Psicologia da Aprendizagem

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Psicologia da Aprendizagem

  1. 1.  Reações aos estímulos do ambiente;
  2. 2. Comportamentos biologicamente estabelecidos, não requerem aprendizagem;  Reflexos de Babinski e de Darwin, Reflexo Rotular.
  3. 3.  Comportamentos resultantes de uma história de condicionamento, instalados através da interação com o ambiente; (Reações Físicas).
  4. 4.  Os comportamentos instintivos, são geneticamente programados e geralmente pouco influenciados pela aprendizagem;  Atos inatos cujo objetivo principal é preservar a vida;  Comportamento complexo, que parece desenvolver-se sem os benefícios da aprendizagem;
  5. 5.  O comportamento instintivo não depende em geral, de qualquer receptor específico, envolve os efetores (são órgãos que recebem estímulos do Sistema Nervoso e atuam sobre um sistema muscular ou glandular) do corpo inteiro, não se limita a só uma glândula ou a só um músculo;  O comportamento instintivo caracteriza-se como complexo, previsível de acordo com a espécie, automático e mecânico, revelando muito pouca variabilidade ou possibilidade de aprendizagem, isto é, não requerendo condições especiais de aprendizagem para seu aparecimento
  6. 6.  Conceito lançado pela primeira vez pelo Austríaco Konrad Lorenz;  Fenômeno exibido por vários animais jovens, principalmente pássaros, patos e pintinhos;
  7. 7.  Quando saem dos seus ovos, eles seguirão o primeiro objeto em movimento que eles encontrarem no ambiente (o qual pode ser a sua mãe pata ou galinha, mas não necessariamente). Ocorre então uma ligação social entre o filhote e este objeto ou organismo;  Ligação social durável com membros da espécie com a qual travaram o primeiro contato;
  8. 8.  Em outros experimentos, Lorenz demonstrou que patinhos poderiam receber o imprinting não somente de seres humanos, mas também de objetos inanimados, tais como um balão;  Podemos dizer que o imprinting é um tipo de aprendizagem, ainda que contendo um elemento inato muito forte;
  9. 9.  Só se dá em um período crítico, sendo em geral nas primeiras 12 ou 24 horas, dependendo da espécie;  Não requer esforço primário, como o alimento;  É um tipo de aprendizagem especial, também chamada de primitiva;
  10. 10.  Comportamento que faz do equipamento genético do organismo, mas que jamais ocorreu anteriormente;  Estimulações sensoriais do meio ambiente, necessárias para a manutenção de algumas estruturas neurais e para o desenvolvimento normal do organismo;  A falta das primeiras experiências parece restringir a capacidade da aprendizagem e limitar o desenvolvimento normal;
  11. 11.  Desde os primeiros meses de vida, é possível estimular sensorialmente as crianças através do toque, das brincadeiras e da música ;  O toque, é fundamental para a formação de vínculos afetivos e incentivo à percepção corpórea do bebê;  A música clássica, especialmente, fortalece as conexões nervosas e estimula o tato, a visão e a audição, crianças pequenas adequadamente estimuladas têm maior probabilidade de apresentarem melhor desenvolvimento pelo resto da infância;
  12. 12.  A aprendizagem é uma classe de comportamento que consiste em uma modificação de conduta, advinda da repetição de uma mesma situação;  Todos os comportamentos aprendidos e não aprendidos são importantes no desenvolvimento dos organismos;  O comportamento adulto, depende, fundamentalmente, da experiência na infância;  É importante que os órgãos dos sentidos estejam em perfeitas condições;  Atualmente, não se cogita mais se determinado comportamento advém da hereditariedade ou da aprendizagem, mas de que forma ambas colaboram para produzi-lo.
