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O Essencial da Oftalmologia dos Gatos
Prof. Felipe Wouk
3
Sobre o PapoVet
O PapoVet é uma iniciativa pioneira do Instituto Qualittas de Pós-Graduação
em Medicina Veterinária. O programa é exibido a partir das 20 horas (horário
de Brasília), ao vivo no YouTube, e conta com a participação de profissionais
renomados no mercado e atuantes em suas especialidades.
Para participar, é necessário se cadastrar no hotsite (www.qualittas.com.br/
programas) para receber o link da palestra.
PROF. FELIPE WOUK
Possui graduação em Medicina Veterinaria pela Universidade Federal
do Paraná (1977), Especialização em Oftalmologia Veterinária pela Es-
cola de Veterinária de Toulouse (1983), Mestrado em Cirurgia Veteriná-
ria pela Universidade Federal de Santa Maria (1980) e Doutorado em
Biologia e Fisiologia Animal pelo Institut Nationale Polytechnique de
Toulouse (1984). Pós-Doutorado em Oftalmologia Veterinária pela Es-
cola de Veterinária de Alfort-França (1989). É Professor Titular da Uni-
versidade Federal do Paraná, Conselheiro Efetivo do Conselho Federal
de Medicina Veterinária, assessor da Comissão Nacional de Avaliação
do Ensino Superior (CONAES) e do MEC. Tem experiência na área de
Medicina Veterinária e Medicina comparada, com ênfase em Clínica e Cirurgia Animal, atuando
principalmente nos seguintes temas: cicatrização, oftalmologia e cardiologia. É coordenador e
professor dos cursos de Oftalmologia Veterinária do Instituto Qualittas.
4
Uveites
Doenças
Congênitas
Atrofia retiniana
Central e progressiva
Cataratas e
Luxação do cristalin
Ceratites
Conjuntivites
Glaucoma
Descolamento
de retina
Trauma
Tumores
Câmara anterior profunda
5
Ângulo Camerular
Ligamentos Pectinados Visíveis
Esfincter da Iris Pupila
Ausência de cílios
6
Campo Visual
Reflexo tapetal
7
Fundo do Olho
• Papila óptica redonda, cinza e pequena
- Não mielinizada
- Vasos emergem da periferia do nervo
• Grande zona tapetal
- Composta de riboflavina e zinco nos gatos
Estrutura da retina
Le fond d’ceil tel que le voit l’observateur
Coupe schématique du fond d’ ceil.
Coupe rétino-choroïdienne
Le tapis commence où s’arrête
l’épithélium pigmenté surchargé de noir.
neurorétine
membrane de Bruch
choriocapillaire
tapis
couche des gros vaisseaux
sclère
épithélium pigmenté
8
FUNDO NORMAL DO GATO
Algumas Doenças Congênitas
• Agenesia palpebral
• Entrópio
• Distiquíase
• Atresia de pontos lacrimais
• Persistência de membrana pupilar
• Catarata
• Olho seco
• Estrabismo
• Iridosquise
• Heterocromia da iris
• Coloboma da papila
• Microftalmia
LESÕES CONGÊNITAS
Agenesia palpebral
• Mais comum em situação têmporo-dorsal
• Pode estar associada a outras anomalias:
- Microftalmia, persistência de membrana pupilar, coloboma
de coróide e de disco óptico, displasia de retina
• Tratamento:
- Reconstrução palpebral (blefaropoiese) e lubrificante ocular
Holangiótico
9
Agenesia palpebral
Alterações associadas
10
Estrabismo e Iridosquise
Retalho de rotação
Queilobléfaropoiese
11
Hipoplasia de Íris
• Mais comum em cães de coloração diluída com íris hipomelanótica
• Gatos siameses
• Sem tratamento
Hipoplasia de íris + hipoplasia de coróide = diminuição da visão
• Coloboma de íris
Entrópio Congênito
Cisto Uveal Anterior
12
Iridosquise
• No feto a pupila é fechada por uma fina membrana vas-
cular, que é reabsorvida (até 6 semanas de vida), então
forma-se a abertura pupilar
• Alterações na lente ou na córnea
Persistência da Membrana Pupilar
Heterocromia de Íris
13
Lesões Congênitas
• Dermóide corneano
• Catarata
• Displasia de Retina
- Hereditária e infecção por Panleucopenia Viral Felina in-utero
Atresia de Pontos Lacrimais Dilatação dos Pontos Lacrimais
“Distiquíase” Olho Seco Congênito na Raça Burmese
14
Microftalmia
• Fissura palpebral diminuida, procidência da membrana nictitante, secreção purulenta
• Ambos os olhos pequenos e no interior da órbita
Catarata Congênita
Tratamento Cirúrgico
Coloboma da papila
15
Afecções Neonatais
• Oftalmia neonatal
• Simbléfaro
OFTALMIA NEONATAL
• Conjuntivite neonatal
• Herpes virus e Chlamydophyla psittaci
• Desfazer o anquilobléfaro
• Doença respiratória concomitante
Herpes Virus Felino
• Herpes Virus
• Prevenção: vacina
- Opções Terapêuticas:
Atb tópico para prevenir infecção secundária
L-lisina oral: Compete com a arginina limitando a replicação viral;500mg a 1500 mg VO SID no
alimento
Interferon-alfa tópico e ou sistêmico
Idoxuridine tópica se úlcera de córnea
Simbléfaro
16
Limitar o estresse ambiental
FANCICLOVIR: 125 mg gato sid ou bid por 3 meses
Afecções Adquiridas Incluindo o Trauma Ocular
• Úlceras e distrofias corneanas
• Perfuração ocular
• Proptose ocular
• Sarcoma pós-traumático
• Outras neoplasias
• Infecções
• Problemas neurológicos
• Afecções das glândulas e vias lacrimais
• Glaucoma
• Luxação da lente
• Hipertensão arterial sistêmica
• Doenças da retina
AFECÇÕES DA ÓRBITA
• Proptose Traumática
• Abcesso orbitário/celulite: incomum
• Neoplasia orbitária:
- 90% maligno
- Tumores epiteliais primários
17
Proptose Traumática
• Trauma importante da cabeça e face com possível fratura orbitária
Afecções Orbitárias Adquiridas
• Exoftalmia devido pressão retrobulbar por tumores
• Linfosarcoma
• Carcinoma espinocelular
AFECÇÕES DA ÓRBITA
• Celulite orbitária
• Rara no gato
• Secundário a trauma ou infecção dentária
AFECÇÕES DOS ANEXOS OCULARES
Pálpebra
• Entrópio
- Secundário a conjuntivite crônica
Cicatricial
- É a afecção adquirida mais comum dos anexos oculares do gato!
