Epífora

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Tese de mestrado Dr. João Alfredo Kleiner (UFPR 2003). www.vetweb.com.br. FACEBOOK: Vetweb Oftalmologia Veterinária.

  • Interesante presentacion sobre especialistas en oftalmologia, me fue de mucha utilidad ya que estoy iniciando mis estudios en oftalmologia, si están interesados comparto con ustedes el sitio http://medicoscr.net/78-oftalmologia.html donde encontrarán un directorio de especialistas en esta área, saludos y espero ver más aportes.
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Epífora

  1. 1. AFECÇÕES DO SISTEMA DE DRENAGEM LACRIMAL Dr. João Alfredo Kleiner MV, MSc WWW . VETWEB . COM . BR
  2. 2. Aparelho Lacrimal Parte secretora Parte excretora Espalhamento filme lacrimal
  3. 3. Parte secretora
  4. 4. Fase mucina (1 a 2 µm) Células caliciformes (glicoproteínas hidratadas).- Filme lacrimal uniforme (Hidrofóbica  hidrofílica);- Deixa superfície corneana mais uniforme;- Remove partículas estranhas.
  5. 5. Fase Aquosa (7 µm)- Glândula lacrimal (50% a 70%)- Glândula da 30 pálpebra (30% a 50%) - Fornece O2 - Nutrientes - Função antibacteriana (IgA, lisozima, lactoferrina), - Hidratação córnea e conjuntiva.
  6. 6. Fase Lipídica (0,1 µm)- Glândulas meibomio (tarsais);- Glândulas de Moll (sudoríparas modificadas);- Glândulas de Zeis (sebáceas modificadas);- Limita a evaporação e excesso de fluxo lacrimal pelas pálpebras.- Colírios com conservantes e xampús removem esta camada  ulcerações.
  7. 7. Parte excretora
  8. 8. Peça Anatômica
  9. 9. Ducto nasolacrimal
  10. 10. Puncta Nasal
  11. 11. Filme Lacrimal Função refrativa: superfície ocular uniforme Função de limpeza e lubrificação: remoção de materiais estranhos da córnea e conjuntiva lubrificando-as Nutrição: passagem de nutrientes e oxigênio Defesa imunológica: remove microorganismos pela ação de lisozimas, imunoglobulinas, lactoferrinas e betalisina.
  12. 12. “ A saúde do bulbo ocular, e conseqüentemente da visão, depende de uma boa secreção, drenagem lacrimal e espalhamento do filme lacrimal.”
  13. 13. EPÍFORA“ A epífora é definida como um acúmulo da secreção lacrimal no bulbo ocular, principalmente no canto medial e é devida a um estreitamento ou obstrução em algum nível do sistema excretor lacrimal “
  14. 14. Ação das bactérias nas lactoferrinas. (Cromodacriorréia)
  15. 15. Sistema de drenagem lacrimal Fundamental para a drenagem das lágrimas (60% do total) Evaporação (25%) Maioria acumula no fundo de saco conjuntival
  16. 16. ImportanteLacrimejamento  Epífora Produção excessiva de lágrimas.  Ceratites ulcerativas, uveítes, glaucoma, entrópio, etc.
  17. 17. Descemetocele
  18. 18. Cílio ectópico
  19. 19. Glaucoma
  20. 20. Dermóide
  21. 21. Uveíte facolítica
  22. 22. PATOGÊNESE Congênitas: Adquiridas: Dilatações e  Traumas tortuosidades do aparato  Lacerações drenagem  Infecções (braquicefálicos)  Dacriocistites Entrópio canto medial  Herpes felina Aplasias  Neoplasias  Pseudotumor (Williams, 1998) Micropuncta Puncta ectópica Cistos e Pólipos
  23. 23. Repercussões Clínicas Deficit visual por excesso lágrima Dor (dacriocistite aguda) Secreção conjuntival mucopurulenta Fistulações nasofaciais e oronasais Manchas escuras suboculares Conjuntivites e Dermatites secundárias Obstáculo para procedimentos intraoculares  Facoemulsificação.
  24. 24. ENTRÓPIO CANTO MEDIAL
  25. 25. SIMBLÉFARO
  26. 26. Dobra de Pele (INTERTRIGO)
  27. 27. Dacriocistite
  28. 28. Oftalmopatias e Odontopatias
