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Coordenador de Inclusão Educacional: Adonias Ivo de Sousa
Coordenadora Pedagógica: Maria Elza da Silva Santos
Psicopedagoga: Neldilene Galdino Soares
Estado do Rio Grande do Norte
Prefeitura Municipal de Acari
Secretaria Mul de Educação e Cultura de Acari-RN
Rua Silvino Adonias Bezerra, 151 - Ary de Pinho
Tel. (84) 3433-3986 - E-mail: semecacari@yahoo.com.br
EQUIPE MULTIDISCIPLINAR - SEMEC
Educação Inclusiva:
uma realidade do
nosso município
UMA ESCOLA INCLUSIVA.
Em primeiro lugar, um bom projeto pedagógico, que
começa pela reflexão. Diferentemente do que muitos possam
pensar, inclusão é mais do que ter rampas e banheiros
adaptados. A equipe da escola inclusiva deve discutir o motivo
de tanta repetência e indisciplina, de os professores não darem
conta do recado e de os pais não participarem. Um bom projeto
valoriza a cultura, a história e as experiências anteriores de
cada aluno , ou seja, da turma. As práticas pedagógicas
também precisam ser revistas. Como as atividades são
selecionadas e planejadas para que todos aprendam?
Atualmente, muitas escolas diversificam o programa, mas
esperam que no fim das contas todos tenham os mesmos
resultados. Os alunos precisam de liberdade para aprender do
seu modo, de acordo com as suas condições. E isso vale para
os estudantes com deficiência ou não.
INCLUSÃO ALUNOS E PROFESSORES
A escola tem que ser o reflexo da vida do lado de fora. O
grande ganho, para todos, é viver a experiência da diferença. Se
os estudantes não passam por isso na infância, mais tarde terão
muita dificuldade de vencer os preconceitos.
A inclusão possibilita aos que são discriminados pela
deficiência, pela classe social ou pela cor que, por direito, ocupem
o seu espaço na sociedade. Se isso não ocorrer, essas pessoas
serão sempre dependentes e terão uma vida cidadã pela metade.
Você não pode ter um lugar no mundo sem considerar o
do outro, valorizando o que ele é e o que ele pode ser. Além
disso, para nós, professores, o maior ganho está em garantir a
todos o direito à educação.
INCLUSÃO É
É a nossa capacidade de entender e reconhecer o outro
e, assim, ter o privilégio de conviver e compartilhar com
pessoas diferentes de nós. A educação inclusiva acolhe todas
as pessoas, sem exceção. É para o estudante com deficiência
física, para os que têm deficiência Intelectual, Transtorno
Global do Desenvolvimento, Deficiência Sensorial e para os
Altas Habilidades/Superdotação, para todas as minorias e para
a criança que é discriminada por qualquer outro motivo. Dessa
forma estar junto é se aglomerar no cinema, no ônibus e até na
sala de aula com pessoas que não conhecemos. Já inclusão é
estar com, é interagir com o outro.
DIVERSIDADE: INCLUSÃO PARA TODOS
Em cinco anos dobrou o número de alunos com
deficiência matriculados nas escolas regulares do país. A
inclusão deve continuar a crescer e as redes precisam estar
prontas para receber bem esses estudantes com ações que
vão da melhoria dos espaços físicos à mobilização da
comunidade escolar.
Ao incluir as pessoas com deficiência, a escola também
se tornou um ambiente mais propício à aprendizagem. "Cada
um de nós é único e não existe uma fórmula geral que funcione
para todos. O ritmo de aprendizado é individual, seja de uma
criança com deficiência ou não. Quanto mais recursos a escola
oferecer, menos limites as crianças terão. A escola precisa
antes se preparar para somente depois receber as crianças com
deficiência. Exemplo de muitas escolas, quando recebem as
crianças para rede que percebe quais as barreiras que existiam
para que elas pudessem ter seu aprendizado garantido.
A escola deve ser um lugar de encontro, de igualdade,
de desenvolvimento. Para isso precisamos construir um
espaço-tempo de gestão que acolha as diferenças existentes
no mundo. Quem defende a pedagoga Carla Mauch,
coordenadora-geral da associação Mais Diferenças,
instituição que atua como consultoria na implementação de
práticas e políticas inclusivas.
No Brasil, essa visão se consolidou com a criação, em
2008, da Política Nacional de Educação Especial na
Perspectiva da Educação Inclusiva. Em cinco anos, de 2007
a 2012, o número de alunos com deficiência na escola
regular passou de cerca de 306 mil para mais de 620 mil, um
aumento de 102,78% (veja tabela). Diversas iniciativas do
MEC têm auxiliado as redes públicas na tarefa de deixar para
trás o modelo segregador que vigorava. Muito mais que
recursos financeiros, a mudança depende de uma revisão de
paradigma que ultrapassa as fronteiras da educação, dizendo
respeito aos conceitos de inclusão da sociedade como um
todo.
Inclusão crescente
De 2007 a 2012,
matrículas de alunos com
deficiência nas classes
regulares de escolas
públicas do país
dobraram. Em alguns
estados aumento foi de
quase 300%; taxas
menores podem indicar
inclusão anterior. Nos dias
hoje esse numero dobrou.
ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO - AEE
Segundo a legislação brasileira, são consideradas
pessoas com deficiência aquelas que têm impedimentos
físicos, mentais, intelectuais ou sensoriais de longo prazo que
possam afetar sua participação na sociedade em igualdade
de condições. O atendimento escolar é obrigatório a todos
os estudantes de 4 a 17 anos, inclusive aos com deficiência e
transtornos globais do desenvolvimento. Não existe um tipo
de deficiência que exclua a criança de ser atendida pela
escola em classe regular, sob pena de denúncia aos órgãos
da Educação e ao Ministério Público.
É preciso medidas prévias casos em que os estudantes
se mostrem altamente agressivos devem ser recomendados ao
tratamento para que haja a inclusão. Não há limite para
deficiências na rede do município. Só não recomendamos a
matrícula caso a criança tenha a saúde muito debilitada,
correndo o risco de ter sua situação agravada com o
deslocamento.
Para o atendimento completo, a escola deve oferecer
todas as condições a fim de que o aprendizado seja efetivo. A
principal ferramenta para isso é o Atendimento Educacional
Especializado (AEE), que é considerado uma outra matrícula -
recebendo recursos à parte do Fundo de Manutenção e
Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos
Profissionais da Educação (Fundeb) - e acontece no contra
turno da classe regular.
O AEE deve se articular à proposta pedagógica do
ensino comum, utilizando as salas de recursos multifuncionais
para organização de materiais que eliminem barreiras.
SALA DE RECURSOS MULTIFUNCIONAL.