  13. 13.  Um processo de associação entre uma situação estimuladora e a resposta, (conexionista);  O ajustamento ou adaptação do indivíduo ao ambiente, (funcionalista);  Um processo de reforço do comportamento;  Um condicionamento de reações, realizado de diversas formas;
  14. 14.  Aprendizagem: é o processo pelo qual uma atividade tem origem ou é modificada pela reação a uma situação encontrada, desde que as características da mudança de atividade não possam ser explicadas por tendências inatas de respostas, maturação ou estados temporários do organismo (fadiga, drogas, etc.);  Segundo Hilgard, os problemas nas definições podem ser resolvidos, definindo a aprendizagem como aquilo que está de acordo usual, socialmente aceito e que constitui parte de nossa herança comum;
  15. 15.  A mais geral das definições, abrangendo o pensamento da maioria dos autores, poderá resumir-se no seguinte: Aprendizagem é uma modificação sistemática do comportamento pelo exercício ou repetição, em função de condições ambientais e condições orgânicas; Modificação do Comportamento Condições Ambientais e Orgânicas Variável Dependente (Efeito) Condições Ambientais e Orgânicas Variáveis Independentes (Causa) Ocorrem com nosso controle ou não.
  16. 16.  Desempenho: mudanças observáveis, ocorridas no comportamento do indivíduo que aprende;  O estudo do desempenho, possibilita a formulação das hipóteses, das deduções que orientam os cientistas, como também o planejamento das situações de ensino pelo educador; APRENDIZAGEM ≠ DESEMPENHO  Desempenho é o comportamento através do qual se infere a ocorrência da aprendizagem.
  17. 17.  Aprendizagem concebida erroneamente apenas como adquirir habilidades em leitura, escrita, conhecimentos de geografia, história, etc.;  As pessoas aprendem os valores culturais; aprendem a desempenhar papéis de acordo com o sexo; aprendem a amar, odiar, a temer e a ter confiança em si mesmas; aprendem a ter desejos, interesses, etc.;
  18. 18. Toda aprendizagem resulta da procura do reestabelecimento de um equilíbrio vital (equilíbrio homeostático). A quebra deste equilíbrio geralmente ocorre frente a uma situação nova, podendo causar desajustamento. O único meio de ajustar-se é agir ou reagir até que a resposta convincente à nova situação venha fazer parte de seu comportamento adquirido, o que constitui a aprendizagem.
  19. 19. A eficiência da aprendizagem está condicionada à existência de problemas, que surgem na vida do educando, que lhe deem a impressão de fracasso e que o levem a sentir-se compelido a resolvê-los. Na busca e obtenção dessas soluções, o educando aprende, de fato, e não apenas memoriza fórmulas feitas, sem nenhum efeito no ajustamento de sua personalidade.
  20. 20. A aprendizagem envolve o uso e o desenvolvimento de todos os poderes, capacidades, potencialidades do homem, tanto físicas, quanto mentais e afetivas. Isto significa que a aprendizagem não pode ser considerada somente como processo de memorização ou que emprega apenas o conjunto das funções mentais ou unicamente os elementos físicos ou emocionais, pois todos esses aspectos são necessários.
  21. 21.  Atividade daquele que aprende;  Atividades externas físicas, assim como, atividades metais e emocionais;  A aprendizagem é um processo que envolve a participação total do indivíduo, em seus aspectos físicos, intelectuais, emocional e social; A aprendizagem escolar depende não só do conteúdo dos livros, nem só do que os professores ensinam, mas muito mais da interação entre esses fatores e o ambiente social da escola; .
  22. 22.  Presente desde o início da vida;  Na idade escolar, na adolescência, na idade adulta e até em idade mais avançada estará sempre presente; A família, a escola e todos os agentes educacionais precisam selecionar os conteúdos e comportamentos a serem exercitados, porque, sendo a aprendizagem um processo contínuo, o indivíduo poderá aprender algo que venha prejudicar seu ajustamento e o com desenvolvimento de sua personalidade;
  23. 23.  Inclui sempre aspectos motores, emocionais e mentais;  A aprendizagem envolvendo uma mudança de comportamento, terá que exigir a participação total e global do indivíduo, para que todos os aspectos constitutivos de sua personalidade entrem em atividade no ato de aprender, a fim de que seja restabelecido o equilíbrio vital, rompido pelo aparecimento de uma situação problemática.
