tempo;
 Expressa-se, oralmente e
por escrito, com
correcção, usando o
verbo “estar” no presente,
passado e futuro e
pronomes indefinidos.
30
tempos
 Ler, com expressividade, bandas
desenhadas;
 Ler, para apreciar, bandas desenhadas
complementares;
 Interpretar, oralmente e por escrito,
bandas desenhadas;
 Ordenar as imagens de uma BD, dando
uma sequência lógica;
 Preencher os balões de uma BD;
 Elaborar uma BD;
 Elaborar cartazes sobre prevenção de
acidentes;
 Empregar, em contextos
diversificados, palavras:
- relacionadas com o tema
comunidade;
- da mesma família;
- com sentidos contrários
- com sentidos semelhantes
 Construir frases observando as regras
de concordância dos
elementos na frase, em género e
número.
Banda Desenhada (BD)
 Redacção
Tema transversal: Prevenção de acidentes
Funcionamento da língua:
 Vocabulário relacionado com o tema
Ambiente
 Família de palavras
 Sinonímia
 Antonímia
 Concordância dos elementos na frase
- Flexão dos nomes em género
- Flexão dos nomes em número
 Lê e elabora bandas
desenhadas sobre
prevenção de acidentes.
 Expressa-se, oralmente e
por escrito, com
correcção, usando família
de palavras, sinonímia,
antonímia e concordância
dos elementos na frase.
44
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECIFICOS
O aluno deve se capaz de:
CONTEÚDOS
Habilidades: Ouvir, falar, ler e
escrever
COMPETÊNCIAS
PARCIAIS
O aluno:
CH
V.
CORPO
HUMANO
 Ler, com expressividade, textos narrativos;
 Interpretar, oralmente e por escrito, textos
narrativos;
 Identificar os elementos da narrativa (autor,
personagens, tempo e espaço);
 Caracterizar fisicamente personagens;
 Recontar histórias;
 Escrever, com boa caligrafia, cópias e textos
ditados, respeitando as regras de acentuação e
pontuação;
 Elaborar uma pequena composição (4 a 6
frases)
 Dramatizar diálogos orais entre personagens;
 Ler textos narrativos complementares e outros
do seu interesse;
 Identificar, em textos, acções e atitudes que
demonstram respeito e solidariedade pelos
indivíduos com necessidades especiais;
 Empregar, em contextos diversificados,
palavras:
- relacionadas com o tema comunidade;
- da mesma família;
- com o mesmo sentido
- com sentidos contrários
 Usar o verbo “falar” e “comer” no presente,
pretérito perfeito
e futuro, em frases e textos.
 Usar, na descrição, palavras e expressões que
exprimem qualidades.
Textos Narrativos
Personagens
- Características físicas das
personagens
 Cópia
 Ditado
 Reconto
 Redacção
 Dramatização
Tema Transversal: respeito e
solidariedade para com indivíduos
com necessidades especiais.
Funcionamento da lingua:
 Vocabulário relacionado com o
tema
 Família de palavras
 Sinonímia
 Antonímia
 Verbo “falar” e “comer” no
presente,
passado e futuro;
 Noção de qualidade [Adjectivos].
 Lê e escreve textos
narrativos, com boa
caligrafia e respeitando as
regras de acentuação e
pontuação.
 Expressa-se, oralmente e
por escrito, com
correcção, usando família
de palavras, sinonímia,
antonímia e verbos
“falar” e “comer” no
presente, passado e futuro
e adjectivos.
32
tempos
45
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECIFICOS
O aluno deve se capaz de:
CONTEÚDOS
Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever
COMPETÊNCIAS
PARCIAIS
O aluno:
CH
VI.
SAÚDE E
HIGIENE
 Ler textos didácticos, em voz alta, com
articulação e entoação correctas;
 Interpreta o conteúdo do texto;
 Copiar textos didácticos com uma boa
caligrafia, ortografia correcta e
respeitando as regras de acentuação e
pontuação;
 Elaborar pequenas composições (4 a 6
frases);
 Mencionar formas de prevenção e
combate às doenças mais comuns ex:
diarreias, malária, conjuntivite, etc.
 Mencionar os cuidados a ter com produtos
tóxicos, inflamáveis, medicamentos,
insecticidas e objectos estranhos, cortantes
e pirotécnicos.
 Transformar frases afirmativas para
negativas e vice-versa;
 Construir frases com os verbos limpar e
lavar no presente, pretérito perfeito do
indicativo e no futuro perifrástico;
 Construir frases, flexionando os adjectivos
em género e número.
Textos didácticos
 Cópia
 Ditado
 Redacção
 Tema transversal: Formas de
prevenção de doenças
 Prevenção de acidentes:
(Cuidados a ter com produtos tóxicos
inflamáveis (ex: petróleo); medicamentos
e insecticidas; objectos estranhos (minas);
objectos cortantes (ex: facas, lâminas);
fogo, água quente; tomadas e fichas;
objectos pirotécnicos (paixão)
Funcionamento da língua
 Formas de frases: afirmativas e
negativas
 Verbo limpar e lavar no presente,
pretérito perfeito do indicativo e futuro
perifrástico
 Concordância do adjectivo em género
e número
 Lê textos didácticos, com
articulação e entoação
correctas;
 Expressa-se, oralmente e
por escrito, com correcção,
usando diferentes formas
de frase e os verbos
“limpar” e “lavar” no
presente, passado e futuro
do indicativo, e adjectivos
flexionados.
32
tempos
46
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECIFICOS
O aluno deve se capaz de:
CONTEÚDOS
Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever
COMPETÊNCIAS
PARCIAIS
O aluno:
CH
VII.
MEIOS DE
TRANSPORTE E
COMUNICAÇÃO
 Ler textos didácticos, em voz alta,
com articulação e entoação
correctas;
 Interpretar o conteúdo de textos
didácticos;
 Copiar textos didácticos com uma
boa caligrafia, ortografia correcta,
respeitando as regras de acentuação
e pontuação;
 Elaborar pequenas composições (4 a
6 frases);
 Agrupar os meios de transporte de
acordo com a via em que circulam;
 Identificar os meios de transporte e
vias de comunicação;
 Construir frases usando advérbios
de lugar.
Textos didácticos
 Cópia
 Ditado
 Redacção
Tema transversal:
Meios de transporte e vias de
comunicação
Funcionamento da Língua
- Advérbios de lugar: aqui, ali, lá
 Lê textos didácticos, com
articulação e entoação
correctas;
 Expressa-se, oralmente e por
escrito, com correcção,
usando advérbios de lugar.
16
tempos
 Interpretar o conteúdo de cartazes
sobre regras de trânsito;
 Indicar regras básicas de trânsito;
 Descrever um percurso, indicando
os pontos de referência;
 Desenhar o trajecto de um percurso,
indicando os pontos de referência;
 Elaborar frases utilizando o verbo
“andar “ no presente, pretérito
perfeito e futuro perifrástico.
Cartazes
 Regras de trânsito
 Descrição de trajectos
Funcionamento da língua
 Verbo “andar” no:
- presente
- pretérito perfeito
- futuro perifrástico
 Manifesta conhecimento das
regras de transito. 16
tempos
Currículo Nacional: 480 tempos
Currículo Local: 128 tempos
Total: 608 tempos
47
Programa de Língua Portuguesa
4ªClasse
48
DISTRIBUIÇÃO DA CARGA HORÁRIA
UNIDADE TEMÁTICA SEMANAS TEMPO
I. FAMÍLIA 7 84
II. ESCOLA 6 72
III. COMUNIDADE 4 48
IV. AMBIENTE 4 48
V. CORPO HUMANO 1 12
VI. SAÚDE E HIGIENE 1 12
VII. MEIOS DE TRANSPORTE E COMUNICAÇÃO 4 48
VIII. COMUNICAÇÃO 1 12
IX. A NOSSA PROVÍNCIA 2 24
Sub-total 30 360
CURRÍCULO LOCAL (20%) 8 96
TOTAL 38 456
49
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECIFICOS
O aluno deve se capaz de:
CONTEÚDOS
Habilidades: Ouvir e falar
COMPETÊNCIAS
PARCIAIS
O aluno:
CH
I.
FAMÍLIA
 Produzir discursos orais com correcção;
 Dramatizar situações de conversa directa
em presença, com diferentes finalidades,
usando os princípios de cortesia;
 Elaborar frases, oralmente e por escrito,
usando formas de tratamento adequadas.
Conversa directa
 Princípios de cortesia
- ouvir os outros
- esperar a sua vez
- respeitar o tema
-acrescentar informação pertinente
Tema transversal: Normas de
convivência entre os membros da
família
Funcionamento da Língua
- Formas de tratamento
 Expressa-se com cortesia,
em ambiente familiar;
 Usa correctamente as formas
de tratamento no seu
discurso oral e escrito;
 Debate sobre as normas de
convivência entre os
membros de uma família.
3 tempos
50
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECIFICOS
O aluno deve se capaz de:
CONTEÚDOS
Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever
COMPETÊNCIAS
PARCIAIS
O aluno:
CH
I. FAMÍLIA
 Ler textos descritivos sobre a casa, em voz
alta, com articulação e entoação correctas;
 Interpretar textos descritivos;
 Escrever cópias e ditados;
 Descrever, por escrito, a sua casa e outras
casas;
 Descrever, oralmente, as regras de higiene de
uma casa;
 Construir casas típicas, em miniatura.
Textos descritivos
Vocabulário:
- tipos de casa (alvenaria, pau-a-pique,
madeira e zinco e caniço)
- materiais de construção de casas
- divisões da casa
 Cópia
 Ditado
 Redacção
Tema transversal: Normas de higiene da
casa
Lê e escreve textos
descritivos.
23
tempos
 Escrever frases (6 a 8), diariamente, sobre o
que faz ao longo do dia;
 Usar expressões, para indicar a frequência de
acontecimentos, na produção do diário.
 Construir frases com nomes comuns;
 Elaborar frases flexionando os nomes
comuns em género e número;
 Construir frases, usando adjectivos.
Diário
 Cópia
 Ditado
 Redacção
 Expressões relacionadas com a
frequência dos acontecimentos:
sempre, às vezes, todos os
dias/diariamente; todas as semanas
Funcionamento da Língua
Nomes:
- Nomes comuns
- Flexão dos nomes comuns em género e
número
- Adjectivos qualificativos
Escreve um diário.
51
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECIFICOS
O aluno deve se capaz de:
CONTEÚDOS
Habilidades: Ouvir, falar, ler e
escrever
COMPETÊNCIAS
PARCIAIS
O aluno:
CH
I.FAMÍLIA
 Ler, com expressividade, histórias e fábulas em
que se valorizam a honestidade, amabilidade e
simplicidade;
 Ler textos narrativos complementares e outros do
seu interesse;
 Interpretar, oralmente e por escrito, textos
narrativos; sobre honestidade, amabilidade e
simplicidade;
 Identificar os elementos da narrativa (autor,
personagens, espaço e tempo);
 Escrever cópias e textos ditados, com boa
caligrafia, respeitando as regras de acentuação e
pontuação;
 Escrever histórias (de 4 a 6 frases), com uma boa
caligrafia, sequência lógica, ortografia correcta e
respeitando as regras de acentuação e pontuação;
 Ilustrar histórias.
 Elaborar frases usando palavras sinónimas e
antónimas;
 Construir frases usando nomes próprios;
 Flexionar, em género, os nomes terminados em
ão;
 Construir frases usando nomes terminados em
ão;
 Identificar o verbo numa frase;
Textos Narrativos: Histórias e
fábulas
- Elementos da narrativa:
Autor
Personagens – principais e
secundárias
Espaço e Tempo da ocorrência da
acção
- Moral da história
 Cópia
 Ditado
 Redacção
Tema transversal: honestidade,
amabilidade e simplicidade
Funcionamento da língua
Sinonímia e antonímia
 Nomes
- Nomes próprios
- Flexão em género dos nomes
terminados em ão
 O verbo
- O modo indicativo
Lê e escreve textos
narrativos.
Analisa os elementos
Primários da Narrativa.
Reflecte sobre a flexão, em
género, dos nomes
terminados em ão.
Constrói frases usando
verbos no modo indicativo.
24 tempos
52
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECIFICOS
O aluno deve se capaz de:
CONTEÚDOS
Habilidades: Ouvir, falar, ler e
escrever
COMPETÊNCIAS
PARCIAIS
O aluno:
CH
I.FAMÍLIA
 Ler textos normativos, em voz alta, com
articulação e entoação correctas;
 Identificar em textos os seus direitos a nível da
família.
 Construir frases usando artigos definidos;
 Flexionar os artigos definidos em género e
número;
 Construir frases com nomes abstractos;
Textos Normativos
Tema Transversal: Direitos da
Criança a nível da família
Funcionamento da Língua
• Determinantes
- Artigos definidos (o, a, os, as)
 Nomes abstractos
Lê textos normativos.
Reflecte sobre o uso de
determinantes, nomes
abstractos e pronomes
pessoais formas de sujeito.
34
tempos
 Lê mensagens curtas;
 Interpreta mensagens curtas;
 Escreve mensagens curtas com ortografia
correcta, respeitando as normas de acentuação e
pontuação.
Mensagens curtas (formais e
informais): bilhete postal, recados,
SMS
 Redacção
 Ler cartas familiares, em voz alta, com
articulação e entoação correctas;
 Interpretar o conteúdo da carta;
 Identificar a estrutura da carta;
 Copiar cartas, com uma boa caligrafia e
respeitando a sua estrutura;
 Escrever cartas familiares com uma boa
caligrafia, sequência lógica, ortografia correcta
e respeitando as regras de acentuação e
pontuação;
 Escrever, cópias e textos ditados, com boa
caligrafia, respeitando as regras de acentuação
e pontuação;
 Distinguir artigos definidos dos indefinidos;
 Construir frases e textos usando pronomes
pessoais e artigos indefinidos.
Carta familiar
- Estrutura da carta:
. cabeçalho
. corpo da carta
.desfecho
 Cópia
 Ditado
 Redacção
Funcionamento da língua
- Pronomes pessoais, formas de sujeito
 Determinantes
- Artigos indefinidos (um, uma, uns,
umas)
Lê e escreve cartas
familiares.
53
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECIFICOS
O aluno deve se capaz de:
CONTEÚDOS
Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever
COMPETÊNCIAS
PARCIAIS
O aluno:
CH
II.
ESCOLA
 Construir frases, usando formas apropriadas
para cumprimentar e saudar;
 Dramatizar situações de saudação;
 Desenhar a sua escola.
Formas de tratamento nos
cumprimentos e saudações:
Tu e você.
- Bom dia, senhor (a) professor (a)!
- Como está?
- Olá, João!
- Como estás?
- Bom dia, avô (ó)!
- Como está?
Estabelece contacto
social com cortesia e
respeito.
23
tempos
 Interpretar o conteúdo da entrevista;
 Identificar a estrutura da entrevista;
 Fazer a leitura dialogada de entrevistas, com
articulação e entoação correctas;
 Elaborar o guião de entrevista para
levantamento de dados sobre a história da
escola;
 Entrevistar professores e a comunidade para
reconstituição da história da escola;
 Elaborar um texto sobre a história da escola
com os dados obtidos na entrevista.
Entrevista
 Organização do texto
- Título
- Tópicos
- Introdução
- Apresentação do entrevistado
- Apresentação do assunto
- Perguntas do entrevistador
- Respostas do entrevistado
- Conclusão.
 Lê e interpreta uma
entrevista;
 Organiza a entrevista;
 Desenvolve tópicos de
uma entrevista;
 Realiza entrevista;
 Sistematiza e interpreta
oralmente e por escrito
os resultados da
entrevista.
 Elaborar frases, oralmente e por escrito,
usando palavras sinónimas e antónimas
relacionadas com a escola;
 Construir frases interrogativas;
 Distinguir frases no discurso directo e
indirecto;
 Construir frases no discurso directo e
indirecto.
Funcionamento da Língua
- Sinonímia e antonímia
- Tipo de frase: interrogativa
- Discurso directo e indirecto
Reflecte sobre o uso da
interrogativa e do
discurso directo e
indirecto.
 Interpretar avisos de âmbito escolar;
 Identificar a estrutura do aviso;
 Redigir avisos relacionados com a escola;
 Construir, oralmente e por escrito, frases
simples;
 Identificar, em frases, os grupos nominal e
verbal.
Aviso
- Estrutura do aviso
Funcionamento da língua
• A frase simples
- Constituintes da frase: Grupo Nominal e
Grupo Verbal
 Lê e interpreta avisos.
 Escreve avisos;
 Reflecte sobre os
constituintes imediatos
da frase.
54
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECIFICOS
O aluno deve se capaz de:
CONTEÚDOS
Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever
COMPETÊNCIAS
PARCIAIS
O aluno:
CH
II.
ESCOLA
 Ler obras de literatura infantil e textos da
tradição popular;
 Ler, com expressividade, narrativas diversas;
 Identificar no texto os elementos da narrativa
(autor, personagens, espaço e tempo);
 Interpretar, oralmente e por escrito, textos
narrativos cuja moral da história valorizam o
respeito mútuo entre colegas e a resolução
não violenta de conflitos;
 Recontar histórias lidas ou ouvidas,
distinguindo introdução, desenvolvimento e
conclusão;
 Escrever textos narrativos da sua autoria,
com boa caligrafia, ortografia correcta e
respeitando as regras de acentuação e
pontuação;
 Copiar textos narrativos com boa caligrafia,
ortografia correcta e respeitando as regras de
acentuação e pontuação.
 Construir frases usando adjectivos
flexionados em género e número;
 Identificar a função sintáctica dos
elementos essenciais da frase (sujeito e
predicado).
Textos Narrativos
Elementos da Narrativa
Autor
Personagens – principais e secundárias
Espaço e Tempo da ocorrência da acção
- Moral da história
 Cópia
 Ditado
 Redacção
Temas transversais: Normas de
convivência escolar (Respeito mútuo
entre colegas; Resolução não violenta
de conflitos)
Funcionamento da Língua
- Adjectivos: flexão em género e número
- Função sintáctica dos elementos
essenciais da frase: sujeito e predicado
Lê e escreve textos
narrativos.
Analisa os elementos
Primários da Narrativa.
Reflecte sobre a flexão
do adjectivo, em
número e género, e a
função sintáctica do
sujeito e predicado.
24
tempos
55
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECIFICOS
O aluno deve se capaz de:
CONTEÚDOS
Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever
COMPETÊNCIAS
PARCIAIS
O aluno:
CH
II.
ESCOLA
 Ler instruções várias;
 Interpretar, oralmente e por escrito, as
instruções lidas;
 Seguir um percurso, obedecendo
instruções orais ou escritas;
 Elaborar instruções orais sobre um
percurso;
 Usar expressões de cortesia para:
- Sugerir um passeio, festa, brincadeira, etc.;
- Aceitar ou recusar uma sugestão;
- Propor ideias, actividades ou outros
aspectos;
 Construir frases, oralmente e por escrito,
usando o modo verbal imperativo;
 Elaborar frases, usando preposições e
pronomes demonstrativos, para indicar a
localização espácio-temporal de factos,
lugares, seres e objectos.
Instruções
 Vocabulário:
- vai sempre em frente
- vira à esquerda
- vira à direita
 Expressões para dar sugestões:
- Vamos passear?
- Gostarias de estudar comigo?
 Expressões para aceitar ou recusar
sugestões:
- Sim, vamos.
- Sim, gostaria.
- Desculpa, agora não posso.
 Expressões para propor ideias,
actividades ou outros aspectos:
- Que tal jogarmos cabra-cega?
- Eu tenho outra ideia: jogarmos
polícia e ladrão!l
Funcionamento da Língua
- Modo verbal imperativo
- Preposições (a, até, com, em, entre,
de, desde, para)
- Pronomes demonstrativos
Lê e segue instruções.
Expressa-se, com cortesia
e correcção, para propor,
aceitar, ou recusar, ideias.
Reflecte sobre o uso do
modo verbal imperativo,
preposições e pronomes
demonstrativos.
25
tempos
56
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECIFICOS
O aluno deve se capaz de:
CONTEÚDOS
Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever
COMPETÊNCIAS
PARCIAIS
O aluno:
CH
III.
COMUNIDADE
 Ler obras de literatura infantil e textos da
tradição popular;
 Interpretar, oralmente e por escrito,
textos narrativos sobre d atas festivas e
comemorativas, lidos e ouvidos;
 Escrever, cópias, ditados e textos
narrativos da sua autoria, com uma boa
caligrafia, ortografia correcta e
respeitando as regras de acentuação e
pontuação;
 Fazer desenhos e postais sobre datas
festivas e comemorativas.
Descrição de espaços e ambientes 
- Instituições públicas da sua
comunidade
(Hospital, Esquadra da Polícia,
Escola, etc.)
- Vocabulário sobre profissões
(enfermeiro, médico, polícia,
professor, carpinteiro, pescador,
etc.)
 Cópia
 Ditado
 Redacção
Lê e escreve textos
descritivos sobre
instituições públicas e
profissões.
Expressa-se, oralmente e
por escrito, com
correcção, usando
vocabulário relativo aos
serviços e profissões
públicas.
48
tempos
 Construir frases, usando preposições e
contracções.
Textos Narrativos (Literatura infantil e
da tradição popular)
Elementos da Narrativa:
Autor
Personagens – principais e secundárias
Espaço e Tempo da ocorrência da acção
- Moral da história
 Cópia
 Ditado
 Redacção
Tema transversal: Datas festivas e
comemorativas.
Lê e escreve, com
correcção, textos
narrativos.
Analisa os elementos
Primários da Narrativa.
Expressa-se, por escrito e
com correcção, usando
preposições e
contracções.
 Ler poemas, com entoação e ritmo
adequados;
 Ler textos poéticos complementares e
outros do seu interesse;
 Interpretar, oralmente e por escrito,
textos poéticos relacionados com os
símbolos nacionais,
Funcionamento da Língua
- Preposições: durante, por, perante, sob,
sobre, trás)
- Contracção de preposições (no, na, nos,
nas, pelo, pela, pelos, pelas)
Reflecte sobre o uso das
preposições e
contracções.
57
 Identificar as cores e o significado da
bandeira nacional e o significado das
componentes do emblema;
 Desenhar a Bandeira Nacional e o
Emblema da República de Moçambique;
 Copiar poemas com uma boa caligrafia,
ortografia correcta e respeitando as
regras de acentuação e pontuação;
 Escrever pequenos versos exaltando os
símbolos nacionais;
 Cantar o hino nacional.
 Elaborar frases usando palavras
sinónimas e antónimas;
 Construir frases, oralmente e por escrito,
usando verbos irregulares.
Textos Poéticos
 Cópia
 Ditado
 Redacção
Tema transversal: os símbolos
nacionais: bandeira (cores e
significado); o emblema (significado das
componentes)
Funcionamento da língua
- Sinonímia e antonímia
- Verbos irregulares (ser, estar, dar, ter,
ler)
Reflecte sobre o sentido
das palavras e uso de
verbos irregulares
58
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECIFICOS
O aluno deve se capaz de:
CONTEÚDOS
Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever
COMPETÊNCIAS
PARCIAIS
O aluno:
CH
IV.
AMBIENTE
 Ler com expressividade textos narrativos,
com articulação, entoação e ritmo
adequados;
 Ler textos narrativos complementares;
 Interpretar, oralmente e por escrito, textos
narrativos;
 Identificar, no texto, os elementos da
narrativa (narrador, personagens e acções);
 Formular opinião sobre a atitude de
algumas personagens do texto em estudo;
 Escrever cópias e ditados de textos
narrativos com uma boa caligrafia,
ortografia correcta e respeitando as regras
de acentuação e pontuação;
 Escrever pequenos textos, descrevendo
animais que conhece;
 Associar onomatopeias às vozes de animais;
 Modelar animais domésticos e selvagens;
 Emitir diferentes vozes de animais.
 Construir frases usando nomes colectivos;
 Construir frases usando advérbios de lugar;
 Expandir frases, acrescentando ao grupo
verbal, advérbios de lugar.
Textos Narrativos
 Elementos da narrativa:
- o narrador: participante e não
participante
- as personagens: principais e
secundárias
- as acções.
 Cópia
 Ditado
 Redacção
- Os sinais de pontuação (revisão)
- Onomatopeias
Tema transversal
- Os animais e sua importância
(animais domésticos e selvagens)
Funcionamento da língua
- Nomes colectivos
- Advérbios de lugar (perto, longe,
onde, aonde)
- Expansão do grupo verbal (GV)
com advérbios de lugar
Lê e escreve textos
narrativos.
Analisa os elementos do
texto narrativo.
Reflecte sobre o uso de
nomes colectivos, advérbios
de lugar e expansão do grupo
verbal.
24
tempos
59
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECIFICOS
O aluno deve se capaz de:
CONTEÚDOS
Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever
COMPETÊNCIAS
PARCIAIS
O aluno:
CH
IV.
AMBIENTE
 Ler poemas, com entoação e ritmo
adequados;
 Ler textos poéticos complementares e outros
do seu interesse;
 Interpretar, oralmente e por escrito, textos
poéticos, identificando a importância das
plantas;
 Identificar nos poemas versos e rimas;
 Decalcar/estampar/imprimir partes das
plantas;
 Copiar poemas com uma boa caligrafia,
ortografia correcta e respeitando as regras de
acentuação e pontuação.
Textos Poéticos
- Versos
- Rima
 Cópia
 Ditado
Tema transversal:
- As Plantas e sua importância
Lê textos poéticos.
24 tempos
 Ler textos didácticos, em voz alta, com
articulação e entoação correctas;
 Interpretar o conteúdo do texto;
Textos didácticos
Tema transversal: Formas de
conservação e tratamento da água
Lê textos didácticos.
Descreve, por palavras suas,
as formas de conservação e
tratamento da água.
 Elaborar frases orais e escritas usando
palavras sinónimas e antónimas relacionadas
com o tema ambiente;
 Organizar famílias de palavras relacionadas
com o tema;
 Construir frases e textos, usando os tempos
verbais no presente, pretérito perfeito e
futuro do indicativo.
Funcionamento da língua
- Sinonímia e antonímia
- Família de palavras
 Tempos verbais:
- presente
- pretérito perfeito
- futuro do indicativo
Reflecte sobre o sentido das
palavras.
Expressa-se, com correcção,
usando famílias de palavras e
tempos verbais do presente,
pretérito perfeito e futuro do
indicativo.
Reflecte sobre o uso de
famílias de palavras e
tempos verbais do presente,
pretérito perfeito e futuro do
indicativo.
60
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECIFICOS
O aluno deve se capaz de:
CONTEÚDOS
Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever
COMPETÊNCIAS
PARCIAIS
O aluno:
CH
V.
CORPO
HUMANO
 Ler textos didácticos, em voz alta, com
articulação e entoação correctas;
 Interpretar o conteúdo do texto;
 Escrever cópias e ditados de textos didácticos
com uma boa caligrafia, ortografia correcta e
respeitando as regras de acentuação e
pontuação;
 Usar em frases e textos, vocabulário
relacionado com o vestuário;
 Desenhar peças de vestuário;
 Construir, oralmente e por escrito, frases
simples;
 Identificar em frases os grupos nominal e
verbal.
Textos didácticos
Tema transversal: Higiene e conservação
do vestuário
Funcionamento da língua
• A frase simples
- constituintes da frase: Grupo Nominal e
Grupo Verbal
Lê textos didácticos.
Descreve, por palavras
suas, as formas de
higine e conservação do
vestuário.
Reflecte sobre os
constituintes imediatos
da frase simples.
12 tempos
VI.
SAÚDE E
HIGIENE
 Ler cartazes, em voz alta, com articulação e
entoação correctas;
 Interpretar o conteúdo dos cartazes;
 Desenhar diferentes tipos de alimentos.
Cartazes
Tema transversal: Cuidados a ter com os
alimentos
Lê textos didácticos.
Explica, por palavras
suas, os cuidados a ter
com os alimentos.
12 tempos
 Organizar famílias de palavras relacionadas
com saúde e higiene;
 Construir frases, oralmente e por escrito,
usando os pronomes possessivos;
 Elaborar frases orais e escritas flexionando
os pronomes possessivos em género e
número.
Funcionamento da língua
 Família de palavras
 Pronomes possessivos (meu, teu, seu,
nosso, vosso, seus, dele, minha, tua, sua,
nossa, vossa, suas, dela)
 Flexão dos pronomes possessivos, em
género e número.
Reflecte sobre o uso
dos pronomes
possessivos e sua flexão
em género e número.
Expressa-se, com
correcção, usando
pronomes possessivos.
61
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECIFICOS
O aluno deve se capaz de:
CONTEÚDOS
Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever
COMPETÊNCIAS
PARCIAIS
O aluno:
CH
VII.
MEIOS DE
TRANSPORTE E
COMUNICAÇÃO
 Ler, com expressividade, textos
narrativos, com articulação,
entoação e ritmo adequados;
 Ler textos narrativos
complementares e outros do seu
interesse;
 Interpretar, oralmente e por escrito,
textos narrativos sobre transporte
terrestre, aéreo e marítimo;
 Identificar no texto os elementos da
narrativa (autor, personagens,
espaço, tempo e as acções);
 Escrever cópias, ditados de textos
narrativos com uma boa caligrafia,
ortografia correcta e respeitando as
regras de acentuação e pontuação;
 Identificar os meios de transporte da
sua comunidade;
 Construir meios de transporte em
miniatura.
Textos Narrativos
 Elementos da narrativa:
- o autor
- o narrador: participante e não
participante;
- as personagens: principais e
secundárias;
- o espaço;
- o tempo;
- as acções.
Vocabulário:
- Tipos de transporte (terrestre,
marrítimo e aéreo)
 Cópia
 Ditado
 Redacção
Tema transversal: Importância dos
Meios de Transporte
Lê e escreve textos
narrativos.
Analisa os elementos do
texto narrativo.
48
tempos
 Associar onomatopeias aos meios de
transporte;
 Organizar famílias de palavras
relacionadas com o tema;
 Construir frases, usando advérbios
de tempo;
 Expandir frases, acrescentando
advérbios de tempo.
Funcionamento da Língua:
- Onomatopeias
- Família de palavras
-Advérbios de tempo (cedo, tarde, logo,
sempre, quando)
- Expansão de frases com advérbios
de tempo
Reflecte sobre o uso de
onomatopeias, famílias de
palavras, advérbios de tempo
e expansão de frases com
advérbios de tempo.
Expressa-se, com correcção,
usando famílias de palavras,
advérbios de tempo.
 Ler textos descritivos, em voz alta,
com articulação e entoação
correctas;
 Interpreta o conteúdo do texto;
 Descrever, por palavras suas, as
regras e sinais de trânsito;
 Desenhar alguns sinais de trânsito.
Textos descritivos
Tema Transversal: Regras e Sinais de
Trânsito
Lê textos descritivos.
Analisa, de forma crítica, o
comportamento dos usuários
das vias públicas.
62
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECIFICOS
O aluno deve se capaz de:
CONTEÚDOS
Habilidades: Ouvir, falar, ler e
escrever
COMPETÊNCIAS
PARCIAIS
O aluno:
CH
VIII.
COMUNICAÇÃO
 Ler textos didácticos, em voz alta, com
articulação e entoação correctas;
 Interpretar o conteúdo do texto;
 Explicar por palavras suas, a
importância dos meios de comunicação
que conhece;
 Copiar textos didácticos, com uma boa
caligrafia, ortografia correcta e
respeitando as regras de acentuação e
pontuação;
 Desenhar e legendar meios de
comunicação;
 Construir objectos que representam os
meios de comunicação.
 Escrever pequenos textos didácticos
sobre os objectos representativos dos
meios de comunicação criados pelos
alunos.
extos didácticos

- Os meios de comunicação: carta,
postal, telefones (fixo e móvel),
rádio, jornal, televisão, etc.
- A importância dos meios de
comunicação
 Cópia
 Ditado
Lê e escreve, com correcção,
pequenos textos didácticos.
12 tempos Ler textos de comunicação familiar
(cartas e postais);
 Interpretar cartas e postais,
identificando o emissor, o receptor e
o assunto;
 Copiar cartas e postais com uma boa
caligrafia, ortografia correcta e
respeitando as regras de acentuação e
pontuação;
 Escrever cartas e postais a familiares
e amigos;
 Fazer postais.
Textos de comunicação familiar
Carta
Postal
 Cópia
 Ditado
 Redacção

Lê e escreve textos de
comunicação familiar.
 Construir frases, oralmente e por
escrito, usando os advérbios de
modo;
 Expandir frases, acrescentando
advérbios de tempo.
Funcionamento da língua
- Advérbios de modo
- Expansão de frases com advérbios
de tempo
Reflecte sobre o uso de
advérbios de tempo e
expansão de frases com
advérbios de tempo.
Expressa-se, com correcção,
usando advérbios de tempo.
63
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECIFICOS CONTEÚDOS
Habilidades: Ouvir, falar, ler e
escrever
COMPETÊNCIAS
PARCIAIS
O aluno:
CH
IX.
A NOSSA
PROVÍNCIA
 Localizar a Província;
 Construir frases, usando vocabulário relacionado
com a Província;
 Ler poemas, com entoação e ritmo adequados;
 Interpretar, oralmente e por escrito, textos poéticos;
 Identificar nos poemas versos, estrofes e rimas;
 Copiar poemas, com uma boa caligrafia, ortografia
correcta e respeitando as regras de acentuação e
pontuação;
 Escrever pequenos poemas sobre a sua província (1 a
2 estrofes);
 Fazer desenhos sobre as riquezas da sua província.
Localização da Província no
Mapa
Poemas
- Estrutura:
- Verso
- Estrofe
- Rima
 Cópia
 Ditado
 Redacção
Tema transversal: As
Riquezas da Província
Lê com expressividade e
escreve pequenos poemas.
Identifica a estrutura de um
poema.
24
tempos
 Ler, com expressividade, textos narrativos;
 Ler textos narrativos complementares e outros do seu
interesse;
 Interpretar, oralmente e por escrito, textos narrativos e
poéticos, identificando aspectos da vida no tempo
colonial;
 Identificar no texto os elementos da narrativa (autor,
personagens, espaço, tempo e as acções);
 Identificar no poema versos, estrofes e rimas;
 Escrever cópias e ditados de textos narrativos e
poéticos, com uma boa caligrafia, ortografia correcta e
respeitando as regras de acentuação e pontuação.
Textos narrativos
 Elementos da narrativa:
- o autor
- as personagens
- o espaço
- o tempo
- as acções.
Textos poéticos
Estrutura:
- Verso
- Estrofe
- Rima 
Tema transversal
- A vida no tempo colonial
Lê e escreve textos narrativos.
Analisa os elementos do texto
narrativo.
 Construir frases, usando advérbios de negação. Funcionamento da língua
- Advérbios de negação
Reflecte sobre o uso dos
advérbios de negação.
Expressa-se, com correcção,
usando advérbios de negação.
Currículo Nacional: 360 tempos
Currículo Local: 96 tempos Total: 456 tempos
64
Programa de Língua Portuguesa
5ªClasse
65
DISTRIBUIÇÃO DA CARGA HORÁRIA
UNIDADE TEMÁTICA SEMANAS TEMPO
I. FAMÍLIA 5 50
II. ESCOLA 4 40
III. COMUNIDADE 2 20
IV. AMBIENTE 4 40
V. CORPO HUMANO 2 20
VI. SAÚDE E HIGIENE 3 30
VII. MEIOS DE TRANSPORTE E COMUNICAÇÃO 4 40
VIII. A NOSSA PROVÍNCIA 2 20
IX. O NOSSO PAÍS 4 40
Sub-total 30 300
CURRÍCULO LOCAL (20%) 8 80
TOTAL 38 380
66
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECIFICOS
O aluno deve se capaz de:
CONTEÚDOS
Habilidades: ouvir, falar, ler e escrever
COMPETÊNCIAS
PARCIAIS
O aluno:
CH
I. FAMÍLIA
 Produzir um discurso oral com
correcção;
 Dramatizar situações de conversa
telefónica, com diferentes finalidades,
usando linguagem característica de
discurso oral, os princípios de cortesia
e formas de tratamento adequadas;
 Indicar os seus direitos e de outros
membros da família;
 Desenhar os membros da sua família.
Conversa directa: telefonema
 Tipo de linguagem:
- discurso directo
- formas características da
linguagem oral
- interjeições
 Princípios de cortesia:
- ouvir os outros;
- esperar a sua vez;
- respeitar o tema;
- acrescentar informação pertinente;
Tema transversal: Direitos e deveres dos
membros da família
 Expressa-se com
cortesia em ambiente
familiar.
20 tempos
 Construir frases, usando palavras
sinónimas;
 Flexionar nomes em género e número.
Funcionamento da língua
 Sinonímia
 Flexão dos nomes em género e número
(sistematização)
 Expressa-se,
oralmente e por
escrito, com
correcção, usando a
sinonímia e
flexionando os
nomes .
67
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECIFICOS
O aluno deve se capaz de:
CONTEÚDOS
Habilidades: ler e escrever
COMPETÊNCIAS
PARCIAIS
O aluno:
CH
I. FAMÍLIA
 Escrever diariamente um texto (8 a 10
frases) sobre o que faz ao longo do dia.
 Usar advérbios de tempo na produção
de diários.
Diário
Funcionamento da língua
- Advérbios de tempo
- (ontem, hoje, amanhã, quando,
logo, antes, agora, depois, cedo,
tarde, mais logo)
 Lê e escreve diários,
com boa caligrafia,
ortografia correcta e
respeitando as regras
de acentuação e
pontuação.
30
tempos
 Ler, com expressividade, histórias
sobre regras e valores da família;
 Interpretar histórias, oralmente e por
escrito;
 Identificar os elementos da narrativa e
a moral de histórias;
 Recontar histórias, oralmente e por
escrito;
 Escrever uma história (8 a 12 frases),
com sequência lógica e boa caligrafia;
 Ilustrar histórias;
 Identificar os graus dos nomes;
 Produzir frases usando aumentativos e
diminutivos;
 Pontuar adequadamente as frases;
 Identificar em textos, períodos e
parágrafos;
Texto narrativo: Histórias
-Elementos da narrativa (autor,
personagem, espaço, tempo e acção)
- Moral da história.
Tema transversal: Normas de convivência
familiar
Funcionamento da língua
 Graus dos nomes: aumentativo e
diminutivo (sistematização)
 Sinais de pontuação
 Períodos e parágrafos
 Lê com
expressividade e
escreve textos
narrativos sobre
normas de
convivência
familiar, com boa
caligrafia,
ortografia correcta
e respeitando as
regras de
acentuação e
pontuação.
68
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECIFICOS
O aluno deve se capaz de:
CONTEÚDOS
Habilidades: Ouvir, Falar e Escrever
COMPETÊNCIAS
PARCIAIS
O aluno:
CH
II. ESCOLA
 Ler textos didácticos, em voz alta, com
articulação e entoação correctas;
 Interpretar textos didácticos;
 Participar em debates sobre a
importância da escola;
 Desenhar a escola ou alguns espaços da
escola.
 Textos Didácticos
 Debate
Tema transversal: A escola e sua
importância
 Lê textos didácticos
sobre a escola e sua
importância, com
articulação e entoação
correctas;
 Defende os seus pontos
de vista em situação de
debate.
25
tempos
 Usar expressões para criticar e dar
sugestões.
 Expressões para criticar:
- não fizeste bem
- não devias ter feito assim
 Expressões para dar sugestões:
- Acho que devias fazer desta
forma.
- Poderias fazer assim.
 Expressa-se com cortesia
em situação de crítica e
sugestão.
 Indicar os constituintes imediatos da
frase;
 Identificar o verbo como predicado da
frase;
 Identificar os complementos directo,
indirecto e circunstanciais como
elementos do GV.
Funcionamento da Língua
Constituintes da frase
 Grupo nominal e grupo verbal
(sistematização)
 Função sintáctica dos elementos do
grupo verbal (GV): predicado,
complementos directo e indirecto.
 Reflecte sobre os
constituintes da frase.
69
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECIFICOS
O aluno deve se capaz de:
CONTEÚDOS
Habilidades: Ouvir, Falar e
Escrever
COMPETÊNCIAS
PARCIAIS
O aluno:
CH
II. ESCOLA
 Ler relatos em voz alta e com articulação e
entoação correctas;
 Interpretar relatos lidos e ouvidos;
 Relatar, oralmente, factos ouvidos, vistos ou
vividos usando formas verbais no passado;
 Escrever cópias e ditados de frases e textos,
com uma boa caligrafia e respeitando as
regras de acentuação e pontuação;
 Escrever relatos (7 a 8 frases) sobre a escola
ou os professores.
 Aplicar os sinais de pontuação em relatos que
produz;
Relato de acontecimentos
 Elementos a considerar na
produção de relatos:
- O quê/quem?
- Onde?
- Quando?
- Como?
 Cópia
 Ditado
 Redacção
 Lê com articulação e
entoação correctas e
escreve pequenos relatos,
com boa caligrafia,
ortografia correcta e
respeitando as regras de
acentuação e pontuação.
15
tempos
 Distinguir os tempos verbais entre si;
 Utilizar os diferentes tempos verbais em
frases/textos;
 Passar frases do presente para o futuro ou
passado e vice-versa.
Funcionamento da Língua
 Tempos verbais:
- presente e futuro do
indicativo;
- passado (pretérito perfeito,
imperfeito e mais que
perfeito do indicativo).
 Expressa-se, oralmente e
por escrito, com correcção,
usando diferentes tempos
verbais.
III.
COMUNIDADE
 Ler entrevistas sobre manifestações culturais;
 Interpretar entrevistas sobre manifestações
culturais;
 Elaborar guiões de entrevistas sobre
manifestações culturais da sua comunidade;
 Fazer entrevista para obtenção de informação
sobre as manifestações culturais da sua
comunidade;
 Fazer desenhos sobre manifestações culturais
da sua comunidade.
 Entrevista
 Redacção
Tema transversal:
Manifestações culturais da
comunidade (danças, canções,
jogos, pratos típicos, etc.)
 Lê entrevistas sobre
manifestações culturais, e
elabora guiões de
entrevista, com boa
caligrafia, ortografia
correcta e respeitando as
regras de acentuação e
pontuação.
20
tempos
 Construir frases, usando, gradualmente os
complementos circunstanciais de lugar, de
tempo, de modo e de companhia);
 Identificar marcas do discurso directo e
indirecto em textos orais e escritos;
 Construir frases no discurso directo e
indirecto;
 Passar frases do discurso directo para o
indirecto e vice-versa.
Funcionamento da língua
 Expansão da frase:
complementos circunstancial
de lugar, de tempo, de modo e
de companhia.
 Discurso directo e indirecto
 Expressa-se, oralmente e
por escrito, com correcção,
expandindo frases e
usando o discurso directo e
indirecto.
 Reflecte sobre o discurso
directo e indirecto.
70
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECIFICOS
O aluno deve se capaz de:
CONTEÚDOS
Habilidades: Ouvir, Falar e Escrever
COMPETÊNCIAS
PARCIAIS
O aluno:
CH
IV.
AMBIENTE
 Ler textos narrativos complementares e outros
do seu interesse;
 Interpretar, oralmente e por escrito, textos
narrativos;
 Identificar os elementos da narrativa (autor,
personagens, tempo e espaço);
 Escrever, com boa caligrafia, cópias e textos
ditados, respeitando as regras de acentuação e
pontuação;
 Ler esquemas do processo de transformação
de matérias primas em produtos acabados;
 Interpretar esquemas do processo de
transformação de matérias primas em
produtos acabados;
 Descrever o processo de produção de
transformação de matérias primas em
produtos acabados;
 Elaborar esquemas do processo de
transformação de matérias primas em
produtos acabados;
 Discutir formas de preservação do ambiente
em que vive;
 Elaborar pequenas composições (4 a 6 frases)
 Elaborar cartazes com dizeres que apelam
para atitudes positivas em relação à
preservação do ambiente.
 Fazer tecelagem com fibras naturais ou
artificiais;
 Usar artigos definidos e indefinidos em textos
e frases que produz;
 Distinguir os adjectivos uniformes dos
biformes;
 Usar adjectivos uniformes e biformes em
frases;
 Produzir frases aplicando os graus normais e
comparativo dos adjectivos.
Textos Narrativos: Histórias
- O assunto principal do texto
- Autor
- Personagens
- Localização da acção no tempo e no
espaço
- Moral da história
 Cópia
 Ditado
 Esquema
 Debate
 Redacção
Tema transversal: Preservação do ambiente
Funcionamento da língua
 Artigos definidos e indefinidos
 Adjectivos
- Flexão em género/número/grau
 Lê com
expressividade e
escreve textos
narrativos sobre
preservação do
ambiente, com boa
caligrafia, ortografia
correcta e
respeitando as regras
de acentuação e
pontuação.
 Expressa-se,
oralmente e por
escrito, com
correcção, usando
artigos e flexionando
adjectivos;
 Reflecte sobre
adjectivos uniformes
e biformes.
40
tempos
71
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECIFICOS
O aluno deve se capaz de:
CONTEÚDOS
Habilidades: Ouvir, Falar e Escrever
COMPETÊNCIAS
PARCIAIS
O aluno:
CH
V.
CORPO
HUMANO
 Ler textos descritivos em voz alta, com
articulação e entoação correctas;
 Interpretar textos lidos;
 Escrever cópias e ditados de textos, com
uma boa caligrafia e respeitando as regras de
acentuação e pontuação;
 Mencionar as regras de higiene corporal;
 Elaborar cartazes sobre regras de higiene
corporal;
 Enumerar as formas de prevenção de
doenças;
 Usar adjectivos adequados para fazer a
descrição física e psicológica das pessoas;
 Escrever textos/frases, usando preposições;
 Identificar contracções e preposições em
textos diversos.
 Descrição
Tema transversal: Regras de higiene
corporal
Funcionamento da língua
 Adjectivos
 Preposições (após, sob, perante, contra)
 Contracções (à, às, ao, aos).
 Lê textos descritivos e
elabora cartazes sobre
regras de higiene
corporal, com boa
caligrafia, ortografia
correcta e respeitando
as regras de
acentuação e
pontuação.
 Expressa-se, oralmente
e por escrito, com
correcção, usando
adjectivos, preposições
e contracções.
20
tempos
72
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECIFICOS
O aluno deve se capaz de:
CONTEÚDOS
Habilidades: Ouvir, Falar e Escrever
COMPETÊNCIAS
PARCIAIS
O aluno:
CH
VI.
SAÚDE E
HIGIENE
 Ler textos didácticos, em voz alta
e com articulação e entoação
correctas;
 Interpretar textos lidos;
 Descrever, oralmente, formas de
prevenção de doenças;
 Escrever cópias e ditados de
textos, com uma boa caligrafia e
respeitando as regras de
acentuação e pontuação;
 Explicar as formas de transmissão
e prevenção do HIV e SIDA;
 Indicar atitudes positivas em
relação às pessoas doentes, em
particular os portadores de HIV e
SIDA;
 Relatar factos ou experiências
pessoais ou acontecimentos
relacionados com uma doença de
que tenha padecido e forma de
tratamento;
 Elaborar cartazes sobre formas de
prevenção de doenças;
 Distinguir a frase declarativa da
exclamativa;
 Usar frases declarativas e
exclamativas em textos;
 Usar pronomes demonstrativos
invariáveis, em frases orais e
escritas.
 Textos didácticos
Tema transversal: Prevenção de doenças
 Cópia
 Ditado
 Relato
 Cartazes
Funcionamento da Língua
 Tipos de frases: declarativo e exclamativo
 Pronomes demonstrativos: isto, isso, aquilo
 Lê, com articulação e
entoação correctas,
textos didácticos sobre
prevenção de doenças;
 Elabora cartazes sobre
prevenção de doenças,
com boa caligrafia,
ortografia correcta e
respeitando as regras de
acentuação e pontuação.
 Expressa-se, oralmente e
por escrito, com
correcção, usando
diferentes tipos de frases
e pronomes
demonstrativos;
 Reflecte sobre tipos de
frases.
30
tempos
73
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECIFICOS
O aluno deve se capaz de:
CONTEÚDOS
Habilidades: Ouvir, Falar e
Escrever
COMPETÊNCIAS
PARCIAIS
O aluno:
CH
VII.
MEIOS DE
TRANSPORTE E
COMUNICAÇÃO
 Ler com expressividade textos narrativos sobre
os meios de comunicação;
 Interpretar textos narrativos, oralmente e por
escrito;
 Identificar a moral da história;
 Identificar os elementos da narrativa em
histórias;
 Recontar histórias, oralmente e por escrito;
 Escrever cópias e ditados de textos, com uma
boa caligrafia, respeitando as regras de
acentuação e pontuação;
 Escrever uma história (8 a 12 frases), com
sequência lógica e boa caligrafia;
 Ilustrar uma história;
 Apresentar num esquema os elementos da
comunicação;
 Indicar a função dos meios de comunicação ;
 Usar vocabulário relacionado com os meios de
comunicação;
 Indicar as normas de segurança nos diferentes
meios de transportes e vias de circulação;
 Identificar os meios de comunicação mais
usados na sua comunidade;
 Compor o jornal de turma;
 Desenhar os meios de transporte.
 Produzir frases e textos usando advérbios de
tempo, lugar, modo, negação e dúvidas;
 Construir frases, utilizando pronomes pessoais
em forma de complemento indirecto;
 Produzir frases, aplicando os graus normal e
comparativo dos adjectivos.
Textos Narrativos
- Elementos da narrativa (autor,
personagem, espaço, tempo,
acção)
- Moral da história
 Cópia
 Ditado
 Redacção
Tema transversal: Normas de
segurança rodoviária
 Transportes e vias de circulação
 Elementos da comunicação :
emissor, receptor, mensagem e
canal
 Função da comunicação
 Jornal de turma
Funcionamento da língua
 Advérbios de tempo, lugar,
modo, negação e dúvida
 pronomes pessoais em forma de
complemento directo e indirecto
 Lê com
expressividade e
escreve textos
narrativos sobre
normas de
segurança
rodoviária, com boa
caligrafia,
ortografia correcta
e respeitando as
regras de
acentuação e
pontuação.
 Reflecte sobre os
elementos da
comunicação;
 Expressa-se,
oralmente e por
escrito, com
correcção, usando
advérbios e
pronomes pessoais;
40
tempos
74
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECIFICOS
O aluno deve se capaz de:
CONTEÙDOS
Habilidades: Ouvir, Falar e Escrever
COMPETÊNCIAS
PARCIAIS
O aluno:
CH
VIII.
A NOSSA
PROVÍNCIA
 Ler poemas, com expressividade,
entoação e ritmo adequados;
 Interpretar, oralmente e por escrito,
textos poéticos;
 Identificar, nos poemas, versos, estrofes
e rimas;
 Copiar poemas com uma boa caligrafia,
ortografia correcta e respeitando as
regras de acentuação e pontuação.
 Escrever poemas (2 a 3 estrofes) sobre a
sua província.
 Usar expressões adequadas para
localizar no mapa a sua província em
relação a outras províncias do país;
 Indicar as riquezas da sua província;
 Usar palavras sinónimas em frases e
textos;
 Distinguir o uso do “teu” e “seu” de
acordo com a pessoa a quem se dirige;
 Identificar o uso de “seu” para referir a
segunda pessoa (real) ou a terceira
pessoa (cortesia).
 Texto poético
Estrutura:
- Verso
- Estrofe
- Rima 
 Cópia
 Redacção
 Expressões para localização de lugares
(norte, sul, centro)
Tema transversal: Aspectos históricos,
económicos e culturais da província
Funcionamento da língua
 Sinonímia
 Pronomes possessivos
 Lê com
expressividade,
entoação e ritmo
adequados textos
poéticos e escreve
poemas com 2 ou
3 estrofes.
 Expressa-se,
oralmente e por
escrito, com
correcção, usando a
sinonímia e
pronomes
possessivos;
20
tempos
75
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECIFICOS
O aluno deve se capaz de:
CONTEÙDOS
Habilidades: Ouvir, Falar e
Escrever
COMPETÊNCIAS
PARCIAIS
O aluno:
CH
IX.
O NOSSO
PAÍS
 Ler com expressividade textos narrativos sobre os
meios de comunicação;
 Interpretar textos narrativos, oralmente e por escrito;
 Identificar a moral da história;
 Identificar os elementos da narrativa em histórias;
 Distinguir autor de narrador;
 Recontar histórias, oralmente e por escrito;
 Escrever cópias e ditados de textos, com uma boa
caligrafia, respeitando as regras de acentuação e
pontuação;
 Escrever textos narrativos (8 a 12 frases), com
sequência lógica e boa caligrafia;
 Descrever lugares de interesse turístico, histórico e
cultural do país;
 Indicar riquezas naturais do país e sua localização;
 Identificar pronomes indefinidos;
 Produzir frases e textos, usando os pronomes
indefinidos;
 Identificar as diferentes funções sintáticas dos
elementos de uma frase.
 Textos narrativos
- Elementos da narrativa (autor,
personagens, espaço, tempo,
acção)
- Moral da história
 Cópia
 Ditado
 Redacção
 Exposição oral ou escrita
Tema transversal: as riquezas do
nosso país
Funcionamento da língua
 Pronomes indefinidos: tudo; todo;
alguma; algunsas; alguém;
ninguém; nada; qualquer; cada.
 Análise sintáctica: sujeito,
predicado, complemento directo,
indireto e circunstancial.
 Lê com
expressividade e
escreve textos
narrativos sobre as
riquezas do país, com
boa caligrafia,
ortografia correcta e
respeitando as regras
de acentuação e
pontuação.
 Expressa-se,
oralmente e por
escrito, com
correcção, usando
pronomes
indefinidos;
 Reflecte sobre a
função sintáctica dos
elementos da frase;
25
tempos
 Ler poemas, relacionados com a Luta de Libertação
Nacional , com entoação e ritmo adequados;
 Interpretar, oralmente e por escrito, textos poéticos;
 Identificar nos poemas versos, estrofes e rimas;
 Copiar poemas com uma boa caligrafia, ortografia
correcta e respeitando as regras de acentuação e
pontuação.
 Poesia de combate
Estrutura:
- Verso
- Estrofe
- Rima 
 Cópia
 Lê, com entoação e
ritmo adequados,
textos poéticos;
 Reflecte sobre a
estrutura de poemas.
15
tempos
Currículo Nacional: 300 tempos
Currículo Local:80 tempos
Total: 380 tempos
76
Sugestões Metodológicas
O segundo ciclo do Ensino Primário marca o início de uma nova etapa de aprendizagem. Este facto
pressupõe que o aluno tenha atingido as competências do 1º ciclo, isto é, que tenha adquirido uma
competência comunicativa e linguística que lhe permita enfrentar os novos desafios que o esperam
neste ciclo.
Este ciclo compreende três classes, nomeadamente, a 3ª, a 4ª e a 5ª classes e é marcado pela
introdução, na 4ª classe, de duas novas disciplinas que são as Ciências Naturais e as Ciências Sociais,
o que exigirá do aluno um maior domínio das quatro habilidades de língua (ouvir, falar, ler e
escrever).
Tendo em conta os três principais cenários linguísticos, prevalecentes no nosso país, nomeadamente:
i) crianças que falam Português como língua materna; ii) crianças que falam Português como língua
segunda e iii) crianças que não falam Português, propõe-se uma pedagogia que valorize a
experiência/vivência do aluno e um ensino de língua orientado para a comunicação funcional. Assim,
os programas propostos sugerem uma metodologia centrada na actividade do aluno em que o papel do
professor, como facilitador do processo de ensino-aprendizagem, é manter os alunos activos, levando-
os a desenvolver as quatro habilidades de língua, a questionar a realidade e fornecer-lhes estratégias
de aprendizagem.
Os novos programas pretendem ainda promover no professor, um espírito crítico que deverá ser
caracterizado por um questionamento permanente da sua actividade e consequente procura de
estratégias mais adequadas à sua realidade concreta.
Estes programas pretendem desenvolver nos alunos competências, que incorporam habilidades,
conhecimentos e valores de uma forma integrada. Nos programas de Português para o 2º ciclo são
sugeridos temas que, regra geral se mantêm ao longo das três classes, variando apenas no seu grau de
abordagem.
Pretende-se que a partir de uma unidade temática, por exemplo, Família, o professor envolva os
alunos em actividades de ouvir e falar e ler e escrever e faça a abordagem de diferentes conteúdos de
língua portuguesa.
77
Para o desenvolvimento das habilidades de ouvir e falar, as imagens, os diálogos, as histórias, as
dramatizações, os recontos, as canções e os jogos constituem a base fundamental, pois permitem
diversificar e aumentar o vocabulário e a quantidade e qualidade de linguagem, abrindo mais espaço
de uso da língua. E, para o desenvolvimento das habilidades de ler e escrever, a leitura, a cópia, o
ditado e a redacção poderão funcionar como actividades que estimulam a escrita, devendo ser
permanentes nas três classes.
1. Ouvir e falar
As habilidades de ouvir e falar iniciadas nas classes anteriores deverão, neste ciclo, ser orientadas
para o aprofundamento da capacidade de o aluno compreender, interpretar e produzir mensagens
orais.
O sucesso do desenvolvimento destas habilidades dependerá do envolvimento dos alunos em
situações de comunicação contextualizadas baseadas nas unidades temáticas.
1.1 Ouvir
Para o desenvolvimento da habilidade de ouvir, o professor deverá proporcionar aos alunos
momentos de audição de frases, diálogos, canções, textos de natureza diversa (narrativas, descrições,
poemas, relatos, etc.), lidos ou contados pelo professor ou pelos colegas.
Como forma de verificar o desenvolvimento da habilidade de ouvir o aluno deverá ser levado a:
 Identificar o tipo de texto;
 Identificar as personagens numa história;
 Identificar os intervenientes num diálogo;
 Identificar os tipos e formas de frase;
 Extrair o conteúdo principal de uma conversa ou de uma história;
 Recontar oralmente uma história ouvida;
 Reconstruir um texto/história ouvido;
 Resumir oralmente um texto ouvido;
 Transmitir informação ouvida a alguém;
78
 Descobrir objectos, pessoas, profissões a partir de uma descrição oral;
 Desenhar uma rota correspondente a instruções dadas oralmente, indicando os pontos de
referência;
 Converter textos ouvidos em textos escritos
1.2 Falar
A maior parte do tempo da aula dedicado à oralidade deve ser dado ao aluno para falar. Deve-se,
portanto, criar oportunidades para o aluno dialogar, fazer perguntas e responder a perguntas
formuladas tanto pelo professor como pelos seus colegas.
Tarefas realizadas em grupos de dois ou mais alunos, são vistas como vantajosas por se considerar
que os alunos usam mais a língua no grupo de colegas do que quando os professores estão em frente
deles e, por abrirem espaço para se corrigirem uns aos outros.
Para o desenvolvimento da habilidade de falar, o professor deverá propor aos alunos actividades em
que, a partir da observação de imagens e de factos vividos, narrados ou imaginados, o aluno possa:
 Expressar os seus sentimentos, desejos e atitudes;
 Formular pedidos e justificações;
 Fazer perguntas;
 Transmitir informações;
 Dar instruções;
 Responder a perguntas;
 Relatar factos, eventos, processos de produção de um objecto, jogos, experiências pessoais,
etc.;
 Expressar opiniões, concordar ou discordar;
 Recontar histórias ou factos;
 Emitir juízos de valor;
 Falar de um texto lido nas horas vagas (recomendado pelo professor ou escolhido pelo aluno);
 Expressar-se durante a resolução de um problema, exercício, jogos ou construção de um
objecto, etc.
79
 Explicar o conteúdo de um cartaz ou sinal (informação, proibição ou perigo);
 Dramatizar eventos vividos ou contados;
 Contar anedotas, adivinhas, provérbios e outras formas de expressão da tradição oral;
 Explicar o processo de resolução de um problema.
Considera-se que o aluno desenvolveu a habilidade de falar quando este for capaz de produzir
mensagens orais, usando adequadamente os recursos de que a língua dispõe, como, por exemplo, a
palavra, o gesto, a mímica, a entoação, etc.
A dramatização é uma das formas de comunicação e possui uma grande função na aprendizagem da
oralidade. Esta actividade deve ser realizada ao longo de todo o EP1, e com a maior naturalidade
possível.
Entretanto, o professor deve ter o cuidado de corrigir os enunciados dos alunos de forma discreta para
evitar a inibição na sua participação na aula. Por isso, nem sempre deve corrigir logo que o erro
ocorre, mas sim nos intervalos dos enunciados.
2 Ler e escrever
2.1 Ler
A leitura de mensagens escritas é uma habilidade cujo objectivo principal é levar o aluno a
descodificar e interpretar o código escrito. Para uma leitura e interpretação bem sucedida, o aluno
relacionará o seu conhecimento das palavras e significados do texto com o que já sabe sobre a
realidade à sua volta (cultura, hábitos, etc.).
A leitura de textos deve ser feita em tom natural. Os alunos devem aprender a pontuar frases de
acordo com a intencionalidade das mesmas. Num tom natural, devem fazer as declarações, as
interrogações, exclamações, etc.
O programa propõe três formas de leitura com objectivos distintos:
80
i) Leitura obrigatória: cujo objectivo é, no ambiente da sala de aula, ensinar a ler e a interpretar
diferentes tipos de textos propostos no livro do aluno (histórias, cartas, poemas, etc.);
ii) Leitura complementar que, como o termo diz, completa e consolida a leitura obrigatória;
iii) Leitura de lazer: cujo objectivo é criar o gosto pela leitura, onde os alunos são encorajados a ler
textos do seu agrado, dentro e fora de aula. Para valorizar e estimular este tipo de leitura, o
professor criará momentos em que cada aluno tenha oportunidade de falar dos textos lidos.
2.2 Interpretar textos
Para a interpretação de textos propõem-se as seguintes actividades:
 Interpretar imagens e mensagens orais ou escritas;
 Responder a questionários escritos;
 Elaborar perguntas relacionadas com um texto escrito;
 Elaborar perguntas para respostas escritas;
 Preencher exercícios lacunares sobre o texto;
 Recontar oralmente e/ou por escrito um texto lido ou ouvido;
 Caracterizar física e psicológica as personagens de um texto lido;
 Identificar a moral de histórias lidas;
 Reproduzir uma mensagem escrita através do gesto ou mímica;
 Dramatizar uma história ou outro tipo de texto lido.
As actividades de ensino da leitura e interpretação de textos poderão compreender três grandes
momentos: preparação da leitura; leitura e pós-leitura.
a) Preparação da leitura
É o momento de preparação dos alunos para o texto que vão ler. Nesta fase, faz-se uma
contextualização do texto que poderá ser através de uma pequena conversa relacionada com o tema
do texto, um jogo ou diálogo sobre imagens.
b) Leitura
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Leitura silenciosa: Este é o primeiro contacto do aluno com o texto, e deverá ser gradualmente
controlado em termos de tempo, de tal maneira que os que terminam a leitura, não perturbem a
concentração dos colegas. Deverá também merecer a atenção do professor a posição do aluno em
relação ao livro, a não movimentação dos lábios nem o uso do dedo para seguir a leitura.
Após a leitura silenciosa, o professor faz perguntas de interpretação global do texto. Colocando duas
ou três perguntas globais; o professor tentará testar a apreensão do conteúdo principal do texto. Neste
estágio, o professor não se deve preocupar com algumas palavras “desconhecidas”, salvo casos
excepcionais em que o significado de uma palavra ou expressão esteja a bloquear a compreensão do
conteúdo do texto.
Em seguida o professor faz perguntas de interpretação parcelar do texto. Este conjunto de perguntas
mais amplas pretende testar com maior profundidade a compreensão do conteúdo do texto.
A interpretação parcelar integra perguntas sobre o texto na sua totalidade, descendo até ao pormenor.
Esta actividade poderá incidir sobre parágrafos, períodos e mesmo palavras.
Após a interpretação do texto, os alunos fazem o levantamento de palavras cujo sentido é
desconhecido, sempre dentro do contexto em que aparecem. O professor deverá trazer, no seu plano,
uma previsão das possíveis “palavras difíceis” que os alunos poderão identificar. Nessa lista, também
deverá estar clara a distinção entre as palavras que necessitam apenas de um esclarecimento
(indicação de um sinónimo) e aquelas que deverão ser exercitadas na aula, de modo a passarem a ser
usadas pelos alunos no seu discurso. Para este efeito, aconselham-se exercícios e jogos de vocabulário
como por exemplo: palavras cruzadas, família de palavras, associações de palavras, etc.
Sugere-se que o professor comece a preparar os seus alunos para o uso do dicionário, trazendo-o para
a aula (caso o tenha) ou transcrevendo do dicionário o significado das palavras e respectivos
sinónimos. Em seguida, os alunos são levados a seleccionar o sinónimo que melhor se adapta ao
contexto e a compilar um pequeno dicionário nas últimas páginas do caderno para registar palavras
novas que aprendem na aula ou fora dela.
82
Leitura oral e expressiva: A leitura oral e expressiva deve ser realizada quando o aluno já conhece o
texto, permitindo-lhe fazer uma leitura com entoação, pausa e ritmo adequados. Esta leitura poderá
ser individual ou dialogada.
A leitura oral e expressiva reforça o rigor e a precisão na pronúncia dos sons correspondentes a cada
uma das letras (b, p, t, d, c, g, s, z) ditongos (ei, ou, ai), dígrafos/combinações fonéticas (lh, ch, nh) da
Língua Portuguesa;
Durante a leitura oral e expressiva dos alunos, o professor deve estar atento aos seguintes aspectos:
a) Tom de voz audível;
b) Pronúncia correcta e clara;
c) Marcação correcta da sílaba tónica;
d) Respiração adequada na sequência da leitura;
e) Respeito pelos sinais de pontuação e acentuação;
f) Respeito pela rima (caso se trate de um texto poético);
g) Não se deve pedir ao aluno que leia um texto sem que ele primeiro o tenha compreendido;
h) O professor só deve corrigir o aluno no fim de cada período;
i) O aluno deve repetir a leitura, tendo em conta as correcções feitas pelo professor ou pelos
colegas e.
j) O aluno deve percorrer o texto com os olhos evitando o movimento de cabeça.
c) Pós-leitura
As actividades de pós-leitura complementam e consolidam todo o trabalho realizado até aqui e inclui
exercícios ligados à produção escrita, jogos, dramatizações, debates, entrevistas, canções, desenhos,
modelagem, etc.
Desenvolvimento do gosto pela leitura
Um objectivo fundamental que o professor da Língua Portuguesa deve propor-se a atingir, em relação
ao ensino e aprendizagem da leitura, é despertar nos alunos o gosto de ler. Para o efeito, é necessário
que a leitura se torne uma actividade atraente, agradável e lúdica para o aluno.
83
As sessões de leitura de livros complementares podem ser semanais ou quinzenais; os alunos lêem
alguns textos de diferentes autores ou obras completas. Para o segundo ciclo são propostos as
seguintes obras de leitura obrigatória e complementar.
84
Lista das obras de leitura obrigatória para o 2º ciclo do Ensino Primário
01 Josina Machel Colecção
Personalidades
Moçambicanas
Plural
Editores
Moçambique. Av. Patrice
Lumumba, 765
02 Ngungunhane Colecção
Personalidades
Moçambicanas
Plural
Editores
Moçambique. Av. Patrice
Lumumba, 765
03 As Férias da Mukiua e
do Alan
Lexis
Publicações
Lexis
Publicações
Av. Patrice Lumumba, 263, R/C,
Flat 2, Maputo
04 Um Menino Brincalhão Joana Xavier Editora Plural
05 Ano do Sol Lourenço do
Rosário
Moçambique
Editora
Av. Julius Nyerere, nº 46, B.
Cimento B. Maputo. Moçambique
06 Um passeio pelo Céu Carlos dos
Santos
Plural
Editores
Moçambique. Av. Patrice
Lumumba, 765
Lista das obras de leitura complementar para o 2º ciclo do Ensino Primário
01 Actividades e Jogos na
Escola
Lexis
Publicações
Lexis
Publicações
Av. Patrice Lumumba, 263, R/C,
Flat 2, Maputo
02 Vamos proteger a água! Lexis
Publicações
Lexis
Publicações
Av. Patrice Lumumba, 263, R/C,
Flat 2, Maputo
03 A Nova Gramática da
Abelhinha
M. Dulce
Amado
Plural
Editores
Moçambique. Av. Patrice
Lumumba, 765
04 Sabe Tudo 3 Plural Editores Plural
Editores
Moçambique. Av. Patrice
Lumumba, 765
05 Gramática da Ana e do
Rui
Fátima Lima,
maria da
Conceição Dinis
Porto Editora Rua da Restauração, 365 Porto –
Portugal
2.3 Escrever
A escrita tem por objectivo levar os alunos a redigir textos de natureza diversa, com coerência, boa
caligrafia e respeitando as regras de pontuação e acentuação adequadas.
A actividade de escrita engloba várias fases: preparação, produção e revisão do texto. Ao longo deste
percurso, os alunos deverão ser levados a reflectir sobre o que vão escrever, a escrever sobre um
determinado tema, a exercitar modelos de escrita e a rever o texto escrito.
85
Com estas fases de escrita, espera-se desenvolver uma escrita orientada e outra criativa. Enquanto na
escrita orientada o aluno vai escrever textos com base em temas dados, na escrita criativa, pretende-se
alargar o âmbito da criatividade do aluno, dando-lhe a liberdade de escolha do tema.
À semelhança das outras habilidades, o professor deverá criar espaço para o treino da escrita, pois só
assim ela poderá ser desenvolvida. A escrita deverá ser treinada no cotodiano e não apenas no
momento de avaliação. O trabalho em grupo e o TPC contribuem para o desenvolvimento de atitudes
positivas em relação à escrita.
Para o desenvolvimento da habilidade de escrita, sugerem-se as seguintes actividades:
 Copiar palavras, frases e textos;
 Treinar a caligrafia;
 Realizar exercícios de ortografia;
 Escrever palavras, frases e textos ditados;
 Responder por escrito a um questionário;
 Escrever frases com estruturas linguísticas diversas;
 Redigir textos de natureza diversa (bilhetes, cartas, narrativas, diários, etc.);
 Redigir a continuação de uma frase dada, de modo a formar um texto, obedecendo a uma
sequência lógica;
 Escrever o princípio ou o fim de uma história.
 Recontar por escrito.
Ortografia
A finalidade da aprendizagem da ortografia é a de levar a criança a escrever sem erros. Este é um
desafio a longo prazo. Todo o tempo da escola primária, não é suficiente para se ensinar a escrever
sem erros. São várias as crianças que são capazes de ler razoavelmente continuando contudo, a
cometerem muitos erros ortográficos. Duma maneira geral a má leitura coincide com uma ortografia
deficiente.
86
O aluno precisa ter acesso a boas histórias, lendas, poesias, jornais e outros géneros, que
proporcionam formas correctas de escrita.
As técnicas mais recomendadas para o ensino e a aprendizagem da ortografia são a cópia, o ditado e
completamento de espaços lacunares. Estas técnicas são aplicadas em todos os ciclos do Ensino
Básico, podendo variar no nível de exigência, de acordo com a classe.
a) Cópia
A cópia é uma actividade de escrita que permite aos alunos fixarem as regras ortográficas e as
normas de escrita (pontuação, acentuação, uso das maiúsculas e minúsculas, translineação, etc.),
para além de desenvolver a destreza manual e a concentração necessária para a escrita.
Os textos para a cópia não devem ser longos e devem ser contextualizados em relação ao tema
abordado. O professor poderá orientar os alunos a realizar diariamente actividades de cópia de
parágrafos, versos, provérbios, adivinhas ou palavras. Pelo menos, duas vezes por semana, o
professor pode pedir aos alunos para fazerem cópias em casa.
É importante que o professor lembre os alunos que a actividade que vão realizar exige muita
atenção, que devem escrever com letra bem feita e legível e procurar fazer uma cópia limpa.
A correcção da cópia deve ser feita pelo professor. Entretanto, os próprios alunos, aos pares ou
em grupos, com ajuda do professor, poderão identificar e corrigir os erros da cópia.
Após a correcção, o professor deve levar os alunos a repetir a escrita das palavras que escreveram
com erros.
b) Ditado
O ditado é um exercício através do qual o aluno pratica a escrita e permite ao professor verificar
se os alunos conseguem transcrever os sons para a grafia correspondente. Neste contexto, o
professor poderá orientar os alunos a realizar ditados de frases e pequenos textos ou excertos de
textos.
O ditado, como actividade de ortografia, também pode ser usado como método, como exercício e
como prova.
87
1. O ditado método/tradicional
O ditado é usado como método quando o professor pretende que os alunos adquiram a ortografia das
palavras através do ditado. Nestes casos o ditado não é preparado, não há um estudo ortográfico das
palavras susceptíveis de erro. Os alunos são apenas confrontados com a imagem auditiva das
palavras.
2. O ditado-exercício
O ditado-exercício é uma perfeita correspondência entre as imagens visuais e as imagens auditivas,
considerando que esta actividade é precedida de uma cuidada preparação. Os resultados deste tipo de
ditado, em termos de aprendizagem de ortografia, medem-se pelo nível da sua preparação: quanto
melhor for preparado o ditado, melhores serão os resultados dos alunos.
3. O ditado-prova
O ditado-prova é realizado periodicamente com o objectivo de identificar o nível de correcção
ortográfica e as dificuldades dos alunos.
Preparação do ditado
 Leitura e análise do texto seleccionado.
 Estudo ortográfico das palavras difíceis.
 Leitura cuidada das palavras escolhidas.
 Ditado do texto.
Como se deve ditar um texto?
O professor deve assegurar que todos os alunos estejam atentos e devidamente preparados para o
ditado com o caderno aberto, caneta ou lápis e borracha para escrever. Deve permanecer no mesmo
lugar enquanto dita em voz alta, clara e devagar. O ditado deve ser por pequenas unidades lógicas,
respeitando a pontuação. Só repete, se alguma criança não ouvir bem.
Correcção do ditado
88
A correcção do ditado deve ser feita pelo professor. Entretanto, pode ser realizada pelo próprio aluno
(auto-correcção) apoiando-se no livro, por um colega com quem troca o ditado (correcção mútua) ou
ainda por um grupo de alunos mais capazes. Na correcção, a palavra errada deve ser assinalada e por
cima, escreve-se a palavra correctamente. Em seguida, o aluno escreve em colunas três vezes cada
uma das palavras que errou.
Caligrafia
Os exercícios de caligrafia iniciam na 1ª classe quando os alunos aprendem a escrever as primeiras
letras/palavras/frases e prolongam-se até à 7ª classe, na medida em que se destinam a aperfeiçoar a
escrita. Embora o cuidado com a caligrafia dos alunos seja preocupação constante do professor em
todas as disciplinas, semanalmente, durante as aulas de Português, deve haver tempo dedicado à
caligrafia.
Como desenvolver actividades de caligrafia?
Os exercícios de caligrafia são constituídos por cópias de palavras, frases ou pequenos textos em que
os alunos aprendem a realizar o traço correcto das letras e a respectiva ligação entre elas. Para o
efeito, o professor poderá seguir o seguinte esquema metodológico:
 Registo no quadro das palavras, frases ou textos, em ponto grande, na letra adoptada para a
aprendizagem da leitura e da escrita;
 Leitura e interpretação com o apoio do professor;
 Cópia, no quadro, feita por alguns alunos, de partes indicadas pelo professor em linhas
previamente traçadas;
 Cópia do exercício nos cadernos diários.
Redacção
Os alunos devem ser habituados a produzir textos desde a 1ª classe. Compete ao professor estimular o
aluno e proporcionar ocasiões para que ele escreva.
A observação da estrutura dos textos em estudo bem como da linguagem utilizada é um bom ponto de
partida para a actividade final que é a produção de textos. Para o efeito, o programa apresenta
diferentes tipologias de texto.
A descrição de objectos pode ser usada, com bons resultados, como iniciação para a composição.
89
Como possíveis questões, no caso da descrição de uma boneca, poderiam ser:
- Quem fez ou quem comprou a boneca?
- De que é feita a boneca?
- Que roupa tem a boneca? (vestido, saia e blusa ou calças e blusa)
- De que cor é o vestido da boneca?
- A boneca é bonita?
- A Maria gosta da boneca?
Normas do Processo de Ensino e Aprendizagem da Redacção
- Antes de aprender a redigir, a criança deve aprender a falar;
- A criança só pode falar ou escrever sobre assuntos do seu conhecimento, pelo que a redacção
deve ser previamente preparada;
- A redacção deve ser motivada, para despertar mais interesse na criança;
- No início a redacção deve ser objectiva e, evoluindo gradualmente para assuntos subjectivos.
A imaginação e criatividade da criança têm aqui um papel fundamental. O caminho é, como
sempre, do concreto ao abstracto;
- A redacção também deve aplicar-se, como auxiliar das outras disciplinas, em composições e
resumos, etc.
- Deve aproveitar-se a redacção como meio de educação moral, de aquisição de conhecimentos,
etc.
- Devem variar-se tanto quanto possível, os temas de redacção, tendo em consideração o seu
interesse para as crianças e a sua utilidade prática.
Deve ter-se presente que o desenho é uma forma de expressão muito querida pela criança e que pode
servir de ponto de partida para excelentes descrições ou redacções ou ainda como ilustração e melhor
esclarecimento do que se diz ou se escreve.
3 Funcionamento da Língua
90
O papel da gramática na aprendizagem de línguas, tem sido uma questão que preocupa os
professores. De facto, perguntas do género: “como é que a gramática deverá ser usada na sala de
aula? Ou como levar os alunos a chegar às regras gramaticais à partir do uso da língua?” constituem
desafios na actividade do professor.
É a pensar nestas questões que apresentamos um programa em que os conteúdos relativos ao
funcionamento da língua aparecem ligados a diferentes tipologias de texto e concorrem para o
desenvolvimento das habilidades de ouvir, falar, ler e escrever.
Deste modo, ao planificar as suas aulas, o professor deverá procurar conduzir o aluno à regra
gramatical a partir do uso da língua, isto é, apresentando as estruturas gramaticais em frases ou textos.
Assim, o percurso para se chegar à regra deverá partir de um contexto mais amplo, por exemplo, uma
história ouvida, um texto lido, uma actividade de oralidade, um jogo, um debate ou um problema.
4 Sugestões metodológicas para o ensino-aprendizagem das disciplinas integradas
À semelhança do 1º ciclo, nos programas de língua portuguesa do segundo ciclo foram incorporados
conteúdos de Educação Visual e Ofícios e Educação Musical. De seguida, apresenta-se algumas
sugestões para a abordagem dos conteúdos dessas disciplinas nas diferentes classes.
Educação Visual e Ofícios
4ª classe
Textos narrativos
Tema transversal: Datas comemorativas e festivas
Competência: faz desenho e postais sobre datas comemorativas e festivas
Sugestões metodológicas:
Neste capítulo poder-se-á priorizar as técnicas e materiais que melhor se adequam à região onde a
escola se encontra inserida, isto é, na impossibilidade dos alunos poderem adquirir material
convencional, podem usar material de desperdício como: pedaços de papel, cartolina, cartão, tecido,
sementes para criar postais com efeito decorativo criativo e interessante.
A Bandeira Nacional pode ser feita tanto na técnica de desenho/pintura como também em recorte e
colagem. Cores encontradas em revistas ou tecidos podem ser recortadas e coladas para criar a
Bandeira Nacional.
91
Tema transversal: Animais domésticos e selvagens
Competência: Faz modelagem dos animais domésticos e selvagens
Para além de modelagem, o aluno poderá usar outra técnica como desenho, pintura, recorte e colagem
para a abordagem deste tema. Esta alternativa servirá para colmatar a dificuldade de aquisição de
materiais modeláveis em certas zonas, se for o caso.
Tema transversal: Plantas
Competência: Decalca/estampa plantas
Os alunos poderão identificar no meio envolvente plantas ou partes delas, que queiram estampar num
espaço que pode ser papel, cartolina ou outro suporte, criando composições com bonitos efeitos
decorativos. Caso haja dificuldade na aquisição de tintas ou colas, como alternativa, o aluno com a
ajuda do professor poderá investigar algumas plantas não nocivas, que libertam tintas e colas naturais.
Tema transversal: Meios de transporte
Competência: Constrói meios de transporte em miniatura
Neste tema, o aluno poderá usar a sua preferência e criatividade e optar pelo material que lhe
convier. Carrinhos, aviões, barcos, etc, poderão ser feitos com material de desperdício (latas,
arames...) ou com material modelável (barro, platicina, massas doces ou salgadas...).
Competência: Desenha e legenda meios de comunicação
Os objectos que se propõe aqui representar, podem ser criados pelos alunos ou reproduzidos após a
visualização em livros ou revistas. Por outra, também poderão representar os meios de comunicação
que possuam nas suas casas.
5ª classe
Competência: Desenha a escola ou alguns espaços
Nesta faixa etária, o aluno poderá desenhar a sua escola ou partes dela. A representação poderá ser da
sua escola real ou a escola dos seus sonhos, com bonitos jardins ou campos de jogos que esta não
possui. O professor deve dar essa liberdade de expressão à criança e considerar que todas as
representações são válidas.
Competência: Elabora cartazes sobre regras de higiene corporal e formas de prevenção de doenças.
92
Nesta actividade, os alunos elaborarão cartazes que contenham, para além do texto, imagens de
pessoas, a lavar os dentes, a tomar banho, etc, assim como imagens ilustrativas de formas de
prevenção de doenças. Lembremos que nesta idade o aluno ainda não atingiu o nível de perfeição nos
desenhos, principalmente da figura humana, pelo que o professor deve motivá-las com elogios como
forma de incentivá-las.
Educação Musical
Tal como no primeiro ciclo, o segundo ciclo do Ensino Básico deverá continuar a privilegiar a
iniciação musical, o repertório de canções educativas, jogos e exercícios de expressão, incidindo
sobre o desenvolvimento rítmico, a expressão livre de emoções e a linguagem dos sons (cantar e tocar
os sons, reconhecê-los, localizá-los no espaço) para além das actividades criativas.
Neste nível, deverá continuar-se a trabalhar as qualidades do som, como:
- Timbre (sons produzidos por diferentes instrumentos, pessoas ou animais);
- Altura (som grave, agudo e médio);
- Intensidade (sons fortes e fracos);
- Duração (sons longos e curtos).
O professor deverá vivenciar os andamentos (rápido, normal e lento), os instrumentos musicais, a
banda rítmica, a linguagem do corpo, as canções e danças.
A experiência musical viva e criativa será a base de todas as aprendizagens. Desde modo a criança
deverá ser dada a oportunidade de ouvir com discriminação os sons do ambiente explorando as
possibilidades sonoras dos objectos, acompanhar canções com batimentos corporais ou com
instrumentos de percussão e desenvolver a coordenação motora.