O professor de AEE e a coordenação pedagógica
devem fazer a mediação do ensino. Na sala de aula, é
preciso estabelecer um projeto colaborativo que dê conta de
um grupo heterogêneo. É preciso romper com o modelo
homogêneo e a lógica de competição, reorganizando o tempo
escolar em atividades diversificadas. Hoje se trabalha
principalmente na adaptação, mas o caminho é pensar em
tarefas complementares, com desenho universal.
FORMAÇÃO NA PRÁTICA
Muitos professores tendem a resistir às mudanças por
não se sentirem preparados. O problema começa já na
formação inicial dos futuros docentes, pois muitos cursos não
oferecem capacitação adequada para que se crie familiaridade
com a questão. Diferentes iniciativas do MEC apoiam a
formação de professores de AEE e dos demais profissionais
das escolas com matrículas de estudantes com deficiência,
Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD) e altas
habilidades ou superdotação. O Programa de Formação
Continuada de Professores na Educação Especial
ofereceu 76.800 vagas de cursos de especialização ou
aperfeiçoamento entre 2007 a 2013. O censo escolar de 2012
registrou 88.244 professores da Educação Básica com
formação continuada em educação especial.
CUIDADOR EDUCACIONAL
O papel do cuidador é de apoio e suporte, especialmente
a crianças e adolescentes com deficiências mais graves ou
múltiplas, gerindo aspectos como alimentação, medicação,
fisioterapia, sondas e troca de fraldas. "Ele vai cuidar da saúde
e do bem-estar da criança.
Não se pode confundir com o papel do professor, pois
sua atuação não é pedagógica", explica Anna Augusta. Um
importante grupo a ser envolvido na mudança de perspectiva é
o dos familiares dos alunos com deficiência. "Os pais não têm
''''resistência'''' ao atendimento inclusivo, eles têm é receio de
que seus filhos não sejam bem atendidos em razão da falta de
estrutura", pontua Anna Augusta. Quanto mais grave for a
deficiência, maior a preocupação da família, que em geral sofre
com a falta de recursos adequados desde o nascimento da
criança.
Outra possível barreira está nas próprias equipes das
escolas, que podem temer que a presença de alunos com
deficiência prejudique a qualidade do ensino. Nesses casos,
vale trabalhar a formação de gestores, fazer a transição do
atendimento de forma gradual, com discussões dentro das
escolas, respeitando o processo histórico da rede.
Os cuidadores tem por direito e precisão de se formar
profissionais de ensino que conheçam as necessidades da
criança com deficiência e saibam escolher os recursos
necessários para seu desenvolvimento social e cognitivo. Os
cuidadores, de forma geral, são importantes conhecedores das
necessidades de suas crianças. São eles os atores principais
que viabilizam ou não o acesso às informações sobre a criança
e a participação deste na escola. Assim, é fundamental que se
estabeleçam parcerias entre família e educadores para facilitar
o processo de inclusão.
Espaço para o Atendimento Educacional Especializado
(AEE) onde os alunos com Necessidades Educacionais
Especiais são atendidos, em horário contrario ao do ensino
regular, tendo como objetivo proporcionar as crianças um
trabalho complementar e/ou suplementar especifico para que
possam superar as limitações causadas pelos seus
comprometimentos: sensoriais, físicos, intelectuais e altas
habilidades/super dotação desenvolvendo e explorando ao
máximo suas competências e habilidades.
Neste contexto a escola constitui-se como escola
inclusiva, lugar em que todos tem oportunidade de aprender,
de acordo com as habilidades, o ritmos e o estilo de
aprendizagem de cada um.
ALUNOS ESPECIAIS PODEM SER REPROVADOS?
Há muitas dúvidas no que refere-se a condução e
avaliação do trabalho com crianças deficientes dentro da
sala de aula. O conceito de Educação Inclusiva é
relativamente novo no Brasil. Foi a partir de 1994 com a
Declaração de Salamanca que o Brasil comprometeu-se
juntamente com outros países a assumir o seu compromisso
com esse público. Tanto que a nossa LDB 9394/96 é a
primeira lei a ter um capítulo reservado a Educação Especial.
AVALIAÇÃO:
A avaliação de um aluno com deficiência deve partir das
metas anteriormente traçadas para que ELE atinja. Lembre-se,
o Currículo foi Flexibilizado e Adequado para ele com metas
específicas . Assim a Avaliação mais justa que deverá ser feita
é a Processual.
Os instrumentos para esta avaliação seriam:
Observação com base nos objetivos que foram traçados para o
aluno, portfólios, análise da produção escolar, registros do
professor em diferentes momentos da prática pedagógica e
quaisquer outros instrumentos que possibilitem a verificação
qualitativa dos progressos alcançados pelo aluno.
O Professor também deverá considerar todos os
avanços alcançados durante este percurso no que refere-se
aos: aspectos do desenvolvimento (biológico, emocional,
comunicação, etc), motivação, capacidade de atenção, novas
estratégias que o aluno desenvolveu para solucionar e/ou
superar determinados desafios.
APROVAÇÃO E REPROVAÇÃO:
Se a avaliação é processual, ou seja, do percurso,
então é correto afirmar que para cada etapa deste percurso o
aluno terá um tempo e ritmo próprio, o qual não se
enquadrará nos tempos pré-definidos, os quais chamamos de
Bimestres e Séries.
Apesar de, a partir de 1996, termos dado o pontapé
inicial, com a LDB oferecendo diretrizes gerais para a prática
de uma educação inclusiva, de lá para cá várias Portarias,
Decretos e Publicações tem surgido, no sentido de nortear e
esclarecer como isso deverá ser feito, no entanto, fato é que:
estamos longe, com raras exceções, de estarmos praticando
a educação inclusiva conforme defendido na Declaração de
Salamanca.
Há mais matrículas de crianças com deficiência e as
mesmas aumentam ano a ano, isso é um fato. Porém como
estas crianças estão aprendendo ? como estão sendo
trabalhadas ? como os Professores as estão avaliando ?
A Declaração de Salamanca (1994) é uma resolução
das Nações Unidas que trata dos princípios, política e
prática em educação especial. Adotada em Assembleia
Geral, apresenta os Procedimentos-Padrões das
Nações Unidas para a Equalização de Oportunidades
para Pessoas com Deficiência. É considerada
mundialmente um dos mais importantes documentos
que visam a inclusão social, juntamente com
a Convenção sobre os Direitos da Criança (1988) e
da Declaração Mundial sobre Educação para Todos
(1990). A sua origem é atribuída aos movimentos em
favor dos direitos humanos e contra instituições
segregacionistas, movimentos iniciados a partir
das décadas de 1960 e 1970.
Tanto Professores, Coordenadores e Diretores sofrem
com muitas dúvidas no que refere-se a educação de crianças e
jovens com deficiência.
