Epilepsia
Clínica de Pequenos Animais Aluna: Natália Mendonça Ferreira Borges Universidade Federal de Goiás Escola de Veterinária Departamento de Clínica Médica Disciplina de Clínica I
Resenha Nome: Felippo Espécie: Canina Sexo: Macho Idade: 3 anos e 10 meses Raça: Boxer Peso: 44 kg
Anamnese Convulsões desde 1 ano de idade com intervalos de 6 meses Há 3 dias apresentou 10 episódios convulsivos num mesmo dia Na convulsão: o animal treme, fica em decúbito lateral, urina e defeca Últimos episódios: movimentos de pedalagem
Exame Clínico Estado geral bom Um pouco acima do peso Temperatura: 38,5 ºC (R 38,5 a 39,5 ºC) FC: 100 bpm Mucosas: Normocoradas Ectoparasitos: Carrapatos
Suspeitas Clínicas ?????
Suspeitas Clínicas Epilepsia Genética Epilepsia Adquirida Traumatismo Sequela da Cinomose Intoxicações Neoplasia cerebral Epilepsia Idiopática
Exame Laboratorial - Hemograma Ausente Ausente Inclusão viral Ausente Ausente Hematozoários 200 a 900 giga/L 228 x 10³/mL Plaquetas 720 a 5100 /mm³ 21% (2.499) Linfócitos 180 a 1.700 /mm³ 2% (238) Monócitos 120 a 1.700 /mm³ 6% (714) Eosinófilos 3.600 - 13.090 /mm³ 71% (8.449) Segmentados 0 – 510 /mm³ 1% (119) Bastonetes 6 – 17% 10³ /mm³ 11.900 Leucócitos 12,0 – 18,0 g/dL 12,1 Hemoglobina 37 – 55% 36% Hematócrito 5,5 a 8,5 Tera/L 5,07 Hemácias
Diagnóstico Diferencial Epilepsia Genética Epilepsia Adquirida
Diagnóstico Definitivo Epilepsia idiopática
Revisão - Epilepsia Introdução Considera-se epilepsia o quadro clínico caracterizado pela repetição freqüente dos episódios de convulsão. A epilepsia é causada por uma descarga elétrica no cérebro que faz com que o animal fique, momentaneamente, sem coordenação ou sem movimentos voluntários, podendo ser de origem genética ou adquirida. Os ataques duram poucos minutos.
Revisão - Epilepsia Causas Teoricamente, a epilepsia de origem  genética  aparece antes do animal completar 6 meses de idade.  A epilepsia  adquirida  pode ocorrer como sequela de cinomose, traumatismos cranianos (acidentes, pancadas), presença de tumor cerebral ou em quadros de intoxicação grave.
Revisão - Epilepsia Sinais e sintomas Grau Leve: cão salivando (babando) com movimentos desordenados de cabeça. Evolução para: cão cai no chão (geralmente de lado), saliva, movimenta as pernas como se estivesse pedalando ou tentando se levantar. O ataque pode levar de segundos a alguns minutos.  Podem ocorrer ataques isolados, de causa desconhecida.
Revisão - Epilepsia Diagnóstico Avaliação da causa das convulsões Idade do animal e relatos do proprietário Informações importantes: traumas cranianos a pouco tempo; presença de substâncias tóxicas nas proximidades; uso de inseticidas; idade do animal na ocasião da primeira crise; intervalo entre as crises; convulsões em outros membros da família;
Revisão - Epilepsia Diagnóstico Diferencial Há outras causas de convulsões que mimetizam o quadro clínico da epilepsia verdadeira.  As principais são as alterações estruturais do cérebro: as neoplasias sempre devem ser consideradas, especialmente, quando o quadro neurológico for progressivo. Faz-se uso da tomografia computadorizada.
Revisão - Epilepsia Em sequelas do vírus da cinomose (VCC), o quadro clínico deverá ser estável, não progressivo. Faz-se uso da história clínica aliada aos exames sorológicos. Outras causas: insuficiência cardíaca, hipoglicemia e outros distúrbios metabólicos, especialmente, a hipocalcemia puerperal. Os envenenamentos, principalmente, pelo fluoracetato de sódio (chumbinho) Faz-se uso de procedimentos clínicos diferentes.