Na educação rítmica, o professor deve privilegiar exercícios rítmicos de coordenação motora, usando
o vasto repertório de canções e danças nacionais. Incentivar a prática rítmica com objectos e
instrumentos de percussão e explora, igualmente, o corpo humano como um instrumento musical.
Na educação auditiva, o professor em conjunto com os alunos deverá explorar o ambiente para
descobrir as diferentes fontes sonoras fazendo com que os seus educandos imitem e reproduzam os
sons de animais, pessoas e objectos etc.
93
Na educação vocal e canto, o professor deverá privilegiar canções de vivência das crianças, como
forma de desenvolver as suas capacidades interpretativas. Para atingir aqueles objectivos, o professor
pode utilizar canções que envolvam temas específicos, como números, datas comemorativas, poesias,
gramática, história, geografia, biologia, etc. Além dessas, pode socorrer-se de canções relacionadas
com habilidades, análise, síntese, discriminação visual e auditiva, coordenação motora, etc.
Como ensinar as canções
É de referir que o ensino de canções exige muita criatividade por parte do professor bem como o uso
de métodos adequados. Antes de começar a ensinar uma canção, o professor deve preparar
psicologicamente os seus alunos, motivando-os para a actividade que irão realizar em seguida. Assim,
aconselha-se que primeiro cante a canção do princípio ao fim, de modo a expô-la completamente aos
seus educandos. Depois deve ensinar o refrão ou coro, por ser a parte mais fácil e mais repetida em
muitas canções.
Depois do refrão ou coro, deverá de seguida ensinar toda música, estrofe por estrofe. Finalmente, ele
deve cantar a canção toda e pedir que os seus alunos façam o mesmo.
Temas da Educação Musical contidos nos Programas da Língua Portuguesa, 4ª e 5ª classes
i. Tema transversal: Normas de convivência entre membros da família (unidade temática:
família)
Na abordagem do tema sobre normas de convivência entre os membros da família, o professor
poderá recorrer a algumas canções que contenham conteúdos relacionados com o tema. Estas
poderão ser das comunidades locais ou outras. É de frisar que em todos temas transversais, o
professor poderá usar canções ou jogos para vivenciar os conteúdos em tratamento.
ii. Temas transversais: animais domésticos e selvagens.
Para além de canções, na abordagem deste tema, o professor poderá recorrer a alguns jogos de
cabra-cega, jogos de imitação das vozes dos diferentes animais ou outras actividades musicais.
Por exemplo, poderá dividir a turma em diferentes grupos, onde cada grupo imita a voz de um
determinado animal. Também, poderá pôr as crianças num círculo onde uma delas fica no meio e
tenta identificar o nome do colega que imita a voz de um determinado animal. Poderá, também,
94
explorar as propriedades de som (altura, duração, intensidade e timbre) através da identificação
dos sons de animais que sons longos e curtos; fortes e fracos; agudos e graves. Por exemplo, a voz
do gato é aguda em relação a voz do cão.
5 Considerações Finais
No final de cada aula, o professor deve procurar avaliar a apreensão dos conteúdos por parte dos
alunos, de modo a informar-se sobre o seu progresso na aprendizagem. Caso se verifiquem muitas
dificuldades de aprendizagem, o professor poderá procurar encontrar novas estratégias de
aprendizagem, de acordo com os contextos reais, antes de passar para novas matérias.
7. Avaliação na Disciplina de Língua Portuguesa no Ensino Primário
A avaliação é um instrumento através do qual se acompanha o desenvolvimento do acto educativo,
com vista a apreciar a adequação dos diversos momentos do processo de ensino-aprendizagem. A
avaliação permite:
 Verificar se o processo docente-educativo ocorre em função das competências previstas no
programa;
 Verificar até que ponto o aluno atinge os níveis estabelecidos nas competências parciais da
língua (ouvir/falar e ler/escrever), melhorando e/ou adequando as estratégias de ensino e
procurando soluções para os problemas identificados;
 Controlar o desempenho do aluno no processo de ensino-aprendizagem, a fim de detectar
“falhas” e encontrar estratégias de recuperação em função das competências, conteúdos,
estratégias, materiais de ensino e da realidade da turma;
 Autoavaliar o desempenho do professor, de forma a detectar “falhas” na mediação do processo
de ensino e encontrar novas estratégias de correcção.
A avaliação deve estar presente em todos os momentos do processo de ensino-aprendizagem, isto é, a
avaliação é uma actividade contínua, permanente e sistemática.
95
De uma forma geral, o processo de ensino-aprendizagem recorre a três tipos de avaliação:
Diagnóstica, Formativa e Sumativa.
Avaliação Diagnóstica: realiza-se no início do processo educativo (início do ano lectivo, semestre,
ciclo, unidade temática, etc.) e tem por objectivo, colher informação sobre o nível inicial de
aprendizagem dos alunos, como pré-requisito para o desenvolvimento de uma determinada aptidão e
capacidade.
Esta avaliação permite ao professor, por um lado, estabelecer as estratégias de ensino que garantam
que todos os alunos desenvolvam as competências previstas no programa e, por outro, delimitar as
capacidades que o aluno possui para que possa enfrentar certo tipo de aprendizagens (conteúdos ou
temas), indicando os aspectos fulcrais em que este poderá ter maiores ou menores resultados.
No caso do ensino do Português, podem ser enumeradas as seguintes vantagens:
 Antes do início de uma unidade ou tema, esta avaliação permite a preparação do aluno para a
nova matéria, verificando-se o que tiver sido aprendido anteriormente e a consequente
recuperação e consolidação das matérias que constituem pré-requisitos para a nova unidade
temática;
 No início de um novo ciclo ou classe, ela permite também situar os alunos em termos de
proficiência linguística, de modo a determinar aspectos que necessitam de maior consolidação
e planificar acções que visam o aproveitamento dos alunos com melhor domínio de língua,
para auxiliar aqueles que demonstram dificuldades e, por isso, requerm uma maior atenção.
Este tipo de avaliação fornece também dados sobre alunos com necessidades educativas especiais, de
modo a encontrar estratégias adequadas para cada caso, contexto e/ou turma.
O resultado da avaliação diagnóstica deve ser comunicado aos alunos, individualmente, embora não
se lhes atribua uma classificação.
Avaliação Formativa: tem uma função de regulação permanente do processo de ensino-aprendizagem.
Esta tem uma função mais pedagógica, uma vez que informa o professor sobre o nível de realização
96
das competências definidas no programa e incentiva o aluno o aluno a empenhar-se cada vez mais nos
estudos.
A avaliação formativa preocupa-se, igualmente, com aspectos pessoais da vida do aluno, tais como a
sua personalidade, o seu ritmo de desenvolvimento e, no caso vertente, os aspectos da sua vida social
e linguística. Este conhecimento pode permitir a compreensão dos progressos e fracassos, bem como
as presumíveis causas, de modo a desenhar as estratégias mais adequadas a diferentes tipos de alunos.
Neste tipo de avaliação, os critérios a adoptar incluem uma auscultação e uma ligação directa com os
pais ou encarregados de educação e, no caso dos alunos com necessidades educativas especiais, é
necessário um levantamento biográfico para a identificação das possíveis causas ou relações entre o
passado do aluno e o seu desempenho na escola. Assim, o professor deve preparar tarefas adicionais e
específicas para cada caso. Neste contexto, esta avaliação não é expressa numericamente.
Avaliação Sumativa: permite determinar o nível atingido por cada aluno no final de uma unidade de
ensino, ano lectivo ou curso.
Este tipo de avaliação é aplicado em diversos estágios do processo de ensino-aprendizagem da língua
e ocorre geralmente após actividades relacionadas com a compreensão oral e escrita, por um lado, e
expressão oral e escrita, por outro.
É de referir a existência de outras componentes a equacionar neste processo de avaliação, como por
exemplo, a participação individual, a apresentação do material, o comportamento dos intervenientes,
os elementos fornecidos pela avaliação formativa, entre outras.
Esta avaliação, que inclui provas quinzenais, mensais, trimestrais e semestrais, é feita de acordo com
um calendário escolar estabelecido no início de cada ano lectivo e é expressa quantitativamente,
numa escala de zero a vinte valores.
O Programa de Português propõe uma avaliação contínua e sistemática, tendo em vista o
desenvolvimento integrado das quatro habilidades de língua, de acordo com as exigências de cada
ciclo.
A avaliação no ensino-aprendizagem do Português deve incidir nas seguintes habilidades:
a) Ouvir
b) Falar;
97
c) Ler
d) Escrever
A nível das habilidades ouvir e falar, importa verificar se cada aluno individualmente é capaz de:
 Fazer perguntas com: onde, quem, o que, quando,como;
 Formular frases curtas e simples (sujeito, predicado e complemento);
 Usar correctamente formas verbais (tempo presente, passado e futuro perifrástico);
 Usar vocabulário básico.
a) Ler
Em relação à compreensão escrita e à leitura, o professor deve procurar saber se, cada aluno é capaz
de:
 Ler entre dez a vinte palavras por minuto;
 Ler textos com 5 a 10 linhas;
 Compreender a informação contida em textos de natureza diversa;
b) Escrever
O professor deve procurar saber se cada aluno é capaz de:
 Copiar textos com boa caligrafia e respeitando às regras de pontuação e acentuação;
 Escrever textos ditadas;
 Legendar imagens;
 Escrever pequenos textos (5 a 8 linhas), com sequência lógica e respeitando às regras de
pontuação e acentuação;
 Produzir, por escrito, frases com estruturas linguísticas diversas.
A perspectiva de avaliação proposta deve permitir a transição dos alunos de um ciclo ou classe para
o/a outro/a. Porém, a mesma pressupõe que tenham sido criadas condições de aprendizagem, para que
todos os alunos atinjam as competências parciais de um determinado ciclo, que lhes possibilita a
progressão para estágios seguintes, na perspectiva de uma progressão por ciclos de aprendizagem.
98
Estas condições assentam, fundamentalmente, numa avaliação predominantemente formativa, onde o
processo de ensino-aprendizagem está centrado no aluno e permite, por um lado, que se obtenha uma
imagem, o mais fiel possível, do desempenho do aluno em termos de competências parciais descritas
nos currículos e, por outro, servir como mecanismo de retroalimentação do processo de ensino-
aprendizagem.
Assegurada a avaliação formativa, o que significa que se tenha providenciado a recuperação dos
alunos com problemas de aprendizagem, existem condições de base para os promover para os
estágios seguintes, mesmo que ainda existam algumas dificuldades de percurso.
De acordo com o espírito da progressão por ciclos de aprendizagem, só se pode verificar a
permanência de um aluno numa determinada classe e/ou ciclo, depois de o professor, em coordenação
com o Director da Escola e com os pais/encarregados de educação do educando, provar que, de facto,
o aluno não atingiu as competências mínimas exigidas.
O sucesso desta perspectiva de avaliação implica maior responsabilidade e trabalho por parte do
professor, o qual deve garantir que todos os elementos intervenientes no processo de ensino-
aprendizagem se relacionem de forma integrada.
99
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Bortoni, S. (1992). Educação Bidialetal – O que é? É possível?. In Revista Internacional de Língua
Portuguesa, 7, pp. 54 – 65.
Gomes, A. et all (1991). Manual do Professor de Língua Portuguesa, Vol I, 3º Nível. Lisboa: Fundação
Calouste Gulbenkian.
Gonçalves, M.P. (2000). Introdução in Panorama do Português Oral de Maputo Vol. IV: Vocabulário
Básico do Português, Contextos e Prática Pedagógica, pp. 7 – 54, Maputo: INDE.
INDE (1996). Síntese dos Principais Problemas e Recomendações do SNE. Não Publicado.
Muchave, A. J. (1999). Propedêutica da Leitura e da Escrita. Monografia para a Obtenção do Grau de
Bacharelato em Ciências da Educação. Maputo: Universidade Pedagógica e Escola Superior de Setúbal.
Ministério da Educação: DNEB. (2000). Regulamento Geral das Escolas do Ensino Básico. Maputo.
Ministério da Educação e Cultura. (1979). O Ensino da Língua Portuguesa: Avaliação. Documento
apresentado no I Seminário Nacional sobre o Ensino da Língua Portuguesa. Maputo.
Nunan, D. (1995). Language Teaching Methodology: a textbook for teachers. New York: Phoenix Elt.
Silva, R. M. V. (s/d). O Português São Dois: Variação, mudança, norma e a questão do ensino do
Português no Brasil. In Congresso Internacional Sobre o Português. pp 375 – 401.
100
Programa de Matemática
2º Ciclo
101
1. INTRODUÇAO
A Matemática lúdica é vista como uma estratégia de ensino e de aprendizagem na qual as crianças
podem potenciar e desenvolver as suas competências matemáticas.
Uma das estratégias que demonstra algumas promessas tem sido a utilização de jogos em que os
conceitos matemáticos são apresentados numa perspectiva lúdica e de resolução de problemas. O acto
de brincar é, de facto, uma actividade indispensável para o desenvolvimento humano e o material de
trabalho necessário para desenvolver essa tarefa.
Quanto mais as crianças brincam, mais aprendem, mais exploram e descobrem, desenvolvendo uma
motivação extra para a aprendizagem, motivação essa que permanecerá para toda a vida. Um
currículo adequado às crianças deve considerar a relação entre as crianças e a Matemática que entram
no ensino com uma considerável experiência Matemática, com uma compreensão de conceitos muito
global e com algumas destrezas importantes, nomeadamente a classificação a seriação e a contagem.
A Revisão Pontual dos Programas centrou-se, fundamentalmente, na capitalização, simplificação e
transferência de alguns conteúdos, clarificação das competências a desenvolver bem como das ideias
intuitivas das crianças e a sua linguagem. O reconhecimento do desenvolvimento cognitivo, social e
emocional das crianças deve conduzir a um tipo de experiências matemáticas significativas. Esta
noção de currículo adequado ao desenvolvimento de competências das crianças é fundamental, de
modo a que as crianças conservem o prazer e a curiosidade Matemática.
O presente programa do 2º Ciclo está estruturado em oito (8) Unidades Temáticas: Números Naturais
e Operações; Espaço e Forma; Grandezas e Medidas; Fracções; Números Decimais; Tabelas e
Gráficos; Potenciação; e Percentagem. Os conteúdos têm em vista permitir às crianças desenvolver
o raciocínio, a comunicação e linguagem gráfica, que constituem uma ponte entre o real e as
abstracções matemáticas. As sugestões metodológicas apresentam-se no fim de cada unidade
temática. Porém, estas não devem limitar a iniciativa do professor; servem de base para o professor,
na condução do processo de ensino-aprendizagem da Matemática, de modo a garantir o
desenvolvimento de competências dos alunos.
102
1. Competências Gerais do Ensino Primário
Na Matemática, o aluno desenvolverá competências de contar e calcular, usando as quatro operações
básicas na resolução de problemas, por um lado, e, por outro, desenvolverá as competências de
observar, identificar, agrupar, distinguir, interpretar, analisar, estimar e medir.
1.1 Competências do 2º Ciclo
No final deste Ciclo, o aluno:
a) Conta números até 100 000;
b) Lê e escreve números até 100 000;
c) Calcula, mentalmente e por escrito, operações de adição, subtracção, multiplicação e divisão
até 100 000;
d) Relaciona as figuras planas e sólidos geométricos com objectos da vida real;
e) Resolve diferentes problemas da vida real, que envolvem grandezas, fracções, números
decimais, percentagens e tabelas e gráficos, aplicando as 4 operações básicas até 100 000;
f) Desenvolve o amor à pátria e conhece os símbolos nacionais.
1.2 Carga Horária do 2º Ciclo
A carga horária para o 2º Ciclo é definida em função de escolas com 2 turnos.
O ano lectivo é composto por 38 semanas (Calendário Escolar 2014).
O Plano de Estudos do Ensino Primário revisto contempla o seguinte fundo de tempo lectivo:
 3ªclasse : 38 semanas x 10 tempos semanais = 380 tempos lectivos.
 4ªclasse : 38 semanas x 8 tempos semanais = 304 tempos lectivos.
 5ªclasse : 38 semanas x 8 tempos semanais = 304 tempos lectivos.
Nota: Os 20% do tempo lectivo do Currículo Local estão inclusos nos 380 da 3ª classe e 304 da 4ª e
5ª classess lectivos. Assim, o professor não pode planificar aulas somente sobre o Currículo Local.
Isto é, os conteúdos do Currículo Local deverão ser tratados de forma integrada.
103
Visão Geral dos Conteúdos do 2º Ciclo
3ª CLASSE 4ª CLASSE 5ª CLASSE
UNIDADE
TEMÁTICA
CONTEÚDOS CH CONTEÚDOS CH CONTEÚDOS CH
NÚMEROS
NATURAIS E
OPERAÇÕES
 Revisão dos números naturais até
100
 Números naturais até 1 000
 Números ordinais até 30o
;
 Números romanos até vinte (XX).
260
 Revisão dos números
naturais até 1000
 Os números naturais
até 10 000
 Números ordinais, até 40o
;
 Números romanos, até
trinta (XXX).
150
 Revisão dos números
naturais até 10 000
 Os números naturais
até 100 000
 Números ordinais até
quinquagésimo (50o
);
 Números romanos até
cinquenta (L);
 Os múltiplos de 1000 e
10 000 até 100 000.
 Potência
155
 Adição e subtracção até 1000  Adição e subtracção
até 10 000;
 Adição e subtracção
até 100 00.
 Multiplicação e divisão de números
naturais até 1000
 Multiplicação e Divisão
até 10 000;.
 Multiplicação e
divisão de números
naturais até 100 000
 Valores aproximados
 Valores médio
104
3ª CLASSE 4ª CLASSE 5ª CLASSE
UNIDADE
TEMÁTICA
CONTEÚDOS CH CONTEÚDOS CH CONTEÚDOS CH
ESPAÇO E
FORMA
 Figuras Planas
 Sólidos geométricos
 Rectas e segmentos de
recta
 Círculo e a circunferência.
40
 Semi-recta
 Ângulos
 Triângulos 25
 Triângulos
 Os quadriláteros
25
GRANDEZAS
E MEDIDAS
 Unidades de comprimento
perímetro de figuras planas
 Unidades de massa:
- O quilograma (kg) e o
grama (g).
 Unidades de capacidade
- O litro(l) e o mililitro
(ml).
 O dinheiro
 Moedas e notas do
dinheiro moçambicano.
 Medidas de tempo
Relógio (horas e minutos);
- Calendário (o dia, a semana e
os meses do ano).
40
 Unidades de medidas de
comprimento: km, m, dm, cm, mm.
 Unidades de medidas de
capacidade: litro, decilitro,
centilitro e mililitro.
 Unidades de massao: t, kg e g;
O Dinheiro Moçambicano: notas e
moedas .
 Perímetro de figuras planas
(rectângulo, quadrado, triângulo)
 Área do rectângulo
 Medidas de tempo
- O relógio: horas, minutos e
segundos;
- O calendário: o dia, a semana, o mês,
o trimestre, o semestre, o ano, os
meses com 28/29, 30 e 31 dias.
70
 Medidas de comprimento
( quilómetro, hectómetro, decámetro, metro,
decímetro, centímetro e milímetro);
 Perímetro de figuras planas
(rectângulo, quadro, triângulo,
paralelogramo e losango).
 Medidas de superfície
 Unidades de superfície (km2
, hm2
,
dam2
, m2
, dm2
, cm2
, mm2
);
 Medidas de tempo
- Relógio (horas, minutos, segundos);
- Calendário (o trimestre, o semestre, o ano, a
década e século, o quinquénio e o milénio,).
55
105
3ª CLASSE 4ª CLASSE 5ª CLASSE
UNIDADE
TEMÁTICA
CONTEÚDOS CH CONTEÚDOS CH CONTEÚDOS CH
FRACÇÕES
 Noção de Fracção 15  Fracções
 Operações com fracções
Adição e subtracção de fracções com o
mesmo denominador
15
NÚMEROS
DECIMAIS
 Números decimais 25
TABELAS E
GRÁFICOS
 Tabelas e gráficos
- Leitura de tabelas e gráficos de
tempo
- Construção de tabelas e gráficos de
tempo
20  Tabelas e gráficos
- Leitura de tabelas e gráficos de barras
- Construção de gráficos em quadrículas.
15
REVISÃO
40
REVISÃO
24
REVISÃO
24
380 304 304
NOTA: Limites Numéricos
Programa 1 ciclo/classe 2º ciclo/classe 3º ciclo/classe
1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª
Corrente 50 100 10 000 1 000 000 1 000 000 10 000 000 >1 000 000 000
Revisto 50 100 1 000 10 000 100 000 1 000 000 10 000 000
106
Programa de Matemática
3ªClasse
107
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS
PARCIAIS
O aluno:
CH
I
NÚMEROS
NATURAIS
E
OPERAÇÕES
(1)
• Ler e escrever números
naturais até 100;
• Decompor números naturais
em dezenas e unidades, até
100;
• Ordenar números naturais
até 100;
• Comparar os números
naturais até 100, usando os
símbolos:
• Efectuar mentalmente
operações de adição e
subtracção
• Efectuar por escrito
operações de adição e
subtracção na forma
horizontal e vertical
 Revisão do 1º ciclo
 Leitura e escrita de números naturais até 100;
 Conceito de dezena e unidade;
 Decomposição de números naturais em dezenas e
unidades;
 Representação de números naturais até 100, na tabela
de posição;
 Ordenação de números naturais até 100;
 Comparação dos números naturais até 100, usando os
símbolos: <, > e =;
 Estratégias de cálculo mental de adição, até 100;
 Procedimento escrito de adição sem transporte, até
100;
 Estratégias de cálculo mental de subtracção, até 100;
 Procedimento escrito de subtracção sem empréstimo,
até 100;
 Leitura e escrita dos números ordinais, até vigésimo
(20º).
 Resolve problemas que
envolvem números
naturais até 100;
40
tempos
108
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCI
AS PARCIAIS
O aluno:
CH
 Determinar o múltiplo de um
número;
 Identificar números pares e
ímpares, até 50;
 Calcular o dobro, a metade e o
triplo de um número, até 50;
 Multiplicação de números naturais até 50
 Cálculo mental da multiplicação por 2, 3, 4, 5 e 10;
 Números pares e ímpares;
 Contagem de 10 em 10 e de 20 em 20, até 100;
 Dobro, metade e triplo de um número.
 Divisão de números naturais até 50
 Divisão partitiva (por subtracções sucessivas) até 50,
com os divisores 2, 3, 4 e 5;
 Divisão como operação inversa da multiplicação, até
50, com os divisores 2, 3, 4, 5 e 10.
 Resolve
problemas de
multiplicação e
divsão, até 50;
40
tempos
I
NÚMEROS
NATURAIS E
OPERAÇÕES
(1)
 Ler e escrever os números
naturais até 1000;
 Decompor os números naturais
até 1000, em unidades, dezenas,
centenas e milhar;
 Representar os números
naturais na tabela de posição,
até 1000;
 Comparar os números naturais
até 1000, usando os símbolos:
<, > e =;
 Ler e escrever os números
romanos, até XX;
 Números naturais até 1 000
Leitura e escrita de números naturais, até 1000;
Decomposição de números naturais até 1000, em unidades,
dezenas, centenas e milhar;
Representação de números naturais na tabela de posição,
até 1000;
Ordenação de números naturais, até 1000;
Comparação dos números naturais até 1000, usando os
símbolos: <, > e =;
Leitura e escrita de números ordinais, até 30 o
;
 Leitura e escrita de números romanos, até vinte (XX).
 Resolve
problemas que
envolvem
números
naturais até
1000;
60
tempos
109
Sugestões Metodológicas
Em cada classe, a revisão da classe anterior deverá ser feita na base de exercícios e problemas
apresentados pelo professor, para os alunos resolverem sob a sua orientação. O professor nunca deve
abordar a matéria da revisão como se tratasse de algo novo para os alunos.
No caso de alguns alunos apresentarem dificuldades, o professor poderá recorrer a outros alunos que
não tenham dificuldades na matéria em questão, para explicarem à turma. Só no último caso é que o
professor pode explicar.
OS NÚMEROS NATURAIS ATÉ 1 000
Leitura e escrita de números naturais até 1000
O tratamento dos números naturais até 1000 pode ser realizado através dos múltiplos de 100 até 1000.
100 + 100 = 200  Duzentos 600 + 100 = 700  Setecentos
200 + 100 = 300 Trezentos 700 + 100 = 800  Oitocentos
300 + 100 = 400  Quatrocentos 800 + 100 = 900  Novecentos
400 + 100 = 500  Quinhentos 900 + 100 = 1000  Mil
500 + 100 = 600  Seiscentos
E para a formação dos outros números, adiciona-se às centenas, sucessivamente, as dezenas 10, 20,
30, 40, 50, 60, 70,80, 90 e os algarismos 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9.
Exemplos: 156 = 100 + 50 + 6; 579 = 500 + 70 + 9 e 999 = 900 + 90 + 9.
Os conceitos de unidade, dezena, centena e milhar devem ser do domínio dos alunos, para que eles
possam compreender a formação dos números, e possam ler e escrever correctamente.
Decomposição de números naturais até 1000 e sua representação na tabela de posição
A leitura pausada dos números permite a compreensão da sua composição e decomposição. Por
exemplo:
110
306 lê-se: Trezentos e seis, o que significa 300 + 6
824 lê-se: Oitocentos e vinte e quatro, o que significa 800 + 20+4
O ábaco, poderá ser um dos meios usados pelo professor para mostrar a decomposição dos números
em unidades, dezenas, centenas e milhares e a sua representação na tabela de posição.
Exemplo de como usar o ábaco.
Se tiveres o número 352, como representá-lo no ábaco?
Vejamos:
352= 300 + 50 + 2
Repara que no número 352= 300 + 50 + 2 temos 2 unidades, 5 dezenas e 3 centenas. Daí que,no
ábaco, na coluna das unidades (U) estão 2 argolas, na coluna das dezenas (D) estão 5 argolas e, na
coluna das centenas (C), estão 3 argolas.
Na falta do ábaco , o professor pode improvisá-lo e levar para a sala de aulas várias argolas, cápsulas,
ou sementes, para os alunos representarem diversos números. Ao mesmo tempo que se trabalha com
o ábaco, pode-se preencher a tabela de posição:
Milhares Centenas Dezenas Unidades
3 5 2
Ordenação de números naturais até 1000
Na ordenação dos números, é fundamental que os alunos saibam que:
 Os números estão por ordem crescente, quando estão escritos do menor para o maior.
Exemplo: 100, 200, 300, 400, 500, 600, 700,800, 900, 1000.
 Os números estão por ordem decrescente, quando estão escritos do maior para o menor.
Exemplo: 1000, 900, 800, 700, 600, 500, 400, 300, 200, 100.
Existem várias formas de apresentação de exercícios de ordenação. Por exemplo:
111
 Apresentar alguns números no quadro, de forma desordenada. A tarefa dos alunos é de escrevê-
los por ordem crescente ou decrescente;
 Apresentar uma série incompleta de números para os alunos completarem, etc.
Comparação dos números naturais até 1000, usando os símbolos: <, > e =
Na comparação dos números naturais usando os símbolos, numa primeira fase, o professor deverá
recorrer aos seus próprios braços, para explicar o significado dos sinais de comparação (< e >): ao
dobrar o braço direito, obtém-se o sinal de “maior que...”; e ao dobrar o braço esquerdo, obtém-se o
sinal de “menor que...”
Leitura e escrita de números ordinais
O professor poderá recorrer à disposição em que estão sentados os alunos na sala de aulas, para
classificar o lugar que cada um ocupa. Também poderá fazer referência à classificação dos alunos, de
acordo com os lugares que ocupam no aproveitamento da turma, numa dada disciplina, ou numa
corrida das aulas de Educação Física.
É importante que se mostre a leitura e a escrita de números ordinais
Leitura e escrita de números romanos até vinte (XX)
Para esta aula, sugere-se que o professor tenha um relógio com a numeração romana.
A partir das dificuldades dos alunos na leitura de horas e na identificação de números, o professor
informa aos alunos que o sistema da numeração, que normalmente eles usam, se chama sistema de
numeração árabe; mas que, além deste sistema, existe o sistema da numeração romana, também usado
em relógios.
O importante é que os alunos devem ser capazes de:
 Ler os números romanos até XX;
 Escrever os números romanos até XX;
 Escrever os números romanos na ordem crescente e decrescente até 20;
112
 Ler relógio em numeração romana;
 Relacionar os números romanos e árabes até vinte. Exemplo:
I 1 VI 6 X I 11 XVI 16
II 2 VII 7 XII 12 XVII 17
III 3 VIII 8 XIII 13 XVIII 18
IV 4 IX 9 XIV 14 IX 19
V 5 X 10 XV 15 XX 20
113
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS
PARCIAIS
O aluno:
CH
II
ESPAÇO
E FORMA
 Identificar rectas e segmentos de recta
paralelos e perpendiculares, em
objectos da vida real;
 Construir figuras planas
 Relacionar o círculo e a circunferência
com objectos do seu meio;
 Construir o círculo, com a ajuda de
objectos de bases circulares;
 Relacionar as figuras e os sólidos
geométricos com os objectos da vida
real;
 Desenhar e pintar objectos da vida
real;
 Moldar e modelar os sólidos
geométricos.
 Figuras e sólidos geométricos
 Posição horizontal e vertical de rectas e
segmentos de recta;
 Rectas paralelas e perpendiculares;
 Construção de rectas paralelas e
perpendiculares;
 Construção de figuras planas (retângulo,
quadrado e triângulo) em quadrículas;
 Círculo e a circunferência;
 Os sólidos geométricos (cubo, bloco e cilindro);
 Decomposição e composição de sólidos
geométricos (cubo, bloco, cilindro).
Traça rectas paralelas e
perpendiculares
Recorta, em papel, figuras
planas
Modela sólidos geométricos
40
tempos
114
Sugestões Metodológicas
Rectas e segmentos de recta paralelos e perpendiculares
O professor poderá explicar esta matéria recorrendo a situações concrectas da vida real, tais como,
cordas, estradas, fios eléctricos, linha férrea , etc. Também poderá usar os barrotes do telhado ou aros
das janelas e portas da sala de aulas, para exemplificar o paralelismo e a perpendicularidade.
Sólidos geométricos (cubo, bloco, cilindro)
É importante que o professor leve os alunos a relacionarem os sólidos geométricos com objectos do
seu meio. Por exemplo, a caixa de fósforo assemelha-se a um bloco, a caixa de giz é parecida com o
cubo e o cilindro com a lata de leite, ou de água.
Existem muitos outros produtos que vêm em caixas de papel, pacotes ou latas com formas
semelhantes às de uma caixa, por exemplo: pacote de margarina, caixa de refrescos, pacote de sumo,
uma lata de azeite e outros. Os alunos poderão relacionar estes objectos com os sólidos geométricos.
Figuras geométricas
A partir da decomposição de modelos de sólidos geométricos escolhidos em faces rectangulares,
quadrangulares, triangulares e circulares, os alunos poderão identificar as figuras geométricas.
Exemplos:
115
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
III
NÚMEROS
NATURAIS E
OPERAÇÕES
(2)
 Identificar as propriedades de
adição;
 Efectuar o cálculo mental e escrito
com adição e subtracção até 1 000.
 Adição e subtracção até 1000
 Propriedades comutativa, associativa e elemento
neutro de adição;
 Estratégias de cálculo mental da adição (sem e
com transporte), até 1 000;
 Estratégias de cálculo mental de subtracção
(sem e com empréstimo), até 1 000;
 Procedimento escrito de adição até 1000 (sem e
com transporte);
 Procedimento escrito de subtracção até 1000
(sem e com empréstimo).
 Resolve problemas, que
envolvem adição e subtracção
até 1 000;
60
tempos
 Identificar as propriedades de
adição;
 Efectuar o cálculo mental e escrito
com multiplicação e divisão até 1
000;
 Resolver expressões numéricas
que envolvem três operações
(adição, subtracção e
multiplicação).
 Multiplicação e divisão de números naturais até
1000
 Multiplicação por 6, 7, 8 e 9;
 Propriedades comutativa e associativa da
multiplicação;
 Expressões numéricas envolvendo três operações
(adição, subtracção e multiplicação), com e sem
parêntesis;
 Noção de múltiplo;
 Os múltiplos de 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9;
 Multiplicação por 10 e 100;
 Os múltiplos de 10 e 100 até 1000;
 Procedimento escrito da multiplicação sem
transporte, cujo multiplicador tem dois algarismos;
 Estratégias do cálculo mental da divisão;
 Divisão por 10 e 100;
 Divisão de múltiplos de 10 e 100 por um dígito.
 Resolve problemas que
envolvem adição, subtracção,
multiplicação e divisão de
números naturais, até 1000.
60
tempos
116
Sugestões Metodológicas
ADIÇÃO E SUBTRACÇÃO
Estratégias de cálculo mental de adição e subtracção
A estratégia de "contar tudo", tanto na adição como na subtracção, já não é colocada em questão
nesta fase. Os números começam a ser tão grandes, que a manipulação de objectos deve ficar de
lado.
Além disso, pensa-se que nesta altura os alunos já possuem vários conhecimentos sobre modos de
pensar e as suas vantagens, o que lhes permitirá optar pela estratégia a usar.
Vejamos um exemplo de adição: 8 + 163 =
Repare que usar a estratégia de contar para a frente, a partir da 1ª parcela neste exercício, seria inútil.
Por isso, o aconselhável, neste exercício, seriam as seguintes estratégias:
 Contar a partir da parcela maior. Portanto, concretizar a parcela menor e contar para a frente,
a partir da parcela maior. Por exemplo: 4 + 168 = 168 + 4
(4 passos, que correspondem à parcela menor)
169 170 171 172
Portanto,172 seria o total ou a soma de 4 + 168.
NOTA: A estratégia de contar para a frente a partir da parcela maior é uma estratégia ideal, quando
uma das parcelas é um número menor que 10.
 Identificar o exercício básico (4 + 8) e obter 12; depois adicionar 12 a 160 e obter 172 como
soma de 4 + 168.
Vejamos um exemplo de subtracção: 532 - 7 = ?
Repare que usar a estratégia de contar para a frente a partir do diminuidor ao diminuendo, assim
como contar para atrás do diminuendo ao diminuidor, seria inútil . Por isso, o aconselhável neste
exercício seria:
168
117
 Identificar o exercício básico (12 - 7) e obter a diferença 5; adicionar 5 a 520 e obter 525,
como a diferença de 532 - 7.
Concretizar o diminuidor 7 e contar para atrás o diminuendo, tantas vezes o diminuidor. Por exemplo:
532 - 7 =
525 526 527 528 529 530 531

7 passos, que correspondem ao diminuidor 8.
Procedimento escrito de adição com transporte e subtracção com
empréstimo
O procedimento escrito da adição com transporte:
Como calcular 265 + 637 na forma vertical?
Para calcular 265 + 637 através do procedimento escrito, seguem-se os passos:
1º Passo: Escreve-se unidades debaixo das unidades, dezenas debaixo das dezenas, centenas debaixo das centenas, assim
sucessivamente:
2 6 5
+6 3 7
2º Passo: Adicionam-se as unidades: 5 + 7 =12. Escreve-se 2 debaixo das unidades e transporta-se a dezena para a
posição das dezenas.
1
2 6 5
+ 6 3 7
2
3º Passo: Adicionam-se as dezenas: 1 + 6 + 3 = 10. Escreve-se 0 debaixo das dezenas e transporta-se a centena para a
posição das centenas.
1 1
2 6 5
+ 6 3 7
0 2
4º Passo: Adicionam-se as centenas: 1 +2 + 6 = 9. Escreve-se 9 debaixo das centenas.
1 1
2 6 5
+ 6 3 7
9 0 2
532
118
O procedimento escrito da subtracção com empréstimo
Como calcular 524- 149 na forma vertical?
Para calcular 524- 149 através do procedimento escrito, seguem-se os passos:
1º Passo: Escrevem-se unidades debaixo das unidades, dezenas debaixo das dezenas, centenas debaixo
das centenas, assim sucessivamente:
5 2 4
- 1 4 9
2º Passo: Não é possivel subtrair 9 unidades de 4; assim, pede-se emprestado uma dezena em 2
dezenas, e fica-se com 1 dezena e 14 unidades. Subtraem-se as 9 unidades de 14 e a diferença é 5.
Escreve-se 5 debaixo das unidades.
1 10
5 2 4
- 1 4 9
5
3º Passo: Não é possivel subtrair 4 dezenas de 1; por isso, pede-se emprestado uma centena em 5
centenas, e fica-se com 4 centenas e 11 dezenas. Subtraem-se 4 dezenas de 11 e a diferença é 7.
Escreve-se 7 debaixo das dezenas.
10
4 1 10
5 2 4
- 1 4 9
7 5
4º Passo: Subtrai-se 1 centena de 4 centenas, e a diferença é 3. Escreve-se 3 debaixo das centenas.
10
4 10 10
5 2 4
- 1 4 9
3 7 5
MULTIPLICAÇÃO E DIVISÃO
Estratégias de cálculo mental de multiplicação e divisão até 1 000
Níveis de cálculo
No cálculo com números até 1000, podem identificar‐se três níveis:
 Cálculo por contagem: cálculo apoiado, sempre que necessário, por materiais que permitam
a contagem;
119
 Cálculo estruturado: cálculo feito sem recorrer à contagem, com o apoio de modelos
adequados;
 Cálculo formal: neste nível, os números são usados como objectos mentais para calcular de
modo inteligente e flexível, sem necessidade de recorrer a materiais estruturados.
Estratégias do cálculo mental da multiplicação
Para que o aluno possa efectuar o cálculo mental, é preciso que ele domine os factos básicos.
Portanto, as tabelas de multiplicação. Só depois disso é que ele pode efectuar situações de
multiplicações mais complexas e usar estratégias de cálculo.
 Não sei quanto é 6 x 4, mas sei que 5 x 4 = 20, e de 5 para 6 falta 1, então, adiciono ao 20
uma vez o 4, seguindo o raciocínio: 6 x 4 =5 x 4 + 1 x 4 = 20 + 4 = 24 .
 Não sei quanto é 5 x 3, mas sei que 3 x 3 = 9, e de 3 para 5 faltam 2, então, adiciono ao 9
duas vezes o 3, seguindo o raciocínio: 5 x 3 =3 x 3 + 2 x 3 = 9 + 6 = 15
NOTA: Lembre-se sempre que estes raciocínios são mentais e não escritos.
Propriedades comutativa e associativa da multiplicação
O professor deverá fazer compreender aos alunos a utilidade das propriedades no cálculo. Os alunos
não podem aprender as propriedades de forma mecânica, sem perceberem a sua utilidade.
Para isso, deverá mostrar essa utilidade na base de cálculos.
Exemplo1: 4 x 12 x 10 = ? Fica: 4 x 12 x 10 = 4 x 120 = 480.
Repare que é mais fácil calcular 12 x 10 x 4, do que 4 x 12 x10. Portanto, aplicou-se a propriedade
associativa da multiplicação.
Exemplo2: 4 x 19 x 25 = ? Fica: 4 x 19 x 25 = 4 x 25 x 19 = 100 x 19 = 1900.
Repare que é mais fácil calcular 4 x 25 x 19, do que calcular 4 x 19 x 25. Portanto, aplica-se a
propriedade comutativa da multiplicação.
Expressões numéricas envolvendo três operações (adição, subtracção e multiplicação) com e
sem parentêsis
120
O professor deverá explicar a prioridade da multiplicação em relação à adição e subtracção em
exercícios sem parêntesis, e só depois disto é que pode explicar a prioridade das operações no uso de
parentêsis.
O importante é que os alunos, até ao fim desta aula, saibam que:
 Numa expressão numérica sem parênteses, onde há adições, subtracções e multiplicações, primeiro
resolvem-se todas as multiplicações e, em seguida, efectuam-se as adições e as subtracções pela
ordem em que aparecem.
 Numa expressão numérica com parêntesis, que envolve adições, subtracções e multiplicações,
primeiro resolvem-se as operações dentro de parêntesis e, em seguida, efectuam-se as operações
fora de parêntesis, segundo a ordem de prioridade.
Noção de múltiplo
Os alunos precisam de saber que os múltiplos de um número são determinados através da
multiplicação desse número pela sequência dos números naturais. Exemplo: Os múltiplos de 2 são:
0, 2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 16, 18, 20, etc
Multiplicação por 10 e 100
Na multiplicação por 10 e 100, os alunos precisam de conhecer as seguintes regras:
 Para multiplicar um número por 10, basta acrescentar um zero à direita desse número.
 Para multiplicar um número por 100, basta acrescentar dois zeros à direita desse
número.
Entretanto, é importante que o alunos resolvam, orientados pelo professor, alguns exercícios que lhes
conduzam a deduzirem estas regras.
Procedimento escrito da multiplicação sem transporte, cujo multiplicador tem dois algarismos.
O professor deverá explicar aos alunos que, quando a mltiplicação é mais dificil calcular
mentalmente, podemos recorrer ao procedimento escrito.
Exemplo1: Vamos resolver 24 x 12 na base do algoritmo.
121
1º Passo: Escrevem-se unidades debaixo das unidades e dezenas debaixo das dezenas, assim
sucessivamente:
2 4
x 1 2
2º passo: Multiplica-se o 24 por 2 e obtém-se 48 como produto e escreve-se 8 debaixo das
unidades e 4 debaixo das dezenas:
2 4
x 1 2
4 8
3º passo: Multiplica-se o 24 por 1 e obtém-se 24 como produto. Escreve-se 4 debaixo das dezenas
e 2 debaixo das centenas :
2 4
x 1 2
4 8
2 4
4º passo: Adicionam-se os produtos parciais 48 e 240 e obtém-se 288.
2 4
x 1 2
4 8
2 4
2 8 8
Conclusão: Na multiplicação, é possível realizar facilmente o cálculo mental, desde que o aluno
domine os exercícios básicos, assim como as propriedades das operações.
Estratégias do cálculo mental da divisão
A divisão tem como pressuposto o domínio da tabuada de multiplicação, pois na resolução da
divisão recorre-se à sua operação inversa, portanto, à multiplicação
Exemplos: 28: 4, pensa no número que multiplicado por 4 é igual a 28. Neste caso, é o 7.
Desta forma, escreve-se:
28 : 4 = 7, porque 7 x 4 = 28
32 : 8 = 4, porque 4 x 8 = 32
21 : 3 = 7, porque 7 x3 = 21
Assim, sucessivamente.
Divisão por 10 e 100
122
Para este tipo de conteúdo, o professor precisa de usar exemplos no quadro e conduzir a aula de
modo que os alunos concluam que:
Para dividir um número por 10 e 100, retira-se no dividendo um ou
dois zeros, conforme a divisão por 10 ou por 100.
Divisão de múltiplos de 10 e 100
Para que os alunos aprendam as regras da divisão de múltiplos de 10 e 100, o professor deverá
explicar usando alguns exercícios no quadro, como por exemplo:
Para calcular:
80 . 4= , basta calcular 8 :4 , e acrescentar um zero no resultado. Portanto, 80 : 4 = 20
250 : 5 , basta calcular 25 : 5 , e acrescentar um zero no resultado. Portanto, 250 : 5 = 50
1600 : 2, basta calcular 16 : 2 , e acrescentar dois zeros no resultado. Portanto, 1600 : 2 = 800
123
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS
PARCIAIS
O aluno:
CH
IV
GRANDEZAS
E
MEDIDAS
 Converter as unidades de
comprimento;
 Determinar o perímetro de
figuras planas (rectângulo,
quadrado e triângulo)
 Desenhar e pintar figuras de
diferentes tamanhos;
 Ler horas em qualque tipo de
relógio
 Unidades de comprimento
 O metro(m), o decímetro(dm), o centímetro(cm) e o
milímetro (mm)
 Unidade Fundamental: O Metro
 Noção de perímetro de figuras planas (rectângulo,
quadrado e triângulo)
 Unidades de massa:
 O quilograma (kg) e o grama (g)
 Unidades de capacidade
 O litro(l) e o mililitro (ml)
 O dinheiro
 Moedas e notas do dinheiro moçambicano
 Medidas de tempo
 O relógio (horas e minutos);
 O calendário (o dia, a semana e os meses do ano).
 Resolve problemas do seu
dia-a-dia que envolvem
medidas, massa,
capacidade, dinheiro e
tempo.
40
tempos
REVISÃO 40
tempos
TOTAL 380
124
Sugestões Metodológicas
Grandezas e Medidas
Para o estudo das grandezas, é necessária existência de material variado na sala de aula
(réguas, cordas, bandas de cartão, recipientes, relógio,calendário, etc.).
Unidades de comprimento
No tratamento das medidas de comprimentos (m, dm, cm e mm), é importante que os
alunos saibam que:
 O metro (m) é a unidade fundamental das medidas de comprimento.
 O decímetro (dm), o centímetro (cm) e o milímetro (mm) são os submúltiplos do
metro.
Além disso, os alunos precisam de saber que usamos os submúltiplos para medir comprimentos
pequenos, como é o caso de medir o comprimento de um caderno, de um lápis, de uma borracha, de
um afiador, etc., casos em que não seria tão fácil usar o metro. Por esta razão, o metro foi dividido em
partes mais pequenas:
- Em 10 partes iguais. Cada uma destas partes chama-se decímetro e, por isso, o metro tem 10
decímetros.
- Em 100 partes iguais. Cada uma destas partes chama-se centímetro e, por isso, o metro tem 100
centímetros.
- Em 1000 partes iguais. Cada uma destas partes chama-se milímetro e, por isso, o metro tem 1000
milímetros.
Aconselha-se o professor a usar o metro articulado, para explicar esta matéria com muita facilidade.
Os alunos devem dominar as seguintes relações:
1m = 10 dm = 100 cm = 1 000mm
Os alunos devem medir diversos objectos.
125
Unidades de Massa
Para esta aula, o professor poderá levar para sala vários objectos para serem pesados,
inclusive a balança e os pesos de 1kg e grama.
Numa primeira fase, os alunos poderão servir-se das suas mãos para comparar os pesos
de diferentes objectos, e só depois disso se pode usar a balança.
No tratamento das unidades de massa também é importante que os alunos saibam que:
- O quilograma (kg) é a unidade fundamental das medidas de massa.
- O grama é um dos seus submúltiplos, que serve para medir quantidades mais
pequenas do que o quilograma.
- 1kg = 1000g
- A balança é o instrumento usado para medir a massa de um corpo.
- Existem vários tipos de balanças, como as usadas nos mercados, nos talhos, nas farmácias, etc.
Unidades de capacidade
Para esta aula, o professor poderá levar para sala de aulas, areia ou água e vários recipientes de
tamanhos diferentes, como é o caso de garrafas, latas, baldes,etc.
O que se pretende é que o professor induza os alunos a verificarem, por transvasamento, quantas
vezes um recipiente de areia ou água cabe no outro e vice-versa. Aquele que puder conter mais areia,
ou líquido, tem maior capacidade.
Também é importante que os alunos saibam que:
- O litro (l) é a unidade fundamental das medidas de capacidade.
- O mililitro (ml) é um dos seus submúltiplos, que serve para medir quantidades mais
pequenas do que o litro.
- 1l = 1000ml.
O dinheiro: Moedas e notas em circulação em Moçambique
O professor deverá fazer os possíveis de levar para esta aula notas e moedas do dinheiro em circulação e as
actividades dos alunos consistirão em:
Identificar moedas e notas;
126
Determinar o valor de uma dada colecção de moedas ou notas;
Simular a troca de moedas em notas e vice-versa;
Simular situações de compra e venda em lojas improvisadas.
Medidas de tempo
 O relógio (horas e minutos)
Com um relógio não electrónico na sala de aulas, o professor explicará as partes que constituem o
relógio, mostrador com números e os dois ponteiros: o comprido de minutos e o curto das horas.
Na falta do relógio, o professor deve construí-lo.
É importante que os alunos saibam que: 1hora = 60 minutos.
Vários exercícios de leitura e marcação das horas devem ser feitos pelos alunos na sala de aulas.
 O calendário (os dias da semana, os meses do ano)
O calendário deve estar presente na aula, assim como os alunos devem construí-lo com a
orientação do professor.
O professor deverá orientar aos alunos a interpretarem o calendário.
Os alunos deverão exercitar a leitura do calendário, identificando datas importantes e seus
significados (feriados nacionais e datas comemorativas e festivas), dias da semana e meses
do ano.
127
Programa de Matemática
4ªClasse
128
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
I
NÚMEROS
NATURAIS E
OPERAÇÕES
(1)
 Ler e escrever os números
naturais até 1000;
 Decompor números
naturais até 1000, em
unidades, dezenas,
centenas e milhar;
 Representar números
naturais até 1000 na
tabela de posição
 Resolver expressões
numéricas envolvendo três
operações (adição,
subtracção e multiplicação),
com e sem parêntesis;
 Revisão dos números naturais até 1000
 Leitura e escrita de números naturais, até 1000;
 Decomposição de números naturais até 1000, em
unidades, dezenas, centenas e milhar;
 Representação dos números naturais até 1000, na
tabela de posição;
 Ordenação de números naturais, até 1000;
 Comparação dos números naturais até 1000,
usando os símbolos de comparação (, e =);
 Procedimento escrito de adição até 1000 (sem e com
transporte);
 Procedimento escrito de subtracção até 1000 (sem e
com empréstimo);
 Expressões numéricas envolvendo três operações
(adição, subtracção e multiplicação), com e sem
parêntesis;
 Procedimento escrito da multiplicação sem
transporte, cujo multiplicador tem dois algarismos.
 Resolve problemas que
envolvem números
naturais até 1000.
20
tempos
129
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS
PARCIAIS
O aluno:
CH
I
NÚMEROS
NATURAIS E
OPERAÇÕES
(1)
 Ler e escrever os números
naturais até 10 000;
 Decompor os números
naturais até 10 000, em
unidades, dezenas, centenas e
dezena de milhar;
 Representar os números
naturais na tabela de posição; até
10 000;
 Comparar os números naturais
até 10 000, usando os símbolos: <,
> e =;
 Os números naturais até 10 000
 Leitura e escrita dos números naturais até
10 000;
 Decomposição de números naturais até 10 000,
em unidades, dezenas, centenas, milhares e
dezena de milhar;
 Representação de números naturais na tabela de
posição, até 10 000;
 Ordenação de números naturais, até 10 000;
 Comparação dos números naturais até 10 000,
usando os símbolos: <, > e =.
 Os números ordinais
 Leitura e escrita de números ordinais até
quadragésimo (40o
).
 Numeração romana
 Leitura e escrita de números romanos, até trinta
(XXX);
 Relação entre a numeração árabe e a romana,
até trinta.
 Resolve problemas que
envolvem números
naturais até 10 000.
30
tempos
130
Sugestões Metodológicas
Leitura e escrita, decomposição, representação na tabela de posição, ordenação e comparação
de números naturais até 1000.
Antes do tratamento da nova matéria, é preciso que se faça revisão da matéria da(s) classe(s)
anteriores que serve de pré-requisito para a abordagem da matéria nova.
Desta forma, nas primeiras semanas do ano lectivo, o professor deverá dar tarefas/actividades que
permitam que os alunos consolidem a leitura e escrita, a decomposição, a contagem, a ordenação e a
comparação (usando os sinais: >, < e = ) de números naturais, até 1000.
Na consolidação destas matérias, o professor poderá apresentar aos alunos diferentes tipos de
actividades, por exemplo:
 Identificar determinados números num conjunto de números por ele apresentado. Esta
identificação pode ser feita através de pintura, usando cores;
 Escrever números por algarismo e por extenso e vice-versa;
 Relacionar números a quantidades e vice-versa;
 Decompor números em unidades, dezenas, centenas e milhar;
 Representar números dados na tabela de posição;
 Identificar e ler números representados, na tabela de posição;
 Ordenar números apresentados na forma crescente e decrescente;
 Identificar a ordem em que determinados números estão apresentados;
 Comparar números dados, usando os símbolos de comparação: <, > e =. Na comparação dos
números naturais usando os símbolos, numa primeira fase, o professor deverá recorrer ao uso
de braços: ao dobrar o braço direito, obtém-se o sinal de “maior do que...”; e ao dobrar o
braço esquerdo, obtém-se o sinal de “menor do que...”
No tratamento de números até 10 000 (leitura e escrita , decomposição, representação na tabela de
posição, ordenação e comparação, usando os sinais: >, < e =) , usa-se a mesma metodologia do
tratamento de números até 1 000. A única diferença é que, desta vez, os números vão até dezenas de
milhar. É preciso que os alunos compreendam que, desta vez, o tratamento de números vai até 10 000.
131
Números Ordinais até quarenta (40o)
.
O tratamento da leitura e escrita de números ordinais até 40o
, deve ser antecedida pela consolidação
de números ordinais até 30o
.
Os números ordinais devem ser escritos, tanto por algarismo, como por extenso e vice-versa .
Os números dos alunos na lista da turma podem ser traduzidos na forma ordinal. Claro que se deve
respeitar o limite, tendo em conta que a maioria das turmas é numerosa.
No recreio, ou nas aulas de Educação Física, podem ser desenvolvidas diversas actividades
conducentes à aprendizagem dos números ordinais propostos.
Exemplo: Os alunos fazem uma corrida e o professor classifica pela ordem de chegada: Primeiro
(1º), segundo (2º), …..décimo (10º), décimo primeiro (11º)…….vigésimo (20º), ...... vigésimo
nono (29º), trigésimo (30º), trigésimo primeiro(31º), ... ,trigésimo oitavo(38º), trigésimo
nono(39º) e quadragésimo (40º). Na aula, os alunos poderão discutir e identificar a ordem em que
cada aluno chegou à meta.
Ainda no tratamento de números ordinais, os alunos poderão realizar jogos que respeitam a sequência
em que cada participante escolhe o lugar que ocupa, antes de iniciar o jogo. Poderá também orientar
os alunos em exercícios relacionados com a classificação das equipas de jogos na escola/país e outros
lugares.
Números Romanos até trinta(XXX)
O tratamento da leitura e escrita de números romanos até trinta (XXX) , deve ser antecedida pela
consolidação de tratamento de números romanos até vinte (XX).
Vários exercícios deverão ser desenvolvidos pelos alunos, tais como:
 Ler horas em relógios que usam a numeração romana;
 Ler datas históricas escritas em numeração romana;
 Ler números romanos apresentados pelo professor;
 Escrever números romanos solicitados;
 Escrever números romanos dados na ordem crescente e decrescente;
 Estabelecer correspondência entre números romanos e árabes dados.
132
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS
PARCIAIS
O aluno:
CH
II
ESPAÇO
E
FORMA
 Distinguir a semi-recta do
segmento de recta;
 Classificar os ângulos quanto a
amplitude;
 Identificar ângulos em diferentes
objectos do seu meio;
 edir ângulos, usando
correctamente o transferidor;
 Classificar os triângulos, quanto
aos lados;
 Classificar os triângulos quanto ao
comprimento dos seus lados;
 Construir triângulos usando o
papel quadriculado.
 Semi-recta
 Noção de semi-recta
 Ângulos
 Noção de ângulo;
 Elementos do ângulo: lados e vértice.
 Classificação de ângulos: agudo, recto,
obtuso, raso e giro ;
 Medição de ângulos;
 Triângulos
- Conceito de triângulo;
- Elementos do triângulo: lados, vértices e
ângulos;
- Noção da altura de um triângulo;
 Classificação de triângulos: isósceles,
equilátero, escaleno.
 Aplica conceitos
matemáticos na
interpretação e resolução
de situações do ambiente
que o rodeia. 20
tempos
133
Sugestões Metodológicas
Espaço e Forma
A partir de diversas actividades e de experiências variadas feitas no âmbito da descoberta do espaço,
os alunos vão acumulando conhecimentos que lhes servirão de suporte a familiarizações posteriores.
Assim, as actividades a propor devem conduzir à observação, comparação e identificaçao de objectos
geométricos a partir de objectos do seu meio.
Noção de semi-recta
O tratamento de semi-recta deve ser antecedido pela consolidação do tratamento de recta e de
segmento de recta.
O professor poderá traçar uma linha no quadro, em que os alunos a identifiquem como uma recta e
marcar dois pontos distintos nela, para identificarem o espaço compreendido entre os dois pontos
como um segmento de recta, e depois disso, mostrar qual é o espaço da recta que compreenderia
uma semi-recta.
Exemplo: Desenhar a seguinte figura e mostrar, por fase, cada conceito: recta, segmento de recta e
semi-recta.
● ● r
A B
 Esta é a recta r, ou recta AB.
 O espaço compreendido entre os dois pontos A e B chama-se segmento de recta.
 A linha que parte do ponto B para a direita chama-se semi-recta.
 A linha que parte do ponto A para a esquerda também se chama semi-recta.
E assim, levar os alunos a concluirem que:
 Uma semi-recta é uma linha que tem ponto de origem ou princípio, mas não tem fim.
No final, o professor deverá levar os alunos a darem exemplos de recta, segmento de recta e semi-
recta, usando exemplos concretos da vida. Por exemplo, cordas, estradas, linhas férreas, fios
eléctricos, etc.
134
Noção de ângulo, sua classificação e medição
O professor poderá ensinar a noção de ângulo, usando exemplos concretos de vida dos alunos, tais
como: os cruzamentos de ruas, estradas, barrotes do tecto da sala de aulas, etc. E mostrar que estes
cruzamentos formam ângulos. E que os ângulos são classificados de acordo com a sua amplitude
(tamanho de abertura).
Os alunos devem ser ensinados a ler e a usar o transferidor na medição de ângulos.
Vários exercícios de medição e classificação de ângulos deverão ser feitos, para a consolidação desta
matéria.
Noção de triângulo e sua classificação quanto aos lados.
A noção de triângulo também deve ser feita na base de uso de objectos da vida dos alunos. O
triângulo que usam na sala de aulas como material didáctico nas construções geométricas, o triângulo
usado como sinal de trânsito nas estradas, etc.
A classificação de triângulo neste nível deve ser apenas em relação aos lados. E para tal, os alunos
devem medir os lados de diferentes triângulos, para posteriormente fazerem a sua classificação.
No final destas aulas, os alunos devem ser capazes de identificar rectas, segmentos de rectas, semi-
rectas, ângulos e triângulos, em diferentes objectos do seu meio.
135
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
III
NÚMEROS
NATURAIS E
OPERAÇÕES
(2)
 Aplicar o calculo mental e escrito
na adição e subtracção de
números naturais até 10 000.
 Adição e subtracção
 Estratégias de cálculo mental de adição e
subtracção, até 10 000;
 Procedimento escrito de adição com
transporte e subtracção com empréstimo,
até 10 000.
 Resolve problemas de
adição e subtracção até 10
000. 50
tempos
136
Sugestões Metodológicas
Estratégias de cálculo mental de adição e subtracção
É preciso que o professor compeenda que o cálculo mental é pressuposto para o cálculo escrito. Por
isso, só depois do tratamento deste é que os alunos poderão aprender os algoritmos/ procedimentos
escritos.
A estratégia de "contar tudo", tanto na adição como na subtracção, já não é colocada em questão
nesta fase. Os números começam a ser tão grandes, que a manipulação de objectos deve ficar de lado.
Além disso, pensa-se que nesta altura os alunos já possuem vários conhecimentos sobre modos de
pensar e as suas vantagens, o que vai lhes possibilitar na opção de estratégia a usar.
Vejamos um exemplo de adição: 4 + 827 =
Repare que usar a estratégia de contar para a frente a partir da 1ª parcela neste exercício seria
inútil. Por isso, o aconselhável neste exercício seriam as seguintes estratégias:
 Contar a partir da parcela maior. Portanto, concretizar a parecela menor e contar para a
frente, a partir da parcela maior. Por exemplo: 4 + 827 = 827 + 4
(4 passos, que correspondem à parcela menor)
828 829 830 831
Portanto, 831 seria o total ou a soma de 4 + 827.
NOTA: A estratégia de contar para a frente a partir da parcela maior é a estratégia ideal, quando uma
das parcelas é menor que 10.
 Identificar o exercício básico (4 + 7) e adicionar 11 a 820, obtendo 831 como total, ou soma
de 4 + 827.
Vejamos um exemplo de subtracção: 943 - 8 = ?
Repare que usar a estratégia de contar para a frente a partir do diminuidor ao diminuendo, assim
como contar para atrás do diminuendo ao diminuidor seria inútil . Por isso, o aconselhável neste
exercício seria:
827
137
 Identificar o exercício básico (13 - 8) e resolvê-lo; depois, adicionar a sua diferença 5 ao 930 e
obter 935 como a diferença do 943 – 8.
 Concretizar o diminuidor 8 e contar para atrás o diminuendo, tantas vezes o diminuidor. Por
exemplo: 943 – 8=
935 936 937 938 939 940 941 942

8 passos, que correspondem ao diminuidor 8.
Procedimento escrito de adição com transporte e subtracção com
empréstimo
O procedimento escrito da adição com transporte:
Como calcular 3 685 + 1347 na forma vertical?
Para calcular 3 685 + 1347 através do procedimento escrito, seguem-se os seguintes passos:
1º Passo: Escrevem-se unidades debaixo das unidades, dezenas debaixo das dezenas, centenas debaixo
das centenas, milhares debaixo dos milhares, assim sucessivamente:
3 6 8 5
+1 3 4 7
2º Passo: Adicionam-se as unidades: 5 + 7 =12. Escreve-se 2 debaixo das unidades e transporta-se a
dezena para a posição das dezenas.
1
3 6 8 5
+1 3 4 7
2
3º Passo: Adicionam-se as dezenas: 1 + 8 + 4 = 13. Escreve-se 3 debaixo das dezenas e transporta-se a
centena para a posição das centenas.
1 1
3 6 8 5
+1 3 4 7
3 2
943
138
4º Passo: Adicionam-se as centenas: 1 + 6 + 3 = 10. Escreve-se zero(0) debaixo das centenas e
transporta-se o milhar para a posição dos milhares.
1 1 1
3 6 8 5
+1 3 4 7
0 3 2
5º Passo: Adicionam-se os milhares: 1 + 3 + 1 = 5. Escreve-se 5 debaixo dos milhares.
1 1 1
3 6 8 5
+1 3 4 7
5 0 3 2
O procedimento escrito da subtracção com empréstimo
Como calcular 8 5 4 2 - 1679 na forma vertical?
Para calcular 8 5 4 2 - 1679 através do procedimento escrito, segue-se os seguintes passos:
1º Passo: Escrevem-se unidades debaixo das unidades, dezenas debaixo das dezenas, centenas
debaixo das centenas, milhares debaixo dos milhares, assim sucessivamente:
8 5 4 2
- 1 6 7 9
2º Passo: Não é possivel subtrair 9 unidades de 2. Assim, pede-se emprestado uma dezena em 4
dezenas, e fica-se com 3 dezenas e 12 unidades. Subtraem-se as 9 unidades em 12 e a diferença é 3.
Escreve-se 3 debaixo das unidades.
3 10
8 5 4 2
- 1 6 7 9
3
3º Passo: Não é possivel subtrair 7 dezenas de 3. Pede-se emprestado 1 centena em 5, e fica-se com 4
centenas e 13 dezenas. Agora é possível subtrair 7 dezenas de 13 e a diferença é 6. Escreve-se 6
debaixo das dezenas.
10
4 3 10
8 5 4 2
- 1 6 7 9
139
6 3
4º Passo: Não é possível subtrair 6 centenas de 4. Pede-se emprestado 1 milhar em 8, e fica-se com 7
milhares e 14 centenas. Agora é possível subtrair 6 centenas de 14 e a diferença é 8. Escreve-se 8
debaixo das centenas.
. 10 10
7 4 3 10
8 5 4 2
- 1 6 7 9
8 6 3
5º Passo: Subtrai-se 1 milhar de 7 e a diferença é 6. Escreve-se 6 debaixo dos milhares.
10 10
7 4 3 10
8 5 4 2
- 1 6 7 9
6 8 6 3
140
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
IV
GRANDEZAS
E
MEDIDAS
 Converter as unidades de
comprimento, capacidade e
massa;
 Resolver exercícios que
envolvem operações com o
Metical.
 Unidades de medidas de comprimento: km, m,
dm, cm, mm;
 Unidades de medidas de capacidade: litro,
decilitro, centilitro e mililitro.
 Unidades de massa: t, kg e g;
 O Dinheiro Moçambicano: notas e moedas.
 Resolve problemas da vida
prática que envolvem
medidas de comprimento,
capacidade, massa e
dinheiro.
30
tempos
141
Sugestões Metodológicas
MEDIDAS DE COMPRIMENTO
Os alunos deverão resolver situações problemáticas que requerm a medição e a conversão de unidades
para outras. É importante que o professor sublinhe que, na resolução de problemas, as grandezas
devem ser convertidas na mesma unidade.
Nesta classe, o desenvolvimento de habilidades de estimação é imprescendível. Por isso, sugere-se que
o professor leve os alunos a estimarem comprimentos de objectos e distâncias.
A discussão sobre o comprimento da distância de casa de alunos para a escola, fontenária, padaria,
mercado, posto de saúde, etc. deverá ser levada a acabo na sala de aulas, de modo a que os alunos
percebam que alguns comprimentos são muito grandes, daí que existem os múltiplos do metro - e que
nesta classe abordar-se-á apenas o quilómetro (km), que corresponde a 1000 metros.
MEDIDAS DE CAPACIDADE
No tratamento de noções intuitivas de medição de capacidade, os alunos devem comparar recipientes,
segundo a capacidade, verificando depois por transvasamento, quais os recipientes que têm igual
capacidade ou qual dos recipientes em causa tem maior ou menor capacidade. Para tal, o professor
deverá levar para esta aula uma série de objectos, tais como: copos, jarras, latas, garrafas, pedras e
água.
Os alunos deverão realizar várias actividades de transvasamento de líquidos, ou areia, em diferentes
recipientes e comparar.
Medidas de Massa
Analogamente, o processo de trabalho com pesos pode ser idêntico aos anteriores descritos.
Exemplo: O professor poderá orientar os alunos para compararem o peso de pedras e outros objectos,
servindo-se das mãos e da balança. O professor poderá pedir emprestado uma balança e os respectivos
pesos, caso seja necessário, no mercado local, ou construí-lo com material local, por exemplo, com fios
e duas bases de latas cilíndricas, ou ainda outro material.Os alunos precisam de conhecer os nomes dos
diferentes tipos de balança.
142
O Dinheiro – O Metical
O uso do dinheiro é uma prática social. Em princípio, é natural que os alunos se familiarizem com
algumas moedas e notas em circulação. Entretanto, sabe-se que as crianças, desde muito cedo, lidam
com situações reais da vida manuseando moedas e notas do dinheiro moçambicano.
Numa primeira fase, o professor deverá fazer os possíveis de levar o dinheiro verdadeiro em notas e
moedas para a sala de aulas, sem no entanto obrigar os alunos a trazerem o dinheiro das suas casas.
Numa segunda fase, os alunos, sob a orientação do professor, poderão produzir dinheiro em cartolinas,
para usarem nas seguintes actividades:
a) Identificação de moedas e notas;
b) Determinar o valor de uma dada colecção de moedas ou notas;
c) Simulação de troca moedas e notas por outras de maior, ou menor valor;
d) Simulações de situações de compra e venda, em lojas improvisadas.
143
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O Aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS
PARCIAIS
O ALUNO:
CH
V
NÚMEROS
NATURAIS
E
OPERAÇÕES
(3)
• Resolver exercícios de
multiplicação mentalmente e por
escrito até 10 000;
• Resolver exercícios de divisão
com divisor de um dídito
• Resolver expressões numéricas
com e ou sem parênteses com as
quatro operações elementares
 Multiplicação e Divisão
 Estratégias de cálculo mental da
Multiplicação;
 Propriedades: comutativa, associativa,
distributiva, elementos neutro e absorvente da
multiplicação;
 Multiplicação por 10, 100 e 1000;
 Procedimento escrito da multiplicação com
transporte, cujo multiplicador tem dois
algarismos;
 Divisão de tipos: 48 : 4 e 45 : 3;
 Divisão por 10, 100 e 1000;
 Procedimento escrito da divisão com divisor de
um número dígito;
 Expressões numéricas com parênteses e sem
parênteses, com as quatro operações
elementares.
Resolve problemas de
multiplicação e divisão até
10 000.
50
tempos
144
Sugestões Metodológicas
Cálculo Mental da Multiplicação
Tal como acontece na adição e subtracção, o cálculo mental é pressuposto para o cálculo escrito.
Não se aconselha que o professor obrigue os alunos a decorar a tabuada. Mas sim, pretende-se que os
alunos desenvolvam um raciocínio lógico. Por isso, são ensinadas estratégias que os levem a desenvolver
o cálculo mental.
Por exemplo:
 Não sei quanto é 3 x 4, mas sei que 2 x 4 = 8, e de 2 para 3 falta 1; então, adiciono ao 8 uma
vez o 4, seguindo o raciocínio: 3 x 4 = 2 x 4 + 1 x 4 = 8 + 4 = 12 .
 Não sei quanto é 7 x 5, mas sei que 5 x 5 = 25, e de 5 para 7 faltam 2; então, adiciono ao 25
duas vezes o 5, seguindo o raciocínio: 7 x 5 = 5 x 5 + 2 x 5= 25 + 10 = 35 .
NOTA: Lembre-se sempre que estes raciocínios são mentais e não escritos.
Aplicação das propriedades da multiplicação no cálculo
Exemplo:
Propriedade comutativa: 12 x 5 x 2 = 5 x 2 x 12
Repara que é mais fácil e rápido calcular 5 x 2 x 12, do que 12 x 5 x 2.
Propriedade associativa: 18 x 5 x 2= 18 x 10
Repara que é mais fácil e rápido calcular 5 x 2 x 18, do que 18 x 5 x 2.
Propriedade distributiva da multiplicação em relação à adição
3 x 17 = 3 x ( 10 + 7 ) = 3 x 10 + 3 x 7 = 30 + 21 = 51
Propriedade distributiva da multiplicação em relação à subtracção
3 x 17 = 3 x ( 20 - 3 ) = 3 x 20 - 3 x 3 = 60 - 9 = 51
145
Elemento neutro da multiplicação
456 x 1 = 456 Portanto, o produto de qualquer númeo natural com 1 é igual a esse número.
Elemento absorvente da multiplicação
456 x 0 = 0 Portanto, o produto de qualquer número natural com zero(0) é igual a zero(0).
NOTA: As propriedades da multiplicação servem para facilitar o cálculo mental.
Multiplicação por 10, 100 e 1000
Na multiplicação por 10, 100 e 1000, é só aplicar as seguintes regras:
 Para multiplicar um número por 10, basta acrescentar um zero à direita desse número.
 Para multiplicar um número por 100, basta acrescentar dois zeros à direita desse número.
 Para multiplicar um número por 1000, basta acrescentar tres zeros à direita desse número.
Multiplicação por múltiplos de 10, 100 e 1000
É importante que os alunos, numa primeira fase, consolidem o conceito de múltiplo de um número.
O professor deverá dar exercícios aos alunos e orientá-los de modo a concluírem que:
 Para calcular 4 x 70, basta multiplicar 4 x 7 e acrescentar um zero no resultado.
 Para calcular 9 x 200, basta multiplicar 9 x 2 e acrescentar três zeros no resultado.
 Para calcular 6 000 x 30, basta multiplicar 6 x 3 e acrescentar quatro zeros no resultado.
Procedimento Escrito da Multiplicação
Se os alunos ainda não dominarem os exercícios básicos (tabuada da multiplicação), é inútil ensinar-lhes
o procedimento escrito.
Como calcular 2395 x 3 na forma vertical?
Para calcular 2395 x 3 através do procedimento escrito, seguem-se os passos:
1º Passo: Escrevem-se unidades debaixo das unidades, dezenas debaixo das dezenas, centenas debaixo
das centenas, assim sucessivamente:
146
2 3 9 5
X 3
2º Passo: Multiplica-se 3 por 5 e obtém-se 15. Escreve-se 5 unidades debaixo das unidades, e transporta-
se a dezena para cima das dezenas:
2 3 9 5
X 3
5
3º Passo: Multiplica-se 3 por 9 e obtém-se 27 . Adiciona-se com o transporte e obtém-se 28. Escreve-se 8
debaixo das dezenas, e transporta-se 2 para cima das centenas:
2 3 9 5
X 3
8 5
4º Passo: Multiplica-se 3 por 3 e obtém-se 9; adiciona-se com o transporte e obtém-se 11. Escreve-se 1
debaixo das centenas e transporta-se 1 milhar para cima de milhares:
2 3 9 5
X 3
1 8 5
5º Passo: Multiplica-se 3 por 2 e obtém-se 6; adiciona-se com o transporte e obtém-se 7. Escreve-se 7
debaixo de milhares:
2 3 9 5
X 3
7 1 8 5
1
12
121
121
147
Divisão de tipos: 48 : 4 e 45 : 3
Para resolver o exercício 48: 4, o professor poderá orientar os alunos a fazer a seguinte decomposição:
48 : 4= (40 + 8) : 4 = 40 : 4 + 8 : 4 = 10 + 2 = 12 e mostrar que o mesmo raciocínio já não serve para o
exercício 45: 3, porque a decomposição 45 : 3 = (40 + 5) : 3 = 40 : 3 + 5 : 3 não tem solução, pois 40
não é divisível por 3 e nem 5 é divisível por 3.
Desta forma, iríamos recorrer à seguinte decomposição: 45= 30 + 15, pois tanto o 30 como o 15 é
divisível por 3.
Nos dois casos, foi aplicada a propriedade distributiva da divisão em relação à adição.
É preciso que o professor leve os alunos a perceberem que, a aplicação da propriedade distributiva da
divisão em relação à adição, facilita o cálculo mental.
Divisão por 10, 100 e 1000
Para este tipo de conteúdo, o professor precisa apenas de recordar aos alunos as seguintes regras:
 Um número natural é divisível por 10, quando termina por zero.
 Um número natural é divisível por 100, quando termina por dois ou mais zeros.
 Um número natural é divisível por 1000, quando termina por três ou mais zeros.
Conclusão
Para dividir um número por 10, 100 e 1000, retira-se no dividendo um, dois ou três zeros,
conforme a divisão por 10, por 100 ou por 1000.
Os alunos devem ser levados a resolverem problemas que envolvem a divisão por 10, 100 e 1000.
Divisão de múltiplos de 10, 100 e 1000
Para que os alunos aprendam as regras da divisão de múltiplos de 10, 100 e 1000, o professor deverá
explicar usando alguns exercícios no quadro, como por exemplo:
Para calcular:
50 : 5 , basta calcular 5 : 5 , e acrescentar um zero ao resultado.
1400 : 2, basta calcular 14 : 2 , e acrescentar dois zeros ao resultado.
148
27000 : 3, basta calcular 27 : 3 , e acrescentar os três zeros ao resultado.
Procedimento escrito da divisão com divisor de um número dígito
É importante que os alunos compreendam que, quando dividimos números grandes, fica muito difícil
continuar a fazer o cálculo mental; daí que recorremos ao procedimento escrito.
O professor deverá mostrar no quadro a resolução de dois exemplos da divisão, um com resto e outro
sem resto, assim como a sua verificação através da operação inversa.
A problematização de exercícios é sempre o mais ideal e antes de mais nada, há que consolidar os
elementos de uma divisão.
Exemplo de um problema da divisão
A professora Cacilda tem 84 afiadores para distribuir por igual, nas suas 4 turmas.
Quantos afiadores receberá cada turma?
dividendo divisor
84 4
-8 2 1 quociente
0 4
-4 resto
0
Expressões numéricas com e sem parênteses, com as quatro operações básicas
O professor deverá levar os alunos a assimilarem as regras, passo a passo. Primeiro, sem
parêntesis,seguindo a regra de prioridade das operações e depois com parêntesis.
Portanto, os alunos devem saber que:
 Numa expressão numérica sem parênteses, onde há adições, subtracções, multiplicações e divisões,
primeiro resolvem-se todas as multiplicações e divisões pela ordem em que aparecem, da esquerda para a
direita e, em seguida, efectuam-se as adições e as subtracções também pela ordem em que aparecem.
 Numa expressão numérica com parêntesis, que envolve adições, subtracções, multiplicações e divisões,
primeiro resolve-se as operações dentro de parêntesis, e em seguida, efectuam-se as operações fora de
parêntesis, segundo a ordem de prioridade.
149
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
VI
GRANDEZAS
E
MEDIDAS
 Determinar perímetro de
figuras planas;
 Recortar figuras planas e
compara-as por sobreposição;
 Determinar área do rectângulo;
 Converter minutos , segundos
em horas e vice-versa;
 Diferenciar o ano comum do
bissexto;
 Resolve problemas relacionados
com medidas de tempo.
 Perímetro de figuras planas (rectângulo,
quadrado, triângulo)
 Área do rectângulo
 Medidas de tempo
- O relógio: horas, minutos e segundos
 O calendário: o dia, a semana, o mês e os
meses do ano.
 Resolve problemas, do dia-
a-dia, relacionados com
perímetros, áreas e tempo.
40
tempos
150
Sugestões Metodológicas
Perímetro de figuras planas (rectângulo, quadrado, triângulo)
O professor poderá orientar os alunos a medirem com régua o comprimento de tampo das suas
carteiras, secretária do professor, quadro, sala, etc. e depois devem adicionar as medidas de cada
objecto, para obterem o perímetro.
Para o caso de retângulo, do quadrado e do triângulo equilátero, os alunos devem ser orientados a
deduzirem as respectivas fórmulas específicas:
Área do rectângulo
Numa primeira fase, os alunos deverão determinar a àrea do rectângulo através da contagem de
quadrículas, e mais tarde deverão ser orientados a deduzir a fórmula especifíca do cálculo da
área do rectângulo.
Medidas de tempo
O relógio
O professor poderá levar um relógio convencional para a sala de aulas, ou os alunos poderão construí-
lo sob a orientação do professor.
Os alunos deverão ler ou marcar as horas solicitadas pelo professor, ou pelos colegas.
O calendário
A existência de um calendário na sala de aula é imprescindível. O professor poderá solicitar que os
alunos leiam o calendário, identificando a data, o dia da semana, o mês, a data do seu aniversário e
outras datas históricas, festivas e feriados nacionais.
 O perímetro do rectângulo: P = 2 x (c + l)
 O perímetro do quadrado: P □ = 4 x l
 O perímetro do triângulo equilátero: P ∆ = 3 x l
151
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
VII
FRACÇÕES
 Explicar o significado da fracção ;
 Ler e escrever fracções com
numerador 1 e denominador de 1
a 10;
 Representar, gráfica e
simbolicamente, fracções com
numerador 1 e denominador de 1
a 10;
 Comparar fracções com
numerador 1 e denominador de 1
a 10, na base de observação de
representações gráficas.
 Noção de Fracção
 Leitura e escrita de fracções;
 Comparação de fracções com
numerador 1 e denominadores de 1 a
10.
 Aplica o conceito de fracção
na resolução de problemas da
vida real
15
tempos
152
Sugestões Metodológicas
Noção de fracção, sua leitura e escrita
Aconselha-se o professor a fazer a abordagem do conceito de fracção na base de observação. Para tal,
o professor deverá levar para esta aula alguns frutos.
Por exemplo, divide-se uma laranja em duas partes iguais, para mostrar a fracção :
2
1
( um meio), e
em seguida explicar o significado do denominador, do numerador e do traço da fracção.
Depois disso, divide-se a laranja em três partes iguais, em quatro partes iguais, etc. e mostra-se a
respectiva escrita, a leitura e explicar o significado de cada uma das fracções.
Os alunos deverão ser dados vários exercícios de leitura, de identificação e de apresentação de
fracções.
Comparação de fracções
A comparação de fracções deve ser feita também na base da observação.
O professor deverá representar, através de desenho ou representação gráfica, 2 ou 3 fracções,
conduzindo os alunos a concluirem que:
Na comparação de fracções com o mesmo numerador, é maior a fracção que tiver menor
denominador.
153
Sugestões Metodológicas
Tabelas e gráficos do tempo
No tratamento de tabelas e gráficos de tempo, os alunos deverão ser conduzidos de forma a recordarem-se que esta matéria é
abordada também nas aulas de Ciências Sociais, para representar ou descrever a história de um indivíduo, ou acontecimentos
mais importantes da escola, da aldeia, do distrito, província, etc.
Vários exercícios de leitura e construção de tabelas e gráficos de tempo devem ser feitos pelos alunos. Mas numa primeira fase,
cada aluno poderá apresentar a sua história através de tabelas e gráficos de tempo, destacando os acontecimentos mais
importantes da sua vida.
Deve aproveitar-se esta oportunidade para se falar das personalidades mais importantes, como por exemplo, Samora Machel,
Eduardo Mondlane e outros líderes locais.
Unidade
Temática
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
VIII
TABELAS
E
GRÁFICOS
 Interpretar tabelas e gráficos
de tempo;
 Construir tabelas e gráficos de
tempo.
 Tabelas e gráficos
 Leitura de tabelas e gráficos de tempo;
 Construção de tabelas e gráficos de tempo.
 Representa acontecimentos
através de gráficos de
tempo; 20
tempos
REVISÃO 29
tempos
TOTAL 304
154
Programa de Matemática
5ªClasse
155
Unidade Temática
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS
PARCIAIS
O aluno:
CH
I
NÚMEROS
NATURAIS
E
OPERAÇÕES
(1)
 Decompor números naturais até 10
000, em unidades, dezenas,
centenas, milhares e dezena de
milhar;
 Representar números naturais na
tabela de posição, até 10 000;
 Resolver exercícios envolvendo as
quatro operações elementares com
números naturais até 10 000;
 Revisão dos números naturais até 10 000
 Leitura e escrita dos números naturais até
10 000;
 Decomposição de números naturais até 10
000, em unidades, dezenas, centenas,
milhares e dezena de milhar;
 Representação de números naturais na tabela
de posição, até 10 000;
 Or denação de números naturais, até 10 000;
 Comparação dos números naturais até 10
000, usando os símbolos: <, > e =.
 Resolve problemas que
envolvem números naturais
até 10 000.
10
tempos
 Ler e escrever os números naturais
até 100 000;
 Decompor os números naturais
até 100 000;
 Representar os números naturais na
tabela de posição até 100 000;
 Comparar os números naturais até
100 000, usando os símbolos: <, > e
= .
 Os números naturais até 100 000
 Leitura e escrita dos números naturais, até
100 000;
 Decomposição de números naturais até 100
000, em unidades, dezenas, centenas,
milhares, dezenas de milhar e centenas de
milhar;
 Representação de números naturais até 100
000, na tabela de posição;
 Ordenação de números naturais até 100 000;
 Comparação dos números naturais até 100
000, usando os símbolos: <, > e =;
 Resolve problemas que
envolvem números naturais
até 100 000.