O QUE DIZ A LDB 9394/96 (CAPÍTULO V):
Art. 58 . Entende-se por educação especial, para os
efeitos desta Lei, a modalidade de educação escolar, oferecida
preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos
portadores de necessidades especiais.
§1º Haverá, quando necessário, serviços de apoio
especializado, na escola regular, para atender as
peculiaridades da clientela de educação especial.
§2º O atendimento educacional será feito em classes,
escolas ou serviços especializados, sempre que, em função
das condições específicas dos alunos, não for possível a sua
integração nas classes comuns do ensino regular.
§3º A oferta da educação especial, dever constitucional
do Estado, tem início na faixa etária de zero a seis anos,
durante a educação infantil.
Art. 59 . Os sistemas de ensino assegurarão aos
educandos com necessidades especiais:
I – currículos, métodos, técnicas, recursos
educativos e organização específicos, para atender às
suas necessidades;
II – terminalidade específica para aqueles que não
puderem atingir o nível exigido para a conclusão do ensino
fundamental, em virtude de suas deficiências, e aceleração
para concluir em menor tempo o programa escolar para
os superdotados;
III – professores com especialização adequada em
nível médio ou superior, para atendimento especializado,
bem como professores do ensino regular capacitados
para a integração desses educandos nas classes
comuns;
IV – educação especial para o trabalho, visando a
sua efetiva integração na vida em sociedade, inclusive
condições adequadas para os que não revelarem
capacidade de inserção no trabalho competitivo, mediante
articulação com os órgãos oficiais afins, bem como para
aqueles que apresentam uma habilidade superior nas áreas
artística, intelectual ou psicomotora;
V – acesso igualitário aos benefícios dos programas
sociais suplementares disponíveis para o respectivo nível do
ensino regular.
Art. 60 . Os órgãos normativos dos sistemas de ensino
estabelecerão critérios de caracterização das instituições
privadas sem fins lucrativos, especializadas e com atuação
exclusiva em educação especial, para fins de apoio técnico e
financeiro pelo Poder público.
Parágrafo único.
O poder Público adotará, como alternativa preferencial,
a ampliação do atendimento aos educandos com
necessidades especiais na própria rede pública regular.
Como você pode observar acima, coloquei em negrito
algumas partes para que você dê atenção minuciosa, pois são
nestas passagens que o Gestor e Professores encontrarão a
direção inicial para organizarem as adequações que serão
necessárias a esses alunos.
SERVIÇO DE APOIO ESPECIALIZADO:
É necessário que no contra turno o aluno realize
atendimento com profissionais especializados, e que a Escola
também possa contar com Especialistas que orientem e deem
suporte ao trabalho que o Professor estiver desenvolvendo.
Este serviço não exime a família de providenciar tratamento,
terapias, caso necessário, fora da unidade escolar.
PROFESSORES CAPACITADOS:
Não basta matricular os alunos com deficiência em uma
sala de aula, sem que o Professor que conduzirá o trabalho
não for preparado, capacitado, orientado a planejar e
desenvolver o trabalho em questão.
Os Professores relatam que sentem-se frustrados e
sozinhos, pois são cobrados como sendo os únicos que
devem fazer algo a respeito. Geralmente o Gestor não
oferece o apoio que o Professor precisa, e nem disponibiliza
capacitações para melhor instrumentalizá-los a trabalhar com
esses alunos.
Incluir é uma tarefa da Escola como um todo, no seu Projeto
Político Pedagógico, nas suas adequações físicas e de
mobiliário, na aquisição de recursos materiais, no
oferecimento de Equipe de Especialistas, na criação de novas
metodologias que atendam esses alunos, na seleção de
instrumentos de avaliação, no estabelecimento de critérios de
aprovação/reprovação, bem como na capacitação do
Professor que trabalhará diretamente com esses alunos.
A Lei só poderá ser cumprida na sua integralidade , e a
Inclusão realmente praticada, se todos os elementos que a
viabilizem estiverem sendo contemplados.
Assim é totalmente possível que no final do ano letivo
o aluno tenha atingido as metas de apenas uma parte dos
objetivos propostos para Ele, e que portanto deverá dar
continuidade na sua caminhada para alcançar o restante. Isso
poderá ser feito tanto na atual série onde se encontra, quanto
na próxima série, porque ele sempre caminhará em relação a
Ele próprio e nunca em relação a série onde está
matriculado.
Quando adotamos esta perspectiva, as metas do Aluno,
constatamos que, mesmo que seja auferida nota para
mensurar esses progressos, esta nota refletirá a qualidade
dos resultados alcançados e nunca a quantidade de
conteúdos trabalhados.
Caso este aluno esteja em um modelo de progressão
continuada o mesmo caminhará de uma série para outra
conforme determinado neste modelo educativo.
Para os alunos que são aprovados baseados na aferição de
notas, então deve ser levado em consideração tudo o que já
foi dito até o momento. Portanto, é possível sim que um aluno
com deficiência, caso não tenha atingido as metas estipuladas
para Ele.
O fato é que qualitativamente falando o aluno sempre
progredirá e atingirá alguma meta, no entanto, se a Escola
adotar o método quantitativo para avaliá-lo então o mesmo
poderá ser reprovado. Mesmo assim esta reprovação deverá
ser analisada profundamente e sejam pesados todos os
dados, pois acima de tudo é necessário que haja o bom senso
da escola, dos profissionais envolvidos bem como o consenso
dos pais.
TERMINALIDADE ESPECÍFICA:
Determina a Lei que o aluno, independente dos
objetivos atingidos e/ou da série cursada e esgotados todos
os recursos para o seu avanço, deverá receber a Certificação
de Terminalidade Específica.
A idade mínima para conceder tal Certificação é de 16
anos, e a idade máxima é de 21 anos, e deverá ser concedida
somente após a apresentação de Relatórios detalhados do
desenvolvimento acadêmico do aluno em questão ao longo de
toda sua trajetória na Escola, bem como apresentadas as
justificativas para a emissão da Terminalidade Específica.
SUGESTÃO A SER APLICADA
O que se refere à aprendizagem e à inclusão, cada
Escola, conforme suas possibilidades se organizará para
contemplar a inclusão de cada aluno, levando em
consideração as suas particularidades e necessidades, e
então traçará modelos de desenvolvimento do trabalho
pedagógico e de avaliação que sejam justos com esse aluno,
respeitando-o em suas habilidades e necessidades.
Segundo o Dr. Drauzio Varella:
TRANSTORNO GLOBAL DO DESENVOLVIMENTO – TGD.
Autismo
O autismo é um transtorno global do desenvolvimento
marcado por três características fundamentais:
Inabilidade para interagir socialmente;
Dificuldade no domínio da linguagem para comunicar-se ou
lidar com jogos simbólicos;
Padrão de comportamento restritivo e repetitivo.