  24. 24.  Ninguém pode aprender por outrem, pois a aprendizagem é intransferível de um indivíduo para outro;  A maneira de aprender e o próprio ritmo da aprendizagem variam de indivíduo para indivíduo, em razão do caráter pessoal da aprendizagem;
  25. 25.  Se dá através de operações crescentemente complexas;  A cada nova situação envolve maior número de elementos;  Cada nova aprendizagem acresce novos elementos à experiência anterior, numa série gradativa e ascendente;  Este caráter gradativo repercutiu na organização dos programas escolares, na organização dos cursos e na seriação.
  26. 26.  A experiência atual aproveita-se das experiências anteriores;  Relaciona-se a adaptação e ao ajustamento social;  Além da maturação, a aprendizagem resulta da experiência individual;  Estas modificações de comportamento, resultantes da experiência, podem levar a frustrações e perturbações emocionais, quando não se dá a integração do comportamento, ou seja, quando a aprendizagem não ocorre;  A acumulação de experiências leva a organização de novos padrões de comportamento, que são incorporados pelo sujeito;  Daí afirma-se que quem aprende modifica o seu comportamento;
  27. 27. Toda aprendizagem resulta em alguma mudança ocorrida no comportamento daquele que aprende. Observa-se mudanças nas maneiras de agir, de fazer coisas, de pensar em relação às coisas e às pessoas e de gostar, ou não gostar, de sentir-se atraído ou retraído
  28. 28.  Os produtos da aprendizagem são agrupados em automatismos (predominam os elementos motores), elementos cognitivos (ideativos) e elementos afetivos (apreciativos);  O indivíduo que aprende pensa sobre o que faz, ao aprender; forma uma noção geral do significado desse processo: se é interessante, se constitui uma forma adequada de socialização. Ao mesmo tempo, adquire alguns sentimentos acerca da atividade: aprecia ou despreza, detesta ou valoriza, o atrai ou o repele;
  29. 29.  Predominam os elementos de natureza intelectual (percepção, memória, raciocínio, etc.);  Aprendizagem do tipo ideativo, pois envolve a utilização dos processos intelectuais ou cognitivos;
  30. 30.  A forma que um indivíduo interpreta os estímulos do meio;  Utiliza sua experiência, sua vivências anteriores e sua necessidades presentes;  O funcionamento dos órgãos dos sentidos e a atividade mental são necessários para a percepção;  A interpretação por quem percebe é determinada por:  Sua experiência anterior;  Seu interesse nos estímulos no momento (motivação);  Sensibilidade dos órgãos dos sentidos;
  31. 31.  Faz com que entre muitos estímulos do meio, o indivíduo selecione e perceba somente alguns aspectos ambientais;  Vários fatores, tanto no estímulo, quanto no indivíduo, contribuem para essa focalização:  Intensidade do estímulo;  Subtaneidade da mudança;  Novidade;  Relevância para as necessidades individuais
  32. 32.  Nenhuma situação problemática poderá ser solucionada se o indivíduo não puder perceber os elementos nela envolvidos, pois a mesma nem será percebida como um problema;  Os fatores motivacionais, a experiência anterior e o estado emocional do momento influenciam nos processos de percepção e de pensamento;
  33. 33.  Atividade mental que leva à aquisição de conhecimentos organizados, os conceitos;  O resultado da percepção, refere-se a uma situação individual, particular ou específica. O conceito é geral, ou universal; aplicando-se a todos os indivíduos da mesma espécie, embora apresentem diferenças individuais;  Etapas na formação de um conceito:  Percepção de um objeto;  Mais tarde, na ausência do objeto, sua imagem é evocada. A perfeição dessa imagem mental depende de uma completa e segura percepção original;
  34. 34.  As imagens mentais levam à formação de um significado geral ou conceito;  Os conceitos são expressos através de símbolos (números) ou palavras, mas a simples memorização de uma palavra, não resultará na formação de um conceito;  A linguagem é o meio pelo qual o indivíduo expressa seus conceitos, sendo essencial aprender os significados para cada palavra usada na comunicação social.