  29. 29. Aplasia de puncta inferior
  30. 30. Aplasia de Puncta Inferior Pinscher
  31. 31. Tortuosidade Braquicefálicos
  32. 32. Dilatação cística saco lacrimal
  33. 33. Medicamentoso ?A epífora é um Problema de drenagem lacrimal causado por:  Obstrução  Infecção  Estase de fluxo lacrimal  Características anatômicas peculiares de certas raças.
  34. 34. Angel’s Eyes Tilosina: • Mesma classe da eritromicina. Antibiótico Longo Prazo ? Paliativo Metronidazol ?? Alimentações ??
  35. 35. Avaliação inicial Exame oftálmico completo Teste de Schirmer. Teste de passagem da fluoresceína  Teste de Jones.
  36. 36. Teste de Schirmer  Valores Normais 15 – 20 mm / min.  Lacrimejamento > 20 mm / min.
  37. 37. Teste de Jones (Patência)  Fluoresceína bastão  Tempo passagem pelo sistema de drenagem.  Narinas  Pálato
  38. 38. Drenagem deficiente Sedação para avaliar integridade do sistema de drenagem Canulação e Lavagem com solução salina iodada (“Flush”) * Agulha insulina ou Insyte
  39. 39. Flush Ducto Nasolacrimal
  40. 40. Bom Fluxo Instituir antibiótico terapia tópica  Tobramicina  Gatifloxacina Aintiinflamatório  Cetorolaco de Trometamina  Prednisolona  Loteprednol Colírios de associação.
  41. 41. Fluxo ruim Canulação de demora Estudo por imagem:  Radiografia contrastada  Tomografia  Ressonância
  42. 42. Dacriocistorrinografia Estudo radiográfico contrastado do sistema de drenagem lacrimal. Podemos avaliar possíveis obstruções e/ou anomalias. Exame importante e de fácil realização
  43. 43. Técnica Radiográfica- Anestesia geral- Canulação e lavagem prévia do sistema de drenagem com solução salina 0,9%- Decúbito lateral com angulação da cabeça de 300 e paralela ao plano da mesa de radiografia
  44. 44.  Preparação contraste: ¾ contraste Iodado ¼ lágrima artificial 1 gota ou tira teste de fluoresceína Injetar 0,5 a 2 ml de contraste (Insyte no 22 ou 24) até aparecer na narina ipsilateral
  45. 45. Filme Mamografia (MIN-R;Kodak ®)
  46. 46. Dilatação cística saco lacrimal
  47. 47. Procedimentos Cirúrgicos
  48. 48. Indicações Obstruções recorrentes; Defeitos congênitos importantes Traumas severos Neoplasias
  49. 49. DACRIOCISTOTOMIA
  50. 50. CONJUNTIVORRINOSTOMIA Covitz, 1977 e Gelatt, 2001
  51. 51. CONJUNTIVORRALOSTOMIA Slatter, 1985; Laforge, 1992
  52. 52. CONJUNTIVOBUCOSTOMIA Lescure, 1984
  53. 53. COMPLICAÇÕES INFECÇÃO ESTENOSE CICATRICIAL FISTULAÇÕES TRAUMAS IATROGÊNICOS (HEMORRAGIA) RECIDIVAS DA EPÍFORA OBSTRUÇÕES DOS NEOTRAJETOS
  54. 54. TÉCNICAS DE ESCOLHA
  55. 55. Dacriocistorrinostomia Novo trajeto drenagem lacrimal do fundo de saco conjuntival à cavidade nasal Indicado para animais de médio a grande porte Sonda uretral no 6 ou 8 previamente preparada  Uma extremidade tipo “Aba de chapéu”  Auto-contensiva
  56. 56. Dacriocistorrinostomia modificada (Kleiner J.A, Wouk A.F) Indicada para animais de pequeno porte, principalmente braquicefálicos Sonda uretral tipo “Tom Cat” Agulha descartável 40 x 16 G Sangramento trans-operatório discreto Técnica rápida e prática Pode-se preservar parte do sistema de drenagem lacrimal.
  57. 57. Gato Persa
  58. 58. Agulha 40 x 16 e sonda uretral “Tom Cat”
  59. 59. Preparo da sonda
  60. 60. Pós-operatório Colar elisabetano nos pacientes inquietos Colírio de antibiótico (ex. tobramicina) QID Colírio de AINS (ex. diclofenaco) TID Colírios de associação (Ab + AIE) Antibiótico sistêmico 10 a 15 dias Retirada sonda em 90 dias
  61. 61. www.vetweb.com.br OBRIGADO !

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