SÍNTOMAS
O autismo acomete pessoas
de todas as classes sociais e etnias,
mais os meninos do que as meninas.
Os sintomas podem aparecer
nos primeiros meses de vida, mas
dificilmente são identificados
precocemente.
O mais comum é os sinais
ficarem evidentes antes de a criança
completar três anos.
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico é
essencialmente clínico. Leva em
conta o comprometimento e o
histórico do paciente e norteia-se
pelos critérios estabelecidos por
DSM–IV (Manual de Diagnóstico e
Estatístico da Sociedade Norte-
Americana de Psiquiatria) e pelo
CID-10 (Classificação Internacional
de Doenças da OMS).
TRATAMENTO
Até o momento, autismo é um
distúrbio crônico, mas que conta com
esquemas de tratamento que devem
ser introduzidos tão logo seja feito o
diagnóstico e aplicados por equipe
multidisciplinar.
Não existe tratamento padrão
que possa ser utilizado.
Cada paciente exige acompanhamento
individual, de acordo com suas
necessidades e deficiência.
RECOMENDAÇÕES
Ter em casa uma pessoa com formas
graves de autismo pode representar um fator
de desequilíbrio para toda a família. Por isso,
todos os envolvidos precisam de atendimento
e orientação especializados;
É fundamental descobrir um meio ou
técnica, não importam quais, que possibilitem
estabelecer algum tipo de comunicação com o
autista;
Autistas têm dificuldade de
lidar com mudanças, por menores que
sejam; por isso é importante manter o
seu mundo organizado e dentro da
rotina;
A particularidade de cada aluno
deve ser respeitada. Autistas de bom
rendimento podem apresentar
desempenho em determinadas áreas
do conhecimento com características
de genialidade;
DIA MUNDIAL DE CONSCIENTIZAÇÃO DO AUTISMO
O Dia Mundial do Autismo, anualmente em 2 de Abril,
foi criada pela Organização das Nações Unidas.
Em 2010 a ONU declarou que segundo especialistas
acredita-se que esse Transtorno Global do Desenvolvimento
– TGD atinja cerca de 70 milhões de pessoas em todo o
mundo, afetando como esses indivíduos se comunicam e
interagem em nossa sociedade.
TTranstornoranstorno DDesafiadoresafiador OOpositorpositor
Padrão persistente de comportamentos
negativistas, hostis, desafiadores e desobedientes
observados nas interações da criança com adultos
e figuras de autoridade, como pais avós e
professores
CaracterísticasCaracterísticas
Frequente impaciência
Discussões com adultos
Desafio, recusa em
obedecer regras
Comportamento opositivo
Indisciplina
Perturbação
Irritado
Ressentido e rancoroso
Com ideias de vingança
CausasCausas
As principais hipóteses estão relacionadas com
uma origem multifatorial, envolvendo
componentes BIOLÓGICOS e AMBIENTAIS.
Transtorno de CondutaTranstorno de Conduta
É um conjunto de alterações comportamentais
apresentado principalmente em adolescentes que são
agressivos, desafiadores, antissociais, que violam os
direitos básicos alheios, as regras e as normas sociais.
CaracterísticasCaracterísticas
Jovens que depredam patrimônios públicos,
Picham muros,
Destroem carros e ônibus,
Se envolvem e brigas em bares,
Agridem pessoas e animais,
Usam drogas lícitas e ilícitas,
Não demonstram sentimento de culpa,
Praticam furtos,
Praticam violência contra outros estudantes.
CausasCausas
Não existe uma causa específica.
Vulnerabilidades genéticas associadas a estressores
sociais, desencadeariam essa condição.
Ambientes familiares caóticos, violência doméstica
representada por pais agressivos, negligentes e
ausentes.
Repetem no ambiente escolar ou em situações sociais
de modo geral.
TDAHTDAH
Transtorno comportamental com maior
incidência na infância e na adolescência.
Trata-se de uma síndrome clínica caracterizada
basicamente pela tríade sintomatológica:
Déficit de atenção
Hiperatividade
impulsividade
CARACTERÍSTICASCARACTERÍSTICAS
Dificuldade em focar em um único objeto,
Fácil distração,
Parece estar no mundo da lua,
Podem não terminar tarefas,
Dificuldade em se organizar,
Perde materiais escolares, brinquedos,
Perde chaves, dinheiro,
Não para na carteira escolar,
Não para na mesa para comer,
Fala em demasia.
* O diagnóstico é essencialmente clínico.
Crianças com TDAH não diagnosticadas e não tratadas
apresentam uma série de prejuízos no decorrer dos
anos.
Baixo rendimento escolar,
Não consegue acompanhar a turma,
Perda da autoestima,
Tristeza,
Falta de motivação nos estudos,
Prejuízo nos relacionamentos sociais,
Danos acadêmicos,
Uso abusivo do uso de álcool e drogas,
Episódios depressivos graves.
CausasCausas
Ainda não estão bem estabelelecidas. Acredita-se em
uma origem multifatorial, sendo que o fator mais
importante é a HERANÇA GENÉTICA.
Transtorno Bipolar do HumorTranstorno Bipolar do Humor
Na infância e na adolescência uma condição
comportamental grave com repercussões nos
funcionamentos social e acadêmico de muitos
estudantes brasileiros.
CaracterísticasCaracterísticas
Oscilações ou alterações do humor,
Exaltação ou irritação,
Ataques de raiva ou agressividade,
Violência física,
Conflitos de ideias,
Insônia,
Pensamentos mágicos,
Mania de riqueza, compulsão por
compras,
Mania de poder e invencibilidade,
Excesso de energia.
CausasCausas
Não existe uma causa específica para o surgimento
desse transtorno, entretanto, as principais hipóteses
relacionam fatores genéticos a alterações químicas no
cérebro dessas crianças como o aumento de
substâncias como noradrenalina e dopamina.
Transtornos AnsiososTranstornos Ansiosos
Compreendem condições comportamentais diferentes
entre si, mas comumente provocam sensações
subjetivas de vários desconfortos.
CaracterísticasCaracterísticas
Inquietação,
Ansiedade,
Sudorese,
Taquicardia,
Boca seca,
CausasCausas
É resultado da interação de múltiplos fatores como:
Herança genética,
Grau de ansiedade paterna,
Separação dos pais,
Estilo de criação oferecido pelos pais,
Experiências vividas pela criança.
Pode desenvolver TOC.
Pode desenvolver Mutismo.
Transtorno do Espectro AutistaTranstorno do Espectro Autista
É caracterizado por prejuízo na interação social, atraso
na aquisição da linguagem e comportamentos
estereotipados e repetitivos.