40
tempos
156
Unidade
Temática
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS
PARCIAIS
O aluno:
CH
I
NÚMEROS
NATURAIS
E
OPERAÇÕES
(1)
 Relacionar os números romanos
e árabes até cinquenta (L);
 Os números ordinais até quinquagésimo
(50o
).
 Numeração romana
 Leitura e escrita de números romanos até
cinquenta (L);
 Relação entre a numeração árabe e a
romana até cinquenta (L)
 Resolve problemas que
envolvem os múltiplos de
1000 e 10 000 até
100 000.
10
tempos
 Determinar múltiplos de 1000
e 10 000 até 100 000.
 Resolver exercícios que
envolvem potências.
 Os múltiplos
Os múltiplos de 1000 e 10 000 até 100 000.
 Potência
 Noção de Potência;
 Potências de base 10;
 Valor de uma potência.
157
Sugestões Metodológicas
Revisão: Leitura e escrita, decomposição, representação na tabela de posição, ordenação e
comparação de números naturais até 10 000.
A matéria sobre a revisão, não deve ser abordada como se tratasse de conteúdos novos.
No caso de alguns alunos apresentarem dificulades, o professor deverá proporcionar a oportunidade
de serem os outros alunos a explicarem as matérias, e só no último caso, é que ele poderá intervir.
É preciso que haja diversificação na aparesentação de tarefas.
Na consolidação destas matérias, o professor poderá apresentar aos alunos diferentes tipos de
actividades, por exemplo:
 Identificar determinados números apresentados;
 Escrever números por algarismo e por extenso e vice-versa;
 Relacionar números com quantidades e vice-versa;
 Decompor números em unidades, dezenas, centenas e milhar;
 Representar números dados na tabela de posição;
 Identificar e ler números representados na tabela de posição;
 Ler números por ordem e por classe;
 Ordenar números, apresentados na forma crescente e decrescente;
 Identificar a ordem em que determinados números estão apresentados;
 Comparar números dados, usando os símbolos de comparação: <, > e =.
Leitura e escrita dos números naturais até 100 000
O tratamento de números naturais até 100 000 (leitura e escrita , decomposição, representação na
tabela de posição, ordenação e comparação, usando os sinais: >, < e =), é feito da mesma forma que o
tratamento de números até 10 000. Por isso, as actividades sugeridas para o tratamento de números
naturais até 10 000 são as mesmas do tratamento de números naturais até 100 000.
158
Números Ordinais até quinquagésimo (50o
)
O tratamento da leitura e escrita de números ordinais até 50o
, deve ser antecedido pela consolidação
de números ordinais até 40o
.
Os números ordinais devem ser escritos, tanto por algarismo, como por extenso e vice-versa .
Os números dos alunos na lista da turma podem ser traduzidos na forma ordinal, claro que se deve
respeitar o limite, tendo em conta que a maioria das turmas é numerosa.
No recreio, ou nas aulas de Educação Física, podem ser desenvolvidas diversas actividades
conducentes à aprendizagem dos números ordinais propostos.
Exemplo: Os alunos fazem uma corrida e o professor classifica pela ordem de chegada: Primeiro (1º),
segundo (2º), …..décimo (10º), décimo primeiro (11º)…….vigésimo (20º), ...... vigésimo nono (29º),
trigésimo(30º), trigésimo primeiro(31º), ... ,trigésimo oitavo(38º), trigésimo nono(39º) e
quadragésimo (40º), quadragésimo primeiro(41º), quadragésimo segundo (42º),... quadragésimo
oitavo (48º), quadragésimo nono (49º) e quinquagésimo(50º). Na aula, os alunos poderão discutir e
identificar a ordem em que cada aluno chegou à meta.
Numeração romana até cinquenta (L)
O tratamento de números romanos até cinquenta (L) deve ser antecedido pela consolidação de
tratamento de números romanos até quarenta (IL).
Vários exercícios deverão ser desenvolvidos pelos alunos, tais como:
 Ler horas em relógios que usam a numeração romana;
 Ler datas históricas escritas em numeração romana;
 Ler números romanos apresentados pelo professor;
 Escrever números romanos solicitados;
 Escrever números romanos dados na ordem crescente e decrescente.
159
Os múltiplos de 10, 100 e 1000 até 100 000
Nas classes anteriores, os alunos aprenderam o conceito de múltiplo, por isso, o importante é apenas
fazer-lhes recordar que os números que se obtêm multiplicando um número pela sequência dos
números naturais, chamam-se múltiplos desse número. Exemplo:
 0, 10, 20, 30, 40, 50, 60, 70, ....são múltiplos de 10.
 0, 100, 200, 300, 400, 500,... são múltiplos de 100.
 0, 1000, 2000, 3000, 4000, 5000,... são múltiplos de 1000.
E desta forma, conduzir-lhes a concluir que:
 Zero é múltiplo de todos os números.
 Todo o número é múltiplo de si mesmo.
 O conjunto de múltiplos é infinito.
Noção de Potência
Como ponto de partida, o professor pode apresentar no quadro um produto de factores iguais, e dizer
aos alunos que o produto pode ser escrito na forma mais simplificada. Exemplo: 2 x 2 x 2 = 2
3
e lê-
se: dois elevado a três ou dois ao cubo.
Portanto: 2
3
é uma potência de base 2 e expoente 3. Lê-se: dois elevado a três ou dois ao cubo.
2 é a base, indica o factor que se repete.
3 é o expoente, indica o número de vezes que esse factor é repetido.
Assim, os alunos sob a orientação do professor poderão concluir que:
Potência é um produto de factores iguais.
É importante que os alunos dominem a seguinte leitura de potências:
2
2
__ lê-se: Dois elevado a dois ou dois ao quadrado;
2
3
__ lê-se: Dois elevado a três ou dois ao cubo;
2
4
__ lê-se: dois elevado a quatro ou dois à quarta;
160
2
5
__ lê-se: Dois elevado a cinco ou dois à quinta;
2
6
__ lê-se: Dois elevado a seis ou dois à sexta;
2
7
__ lê-se: dois elevado a sete ou dois à sétima;
2
8
__ lê-se: Dois elevado a oito ou dois à oitava;
2
9
__ lê-se: Dois elevado a nove ou dois à nona;
2
10
__ lê-se: Dois elevado a dez ou dois à décima;
Por diante, lê-se simplesmente dois elevado a 11, 12, 13, etc.
A seguir o professor poderá apresentar algumas potências de base 10, para os alunos determinarem o
valor numérico.
10
2
= 10 x 10= 100; 10
3
= 10 x 10 x 10 = 1000; 10
5
= 10x10x10x10x10 =100000
No fim, devem ser conduzidos a concluir que:
Numa potência de base 10, o expoente indica o número de zeros do valor da potência.
161
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
II
ESPAÇO
E
FORMA
 Classificar os triângulos quanto aos
ângulos;
 Construir diferentes triângulos.
 Triângulos
 Classificação de triângulos quanto aos
ângulos (acutângulo, rectângulo e
obtusângulo);
 Usa o conceito de
diferentes formas
geométricas na resolução
de problemas do seu dia-a-
dia
20
tempos
 Distinguir quadriláteros de não
quadriláteros;
 Traçar as diagonais de um
paralelogramo;
 Construir paralelogramos usando
régua e esquadro;
 Relacionar o quadrado com
losango.
 Os quadriláteros
 Noção de paralelogramo;
 Diagonais de um paralelogramo;
 Noção de losângo;
 Diagonais de um losângo;
 Construção de paralelogramos .
162
Sugestões Metodológicas
Para a classificação dos triângulos quanto aos lados, os alunos devem ser levados a medirem os lados
dos diferentes triângulos, para depois o professor informar-lhes que:
 Um triângulo com 3 lados iguais chama-se equilátero;
 Um triângulo com 2 lados iguais chama-se isósceles;
 Um triângulo com 3 lados desiguais chama-se escaleno.
A classificação de triângulos quanto aos ângulos, deve ser antecedida pela consolidação da medição e
classificação de ângulos. Depois dessa consolidação, os alunos devem ser levados a medirem os
ângulos dos diferentes triângulos, para depois o professor informar-lhes que:
 Um triângulo com 3 ângulos agudos chama-se acutângulo;
 Um triângulo com um ângulo recto chama-se rectângulo;
 Um triângulo com um ângulo obtuso chama-se obtusângulo.
Os quadriláteros
Nesta aula, o professor poderá apresentar aos alunos um cartaz por ele trazido de casa, ou então,
desenhado no quadro com diversas figuras planas (triângulos, círculos, quadriláteros e outros
polígonos com mais de 4 lados) e solicitar aos alunos para identificarem as figuras com 4 lados,
portanto, os quadriláteros.
No conjunto de quadriláteros os alunos deverão identificar características específicas de cada um, e o
professor dar o nome específico.
Assim como, deve os orientar de modo a chegarem às seguintes conclusões:
 Um quadrilátero é uma figura com 4 lados.
 Um paralelogramo é um quadrilátero com lados paralelos 2 a 2.
 Um paralelogramo tem duas diagonais que cortam-se ao meio.
163
 Um rectângulo é um paralelogramo com diagonais iguais.
 Um quadrado é um paralelogramo com diagonais iguais e perpendiculares.
 Um losango é um paralelogramo com diagonais perpendiculares, que se cortam ao meio.
Também devem verificar através da medição de ângulos que a soma dos ângulos internos de um
paralelogramo é igual a 360º;
Por fim, os alunos deverão construir os quadriláteros em quadrículas na base das suas
propriedades.
164
Unidade Temática
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
III
NÚMEROS
NATURAIS
E
OPERAÇÕES
(2)
• Resolver exercícios de
adição e subtração até 100
000.
 Adição e subtracção até 100 000
 Estrategias de cálculo mental de adição;
 Estrategias de cálculo mental de subtração;
 Procedimento escrito de adição com transporte;
 Procedimento de subtracção com empréstimo.
• Resolve problemas de
adição e subtração até
100 000.
40
tempos
165
Sugestões Metodológicas
Estratégias de cálculo mental de adição e subtracção
As estratégias de cálculo mental , assim como os algoritmos de adição e subtracção da 5ª classe são
os mesmos usados na 4ª classe.
Vejamos um exemplo de adição: 6 + 32 347 =
Estratégias de cálculo mental de adição:
 Contar a partir da parcela maior. Portanto, concretizar a parecela menor e contar para frente a
partir da parcela maior. Por exemplo: 6 + 32 347 = 32 347 + 6
(6 passos, que corresponedem a parcela
menor)
32348 32349 32350 32351 32352 32353
Portanto, 6 + 32 347 = 32 353
 Identificar o exercício básico (6 + 7) e adicionar 13 a 32340, obtendo 32353 como total ou
soma de , 6 + 32 347.
Vejamos um exemplo de subtracção: 94 563 - 8 = ?
Estratégias de cálculo mental de subtracção:
 Identificar o exercício básico (13 - 8) e resolvê-lo e adicionar a sua diferença 5 a 94 550 e
obter 94 555 como a diferença de 94 563 – 8.
 Concrectizar o diminuidor 8 e contar para atrás o diminuendo, tantas vezes o diminuidor. Por
exemplo: 943 – 8=
94355 94 356 94 357 94358 94559 94 560 94 561 94 562
8 passos, que correspondem ao diminuidor 8.
32347
166
o procedimento escrito da adição com transporte:
Como calcular 73 685 + 19547 na forma vertical?
Vejamos: Verificação dos resultados:
1 1 1 1 10 10 10 10
7 3 6 8 5 9 3 2 3 2
+1 9 5 4 7 - 1 9 5 4 7
9 3 2 3 2 7 3 6 8 5
Os alunos devem saber que:
 Na adição, a verificação do resultado é feita através da sua operação inversa, portanto, a
subtracção. Se o resultado da subtracção do total com uma das parcelas, for igual a outra parcela,
então, o resultado da adição está certo.
o procedimento escrito da subtracção com empréstimo
Como calcular 82 543 – 26 579 na forma vertical?
Vejamos: Verificação dos resultados:
10 10 10 10
8 2 5 4 3 2 6 5 7 9
- 2 6 5 7 9 + 5 5 9 6 4
5 5 9 6 4 8 2 5 4 3
Os alunos devem saber que:
 Na subtracção, a verificação do resultado é feita através da sua operação inversa, portanto, a
adição. Se o resultado da adição da diferença com o diminuidor for igual ao aditivo/
diminuendo, então, o resultado da subtracção está certo.
167
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
IV
GRANDEZAS
E
MEDIDAS
 Converter as unidades de
medida de comprimento e
massa;
 Determinar perímetros de
figuras planas.
 Medidas de massa
 Unidades de medidas de massa: Tonelada
(t), quilograma (kg), grama (g), decigrama
(dg), centigrama (cg), miligrama (mg);
 Unidade fundamental: o quilograma
 Conversão das unidades de massa.
 Medidas de comprimento
 Unidade principal: O metro (m);
 Múltiplos do metro: km, hm e dam;
 Submúltiplos do metro: dm, cm, e mm;
 Conversão de medidas de comprimento: km,
hm, dam, m, dm, cm e mm.
 Perímetro de figuras planas
 rectângulo, quadro, triângulo, paralelogramo
e losango.
 Resolver problemas da vida
real que envolvem unidades
de comprimento e de massa.
30
tempos
168
Sugestões Metodológicas
Medidas de comprimento
Nesta aula è importante que os alunos saibam que:
 O Metro é a unidade fundamental das medidas de comprimento.
 Além do metro existem os submúltiplos (dm, cm e mm) e os múltiplos (km, hm e dam) do
metro, que servem para medirem comprimentos menores e maiores que o metro
respectivamente.
Os alunos deverão resolver situações problemáticas que requerem a medição e a conversão de
unidades para outras. É importante que o professor sublinhe que, na resolução de problemas as
grandezas dever ser convertidas na mesma unidade.
O desenvolvimento de habilidades de estimação iniciada nas classes anteriores deve persistir também
nesta classe. Por isso, sugere-se que o professor leve os alunos a estimar comprimentos de objectos
e distâncias.
Os alunos devem saber que cada unidade de comprimento é 10 vezes maior que a unidade
imediatamente inferior.
Por isso:
1km = 10 hm = 100dam = 1 000m
1m = 10 dm= 100cm = 1000mm
Perímetro de figuras planas (rectângulo, quadro, triângulo, paralelogramo e losango)
O conceito de perímetro de uma figura plana como soma das medidas dos seus lados já foi aprendido
nas classes anteriores. Por isso, o professor poderá apresentar situações problemáticas para que os
alunos determinem os respectivos perímetros.
Para o caso de retângulo, do quadrado e do triângulo equilátero, os alunos devem usar as respectivas
fórmulas específicas:
169
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
V
NÚMEROS
NATURAIS
E
OPERAÇÕES
(3)
 Aplicar as propriedades da
multiplicação e da divisão na
resolução de exercícios que
envolvem números naturais até
100 000;
 Calcular valores aproximados
de números até 100 000;
 Resolve problemas que
envolvem o cálculo de valores
médios.
 Multiplicação e divisão de números naturais até
100 000
 Estrategias do cálculo mental de multiplicação
até 100 000;
 Propriedades: comutativa, associativa,
distributiva, elemento neutro e absorvente da
multiplicação;
 Procedimento escrito da multiplicação de
números naturais com transporte cujo
multiplicador é de dois e três dígitos até
100 000;
 Propriedade distributiva da divisão em relação à
adição e à subtracção;
 Procedimento escrito da divisão de números
naturais sem e com resto cujo divisor é de dois
dígitos;
 Expressões numéricas envolvendo as quatro
operações básicas com e sem parentêsis.
 Valores aproximados
 Arredondamentos a múltiplos de 10, 100 e 1000
até 100 000.
 Valores médios
 Noção de valor médio.
 Resolver problemas da
vida real que envolvem
multiplicação e divisão de
números naturais até
100 000
50
tempos
170
Sugestões Metodológicas
Multiplicação e divisão de números naturais até 100 000 e suas propriedades
As estratégias do cálculo mental para o tratamento da multiplicação e divisao até 100 000, são as
mesmas exemplificadas na 4ª classe.
O mais importante é o dominio da tabuada da multiplicação, assim como as suas propriedades, pois
elas servem para facilitar o cálculo,sobretudo o cálculo mental.
O procedimento escrito tanto da multiplicação como da divisao ja foi demonstrado na 4ª classe.
Valores aproximados
Arredondamentos a múltiplos de 10, 100 e 1000 até 100 000
O professor deve recorrer à representação de números na semi-recta graduada no quadro para os
alunos poderem identificar as melhores aproximações. Por exemplo:
Desenha uma semi-recta graduada como a seguir, e pergunta aos alunos qual é o valor aproximado a
múltiplos de 100 de 280.
280
0 100 200 300 400 500
Certamente que eles virão que 280 está mais próximo de 300, do que de 200.
E o professor dirá: 300 é o valor aproximado de 280. Neste caso, diz-se que 280 foi arredondado a
múltiplo de 100.
O mesmo procedimento deve ser usado para arredondamentos a múltiplos de 10 e de 1000.
Para a consolidação deve-se dar aos alunos vários exercícios ou problemas para que eles arrendodem
a múltiplos de 10, 100 e 1000.
Noção de valor médio
171
O conceito de valor médio, apesar de ainda constituir um novo conteudo a ser abordadeo na sala de
aulas, já é conhecido pelos alunos. Pois eles calculam correctamente as m édias do seu
aproveitamento sem dificuldades.
Desta forma, o professor poderá mandar os alunos calcular as suas médias nas diversas disciplinas. É
preciso arredondá-las por defeito ou por excesso. Por exemplo, uma média de 13,5 é arredondado por
excesso a 14, mas uma média de 13,4 é arredondado por defeito a 12.
Expressões numéricas com e sem parêntesis envolvendo as quatro operações
básicas.
A resolução de expressões numéricas já foi vista tanto na 3ª clase como na 4ª classe, por isso, sugere-
se que o professor de forma gradual apresente expressões no quadro, com as 4 operações, primeiro
sem parêntesis e depois com parêntesis.
Na resulução destas expressões devem recordar-se de que:
 Na resolução de expressões numéricas, sem parêntesis envolvendo as quatro operações básicas,
primeiro efectuam-se as multiplicações e as divisões e finalmente, as adições e as subtracções pela
ordem em que aparecem, da esquerda para direita.
Exemplo: 351 + 4 x7 – 9 x 6 : 3 = 351 + 28 – 54: 3= 351 + 28 -18 = 379 – 18 = 361
 Na resolução de expressões numéricas com parêntesis, envolvendo as quatro operações básicas,
resolve-se em primeiro lugar, o que está dentro de parêntesis, em seguida, efectuam-se as multiplicações
e as divisões e finalmente, as adições e as subtracções pela ordem em que aparecem, da esquerda para
direita.
Exemplo: 78 - 40 : (17 + 3) x 6 = 78 – 40 : 20 x 6= 78 – 2 x 6= 78 – 12 = 66
172
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
VI
GRANDEZAS
E
MEDIDAS
 Converter as unidades de
superfície, umas às outras;
 Determinar áreas do rectângulo,
quadrado e triângulo;
 Converter as unidades de tempo,
umas às outras;
 Medidas de superfície
 Unidades de superfície (km2
, hm2
, dam2
, m2
,
dm2
, cm2
, mm2
);
 Área do quadrado (A = l x l);
 Área do rectângulo (A = c x l);
 Área do triângulo (A = b x a/2).
 Medidas de tempo
 Relógio (horas, minutos, segundos);
 Calendário (o mês, o trimestre, o semestre, o
ano, a década, o século, o quinquénio e o
milénio)
 Resolve problemas do seu
quotidiano que envolvem
medidas de superfície e de
tempo.
20
tempos
173
Sugestões Metodológicas
Unidades de área
Os alunos já tem conhecimento de conceito de área desde a 4ª classe, pois aprenderam a calcular a
área de um rectângulo, assim como aprenderam todas as unidades de comprimento .
Agora eles precisam de saber que, quando se trata de unidades de área, elas apresentam o expoente 2.
É preciso apresentar um quadro a sistematizar as unidades de área:
Abreviatura Km2
hm2
dam2
m2
dm2
cm2
mm2
Nome
Quilometro
quadrado
Hectómetro
quadrado
Decâmetro
quadrado
Metro
quadrado
Decímetro
quadrado
Centímetro
quadrado
Milímetro
quadrado
Múltiplos do metro quadrado Unidade
fundamental
das
medidas de
área
Submúltiplos do metro quadrado
Apresente exercícios de conversão de unidades de área, e conduz os alunos a concluirem que:
Nas unidades de área, uma mudança da unidade maior para a menor implica multiplicar por 100 e da unidade menor para
a maior implica dividir por 100.
Exemplo: 34 m2 =
34 00 dm2
e 34 m2
= 0, 34 dam2
Os alunos devem saber que:
 1 km2
é a área de um quadrado com 1km de lado.
 1 hm2
é a área de um quadrado com 1hm de lado.
 1dam2
é a área de um quadrado com 1dam de lado.
 1m2
é a área e de um quadrado com 1m de lado.
 1dm2
é a área de um quadrado com 1dm de lado.
 1cm2
é a área de um quadrado com 1cm de lado.
 1mm2
é a área de um quadrado com 1mm de lado.
174
Área do rectângulo e do quadrado
Para o tratamento de áreas, tanto do quadrado como do rectângulo, numa primeira fase, deve-se usar
as quadrículas, para depois comprovar-se os valores obtidos na base da contagem de quadrículas
através do cálculo do produto do comprimento e a largura, deduzindo desta forma as fórmulas
específicas.
Exemplo:
6cm
3cm
Ao contar as quadrículas, os alunos poderão verificar que são no total 18 quadrículas. A seguir
deverão calcular o produto da medida do comprimento e da largura, portanto:
6 cm x 3 cm = 18 cm2.
Desta forma, irão concluir que:
O mesmo procedimento deve ser usado para o quadrado. E desta forma, irão concluir que:
A = l x l = l2
Área do triângulo
A área do triângulo deverá ser deduzida a partir da área do rectângulo. Pois no rectângulo quando traçamos a
diagonal, obtivemos 2 triângulos, o que quer dizer que a área do triângulo é metade do rectângulo.
Portanto: A =
2
bxh
A A área de um rectângulo é igual ao produto da medida do comprimento pela
medida da largura. Escreve-se: A = c x l
175
Medidas de tempo
O relógio
Como teríamos dito nas classes anteriores, no tratamento de medidas de tempo, é imprescendível a
presença de relógio e do calendário na sala de aulas. Caso o professor tenha dificuldades de obtê-los
deverá construí-los.
Durante as primeiras semanas de aula e conveniente que o professor peça aos alunos, um de cada vez,
que façam a leitura das horas indicadas no relógio existente na sala de aula.
O professor modificará os ponteiros, de forma que ressaltam todas as hipóteses que os alunos já
conhecem para exprimir o tempo.
Exemplos:
 São 9 horas no període de manhã ou 21 horas se for período da noite.
 São 10 horas e 5 minutos no període de manhã ou 22 horas e 5 minutos se for período da
noite.
 São 8 horas e 15 minutos ou 8 horas e quarto no período de manhã ou 20 horas e 15 minutos/
20horas e quarto se for período da noite.
 São 11horas e 30 minutos ou 11 horas e meia no período de manhã ou 23 horas e 30 minutos/
23 horas e meia se for període de noite.
Antes de procder à leitura dos segundos, parece-nos importante abordar a noção de duração a partir
de intervalos de tempo muito pequenos.
Exemplo de actividades:
O professor propõe um minuto de silêncio (controla o tempo pelo seu relógio).
Depois, o professor diz a um aluno para abrir a porta da sala ou dar um salto.
A seguir poderá questionar aos alunos, se o tempo levado a abrir a porta ou a dar o salto é igual ao
anterior?
É natural que os alunos digam que o tempo gasto foi bem menor que de um minuto de silêncio!
O professor continua questionar:
176
Será que podemos medir o tempo que o vosso colega levou a abrir a porta, ou a dar o salto, em
minutos?
Surge, então, a necessidade de “arranjar” uma nova unidade de tempo para medir intervalos de tempo
inferiores a um minuto. À nova unidade dá-se o nome de segundo.
Será de toda conveniência, os alunos observarem um relógio que tenha o ponteiro dos segundos.
Durante a observação do relógio, os alunos irão verificar que, enquanto o ponteiro dos segundos
percorre 60 divisões, o ponteiro dos minutos desloca-se apenas de uma divisão, isto é, um minuto.
Então, o professor regista no quadro e os alunos no caderno.
1 minuto = 60 segundos ou 1min = 60s
Nas aulas de Educação Física, há imensas oportunidades para explorar actividades relacionadas com
unidades de tempo.
Por exemplo:
 Fazer uma corrida durante dois minutos;
 Andar ao pé coxinho durante trinta segundos.
O calendário
A existência de calendário na sala de aula é muito importante.
No início da aula, o professor escreve a data no quadro, os alunos registam no caderno e cada dia um
aluno vai ao calendário assinalar o dia respectivo.
O calendário é uma forma convencional de repartir o ano em meses.
Os alunos, nesta altura, já devem saber:
 A ordem cronológica dos meses;
 Os meses com 28/29 (caso do mês de Fevereiro); 30 ( Abril, Junho, Setembro e Novembro)
ou 31 dias (os restantes).
 Quantos dias tem o ano ( destacar o ano comum e o bissexto);
 Que o ano se pode dividir em 4trimestres e 2 semestres.
 Que o trimestre é o espaço de 3 meses.
 O semestre é o espaço de 6 meses.
177
 A década é o espaço de 10 anos.
 O Quinquénio é o espaço de 5 anos.
 O milênio é o espaço de 1000 anos.
 Uma actividade que deve também ter lugar é de os alunos assinalarem no calendário as datas do seu
aniversãrio e históricas.
178
Sugestões Metodológicas
Leitura e escrita de fracções
O conceito de fracção, já foi abordado na 4ª classe, o professor deverá criar condições de consolidá-lo, fazendo representações
gráficas e simbólicas no quadro para os alunos identificarem as fracções representadas, fazer as respectivas leituras e distinguir os
elementos de cada fracção, assim como explicar o seu significado.
.
Comparação de fracções com mesmo denominador ou mesmo numerador
A comparação de fracções deve ser feita também na base de observação, para que os alunos cheguem a seguinte conclusão:
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS
PARCIAIS
O aluno:
CH
VII
FRACÇOES
 Representar fracções de forma
gráfica (ilustracoes) e simbólica;
 Comparar fracções com mesmo
denominador;
 Efectuar exercícios de adição e
subtracção de fracções com o
mesmo denominador.
 Fracções
 Leitura e escrita de fracções;
 Comparação de fracções com mesmo
denominador e numeradores diferentes.
 Operações com fracções
 Adição e subtracção de fracções com o mesmo
denominador.
 Resolve problemas que
envolvem fracções com o
mesmo denominador.
15
tempos
 Na comparação de fracções com o mesmo denominador, é maior aquela que tiver maior
numerador.
Portanto: se .
 Na comparação de fracções com o mesmo numerador, é maior aquela que tiver menor
denominador.
Portanto: se .
179
Adição e subtracção de fracções com o mesmo denominador
A adição e subtracção de fracções devem ser feita também na base de observação de figuras.
A análise dessas figuras deve ser feita de modo que os alunos concluam que:
 Para adicionar ou subtrair fracções com o mesmo denominador, adicionam-se
ou subtraem-se os numeradores e mantém-se o denominador.
Portanto:
c
a
+
c
b
=
c
ba 
ou
c
a
-
c
b
=
c
ba 
180
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
VIII
NÚMEROS
DECIMAIS
 Transformar fracções decimais em
números decimais e vice-versa,
 Ler e escrever os números
decimais;
 Identificar a parte inteira e a parte
decimal de um número decimal;
 Comparar números decimais,
usando os símbolos: <, > e =;
 Efectuar exercícios de adição e
subtracção que envolvem números
decimais.
 Números decimais
 Fracções de denominador 10, 100 e 1000;
 Transformação da fracção decimal num
número decimal e vice-versa;
 Leitura e escrita de números decimais;
 Decomposição de números decimais;
 Representação de números decimais na
tabela de posição;
 Ordenação de números decimais;
 Comparação de números decimais usando os
simbolos de comparação ( <, > e =);
 Procedimento escrito de adição de números
decimais;
 Procedimento escrito de subtracção de
números decimais.
 Resolve problemas de adição
e subtracção que envolvem
números decimais.
15
tempos
181
Sugestões Metodológicas
Sugestões Metodológicas
A descoberta de números decimais pode ser feita propondo aos alunos uma situação que implique a
divisão da unidades em dez partes iguais e a representação escrita e numérica de uma dessas partes (
uma décima ou 0,1).
Assim, os alunos sentem a necessidade de criar “novos” números, alargando o seu universo numérico.
Como introduzir a décima, centésima e milésima
É aconselhável começar por fazer uma revisão progressiva dos números, recordando as regras de
funcionamento do sistema de numerção e o vocabulário: unidade, centena, milhar, dezena de milhar,
décima, centésima e milésima.
 Divisão da unidade em (10, 100 e 1000) partes iguais;
 Representação figurativa;
 Designação de cada uma dessas partes;
 Identificação da nova ordem do sistema de numeração decimal;
 Representação escrita (a vírgula surge da necessidade de assinalar a casa das unidades e de
separar a parte inteira da parte decimal;
 Representação de números decimais na recta numérica;
 Comparação e ordenação de números decimais.
182
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS
PARCIAIS
O aluno:
CH
IX
PERCENTAGENS
 Explicar o significado da
percentagem;
 Estabelecer relação entre
percentagem, fracção
decimal e numero decimal;
 Resolver exercícios que
envolvem percentagens,
fracções decimais e números
decimais.
 PERCENTAGEM
 Noção de percentagem;
 Relação entre percentagem, fracções decimais e
números decimais.
 Resolve problemas da
vida real que envolvem
percentagens
15
tempos
183
Sugestões Metodológicas
Percentagens
O uso de percentagens é outro método de cálculo com proporções. Em vez de se escrever, por
exemplo, 23 de 730, muitas vezes se escreve 40% de 730. Actualmente, aplica-se as percentagens
em muitas situações de vida quotidiana tais como:
 Num jornal, onde se pode ler que 17% da população é desempregada;
 Numa publicidade de vendas, anunciando que, aos sábados, o preço está reduzido em 10%.
 Num livro de Geografia, anunciando que 30% da terra é coberta por florestas;
Em algumas situações, regista-se uma má aplicação de percentagens. Se se pretende, por exemplo,
dizer a alguém que 12 dos 32 alunos estão constipados, pode-se, pois, dizer que 38 dos alunos ou
seja 3 alunos em 8 alunos estão constipados.
Nos livros, os alunos, muitas vezes lêem esta afirmação exprime o mesmo que se escreveria em
percentagem, isto é, que cerca de 38% dos alunos estão constipados. Se lermos cuidadosamente esta
afirmação , aperceber-nos-emos do problema, uma vez que significa que 38 alunos em 100, nessa
turma, estão constipados. Um paradoxo, na medida em que, no total, a turma tem somente 32 alunos!
Numa situação como esta, pensamos efectivamente, que é preferível a afirmação “ 3 de 8”.
184
Ensino de percentagens
O ensino de percentagens deve acontecer depois do ensino de fracções e dos números decimais. Com
efeito, o trabalho com as percentagens pode basear-se nos conhecimentos já adquiridos sobre as
fracções..
Os alunos deverão saber que:
Uma percentagem pode ser representada por uma fracção de denominador 100.
A percentagem significa uma parte de 100.
O símbolo usado para representar percentagem é: %.
O professor deverá mostrar as relações entre a percentagem, fracção decimal e número decimal.
Exemplos:
 25% =
100
25
= 0,25
 50% =
100
50
= 0, 50
 = 75% =
100
75
= 0,75
185
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
XI
TABELAS
E
GRÁFICOS
• Interpretar tabelas e gráficos
de barras.
• Construir tabelas e gráfico de
barras
• Tabelas e gráficos
- Leitura de tabelas e gráficos de barras;
- Construção de gráficos de barras em
quadrículas
- Resolve problemas que
envolvem tabelas e gráficos
de barras.
15
tempos
REVISÃO 24
tempos
TOTAL 304
186
Sugestões metodológicas
Tabelas e gráficos
A interpretação de tabelas e gráficos é uma actividade muito
importante para as classes mais avançadas. No entanto, é importante que, desde cedo, os
alunos aprendam a interpretar e a construir tabelas e gráficos simples. Já a partir da 3ª classe,
é sempre bom que os exercícios possam ser dados de formas variadas e uma delas é o uso de
tabelas com operações.
Para este ciclo, a construção de gráficos deve ser feita no papel quadriculado.
A interpretação do calendário, de horários e a representação de fracções em diagramas, assim
como da percentagem, são exercícios úteis, através dos quais o professor deveria desenvolver
no aluno o trabalho com tabelas e diagramas.
Neste ciclo, são tratados tabelas e gráficos simples como, por exemplo, os que representam o
decurso dum determindo facto (social ou económico) ou que representam o controle da
temperatura dum doente num hospital durante a semana na mesma hora, etc.
187
Programa de Ciências Naturais
2ºCiclo
188
Introdução
A educação é um pré-requisito para o desenvolvimento do indivíduo e da Nação. A escola tem um
papel fundamental na preparação do Homem para o desenvolvimento efectivo das suas funções, no
esforço de assegurar o desenvolvimento sócio-económico de um país. O sistema de educação deve,
portanto, responder às necessidades individuais e da sociedade.
O ensino de Ciências Naturais tem como objectivo fundamental desenvolver a percepção científica do
mundo natural. A percepção do mundo natural ajuda o Homem a envolver-se em actividades, com
vista à satisfação das suas necessidades.
O ensino de Ciências Naturais está desenhado de forma a permitir que os alunos apliquem os
conhecimentos às experiências da sua vida diária, de modo a prepararem-se para a vida num mundo
em constantes mudanças.
Este programa de Ciências Naturais inclui temas diversos da 1ª à 7ª classe, que foram seleccionados
tendo em conta a sua relevância para o contexto nacional, outros sistemas a nível da SADC e os
objectivos de âmbito, económico, social, intelectual e pessoal, definidos no Plano Curricular do
Ensino Básico (PCEB).
A disciplina de Ciências naturais é introduzida a partir da 4ª classe e abarca conteúdos de 4 grandes
áreas temáticas ( Ambiente, Seres Vivos, Saúde e População). No 1º ciclo, os conteúdos desta
disciplina, estão transversalmente integrados nas disciplinas de Língua Portuguesa e de Matemática.
A consideração destes factores ditou o aparecimento de algumas diferenças deste programa em
relação ao anterior, no capítulo dos conteúdos e na abordagem metodológica. A nível dos conteúdos,
por exemplo, incluiu-se a electricidade, agricultura, caça e pesca, população e ambiente. No capítulo
metodológico, o destaque vai para a introdução da gestão mais autónoma da aula e de todo o processo
de ensino-aprendizagem pelo professor.
Este programa tenta conjugar os objectivos dos diferentes âmbitos (económico, social, intectual e
pessoal). Deste modo, realça as habilidades práticas que poderão permitir a integração plena da
criança na sua comunidade, uma vez que se está ciente de que, embora o Ensino Primário seja um
nível inicial, é terminal para a maioria das crianças do nosso País.
189
Este programa é constituído por 5 partes:
1. Introdução
2. Objectivos gerais
3. Metodologia geral
4. Avaliação
5. Plano temático
1. Objectivos gerais
Ao concluir o ensino básico, o aluno deve ser capaz de:
 Reconhecer o ambiente natural que o rodeia, através da observação e interpretação;
 Ser cooperativo na procura de soluções para as questões ambientais;
 Partilhar e divulgar a informação;
 Aplicar conhecimentos científicos na interpretação de fenómenos naturais mais comuns do
seu seio,
 Aplicar conhecimentos científicos básicos na gestão dos recursos naturais e do ambiente na
comunidade;
 Aplicar o método científico na resolução de problemas do dia-a-dia;
 Aplicar as regras básicas de higiene pessoal e colectiva;
 Dominar as técnicas básicas de agricultura, gestão e protecção dos recursos comunitários.
2. Metodologia geral
O ensino de Ciências Naturais é útil quando os conhecimentos e habilidades adquiridos são aplicáveis
para o melhoramento das suas condições de vida. As ciências que estudam a natureza, têm o objectivo
de desenvolver a percepção científica do mundo natural. Existe uma semelhança entre a maneira
como um cientista trabalhar e como uma criança aprende sobre a natureza. Ambos possuem, de
antemão, algumas ideias sobre o que se vai estudar. Usando passos que consistem na observação,
testagem experimental de ideias e registo de resultados, as ideias iniciais podem ser mudadas face às
evidências descobertas na realidade.
190
As ideias que as crianças têm são restritas, devido à sua limitada experiência e porque as habilidades
para a testagem são ainda pouco desenvolvidas. Assim, é tarefa do ensino de Ciências Naturais,
alargar a experiência das crianças, ajudá-las a desenvolver as suas habilidades científicas e substituir
as suas ideias intuitivas de aplicação restrita por ideias científicas. Entretanto, a rejeição ou
modificação de conhecimentos e comportamentos prematuros, tem de ser um processo
individualizado, levado a cabo através do raciocínio e actividades independentes dos alunos. Estes
mecanismos permitem o enquadramento de tais conhecimentos, habilidades e comportamentos, em
esquemas e convicções pessoais.
Moçambique tem uma natureza muito rica e diversificada. Esta diversidade é ainda maior se
tomarmos em conta que cada escola e cada aluno são únicos. Isto traz diferenças na forma de usar os
recursos naturais, fazendo com que o professor tenha que adoptar métodos adequados para explorar a
natureza, em cada contexto concreto. Este programa não pode reflectir toda esta gama de variedades.
Contudo, serão abordadas as orientações metodológicas gerais, que constituem a base de
interpretação do processo de ensino-aprendizagem em Ciências Naturais. Eis, a seguir, algumas
dessas orientações metodológicas gerais.
2.1 Construtivismo
" É necessário conhecer o ponto de partida dos alunos".
Os alunos não podem ser vistos como tábuas rasas para preencher com novos conhecimentos, a partir
do processo de ensino. As crianças chegam à escola já com uma grande bagagem de conhecimentos
sobre o seu ambiente. Elas adquirem o conhecimento através das observações inconscientes,
diferentes actividades, jogos e imitação do comportamento dos adultos.
Os alunos podem já ter a sua explicação intuitiva dos fenómenos da natureza. Estas ideias
influenciam a interpretação e percepção da matéria ensinada, podendo ajudar ou dificultar a
interpretação científica dos processos naturais.
É importante que o professor conheça as ideias (pré-conhecimentos) que os alunos trazem consigo da
vida prática, sobre um determinado objecto, facto ou fenómeno, para aproveitá-las na construção da
visão científica do mundo natural.
191
Assim, por vezes, os alunos têm ideias erradas sobre o significado de um fenómeno ou conceito ( por
exemplo, o conceito de" trabalho ", " energia", " som", "causas das doenças", formas da terra", etc.) e
interpretam a informação dada pelo professor, na base das suas ideias iniciais.
Quando não se toma em conta os pré-requisitos dos alunos, cria-se uma situação em que estes têm um
conjunto de conhecimentos sobre a Natureza, com base em experiências práticas e quotidianas, e um
outro mundo de conhecimentos baseados na informação (principalmente teórica) dada na escola, que
co-existem e se confrontam entre si. Por isso, não nos surpreende que, em tais condições, os alunos
não sejam capazes de aplicar os conhecimentos adquiridos na escola para a resolução dos problemas
da vida real.
2.2 Método Científico
Ensinar Ciências Naturais é equipar os alunos com mecanismos que permitam desenvolver
activamente as diferentes faces da sua personalidade na interacção com a Natureza. A principal
ferramenta para este desenvolvimento da personalidade é o método científico. O método científico é
uma forma metódica de conhecer e lidar com a Natureza.
A correcta assimilação de conceitos, factos e fenómenos tem de ser resultado de um processo de
interrogação da Natureza que os alunos devem realizar activamente, com ou sem ajuda do
professor. O primeiro passo no estudo de um fenómeno ou objecto é a observação e a formulação de
perguntas para perceber as propriedades e as características do objecto ou fenómeno.
O professor pode fazer perguntas aos alunos ou estimulá-los a serem eles a formulá-las e procurarem
respostas, independentemente. Assim, começa o processo de investigação do ambiente natural. Os
alunos têm de se habituar a procurar conhecer factos e objectos, fazendo perguntas e procurando
respondê-las de forma sistemática (aprender a aprender).
No processo de resposta a estas perguntas, que envolvem diferentes actividades, os alunos adquirem
conhecimentos, informação e valores, desenvolvem habilidades motoras de análise, tomada de
decisão, experimentação, medição, observação e descrição, categorização e sistematização, de
auto-aprendizagem, entre outras.
192
2.3 Trabalho em grupo
Trabalho em grupo é aquele em que várias crianças fazem o " mesmo" trabalho em conjunto. Para
optimizar o trabalho em grupo, este deve ser composto por 4 a 6 crianças. O trabalho em grupo é mais
adequado para tarefas práticas. Os grupos devem estar dispostos de tal modo que todas as crianças
possam comunicar directamente entre si e, se estiverem a trabalhar sobre um objecto, todas as
crianças o vejam e/ou possam tocar.
A formação de um grupo deve, salvo em casos específicos, obedecer ao factor de mistura de
habilidades, para que durante o processo de interacção as crianças se ajudem mutuamente.
As habilidades do professor para dirigir um trabalho em grupo melhoram consideravelmente no
próprio processo. Por exemplo, com o tempo, o professor aprende a distinguir uma discussão frutuosa
de um caos num grupo. A falta de material é uma realidade em muitas das nossas escolas. Para se
fazer aproveitamento máximo do exíguo material, pode-se organizar, ao mesmo tempo, trabalhos de
grupos diferenciados.
Algumas vantagens do trabalho em grupo
a) Aprendizagem de criança-para-criança
A aprendizagem é um processo de interacção, com o meio e com as pessoas, através do qual o
indivíduo (criança) melhora os conhecimentos e as habilidades. O papel das pessoas na aprendizagem
formal é vital. Uma criança está mais predisposta a aprender quando se sente à vontade com quem
interage:
Uma criança está mais predisposta a aprender quando se sente à vontade com quem interage.
Uma criança está mais predisposta a aprender com outra criança do que com um adulto.
O trabalho em grupo é, portanto, um excelente contexto de aprendizagem para a criança.
b) Sinergia
A união faz a força. Parte-se do princípio que a diversidade de habilidades num grupo permite
complementaridade. O produto do trabalho de um grupo surge, portanto, como produto consensual
das contribuições individuais dos elementos do grupo.
193
Assim, um grupo produz aquilo que cada elemento, individualmente, não poderia produzir.
c) Comunicação e raciocínio
A liberdade de expressão que o grupo tem, ajuda as crianças a treinar e a melhorar as habilidades de
comunicação e de argumentação.
d) Adopção de aspectos de cultura científica
A experiência quotidiana dos alunos, a partir da qual se desenvolvem muitas actividades científicas, é
fortemente influenciada pelos hábitos familiares. As tradições influenciam, tanto o conteúdo como o
processo de ensino. Por exemplo, algumas tradições ensinam as crianças a não questionar ideias
veiculadas por alguém mais adulto. A tradição científica quebra com alguns destes comportamentos.
A mudança gradual de comportamento das crianças é mais acelerada se for feita em simultâneo com
grupos de crianças em interacção. O trabalho em grupo é, pois, um método efectivo para habituar as
crianças aos processos de investigação.
e) Compreensão e tolerância
Durante o trabalho em grupo a criança aprende, com o tempo, a descobrir que a diferença de formas
de pensamento entre as pessoas é uma constante e é normal, o que conduz ao desenvolvimento de
atitudes de tolerância.
d) Cooperação
Uma das características principais das crianças é o egocentrismo. Esta característica representa um
obstáculo sério para a participação em actividades e partilha/troca de ideias. No trabalho em grupo,
uma criança ganha gosto pelo trabalho cooperativo, o que ajuda, consideravelmente, no combate ao
egocentrismo.
3.Ensino-aprendizagem orientado para a prática
O método científico pressupõe o envolvimento do aluno numa actividade prática constante. Isto
advém do facto de o mérito deste método estar no processo e não no resultado. É também
verdade que existem informações e conhecimentos que, na situação escolar, não podem ser
adquiridos através da investigação por parte dos alunos.
Resumo
As ideias básicas a se ter em conta são:
194
 O primeiro passo na percepção da natureza é a observação e exploração de objectos reais.
 Os alunos têm ideias sobre o mundo à sua volta e sobre como e porquê as coisas
acontecem, através da sua própria experiência.
 A adopção de métodos e meios de ensino não deve ser tomada como universal, pois, cada
professor, cada aluno e cada sala de aulas são únicos/específicos.
A tarefa do professor é orientar os alunos para uma forma sistemática/metódica de lidar com o
mundo natural à sua volta, na busca de conhecimentos/habilidades/valores e na satisfação das suas
necessidades. Com o tempo, os alunos vão formando esquemas/mecanismos/instrumentos
individuais que asseguram competência e independência na interacção activa com a Natureza.
4. Sugestões metodológicas
Este programa apresenta sugestões metodológicas para todas as unidades temáticas. Estas sugestões
são apenas pontos de reflexão, estando o professor livre de segui-las ou elaborar outras, que julgar
mais adequadas à realidade, para o desenvolvimento das competências prescritas nos programas de
ensino. A criatividade e a iniciativa no exercício do processo de ensino-aprendizagem são
características que se exigem de um bom professor.
5. Avaliação do Processo de Ensino e Aprendizagem
O sistema de avaliação em Ciências Naturais estará direccionado para a verificação da aquisição dos
conhecimentos, habilidades, atitudes e valores especificados nas competências parciais definidas nos
programas de ensino. Os resultados obtidos a partir desta avaliação deverão também ser usados para
outros fins importantes como:
 Informar ao aluno e aos pais/encarregados de educação sobre os progressos alcançados no
processo de aprendizagem;
 Informar ao professor sobre eventuais problemas de aprendizagem dos alunos;
 Orientar o professor na recuperação de alunos com problemas de aprendizagem;
 Informar o professor sobre os alunos que não estão preparados para progredir para os ciclos
seguintes.
Para alcançar estes objetivos, é preciso que:
 A avaliação seja continua;
195
 A avaliação seja orientada para determinar em que medida as competências, pré-
determinadas, têm sido alcançadas, de modo a assistir o aluno na progressão aos níveis
subsequentes de aprendizagem;
 O professor deve avaliar os alunos, auto-avaliar-se e ajudar os alunos a auto-avaliarem-se.
Para cada unidade temática, em cada fase, é necessário adequar o carácter da avaliação às
necessidades de sua aplicação. Assim:
I. A avaliação inicial tem de ser marcadamente diagnóstica (para saber o que os alunos já
sabem sobre um determinado assunto/tema);
II. Na fase intermédia deverá predominar a avaliação formativa (para ajudar o professor a
monitorar e melhorar o processo de ensino);
III. No fim de cada assunto/unidade temática, pela necessidade de se representar
quantitativamente o desempenho do aluno, a avaliação sumativa assume papel
preponderante.
As fases inicial, intermédia e final de avaliação são relativas a um assunto/unidade temática.
5.1 Formas de avaliação em Ciências Naturais
Em Ciências Naturais, sugerem-se duas formas de avaliação. A avaliação formal, pré-planificada e
periódica, e a informal, permanente e diária.
As duas formas de avaliação incluem, para além do tradicional método de papel e caneta, outras
metodologias com um quadro compreensivo sobre o estágio de desempenho do aluno. Este quadro
poderá ser preenchido a partir de questões orais, observação e trabalhos escritos (testes e outros).
Encorajamos o professor a usar estas e outras metodologias de avaliação diferentes das tradicionais.
Particular atenção deve ser dada à avaliação qualitativa pois, os conhecimentos, habilidades,
atitudes e valores, dificilmente podem ser quantificados.
A avaliação contínua não deve ser interpretada como acumulação de uma série dos tradicionais
resultados dos testes. Esta avaliação deve ser direccionada para a verificação do nível de
desenvolvimento das habilidades/processos, conhecimentos/atitudes e do crescimento pessoal do
aluno.
O enfoque na avaliação qualitativa não exclui o uso da avaliação quantitativa. A avaliação habitual de
papel e caneta será usada mas, em escala menor.
196
6. Competências do 2º ciclo
Ao terminar o 2º ciclo o aluno deve ser capaz de:
 Manipular um objecto e fazer a leitura de um fenómeno natural de uma forma metódica;
 Apresentar um esquema simples de estudo de qualquer objecto ou fenómeno;
 Apresentar, de forma desinibida, as suas ideias no âmbito do processo de aprendizagem;
 Revelar evidências de domínio de conceitos básicos relacionados com assuntos tais como
água, ambiente, doenças, alimentação, agricultura, caça, pesca e energia;
 Comportar-se, de forma responsável, em relação à higiene do seu corpo e à sua saúde em
geral;
 Demonstrar evidências de domínio de técnicas mais elementares de conservação do ambiente,
da caça, pesca e da agricultura, na sua comunidade.
197
Visão geral dos conteúdos do 2º ciclo da Disciplina de Ciências Naturais
4ª CLASSE 5ª CLASSE
UNIDADE
TEMÁTICA
CONTEÚDOS CH
UNIDADE
TEMÁTICA
CONTEÚDOS CH
OBSERVAÇÃO
 Observação de objectos em diferentes
meios
 Descrição de objectos no seu meio
4 tempos
SERES VIVOS E
SERES NÃO VIVOS
 Seres vivos (homem, animais e plantas)
 Seres não vivos (pedra, madeira, água,
ar, etc.)
4 tempos
PLANTAS  Constituição de uma planta (raiz, caule,
folhas, flores e frutos e sementes)
 Funções das partes da planta
5 tempos
ANIMAIS  Constituição de um animal (cabeça,
tronco, membros)
 Funções das diferentes partes de um
animal
4 tempos
ANIMAIS DA
MINHA
COMUNIDADE
 Animais domésticos e selvagens
 Importância dos animais
 Problemas causados pelos animais
 Formas de protecção dos animais
3
tempos
CAÇA
 Introdução à caça
 Os animais de caça
 Instrumentos de caça
 Importância da caça
3
tempos CAÇA
 Tipos de caça: subsistência, comercial e
desportiva
 Tipos de pesca: artesanal, industrial e
desportiva
 O papel da caça e da pesca no
desenvolvimento do país
 Preservação das espécies faunísticas e
aquáticas.
6
tempos
PESCA
 Introdução à pesca
 Os animais de pesca
 Instrumentos da pesca
 Importância da pesca
3
tempos PESCA
ÁGUA
 Fontes de água na comunidade (poços,
fontenárias, rios, lagos, rios)
 Formas de tratamento da água
 Importância da água para o homem e
4
tempos CONSERVAÇÃO
DA ÁGUA
 Conservação dos recursos hídricos
 Propriedades da água (não tem cheiro, cor e
sabor)
 Estados físicos da água
7
tempos
198
4ª CLASSE 5ª CLASSE
UNIDADE
TEMÁTICA
CONTEÚDOS CH
UNIDADE
TEMÁTICA
CONTEÚDOS CH
animais  Técnicas de tratamento da água (fervura,
filtragem, decantação e processos químicos-
Certeza) e conservação da água
 Calamidades naturais: cheias, secas e ciclones
SOLO
 Propriedades do solo (cor e
permeabilidade)
 Factores de destruição do solo, erosão
(chuva, vento, queimadas, cultivo)
 Cuidados a ter com o solo
4 tempos
SOLO
 Composição do solo (húmus, sais minerais,
água, ar)
 Factores de destruição do solo, erosão (chuva,
vento, queimadas, cultivo)
 Formas de preservação do solo
4 tempos
HIGIENE E
AMBIENTE
 Uso das latrinas e casas de banho
 Cuidados a ter com o lixo
 Doenças associadas ao lixo
5
tempos HIGIENE E
AMBIENTE
 Factores associados ao lixo nas zonas urbanas e
rurais
 Formas de tratamento do lixo
 O lixo e as doenças
6
tempos
ALIMENTOS
 Tipos de alimentos (origem animal e
vegetal)
 Importância dos alimentos mais comuns
na comunidade
 Alimentação equilibrada
5
tempos ALIMENTAÇÃO
E NUTRIÇÃO
 Alimentação equilibrada (cereais, carnes,
frutas e legumes)
 Função dos alimentos (crescimento, força,
protecção)
 Conservação dos alimentos
 Qualidade e validade dos alimentos
7
tempos
NUTRIÇÃO DA
MULHER
GRÁVIDA
 Nutrição da mulher grávida
 Importância da alimentação equilibrada para a
mulher grávida
4
tempos
SENTIDOS E
ÓRGÃOS DOS
SENTIDOS
 Órgãos dos sentidos: olhos, nariz,
ouvidos, língua e pele
 Sentidos: visão (vista), olfacto (cheiro),
audição (ouvido), paladar (sabor ou
gosto) e tacto (sensação)
 Importância dos sentidos e dos órgãos
dos sentidos
5
tempos
CUIDADOS
COM OS
ORGÃOS DOS
SENTIDOS
Olho
 Órgãos anexos (pálpebras, sobrancelhas,
pestanas)
 Funções dos órgãos anexos
 Cuidados a ter com a vista
Ouvido
 Partes externas do ouvido (pavilhão, lóbulo,
tímpano)
 Funções das partes externas do ouvido
 Cuidados a ter com o ouvido
6
tempos
199
4ª CLASSE 5ª CLASSE
UNIDADE
TEMÁTICA
CONTEÚDOS CH
UNIDADE
TEMÁTICA
CONTEÚDOS CH
SAÚDE
 Micróbios/microrganismos como
causadores de doenças
 Higiene dos alimentos e do ambiente
4
tempos SAÚDE
 Doenças (cólera, tuberculose, sarampo,
malária, tétano e SIDA)
 Modo de transmissão das doenças mais comuns
 Medidas de prevenção de algumas doenças
6 tempos
CORPO HUMANO
 Partes do corpo humano (cabeça, tronco
e membros)
 Importância do esqueleto
 Importâncias dos exercícios físicos
 Importância do convívio, lazer e repouso
 Higiene do corpo
5
tempos
AUTO-
DESCOBRIMENTO
 Etapas do desenvolvimento do ser
humano (infância, adolescência, fase
adulta)
3
tempos
LUZ
 Luz natural e artificial
 Fontes de luz (vela, lâmpada, candeeiro, sol,
lua, estrelas)
 Importância da luz
3
tempos
AGRICULTURA
 Importância da agricultura
 Elementos que influenciam na agricultura
 solo
 vento
 chuva
 temperatura
3
tempos
CADEIA
ALIMENTAR
 Interdependência entre os seres vivos
 Representação de uma cadeia alimentar
2
tempos
ELECTRICIDAD
E
 Produção da electricidade(fontes renováveis e
não renováveis)
 Importância da electricidade
 Cuidados a ter com a electricidade
3
tempos
TOTAL AULAS
61
TOTAL AULAS
57
200
Distribuição Da Carga Horária
UNIDADE TEMÁTICA SEMANAS TEMPO
I.
OBSERVAÇÃO
2 4
II.
SERES VIVOS E SERES NÃO VIVOS
2 4
III. PLANTAS 2.5 5
IV. ANIMAIS 2 4
V.
ANIMAIS DA MINHA COMUNIDADE
1.5
3
VI.
CAÇA
1.5 3
VII.
PESCA
1.5 3
VIII.
ÁGUA
2 4
IX.
SOLO
2 4
X.
HIGIENE E AMBIENTE
2.5 5
XI.
ALIMENTOS
2.5 5
XII.
SENTIDOS E ÓRGÃOS DOS SENTIDOS
2.5 5
XIII.
SAÚDE
2
4
XIV.
CORPO HUMANO
2.5 5
XV. AUTO- DESCOBRIMENTO 1.5 3
201
Programa de Ciências Naturais
4ªClasse
202
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
MÉTODO DE
OBSERVAÇÃO
 Identificar as principais partes
dos objectos
 Descrever as caraterísticas de
lugares e de objectos
 Observação de objectos em
diferentes meios
 Descrição de objectos no seu
meio
 Descreve características de objectos e
lugares observados. 4
tempos
Sugestões Metodológicas
Para a realização efectiva destas aulas, aconselha-se que o professor visite primeiro o local de estudo. Esta actividade visa a
preparação da aula com os alunos. O professor deverá conversar com o responsável do local a visitar e fazer o levantamento dos
locais e objectos a observar.
O aluno deve ver, sentir, etc., isto é, usar todos os órgãos dos sentidos, sempre que for possível, para reconhecer o meio que o
rodeio. Por exemplo, levar as crianças a um jardim ou pátio escolar onde poderão observar o tipo de plantas, animais, cursos de
água existentes e outros seres.
Aconselha-se a trabalhar com os alunos de modo a desenvolverem capacidades que os tornem observadores activos e críticos. O
professor leva para a aula exemplares de seres vivos diversificados: animais, plantas e outros objectos que julgar necessários.
Os alunos podem observar e registar os elementos do ambiente natural, descobrir os diferentes seres e a diferença entre as
plantas e os animais.
203
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
SERES
VIVOS E
SERES NÃO
VIVOS
 Identificar seres vivos e
seres não vivos
 Mencionar as
características dos seres
vivos e dos seres não vivos
 Seres vivos (homem, animais e
plantas)
 Seres não vivos (pedra,
madeira, água, ar, etc.)
 Distingue seres vivos dos não
vivos
4
tempos
Sugestões Metodológicas
Os alunos poderão trazer para a sala de aula, exemplares de seres vivos e seres não vivos diversificados. Com base nos
exemplares à disposição, os alunos podem identificar, caracterizar e distinguir os seres vivos dos seres não vivos. Esta aula pode
ocorrer fora da sala, utilizando o meio ao seu redor.
Ser vivo é aquele que tem vida, isto é, nasce, respira, cresce, alimenta-se, reproduz-se e morre. A vida é definida pelas
características atrás mencionadas. Esta aula tem como finalidade diferenciar o que tem vida do que não tem vida.
Umas das actividades recomendadas nesta unidade temática é o desenho, a pintura, a modelagem e a legenda dos objectos
observados.
204
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
PLANTAS
 Indicar as partes de uma planta
 Desenhar uma planta completa
 Descrever as funções das partes
da planta
 Reconhecer a importãncia das
plantas para os seres vivos
 Constituição de uma planta (raiz,
caule, folhas, flores, frutos e
sementes)
 Funções das partes da planta
Relaciona as partes de uma planta com
as suas funções 5
tempos
Sugestões Metodológicas
A técnica de descoberta de pré- conhecimentos é um dos métodos mais aconselháveis para o tratamento destes assuntos. A tarefa
do professor é essencialmente a de ajudar os alunos a sistematizar as informações e conhecimentos. O professor pode trazer um
quadro mural, organizar uma excursão a um jardim botânico ou outro local onde se pode observar vegetação diversificada.
Recomenda-se que os alunos registem as funções das diferentes partes de uma planta que são: absorção dos alimentos pela raiz, a
condução dos alimentos pelo caule, a respiração e transpiração pelas folhas, a formação do fruto e da semente pela flor, a
protecção da semente pelo fruto e a reprodução pela semente.
Nesta unidade temática a turma deve organizar-se para discutir sobre a necessidade do reflorestamento e a preservação das
espécies de plantas. Em casa, os alunos podem preparar um viveiro e trazer para a aula plantas para o estudo das partes que a
constituem e as respectivas funções.
As actividades recomendadas nesta unidade temática são o desenho, a pintura, a modelagem e a legenda dos objectos
observados. O professor pode orientar a colecção e conservação de plantas ou partes de plantas (fazer um herbário).
205
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
ANIMAIS
 Distinguir as partes
constituientes de um animal
 Descrever as principais funções
das partes de um animal
 Constituição de um animal (cabeça,
tronco, membros)
 Funções das diferentes partes de um
animal
Relaciona as diferentes partes de um
animal com as suas funções
4
tempos
Sugestões Metodológicas
Esta aula deve ocorrer em um ambiente favorável (campo de pastagem, Jardim zoológico ou curral de animais) onde os alunos
possam discutir acerca das funções das diferentes partes de um animal como sendo a cabeça, o tronco e os membros. Aconselha-
se a não entrar em detalhes sobre as funções das partes que constituem um animal. Por exemplo, a cabeça é a parte do corpo onde
se localiza a maior parte dos órgãos de sentido, como os olhos, a língua, as orelhas e as narinas. O tronco é uma das partes do
corpo do animal que tem a função de suporte e protecção dos órgãos internos. Os membros são partes do corpo do animal que têm
a função de locomoção (movimento - deslocação de um lugar para o outro).
Nesta unidade temática a turma deve organizar-se para discutir sobre a necessidade da preservação das espécies de animais.
206
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
OS ANIMAIS
DA MINHA
COMUNIDADE
 Distinguir os animais domésticos
dos selvagens
 Descrever os problemas causados
pelos animais da comunidade
 Mencionar as formas de
aproveitamento racional dos
animais da comunidade
 Animais domésticos e selvagens
 Importância dos animais
 Problemas causados pelos animais
 Formas de protecção dos animais
 Distingue os animais domésticos
dos selvagens bem como a sua
importância
3
tempos
Sugestões Metodológicas
Como fonte de observação, pode-se recorrer a um passeio/excursão a um jardim zoológico, parque, reserva ou a um criador de
animais na comunidade. Nalguns casos, para a observação dos animais selvagens, existem jardins ou parques zoológicos mas,
noutros casos, é aconselhável recorrer a outras fontes de observação tais como filmes, quadros murais, maquetes, entre outras.
Outra actividade para esta unidade seria a pesquisa dos conhecimentos e as formas comunitários de defesa dos animais. Os alunos
podem mencionar o nome do animal ou dos animais e o seu valor económico, cultural, entre outros. Pode-se ainda, visitar um
tanque de piscicultura, caso seja disponível.
O animal doméstico é aquele que é criado (cuidado) pelo homem. Os alunos poderão discutir sobre as formas de protecção dos
animais e as técnicas de prevenção dos danos por estes causados na comunidade.
207
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
CAÇA
 Reconhecer os animais de
caça
 Mencionar as técnicas e os
instrumentos usados na caça
 explicar a importância da caça
 Introdução à caça
 Os animais de caça
 Instrumentos de caça
 Importância da caça
 Reconhece a caça como um
meio de subsistência na
comunidade
3
tempos
PESCA
 Reconhecer os animais de
pesca
 Mencionar as técnicas e os
instrumentos usados na pesca
 Explicar r a importância da
pesca
 Introdução à pesca
 Os animais de pesca
 Instrumentos da pesca
 Importância da pesca.
 Reconhece a pesca como um
meio de subsistência na
comunidade
3
tempos
Sugestões Metodológicas
Caça ou pesca é o uso de diferentes técnicas para capturar os vivos ou mortos na terra ou na água. Os alunos poderão desenhar os
diferentes animais de caça e pesca. Estes desenhos poderão ser utilizados para ornamentar a sala de aula. Poder-se-á fazer visitas
de estudos ás unidades de processamento de produtos de caça e de pesca. O professor deve levar para a aula conservas, produtos
embalados para incentivar a observação estado dos produtos e a validade dos mesmos os antes de consumir. Os alunos discutem
as técnicas e os instrumentos usados na caça e pesca na comunidade. A turma deve discutir as desvantagens de uso de certas
técnicas nocivas na caça e na pesca.
208
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
ÁGUA
 Identificar as diferentes fontes
de água na comunidade
 Descrever algumas formas de
tratamento da água
 Reconhecer a importância da
água para os seres vivos
 Fontes de água na comunidade (poços,
fontenárias, rios, lagos, rios)
 Importância da água para o homem e
animais
Valoriza a água como recurso
fundamental para a existência e
manutenção dos seres vivos.
Reconhece a água como um recurso
esgotável
4
tempos
Sugestões Metodológicas
Recomenda-se que a turma visite diferentes reservatórios e fontes de água (estação de bombagem e tratamento de água,
albufeiras, lagos, rios, poços, fontenárias, e outras). Caso não seja possível, o professor poderá utilizar fotografias e cartazes, entre
outros recursos.
A água é um líquido indispensável à vida dos seres vivos " sem água não há vida". O professor deve alertar sobre as diferentes
formas de contaminação da água. A água é uma fonte esgotável na natureza.. Discutir com os alunos a importância da poupança
de água (torneiras mal fechadas ou avariadas, tubos furados que inundam as vias públicas e consequentemente, transportam água
contaminada para os utilizadores, recipientes destapados, etc.).
Os alunos devem saber que o dia 22 de Março, é o dia mundial da água.
209
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
SOLO  Distinguir os diferentes tipos
de solos
 Mencionar as propriedades do
solo
 Tipos de solo (arenoso, argiloso e
fertil)
 Propriedades do solo (cor e
permeabilidade)
 Reconhece os diferentes tipos de solo
e as suas propriedades 4
tempos
Sugestões Metodológicas
O solo é a parte superficial da terra onde vivem as plantas e os animais.
Esta aula pode ser feita nos arredores da comunidade, para observação do meio natural (diferentes tipos de solo).
O professor poderá recolher amostras de solo na comunidade para a identificação de solos arenosos, argilosos e mistos (férteis).
Os solos arenosos têm maior quantidade de areia e são, geralmente, pobres em nutrientes utilizados pelas plantas.
Os solos argilosos apresentam grãos menores que a areia, retendo água e sais minerais, em quantidade necessárias para o
crescimento das plantas.
Os solos mistos são férteis e apresentam uma grande concentração de matéria orgânica (húmus, rico em nutrientes para as
plantas).
O professor poderá realizar experiências que comprovam a existência de ar e água no solo.
Na impossibilidade de realizar visitas de estudo, pode -se trazer para a aula amostras de solo para análise da cor e permeabilidade.
A cor do solo é determinada pela natureza dos seus constituintes. Na natureza podemos encontrar solo de cor preta, branca,
castanha, entre outras.
A permeabilidade do solo é a capacidade de reter ou deixar passar, facilmente, a água. Os solos apresentam diferentes níveis de
permeabilidade. Por exemplo, os solos que apresentam a cor preta (mistos) são menos permeáveis do que os que apresentam a cor
branca (arenosa).
Os alunos podem realizar experiências sobre a permeabilidade do solo:
210
1. Colocar em diferentes recipientes (garrafas plásticas com furo no fundo) solos de cores diferentes;
2. Deitar a mesma quantidade de água em cada recipiente;
3. Verificar o tempo de retenção da água;
4. Solos de cores diferentes apresentam diferentes níveis de permeabilidade.
Os alunos devem saber que o dia 22 de Abril é o dia mundial da TERRA.
211
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
HIGIENE E
AMBIENTE
 Mencionar os cuidados a ter com
as latrinas e as casas de banho
 Descrever os perigos do lixo
para a saúde
 Mencionar os hábitos de higiene
individual e colectiva
 Cuidados a ter com as latrinas e casas
de banho
 Cuidados a ter com o lixo
 Hábitos de higiene individual (lavar as
mãos, tomar banho, escovar os dentes,
entre outros) e colectiva (deitar lixo
nos contentores, enterrar o lixo, tapar
latrinas
 Pratica de forma responsável hábitos
de higiene individual e colectiva que
contribuem para a conservação do
ambiente
 Reconhece a importância de praticar
de forma correcta a higiene
individual para a manutenção de um
corpo saudável
5
tempos
Sugestões Metodológicas
Os alunos verificam, antes e depois da aula, se recolheram os restos de papel e depositaram no interior dos recipientes colocados
na sala ou no recinto escolar. A turma, na companhia do professor, pode deslocar-se a uma unidade de reciclagem de lixo (papel,
plástico e vidro). Os alunos participam em jornadas de limpeza da comunidade e discutem as formas de conservação do lixo para
evitar a poluição do meio. Na escola e nos lugares públicos deve-se colocar recipientes para diferentes tipos de lixo (plástico,
papel e vidro). Esta acção tem em vista a reutilização dos objectos. Por exemplo, a reciclagem do papel, reduz a quantidade de
árvores a destruir para o fabrico de novo papel. Por esta razão, a reciclagem tem função económica e ambiental. O mau
tratamento do lixo pode provocar um ambiente desagradável, como o aparecimento de montes de lixo que dificultam a passagem
pelas ruas, mau cheiro e inúmeras doenças provocadas por moscas, baratas e outos insectos.
Em relação aos cuidados de higiene individual o professor deve-se referir da importância de adopção dos hábitos de auto-cuidado
nomeadamente, higiene corporal, bucal, estimular para a prática correta de tomar banho, cortar as unha e cabelos, lavagem de mãos com
água e sabão antes e depois das refeições e de utilização das casas de banho.
212
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS
ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
ALIMENTOS
 Listar os alimentos da sua
comunidade
 Agrupar os alimentos
consoante ao tipo (fruta,
legumes, leite, farináceos,
carnes)
 Explicar a importância dos
alimentos para a
manutenção da vida
 Tipos de alimentos (origem animal
e vegetal)
 Importância dos alimentos mais
comuns na comunidade
 Alimentação equilibrada
 Relaciona os tipos de alimentos com a sua
função no organimo para a manutenção da
saúde
5
tempos
Sugestões Metodológicas
Os alunos trazem para a aula frutos existentes na comunidade, podendo ser classificados em comestíveis e não comestíveis. Esta é
também uma oportunidade para se convidar um nutricionista ou um técnico de medicina para explicar a necessidade de se ter uma
alimentação equilibrada. Uma alimentação equilibrada é composta de alimentos variados como carnes, hortícolas, cereais e frutas.
O professor deve incentivar o consumo de frutos exótico/silvestre por exemplo mafpilwa, mapswixa, mavungua, massala, entre
outros. O professor pode ensinar e cantar com a turma, várias canções sobre os alimentos ou alimentação.
O consumo de produtos como o álcool e o tabaco devem ser desencorajados. O teatro e a dramatização poderão ser utilizados
como meios de ensino, para sublinhar os efeitos e as consequências do consumo de produtos nocivos ao homem.
213
Unidade
Temática
OBJECTIVOS
ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
SENTIDOS
E ÓRGÃOS
DOS
SENTIDOS
 Mencionar os orgãos dos
sentidos
 Explicar a importância dos
orgãos dos sentidos
 Manifestar atitudes de
respeito para com as pessoas
portadoras de doenças e
deficiência nos órgãos dos
sentidos
 Órgãos dos sentidos: olhos, nariz,
ouvidos, língua e pele
 Sentidos: visão (vista), olfato
(cheiro), audição (ouvido), paladar
(sabor ou gosto) e tacto (sensação)
 Importância dos sentidos e dos
órgãos dos sentidos
 Distingue os sentidos dos órgãos dos sentidos;
 Desenvolve atitude de respeito e ajuda em
relação aos portadores de deficiências
5
tempos
Sugestões Metodológicas
Esta aula pode ter como material didáctico quadros murais, fotografias e modelos que mostram os órgãos dos sentidos.
Actividades diferentes podem ser preparadas em relação ao olfacto, tacto, audição e visão. Os alunos, aos pares ou em grupo,
podem fazer jogos de identificação de objectos através do som, do cheiro e do tacto, entre outros. Por exemplo, podem identificar
o ferro, através do som por este produzido. Pode-se identificar a laranja, através do cheiro, etc. Os jogos de identificação das
substâncias, através do paladar, devem ser monitorados pelo professor, pois alguns produtos não são próprios para o consumo
humano, isto é, são venenosos. Os sentidos permitem-nos perceber o meio que nos rodeia: se está quente ou frio, cheira bem ou
mal, é doce ou azedo, é rijo ou mole, está calmo ou ruidoso, está longe ou perto. O homem tem cinco órgãos de sentido, porém
caso há em que, por doença ou acidente, pode ter falta ou deficiência em um órgão. Devemos considerar o portador de deficiência
como nosso pai, mãe, ou irmão e devemos ajudar sempre que se julgar necessário.
214
Unidade
Temática
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
SAÚDE
 Explicar o que são micróbios
 Mencionar alguns cuidados a ter com
o corpo em relação aos micróbios
 Dar exemplos de algumas doenças
causadas por micróbios
 Micróbios/microrganismos como
causadores de doenças
 Higiene dos alimentos e do ambiente
 Menciona algumas doenças causadas
pelos micróbios (microrganismos);
 Lava os alimentos antes de consumi-
los.
4
tempos
Sugestões Metodológicas
Os micróbios são seres vivos muitíssimo pequenos, que não podem ser vistos sem instrumentos que aumentam o tamanho dos
objectos, como a lupa ou o microscópio. A existência de micróbios pode ser demonstrada através da sua acção no meio. Os
alunos podem realizar a seguinte experiência:
1. Colocar uma folha de uma planta em um copo com água e deixam alguns dias;
2. Verificar o estado das folhas (começam a apodrecer) e o cheiro que exalam (mau cheiro, desagradável).
3. No copo com água e folhas, desenvolver-se-á seres vivos muito pequenos chamados micróbios.
No meio do lixo desenvolvem-se muitos micróbios em pouco tempo. Os micróbios são causadores de várias doenças como a
cólera, a gripe, a malária, entre outras. Os micróbios existem em todo o lugar, por isso, devemos lavar os alimentos crus, antes de
comê-los..
Pode-se, por exemplo, através do teatro e da dramatização representar um grupo que cumpre com as regras básicas de higiene
corporal e dos alimentos, contribuindo para uma vida saudável e outro que retrata o incumprimento das regras básicas de higiene
corporal e dos alimentos e, como consequência, contrai doenças diarreicas.
215
Unidade
Temática
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
CORPO
HUMANO
 Distinguir as funções das diferentes
partes do corpo humano
 Reconhecer a importância dos exercícios
físicos, convívio, lazer e repouso para a
saúde do corpo humano
 Desenhar a figura humana
 Difundir as regras de higiene do corpo
na família e na comunidade
 Partes do corpo humano (cabeça,
tronco e membros)
 Importância do esqueleto humano
 Importâncias dos exercícios físicos,
convívio, lazer e repouso
 Higiene do corpo (revisão)
 Relaciona os hábitos de higiene
corporal e exercícios físicos com a
promoção da saúde
5
tempos
Sugestões Metodológicas
Os alunos, aos pares ou em grupo, podem discutir sobre a função da cabeça, do tronco e dos membros do homem. Os alunos, com
ajuda do professor, fazem o resumo das funções das diferentes partes do corpo. O professor incentiva a prática de exercícios
físicos, como forma de garantir uma boa saúde. Os alunos discutem sobre a importância da higiene do corpo (higiene individual)
e do meio (higiene colectiva). O exercício físico deve ser sempre relacionado com o desenvolvimento de um corpo saudável.
O professor ensina e canta com os alunos uma canção sobre a higiene do corpo humano.
216
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
AUTO-
DESCOBRIMENTO
 Identificar as etapas do
desenvolvimento do ser humano
 Descrever as diferentes etapas do
desenvolvimento do ser humano
 Manifestar atitudes de respeito e
solidariedade para com mulheres
grávidas e idosos
 Etapas do desenvolvimento do
ser humano (infância,
adolescência, fase adulta)
 Diferencia as etapas de
desenvolvimento do ser humano;
 Manifesta atitudes de respeito e
solidariedade para com mulheres
grávidas e idosos
3
tempos
Sugestões Metodológicas
O homem é um ser vivo (animado) nasce, desenvolve-se e envelhece. O professor deve orientar uma discussão de como se
comporta na família uma criança, um adolescente, um adulto e um velho. Os alunos devem conversar com os restantes membros
da família, para colher mais informações sobre a relação entre eles. O homem, em cada fase da vida, tem necessidade específicas
que devem ser respeitadas pelos membros da família e pela sociedade em geral.
Esta unidade temática permite-nos abordar questões relacionadas com a equidade de género, identidade cultural e
moçambicanidade. O tratamento dos temas transversais pode materializar-se através de várias técnicas como desenhos, jogos,
canções, palestras, dramatização, entre outras. A turma pode organizar uma peça teatral que sublinha as manifestações do assédio
sexual na escola, na família, na comunidade e as formas de prevenir esses males. Os alunos devem desenvolver técnicas de
comunicação para resistir ao assédio e denunciar os promotores desses males.
Estas actividades devem mostrar a necessidade de respeito e tratamento igual às pessoas do sexo masculino, feminino, novas,
adultas, idosas e portadoras de deficiência. Os alunos, como membros da grande família moçambicana, devem também respeitar
os hábitos culturais das diversas comunidades.
217
Programa de Ciências Naturais
5ªClasse
218
Distribuição Da Carga Horária
UNIDADE TEMÁTICA SEMANAS TEMPO
I.
LUZ
1.5 3
II.
CUIDADOS COM OS ÓRGÃOS DOS SENTIDOS
3 6
III.
HIGIENE E AMBIENTE
3 6
IV.
ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO
3.5 7
V.
CONSERVAÇÃO DA ÁGUA 3.5 7
VI.
SOLO
2 4
VII.
AGRICULTURA
1.5 3
VIII. CAÇA e PESCA 3 6
IX.
CADEIA ALIMENTAR
1 2
X.
ELECTRICIDADE
1.5 3
XI.
SAÚDE
3 6
XII. NUTRIÇÃO DA MULHER GRÁVIDA 2 4
219
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
LUZ
 Indicar os tipos de luz
 Mencionar as diferentes
fontes de luz
 Descrever a importância da
luz
 Luz natural e artificial
 Fontes de luz (vela, lâmpada, candeeiro,
sol, lua, estrelas)
 Importância da luz
 Relaciona os fontes de luz com
a sua importãncia
3
tempos
Sugestões Metodológicas
O professor pode usar a técnica de descoberta com base nos pré- conhecimentos dos alunos. O professor pode discutir o conceito
de natural e artificial. A turma identifica as fontes de luz natural e artificial. O sol é uma fonte de luz natural. As estrelas e a lua
têm luz natural. A vela e a lâmpada acesa emitem luz artificial. A luz tem a função de emitir calor, claridade e aquecimento.
Também é utlizada para a decoração.
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
CUIDADOS
COM OS
ÓRGÃOS
DOS
SENTIDOS
 Identificar as principais partes
do olho e suas funções
 Identificar as principais partes
do ouvido e suas funções
 Descrever os cuidados a ter
com o olho e com o ouvido
Olho
 Órgãos anexos (pálpebras, sobrancelhas,
pestanas)
 Funções dos órgãos anexos
 Cuidados a ter com o olho
Ouvido
 Partes externas do ouvido externo
(pavilhão, lóbulo, tímpano)
 Funções das partes externas do ouvido
 Cuidados a ter com o ouvido
 Relaciona as funções e os
cuidados a ter com os órgãos dos
sentidos (olho e ouvido);
 Desenvolve atitudes de respeito e
de ajuda aos portadores de
deficiência da visão e audição.
6
tempos
Sugestões Metodológicas
O professor organiza os alunos dois a dois, para observarem, identificarem, enumerarem as partes externas dos órgãos de sentido
em estudo. Recomenda-se levar para a sala de aula quadros murais, fotografias e modelos que mostrem o olho e o ouvido. Os
alunos devem ser educados para reconhecer que os portadores de deficiência são pessoas normais aos quais nós e o estado temos
o dever de apoiar, sempre que precisarem de ajuda, em todos locais (escola, estrada, campos de jogos, cantinas, entre outros).
220
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
HIGIENE E
AMBIENTE
 Identificar os factores que
contribuem para a acumulação do
lixo nas cidades
 Discutir medidas de
acondicionamento do lixo
 Dar exemplos de doenças
provocadas pela falta de
saneamento do meio
 Factores associados ao lixo nas
zonas urbanas e rurais
 Formas de tratamento do lixo
 O lixo e as doenças
 Reconhece os factores que
contribuem para a acumulacao
do lixo nas comunidades
 Difunde medidas de
saneamento do meio
6
tempos
Sugestões Metodológicas
A turma pode realizar uma visita de estudo à lixeira municipal ou convidar o vereador municipal para a área de salubridade
urbana, para falar do seu trabalho. A deficiência na recolha e tratamento do lixo doméstico (restos de comida, vegetais, papel,
garrafas, latas, cartões, diversos tipos de embalagens, entre outros ) nas cidades é um dos factores de doenças dos munícipes.
A professor poderá cultivar nos alunos a ideia de depositarem o lixo em recipentes apropriados.
O professor pode organizar a turma para dramatizar e depois debater práticas correctas e incorrectas de tratamento de lixo
doméstico na comunidade.
O lixo depositado em céu aberto atrai ratos, baratas, mosca, mosquitos, formigas, escorpiões, entre outros animais, podendo
transmitir diarreias, parasitoses, amebíase, entre outras doenças. No lixo podem desenvolver-se as larvas do mosquito, vector de
malária.
N.B. Veja as sugestões metodológicas do tema Higiene na 4ª classe.
221
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
ALIMENTAÇÃO
E NUTRIÇÃO
 Identificar os alimentos
apropriados para uma
alimentação equilibrada
 Distinguir as funções dos
alimentos
 Descrever as formas de
conservação dos alimentos
 Verificar a qualidade e a
validade dos produtos
 Alimentação equilibrada
(cereais, carnes, frutas e
legumes)
 Função dos alimentos
(crescimento, força, protecção)
 Conservação dos alimentos
 Qualidade e validade dos
alimentos
 Reconhece o processo de
alimentação como forma de
obtenção de matérias e energia
para o funcionamento e
crescimento do corpo humano
 Verifica a qualidade e
validade dos alimentos
7
tempos
Sugestões Metodológicas
Os alunos podem fazer a listagem dos diferentes alimentos e agrupá-los em cereais, carnes, frutas e legumes. Os alunos podem
fazer um debate sobre as razões do consumo de alimentos variados. O professor pode trazer quadros murais ou alimentos variados
a serem utilizados como material demonstrativo na sala de aula. Uma possibilidade é visitar um mercado de produtos alimentares.
O professor deve explicar que os frutos e vegetais crus devem ser bem lavados antes de consumir. O professor e/ou alunos podem
trazer para a sala de aula produtos enlatados para a verificação da validade.
Na componente identidade cultural e moçambicanidade pode-se usar várias técnicas para sublinhar o respeito pelos hábitos
culturais, no que diz respeito à culinária típica de cada comunidade.
N.B. Veja as sugestões metodológicas da 4ª classe.
