Deficiência Intelectual/Mental

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Deficiência Intelectual/Mental

  1. 1. Deficiência Mental/ Intelectual
  2. 2. Deficiência Intelectual
  3. 3. Deficiência Intelectual A deficiência mental pode ser evidente desde o nascimento ou só ser suspeitada várias semanas, meses ou anos mais tarde, quando alguém (geralmente os pais, familiares, médicos, professores) nota algum atraso no desenvolvimento da criança. Ela não evolui “como as outras”. Manifesta atrasos no desenvolvimento psicomotor, dificuldades de aprendizagem ou problemas de socialização. Os sinais podem ser muito diversos. Quando persistem, os pais devem dirigir-se aos serviços de intervenção precoce.
  4. 4. Causas da Deficiência Intelectual  NA CONCEPÇÃO: Incompatibilidade sanguínea e doenças genéticas; muitas deficiências mentais estão ligadas a alterações cromossômicas - Síndrome de Down, Síndrome de Angelman, Síndrome de Rett, Síndrome de Kanner (Autismo), Síndrome de Prader-Willi, etc.
  5. 5. Síndrome de Angelman  Caracteriza-se por atraso no desenvolvimento intelectual, dificuldades na fala, distúrbios no sono, convulsões, movimentos desconexos e sorriso frequente. É causada pela perda ou inativação de genes críticos do cromossomo 15 herdado da mãe.
  6. 6. Síndrome de Prader-Willi  É de origem genética localizada no cromossomo 15 ocorrendo no momento da concepção, afetando meninos e meninas. Bebês esta Síndrome apresentam dificuldade de sugar, choro fraco e são muito pouco ativos, dormindo a maior parte do tempo. Raramente conseguem ser amamentados. Seu desenvolvimento neuro-motor é lento, tardam a sentar, engatinhar e caminhar.
  7. 7. Síndrome de Rett  A Síndrome de Rett é uma doença neurológica provocada por uma mutação genética que atinge, na maioria dos casos, crianças do sexo feminino. Caracteriza-se pela perda progressiva de funções neurológicas e motoras após meses de desenvolvimento aparentemente normal - em geral, até os 18 meses de vida. Após esse período, as habilidades de fala, capacidade de andar e o controle do uso das mãos começam a regredir, sendo substituídos por movimentos involuntários ou repetitivos
  8. 8. Causas da Deficiência Intelectual  DURANTE A GRAVIDEZ: carências alimentares ou doenças da mãe que comprometam o feto e a exposição desta a agentes tóxicos com repercussão no desenvolvimento embrionário, como radiação ionizante, infecções (sarampo e rubéola), medicamentos, álcool, tabaco, etc.
  9. 9. Causas da Deficiência Intelectual  DURANTE O PARTO: sofrimento cerebral do recém-nascido, prematuridade, exposição a toxinas ou infecções durante o parto, traumatismo de parto, etc.
  10. 10. Causas da Deficiência Intelectual  DEPOIS DO NASCIMENTO: doenças infecciosas ou virais, intoxicações, traumatismos cranianos, acidentes, asfixia e quase afogamento, causas socioambientais (falta de estímulos físicos e sensoriais, falta de cuidados de saúde), etc.
  11. 11. Graus de Deficiência Intelectual Embora existam diferentes correntes para determinar o grau de deficiência mental, são as técnicas psicométricas que mais se impõem, utilizando o QI para a classificação desse grau. O QI é o resultado da multiplicação por cem do quociente obtido pela divisão da IM (idade mental) pela IC (idade cronológica).
  12. 12. Graus de Deficiência Intelectual Segundo a OMS, a deficiência divide-se:  Leve/Ligeira: São educáveis. Podem chegar a realizar tarefas mais complexas. A sua aprendizagem é mais lenta, mas podem permanecer em classes comuns embora precisem de um acompanhamento especial.
  13. 13. Graus de Deficiência Intelectual Leve/Ligeira: Podem desenvolver aprendizagens sociais e de comunicação e têm capacidade para se adaptar e integrar no mundo laboral. Apresentam atraso mínimo nas áreas perceptivas e motoras. Geralmente não apresentam problemas de adaptação ao ambiente familiar e social.
  14. 14. Graus de Deficiência Intelectual Moderada/Média: São capazes de adquirir hábitos de autonomia pessoal e social. Podem aprender a comunicar pela linguagem oral, mas apresentam dificuldades na expressão e compreensão oral.
  15. 15. Graus de Deficiência Intelectual Moderada/Média: Apresentam um desenvolvimento motor aceitável e têm possibilidade para adquirir alguns conhecimentos pré-tecnológicos básicos que lhes permitam realizar algum trabalho. Dificilmente chegam a dominar as técnicas de leitura, escrita e cálculo.
  16. 16. Graus de Deficiência Intelectual Grave/Severa: Necessitam de proteção e ajuda, pois o seu nível de autonomia é muito pobre. Apresentam muitos problemas psicomotores. A sua linguagem verbal é muito deficitária – comunicação primária. Podem ser treinados em algumas atividades de vida diária básicas e em aprendizagens pré-tecnológicas simples.
  17. 17. Graus de Deficiência Intelectual  Profunda: Grandes problemas sensório-motores e de comunicação, bem como de comunicação com o meio. São dependentes dos outros em quase todas as funções e atividades, pois os seus handicaps físicos e intelectuais são gravíssimos. Excepcionalmente terão autonomia para se deslocar e responder a treinos simples de autoajuda.
  18. 18. Características Principais  Falta de concentração;  Entraves na comunicação e na interação;  Menor capacidade para entender a lógica de funcionamento das línguas, por não compreender a representação escrita ou necessitar de um sistema de aprendizado diferente;