- Entrópio primário em raças braquicefálicas: Persa, Siames
Sarcoma Pós-Traumático
18
• Blefarite
- Demodex - raro, prurido variável
- Escabiose - Notoedres cati, muito pruriginoso; lesões envolvem pina,
pálpebra, face e pescoço
- Dermatofitose- mais comum - Microsporum canis
Tratamento tópico com miconazole, clotrimazole, griseofulvina sistê-
mica ou cetoconazole
- Fatores mecânicos, químicos, parasitários e microbianos.
- Staphylococcus spp agente microbiano mais frequentemente isolado
- Doença auto-imune:pênfigo e lupus
Hidrocistoma Apócrino
Neoplasias
19
Carcinoma Espinocelular
• Incidência maior em gatos idosos
• Metástase regional em linfonodo
Membrana Nictitante
• Procidência resultante de uamento ou diminuição do conteúdo orbitário
• Síndrome de Haw: procidência bilateral em gatos aparentemente normais
20
• Luxação da glândula lacrimal
• Raça Burmese
• Carcinomas exigem exérese da membrana nictitante
Sistema Lacrimal
• Schirmer normal: 17 mm ± 6
• Causas de ceratoconjuntivite seca: herpes virus e conjuntivite
crônica
Filme Lacrimal
21
Sistema Lacrimal
• Obstruções de pontos e ducto nasolacrimal
• Agenesia e mal alinhamento do ponto ventral
• Entrópio nasal inferior no Persa
• Puncta imperfurada
Afecções da Córnea
• Ceratite Herpética
• Ceratite Eosinofílica
• Sequestro Corneano
• Ceratopatia Bolhosa
Dacriocistorrinografia
22
CERATITE HERPÉTICA/CÉRATOCONJUNTIVITE
• Lesão dendrítica inicial patognomônica
- Coloração vital por fluoresceína e rosa bengala
• Progride com lesões geográficas
• Conjuntivite concomitante
• Diagnóstico por IFA, PCR ou citologia com demosntração de corpúsculos de inclusão intranucleares
HERPES
• Tratamento frustrante devido à recorrência
- O vírus permanece latente no gânglio trigeminal
• Tratamento:
- Atb tópico para prevenir infecção secundária (fluoroquinolona e tetraciclina).
Cultura*
- Antiviral tópico- custoso e exige tratamento frequente; Usado em úlcera de córnea
Idoxuridine 3-4X/dia
Anti-virais orais: Fanciclovir, l-lisina.
Interferon alfa por boca e tópico
CÉRATOCONJUNTIVITE EOSINOFÍLICA FELINA
• Conjuntivite com lesões em placa espessadas
• Lesões iniciam no limbo nasal/temporal, córnea periférica e conjuntiva bulbar
• Córnea: vascularização com placas róseas de infiltrados celulares
• Moderado disconforto ocular
• Inicialmente unilateral, eventualmente bilateral
• Diagnóstico: Citologia conjuntival/placas corneanas com
eosinófilos e ou mastócitos
23
DIAGNÓSTICO
• Citologia: “scraping” de córnea
• Eosinófilos, mastócitos, linfócitos e plasmócitos
Afecções da Córnea
Cératoconjuntivite eosinofílica felina:
• Tratamento:
- Uso cuidadoso de esteróide tópico (acetato de prednisolona 1% , dexametasona 0.1% ou melhor,
ALREX, etabonato de loteprednol, 2mg/5ml); Acetato de Megestrol- não é primeira escolha: 5mg/
gato VO SID X5 dias, seguido de 2.5 mg/gato VO Q48 hrs X5 dias
*pode induzir diabete
Ceratite Eosinofílica
Ceratite Eosinofílica
24
Ceratite Eosinofílica - 10 dias de tratamento
Ceratite Eosinofílica
Ceratite Eosinofílica - 15 dias de tratamento
25
Afecções da Córnea
SEQUESTRO CORNEANO
• Persa, Himalaio e Burmese são predispostos
• Aspectos clínicos:
- Lesão negra ou marrom
- Central ou paracentral na córnea
- Circular to ou oval
- Pode estar invadida por vasos e células inflamatórias
- Pode atingir a Descemet
SEQUESTRO CORNEANO FELINO
• “Cornea nigrun” = degeneração do colágeno com acúmulo de pigmento marrom
• Etiologia desconhecida: gatos com inflamação ocular crônica são predispostos
• Patogênese:
- raça braquicefálica- ceratite de exposição (bulbo
ocular proeminente, órbita rasa, lagoftalmia), irrita-
ção mecânica por pêlos, filme lacrimal de baixa quali-
dade ou hipoestesia da córnea
- Pode estar associado ao Herpes Vírus Felino
• Necrose corneana
• Invadido por vasos e células inflamatórias
26
Afecções da Córnea
SEQUESTRO CORNEANO
• Tratamento:
- Lubrificante tópico
- Antibiótico tópico
- Tratamento cirúrgico:
Ceratectomia lamelar
Transposição córneo-conjuntival
HIDROPISIA CORNEANA
• Raro
• Edema súbito e importante do estroma anterior
• Patogênese: “fratura”da Descemet permitindo o súbito influxo de fluido
• Tratamento: flap conjuntival compressivo, injeção de ar estéril na câmara anterior
Úlcera traumática
Sequestro Corneano
27
Ceratopatia da Flórida (Florida spots)
• Opacidades cinza-esbranquiçados no estroma anterior da córnea com diâmetro de 1 a 8 mm
• Causa desconhecida
Ceratite Ulcerativa por Herpesvirus
• Úlcera dendrítica
Úlcera Traumática
28
Afecções dos Anexos Oculares
CONJUNTIVA
• Maioria das conjuntivites em gatos são infecciosas!