CaracterísticasCaracterísticas
Apresentam grande déficit no comportamento social,
Evitam o contato visual,
Se mostram pouco interessados na voz humana,
São indiferentes ao afeto,
Não demonstram expressão facial ao serem acariciados,
Podem iniciar o processo de habilidades sociais e de
repente interromper e regredir.
DislexiaDislexia
É um transtorno de aprendizagem específico da leitura,
caracterizado por dificuldade de reconhecimento de
letras, decodificação e soletração de palavras,
decorrência de um comprometimento no
desenvolvimento no desenvolvimento de habilidades
fonológicas
De 3% a 10% da população
Por que falas emPor que falas em
curar quando, muitascurar quando, muitas
vezes, bastavezes, basta
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Capacitação de educadores e cuidadores Educação Inclusiva

  • 1.
  • 2. Coordenador de Inclusão Educacional: Adonias Ivo de Sousa Coordenadora Pedagógica: Maria Elza da Silva Santos Psicopedagoga: Neldilene Galdino Soares Estado do Rio Grande do Norte Prefeitura Municipal de Acari Secretaria Mul de Educação e Cultura de Acari-RN Rua Silvino Adonias Bezerra, 151 - Ary de Pinho Tel. (84) 3433-3986 - E-mail: semecacari@yahoo.com.br EQUIPE MULTIDISCIPLINAR - SEMEC
  • 4. UMA ESCOLA INCLUSIVA. Em primeiro lugar, um bom projeto pedagógico, que começa pela reflexão. Diferentemente do que muitos possam pensar, inclusão é mais do que ter rampas e banheiros adaptados. A equipe da escola inclusiva deve discutir o motivo de tanta repetência e indisciplina, de os professores não darem conta do recado e de os pais não participarem. Um bom projeto valoriza a cultura, a história e as experiências anteriores de cada aluno , ou seja, da turma. As práticas pedagógicas também precisam ser revistas. Como as atividades são selecionadas e planejadas para que todos aprendam? Atualmente, muitas escolas diversificam o programa, mas esperam que no fim das contas todos tenham os mesmos resultados. Os alunos precisam de liberdade para aprender do seu modo, de acordo com as suas condições. E isso vale para os estudantes com deficiência ou não.
  • 5. INCLUSÃO ALUNOS E PROFESSORES A escola tem que ser o reflexo da vida do lado de fora. O grande ganho, para todos, é viver a experiência da diferença. Se os estudantes não passam por isso na infância, mais tarde terão muita dificuldade de vencer os preconceitos. A inclusão possibilita aos que são discriminados pela deficiência, pela classe social ou pela cor que, por direito, ocupem o seu espaço na sociedade. Se isso não ocorrer, essas pessoas serão sempre dependentes e terão uma vida cidadã pela metade. Você não pode ter um lugar no mundo sem considerar o do outro, valorizando o que ele é e o que ele pode ser. Além disso, para nós, professores, o maior ganho está em garantir a todos o direito à educação.
  • 6. INCLUSÃO É É a nossa capacidade de entender e reconhecer o outro e, assim, ter o privilégio de conviver e compartilhar com pessoas diferentes de nós. A educação inclusiva acolhe todas as pessoas, sem exceção. É para o estudante com deficiência física, para os que têm deficiência Intelectual, Transtorno Global do Desenvolvimento, Deficiência Sensorial e para os Altas Habilidades/Superdotação, para todas as minorias e para a criança que é discriminada por qualquer outro motivo. Dessa forma estar junto é se aglomerar no cinema, no ônibus e até na sala de aula com pessoas que não conhecemos. Já inclusão é estar com, é interagir com o outro.
  • 7. DIVERSIDADE: INCLUSÃO PARA TODOS Em cinco anos dobrou o número de alunos com deficiência matriculados nas escolas regulares do país. A inclusão deve continuar a crescer e as redes precisam estar prontas para receber bem esses estudantes com ações que vão da melhoria dos espaços físicos à mobilização da comunidade escolar.
  • 8. Ao incluir as pessoas com deficiência, a escola também se tornou um ambiente mais propício à aprendizagem. "Cada um de nós é único e não existe uma fórmula geral que funcione para todos. O ritmo de aprendizado é individual, seja de uma criança com deficiência ou não. Quanto mais recursos a escola oferecer, menos limites as crianças terão. A escola precisa antes se preparar para somente depois receber as crianças com deficiência. Exemplo de muitas escolas, quando recebem as crianças para rede que percebe quais as barreiras que existiam para que elas pudessem ter seu aprendizado garantido.
  • 9. A escola deve ser um lugar de encontro, de igualdade, de desenvolvimento. Para isso precisamos construir um espaço-tempo de gestão que acolha as diferenças existentes no mundo. Quem defende a pedagoga Carla Mauch, coordenadora-geral da associação Mais Diferenças, instituição que atua como consultoria na implementação de práticas e políticas inclusivas.
  • 10. No Brasil, essa visão se consolidou com a criação, em 2008, da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Em cinco anos, de 2007 a 2012, o número de alunos com deficiência na escola regular passou de cerca de 306 mil para mais de 620 mil, um aumento de 102,78% (veja tabela). Diversas iniciativas do MEC têm auxiliado as redes públicas na tarefa de deixar para trás o modelo segregador que vigorava. Muito mais que recursos financeiros, a mudança depende de uma revisão de paradigma que ultrapassa as fronteiras da educação, dizendo respeito aos conceitos de inclusão da sociedade como um todo.
  • 11. Inclusão crescente De 2007 a 2012, matrículas de alunos com deficiência nas classes regulares de escolas públicas do país dobraram. Em alguns estados aumento foi de quase 300%; taxas menores podem indicar inclusão anterior. Nos dias hoje esse numero dobrou.
  • 12. ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO - AEE Segundo a legislação brasileira, são consideradas pessoas com deficiência aquelas que têm impedimentos físicos, mentais, intelectuais ou sensoriais de longo prazo que possam afetar sua participação na sociedade em igualdade de condições. O atendimento escolar é obrigatório a todos os estudantes de 4 a 17 anos, inclusive aos com deficiência e transtornos globais do desenvolvimento. Não existe um tipo de deficiência que exclua a criança de ser atendida pela escola em classe regular, sob pena de denúncia aos órgãos da Educação e ao Ministério Público.
  • 13. É preciso medidas prévias casos em que os estudantes se mostrem altamente agressivos devem ser recomendados ao tratamento para que haja a inclusão. Não há limite para deficiências na rede do município. Só não recomendamos a matrícula caso a criança tenha a saúde muito debilitada, correndo o risco de ter sua situação agravada com o deslocamento.
  • 14. Para o atendimento completo, a escola deve oferecer todas as condições a fim de que o aprendizado seja efetivo. A principal ferramenta para isso é o Atendimento Educacional Especializado (AEE), que é considerado uma outra matrícula - recebendo recursos à parte do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) - e acontece no contra turno da classe regular. O AEE deve se articular à proposta pedagógica do ensino comum, utilizando as salas de recursos multifuncionais para organização de materiais que eliminem barreiras.