Revisão - Epilepsia Tratamento 1º caso:  O animal é atendido em crises convulsivas (Estado epiléptico) Sedante Ventilação Diazepam (0,5 mg/Kg de PV/ 30-30min./EV) Pentobarbital sódico (5 a 10 mg/Kg de PV/ EV) 2º caso:  O animal é atendido sem crises convulsivas Fenobarbital (2 a 8 mg/kg /12 em 12h/VO) Brometo de Sódio (30 a 40 mg/kg /12 em 12h/VO) Obs.: Dano hepático
Prognóstico Reservado
Protocolo de Tratamento Fenobarbital 2 a 8 mg/kg / VO/ 12 em 12h
Receita Proprietário: Vera Lúcia Animal: Felippo Espécie: Canina Peso: 44kg Uso interno: 1. Fenobarbital Comp.  ____________100mg_______________  1 caixa Dar por via oral, 2 comprimidos de 12 em 12 horas. Goiânia, 15 de setembro de 2005 Natália Mendonça Ferreira Borges Médica Veterinária   CRMV 17722
Controle e Profilaxia Castrar animais
Obrigada! Fim

Caso Clínico Veterinário: Epilepsia Canina

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    Clínica de PequenosAnimais Aluna: Natália Mendonça Ferreira Borges Universidade Federal de Goiás Escola de Veterinária Departamento de Clínica Médica Disciplina de Clínica I
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    Resenha Nome: FelippoEspécie: Canina Sexo: Macho Idade: 3 anos e 10 meses Raça: Boxer Peso: 44 kg
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    Anamnese Convulsões desde1 ano de idade com intervalos de 6 meses Há 3 dias apresentou 10 episódios convulsivos num mesmo dia Na convulsão: o animal treme, fica em decúbito lateral, urina e defeca Últimos episódios: movimentos de pedalagem
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    Exame Clínico Estadogeral bom Um pouco acima do peso Temperatura: 38,5 ºC (R 38,5 a 39,5 ºC) FC: 100 bpm Mucosas: Normocoradas Ectoparasitos: Carrapatos
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    Suspeitas Clínicas EpilepsiaGenética Epilepsia Adquirida Traumatismo Sequela da Cinomose Intoxicações Neoplasia cerebral Epilepsia Idiopática
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    Exame Laboratorial -Hemograma Ausente Ausente Inclusão viral Ausente Ausente Hematozoários 200 a 900 giga/L 228 x 10³/mL Plaquetas 720 a 5100 /mm³ 21% (2.499) Linfócitos 180 a 1.700 /mm³ 2% (238) Monócitos 120 a 1.700 /mm³ 6% (714) Eosinófilos 3.600 - 13.090 /mm³ 71% (8.449) Segmentados 0 – 510 /mm³ 1% (119) Bastonetes 6 – 17% 10³ /mm³ 11.900 Leucócitos 12,0 – 18,0 g/dL 12,1 Hemoglobina 37 – 55% 36% Hematócrito 5,5 a 8,5 Tera/L 5,07 Hemácias
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    Diagnóstico Diferencial EpilepsiaGenética Epilepsia Adquirida
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    Revisão - EpilepsiaIntrodução Considera-se epilepsia o quadro clínico caracterizado pela repetição freqüente dos episódios de convulsão. A epilepsia é causada por uma descarga elétrica no cérebro que faz com que o animal fique, momentaneamente, sem coordenação ou sem movimentos voluntários, podendo ser de origem genética ou adquirida. Os ataques duram poucos minutos.
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    Revisão - EpilepsiaCausas Teoricamente, a epilepsia de origem genética aparece antes do animal completar 6 meses de idade.  A epilepsia adquirida pode ocorrer como sequela de cinomose, traumatismos cranianos (acidentes, pancadas), presença de tumor cerebral ou em quadros de intoxicação grave.
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    Revisão - EpilepsiaSinais e sintomas Grau Leve: cão salivando (babando) com movimentos desordenados de cabeça. Evolução para: cão cai no chão (geralmente de lado), saliva, movimenta as pernas como se estivesse pedalando ou tentando se levantar. O ataque pode levar de segundos a alguns minutos. Podem ocorrer ataques isolados, de causa desconhecida.
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    Revisão - EpilepsiaDiagnóstico Avaliação da causa das convulsões Idade do animal e relatos do proprietário Informações importantes: traumas cranianos a pouco tempo; presença de substâncias tóxicas nas proximidades; uso de inseticidas; idade do animal na ocasião da primeira crise; intervalo entre as crises; convulsões em outros membros da família;
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    Revisão - EpilepsiaDiagnóstico Diferencial Há outras causas de convulsões que mimetizam o quadro clínico da epilepsia verdadeira. As principais são as alterações estruturais do cérebro: as neoplasias sempre devem ser consideradas, especialmente, quando o quadro neurológico for progressivo. Faz-se uso da tomografia computadorizada.
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    Revisão - EpilepsiaEm sequelas do vírus da cinomose (VCC), o quadro clínico deverá ser estável, não progressivo. Faz-se uso da história clínica aliada aos exames sorológicos. Outras causas: insuficiência cardíaca, hipoglicemia e outros distúrbios metabólicos, especialmente, a hipocalcemia puerperal. Os envenenamentos, principalmente, pelo fluoracetato de sódio (chumbinho) Faz-se uso de procedimentos clínicos diferentes.
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    Revisão - EpilepsiaTratamento 1º caso: O animal é atendido em crises convulsivas (Estado epiléptico) Sedante Ventilação Diazepam (0,5 mg/Kg de PV/ 30-30min./EV) Pentobarbital sódico (5 a 10 mg/Kg de PV/ EV) 2º caso: O animal é atendido sem crises convulsivas Fenobarbital (2 a 8 mg/kg /12 em 12h/VO) Brometo de Sódio (30 a 40 mg/kg /12 em 12h/VO) Obs.: Dano hepático
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    Protocolo de TratamentoFenobarbital 2 a 8 mg/kg / VO/ 12 em 12h
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    Receita Proprietário: VeraLúcia Animal: Felippo Espécie: Canina Peso: 44kg Uso interno: 1. Fenobarbital Comp. ____________100mg_______________ 1 caixa Dar por via oral, 2 comprimidos de 12 em 12 horas. Goiânia, 15 de setembro de 2005 Natália Mendonça Ferreira Borges Médica Veterinária CRMV 17722
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    Controle e ProfilaxiaCastrar animais
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