222
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS
PARCIAIS
O aluno:
CH
CONSERVAÇÃO
DA ÁGUA
 Explicar as formas de
conservação dos recursos
hídricos na comunidade;
 Descrever as propriedades da
água
 Distinguir os estados físicos da
água
 Mencionar as técnicas de
tratamento da água na
comunidade
 Distinguir os tipos de
calamidades naturais
 Conservação dos recursos hídricos
 Propriedades da água (não tem cheiro,
cor e sabor)
 Estados físicos da água
 Técnicas de tratamento (fervura,
decantação, filtração e processos
químicos- Certeza) e conservação da
água
 Calamidades naturais: cheias, secas e
ciclones
 Usa e divulga as técnicas de
tratamento e conservação da
água na comunidade
 Reconhece a água como um
recurso esgotável 7
tempos
Sugestões Metodológicas
Para esta unidade recomenda-se a organização de visitas de estudo a fontes de água (rios, lagos, mares, poços) ou à estação de
bombagem e tratamento de água, para explicar a importância deste recurso para a comunidade.
A protecção dos recursos hídricos compreende a não poluição pelo lixo doméstico ou industrial (restos de tintas, óleos, água de
refrigeração das máquinas, produtos rejeitados no mercado, entre outros). Os produtos acima mencionados alteram a qualidade
natural da água e colocam em perigo a vida do homem e de outros seres vivos que habitam estes ambientes. Os alunos devem
comparar água não potável e potável.
O professor deve lembrar os alunos para não deitar garrafas partidas, latas ou outros objectos nas águas correntes, estagnadas ou
água das chuvas.
A água é um líquido indispensável à vida. A água deve ser protegida e conservada em locais ou recipientes apropriados para
utilização imediata ou em períodos de escassez.
A procura de combustível lenhoso é cada vez maior nas nossas comunidades, podendo originar o desequilibro ecológico (falta de
oxigénio e escassez de chuvas).
223
A água pode ser tratada com um produto conhecido por Certeza, fervura, decantação e filtração. Os alunos devem discutir sobre a
necessidade de criação de represas de água para os animais beberem e rega das plantas.
A falta de água e a água em excesso, são fenómeno naturais que provocam seca e cheias ou inundações, em muitas comunidades.
As chuvas fortes, geralmente, são acompanhadas de ventos fortes que provocam ciclones.
A dramatização pode ajudar a mostrar como é que os alunos devem proceder antes e depois de desastres naturais (medidas de
prevenção em casos de chuvas e ventos fortes). O professor pode convidar um técnico do INGC ou elemento do Comité de
Gestão de Risco de Desastres da comunidade para dar uma palestra.
Na aula, os alunos podem simular os procedimentos a aplicar na conservação da água e comemorar o dia 22 de Março, como o
dia da água.
224
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
SOLO
 Descrever a composição dos
solos
 Mencionar os factores de
destruição do solo
 Explicar as formas de
preservação do solo
 Composição do solo (húmus, sais
minerais, água, ar)
 Factores de destruição do solo, erosão
(chuva, vento, queimadas, cultivo)
 Formas de preservação do solo
 Relaciona os tipos de solo com
as culturas típicas da
comunidade. 4
tempos
Sugestões Metodológicas
O solo é a parte superficial da terra onde vivem as plantas e os animais.
Esta aula pode ser feita nos arredores da comunidade, para observação da composição do solo bem como os factores que
contribuem para a sua destruição.
O professor poderá realizar experiências que comprovam a existência de ar e água no solo.
O professor poderá realizar visitas de estudo, onde os alunos poderão contemplar solos em erosão resultantes da acção do vento e
da água e queimadas.
Poderá também explicar que, para as comunidades que vivem em solos poucos férteis, precisam de adicionar fertilizantes
orgânicos ou inorgânicos (húmus, estrume e produtos químicos comercializados nas casas agrárias) para torná-los mais
produtivos.
Os alunos, organizados em grupos, podem produzir fertilizantes orgânicos (adubos) recorrendo à matéria orgânica morta.
Os alunos devem saber que o dia 22 de Abril é o dia mundial da TERRA.
225
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
AGRICULTURA
 Descrever a importância da
agricultura
 Identificar os elementos que
influenciam a agricultura
 Importância da agricultura
 Elementos que influenciam a
agricultura:
 solo
 vento
 chuva
 temperatura
 Reconhece a importancia da
agricultura para o Homem
3
tempos
Sugestões Metodológicas
Os alunos podem visitar uma unidade agrícola mais próxima, para dialogar com o técnico ou proprietário sobre os elementos que
influênciam na agricultura. O professor pode trazer para a sala de aula cartazes, fornecidos pelos serviços distritais, sobre as
actividades económicas que ilustram a influência do solo, vento, chuva e temperatura na agricultura.
226
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
CAÇA E
PESCA
 Distinguir os tipos de caça e de
pesca
 Reconhecer o papel da caça e
da pesca no desenvolvimento
do país
 Mencionar as formas de de
preservação das espécies
faunísticas e aquática.
 Tipos de caça: subsistência,
comercial e desportiva
 Tipos de pesca: artesanal, industrial
e desportiva
 O papel da caça e da pesca no
desenvolvimento do país
 Preservação das espécies
faunísticas e aquáticas
 Reconhece o papel da caça e da
pesca para o desenvolvimento da
comunidade
 Reconhece a necessidade de
preservção das espécies faunísticas
e aquáticas
6
tempos
Sugestões Metodológicas
Nesta aula o professor poderá mostrar imagens dos diferentes tipos de caca e de pesca para melhor compreensão do conteúdo.
A turma discute as formas de preservação das espécies faunísticas e aquáticas em uso na comunidade. Onde for possível, os
alunos organizam uma visita a um centro pesqueiro, uma reserva ou parque.
A caça e a pesca furtiva de animais em vias de extinção, (rinoceronte, elefante, golfinhos, baleias, dugongos e outros) é punida
pela lei.
227
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
CADEIA
ALIMENTAR
 Reconhecer a
interdependencia entre os
seres vivos
 Construir uma cadeia
alimentar simples
 Interdependência entre os seres
vivos
 Representação de uma cadeia
alimentar
Diferencia os elementos de uma
cadeia alimentar e a dependência
existente entre eles 2
tempos
Sugestões Metodológicas
A turma pode mostrar a interdependência existente entre os animais e as plantas para a sua sobrevivência, realizando jogos de
“quem come quem”. Com base nas relações demonstradas, constrói-se cadeias simples.
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
ELECTRICIDADE
 Identificar algumas fontes de
produção de electricidade
 Descreve a importância da
electricidade
 Mencionar os cuidados a ter com
a electricidade
 Produção de electricidade
 Importância da electricidade
 Cuidados a ter com a electricidade
 Relaciona a electricidade com
o desenvolvimento da
comunidade;
 Usa de forma racional a
electricidade.
3
tempos
Sugestões Metodológicas
A electricidade pode ser produzida a partir de fontes renováveis e não renováveis. O sol e a água são fontes renováveis de
produção de electricidade. A electricidade também pode ser produzida a partir do carvão, lenha ou gás natural, fontes não
renováveis. Os alunos, organizados em grupos ou aos pares, debatem as diferentes formas de uso da electricidade. Ajude os
alunos a despertar um pensamento crítico em relação ao consumo da electricidade. O professor pode ajudar os alunos a
coleccionar aparelhos simples (lanternas e brinquedos) que usam corrente eléctrica.
228
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
SAÚDE
 Mencionar as doenças mais
comuns na comunidade;
 Descrever as formas de
transmissão e de prevenção de
doenças mais comuns
 Listar as regras de higiene
individual e colectiva
 Doenças: cólera, tuberculose, sarampo,
malária, tétano e SIDA :
o Modo de transmissão
o Medidas de prevenção
 Cumpre com as regras de higiene
individual e colectiva para a
prevenção de doenças comuns na
comunidade.
6
tempos
Sugestões Metodológicas
Relativamente a este tema, os alunos podem fazer o levantamento das doenças mais comuns na comunidade e descrever os sinais
e sintomas. O professor deve fazer referência à importância da higiene individual e colectiva ou do meio (limpeza do corpo e do
meio que nos rodeia, casa, escola, jardim e outros locais públicos).
Os alunos podem dramatizar situações que revelam os cuidados de higiene individual e colectiva, aplicando as regras de
conservação do meio para prevenção de doenças.
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
NUTRIÇÃO
DA MULHER
GRÁVIDA
 Identificar as vantagens da dieta
equilibrada para a mulher grávida
 Discutir tabus ligados a
alimentação da mulher grávida
 Nutrição da mulher grávida
 Importância da alimentação equilibrada
para a mulher grávida
 Identifica os alimentos
indispensáveis à mulher
grávida.
4
tempos
Sugestões Metodológicas
Os alunos podem conversar, na família e na comunidade, sobre as práticas alimentares da mulher grávida e discutirem na sala de
aula. O professor pode organizar uma excursão ou convidar um técnico materno- infantil para falar da importância da consulta
pré-natal e da alimentação equilibrada da mulher grávida.
229
Programa de Ciências Sociais
2º Ciclo
230
Sobre as Ciências Sociais no Ensino Básico
Introdução
A área de Ciências Sociais deverá possibilitar a compreensão da vida do Homem no seu meio, as suas
relações com o seu passado com base na recolha, interpretação, análise e sistematização da
informação diversificada.
O papel das Ciências Sociais, no contexto do Ensino Básico, é iniciar o aluno na compreensão dos
relacionamentos interpessoal, grupal quer ao nível social, cívico, político, económico; permitir o seu
envolvimento na protecção e conservação do meio ambiente; formar um cidadão responsável pela sua
conduta pessoal e pelo apoio ao desenvolvimento da comunidade, país, continente e do mundo;
desenvolver, através duma abordagem sistemática, atitudes/valores, comportamentos, capacidades,
habilidades e conhecimentos que permitirão ao aluno valorizar as relações humanas, observar,
interpretar, analisar, sintetizar e avaliar os fenómenos naturais, económicos, políticos, sócio-culturais,
e cívicos do país, em particular e do mundo em geral; permitir que o aluno adquira conhecimentos
sobre formas de representação dos objectos (planta, maquete, caixa de areia, mapa, etc.); desenvolver
a capacidade de utilizar conceitos adequados ao contexto; aplicar métodos de estudo participativos
que facilitam a comunicação e a interacção dentro e fora da sala de aula.
Assim, as Ciências Sociais contribuem para a formação patriótica e cívica do cidadão, dando-lhe uma
melhor inserção no meio em que vive, permitindo-lhe uma participação activa no desenvolvimento
social e económico do País.
As Ciências Sociais, no Ensino Básico, integram fundamentalmente as disciplinas de História,
Geografia, educação patriótica e Educação Moral e Cívica. A Educação Moral e Cívica e patriótica,
embora apareça mais intrinsecamente ligada às Ciências Sociais, não é exclusiva a esta área, devendo
ser abordada transversalmente noutras áreas disciplinares, na perspectiva de levar o aluno a
desenvolver o saber, o saber fazer, o saber estar e o saber ser.
231
Esta integração concorre para a formação integral do aluno, conjugando o conhecimento do meio
físico e social. Assim, as Ciências Sociais contribuirão para que o aluno reconheça as transformações
económicas, sociais e políticas da sua sociedade e facultarão os conhecimentos para a formação do
cidadão, como entidade singular e a sua relação com os outros na construção da democracia e no
respeito pela tolerância mútua.
Uma vez que o ensino Básico está dividido em três ciclos, a saber: 1º ciclo (1ª, 2ª e 3ª classes); 2º
ciclo (4ª, 5ª e 6ª classes) e 3º ciclo (7ª, 8ª e 9ª classes), importa referir que, no Ensino Primário, a
disciplina de Ciências Sociais, embora não apareçam no plano de estudo como disciplina no 1º ciclo,
os seus conteúdos servem de suporte às disciplinas de Línguas e de Educação Física. Neste nível, são
introduzidos conceitos básicos para a iniciação da disciplina de Ciências Sociais, tais como a família,
a casa, a escola e a comunidade, meio ambiente, bem como noções elementares de tempo e espaço.
No 2º ciclo os conteúdos que eram abordados de forma transversal, no 1º ciclo, nas disciplinas de
Língua Portuguesa e Educação Física têm a sua continuidade neste nível, com um grau de exigência
cada vez maior. A partir da 4ªclasse, as Ciências Sociais são tratadas como uma disciplina, contudo,
mantém-se a transversalidade como princípio básico destas ciências. As noções de tempo e espaço
vão-se alargando, começando com o tempo e o espaço próximo do aluno para o mais distante. Neste
contexto, a aprendizagem parte da província alargando-se para o estudo do País na quinta classe e do
continente africano na 6ª classe.
1. Objectivos e Conteúdos
1.1Objectivos
1) Fornecer às crianças os primeiros elementos para a compreensão do Mundo e da sociedade
no meio onde vivem e permitir-lhes que se situem no tempo e no espaço, graças à
232
aquisição de um pequeno número de conhecimentos claros e precisos sobre a História e a
Geografia do País e do continente africano;
2) Observar a realidade que lhe rodeia, progredindo gradualmente para realidades longínquas
no tempo e no espaço;
3) Organizar os seus conhecimentos de forma metódica, com base na análise, comparação e
interpretação de diferentes fontes históricas e geográficas, garantindo a aquisição de novos
saberes;
4) Assumir responsabilidades numa sociedade democrática, respeitando as diferenças,
participando activamente na vida nacional e defendendo os valores democráticos.
O estudo da história pessoal, da família e das raízes históricas da localidade e da província, pode
aclarar as modalidades de formação da identidade cultural e da unidade nacional, através das línguas,
artes, crenças e mitos.
A História local serve de ilustração para a História Nacional, devendo os alunos encontrar na história
local as bases para a reconstrução da história nacional.
No plano pedagógico, a História local mais próxima da criança, reconstruída por meio de vestígios
concretos, permite observar o meio e construir o quadro temporal, de modo a aceder à cronologia
geral da nação.
A História local pode, igualmente, dar à criança a oportunidade de descobrir fontes históricas, a partir
de traços concretos, iniciando-se no trabalho histórico e desenvolvendo as capacidades de observação,
análise, interpretação e síntese.
Os grandes períodos da História de Moçambique são priorizados porque contribuem para a
aprendizagem colectiva e para a necessidade de viver em conjunto e, sobretudo, porque ela é
portadora de grandes valores democráticos.
233
2. Estratégias de Ensino-Aprendizagem
O mundo actual é caracterizado por mudanças sócio-económicas e políticas que requerem um
acompanhamento pedagógico que assegure conhecimentos adequados e suficientes para promover a
formação de competências parciais, valorizando-se os conteúdos como saberes culturais básicos e
instrumentais para a inserção activa e criativa na sociedade.
É fundamental que o aluno possa, gradativamente, ler e compreender a sua realidade, posicionar-se,
fazer escolhas e agir criteriosamente; desenvolver estudos que focalizem perguntas básicas cujas
respostas devem ser baseadas em experiências directas e actividades práticas, como por exemplo, o
quê?, onde?, como?, porquê?
O tratamento dos conteúdos deve basear-se numa metodologia de integração. Assim, o professor,
ao abordar os conteúdos, deve privilegiar a leitura da paisagem ou seja a observação, a descrição, a
explicação, a interacção, a analogia e a representação.
O trabalho de observação da paisagem deve partir do mais próximo para o mais distante.
Essa leitura pode ocorrer de forma directa, mediante a observação da paisagem, ou de forma
indirecta, por meio de fotografias, literaturas, vídeos, relatos, etc. Assim, o professor poderá, sempre
que for possível, organizar excursões ou levar para a sala de aulas imagens aéreas, fotografias
comuns, mapas, etc.
Do ponto de vista geográfico, a busca de explicação das diferentes paisagens, como resultado de
combinações próprias que marcam suas singularidades, é fundamental porque permite a obtenção de
soluções para os diferentes problemas que possam existir em cada um deles.
É necessário representar o espaço, pois ele é, simultaneamente, noção e categoria. Sem dúvida, trata-
se de dois aspectos de uma mesma questão, cada um guardando suas especificidades mas, ao mesmo
tempo, com suas contribuições para que os alunos aumentem os seus conhecimentos a respeito do
espaço, como noção e do espaço, como categoria. O professor deve também considerar as ideias que
234
os alunos têm sobre a representação do espaço, ou seja, em todas as aulas deve-se privilegiar a
comparticipação.
Os conteúdos sobre a História da localidade evidenciam, preferencialmente, diferentes Histórias
pertencentes ao local em que o aluno vive, dimensionadas em diferentes tempos. Por isso, os alunos
devem ser orientados a valorizar o ensino ligado à vida quotidiana, (trabalho e entretenimento, cultura
e património público).
A preocupação com o estudo da História local é de garantir que os alunos ampliem a capacidade de
observar o que está à sua volta, para a compreensão de relações existentes no seu próprio tempo e que
reconheçam a presença de outros tempos no seu dia-a-dia. O estudo da História local conduz ao
estudo dos diferentes modos de viver no presente e em outros tempos, no mesmo espaço.
Na recolha de informações que propiciem pesquisas com documentos, depoimentos e relatos de
pessoas, da escola, da família e de outros grupos sociais, deve-se dar preferência às fontes orais e
iconográficas (fontes gravadas em placas) e, a partir delas, desenvolver-se trabalhos escritos.
O trabalho do professor consistirá em iniciar o aluno na leitura das diversas fontes de informação,
para que adquira, pouco a pouco, a autonomia intelectual. O aluno deve ser capaz de identificar as
especificidades das linguagens dos documentos: textos escritos, desenhos, filmes, das suas
simbologias e das formas de construção dessas mensagens.
Os alunos serão orientados para o estudo de episódios importantes e desenvolvimentos do passado de
Moçambique, a partir de acontecimentos locais, desde os tempos antigos até a sua ocupação efectiva
por Portugal. Eles devem ser capazes de desenvolver uma visão cronológica, ligando e cruzando as
diferentes unidades de estudo, é necessário que tenham a oportunidade de investigar a história local e
de aprender acerca do passado, a partir de uma série de fontes de informação.
A competência cultural que os alunos possuem é importante para responder às questões, pois as
causas do sucesso escolar estão também no processo de socialização.
O uso de testemunhas não docentes é uma forma de obter informação viva que aproxima a
aprendizagem ao contexto.
235
As Ciências Sociais contribuem de forma substancial na formação patriótica, moral e cívica do
indivíduo. Pretende-se que se construa de forma colectiva “uma maneira de estar no mundo” que
permita ao indivíduo reconhecer-se e reconhecer o seu mundo, reconciliar-se com ele e sentir a
necessidade de conviver com os outros.
3. A abordagem transversal da educação moral e cívica
Apesar de se apresentar neste programa a proposta de tratamento de conteúdos de formação cívica e
patriótica, é de realçar que estes não devem ser limitados à área de Ciências Sociais. Estes
pressupostos deverão guiar a abordagem transversal noutras áreas.
O tratamento dos valores e princípios mencionados a seguir deve ter em conta os âmbitos Eu/ Tu,
Família, Bairro/ Aldeia/Localidade, Distrito, País/ Mundo.
Neste sentido, a abordagem transversal de valores deve partir de uma discussão virada para o sentido
ético da convivência humana, suas relações com várias dimensões da vida social, tais como, o
ambiente, a cultura, a sexualidade e a saúde.
Constituem objectivos fundamentais do nosso País: construir uma sociedade livre, justa e solidária;
garantir o desenvolvimento nacional; lutar contra a pobreza e a marginalização; reduzir as
desigualdades sociais e regionais; promover o bem-estar de todos, sem preconceito de origem, raça,
crenças, sexo, idade ou quaisquer outras formas de discriminação. Neste contexto, a família, a escola
e a comunidade devem ser envolvidas na construção de uma convivência harmoniosa, com base nos
seguintes valores:
1) Vida Sã (saúde/higiene, desenvolvimento físico e intelectual, auto-conhecimento e auto-
estima);
2) Solidariedade (apoio material, emocional, partilha, confiança, respeito mútuo e
responsabilidade);
3) Cooperação/ Co-responsabilidade (colaboração, responsabilidade e compromisso);
4) Tolerância (conhecimento dos outros, conhecimento das normas, respeito pela
diversidade, resolução não violenta de conflitos).
236
Estes valores assentam sobre os seguintes princípios fundamentais a desenvolver:
a) Dignidade da pessoa humana - implica o respeito pelos direitos humanos, repúdio à
descriminação de qualquer tipo, acesso às condições de vida digna, respeito mútuo nas
relações interpessoais, públicas e privadas.
b) Igualdade de direitos - refere-se à necessidade de garantir a todos a mesma dignidade
e possibilidade de exercício de cidadania. Há que considerar o princípio de equidade,
isto é, que existem diferenças (étnicas, culturais, regionais, de género, etárias,
religiosas, etc.) e desigualdades (socio-económicas) que necessitam ser levadas em
conta para que a igualdade seja efectivamente alcançada.
c) Participação - como princípio democrático, traz a noção de cidadania activa, isto é, de
complementaridade entre a representação política tradicional e a participação popular
no espaço público, compreendendo que não se trata de uma sociedade homogénea,
mas sim marcada por diferenças de classes, etnias, religiões, etc.
d) Co-responsabilidade pela vida social - implica partilhar com os poderes públicos e
diferentes grupos sociais, organizados ou não, a responsabilidade pelos destinos da
vida colectiva.
e) Urgência social, atendendo que existem questões graves que se apresentam como
obstáculos para a concretização da plenitude da cidadania, afrontando a dignidade das
pessoas e deteriorando a sua qualidade de vida, como por exemplo as inundações.
f) Abrangência espacial - os temas devem ser de alcance da comunidade, dando ao
aluno a possibilidade de aproveitar as experiências já desenvolvidas, no que se refere à
educação moral, cívica e patriótica, o que favorece a participação social, permitindo ao
aluno posicionar-se diante das questões que interferem na vida colectiva, superar a
indiferença e intervir de forma responsável.
4. Sobre a avaliação
Avaliação e objectivos: Para quê a avaliação em Ciências Sociais?
A avaliação tem por função, por um lado, permitir que se obtenha uma imagem tanto quanto fiável do
desempenho do aluno em termos das competências parciais descritas nos currícula e, por outro, servir
como mecanismo de retroalimentação no processo de ensino-aprendizagem.
237
Pretende-se que esta avaliação cumpra os seguintes objectivos:
a) Relativamente ao aluno
• Consciencializá-lo sobre os pontos fortes e fracos do seu desempenho e as respectivas
razões;
• Estimular o gosto e o interesse pelo estudo, de modo a superar as dificuldades encontradas
no processo de ensino-aprendizagem;
• Desenvolver nos alunos uma atitude crítica e participativa em relação ao processo de
ensino-aprendizagem, tendo em vista o desenvolvimento das próprias potencialidades.
b) Relativamente ao professor
• Identificar o nível de desempenho dos alunos, os principais problemas e os factores
associados;
• Identificar as áreas de fácil ou de difícil compreensão por parte dos alunos;
• Identificar a validade dos métodos, meios e materiais didácticos utilizados e adequá-los,
utilizando a informação recolhida sobre o desempenho dos alunos;
• Verificar se os alunos relacionam o trabalho prático com a teoria que aprendem;
• Verificar o estágio de desenvolvimento da aprendizagem de determinados conceitos e
conteúdos;
• Informar, regularmente, os pais sobre o progresso (quantitativo e qualitativo) dos seus
educandos.
c) Relativamente aos pais
• Acompanhar a evolução do seu educando;
• Identificar as áreas de aprendizagem em que o seu educando revela maiores dificuldades,
de modo a ajudá-lo a superá-las;
• Sugerir, em conjunto com o professor e o director da escola, formas e actividades
apropriadas para a melhoria do desempenho do seu educando e da escola no geral.
d) Relativamente à escola
238
• Controlar os conhecimentos e competências adquiridas pelos alunos;
• Informar aos pais e alunos sobre o progresso destes e, caso necessário, optar-se por aulas
de remediação ou recuperação;
• Situar os resultados dos alunos num dado momento, em relação aos seus colegas de turma
e de classe.
5. Competências do 2º Ciclo da disciplina de Ciências Sociais
Ao concluir o 2º ciclo de aprendizagem, o aluno deve ser capaz de:
• Demonstrar um conjunto de padrões de conduta, que o tornem membro activo e exemplar na
sua comunidade e um cidadão responsável na sociedade;
• Manifestar valores e atitudes positivas para a sociedade em que vive;
• Participar activamente em grupos ou instituições da comunidade local com fins sociais;
• Apreciar a sua cultura, incluíndo a língua, tradições e padrões de comportamento;
• Conhecer o meio em que vive, isto é, conhecer as leis da natureza, da sua comunidade e do
país;
• Apresentar um sentido de crescente autonomia e auto-estima;
• Respeitar os direitos e deveres do cidadão;
• Respeitar os Órgãos de Soberania e Símbolos da Pátria Moçambicana;
• Prevenir doenças tais como a malária, cólera, SIDA e outras de transmissão sexual (Tema
Transversal);
• Combater a droga e outros vícios nocivos, fumo, alcoolismo (Tema Transversal);
• Demonstrar amor e respeito pela natureza;
• Reconstruir a sua história, da sua aldeia, bairro, cidade e a história da Luta de Libertação
Nacional.
239
Visão geral dos conteúdos do 2º ciclo da Disciplina de Ciências Sociais
4ª CLASSE 5ª CLASSE
UNIDADE
TEMÁTICA
CONTEÚDOS
Carga
Horária
CONTEÚDOS Carga
Horária
FAMÍLIA
 Tipos de família:
 nuclear
 alargada
 A árvore genealógica da família
 A história da minha família
 Tempo dos meus pais e o meu tempo
 Direitos e deveres da família (direitos da
criança)
9 tempos
COMUNIDADE
 Usos e costumes
 Alimentos (preparação, confecção,
utensílios usados)
 Vestuário e adornos
 Jogos e passatempos (para homens e
mulheres, raparigas e rapazes)
 Dança/música (instrumentos, máscaras)
 Teatro
 Actividades da comunidade:
agricultura, metalurgia, caça, olaria, pesca
 Línguas que se falam na
comunidade
 Lugares históricos: edifícios, monumentos,
museus, móveis.
12 tempos
240
 História e literatura oral
(lendas, contos, provérbios)
ESCOLA
 A história da minha escola
 Localização geográfica da escola
 Regulamento interno da escola
 Resolução não violenta de conflitos
 Gráfico do tempo da história da escola
7 tempos
PROVÍNCIA
 Localização geográfica da
Província
 Divisão administrativa da Província
 Características físico-geográficas de
Moçambique:
- Relevo
- Clima
- Rios e lagos
- Flora e fauna
 Conservação e preservação do ambiente
 Transportes e vias de comunicação
 Segurança na estrada
 Sinais de trânsito
12 tempos
 A População da Província:
 Factores da distribuição da
população
 Movimentos da população:
 Tipos de movimentos
 Causas e consequências dos
movimentos (terras férteis, o
trabalho migratório, guerras e
outras)
 Actividades económicas:
 agricultura
 pesca
 caça
 artesanato
 indústria
 comércio
 serviços…
12
tempos
AMBIENTE
 Localização geográfica de
Moçambique
12
tempos
241
 Características físico-geográficas
de Moçambique:
- Relevo
- Clima
- Rios e lagos
- Flora e fauna
 A penetração dos portugueses em
Moçambique
 Relações estabelecidas com os
povos
 Delimitação das fronteiras
 A resistência dos povos à
ocupação portuguesa nos séc.
XVIII/XIX
 Preservação do Ambiente:
fontes; solos de produção
agrícola e extracção mineira.
A LUTA DE
LIBERTAÇÃO
NACIONAL
 A luta do povo moçambicano
contra a dominação colonial:
- Surgimento de movimentos
nacionalistas
- Fundação da FRELIMO
- Luta de Libertação Nacional
- Independência de Moçambique
6
tempos
MOÇAMBIQUE
INDEPENDENT
E
 Divisão administrativa de
Moçambique
 Símbolos nacionais
6
tempos
242
 Órgãos de Soberania:
 Presidente da República
 Assembleia da República
Visão dos conteúdos da 6ª classe
Unidade Temática Conteúdos Carga Horária
I- Coordenadas Geográficas
 Globo terrestre
 Leitura de mapas
◦ Localização de objectos geográficos no mapa
◦ Tipo de mapas e seus conteúdos
 Escala de mapas, plantas e de diversas representações
 A Legenda do mapa
18
II- O Povo de Moçambique Há
Muito, Muito Tempo Séc.XIII – XV
 Formas de vida do povo de Moçambique há muito, muito tempo:
Política, Económica e aspectos Sociais
 Formação dos reinos e impérios antigos: Manyikeni,
Mwenemutapa, Maravi
 Localização dos reinos e impérios antigos
 Representação gráfica do período, correspondente a cada um dos
reinos e impérios antigos
 Actividades económicas de cada um dos reinos e impérios antigos
 Causas do declínio dos reinos e impérios de Manyikeni,
Mwenemutapa e Maravi
20
III-O Continente Africano  Localização geográfica
 Litoral e o seu traçado
 Características físico-geográficas gerais: (relevo, clima, fauna,
flora, principais rios e lagos)
 As principais regiões do Continente Africano
 População
 África, o berço da humanidade
 O Egipto Antigo
 O Vale do Rio Nilo
 A religião
24
243
IV-África Austral
 Localização da África Austral.
 Características físico-geográficas gerais, (relevo, clima, fauna,
flora, principais rios e lagos)
 Povoamento: primeiros habitantes e a chegada dos Bantu
 Reinos: Zimbabwe e Império de Mutapa
 População
- Actividades e seu impacto no ambiente
 Organização política e administrativa
 A religião e sua importância
19
V-África Oriental  Localização geográfica
 Características físico-geográficas gerais: (relevo, clima, fauna,
flora, rios e lagos)
 A população
 Surgimento das Cidades-estad
 Noção de Cidade-estado
 Organização política e administrativa
 religião na África Oriental
 Causas da decadência das Cidades-estado
15
VI-África Central  Localização geográfica
 Características físico-geográficas gerais. (clima, relevo fauna,
flora, rios, lagos)
 População
 Reino do Congo
15
VII-África Ocidental e do Norte
 Localização da África Ocidental e do Norte
 Características físico-geográficas gerais (relevo, clima, fauna,
flora, principais rios e lagos)
 População
 Reinos: Ghana, Mali e Songhai.
 As cidades e as actividades económica
19
244
Programa de Ciências Sociais
4ªClasse
245
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
FAMÍLIA
 Distinguir os tipos de
família
 Reconstruir a história
da sua família
 Explicar os seus
direitos e deveres
 Tipos de família:
 nuclear
 alargada
 A árvore genealógica da família
 A história da minha família
 Tempo dos meus pais e o meu
tempo
 Direitos e deveres da família
(direitos da criança)
 Distingue os membros da sua família
nuclear e alargada;
 Desenha a árvore genealógica da sua
família;
 Representa a história da sua família num
gráfico de tempo;
 Enuncia os direitos e deveres dos membros
da família.
9
tempos
246
Sugestões Metodológicas
No conteúdo tipos de família, o professor poderá usar chuva de ideias e elaboração conjunta. E, em
seguida orientar os alunos para desenharem a árvore genealógica da sua família.
Através de visitas de estudo, o professor poderá organizar os alunos em grupos para entrevistarem
personalidades locais, como por exemplo, líderes comunitários e outros elementos influentes, sobre
elementos que constituem a nossa herança cultural e que devem ser conservados e transmitidos a
novas gerações, e registam por escrito.
É importante que o professor explique ao aluno que o traje, bem como as técnicas de produção
artística vão variando ao longo do tempo.
Os alunos recolhem informações, junto às suas famílias, sobre a história da família de cada um, para
elaboração de um gráfico de tempo.
Explorando o conhecimento dos alunos, poderá organizar debates em que os alunos dão exemplos de
direitos e deveres. O professor poderá direccionar os alunos para verificar até que ponto os direitos e
deveres são aplicados ou violados.
247
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
COMUNIDADE
 Explicar os usos e
costumes da sua
comunidade
 Identificar as
actividades
desenvolvidas na sua
comunidade
 Mencionar os lugares
históricos existentes na
sua comunidade
 Contar historias,
lendas e provérbios da
sua comunidade
 Usos e costumes
 Alimentos (preparação, confecção,
utensílios usados)
 Vestuário e adornos
 Jogos e passatempos (para homens e
mulheres, raparigas e rapazes)
 Dança/música (instrumentos,
máscaras)
 Teatro
 Actividades da comunidade:
agricultura, metalurgia, caça, olaria,
pesca.
 Línguas que se falam na comunidade
 Lugares históricos: edifícios,
monumentos, museus, móveis.
 História e literatura oral (lendas,
contos, provérbios)
 Valoriza usos e costumes da
comunidade;
 Participa em actividades culturais
da comunidade;
 Desenvolve a cultura de trabalho;
 Identifica actividades, línguas e
lugares históricos da comunidade;
 Preserva o património histórico e
sócio-cultural;
 Reconta oralmente ou por escrito,
histórias, lendas e provérbios da
sua comunidade.
12
tempos
248
Sugestões Metodológicas
Neste tema, os alunos podem fazer jogos para realçar o cumprimento das regras de vida conjunta, os
direitos e os deveres de cada um, para permitir uma convivência sã e pacífica entre os membros da
comunidade escolar. O professor poderá pedir aos alunos para dramatizarem situações que
demonstrem valorização de bens pessoais e de bens comuns, por exemplo: material didáctico,
conservação da escola, uso adequado de casas de banho ou latrinas, etc.
O professor poderá destacar a importância das actividades económicas como forma de garantia de
sobrevivência do homem, estabelecendo uma relação de troca de produtos com outras comunidades.
Os alunos poderão fazer um levantamento das actividades económicas predominantes na Província,
ou poderão ainda explicar a importância dos lugares históricos para a preservação da história da
família e da comunidade.
O professor poderá orientar os alunos a fazerem, como TPC, um levantamento das línguas mais
faladas na sua província e a realizar um resumo no caderno.
Com a ajuda do professor, os alunos poderão visitar diferentes lugares históricos e culturais tais
como: museus, praças, fortalezas e outros. Organizam as informações recolhidas, apresentam
oralmente ou por escrito através de desenhos, pinturas, modelagens, jornais de paredes, cartazes,
folhetos e/ou bandas desenhadas.
249
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
ESCOLA
 Reconstruir a história
da escola através da
pesquisa
 Cumprir as regras e
normas da escola
 Interpretar o gráfico do
tempo com datas de
acontecimentos
relevantes sobre a
história da sua escola
 A história da minha escola
 Localização geográfica da
escola
 Regulamento interno da escola
 Resolução não violenta de
conflitos
 Gráfico do tempo da história da
escola
 Conta a história da sua escola;
 Localiza a sua escola no mapa da Província;
 Cumpre o regulamento interno da escola;
 Respeita a opinião dos outros;
 Aplica formas pacíficas de resolução de
conflitos;
 Representa em gráfico do tempo, datas
relacionadas com a história da sua
escola
.
7
tempos
250
Sugestões Metodológicas
A escola é um lugar propício para se falar do comportamento moral e cívico, no que diz respeito a atitude
para com os pais, colegas e outras pessoas da comunidade, bem como o comportamento em lugares
públicos (em cerimónias, cinema, escola, mercado, machimbombos) e respeito pelos mais velhos,
senhoras, portadores de deficiência, etc.).
O professor poderá orientar os alunos a recolherem informações sobre a escola, consultando manuscritos
antigos, mapas, materiais impressos, representando interesses históricos, bibliográficos e documentais, ou
fazendo perguntas a antigos funcionários, alunos ou professores sobre a história da escola. A partir dos
dados recolhidos, os alunos poderão elaborar uma ficha.
Os alunos podem organizar a informação e apresentar, oralmente ou por escrito (desenhos,
pinturas, modelagens, colagens, montagens, jornais de parede, cartazes, folhetos, banda
desenhada).
O aluno constrói um gráfico de tempo com datas de acontecimentos relevantes sobre a história da sua
escola.
251
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
PROVÍNCIA
 Localizar
geograficamente a sua
província e os distritos
 Identificar as
características físico-
geográficas da província
 Conservar e preservar o
ambiente
 Explicar as normas de
segurança na estrada
 Identificar os sinais de
trânsito
 Localização geográfica da
 Província
 Divisão administrativa da
Província
 Características físico-
geográficas de Moçambique:
 Relevo
 Clima
 Rios e lagos
 Flora e fauna
 Conservação e preservação do
ambiente
 Transportes e vias de
comunicação
- Segurança na estrada
- Sinais de trânsito
 Localiza a sua província no mapa de
Moçambique
 Localiza a escola no seu distrito/ Província
 Descreve as características físico-
geográficas da sua província
 Descreve a importância dos rios e lagos,
flora e fauna;
 Explica os cuidados necessários para a
conservação e preservação do meio;
 Identifica os principais transportes e vias de
comunicação da sua província
 Cumpre com as regras de trânsito
12
tempos
252
Sugestões Metodológicas
Os alunos exercitam em grupo a localização geográfica e a divisão administrativa da sua Província,
utilizando o mapa.
Os alunos identificam no mapa, as formas de relevo da sua Província e elaboram gráficos Termo-
pluviómetros.
O professor poderá realizar uma visita de estudo com os alunos a um rio, lago ou mar e orientá-los para a
elaboração de uma composição sobre a importância dos rios, lagos e mares.
Com ajuda do mapa da Província, identificam os distritos mais povoados e menos povoados e as
respectivas causas.
O professor manda fazer uma redacção sobre o clima, rios, flora e fauna da sua Província. Com ajuda do
escantilhão faz o mapa da sua Província e localiza os rios, lagos e mares. Identifica o clima.
No que diz respeito ao trabalho como dever cívico, com base na chuva de ideias e elaboração conjunta, o
professor poderá levar os alunos a compreenderem que valor tem o trabalho para a vida das pessoas.
Através de um trabalho escrito, poderão mostrar a importância das profissões e qual delas gostariam de
abraçar no futuro.
Divisão Administrativa
Distritos, Localidades, e Municípios
Em relação à responsabilidade que se deve ter com o Distrito, Localidade, e Município, o professor
organizar uma visita de estudo ao município para os alunos conhecerem a postura camarária e depois
poderão fazer um teatro em que se sublinha a conservação e preservação do bem comum.
O meio Ambiente da Província
O professor deverá pedir aos alunos para fazerem trabalho em grupo destacando a necessidade de
depositarmos o lixo em locais apropriados, por exemplo nos contentores, em aterros sanitários, ou
queimar, para evitar a poluição do meio.
Por meio do debate, chuva de ideias e redacção, os alunos são levados a identificarem a utilidade da água
para a vida das pessoas, dos animais e das plantas, bem como compreenderem a necessidade de evitar a
contaminação da mesma.
253
No que se refere as plantas, pede a cada aluno para produzir um viveiro em casa e trazer a escola para
simularem um plantio de modo a trazer o conceito de reflorestamento para evitar o deslizamento de terra
e a erosão dos solos.
Em relação aos animais, o professor organiza uma visita de estudo por exemplo: a criadores de aves de
pequena espécie, gado caprino, ovino, bovino, parques, jardins zoológicos, reservas e cotadas para
posteriormente fazerem uma composição destacando os cuidados a ter com os animais, bem como a
preservação das espécies em via de extinção.
Na pesca, o professor poderá levar os alunos a visitarem lugares onde se exerce a piscicultura.
Transportes e Vias de Comunicação da Província
No que tange à segurança na estrada, o professor poderá organizar uma palestra a ser orientada por um
polícia trânsito e depois, organiza uma dramatização sobre a observância das regras de trânsito com vista
ao respeito pelos automobilistas, peões, bem como a utilização da bengala branca pelas pessoas com
deficiência visual.
O professor poderá ajudar o aluno a identificar os principais tipos de transporte e vias de comunicação
em geral.
Depois o professor orientará um trabalho de grupo onde pedirá a identificação dos tipos de transporte e
vias de comunicação existentes na província.
Em relação as vias de comunicação o professor poderá se apoiar-se aos mapas de transporte e
comunicações.
Com a ajuda do escantilhão o professor poderá orientar para um TPC sobre a identificação das vias de
comunicação da província ou do País.
254
Programa de Ciências Sociais
5ªClasse
255
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
PROVÍNCIA
 Descrever os factores da
distribuição da população;
 Descrever as causas e
consequências dos
movimentos da população
 Descrever as principais
actividades económicas da
sua província
 A População da Província:
 Factores da distribuição da
População
 Movimentos da população:
 Tipos de movimentos
 Causas e consequências dos
movimentos (terras férteis, o
trabalho migratório, guerras e
outras)
 Actividades económicas:
 agricultura
 pesca
 caça
 artesanato
 indústria
 comércio
 serviços…
 Menciona os factores da distribuição da
população;
 Distingue as zonas mais povoadas das
menos povoadas;
 Explica as causas e as consequências
dos movimentos migratórios;
 Distingue as diferentes actividades
económicas.
12
tempos
256
Sugestões Metodológicas
Factores da distribuição da população
Com a ajuda do mapa da província, os alunos identificam os distritos mais povoados e os menos
povoados e mencionam as respectivas causas ou factores que condicionam essa distribuição.
O professor marca um TPC sobre a relação do clima, existência dos rios e lagos com a distribuição da
população na província e no País.
Movimentos da população
Em grupos, os alunos podem realizar um trabalho sobre as consequências dos movimentos migratórios
para o lugar de saída e o lugar de chegada das populações.
Actividades económicas
No que concerne às actividades económicas, os alunos podem fazer um levantamento das predominantes
na província e no distrito.
O aluno pode realizar trabalho em grupo sobre o intercâmbio das actividades realizados no campo e na
cidade.
257
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
AMBIENTE
 Identificar as formas de
conservação e preservação
do Ambiente
Conservação e preservação do Ambiente:
fontes; solos de produção agrícola e extracção
mineira
 Explica como se protege o
ambiente.
4
tempos
258
Sugestões Metodológicas
O meio Ambiente da Província
O professor deverá pedir aos alunos para fazerem trabalhos em grupo destacando a necessidade de
depositarmos o lixo em locais apropriados, por exemplo, nos contentores, em aterros sanitários ou
queimar, para evitar a poluição do meio.
Por meio do debate ou de chuva de ideias, os alunos são levados a identificarem a utilidade da água para
a vida das pessoas, dos animais e das plantas, com vista a compreenderem a necessidade de se evitar a
contaminação da água.
No que se refere às plantas, o professor poderá pedir a cada aluno para produzir um viveiro em casa e
trazer para a escola, para simularem um plantio, de modo a trazer o conceito de reflorestamento, que é
uma das formas de se evitar o deslizamento de terra e a erosão dos solos.
Em relação aos animais, o professor poderá organizar uma visita de estudo, por exemplo: a criadores de
aves de pequena espécie, gado caprino, ovino, bovino, parques, jardins zoológicos, etc. e, posteriormente,
fazerem uma composição destacando os cuidados a ter com os animais, bem como a necessidade de
preservação das espécies em via de extinção.
Relativamente à pesca, o professor poderá levar os alunos a visitarem lugares onde se exerce a
piscicultura.
259
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
MOÇAMBIQUE
NO PERÍODO
COLONIAL
 Localizar
geograficamente
Moçambique;
 Identificar as principais
características fisico-
geográficas;
 Explicar as causas da
penetração dos
portugueses em
Moçambique;
 Relatar alguns episódios
da ocupação e da
resistência no Norte,
Centro e Sul de
Moçambique
 Localização geográfica de
Moçambique
 Características físico-geográficas
de Moçambique:
- Relevo
- Clima
- Rios e lagos
- Flora e fauna
 A penetração dos portugueses em
Moçambique
- Relações estabelecidas com
os povos;
- Delimitação das fronteiras.
 A resistência dos povos à
ocupação portuguesa no séc.
XVIII/XIX
 Localiza Moçambique no mapa;
 Identifica as principais
características físico-geográficas de
Moçambique ;
 Identifica o período da chegada dos
portugueses em Moçambique;
 Menciona as causas da penetração
dos portugueses em Moçambique ;
 Descreve algumas formas de
resistência no Norte, Centro e Sul
de Moçambique.
12
tempos
260
Sugestões Metodológicas
Com a ajuda de um mapa de Moçambique ou Atlas, os alunos podem exercitar em grupo a localização
geográfica e a divisão administrativa do País. Como TPC os alunos podem desenhar um mapa de
Moçambique e indicarem os limites.
Com a ajuda do professor, os alunos identificam as formas do relevo de Moçambique e mencionam as
principais características.
O professor poderá levar os alunos a realizarem uma visita de estudo a um rio ou um lago existente nas
proximidades da escola e elaborarem uma composição sobre a importância dos rios e lagos.
No que concerne à fauna e flora, o aluno pode apresentar uma composição sobre a sua importância e
formas de protecção.
Clima
Com a ajuda do professor os alunos indicam os factores e elementos do clima e elaboram gráficos
termopluviométrico de Moçambique. Mencionam as características do clima da província.
Factores da distribuição do Clima
O professor com a ajuda dos alunos, observando o comportamento de alguns elementos do clima como: a
temperatura, pluviosidade (chuva), nebulosidade (nuvens), ventos e os factores do clima tais como:
disposição do relevo de Moçambique (montanhas, planície, planaltos e depressões) e latitude, explica a
influência dos factores no clima. O professor deve-se apoiar no mapa de climas de Moçambique.
261
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
A LUTA DE
LIBERTAÇÃO
NACIONAL
 Caracteriza o colonialismo
português
 Descrever o sistema de dominação
e de opressão colonial em
Moçambique
 Explicar o processo da luta do
povo moçambicano pela
independência
 A luta do povo moçambicano
contra a dominação colonial:
 Surgimento de movimentos
nacionalistas
 Fundação da FRELIMO
 Luta de Libertação Nacional
 Independência de Moçambique
 Caracteriza o colonialismo e
as suas dimensões;
 Menciona as formas de luta do
povo moçambicano contra o
colonialismo português;
 Explica a importância da
Independência Nacional.
6
tempos
262
Sugestões Metodológicas
O professor poderá explicar aos alunos as etapas da luta armada que culminaram com a assinatura dos
acordos de Lusaka.
A participação da mulher na Luta de Libertação foi muito importante, na medida em que ela participou
activamente em várias actividades. Partindo do exemplo da participação da mulher na luta armada,
através de chuva de ideias e elaboração conjunta, o professor levará os alunos a discutirem sobre as
vantagens e desvantagens da educação da rapariga e dos rapazes, aproveitando o momento para sublinhar
a importância da igualdade de tratamento destes pelos professores e pela comunidade.
263
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
MOÇAMBIQUE
INDEPENDENTE
 Conhecer a divisão
administrativa do
país;
 Identificar os
símbolos nacionais;
 Descrever as funções
dos Órgãos de
Soberania
 Divisão administrativa de
Moçambique
 Símbolos nacionais
 Órgãos de Soberania:
- Presidente da República;
- Assembleia da República;
 Localiza no mapa as províncias de
Moçambique e as respectivas
capitais;
 Respeita os Símbolos e Órgãos de
Soberania da República de
Moçambique;
 Reconhece os Órgãos de Soberania.
6
Tempos
264
Sugestões Metodológicas
Moçambique independente
Os alunos fazem uma pesquisa sobre os órgãos de soberania do país e depois explicam a função de cada
um deles.
O professor poderá apoiar-se no mapa de Moçambique para localizar as onze (11) Províncias, chamando
atenção para o facto da cidade de Maputo ser a capital do País e ter o estatuto de Província.
O professor poderá marcar um TPC para os alunos indicarem as capitais províncias e a capital do distrito
em que vive.
265
Bibliografia
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1º Grau. Maputo.
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INDE. (1995). Ciências Naturais 4ª classe. Maputo.
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266
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Ministry of Education. Social Studies Syllabus for Primary School. Harare, Zimbabwe.
Ministry of Education. Social Studies Syllabus for Primary School. Harare, Zimbabwe.
Ribeiro, L. C. (1994). Avaliação da Aprendizagem. Texto Editora, Lisboa.
267
Programa de Educação Física
2º Ciclo
268
Introdução
A Educação Física é um processo que visa integrar influências culturais e naturais, utilizando
actividades físicas, objectivar a aprendizagem e desenvolver hábitos motores. Visa também promover
a educação efectiva para a saúde e reconhecer as práticas corporais ao desenvolvimento de valores,
para a conquista de um estilo de vida activo.
Neste sentido, é de extrema importância que o professor tome em consideração os conhecimentos
teóricos relacionados com a saúde e higiene do meio, o corpo humano, as formas de postura corporal
nas suas aulas, por forma a incrementar uma maior prática de actividade física.
O programa apresenta conteúdos que contribuem para a organização, o desenvolvimento integral do
aluno e a elevação das capaciadades e habilidades motoras e a criação de hábitos de vida saudáveis.
A abordagem em espiral visa fortalecer o desenvolvimento de competências parciais desta disciplina,
na classe e no ciclo.
No capítulo dos jogos e danças tradicionais deve se ter em conta que cada região tem aspectos que
são importantes para a vida da comunidade, pelo que o seu tratamento deve permitir o seu respeito de
modo a não criar contradicões entre a escola e a comunidade.
É um programa flexivel, permitindo ao professor planificar as suas aulas de acordo com as condições
que a escola apresenta, de modo a contribuir para a formação integral do aluno.
269
Visão Geral dos Conteúdos do 2º Ciclo da Disciplina de Educação Física
3ª CLASSE 4ª CLASSE 5ª CLASSE
UNIDADE
TEMÁTICA
CONTEÚDOS CH CONTEÚDOS CH CONTEÚDOS CH
GINÁSTICA
DE BASE
 Formaturas básicas
 Exercícios de orientação
espacial
 Exercícios de
coordenação motora
 Jogos de lançamentos
e recepção
24
tempos
Exercícios de organização e
controlo
- Formaturas básicas
- Mudanças de formaturas
- Alinhamentos
- Conversões
- Deslocamentos
- Inversões da marcha, junção e
separação de colunas/fileiras.
7
tempos
 Formaturas básicas (fileiras,
colunas, bloco, xadrez, circulos)
 Mudanças de formaturas (inversão
de marcha, junção e separação de
colunas ou fileiras, deslocamentos
em diagonal, zig-zag, serpentina)
 Alinhamentos
Conversões em movimento
10
tempos
DANÇAS
E JOGOS
TRADICIO-
NAIS
 Jogos educativos e
tradicionais
 Dança e jogos cantados
12
tempos
 Jogos e danças da região
 Exercícios aos pares usando
diferentes partes do corpo para
puxar e empurrar.
 Jogos de perseguição
6
tempos
 Jogos tradicionais
 Danças tradicionais 6
tempos
ATLETISMO
 Corridas em grupos ao
sinal do professor
24
tempos
 Corrida de velocidade (estafetas)
 Corrida de resistência a um rítmo
moderado.
 Salto livre
 Salto a obstáculos
 Lançamentos
28
tempos
 Corridas de velocidade com partida
alta de 60 a 80 metros
 Corridas de resistência em grupos
do mesmo sexo durante 7 minutos
12
tempos
 Estafetas
 Corridas de resistência a
um ritmo moderado
 Aplica as técnicas de salto
 Saltos depois de marcha
ou corrida
 Realiza lançamentos
270
 Salto a obstáculos em
diferentes sentidos
 Arremessos em diferentes
posições básicas (sentado,
de pé, ajoelhado)
28
tempos
JOGOS PRE-
DESPORTIV
OS DE
ANDEBOL
Passe e recepção 14
tempos
EXERCÍCIOS
DE
DESENVOLV
IMENTO
FÍSICO
GERAL
 Exercícios de coordenação motora
(exercícios para braços, pernas e
tronco)
 Exercícios sem aparelhos
10
tempos
JOGOS PRÉ-
DESPORTIV
OS
jogos de passes, recepção e remates em
andebol de forma simples
passes e recepção em futebol
6
tempos
271
~
Programa de Educação Física
3ªClasse
272
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS
ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
GINÁSTICA DE
BASE
 Formar fileiras e
colunas;
 Realizar conversões de
formaturas
 Formaturas básicas
 Exercícios de orientação
espacial
 Conversões e giros
 Formação de figuras como
triangulo, rectangulo.
 Orienta-se no espaço em
diferentes direcções (direita,
esquerda, para frente e para
trás)
 Forma xadrez, circulo e bloco
mantendo o alinhamento.
8
tempos
 Realizar acções
correspondents às
vozes de comando
 Exercícios de coordenação
motora
 Identifica a voz de comando e
executa a orientação ou
conversão respectiva.
8
tempos
 Realizar jogos
educativos com a bola.
 Jogos de lançamentos e
recepção
 Cumpre as regras dos jogos
de lançamentos e recepção da
bola
8
tempos
DANÇA E
JOGOS
TRADICIONAIS
Dançar e cantar canções da
região;
 Realizar jogos
tradicionais da região
 Jogos educativos e
tradicionais
 Dança e jogos cantados
 Realiza jogos tradicionais e
recreativos.
 Pratica jogos criados pelos
colegas
 Executa o movimento da
dança tradicional da sua
região
12
tempos
ATLETISMO
 Realizar jogos de
corridas em grupos
 Corridas em grupos ao sinal
do professor
 Realiza corridas de
velocidade 8
tempos
 Efectuar competições
por equipas
 Estafetas de troca de posição  Realiza competições de
estafetas simples. 8
tempos
 Realizar jogos de saltos
por equipas;
 Realizar saltos variados
no lugar e depois de
uma corrida de
impulsão
 Saltos depois de uma marcha
ou corrida
 Salto a obstáculos em
diferentes sentidos
 Salta e cai sobre um espaço
definido
8
Tempos
273
 Lançar diferentes
objectos com ambas
mãos separadamente.
 Arremessos de objectos em
diferentes posições básicas
(sentado, de pé, ajoelhado)
 Lança objectos para
diferentes direcções
8
tempos
274
Sugestões Metodológicas
A terceira classe é a primeira classe do segundo ciclo, mas o cumprimento das suas exigências deve
estar relacionado com o primeiro ciclo do ensino primário.
A ginástica de base tem algumas particularidades em termos de exercícios propostos e o seu nível
de exigência é maior. Deve-se prestar maior atenção na aplicação dos exercícios de organização e
controlo, nas primeiras aulas de tal maneira que assemelhem aos do primeiro ciclo, como forma de
consolidação dos conhecimentos aprendidos anteriormente. À medida que as aulas se forem
sucedendo, vai-se aumentando o grau de exigência com o acréscimo de mais exercícios propostos
no programa.
Para isso, o professor deve consultar o programa do primeiro ciclo e, sempre que possível, tratar de
manter as rotinas organizativas de modo a facilitar a organização da turma.
Para os jogos (rítmicos e tradicionais) e danças tradicionais, sugere-se que o aluno pratique e
descreva o tipo da dança ou jogo. Aconselha-se maior atenção para se garantir a participação de
todos os alunos na aula.
Para o atletismo, sugere-se a inclusão de jogos na aplicação das técnicas aprendidas nesta
modalidade, por forma a permitir maior aperfeiçoamento e prática das mesmas e reduzir a
monotonia.
Na realização dos saltos e lançamentos aconselha-se que os mesmos sejam feitos de forma
individual para evitar lesões.
Para as corridas em grupos, sugere-se que o professor controle o ritmo da corrida de modo a que
todos participem e que o grupo seja de 5 a 7 elementos, podendo ser de forma competitiva.
Alguns jogos rítmicos devem ser acompanhados pelo canto e movimento corporal (dança).
Nos exercícios de orientação, o professor pode usar diferentes tipos de instrumentos. Na indicação
do início e do fim do exercício, sugere-se o uso de instrumentos de diferentes sons por exemplo a
palmada, o apito, o toque de latas vazias, o batuque e outros.
No uso de diferentes sonoridades de instrumentos, o professor estará a levar os alunos a vivenciar a
proveniência dos sons, ou seja, “som no espaço” (lado direito, esquerdo, a trás, a frente, em cima ou
em baixo).
275
Sugere-se a realização de jogos e danças tradicionais nas comemorações das datas festivas e
feriados nacionais.
Antes do início da aula, o professor deve verificar as condições do espaço onde esta vai decorrer,
retirar os objectos cortantes ou contundentes para evitar lesões. Deve verificar também as
condições higiénicas dos alunos.
Na aula de Educação Física, deve-se integrar outras áreas de currículo, permitindo que acções
interdisciplinares favoreçam o processo de educação em busca de todos os seus benefícios nos
domínios cognitivo, afectivo e psicomotor.
Para o professor, a planificação assume um papel importante, porque lhe permite antever as aulas e
adequá-las às condições reais do grupo e da escola.
Para estas idades, o professor actua como exemplo em todos os aspectos.
Dada a fraca compreensão dos alunos e a idade dos alunos, deve-se evitar explicações. A
explicação e a demonstração devem predominar conjuntamente para manter a alegria dos alunos ao
executar diferentes exercícios.
O professor nunca deve utilizar o exercício físico como punição ou castigo aos alunos durante a
aula ou fora dela.
A execução dos exercícios só devem começar quando todos os alunos o tiverem entendido.
O material improvisado (bola de trapo, paus para bastões, vasilhames e outros) é recomendado
como trabalho para casa. Este material, depois de usado na escola, deve ser guardado para futuras
ocasiões.
O rigor no cumprimento de tempo deve ser em função do nível de habilidades dos alunos.
No capítulo dos jogos e danças tradicionais, deve-se ter em consideração que em cada região
existem aspectos que são de importância vital para a própria comunidade, pelo que o seu tratamento
não deve entrar em contradições com os usos e custumes das mesmas.
As aulas devem sempre ter as 3 partes:
- parte inicial: organização da turma, comunicação dos objectivos e aquecimento,
- parte principal: resolução de problemas do ensino e aprendizagem e
276
- parte final: resumo/retorno a calma/análise da aula.
O professor deve motivar as crianças portadoras de deficiências a praticar actividades físicas e
desportivas que o seu estado lhes permite.
Para as aulas de Educação Física, sempre que possível, os alunos devem trazer o calção.
277
Programa de Educação Física
4ªClasse
278
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS
ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
GINÁSTICA DE
BASE
 Efectuar exercícios
de organização e controlo;
 Formar foguras
geométricas
 Efectuar conversões
de formaturas
 Realizar exercícios
de desenvolvimento físico
geral
 Formaturas básicas
 Mudanças de formaturas
 Alinhamentos
 Conversões
 Deslocamentos
 Inversões da marcha, junção e
separação de colunas/fileiras.
 Executa formatura em
xadrez, bloco e dois circulos;
 Executa as mudanças de
formatura e formação de
figuras.
7
tempos
DANÇAS E JOGOS
TRADICIONAIS
 Realizar danças em
grupos;
 Realizar jogos
tradicionais.
 Jogos e danças da região
 Exercícios aos pares usando
diferentes partes do corpo para
puxar e empurrar.
 Jogos de perseguição
 Pratica jogos e danças
tradicionais da região
 Executa exercícios de
desenvolvimento físico geral
6
tempos
ATLETISMO
 Efcetuar jogos de
corridas, saltos e
lançamentos;
 Cumprir com as regras
dos jogos.
 Corrida de velocidade
(estafetas)
 Corrida de resistência a um
rítmo moderado.
 Salto livre
 Salto a obstáculos
 Lançamentos
 Executa corridas de
velocidade percorrendo 80
metros
 Corre a um ritmo moderado
durante 5 minutos.
 Pratica saltos
 Realiza jogos de lançamento
e recepção de diferentes
objectos com as duas mãos
28
tempos
JOGOS PRE-
DESPORTIVOS DE
ANDEBOL
 Efectuar jogos de passes
e recepção em da bola
 Passe e recepção  Realiza jogos de passe e
recepção da bola.
 Assume atitudes de respeito e
solidariedade no jogo
14
tempos
279
Sugestões Metodológicas
Nesta classe aconselha-se maior atenção no tratamento do atletismo por ser a unidade temática que
inclui algumas alterações significativas, por exemplo o tempo destinado a corridas não é o mesmo
com a terceira classe.
Esta classe tem a particularidade de incluir jogos pré-desportivos, como iniciação a prática de
desportos colectivos. A introdução dos jogos desportivos deve ser de forma de gradual. Sugere-se
a maior atenção na execução dos elementos técnicos propostos em forma de jogos, para que os
alunos se familiarizem com os mesmos.
As conversões na ginástica de base são feitas em deslocamento. Para facilitar a sua aprendizagem,
o professor pode organizar os alunos em grupos de 10 elementos.
Os jogos e danças da região devem ser sugeridos pelos alunos.
Sugere-se a realização de jogos e danças tradicionais nas comemorações dos feriados nacionais,
datas festivas e outras manifestações culturais.
Os saltos e lançamentos devem ser feitos de forma individual para se evitar lesões.
Antes do início da aula, o professor deve verificar as condições do espaço onde esta vai decorrer,
retirando os objectos cortantes ou contundentes para evitar lesões. Deve verificar também as
condições higiénicas dos alunos, o aceio pessoal de uma forma geral para a prevenção de doenças
como a (tinha, sarna, cárie dentária entre outras).
Para as aulas de Educação Física, sempre que possível, os alunos devem trazer um calção.
280
Programa de Educação Física
5ªClasse
281
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
GINÁSTICA DE
BASE
 Efectuar exercícios de
coordenação motora (exercícios
para braços, pernas e tronco;
 Realizar as formaturas
básicas e deslocamentos
 Praticar exercícios
criados pelos seus colegas..
 Formaturas básicas (fileiras,
colunas, bloco, xadrez,
círculos)
 Mudanças de formaturas
(inversão de marcha, junção e
separação de colunas ou
fileiras, deslocamentos em
diagonal, zig-zag, serpentina)
 Alinhamentos
 Executa mudança de
formatura obedecendo as
vozes de comando;
 Executa exercícios
segmentares ;
10
tempos
DANÇAS E
JOGOS
TRADICIONAIS
 Efectuar danças da região;
 Exercícios de
desenvolvimento físico geral
 Jogos tradicionais
 Danças tradicionais
 Pratica jogos tradicionais
e cantados;
 Respeita a sua cultura e a
dos outros.
6
tempos
ATLETISMO
 Correr em grupos a um ritimo
determinado;
 Efectuar corridas continuas
durante 3 minutos.
 Corridas de velocidade com
partida alta de 60 a 80 metros
 Corridas de resistência em
grupos do mesmo sexo durante
7 minutos
 Executa corrida de
velocidade com partida
alta até 80 metros;
 Executa corrida de
resistência a um ritmo
moderado durante 7
minutos.
6
tempos
6
tempos
282
UNIDADE
TEMÁTICA
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deve ser capaz de:
CONTEÚDOS
COMPETÊNCIAS PARCIAIS
O aluno:
CH
ATLETISMO
 Fazer saltos a obstáculos;
 Fazer saltos e corridas.
 Saltos no lugar
 Saltos depois de corrida de
balanço
 Aplica as técnicas de salto. 6
tempos
 Fazer combinações de
corridas e lançamentos;
 Lançamento de diferentes
materiais
 Lançamento de materiais
depois de uma corrida de
balanço
 Realiza lançamentos.
6
tempos
JOGOS PRÉ-
DESPORTIVOS
 Realizar jogos de passes e
recepção;
 Efectuar passes a um
elemento da turma.
 Jogos de passes e recepção
 Jogos de remates em andebol
na forma simples
 Realiza jogos de passes,
recepção e remates em
andebol de forma simples.
6
tempos
 Fazer a condução da bola
com o pé
 Jogos da condução da bola
 Passes e recepção da bola
 Aplica de forma simples o
passe e recepção em
futebol.
6
tempos
283
Sugestões Metodológicas
Para esta classe, para além da inclusão de mais um jogo pré-desportivo, há maior
exigência em termos de aperfeiçoamento dos elementos técnicos aprendidos. Atendendo
que é a última classe do ciclo, faz-se uma consolidação dos conteúdos tratados em classes
anteriores.
A ginástica de base consolida todas as formas organizativas, as conversões e os
deslocamentos aprendidos nos dois primeiros ciclos do ensino primário.
A realização das técnicas dos lançamentos e saltos no atletismo, devem ser cada vez mais
próxima da técnica correcta e devem ser feitas de forma individual para se evitar lesões.
As corridas devem obedecer o tempo proposto no programa, e são feitas por grupos.
As aulas desta unidade temática podem ser intercaladas com outras unidades para
permitir uma maior participação dos alunos.
Os exercícios de desenvolvimento físico geral devem ser breves, e incluir todos os
segmentos corporais ou grupos musculares.
Sugere-se a realização de jogos e danças tradicionais nas comemorações dos feriados
nacionais
Antes do início da aula, o professor deve verificar as condições do espaço onde esta vai
decorrer retirando os objectos cortantes ou contundentes para evitar lesões. Deve verificar
também as condições higiénicas dos alunos.
Para as aulas de Educação Física, sempre que possível, os alunos devem trazer um calção.
Na prática das danças é importante que o professor aproveite os conhecimentos que os
alunos trazem consigo. Deverá ainda aproveitar artistas e dançarinos locais para
ensinarem novas canções e danças tradicionais.

Programas 2º ciclo

  • 1.
    REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIODA EDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO HUMANO INSTITUTO NACIONAL DO DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO (INDE) Programas do Ensino Primário Língua Portuguesa, Matemática, Ciências Naturais, Ciências Sociais e Educação Física 2º Ciclo (3ª, 4ª e 5ª Classes) Julho de 2015
  • 2.
    Prefácio Caro Professor! É comprazer que colocamos, nas suas mãos, os Programas do 2º Ciclo do Ensino Primário, das disciplinas de Língua Portuguesa, Matemática, Ciências Naturais, Ciências Sociais e Educação Física. Os presentes Programas resultam da revisão pontual do Plano Curricular e dos respectivos Programas de Ensino Básico introduzidos em 2004 com o objectivo de melhorar a qualidade do Ensino Primário em Moçambique, traduzida no desempenho qualitativo dos alunos na literacia, numeracia e nas habilidades para a vida. Esperamos que estes Programas possam auxiliá-lo na execução da sua tarefa diária de proporcionar aos alunos o desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e atitudes, com vista a enfrentarem, de forma adequada, os desafios que lhes são colocados no dia-a-dia - para que se tornem cidadãos participativos, reflexivos e autónomos - contribuindo, deste modo, para a melhoria da sua vida, da vida da sua família, da sua comunidade e do País. É nossa pretensão, também, que os alunos sejam educados dentro do espírito patriótico, versado pela preservação e desenvolvimento da cultura moçambicana, pela preservação da unidade nacional, pela cultura de paz, pelo aprofundamento da democracia e respeito pelos direitos humanos. Importa ainda salientar que os Programas são abertos e flexíveis, podendo ser adaptados à realidade dos alunos e da escola. Estamos certos de que os Programas serão um instrumento de base para as discussões pedagógicas na sua escola, planificação de aulas, reflexão sobre a prática educativa, análise do material didáctico e elaboração de projectos educativos, contribuindo para melhorar o seu desempenho profissional – que, afinal, é um direito seu. O Ministro da Educação e Desenvolvimento Humano Professor Doutor Luís Jorge Manuel António Ferrão
  • 3.
    Ficha Técnica Título original:Programas das Disciplinas do 2º Ciclo do Ensino Primário Edição: INDE/Ministério da Educação e do Desenvolvimento Humano Autor: INDE/MINED Capa: INDE Arranjo gráfico: INDE Impressão: Tiragem: No. De Registo:
  • 4.
    Índice Introdução ....................................................................................................................................................... 5 Programade Língua Portuguesa do 2º Ciclo ................................................................................................ 15 Visão Geral dos Conteúdos do 2º Ciclo da Disciplina de Língua Portuguesa .................................... 18 Porgrama de Língua Portuguesa 3ª Classe .......................................................................................... 33 Programa de Língua Portuguesa 4ª Classe ...........................................................................................47 Programa de Língua Portuguesa 5ª Classe ...........................................................................................64 Programa de Matemática 3º Ciclo .............................................................................................................. 100 Visão Geral dos Conteúdos do 2º Ciclo da Disciplina de Matemática ............................................. 103 Programa de Matemática 3ª Classe ....................................................................................................106 Programa de Matemática 4ª Classe ....................................................................................................127 Programa de Matemática 5ª Classe ................................................................................................... 154 Programa de Ciências Naturais 3º Ciclo ......................................................................................................187 Visão Geral dos Conteúdos do 2º Ciclo da Disciplina de Ciências Naturais ................................... 197 Programa de Ciências Naturais 4ª Classe .......................................................................................... 201 Programa de Ciências Naturais 5ª Classe .......................................................................................... 217 Programa de Ciências Sociais 3º Ciclo ........................................................................................................229 Visão Geral dos Conteúdos do 2º Ciclo da Disciplina de Ciências Sociais ...................................... 239 Programa de Ciências Sociais 4ª Classe ............................................................................................ 244 Programa de Ciências Sociais 5ª Classe .............................................................................................254 Programa de Educação Física 3º Cíclo ........................................................................................................268 Visão Geral dos Conteúdos do 2º Ciclo da Disciplina de Educação Física ...................................... 270 Programa de Educação Física 3ª Classe ............................................................................................ 272 Programa de Educação Física 4ª Classe ............................................................................................ 278 Programa de Educação Física 5ª Classe .............................................................................................281
  • 5.
    Introdução O Ensino Primáriodesempenha um papel importante no processo de socialização das crianças, na aquisição de conhecimentos, habilidades e valores/atitudes fundamentais para o desenvolvimento harmonioso da sua personalidade. Esta afirmação é também fundamentada por Seepe (1994), para quem “as crianças de amanhã devem não só estar preparadas para se adaptarem ao mundo em mudança, mas também devem preparar-se para criar novas mudanças em benefício da humanidade”. Em 2004, foi introduzido o Currículo do Ensino Básico, cujo objectivo principal era tornar o ensino mais relevante, no sentido de responder às diferentes demandas socioculturais, económicas e políticas, formar cidadãos capazes de contribuir para a melhoria da sua vida, da vida da sua família, da sua comunidade e do país, dentro do espírito da preservação da unidade nacional, manutenção da paz e estabilidade nacional, aprofundamento da democracia e respeito pelos direitos humanos, bem como da preservação da cultura moçambicana. Volvidos mais de dez anos da implementação do Currículo do Ensino Básico, os resultados da avaliação no âmbito do SACMEQ (2007) e da Avaliação da implementação dos programas do 1º e 2º ciclos do Ensino Básico (INDE, 2010) revelam que grande parte de alunos do Ensino Primário termina o 1º ciclo sem saber ler nem escrever. Estas constatações levaram o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano, através do Instituto Nacional do Desenvolvimento da Educação, a desencadear o processo de revisão pontual do Plano Curricular e dos Programas de Ensino, com vista a incrementar a qualidade de ensino. A revisão pontual do Plano Curricular do Ensino Básico incidiu, essencialmente, sobre a: • Alteração da designação do Plano Curricular do Ensino Básico (PCEB), passando a designar-se Plano Curricular do Ensino Primário (PCEP). • Alteração do Plano de Estudos, que compreendeu a redução do número de disciplinas através da integração de competências e de conteúdos:  1º ciclo: 1ª e 2ª classes, de 6 para 3 disciplinas;  2º ciclo: 3ª classe, de 8 para 3 disciplinas, tomando a 3ª classe as características das classes do 1º ciclo, sendo, por isso, uma classe de consolidação;
  • 6.
    6  4ª e5ª classes, de 9 para 6 disciplinas;  3º ciclo: 6ª e 7ª classes, de 11 para 9 disciplinas. • Reorganização dos Programas das diferentes disciplinas:  Integração de algumas disciplinas; - No 1º ciclo, as competências das disciplinas de Educação Visual, Ofícios e Educação Musical foram integradas nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática. - No 2º ciclo, a 3ª classe apresenta as mesmas características das classes do 1º ciclo, sendo a classe de consolidação das competências de leitura e escrita iniciais e numeracia. - Na 4ª e 5ª classes, as competências das disciplinas de Educação Visual, Ofícios e Educação Musical foram integradas nas disciplinas de Língua Portuguesa, Ciências Sociais, Matemática e Ciências Naturais.  Elaboração das competências por ciclos e respectivas evidências de desempenho;  Especificação da carga horária;  Reorganização dos tempos lectivos, de forma a permitir que os alunos possam adquirir, desenvolver e consolidar a literacia e a numeracia no Ensino Primário.
  • 7.
    7 Guia de Leitura OsProgramas do Ensino Primário revistos enquadram-se nos princípios básicos que nortearam a transformação curricular do Ensino Básico, especificamente:  A concepção da escola como agente de transformação, e não apenas como meio de transmissão de conhecimentos;  O reconhecimento da necessidade de formação integral da personalidade, o que leva a que as diferentes disciplinas sejam abordadas em uma perspectiva integrada;  Exigência de Programas flexíveis facilmente adaptáveis à realidade: características locais, pontos de partida e ritmos de aprendizagem diversificados e;  O predomínio dos aspectos relativos ao desenvolvimento das capacidades de análise, síntese e ao estímulo da criatividade, da livre crítica, do sentido de responsabilidade e da capacidade de integração em grupo. Com estes Programas do Ensino Primário, pretende-se tornar o ensino relevante , de modo a responder às reais necessidades do aluno e da sociedade moçambicana. Esta relevância fundamenta-se na percepção de que a Educação é fundamental para o desenvolvimento do capital humano e, por conseguinte, deve ter em conta a diversidade de indivíduos e de grupos sociais, para que se torne um factor por excelência de coesão social e não de exclusão, formando cidadãos capazes de se integrarem na vida, aplicando os conhecimentos adquiridos em benefício próprio e da comunidade. Neste contexto, os Programas do Ensino Primário são uma fonte de estudo e de orientação dos professores para o desenvolvimento de um ensino de qualidade, um ensino que permite que os alunos desenvolvam as competências determinadas nos diferentes ciclos de aprendizagem e as utilizem para a resolução dos diferentes problemas do dia-a-dia, da sua comunidade, distrito, província, país, bem como para responder aos desafios da globalização.
  • 8.
    8 I - Estruturados Programas Os Programas de Ensino Primário apresentam: a) A Introdução b) O Plano Temático (com indicação da unidade temática, os objectivos específicos, os conteúdos, as competências parciais e a carga horária) c) As Sugestões Metodológicas d) A Avaliação a) Introdução Na introdução, faz-se uma descrição dos propósitos e significado do Programa, a filosofia que está por detrás da sua concepção e as principais alterações em relação ao Programa anterior. b) Plano temático Para a orientação do professor, apresentamos uma grelha que ajudará a mediar o processo de ensino-aprendizagem. Apresentamos também orientações para a utilização do plano temático. Eis a seguir o esquema desse plano: Unidade Temática Objectivos específicos O aluno deve ser capaz de: Conteúdos Competências Parciais O aluno: Carga Horária  A primeira coluna do plano temático apresenta a unidade temática a ser abordada em cada fase. Para abordar a unidade temática, o professor deverá fazer a leitura completa de toda a linha, para ter uma ideia global sobre o tratamento da matéria proposta.  Na 2ª coluna, são apresentados os objectivos especificos. O professor tomará os objectivos específicos definidos para cada tema como metas a atingir durante e no fim do processo de ensino-aprendizagem. Cada professor poderá desdobrar os objectivos específicos se o processo de condução das aulas assim o exigir.  Na 3ª coluna, são apresentados os conteúdos que indicam ao professor as matérias e noções concretas que devem ser abordadas em cada tema. É necessário verificar, para cada tema, a relação dos conteúdos propostos com os propostos nas outras disciplinas curriculares, para estabelecer a ligação conveniente.  Na 4ª coluna, temos as competências parciais que indicam os principais estágios de
  • 9.
    9 aprendizagem atingidos peloaluno em um determinado tema. As competências parciais referem-se a estágios de conhecimentos, habilidades, valores e atitudes atingidos pelo aluno no processo de ensino-aprendizagem.  A 5ª coluna apresenta a carga horária. Apesar de servir de indicativo para o professor, esta carga horária não deverá ser tomada como tempo rígido de abordagem da unidade temática. O professor deverá ser flexível em relação à carga horária, podendo compensar as perdas e ganhos de tempo entre os diferentes conteúdos. Cabe ao professor fazer a planificação analítica das aulas, com base no plano temático e no ritmo de aprendizagem da turma. o A carga horária aqui apresentada corresponde a 80% da carga horária total, pois, os restantes 20% estão reservados para o Currículo Local. c) Sugestões Metodológicas Depois do plano temático, são apresentadas as Sugestões Metodológicas que o professor poderá usar ou adaptar em função das necessidades de aprendizagem dos alunos, de modo a desenvolverem as competências definidas para o fim de aprendizagem de cada tema. Nas Sugestões Metodológicas, por vezes, são apresentadas algumas estratégias de abordagem metodológica de alguns assuntos. Essas estratégias não são “receitas” para o professor cumprir mecanicamente; trata-se de sugestões que podem ser úteis para a sua actividade, como facilitador do processo de ensino e aprendizagem. d) Avaliação Abordam-se as estratégias e procedimentos de avaliação, incluindo os critérios de Progressão por Ciclos de Aprendizagem, tendo em conta que a avaliação faz parte do processo de ensino-aprendizagem. É o meio que permite verificar se os resultados das actividades desenvolvidas pelos alunos correspondem às competências preconizadas no Programa de Ensino.
  • 10.
    10 II - CurrículoLocal O que é Currículo Local? O Currículo Local (CL), é uma componente do currículo nacional correspondente a 20% do total do tempo previsto para a leccionação de cada Disciplina. Esta componente é constituída por conteúdos definidos localmente como sendo relevantes, para a integração da criança na sua comunidade. Qual é o espaço que se considera local? É o espaço onde se situa a escola que pode ser alargado até à Zip, distrito e mesmo província. Quem define os conteúdos relevantes a nível local? A definição dos conteúdos relevantes, a nível local, é feita por todos os intervenientes na educação da criança, isto é, todos os elementos que fazem parte da comunidade onde se situa a escola, nomeadamente: • Professores; • Alunos; • Encarregados de educação; • Líderes e autoridades locais; • Representantes das diferentes instituições afins; • Organizações comunitárias. Este processo é coordenado pela Direcção da Escola e pelo Conselho de Pais a quem cabe a planificação das actividades que culminarão com elaboração de um Programa do CL para a escola. Estas acções incluem a realização de encontros com as comunidades para a recolha de informação que deverá ser sistematizada pelos professores obtendo assim o conjunto de con teúdos do CL a serem leccionados na escola. Nesta fase cabe aos professores enquadrar os conteúdos nas diferentes classes e disciplinas (na respectiva área temática) de forma lógica e coerente, tendo em conta o nível dos alunos.
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    11 Como é feitaa integração de conteúdos definidos localmente? Após a elaboração do Programa do Currículo Local para a escola, segue-se a fase de integração nos Programas de cada disciplina, que é feita de duas formas: a) aprofundamento de conteúdos já previstos no Programa; b) inserção de novos conteúdos de interesse local, no Programa de ensino. Caso haja conteúdos de interesse local que o professor não domine, este, em coordenação com a Direcção Pedagógica e do Conselho de Pais da sua escola, poderá solicitar a colaboração de pais, encarregados de educação ou outros membros da comunidade para a sua leccionação. Avaliação Sendo o CL uma componente do Currículo Nacional, a sua avaliação poderá ser feita de forma integrada, isto é, algumas questões relativas ao CL poderão ser integradas nas diferentes avaliações previstas.
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    12 III - Competênciasdo Ensino Primário e Evidências de Desempenho A reforma do sistema educacional em Moçambique remete-nos para uma nova abordagem por competências e evidênciasde desempenho. A competência é definida como “evidência de conhecimentos, habilidades e atitudes na realialização de uma actividade, tarefa ou função ou a forma de encarar com sucesso qualquer situação. A competência manifesta-se, portanto é observável. Evidênciasde desempenho são factos observáveis que permitem medir ou avaliar o nível de alcance ou do desenvolvimento das competências. 1. Competências do Ensino Primário a) Comunica claramente em Língua Portuguesa (usando frases complexas coordenadas e subordinadas), tanto na oralidade como na escrita; b) Comunica em Língua Inglesa, no nível elementar; c) Comunica, através da arte, de forma criativa; d) Demonstra o gosto pela leitura de obras diversas; e) Resolve problemas elementares de aritmética e geometria em diferentes situações da vida real; f) Age, de forma crítica e autónoma, em diversas situações da vida; g) Valoriza a sua cultura através da língua, tradições e padrões de comportamento; h) Manifesta atitudes de amor e orgulho pela pátria moçambicana e unidade nacional; i) Manifesta atitudes de preservação da paz; j) Reconhece os direitos e deveres da criança; k) Interpreta os fenómenos naturais, usando conhecimentos científicos para o bem- estar pessoal e colectivo.
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    13 2. Competências do2º ciclo do Ensino Primário e respectivas Evidências de Desempenho Tabela1: Competências e Evidências de Desempenho do 2º Ciclo do Ensino Primário Competências Evidências de desempenho Exprime-se, oralmente, adequando a língua portuguesa a diferentes situações correntes de comunicação.  Responde a mensagens orais relacionadas com situações diversas do quotidiano;  Produz mensagens orais - com sequência lógica, pronúncia correcta, vocabulário relacionado com as áreas temáticas em estudo - adequando-as a situações correntes de comunicação. Lê textos de natureza diversa, em letra de imprensa.  Lê textos (de 10 a 15 frases), com tom de voz audível, pronunciando correctamente as palavras e respeitando os sinais de pontuação e acentuação. Interpreta, localizando informação explícita em diferentes partes do texto.  Responde, oralmente ou por escrito, a questionários de interpretação de textos lidos, ou ouvidos;  Reconta, oralmente e por escrito, histórias lidas ou ouvidas, tendo em conta a sequência lógica do texto original, usando as suas próprias palavras e vocabulário adequado. Escreve textos, aplicando regras de organização e funcionamento da língua.  Escreve textos (de 5 a 10 frases), em letra cursiva e caligrafia legível, obedecendo a uma sequência lógica, correcção ortográfica e regras de pontuação (ponto final, vírgula, ponto de interrogação, ponto de exclamação e dois pontos). Resolve problemas em diferentes situações da vida real, usando números até 1000.  Conta os números naturais de forma crescente e decrescente, até 1000;  Ordena os números naturais, em situações concretas e abstractas, até 1000;  Efectua operações de adição, subtracção e multiplicação de números naturais, em situações concretas da vida, até 1000;  Mede comprimentos, superfícies, capacidades, volumes de objectos reais (figuras e sólidos geométricos), até 1000;  Calcula áreas e volumes, a partir da medição de objectos reais (figuras e sólidos geométricos);  Compara capacidade e volume de objectos (sólidos geométricos) de uso quotidiano, através do manuseamento dos recipientes e líquidos.