  35. 35.  Constitui um dos fatores que colabora para o exercício das funções do raciocínio e da generalização;  Possibilita a memorização dos conceitos necessários para as atividades mentais, faz com que aquilo que está sendo aprendido seja assinalado, retido e depois lembrado pelo indivíduo, isto é, evocado ou reconhecido quando aparece em seu campo de consciência;  A aprendizagem, contudo, não pode não basear-se apenas na memória, porque suas funções: fixação, retenção, evocação e reconhecimento; não envolvem os demais processos necessários para a compreensão da realidade;
  36. 36. É importante ressaltar que a evocação está, também, sujeita a condições emocionais do indivíduo. A falta de evocação pode resultar de uma atitude de defesa contra a lembrança da imagem ou de uma percepção desagradável ao sujeito.
  37. 37.  A aprendizagem de ideias está intimamente ligada à interpretação da situação, dependente em grande parte da percepção;  É a percepção de todas as relações existentes em uma situação problemática, integrando os elementos em um todo, de forma que subitamente, compreende a situação;
  38. 38.  O discernimento súbito, significa que a pesquisa mental, através da concentração, da atenção, da observação, da associação de ideias, foi bem sucedida, levando a compreensão da situação;  A aprendizagem por insight é inteligente, interpretativa e integrativa. Leva à organização de princípios gerais, aplicáveis a outras situações semelhantes e não apenas à repetição.
  39. 39.  Aprendizagem pela seleção de respostas bem sucedidas;  Descoberta da resposta certa, pela eliminação das respostas erradas, ou seja, comprovação das diferentes hipóteses e seleção da hipótese adequada;  É uma aprendizagem dirigida para algum objetivo, e cada passo no processo, se bem sucedido ou não, é planejado;  Não deve ser identificada como mera atividade ao acaso;  Envolve sempre a observação, mesmo no tipo mais elementar, até na aprendizagem animal;
  40. 40.  Fatores necessários a uma situação de aprendizagem por ensaio e erro:  Estímulo chave (problema encontrado);  Estímulo interior (motivo ou necessidade do indivíduo);  Observação necessária para a percepção das relações na situação problemática;  Descoberta da resposta certa pela eliminação das erradas;  Integração da resposta certa na conduta do indivíduo, modificando seu comportamento.  Esse processo é utilizado tanto no processo de aprendizagem ideativa, quanto na motora.
  41. 41.  Propicia ao aprendiz meios de adaptação às situações da vida, sem exigir muito trabalho mental. A aquisição de automatismos libera a atividade mental do indivíduo para a solução de problemas mais complexos;  Os automatismos são padrões fixos de conduta que permitem o indivíduo enfrentar situações constantes e rotineiras da vida e da profissão, com agilidade, rapidez e economia de tempo e esforço
  42. 42.  Os automatismos podem ser tanto motores, quanto mentais: Observação, a retenção mnemônica, a leitura rápida, etc.  Os automatismos podem ser também sociais: a cortesia, o cavalheirismo, a cooperação, etc.
  43. 43. A eficiente realização de atividades dessa natureza depende de um bom desenvolvimento dos hábitos e das habilidades mentais e motoras; através da experiência e do treino o homem torna-se capaz de realizar esses atos com o máximo de rendimento, em tempo e em qualidade, sem mesmo necessitar concentrar sua atenção para executá-los.
  44. 44.  Os padrões de desenvolvimento motor, que possibilitam a formação de automatismos motores são classificados em:  Primários: Movimentos globais do corpo, como andar, correr, saltar, atirar, nadar, etc.;  Secundários: Envolvem o controle dos músculos menores, como escrever e usar instrumentos que requerem a coordenação de pequenos músculos;  Uma situação problemática nova leva o homem a estudar os movimentos mais adequados e rápidos e a orientar, com seu raciocínio, todas as suas ações para a descoberta dos movimentos que levam à melhor solução dos seus problemas;
  45. 45.  Percepção e diferenciação de sinais e uma contínua correção dos erros;  Os sinais podem ser definidos como estímulos internos ou externos que ajudam a pessoa a reconhecer o momento exato para agir;  Os sinais podem ser vistos, ouvidos ou sentidos;  A percepção de maior número de sinais aumenta, com a experiência;  É necessário apresentar ao aprendiz as dificuldades de forma gradativa, nos exercícios, para que possam ser percebidos e automatizados por aquele que aprende.