  • 15. SALA DE RECURSOS MULTIFUNCIONAL.
  • 16. O professor de AEE e a coordenação pedagógica devem fazer a mediação do ensino. Na sala de aula, é preciso estabelecer um projeto colaborativo que dê conta de um grupo heterogêneo. É preciso romper com o modelo homogêneo e a lógica de competição, reorganizando o tempo escolar em atividades diversificadas. Hoje se trabalha principalmente na adaptação, mas o caminho é pensar em tarefas complementares, com desenho universal.
  • 17. FORMAÇÃO NA PRÁTICA Muitos professores tendem a resistir às mudanças por não se sentirem preparados. O problema começa já na formação inicial dos futuros docentes, pois muitos cursos não oferecem capacitação adequada para que se crie familiaridade com a questão. Diferentes iniciativas do MEC apoiam a formação de professores de AEE e dos demais profissionais das escolas com matrículas de estudantes com deficiência, Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD) e altas habilidades ou superdotação. O Programa de Formação Continuada de Professores na Educação Especial ofereceu 76.800 vagas de cursos de especialização ou aperfeiçoamento entre 2007 a 2013. O censo escolar de 2012 registrou 88.244 professores da Educação Básica com formação continuada em educação especial.
  • 19. O papel do cuidador é de apoio e suporte, especialmente a crianças e adolescentes com deficiências mais graves ou múltiplas, gerindo aspectos como alimentação, medicação, fisioterapia, sondas e troca de fraldas. "Ele vai cuidar da saúde e do bem-estar da criança. Não se pode confundir com o papel do professor, pois sua atuação não é pedagógica", explica Anna Augusta. Um importante grupo a ser envolvido na mudança de perspectiva é o dos familiares dos alunos com deficiência. "Os pais não têm ''''resistência'''' ao atendimento inclusivo, eles têm é receio de que seus filhos não sejam bem atendidos em razão da falta de estrutura", pontua Anna Augusta. Quanto mais grave for a deficiência, maior a preocupação da família, que em geral sofre com a falta de recursos adequados desde o nascimento da criança.
  • 20. Outra possível barreira está nas próprias equipes das escolas, que podem temer que a presença de alunos com deficiência prejudique a qualidade do ensino. Nesses casos, vale trabalhar a formação de gestores, fazer a transição do atendimento de forma gradual, com discussões dentro das escolas, respeitando o processo histórico da rede.
  • 21. Os cuidadores tem por direito e precisão de se formar profissionais de ensino que conheçam as necessidades da criança com deficiência e saibam escolher os recursos necessários para seu desenvolvimento social e cognitivo. Os cuidadores, de forma geral, são importantes conhecedores das necessidades de suas crianças. São eles os atores principais que viabilizam ou não o acesso às informações sobre a criança e a participação deste na escola. Assim, é fundamental que se estabeleçam parcerias entre família e educadores para facilitar o processo de inclusão.
  • 22. Espaço para o Atendimento Educacional Especializado (AEE) onde os alunos com Necessidades Educacionais Especiais são atendidos, em horário contrario ao do ensino regular, tendo como objetivo proporcionar as crianças um trabalho complementar e/ou suplementar especifico para que possam superar as limitações causadas pelos seus comprometimentos: sensoriais, físicos, intelectuais e altas habilidades/super dotação desenvolvendo e explorando ao máximo suas competências e habilidades. Neste contexto a escola constitui-se como escola inclusiva, lugar em que todos tem oportunidade de aprender, de acordo com as habilidades, o ritmos e o estilo de aprendizagem de cada um.
  • 23. ALUNOS ESPECIAIS PODEM SER REPROVADOS? Há muitas dúvidas no que refere-se a condução e avaliação do trabalho com crianças deficientes dentro da sala de aula. O conceito de Educação Inclusiva é relativamente novo no Brasil. Foi a partir de 1994 com a Declaração de Salamanca que o Brasil comprometeu-se juntamente com outros países a assumir o seu compromisso com esse público. Tanto que a nossa LDB 9394/96 é a primeira lei a ter um capítulo reservado a Educação Especial.
  • 24. AVALIAÇÃO: A avaliação de um aluno com deficiência deve partir das metas anteriormente traçadas para que ELE atinja. Lembre-se, o Currículo foi Flexibilizado e Adequado para ele com metas específicas . Assim a Avaliação mais justa que deverá ser feita é a Processual. Os instrumentos para esta avaliação seriam: Observação com base nos objetivos que foram traçados para o aluno, portfólios, análise da produção escolar, registros do professor em diferentes momentos da prática pedagógica e quaisquer outros instrumentos que possibilitem a verificação qualitativa dos progressos alcançados pelo aluno.
  • 25. O Professor também deverá considerar todos os avanços alcançados durante este percurso no que refere-se aos: aspectos do desenvolvimento (biológico, emocional, comunicação, etc), motivação, capacidade de atenção, novas estratégias que o aluno desenvolveu para solucionar e/ou superar determinados desafios. APROVAÇÃO E REPROVAÇÃO: Se a avaliação é processual, ou seja, do percurso, então é correto afirmar que para cada etapa deste percurso o aluno terá um tempo e ritmo próprio, o qual não se enquadrará nos tempos pré-definidos, os quais chamamos de Bimestres e Séries.
  • 26. Apesar de, a partir de 1996, termos dado o pontapé inicial, com a LDB oferecendo diretrizes gerais para a prática de uma educação inclusiva, de lá para cá várias Portarias, Decretos e Publicações tem surgido, no sentido de nortear e esclarecer como isso deverá ser feito, no entanto, fato é que: estamos longe, com raras exceções, de estarmos praticando a educação inclusiva conforme defendido na Declaração de Salamanca. Há mais matrículas de crianças com deficiência e as mesmas aumentam ano a ano, isso é um fato. Porém como estas crianças estão aprendendo ? como estão sendo trabalhadas ? como os Professores as estão avaliando ?
  • 27. A Declaração de Salamanca (1994) é uma resolução das Nações Unidas que trata dos princípios, política e prática em educação especial. Adotada em Assembleia Geral, apresenta os Procedimentos-Padrões das Nações Unidas para a Equalização de Oportunidades para Pessoas com Deficiência. É considerada mundialmente um dos mais importantes documentos que visam a inclusão social, juntamente com a Convenção sobre os Direitos da Criança (1988) e da Declaração Mundial sobre Educação para Todos (1990). A sua origem é atribuída aos movimentos em favor dos direitos humanos e contra instituições segregacionistas, movimentos iniciados a partir das décadas de 1960 e 1970.