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    14 Explica os diferentesfenómenos da natureza.  Identifica a ocorrência de fenómenos da natureza;  Reconhece causas que originam fenómenos da natureza (nuvens, chuva, seca, frio, calor);  Toma medidas de prevenção antes, durante e depois da ocorrência de um desastre natural. Descreve os aparelhos digestivo e respiratório do organismo e suas funções.  Explica as funções dos aparelhos digestivo e respiratório. Identifica diferentes tipos de alimentos.  Reconhece o valor da dieta alimentar. Reconhece factos e processos históricos de Moçambique, no tempo e espaço, desde as comunidades primitivas até à Independência.  Reconstrói a sua história e da comunidade onde vive;  Reconstrói a história da Luta de Libertação Nacional. Reconhece os símbolos da Pátria, os feriados nacionais e os Heróis Moçambicanos.  Respeita os símbolos da Pátria, os Órgãos de Soberania, os feriados nacionais e os Heróis Moçambicanos. Cria composições plásticas lúdicas, bidimensionais (planas) e tridimensionais (com volume).  Distingue o desenho da pintura e fotografia;  Utiliza elementos definidores da forma, ponto, linha, plano, luz, cor e textura;  Representa a cabeça da figura humana em perfil e o corpo frontal, para exprimir movimento, característica da fase do desenvolvimento gráfico da sua faixa etária. Expressa-se musicalmente, através do ritmo e do canto.  Pratica jogos rítmicos populares;  Interpreta (pratica) danças;  Interpreta canções infantis. Pratica exercícios físicos.  Pratica exercícios de orientação espacial;  Executa exercícios contínuos sem aparelhos, até 32 tempos;  Executa exercícios segmentares (exercícios para braços, pernas e tronco). Pratica actividades etnoculturais (jogos e danças tradicionais).  Pratica jogos e danças tradicionais.
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    15 Programa de LínguaPortuguesa 2ºCiclo
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    16 1. INTRODUÇÃO O presentePrograma revisto destina-se ao ensino monolingue do Português, mantendo-se a perspectiva de L2, em conformidade com o Sistema Nacional de Educação (SNE). Nesta modalidade, a língua de ensino é o Português. O êxito da implementação deste Programa depende de uma preparação adequada do professor, para o gerir, na perspectiva de ensino de Português como L2, usando metodologias apropriadas para diferentes situações de aprendizagem. Assim, o professor poderá implementar o Programa, ajustar as estratégias de ensino, de modo a satisfazer as necessidades comunicativas dos alunos que têm o Português como L2 ou L1. O Programa de Língua Portuguesa guia-se pelos princípios pedagógicos culturalmente sensíveis, orientados para a comunicação funcional. À luz destes princípios, espera-se que o ensino acomode e potencie a vivência cultural e, no caso específico da língua, a experiência linguística que a criança traz de casa. Deste modo, a aula de língua deve ser um espaço em que, com o auxílio do professor, a criança adquira “ferramentas” que lhe permitam organizar e usar a língua, de acordo com as suas necessidades comunicativas. No presente Programa, pretende-se, com as competências do Ensino Primário, clarificar e aprofundar o âmbito da abordagem da língua, começando pela realidade mais próxima do aluno (família, escola e comunidade). O Programa está organizado em unidades temáticas, tais como: família, escola, comunidade, ambiente, corpo humano, saúde e higiene e outras, que percorrem todas as classes do Ensino Primário, diferindo apenas na extensão e profundidade do tratamento. As competências parciais foram definidas em função dos novos estágios do saber, saber fazer, saber ser e saber estar, que o aluno deve alcançar, como resultado do processo de ensino- aprendizagem. No geral, as competências foram clarificadas e condensadas, de modo a torná-las precisas, observáveis e mensuráveis;
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    17 Deste modo, asestratégias de ensino devem basear-se numa metodologia que torne o processo de ensino-aprendizagem agradável, divertido e útil, dando uma grande relevância à interacção professor/aluno, aluno/aluno, aluno/comunidade. Esta forma de abordagem proporciona aos alunos a possibilidade de ouvir, falar, ler e escrever, tendo em conta que só se aprende a ouvir, ouvindo; a falar, falando; a ler, lendo e a escrever, escrevendo. O presente Programa de Língua Portuguesa apresenta uma alteração da carga horária. O acréscimo efectuado servirá, por um lado, para abordar as competências integradas e, por outro, permitirá maior espaço para aprofundar e consolidar a oralidade, a leitura e a escrita.
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    18 Visão Geral dosConteúdos do 2º Ciclo 3ª Classe 4ª Classe 5ª Classe Unidade Temática Conteúdos Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever CH Conteúdos Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever CH Conteúdos Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever CH FAMÍLIA  A minha história (Revisão do 1º ciclo)  Membros da família - As relações de parentesco entre os membros da família - Actividades dos membros da família  Relato de rotinas - Expressões relacionadas com os momentos do dia/tempo: - Expressões para indicar a ordem: Funcionamento da Língua  Verbo “ser” e “estar “ no presente, pretérito perfeito do indicativo e futuro perifrástico. 38 tempos Conversa directa  Princípios de cortesia Tema transversal: Normas de convivência entre os membros da família Funcionamento da Língua - Formas de tratamento 4 tempos Conversa directa: telefonema  Tipo de linguagem: - discurso directo - formas características da linguagem oral - interjeições  Princípios de cortesia: - ouvir os outros; - esperar a sua vez; - respeitar o tema; - acrescentar informação pertinente. Tema transversal: Direitos e deveres dos membros da família 20 tempos  Histórias, fábulas: - Personagens - Características físicas das personagens - Localização da acção no tempo e no espaço  Cópia  Ditado Textos descritivos Vocabulário: - tipos de casa - materiais de construção de casas - divisões da casa.  Cópia  Ditado  Redacção Funcionamento da língua  Sinonímia  Flexão dos nomes em género e número (sistematização) Diário Funcionamento da língua - Advérbios de tempo - (ontem, hoje, amanhã, quando, logo, antes, agora, depois, cedo,
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    19  Redacção Tema Transversal:Regras de convivência na família (amizade e ajuda mútua) Tema transversal: Normas de higiene da casa 28 tempos tarde, mais logo) Texto narrativo: Histórias -Elementos da narrativa (autor, personagem, espaço, tempo e acção) - Moral da história. Tema transversal: Normas de convivência familiar Funcionamento da língua  Graus dos nomes: aumentativo e diminutivo (sistematização)  Sinais de pontuação  Períodos e parágrafos  Expressões para formular pedidos de permissão  Expressões para aceitar ou recusar pedidos de permissão 39 tempos Diário  Cópia  Ditado  Redacção  Expressões relacionadas com a frequência dos acontecimentos 46 tempos Texto descritivo  A casa: - Materiais de construção - Profissões relacionadas com a construção de uma casa  Cópia  Ditado  Redacção Tema transversal: Regras de Conservação da casa Funcionamento da língua: - Família de palavras relacionadas com “casa”: casinha, casarão, casota - Sinonímia Sílaba: divisão silábica 52 tempos Funcionamento da Língua - Nomes comuns - Flexão dos nomes comuns em género e número - Adjectivos qualificativos Textos Narrativos: Histórias e fábulas - Elementos da narrativa (autor, personagens, espaço e tempo) - Moral da história.  Cópia  Ditado  Redacção Tema transversal: honestidade, amabilidade e simplicidade 32 tempos Funcionamento da língua Sinonímia e antonímia • Nomes - Nomes próprios
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    20 - flexão emgénero dos nomes terminados em ão  O verbo - O modo indicativo Textos Normativos Tema Transversal: Direitos da criança a nível da família Funcionamento da Língua • Determinantes - os artigos definidos (o, a, os, as)  Nomes abstractos 40 tempos Mensagens curtas  Redacção Carta familiar - Estrutura da carta  Cópia  Ditado  Redacção Funcionamento da língua - Pronomes pessoais - Artigos indefinidos Formas de tratamento nos cumprimentos e saudações Entrevista  Organização do texto - Título - Tópicos - Introdução - Apresentação do entrevistado - Apresentação do assunto - Perguntas do entrevistador - Respostas do entrevistado - Conclusão. 34 tempos Funcionamento da Língua - Sinonímia e antonímia - Tipo de frase interrogativa - Tipo de linguagem: discurso directo e indirecto
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    21 3ª Classe 4ªClasse 5ª Classe Unidade Temática Conteúdos Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever CH Conteúdos Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever CH Conteúdos Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever CH ESCOLA Textos Narrativos - O assunto principal do texto - Personagens  Cópia  Ditado  Redacção Tema transversal: Regras de conduta na escola: Ajuda mútua/solidariedade/ respeito/assiduidade, pontualidade. Funcionamento da Língua  Antonímia  Sinais de pontuação (ponto final de interrogação e de exclamação)  Uso da letra maiúscula: - Início das frases - Depois de um ponto - Nos nomes próprios 53 stempos Aviso - Estrutura do aviso Funcionamento da língua • A frase simples - constituintes da frase: Grupo Nominal e Grupo Verbal 37 tempos  Textos Didácticos  Debate Tema transversal: A escola e sua importância 28 tempos  Relato de acontecimentos  Elementos a considerar na produção de relatos: Textos Narrativos - Elementos da narrativa (autor, personagens, espaço e tempo) - Reconto  Expressões para criticar:  Expressões para dar sugestões:
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    22 - O quê? -quem? - Onde? - Quando?  Cópia  Ditado  Redacção  Tema transversal: datas festivas e comemorativas Funcionamento da Língua:  Frase interrogativa Introdutores interrogativos - Que...? - O que...? - O que é que...? - Quem...? - Qual...? - Como é que...? 28 tempos  Cópia  Ditado  Redacção Temas transversais: Normas de convivência escolar (Respeito mútuo entre colegas; Resolução não violenta de conflitos) Bilhetes  Assunto principal  Estrutura do bilhete  Cópia  Ditado  Redacção. 35 tempos Funcionamento da Língua - Adjectivos: Flexão em género e número - Função sintáctica dos elementos essenciais da frase: sujeito e predicado Funcionamento da Língua Constituintes da frase  Grupo nominal e grupo verbal (sistematização). Função sintáctica dos elementos do grupo verbal (GV): predicado, complementos directo e indirecto. Funcionamento da língua:  Vocabulário relacionado com o tema escola  Tempos verbais:  - Verbo ir, estudar e escrever no:  - presente Instruções - Vocabulário: - vai sempre em frente, - vira à esquerda, - vira à direita,  Expressões para dar sugestões  Expressões para aceitar 17 tempos Relato de acontecimentos  Elementos a considerar na produção de relatos: -O quê/quem? -Onde? -Quando? -Como?  Cópia  Ditado 33 tempos
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    23  - passado (pretéritoperfeito)  - futuro Preposições (para, e, com) ou recusar sugestões  Expressões para propor alternativas Funcionamento da Língua - Modo verbal imperativo - Preposições (a, até, com, em, entre, de, desde, para) - Pronomes demonstrativos.  Redacção Funcionamento da Língua  Tempos verbais: - presente e futuro do indicativo; - passado (pretérito perfeito, imperfeito e mais que perfeito do indicativo). COMUNIDADE Textos poéticos  Cópia  Ditado Temas transversais: Símbolos nacionais: - Hino Nacional - Presidente da República. 52 tempos Descrição de espaços e ambientes  - Instituições públicas da sua Comunidade - Vocabulário sobre profissões  Cópia  Ditado  Redacção 30 tempos  Entrevista  Redacção Tema transversal: Manifestações culturais da comunidade (danças, canções, jogos, pratos típicos, etc.) 30 tempos Textos didácticos  Os serviços sociais (escola, hospital/posto de saúde, posto policial, etc.);  Profissões  Cópia  Ditado  Redacção Tema Transversal: Regras de convivência comunitária Funcionamento da língua:  Vocabulário relacionado com o Textos Narrativos (Literatura infantil e da tradição popular) - Elementos da narrativa  Cópia  Ditado  Redacção Tema transversal: Datas festivas e comemorativas. Funcionamento da língua  Expansão da frase: complementos circunstancial de lugar, de tempo, de modo e de companhia.  Discurso directo e indirecto
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    24 tema comunidade  Famíliade palavras;  Antonímia Verbo “vir” no presente, pretérito perfeito do indicativo e futuro perifrástico. Convite:  Expressões para criticar  Expressões para elogiar  Expressões para pedir ajuda 18 tempos Funcionamento da Língua - Preposições: durante, por, perante, sob, sobre, trás) - Contracção de preposições (no, na, nos, nas, pelo, pela, pelos, pelas)  Ortografia: - O “o” com valor “u” - O “e” com valor de “i” - Uso da letra maiúscula Textos Poéticos  Cópia  Ditado  Redacção Tema transversal: Os símbolos nacionais: bandeira (cores e significado); o emblema (significado das componentes) 24 tempos Funcionamento da língua - Sinonímia e antonímia - Verbos irregulares (ser, estar, dar, ter, ler)
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    25 3ª Classe 4ªClasse 5ª Classe Unidade Temática Conteúdos Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever CH Conteúdos Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever CH Conteúdos Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever CH AMBIENTE Textos poéticos  Cópia  Ditado Tema transversal: Animais domésticos e selvagens Funcionamento da língua:  Verbos fazer e dar no presente, pretérito perfeito e futuro  Nomes: próprios e comuns 60 tempos Textos Narrativos  Elementos da narrativa: - o narrador - as personagens - as acções.  Cópia  Ditado  Redacção - Os sinais de pontuação (revisão) - Onomatopeias Tema transversal: - Os animais (animais domésticos e selvagens, importância dos animais) 35 tempos Textos Narrativos: Histórias - O assunto principal do texto - Autor - Personagens - Localização da acção no tempo e no espaço - Moral da história  Cópia  Ditado  Esquema  Debate  Redacção Tema transversal: Preservação do ambiente Funcionamento da língua  Artigos definidos e indefinidos  Adjectivos - Flexão em género/número/grau 55 tempos Textos didácticos  Cópia  Ditado Tema transversal: Plantas Funcionamento da Língua  Formas de frases: afirmativa e negativa Funcionamento da língua - Nomes colectivos - Advérbios de lugar (perto, longe, onde, aonde) - Expansão do grupo verbal (GV) com advérbios de lugar Conversa directa  Expressões sobre o estado do tempo Funcionamento da língua:  Verbos estar no presente, passado e futuro  Artigos indefinidos: Textos Poéticos - Versos - Rima  Cópia  Ditado Tema transversal: - As Plantas (importância das plantas) 15 tempos
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    26 - algum/alguma - algum/ninguém -tudo/nada Banda Desenhada (BD)  Redacção Tema transversal: Prevenção de acidentes Funcionamento da língua:  Vocabulário relacionado com o tema Ambiente  Família de palavras  Sinonímia  Antonímia  Concordância dos elementos na frase - Flexão dos nomes em género - Flexão dos nomes em número 39 tempos Textos didácticos Tema transversal: Formas de conservação e tratamento da água Funcionamento da língua - Sinonímia e antonímia - Família de palavras  Tempos verbais: - presente - pretérito - futuro 15 tempos
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    27 3ª Classe 4ªClasse 5ª Classe Unidade Temática Conteúdos Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever CH Conteúdos CH Conteúdos CH CORPO HUMANO Textos Narrativos - Personagens - Características físicas das personagens  Cópia  Ditado  Reconto  Redacção  Dramatização Tema Transversal: Respeito e solidariedade para com indivíduos com necessidades especiais. Funcionamento da lingua:  Vocabulário relacionado com o tema  Família de palavras  Sinonímia  Antonímia  Palavras com "m" e "n";  Verbo “falar” e “comer” no presente, passado e futuro;  Noção de qualidade [Adjectivos]. 57 tempos Textos didácticos Tema transversal: Higiene e conservação do vestuário Funcionamento da língua • A frase simples - constituintes da frase: Grupo Nominal e Grupo Verbal 18 tempos  Descrição Tema transversal: Regras de higiene corporal Funcionamento da língua  Adjectivos  Preposições (após, sob, perante, contra)  Contracções (à, às, ao, aos). 33 tempos
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    28 3ª Classe 4ªClasse 5ª Classe Unidade Temática Conteúdos Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever CH Conteúdos CH Conteúdos Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever CH SAÚDE E HIGIENE Textos didácticos  Cópia  Ditado  Redacção Tema transversal: Formas de Prevenção de doenças 22 tempos Cartazes Tema transversal: Cuidados a ter com os alimentos Funcionamento da língua  Família de palavras  Pronomes possessivos Flexão dos pronomes em género e número. 18 tempos  Textos didácticos Tema transversal: Prevenção de doenças  Cópia  Ditado  Relato  Cartazes Funcionamento da Língua  Tipos de frases: declarativo e exclamativo  Pronomes demonstrativos: isto, isso, aquilo 40 tempos Textos didácticos  Cópia  Ditado  Redacção Tema Transversal: Prevenção de acidentes (Cuidados a ter com produtos tóxicos inflamáveis (ex: petróleo); medicamentos e insecticidas; objectos estranhos (minas); objectos cortantes (ex: facas, lâminas); fogo, água quente; tomadas e fichas; objectos pirotécnicos (paixão). 35 tempos Funcionamento da língua  Formas de frases: afirmativas e negativas  Verbo limpar e lavar no presente, passado e futuro  Concordância do adjectivo em género e número.
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    29 3ª Classe 4ªClasse 5ª Classe Unidade Temática Conteúdos Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever CH Conteúdos Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever CH Conteúdos Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever CH MEIOS DE TRANSPORTE E VIAS DE COMUNICAÇÃO Textos didácticos  Cópia  Ditado  Redacção Tema transversal: Meios de transporte e vias de comunicação Funcionamento da Língua - Advérbios de lugar: aqui, ali, lá 33 tempos Textos Narrativos  Elementos da narrativa: o autor; as personagens; o espaço; o tempo; as acções. Vocabulário: - Tipos de transporte (terrestre, marítimo e aéreo)  Cópia  Ditado  Redacção Tema transversal: Importância dos Meios de Transporte Funcionamento da Língua: - Onomatopeias - Família de palavras -Advérbios de tempo - Expansão de frases com advérbios de tempo. 28 tempos Textos Narrativos - Elementos da narrativa (autor, personagem, espaço, tempo, acção) - Moral da história  Cópia  Ditado  Redacção Tema transversal: Normas de segurança rodoviária  Transportes e vias de circulação  Elementos da comunicação : emissor, receptor, mensagem e canal  Função da comunicação  Jornal de turma Funcionamento da língua  Advérbios de tempo, lugar, modo, negação e dúvida  pronomes pessoais em forma de complemento directo e indirecto 70 tempos Cartazes  Regras de trânsito  Descrição de trajectos. Funcionamento da língua  Verbo “andar” no: - presente - pretérito perfeito - futuro 24 tempos Textos descritivos Tema Transversal: Regrase Sinais de Trânsito 12 tempos extos didácticos - Os meios de comunicação - A importância dos meios de comunicação  Cópia  Ditado 12 tempos Textos de comunicação familiar 31 tempos
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    30 Carta Postal  Cópia  Ditado Redacção Funcionamento da língua - Advérbios de modo - Expansão de frases com advérbios de tempo.
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    31 3ª Classe 4ªClasse 5ª Classe Unidade Temática Conteúdos Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever CH Conteúdos Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever CH Conteúdos Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever CH A NOSSA PROVÍNCIA Instruções : - Mapa da Província Poemas - Estrutura: verso, estrofe, rima  Cópia  Ditado  Redacção Tema transversal: As Riquezas da Província 38 tempos  Texto poético Estrutura: -Verso -Estrofe -Rima   Cópia  Redacção  Expressões para localização de lugares (norte, sul, centro) Tema transversal: Aspectos históricos, económicos e culturais da província Funcionamento da língua  Sinonímia  Pronomes possessivos 36 tempos Textos narrativos  Elementos da narrativa: o autor, as personagens, o espaço, o tempo, as acções. Textos poéticos Estrutura: - Verso - Estrofe - Rima  Tema transversal - A vida no tempo colonial Funcionamento da língua - Advérbios de negação
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    32 3ª Classe 4ªClasse 5ª Classe Unidade Temática Conteúdos Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever CH Conteúdos Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever CH Conteúdos Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever CH O NOSSO PAÍS  Textos narrativos - Elementos da narrativa (autor, personagens, espaço, tempo, acção) - Moral da história  Cópia  Ditado  Redacção  Exposição oral ou escrita Tema transversal: as riquezas do nosso país Funcionamento da língua  Pronomes indefinidos: tudo; todo; alguma; algunsas; alguém; ninguém; nada; qualquer; cada.  Análise sintáctica: sujeito, predicado, complemento directo, indireto e circunstancial. 48 tempos  Poesia de combate Estrutura: - Verso - Estrofe - Rima   Cópia 15 tempos Total Tempos 515 478 434
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    33 Programa de LínguaPortuguesa 3ª Classe
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    34 DISTRIBUIÇÃO DA CARGAHORÁRIA UNIDADE TEMÁTICA SEMANAS TEMPO I. FAMÍLIA 7 112 II. ESCOLA 8 128 III. COMUNIDADE 4 64 IV. AMBIENTE 5 80 V. CORPO HUMANO 2 32 VI. SAÚDE E HIGIENE 2 32 VII. MEIOS DE TRANSPORTE E COMUNICAÇÃO 2 32 Sub-total 30 480 CURRÍCULO LOCAL (20%) 8 128 TOTAL 38 608
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    35 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECIFICOS O alunodeve se capaz de: CONTEÚDOS Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH I. FAMÍLIA  Identificar o seu nome, local e data do seu nascimento;  Indicar o nome da escola onde estuda e a classe;  Identificar os membros da sua família de acordo com o grau de parentesco;  Indicar as actividades de cada membro da sua família;  Desenhar os membros da sua família;  Modelar os membros da sua família;  Cantar canções relacionadas com os membros da família;  Relatar, oralmente, a sua rotina diária, usando expressões relacionadas com os diferentes momentos do dia;  Construir frases, usando verbos “ser” e ” estar” no presente, pretérito perfeito do indicativo e futuro perifrástico.  A minha história  Membros da família - As relações de parentesco entre os membros da família - Actividades dos membros da família (Revisão do 1º ciclo)  Relato de rotinas - Expressões relacionadas com os momentos do dia/tempo: - Ex: manhã, tarde, noite, antes, depois, quando e durante - Expressões para indicar a ordem: 1º, 2º, 3º... Funcionamento da Língua  Verbo “ser” e “estar “ no presente, pretérito perfeito do indicativo e futuro perifrástico.  Relata, oralmente e por escrito, a sua história. 34 tempos  Ler histórias sobre amizade e ajuda mútua com entoação, pausa e ritmo adequados;  Responde a questionários orais e escritos sobre textos;  Identificar as personagens da história;  Indicar o momento e o lugar em que decorre a acção narrada num texto;  Histórias, fábulas: - Personagens - Características físicas das personagens - Localização da acção no tempo e no espaço  Cópia  Lê e escreve textos narrativos sobre regras de convivência na família 31 tempos
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    36  Escrever cópiase ditados de frases e textos, com uma boa caligrafia, respeitando as regras de acentuação e pontuação;  Escrever pequenas composições (4 a 6 frases);  Dar exemplos de manifestação de amizade, ajuda mútua entre os membros da sua família.  Ditado  Redacção Tema Transversal: Regras de convivência na família (amizade e ajuda mútua)  Formular pedidos de permissão em diferentes situações;  Usar expressões para aceitar ou recusar pedidos.  Expressões para formular pedidos de permissão: - Posso sair da mesa? - Posso ir brincar?  Expressões para aceitar ou recusar pedidos de permissão: - Sim, podes. - Não, não podes.  Expressa-se com cortesia para formular pedidos, .
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    37 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECIFICOS O alunodeve se capaz de: CONTEÚDOS Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH I. FAMÍLIA  Ler textos descritivos com entoação, pausa e ritmo adequados;  Responder a questionários orais e escritos sobre textos;  Escrever cópias e ditados de frases e textos, com uma boa caligrafia, respeitando as regras de acentuação e pontuação;  Identificar materiais necessários para a construção de uma casa, ex: blocos, chapas de zinco, estacas, capim, pregos, barrotes, tijolos, etc;  Mencionar profissões relacionadas com a construção de uma casa (pedreiro, carpinteiro,pintor, electricista, …);  Descrever, oralmente e por escrito, a sua casa;  Desenhar e pinta a sua casa;  Modelar a sua casa;  Elaborar frases com palavras da mesma família de “casa”;  Usar palavras sinónimas em frases orais e escritas;  Construir frases empregando palavras sinónimas;  Dividir palavras em sílabas. Texto descritivo  A casa: - Materiais de construção - Profissões relacionadas com a construção de uma casa  Cópia  Ditado  Redacção Tema transversal: Regras de conservação da casa Funcionamento da língua: - Família de palavras relacionadas com “casa”: casinha, casarão, casota - Sinonímia  Sílaba: divisão silábica  Lê e escreve textos descritivos sobre, materiais de construção, profissões e regras de conservação da casa, com boa caligrafia;  Expressa-se, oralmente, com correcção, usando família de palavras e a sinonímia. 47 tempos
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    38 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECIFICOS O alunodeve se capaz de: CONTEÚDOS Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH II. ESCOLA  Ler histórias sobre regras de conduta na escola com entoação, pausa e ritmo adequados;  Responder a questionários orais e escritos sobre textos;  Indicar o assunto principal de uma história lida;  Identificar as personagens da história;  Escrever cópias e ditados de frases e textos, com uma boa caligrafia e respeitando as regras de acentuação e pontuação;  Escrever pequenas composições (4 a 6 frases);  Indicar algumas regras de conduta na escola;  Dar exemplos de manifestação de ajuda mútua e solidariedade entre os membros da sua família;  Usar palavras da mesma família de escola em diferentes situações;  Identificar palavras com significados contrários;  Construir frases aplicando as regras de pontuação (ponto, ponto de interrogação e o de exclamação);  Usar a letra maiúscula obedecendo regras. Textos Narrativos - O assunto principal do texto - Personagens  Cópia  Ditado  Redacção Tema transversal: Regras de conduta na escola: Ajuda mútua/solidariedade/ respeito/assiduidade, pontualidade. Funcionamento da Língua  Antonímia  Sinais de pontuação (ponto final de interrogação e de exclamação)  Uso da letra maiúscula: - Início das frases - Depois de um ponto - Nos nomes próprios  Lê e escreve textos narrativos sobre regras de conduta na escola, com boa caligrafia e respeitando as regras de acentuação e pontuação.  Expressa-se, oralmente, com correcção, usando a antonímia e letras maiúsculas. 57 tempos
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    39 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECIFICOS O alunodeve se capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH II. ESCOLA  Ler relatos em voz alta e com articulação e entoação correctas;  Interpretar relatos lidos;  Relatar, oralmente, factos acontecidos ou vividos, usando formas verbais no pretérito perfeito;  Escrever cópias e ditados de frases e textos, com uma boa caligrafia e respeitando as regras de acentuação e pontuação;  Escrever pequenos relatos (4 a 6 frases) dedicados à escola ou aos professores;  Construir, oralmente e por escrito, frases interrogativas.  Cantar uma canção relacionada com a escola.  Relato de acontecimentos  Elementos a considerar na produção de relatos: - O quê? - Quem? - Onde? - Quando?  Cópia  Ditado  Redacção  Tema transversal: datas festivas e comemorativas Funcionamento da Língua:  Frase interrogativa Introdutores interrogativos - Que...? - O que...? - O que é que...? - Quem...? - Qual...? - Como é que...?  Lê e escreve relatos sobre datas festivas e comemorativas, com boa caligrafia e respeitando as regras de acentuação e pontuação;  Expressa-se, oralmente, com correcção, usando introdutores interrogativos. 32 tempos II. ESCOLA  Ler bilhetes com entoação e ritmo adequados;  Identificar o assunto principal do bilhete;  Identificar a estrutura do bilhete;  Escrever cópias e ditados de bilhetes, com uma boa caligrafia e respeitando as regras de acentuação e pontuação;  Escrever bilhetes respeitando a sua estrutura. Bilhetes  Assunto principal  Estrutura do bilhete  Cópia  Ditado  Redacção.  Lê e escreve bilhetes, com boa caligrafia e respeitando as regras de acentuação e pontuação. 39 tempos  Escrever frases e pequenos textos usando vocabulário relacionado com o tema escola;  Construir frases, oralmente e por escrito, Funcionamento da língua:  Vocabulário relacionado com o tema escola  Tempos verbais:  Verbo ir, estudar e escrever no:  Expressa-se, oralmente, com correcção, usando tempos verbais e preposições.
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    40 usando os verbos” ir”, “estudar” e “escrever” no presente, pretérito perfeito, e futuro do indicativo;  Construir frases, oralmente e por escrito, usando as preposições. - presente - passado (pretérito perfeito) - futuro Preposições (para, e, com) UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECIFICOS O aluno deve se capaz de: CONTEÚDOS Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH III. COMUNIDADE  Ler o texto do hino nacional com expressividade;  Copiar poemas com uma boa caligrafia, ortografia correcta e respeitando as regras de acentuação e pontuação;  Cantar o hino nacional;  Identificar o Presidente da República;  Escrever o nome do Presidente da República. Textos poéticos  Cópia  Ditado Temas transversais: símbolos nacionais: - Hino Nacional - Presidente da República.  Lê textos poéticos, com expressividade. 50 Tempos  Ler textos didácticos, em voz alta, com articulação e entoação correctas;  Responder a questionários orais e escritos sobre textos didácticos;  Identificar serviços sociais da sua comunidade;  Identificar profissões relacionadas com os serviços sociais;  Copiar textos didácticos com uma boa caligrafia, ortografia correcta e respeitando as regras de acentuação e pontuação;  Empregar, em contextos diversificados, palavras: - relacionadas com o tema comunidade; - da mesma família; - com sentidos contrários  Usar em frases orais o verbo “vir” no presente, pretérito perfeito do indicativo e futuro perifrástico. Textos didácticos  Os serviços sociais (escola, hospital/posto de saúde, posto policial, etc.);  Profissões  Cópia  Ditado  Redacção Tema Transversal: Regras de convivência comunitária Funcionamento da língua:  Vocabulário relacionado com o tema comunidade  Família de palavras;  Antonímia  Verbo “vir” no presente, pretérito perfeito do indicativo e futuro perifrástico.  Lê textos didácticos, com expressividade.  Expressa-se, oralmente, com correcção, usando família de palavras, antonímia e o verbo “vir” no presente, passado e futuro.
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    41 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECIFICOS O alunodeve se capaz de: CONTEÚDOS Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH III. COMUNIDADE  Ler convites, em voz alta, com articulação e entoação correctas;  Identifica a informação veiculada pelo convite;  Redigir convites;  Ilustra convites. Convite  Lê e escreve convites, com boa caligrafia e respeitando as regras de acentuação e pontuação. 14 tempos  Usar expressões para criticar atitudes negativas,elogiar atitudes positivas e pedir ajuda.  Expressões para criticar: - Fizeste/comportaste-te mal! - Não devias ter feito isso!  Expressões para elogiar: - Parabéns! - Fizeste/Comportaste-te bem!  Expressões para pedir ajuda - Socorro! - Ajuda-me. - Peço ajuda.  Expressa-se com cortesia, em situações de crítica, elogio e pedido de ajuda.  Escrever palavras em que: -"o" tenha valor de "u" -"e" tenha valor de "i"  Usar letras maiúsculas na elaboração de frases, obedecendo regras.  Ortografia: - O “o” com valor “u” - O “e” com valor de “i”  Uso da letra maiúscula  Escreve frases e textos, obedecendo regras ortográficas e de uso da letra maiúscula.
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    42 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECIFICOS O alunodeve se capaz de: CONTEÚDOS Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH IV. AMBIENTE  Ler, textos poéticos sobre os animais com expressividade;  Copiar poemas com uma boa caligrafia, ortografia correcta e respeitando as regras de acentuação e pontuação;  Recitar poemas;  Identificar os animais da sua comunidade;  Agrupar os animais de acordo com o meio em que vivem;  Relacionar os animais às suas crias (filhotes);  Usar os verbos “fazer” e “dar” no presente, pretérito perfeito e futuro (perifrástico).  Construir frases, com nomes próprios e comuns;  Cantar canção relacionada com os animais domésticos e selvagens. Textos poéticos  Cópia  Ditado Tema transversal: Animais domésticos e selvagens: Funcionamento da língua:  Verbos fazer e dar no presente, pretérito perfeito e futuro  Nomes: próprios e comuns  Lê textos poéticos, com expressividade.  Expressa-se, oralmente e por escrito, com correcção, usando os verbos “fazer” e “dar” no presente, passado e futuro, e nomes próprios e comuns. 50 tempos  Ler textos didácticos, em voz alta, com articulação e entoação correctas;  Interpretar o conteúdo do texto didáctico;  Copiar textos didácticos com uma boa caligrafia, ortografia correcta e respeitando as regras de acentuação e pontuação;  Identificar as plantas da sua comunidade;  Relacionar as árvores aos respectivos frutos;  Construir frases afirmativas e negativas, oralmente e por escrito. Textos didácticos  Cópia  Ditado Tema transversal: Plantas Funcionamento da Língua  Formas de frases: afirmativa e negativa  Lê textos didácticos, com articulação e entoação correctas;  Expressa-se, oralmente e por escrito, com correcção, diferentes formas de frase.
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    43 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECIFICOS O alunodeve se capaz de: CONTEÚDOS Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH IV. AMBIENTE  Usar expressões sobre o estado de tempo;  Usar o verbo” estar “ no presente, pretérito perfeito do indicativo e futuro (perifrástico).  Construir frases, oralmente e por escrito, usando pronomes indefinidos. Conversa directa  Expressões sobre o estado do tempo. - Está a chover. - Está quente. - Está frio. Funcionamento da língua:  Verbos estar no presente, passado e futuro  Pronomes indefinidos: - algum/alguma - alguém/ninguém - tudo/nada  Participa em um diálogo sobre o estado de tempo;  Expressa-se, oralmente e por escrito, com correcção, usando o verbo “estar” no presente, passado e futuro e pronomes indefinidos. 30 tempos  Ler, com expressividade, bandas desenhadas;  Ler, para apreciar, bandas desenhadas complementares;  Interpretar, oralmente e por escrito, bandas desenhadas;  Ordenar as imagens de uma BD, dando uma sequência lógica;  Preencher os balões de uma BD;  Elaborar uma BD;  Elaborar cartazes sobre prevenção de acidentes;  Empregar, em contextos diversificados, palavras: - relacionadas com o tema comunidade; - da mesma família; - com sentidos contrários - com sentidos semelhantes  Construir frases observando as regras de concordância dos elementos na frase, em género e número. Banda Desenhada (BD)  Redacção Tema transversal: Prevenção de acidentes Funcionamento da língua:  Vocabulário relacionado com o tema Ambiente  Família de palavras  Sinonímia  Antonímia  Concordância dos elementos na frase - Flexão dos nomes em género - Flexão dos nomes em número  Lê e elabora bandas desenhadas sobre prevenção de acidentes.  Expressa-se, oralmente e por escrito, com correcção, usando família de palavras, sinonímia, antonímia e concordância dos elementos na frase.
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    44 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECIFICOS O alunodeve se capaz de: CONTEÚDOS Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH V. CORPO HUMANO  Ler, com expressividade, textos narrativos;  Interpretar, oralmente e por escrito, textos narrativos;  Identificar os elementos da narrativa (autor, personagens, tempo e espaço);  Caracterizar fisicamente personagens;  Recontar histórias;  Escrever, com boa caligrafia, cópias e textos ditados, respeitando as regras de acentuação e pontuação;  Elaborar uma pequena composição (4 a 6 frases)  Dramatizar diálogos orais entre personagens;  Ler textos narrativos complementares e outros do seu interesse;  Identificar, em textos, acções e atitudes que demonstram respeito e solidariedade pelos indivíduos com necessidades especiais;  Empregar, em contextos diversificados, palavras: - relacionadas com o tema comunidade; - da mesma família; - com o mesmo sentido - com sentidos contrários  Usar o verbo “falar” e “comer” no presente, pretérito perfeito e futuro, em frases e textos.  Usar, na descrição, palavras e expressões que exprimem qualidades. Textos Narrativos Personagens - Características físicas das personagens  Cópia  Ditado  Reconto  Redacção  Dramatização Tema Transversal: respeito e solidariedade para com indivíduos com necessidades especiais. Funcionamento da lingua:  Vocabulário relacionado com o tema  Família de palavras  Sinonímia  Antonímia  Verbo “falar” e “comer” no presente, passado e futuro;  Noção de qualidade [Adjectivos].  Lê e escreve textos narrativos, com boa caligrafia e respeitando as regras de acentuação e pontuação.  Expressa-se, oralmente e por escrito, com correcção, usando família de palavras, sinonímia, antonímia e verbos “falar” e “comer” no presente, passado e futuro e adjectivos. 32 tempos
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    45 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECIFICOS O alunodeve se capaz de: CONTEÚDOS Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH VI. SAÚDE E HIGIENE  Ler textos didácticos, em voz alta, com articulação e entoação correctas;  Interpreta o conteúdo do texto;  Copiar textos didácticos com uma boa caligrafia, ortografia correcta e respeitando as regras de acentuação e pontuação;  Elaborar pequenas composições (4 a 6 frases);  Mencionar formas de prevenção e combate às doenças mais comuns ex: diarreias, malária, conjuntivite, etc.  Mencionar os cuidados a ter com produtos tóxicos, inflamáveis, medicamentos, insecticidas e objectos estranhos, cortantes e pirotécnicos.  Transformar frases afirmativas para negativas e vice-versa;  Construir frases com os verbos limpar e lavar no presente, pretérito perfeito do indicativo e no futuro perifrástico;  Construir frases, flexionando os adjectivos em género e número. Textos didácticos  Cópia  Ditado  Redacção  Tema transversal: Formas de prevenção de doenças  Prevenção de acidentes: (Cuidados a ter com produtos tóxicos inflamáveis (ex: petróleo); medicamentos e insecticidas; objectos estranhos (minas); objectos cortantes (ex: facas, lâminas); fogo, água quente; tomadas e fichas; objectos pirotécnicos (paixão) Funcionamento da língua  Formas de frases: afirmativas e negativas  Verbo limpar e lavar no presente, pretérito perfeito do indicativo e futuro perifrástico  Concordância do adjectivo em género e número  Lê textos didácticos, com articulação e entoação correctas;  Expressa-se, oralmente e por escrito, com correcção, usando diferentes formas de frase e os verbos “limpar” e “lavar” no presente, passado e futuro do indicativo, e adjectivos flexionados. 32 tempos
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    46 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECIFICOS O alunodeve se capaz de: CONTEÚDOS Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH VII. MEIOS DE TRANSPORTE E COMUNICAÇÃO  Ler textos didácticos, em voz alta, com articulação e entoação correctas;  Interpretar o conteúdo de textos didácticos;  Copiar textos didácticos com uma boa caligrafia, ortografia correcta, respeitando as regras de acentuação e pontuação;  Elaborar pequenas composições (4 a 6 frases);  Agrupar os meios de transporte de acordo com a via em que circulam;  Identificar os meios de transporte e vias de comunicação;  Construir frases usando advérbios de lugar. Textos didácticos  Cópia  Ditado  Redacção Tema transversal: Meios de transporte e vias de comunicação Funcionamento da Língua - Advérbios de lugar: aqui, ali, lá  Lê textos didácticos, com articulação e entoação correctas;  Expressa-se, oralmente e por escrito, com correcção, usando advérbios de lugar. 16 tempos  Interpretar o conteúdo de cartazes sobre regras de trânsito;  Indicar regras básicas de trânsito;  Descrever um percurso, indicando os pontos de referência;  Desenhar o trajecto de um percurso, indicando os pontos de referência;  Elaborar frases utilizando o verbo “andar “ no presente, pretérito perfeito e futuro perifrástico. Cartazes  Regras de trânsito  Descrição de trajectos Funcionamento da língua  Verbo “andar” no: - presente - pretérito perfeito - futuro perifrástico  Manifesta conhecimento das regras de transito. 16 tempos Currículo Nacional: 480 tempos Currículo Local: 128 tempos Total: 608 tempos
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    47 Programa de LínguaPortuguesa 4ªClasse
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    48 DISTRIBUIÇÃO DA CARGAHORÁRIA UNIDADE TEMÁTICA SEMANAS TEMPO I. FAMÍLIA 7 84 II. ESCOLA 6 72 III. COMUNIDADE 4 48 IV. AMBIENTE 4 48 V. CORPO HUMANO 1 12 VI. SAÚDE E HIGIENE 1 12 VII. MEIOS DE TRANSPORTE E COMUNICAÇÃO 4 48 VIII. COMUNICAÇÃO 1 12 IX. A NOSSA PROVÍNCIA 2 24 Sub-total 30 360 CURRÍCULO LOCAL (20%) 8 96 TOTAL 38 456
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    49 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECIFICOS O alunodeve se capaz de: CONTEÚDOS Habilidades: Ouvir e falar COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH I. FAMÍLIA  Produzir discursos orais com correcção;  Dramatizar situações de conversa directa em presença, com diferentes finalidades, usando os princípios de cortesia;  Elaborar frases, oralmente e por escrito, usando formas de tratamento adequadas. Conversa directa  Princípios de cortesia - ouvir os outros - esperar a sua vez - respeitar o tema -acrescentar informação pertinente Tema transversal: Normas de convivência entre os membros da família Funcionamento da Língua - Formas de tratamento  Expressa-se com cortesia, em ambiente familiar;  Usa correctamente as formas de tratamento no seu discurso oral e escrito;  Debate sobre as normas de convivência entre os membros de uma família. 3 tempos
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    50 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECIFICOS O alunodeve se capaz de: CONTEÚDOS Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH I. FAMÍLIA  Ler textos descritivos sobre a casa, em voz alta, com articulação e entoação correctas;  Interpretar textos descritivos;  Escrever cópias e ditados;  Descrever, por escrito, a sua casa e outras casas;  Descrever, oralmente, as regras de higiene de uma casa;  Construir casas típicas, em miniatura. Textos descritivos Vocabulário: - tipos de casa (alvenaria, pau-a-pique, madeira e zinco e caniço) - materiais de construção de casas - divisões da casa  Cópia  Ditado  Redacção Tema transversal: Normas de higiene da casa Lê e escreve textos descritivos. 23 tempos  Escrever frases (6 a 8), diariamente, sobre o que faz ao longo do dia;  Usar expressões, para indicar a frequência de acontecimentos, na produção do diário.  Construir frases com nomes comuns;  Elaborar frases flexionando os nomes comuns em género e número;  Construir frases, usando adjectivos. Diário  Cópia  Ditado  Redacção  Expressões relacionadas com a frequência dos acontecimentos: sempre, às vezes, todos os dias/diariamente; todas as semanas Funcionamento da Língua Nomes: - Nomes comuns - Flexão dos nomes comuns em género e número - Adjectivos qualificativos Escreve um diário.
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    51 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECIFICOS O alunodeve se capaz de: CONTEÚDOS Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH I.FAMÍLIA  Ler, com expressividade, histórias e fábulas em que se valorizam a honestidade, amabilidade e simplicidade;  Ler textos narrativos complementares e outros do seu interesse;  Interpretar, oralmente e por escrito, textos narrativos; sobre honestidade, amabilidade e simplicidade;  Identificar os elementos da narrativa (autor, personagens, espaço e tempo);  Escrever cópias e textos ditados, com boa caligrafia, respeitando as regras de acentuação e pontuação;  Escrever histórias (de 4 a 6 frases), com uma boa caligrafia, sequência lógica, ortografia correcta e respeitando as regras de acentuação e pontuação;  Ilustrar histórias.  Elaborar frases usando palavras sinónimas e antónimas;  Construir frases usando nomes próprios;  Flexionar, em género, os nomes terminados em ão;  Construir frases usando nomes terminados em ão;  Identificar o verbo numa frase; Textos Narrativos: Histórias e fábulas - Elementos da narrativa: Autor Personagens – principais e secundárias Espaço e Tempo da ocorrência da acção - Moral da história  Cópia  Ditado  Redacção Tema transversal: honestidade, amabilidade e simplicidade Funcionamento da língua Sinonímia e antonímia  Nomes - Nomes próprios - Flexão em género dos nomes terminados em ão  O verbo - O modo indicativo Lê e escreve textos narrativos. Analisa os elementos Primários da Narrativa. Reflecte sobre a flexão, em género, dos nomes terminados em ão. Constrói frases usando verbos no modo indicativo. 24 tempos
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    52 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECIFICOS O alunodeve se capaz de: CONTEÚDOS Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH I.FAMÍLIA  Ler textos normativos, em voz alta, com articulação e entoação correctas;  Identificar em textos os seus direitos a nível da família.  Construir frases usando artigos definidos;  Flexionar os artigos definidos em género e número;  Construir frases com nomes abstractos; Textos Normativos Tema Transversal: Direitos da Criança a nível da família Funcionamento da Língua • Determinantes - Artigos definidos (o, a, os, as)  Nomes abstractos Lê textos normativos. Reflecte sobre o uso de determinantes, nomes abstractos e pronomes pessoais formas de sujeito. 34 tempos  Lê mensagens curtas;  Interpreta mensagens curtas;  Escreve mensagens curtas com ortografia correcta, respeitando as normas de acentuação e pontuação. Mensagens curtas (formais e informais): bilhete postal, recados, SMS  Redacção  Ler cartas familiares, em voz alta, com articulação e entoação correctas;  Interpretar o conteúdo da carta;  Identificar a estrutura da carta;  Copiar cartas, com uma boa caligrafia e respeitando a sua estrutura;  Escrever cartas familiares com uma boa caligrafia, sequência lógica, ortografia correcta e respeitando as regras de acentuação e pontuação;  Escrever, cópias e textos ditados, com boa caligrafia, respeitando as regras de acentuação e pontuação;  Distinguir artigos definidos dos indefinidos;  Construir frases e textos usando pronomes pessoais e artigos indefinidos. Carta familiar - Estrutura da carta: . cabeçalho . corpo da carta .desfecho  Cópia  Ditado  Redacção Funcionamento da língua - Pronomes pessoais, formas de sujeito  Determinantes - Artigos indefinidos (um, uma, uns, umas) Lê e escreve cartas familiares.
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    53 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECIFICOS O alunodeve se capaz de: CONTEÚDOS Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH II. ESCOLA  Construir frases, usando formas apropriadas para cumprimentar e saudar;  Dramatizar situações de saudação;  Desenhar a sua escola. Formas de tratamento nos cumprimentos e saudações: Tu e você. - Bom dia, senhor (a) professor (a)! - Como está? - Olá, João! - Como estás? - Bom dia, avô (ó)! - Como está? Estabelece contacto social com cortesia e respeito. 23 tempos  Interpretar o conteúdo da entrevista;  Identificar a estrutura da entrevista;  Fazer a leitura dialogada de entrevistas, com articulação e entoação correctas;  Elaborar o guião de entrevista para levantamento de dados sobre a história da escola;  Entrevistar professores e a comunidade para reconstituição da história da escola;  Elaborar um texto sobre a história da escola com os dados obtidos na entrevista. Entrevista  Organização do texto - Título - Tópicos - Introdução - Apresentação do entrevistado - Apresentação do assunto - Perguntas do entrevistador - Respostas do entrevistado - Conclusão.  Lê e interpreta uma entrevista;  Organiza a entrevista;  Desenvolve tópicos de uma entrevista;  Realiza entrevista;  Sistematiza e interpreta oralmente e por escrito os resultados da entrevista.  Elaborar frases, oralmente e por escrito, usando palavras sinónimas e antónimas relacionadas com a escola;  Construir frases interrogativas;  Distinguir frases no discurso directo e indirecto;  Construir frases no discurso directo e indirecto. Funcionamento da Língua - Sinonímia e antonímia - Tipo de frase: interrogativa - Discurso directo e indirecto Reflecte sobre o uso da interrogativa e do discurso directo e indirecto.  Interpretar avisos de âmbito escolar;  Identificar a estrutura do aviso;  Redigir avisos relacionados com a escola;  Construir, oralmente e por escrito, frases simples;  Identificar, em frases, os grupos nominal e verbal. Aviso - Estrutura do aviso Funcionamento da língua • A frase simples - Constituintes da frase: Grupo Nominal e Grupo Verbal  Lê e interpreta avisos.  Escreve avisos;  Reflecte sobre os constituintes imediatos da frase.
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    54 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECIFICOS O alunodeve se capaz de: CONTEÚDOS Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH II. ESCOLA  Ler obras de literatura infantil e textos da tradição popular;  Ler, com expressividade, narrativas diversas;  Identificar no texto os elementos da narrativa (autor, personagens, espaço e tempo);  Interpretar, oralmente e por escrito, textos narrativos cuja moral da história valorizam o respeito mútuo entre colegas e a resolução não violenta de conflitos;  Recontar histórias lidas ou ouvidas, distinguindo introdução, desenvolvimento e conclusão;  Escrever textos narrativos da sua autoria, com boa caligrafia, ortografia correcta e respeitando as regras de acentuação e pontuação;  Copiar textos narrativos com boa caligrafia, ortografia correcta e respeitando as regras de acentuação e pontuação.  Construir frases usando adjectivos flexionados em género e número;  Identificar a função sintáctica dos elementos essenciais da frase (sujeito e predicado). Textos Narrativos Elementos da Narrativa Autor Personagens – principais e secundárias Espaço e Tempo da ocorrência da acção - Moral da história  Cópia  Ditado  Redacção Temas transversais: Normas de convivência escolar (Respeito mútuo entre colegas; Resolução não violenta de conflitos) Funcionamento da Língua - Adjectivos: flexão em género e número - Função sintáctica dos elementos essenciais da frase: sujeito e predicado Lê e escreve textos narrativos. Analisa os elementos Primários da Narrativa. Reflecte sobre a flexão do adjectivo, em número e género, e a função sintáctica do sujeito e predicado. 24 tempos
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    55 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECIFICOS O alunodeve se capaz de: CONTEÚDOS Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH II. ESCOLA  Ler instruções várias;  Interpretar, oralmente e por escrito, as instruções lidas;  Seguir um percurso, obedecendo instruções orais ou escritas;  Elaborar instruções orais sobre um percurso;  Usar expressões de cortesia para: - Sugerir um passeio, festa, brincadeira, etc.; - Aceitar ou recusar uma sugestão; - Propor ideias, actividades ou outros aspectos;  Construir frases, oralmente e por escrito, usando o modo verbal imperativo;  Elaborar frases, usando preposições e pronomes demonstrativos, para indicar a localização espácio-temporal de factos, lugares, seres e objectos. Instruções  Vocabulário: - vai sempre em frente - vira à esquerda - vira à direita  Expressões para dar sugestões: - Vamos passear? - Gostarias de estudar comigo?  Expressões para aceitar ou recusar sugestões: - Sim, vamos. - Sim, gostaria. - Desculpa, agora não posso.  Expressões para propor ideias, actividades ou outros aspectos: - Que tal jogarmos cabra-cega? - Eu tenho outra ideia: jogarmos polícia e ladrão!l Funcionamento da Língua - Modo verbal imperativo - Preposições (a, até, com, em, entre, de, desde, para) - Pronomes demonstrativos Lê e segue instruções. Expressa-se, com cortesia e correcção, para propor, aceitar, ou recusar, ideias. Reflecte sobre o uso do modo verbal imperativo, preposições e pronomes demonstrativos. 25 tempos
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    56 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECIFICOS O alunodeve se capaz de: CONTEÚDOS Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH III. COMUNIDADE  Ler obras de literatura infantil e textos da tradição popular;  Interpretar, oralmente e por escrito, textos narrativos sobre d atas festivas e comemorativas, lidos e ouvidos;  Escrever, cópias, ditados e textos narrativos da sua autoria, com uma boa caligrafia, ortografia correcta e respeitando as regras de acentuação e pontuação;  Fazer desenhos e postais sobre datas festivas e comemorativas. Descrição de espaços e ambientes  - Instituições públicas da sua comunidade (Hospital, Esquadra da Polícia, Escola, etc.) - Vocabulário sobre profissões (enfermeiro, médico, polícia, professor, carpinteiro, pescador, etc.)  Cópia  Ditado  Redacção Lê e escreve textos descritivos sobre instituições públicas e profissões. Expressa-se, oralmente e por escrito, com correcção, usando vocabulário relativo aos serviços e profissões públicas. 48 tempos  Construir frases, usando preposições e contracções. Textos Narrativos (Literatura infantil e da tradição popular) Elementos da Narrativa: Autor Personagens – principais e secundárias Espaço e Tempo da ocorrência da acção - Moral da história  Cópia  Ditado  Redacção Tema transversal: Datas festivas e comemorativas. Lê e escreve, com correcção, textos narrativos. Analisa os elementos Primários da Narrativa. Expressa-se, por escrito e com correcção, usando preposições e contracções.  Ler poemas, com entoação e ritmo adequados;  Ler textos poéticos complementares e outros do seu interesse;  Interpretar, oralmente e por escrito, textos poéticos relacionados com os símbolos nacionais, Funcionamento da Língua - Preposições: durante, por, perante, sob, sobre, trás) - Contracção de preposições (no, na, nos, nas, pelo, pela, pelos, pelas) Reflecte sobre o uso das preposições e contracções.
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    57  Identificar ascores e o significado da bandeira nacional e o significado das componentes do emblema;  Desenhar a Bandeira Nacional e o Emblema da República de Moçambique;  Copiar poemas com uma boa caligrafia, ortografia correcta e respeitando as regras de acentuação e pontuação;  Escrever pequenos versos exaltando os símbolos nacionais;  Cantar o hino nacional.  Elaborar frases usando palavras sinónimas e antónimas;  Construir frases, oralmente e por escrito, usando verbos irregulares. Textos Poéticos  Cópia  Ditado  Redacção Tema transversal: os símbolos nacionais: bandeira (cores e significado); o emblema (significado das componentes) Funcionamento da língua - Sinonímia e antonímia - Verbos irregulares (ser, estar, dar, ter, ler) Reflecte sobre o sentido das palavras e uso de verbos irregulares
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    58 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECIFICOS O alunodeve se capaz de: CONTEÚDOS Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH IV. AMBIENTE  Ler com expressividade textos narrativos, com articulação, entoação e ritmo adequados;  Ler textos narrativos complementares;  Interpretar, oralmente e por escrito, textos narrativos;  Identificar, no texto, os elementos da narrativa (narrador, personagens e acções);  Formular opinião sobre a atitude de algumas personagens do texto em estudo;  Escrever cópias e ditados de textos narrativos com uma boa caligrafia, ortografia correcta e respeitando as regras de acentuação e pontuação;  Escrever pequenos textos, descrevendo animais que conhece;  Associar onomatopeias às vozes de animais;  Modelar animais domésticos e selvagens;  Emitir diferentes vozes de animais.  Construir frases usando nomes colectivos;  Construir frases usando advérbios de lugar;  Expandir frases, acrescentando ao grupo verbal, advérbios de lugar. Textos Narrativos  Elementos da narrativa: - o narrador: participante e não participante - as personagens: principais e secundárias - as acções.  Cópia  Ditado  Redacção - Os sinais de pontuação (revisão) - Onomatopeias Tema transversal - Os animais e sua importância (animais domésticos e selvagens) Funcionamento da língua - Nomes colectivos - Advérbios de lugar (perto, longe, onde, aonde) - Expansão do grupo verbal (GV) com advérbios de lugar Lê e escreve textos narrativos. Analisa os elementos do texto narrativo. Reflecte sobre o uso de nomes colectivos, advérbios de lugar e expansão do grupo verbal. 24 tempos
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    59 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECIFICOS O alunodeve se capaz de: CONTEÚDOS Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH IV. AMBIENTE  Ler poemas, com entoação e ritmo adequados;  Ler textos poéticos complementares e outros do seu interesse;  Interpretar, oralmente e por escrito, textos poéticos, identificando a importância das plantas;  Identificar nos poemas versos e rimas;  Decalcar/estampar/imprimir partes das plantas;  Copiar poemas com uma boa caligrafia, ortografia correcta e respeitando as regras de acentuação e pontuação. Textos Poéticos - Versos - Rima  Cópia  Ditado Tema transversal: - As Plantas e sua importância Lê textos poéticos. 24 tempos  Ler textos didácticos, em voz alta, com articulação e entoação correctas;  Interpretar o conteúdo do texto; Textos didácticos Tema transversal: Formas de conservação e tratamento da água Lê textos didácticos. Descreve, por palavras suas, as formas de conservação e tratamento da água.  Elaborar frases orais e escritas usando palavras sinónimas e antónimas relacionadas com o tema ambiente;  Organizar famílias de palavras relacionadas com o tema;  Construir frases e textos, usando os tempos verbais no presente, pretérito perfeito e futuro do indicativo. Funcionamento da língua - Sinonímia e antonímia - Família de palavras  Tempos verbais: - presente - pretérito perfeito - futuro do indicativo Reflecte sobre o sentido das palavras. Expressa-se, com correcção, usando famílias de palavras e tempos verbais do presente, pretérito perfeito e futuro do indicativo. Reflecte sobre o uso de famílias de palavras e tempos verbais do presente, pretérito perfeito e futuro do indicativo.
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    60 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECIFICOS O alunodeve se capaz de: CONTEÚDOS Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH V. CORPO HUMANO  Ler textos didácticos, em voz alta, com articulação e entoação correctas;  Interpretar o conteúdo do texto;  Escrever cópias e ditados de textos didácticos com uma boa caligrafia, ortografia correcta e respeitando as regras de acentuação e pontuação;  Usar em frases e textos, vocabulário relacionado com o vestuário;  Desenhar peças de vestuário;  Construir, oralmente e por escrito, frases simples;  Identificar em frases os grupos nominal e verbal. Textos didácticos Tema transversal: Higiene e conservação do vestuário Funcionamento da língua • A frase simples - constituintes da frase: Grupo Nominal e Grupo Verbal Lê textos didácticos. Descreve, por palavras suas, as formas de higine e conservação do vestuário. Reflecte sobre os constituintes imediatos da frase simples. 12 tempos VI. SAÚDE E HIGIENE  Ler cartazes, em voz alta, com articulação e entoação correctas;  Interpretar o conteúdo dos cartazes;  Desenhar diferentes tipos de alimentos. Cartazes Tema transversal: Cuidados a ter com os alimentos Lê textos didácticos. Explica, por palavras suas, os cuidados a ter com os alimentos. 12 tempos  Organizar famílias de palavras relacionadas com saúde e higiene;  Construir frases, oralmente e por escrito, usando os pronomes possessivos;  Elaborar frases orais e escritas flexionando os pronomes possessivos em género e número. Funcionamento da língua  Família de palavras  Pronomes possessivos (meu, teu, seu, nosso, vosso, seus, dele, minha, tua, sua, nossa, vossa, suas, dela)  Flexão dos pronomes possessivos, em género e número. Reflecte sobre o uso dos pronomes possessivos e sua flexão em género e número. Expressa-se, com correcção, usando pronomes possessivos.
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    61 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECIFICOS O alunodeve se capaz de: CONTEÚDOS Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH VII. MEIOS DE TRANSPORTE E COMUNICAÇÃO  Ler, com expressividade, textos narrativos, com articulação, entoação e ritmo adequados;  Ler textos narrativos complementares e outros do seu interesse;  Interpretar, oralmente e por escrito, textos narrativos sobre transporte terrestre, aéreo e marítimo;  Identificar no texto os elementos da narrativa (autor, personagens, espaço, tempo e as acções);  Escrever cópias, ditados de textos narrativos com uma boa caligrafia, ortografia correcta e respeitando as regras de acentuação e pontuação;  Identificar os meios de transporte da sua comunidade;  Construir meios de transporte em miniatura. Textos Narrativos  Elementos da narrativa: - o autor - o narrador: participante e não participante; - as personagens: principais e secundárias; - o espaço; - o tempo; - as acções. Vocabulário: - Tipos de transporte (terrestre, marrítimo e aéreo)  Cópia  Ditado  Redacção Tema transversal: Importância dos Meios de Transporte Lê e escreve textos narrativos. Analisa os elementos do texto narrativo. 48 tempos  Associar onomatopeias aos meios de transporte;  Organizar famílias de palavras relacionadas com o tema;  Construir frases, usando advérbios de tempo;  Expandir frases, acrescentando advérbios de tempo. Funcionamento da Língua: - Onomatopeias - Família de palavras -Advérbios de tempo (cedo, tarde, logo, sempre, quando) - Expansão de frases com advérbios de tempo Reflecte sobre o uso de onomatopeias, famílias de palavras, advérbios de tempo e expansão de frases com advérbios de tempo. Expressa-se, com correcção, usando famílias de palavras, advérbios de tempo.  Ler textos descritivos, em voz alta, com articulação e entoação correctas;  Interpreta o conteúdo do texto;  Descrever, por palavras suas, as regras e sinais de trânsito;  Desenhar alguns sinais de trânsito. Textos descritivos Tema Transversal: Regras e Sinais de Trânsito Lê textos descritivos. Analisa, de forma crítica, o comportamento dos usuários das vias públicas.
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    62 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECIFICOS O alunodeve se capaz de: CONTEÚDOS Habilidades: Ouvir, falar, ler e escrever COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH VIII. COMUNICAÇÃO  Ler textos didácticos, em voz alta, com articulação e entoação correctas;  Interpretar o conteúdo do texto;  Explicar por palavras suas, a importância dos meios de comunicação que conhece;  Copiar textos didácticos, com uma boa caligrafia, ortografia correcta e respeitando as regras de acentuação e pontuação;  Desenhar e legendar meios de comunicação;  Construir objectos que representam os meios de comunicação.  Escrever pequenos textos didácticos sobre os objectos representativos dos meios de comunicação criados pelos alunos. extos didácticos  - Os meios de comunicação: carta, postal, telefones (fixo e móvel), rádio, jornal, televisão, etc. - A importância dos meios de comunicação  Cópia  Ditado Lê e escreve, com correcção, pequenos textos didácticos. 12 tempos Ler textos de comunicação familiar (cartas e postais);  Interpretar cartas e postais, identificando o emissor, o receptor e o assunto;  Copiar cartas e postais com uma boa caligrafia, ortografia correcta e respeitando as regras de acentuação e pontuação;  Escrever cartas e postais a familiares e amigos;  Fazer postais. Textos de comunicação familiar Carta Postal  Cópia  Ditado  Redacção  Lê e escreve textos de comunicação familiar.  Construir frases, oralmente e por escrito, usando os advérbios de modo;  Expandir frases, acrescentando advérbios de tempo. Funcionamento da língua - Advérbios de modo - Expansão de frases com advérbios de tempo Reflecte sobre o uso de advérbios de tempo e expansão de frases com advérbios de tempo. Expressa-se, com correcção, usando advérbios de tempo.
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    63 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECIFICOS CONTEÚDOS Habilidades:Ouvir, falar, ler e escrever COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH IX. A NOSSA PROVÍNCIA  Localizar a Província;  Construir frases, usando vocabulário relacionado com a Província;  Ler poemas, com entoação e ritmo adequados;  Interpretar, oralmente e por escrito, textos poéticos;  Identificar nos poemas versos, estrofes e rimas;  Copiar poemas, com uma boa caligrafia, ortografia correcta e respeitando as regras de acentuação e pontuação;  Escrever pequenos poemas sobre a sua província (1 a 2 estrofes);  Fazer desenhos sobre as riquezas da sua província. Localização da Província no Mapa Poemas - Estrutura: - Verso - Estrofe - Rima  Cópia  Ditado  Redacção Tema transversal: As Riquezas da Província Lê com expressividade e escreve pequenos poemas. Identifica a estrutura de um poema. 24 tempos  Ler, com expressividade, textos narrativos;  Ler textos narrativos complementares e outros do seu interesse;  Interpretar, oralmente e por escrito, textos narrativos e poéticos, identificando aspectos da vida no tempo colonial;  Identificar no texto os elementos da narrativa (autor, personagens, espaço, tempo e as acções);  Identificar no poema versos, estrofes e rimas;  Escrever cópias e ditados de textos narrativos e poéticos, com uma boa caligrafia, ortografia correcta e respeitando as regras de acentuação e pontuação. Textos narrativos  Elementos da narrativa: - o autor - as personagens - o espaço - o tempo - as acções. Textos poéticos Estrutura: - Verso - Estrofe - Rima  Tema transversal - A vida no tempo colonial Lê e escreve textos narrativos. Analisa os elementos do texto narrativo.  Construir frases, usando advérbios de negação. Funcionamento da língua - Advérbios de negação Reflecte sobre o uso dos advérbios de negação. Expressa-se, com correcção, usando advérbios de negação. Currículo Nacional: 360 tempos Currículo Local: 96 tempos Total: 456 tempos
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    64 Programa de LínguaPortuguesa 5ªClasse
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    65 DISTRIBUIÇÃO DA CARGAHORÁRIA UNIDADE TEMÁTICA SEMANAS TEMPO I. FAMÍLIA 5 50 II. ESCOLA 4 40 III. COMUNIDADE 2 20 IV. AMBIENTE 4 40 V. CORPO HUMANO 2 20 VI. SAÚDE E HIGIENE 3 30 VII. MEIOS DE TRANSPORTE E COMUNICAÇÃO 4 40 VIII. A NOSSA PROVÍNCIA 2 20 IX. O NOSSO PAÍS 4 40 Sub-total 30 300 CURRÍCULO LOCAL (20%) 8 80 TOTAL 38 380
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    66 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECIFICOS O alunodeve se capaz de: CONTEÚDOS Habilidades: ouvir, falar, ler e escrever COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH I. FAMÍLIA  Produzir um discurso oral com correcção;  Dramatizar situações de conversa telefónica, com diferentes finalidades, usando linguagem característica de discurso oral, os princípios de cortesia e formas de tratamento adequadas;  Indicar os seus direitos e de outros membros da família;  Desenhar os membros da sua família. Conversa directa: telefonema  Tipo de linguagem: - discurso directo - formas características da linguagem oral - interjeições  Princípios de cortesia: - ouvir os outros; - esperar a sua vez; - respeitar o tema; - acrescentar informação pertinente; Tema transversal: Direitos e deveres dos membros da família  Expressa-se com cortesia em ambiente familiar. 20 tempos  Construir frases, usando palavras sinónimas;  Flexionar nomes em género e número. Funcionamento da língua  Sinonímia  Flexão dos nomes em género e número (sistematização)  Expressa-se, oralmente e por escrito, com correcção, usando a sinonímia e flexionando os nomes .
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    67 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECIFICOS O alunodeve se capaz de: CONTEÚDOS Habilidades: ler e escrever COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH I. FAMÍLIA  Escrever diariamente um texto (8 a 10 frases) sobre o que faz ao longo do dia.  Usar advérbios de tempo na produção de diários. Diário Funcionamento da língua - Advérbios de tempo - (ontem, hoje, amanhã, quando, logo, antes, agora, depois, cedo, tarde, mais logo)  Lê e escreve diários, com boa caligrafia, ortografia correcta e respeitando as regras de acentuação e pontuação. 30 tempos  Ler, com expressividade, histórias sobre regras e valores da família;  Interpretar histórias, oralmente e por escrito;  Identificar os elementos da narrativa e a moral de histórias;  Recontar histórias, oralmente e por escrito;  Escrever uma história (8 a 12 frases), com sequência lógica e boa caligrafia;  Ilustrar histórias;  Identificar os graus dos nomes;  Produzir frases usando aumentativos e diminutivos;  Pontuar adequadamente as frases;  Identificar em textos, períodos e parágrafos; Texto narrativo: Histórias -Elementos da narrativa (autor, personagem, espaço, tempo e acção) - Moral da história. Tema transversal: Normas de convivência familiar Funcionamento da língua  Graus dos nomes: aumentativo e diminutivo (sistematização)  Sinais de pontuação  Períodos e parágrafos  Lê com expressividade e escreve textos narrativos sobre normas de convivência familiar, com boa caligrafia, ortografia correcta e respeitando as regras de acentuação e pontuação.
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    68 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECIFICOS O alunodeve se capaz de: CONTEÚDOS Habilidades: Ouvir, Falar e Escrever COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH II. ESCOLA  Ler textos didácticos, em voz alta, com articulação e entoação correctas;  Interpretar textos didácticos;  Participar em debates sobre a importância da escola;  Desenhar a escola ou alguns espaços da escola.  Textos Didácticos  Debate Tema transversal: A escola e sua importância  Lê textos didácticos sobre a escola e sua importância, com articulação e entoação correctas;  Defende os seus pontos de vista em situação de debate. 25 tempos  Usar expressões para criticar e dar sugestões.  Expressões para criticar: - não fizeste bem - não devias ter feito assim  Expressões para dar sugestões: - Acho que devias fazer desta forma. - Poderias fazer assim.  Expressa-se com cortesia em situação de crítica e sugestão.  Indicar os constituintes imediatos da frase;  Identificar o verbo como predicado da frase;  Identificar os complementos directo, indirecto e circunstanciais como elementos do GV. Funcionamento da Língua Constituintes da frase  Grupo nominal e grupo verbal (sistematização)  Função sintáctica dos elementos do grupo verbal (GV): predicado, complementos directo e indirecto.  Reflecte sobre os constituintes da frase.
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    69 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECIFICOS O alunodeve se capaz de: CONTEÚDOS Habilidades: Ouvir, Falar e Escrever COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH II. ESCOLA  Ler relatos em voz alta e com articulação e entoação correctas;  Interpretar relatos lidos e ouvidos;  Relatar, oralmente, factos ouvidos, vistos ou vividos usando formas verbais no passado;  Escrever cópias e ditados de frases e textos, com uma boa caligrafia e respeitando as regras de acentuação e pontuação;  Escrever relatos (7 a 8 frases) sobre a escola ou os professores.  Aplicar os sinais de pontuação em relatos que produz; Relato de acontecimentos  Elementos a considerar na produção de relatos: - O quê/quem? - Onde? - Quando? - Como?  Cópia  Ditado  Redacção  Lê com articulação e entoação correctas e escreve pequenos relatos, com boa caligrafia, ortografia correcta e respeitando as regras de acentuação e pontuação. 15 tempos  Distinguir os tempos verbais entre si;  Utilizar os diferentes tempos verbais em frases/textos;  Passar frases do presente para o futuro ou passado e vice-versa. Funcionamento da Língua  Tempos verbais: - presente e futuro do indicativo; - passado (pretérito perfeito, imperfeito e mais que perfeito do indicativo).  Expressa-se, oralmente e por escrito, com correcção, usando diferentes tempos verbais. III. COMUNIDADE  Ler entrevistas sobre manifestações culturais;  Interpretar entrevistas sobre manifestações culturais;  Elaborar guiões de entrevistas sobre manifestações culturais da sua comunidade;  Fazer entrevista para obtenção de informação sobre as manifestações culturais da sua comunidade;  Fazer desenhos sobre manifestações culturais da sua comunidade.  Entrevista  Redacção Tema transversal: Manifestações culturais da comunidade (danças, canções, jogos, pratos típicos, etc.)  Lê entrevistas sobre manifestações culturais, e elabora guiões de entrevista, com boa caligrafia, ortografia correcta e respeitando as regras de acentuação e pontuação. 20 tempos  Construir frases, usando, gradualmente os complementos circunstanciais de lugar, de tempo, de modo e de companhia);  Identificar marcas do discurso directo e indirecto em textos orais e escritos;  Construir frases no discurso directo e indirecto;  Passar frases do discurso directo para o indirecto e vice-versa. Funcionamento da língua  Expansão da frase: complementos circunstancial de lugar, de tempo, de modo e de companhia.  Discurso directo e indirecto  Expressa-se, oralmente e por escrito, com correcção, expandindo frases e usando o discurso directo e indirecto.  Reflecte sobre o discurso directo e indirecto.
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    70 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECIFICOS O alunodeve se capaz de: CONTEÚDOS Habilidades: Ouvir, Falar e Escrever COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH IV. AMBIENTE  Ler textos narrativos complementares e outros do seu interesse;  Interpretar, oralmente e por escrito, textos narrativos;  Identificar os elementos da narrativa (autor, personagens, tempo e espaço);  Escrever, com boa caligrafia, cópias e textos ditados, respeitando as regras de acentuação e pontuação;  Ler esquemas do processo de transformação de matérias primas em produtos acabados;  Interpretar esquemas do processo de transformação de matérias primas em produtos acabados;  Descrever o processo de produção de transformação de matérias primas em produtos acabados;  Elaborar esquemas do processo de transformação de matérias primas em produtos acabados;  Discutir formas de preservação do ambiente em que vive;  Elaborar pequenas composições (4 a 6 frases)  Elaborar cartazes com dizeres que apelam para atitudes positivas em relação à preservação do ambiente.  Fazer tecelagem com fibras naturais ou artificiais;  Usar artigos definidos e indefinidos em textos e frases que produz;  Distinguir os adjectivos uniformes dos biformes;  Usar adjectivos uniformes e biformes em frases;  Produzir frases aplicando os graus normais e comparativo dos adjectivos. Textos Narrativos: Histórias - O assunto principal do texto - Autor - Personagens - Localização da acção no tempo e no espaço - Moral da história  Cópia  Ditado  Esquema  Debate  Redacção Tema transversal: Preservação do ambiente Funcionamento da língua  Artigos definidos e indefinidos  Adjectivos - Flexão em género/número/grau  Lê com expressividade e escreve textos narrativos sobre preservação do ambiente, com boa caligrafia, ortografia correcta e respeitando as regras de acentuação e pontuação.  Expressa-se, oralmente e por escrito, com correcção, usando artigos e flexionando adjectivos;  Reflecte sobre adjectivos uniformes e biformes. 40 tempos
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    71 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECIFICOS O alunodeve se capaz de: CONTEÚDOS Habilidades: Ouvir, Falar e Escrever COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH V. CORPO HUMANO  Ler textos descritivos em voz alta, com articulação e entoação correctas;  Interpretar textos lidos;  Escrever cópias e ditados de textos, com uma boa caligrafia e respeitando as regras de acentuação e pontuação;  Mencionar as regras de higiene corporal;  Elaborar cartazes sobre regras de higiene corporal;  Enumerar as formas de prevenção de doenças;  Usar adjectivos adequados para fazer a descrição física e psicológica das pessoas;  Escrever textos/frases, usando preposições;  Identificar contracções e preposições em textos diversos.  Descrição Tema transversal: Regras de higiene corporal Funcionamento da língua  Adjectivos  Preposições (após, sob, perante, contra)  Contracções (à, às, ao, aos).  Lê textos descritivos e elabora cartazes sobre regras de higiene corporal, com boa caligrafia, ortografia correcta e respeitando as regras de acentuação e pontuação.  Expressa-se, oralmente e por escrito, com correcção, usando adjectivos, preposições e contracções. 20 tempos
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    72 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECIFICOS O alunodeve se capaz de: CONTEÚDOS Habilidades: Ouvir, Falar e Escrever COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH VI. SAÚDE E HIGIENE  Ler textos didácticos, em voz alta e com articulação e entoação correctas;  Interpretar textos lidos;  Descrever, oralmente, formas de prevenção de doenças;  Escrever cópias e ditados de textos, com uma boa caligrafia e respeitando as regras de acentuação e pontuação;  Explicar as formas de transmissão e prevenção do HIV e SIDA;  Indicar atitudes positivas em relação às pessoas doentes, em particular os portadores de HIV e SIDA;  Relatar factos ou experiências pessoais ou acontecimentos relacionados com uma doença de que tenha padecido e forma de tratamento;  Elaborar cartazes sobre formas de prevenção de doenças;  Distinguir a frase declarativa da exclamativa;  Usar frases declarativas e exclamativas em textos;  Usar pronomes demonstrativos invariáveis, em frases orais e escritas.  Textos didácticos Tema transversal: Prevenção de doenças  Cópia  Ditado  Relato  Cartazes Funcionamento da Língua  Tipos de frases: declarativo e exclamativo  Pronomes demonstrativos: isto, isso, aquilo  Lê, com articulação e entoação correctas, textos didácticos sobre prevenção de doenças;  Elabora cartazes sobre prevenção de doenças, com boa caligrafia, ortografia correcta e respeitando as regras de acentuação e pontuação.  Expressa-se, oralmente e por escrito, com correcção, usando diferentes tipos de frases e pronomes demonstrativos;  Reflecte sobre tipos de frases. 30 tempos
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    73 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECIFICOS O alunodeve se capaz de: CONTEÚDOS Habilidades: Ouvir, Falar e Escrever COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH VII. MEIOS DE TRANSPORTE E COMUNICAÇÃO  Ler com expressividade textos narrativos sobre os meios de comunicação;  Interpretar textos narrativos, oralmente e por escrito;  Identificar a moral da história;  Identificar os elementos da narrativa em histórias;  Recontar histórias, oralmente e por escrito;  Escrever cópias e ditados de textos, com uma boa caligrafia, respeitando as regras de acentuação e pontuação;  Escrever uma história (8 a 12 frases), com sequência lógica e boa caligrafia;  Ilustrar uma história;  Apresentar num esquema os elementos da comunicação;  Indicar a função dos meios de comunicação ;  Usar vocabulário relacionado com os meios de comunicação;  Indicar as normas de segurança nos diferentes meios de transportes e vias de circulação;  Identificar os meios de comunicação mais usados na sua comunidade;  Compor o jornal de turma;  Desenhar os meios de transporte.  Produzir frases e textos usando advérbios de tempo, lugar, modo, negação e dúvidas;  Construir frases, utilizando pronomes pessoais em forma de complemento indirecto;  Produzir frases, aplicando os graus normal e comparativo dos adjectivos. Textos Narrativos - Elementos da narrativa (autor, personagem, espaço, tempo, acção) - Moral da história  Cópia  Ditado  Redacção Tema transversal: Normas de segurança rodoviária  Transportes e vias de circulação  Elementos da comunicação : emissor, receptor, mensagem e canal  Função da comunicação  Jornal de turma Funcionamento da língua  Advérbios de tempo, lugar, modo, negação e dúvida  pronomes pessoais em forma de complemento directo e indirecto  Lê com expressividade e escreve textos narrativos sobre normas de segurança rodoviária, com boa caligrafia, ortografia correcta e respeitando as regras de acentuação e pontuação.  Reflecte sobre os elementos da comunicação;  Expressa-se, oralmente e por escrito, com correcção, usando advérbios e pronomes pessoais; 40 tempos
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    74 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECIFICOS O alunodeve se capaz de: CONTEÙDOS Habilidades: Ouvir, Falar e Escrever COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH VIII. A NOSSA PROVÍNCIA  Ler poemas, com expressividade, entoação e ritmo adequados;  Interpretar, oralmente e por escrito, textos poéticos;  Identificar, nos poemas, versos, estrofes e rimas;  Copiar poemas com uma boa caligrafia, ortografia correcta e respeitando as regras de acentuação e pontuação.  Escrever poemas (2 a 3 estrofes) sobre a sua província.  Usar expressões adequadas para localizar no mapa a sua província em relação a outras províncias do país;  Indicar as riquezas da sua província;  Usar palavras sinónimas em frases e textos;  Distinguir o uso do “teu” e “seu” de acordo com a pessoa a quem se dirige;  Identificar o uso de “seu” para referir a segunda pessoa (real) ou a terceira pessoa (cortesia).  Texto poético Estrutura: - Verso - Estrofe - Rima   Cópia  Redacção  Expressões para localização de lugares (norte, sul, centro) Tema transversal: Aspectos históricos, económicos e culturais da província Funcionamento da língua  Sinonímia  Pronomes possessivos  Lê com expressividade, entoação e ritmo adequados textos poéticos e escreve poemas com 2 ou 3 estrofes.  Expressa-se, oralmente e por escrito, com correcção, usando a sinonímia e pronomes possessivos; 20 tempos
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    75 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECIFICOS O alunodeve se capaz de: CONTEÙDOS Habilidades: Ouvir, Falar e Escrever COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH IX. O NOSSO PAÍS  Ler com expressividade textos narrativos sobre os meios de comunicação;  Interpretar textos narrativos, oralmente e por escrito;  Identificar a moral da história;  Identificar os elementos da narrativa em histórias;  Distinguir autor de narrador;  Recontar histórias, oralmente e por escrito;  Escrever cópias e ditados de textos, com uma boa caligrafia, respeitando as regras de acentuação e pontuação;  Escrever textos narrativos (8 a 12 frases), com sequência lógica e boa caligrafia;  Descrever lugares de interesse turístico, histórico e cultural do país;  Indicar riquezas naturais do país e sua localização;  Identificar pronomes indefinidos;  Produzir frases e textos, usando os pronomes indefinidos;  Identificar as diferentes funções sintáticas dos elementos de uma frase.  Textos narrativos - Elementos da narrativa (autor, personagens, espaço, tempo, acção) - Moral da história  Cópia  Ditado  Redacção  Exposição oral ou escrita Tema transversal: as riquezas do nosso país Funcionamento da língua  Pronomes indefinidos: tudo; todo; alguma; algunsas; alguém; ninguém; nada; qualquer; cada.  Análise sintáctica: sujeito, predicado, complemento directo, indireto e circunstancial.  Lê com expressividade e escreve textos narrativos sobre as riquezas do país, com boa caligrafia, ortografia correcta e respeitando as regras de acentuação e pontuação.  Expressa-se, oralmente e por escrito, com correcção, usando pronomes indefinidos;  Reflecte sobre a função sintáctica dos elementos da frase; 25 tempos  Ler poemas, relacionados com a Luta de Libertação Nacional , com entoação e ritmo adequados;  Interpretar, oralmente e por escrito, textos poéticos;  Identificar nos poemas versos, estrofes e rimas;  Copiar poemas com uma boa caligrafia, ortografia correcta e respeitando as regras de acentuação e pontuação.  Poesia de combate Estrutura: - Verso - Estrofe - Rima   Cópia  Lê, com entoação e ritmo adequados, textos poéticos;  Reflecte sobre a estrutura de poemas. 15 tempos Currículo Nacional: 300 tempos Currículo Local:80 tempos Total: 380 tempos
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    76 Sugestões Metodológicas O segundociclo do Ensino Primário marca o início de uma nova etapa de aprendizagem. Este facto pressupõe que o aluno tenha atingido as competências do 1º ciclo, isto é, que tenha adquirido uma competência comunicativa e linguística que lhe permita enfrentar os novos desafios que o esperam neste ciclo. Este ciclo compreende três classes, nomeadamente, a 3ª, a 4ª e a 5ª classes e é marcado pela introdução, na 4ª classe, de duas novas disciplinas que são as Ciências Naturais e as Ciências Sociais, o que exigirá do aluno um maior domínio das quatro habilidades de língua (ouvir, falar, ler e escrever). Tendo em conta os três principais cenários linguísticos, prevalecentes no nosso país, nomeadamente: i) crianças que falam Português como língua materna; ii) crianças que falam Português como língua segunda e iii) crianças que não falam Português, propõe-se uma pedagogia que valorize a experiência/vivência do aluno e um ensino de língua orientado para a comunicação funcional. Assim, os programas propostos sugerem uma metodologia centrada na actividade do aluno em que o papel do professor, como facilitador do processo de ensino-aprendizagem, é manter os alunos activos, levando- os a desenvolver as quatro habilidades de língua, a questionar a realidade e fornecer-lhes estratégias de aprendizagem. Os novos programas pretendem ainda promover no professor, um espírito crítico que deverá ser caracterizado por um questionamento permanente da sua actividade e consequente procura de estratégias mais adequadas à sua realidade concreta. Estes programas pretendem desenvolver nos alunos competências, que incorporam habilidades, conhecimentos e valores de uma forma integrada. Nos programas de Português para o 2º ciclo são sugeridos temas que, regra geral se mantêm ao longo das três classes, variando apenas no seu grau de abordagem. Pretende-se que a partir de uma unidade temática, por exemplo, Família, o professor envolva os alunos em actividades de ouvir e falar e ler e escrever e faça a abordagem de diferentes conteúdos de língua portuguesa.