• 1. Herpes virus
- FHV-1
- Efeito citopático viral direto
- Hiperemia conjuntival bilateral com secreção serosa
- Inclusões intranucleares na citologia
- Diagnóstico: PCR
- Sequelas: simbléfaro, cicatriz e enrtópio
• Chlamydophila felis
- Conjuntivite unilateral que afeta o olho adelfo se o tratamento não
for adequado
- Diagnóstico: citologia conjuntival (inclusões intracitoplasmáticas), PCR
Conjuntivite por Mycoplasma
• Unilateral e depois bilateral em 7-14 dias
• Inicial: epífora e hipertrofia nodular da conjuntiva
• Formação de pseudomemebranas
• Tetraciclina e cloramfenicol
29
CONJUNTIVITE POR CHLAMYDOPHYLA PSITTACI
• Evolução e aspecto clínico parecidos com o anterior
• Pode ocorrer conjuntivite folicular. Tratamento com tetraciclina
CHLAMYDOPHILA FELIS
• Tratamento: Oxitetraciclina tópica (Terramicina) ou Fluoroquinolona (Ciprofloxacina/Ofloxacina)
• Doxiclina Oral - 5mg/kg VO BID X 3 semanas
• Potencial risco zoonótico (risco maior para imunodeprimidos)
Conjuntivite Felina
• Infecção recorrente por herpesvirus ou conjuntivites não responsivas ao tratamento com tetracci-
clinas é sugestivo de imunosupressão por FeLV ou FIV.
• Importância de diagnóstico se possível laboratorial e precoce
CONJUNTIVA
• Conjuntivite Lipogranulomatosa
- Típica de gatos idosos (11 anos em média)
- Gatos brancos e laranja os mais afetados
- Lesões na conjuntiva palpebral próxima à margem palpebral
- Frequentemente bilateral
- Debridamento cirúrgico
- Pode estar associado a acne
30
Uveíte Felina
• Um dos principais problemas oculares dos gatos
• Uveíte anteior, posterior, panuveíte
• 38-70% ocorrem com doença sistêmica
• Sinais clínicos:
- Miose, bléfaroespasmo, lacrimejamento, fotofobia, edema de córnea, “flare”-Tyndall positivo, hi-
pópio, hifema, precipitado cerático, neovascularização da córnea (injeção ciliar) e da iris “rubeosis
iridis”, nódulos irianos
- Segmento Posterior: exsudato retiniano, infiltrado perivascular e descolamento de retina
UVEÍTE ANTERIOR
• Hipotonia,”Flare” , Miose, Quemose, Rubeose, Hipópio, Precipitados ceráticos e formação de sinéquia.
31
Uveíte Felina
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
• Trauma
• Infecção:
- FIV
- PIF
- FeLV
- Toxoplasmosis gondii
- Cryptococcus neoformans
- Blastomycosis dermatitidis
- Histoplasma capsulatum
- Bartonella
• Neoplasia:
- Melanoma de iris
- Linfoma
- Sarcoma ocular primário
- Neoplasia metastática
- Adenoma/adenocarci- noma primário de corpo ciliar
• Cristalino
- Facouveíte (rara em contraste com cães)
Exame sistêmico!!!!