  • 28. Tanto Professores, Coordenadores e Diretores sofrem com muitas dúvidas no que refere-se a educação de crianças e jovens com deficiência. O QUE DIZ A LDB 9394/96 (CAPÍTULO V): Art. 58 . Entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, a modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais. §1º Haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado, na escola regular, para atender as peculiaridades da clientela de educação especial.
  • 29. §2º O atendimento educacional será feito em classes, escolas ou serviços especializados, sempre que, em função das condições específicas dos alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns do ensino regular. §3º A oferta da educação especial, dever constitucional do Estado, tem início na faixa etária de zero a seis anos, durante a educação infantil. Art. 59 . Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com necessidades especiais: I – currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos, para atender às suas necessidades; II – terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências, e aceleração para concluir em menor tempo o programa escolar para os superdotados;
  • 30. III – professores com especialização adequada em nível médio ou superior, para atendimento especializado, bem como professores do ensino regular capacitados para a integração desses educandos nas classes comuns; IV – educação especial para o trabalho, visando a sua efetiva integração na vida em sociedade, inclusive condições adequadas para os que não revelarem capacidade de inserção no trabalho competitivo, mediante articulação com os órgãos oficiais afins, bem como para aqueles que apresentam uma habilidade superior nas áreas artística, intelectual ou psicomotora; V – acesso igualitário aos benefícios dos programas sociais suplementares disponíveis para o respectivo nível do ensino regular.
  • 31. Art. 60 . Os órgãos normativos dos sistemas de ensino estabelecerão critérios de caracterização das instituições privadas sem fins lucrativos, especializadas e com atuação exclusiva em educação especial, para fins de apoio técnico e financeiro pelo Poder público. Parágrafo único. O poder Público adotará, como alternativa preferencial, a ampliação do atendimento aos educandos com necessidades especiais na própria rede pública regular. Como você pode observar acima, coloquei em negrito algumas partes para que você dê atenção minuciosa, pois são nestas passagens que o Gestor e Professores encontrarão a direção inicial para organizarem as adequações que serão necessárias a esses alunos.
  • 32. SERVIÇO DE APOIO ESPECIALIZADO: É necessário que no contra turno o aluno realize atendimento com profissionais especializados, e que a Escola também possa contar com Especialistas que orientem e deem suporte ao trabalho que o Professor estiver desenvolvendo. Este serviço não exime a família de providenciar tratamento, terapias, caso necessário, fora da unidade escolar. PROFESSORES CAPACITADOS: Não basta matricular os alunos com deficiência em uma sala de aula, sem que o Professor que conduzirá o trabalho não for preparado, capacitado, orientado a planejar e desenvolver o trabalho em questão.
  • 33. Os Professores relatam que sentem-se frustrados e sozinhos, pois são cobrados como sendo os únicos que devem fazer algo a respeito. Geralmente o Gestor não oferece o apoio que o Professor precisa, e nem disponibiliza capacitações para melhor instrumentalizá-los a trabalhar com esses alunos. Incluir é uma tarefa da Escola como um todo, no seu Projeto Político Pedagógico, nas suas adequações físicas e de mobiliário, na aquisição de recursos materiais, no oferecimento de Equipe de Especialistas, na criação de novas metodologias que atendam esses alunos, na seleção de instrumentos de avaliação, no estabelecimento de critérios de aprovação/reprovação, bem como na capacitação do Professor que trabalhará diretamente com esses alunos. A Lei só poderá ser cumprida na sua integralidade , e a Inclusão realmente praticada, se todos os elementos que a viabilizem estiverem sendo contemplados.
  • 34. Assim é totalmente possível que no final do ano letivo o aluno tenha atingido as metas de apenas uma parte dos objetivos propostos para Ele, e que portanto deverá dar continuidade na sua caminhada para alcançar o restante. Isso poderá ser feito tanto na atual série onde se encontra, quanto na próxima série, porque ele sempre caminhará em relação a Ele próprio e nunca em relação a série onde está matriculado. Quando adotamos esta perspectiva, as metas do Aluno, constatamos que, mesmo que seja auferida nota para mensurar esses progressos, esta nota refletirá a qualidade dos resultados alcançados e nunca a quantidade de conteúdos trabalhados.
  • 35. Caso este aluno esteja em um modelo de progressão continuada o mesmo caminhará de uma série para outra conforme determinado neste modelo educativo. Para os alunos que são aprovados baseados na aferição de notas, então deve ser levado em consideração tudo o que já foi dito até o momento. Portanto, é possível sim que um aluno com deficiência, caso não tenha atingido as metas estipuladas para Ele. O fato é que qualitativamente falando o aluno sempre progredirá e atingirá alguma meta, no entanto, se a Escola adotar o método quantitativo para avaliá-lo então o mesmo poderá ser reprovado. Mesmo assim esta reprovação deverá ser analisada profundamente e sejam pesados todos os dados, pois acima de tudo é necessário que haja o bom senso da escola, dos profissionais envolvidos bem como o consenso dos pais.
  • 36. TERMINALIDADE ESPECÍFICA: Determina a Lei que o aluno, independente dos objetivos atingidos e/ou da série cursada e esgotados todos os recursos para o seu avanço, deverá receber a Certificação de Terminalidade Específica. A idade mínima para conceder tal Certificação é de 16 anos, e a idade máxima é de 21 anos, e deverá ser concedida somente após a apresentação de Relatórios detalhados do desenvolvimento acadêmico do aluno em questão ao longo de toda sua trajetória na Escola, bem como apresentadas as justificativas para a emissão da Terminalidade Específica.
  • 37. SUGESTÃO A SER APLICADA O que se refere à aprendizagem e à inclusão, cada Escola, conforme suas possibilidades se organizará para contemplar a inclusão de cada aluno, levando em consideração as suas particularidades e necessidades, e então traçará modelos de desenvolvimento do trabalho pedagógico e de avaliação que sejam justos com esse aluno, respeitando-o em suas habilidades e necessidades.
  • 38. Segundo o Dr. Drauzio Varella: TRANSTORNO GLOBAL DO DESENVOLVIMENTO – TGD.
  • 39. Autismo O autismo é um transtorno global do desenvolvimento marcado por três características fundamentais: Inabilidade para interagir socialmente; Dificuldade no domínio da linguagem para comunicar-se ou lidar com jogos simbólicos; Padrão de comportamento restritivo e repetitivo.
  • 40. SÍNTOMAS O autismo acomete pessoas de todas as classes sociais e etnias, mais os meninos do que as meninas. Os sintomas podem aparecer nos primeiros meses de vida, mas dificilmente são identificados precocemente. O mais comum é os sinais ficarem evidentes antes de a criança completar três anos.