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    77 Para o desenvolvimentodas habilidades de ouvir e falar, as imagens, os diálogos, as histórias, as dramatizações, os recontos, as canções e os jogos constituem a base fundamental, pois permitem diversificar e aumentar o vocabulário e a quantidade e qualidade de linguagem, abrindo mais espaço de uso da língua. E, para o desenvolvimento das habilidades de ler e escrever, a leitura, a cópia, o ditado e a redacção poderão funcionar como actividades que estimulam a escrita, devendo ser permanentes nas três classes. 1. Ouvir e falar As habilidades de ouvir e falar iniciadas nas classes anteriores deverão, neste ciclo, ser orientadas para o aprofundamento da capacidade de o aluno compreender, interpretar e produzir mensagens orais. O sucesso do desenvolvimento destas habilidades dependerá do envolvimento dos alunos em situações de comunicação contextualizadas baseadas nas unidades temáticas. 1.1 Ouvir Para o desenvolvimento da habilidade de ouvir, o professor deverá proporcionar aos alunos momentos de audição de frases, diálogos, canções, textos de natureza diversa (narrativas, descrições, poemas, relatos, etc.), lidos ou contados pelo professor ou pelos colegas. Como forma de verificar o desenvolvimento da habilidade de ouvir o aluno deverá ser levado a:  Identificar o tipo de texto;  Identificar as personagens numa história;  Identificar os intervenientes num diálogo;  Identificar os tipos e formas de frase;  Extrair o conteúdo principal de uma conversa ou de uma história;  Recontar oralmente uma história ouvida;  Reconstruir um texto/história ouvido;  Resumir oralmente um texto ouvido;  Transmitir informação ouvida a alguém;
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    78  Descobrir objectos,pessoas, profissões a partir de uma descrição oral;  Desenhar uma rota correspondente a instruções dadas oralmente, indicando os pontos de referência;  Converter textos ouvidos em textos escritos 1.2 Falar A maior parte do tempo da aula dedicado à oralidade deve ser dado ao aluno para falar. Deve-se, portanto, criar oportunidades para o aluno dialogar, fazer perguntas e responder a perguntas formuladas tanto pelo professor como pelos seus colegas. Tarefas realizadas em grupos de dois ou mais alunos, são vistas como vantajosas por se considerar que os alunos usam mais a língua no grupo de colegas do que quando os professores estão em frente deles e, por abrirem espaço para se corrigirem uns aos outros. Para o desenvolvimento da habilidade de falar, o professor deverá propor aos alunos actividades em que, a partir da observação de imagens e de factos vividos, narrados ou imaginados, o aluno possa:  Expressar os seus sentimentos, desejos e atitudes;  Formular pedidos e justificações;  Fazer perguntas;  Transmitir informações;  Dar instruções;  Responder a perguntas;  Relatar factos, eventos, processos de produção de um objecto, jogos, experiências pessoais, etc.;  Expressar opiniões, concordar ou discordar;  Recontar histórias ou factos;  Emitir juízos de valor;  Falar de um texto lido nas horas vagas (recomendado pelo professor ou escolhido pelo aluno);  Expressar-se durante a resolução de um problema, exercício, jogos ou construção de um objecto, etc.
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    79  Explicar oconteúdo de um cartaz ou sinal (informação, proibição ou perigo);  Dramatizar eventos vividos ou contados;  Contar anedotas, adivinhas, provérbios e outras formas de expressão da tradição oral;  Explicar o processo de resolução de um problema. Considera-se que o aluno desenvolveu a habilidade de falar quando este for capaz de produzir mensagens orais, usando adequadamente os recursos de que a língua dispõe, como, por exemplo, a palavra, o gesto, a mímica, a entoação, etc. A dramatização é uma das formas de comunicação e possui uma grande função na aprendizagem da oralidade. Esta actividade deve ser realizada ao longo de todo o EP1, e com a maior naturalidade possível. Entretanto, o professor deve ter o cuidado de corrigir os enunciados dos alunos de forma discreta para evitar a inibição na sua participação na aula. Por isso, nem sempre deve corrigir logo que o erro ocorre, mas sim nos intervalos dos enunciados. 2 Ler e escrever 2.1 Ler A leitura de mensagens escritas é uma habilidade cujo objectivo principal é levar o aluno a descodificar e interpretar o código escrito. Para uma leitura e interpretação bem sucedida, o aluno relacionará o seu conhecimento das palavras e significados do texto com o que já sabe sobre a realidade à sua volta (cultura, hábitos, etc.). A leitura de textos deve ser feita em tom natural. Os alunos devem aprender a pontuar frases de acordo com a intencionalidade das mesmas. Num tom natural, devem fazer as declarações, as interrogações, exclamações, etc. O programa propõe três formas de leitura com objectivos distintos:
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    80 i) Leitura obrigatória:cujo objectivo é, no ambiente da sala de aula, ensinar a ler e a interpretar diferentes tipos de textos propostos no livro do aluno (histórias, cartas, poemas, etc.); ii) Leitura complementar que, como o termo diz, completa e consolida a leitura obrigatória; iii) Leitura de lazer: cujo objectivo é criar o gosto pela leitura, onde os alunos são encorajados a ler textos do seu agrado, dentro e fora de aula. Para valorizar e estimular este tipo de leitura, o professor criará momentos em que cada aluno tenha oportunidade de falar dos textos lidos. 2.2 Interpretar textos Para a interpretação de textos propõem-se as seguintes actividades:  Interpretar imagens e mensagens orais ou escritas;  Responder a questionários escritos;  Elaborar perguntas relacionadas com um texto escrito;  Elaborar perguntas para respostas escritas;  Preencher exercícios lacunares sobre o texto;  Recontar oralmente e/ou por escrito um texto lido ou ouvido;  Caracterizar física e psicológica as personagens de um texto lido;  Identificar a moral de histórias lidas;  Reproduzir uma mensagem escrita através do gesto ou mímica;  Dramatizar uma história ou outro tipo de texto lido. As actividades de ensino da leitura e interpretação de textos poderão compreender três grandes momentos: preparação da leitura; leitura e pós-leitura. a) Preparação da leitura É o momento de preparação dos alunos para o texto que vão ler. Nesta fase, faz-se uma contextualização do texto que poderá ser através de uma pequena conversa relacionada com o tema do texto, um jogo ou diálogo sobre imagens. b) Leitura
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    81 Leitura silenciosa: Esteé o primeiro contacto do aluno com o texto, e deverá ser gradualmente controlado em termos de tempo, de tal maneira que os que terminam a leitura, não perturbem a concentração dos colegas. Deverá também merecer a atenção do professor a posição do aluno em relação ao livro, a não movimentação dos lábios nem o uso do dedo para seguir a leitura. Após a leitura silenciosa, o professor faz perguntas de interpretação global do texto. Colocando duas ou três perguntas globais; o professor tentará testar a apreensão do conteúdo principal do texto. Neste estágio, o professor não se deve preocupar com algumas palavras “desconhecidas”, salvo casos excepcionais em que o significado de uma palavra ou expressão esteja a bloquear a compreensão do conteúdo do texto. Em seguida o professor faz perguntas de interpretação parcelar do texto. Este conjunto de perguntas mais amplas pretende testar com maior profundidade a compreensão do conteúdo do texto. A interpretação parcelar integra perguntas sobre o texto na sua totalidade, descendo até ao pormenor. Esta actividade poderá incidir sobre parágrafos, períodos e mesmo palavras. Após a interpretação do texto, os alunos fazem o levantamento de palavras cujo sentido é desconhecido, sempre dentro do contexto em que aparecem. O professor deverá trazer, no seu plano, uma previsão das possíveis “palavras difíceis” que os alunos poderão identificar. Nessa lista, também deverá estar clara a distinção entre as palavras que necessitam apenas de um esclarecimento (indicação de um sinónimo) e aquelas que deverão ser exercitadas na aula, de modo a passarem a ser usadas pelos alunos no seu discurso. Para este efeito, aconselham-se exercícios e jogos de vocabulário como por exemplo: palavras cruzadas, família de palavras, associações de palavras, etc. Sugere-se que o professor comece a preparar os seus alunos para o uso do dicionário, trazendo-o para a aula (caso o tenha) ou transcrevendo do dicionário o significado das palavras e respectivos sinónimos. Em seguida, os alunos são levados a seleccionar o sinónimo que melhor se adapta ao contexto e a compilar um pequeno dicionário nas últimas páginas do caderno para registar palavras novas que aprendem na aula ou fora dela.
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    82 Leitura oral eexpressiva: A leitura oral e expressiva deve ser realizada quando o aluno já conhece o texto, permitindo-lhe fazer uma leitura com entoação, pausa e ritmo adequados. Esta leitura poderá ser individual ou dialogada. A leitura oral e expressiva reforça o rigor e a precisão na pronúncia dos sons correspondentes a cada uma das letras (b, p, t, d, c, g, s, z) ditongos (ei, ou, ai), dígrafos/combinações fonéticas (lh, ch, nh) da Língua Portuguesa; Durante a leitura oral e expressiva dos alunos, o professor deve estar atento aos seguintes aspectos: a) Tom de voz audível; b) Pronúncia correcta e clara; c) Marcação correcta da sílaba tónica; d) Respiração adequada na sequência da leitura; e) Respeito pelos sinais de pontuação e acentuação; f) Respeito pela rima (caso se trate de um texto poético); g) Não se deve pedir ao aluno que leia um texto sem que ele primeiro o tenha compreendido; h) O professor só deve corrigir o aluno no fim de cada período; i) O aluno deve repetir a leitura, tendo em conta as correcções feitas pelo professor ou pelos colegas e. j) O aluno deve percorrer o texto com os olhos evitando o movimento de cabeça. c) Pós-leitura As actividades de pós-leitura complementam e consolidam todo o trabalho realizado até aqui e inclui exercícios ligados à produção escrita, jogos, dramatizações, debates, entrevistas, canções, desenhos, modelagem, etc. Desenvolvimento do gosto pela leitura Um objectivo fundamental que o professor da Língua Portuguesa deve propor-se a atingir, em relação ao ensino e aprendizagem da leitura, é despertar nos alunos o gosto de ler. Para o efeito, é necessário que a leitura se torne uma actividade atraente, agradável e lúdica para o aluno.
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    83 As sessões deleitura de livros complementares podem ser semanais ou quinzenais; os alunos lêem alguns textos de diferentes autores ou obras completas. Para o segundo ciclo são propostos as seguintes obras de leitura obrigatória e complementar.
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    84 Lista das obrasde leitura obrigatória para o 2º ciclo do Ensino Primário 01 Josina Machel Colecção Personalidades Moçambicanas Plural Editores Moçambique. Av. Patrice Lumumba, 765 02 Ngungunhane Colecção Personalidades Moçambicanas Plural Editores Moçambique. Av. Patrice Lumumba, 765 03 As Férias da Mukiua e do Alan Lexis Publicações Lexis Publicações Av. Patrice Lumumba, 263, R/C, Flat 2, Maputo 04 Um Menino Brincalhão Joana Xavier Editora Plural 05 Ano do Sol Lourenço do Rosário Moçambique Editora Av. Julius Nyerere, nº 46, B. Cimento B. Maputo. Moçambique 06 Um passeio pelo Céu Carlos dos Santos Plural Editores Moçambique. Av. Patrice Lumumba, 765 Lista das obras de leitura complementar para o 2º ciclo do Ensino Primário 01 Actividades e Jogos na Escola Lexis Publicações Lexis Publicações Av. Patrice Lumumba, 263, R/C, Flat 2, Maputo 02 Vamos proteger a água! Lexis Publicações Lexis Publicações Av. Patrice Lumumba, 263, R/C, Flat 2, Maputo 03 A Nova Gramática da Abelhinha M. Dulce Amado Plural Editores Moçambique. Av. Patrice Lumumba, 765 04 Sabe Tudo 3 Plural Editores Plural Editores Moçambique. Av. Patrice Lumumba, 765 05 Gramática da Ana e do Rui Fátima Lima, maria da Conceição Dinis Porto Editora Rua da Restauração, 365 Porto – Portugal 2.3 Escrever A escrita tem por objectivo levar os alunos a redigir textos de natureza diversa, com coerência, boa caligrafia e respeitando as regras de pontuação e acentuação adequadas. A actividade de escrita engloba várias fases: preparação, produção e revisão do texto. Ao longo deste percurso, os alunos deverão ser levados a reflectir sobre o que vão escrever, a escrever sobre um determinado tema, a exercitar modelos de escrita e a rever o texto escrito.
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    85 Com estas fasesde escrita, espera-se desenvolver uma escrita orientada e outra criativa. Enquanto na escrita orientada o aluno vai escrever textos com base em temas dados, na escrita criativa, pretende-se alargar o âmbito da criatividade do aluno, dando-lhe a liberdade de escolha do tema. À semelhança das outras habilidades, o professor deverá criar espaço para o treino da escrita, pois só assim ela poderá ser desenvolvida. A escrita deverá ser treinada no cotodiano e não apenas no momento de avaliação. O trabalho em grupo e o TPC contribuem para o desenvolvimento de atitudes positivas em relação à escrita. Para o desenvolvimento da habilidade de escrita, sugerem-se as seguintes actividades:  Copiar palavras, frases e textos;  Treinar a caligrafia;  Realizar exercícios de ortografia;  Escrever palavras, frases e textos ditados;  Responder por escrito a um questionário;  Escrever frases com estruturas linguísticas diversas;  Redigir textos de natureza diversa (bilhetes, cartas, narrativas, diários, etc.);  Redigir a continuação de uma frase dada, de modo a formar um texto, obedecendo a uma sequência lógica;  Escrever o princípio ou o fim de uma história.  Recontar por escrito. Ortografia A finalidade da aprendizagem da ortografia é a de levar a criança a escrever sem erros. Este é um desafio a longo prazo. Todo o tempo da escola primária, não é suficiente para se ensinar a escrever sem erros. São várias as crianças que são capazes de ler razoavelmente continuando contudo, a cometerem muitos erros ortográficos. Duma maneira geral a má leitura coincide com uma ortografia deficiente.
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    86 O aluno precisater acesso a boas histórias, lendas, poesias, jornais e outros géneros, que proporcionam formas correctas de escrita. As técnicas mais recomendadas para o ensino e a aprendizagem da ortografia são a cópia, o ditado e completamento de espaços lacunares. Estas técnicas são aplicadas em todos os ciclos do Ensino Básico, podendo variar no nível de exigência, de acordo com a classe. a) Cópia A cópia é uma actividade de escrita que permite aos alunos fixarem as regras ortográficas e as normas de escrita (pontuação, acentuação, uso das maiúsculas e minúsculas, translineação, etc.), para além de desenvolver a destreza manual e a concentração necessária para a escrita. Os textos para a cópia não devem ser longos e devem ser contextualizados em relação ao tema abordado. O professor poderá orientar os alunos a realizar diariamente actividades de cópia de parágrafos, versos, provérbios, adivinhas ou palavras. Pelo menos, duas vezes por semana, o professor pode pedir aos alunos para fazerem cópias em casa. É importante que o professor lembre os alunos que a actividade que vão realizar exige muita atenção, que devem escrever com letra bem feita e legível e procurar fazer uma cópia limpa. A correcção da cópia deve ser feita pelo professor. Entretanto, os próprios alunos, aos pares ou em grupos, com ajuda do professor, poderão identificar e corrigir os erros da cópia. Após a correcção, o professor deve levar os alunos a repetir a escrita das palavras que escreveram com erros. b) Ditado O ditado é um exercício através do qual o aluno pratica a escrita e permite ao professor verificar se os alunos conseguem transcrever os sons para a grafia correspondente. Neste contexto, o professor poderá orientar os alunos a realizar ditados de frases e pequenos textos ou excertos de textos. O ditado, como actividade de ortografia, também pode ser usado como método, como exercício e como prova.
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    87 1. O ditadométodo/tradicional O ditado é usado como método quando o professor pretende que os alunos adquiram a ortografia das palavras através do ditado. Nestes casos o ditado não é preparado, não há um estudo ortográfico das palavras susceptíveis de erro. Os alunos são apenas confrontados com a imagem auditiva das palavras. 2. O ditado-exercício O ditado-exercício é uma perfeita correspondência entre as imagens visuais e as imagens auditivas, considerando que esta actividade é precedida de uma cuidada preparação. Os resultados deste tipo de ditado, em termos de aprendizagem de ortografia, medem-se pelo nível da sua preparação: quanto melhor for preparado o ditado, melhores serão os resultados dos alunos. 3. O ditado-prova O ditado-prova é realizado periodicamente com o objectivo de identificar o nível de correcção ortográfica e as dificuldades dos alunos. Preparação do ditado  Leitura e análise do texto seleccionado.  Estudo ortográfico das palavras difíceis.  Leitura cuidada das palavras escolhidas.  Ditado do texto. Como se deve ditar um texto? O professor deve assegurar que todos os alunos estejam atentos e devidamente preparados para o ditado com o caderno aberto, caneta ou lápis e borracha para escrever. Deve permanecer no mesmo lugar enquanto dita em voz alta, clara e devagar. O ditado deve ser por pequenas unidades lógicas, respeitando a pontuação. Só repete, se alguma criança não ouvir bem. Correcção do ditado
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    88 A correcção doditado deve ser feita pelo professor. Entretanto, pode ser realizada pelo próprio aluno (auto-correcção) apoiando-se no livro, por um colega com quem troca o ditado (correcção mútua) ou ainda por um grupo de alunos mais capazes. Na correcção, a palavra errada deve ser assinalada e por cima, escreve-se a palavra correctamente. Em seguida, o aluno escreve em colunas três vezes cada uma das palavras que errou. Caligrafia Os exercícios de caligrafia iniciam na 1ª classe quando os alunos aprendem a escrever as primeiras letras/palavras/frases e prolongam-se até à 7ª classe, na medida em que se destinam a aperfeiçoar a escrita. Embora o cuidado com a caligrafia dos alunos seja preocupação constante do professor em todas as disciplinas, semanalmente, durante as aulas de Português, deve haver tempo dedicado à caligrafia. Como desenvolver actividades de caligrafia? Os exercícios de caligrafia são constituídos por cópias de palavras, frases ou pequenos textos em que os alunos aprendem a realizar o traço correcto das letras e a respectiva ligação entre elas. Para o efeito, o professor poderá seguir o seguinte esquema metodológico:  Registo no quadro das palavras, frases ou textos, em ponto grande, na letra adoptada para a aprendizagem da leitura e da escrita;  Leitura e interpretação com o apoio do professor;  Cópia, no quadro, feita por alguns alunos, de partes indicadas pelo professor em linhas previamente traçadas;  Cópia do exercício nos cadernos diários. Redacção Os alunos devem ser habituados a produzir textos desde a 1ª classe. Compete ao professor estimular o aluno e proporcionar ocasiões para que ele escreva. A observação da estrutura dos textos em estudo bem como da linguagem utilizada é um bom ponto de partida para a actividade final que é a produção de textos. Para o efeito, o programa apresenta diferentes tipologias de texto. A descrição de objectos pode ser usada, com bons resultados, como iniciação para a composição.
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    89 Como possíveis questões,no caso da descrição de uma boneca, poderiam ser: - Quem fez ou quem comprou a boneca? - De que é feita a boneca? - Que roupa tem a boneca? (vestido, saia e blusa ou calças e blusa) - De que cor é o vestido da boneca? - A boneca é bonita? - A Maria gosta da boneca? Normas do Processo de Ensino e Aprendizagem da Redacção - Antes de aprender a redigir, a criança deve aprender a falar; - A criança só pode falar ou escrever sobre assuntos do seu conhecimento, pelo que a redacção deve ser previamente preparada; - A redacção deve ser motivada, para despertar mais interesse na criança; - No início a redacção deve ser objectiva e, evoluindo gradualmente para assuntos subjectivos. A imaginação e criatividade da criança têm aqui um papel fundamental. O caminho é, como sempre, do concreto ao abstracto; - A redacção também deve aplicar-se, como auxiliar das outras disciplinas, em composições e resumos, etc. - Deve aproveitar-se a redacção como meio de educação moral, de aquisição de conhecimentos, etc. - Devem variar-se tanto quanto possível, os temas de redacção, tendo em consideração o seu interesse para as crianças e a sua utilidade prática. Deve ter-se presente que o desenho é uma forma de expressão muito querida pela criança e que pode servir de ponto de partida para excelentes descrições ou redacções ou ainda como ilustração e melhor esclarecimento do que se diz ou se escreve. 3 Funcionamento da Língua
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    90 O papel dagramática na aprendizagem de línguas, tem sido uma questão que preocupa os professores. De facto, perguntas do género: “como é que a gramática deverá ser usada na sala de aula? Ou como levar os alunos a chegar às regras gramaticais à partir do uso da língua?” constituem desafios na actividade do professor. É a pensar nestas questões que apresentamos um programa em que os conteúdos relativos ao funcionamento da língua aparecem ligados a diferentes tipologias de texto e concorrem para o desenvolvimento das habilidades de ouvir, falar, ler e escrever. Deste modo, ao planificar as suas aulas, o professor deverá procurar conduzir o aluno à regra gramatical a partir do uso da língua, isto é, apresentando as estruturas gramaticais em frases ou textos. Assim, o percurso para se chegar à regra deverá partir de um contexto mais amplo, por exemplo, uma história ouvida, um texto lido, uma actividade de oralidade, um jogo, um debate ou um problema. 4 Sugestões metodológicas para o ensino-aprendizagem das disciplinas integradas À semelhança do 1º ciclo, nos programas de língua portuguesa do segundo ciclo foram incorporados conteúdos de Educação Visual e Ofícios e Educação Musical. De seguida, apresenta-se algumas sugestões para a abordagem dos conteúdos dessas disciplinas nas diferentes classes. Educação Visual e Ofícios 4ª classe Textos narrativos Tema transversal: Datas comemorativas e festivas Competência: faz desenho e postais sobre datas comemorativas e festivas Sugestões metodológicas: Neste capítulo poder-se-á priorizar as técnicas e materiais que melhor se adequam à região onde a escola se encontra inserida, isto é, na impossibilidade dos alunos poderem adquirir material convencional, podem usar material de desperdício como: pedaços de papel, cartolina, cartão, tecido, sementes para criar postais com efeito decorativo criativo e interessante. A Bandeira Nacional pode ser feita tanto na técnica de desenho/pintura como também em recorte e colagem. Cores encontradas em revistas ou tecidos podem ser recortadas e coladas para criar a Bandeira Nacional.
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    91 Tema transversal: Animaisdomésticos e selvagens Competência: Faz modelagem dos animais domésticos e selvagens Para além de modelagem, o aluno poderá usar outra técnica como desenho, pintura, recorte e colagem para a abordagem deste tema. Esta alternativa servirá para colmatar a dificuldade de aquisição de materiais modeláveis em certas zonas, se for o caso. Tema transversal: Plantas Competência: Decalca/estampa plantas Os alunos poderão identificar no meio envolvente plantas ou partes delas, que queiram estampar num espaço que pode ser papel, cartolina ou outro suporte, criando composições com bonitos efeitos decorativos. Caso haja dificuldade na aquisição de tintas ou colas, como alternativa, o aluno com a ajuda do professor poderá investigar algumas plantas não nocivas, que libertam tintas e colas naturais. Tema transversal: Meios de transporte Competência: Constrói meios de transporte em miniatura Neste tema, o aluno poderá usar a sua preferência e criatividade e optar pelo material que lhe convier. Carrinhos, aviões, barcos, etc, poderão ser feitos com material de desperdício (latas, arames...) ou com material modelável (barro, platicina, massas doces ou salgadas...). Competência: Desenha e legenda meios de comunicação Os objectos que se propõe aqui representar, podem ser criados pelos alunos ou reproduzidos após a visualização em livros ou revistas. Por outra, também poderão representar os meios de comunicação que possuam nas suas casas. 5ª classe Competência: Desenha a escola ou alguns espaços Nesta faixa etária, o aluno poderá desenhar a sua escola ou partes dela. A representação poderá ser da sua escola real ou a escola dos seus sonhos, com bonitos jardins ou campos de jogos que esta não possui. O professor deve dar essa liberdade de expressão à criança e considerar que todas as representações são válidas. Competência: Elabora cartazes sobre regras de higiene corporal e formas de prevenção de doenças.
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    92 Nesta actividade, osalunos elaborarão cartazes que contenham, para além do texto, imagens de pessoas, a lavar os dentes, a tomar banho, etc, assim como imagens ilustrativas de formas de prevenção de doenças. Lembremos que nesta idade o aluno ainda não atingiu o nível de perfeição nos desenhos, principalmente da figura humana, pelo que o professor deve motivá-las com elogios como forma de incentivá-las. Educação Musical Tal como no primeiro ciclo, o segundo ciclo do Ensino Básico deverá continuar a privilegiar a iniciação musical, o repertório de canções educativas, jogos e exercícios de expressão, incidindo sobre o desenvolvimento rítmico, a expressão livre de emoções e a linguagem dos sons (cantar e tocar os sons, reconhecê-los, localizá-los no espaço) para além das actividades criativas. Neste nível, deverá continuar-se a trabalhar as qualidades do som, como: - Timbre (sons produzidos por diferentes instrumentos, pessoas ou animais); - Altura (som grave, agudo e médio); - Intensidade (sons fortes e fracos); - Duração (sons longos e curtos). O professor deverá vivenciar os andamentos (rápido, normal e lento), os instrumentos musicais, a banda rítmica, a linguagem do corpo, as canções e danças. A experiência musical viva e criativa será a base de todas as aprendizagens. Desde modo a criança deverá ser dada a oportunidade de ouvir com discriminação os sons do ambiente explorando as possibilidades sonoras dos objectos, acompanhar canções com batimentos corporais ou com instrumentos de percussão e desenvolver a coordenação motora. Na educação rítmica, o professor deve privilegiar exercícios rítmicos de coordenação motora, usando o vasto repertório de canções e danças nacionais. Incentivar a prática rítmica com objectos e instrumentos de percussão e explora, igualmente, o corpo humano como um instrumento musical. Na educação auditiva, o professor em conjunto com os alunos deverá explorar o ambiente para descobrir as diferentes fontes sonoras fazendo com que os seus educandos imitem e reproduzam os sons de animais, pessoas e objectos etc.
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    93 Na educação vocale canto, o professor deverá privilegiar canções de vivência das crianças, como forma de desenvolver as suas capacidades interpretativas. Para atingir aqueles objectivos, o professor pode utilizar canções que envolvam temas específicos, como números, datas comemorativas, poesias, gramática, história, geografia, biologia, etc. Além dessas, pode socorrer-se de canções relacionadas com habilidades, análise, síntese, discriminação visual e auditiva, coordenação motora, etc. Como ensinar as canções É de referir que o ensino de canções exige muita criatividade por parte do professor bem como o uso de métodos adequados. Antes de começar a ensinar uma canção, o professor deve preparar psicologicamente os seus alunos, motivando-os para a actividade que irão realizar em seguida. Assim, aconselha-se que primeiro cante a canção do princípio ao fim, de modo a expô-la completamente aos seus educandos. Depois deve ensinar o refrão ou coro, por ser a parte mais fácil e mais repetida em muitas canções. Depois do refrão ou coro, deverá de seguida ensinar toda música, estrofe por estrofe. Finalmente, ele deve cantar a canção toda e pedir que os seus alunos façam o mesmo. Temas da Educação Musical contidos nos Programas da Língua Portuguesa, 4ª e 5ª classes i. Tema transversal: Normas de convivência entre membros da família (unidade temática: família) Na abordagem do tema sobre normas de convivência entre os membros da família, o professor poderá recorrer a algumas canções que contenham conteúdos relacionados com o tema. Estas poderão ser das comunidades locais ou outras. É de frisar que em todos temas transversais, o professor poderá usar canções ou jogos para vivenciar os conteúdos em tratamento. ii. Temas transversais: animais domésticos e selvagens. Para além de canções, na abordagem deste tema, o professor poderá recorrer a alguns jogos de cabra-cega, jogos de imitação das vozes dos diferentes animais ou outras actividades musicais. Por exemplo, poderá dividir a turma em diferentes grupos, onde cada grupo imita a voz de um determinado animal. Também, poderá pôr as crianças num círculo onde uma delas fica no meio e tenta identificar o nome do colega que imita a voz de um determinado animal. Poderá, também,
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    94 explorar as propriedadesde som (altura, duração, intensidade e timbre) através da identificação dos sons de animais que sons longos e curtos; fortes e fracos; agudos e graves. Por exemplo, a voz do gato é aguda em relação a voz do cão. 5 Considerações Finais No final de cada aula, o professor deve procurar avaliar a apreensão dos conteúdos por parte dos alunos, de modo a informar-se sobre o seu progresso na aprendizagem. Caso se verifiquem muitas dificuldades de aprendizagem, o professor poderá procurar encontrar novas estratégias de aprendizagem, de acordo com os contextos reais, antes de passar para novas matérias. 7. Avaliação na Disciplina de Língua Portuguesa no Ensino Primário A avaliação é um instrumento através do qual se acompanha o desenvolvimento do acto educativo, com vista a apreciar a adequação dos diversos momentos do processo de ensino-aprendizagem. A avaliação permite:  Verificar se o processo docente-educativo ocorre em função das competências previstas no programa;  Verificar até que ponto o aluno atinge os níveis estabelecidos nas competências parciais da língua (ouvir/falar e ler/escrever), melhorando e/ou adequando as estratégias de ensino e procurando soluções para os problemas identificados;  Controlar o desempenho do aluno no processo de ensino-aprendizagem, a fim de detectar “falhas” e encontrar estratégias de recuperação em função das competências, conteúdos, estratégias, materiais de ensino e da realidade da turma;  Autoavaliar o desempenho do professor, de forma a detectar “falhas” na mediação do processo de ensino e encontrar novas estratégias de correcção. A avaliação deve estar presente em todos os momentos do processo de ensino-aprendizagem, isto é, a avaliação é uma actividade contínua, permanente e sistemática.
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    95 De uma formageral, o processo de ensino-aprendizagem recorre a três tipos de avaliação: Diagnóstica, Formativa e Sumativa. Avaliação Diagnóstica: realiza-se no início do processo educativo (início do ano lectivo, semestre, ciclo, unidade temática, etc.) e tem por objectivo, colher informação sobre o nível inicial de aprendizagem dos alunos, como pré-requisito para o desenvolvimento de uma determinada aptidão e capacidade. Esta avaliação permite ao professor, por um lado, estabelecer as estratégias de ensino que garantam que todos os alunos desenvolvam as competências previstas no programa e, por outro, delimitar as capacidades que o aluno possui para que possa enfrentar certo tipo de aprendizagens (conteúdos ou temas), indicando os aspectos fulcrais em que este poderá ter maiores ou menores resultados. No caso do ensino do Português, podem ser enumeradas as seguintes vantagens:  Antes do início de uma unidade ou tema, esta avaliação permite a preparação do aluno para a nova matéria, verificando-se o que tiver sido aprendido anteriormente e a consequente recuperação e consolidação das matérias que constituem pré-requisitos para a nova unidade temática;  No início de um novo ciclo ou classe, ela permite também situar os alunos em termos de proficiência linguística, de modo a determinar aspectos que necessitam de maior consolidação e planificar acções que visam o aproveitamento dos alunos com melhor domínio de língua, para auxiliar aqueles que demonstram dificuldades e, por isso, requerm uma maior atenção. Este tipo de avaliação fornece também dados sobre alunos com necessidades educativas especiais, de modo a encontrar estratégias adequadas para cada caso, contexto e/ou turma. O resultado da avaliação diagnóstica deve ser comunicado aos alunos, individualmente, embora não se lhes atribua uma classificação. Avaliação Formativa: tem uma função de regulação permanente do processo de ensino-aprendizagem. Esta tem uma função mais pedagógica, uma vez que informa o professor sobre o nível de realização
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    96 das competências definidasno programa e incentiva o aluno o aluno a empenhar-se cada vez mais nos estudos. A avaliação formativa preocupa-se, igualmente, com aspectos pessoais da vida do aluno, tais como a sua personalidade, o seu ritmo de desenvolvimento e, no caso vertente, os aspectos da sua vida social e linguística. Este conhecimento pode permitir a compreensão dos progressos e fracassos, bem como as presumíveis causas, de modo a desenhar as estratégias mais adequadas a diferentes tipos de alunos. Neste tipo de avaliação, os critérios a adoptar incluem uma auscultação e uma ligação directa com os pais ou encarregados de educação e, no caso dos alunos com necessidades educativas especiais, é necessário um levantamento biográfico para a identificação das possíveis causas ou relações entre o passado do aluno e o seu desempenho na escola. Assim, o professor deve preparar tarefas adicionais e específicas para cada caso. Neste contexto, esta avaliação não é expressa numericamente. Avaliação Sumativa: permite determinar o nível atingido por cada aluno no final de uma unidade de ensino, ano lectivo ou curso. Este tipo de avaliação é aplicado em diversos estágios do processo de ensino-aprendizagem da língua e ocorre geralmente após actividades relacionadas com a compreensão oral e escrita, por um lado, e expressão oral e escrita, por outro. É de referir a existência de outras componentes a equacionar neste processo de avaliação, como por exemplo, a participação individual, a apresentação do material, o comportamento dos intervenientes, os elementos fornecidos pela avaliação formativa, entre outras. Esta avaliação, que inclui provas quinzenais, mensais, trimestrais e semestrais, é feita de acordo com um calendário escolar estabelecido no início de cada ano lectivo e é expressa quantitativamente, numa escala de zero a vinte valores. O Programa de Português propõe uma avaliação contínua e sistemática, tendo em vista o desenvolvimento integrado das quatro habilidades de língua, de acordo com as exigências de cada ciclo. A avaliação no ensino-aprendizagem do Português deve incidir nas seguintes habilidades: a) Ouvir b) Falar;
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    97 c) Ler d) Escrever Anível das habilidades ouvir e falar, importa verificar se cada aluno individualmente é capaz de:  Fazer perguntas com: onde, quem, o que, quando,como;  Formular frases curtas e simples (sujeito, predicado e complemento);  Usar correctamente formas verbais (tempo presente, passado e futuro perifrástico);  Usar vocabulário básico. a) Ler Em relação à compreensão escrita e à leitura, o professor deve procurar saber se, cada aluno é capaz de:  Ler entre dez a vinte palavras por minuto;  Ler textos com 5 a 10 linhas;  Compreender a informação contida em textos de natureza diversa; b) Escrever O professor deve procurar saber se cada aluno é capaz de:  Copiar textos com boa caligrafia e respeitando às regras de pontuação e acentuação;  Escrever textos ditadas;  Legendar imagens;  Escrever pequenos textos (5 a 8 linhas), com sequência lógica e respeitando às regras de pontuação e acentuação;  Produzir, por escrito, frases com estruturas linguísticas diversas. A perspectiva de avaliação proposta deve permitir a transição dos alunos de um ciclo ou classe para o/a outro/a. Porém, a mesma pressupõe que tenham sido criadas condições de aprendizagem, para que todos os alunos atinjam as competências parciais de um determinado ciclo, que lhes possibilita a progressão para estágios seguintes, na perspectiva de uma progressão por ciclos de aprendizagem.
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    98 Estas condições assentam,fundamentalmente, numa avaliação predominantemente formativa, onde o processo de ensino-aprendizagem está centrado no aluno e permite, por um lado, que se obtenha uma imagem, o mais fiel possível, do desempenho do aluno em termos de competências parciais descritas nos currículos e, por outro, servir como mecanismo de retroalimentação do processo de ensino- aprendizagem. Assegurada a avaliação formativa, o que significa que se tenha providenciado a recuperação dos alunos com problemas de aprendizagem, existem condições de base para os promover para os estágios seguintes, mesmo que ainda existam algumas dificuldades de percurso. De acordo com o espírito da progressão por ciclos de aprendizagem, só se pode verificar a permanência de um aluno numa determinada classe e/ou ciclo, depois de o professor, em coordenação com o Director da Escola e com os pais/encarregados de educação do educando, provar que, de facto, o aluno não atingiu as competências mínimas exigidas. O sucesso desta perspectiva de avaliação implica maior responsabilidade e trabalho por parte do professor, o qual deve garantir que todos os elementos intervenientes no processo de ensino- aprendizagem se relacionem de forma integrada.
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    99 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Bortoni, S.(1992). Educação Bidialetal – O que é? É possível?. In Revista Internacional de Língua Portuguesa, 7, pp. 54 – 65. Gomes, A. et all (1991). Manual do Professor de Língua Portuguesa, Vol I, 3º Nível. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. Gonçalves, M.P. (2000). Introdução in Panorama do Português Oral de Maputo Vol. IV: Vocabulário Básico do Português, Contextos e Prática Pedagógica, pp. 7 – 54, Maputo: INDE. INDE (1996). Síntese dos Principais Problemas e Recomendações do SNE. Não Publicado. Muchave, A. J. (1999). Propedêutica da Leitura e da Escrita. Monografia para a Obtenção do Grau de Bacharelato em Ciências da Educação. Maputo: Universidade Pedagógica e Escola Superior de Setúbal. Ministério da Educação: DNEB. (2000). Regulamento Geral das Escolas do Ensino Básico. Maputo. Ministério da Educação e Cultura. (1979). O Ensino da Língua Portuguesa: Avaliação. Documento apresentado no I Seminário Nacional sobre o Ensino da Língua Portuguesa. Maputo. Nunan, D. (1995). Language Teaching Methodology: a textbook for teachers. New York: Phoenix Elt. Silva, R. M. V. (s/d). O Português São Dois: Variação, mudança, norma e a questão do ensino do Português no Brasil. In Congresso Internacional Sobre o Português. pp 375 – 401.
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    101 1. INTRODUÇAO A Matemáticalúdica é vista como uma estratégia de ensino e de aprendizagem na qual as crianças podem potenciar e desenvolver as suas competências matemáticas. Uma das estratégias que demonstra algumas promessas tem sido a utilização de jogos em que os conceitos matemáticos são apresentados numa perspectiva lúdica e de resolução de problemas. O acto de brincar é, de facto, uma actividade indispensável para o desenvolvimento humano e o material de trabalho necessário para desenvolver essa tarefa. Quanto mais as crianças brincam, mais aprendem, mais exploram e descobrem, desenvolvendo uma motivação extra para a aprendizagem, motivação essa que permanecerá para toda a vida. Um currículo adequado às crianças deve considerar a relação entre as crianças e a Matemática que entram no ensino com uma considerável experiência Matemática, com uma compreensão de conceitos muito global e com algumas destrezas importantes, nomeadamente a classificação a seriação e a contagem. A Revisão Pontual dos Programas centrou-se, fundamentalmente, na capitalização, simplificação e transferência de alguns conteúdos, clarificação das competências a desenvolver bem como das ideias intuitivas das crianças e a sua linguagem. O reconhecimento do desenvolvimento cognitivo, social e emocional das crianças deve conduzir a um tipo de experiências matemáticas significativas. Esta noção de currículo adequado ao desenvolvimento de competências das crianças é fundamental, de modo a que as crianças conservem o prazer e a curiosidade Matemática. O presente programa do 2º Ciclo está estruturado em oito (8) Unidades Temáticas: Números Naturais e Operações; Espaço e Forma; Grandezas e Medidas; Fracções; Números Decimais; Tabelas e Gráficos; Potenciação; e Percentagem. Os conteúdos têm em vista permitir às crianças desenvolver o raciocínio, a comunicação e linguagem gráfica, que constituem uma ponte entre o real e as abstracções matemáticas. As sugestões metodológicas apresentam-se no fim de cada unidade temática. Porém, estas não devem limitar a iniciativa do professor; servem de base para o professor, na condução do processo de ensino-aprendizagem da Matemática, de modo a garantir o desenvolvimento de competências dos alunos.
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    102 1. Competências Geraisdo Ensino Primário Na Matemática, o aluno desenvolverá competências de contar e calcular, usando as quatro operações básicas na resolução de problemas, por um lado, e, por outro, desenvolverá as competências de observar, identificar, agrupar, distinguir, interpretar, analisar, estimar e medir. 1.1 Competências do 2º Ciclo No final deste Ciclo, o aluno: a) Conta números até 100 000; b) Lê e escreve números até 100 000; c) Calcula, mentalmente e por escrito, operações de adição, subtracção, multiplicação e divisão até 100 000; d) Relaciona as figuras planas e sólidos geométricos com objectos da vida real; e) Resolve diferentes problemas da vida real, que envolvem grandezas, fracções, números decimais, percentagens e tabelas e gráficos, aplicando as 4 operações básicas até 100 000; f) Desenvolve o amor à pátria e conhece os símbolos nacionais. 1.2 Carga Horária do 2º Ciclo A carga horária para o 2º Ciclo é definida em função de escolas com 2 turnos. O ano lectivo é composto por 38 semanas (Calendário Escolar 2014). O Plano de Estudos do Ensino Primário revisto contempla o seguinte fundo de tempo lectivo:  3ªclasse : 38 semanas x 10 tempos semanais = 380 tempos lectivos.  4ªclasse : 38 semanas x 8 tempos semanais = 304 tempos lectivos.  5ªclasse : 38 semanas x 8 tempos semanais = 304 tempos lectivos. Nota: Os 20% do tempo lectivo do Currículo Local estão inclusos nos 380 da 3ª classe e 304 da 4ª e 5ª classess lectivos. Assim, o professor não pode planificar aulas somente sobre o Currículo Local. Isto é, os conteúdos do Currículo Local deverão ser tratados de forma integrada.
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    103 Visão Geral dosConteúdos do 2º Ciclo 3ª CLASSE 4ª CLASSE 5ª CLASSE UNIDADE TEMÁTICA CONTEÚDOS CH CONTEÚDOS CH CONTEÚDOS CH NÚMEROS NATURAIS E OPERAÇÕES  Revisão dos números naturais até 100  Números naturais até 1 000  Números ordinais até 30o ;  Números romanos até vinte (XX). 260  Revisão dos números naturais até 1000  Os números naturais até 10 000  Números ordinais, até 40o ;  Números romanos, até trinta (XXX). 150  Revisão dos números naturais até 10 000  Os números naturais até 100 000  Números ordinais até quinquagésimo (50o );  Números romanos até cinquenta (L);  Os múltiplos de 1000 e 10 000 até 100 000.  Potência 155  Adição e subtracção até 1000  Adição e subtracção até 10 000;  Adição e subtracção até 100 00.  Multiplicação e divisão de números naturais até 1000  Multiplicação e Divisão até 10 000;.  Multiplicação e divisão de números naturais até 100 000  Valores aproximados  Valores médio
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    104 3ª CLASSE 4ªCLASSE 5ª CLASSE UNIDADE TEMÁTICA CONTEÚDOS CH CONTEÚDOS CH CONTEÚDOS CH ESPAÇO E FORMA  Figuras Planas  Sólidos geométricos  Rectas e segmentos de recta  Círculo e a circunferência. 40  Semi-recta  Ângulos  Triângulos 25  Triângulos  Os quadriláteros 25 GRANDEZAS E MEDIDAS  Unidades de comprimento perímetro de figuras planas  Unidades de massa: - O quilograma (kg) e o grama (g).  Unidades de capacidade - O litro(l) e o mililitro (ml).  O dinheiro  Moedas e notas do dinheiro moçambicano.  Medidas de tempo Relógio (horas e minutos); - Calendário (o dia, a semana e os meses do ano). 40  Unidades de medidas de comprimento: km, m, dm, cm, mm.  Unidades de medidas de capacidade: litro, decilitro, centilitro e mililitro.  Unidades de massao: t, kg e g; O Dinheiro Moçambicano: notas e moedas .  Perímetro de figuras planas (rectângulo, quadrado, triângulo)  Área do rectângulo  Medidas de tempo - O relógio: horas, minutos e segundos; - O calendário: o dia, a semana, o mês, o trimestre, o semestre, o ano, os meses com 28/29, 30 e 31 dias. 70  Medidas de comprimento ( quilómetro, hectómetro, decámetro, metro, decímetro, centímetro e milímetro);  Perímetro de figuras planas (rectângulo, quadro, triângulo, paralelogramo e losango).  Medidas de superfície  Unidades de superfície (km2 , hm2 , dam2 , m2 , dm2 , cm2 , mm2 );  Medidas de tempo - Relógio (horas, minutos, segundos); - Calendário (o trimestre, o semestre, o ano, a década e século, o quinquénio e o milénio,). 55
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    105 3ª CLASSE 4ªCLASSE 5ª CLASSE UNIDADE TEMÁTICA CONTEÚDOS CH CONTEÚDOS CH CONTEÚDOS CH FRACÇÕES  Noção de Fracção 15  Fracções  Operações com fracções Adição e subtracção de fracções com o mesmo denominador 15 NÚMEROS DECIMAIS  Números decimais 25 TABELAS E GRÁFICOS  Tabelas e gráficos - Leitura de tabelas e gráficos de tempo - Construção de tabelas e gráficos de tempo 20  Tabelas e gráficos - Leitura de tabelas e gráficos de barras - Construção de gráficos em quadrículas. 15 REVISÃO 40 REVISÃO 24 REVISÃO 24 380 304 304 NOTA: Limites Numéricos Programa 1 ciclo/classe 2º ciclo/classe 3º ciclo/classe 1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª Corrente 50 100 10 000 1 000 000 1 000 000 10 000 000 >1 000 000 000 Revisto 50 100 1 000 10 000 100 000 1 000 000 10 000 000
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    107 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH I NÚMEROS NATURAIS E OPERAÇÕES (1) • Ler e escrever números naturais até 100; • Decompor números naturais em dezenas e unidades, até 100; • Ordenar números naturais até 100; • Comparar os números naturais até 100, usando os símbolos: • Efectuar mentalmente operações de adição e subtracção • Efectuar por escrito operações de adição e subtracção na forma horizontal e vertical  Revisão do 1º ciclo  Leitura e escrita de números naturais até 100;  Conceito de dezena e unidade;  Decomposição de números naturais em dezenas e unidades;  Representação de números naturais até 100, na tabela de posição;  Ordenação de números naturais até 100;  Comparação dos números naturais até 100, usando os símbolos: <, > e =;  Estratégias de cálculo mental de adição, até 100;  Procedimento escrito de adição sem transporte, até 100;  Estratégias de cálculo mental de subtracção, até 100;  Procedimento escrito de subtracção sem empréstimo, até 100;  Leitura e escrita dos números ordinais, até vigésimo (20º).  Resolve problemas que envolvem números naturais até 100; 40 tempos
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    108 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCI AS PARCIAIS O aluno: CH  Determinar o múltiplo de um número;  Identificar números pares e ímpares, até 50;  Calcular o dobro, a metade e o triplo de um número, até 50;  Multiplicação de números naturais até 50  Cálculo mental da multiplicação por 2, 3, 4, 5 e 10;  Números pares e ímpares;  Contagem de 10 em 10 e de 20 em 20, até 100;  Dobro, metade e triplo de um número.  Divisão de números naturais até 50  Divisão partitiva (por subtracções sucessivas) até 50, com os divisores 2, 3, 4 e 5;  Divisão como operação inversa da multiplicação, até 50, com os divisores 2, 3, 4, 5 e 10.  Resolve problemas de multiplicação e divsão, até 50; 40 tempos I NÚMEROS NATURAIS E OPERAÇÕES (1)  Ler e escrever os números naturais até 1000;  Decompor os números naturais até 1000, em unidades, dezenas, centenas e milhar;  Representar os números naturais na tabela de posição, até 1000;  Comparar os números naturais até 1000, usando os símbolos: <, > e =;  Ler e escrever os números romanos, até XX;  Números naturais até 1 000 Leitura e escrita de números naturais, até 1000; Decomposição de números naturais até 1000, em unidades, dezenas, centenas e milhar; Representação de números naturais na tabela de posição, até 1000; Ordenação de números naturais, até 1000; Comparação dos números naturais até 1000, usando os símbolos: <, > e =; Leitura e escrita de números ordinais, até 30 o ;  Leitura e escrita de números romanos, até vinte (XX).  Resolve problemas que envolvem números naturais até 1000; 60 tempos
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    109 Sugestões Metodológicas Em cadaclasse, a revisão da classe anterior deverá ser feita na base de exercícios e problemas apresentados pelo professor, para os alunos resolverem sob a sua orientação. O professor nunca deve abordar a matéria da revisão como se tratasse de algo novo para os alunos. No caso de alguns alunos apresentarem dificuldades, o professor poderá recorrer a outros alunos que não tenham dificuldades na matéria em questão, para explicarem à turma. Só no último caso é que o professor pode explicar. OS NÚMEROS NATURAIS ATÉ 1 000 Leitura e escrita de números naturais até 1000 O tratamento dos números naturais até 1000 pode ser realizado através dos múltiplos de 100 até 1000. 100 + 100 = 200  Duzentos 600 + 100 = 700  Setecentos 200 + 100 = 300 Trezentos 700 + 100 = 800  Oitocentos 300 + 100 = 400  Quatrocentos 800 + 100 = 900  Novecentos 400 + 100 = 500  Quinhentos 900 + 100 = 1000  Mil 500 + 100 = 600  Seiscentos E para a formação dos outros números, adiciona-se às centenas, sucessivamente, as dezenas 10, 20, 30, 40, 50, 60, 70,80, 90 e os algarismos 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9. Exemplos: 156 = 100 + 50 + 6; 579 = 500 + 70 + 9 e 999 = 900 + 90 + 9. Os conceitos de unidade, dezena, centena e milhar devem ser do domínio dos alunos, para que eles possam compreender a formação dos números, e possam ler e escrever correctamente. Decomposição de números naturais até 1000 e sua representação na tabela de posição A leitura pausada dos números permite a compreensão da sua composição e decomposição. Por exemplo:
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    110 306 lê-se: Trezentose seis, o que significa 300 + 6 824 lê-se: Oitocentos e vinte e quatro, o que significa 800 + 20+4 O ábaco, poderá ser um dos meios usados pelo professor para mostrar a decomposição dos números em unidades, dezenas, centenas e milhares e a sua representação na tabela de posição. Exemplo de como usar o ábaco. Se tiveres o número 352, como representá-lo no ábaco? Vejamos: 352= 300 + 50 + 2 Repara que no número 352= 300 + 50 + 2 temos 2 unidades, 5 dezenas e 3 centenas. Daí que,no ábaco, na coluna das unidades (U) estão 2 argolas, na coluna das dezenas (D) estão 5 argolas e, na coluna das centenas (C), estão 3 argolas. Na falta do ábaco , o professor pode improvisá-lo e levar para a sala de aulas várias argolas, cápsulas, ou sementes, para os alunos representarem diversos números. Ao mesmo tempo que se trabalha com o ábaco, pode-se preencher a tabela de posição: Milhares Centenas Dezenas Unidades 3 5 2 Ordenação de números naturais até 1000 Na ordenação dos números, é fundamental que os alunos saibam que:  Os números estão por ordem crescente, quando estão escritos do menor para o maior. Exemplo: 100, 200, 300, 400, 500, 600, 700,800, 900, 1000.  Os números estão por ordem decrescente, quando estão escritos do maior para o menor. Exemplo: 1000, 900, 800, 700, 600, 500, 400, 300, 200, 100. Existem várias formas de apresentação de exercícios de ordenação. Por exemplo:
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    111  Apresentar algunsnúmeros no quadro, de forma desordenada. A tarefa dos alunos é de escrevê- los por ordem crescente ou decrescente;  Apresentar uma série incompleta de números para os alunos completarem, etc. Comparação dos números naturais até 1000, usando os símbolos: <, > e = Na comparação dos números naturais usando os símbolos, numa primeira fase, o professor deverá recorrer aos seus próprios braços, para explicar o significado dos sinais de comparação (< e >): ao dobrar o braço direito, obtém-se o sinal de “maior que...”; e ao dobrar o braço esquerdo, obtém-se o sinal de “menor que...” Leitura e escrita de números ordinais O professor poderá recorrer à disposição em que estão sentados os alunos na sala de aulas, para classificar o lugar que cada um ocupa. Também poderá fazer referência à classificação dos alunos, de acordo com os lugares que ocupam no aproveitamento da turma, numa dada disciplina, ou numa corrida das aulas de Educação Física. É importante que se mostre a leitura e a escrita de números ordinais Leitura e escrita de números romanos até vinte (XX) Para esta aula, sugere-se que o professor tenha um relógio com a numeração romana. A partir das dificuldades dos alunos na leitura de horas e na identificação de números, o professor informa aos alunos que o sistema da numeração, que normalmente eles usam, se chama sistema de numeração árabe; mas que, além deste sistema, existe o sistema da numeração romana, também usado em relógios. O importante é que os alunos devem ser capazes de:  Ler os números romanos até XX;  Escrever os números romanos até XX;  Escrever os números romanos na ordem crescente e decrescente até 20;
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    112  Ler relógioem numeração romana;  Relacionar os números romanos e árabes até vinte. Exemplo: I 1 VI 6 X I 11 XVI 16 II 2 VII 7 XII 12 XVII 17 III 3 VIII 8 XIII 13 XVIII 18 IV 4 IX 9 XIV 14 IX 19 V 5 X 10 XV 15 XX 20
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    113 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH II ESPAÇO E FORMA  Identificar rectas e segmentos de recta paralelos e perpendiculares, em objectos da vida real;  Construir figuras planas  Relacionar o círculo e a circunferência com objectos do seu meio;  Construir o círculo, com a ajuda de objectos de bases circulares;  Relacionar as figuras e os sólidos geométricos com os objectos da vida real;  Desenhar e pintar objectos da vida real;  Moldar e modelar os sólidos geométricos.  Figuras e sólidos geométricos  Posição horizontal e vertical de rectas e segmentos de recta;  Rectas paralelas e perpendiculares;  Construção de rectas paralelas e perpendiculares;  Construção de figuras planas (retângulo, quadrado e triângulo) em quadrículas;  Círculo e a circunferência;  Os sólidos geométricos (cubo, bloco e cilindro);  Decomposição e composição de sólidos geométricos (cubo, bloco, cilindro). Traça rectas paralelas e perpendiculares Recorta, em papel, figuras planas Modela sólidos geométricos 40 tempos
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    114 Sugestões Metodológicas Rectas esegmentos de recta paralelos e perpendiculares O professor poderá explicar esta matéria recorrendo a situações concrectas da vida real, tais como, cordas, estradas, fios eléctricos, linha férrea , etc. Também poderá usar os barrotes do telhado ou aros das janelas e portas da sala de aulas, para exemplificar o paralelismo e a perpendicularidade. Sólidos geométricos (cubo, bloco, cilindro) É importante que o professor leve os alunos a relacionarem os sólidos geométricos com objectos do seu meio. Por exemplo, a caixa de fósforo assemelha-se a um bloco, a caixa de giz é parecida com o cubo e o cilindro com a lata de leite, ou de água. Existem muitos outros produtos que vêm em caixas de papel, pacotes ou latas com formas semelhantes às de uma caixa, por exemplo: pacote de margarina, caixa de refrescos, pacote de sumo, uma lata de azeite e outros. Os alunos poderão relacionar estes objectos com os sólidos geométricos. Figuras geométricas A partir da decomposição de modelos de sólidos geométricos escolhidos em faces rectangulares, quadrangulares, triangulares e circulares, os alunos poderão identificar as figuras geométricas. Exemplos:
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    115 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH III NÚMEROS NATURAIS E OPERAÇÕES (2)  Identificar as propriedades de adição;  Efectuar o cálculo mental e escrito com adição e subtracção até 1 000.  Adição e subtracção até 1000  Propriedades comutativa, associativa e elemento neutro de adição;  Estratégias de cálculo mental da adição (sem e com transporte), até 1 000;  Estratégias de cálculo mental de subtracção (sem e com empréstimo), até 1 000;  Procedimento escrito de adição até 1000 (sem e com transporte);  Procedimento escrito de subtracção até 1000 (sem e com empréstimo).  Resolve problemas, que envolvem adição e subtracção até 1 000; 60 tempos  Identificar as propriedades de adição;  Efectuar o cálculo mental e escrito com multiplicação e divisão até 1 000;  Resolver expressões numéricas que envolvem três operações (adição, subtracção e multiplicação).  Multiplicação e divisão de números naturais até 1000  Multiplicação por 6, 7, 8 e 9;  Propriedades comutativa e associativa da multiplicação;  Expressões numéricas envolvendo três operações (adição, subtracção e multiplicação), com e sem parêntesis;  Noção de múltiplo;  Os múltiplos de 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9;  Multiplicação por 10 e 100;  Os múltiplos de 10 e 100 até 1000;  Procedimento escrito da multiplicação sem transporte, cujo multiplicador tem dois algarismos;  Estratégias do cálculo mental da divisão;  Divisão por 10 e 100;  Divisão de múltiplos de 10 e 100 por um dígito.  Resolve problemas que envolvem adição, subtracção, multiplicação e divisão de números naturais, até 1000. 60 tempos
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    116 Sugestões Metodológicas ADIÇÃO ESUBTRACÇÃO Estratégias de cálculo mental de adição e subtracção A estratégia de "contar tudo", tanto na adição como na subtracção, já não é colocada em questão nesta fase. Os números começam a ser tão grandes, que a manipulação de objectos deve ficar de lado. Além disso, pensa-se que nesta altura os alunos já possuem vários conhecimentos sobre modos de pensar e as suas vantagens, o que lhes permitirá optar pela estratégia a usar. Vejamos um exemplo de adição: 8 + 163 = Repare que usar a estratégia de contar para a frente, a partir da 1ª parcela neste exercício, seria inútil. Por isso, o aconselhável, neste exercício, seriam as seguintes estratégias:  Contar a partir da parcela maior. Portanto, concretizar a parcela menor e contar para a frente, a partir da parcela maior. Por exemplo: 4 + 168 = 168 + 4 (4 passos, que correspondem à parcela menor) 169 170 171 172 Portanto,172 seria o total ou a soma de 4 + 168. NOTA: A estratégia de contar para a frente a partir da parcela maior é uma estratégia ideal, quando uma das parcelas é um número menor que 10.  Identificar o exercício básico (4 + 8) e obter 12; depois adicionar 12 a 160 e obter 172 como soma de 4 + 168. Vejamos um exemplo de subtracção: 532 - 7 = ? Repare que usar a estratégia de contar para a frente a partir do diminuidor ao diminuendo, assim como contar para atrás do diminuendo ao diminuidor, seria inútil . Por isso, o aconselhável neste exercício seria: 168
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    117  Identificar oexercício básico (12 - 7) e obter a diferença 5; adicionar 5 a 520 e obter 525, como a diferença de 532 - 7. Concretizar o diminuidor 7 e contar para atrás o diminuendo, tantas vezes o diminuidor. Por exemplo: 532 - 7 = 525 526 527 528 529 530 531  7 passos, que correspondem ao diminuidor 8. Procedimento escrito de adição com transporte e subtracção com empréstimo O procedimento escrito da adição com transporte: Como calcular 265 + 637 na forma vertical? Para calcular 265 + 637 através do procedimento escrito, seguem-se os passos: 1º Passo: Escreve-se unidades debaixo das unidades, dezenas debaixo das dezenas, centenas debaixo das centenas, assim sucessivamente: 2 6 5 +6 3 7 2º Passo: Adicionam-se as unidades: 5 + 7 =12. Escreve-se 2 debaixo das unidades e transporta-se a dezena para a posição das dezenas. 1 2 6 5 + 6 3 7 2 3º Passo: Adicionam-se as dezenas: 1 + 6 + 3 = 10. Escreve-se 0 debaixo das dezenas e transporta-se a centena para a posição das centenas. 1 1 2 6 5 + 6 3 7 0 2 4º Passo: Adicionam-se as centenas: 1 +2 + 6 = 9. Escreve-se 9 debaixo das centenas. 1 1 2 6 5 + 6 3 7 9 0 2 532
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    118 O procedimento escritoda subtracção com empréstimo Como calcular 524- 149 na forma vertical? Para calcular 524- 149 através do procedimento escrito, seguem-se os passos: 1º Passo: Escrevem-se unidades debaixo das unidades, dezenas debaixo das dezenas, centenas debaixo das centenas, assim sucessivamente: 5 2 4 - 1 4 9 2º Passo: Não é possivel subtrair 9 unidades de 4; assim, pede-se emprestado uma dezena em 2 dezenas, e fica-se com 1 dezena e 14 unidades. Subtraem-se as 9 unidades de 14 e a diferença é 5. Escreve-se 5 debaixo das unidades. 1 10 5 2 4 - 1 4 9 5 3º Passo: Não é possivel subtrair 4 dezenas de 1; por isso, pede-se emprestado uma centena em 5 centenas, e fica-se com 4 centenas e 11 dezenas. Subtraem-se 4 dezenas de 11 e a diferença é 7. Escreve-se 7 debaixo das dezenas. 10 4 1 10 5 2 4 - 1 4 9 7 5 4º Passo: Subtrai-se 1 centena de 4 centenas, e a diferença é 3. Escreve-se 3 debaixo das centenas. 10 4 10 10 5 2 4 - 1 4 9 3 7 5 MULTIPLICAÇÃO E DIVISÃO Estratégias de cálculo mental de multiplicação e divisão até 1 000 Níveis de cálculo No cálculo com números até 1000, podem identificar‐se três níveis:  Cálculo por contagem: cálculo apoiado, sempre que necessário, por materiais que permitam a contagem;
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    119  Cálculo estruturado:cálculo feito sem recorrer à contagem, com o apoio de modelos adequados;  Cálculo formal: neste nível, os números são usados como objectos mentais para calcular de modo inteligente e flexível, sem necessidade de recorrer a materiais estruturados. Estratégias do cálculo mental da multiplicação Para que o aluno possa efectuar o cálculo mental, é preciso que ele domine os factos básicos. Portanto, as tabelas de multiplicação. Só depois disso é que ele pode efectuar situações de multiplicações mais complexas e usar estratégias de cálculo.  Não sei quanto é 6 x 4, mas sei que 5 x 4 = 20, e de 5 para 6 falta 1, então, adiciono ao 20 uma vez o 4, seguindo o raciocínio: 6 x 4 =5 x 4 + 1 x 4 = 20 + 4 = 24 .  Não sei quanto é 5 x 3, mas sei que 3 x 3 = 9, e de 3 para 5 faltam 2, então, adiciono ao 9 duas vezes o 3, seguindo o raciocínio: 5 x 3 =3 x 3 + 2 x 3 = 9 + 6 = 15 NOTA: Lembre-se sempre que estes raciocínios são mentais e não escritos. Propriedades comutativa e associativa da multiplicação O professor deverá fazer compreender aos alunos a utilidade das propriedades no cálculo. Os alunos não podem aprender as propriedades de forma mecânica, sem perceberem a sua utilidade. Para isso, deverá mostrar essa utilidade na base de cálculos. Exemplo1: 4 x 12 x 10 = ? Fica: 4 x 12 x 10 = 4 x 120 = 480. Repare que é mais fácil calcular 12 x 10 x 4, do que 4 x 12 x10. Portanto, aplicou-se a propriedade associativa da multiplicação. Exemplo2: 4 x 19 x 25 = ? Fica: 4 x 19 x 25 = 4 x 25 x 19 = 100 x 19 = 1900. Repare que é mais fácil calcular 4 x 25 x 19, do que calcular 4 x 19 x 25. Portanto, aplica-se a propriedade comutativa da multiplicação. Expressões numéricas envolvendo três operações (adição, subtracção e multiplicação) com e sem parentêsis
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    120 O professor deveráexplicar a prioridade da multiplicação em relação à adição e subtracção em exercícios sem parêntesis, e só depois disto é que pode explicar a prioridade das operações no uso de parentêsis. O importante é que os alunos, até ao fim desta aula, saibam que:  Numa expressão numérica sem parênteses, onde há adições, subtracções e multiplicações, primeiro resolvem-se todas as multiplicações e, em seguida, efectuam-se as adições e as subtracções pela ordem em que aparecem.  Numa expressão numérica com parêntesis, que envolve adições, subtracções e multiplicações, primeiro resolvem-se as operações dentro de parêntesis e, em seguida, efectuam-se as operações fora de parêntesis, segundo a ordem de prioridade. Noção de múltiplo Os alunos precisam de saber que os múltiplos de um número são determinados através da multiplicação desse número pela sequência dos números naturais. Exemplo: Os múltiplos de 2 são: 0, 2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 16, 18, 20, etc Multiplicação por 10 e 100 Na multiplicação por 10 e 100, os alunos precisam de conhecer as seguintes regras:  Para multiplicar um número por 10, basta acrescentar um zero à direita desse número.  Para multiplicar um número por 100, basta acrescentar dois zeros à direita desse número. Entretanto, é importante que o alunos resolvam, orientados pelo professor, alguns exercícios que lhes conduzam a deduzirem estas regras. Procedimento escrito da multiplicação sem transporte, cujo multiplicador tem dois algarismos. O professor deverá explicar aos alunos que, quando a mltiplicação é mais dificil calcular mentalmente, podemos recorrer ao procedimento escrito. Exemplo1: Vamos resolver 24 x 12 na base do algoritmo.
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    121 1º Passo: Escrevem-seunidades debaixo das unidades e dezenas debaixo das dezenas, assim sucessivamente: 2 4 x 1 2 2º passo: Multiplica-se o 24 por 2 e obtém-se 48 como produto e escreve-se 8 debaixo das unidades e 4 debaixo das dezenas: 2 4 x 1 2 4 8 3º passo: Multiplica-se o 24 por 1 e obtém-se 24 como produto. Escreve-se 4 debaixo das dezenas e 2 debaixo das centenas : 2 4 x 1 2 4 8 2 4 4º passo: Adicionam-se os produtos parciais 48 e 240 e obtém-se 288. 2 4 x 1 2 4 8 2 4 2 8 8 Conclusão: Na multiplicação, é possível realizar facilmente o cálculo mental, desde que o aluno domine os exercícios básicos, assim como as propriedades das operações. Estratégias do cálculo mental da divisão A divisão tem como pressuposto o domínio da tabuada de multiplicação, pois na resolução da divisão recorre-se à sua operação inversa, portanto, à multiplicação Exemplos: 28: 4, pensa no número que multiplicado por 4 é igual a 28. Neste caso, é o 7. Desta forma, escreve-se: 28 : 4 = 7, porque 7 x 4 = 28 32 : 8 = 4, porque 4 x 8 = 32 21 : 3 = 7, porque 7 x3 = 21 Assim, sucessivamente. Divisão por 10 e 100
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    122 Para este tipode conteúdo, o professor precisa de usar exemplos no quadro e conduzir a aula de modo que os alunos concluam que: Para dividir um número por 10 e 100, retira-se no dividendo um ou dois zeros, conforme a divisão por 10 ou por 100. Divisão de múltiplos de 10 e 100 Para que os alunos aprendam as regras da divisão de múltiplos de 10 e 100, o professor deverá explicar usando alguns exercícios no quadro, como por exemplo: Para calcular: 80 . 4= , basta calcular 8 :4 , e acrescentar um zero no resultado. Portanto, 80 : 4 = 20 250 : 5 , basta calcular 25 : 5 , e acrescentar um zero no resultado. Portanto, 250 : 5 = 50 1600 : 2, basta calcular 16 : 2 , e acrescentar dois zeros no resultado. Portanto, 1600 : 2 = 800
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    123 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH IV GRANDEZAS E MEDIDAS  Converter as unidades de comprimento;  Determinar o perímetro de figuras planas (rectângulo, quadrado e triângulo)  Desenhar e pintar figuras de diferentes tamanhos;  Ler horas em qualque tipo de relógio  Unidades de comprimento  O metro(m), o decímetro(dm), o centímetro(cm) e o milímetro (mm)  Unidade Fundamental: O Metro  Noção de perímetro de figuras planas (rectângulo, quadrado e triângulo)  Unidades de massa:  O quilograma (kg) e o grama (g)  Unidades de capacidade  O litro(l) e o mililitro (ml)  O dinheiro  Moedas e notas do dinheiro moçambicano  Medidas de tempo  O relógio (horas e minutos);  O calendário (o dia, a semana e os meses do ano).  Resolve problemas do seu dia-a-dia que envolvem medidas, massa, capacidade, dinheiro e tempo. 40 tempos REVISÃO 40 tempos TOTAL 380
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    124 Sugestões Metodológicas Grandezas eMedidas Para o estudo das grandezas, é necessária existência de material variado na sala de aula (réguas, cordas, bandas de cartão, recipientes, relógio,calendário, etc.). Unidades de comprimento No tratamento das medidas de comprimentos (m, dm, cm e mm), é importante que os alunos saibam que:  O metro (m) é a unidade fundamental das medidas de comprimento.  O decímetro (dm), o centímetro (cm) e o milímetro (mm) são os submúltiplos do metro. Além disso, os alunos precisam de saber que usamos os submúltiplos para medir comprimentos pequenos, como é o caso de medir o comprimento de um caderno, de um lápis, de uma borracha, de um afiador, etc., casos em que não seria tão fácil usar o metro. Por esta razão, o metro foi dividido em partes mais pequenas: - Em 10 partes iguais. Cada uma destas partes chama-se decímetro e, por isso, o metro tem 10 decímetros. - Em 100 partes iguais. Cada uma destas partes chama-se centímetro e, por isso, o metro tem 100 centímetros. - Em 1000 partes iguais. Cada uma destas partes chama-se milímetro e, por isso, o metro tem 1000 milímetros. Aconselha-se o professor a usar o metro articulado, para explicar esta matéria com muita facilidade. Os alunos devem dominar as seguintes relações: 1m = 10 dm = 100 cm = 1 000mm Os alunos devem medir diversos objectos.
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    125 Unidades de Massa Paraesta aula, o professor poderá levar para sala vários objectos para serem pesados, inclusive a balança e os pesos de 1kg e grama. Numa primeira fase, os alunos poderão servir-se das suas mãos para comparar os pesos de diferentes objectos, e só depois disso se pode usar a balança. No tratamento das unidades de massa também é importante que os alunos saibam que: - O quilograma (kg) é a unidade fundamental das medidas de massa. - O grama é um dos seus submúltiplos, que serve para medir quantidades mais pequenas do que o quilograma. - 1kg = 1000g - A balança é o instrumento usado para medir a massa de um corpo. - Existem vários tipos de balanças, como as usadas nos mercados, nos talhos, nas farmácias, etc. Unidades de capacidade Para esta aula, o professor poderá levar para sala de aulas, areia ou água e vários recipientes de tamanhos diferentes, como é o caso de garrafas, latas, baldes,etc. O que se pretende é que o professor induza os alunos a verificarem, por transvasamento, quantas vezes um recipiente de areia ou água cabe no outro e vice-versa. Aquele que puder conter mais areia, ou líquido, tem maior capacidade. Também é importante que os alunos saibam que: - O litro (l) é a unidade fundamental das medidas de capacidade. - O mililitro (ml) é um dos seus submúltiplos, que serve para medir quantidades mais pequenas do que o litro. - 1l = 1000ml. O dinheiro: Moedas e notas em circulação em Moçambique O professor deverá fazer os possíveis de levar para esta aula notas e moedas do dinheiro em circulação e as actividades dos alunos consistirão em: Identificar moedas e notas;
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    126 Determinar o valorde uma dada colecção de moedas ou notas; Simular a troca de moedas em notas e vice-versa; Simular situações de compra e venda em lojas improvisadas. Medidas de tempo  O relógio (horas e minutos) Com um relógio não electrónico na sala de aulas, o professor explicará as partes que constituem o relógio, mostrador com números e os dois ponteiros: o comprido de minutos e o curto das horas. Na falta do relógio, o professor deve construí-lo. É importante que os alunos saibam que: 1hora = 60 minutos. Vários exercícios de leitura e marcação das horas devem ser feitos pelos alunos na sala de aulas.  O calendário (os dias da semana, os meses do ano) O calendário deve estar presente na aula, assim como os alunos devem construí-lo com a orientação do professor. O professor deverá orientar aos alunos a interpretarem o calendário. Os alunos deverão exercitar a leitura do calendário, identificando datas importantes e seus significados (feriados nacionais e datas comemorativas e festivas), dias da semana e meses do ano.
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    128 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH I NÚMEROS NATURAIS E OPERAÇÕES (1)  Ler e escrever os números naturais até 1000;  Decompor números naturais até 1000, em unidades, dezenas, centenas e milhar;  Representar números naturais até 1000 na tabela de posição  Resolver expressões numéricas envolvendo três operações (adição, subtracção e multiplicação), com e sem parêntesis;  Revisão dos números naturais até 1000  Leitura e escrita de números naturais, até 1000;  Decomposição de números naturais até 1000, em unidades, dezenas, centenas e milhar;  Representação dos números naturais até 1000, na tabela de posição;  Ordenação de números naturais, até 1000;  Comparação dos números naturais até 1000, usando os símbolos de comparação (, e =);  Procedimento escrito de adição até 1000 (sem e com transporte);  Procedimento escrito de subtracção até 1000 (sem e com empréstimo);  Expressões numéricas envolvendo três operações (adição, subtracção e multiplicação), com e sem parêntesis;  Procedimento escrito da multiplicação sem transporte, cujo multiplicador tem dois algarismos.  Resolve problemas que envolvem números naturais até 1000. 20 tempos
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    129 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH I NÚMEROS NATURAIS E OPERAÇÕES (1)  Ler e escrever os números naturais até 10 000;  Decompor os números naturais até 10 000, em unidades, dezenas, centenas e dezena de milhar;  Representar os números naturais na tabela de posição; até 10 000;  Comparar os números naturais até 10 000, usando os símbolos: <, > e =;  Os números naturais até 10 000  Leitura e escrita dos números naturais até 10 000;  Decomposição de números naturais até 10 000, em unidades, dezenas, centenas, milhares e dezena de milhar;  Representação de números naturais na tabela de posição, até 10 000;  Ordenação de números naturais, até 10 000;  Comparação dos números naturais até 10 000, usando os símbolos: <, > e =.  Os números ordinais  Leitura e escrita de números ordinais até quadragésimo (40o ).  Numeração romana  Leitura e escrita de números romanos, até trinta (XXX);  Relação entre a numeração árabe e a romana, até trinta.  Resolve problemas que envolvem números naturais até 10 000. 30 tempos
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    130 Sugestões Metodológicas Leitura eescrita, decomposição, representação na tabela de posição, ordenação e comparação de números naturais até 1000. Antes do tratamento da nova matéria, é preciso que se faça revisão da matéria da(s) classe(s) anteriores que serve de pré-requisito para a abordagem da matéria nova. Desta forma, nas primeiras semanas do ano lectivo, o professor deverá dar tarefas/actividades que permitam que os alunos consolidem a leitura e escrita, a decomposição, a contagem, a ordenação e a comparação (usando os sinais: >, < e = ) de números naturais, até 1000. Na consolidação destas matérias, o professor poderá apresentar aos alunos diferentes tipos de actividades, por exemplo:  Identificar determinados números num conjunto de números por ele apresentado. Esta identificação pode ser feita através de pintura, usando cores;  Escrever números por algarismo e por extenso e vice-versa;  Relacionar números a quantidades e vice-versa;  Decompor números em unidades, dezenas, centenas e milhar;  Representar números dados na tabela de posição;  Identificar e ler números representados, na tabela de posição;  Ordenar números apresentados na forma crescente e decrescente;  Identificar a ordem em que determinados números estão apresentados;  Comparar números dados, usando os símbolos de comparação: <, > e =. Na comparação dos números naturais usando os símbolos, numa primeira fase, o professor deverá recorrer ao uso de braços: ao dobrar o braço direito, obtém-se o sinal de “maior do que...”; e ao dobrar o braço esquerdo, obtém-se o sinal de “menor do que...” No tratamento de números até 10 000 (leitura e escrita , decomposição, representação na tabela de posição, ordenação e comparação, usando os sinais: >, < e =) , usa-se a mesma metodologia do tratamento de números até 1 000. A única diferença é que, desta vez, os números vão até dezenas de milhar. É preciso que os alunos compreendam que, desta vez, o tratamento de números vai até 10 000.
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    131 Números Ordinais atéquarenta (40o) . O tratamento da leitura e escrita de números ordinais até 40o , deve ser antecedida pela consolidação de números ordinais até 30o . Os números ordinais devem ser escritos, tanto por algarismo, como por extenso e vice-versa . Os números dos alunos na lista da turma podem ser traduzidos na forma ordinal. Claro que se deve respeitar o limite, tendo em conta que a maioria das turmas é numerosa. No recreio, ou nas aulas de Educação Física, podem ser desenvolvidas diversas actividades conducentes à aprendizagem dos números ordinais propostos. Exemplo: Os alunos fazem uma corrida e o professor classifica pela ordem de chegada: Primeiro (1º), segundo (2º), …..décimo (10º), décimo primeiro (11º)…….vigésimo (20º), ...... vigésimo nono (29º), trigésimo (30º), trigésimo primeiro(31º), ... ,trigésimo oitavo(38º), trigésimo nono(39º) e quadragésimo (40º). Na aula, os alunos poderão discutir e identificar a ordem em que cada aluno chegou à meta. Ainda no tratamento de números ordinais, os alunos poderão realizar jogos que respeitam a sequência em que cada participante escolhe o lugar que ocupa, antes de iniciar o jogo. Poderá também orientar os alunos em exercícios relacionados com a classificação das equipas de jogos na escola/país e outros lugares. Números Romanos até trinta(XXX) O tratamento da leitura e escrita de números romanos até trinta (XXX) , deve ser antecedida pela consolidação de tratamento de números romanos até vinte (XX). Vários exercícios deverão ser desenvolvidos pelos alunos, tais como:  Ler horas em relógios que usam a numeração romana;  Ler datas históricas escritas em numeração romana;  Ler números romanos apresentados pelo professor;  Escrever números romanos solicitados;  Escrever números romanos dados na ordem crescente e decrescente;  Estabelecer correspondência entre números romanos e árabes dados.
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    132 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH II ESPAÇO E FORMA  Distinguir a semi-recta do segmento de recta;  Classificar os ângulos quanto a amplitude;  Identificar ângulos em diferentes objectos do seu meio;  edir ângulos, usando correctamente o transferidor;  Classificar os triângulos, quanto aos lados;  Classificar os triângulos quanto ao comprimento dos seus lados;  Construir triângulos usando o papel quadriculado.  Semi-recta  Noção de semi-recta  Ângulos  Noção de ângulo;  Elementos do ângulo: lados e vértice.  Classificação de ângulos: agudo, recto, obtuso, raso e giro ;  Medição de ângulos;  Triângulos - Conceito de triângulo; - Elementos do triângulo: lados, vértices e ângulos; - Noção da altura de um triângulo;  Classificação de triângulos: isósceles, equilátero, escaleno.  Aplica conceitos matemáticos na interpretação e resolução de situações do ambiente que o rodeia. 20 tempos
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    133 Sugestões Metodológicas Espaço eForma A partir de diversas actividades e de experiências variadas feitas no âmbito da descoberta do espaço, os alunos vão acumulando conhecimentos que lhes servirão de suporte a familiarizações posteriores. Assim, as actividades a propor devem conduzir à observação, comparação e identificaçao de objectos geométricos a partir de objectos do seu meio. Noção de semi-recta O tratamento de semi-recta deve ser antecedido pela consolidação do tratamento de recta e de segmento de recta. O professor poderá traçar uma linha no quadro, em que os alunos a identifiquem como uma recta e marcar dois pontos distintos nela, para identificarem o espaço compreendido entre os dois pontos como um segmento de recta, e depois disso, mostrar qual é o espaço da recta que compreenderia uma semi-recta. Exemplo: Desenhar a seguinte figura e mostrar, por fase, cada conceito: recta, segmento de recta e semi-recta. ● ● r A B  Esta é a recta r, ou recta AB.  O espaço compreendido entre os dois pontos A e B chama-se segmento de recta.  A linha que parte do ponto B para a direita chama-se semi-recta.  A linha que parte do ponto A para a esquerda também se chama semi-recta. E assim, levar os alunos a concluirem que:  Uma semi-recta é uma linha que tem ponto de origem ou princípio, mas não tem fim. No final, o professor deverá levar os alunos a darem exemplos de recta, segmento de recta e semi- recta, usando exemplos concretos da vida. Por exemplo, cordas, estradas, linhas férreas, fios eléctricos, etc.
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    134 Noção de ângulo,sua classificação e medição O professor poderá ensinar a noção de ângulo, usando exemplos concretos de vida dos alunos, tais como: os cruzamentos de ruas, estradas, barrotes do tecto da sala de aulas, etc. E mostrar que estes cruzamentos formam ângulos. E que os ângulos são classificados de acordo com a sua amplitude (tamanho de abertura). Os alunos devem ser ensinados a ler e a usar o transferidor na medição de ângulos. Vários exercícios de medição e classificação de ângulos deverão ser feitos, para a consolidação desta matéria. Noção de triângulo e sua classificação quanto aos lados. A noção de triângulo também deve ser feita na base de uso de objectos da vida dos alunos. O triângulo que usam na sala de aulas como material didáctico nas construções geométricas, o triângulo usado como sinal de trânsito nas estradas, etc. A classificação de triângulo neste nível deve ser apenas em relação aos lados. E para tal, os alunos devem medir os lados de diferentes triângulos, para posteriormente fazerem a sua classificação. No final destas aulas, os alunos devem ser capazes de identificar rectas, segmentos de rectas, semi- rectas, ângulos e triângulos, em diferentes objectos do seu meio.