• Exame físico completo,
- Bioquímica e urinálise
• Sorologia
• Testes complementares
Tratamento:
• Tratar a causa se possível
• Esteróide tópico: frequência vai depender da gravidade da lesão
- 6X/dia em casos graves: prednisolona 1%, dexametasona 0.1% ou etabonato de loteprednol (Alrex)
• AINES: Acular pediátrico
32
SEQUELAS DAS UVEÍTES
• Catarata
• Luxação do cristalino
• Sinéquias
• Íris bombé
• Atrofia de íris
• Phithisis bulbi
• Glaucoma
UVEÍTE POSTERIOR POR FELV
• Glaucoma secundário, corioretinite, tumores uveais anteriores
• Tumores primários
- Íris e corpo ciliar: início – baixo poder metastático
- Corpo ciliar e coróide: descobertos quando causam sérias
alterações ao bulbo do olho
- Tumores primários de coróide: infrequentes
- Quadros mais evoluídos: metástase via hematógena
- Adenomas e adenocarcinomas
- Melanocitomas e melanomas
- Sarcoma ocular traumático primário em felino
- Melanoma difuso de íris em felinos
- Meduloepitelioma (neuroectoderma primitivo) – corpo ciliar
Melanoma Iriano
33
Tumores Intra-Oculares
MELANOMA IRIANO FELINO
• Pigmento focal na íris
• Progride em meses ou anos
• A progressão coincide com a mudança de um fenótipo benigno
para maligno
• Potencial para metástase:
- Tardio: 1-3 anos
- 63% de metástase
MELANOMA DA ÍRIS
• Monitorar:
- Mudança do pigmento de plano para exuberante
- Progressão do envolvimento da iris
Estimado em horas do relógio
- Alteração do formato da iris e da pupila
- Fechamento do sistema de drenagem do aquoso
- Desenvolvimento de glaucoma– sobrevida curta
Melanose da Íris
34
Linfoma
Linfosarcoma Ocular
Linfoma Ocular
35
PIF
• A forma “sêca” causa maiores alterações oculares
• Uveíte piogranulomatosa, vasculite, corioretinite exsudativa, descolamento de retina, neurite óptica
FIV
• Infecção concomitante com Toxoplasma gondii aumenta a possibilidade de doença ocular
Toxoplasmose
• Múltiplos focos de corioretinite
36
Infecções Micóticas Sistêmicas
Criptococose, histoplasmose, blastomicose e coccidiomicose
Glaucoma Felino
• Glaucoma congênito-raro, hereditário no Siames
• Mais comumente secundário a uveíte e massa intra-ocular
• Uma outra forma de Glaucoma Adquirido: “Aqueous Humor Misdirection Syndrome”
• Aqueous Humor Misdirection Syndrome
- Mais comumente visto em gatos de meia idade ou idosos
- Sinais: aumento gradual da pressão intra- ocular, anisocoria, câmara anterior rasa
Catarata Adquirida Luxação da Lente
37
Doenças da Retina
• Deficiência de Taurina
• Toxicidade de retina- Enrofloxacina
• Atrofia Retiniana Progressiva
• Retinopatia Hipertensiva
• Carcinoma Metastático
DEFICIÊNCIA DE TAURINA
• Aminoácido sulfurado
• Gato não sintetiza, precisa obter na dieta
• Altas concentrações na retina (fotoreceptor) e no coração
• Níveis na dieta 500-750ppm
• Fundoscopia: lesão hiperreflexiva, inicialmente temporal ao disco
óptico
• Progride para uma faixa de refletividade alterada dos dois lados
do disco
• Estágio final: degeneração retiniana generalizada
• A degeneração retiniana é permanente
Na maior parte das vezes leva à cegueira
Degeneração da retina por deficiência de taurina
38
TOXICIDADE A FLUOROQUINOLONA (ENROFLOXACINA)
• Sinais clínicos:
- Midríase
- Cegueira
• Provoca degeneração retiniana generalizada
• A cegueira quase sempre é permanente
• Gatos idosos, dose >5mg/kg , doença do trato urinário concomitante = risco maior
• Reação idiossincrásica
ATROFIA RETINIANA PROGRESSIVA
• Abissinio e Siames
• Gen autossômico recessivo
• Doença começa com 1.5-2 anos
• Degeração retiniana generalziada em 2 a 4 anos
• Abissínios podem ser acometidos de uma displasia de cones e bastões com 4 semanas de idade
- Sinais: midríase, nistágmo posicional
PROGRESSIVE RETINAL ATROPHY (PRA)
• Duas formas hereditárias de atrofia progressiva descritas no gato
Abissínio
• PRA diagnosticada no primeiro ano (forma precoce-gen autossômi-
co dominante) ou com 3 a 6 anos (forma tardia- gen autossômico
recessivo)
Atrofia Retiniana Progressiva
39
RETINOPATIA HIPERTENSIVA
• Gatos idosos > 10 anos
• Pressão Arterial >160 mmHg
• Midríase súbita e cegueira
• Sinais:
- Hifema
- Hemorragia intra-vítrea
- Tortuosidade vascular
- Edema multifocal da retina
- Descolamento de retina
• Patogênese: arteríolas retinianas buscam a auto- regulação > vaso-
constrição > necrose da parede vascular > ruptura vascular
• Exame sistêmico indica a causa da hiperttensão
• Tratamento: controle da hipertensão com amlodipina: 0.625mg/gato
• Com o controle da hipertensão, 50% ou mais voltam a ver
Descolamento de Retina
40
Tumores Intraoculares
MELANOMA DA IRIS
• Opções de tratamento:
- Enucleation
- Exenteração
SARCOMA PÓS-TRAUMÁTICO FELINO
• Desenvolve-se após trauma do bulbo ocular
• Gatos idosos (12,7 anos em média em um estudo)
• Desenvolve-se muito tempo após o trauma (entre 1- 10 anos)
• Associado à ruptura da cápsula da lente:
- Tumor se desenvolvendo a partir das céls. Epit. da lente
• Sinais: uveíte crônica, hemorragia, bulbo pequeno, glaucoma, massa intra-ocular visível
• Metástase para o cérebro via n. óptico
• Tratamento: exenteração
Síndrome de Haw
• Protrusão bilateral idiopática das terceiras pálpebras
• Denervação simpática
• Colírio de fenilefrina tópico
• Frequentemente associado com doença gastro-intestinal
• Bom prognóstico:resolução expontânea
Síndrome de Claude-Bernard Hörner
41
Síndrome da Pupila Espástica
• Alterna anisocoria com pupilas normais
• Maioria dos gatos é positivo para FeLV
• Virus localizado nos nervos ciliares curtos
• Sobrevida curta
Primeiro Relato Brasileiro
• Arq. Bras. Med. Vet. Zootec., v.66, n.4, p.1146-1150, 2014
• Key–Gaskell syndrome in Brazil: first case report
• [Síndrome de Key-Gaskell: primeiro relato de caso no Brasil]
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  • 1. O Essencial da Oftalmologia dos Gatos Prof. Felipe Wouk
  • 2. 3 Sobre o PapoVet O PapoVet é uma iniciativa pioneira do Instituto Qualittas de Pós-Graduação em Medicina Veterinária. O programa é exibido a partir das 20 horas (horário de Brasília), ao vivo no YouTube, e conta com a participação de profissionais renomados no mercado e atuantes em suas especialidades. Para participar, é necessário se cadastrar no hotsite (www.qualittas.com.br/ programas) para receber o link da palestra. PROF. FELIPE WOUK Possui graduação em Medicina Veterinaria pela Universidade Federal do Paraná (1977), Especialização em Oftalmologia Veterinária pela Es- cola de Veterinária de Toulouse (1983), Mestrado em Cirurgia Veteriná- ria pela Universidade Federal de Santa Maria (1980) e Doutorado em Biologia e Fisiologia Animal pelo Institut Nationale Polytechnique de Toulouse (1984). Pós-Doutorado em Oftalmologia Veterinária pela Es- cola de Veterinária de Alfort-França (1989). É Professor Titular da Uni- versidade Federal do Paraná, Conselheiro Efetivo do Conselho Federal de Medicina Veterinária, assessor da Comissão Nacional de Avaliação do Ensino Superior (CONAES) e do MEC. Tem experiência na área de Medicina Veterinária e Medicina comparada, com ênfase em Clínica e Cirurgia Animal, atuando principalmente nos seguintes temas: cicatrização, oftalmologia e cardiologia. É coordenador e professor dos cursos de Oftalmologia Veterinária do Instituto Qualittas.