  • 41. DIAGNÓSTICO O diagnóstico é essencialmente clínico. Leva em conta o comprometimento e o histórico do paciente e norteia-se pelos critérios estabelecidos por DSM–IV (Manual de Diagnóstico e Estatístico da Sociedade Norte- Americana de Psiquiatria) e pelo CID-10 (Classificação Internacional de Doenças da OMS).
  • 42. TRATAMENTO Até o momento, autismo é um distúrbio crônico, mas que conta com esquemas de tratamento que devem ser introduzidos tão logo seja feito o diagnóstico e aplicados por equipe multidisciplinar. Não existe tratamento padrão que possa ser utilizado. Cada paciente exige acompanhamento individual, de acordo com suas necessidades e deficiência.
  • 43. RECOMENDAÇÕES Ter em casa uma pessoa com formas graves de autismo pode representar um fator de desequilíbrio para toda a família. Por isso, todos os envolvidos precisam de atendimento e orientação especializados; É fundamental descobrir um meio ou técnica, não importam quais, que possibilitem estabelecer algum tipo de comunicação com o autista;
  • 44. Autistas têm dificuldade de lidar com mudanças, por menores que sejam; por isso é importante manter o seu mundo organizado e dentro da rotina; A particularidade de cada aluno deve ser respeitada. Autistas de bom rendimento podem apresentar desempenho em determinadas áreas do conhecimento com características de genialidade;
  • 45. DIA MUNDIAL DE CONSCIENTIZAÇÃO DO AUTISMO O Dia Mundial do Autismo, anualmente em 2 de Abril, foi criada pela Organização das Nações Unidas. Em 2010 a ONU declarou que segundo especialistas acredita-se que esse Transtorno Global do Desenvolvimento – TGD atinja cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo, afetando como esses indivíduos se comunicam e interagem em nossa sociedade.
  • 46. TTranstornoranstorno DDesafiadoresafiador OOpositorpositor Padrão persistente de comportamentos negativistas, hostis, desafiadores e desobedientes observados nas interações da criança com adultos e figuras de autoridade, como pais avós e professores
  • 47. CaracterísticasCaracterísticas Frequente impaciência Discussões com adultos Desafio, recusa em obedecer regras Comportamento opositivo Indisciplina Perturbação Irritado Ressentido e rancoroso Com ideias de vingança
  • 48. CausasCausas As principais hipóteses estão relacionadas com uma origem multifatorial, envolvendo componentes BIOLÓGICOS e AMBIENTAIS.
  • 49. Transtorno de CondutaTranstorno de Conduta É um conjunto de alterações comportamentais apresentado principalmente em adolescentes que são agressivos, desafiadores, antissociais, que violam os direitos básicos alheios, as regras e as normas sociais.
  • 50. CaracterísticasCaracterísticas Jovens que depredam patrimônios públicos, Picham muros, Destroem carros e ônibus, Se envolvem e brigas em bares, Agridem pessoas e animais, Usam drogas lícitas e ilícitas, Não demonstram sentimento de culpa, Praticam furtos, Praticam violência contra outros estudantes.
  • 51. CausasCausas Não existe uma causa específica. Vulnerabilidades genéticas associadas a estressores sociais, desencadeariam essa condição. Ambientes familiares caóticos, violência doméstica representada por pais agressivos, negligentes e ausentes. Repetem no ambiente escolar ou em situações sociais de modo geral.
  • 52. TDAHTDAH Transtorno comportamental com maior incidência na infância e na adolescência. Trata-se de uma síndrome clínica caracterizada basicamente pela tríade sintomatológica: Déficit de atenção Hiperatividade impulsividade
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  • 54. CARACTERÍSTICASCARACTERÍSTICAS Dificuldade em focar em um único objeto, Fácil distração, Parece estar no mundo da lua, Podem não terminar tarefas, Dificuldade em se organizar, Perde materiais escolares, brinquedos, Perde chaves, dinheiro, Não para na carteira escolar, Não para na mesa para comer, Fala em demasia. * O diagnóstico é essencialmente clínico.
  • 55. Crianças com TDAH não diagnosticadas e não tratadas apresentam uma série de prejuízos no decorrer dos anos. Baixo rendimento escolar, Não consegue acompanhar a turma, Perda da autoestima, Tristeza, Falta de motivação nos estudos, Prejuízo nos relacionamentos sociais, Danos acadêmicos, Uso abusivo do uso de álcool e drogas, Episódios depressivos graves.
  • 56. CausasCausas Ainda não estão bem estabelelecidas. Acredita-se em uma origem multifatorial, sendo que o fator mais importante é a HERANÇA GENÉTICA.
  • 57. Transtorno Bipolar do HumorTranstorno Bipolar do Humor Na infância e na adolescência uma condição comportamental grave com repercussões nos funcionamentos social e acadêmico de muitos estudantes brasileiros.
  • 58. CaracterísticasCaracterísticas Oscilações ou alterações do humor, Exaltação ou irritação, Ataques de raiva ou agressividade, Violência física, Conflitos de ideias, Insônia, Pensamentos mágicos, Mania de riqueza, compulsão por compras, Mania de poder e invencibilidade, Excesso de energia.
  • 59. CausasCausas Não existe uma causa específica para o surgimento desse transtorno, entretanto, as principais hipóteses relacionam fatores genéticos a alterações químicas no cérebro dessas crianças como o aumento de substâncias como noradrenalina e dopamina.
  • 60. Transtornos AnsiososTranstornos Ansiosos Compreendem condições comportamentais diferentes entre si, mas comumente provocam sensações subjetivas de vários desconfortos.
  • 62. CausasCausas É resultado da interação de múltiplos fatores como: Herança genética, Grau de ansiedade paterna, Separação dos pais, Estilo de criação oferecido pelos pais, Experiências vividas pela criança. Pode desenvolver TOC. Pode desenvolver Mutismo.
  • 63. Transtorno do Espectro AutistaTranstorno do Espectro Autista É caracterizado por prejuízo na interação social, atraso na aquisição da linguagem e comportamentos estereotipados e repetitivos.
  • 64. CaracterísticasCaracterísticas Apresentam grande déficit no comportamento social, Evitam o contato visual, Se mostram pouco interessados na voz humana, São indiferentes ao afeto, Não demonstram expressão facial ao serem acariciados, Podem iniciar o processo de habilidades sociais e de repente interromper e regredir.
  • 65. DislexiaDislexia É um transtorno de aprendizagem específico da leitura, caracterizado por dificuldade de reconhecimento de letras, decodificação e soletração de palavras, decorrência de um comprometimento no desenvolvimento no desenvolvimento de habilidades fonológicas De 3% a 10% da população
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  • 68. Por que falas emPor que falas em curar quando, muitascurar quando, muitas vezes, bastavezes, basta acompanhar um seracompanhar um ser no seuno seu