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    135 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH III NÚMEROS NATURAIS E OPERAÇÕES (2)  Aplicar o calculo mental e escrito na adição e subtracção de números naturais até 10 000.  Adição e subtracção  Estratégias de cálculo mental de adição e subtracção, até 10 000;  Procedimento escrito de adição com transporte e subtracção com empréstimo, até 10 000.  Resolve problemas de adição e subtracção até 10 000. 50 tempos
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    136 Sugestões Metodológicas Estratégias decálculo mental de adição e subtracção É preciso que o professor compeenda que o cálculo mental é pressuposto para o cálculo escrito. Por isso, só depois do tratamento deste é que os alunos poderão aprender os algoritmos/ procedimentos escritos. A estratégia de "contar tudo", tanto na adição como na subtracção, já não é colocada em questão nesta fase. Os números começam a ser tão grandes, que a manipulação de objectos deve ficar de lado. Além disso, pensa-se que nesta altura os alunos já possuem vários conhecimentos sobre modos de pensar e as suas vantagens, o que vai lhes possibilitar na opção de estratégia a usar. Vejamos um exemplo de adição: 4 + 827 = Repare que usar a estratégia de contar para a frente a partir da 1ª parcela neste exercício seria inútil. Por isso, o aconselhável neste exercício seriam as seguintes estratégias:  Contar a partir da parcela maior. Portanto, concretizar a parecela menor e contar para a frente, a partir da parcela maior. Por exemplo: 4 + 827 = 827 + 4 (4 passos, que correspondem à parcela menor) 828 829 830 831 Portanto, 831 seria o total ou a soma de 4 + 827. NOTA: A estratégia de contar para a frente a partir da parcela maior é a estratégia ideal, quando uma das parcelas é menor que 10.  Identificar o exercício básico (4 + 7) e adicionar 11 a 820, obtendo 831 como total, ou soma de 4 + 827. Vejamos um exemplo de subtracção: 943 - 8 = ? Repare que usar a estratégia de contar para a frente a partir do diminuidor ao diminuendo, assim como contar para atrás do diminuendo ao diminuidor seria inútil . Por isso, o aconselhável neste exercício seria: 827
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    137  Identificar oexercício básico (13 - 8) e resolvê-lo; depois, adicionar a sua diferença 5 ao 930 e obter 935 como a diferença do 943 – 8.  Concretizar o diminuidor 8 e contar para atrás o diminuendo, tantas vezes o diminuidor. Por exemplo: 943 – 8= 935 936 937 938 939 940 941 942  8 passos, que correspondem ao diminuidor 8. Procedimento escrito de adição com transporte e subtracção com empréstimo O procedimento escrito da adição com transporte: Como calcular 3 685 + 1347 na forma vertical? Para calcular 3 685 + 1347 através do procedimento escrito, seguem-se os seguintes passos: 1º Passo: Escrevem-se unidades debaixo das unidades, dezenas debaixo das dezenas, centenas debaixo das centenas, milhares debaixo dos milhares, assim sucessivamente: 3 6 8 5 +1 3 4 7 2º Passo: Adicionam-se as unidades: 5 + 7 =12. Escreve-se 2 debaixo das unidades e transporta-se a dezena para a posição das dezenas. 1 3 6 8 5 +1 3 4 7 2 3º Passo: Adicionam-se as dezenas: 1 + 8 + 4 = 13. Escreve-se 3 debaixo das dezenas e transporta-se a centena para a posição das centenas. 1 1 3 6 8 5 +1 3 4 7 3 2 943
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    138 4º Passo: Adicionam-seas centenas: 1 + 6 + 3 = 10. Escreve-se zero(0) debaixo das centenas e transporta-se o milhar para a posição dos milhares. 1 1 1 3 6 8 5 +1 3 4 7 0 3 2 5º Passo: Adicionam-se os milhares: 1 + 3 + 1 = 5. Escreve-se 5 debaixo dos milhares. 1 1 1 3 6 8 5 +1 3 4 7 5 0 3 2 O procedimento escrito da subtracção com empréstimo Como calcular 8 5 4 2 - 1679 na forma vertical? Para calcular 8 5 4 2 - 1679 através do procedimento escrito, segue-se os seguintes passos: 1º Passo: Escrevem-se unidades debaixo das unidades, dezenas debaixo das dezenas, centenas debaixo das centenas, milhares debaixo dos milhares, assim sucessivamente: 8 5 4 2 - 1 6 7 9 2º Passo: Não é possivel subtrair 9 unidades de 2. Assim, pede-se emprestado uma dezena em 4 dezenas, e fica-se com 3 dezenas e 12 unidades. Subtraem-se as 9 unidades em 12 e a diferença é 3. Escreve-se 3 debaixo das unidades. 3 10 8 5 4 2 - 1 6 7 9 3 3º Passo: Não é possivel subtrair 7 dezenas de 3. Pede-se emprestado 1 centena em 5, e fica-se com 4 centenas e 13 dezenas. Agora é possível subtrair 7 dezenas de 13 e a diferença é 6. Escreve-se 6 debaixo das dezenas. 10 4 3 10 8 5 4 2 - 1 6 7 9
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    139 6 3 4º Passo:Não é possível subtrair 6 centenas de 4. Pede-se emprestado 1 milhar em 8, e fica-se com 7 milhares e 14 centenas. Agora é possível subtrair 6 centenas de 14 e a diferença é 8. Escreve-se 8 debaixo das centenas. . 10 10 7 4 3 10 8 5 4 2 - 1 6 7 9 8 6 3 5º Passo: Subtrai-se 1 milhar de 7 e a diferença é 6. Escreve-se 6 debaixo dos milhares. 10 10 7 4 3 10 8 5 4 2 - 1 6 7 9 6 8 6 3
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    140 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH IV GRANDEZAS E MEDIDAS  Converter as unidades de comprimento, capacidade e massa;  Resolver exercícios que envolvem operações com o Metical.  Unidades de medidas de comprimento: km, m, dm, cm, mm;  Unidades de medidas de capacidade: litro, decilitro, centilitro e mililitro.  Unidades de massa: t, kg e g;  O Dinheiro Moçambicano: notas e moedas.  Resolve problemas da vida prática que envolvem medidas de comprimento, capacidade, massa e dinheiro. 30 tempos
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    141 Sugestões Metodológicas MEDIDAS DECOMPRIMENTO Os alunos deverão resolver situações problemáticas que requerm a medição e a conversão de unidades para outras. É importante que o professor sublinhe que, na resolução de problemas, as grandezas devem ser convertidas na mesma unidade. Nesta classe, o desenvolvimento de habilidades de estimação é imprescendível. Por isso, sugere-se que o professor leve os alunos a estimarem comprimentos de objectos e distâncias. A discussão sobre o comprimento da distância de casa de alunos para a escola, fontenária, padaria, mercado, posto de saúde, etc. deverá ser levada a acabo na sala de aulas, de modo a que os alunos percebam que alguns comprimentos são muito grandes, daí que existem os múltiplos do metro - e que nesta classe abordar-se-á apenas o quilómetro (km), que corresponde a 1000 metros. MEDIDAS DE CAPACIDADE No tratamento de noções intuitivas de medição de capacidade, os alunos devem comparar recipientes, segundo a capacidade, verificando depois por transvasamento, quais os recipientes que têm igual capacidade ou qual dos recipientes em causa tem maior ou menor capacidade. Para tal, o professor deverá levar para esta aula uma série de objectos, tais como: copos, jarras, latas, garrafas, pedras e água. Os alunos deverão realizar várias actividades de transvasamento de líquidos, ou areia, em diferentes recipientes e comparar. Medidas de Massa Analogamente, o processo de trabalho com pesos pode ser idêntico aos anteriores descritos. Exemplo: O professor poderá orientar os alunos para compararem o peso de pedras e outros objectos, servindo-se das mãos e da balança. O professor poderá pedir emprestado uma balança e os respectivos pesos, caso seja necessário, no mercado local, ou construí-lo com material local, por exemplo, com fios e duas bases de latas cilíndricas, ou ainda outro material.Os alunos precisam de conhecer os nomes dos diferentes tipos de balança.
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    142 O Dinheiro –O Metical O uso do dinheiro é uma prática social. Em princípio, é natural que os alunos se familiarizem com algumas moedas e notas em circulação. Entretanto, sabe-se que as crianças, desde muito cedo, lidam com situações reais da vida manuseando moedas e notas do dinheiro moçambicano. Numa primeira fase, o professor deverá fazer os possíveis de levar o dinheiro verdadeiro em notas e moedas para a sala de aulas, sem no entanto obrigar os alunos a trazerem o dinheiro das suas casas. Numa segunda fase, os alunos, sob a orientação do professor, poderão produzir dinheiro em cartolinas, para usarem nas seguintes actividades: a) Identificação de moedas e notas; b) Determinar o valor de uma dada colecção de moedas ou notas; c) Simulação de troca moedas e notas por outras de maior, ou menor valor; d) Simulações de situações de compra e venda, em lojas improvisadas.
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    143 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O Alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O ALUNO: CH V NÚMEROS NATURAIS E OPERAÇÕES (3) • Resolver exercícios de multiplicação mentalmente e por escrito até 10 000; • Resolver exercícios de divisão com divisor de um dídito • Resolver expressões numéricas com e ou sem parênteses com as quatro operações elementares  Multiplicação e Divisão  Estratégias de cálculo mental da Multiplicação;  Propriedades: comutativa, associativa, distributiva, elementos neutro e absorvente da multiplicação;  Multiplicação por 10, 100 e 1000;  Procedimento escrito da multiplicação com transporte, cujo multiplicador tem dois algarismos;  Divisão de tipos: 48 : 4 e 45 : 3;  Divisão por 10, 100 e 1000;  Procedimento escrito da divisão com divisor de um número dígito;  Expressões numéricas com parênteses e sem parênteses, com as quatro operações elementares. Resolve problemas de multiplicação e divisão até 10 000. 50 tempos
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    144 Sugestões Metodológicas Cálculo Mentalda Multiplicação Tal como acontece na adição e subtracção, o cálculo mental é pressuposto para o cálculo escrito. Não se aconselha que o professor obrigue os alunos a decorar a tabuada. Mas sim, pretende-se que os alunos desenvolvam um raciocínio lógico. Por isso, são ensinadas estratégias que os levem a desenvolver o cálculo mental. Por exemplo:  Não sei quanto é 3 x 4, mas sei que 2 x 4 = 8, e de 2 para 3 falta 1; então, adiciono ao 8 uma vez o 4, seguindo o raciocínio: 3 x 4 = 2 x 4 + 1 x 4 = 8 + 4 = 12 .  Não sei quanto é 7 x 5, mas sei que 5 x 5 = 25, e de 5 para 7 faltam 2; então, adiciono ao 25 duas vezes o 5, seguindo o raciocínio: 7 x 5 = 5 x 5 + 2 x 5= 25 + 10 = 35 . NOTA: Lembre-se sempre que estes raciocínios são mentais e não escritos. Aplicação das propriedades da multiplicação no cálculo Exemplo: Propriedade comutativa: 12 x 5 x 2 = 5 x 2 x 12 Repara que é mais fácil e rápido calcular 5 x 2 x 12, do que 12 x 5 x 2. Propriedade associativa: 18 x 5 x 2= 18 x 10 Repara que é mais fácil e rápido calcular 5 x 2 x 18, do que 18 x 5 x 2. Propriedade distributiva da multiplicação em relação à adição 3 x 17 = 3 x ( 10 + 7 ) = 3 x 10 + 3 x 7 = 30 + 21 = 51 Propriedade distributiva da multiplicação em relação à subtracção 3 x 17 = 3 x ( 20 - 3 ) = 3 x 20 - 3 x 3 = 60 - 9 = 51
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    145 Elemento neutro damultiplicação 456 x 1 = 456 Portanto, o produto de qualquer númeo natural com 1 é igual a esse número. Elemento absorvente da multiplicação 456 x 0 = 0 Portanto, o produto de qualquer número natural com zero(0) é igual a zero(0). NOTA: As propriedades da multiplicação servem para facilitar o cálculo mental. Multiplicação por 10, 100 e 1000 Na multiplicação por 10, 100 e 1000, é só aplicar as seguintes regras:  Para multiplicar um número por 10, basta acrescentar um zero à direita desse número.  Para multiplicar um número por 100, basta acrescentar dois zeros à direita desse número.  Para multiplicar um número por 1000, basta acrescentar tres zeros à direita desse número. Multiplicação por múltiplos de 10, 100 e 1000 É importante que os alunos, numa primeira fase, consolidem o conceito de múltiplo de um número. O professor deverá dar exercícios aos alunos e orientá-los de modo a concluírem que:  Para calcular 4 x 70, basta multiplicar 4 x 7 e acrescentar um zero no resultado.  Para calcular 9 x 200, basta multiplicar 9 x 2 e acrescentar três zeros no resultado.  Para calcular 6 000 x 30, basta multiplicar 6 x 3 e acrescentar quatro zeros no resultado. Procedimento Escrito da Multiplicação Se os alunos ainda não dominarem os exercícios básicos (tabuada da multiplicação), é inútil ensinar-lhes o procedimento escrito. Como calcular 2395 x 3 na forma vertical? Para calcular 2395 x 3 através do procedimento escrito, seguem-se os passos: 1º Passo: Escrevem-se unidades debaixo das unidades, dezenas debaixo das dezenas, centenas debaixo das centenas, assim sucessivamente:
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    146 2 3 95 X 3 2º Passo: Multiplica-se 3 por 5 e obtém-se 15. Escreve-se 5 unidades debaixo das unidades, e transporta- se a dezena para cima das dezenas: 2 3 9 5 X 3 5 3º Passo: Multiplica-se 3 por 9 e obtém-se 27 . Adiciona-se com o transporte e obtém-se 28. Escreve-se 8 debaixo das dezenas, e transporta-se 2 para cima das centenas: 2 3 9 5 X 3 8 5 4º Passo: Multiplica-se 3 por 3 e obtém-se 9; adiciona-se com o transporte e obtém-se 11. Escreve-se 1 debaixo das centenas e transporta-se 1 milhar para cima de milhares: 2 3 9 5 X 3 1 8 5 5º Passo: Multiplica-se 3 por 2 e obtém-se 6; adiciona-se com o transporte e obtém-se 7. Escreve-se 7 debaixo de milhares: 2 3 9 5 X 3 7 1 8 5 1 12 121 121
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    147 Divisão de tipos:48 : 4 e 45 : 3 Para resolver o exercício 48: 4, o professor poderá orientar os alunos a fazer a seguinte decomposição: 48 : 4= (40 + 8) : 4 = 40 : 4 + 8 : 4 = 10 + 2 = 12 e mostrar que o mesmo raciocínio já não serve para o exercício 45: 3, porque a decomposição 45 : 3 = (40 + 5) : 3 = 40 : 3 + 5 : 3 não tem solução, pois 40 não é divisível por 3 e nem 5 é divisível por 3. Desta forma, iríamos recorrer à seguinte decomposição: 45= 30 + 15, pois tanto o 30 como o 15 é divisível por 3. Nos dois casos, foi aplicada a propriedade distributiva da divisão em relação à adição. É preciso que o professor leve os alunos a perceberem que, a aplicação da propriedade distributiva da divisão em relação à adição, facilita o cálculo mental. Divisão por 10, 100 e 1000 Para este tipo de conteúdo, o professor precisa apenas de recordar aos alunos as seguintes regras:  Um número natural é divisível por 10, quando termina por zero.  Um número natural é divisível por 100, quando termina por dois ou mais zeros.  Um número natural é divisível por 1000, quando termina por três ou mais zeros. Conclusão Para dividir um número por 10, 100 e 1000, retira-se no dividendo um, dois ou três zeros, conforme a divisão por 10, por 100 ou por 1000. Os alunos devem ser levados a resolverem problemas que envolvem a divisão por 10, 100 e 1000. Divisão de múltiplos de 10, 100 e 1000 Para que os alunos aprendam as regras da divisão de múltiplos de 10, 100 e 1000, o professor deverá explicar usando alguns exercícios no quadro, como por exemplo: Para calcular: 50 : 5 , basta calcular 5 : 5 , e acrescentar um zero ao resultado. 1400 : 2, basta calcular 14 : 2 , e acrescentar dois zeros ao resultado.
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    148 27000 : 3,basta calcular 27 : 3 , e acrescentar os três zeros ao resultado. Procedimento escrito da divisão com divisor de um número dígito É importante que os alunos compreendam que, quando dividimos números grandes, fica muito difícil continuar a fazer o cálculo mental; daí que recorremos ao procedimento escrito. O professor deverá mostrar no quadro a resolução de dois exemplos da divisão, um com resto e outro sem resto, assim como a sua verificação através da operação inversa. A problematização de exercícios é sempre o mais ideal e antes de mais nada, há que consolidar os elementos de uma divisão. Exemplo de um problema da divisão A professora Cacilda tem 84 afiadores para distribuir por igual, nas suas 4 turmas. Quantos afiadores receberá cada turma? dividendo divisor 84 4 -8 2 1 quociente 0 4 -4 resto 0 Expressões numéricas com e sem parênteses, com as quatro operações básicas O professor deverá levar os alunos a assimilarem as regras, passo a passo. Primeiro, sem parêntesis,seguindo a regra de prioridade das operações e depois com parêntesis. Portanto, os alunos devem saber que:  Numa expressão numérica sem parênteses, onde há adições, subtracções, multiplicações e divisões, primeiro resolvem-se todas as multiplicações e divisões pela ordem em que aparecem, da esquerda para a direita e, em seguida, efectuam-se as adições e as subtracções também pela ordem em que aparecem.  Numa expressão numérica com parêntesis, que envolve adições, subtracções, multiplicações e divisões, primeiro resolve-se as operações dentro de parêntesis, e em seguida, efectuam-se as operações fora de parêntesis, segundo a ordem de prioridade.
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    149 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH VI GRANDEZAS E MEDIDAS  Determinar perímetro de figuras planas;  Recortar figuras planas e compara-as por sobreposição;  Determinar área do rectângulo;  Converter minutos , segundos em horas e vice-versa;  Diferenciar o ano comum do bissexto;  Resolve problemas relacionados com medidas de tempo.  Perímetro de figuras planas (rectângulo, quadrado, triângulo)  Área do rectângulo  Medidas de tempo - O relógio: horas, minutos e segundos  O calendário: o dia, a semana, o mês e os meses do ano.  Resolve problemas, do dia- a-dia, relacionados com perímetros, áreas e tempo. 40 tempos
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    150 Sugestões Metodológicas Perímetro defiguras planas (rectângulo, quadrado, triângulo) O professor poderá orientar os alunos a medirem com régua o comprimento de tampo das suas carteiras, secretária do professor, quadro, sala, etc. e depois devem adicionar as medidas de cada objecto, para obterem o perímetro. Para o caso de retângulo, do quadrado e do triângulo equilátero, os alunos devem ser orientados a deduzirem as respectivas fórmulas específicas: Área do rectângulo Numa primeira fase, os alunos deverão determinar a àrea do rectângulo através da contagem de quadrículas, e mais tarde deverão ser orientados a deduzir a fórmula especifíca do cálculo da área do rectângulo. Medidas de tempo O relógio O professor poderá levar um relógio convencional para a sala de aulas, ou os alunos poderão construí- lo sob a orientação do professor. Os alunos deverão ler ou marcar as horas solicitadas pelo professor, ou pelos colegas. O calendário A existência de um calendário na sala de aula é imprescindível. O professor poderá solicitar que os alunos leiam o calendário, identificando a data, o dia da semana, o mês, a data do seu aniversário e outras datas históricas, festivas e feriados nacionais.  O perímetro do rectângulo: P = 2 x (c + l)  O perímetro do quadrado: P □ = 4 x l  O perímetro do triângulo equilátero: P ∆ = 3 x l
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    151 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH VII FRACÇÕES  Explicar o significado da fracção ;  Ler e escrever fracções com numerador 1 e denominador de 1 a 10;  Representar, gráfica e simbolicamente, fracções com numerador 1 e denominador de 1 a 10;  Comparar fracções com numerador 1 e denominador de 1 a 10, na base de observação de representações gráficas.  Noção de Fracção  Leitura e escrita de fracções;  Comparação de fracções com numerador 1 e denominadores de 1 a 10.  Aplica o conceito de fracção na resolução de problemas da vida real 15 tempos
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    152 Sugestões Metodológicas Noção defracção, sua leitura e escrita Aconselha-se o professor a fazer a abordagem do conceito de fracção na base de observação. Para tal, o professor deverá levar para esta aula alguns frutos. Por exemplo, divide-se uma laranja em duas partes iguais, para mostrar a fracção : 2 1 ( um meio), e em seguida explicar o significado do denominador, do numerador e do traço da fracção. Depois disso, divide-se a laranja em três partes iguais, em quatro partes iguais, etc. e mostra-se a respectiva escrita, a leitura e explicar o significado de cada uma das fracções. Os alunos deverão ser dados vários exercícios de leitura, de identificação e de apresentação de fracções. Comparação de fracções A comparação de fracções deve ser feita também na base da observação. O professor deverá representar, através de desenho ou representação gráfica, 2 ou 3 fracções, conduzindo os alunos a concluirem que: Na comparação de fracções com o mesmo numerador, é maior a fracção que tiver menor denominador.
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    153 Sugestões Metodológicas Tabelas egráficos do tempo No tratamento de tabelas e gráficos de tempo, os alunos deverão ser conduzidos de forma a recordarem-se que esta matéria é abordada também nas aulas de Ciências Sociais, para representar ou descrever a história de um indivíduo, ou acontecimentos mais importantes da escola, da aldeia, do distrito, província, etc. Vários exercícios de leitura e construção de tabelas e gráficos de tempo devem ser feitos pelos alunos. Mas numa primeira fase, cada aluno poderá apresentar a sua história através de tabelas e gráficos de tempo, destacando os acontecimentos mais importantes da sua vida. Deve aproveitar-se esta oportunidade para se falar das personalidades mais importantes, como por exemplo, Samora Machel, Eduardo Mondlane e outros líderes locais. Unidade Temática OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O aluno deve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH VIII TABELAS E GRÁFICOS  Interpretar tabelas e gráficos de tempo;  Construir tabelas e gráficos de tempo.  Tabelas e gráficos  Leitura de tabelas e gráficos de tempo;  Construção de tabelas e gráficos de tempo.  Representa acontecimentos através de gráficos de tempo; 20 tempos REVISÃO 29 tempos TOTAL 304
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    155 Unidade Temática OBJECTIVOS ESPECÍFICOS Oaluno deve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH I NÚMEROS NATURAIS E OPERAÇÕES (1)  Decompor números naturais até 10 000, em unidades, dezenas, centenas, milhares e dezena de milhar;  Representar números naturais na tabela de posição, até 10 000;  Resolver exercícios envolvendo as quatro operações elementares com números naturais até 10 000;  Revisão dos números naturais até 10 000  Leitura e escrita dos números naturais até 10 000;  Decomposição de números naturais até 10 000, em unidades, dezenas, centenas, milhares e dezena de milhar;  Representação de números naturais na tabela de posição, até 10 000;  Or denação de números naturais, até 10 000;  Comparação dos números naturais até 10 000, usando os símbolos: <, > e =.  Resolve problemas que envolvem números naturais até 10 000. 10 tempos  Ler e escrever os números naturais até 100 000;  Decompor os números naturais até 100 000;  Representar os números naturais na tabela de posição até 100 000;  Comparar os números naturais até 100 000, usando os símbolos: <, > e = .  Os números naturais até 100 000  Leitura e escrita dos números naturais, até 100 000;  Decomposição de números naturais até 100 000, em unidades, dezenas, centenas, milhares, dezenas de milhar e centenas de milhar;  Representação de números naturais até 100 000, na tabela de posição;  Ordenação de números naturais até 100 000;  Comparação dos números naturais até 100 000, usando os símbolos: <, > e =;  Resolve problemas que envolvem números naturais até 100 000. 40 tempos
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    156 Unidade Temática OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH I NÚMEROS NATURAIS E OPERAÇÕES (1)  Relacionar os números romanos e árabes até cinquenta (L);  Os números ordinais até quinquagésimo (50o ).  Numeração romana  Leitura e escrita de números romanos até cinquenta (L);  Relação entre a numeração árabe e a romana até cinquenta (L)  Resolve problemas que envolvem os múltiplos de 1000 e 10 000 até 100 000. 10 tempos  Determinar múltiplos de 1000 e 10 000 até 100 000.  Resolver exercícios que envolvem potências.  Os múltiplos Os múltiplos de 1000 e 10 000 até 100 000.  Potência  Noção de Potência;  Potências de base 10;  Valor de uma potência.
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    157 Sugestões Metodológicas Revisão: Leiturae escrita, decomposição, representação na tabela de posição, ordenação e comparação de números naturais até 10 000. A matéria sobre a revisão, não deve ser abordada como se tratasse de conteúdos novos. No caso de alguns alunos apresentarem dificulades, o professor deverá proporcionar a oportunidade de serem os outros alunos a explicarem as matérias, e só no último caso, é que ele poderá intervir. É preciso que haja diversificação na aparesentação de tarefas. Na consolidação destas matérias, o professor poderá apresentar aos alunos diferentes tipos de actividades, por exemplo:  Identificar determinados números apresentados;  Escrever números por algarismo e por extenso e vice-versa;  Relacionar números com quantidades e vice-versa;  Decompor números em unidades, dezenas, centenas e milhar;  Representar números dados na tabela de posição;  Identificar e ler números representados na tabela de posição;  Ler números por ordem e por classe;  Ordenar números, apresentados na forma crescente e decrescente;  Identificar a ordem em que determinados números estão apresentados;  Comparar números dados, usando os símbolos de comparação: <, > e =. Leitura e escrita dos números naturais até 100 000 O tratamento de números naturais até 100 000 (leitura e escrita , decomposição, representação na tabela de posição, ordenação e comparação, usando os sinais: >, < e =), é feito da mesma forma que o tratamento de números até 10 000. Por isso, as actividades sugeridas para o tratamento de números naturais até 10 000 são as mesmas do tratamento de números naturais até 100 000.
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    158 Números Ordinais atéquinquagésimo (50o ) O tratamento da leitura e escrita de números ordinais até 50o , deve ser antecedido pela consolidação de números ordinais até 40o . Os números ordinais devem ser escritos, tanto por algarismo, como por extenso e vice-versa . Os números dos alunos na lista da turma podem ser traduzidos na forma ordinal, claro que se deve respeitar o limite, tendo em conta que a maioria das turmas é numerosa. No recreio, ou nas aulas de Educação Física, podem ser desenvolvidas diversas actividades conducentes à aprendizagem dos números ordinais propostos. Exemplo: Os alunos fazem uma corrida e o professor classifica pela ordem de chegada: Primeiro (1º), segundo (2º), …..décimo (10º), décimo primeiro (11º)…….vigésimo (20º), ...... vigésimo nono (29º), trigésimo(30º), trigésimo primeiro(31º), ... ,trigésimo oitavo(38º), trigésimo nono(39º) e quadragésimo (40º), quadragésimo primeiro(41º), quadragésimo segundo (42º),... quadragésimo oitavo (48º), quadragésimo nono (49º) e quinquagésimo(50º). Na aula, os alunos poderão discutir e identificar a ordem em que cada aluno chegou à meta. Numeração romana até cinquenta (L) O tratamento de números romanos até cinquenta (L) deve ser antecedido pela consolidação de tratamento de números romanos até quarenta (IL). Vários exercícios deverão ser desenvolvidos pelos alunos, tais como:  Ler horas em relógios que usam a numeração romana;  Ler datas históricas escritas em numeração romana;  Ler números romanos apresentados pelo professor;  Escrever números romanos solicitados;  Escrever números romanos dados na ordem crescente e decrescente.
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    159 Os múltiplos de10, 100 e 1000 até 100 000 Nas classes anteriores, os alunos aprenderam o conceito de múltiplo, por isso, o importante é apenas fazer-lhes recordar que os números que se obtêm multiplicando um número pela sequência dos números naturais, chamam-se múltiplos desse número. Exemplo:  0, 10, 20, 30, 40, 50, 60, 70, ....são múltiplos de 10.  0, 100, 200, 300, 400, 500,... são múltiplos de 100.  0, 1000, 2000, 3000, 4000, 5000,... são múltiplos de 1000. E desta forma, conduzir-lhes a concluir que:  Zero é múltiplo de todos os números.  Todo o número é múltiplo de si mesmo.  O conjunto de múltiplos é infinito. Noção de Potência Como ponto de partida, o professor pode apresentar no quadro um produto de factores iguais, e dizer aos alunos que o produto pode ser escrito na forma mais simplificada. Exemplo: 2 x 2 x 2 = 2 3 e lê- se: dois elevado a três ou dois ao cubo. Portanto: 2 3 é uma potência de base 2 e expoente 3. Lê-se: dois elevado a três ou dois ao cubo. 2 é a base, indica o factor que se repete. 3 é o expoente, indica o número de vezes que esse factor é repetido. Assim, os alunos sob a orientação do professor poderão concluir que: Potência é um produto de factores iguais. É importante que os alunos dominem a seguinte leitura de potências: 2 2 __ lê-se: Dois elevado a dois ou dois ao quadrado; 2 3 __ lê-se: Dois elevado a três ou dois ao cubo; 2 4 __ lê-se: dois elevado a quatro ou dois à quarta;
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    160 2 5 __ lê-se: Doiselevado a cinco ou dois à quinta; 2 6 __ lê-se: Dois elevado a seis ou dois à sexta; 2 7 __ lê-se: dois elevado a sete ou dois à sétima; 2 8 __ lê-se: Dois elevado a oito ou dois à oitava; 2 9 __ lê-se: Dois elevado a nove ou dois à nona; 2 10 __ lê-se: Dois elevado a dez ou dois à décima; Por diante, lê-se simplesmente dois elevado a 11, 12, 13, etc. A seguir o professor poderá apresentar algumas potências de base 10, para os alunos determinarem o valor numérico. 10 2 = 10 x 10= 100; 10 3 = 10 x 10 x 10 = 1000; 10 5 = 10x10x10x10x10 =100000 No fim, devem ser conduzidos a concluir que: Numa potência de base 10, o expoente indica o número de zeros do valor da potência.
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    161 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH II ESPAÇO E FORMA  Classificar os triângulos quanto aos ângulos;  Construir diferentes triângulos.  Triângulos  Classificação de triângulos quanto aos ângulos (acutângulo, rectângulo e obtusângulo);  Usa o conceito de diferentes formas geométricas na resolução de problemas do seu dia-a- dia 20 tempos  Distinguir quadriláteros de não quadriláteros;  Traçar as diagonais de um paralelogramo;  Construir paralelogramos usando régua e esquadro;  Relacionar o quadrado com losango.  Os quadriláteros  Noção de paralelogramo;  Diagonais de um paralelogramo;  Noção de losângo;  Diagonais de um losângo;  Construção de paralelogramos .
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    162 Sugestões Metodológicas Para aclassificação dos triângulos quanto aos lados, os alunos devem ser levados a medirem os lados dos diferentes triângulos, para depois o professor informar-lhes que:  Um triângulo com 3 lados iguais chama-se equilátero;  Um triângulo com 2 lados iguais chama-se isósceles;  Um triângulo com 3 lados desiguais chama-se escaleno. A classificação de triângulos quanto aos ângulos, deve ser antecedida pela consolidação da medição e classificação de ângulos. Depois dessa consolidação, os alunos devem ser levados a medirem os ângulos dos diferentes triângulos, para depois o professor informar-lhes que:  Um triângulo com 3 ângulos agudos chama-se acutângulo;  Um triângulo com um ângulo recto chama-se rectângulo;  Um triângulo com um ângulo obtuso chama-se obtusângulo. Os quadriláteros Nesta aula, o professor poderá apresentar aos alunos um cartaz por ele trazido de casa, ou então, desenhado no quadro com diversas figuras planas (triângulos, círculos, quadriláteros e outros polígonos com mais de 4 lados) e solicitar aos alunos para identificarem as figuras com 4 lados, portanto, os quadriláteros. No conjunto de quadriláteros os alunos deverão identificar características específicas de cada um, e o professor dar o nome específico. Assim como, deve os orientar de modo a chegarem às seguintes conclusões:  Um quadrilátero é uma figura com 4 lados.  Um paralelogramo é um quadrilátero com lados paralelos 2 a 2.  Um paralelogramo tem duas diagonais que cortam-se ao meio.
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    163  Um rectânguloé um paralelogramo com diagonais iguais.  Um quadrado é um paralelogramo com diagonais iguais e perpendiculares.  Um losango é um paralelogramo com diagonais perpendiculares, que se cortam ao meio. Também devem verificar através da medição de ângulos que a soma dos ângulos internos de um paralelogramo é igual a 360º; Por fim, os alunos deverão construir os quadriláteros em quadrículas na base das suas propriedades.
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    164 Unidade Temática OBJECTIVOS ESPECÍFICOS Oaluno deve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH III NÚMEROS NATURAIS E OPERAÇÕES (2) • Resolver exercícios de adição e subtração até 100 000.  Adição e subtracção até 100 000  Estrategias de cálculo mental de adição;  Estrategias de cálculo mental de subtração;  Procedimento escrito de adição com transporte;  Procedimento de subtracção com empréstimo. • Resolve problemas de adição e subtração até 100 000. 40 tempos
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    165 Sugestões Metodológicas Estratégias decálculo mental de adição e subtracção As estratégias de cálculo mental , assim como os algoritmos de adição e subtracção da 5ª classe são os mesmos usados na 4ª classe. Vejamos um exemplo de adição: 6 + 32 347 = Estratégias de cálculo mental de adição:  Contar a partir da parcela maior. Portanto, concretizar a parecela menor e contar para frente a partir da parcela maior. Por exemplo: 6 + 32 347 = 32 347 + 6 (6 passos, que corresponedem a parcela menor) 32348 32349 32350 32351 32352 32353 Portanto, 6 + 32 347 = 32 353  Identificar o exercício básico (6 + 7) e adicionar 13 a 32340, obtendo 32353 como total ou soma de , 6 + 32 347. Vejamos um exemplo de subtracção: 94 563 - 8 = ? Estratégias de cálculo mental de subtracção:  Identificar o exercício básico (13 - 8) e resolvê-lo e adicionar a sua diferença 5 a 94 550 e obter 94 555 como a diferença de 94 563 – 8.  Concrectizar o diminuidor 8 e contar para atrás o diminuendo, tantas vezes o diminuidor. Por exemplo: 943 – 8= 94355 94 356 94 357 94358 94559 94 560 94 561 94 562 8 passos, que correspondem ao diminuidor 8. 32347
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    166 o procedimento escritoda adição com transporte: Como calcular 73 685 + 19547 na forma vertical? Vejamos: Verificação dos resultados: 1 1 1 1 10 10 10 10 7 3 6 8 5 9 3 2 3 2 +1 9 5 4 7 - 1 9 5 4 7 9 3 2 3 2 7 3 6 8 5 Os alunos devem saber que:  Na adição, a verificação do resultado é feita através da sua operação inversa, portanto, a subtracção. Se o resultado da subtracção do total com uma das parcelas, for igual a outra parcela, então, o resultado da adição está certo. o procedimento escrito da subtracção com empréstimo Como calcular 82 543 – 26 579 na forma vertical? Vejamos: Verificação dos resultados: 10 10 10 10 8 2 5 4 3 2 6 5 7 9 - 2 6 5 7 9 + 5 5 9 6 4 5 5 9 6 4 8 2 5 4 3 Os alunos devem saber que:  Na subtracção, a verificação do resultado é feita através da sua operação inversa, portanto, a adição. Se o resultado da adição da diferença com o diminuidor for igual ao aditivo/ diminuendo, então, o resultado da subtracção está certo.
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    167 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH IV GRANDEZAS E MEDIDAS  Converter as unidades de medida de comprimento e massa;  Determinar perímetros de figuras planas.  Medidas de massa  Unidades de medidas de massa: Tonelada (t), quilograma (kg), grama (g), decigrama (dg), centigrama (cg), miligrama (mg);  Unidade fundamental: o quilograma  Conversão das unidades de massa.  Medidas de comprimento  Unidade principal: O metro (m);  Múltiplos do metro: km, hm e dam;  Submúltiplos do metro: dm, cm, e mm;  Conversão de medidas de comprimento: km, hm, dam, m, dm, cm e mm.  Perímetro de figuras planas  rectângulo, quadro, triângulo, paralelogramo e losango.  Resolver problemas da vida real que envolvem unidades de comprimento e de massa. 30 tempos
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    168 Sugestões Metodológicas Medidas decomprimento Nesta aula è importante que os alunos saibam que:  O Metro é a unidade fundamental das medidas de comprimento.  Além do metro existem os submúltiplos (dm, cm e mm) e os múltiplos (km, hm e dam) do metro, que servem para medirem comprimentos menores e maiores que o metro respectivamente. Os alunos deverão resolver situações problemáticas que requerem a medição e a conversão de unidades para outras. É importante que o professor sublinhe que, na resolução de problemas as grandezas dever ser convertidas na mesma unidade. O desenvolvimento de habilidades de estimação iniciada nas classes anteriores deve persistir também nesta classe. Por isso, sugere-se que o professor leve os alunos a estimar comprimentos de objectos e distâncias. Os alunos devem saber que cada unidade de comprimento é 10 vezes maior que a unidade imediatamente inferior. Por isso: 1km = 10 hm = 100dam = 1 000m 1m = 10 dm= 100cm = 1000mm Perímetro de figuras planas (rectângulo, quadro, triângulo, paralelogramo e losango) O conceito de perímetro de uma figura plana como soma das medidas dos seus lados já foi aprendido nas classes anteriores. Por isso, o professor poderá apresentar situações problemáticas para que os alunos determinem os respectivos perímetros. Para o caso de retângulo, do quadrado e do triângulo equilátero, os alunos devem usar as respectivas fórmulas específicas:
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    169 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH V NÚMEROS NATURAIS E OPERAÇÕES (3)  Aplicar as propriedades da multiplicação e da divisão na resolução de exercícios que envolvem números naturais até 100 000;  Calcular valores aproximados de números até 100 000;  Resolve problemas que envolvem o cálculo de valores médios.  Multiplicação e divisão de números naturais até 100 000  Estrategias do cálculo mental de multiplicação até 100 000;  Propriedades: comutativa, associativa, distributiva, elemento neutro e absorvente da multiplicação;  Procedimento escrito da multiplicação de números naturais com transporte cujo multiplicador é de dois e três dígitos até 100 000;  Propriedade distributiva da divisão em relação à adição e à subtracção;  Procedimento escrito da divisão de números naturais sem e com resto cujo divisor é de dois dígitos;  Expressões numéricas envolvendo as quatro operações básicas com e sem parentêsis.  Valores aproximados  Arredondamentos a múltiplos de 10, 100 e 1000 até 100 000.  Valores médios  Noção de valor médio.  Resolver problemas da vida real que envolvem multiplicação e divisão de números naturais até 100 000 50 tempos
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    170 Sugestões Metodológicas Multiplicação edivisão de números naturais até 100 000 e suas propriedades As estratégias do cálculo mental para o tratamento da multiplicação e divisao até 100 000, são as mesmas exemplificadas na 4ª classe. O mais importante é o dominio da tabuada da multiplicação, assim como as suas propriedades, pois elas servem para facilitar o cálculo,sobretudo o cálculo mental. O procedimento escrito tanto da multiplicação como da divisao ja foi demonstrado na 4ª classe. Valores aproximados Arredondamentos a múltiplos de 10, 100 e 1000 até 100 000 O professor deve recorrer à representação de números na semi-recta graduada no quadro para os alunos poderem identificar as melhores aproximações. Por exemplo: Desenha uma semi-recta graduada como a seguir, e pergunta aos alunos qual é o valor aproximado a múltiplos de 100 de 280. 280 0 100 200 300 400 500 Certamente que eles virão que 280 está mais próximo de 300, do que de 200. E o professor dirá: 300 é o valor aproximado de 280. Neste caso, diz-se que 280 foi arredondado a múltiplo de 100. O mesmo procedimento deve ser usado para arredondamentos a múltiplos de 10 e de 1000. Para a consolidação deve-se dar aos alunos vários exercícios ou problemas para que eles arrendodem a múltiplos de 10, 100 e 1000. Noção de valor médio
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    171 O conceito devalor médio, apesar de ainda constituir um novo conteudo a ser abordadeo na sala de aulas, já é conhecido pelos alunos. Pois eles calculam correctamente as m édias do seu aproveitamento sem dificuldades. Desta forma, o professor poderá mandar os alunos calcular as suas médias nas diversas disciplinas. É preciso arredondá-las por defeito ou por excesso. Por exemplo, uma média de 13,5 é arredondado por excesso a 14, mas uma média de 13,4 é arredondado por defeito a 12. Expressões numéricas com e sem parêntesis envolvendo as quatro operações básicas. A resolução de expressões numéricas já foi vista tanto na 3ª clase como na 4ª classe, por isso, sugere- se que o professor de forma gradual apresente expressões no quadro, com as 4 operações, primeiro sem parêntesis e depois com parêntesis. Na resulução destas expressões devem recordar-se de que:  Na resolução de expressões numéricas, sem parêntesis envolvendo as quatro operações básicas, primeiro efectuam-se as multiplicações e as divisões e finalmente, as adições e as subtracções pela ordem em que aparecem, da esquerda para direita. Exemplo: 351 + 4 x7 – 9 x 6 : 3 = 351 + 28 – 54: 3= 351 + 28 -18 = 379 – 18 = 361  Na resolução de expressões numéricas com parêntesis, envolvendo as quatro operações básicas, resolve-se em primeiro lugar, o que está dentro de parêntesis, em seguida, efectuam-se as multiplicações e as divisões e finalmente, as adições e as subtracções pela ordem em que aparecem, da esquerda para direita. Exemplo: 78 - 40 : (17 + 3) x 6 = 78 – 40 : 20 x 6= 78 – 2 x 6= 78 – 12 = 66
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    172 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH VI GRANDEZAS E MEDIDAS  Converter as unidades de superfície, umas às outras;  Determinar áreas do rectângulo, quadrado e triângulo;  Converter as unidades de tempo, umas às outras;  Medidas de superfície  Unidades de superfície (km2 , hm2 , dam2 , m2 , dm2 , cm2 , mm2 );  Área do quadrado (A = l x l);  Área do rectângulo (A = c x l);  Área do triângulo (A = b x a/2).  Medidas de tempo  Relógio (horas, minutos, segundos);  Calendário (o mês, o trimestre, o semestre, o ano, a década, o século, o quinquénio e o milénio)  Resolve problemas do seu quotidiano que envolvem medidas de superfície e de tempo. 20 tempos
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    173 Sugestões Metodológicas Unidades deárea Os alunos já tem conhecimento de conceito de área desde a 4ª classe, pois aprenderam a calcular a área de um rectângulo, assim como aprenderam todas as unidades de comprimento . Agora eles precisam de saber que, quando se trata de unidades de área, elas apresentam o expoente 2. É preciso apresentar um quadro a sistematizar as unidades de área: Abreviatura Km2 hm2 dam2 m2 dm2 cm2 mm2 Nome Quilometro quadrado Hectómetro quadrado Decâmetro quadrado Metro quadrado Decímetro quadrado Centímetro quadrado Milímetro quadrado Múltiplos do metro quadrado Unidade fundamental das medidas de área Submúltiplos do metro quadrado Apresente exercícios de conversão de unidades de área, e conduz os alunos a concluirem que: Nas unidades de área, uma mudança da unidade maior para a menor implica multiplicar por 100 e da unidade menor para a maior implica dividir por 100. Exemplo: 34 m2 = 34 00 dm2 e 34 m2 = 0, 34 dam2 Os alunos devem saber que:  1 km2 é a área de um quadrado com 1km de lado.  1 hm2 é a área de um quadrado com 1hm de lado.  1dam2 é a área de um quadrado com 1dam de lado.  1m2 é a área e de um quadrado com 1m de lado.  1dm2 é a área de um quadrado com 1dm de lado.  1cm2 é a área de um quadrado com 1cm de lado.  1mm2 é a área de um quadrado com 1mm de lado.
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    174 Área do rectânguloe do quadrado Para o tratamento de áreas, tanto do quadrado como do rectângulo, numa primeira fase, deve-se usar as quadrículas, para depois comprovar-se os valores obtidos na base da contagem de quadrículas através do cálculo do produto do comprimento e a largura, deduzindo desta forma as fórmulas específicas. Exemplo: 6cm 3cm Ao contar as quadrículas, os alunos poderão verificar que são no total 18 quadrículas. A seguir deverão calcular o produto da medida do comprimento e da largura, portanto: 6 cm x 3 cm = 18 cm2. Desta forma, irão concluir que: O mesmo procedimento deve ser usado para o quadrado. E desta forma, irão concluir que: A = l x l = l2 Área do triângulo A área do triângulo deverá ser deduzida a partir da área do rectângulo. Pois no rectângulo quando traçamos a diagonal, obtivemos 2 triângulos, o que quer dizer que a área do triângulo é metade do rectângulo. Portanto: A = 2 bxh A A área de um rectângulo é igual ao produto da medida do comprimento pela medida da largura. Escreve-se: A = c x l
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    175 Medidas de tempo Orelógio Como teríamos dito nas classes anteriores, no tratamento de medidas de tempo, é imprescendível a presença de relógio e do calendário na sala de aulas. Caso o professor tenha dificuldades de obtê-los deverá construí-los. Durante as primeiras semanas de aula e conveniente que o professor peça aos alunos, um de cada vez, que façam a leitura das horas indicadas no relógio existente na sala de aula. O professor modificará os ponteiros, de forma que ressaltam todas as hipóteses que os alunos já conhecem para exprimir o tempo. Exemplos:  São 9 horas no període de manhã ou 21 horas se for período da noite.  São 10 horas e 5 minutos no període de manhã ou 22 horas e 5 minutos se for período da noite.  São 8 horas e 15 minutos ou 8 horas e quarto no período de manhã ou 20 horas e 15 minutos/ 20horas e quarto se for período da noite.  São 11horas e 30 minutos ou 11 horas e meia no período de manhã ou 23 horas e 30 minutos/ 23 horas e meia se for període de noite. Antes de procder à leitura dos segundos, parece-nos importante abordar a noção de duração a partir de intervalos de tempo muito pequenos. Exemplo de actividades: O professor propõe um minuto de silêncio (controla o tempo pelo seu relógio). Depois, o professor diz a um aluno para abrir a porta da sala ou dar um salto. A seguir poderá questionar aos alunos, se o tempo levado a abrir a porta ou a dar o salto é igual ao anterior? É natural que os alunos digam que o tempo gasto foi bem menor que de um minuto de silêncio! O professor continua questionar:
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    176 Será que podemosmedir o tempo que o vosso colega levou a abrir a porta, ou a dar o salto, em minutos? Surge, então, a necessidade de “arranjar” uma nova unidade de tempo para medir intervalos de tempo inferiores a um minuto. À nova unidade dá-se o nome de segundo. Será de toda conveniência, os alunos observarem um relógio que tenha o ponteiro dos segundos. Durante a observação do relógio, os alunos irão verificar que, enquanto o ponteiro dos segundos percorre 60 divisões, o ponteiro dos minutos desloca-se apenas de uma divisão, isto é, um minuto. Então, o professor regista no quadro e os alunos no caderno. 1 minuto = 60 segundos ou 1min = 60s Nas aulas de Educação Física, há imensas oportunidades para explorar actividades relacionadas com unidades de tempo. Por exemplo:  Fazer uma corrida durante dois minutos;  Andar ao pé coxinho durante trinta segundos. O calendário A existência de calendário na sala de aula é muito importante. No início da aula, o professor escreve a data no quadro, os alunos registam no caderno e cada dia um aluno vai ao calendário assinalar o dia respectivo. O calendário é uma forma convencional de repartir o ano em meses. Os alunos, nesta altura, já devem saber:  A ordem cronológica dos meses;  Os meses com 28/29 (caso do mês de Fevereiro); 30 ( Abril, Junho, Setembro e Novembro) ou 31 dias (os restantes).  Quantos dias tem o ano ( destacar o ano comum e o bissexto);  Que o ano se pode dividir em 4trimestres e 2 semestres.  Que o trimestre é o espaço de 3 meses.  O semestre é o espaço de 6 meses.
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    177  A décadaé o espaço de 10 anos.  O Quinquénio é o espaço de 5 anos.  O milênio é o espaço de 1000 anos.  Uma actividade que deve também ter lugar é de os alunos assinalarem no calendário as datas do seu aniversãrio e históricas.
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    178 Sugestões Metodológicas Leitura eescrita de fracções O conceito de fracção, já foi abordado na 4ª classe, o professor deverá criar condições de consolidá-lo, fazendo representações gráficas e simbólicas no quadro para os alunos identificarem as fracções representadas, fazer as respectivas leituras e distinguir os elementos de cada fracção, assim como explicar o seu significado. . Comparação de fracções com mesmo denominador ou mesmo numerador A comparação de fracções deve ser feita também na base de observação, para que os alunos cheguem a seguinte conclusão: UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O aluno deve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH VII FRACÇOES  Representar fracções de forma gráfica (ilustracoes) e simbólica;  Comparar fracções com mesmo denominador;  Efectuar exercícios de adição e subtracção de fracções com o mesmo denominador.  Fracções  Leitura e escrita de fracções;  Comparação de fracções com mesmo denominador e numeradores diferentes.  Operações com fracções  Adição e subtracção de fracções com o mesmo denominador.  Resolve problemas que envolvem fracções com o mesmo denominador. 15 tempos  Na comparação de fracções com o mesmo denominador, é maior aquela que tiver maior numerador. Portanto: se .  Na comparação de fracções com o mesmo numerador, é maior aquela que tiver menor denominador. Portanto: se .
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    179 Adição e subtracçãode fracções com o mesmo denominador A adição e subtracção de fracções devem ser feita também na base de observação de figuras. A análise dessas figuras deve ser feita de modo que os alunos concluam que:  Para adicionar ou subtrair fracções com o mesmo denominador, adicionam-se ou subtraem-se os numeradores e mantém-se o denominador. Portanto: c a + c b = c ba  ou c a - c b = c ba 
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    180 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH VIII NÚMEROS DECIMAIS  Transformar fracções decimais em números decimais e vice-versa,  Ler e escrever os números decimais;  Identificar a parte inteira e a parte decimal de um número decimal;  Comparar números decimais, usando os símbolos: <, > e =;  Efectuar exercícios de adição e subtracção que envolvem números decimais.  Números decimais  Fracções de denominador 10, 100 e 1000;  Transformação da fracção decimal num número decimal e vice-versa;  Leitura e escrita de números decimais;  Decomposição de números decimais;  Representação de números decimais na tabela de posição;  Ordenação de números decimais;  Comparação de números decimais usando os simbolos de comparação ( <, > e =);  Procedimento escrito de adição de números decimais;  Procedimento escrito de subtracção de números decimais.  Resolve problemas de adição e subtracção que envolvem números decimais. 15 tempos
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    181 Sugestões Metodológicas Sugestões Metodológicas Adescoberta de números decimais pode ser feita propondo aos alunos uma situação que implique a divisão da unidades em dez partes iguais e a representação escrita e numérica de uma dessas partes ( uma décima ou 0,1). Assim, os alunos sentem a necessidade de criar “novos” números, alargando o seu universo numérico. Como introduzir a décima, centésima e milésima É aconselhável começar por fazer uma revisão progressiva dos números, recordando as regras de funcionamento do sistema de numerção e o vocabulário: unidade, centena, milhar, dezena de milhar, décima, centésima e milésima.  Divisão da unidade em (10, 100 e 1000) partes iguais;  Representação figurativa;  Designação de cada uma dessas partes;  Identificação da nova ordem do sistema de numeração decimal;  Representação escrita (a vírgula surge da necessidade de assinalar a casa das unidades e de separar a parte inteira da parte decimal;  Representação de números decimais na recta numérica;  Comparação e ordenação de números decimais.
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    182 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH IX PERCENTAGENS  Explicar o significado da percentagem;  Estabelecer relação entre percentagem, fracção decimal e numero decimal;  Resolver exercícios que envolvem percentagens, fracções decimais e números decimais.  PERCENTAGEM  Noção de percentagem;  Relação entre percentagem, fracções decimais e números decimais.  Resolve problemas da vida real que envolvem percentagens 15 tempos
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    183 Sugestões Metodológicas Percentagens O usode percentagens é outro método de cálculo com proporções. Em vez de se escrever, por exemplo, 23 de 730, muitas vezes se escreve 40% de 730. Actualmente, aplica-se as percentagens em muitas situações de vida quotidiana tais como:  Num jornal, onde se pode ler que 17% da população é desempregada;  Numa publicidade de vendas, anunciando que, aos sábados, o preço está reduzido em 10%.  Num livro de Geografia, anunciando que 30% da terra é coberta por florestas; Em algumas situações, regista-se uma má aplicação de percentagens. Se se pretende, por exemplo, dizer a alguém que 12 dos 32 alunos estão constipados, pode-se, pois, dizer que 38 dos alunos ou seja 3 alunos em 8 alunos estão constipados. Nos livros, os alunos, muitas vezes lêem esta afirmação exprime o mesmo que se escreveria em percentagem, isto é, que cerca de 38% dos alunos estão constipados. Se lermos cuidadosamente esta afirmação , aperceber-nos-emos do problema, uma vez que significa que 38 alunos em 100, nessa turma, estão constipados. Um paradoxo, na medida em que, no total, a turma tem somente 32 alunos! Numa situação como esta, pensamos efectivamente, que é preferível a afirmação “ 3 de 8”.
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    184 Ensino de percentagens Oensino de percentagens deve acontecer depois do ensino de fracções e dos números decimais. Com efeito, o trabalho com as percentagens pode basear-se nos conhecimentos já adquiridos sobre as fracções.. Os alunos deverão saber que: Uma percentagem pode ser representada por uma fracção de denominador 100. A percentagem significa uma parte de 100. O símbolo usado para representar percentagem é: %. O professor deverá mostrar as relações entre a percentagem, fracção decimal e número decimal. Exemplos:  25% = 100 25 = 0,25  50% = 100 50 = 0, 50  = 75% = 100 75 = 0,75
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    185 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH XI TABELAS E GRÁFICOS • Interpretar tabelas e gráficos de barras. • Construir tabelas e gráfico de barras • Tabelas e gráficos - Leitura de tabelas e gráficos de barras; - Construção de gráficos de barras em quadrículas - Resolve problemas que envolvem tabelas e gráficos de barras. 15 tempos REVISÃO 24 tempos TOTAL 304
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    186 Sugestões metodológicas Tabelas egráficos A interpretação de tabelas e gráficos é uma actividade muito importante para as classes mais avançadas. No entanto, é importante que, desde cedo, os alunos aprendam a interpretar e a construir tabelas e gráficos simples. Já a partir da 3ª classe, é sempre bom que os exercícios possam ser dados de formas variadas e uma delas é o uso de tabelas com operações. Para este ciclo, a construção de gráficos deve ser feita no papel quadriculado. A interpretação do calendário, de horários e a representação de fracções em diagramas, assim como da percentagem, são exercícios úteis, através dos quais o professor deveria desenvolver no aluno o trabalho com tabelas e diagramas. Neste ciclo, são tratados tabelas e gráficos simples como, por exemplo, os que representam o decurso dum determindo facto (social ou económico) ou que representam o controle da temperatura dum doente num hospital durante a semana na mesma hora, etc.
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    187 Programa de CiênciasNaturais 2ºCiclo
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    188 Introdução A educação éum pré-requisito para o desenvolvimento do indivíduo e da Nação. A escola tem um papel fundamental na preparação do Homem para o desenvolvimento efectivo das suas funções, no esforço de assegurar o desenvolvimento sócio-económico de um país. O sistema de educação deve, portanto, responder às necessidades individuais e da sociedade. O ensino de Ciências Naturais tem como objectivo fundamental desenvolver a percepção científica do mundo natural. A percepção do mundo natural ajuda o Homem a envolver-se em actividades, com vista à satisfação das suas necessidades. O ensino de Ciências Naturais está desenhado de forma a permitir que os alunos apliquem os conhecimentos às experiências da sua vida diária, de modo a prepararem-se para a vida num mundo em constantes mudanças. Este programa de Ciências Naturais inclui temas diversos da 1ª à 7ª classe, que foram seleccionados tendo em conta a sua relevância para o contexto nacional, outros sistemas a nível da SADC e os objectivos de âmbito, económico, social, intelectual e pessoal, definidos no Plano Curricular do Ensino Básico (PCEB). A disciplina de Ciências naturais é introduzida a partir da 4ª classe e abarca conteúdos de 4 grandes áreas temáticas ( Ambiente, Seres Vivos, Saúde e População). No 1º ciclo, os conteúdos desta disciplina, estão transversalmente integrados nas disciplinas de Língua Portuguesa e de Matemática. A consideração destes factores ditou o aparecimento de algumas diferenças deste programa em relação ao anterior, no capítulo dos conteúdos e na abordagem metodológica. A nível dos conteúdos, por exemplo, incluiu-se a electricidade, agricultura, caça e pesca, população e ambiente. No capítulo metodológico, o destaque vai para a introdução da gestão mais autónoma da aula e de todo o processo de ensino-aprendizagem pelo professor. Este programa tenta conjugar os objectivos dos diferentes âmbitos (económico, social, intectual e pessoal). Deste modo, realça as habilidades práticas que poderão permitir a integração plena da criança na sua comunidade, uma vez que se está ciente de que, embora o Ensino Primário seja um nível inicial, é terminal para a maioria das crianças do nosso País.
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    189 Este programa éconstituído por 5 partes: 1. Introdução 2. Objectivos gerais 3. Metodologia geral 4. Avaliação 5. Plano temático 1. Objectivos gerais Ao concluir o ensino básico, o aluno deve ser capaz de:  Reconhecer o ambiente natural que o rodeia, através da observação e interpretação;  Ser cooperativo na procura de soluções para as questões ambientais;  Partilhar e divulgar a informação;  Aplicar conhecimentos científicos na interpretação de fenómenos naturais mais comuns do seu seio,  Aplicar conhecimentos científicos básicos na gestão dos recursos naturais e do ambiente na comunidade;  Aplicar o método científico na resolução de problemas do dia-a-dia;  Aplicar as regras básicas de higiene pessoal e colectiva;  Dominar as técnicas básicas de agricultura, gestão e protecção dos recursos comunitários. 2. Metodologia geral O ensino de Ciências Naturais é útil quando os conhecimentos e habilidades adquiridos são aplicáveis para o melhoramento das suas condições de vida. As ciências que estudam a natureza, têm o objectivo de desenvolver a percepção científica do mundo natural. Existe uma semelhança entre a maneira como um cientista trabalhar e como uma criança aprende sobre a natureza. Ambos possuem, de antemão, algumas ideias sobre o que se vai estudar. Usando passos que consistem na observação, testagem experimental de ideias e registo de resultados, as ideias iniciais podem ser mudadas face às evidências descobertas na realidade.
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    190 As ideias queas crianças têm são restritas, devido à sua limitada experiência e porque as habilidades para a testagem são ainda pouco desenvolvidas. Assim, é tarefa do ensino de Ciências Naturais, alargar a experiência das crianças, ajudá-las a desenvolver as suas habilidades científicas e substituir as suas ideias intuitivas de aplicação restrita por ideias científicas. Entretanto, a rejeição ou modificação de conhecimentos e comportamentos prematuros, tem de ser um processo individualizado, levado a cabo através do raciocínio e actividades independentes dos alunos. Estes mecanismos permitem o enquadramento de tais conhecimentos, habilidades e comportamentos, em esquemas e convicções pessoais. Moçambique tem uma natureza muito rica e diversificada. Esta diversidade é ainda maior se tomarmos em conta que cada escola e cada aluno são únicos. Isto traz diferenças na forma de usar os recursos naturais, fazendo com que o professor tenha que adoptar métodos adequados para explorar a natureza, em cada contexto concreto. Este programa não pode reflectir toda esta gama de variedades. Contudo, serão abordadas as orientações metodológicas gerais, que constituem a base de interpretação do processo de ensino-aprendizagem em Ciências Naturais. Eis, a seguir, algumas dessas orientações metodológicas gerais. 2.1 Construtivismo " É necessário conhecer o ponto de partida dos alunos". Os alunos não podem ser vistos como tábuas rasas para preencher com novos conhecimentos, a partir do processo de ensino. As crianças chegam à escola já com uma grande bagagem de conhecimentos sobre o seu ambiente. Elas adquirem o conhecimento através das observações inconscientes, diferentes actividades, jogos e imitação do comportamento dos adultos. Os alunos podem já ter a sua explicação intuitiva dos fenómenos da natureza. Estas ideias influenciam a interpretação e percepção da matéria ensinada, podendo ajudar ou dificultar a interpretação científica dos processos naturais. É importante que o professor conheça as ideias (pré-conhecimentos) que os alunos trazem consigo da vida prática, sobre um determinado objecto, facto ou fenómeno, para aproveitá-las na construção da visão científica do mundo natural.
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    191 Assim, por vezes,os alunos têm ideias erradas sobre o significado de um fenómeno ou conceito ( por exemplo, o conceito de" trabalho ", " energia", " som", "causas das doenças", formas da terra", etc.) e interpretam a informação dada pelo professor, na base das suas ideias iniciais. Quando não se toma em conta os pré-requisitos dos alunos, cria-se uma situação em que estes têm um conjunto de conhecimentos sobre a Natureza, com base em experiências práticas e quotidianas, e um outro mundo de conhecimentos baseados na informação (principalmente teórica) dada na escola, que co-existem e se confrontam entre si. Por isso, não nos surpreende que, em tais condições, os alunos não sejam capazes de aplicar os conhecimentos adquiridos na escola para a resolução dos problemas da vida real. 2.2 Método Científico Ensinar Ciências Naturais é equipar os alunos com mecanismos que permitam desenvolver activamente as diferentes faces da sua personalidade na interacção com a Natureza. A principal ferramenta para este desenvolvimento da personalidade é o método científico. O método científico é uma forma metódica de conhecer e lidar com a Natureza. A correcta assimilação de conceitos, factos e fenómenos tem de ser resultado de um processo de interrogação da Natureza que os alunos devem realizar activamente, com ou sem ajuda do professor. O primeiro passo no estudo de um fenómeno ou objecto é a observação e a formulação de perguntas para perceber as propriedades e as características do objecto ou fenómeno. O professor pode fazer perguntas aos alunos ou estimulá-los a serem eles a formulá-las e procurarem respostas, independentemente. Assim, começa o processo de investigação do ambiente natural. Os alunos têm de se habituar a procurar conhecer factos e objectos, fazendo perguntas e procurando respondê-las de forma sistemática (aprender a aprender). No processo de resposta a estas perguntas, que envolvem diferentes actividades, os alunos adquirem conhecimentos, informação e valores, desenvolvem habilidades motoras de análise, tomada de decisão, experimentação, medição, observação e descrição, categorização e sistematização, de auto-aprendizagem, entre outras.
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    192 2.3 Trabalho emgrupo Trabalho em grupo é aquele em que várias crianças fazem o " mesmo" trabalho em conjunto. Para optimizar o trabalho em grupo, este deve ser composto por 4 a 6 crianças. O trabalho em grupo é mais adequado para tarefas práticas. Os grupos devem estar dispostos de tal modo que todas as crianças possam comunicar directamente entre si e, se estiverem a trabalhar sobre um objecto, todas as crianças o vejam e/ou possam tocar. A formação de um grupo deve, salvo em casos específicos, obedecer ao factor de mistura de habilidades, para que durante o processo de interacção as crianças se ajudem mutuamente. As habilidades do professor para dirigir um trabalho em grupo melhoram consideravelmente no próprio processo. Por exemplo, com o tempo, o professor aprende a distinguir uma discussão frutuosa de um caos num grupo. A falta de material é uma realidade em muitas das nossas escolas. Para se fazer aproveitamento máximo do exíguo material, pode-se organizar, ao mesmo tempo, trabalhos de grupos diferenciados. Algumas vantagens do trabalho em grupo a) Aprendizagem de criança-para-criança A aprendizagem é um processo de interacção, com o meio e com as pessoas, através do qual o indivíduo (criança) melhora os conhecimentos e as habilidades. O papel das pessoas na aprendizagem formal é vital. Uma criança está mais predisposta a aprender quando se sente à vontade com quem interage: Uma criança está mais predisposta a aprender quando se sente à vontade com quem interage. Uma criança está mais predisposta a aprender com outra criança do que com um adulto. O trabalho em grupo é, portanto, um excelente contexto de aprendizagem para a criança. b) Sinergia A união faz a força. Parte-se do princípio que a diversidade de habilidades num grupo permite complementaridade. O produto do trabalho de um grupo surge, portanto, como produto consensual das contribuições individuais dos elementos do grupo.
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    193 Assim, um grupoproduz aquilo que cada elemento, individualmente, não poderia produzir. c) Comunicação e raciocínio A liberdade de expressão que o grupo tem, ajuda as crianças a treinar e a melhorar as habilidades de comunicação e de argumentação. d) Adopção de aspectos de cultura científica A experiência quotidiana dos alunos, a partir da qual se desenvolvem muitas actividades científicas, é fortemente influenciada pelos hábitos familiares. As tradições influenciam, tanto o conteúdo como o processo de ensino. Por exemplo, algumas tradições ensinam as crianças a não questionar ideias veiculadas por alguém mais adulto. A tradição científica quebra com alguns destes comportamentos. A mudança gradual de comportamento das crianças é mais acelerada se for feita em simultâneo com grupos de crianças em interacção. O trabalho em grupo é, pois, um método efectivo para habituar as crianças aos processos de investigação. e) Compreensão e tolerância Durante o trabalho em grupo a criança aprende, com o tempo, a descobrir que a diferença de formas de pensamento entre as pessoas é uma constante e é normal, o que conduz ao desenvolvimento de atitudes de tolerância. d) Cooperação Uma das características principais das crianças é o egocentrismo. Esta característica representa um obstáculo sério para a participação em actividades e partilha/troca de ideias. No trabalho em grupo, uma criança ganha gosto pelo trabalho cooperativo, o que ajuda, consideravelmente, no combate ao egocentrismo. 3.Ensino-aprendizagem orientado para a prática O método científico pressupõe o envolvimento do aluno numa actividade prática constante. Isto advém do facto de o mérito deste método estar no processo e não no resultado. É também verdade que existem informações e conhecimentos que, na situação escolar, não podem ser adquiridos através da investigação por parte dos alunos. Resumo As ideias básicas a se ter em conta são:
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    194  O primeiropasso na percepção da natureza é a observação e exploração de objectos reais.  Os alunos têm ideias sobre o mundo à sua volta e sobre como e porquê as coisas acontecem, através da sua própria experiência.  A adopção de métodos e meios de ensino não deve ser tomada como universal, pois, cada professor, cada aluno e cada sala de aulas são únicos/específicos. A tarefa do professor é orientar os alunos para uma forma sistemática/metódica de lidar com o mundo natural à sua volta, na busca de conhecimentos/habilidades/valores e na satisfação das suas necessidades. Com o tempo, os alunos vão formando esquemas/mecanismos/instrumentos individuais que asseguram competência e independência na interacção activa com a Natureza. 4. Sugestões metodológicas Este programa apresenta sugestões metodológicas para todas as unidades temáticas. Estas sugestões são apenas pontos de reflexão, estando o professor livre de segui-las ou elaborar outras, que julgar mais adequadas à realidade, para o desenvolvimento das competências prescritas nos programas de ensino. A criatividade e a iniciativa no exercício do processo de ensino-aprendizagem são características que se exigem de um bom professor. 5. Avaliação do Processo de Ensino e Aprendizagem O sistema de avaliação em Ciências Naturais estará direccionado para a verificação da aquisição dos conhecimentos, habilidades, atitudes e valores especificados nas competências parciais definidas nos programas de ensino. Os resultados obtidos a partir desta avaliação deverão também ser usados para outros fins importantes como:  Informar ao aluno e aos pais/encarregados de educação sobre os progressos alcançados no processo de aprendizagem;  Informar ao professor sobre eventuais problemas de aprendizagem dos alunos;  Orientar o professor na recuperação de alunos com problemas de aprendizagem;  Informar o professor sobre os alunos que não estão preparados para progredir para os ciclos seguintes. Para alcançar estes objetivos, é preciso que:  A avaliação seja continua;
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    195  A avaliaçãoseja orientada para determinar em que medida as competências, pré- determinadas, têm sido alcançadas, de modo a assistir o aluno na progressão aos níveis subsequentes de aprendizagem;  O professor deve avaliar os alunos, auto-avaliar-se e ajudar os alunos a auto-avaliarem-se. Para cada unidade temática, em cada fase, é necessário adequar o carácter da avaliação às necessidades de sua aplicação. Assim: I. A avaliação inicial tem de ser marcadamente diagnóstica (para saber o que os alunos já sabem sobre um determinado assunto/tema); II. Na fase intermédia deverá predominar a avaliação formativa (para ajudar o professor a monitorar e melhorar o processo de ensino); III. No fim de cada assunto/unidade temática, pela necessidade de se representar quantitativamente o desempenho do aluno, a avaliação sumativa assume papel preponderante. As fases inicial, intermédia e final de avaliação são relativas a um assunto/unidade temática. 5.1 Formas de avaliação em Ciências Naturais Em Ciências Naturais, sugerem-se duas formas de avaliação. A avaliação formal, pré-planificada e periódica, e a informal, permanente e diária. As duas formas de avaliação incluem, para além do tradicional método de papel e caneta, outras metodologias com um quadro compreensivo sobre o estágio de desempenho do aluno. Este quadro poderá ser preenchido a partir de questões orais, observação e trabalhos escritos (testes e outros). Encorajamos o professor a usar estas e outras metodologias de avaliação diferentes das tradicionais. Particular atenção deve ser dada à avaliação qualitativa pois, os conhecimentos, habilidades, atitudes e valores, dificilmente podem ser quantificados. A avaliação contínua não deve ser interpretada como acumulação de uma série dos tradicionais resultados dos testes. Esta avaliação deve ser direccionada para a verificação do nível de desenvolvimento das habilidades/processos, conhecimentos/atitudes e do crescimento pessoal do aluno. O enfoque na avaliação qualitativa não exclui o uso da avaliação quantitativa. A avaliação habitual de papel e caneta será usada mas, em escala menor.
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    196 6. Competências do2º ciclo Ao terminar o 2º ciclo o aluno deve ser capaz de:  Manipular um objecto e fazer a leitura de um fenómeno natural de uma forma metódica;  Apresentar um esquema simples de estudo de qualquer objecto ou fenómeno;  Apresentar, de forma desinibida, as suas ideias no âmbito do processo de aprendizagem;  Revelar evidências de domínio de conceitos básicos relacionados com assuntos tais como água, ambiente, doenças, alimentação, agricultura, caça, pesca e energia;  Comportar-se, de forma responsável, em relação à higiene do seu corpo e à sua saúde em geral;  Demonstrar evidências de domínio de técnicas mais elementares de conservação do ambiente, da caça, pesca e da agricultura, na sua comunidade.
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    197 Visão geral dosconteúdos do 2º ciclo da Disciplina de Ciências Naturais 4ª CLASSE 5ª CLASSE UNIDADE TEMÁTICA CONTEÚDOS CH UNIDADE TEMÁTICA CONTEÚDOS CH OBSERVAÇÃO  Observação de objectos em diferentes meios  Descrição de objectos no seu meio 4 tempos SERES VIVOS E SERES NÃO VIVOS  Seres vivos (homem, animais e plantas)  Seres não vivos (pedra, madeira, água, ar, etc.) 4 tempos PLANTAS  Constituição de uma planta (raiz, caule, folhas, flores e frutos e sementes)  Funções das partes da planta 5 tempos ANIMAIS  Constituição de um animal (cabeça, tronco, membros)  Funções das diferentes partes de um animal 4 tempos ANIMAIS DA MINHA COMUNIDADE  Animais domésticos e selvagens  Importância dos animais  Problemas causados pelos animais  Formas de protecção dos animais 3 tempos CAÇA  Introdução à caça  Os animais de caça  Instrumentos de caça  Importância da caça 3 tempos CAÇA  Tipos de caça: subsistência, comercial e desportiva  Tipos de pesca: artesanal, industrial e desportiva  O papel da caça e da pesca no desenvolvimento do país  Preservação das espécies faunísticas e aquáticas. 6 tempos PESCA  Introdução à pesca  Os animais de pesca  Instrumentos da pesca  Importância da pesca 3 tempos PESCA ÁGUA  Fontes de água na comunidade (poços, fontenárias, rios, lagos, rios)  Formas de tratamento da água  Importância da água para o homem e 4 tempos CONSERVAÇÃO DA ÁGUA  Conservação dos recursos hídricos  Propriedades da água (não tem cheiro, cor e sabor)  Estados físicos da água 7 tempos
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    198 4ª CLASSE 5ªCLASSE UNIDADE TEMÁTICA CONTEÚDOS CH UNIDADE TEMÁTICA CONTEÚDOS CH animais  Técnicas de tratamento da água (fervura, filtragem, decantação e processos químicos- Certeza) e conservação da água  Calamidades naturais: cheias, secas e ciclones SOLO  Propriedades do solo (cor e permeabilidade)  Factores de destruição do solo, erosão (chuva, vento, queimadas, cultivo)  Cuidados a ter com o solo 4 tempos SOLO  Composição do solo (húmus, sais minerais, água, ar)  Factores de destruição do solo, erosão (chuva, vento, queimadas, cultivo)  Formas de preservação do solo 4 tempos HIGIENE E AMBIENTE  Uso das latrinas e casas de banho  Cuidados a ter com o lixo  Doenças associadas ao lixo 5 tempos HIGIENE E AMBIENTE  Factores associados ao lixo nas zonas urbanas e rurais  Formas de tratamento do lixo  O lixo e as doenças 6 tempos ALIMENTOS  Tipos de alimentos (origem animal e vegetal)  Importância dos alimentos mais comuns na comunidade  Alimentação equilibrada 5 tempos ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO  Alimentação equilibrada (cereais, carnes, frutas e legumes)  Função dos alimentos (crescimento, força, protecção)  Conservação dos alimentos  Qualidade e validade dos alimentos 7 tempos NUTRIÇÃO DA MULHER GRÁVIDA  Nutrição da mulher grávida  Importância da alimentação equilibrada para a mulher grávida 4 tempos SENTIDOS E ÓRGÃOS DOS SENTIDOS  Órgãos dos sentidos: olhos, nariz, ouvidos, língua e pele  Sentidos: visão (vista), olfacto (cheiro), audição (ouvido), paladar (sabor ou gosto) e tacto (sensação)  Importância dos sentidos e dos órgãos dos sentidos 5 tempos CUIDADOS COM OS ORGÃOS DOS SENTIDOS Olho  Órgãos anexos (pálpebras, sobrancelhas, pestanas)  Funções dos órgãos anexos  Cuidados a ter com a vista Ouvido  Partes externas do ouvido (pavilhão, lóbulo, tímpano)  Funções das partes externas do ouvido  Cuidados a ter com o ouvido 6 tempos
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    199 4ª CLASSE 5ªCLASSE UNIDADE TEMÁTICA CONTEÚDOS CH UNIDADE TEMÁTICA CONTEÚDOS CH SAÚDE  Micróbios/microrganismos como causadores de doenças  Higiene dos alimentos e do ambiente 4 tempos SAÚDE  Doenças (cólera, tuberculose, sarampo, malária, tétano e SIDA)  Modo de transmissão das doenças mais comuns  Medidas de prevenção de algumas doenças 6 tempos CORPO HUMANO  Partes do corpo humano (cabeça, tronco e membros)  Importância do esqueleto  Importâncias dos exercícios físicos  Importância do convívio, lazer e repouso  Higiene do corpo 5 tempos AUTO- DESCOBRIMENTO  Etapas do desenvolvimento do ser humano (infância, adolescência, fase adulta) 3 tempos LUZ  Luz natural e artificial  Fontes de luz (vela, lâmpada, candeeiro, sol, lua, estrelas)  Importância da luz 3 tempos AGRICULTURA  Importância da agricultura  Elementos que influenciam na agricultura  solo  vento  chuva  temperatura 3 tempos CADEIA ALIMENTAR  Interdependência entre os seres vivos  Representação de uma cadeia alimentar 2 tempos ELECTRICIDAD E  Produção da electricidade(fontes renováveis e não renováveis)  Importância da electricidade  Cuidados a ter com a electricidade 3 tempos TOTAL AULAS 61 TOTAL AULAS 57
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    200 Distribuição Da CargaHorária UNIDADE TEMÁTICA SEMANAS TEMPO I. OBSERVAÇÃO 2 4 II. SERES VIVOS E SERES NÃO VIVOS 2 4 III. PLANTAS 2.5 5 IV. ANIMAIS 2 4 V. ANIMAIS DA MINHA COMUNIDADE 1.5 3 VI. CAÇA 1.5 3 VII. PESCA 1.5 3 VIII. ÁGUA 2 4 IX. SOLO 2 4 X. HIGIENE E AMBIENTE 2.5 5 XI. ALIMENTOS 2.5 5 XII. SENTIDOS E ÓRGÃOS DOS SENTIDOS 2.5 5 XIII. SAÚDE 2 4 XIV. CORPO HUMANO 2.5 5 XV. AUTO- DESCOBRIMENTO 1.5 3
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    201 Programa de CiênciasNaturais 4ªClasse
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    202 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH MÉTODO DE OBSERVAÇÃO  Identificar as principais partes dos objectos  Descrever as caraterísticas de lugares e de objectos  Observação de objectos em diferentes meios  Descrição de objectos no seu meio  Descreve características de objectos e lugares observados. 4 tempos Sugestões Metodológicas Para a realização efectiva destas aulas, aconselha-se que o professor visite primeiro o local de estudo. Esta actividade visa a preparação da aula com os alunos. O professor deverá conversar com o responsável do local a visitar e fazer o levantamento dos locais e objectos a observar. O aluno deve ver, sentir, etc., isto é, usar todos os órgãos dos sentidos, sempre que for possível, para reconhecer o meio que o rodeio. Por exemplo, levar as crianças a um jardim ou pátio escolar onde poderão observar o tipo de plantas, animais, cursos de água existentes e outros seres. Aconselha-se a trabalhar com os alunos de modo a desenvolverem capacidades que os tornem observadores activos e críticos. O professor leva para a aula exemplares de seres vivos diversificados: animais, plantas e outros objectos que julgar necessários. Os alunos podem observar e registar os elementos do ambiente natural, descobrir os diferentes seres e a diferença entre as plantas e os animais.
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    203 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH SERES VIVOS E SERES NÃO VIVOS  Identificar seres vivos e seres não vivos  Mencionar as características dos seres vivos e dos seres não vivos  Seres vivos (homem, animais e plantas)  Seres não vivos (pedra, madeira, água, ar, etc.)  Distingue seres vivos dos não vivos 4 tempos Sugestões Metodológicas Os alunos poderão trazer para a sala de aula, exemplares de seres vivos e seres não vivos diversificados. Com base nos exemplares à disposição, os alunos podem identificar, caracterizar e distinguir os seres vivos dos seres não vivos. Esta aula pode ocorrer fora da sala, utilizando o meio ao seu redor. Ser vivo é aquele que tem vida, isto é, nasce, respira, cresce, alimenta-se, reproduz-se e morre. A vida é definida pelas características atrás mencionadas. Esta aula tem como finalidade diferenciar o que tem vida do que não tem vida. Umas das actividades recomendadas nesta unidade temática é o desenho, a pintura, a modelagem e a legenda dos objectos observados.
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    204 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH PLANTAS  Indicar as partes de uma planta  Desenhar uma planta completa  Descrever as funções das partes da planta  Reconhecer a importãncia das plantas para os seres vivos  Constituição de uma planta (raiz, caule, folhas, flores, frutos e sementes)  Funções das partes da planta Relaciona as partes de uma planta com as suas funções 5 tempos Sugestões Metodológicas A técnica de descoberta de pré- conhecimentos é um dos métodos mais aconselháveis para o tratamento destes assuntos. A tarefa do professor é essencialmente a de ajudar os alunos a sistematizar as informações e conhecimentos. O professor pode trazer um quadro mural, organizar uma excursão a um jardim botânico ou outro local onde se pode observar vegetação diversificada. Recomenda-se que os alunos registem as funções das diferentes partes de uma planta que são: absorção dos alimentos pela raiz, a condução dos alimentos pelo caule, a respiração e transpiração pelas folhas, a formação do fruto e da semente pela flor, a protecção da semente pelo fruto e a reprodução pela semente. Nesta unidade temática a turma deve organizar-se para discutir sobre a necessidade do reflorestamento e a preservação das espécies de plantas. Em casa, os alunos podem preparar um viveiro e trazer para a aula plantas para o estudo das partes que a constituem e as respectivas funções. As actividades recomendadas nesta unidade temática são o desenho, a pintura, a modelagem e a legenda dos objectos observados. O professor pode orientar a colecção e conservação de plantas ou partes de plantas (fazer um herbário).
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    205 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH ANIMAIS  Distinguir as partes constituientes de um animal  Descrever as principais funções das partes de um animal  Constituição de um animal (cabeça, tronco, membros)  Funções das diferentes partes de um animal Relaciona as diferentes partes de um animal com as suas funções 4 tempos Sugestões Metodológicas Esta aula deve ocorrer em um ambiente favorável (campo de pastagem, Jardim zoológico ou curral de animais) onde os alunos possam discutir acerca das funções das diferentes partes de um animal como sendo a cabeça, o tronco e os membros. Aconselha- se a não entrar em detalhes sobre as funções das partes que constituem um animal. Por exemplo, a cabeça é a parte do corpo onde se localiza a maior parte dos órgãos de sentido, como os olhos, a língua, as orelhas e as narinas. O tronco é uma das partes do corpo do animal que tem a função de suporte e protecção dos órgãos internos. Os membros são partes do corpo do animal que têm a função de locomoção (movimento - deslocação de um lugar para o outro). Nesta unidade temática a turma deve organizar-se para discutir sobre a necessidade da preservação das espécies de animais.
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    206 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH OS ANIMAIS DA MINHA COMUNIDADE  Distinguir os animais domésticos dos selvagens  Descrever os problemas causados pelos animais da comunidade  Mencionar as formas de aproveitamento racional dos animais da comunidade  Animais domésticos e selvagens  Importância dos animais  Problemas causados pelos animais  Formas de protecção dos animais  Distingue os animais domésticos dos selvagens bem como a sua importância 3 tempos Sugestões Metodológicas Como fonte de observação, pode-se recorrer a um passeio/excursão a um jardim zoológico, parque, reserva ou a um criador de animais na comunidade. Nalguns casos, para a observação dos animais selvagens, existem jardins ou parques zoológicos mas, noutros casos, é aconselhável recorrer a outras fontes de observação tais como filmes, quadros murais, maquetes, entre outras. Outra actividade para esta unidade seria a pesquisa dos conhecimentos e as formas comunitários de defesa dos animais. Os alunos podem mencionar o nome do animal ou dos animais e o seu valor económico, cultural, entre outros. Pode-se ainda, visitar um tanque de piscicultura, caso seja disponível. O animal doméstico é aquele que é criado (cuidado) pelo homem. Os alunos poderão discutir sobre as formas de protecção dos animais e as técnicas de prevenção dos danos por estes causados na comunidade.