  • 3. 4 Uveites Doenças Congênitas Atrofia retiniana Central e progressiva Cataratas e Luxação do cristalin Ceratites Conjuntivites Glaucoma Descolamento de retina Trauma Tumores Câmara anterior profunda
  • 4. 5 Ângulo Camerular Ligamentos Pectinados Visíveis Esfincter da Iris Pupila Ausência de cílios
  • 6. 7 Fundo do Olho • Papila óptica redonda, cinza e pequena - Não mielinizada - Vasos emergem da periferia do nervo • Grande zona tapetal - Composta de riboflavina e zinco nos gatos Estrutura da retina Le fond d’ceil tel que le voit l’observateur Coupe schématique du fond d’ ceil. Coupe rétino-choroïdienne Le tapis commence où s’arrête l’épithélium pigmenté surchargé de noir. neurorétine membrane de Bruch choriocapillaire tapis couche des gros vaisseaux sclère épithélium pigmenté
  • 7. 8 FUNDO NORMAL DO GATO Algumas Doenças Congênitas • Agenesia palpebral • Entrópio • Distiquíase • Atresia de pontos lacrimais • Persistência de membrana pupilar • Catarata • Olho seco • Estrabismo • Iridosquise • Heterocromia da iris • Coloboma da papila • Microftalmia LESÕES CONGÊNITAS Agenesia palpebral • Mais comum em situação têmporo-dorsal • Pode estar associada a outras anomalias: - Microftalmia, persistência de membrana pupilar, coloboma de coróide e de disco óptico, displasia de retina • Tratamento: - Reconstrução palpebral (blefaropoiese) e lubrificante ocular Holangiótico
  • 9. 10 Estrabismo e Iridosquise Retalho de rotação Queilobléfaropoiese
  • 10. 11 Hipoplasia de Íris • Mais comum em cães de coloração diluída com íris hipomelanótica • Gatos siameses • Sem tratamento Hipoplasia de íris + hipoplasia de coróide = diminuição da visão • Coloboma de íris Entrópio Congênito Cisto Uveal Anterior
  • 11. 12 Iridosquise • No feto a pupila é fechada por uma fina membrana vas- cular, que é reabsorvida (até 6 semanas de vida), então forma-se a abertura pupilar • Alterações na lente ou na córnea Persistência da Membrana Pupilar Heterocromia de Íris
  • 12. 13 Lesões Congênitas • Dermóide corneano • Catarata • Displasia de Retina - Hereditária e infecção por Panleucopenia Viral Felina in-utero Atresia de Pontos Lacrimais Dilatação dos Pontos Lacrimais “Distiquíase” Olho Seco Congênito na Raça Burmese
  • 13. 14 Microftalmia • Fissura palpebral diminuida, procidência da membrana nictitante, secreção purulenta • Ambos os olhos pequenos e no interior da órbita Catarata Congênita Tratamento Cirúrgico Coloboma da papila
  • 14. 15 Afecções Neonatais • Oftalmia neonatal • Simbléfaro OFTALMIA NEONATAL • Conjuntivite neonatal • Herpes virus e Chlamydophyla psittaci • Desfazer o anquilobléfaro • Doença respiratória concomitante Herpes Virus Felino • Herpes Virus • Prevenção: vacina - Opções Terapêuticas: Atb tópico para prevenir infecção secundária L-lisina oral: Compete com a arginina limitando a replicação viral;500mg a 1500 mg VO SID no alimento Interferon-alfa tópico e ou sistêmico Idoxuridine tópica se úlcera de córnea Simbléfaro
  • 15. 16 Limitar o estresse ambiental FANCICLOVIR: 125 mg gato sid ou bid por 3 meses Afecções Adquiridas Incluindo o Trauma Ocular • Úlceras e distrofias corneanas • Perfuração ocular • Proptose ocular • Sarcoma pós-traumático • Outras neoplasias • Infecções • Problemas neurológicos • Afecções das glândulas e vias lacrimais • Glaucoma • Luxação da lente • Hipertensão arterial sistêmica • Doenças da retina AFECÇÕES DA ÓRBITA • Proptose Traumática • Abcesso orbitário/celulite: incomum • Neoplasia orbitária: - 90% maligno - Tumores epiteliais primários
  • 16. 17 Proptose Traumática • Trauma importante da cabeça e face com possível fratura orbitária Afecções Orbitárias Adquiridas • Exoftalmia devido pressão retrobulbar por tumores • Linfosarcoma • Carcinoma espinocelular AFECÇÕES DA ÓRBITA • Celulite orbitária • Rara no gato • Secundário a trauma ou infecção dentária AFECÇÕES DOS ANEXOS OCULARES Pálpebra • Entrópio - Secundário a conjuntivite crônica Cicatricial - É a afecção adquirida mais comum dos anexos oculares do gato! - Entrópio primário em raças braquicefálicas: Persa, Siames Sarcoma Pós-Traumático
  • 17. 18 • Blefarite - Demodex - raro, prurido variável - Escabiose - Notoedres cati, muito pruriginoso; lesões envolvem pina, pálpebra, face e pescoço - Dermatofitose- mais comum - Microsporum canis Tratamento tópico com miconazole, clotrimazole, griseofulvina sistê- mica ou cetoconazole - Fatores mecânicos, químicos, parasitários e microbianos. - Staphylococcus spp agente microbiano mais frequentemente isolado - Doença auto-imune:pênfigo e lupus Hidrocistoma Apócrino Neoplasias
