MENTIRAS NA INFÂNCIA

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Mentiras na infância. Disciplina: Psicologia Escolar.

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MENTIRAS NA INFÂNCIA

  1. 1.  MENTIRA é a afirmação falsa ou a desfiguração intencionada e consciente de um ato. A mentira tem a intenção consciente de enganar. SIGNIFICADO
  2. 2. A atividade mental infantil se caracteriza pela riqueza de imaginação,pela fantasia, que leva a criança muitas vezes, a fazer afirmações falsas e interpretações errôneas. Por isso, não é adequado chamarmos “mentiras” as afirmações falsas feitas pela criança pequena. SIGNIFICADO
  3. 3. A criança bem pequena ainda não consegue distinguir a sua fantasia da realidade, acredita no que diz, e pode afirmar, como verdadeiros, fatos que só se passam em sua imaginação. É o que alguns educadores chamam de mentira branca, ou seja, uma afirmação falsa, resultante da confusão da fantasia com a realidade, feita sem a intenção de enganar. SIGNIFICADO
  4. 4.  Grande parte dos Psicólogos afirma que a mentira, na maioria das vezes, “resulta de circunstâncias ambientais e que é uma tentativa para ajustar”;  Os casos de mentira infantil, na maioria das vezes, são reações ao ambiente, “reações de defesa” contra castigos. Muitas vezes a criança nega a falta que cometeu por medo de castigos, de pancadas, de perder a liberdade, etc. O medo é um grande provocador de mentiras. ALGUNS ESTUDOS
  5. 5.  Crianças que vinham de bons lares e que respeitavam ou admiravam seus professores eram mais honestas. Mas, em geral, honestidade e desonestidade dependiam da situação ambiental específica e não era um traço permanente de personalidade;  Alunos de certos professores admirados e queridos trapacearam pouco, enquanto os alunos de professores antipatizados trapacearam muito mais vezes. ALGUNS ESTUDOS
  6. 6. Os problemas de disciplina são, na verdade, problemas de interação. É o professor e o aluno, interagindo, que criam dificuldades de comportamento. ALGUNS ESTUDOS
  7. 7. 1. Mentira Prazenteira ou Mentira Imaginativa Este tipo caracteriza-se pela tendência da criança a narrar casos imaginários procurando, assim, uma satisfação de seus desejos ou chamar a atenção dos outros sobre ela. Nos fatos que narra, a criança desempenha o papel de herói. CAUSAS
  8. 8. 2. Mentira por Confusão Este tipo resulta da inabilidade de a criança relatar, com exatidão, detalhes de algum incidente. Neste caso, também, não há mentira, no rigor da expressão; o que ocorre deve-se à sugestionabilidade da criança, por medo ou por debilidade mental. Estas mentiras, quase sempre resultam das atitudes inadequadas do adulto. CAUSAS
  9. 9. 3. Mentira por Ódio ou Vingança É um tipo de mentira que visa prejudicar outras pessoas: a professora, um colega, um irmão, um adulto da família etc. Outras vezes, sua hostilidade dirige-se a todas as pessoas e ela mente como um desabafo a suas emoções recalcadas. É o que acontece com crianças escorraçadas. CAUSAS
  10. 10. 4. Mentira por Desculpa ou Defesa Este tipo resulta da covardia ou medo do castigo. As mentiras por desculpa (ou defesa) podem ser agudas ou crônicas. Tanto no lar como na escola, pode acontecer que a criança minta, em uma ou outra ocasião, para livrar-se do castigo. Seria um caso agudo de mentira. Quando, a criança vive constantemente escorraçada, tanto na escola, quanto no ambiente familiar, suas mentiras de desculpa para fugir do castigo, são crônicas. CAUSAS
  11. 11. CAUSAS
  12. 12. 5. Mentira Egoísta, Fria, Calculada Estes outros tipos de mentira são raros na criança, e têm a finalidade de enganar outra pessoa para obter alguma vantagem. Como por exemplo, temos a mentira por adulação, encontrada no comportamento dos adultos, que a usam para obter favores. CAUSAS
  13. 13. 6. Mentira Leal, Altruísta É a mentira para ajudar uma pessoa (como a do médico que oculta ao paciente, em estado grave, sua situação real). Entre adolescentes, há casos em que alguém assume a culpa de um ato para salvar o companheiro de uma situação difícil. É mentira por lealdade, que exige renúncia. CAUSAS
  14. 14.  A causa principal da mentira são os desajustamentos ambientais no lar e na escola. Essas condições desfavoráveis precisam ser sanadas;  É necessário educar os adultos no modo de se comportarem com a criança. Não colocar a criança em situações que a predisponham às reações mentirosas. PREVENÇÃO E CORREÇÃO
  15. 15. O temor de castigos, de reprimendas, a tensão originada pelo meio escolar e, sobretudo familiar, levam às mentiras de desculpa. Onde a confiança é regra, as mentiras escolares são raras. É por isso que a mentira escolar deve ser uma advertência para o sistema pedagógico. PREVENÇÃO E CORREÇÃO
  16. 16. 1. É necessário que os pais sejam sempre verdadeiros com as crianças. As crianças descobrem desde cedo onde está a verdade e quem as engana. E a imitação aqui é perigosa: conduz à mentira. PREVENÇÃO E CORREÇÃO
  17. 17. 2. Deve-se evitar a severidade excessiva nas punições. PREVENÇÃO E CORREÇÃO
  18. 18. 3. A imaginação da criança deve ser respeitada, mas precisa haver maior cuidado em não lhe estimular a fantasia, dificultando a discriminação entre real e irreal. PREVENÇÃO E CORREÇÃO
  19. 19. 4. Evitar os interrogatórios desnecessários que geram, quase sempre, as mentiras por confusão e medo. PREVENÇÃO E CORREÇÃO
  20. 20. A correção da mentira exige a orientação da personalidade total da criança: correção dos complexos de inferioridade e consequentes reações medrosas e agressivas. Às vezes, para a solução do caso, bastam a simples compreensão do adulto a estas duas questões: “Por quê?” e “Pra quê”? PREVENÇÃO E CORREÇÃO
  21. 21. Em raríssimos casos, deve ser feito o tratamento individual da criança. A correção das reações mentirosas depende mais dos adultos, do ambiente, do que da criança. Na grande maioria dos casos, deve-se evitar intervir diretamente na criança, pois cessadas as causas dos desajustamentos, cessarão os efeitos que levam à mentira. PREVENÇÃO E CORREÇÃO

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