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    207 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH CAÇA  Reconhecer os animais de caça  Mencionar as técnicas e os instrumentos usados na caça  explicar a importância da caça  Introdução à caça  Os animais de caça  Instrumentos de caça  Importância da caça  Reconhece a caça como um meio de subsistência na comunidade 3 tempos PESCA  Reconhecer os animais de pesca  Mencionar as técnicas e os instrumentos usados na pesca  Explicar r a importância da pesca  Introdução à pesca  Os animais de pesca  Instrumentos da pesca  Importância da pesca.  Reconhece a pesca como um meio de subsistência na comunidade 3 tempos Sugestões Metodológicas Caça ou pesca é o uso de diferentes técnicas para capturar os vivos ou mortos na terra ou na água. Os alunos poderão desenhar os diferentes animais de caça e pesca. Estes desenhos poderão ser utilizados para ornamentar a sala de aula. Poder-se-á fazer visitas de estudos ás unidades de processamento de produtos de caça e de pesca. O professor deve levar para a aula conservas, produtos embalados para incentivar a observação estado dos produtos e a validade dos mesmos os antes de consumir. Os alunos discutem as técnicas e os instrumentos usados na caça e pesca na comunidade. A turma deve discutir as desvantagens de uso de certas técnicas nocivas na caça e na pesca.
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    208 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH ÁGUA  Identificar as diferentes fontes de água na comunidade  Descrever algumas formas de tratamento da água  Reconhecer a importância da água para os seres vivos  Fontes de água na comunidade (poços, fontenárias, rios, lagos, rios)  Importância da água para o homem e animais Valoriza a água como recurso fundamental para a existência e manutenção dos seres vivos. Reconhece a água como um recurso esgotável 4 tempos Sugestões Metodológicas Recomenda-se que a turma visite diferentes reservatórios e fontes de água (estação de bombagem e tratamento de água, albufeiras, lagos, rios, poços, fontenárias, e outras). Caso não seja possível, o professor poderá utilizar fotografias e cartazes, entre outros recursos. A água é um líquido indispensável à vida dos seres vivos " sem água não há vida". O professor deve alertar sobre as diferentes formas de contaminação da água. A água é uma fonte esgotável na natureza.. Discutir com os alunos a importância da poupança de água (torneiras mal fechadas ou avariadas, tubos furados que inundam as vias públicas e consequentemente, transportam água contaminada para os utilizadores, recipientes destapados, etc.). Os alunos devem saber que o dia 22 de Março, é o dia mundial da água.
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    209 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH SOLO  Distinguir os diferentes tipos de solos  Mencionar as propriedades do solo  Tipos de solo (arenoso, argiloso e fertil)  Propriedades do solo (cor e permeabilidade)  Reconhece os diferentes tipos de solo e as suas propriedades 4 tempos Sugestões Metodológicas O solo é a parte superficial da terra onde vivem as plantas e os animais. Esta aula pode ser feita nos arredores da comunidade, para observação do meio natural (diferentes tipos de solo). O professor poderá recolher amostras de solo na comunidade para a identificação de solos arenosos, argilosos e mistos (férteis). Os solos arenosos têm maior quantidade de areia e são, geralmente, pobres em nutrientes utilizados pelas plantas. Os solos argilosos apresentam grãos menores que a areia, retendo água e sais minerais, em quantidade necessárias para o crescimento das plantas. Os solos mistos são férteis e apresentam uma grande concentração de matéria orgânica (húmus, rico em nutrientes para as plantas). O professor poderá realizar experiências que comprovam a existência de ar e água no solo. Na impossibilidade de realizar visitas de estudo, pode -se trazer para a aula amostras de solo para análise da cor e permeabilidade. A cor do solo é determinada pela natureza dos seus constituintes. Na natureza podemos encontrar solo de cor preta, branca, castanha, entre outras. A permeabilidade do solo é a capacidade de reter ou deixar passar, facilmente, a água. Os solos apresentam diferentes níveis de permeabilidade. Por exemplo, os solos que apresentam a cor preta (mistos) são menos permeáveis do que os que apresentam a cor branca (arenosa). Os alunos podem realizar experiências sobre a permeabilidade do solo:
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    210 1. Colocar emdiferentes recipientes (garrafas plásticas com furo no fundo) solos de cores diferentes; 2. Deitar a mesma quantidade de água em cada recipiente; 3. Verificar o tempo de retenção da água; 4. Solos de cores diferentes apresentam diferentes níveis de permeabilidade. Os alunos devem saber que o dia 22 de Abril é o dia mundial da TERRA.
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    211 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH HIGIENE E AMBIENTE  Mencionar os cuidados a ter com as latrinas e as casas de banho  Descrever os perigos do lixo para a saúde  Mencionar os hábitos de higiene individual e colectiva  Cuidados a ter com as latrinas e casas de banho  Cuidados a ter com o lixo  Hábitos de higiene individual (lavar as mãos, tomar banho, escovar os dentes, entre outros) e colectiva (deitar lixo nos contentores, enterrar o lixo, tapar latrinas  Pratica de forma responsável hábitos de higiene individual e colectiva que contribuem para a conservação do ambiente  Reconhece a importância de praticar de forma correcta a higiene individual para a manutenção de um corpo saudável 5 tempos Sugestões Metodológicas Os alunos verificam, antes e depois da aula, se recolheram os restos de papel e depositaram no interior dos recipientes colocados na sala ou no recinto escolar. A turma, na companhia do professor, pode deslocar-se a uma unidade de reciclagem de lixo (papel, plástico e vidro). Os alunos participam em jornadas de limpeza da comunidade e discutem as formas de conservação do lixo para evitar a poluição do meio. Na escola e nos lugares públicos deve-se colocar recipientes para diferentes tipos de lixo (plástico, papel e vidro). Esta acção tem em vista a reutilização dos objectos. Por exemplo, a reciclagem do papel, reduz a quantidade de árvores a destruir para o fabrico de novo papel. Por esta razão, a reciclagem tem função económica e ambiental. O mau tratamento do lixo pode provocar um ambiente desagradável, como o aparecimento de montes de lixo que dificultam a passagem pelas ruas, mau cheiro e inúmeras doenças provocadas por moscas, baratas e outos insectos. Em relação aos cuidados de higiene individual o professor deve-se referir da importância de adopção dos hábitos de auto-cuidado nomeadamente, higiene corporal, bucal, estimular para a prática correta de tomar banho, cortar as unha e cabelos, lavagem de mãos com água e sabão antes e depois das refeições e de utilização das casas de banho.
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    212 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O aluno deveser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH ALIMENTOS  Listar os alimentos da sua comunidade  Agrupar os alimentos consoante ao tipo (fruta, legumes, leite, farináceos, carnes)  Explicar a importância dos alimentos para a manutenção da vida  Tipos de alimentos (origem animal e vegetal)  Importância dos alimentos mais comuns na comunidade  Alimentação equilibrada  Relaciona os tipos de alimentos com a sua função no organimo para a manutenção da saúde 5 tempos Sugestões Metodológicas Os alunos trazem para a aula frutos existentes na comunidade, podendo ser classificados em comestíveis e não comestíveis. Esta é também uma oportunidade para se convidar um nutricionista ou um técnico de medicina para explicar a necessidade de se ter uma alimentação equilibrada. Uma alimentação equilibrada é composta de alimentos variados como carnes, hortícolas, cereais e frutas. O professor deve incentivar o consumo de frutos exótico/silvestre por exemplo mafpilwa, mapswixa, mavungua, massala, entre outros. O professor pode ensinar e cantar com a turma, várias canções sobre os alimentos ou alimentação. O consumo de produtos como o álcool e o tabaco devem ser desencorajados. O teatro e a dramatização poderão ser utilizados como meios de ensino, para sublinhar os efeitos e as consequências do consumo de produtos nocivos ao homem.
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    213 Unidade Temática OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O aluno deveser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH SENTIDOS E ÓRGÃOS DOS SENTIDOS  Mencionar os orgãos dos sentidos  Explicar a importância dos orgãos dos sentidos  Manifestar atitudes de respeito para com as pessoas portadoras de doenças e deficiência nos órgãos dos sentidos  Órgãos dos sentidos: olhos, nariz, ouvidos, língua e pele  Sentidos: visão (vista), olfato (cheiro), audição (ouvido), paladar (sabor ou gosto) e tacto (sensação)  Importância dos sentidos e dos órgãos dos sentidos  Distingue os sentidos dos órgãos dos sentidos;  Desenvolve atitude de respeito e ajuda em relação aos portadores de deficiências 5 tempos Sugestões Metodológicas Esta aula pode ter como material didáctico quadros murais, fotografias e modelos que mostram os órgãos dos sentidos. Actividades diferentes podem ser preparadas em relação ao olfacto, tacto, audição e visão. Os alunos, aos pares ou em grupo, podem fazer jogos de identificação de objectos através do som, do cheiro e do tacto, entre outros. Por exemplo, podem identificar o ferro, através do som por este produzido. Pode-se identificar a laranja, através do cheiro, etc. Os jogos de identificação das substâncias, através do paladar, devem ser monitorados pelo professor, pois alguns produtos não são próprios para o consumo humano, isto é, são venenosos. Os sentidos permitem-nos perceber o meio que nos rodeia: se está quente ou frio, cheira bem ou mal, é doce ou azedo, é rijo ou mole, está calmo ou ruidoso, está longe ou perto. O homem tem cinco órgãos de sentido, porém caso há em que, por doença ou acidente, pode ter falta ou deficiência em um órgão. Devemos considerar o portador de deficiência como nosso pai, mãe, ou irmão e devemos ajudar sempre que se julgar necessário.
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    214 Unidade Temática OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH SAÚDE  Explicar o que são micróbios  Mencionar alguns cuidados a ter com o corpo em relação aos micróbios  Dar exemplos de algumas doenças causadas por micróbios  Micróbios/microrganismos como causadores de doenças  Higiene dos alimentos e do ambiente  Menciona algumas doenças causadas pelos micróbios (microrganismos);  Lava os alimentos antes de consumi- los. 4 tempos Sugestões Metodológicas Os micróbios são seres vivos muitíssimo pequenos, que não podem ser vistos sem instrumentos que aumentam o tamanho dos objectos, como a lupa ou o microscópio. A existência de micróbios pode ser demonstrada através da sua acção no meio. Os alunos podem realizar a seguinte experiência: 1. Colocar uma folha de uma planta em um copo com água e deixam alguns dias; 2. Verificar o estado das folhas (começam a apodrecer) e o cheiro que exalam (mau cheiro, desagradável). 3. No copo com água e folhas, desenvolver-se-á seres vivos muito pequenos chamados micróbios. No meio do lixo desenvolvem-se muitos micróbios em pouco tempo. Os micróbios são causadores de várias doenças como a cólera, a gripe, a malária, entre outras. Os micróbios existem em todo o lugar, por isso, devemos lavar os alimentos crus, antes de comê-los.. Pode-se, por exemplo, através do teatro e da dramatização representar um grupo que cumpre com as regras básicas de higiene corporal e dos alimentos, contribuindo para uma vida saudável e outro que retrata o incumprimento das regras básicas de higiene corporal e dos alimentos e, como consequência, contrai doenças diarreicas.
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    215 Unidade Temática OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH CORPO HUMANO  Distinguir as funções das diferentes partes do corpo humano  Reconhecer a importância dos exercícios físicos, convívio, lazer e repouso para a saúde do corpo humano  Desenhar a figura humana  Difundir as regras de higiene do corpo na família e na comunidade  Partes do corpo humano (cabeça, tronco e membros)  Importância do esqueleto humano  Importâncias dos exercícios físicos, convívio, lazer e repouso  Higiene do corpo (revisão)  Relaciona os hábitos de higiene corporal e exercícios físicos com a promoção da saúde 5 tempos Sugestões Metodológicas Os alunos, aos pares ou em grupo, podem discutir sobre a função da cabeça, do tronco e dos membros do homem. Os alunos, com ajuda do professor, fazem o resumo das funções das diferentes partes do corpo. O professor incentiva a prática de exercícios físicos, como forma de garantir uma boa saúde. Os alunos discutem sobre a importância da higiene do corpo (higiene individual) e do meio (higiene colectiva). O exercício físico deve ser sempre relacionado com o desenvolvimento de um corpo saudável. O professor ensina e canta com os alunos uma canção sobre a higiene do corpo humano.
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    216 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH AUTO- DESCOBRIMENTO  Identificar as etapas do desenvolvimento do ser humano  Descrever as diferentes etapas do desenvolvimento do ser humano  Manifestar atitudes de respeito e solidariedade para com mulheres grávidas e idosos  Etapas do desenvolvimento do ser humano (infância, adolescência, fase adulta)  Diferencia as etapas de desenvolvimento do ser humano;  Manifesta atitudes de respeito e solidariedade para com mulheres grávidas e idosos 3 tempos Sugestões Metodológicas O homem é um ser vivo (animado) nasce, desenvolve-se e envelhece. O professor deve orientar uma discussão de como se comporta na família uma criança, um adolescente, um adulto e um velho. Os alunos devem conversar com os restantes membros da família, para colher mais informações sobre a relação entre eles. O homem, em cada fase da vida, tem necessidade específicas que devem ser respeitadas pelos membros da família e pela sociedade em geral. Esta unidade temática permite-nos abordar questões relacionadas com a equidade de género, identidade cultural e moçambicanidade. O tratamento dos temas transversais pode materializar-se através de várias técnicas como desenhos, jogos, canções, palestras, dramatização, entre outras. A turma pode organizar uma peça teatral que sublinha as manifestações do assédio sexual na escola, na família, na comunidade e as formas de prevenir esses males. Os alunos devem desenvolver técnicas de comunicação para resistir ao assédio e denunciar os promotores desses males. Estas actividades devem mostrar a necessidade de respeito e tratamento igual às pessoas do sexo masculino, feminino, novas, adultas, idosas e portadoras de deficiência. Os alunos, como membros da grande família moçambicana, devem também respeitar os hábitos culturais das diversas comunidades.
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    217 Programa de CiênciasNaturais 5ªClasse
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    218 Distribuição Da CargaHorária UNIDADE TEMÁTICA SEMANAS TEMPO I. LUZ 1.5 3 II. CUIDADOS COM OS ÓRGÃOS DOS SENTIDOS 3 6 III. HIGIENE E AMBIENTE 3 6 IV. ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO 3.5 7 V. CONSERVAÇÃO DA ÁGUA 3.5 7 VI. SOLO 2 4 VII. AGRICULTURA 1.5 3 VIII. CAÇA e PESCA 3 6 IX. CADEIA ALIMENTAR 1 2 X. ELECTRICIDADE 1.5 3 XI. SAÚDE 3 6 XII. NUTRIÇÃO DA MULHER GRÁVIDA 2 4
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    219 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH LUZ  Indicar os tipos de luz  Mencionar as diferentes fontes de luz  Descrever a importância da luz  Luz natural e artificial  Fontes de luz (vela, lâmpada, candeeiro, sol, lua, estrelas)  Importância da luz  Relaciona os fontes de luz com a sua importãncia 3 tempos Sugestões Metodológicas O professor pode usar a técnica de descoberta com base nos pré- conhecimentos dos alunos. O professor pode discutir o conceito de natural e artificial. A turma identifica as fontes de luz natural e artificial. O sol é uma fonte de luz natural. As estrelas e a lua têm luz natural. A vela e a lâmpada acesa emitem luz artificial. A luz tem a função de emitir calor, claridade e aquecimento. Também é utlizada para a decoração. UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O aluno deve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH CUIDADOS COM OS ÓRGÃOS DOS SENTIDOS  Identificar as principais partes do olho e suas funções  Identificar as principais partes do ouvido e suas funções  Descrever os cuidados a ter com o olho e com o ouvido Olho  Órgãos anexos (pálpebras, sobrancelhas, pestanas)  Funções dos órgãos anexos  Cuidados a ter com o olho Ouvido  Partes externas do ouvido externo (pavilhão, lóbulo, tímpano)  Funções das partes externas do ouvido  Cuidados a ter com o ouvido  Relaciona as funções e os cuidados a ter com os órgãos dos sentidos (olho e ouvido);  Desenvolve atitudes de respeito e de ajuda aos portadores de deficiência da visão e audição. 6 tempos Sugestões Metodológicas O professor organiza os alunos dois a dois, para observarem, identificarem, enumerarem as partes externas dos órgãos de sentido em estudo. Recomenda-se levar para a sala de aula quadros murais, fotografias e modelos que mostrem o olho e o ouvido. Os alunos devem ser educados para reconhecer que os portadores de deficiência são pessoas normais aos quais nós e o estado temos o dever de apoiar, sempre que precisarem de ajuda, em todos locais (escola, estrada, campos de jogos, cantinas, entre outros).
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    220 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH HIGIENE E AMBIENTE  Identificar os factores que contribuem para a acumulação do lixo nas cidades  Discutir medidas de acondicionamento do lixo  Dar exemplos de doenças provocadas pela falta de saneamento do meio  Factores associados ao lixo nas zonas urbanas e rurais  Formas de tratamento do lixo  O lixo e as doenças  Reconhece os factores que contribuem para a acumulacao do lixo nas comunidades  Difunde medidas de saneamento do meio 6 tempos Sugestões Metodológicas A turma pode realizar uma visita de estudo à lixeira municipal ou convidar o vereador municipal para a área de salubridade urbana, para falar do seu trabalho. A deficiência na recolha e tratamento do lixo doméstico (restos de comida, vegetais, papel, garrafas, latas, cartões, diversos tipos de embalagens, entre outros ) nas cidades é um dos factores de doenças dos munícipes. A professor poderá cultivar nos alunos a ideia de depositarem o lixo em recipentes apropriados. O professor pode organizar a turma para dramatizar e depois debater práticas correctas e incorrectas de tratamento de lixo doméstico na comunidade. O lixo depositado em céu aberto atrai ratos, baratas, mosca, mosquitos, formigas, escorpiões, entre outros animais, podendo transmitir diarreias, parasitoses, amebíase, entre outras doenças. No lixo podem desenvolver-se as larvas do mosquito, vector de malária. N.B. Veja as sugestões metodológicas do tema Higiene na 4ª classe.
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    221 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO  Identificar os alimentos apropriados para uma alimentação equilibrada  Distinguir as funções dos alimentos  Descrever as formas de conservação dos alimentos  Verificar a qualidade e a validade dos produtos  Alimentação equilibrada (cereais, carnes, frutas e legumes)  Função dos alimentos (crescimento, força, protecção)  Conservação dos alimentos  Qualidade e validade dos alimentos  Reconhece o processo de alimentação como forma de obtenção de matérias e energia para o funcionamento e crescimento do corpo humano  Verifica a qualidade e validade dos alimentos 7 tempos Sugestões Metodológicas Os alunos podem fazer a listagem dos diferentes alimentos e agrupá-los em cereais, carnes, frutas e legumes. Os alunos podem fazer um debate sobre as razões do consumo de alimentos variados. O professor pode trazer quadros murais ou alimentos variados a serem utilizados como material demonstrativo na sala de aula. Uma possibilidade é visitar um mercado de produtos alimentares. O professor deve explicar que os frutos e vegetais crus devem ser bem lavados antes de consumir. O professor e/ou alunos podem trazer para a sala de aula produtos enlatados para a verificação da validade. Na componente identidade cultural e moçambicanidade pode-se usar várias técnicas para sublinhar o respeito pelos hábitos culturais, no que diz respeito à culinária típica de cada comunidade. N.B. Veja as sugestões metodológicas da 4ª classe.
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    222 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH CONSERVAÇÃO DA ÁGUA  Explicar as formas de conservação dos recursos hídricos na comunidade;  Descrever as propriedades da água  Distinguir os estados físicos da água  Mencionar as técnicas de tratamento da água na comunidade  Distinguir os tipos de calamidades naturais  Conservação dos recursos hídricos  Propriedades da água (não tem cheiro, cor e sabor)  Estados físicos da água  Técnicas de tratamento (fervura, decantação, filtração e processos químicos- Certeza) e conservação da água  Calamidades naturais: cheias, secas e ciclones  Usa e divulga as técnicas de tratamento e conservação da água na comunidade  Reconhece a água como um recurso esgotável 7 tempos Sugestões Metodológicas Para esta unidade recomenda-se a organização de visitas de estudo a fontes de água (rios, lagos, mares, poços) ou à estação de bombagem e tratamento de água, para explicar a importância deste recurso para a comunidade. A protecção dos recursos hídricos compreende a não poluição pelo lixo doméstico ou industrial (restos de tintas, óleos, água de refrigeração das máquinas, produtos rejeitados no mercado, entre outros). Os produtos acima mencionados alteram a qualidade natural da água e colocam em perigo a vida do homem e de outros seres vivos que habitam estes ambientes. Os alunos devem comparar água não potável e potável. O professor deve lembrar os alunos para não deitar garrafas partidas, latas ou outros objectos nas águas correntes, estagnadas ou água das chuvas. A água é um líquido indispensável à vida. A água deve ser protegida e conservada em locais ou recipientes apropriados para utilização imediata ou em períodos de escassez. A procura de combustível lenhoso é cada vez maior nas nossas comunidades, podendo originar o desequilibro ecológico (falta de oxigénio e escassez de chuvas).
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    223 A água podeser tratada com um produto conhecido por Certeza, fervura, decantação e filtração. Os alunos devem discutir sobre a necessidade de criação de represas de água para os animais beberem e rega das plantas. A falta de água e a água em excesso, são fenómeno naturais que provocam seca e cheias ou inundações, em muitas comunidades. As chuvas fortes, geralmente, são acompanhadas de ventos fortes que provocam ciclones. A dramatização pode ajudar a mostrar como é que os alunos devem proceder antes e depois de desastres naturais (medidas de prevenção em casos de chuvas e ventos fortes). O professor pode convidar um técnico do INGC ou elemento do Comité de Gestão de Risco de Desastres da comunidade para dar uma palestra. Na aula, os alunos podem simular os procedimentos a aplicar na conservação da água e comemorar o dia 22 de Março, como o dia da água.
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    224 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH SOLO  Descrever a composição dos solos  Mencionar os factores de destruição do solo  Explicar as formas de preservação do solo  Composição do solo (húmus, sais minerais, água, ar)  Factores de destruição do solo, erosão (chuva, vento, queimadas, cultivo)  Formas de preservação do solo  Relaciona os tipos de solo com as culturas típicas da comunidade. 4 tempos Sugestões Metodológicas O solo é a parte superficial da terra onde vivem as plantas e os animais. Esta aula pode ser feita nos arredores da comunidade, para observação da composição do solo bem como os factores que contribuem para a sua destruição. O professor poderá realizar experiências que comprovam a existência de ar e água no solo. O professor poderá realizar visitas de estudo, onde os alunos poderão contemplar solos em erosão resultantes da acção do vento e da água e queimadas. Poderá também explicar que, para as comunidades que vivem em solos poucos férteis, precisam de adicionar fertilizantes orgânicos ou inorgânicos (húmus, estrume e produtos químicos comercializados nas casas agrárias) para torná-los mais produtivos. Os alunos, organizados em grupos, podem produzir fertilizantes orgânicos (adubos) recorrendo à matéria orgânica morta. Os alunos devem saber que o dia 22 de Abril é o dia mundial da TERRA.
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    225 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH AGRICULTURA  Descrever a importância da agricultura  Identificar os elementos que influenciam a agricultura  Importância da agricultura  Elementos que influenciam a agricultura:  solo  vento  chuva  temperatura  Reconhece a importancia da agricultura para o Homem 3 tempos Sugestões Metodológicas Os alunos podem visitar uma unidade agrícola mais próxima, para dialogar com o técnico ou proprietário sobre os elementos que influênciam na agricultura. O professor pode trazer para a sala de aula cartazes, fornecidos pelos serviços distritais, sobre as actividades económicas que ilustram a influência do solo, vento, chuva e temperatura na agricultura.
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    226 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH CAÇA E PESCA  Distinguir os tipos de caça e de pesca  Reconhecer o papel da caça e da pesca no desenvolvimento do país  Mencionar as formas de de preservação das espécies faunísticas e aquática.  Tipos de caça: subsistência, comercial e desportiva  Tipos de pesca: artesanal, industrial e desportiva  O papel da caça e da pesca no desenvolvimento do país  Preservação das espécies faunísticas e aquáticas  Reconhece o papel da caça e da pesca para o desenvolvimento da comunidade  Reconhece a necessidade de preservção das espécies faunísticas e aquáticas 6 tempos Sugestões Metodológicas Nesta aula o professor poderá mostrar imagens dos diferentes tipos de caca e de pesca para melhor compreensão do conteúdo. A turma discute as formas de preservação das espécies faunísticas e aquáticas em uso na comunidade. Onde for possível, os alunos organizam uma visita a um centro pesqueiro, uma reserva ou parque. A caça e a pesca furtiva de animais em vias de extinção, (rinoceronte, elefante, golfinhos, baleias, dugongos e outros) é punida pela lei.
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    227 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH CADEIA ALIMENTAR  Reconhecer a interdependencia entre os seres vivos  Construir uma cadeia alimentar simples  Interdependência entre os seres vivos  Representação de uma cadeia alimentar Diferencia os elementos de uma cadeia alimentar e a dependência existente entre eles 2 tempos Sugestões Metodológicas A turma pode mostrar a interdependência existente entre os animais e as plantas para a sua sobrevivência, realizando jogos de “quem come quem”. Com base nas relações demonstradas, constrói-se cadeias simples. UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O aluno deve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH ELECTRICIDADE  Identificar algumas fontes de produção de electricidade  Descreve a importância da electricidade  Mencionar os cuidados a ter com a electricidade  Produção de electricidade  Importância da electricidade  Cuidados a ter com a electricidade  Relaciona a electricidade com o desenvolvimento da comunidade;  Usa de forma racional a electricidade. 3 tempos Sugestões Metodológicas A electricidade pode ser produzida a partir de fontes renováveis e não renováveis. O sol e a água são fontes renováveis de produção de electricidade. A electricidade também pode ser produzida a partir do carvão, lenha ou gás natural, fontes não renováveis. Os alunos, organizados em grupos ou aos pares, debatem as diferentes formas de uso da electricidade. Ajude os alunos a despertar um pensamento crítico em relação ao consumo da electricidade. O professor pode ajudar os alunos a coleccionar aparelhos simples (lanternas e brinquedos) que usam corrente eléctrica.
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    228 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH SAÚDE  Mencionar as doenças mais comuns na comunidade;  Descrever as formas de transmissão e de prevenção de doenças mais comuns  Listar as regras de higiene individual e colectiva  Doenças: cólera, tuberculose, sarampo, malária, tétano e SIDA : o Modo de transmissão o Medidas de prevenção  Cumpre com as regras de higiene individual e colectiva para a prevenção de doenças comuns na comunidade. 6 tempos Sugestões Metodológicas Relativamente a este tema, os alunos podem fazer o levantamento das doenças mais comuns na comunidade e descrever os sinais e sintomas. O professor deve fazer referência à importância da higiene individual e colectiva ou do meio (limpeza do corpo e do meio que nos rodeia, casa, escola, jardim e outros locais públicos). Os alunos podem dramatizar situações que revelam os cuidados de higiene individual e colectiva, aplicando as regras de conservação do meio para prevenção de doenças. UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O aluno deve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH NUTRIÇÃO DA MULHER GRÁVIDA  Identificar as vantagens da dieta equilibrada para a mulher grávida  Discutir tabus ligados a alimentação da mulher grávida  Nutrição da mulher grávida  Importância da alimentação equilibrada para a mulher grávida  Identifica os alimentos indispensáveis à mulher grávida. 4 tempos Sugestões Metodológicas Os alunos podem conversar, na família e na comunidade, sobre as práticas alimentares da mulher grávida e discutirem na sala de aula. O professor pode organizar uma excursão ou convidar um técnico materno- infantil para falar da importância da consulta pré-natal e da alimentação equilibrada da mulher grávida.
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    229 Programa de CiênciasSociais 2º Ciclo
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    230 Sobre as CiênciasSociais no Ensino Básico Introdução A área de Ciências Sociais deverá possibilitar a compreensão da vida do Homem no seu meio, as suas relações com o seu passado com base na recolha, interpretação, análise e sistematização da informação diversificada. O papel das Ciências Sociais, no contexto do Ensino Básico, é iniciar o aluno na compreensão dos relacionamentos interpessoal, grupal quer ao nível social, cívico, político, económico; permitir o seu envolvimento na protecção e conservação do meio ambiente; formar um cidadão responsável pela sua conduta pessoal e pelo apoio ao desenvolvimento da comunidade, país, continente e do mundo; desenvolver, através duma abordagem sistemática, atitudes/valores, comportamentos, capacidades, habilidades e conhecimentos que permitirão ao aluno valorizar as relações humanas, observar, interpretar, analisar, sintetizar e avaliar os fenómenos naturais, económicos, políticos, sócio-culturais, e cívicos do país, em particular e do mundo em geral; permitir que o aluno adquira conhecimentos sobre formas de representação dos objectos (planta, maquete, caixa de areia, mapa, etc.); desenvolver a capacidade de utilizar conceitos adequados ao contexto; aplicar métodos de estudo participativos que facilitam a comunicação e a interacção dentro e fora da sala de aula. Assim, as Ciências Sociais contribuem para a formação patriótica e cívica do cidadão, dando-lhe uma melhor inserção no meio em que vive, permitindo-lhe uma participação activa no desenvolvimento social e económico do País. As Ciências Sociais, no Ensino Básico, integram fundamentalmente as disciplinas de História, Geografia, educação patriótica e Educação Moral e Cívica. A Educação Moral e Cívica e patriótica, embora apareça mais intrinsecamente ligada às Ciências Sociais, não é exclusiva a esta área, devendo ser abordada transversalmente noutras áreas disciplinares, na perspectiva de levar o aluno a desenvolver o saber, o saber fazer, o saber estar e o saber ser.
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    231 Esta integração concorrepara a formação integral do aluno, conjugando o conhecimento do meio físico e social. Assim, as Ciências Sociais contribuirão para que o aluno reconheça as transformações económicas, sociais e políticas da sua sociedade e facultarão os conhecimentos para a formação do cidadão, como entidade singular e a sua relação com os outros na construção da democracia e no respeito pela tolerância mútua. Uma vez que o ensino Básico está dividido em três ciclos, a saber: 1º ciclo (1ª, 2ª e 3ª classes); 2º ciclo (4ª, 5ª e 6ª classes) e 3º ciclo (7ª, 8ª e 9ª classes), importa referir que, no Ensino Primário, a disciplina de Ciências Sociais, embora não apareçam no plano de estudo como disciplina no 1º ciclo, os seus conteúdos servem de suporte às disciplinas de Línguas e de Educação Física. Neste nível, são introduzidos conceitos básicos para a iniciação da disciplina de Ciências Sociais, tais como a família, a casa, a escola e a comunidade, meio ambiente, bem como noções elementares de tempo e espaço. No 2º ciclo os conteúdos que eram abordados de forma transversal, no 1º ciclo, nas disciplinas de Língua Portuguesa e Educação Física têm a sua continuidade neste nível, com um grau de exigência cada vez maior. A partir da 4ªclasse, as Ciências Sociais são tratadas como uma disciplina, contudo, mantém-se a transversalidade como princípio básico destas ciências. As noções de tempo e espaço vão-se alargando, começando com o tempo e o espaço próximo do aluno para o mais distante. Neste contexto, a aprendizagem parte da província alargando-se para o estudo do País na quinta classe e do continente africano na 6ª classe. 1. Objectivos e Conteúdos 1.1Objectivos 1) Fornecer às crianças os primeiros elementos para a compreensão do Mundo e da sociedade no meio onde vivem e permitir-lhes que se situem no tempo e no espaço, graças à
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    232 aquisição de umpequeno número de conhecimentos claros e precisos sobre a História e a Geografia do País e do continente africano; 2) Observar a realidade que lhe rodeia, progredindo gradualmente para realidades longínquas no tempo e no espaço; 3) Organizar os seus conhecimentos de forma metódica, com base na análise, comparação e interpretação de diferentes fontes históricas e geográficas, garantindo a aquisição de novos saberes; 4) Assumir responsabilidades numa sociedade democrática, respeitando as diferenças, participando activamente na vida nacional e defendendo os valores democráticos. O estudo da história pessoal, da família e das raízes históricas da localidade e da província, pode aclarar as modalidades de formação da identidade cultural e da unidade nacional, através das línguas, artes, crenças e mitos. A História local serve de ilustração para a História Nacional, devendo os alunos encontrar na história local as bases para a reconstrução da história nacional. No plano pedagógico, a História local mais próxima da criança, reconstruída por meio de vestígios concretos, permite observar o meio e construir o quadro temporal, de modo a aceder à cronologia geral da nação. A História local pode, igualmente, dar à criança a oportunidade de descobrir fontes históricas, a partir de traços concretos, iniciando-se no trabalho histórico e desenvolvendo as capacidades de observação, análise, interpretação e síntese. Os grandes períodos da História de Moçambique são priorizados porque contribuem para a aprendizagem colectiva e para a necessidade de viver em conjunto e, sobretudo, porque ela é portadora de grandes valores democráticos.
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    233 2. Estratégias deEnsino-Aprendizagem O mundo actual é caracterizado por mudanças sócio-económicas e políticas que requerem um acompanhamento pedagógico que assegure conhecimentos adequados e suficientes para promover a formação de competências parciais, valorizando-se os conteúdos como saberes culturais básicos e instrumentais para a inserção activa e criativa na sociedade. É fundamental que o aluno possa, gradativamente, ler e compreender a sua realidade, posicionar-se, fazer escolhas e agir criteriosamente; desenvolver estudos que focalizem perguntas básicas cujas respostas devem ser baseadas em experiências directas e actividades práticas, como por exemplo, o quê?, onde?, como?, porquê? O tratamento dos conteúdos deve basear-se numa metodologia de integração. Assim, o professor, ao abordar os conteúdos, deve privilegiar a leitura da paisagem ou seja a observação, a descrição, a explicação, a interacção, a analogia e a representação. O trabalho de observação da paisagem deve partir do mais próximo para o mais distante. Essa leitura pode ocorrer de forma directa, mediante a observação da paisagem, ou de forma indirecta, por meio de fotografias, literaturas, vídeos, relatos, etc. Assim, o professor poderá, sempre que for possível, organizar excursões ou levar para a sala de aulas imagens aéreas, fotografias comuns, mapas, etc. Do ponto de vista geográfico, a busca de explicação das diferentes paisagens, como resultado de combinações próprias que marcam suas singularidades, é fundamental porque permite a obtenção de soluções para os diferentes problemas que possam existir em cada um deles. É necessário representar o espaço, pois ele é, simultaneamente, noção e categoria. Sem dúvida, trata- se de dois aspectos de uma mesma questão, cada um guardando suas especificidades mas, ao mesmo tempo, com suas contribuições para que os alunos aumentem os seus conhecimentos a respeito do espaço, como noção e do espaço, como categoria. O professor deve também considerar as ideias que
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    234 os alunos têmsobre a representação do espaço, ou seja, em todas as aulas deve-se privilegiar a comparticipação. Os conteúdos sobre a História da localidade evidenciam, preferencialmente, diferentes Histórias pertencentes ao local em que o aluno vive, dimensionadas em diferentes tempos. Por isso, os alunos devem ser orientados a valorizar o ensino ligado à vida quotidiana, (trabalho e entretenimento, cultura e património público). A preocupação com o estudo da História local é de garantir que os alunos ampliem a capacidade de observar o que está à sua volta, para a compreensão de relações existentes no seu próprio tempo e que reconheçam a presença de outros tempos no seu dia-a-dia. O estudo da História local conduz ao estudo dos diferentes modos de viver no presente e em outros tempos, no mesmo espaço. Na recolha de informações que propiciem pesquisas com documentos, depoimentos e relatos de pessoas, da escola, da família e de outros grupos sociais, deve-se dar preferência às fontes orais e iconográficas (fontes gravadas em placas) e, a partir delas, desenvolver-se trabalhos escritos. O trabalho do professor consistirá em iniciar o aluno na leitura das diversas fontes de informação, para que adquira, pouco a pouco, a autonomia intelectual. O aluno deve ser capaz de identificar as especificidades das linguagens dos documentos: textos escritos, desenhos, filmes, das suas simbologias e das formas de construção dessas mensagens. Os alunos serão orientados para o estudo de episódios importantes e desenvolvimentos do passado de Moçambique, a partir de acontecimentos locais, desde os tempos antigos até a sua ocupação efectiva por Portugal. Eles devem ser capazes de desenvolver uma visão cronológica, ligando e cruzando as diferentes unidades de estudo, é necessário que tenham a oportunidade de investigar a história local e de aprender acerca do passado, a partir de uma série de fontes de informação. A competência cultural que os alunos possuem é importante para responder às questões, pois as causas do sucesso escolar estão também no processo de socialização. O uso de testemunhas não docentes é uma forma de obter informação viva que aproxima a aprendizagem ao contexto.
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    235 As Ciências Sociaiscontribuem de forma substancial na formação patriótica, moral e cívica do indivíduo. Pretende-se que se construa de forma colectiva “uma maneira de estar no mundo” que permita ao indivíduo reconhecer-se e reconhecer o seu mundo, reconciliar-se com ele e sentir a necessidade de conviver com os outros. 3. A abordagem transversal da educação moral e cívica Apesar de se apresentar neste programa a proposta de tratamento de conteúdos de formação cívica e patriótica, é de realçar que estes não devem ser limitados à área de Ciências Sociais. Estes pressupostos deverão guiar a abordagem transversal noutras áreas. O tratamento dos valores e princípios mencionados a seguir deve ter em conta os âmbitos Eu/ Tu, Família, Bairro/ Aldeia/Localidade, Distrito, País/ Mundo. Neste sentido, a abordagem transversal de valores deve partir de uma discussão virada para o sentido ético da convivência humana, suas relações com várias dimensões da vida social, tais como, o ambiente, a cultura, a sexualidade e a saúde. Constituem objectivos fundamentais do nosso País: construir uma sociedade livre, justa e solidária; garantir o desenvolvimento nacional; lutar contra a pobreza e a marginalização; reduzir as desigualdades sociais e regionais; promover o bem-estar de todos, sem preconceito de origem, raça, crenças, sexo, idade ou quaisquer outras formas de discriminação. Neste contexto, a família, a escola e a comunidade devem ser envolvidas na construção de uma convivência harmoniosa, com base nos seguintes valores: 1) Vida Sã (saúde/higiene, desenvolvimento físico e intelectual, auto-conhecimento e auto- estima); 2) Solidariedade (apoio material, emocional, partilha, confiança, respeito mútuo e responsabilidade); 3) Cooperação/ Co-responsabilidade (colaboração, responsabilidade e compromisso); 4) Tolerância (conhecimento dos outros, conhecimento das normas, respeito pela diversidade, resolução não violenta de conflitos).
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    236 Estes valores assentamsobre os seguintes princípios fundamentais a desenvolver: a) Dignidade da pessoa humana - implica o respeito pelos direitos humanos, repúdio à descriminação de qualquer tipo, acesso às condições de vida digna, respeito mútuo nas relações interpessoais, públicas e privadas. b) Igualdade de direitos - refere-se à necessidade de garantir a todos a mesma dignidade e possibilidade de exercício de cidadania. Há que considerar o princípio de equidade, isto é, que existem diferenças (étnicas, culturais, regionais, de género, etárias, religiosas, etc.) e desigualdades (socio-económicas) que necessitam ser levadas em conta para que a igualdade seja efectivamente alcançada. c) Participação - como princípio democrático, traz a noção de cidadania activa, isto é, de complementaridade entre a representação política tradicional e a participação popular no espaço público, compreendendo que não se trata de uma sociedade homogénea, mas sim marcada por diferenças de classes, etnias, religiões, etc. d) Co-responsabilidade pela vida social - implica partilhar com os poderes públicos e diferentes grupos sociais, organizados ou não, a responsabilidade pelos destinos da vida colectiva. e) Urgência social, atendendo que existem questões graves que se apresentam como obstáculos para a concretização da plenitude da cidadania, afrontando a dignidade das pessoas e deteriorando a sua qualidade de vida, como por exemplo as inundações. f) Abrangência espacial - os temas devem ser de alcance da comunidade, dando ao aluno a possibilidade de aproveitar as experiências já desenvolvidas, no que se refere à educação moral, cívica e patriótica, o que favorece a participação social, permitindo ao aluno posicionar-se diante das questões que interferem na vida colectiva, superar a indiferença e intervir de forma responsável. 4. Sobre a avaliação Avaliação e objectivos: Para quê a avaliação em Ciências Sociais? A avaliação tem por função, por um lado, permitir que se obtenha uma imagem tanto quanto fiável do desempenho do aluno em termos das competências parciais descritas nos currícula e, por outro, servir como mecanismo de retroalimentação no processo de ensino-aprendizagem.
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    237 Pretende-se que estaavaliação cumpra os seguintes objectivos: a) Relativamente ao aluno • Consciencializá-lo sobre os pontos fortes e fracos do seu desempenho e as respectivas razões; • Estimular o gosto e o interesse pelo estudo, de modo a superar as dificuldades encontradas no processo de ensino-aprendizagem; • Desenvolver nos alunos uma atitude crítica e participativa em relação ao processo de ensino-aprendizagem, tendo em vista o desenvolvimento das próprias potencialidades. b) Relativamente ao professor • Identificar o nível de desempenho dos alunos, os principais problemas e os factores associados; • Identificar as áreas de fácil ou de difícil compreensão por parte dos alunos; • Identificar a validade dos métodos, meios e materiais didácticos utilizados e adequá-los, utilizando a informação recolhida sobre o desempenho dos alunos; • Verificar se os alunos relacionam o trabalho prático com a teoria que aprendem; • Verificar o estágio de desenvolvimento da aprendizagem de determinados conceitos e conteúdos; • Informar, regularmente, os pais sobre o progresso (quantitativo e qualitativo) dos seus educandos. c) Relativamente aos pais • Acompanhar a evolução do seu educando; • Identificar as áreas de aprendizagem em que o seu educando revela maiores dificuldades, de modo a ajudá-lo a superá-las; • Sugerir, em conjunto com o professor e o director da escola, formas e actividades apropriadas para a melhoria do desempenho do seu educando e da escola no geral. d) Relativamente à escola
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    238 • Controlar osconhecimentos e competências adquiridas pelos alunos; • Informar aos pais e alunos sobre o progresso destes e, caso necessário, optar-se por aulas de remediação ou recuperação; • Situar os resultados dos alunos num dado momento, em relação aos seus colegas de turma e de classe. 5. Competências do 2º Ciclo da disciplina de Ciências Sociais Ao concluir o 2º ciclo de aprendizagem, o aluno deve ser capaz de: • Demonstrar um conjunto de padrões de conduta, que o tornem membro activo e exemplar na sua comunidade e um cidadão responsável na sociedade; • Manifestar valores e atitudes positivas para a sociedade em que vive; • Participar activamente em grupos ou instituições da comunidade local com fins sociais; • Apreciar a sua cultura, incluíndo a língua, tradições e padrões de comportamento; • Conhecer o meio em que vive, isto é, conhecer as leis da natureza, da sua comunidade e do país; • Apresentar um sentido de crescente autonomia e auto-estima; • Respeitar os direitos e deveres do cidadão; • Respeitar os Órgãos de Soberania e Símbolos da Pátria Moçambicana; • Prevenir doenças tais como a malária, cólera, SIDA e outras de transmissão sexual (Tema Transversal); • Combater a droga e outros vícios nocivos, fumo, alcoolismo (Tema Transversal); • Demonstrar amor e respeito pela natureza; • Reconstruir a sua história, da sua aldeia, bairro, cidade e a história da Luta de Libertação Nacional.
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    239 Visão geral dosconteúdos do 2º ciclo da Disciplina de Ciências Sociais 4ª CLASSE 5ª CLASSE UNIDADE TEMÁTICA CONTEÚDOS Carga Horária CONTEÚDOS Carga Horária FAMÍLIA  Tipos de família:  nuclear  alargada  A árvore genealógica da família  A história da minha família  Tempo dos meus pais e o meu tempo  Direitos e deveres da família (direitos da criança) 9 tempos COMUNIDADE  Usos e costumes  Alimentos (preparação, confecção, utensílios usados)  Vestuário e adornos  Jogos e passatempos (para homens e mulheres, raparigas e rapazes)  Dança/música (instrumentos, máscaras)  Teatro  Actividades da comunidade: agricultura, metalurgia, caça, olaria, pesca  Línguas que se falam na comunidade  Lugares históricos: edifícios, monumentos, museus, móveis. 12 tempos
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    240  História eliteratura oral (lendas, contos, provérbios) ESCOLA  A história da minha escola  Localização geográfica da escola  Regulamento interno da escola  Resolução não violenta de conflitos  Gráfico do tempo da história da escola 7 tempos PROVÍNCIA  Localização geográfica da Província  Divisão administrativa da Província  Características físico-geográficas de Moçambique: - Relevo - Clima - Rios e lagos - Flora e fauna  Conservação e preservação do ambiente  Transportes e vias de comunicação  Segurança na estrada  Sinais de trânsito 12 tempos  A População da Província:  Factores da distribuição da população  Movimentos da população:  Tipos de movimentos  Causas e consequências dos movimentos (terras férteis, o trabalho migratório, guerras e outras)  Actividades económicas:  agricultura  pesca  caça  artesanato  indústria  comércio  serviços… 12 tempos AMBIENTE  Localização geográfica de Moçambique 12 tempos
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    241  Características físico-geográficas deMoçambique: - Relevo - Clima - Rios e lagos - Flora e fauna  A penetração dos portugueses em Moçambique  Relações estabelecidas com os povos  Delimitação das fronteiras  A resistência dos povos à ocupação portuguesa nos séc. XVIII/XIX  Preservação do Ambiente: fontes; solos de produção agrícola e extracção mineira. A LUTA DE LIBERTAÇÃO NACIONAL  A luta do povo moçambicano contra a dominação colonial: - Surgimento de movimentos nacionalistas - Fundação da FRELIMO - Luta de Libertação Nacional - Independência de Moçambique 6 tempos MOÇAMBIQUE INDEPENDENT E  Divisão administrativa de Moçambique  Símbolos nacionais 6 tempos
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    242  Órgãos deSoberania:  Presidente da República  Assembleia da República Visão dos conteúdos da 6ª classe Unidade Temática Conteúdos Carga Horária I- Coordenadas Geográficas  Globo terrestre  Leitura de mapas ◦ Localização de objectos geográficos no mapa ◦ Tipo de mapas e seus conteúdos  Escala de mapas, plantas e de diversas representações  A Legenda do mapa 18 II- O Povo de Moçambique Há Muito, Muito Tempo Séc.XIII – XV  Formas de vida do povo de Moçambique há muito, muito tempo: Política, Económica e aspectos Sociais  Formação dos reinos e impérios antigos: Manyikeni, Mwenemutapa, Maravi  Localização dos reinos e impérios antigos  Representação gráfica do período, correspondente a cada um dos reinos e impérios antigos  Actividades económicas de cada um dos reinos e impérios antigos  Causas do declínio dos reinos e impérios de Manyikeni, Mwenemutapa e Maravi 20 III-O Continente Africano  Localização geográfica  Litoral e o seu traçado  Características físico-geográficas gerais: (relevo, clima, fauna, flora, principais rios e lagos)  As principais regiões do Continente Africano  População  África, o berço da humanidade  O Egipto Antigo  O Vale do Rio Nilo  A religião 24
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    243 IV-África Austral  Localizaçãoda África Austral.  Características físico-geográficas gerais, (relevo, clima, fauna, flora, principais rios e lagos)  Povoamento: primeiros habitantes e a chegada dos Bantu  Reinos: Zimbabwe e Império de Mutapa  População - Actividades e seu impacto no ambiente  Organização política e administrativa  A religião e sua importância 19 V-África Oriental  Localização geográfica  Características físico-geográficas gerais: (relevo, clima, fauna, flora, rios e lagos)  A população  Surgimento das Cidades-estad  Noção de Cidade-estado  Organização política e administrativa  religião na África Oriental  Causas da decadência das Cidades-estado 15 VI-África Central  Localização geográfica  Características físico-geográficas gerais. (clima, relevo fauna, flora, rios, lagos)  População  Reino do Congo 15 VII-África Ocidental e do Norte  Localização da África Ocidental e do Norte  Características físico-geográficas gerais (relevo, clima, fauna, flora, principais rios e lagos)  População  Reinos: Ghana, Mali e Songhai.  As cidades e as actividades económica 19
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    245 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH FAMÍLIA  Distinguir os tipos de família  Reconstruir a história da sua família  Explicar os seus direitos e deveres  Tipos de família:  nuclear  alargada  A árvore genealógica da família  A história da minha família  Tempo dos meus pais e o meu tempo  Direitos e deveres da família (direitos da criança)  Distingue os membros da sua família nuclear e alargada;  Desenha a árvore genealógica da sua família;  Representa a história da sua família num gráfico de tempo;  Enuncia os direitos e deveres dos membros da família. 9 tempos
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    246 Sugestões Metodológicas No conteúdotipos de família, o professor poderá usar chuva de ideias e elaboração conjunta. E, em seguida orientar os alunos para desenharem a árvore genealógica da sua família. Através de visitas de estudo, o professor poderá organizar os alunos em grupos para entrevistarem personalidades locais, como por exemplo, líderes comunitários e outros elementos influentes, sobre elementos que constituem a nossa herança cultural e que devem ser conservados e transmitidos a novas gerações, e registam por escrito. É importante que o professor explique ao aluno que o traje, bem como as técnicas de produção artística vão variando ao longo do tempo. Os alunos recolhem informações, junto às suas famílias, sobre a história da família de cada um, para elaboração de um gráfico de tempo. Explorando o conhecimento dos alunos, poderá organizar debates em que os alunos dão exemplos de direitos e deveres. O professor poderá direccionar os alunos para verificar até que ponto os direitos e deveres são aplicados ou violados.
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    247 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH COMUNIDADE  Explicar os usos e costumes da sua comunidade  Identificar as actividades desenvolvidas na sua comunidade  Mencionar os lugares históricos existentes na sua comunidade  Contar historias, lendas e provérbios da sua comunidade  Usos e costumes  Alimentos (preparação, confecção, utensílios usados)  Vestuário e adornos  Jogos e passatempos (para homens e mulheres, raparigas e rapazes)  Dança/música (instrumentos, máscaras)  Teatro  Actividades da comunidade: agricultura, metalurgia, caça, olaria, pesca.  Línguas que se falam na comunidade  Lugares históricos: edifícios, monumentos, museus, móveis.  História e literatura oral (lendas, contos, provérbios)  Valoriza usos e costumes da comunidade;  Participa em actividades culturais da comunidade;  Desenvolve a cultura de trabalho;  Identifica actividades, línguas e lugares históricos da comunidade;  Preserva o património histórico e sócio-cultural;  Reconta oralmente ou por escrito, histórias, lendas e provérbios da sua comunidade. 12 tempos
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    248 Sugestões Metodológicas Neste tema,os alunos podem fazer jogos para realçar o cumprimento das regras de vida conjunta, os direitos e os deveres de cada um, para permitir uma convivência sã e pacífica entre os membros da comunidade escolar. O professor poderá pedir aos alunos para dramatizarem situações que demonstrem valorização de bens pessoais e de bens comuns, por exemplo: material didáctico, conservação da escola, uso adequado de casas de banho ou latrinas, etc. O professor poderá destacar a importância das actividades económicas como forma de garantia de sobrevivência do homem, estabelecendo uma relação de troca de produtos com outras comunidades. Os alunos poderão fazer um levantamento das actividades económicas predominantes na Província, ou poderão ainda explicar a importância dos lugares históricos para a preservação da história da família e da comunidade. O professor poderá orientar os alunos a fazerem, como TPC, um levantamento das línguas mais faladas na sua província e a realizar um resumo no caderno. Com a ajuda do professor, os alunos poderão visitar diferentes lugares históricos e culturais tais como: museus, praças, fortalezas e outros. Organizam as informações recolhidas, apresentam oralmente ou por escrito através de desenhos, pinturas, modelagens, jornais de paredes, cartazes, folhetos e/ou bandas desenhadas.
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    249 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH ESCOLA  Reconstruir a história da escola através da pesquisa  Cumprir as regras e normas da escola  Interpretar o gráfico do tempo com datas de acontecimentos relevantes sobre a história da sua escola  A história da minha escola  Localização geográfica da escola  Regulamento interno da escola  Resolução não violenta de conflitos  Gráfico do tempo da história da escola  Conta a história da sua escola;  Localiza a sua escola no mapa da Província;  Cumpre o regulamento interno da escola;  Respeita a opinião dos outros;  Aplica formas pacíficas de resolução de conflitos;  Representa em gráfico do tempo, datas relacionadas com a história da sua escola . 7 tempos
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    250 Sugestões Metodológicas A escolaé um lugar propício para se falar do comportamento moral e cívico, no que diz respeito a atitude para com os pais, colegas e outras pessoas da comunidade, bem como o comportamento em lugares públicos (em cerimónias, cinema, escola, mercado, machimbombos) e respeito pelos mais velhos, senhoras, portadores de deficiência, etc.). O professor poderá orientar os alunos a recolherem informações sobre a escola, consultando manuscritos antigos, mapas, materiais impressos, representando interesses históricos, bibliográficos e documentais, ou fazendo perguntas a antigos funcionários, alunos ou professores sobre a história da escola. A partir dos dados recolhidos, os alunos poderão elaborar uma ficha. Os alunos podem organizar a informação e apresentar, oralmente ou por escrito (desenhos, pinturas, modelagens, colagens, montagens, jornais de parede, cartazes, folhetos, banda desenhada). O aluno constrói um gráfico de tempo com datas de acontecimentos relevantes sobre a história da sua escola.
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    251 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH PROVÍNCIA  Localizar geograficamente a sua província e os distritos  Identificar as características físico- geográficas da província  Conservar e preservar o ambiente  Explicar as normas de segurança na estrada  Identificar os sinais de trânsito  Localização geográfica da  Província  Divisão administrativa da Província  Características físico- geográficas de Moçambique:  Relevo  Clima  Rios e lagos  Flora e fauna  Conservação e preservação do ambiente  Transportes e vias de comunicação - Segurança na estrada - Sinais de trânsito  Localiza a sua província no mapa de Moçambique  Localiza a escola no seu distrito/ Província  Descreve as características físico- geográficas da sua província  Descreve a importância dos rios e lagos, flora e fauna;  Explica os cuidados necessários para a conservação e preservação do meio;  Identifica os principais transportes e vias de comunicação da sua província  Cumpre com as regras de trânsito 12 tempos
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    252 Sugestões Metodológicas Os alunosexercitam em grupo a localização geográfica e a divisão administrativa da sua Província, utilizando o mapa. Os alunos identificam no mapa, as formas de relevo da sua Província e elaboram gráficos Termo- pluviómetros. O professor poderá realizar uma visita de estudo com os alunos a um rio, lago ou mar e orientá-los para a elaboração de uma composição sobre a importância dos rios, lagos e mares. Com ajuda do mapa da Província, identificam os distritos mais povoados e menos povoados e as respectivas causas. O professor manda fazer uma redacção sobre o clima, rios, flora e fauna da sua Província. Com ajuda do escantilhão faz o mapa da sua Província e localiza os rios, lagos e mares. Identifica o clima. No que diz respeito ao trabalho como dever cívico, com base na chuva de ideias e elaboração conjunta, o professor poderá levar os alunos a compreenderem que valor tem o trabalho para a vida das pessoas. Através de um trabalho escrito, poderão mostrar a importância das profissões e qual delas gostariam de abraçar no futuro. Divisão Administrativa Distritos, Localidades, e Municípios Em relação à responsabilidade que se deve ter com o Distrito, Localidade, e Município, o professor organizar uma visita de estudo ao município para os alunos conhecerem a postura camarária e depois poderão fazer um teatro em que se sublinha a conservação e preservação do bem comum. O meio Ambiente da Província O professor deverá pedir aos alunos para fazerem trabalho em grupo destacando a necessidade de depositarmos o lixo em locais apropriados, por exemplo nos contentores, em aterros sanitários, ou queimar, para evitar a poluição do meio. Por meio do debate, chuva de ideias e redacção, os alunos são levados a identificarem a utilidade da água para a vida das pessoas, dos animais e das plantas, bem como compreenderem a necessidade de evitar a contaminação da mesma.
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    253 No que serefere as plantas, pede a cada aluno para produzir um viveiro em casa e trazer a escola para simularem um plantio de modo a trazer o conceito de reflorestamento para evitar o deslizamento de terra e a erosão dos solos. Em relação aos animais, o professor organiza uma visita de estudo por exemplo: a criadores de aves de pequena espécie, gado caprino, ovino, bovino, parques, jardins zoológicos, reservas e cotadas para posteriormente fazerem uma composição destacando os cuidados a ter com os animais, bem como a preservação das espécies em via de extinção. Na pesca, o professor poderá levar os alunos a visitarem lugares onde se exerce a piscicultura. Transportes e Vias de Comunicação da Província No que tange à segurança na estrada, o professor poderá organizar uma palestra a ser orientada por um polícia trânsito e depois, organiza uma dramatização sobre a observância das regras de trânsito com vista ao respeito pelos automobilistas, peões, bem como a utilização da bengala branca pelas pessoas com deficiência visual. O professor poderá ajudar o aluno a identificar os principais tipos de transporte e vias de comunicação em geral. Depois o professor orientará um trabalho de grupo onde pedirá a identificação dos tipos de transporte e vias de comunicação existentes na província. Em relação as vias de comunicação o professor poderá se apoiar-se aos mapas de transporte e comunicações. Com a ajuda do escantilhão o professor poderá orientar para um TPC sobre a identificação das vias de comunicação da província ou do País.
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    254 Programa de CiênciasSociais 5ªClasse
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    255 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH PROVÍNCIA  Descrever os factores da distribuição da população;  Descrever as causas e consequências dos movimentos da população  Descrever as principais actividades económicas da sua província  A População da Província:  Factores da distribuição da População  Movimentos da população:  Tipos de movimentos  Causas e consequências dos movimentos (terras férteis, o trabalho migratório, guerras e outras)  Actividades económicas:  agricultura  pesca  caça  artesanato  indústria  comércio  serviços…  Menciona os factores da distribuição da população;  Distingue as zonas mais povoadas das menos povoadas;  Explica as causas e as consequências dos movimentos migratórios;  Distingue as diferentes actividades económicas. 12 tempos
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    256 Sugestões Metodológicas Factores dadistribuição da população Com a ajuda do mapa da província, os alunos identificam os distritos mais povoados e os menos povoados e mencionam as respectivas causas ou factores que condicionam essa distribuição. O professor marca um TPC sobre a relação do clima, existência dos rios e lagos com a distribuição da população na província e no País. Movimentos da população Em grupos, os alunos podem realizar um trabalho sobre as consequências dos movimentos migratórios para o lugar de saída e o lugar de chegada das populações. Actividades económicas No que concerne às actividades económicas, os alunos podem fazer um levantamento das predominantes na província e no distrito. O aluno pode realizar trabalho em grupo sobre o intercâmbio das actividades realizados no campo e na cidade.
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    257 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH AMBIENTE  Identificar as formas de conservação e preservação do Ambiente Conservação e preservação do Ambiente: fontes; solos de produção agrícola e extracção mineira  Explica como se protege o ambiente. 4 tempos
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    258 Sugestões Metodológicas O meioAmbiente da Província O professor deverá pedir aos alunos para fazerem trabalhos em grupo destacando a necessidade de depositarmos o lixo em locais apropriados, por exemplo, nos contentores, em aterros sanitários ou queimar, para evitar a poluição do meio. Por meio do debate ou de chuva de ideias, os alunos são levados a identificarem a utilidade da água para a vida das pessoas, dos animais e das plantas, com vista a compreenderem a necessidade de se evitar a contaminação da água. No que se refere às plantas, o professor poderá pedir a cada aluno para produzir um viveiro em casa e trazer para a escola, para simularem um plantio, de modo a trazer o conceito de reflorestamento, que é uma das formas de se evitar o deslizamento de terra e a erosão dos solos. Em relação aos animais, o professor poderá organizar uma visita de estudo, por exemplo: a criadores de aves de pequena espécie, gado caprino, ovino, bovino, parques, jardins zoológicos, etc. e, posteriormente, fazerem uma composição destacando os cuidados a ter com os animais, bem como a necessidade de preservação das espécies em via de extinção. Relativamente à pesca, o professor poderá levar os alunos a visitarem lugares onde se exerce a piscicultura.
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    259 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH MOÇAMBIQUE NO PERÍODO COLONIAL  Localizar geograficamente Moçambique;  Identificar as principais características fisico- geográficas;  Explicar as causas da penetração dos portugueses em Moçambique;  Relatar alguns episódios da ocupação e da resistência no Norte, Centro e Sul de Moçambique  Localização geográfica de Moçambique  Características físico-geográficas de Moçambique: - Relevo - Clima - Rios e lagos - Flora e fauna  A penetração dos portugueses em Moçambique - Relações estabelecidas com os povos; - Delimitação das fronteiras.  A resistência dos povos à ocupação portuguesa no séc. XVIII/XIX  Localiza Moçambique no mapa;  Identifica as principais características físico-geográficas de Moçambique ;  Identifica o período da chegada dos portugueses em Moçambique;  Menciona as causas da penetração dos portugueses em Moçambique ;  Descreve algumas formas de resistência no Norte, Centro e Sul de Moçambique. 12 tempos
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    260 Sugestões Metodológicas Com aajuda de um mapa de Moçambique ou Atlas, os alunos podem exercitar em grupo a localização geográfica e a divisão administrativa do País. Como TPC os alunos podem desenhar um mapa de Moçambique e indicarem os limites. Com a ajuda do professor, os alunos identificam as formas do relevo de Moçambique e mencionam as principais características. O professor poderá levar os alunos a realizarem uma visita de estudo a um rio ou um lago existente nas proximidades da escola e elaborarem uma composição sobre a importância dos rios e lagos. No que concerne à fauna e flora, o aluno pode apresentar uma composição sobre a sua importância e formas de protecção. Clima Com a ajuda do professor os alunos indicam os factores e elementos do clima e elaboram gráficos termopluviométrico de Moçambique. Mencionam as características do clima da província. Factores da distribuição do Clima O professor com a ajuda dos alunos, observando o comportamento de alguns elementos do clima como: a temperatura, pluviosidade (chuva), nebulosidade (nuvens), ventos e os factores do clima tais como: disposição do relevo de Moçambique (montanhas, planície, planaltos e depressões) e latitude, explica a influência dos factores no clima. O professor deve-se apoiar no mapa de climas de Moçambique.
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    261 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH A LUTA DE LIBERTAÇÃO NACIONAL  Caracteriza o colonialismo português  Descrever o sistema de dominação e de opressão colonial em Moçambique  Explicar o processo da luta do povo moçambicano pela independência  A luta do povo moçambicano contra a dominação colonial:  Surgimento de movimentos nacionalistas  Fundação da FRELIMO  Luta de Libertação Nacional  Independência de Moçambique  Caracteriza o colonialismo e as suas dimensões;  Menciona as formas de luta do povo moçambicano contra o colonialismo português;  Explica a importância da Independência Nacional. 6 tempos
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    262 Sugestões Metodológicas O professorpoderá explicar aos alunos as etapas da luta armada que culminaram com a assinatura dos acordos de Lusaka. A participação da mulher na Luta de Libertação foi muito importante, na medida em que ela participou activamente em várias actividades. Partindo do exemplo da participação da mulher na luta armada, através de chuva de ideias e elaboração conjunta, o professor levará os alunos a discutirem sobre as vantagens e desvantagens da educação da rapariga e dos rapazes, aproveitando o momento para sublinhar a importância da igualdade de tratamento destes pelos professores e pela comunidade.
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    263 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH MOÇAMBIQUE INDEPENDENTE  Conhecer a divisão administrativa do país;  Identificar os símbolos nacionais;  Descrever as funções dos Órgãos de Soberania  Divisão administrativa de Moçambique  Símbolos nacionais  Órgãos de Soberania: - Presidente da República; - Assembleia da República;  Localiza no mapa as províncias de Moçambique e as respectivas capitais;  Respeita os Símbolos e Órgãos de Soberania da República de Moçambique;  Reconhece os Órgãos de Soberania. 6 Tempos
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    264 Sugestões Metodológicas Moçambique independente Osalunos fazem uma pesquisa sobre os órgãos de soberania do país e depois explicam a função de cada um deles. O professor poderá apoiar-se no mapa de Moçambique para localizar as onze (11) Províncias, chamando atenção para o facto da cidade de Maputo ser a capital do País e ter o estatuto de Província. O professor poderá marcar um TPC para os alunos indicarem as capitais províncias e a capital do distrito em que vive.
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    265 Bibliografia MEC, Direcção Nacionaldo Ensino Primário (DNEP). (1996). Programa do Ensino Primário do 1º Grau. Maputo. Educational Broadcasting Division. Teacher´s Notes Social Studies Standard Seven. Gaborone, Botswana. INDE (Agosto de 1999). Avaliação das Capacidades dos alunos da 2ª e 3ª classes na Cidade de Maputo e províncias de Maputo, Zambézia e Cabo Delgado. PASE- Moçambique/Finlândia. INDE. (Abril de 1987). Sistema Nacional da Educação - Linhas Gerais de Avaliação. INDE. (1997). Texto de Apoio sobre Avaliação. PASE-Moçambique/Finlândia. INDE. (1995). Ciências Naturais 4ª classe. Maputo. INDE. (1985). Livro do Professor 4ª classe Volume 1. Maputo. INDE. (1985). Livro do Professor 4ª classe. Volume 2. Maputo. INDE. (1985). Livro do Professor 4ª classe. Volume 3. Maputo. INDE. (1985). Livro do Professor 4ª classe. Volume 4. Maputo. INDE. (1985). Livro do Professor 5ª classe. Volume 1. Maputo. INDE. (1987). História de áfrica – 6ª classe. Editor Escolar. Maputo Malawi Institute of Education. (1995). Social Studies Pupil´s Book for Standard 5. Malawi. Malawi Institute of Education. (1995). Social Studies Teacher´s Guide for Standard 5. Malawi. Ministry of Basic Education and Culture (MBEC). (January, 1996). Pilot Curriculum Guide for Formal Basic Education. Namibia. Ministry of Basic Education and Culture (MBEC). (1999). Continuous Assessment Manual - Parts 1 and 2: English Second Language. Namibia. Ministry of Basic Education and Culture (MBEC). (1998). National Language Syllabus. Namibia. Ministry of Basic Education and Culture (MBEC). (1995). Primary Phase Social Studies, Namibia.
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    266 Ministry of Education.(1991). Social Studies Grade 5 Pupil´s Book. Swaziland. Ministry of Education. Social Studies Syllabus for Primary School. Harare, Zimbabwe. Ministry of Education. Social Studies Syllabus for Primary School. Harare, Zimbabwe. Ribeiro, L. C. (1994). Avaliação da Aprendizagem. Texto Editora, Lisboa.
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    267 Programa de EducaçãoFísica 2º Ciclo
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    268 Introdução A Educação Físicaé um processo que visa integrar influências culturais e naturais, utilizando actividades físicas, objectivar a aprendizagem e desenvolver hábitos motores. Visa também promover a educação efectiva para a saúde e reconhecer as práticas corporais ao desenvolvimento de valores, para a conquista de um estilo de vida activo. Neste sentido, é de extrema importância que o professor tome em consideração os conhecimentos teóricos relacionados com a saúde e higiene do meio, o corpo humano, as formas de postura corporal nas suas aulas, por forma a incrementar uma maior prática de actividade física. O programa apresenta conteúdos que contribuem para a organização, o desenvolvimento integral do aluno e a elevação das capaciadades e habilidades motoras e a criação de hábitos de vida saudáveis. A abordagem em espiral visa fortalecer o desenvolvimento de competências parciais desta disciplina, na classe e no ciclo. No capítulo dos jogos e danças tradicionais deve se ter em conta que cada região tem aspectos que são importantes para a vida da comunidade, pelo que o seu tratamento deve permitir o seu respeito de modo a não criar contradicões entre a escola e a comunidade. É um programa flexivel, permitindo ao professor planificar as suas aulas de acordo com as condições que a escola apresenta, de modo a contribuir para a formação integral do aluno.
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    269 Visão Geral dosConteúdos do 2º Ciclo da Disciplina de Educação Física 3ª CLASSE 4ª CLASSE 5ª CLASSE UNIDADE TEMÁTICA CONTEÚDOS CH CONTEÚDOS CH CONTEÚDOS CH GINÁSTICA DE BASE  Formaturas básicas  Exercícios de orientação espacial  Exercícios de coordenação motora  Jogos de lançamentos e recepção 24 tempos Exercícios de organização e controlo - Formaturas básicas - Mudanças de formaturas - Alinhamentos - Conversões - Deslocamentos - Inversões da marcha, junção e separação de colunas/fileiras. 7 tempos  Formaturas básicas (fileiras, colunas, bloco, xadrez, circulos)  Mudanças de formaturas (inversão de marcha, junção e separação de colunas ou fileiras, deslocamentos em diagonal, zig-zag, serpentina)  Alinhamentos Conversões em movimento 10 tempos DANÇAS E JOGOS TRADICIO- NAIS  Jogos educativos e tradicionais  Dança e jogos cantados 12 tempos  Jogos e danças da região  Exercícios aos pares usando diferentes partes do corpo para puxar e empurrar.  Jogos de perseguição 6 tempos  Jogos tradicionais  Danças tradicionais 6 tempos ATLETISMO  Corridas em grupos ao sinal do professor 24 tempos  Corrida de velocidade (estafetas)  Corrida de resistência a um rítmo moderado.  Salto livre  Salto a obstáculos  Lançamentos 28 tempos  Corridas de velocidade com partida alta de 60 a 80 metros  Corridas de resistência em grupos do mesmo sexo durante 7 minutos 12 tempos  Estafetas  Corridas de resistência a um ritmo moderado  Aplica as técnicas de salto  Saltos depois de marcha ou corrida  Realiza lançamentos
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    270  Salto aobstáculos em diferentes sentidos  Arremessos em diferentes posições básicas (sentado, de pé, ajoelhado) 28 tempos JOGOS PRE- DESPORTIV OS DE ANDEBOL Passe e recepção 14 tempos EXERCÍCIOS DE DESENVOLV IMENTO FÍSICO GERAL  Exercícios de coordenação motora (exercícios para braços, pernas e tronco)  Exercícios sem aparelhos 10 tempos JOGOS PRÉ- DESPORTIV OS jogos de passes, recepção e remates em andebol de forma simples passes e recepção em futebol 6 tempos
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    272 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O aluno deveser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH GINÁSTICA DE BASE  Formar fileiras e colunas;  Realizar conversões de formaturas  Formaturas básicas  Exercícios de orientação espacial  Conversões e giros  Formação de figuras como triangulo, rectangulo.  Orienta-se no espaço em diferentes direcções (direita, esquerda, para frente e para trás)  Forma xadrez, circulo e bloco mantendo o alinhamento. 8 tempos  Realizar acções correspondents às vozes de comando  Exercícios de coordenação motora  Identifica a voz de comando e executa a orientação ou conversão respectiva. 8 tempos  Realizar jogos educativos com a bola.  Jogos de lançamentos e recepção  Cumpre as regras dos jogos de lançamentos e recepção da bola 8 tempos DANÇA E JOGOS TRADICIONAIS Dançar e cantar canções da região;  Realizar jogos tradicionais da região  Jogos educativos e tradicionais  Dança e jogos cantados  Realiza jogos tradicionais e recreativos.  Pratica jogos criados pelos colegas  Executa o movimento da dança tradicional da sua região 12 tempos ATLETISMO  Realizar jogos de corridas em grupos  Corridas em grupos ao sinal do professor  Realiza corridas de velocidade 8 tempos  Efectuar competições por equipas  Estafetas de troca de posição  Realiza competições de estafetas simples. 8 tempos  Realizar jogos de saltos por equipas;  Realizar saltos variados no lugar e depois de uma corrida de impulsão  Saltos depois de uma marcha ou corrida  Salto a obstáculos em diferentes sentidos  Salta e cai sobre um espaço definido 8 Tempos
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    273  Lançar diferentes objectoscom ambas mãos separadamente.  Arremessos de objectos em diferentes posições básicas (sentado, de pé, ajoelhado)  Lança objectos para diferentes direcções 8 tempos
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    274 Sugestões Metodológicas A terceiraclasse é a primeira classe do segundo ciclo, mas o cumprimento das suas exigências deve estar relacionado com o primeiro ciclo do ensino primário. A ginástica de base tem algumas particularidades em termos de exercícios propostos e o seu nível de exigência é maior. Deve-se prestar maior atenção na aplicação dos exercícios de organização e controlo, nas primeiras aulas de tal maneira que assemelhem aos do primeiro ciclo, como forma de consolidação dos conhecimentos aprendidos anteriormente. À medida que as aulas se forem sucedendo, vai-se aumentando o grau de exigência com o acréscimo de mais exercícios propostos no programa. Para isso, o professor deve consultar o programa do primeiro ciclo e, sempre que possível, tratar de manter as rotinas organizativas de modo a facilitar a organização da turma. Para os jogos (rítmicos e tradicionais) e danças tradicionais, sugere-se que o aluno pratique e descreva o tipo da dança ou jogo. Aconselha-se maior atenção para se garantir a participação de todos os alunos na aula. Para o atletismo, sugere-se a inclusão de jogos na aplicação das técnicas aprendidas nesta modalidade, por forma a permitir maior aperfeiçoamento e prática das mesmas e reduzir a monotonia. Na realização dos saltos e lançamentos aconselha-se que os mesmos sejam feitos de forma individual para evitar lesões. Para as corridas em grupos, sugere-se que o professor controle o ritmo da corrida de modo a que todos participem e que o grupo seja de 5 a 7 elementos, podendo ser de forma competitiva. Alguns jogos rítmicos devem ser acompanhados pelo canto e movimento corporal (dança). Nos exercícios de orientação, o professor pode usar diferentes tipos de instrumentos. Na indicação do início e do fim do exercício, sugere-se o uso de instrumentos de diferentes sons por exemplo a palmada, o apito, o toque de latas vazias, o batuque e outros. No uso de diferentes sonoridades de instrumentos, o professor estará a levar os alunos a vivenciar a proveniência dos sons, ou seja, “som no espaço” (lado direito, esquerdo, a trás, a frente, em cima ou em baixo).
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    275 Sugere-se a realizaçãode jogos e danças tradicionais nas comemorações das datas festivas e feriados nacionais. Antes do início da aula, o professor deve verificar as condições do espaço onde esta vai decorrer, retirar os objectos cortantes ou contundentes para evitar lesões. Deve verificar também as condições higiénicas dos alunos. Na aula de Educação Física, deve-se integrar outras áreas de currículo, permitindo que acções interdisciplinares favoreçam o processo de educação em busca de todos os seus benefícios nos domínios cognitivo, afectivo e psicomotor. Para o professor, a planificação assume um papel importante, porque lhe permite antever as aulas e adequá-las às condições reais do grupo e da escola. Para estas idades, o professor actua como exemplo em todos os aspectos. Dada a fraca compreensão dos alunos e a idade dos alunos, deve-se evitar explicações. A explicação e a demonstração devem predominar conjuntamente para manter a alegria dos alunos ao executar diferentes exercícios. O professor nunca deve utilizar o exercício físico como punição ou castigo aos alunos durante a aula ou fora dela. A execução dos exercícios só devem começar quando todos os alunos o tiverem entendido. O material improvisado (bola de trapo, paus para bastões, vasilhames e outros) é recomendado como trabalho para casa. Este material, depois de usado na escola, deve ser guardado para futuras ocasiões. O rigor no cumprimento de tempo deve ser em função do nível de habilidades dos alunos. No capítulo dos jogos e danças tradicionais, deve-se ter em consideração que em cada região existem aspectos que são de importância vital para a própria comunidade, pelo que o seu tratamento não deve entrar em contradições com os usos e custumes das mesmas. As aulas devem sempre ter as 3 partes: - parte inicial: organização da turma, comunicação dos objectivos e aquecimento, - parte principal: resolução de problemas do ensino e aprendizagem e
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    276 - parte final:resumo/retorno a calma/análise da aula. O professor deve motivar as crianças portadoras de deficiências a praticar actividades físicas e desportivas que o seu estado lhes permite. Para as aulas de Educação Física, sempre que possível, os alunos devem trazer o calção.
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    277 Programa de EducaçãoFísica 4ªClasse
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    278 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O aluno deveser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH GINÁSTICA DE BASE  Efectuar exercícios de organização e controlo;  Formar foguras geométricas  Efectuar conversões de formaturas  Realizar exercícios de desenvolvimento físico geral  Formaturas básicas  Mudanças de formaturas  Alinhamentos  Conversões  Deslocamentos  Inversões da marcha, junção e separação de colunas/fileiras.  Executa formatura em xadrez, bloco e dois circulos;  Executa as mudanças de formatura e formação de figuras. 7 tempos DANÇAS E JOGOS TRADICIONAIS  Realizar danças em grupos;  Realizar jogos tradicionais.  Jogos e danças da região  Exercícios aos pares usando diferentes partes do corpo para puxar e empurrar.  Jogos de perseguição  Pratica jogos e danças tradicionais da região  Executa exercícios de desenvolvimento físico geral 6 tempos ATLETISMO  Efcetuar jogos de corridas, saltos e lançamentos;  Cumprir com as regras dos jogos.  Corrida de velocidade (estafetas)  Corrida de resistência a um rítmo moderado.  Salto livre  Salto a obstáculos  Lançamentos  Executa corridas de velocidade percorrendo 80 metros  Corre a um ritmo moderado durante 5 minutos.  Pratica saltos  Realiza jogos de lançamento e recepção de diferentes objectos com as duas mãos 28 tempos JOGOS PRE- DESPORTIVOS DE ANDEBOL  Efectuar jogos de passes e recepção em da bola  Passe e recepção  Realiza jogos de passe e recepção da bola.  Assume atitudes de respeito e solidariedade no jogo 14 tempos
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    279 Sugestões Metodológicas Nesta classeaconselha-se maior atenção no tratamento do atletismo por ser a unidade temática que inclui algumas alterações significativas, por exemplo o tempo destinado a corridas não é o mesmo com a terceira classe. Esta classe tem a particularidade de incluir jogos pré-desportivos, como iniciação a prática de desportos colectivos. A introdução dos jogos desportivos deve ser de forma de gradual. Sugere-se a maior atenção na execução dos elementos técnicos propostos em forma de jogos, para que os alunos se familiarizem com os mesmos. As conversões na ginástica de base são feitas em deslocamento. Para facilitar a sua aprendizagem, o professor pode organizar os alunos em grupos de 10 elementos. Os jogos e danças da região devem ser sugeridos pelos alunos. Sugere-se a realização de jogos e danças tradicionais nas comemorações dos feriados nacionais, datas festivas e outras manifestações culturais. Os saltos e lançamentos devem ser feitos de forma individual para se evitar lesões. Antes do início da aula, o professor deve verificar as condições do espaço onde esta vai decorrer, retirando os objectos cortantes ou contundentes para evitar lesões. Deve verificar também as condições higiénicas dos alunos, o aceio pessoal de uma forma geral para a prevenção de doenças como a (tinha, sarna, cárie dentária entre outras). Para as aulas de Educação Física, sempre que possível, os alunos devem trazer um calção.
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    280 Programa de EducaçãoFísica 5ªClasse
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    281 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH GINÁSTICA DE BASE  Efectuar exercícios de coordenação motora (exercícios para braços, pernas e tronco;  Realizar as formaturas básicas e deslocamentos  Praticar exercícios criados pelos seus colegas..  Formaturas básicas (fileiras, colunas, bloco, xadrez, círculos)  Mudanças de formaturas (inversão de marcha, junção e separação de colunas ou fileiras, deslocamentos em diagonal, zig-zag, serpentina)  Alinhamentos  Executa mudança de formatura obedecendo as vozes de comando;  Executa exercícios segmentares ; 10 tempos DANÇAS E JOGOS TRADICIONAIS  Efectuar danças da região;  Exercícios de desenvolvimento físico geral  Jogos tradicionais  Danças tradicionais  Pratica jogos tradicionais e cantados;  Respeita a sua cultura e a dos outros. 6 tempos ATLETISMO  Correr em grupos a um ritimo determinado;  Efectuar corridas continuas durante 3 minutos.  Corridas de velocidade com partida alta de 60 a 80 metros  Corridas de resistência em grupos do mesmo sexo durante 7 minutos  Executa corrida de velocidade com partida alta até 80 metros;  Executa corrida de resistência a um ritmo moderado durante 7 minutos. 6 tempos 6 tempos
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    282 UNIDADE TEMÁTICA OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O alunodeve ser capaz de: CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS O aluno: CH ATLETISMO  Fazer saltos a obstáculos;  Fazer saltos e corridas.  Saltos no lugar  Saltos depois de corrida de balanço  Aplica as técnicas de salto. 6 tempos  Fazer combinações de corridas e lançamentos;  Lançamento de diferentes materiais  Lançamento de materiais depois de uma corrida de balanço  Realiza lançamentos. 6 tempos JOGOS PRÉ- DESPORTIVOS  Realizar jogos de passes e recepção;  Efectuar passes a um elemento da turma.  Jogos de passes e recepção  Jogos de remates em andebol na forma simples  Realiza jogos de passes, recepção e remates em andebol de forma simples. 6 tempos  Fazer a condução da bola com o pé  Jogos da condução da bola  Passes e recepção da bola  Aplica de forma simples o passe e recepção em futebol. 6 tempos
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    283 Sugestões Metodológicas Para estaclasse, para além da inclusão de mais um jogo pré-desportivo, há maior exigência em termos de aperfeiçoamento dos elementos técnicos aprendidos. Atendendo que é a última classe do ciclo, faz-se uma consolidação dos conteúdos tratados em classes anteriores. A ginástica de base consolida todas as formas organizativas, as conversões e os deslocamentos aprendidos nos dois primeiros ciclos do ensino primário. A realização das técnicas dos lançamentos e saltos no atletismo, devem ser cada vez mais próxima da técnica correcta e devem ser feitas de forma individual para se evitar lesões. As corridas devem obedecer o tempo proposto no programa, e são feitas por grupos. As aulas desta unidade temática podem ser intercaladas com outras unidades para permitir uma maior participação dos alunos. Os exercícios de desenvolvimento físico geral devem ser breves, e incluir todos os segmentos corporais ou grupos musculares. Sugere-se a realização de jogos e danças tradicionais nas comemorações dos feriados nacionais Antes do início da aula, o professor deve verificar as condições do espaço onde esta vai decorrer retirando os objectos cortantes ou contundentes para evitar lesões. Deve verificar também as condições higiénicas dos alunos. Para as aulas de Educação Física, sempre que possível, os alunos devem trazer um calção. Na prática das danças é importante que o professor aproveite os conhecimentos que os alunos trazem consigo. Deverá ainda aproveitar artistas e dançarinos locais para ensinarem novas canções e danças tradicionais.