  • 18. 19 Carcinoma Espinocelular • Incidência maior em gatos idosos • Metástase regional em linfonodo Membrana Nictitante • Procidência resultante de uamento ou diminuição do conteúdo orbitário • Síndrome de Haw: procidência bilateral em gatos aparentemente normais
  • 19. 20 • Luxação da glândula lacrimal • Raça Burmese • Carcinomas exigem exérese da membrana nictitante Sistema Lacrimal • Schirmer normal: 17 mm ± 6 • Causas de ceratoconjuntivite seca: herpes virus e conjuntivite crônica Filme Lacrimal
  • 20. 21 Sistema Lacrimal • Obstruções de pontos e ducto nasolacrimal • Agenesia e mal alinhamento do ponto ventral • Entrópio nasal inferior no Persa • Puncta imperfurada Afecções da Córnea • Ceratite Herpética • Ceratite Eosinofílica • Sequestro Corneano • Ceratopatia Bolhosa Dacriocistorrinografia
  • 21. 22 CERATITE HERPÉTICA/CÉRATOCONJUNTIVITE • Lesão dendrítica inicial patognomônica - Coloração vital por fluoresceína e rosa bengala • Progride com lesões geográficas • Conjuntivite concomitante • Diagnóstico por IFA, PCR ou citologia com demosntração de corpúsculos de inclusão intranucleares HERPES • Tratamento frustrante devido à recorrência - O vírus permanece latente no gânglio trigeminal • Tratamento: - Atb tópico para prevenir infecção secundária (fluoroquinolona e tetraciclina). Cultura* - Antiviral tópico- custoso e exige tratamento frequente; Usado em úlcera de córnea Idoxuridine 3-4X/dia Anti-virais orais: Fanciclovir, l-lisina. Interferon alfa por boca e tópico CÉRATOCONJUNTIVITE EOSINOFÍLICA FELINA • Conjuntivite com lesões em placa espessadas • Lesões iniciam no limbo nasal/temporal, córnea periférica e conjuntiva bulbar • Córnea: vascularização com placas róseas de infiltrados celulares • Moderado disconforto ocular • Inicialmente unilateral, eventualmente bilateral • Diagnóstico: Citologia conjuntival/placas corneanas com eosinófilos e ou mastócitos
  • 22. 23 DIAGNÓSTICO • Citologia: “scraping” de córnea • Eosinófilos, mastócitos, linfócitos e plasmócitos Afecções da Córnea Cératoconjuntivite eosinofílica felina: • Tratamento: - Uso cuidadoso de esteróide tópico (acetato de prednisolona 1% , dexametasona 0.1% ou melhor, ALREX, etabonato de loteprednol, 2mg/5ml); Acetato de Megestrol- não é primeira escolha: 5mg/ gato VO SID X5 dias, seguido de 2.5 mg/gato VO Q48 hrs X5 dias *pode induzir diabete Ceratite Eosinofílica Ceratite Eosinofílica
  • 23. 24 Ceratite Eosinofílica - 10 dias de tratamento Ceratite Eosinofílica Ceratite Eosinofílica - 15 dias de tratamento
  • 24. 25 Afecções da Córnea SEQUESTRO CORNEANO • Persa, Himalaio e Burmese são predispostos • Aspectos clínicos: - Lesão negra ou marrom - Central ou paracentral na córnea - Circular to ou oval - Pode estar invadida por vasos e células inflamatórias - Pode atingir a Descemet SEQUESTRO CORNEANO FELINO • “Cornea nigrun” = degeneração do colágeno com acúmulo de pigmento marrom • Etiologia desconhecida: gatos com inflamação ocular crônica são predispostos • Patogênese: - raça braquicefálica- ceratite de exposição (bulbo ocular proeminente, órbita rasa, lagoftalmia), irrita- ção mecânica por pêlos, filme lacrimal de baixa quali- dade ou hipoestesia da córnea - Pode estar associado ao Herpes Vírus Felino • Necrose corneana • Invadido por vasos e células inflamatórias
  • 25. 26 Afecções da Córnea SEQUESTRO CORNEANO • Tratamento: - Lubrificante tópico - Antibiótico tópico - Tratamento cirúrgico: Ceratectomia lamelar Transposição córneo-conjuntival HIDROPISIA CORNEANA • Raro • Edema súbito e importante do estroma anterior • Patogênese: “fratura”da Descemet permitindo o súbito influxo de fluido • Tratamento: flap conjuntival compressivo, injeção de ar estéril na câmara anterior Úlcera traumática Sequestro Corneano
  • 26. 27 Ceratopatia da Flórida (Florida spots) • Opacidades cinza-esbranquiçados no estroma anterior da córnea com diâmetro de 1 a 8 mm • Causa desconhecida Ceratite Ulcerativa por Herpesvirus • Úlcera dendrítica Úlcera Traumática
  • 27. 28 Afecções dos Anexos Oculares CONJUNTIVA • Maioria das conjuntivites em gatos são infecciosas! • 1. Herpes virus - FHV-1 - Efeito citopático viral direto - Hiperemia conjuntival bilateral com secreção serosa - Inclusões intranucleares na citologia - Diagnóstico: PCR - Sequelas: simbléfaro, cicatriz e enrtópio • Chlamydophila felis - Conjuntivite unilateral que afeta o olho adelfo se o tratamento não for adequado - Diagnóstico: citologia conjuntival (inclusões intracitoplasmáticas), PCR Conjuntivite por Mycoplasma • Unilateral e depois bilateral em 7-14 dias • Inicial: epífora e hipertrofia nodular da conjuntiva • Formação de pseudomemebranas • Tetraciclina e cloramfenicol