  46. 46.  Os automatismos não podem ser aprendidos sem a prática, o exercício;  Um princípio, um conceito, uma ideia podem ser adquiridos, apenas em uma experiência vivenciada, mas um automatismo não pode;  Ninguém aprende a escrever, a falar uma língua estrangeira, a digitar, a repetir os números, etc. sem a repetição dos movimentos coordenados, exigidos para aquisição da habilidade desejada.
  47. 47.  É a execução do automatismo diante do aluno;  Na fase inicial o professor deve dar uma explicação geral da habilidade a ser praticada;  Em uma segunda fase, deve realizar a demonstração de cada etapa, enfatizando as partes mais difíceis da tarefa;  finalmente, o aluno deve ser levado à execução da atividade e o professor deve supervisionar seus movimentos, suas coordenações, corrigindo os erros;  Poderão ser apontados ao aprendiz também, os elementos passíveis de transferência de aprendizagem para outra.
  48. 48.  Não se reduz somente à repetição automática de um ato, mas constitui um processo mais complexo através do qual se realiza tanto a aprendizagem de automatismos quanto a apreciativa;  A imitação é definida como a tendência para repetir as ações observadas em outros;  A imitação pode se consciente ou inconsciente;  Na educação a imitação direta ou consciente se faz das habilidades de rotina, como a escrita, postura, linguagem;
  49. 49. Através da imitação consciente ou inconsciente, os comportamentos habituais, as habilidades e os códigos morais do meio social são integrados na personalidade da criança. A conduta dos pais, a personalidade do professor, d líder escoteiro, da literatura lida, dos filmes constituem poderosos modelos para imitação dos mais jovens.
  50. 50.  É considerado fundamental, porque o aprendiz ainda não tem uma percepção clara da habilidade a ser aprendida;  O primeiro passo no desenvolvimento da habilidade, caracteriza-se por muitos movimentos desnecessários e pelo gasto de uma grande quantidade de energia;  A segunda etapa é de gradativa eliminação das respostas infrutíferas e a seleção das bem sucedidas. Onde cada tentativa bem sucedida é um passo no caminho do progresso;  A terceira etapa será constituída pela repetição e prática dos movimentos selecionados, que conduzirem ao êxito;
  51. 51.  O ensaio-e-erro, para ser mais econômico e eficiente, precisa ser suplementado pela direção verbal do professor. Por exemplo, a maneira de segurar o lápis, de colocar o papel, posição na carteira, etc. contribuem para o sucesso do aluno em aprender a escrever. O professor mostrará a técnica ideal, que deve ser demonstrada para o aluno imitar.
  52. 52. Atualmente, a escola pretende contribuir para a equilibrada formação da personalidade do aluno e sua integração ao ambiente sociocultural, através do ajustamento de seus sentimentos, atitudes e ideais aos do grupo a que o mesmo pertence;
  53. 53. Diante de um novo conhecimento ou habilidade a atitude do aprendiz pode variar, revelando-se positiva, negativa ou mesmo indiferente. A aprendizagem apreciativa, emocional ou afetiva sempre acompanha as demais, isto é, é concomitante às outras aprendizagens, ultrapassando o currículo escolar e seguindo pela vida a fora.
  54. 54. A aprendizagem apreciativa compreende atitudes e valores sociais, traduzidos por gostos, preferências, simpatias, co stumes, crenças, hábitos e ideais de ação, que constituem os princípios mais gerais de conduta humana. Sem emoções, sentimentos, valores e ideais, a vida não teria sentido. Sem essas reações as palavras felicidade e desgraça, prazer e dor, amor e ódio seriem
  55. 55. A aprendizagem apreciativa resulta em respostas afetivas que poderão ser proveitosas ao indivíduo e à sociedade. Muitos dos estados afetivos no homem, como o amor, o respeito, a admiração, o sentimento de justiça, são em grande proporção, fruto da experiência e da educação. A escola e a família devem exercitar essas respostas afetivas e outras, que desempenham papel da maior relevância social.