  19. 19. Características Principais Pode-se dividir os sinais apresentados pelas pessoas com deficiência intelectual em quatro áreas:  ÁREA MOTORA: se a deficiência intelectual for leve, o aluno apresentará apenas algumas alterações na motricidade fina; já em casos mais graves, pode apresentar dificuldades no equilíbrio, coordenação, locomoção e em manipular objetos.
  20. 20. Características Principais  ÁREA COGNITIVA: O aluno possui mais dificuldades para se concentrar, para memorizar e para solucionar problemas. O processo de aprendizagem será mais lento que os colegas sem deficiências, mas pode atingir os mesmos objetivos escolares.
  21. 21. Características Principais  ÁREA DE COMUNICAÇÃO: apresenta dificuldades para falar e ser compreendido, mas este fator pode ocorrer por falta de estímulos ambientais.
  22. 22. Características Principais  ÁREA SOCIOEDUCACIONAL: a diferença entre idade mental e cronológica faz com que a capacidade de interagir socialmente diminua. Esse fato piora quando o aluno é colocado em turmas com igual idade mental, mas é por meio da interação com pessoas com idade cronológica igual que se desenvolverá mais, adquirindo valores, comportamentos e atitudes de seu grupo.
  23. 23. Diagnóstico A deficiência intelectual ou atraso cognitivo diagnostica-se, observando duas coisas:  Funcionamento cognitivo ou intelectual: capacidade do cérebro da pessoa para aprender, pensar, resolver problemas, encontrar um sentido no mundo.  Funcionamento ou comportamento adaptativo: competência necessária para viver com autonomia e independência na comunidade em que se insere.
  24. 24. Tratamento A pessoa com deficiência intelectual tem, como qualquer outra, dificuldades e habilidades. Seu tratamento consiste em reforçar e favorecer o desenvolvimento dessas habilidades e proporcionar o apoio necessário às suas dificuldades.
  25. 25. Prevenção  Aconselhamento genético para famílias com casos de deficiência existentes, casamentos entre parentes, idade materna avançada; Acompanhamento pré-natal adequado diagnostica infecções ou problemas maternos; O Teste do Pezinho, é a maneira de prevenção da deficiência intelectual em casos de hipotireoidismo congênito; Do ponto de vista pós-natal, a aplicação de vacinas, alimentação adequada, ambiente familiar saudável e estimulador, cuidados relacionados aos acidentes na infância.
  26. 26. Como lidar com estas pessoas?  Você deve agir naturalmente ao dirigir-se a uma pessoa com deficiência intelectual.  Trate-as com respeito e consideração. Se for uma criança, trate-a como criança. Se for adolescente, trate-a como adolescente. Se for uma pessoa adulta, trate-a como tal.
  27. 27. Como lidar com estas pessoas?  Não as ignore. Cumprimente e despeça-se delas normalmente, como faria com qualquer pessoa;  Dê atenção a elas, converse e vai ver como será divertido. Seja natural, diga palavras amistosas;
  28. 28. Como lidar com estas pessoas?  Não superproteja. Deixe que ela faça ou tente fazer sozinha tudo o que puder. Ajude apenas quando for realmente necessário;  Não subestime sua inteligência. As pessoas com deficiência intelectual levam mais tempo para aprender, mas podem adquirir muitas habilidades intelectuais e sociais;
  29. 29. Como lidar com estas pessoas?  Lembre-se: o respeito está em primeiro lugar e só existe quando há troca de ideias, informações e vontades. Por maior que seja a deficiência, lembre-se da eficiência da pessoa que ali está;  Deficiência intelectual não deve ser confundida com doença mental;
  30. 30. Orientações para professores A inclusão de pessoas com deficiência intelectual é possível desde que a escola se prepare para recebê-las e tenha espaço adequado para elas, possuindo rampas, banheiros e espaço físico adaptado (no caso de cadeirantes). É necessário também ter conhecimentos acerca das possibilidades de aprendizagem que elas possuem, adequando o currículo para as necessidades dos alunos, sem excluir ninguém.
  31. 31. Orientações para professores Alunos que apresentam dificuldade de concentração precisam de um espaço organizado, uma rotina, atividades lógicas e regras. Como a sala de aula tem muitos elementos, fica mais difícil manter o foco. Por isso, o ideal é que as aulas tenham um início prático e instrumentalizado.
  32. 32. Orientações para professores O ponto de partida deve ser algo que mantenha o aluno atento, como jogos de tabuleiro, quebra-cabeça, jogo da memória e imitações de sons ou movimentos do professor ou dos colegas.
  33. 33. Orientações para professores Também é importante adequar a proposta à idade e, principalmente, aos assuntos trabalhados em classe. A tarefa deve começar tão fácil quanto seja necessário para que ele perceba que consegue executá-la, mas sempre com algum desafio.
  34. 34. Orientações para professores  Dividir as tarefas e partes, gradualmente, dificultando as aquisições aos poucos, respeitando o ritmo do aluno; Motivar, elogiar o sucesso e valorizar a autoestima;  Atender não só a área dos conhecimentos acadêmicos, mas também os aprendizados que melhorem a qualidade de vida de todos os alunos;  Utilizar em seu trabalho diferentes tipos de linguagens, como música, artes, expressões corporais, entre outras;

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