  • 28. 29 CONJUNTIVITE POR CHLAMYDOPHYLA PSITTACI • Evolução e aspecto clínico parecidos com o anterior • Pode ocorrer conjuntivite folicular. Tratamento com tetraciclina CHLAMYDOPHILA FELIS • Tratamento: Oxitetraciclina tópica (Terramicina) ou Fluoroquinolona (Ciprofloxacina/Ofloxacina) • Doxiclina Oral - 5mg/kg VO BID X 3 semanas • Potencial risco zoonótico (risco maior para imunodeprimidos) Conjuntivite Felina • Infecção recorrente por herpesvirus ou conjuntivites não responsivas ao tratamento com tetracci- clinas é sugestivo de imunosupressão por FeLV ou FIV. • Importância de diagnóstico se possível laboratorial e precoce CONJUNTIVA • Conjuntivite Lipogranulomatosa - Típica de gatos idosos (11 anos em média) - Gatos brancos e laranja os mais afetados - Lesões na conjuntiva palpebral próxima à margem palpebral - Frequentemente bilateral - Debridamento cirúrgico - Pode estar associado a acne
  • 29. 30 Uveíte Felina • Um dos principais problemas oculares dos gatos • Uveíte anteior, posterior, panuveíte • 38-70% ocorrem com doença sistêmica • Sinais clínicos: - Miose, bléfaroespasmo, lacrimejamento, fotofobia, edema de córnea, “flare”-Tyndall positivo, hi- pópio, hifema, precipitado cerático, neovascularização da córnea (injeção ciliar) e da iris “rubeosis iridis”, nódulos irianos - Segmento Posterior: exsudato retiniano, infiltrado perivascular e descolamento de retina UVEÍTE ANTERIOR • Hipotonia,”Flare” , Miose, Quemose, Rubeose, Hipópio, Precipitados ceráticos e formação de sinéquia.
  • 30. 31 Uveíte Felina DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL • Trauma • Infecção: - FIV - PIF - FeLV - Toxoplasmosis gondii - Cryptococcus neoformans - Blastomycosis dermatitidis - Histoplasma capsulatum - Bartonella • Neoplasia: - Melanoma de iris - Linfoma - Sarcoma ocular primário - Neoplasia metastática - Adenoma/adenocarci- noma primário de corpo ciliar • Cristalino - Facouveíte (rara em contraste com cães) Exame sistêmico!!!! • Exame físico completo, - Bioquímica e urinálise • Sorologia • Testes complementares Tratamento: • Tratar a causa se possível • Esteróide tópico: frequência vai depender da gravidade da lesão - 6X/dia em casos graves: prednisolona 1%, dexametasona 0.1% ou etabonato de loteprednol (Alrex) • AINES: Acular pediátrico
  • 31. 32 SEQUELAS DAS UVEÍTES • Catarata • Luxação do cristalino • Sinéquias • Íris bombé • Atrofia de íris • Phithisis bulbi • Glaucoma UVEÍTE POSTERIOR POR FELV • Glaucoma secundário, corioretinite, tumores uveais anteriores • Tumores primários - Íris e corpo ciliar: início – baixo poder metastático - Corpo ciliar e coróide: descobertos quando causam sérias alterações ao bulbo do olho - Tumores primários de coróide: infrequentes - Quadros mais evoluídos: metástase via hematógena - Adenomas e adenocarcinomas - Melanocitomas e melanomas - Sarcoma ocular traumático primário em felino - Melanoma difuso de íris em felinos - Meduloepitelioma (neuroectoderma primitivo) – corpo ciliar Melanoma Iriano
  • 32. 33 Tumores Intra-Oculares MELANOMA IRIANO FELINO • Pigmento focal na íris • Progride em meses ou anos • A progressão coincide com a mudança de um fenótipo benigno para maligno • Potencial para metástase: - Tardio: 1-3 anos - 63% de metástase MELANOMA DA ÍRIS • Monitorar: - Mudança do pigmento de plano para exuberante - Progressão do envolvimento da iris Estimado em horas do relógio - Alteração do formato da iris e da pupila - Fechamento do sistema de drenagem do aquoso - Desenvolvimento de glaucoma– sobrevida curta Melanose da Íris
  • 34. 35 PIF • A forma “sêca” causa maiores alterações oculares • Uveíte piogranulomatosa, vasculite, corioretinite exsudativa, descolamento de retina, neurite óptica FIV • Infecção concomitante com Toxoplasma gondii aumenta a possibilidade de doença ocular Toxoplasmose • Múltiplos focos de corioretinite
  • 35. 36 Infecções Micóticas Sistêmicas Criptococose, histoplasmose, blastomicose e coccidiomicose Glaucoma Felino • Glaucoma congênito-raro, hereditário no Siames • Mais comumente secundário a uveíte e massa intra-ocular • Uma outra forma de Glaucoma Adquirido: “Aqueous Humor Misdirection Syndrome” • Aqueous Humor Misdirection Syndrome - Mais comumente visto em gatos de meia idade ou idosos - Sinais: aumento gradual da pressão intra- ocular, anisocoria, câmara anterior rasa Catarata Adquirida Luxação da Lente