  56. 56. A aprendizagem apreciativa pode ser positiva se cria uma reação individual favorável ou negativa, se provoca reação de agressividade, inibição ou aversão. Esse tipo de aprendizagem, possibilita a formação do caráter do aprendiz, o que se expressa na sua maneira constante de agir, diante das diferentes situações.
  57. 57. O melhor índice da educação e cultura de um indivíduo não está na sua habilidade para fazer coisas, nem na massa de informações e conhecimentos por ele armazenados, mas na qualidade e intensidade de seus ideais, suas atitudes e preferencias, em relação à vida, à cultura e ao meio social e profissional em que vive.
  58. 58.  Maturidade;  Integridade dos órgãos dos sentidos;  Capacidade de produzir reações múltiplas a uma situação;  Capacidade de modificar seus padrões de comportamento;  Plasticidade;  Capacidade de aproveitamento da experiência anterior;
  59. 59.  Influência de drogas (álcool, cafeína e tabaco), doenças e condições de nutrição do organismo;  Condições ambientais (ventilação, iluminação, temperatura);  Os padrões a serem aprendidos devem ser estruturalmente possíveis;  Fadiga (muscular, mental);  Idade.
  60. 60.  Idade;  Sexo;  Inteligência;  Experiência anterior;  Classe social;  Traços de personalidade;  Condições do lar, etc.
  61. 61.  Aparência;  Naturalidade;  Entusiasmo pelo ensino;  Bom humor;  Cordialidade, etc.
  62. 62.  Mapas;  Álbuns ilustrados;  Projeções;  Filmes;  Quadro bem utilizado, etc.
  63. 63.  Jogos;  Dramatizações;  Projetos;  Exposições;  Excursões;  Grupos de Trabalho;  Competições, etc.
  64. 64.  Necessidade de atividade;  Intenção para aprender;  Envolvimento do EU;  Processos de verificação (testes e provas);  Conhecimento dos resultados do trabalho;  Fracasso e censura versus sucesso e elogio;  Competição;
  65. 65.  Necessidade de um padrão a ser alcançado (expectativas, metas)  Interesse existente e atividade já iniciada;  Necessidade de realização (liderança, desejo de sucesso);  Manipulação, curiosidade, jogo (prazer em estimular a mente);  Necessidade de segurança ou aceitação social;
  66. 66. O significado do material a ser aprendido tem grande importância no que se refere à rapidez da aprendizagem e retenção. Quanto mais significativo for o material a ser aprendido, mais rápida será a aprendizagem e melhor a retenção.
  67. 67.  Com os termos, objetos ou ideias específicas envolvidas na aprendizagem;  Nenhum aprendiz deve ser levado a aprender algo que não entende, ou algo que não seja capaz de encontrar significação;  Uma criança deve conhecer bem o significado de uma palavra, para depois aprender a escrevê-la;  Datas e nomes de pessoas não devem ser memorizados como partes isoladas da informação.
  68. 68.  Se as palavras da terceira lista puderem ser dispostas numa frase, o sentido geral da frase forma uma estrutura de significado, o sentido geral da frase forma uma estrutura, onde as palavras se enquadram;  Um material bem organizado e com padrões nítidos é muito mais facilmente aprendido e lembrado que uma matéria não organizada ou não estruturada;  Basta que o aprendiz perceba a “forma” (disposição), a estrutura do que deve ser aprendido;
  69. 69.  A utilização de problemas e projetos no ensino torna a aprendizagem mais significativa, em grande parte, porque as informações, habilidades e técnicas são aprendidas no contexto de seu uso;  Fatos e habilidades isolados são relativamente sem significado, pois o significado e a importância são adquiridos no contexto da vida;
  70. 70. O material a ser aprendido deve relacionar-se, particularmente, às necessidades, desejos, interesses, enfim, satisfazer às motivações do aprendiz, para que ele possa descobrir a utilidade daquilo que aprende.

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