  • 36. 37 Doenças da Retina • Deficiência de Taurina • Toxicidade de retina- Enrofloxacina • Atrofia Retiniana Progressiva • Retinopatia Hipertensiva • Carcinoma Metastático DEFICIÊNCIA DE TAURINA • Aminoácido sulfurado • Gato não sintetiza, precisa obter na dieta • Altas concentrações na retina (fotoreceptor) e no coração • Níveis na dieta 500-750ppm • Fundoscopia: lesão hiperreflexiva, inicialmente temporal ao disco óptico • Progride para uma faixa de refletividade alterada dos dois lados do disco • Estágio final: degeneração retiniana generalizada • A degeneração retiniana é permanente Na maior parte das vezes leva à cegueira Degeneração da retina por deficiência de taurina
  • 37. 38 TOXICIDADE A FLUOROQUINOLONA (ENROFLOXACINA) • Sinais clínicos: - Midríase - Cegueira • Provoca degeneração retiniana generalizada • A cegueira quase sempre é permanente • Gatos idosos, dose >5mg/kg , doença do trato urinário concomitante = risco maior • Reação idiossincrásica ATROFIA RETINIANA PROGRESSIVA • Abissinio e Siames • Gen autossômico recessivo • Doença começa com 1.5-2 anos • Degeração retiniana generalziada em 2 a 4 anos • Abissínios podem ser acometidos de uma displasia de cones e bastões com 4 semanas de idade - Sinais: midríase, nistágmo posicional PROGRESSIVE RETINAL ATROPHY (PRA) • Duas formas hereditárias de atrofia progressiva descritas no gato Abissínio • PRA diagnosticada no primeiro ano (forma precoce-gen autossômi- co dominante) ou com 3 a 6 anos (forma tardia- gen autossômico recessivo) Atrofia Retiniana Progressiva
  • 38. 39 RETINOPATIA HIPERTENSIVA • Gatos idosos > 10 anos • Pressão Arterial >160 mmHg • Midríase súbita e cegueira • Sinais: - Hifema - Hemorragia intra-vítrea - Tortuosidade vascular - Edema multifocal da retina - Descolamento de retina • Patogênese: arteríolas retinianas buscam a auto- regulação > vaso- constrição > necrose da parede vascular > ruptura vascular • Exame sistêmico indica a causa da hiperttensão • Tratamento: controle da hipertensão com amlodipina: 0.625mg/gato • Com o controle da hipertensão, 50% ou mais voltam a ver Descolamento de Retina
  • 39. 40 Tumores Intraoculares MELANOMA DA IRIS • Opções de tratamento: - Enucleation - Exenteração SARCOMA PÓS-TRAUMÁTICO FELINO • Desenvolve-se após trauma do bulbo ocular • Gatos idosos (12,7 anos em média em um estudo) • Desenvolve-se muito tempo após o trauma (entre 1- 10 anos) • Associado à ruptura da cápsula da lente: - Tumor se desenvolvendo a partir das céls. Epit. da lente • Sinais: uveíte crônica, hemorragia, bulbo pequeno, glaucoma, massa intra-ocular visível • Metástase para o cérebro via n. óptico • Tratamento: exenteração Síndrome de Haw • Protrusão bilateral idiopática das terceiras pálpebras • Denervação simpática • Colírio de fenilefrina tópico • Frequentemente associado com doença gastro-intestinal • Bom prognóstico:resolução expontânea Síndrome de Claude-Bernard Hörner
  • 40. 41 Síndrome da Pupila Espástica • Alterna anisocoria com pupilas normais • Maioria dos gatos é positivo para FeLV • Virus localizado nos nervos ciliares curtos • Sobrevida curta Primeiro Relato Brasileiro • Arq. Bras. Med. Vet. Zootec., v.66, n.4, p.1146-1150, 2014 • Key–Gaskell syndrome in Brazil: first case report • [Síndrome de Key-Gaskell: primeiro relato de caso no Brasil] • B.B.J. Torres1, G.C. Martins1, P.E. Ferian2, B. C. Martins1, M.A. Rachid1, E.G. Melo1 • 1Escola de Veterinária Universidade Federal de Minas Gerais Belo Horizonte, MG, • 2Faculdade de Medicina Veterinária Universidade Estadual de Santa Catarina Lages, SC Disautonomia felina (Síndrome de Key-Gaskell) Disautonomia felina
  • 41. REPRODUÇÃO E PRODUÇÃO DE BOVINOS Presencial|Pós-Graduação|540h ONCOLOGIA VETERINÁRIA Presencial|Pós-Graduação|500h CLÍNICA MÉDICA E CIRÚRGICA DE FELINOS Presencial|Pós-Graduação|630h CLÍNICA MÉDICA E CIRÚRGICA DE PEQUENOS ANIMAIS Presencial|Pós-Graduação|660h www.quali as.com.br | 0800 725 6300 Confira mais especialidades e cursos no site HIGIENE E VIGILÂNCIA SANITÁRIA DE ALIMENTOS Semipresencial|Pós-Graduação|590h DEFESA SANITÁRIA ANIMAL Semipresencial|Pós-Graduação|500h PÓS-GRADUAÇÃO • ATUALIZAÇÃO • EXTENSÃO APERFEIÇOAMENTO • CAPACITAÇÃO Instituto de Medicina Veterinária