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Deficiência
Visual
Deficiência
Segundo a Convenção da Guatemala
(Decreto n 3956/01) :
Restrição física, mental ou sensorial, de
natureza permanente ou transitória, que
limita a capacidade de exercer uma ou
mais atividades essenciais da vida diária,
causada ou agravada pelo ambiente
econômico e social.
Classificação Internacional de
Funcionalidade (CIF):
Perda ou anormalidade de estrutura ou
função psicológica , fisiológica ou
anatômica temporária ou permanente.
Deficiência
Visão
A criança que enxerga estabelece uma
comunicação visual com o mundo exterior desde
os primeiros meses de vida porque é estimulada a
olhar para tudo o que está à sua volta, sendo
possível acompanhar o movimento das pessoas e
dos objetos sem sair do lugar.
Visão
A visão reina soberana na
hierarquia dos sentidos e ocupa
uma posição proeminente no que se
refere à percepção e integração de
formas, contornos, tamanhos, cores
e imagens que estruturam a
composição de uma paisagem ou de
um ambiente. É o elo que integra os
outros sentidos, permite associar
som e imagem, imitar um gesto ou
comportamento e exercer uma
atividade exploratória circunscrita
a um espaço delimitado.
Visão
Quando nasce, a criança
percebe a luz de maneira
precária, pois seus órgãos estão
em desenvolvimento, e seus
olhos podem realizar
movimentos descoordenados.
Aos três meses ela começa a
fixar os olhos e, aos nove, a
desenvolver a visão de relevo,
por meio da qual consegue ter
noção de distancia e de formas.
Aos dois anos, a criança
discrimina 50% do campo
visual; aos quatro,
aproximadamente 70%, aos
cinco, adquire visão igual a do
adulto. As pessoas não nascem
sabendo ver, elas aprendem a
ver desenvolvendo as estruturas
dos olhos e do córtex visual.
Visão
Deficiência Visual
 Há aproximadamente 66 diferentes definições de
cegueira, utilizadas para fins estatísticos em
diversos países;
 O conceito de cegueira não é absoluto, pois reúne
indivíduos com vários graus de visão;
 A cegueira é uma deficiência sensorial que se
caracteriza pelo fato de que as pessoas que dela
padecem têm seu sistema visual de coleta de
informações total ou seriamente prejudicado;
Deficiência Visual
Portanto, quando se fala de
cegos, se faz referência a uma
população muito heterogênea,
que inclui não apenas as pessoas
que vivem na escuridão total. Ela
não significa, total incapacidade
de ver, e, sim, prejuízo dessa
aptidão a ponto de tornar o sujeito
necessariamente incapacitado
para as tarefas rotineiras.
Deficiência Visual
A cegueira é uma
alteração grave ou total de
uma ou mais das funções
elementares da visão que
afeta de modo irremediável
a capacidade de perceber
cor, tamanho, distância,
forma, posição ou
movimento em um campo
mais ou menos abrangente.
Deficiência Visual
Pode ocorrer desde o
nascimento (cegueira congênita),
ou posteriormente (cegueira
adventícia, usualmente conhecida
como adquirida) em decorrência
de causas orgânicas ou acidentais.
Em alguns casos, a cegueira pode
associar-se à perda da audição
(surdocegueira) ou a outras
deficiências.
Deficiência Visual
O dano total ou parcial, no
sistema visual faz com que as crianças
cegas e deficientes visuais tenham de
utilizar os demais sistemas sensoriais
para conhecer o mundo a sua volta. Os
sentidos têm as mesmas características
e potencialidades para todas as pessoas.
As informações tátil, auditiva e olfativa
são mais desenvolvidas pelas pessoas
cegas porque elas recorrem a esses
sentidos com mais frequência para
decodificar e guardar na memória as
informações.
Deficiência Visual
O TATO é um dos principais sistemas sensoriais que
as crianças não videntes usam para conhecer o mundo à
sua volta. O tato permite uma coleta de informações
bastante precisa sobre os objetos próximos, mas é muito
mais lento que a visão e, por isso, a exploração dos objetos
grandes é fragmentária e sequencial.
Deficiência Visual
A AUDIÇÃO também terá
grande importância para o
desenvolvimento e a aprendizagem
dos cegos. Além de ser utilizada para
a comunicação verbal, os não
videntes a utilizam para localizar a
identificação de objetos e pessoas no
espaço. A habilidade de atribuir
significado a um som sem perceber
visualmente a sua origem é difícil e
complexa.
Deficiência Visual
O OLFATO serve para os não
videntes para reconhecer pessoas e
ambientes, ajudando os demais
sistemas sensoriais na complexa
tarefa de conhecer
o espaço distante.
Deficiência Visual
O SISTEMA PROPRIOCEPTIVO proporciona a
orientação e a mobilidade na ausência da visão.
Possibilita aos não videntes o reconhecimento
espacial do corpo e equilíbrio.
Deficiência Visual
É importante ressaltar que a afetação do sistema visual
acarreta hipertrofia dos demais sistemas sensoriais e nem que
os cegos não tenham patamares sensoriais mais baixos que os
videntes; não ouvem melhor, nem têm maior sensibilidade tátil
ou olfativa. Contudo, aprendem a utilizá-los melhor ou para
outra finalidades distintas do que fazem os videntes.
Avaliação Funcional
Na avaliação funcional da
visão considera-se:
 Acuidade Visual: a distância de
um ponto ao outro em uma linha
reta por meio da qual um objeto é
visto. Pode ser obtida através da
utilização de escalas a partir de um
padrão de normalidade da visão;
 O campo visual: a amplitude e a
abrangência do ângulo da visão em
que os objetos são focalizados.
Avaliação Funcional
 Uso eficiente do potencial da visão: A funcionalidade
ou eficiência da visão é definida em termos da qualidade
e do aproveitamento do potencial visual de acordo com as
condições de estimulação e de ativação das funções
visuais. Deve-se considerar a interferência de fatores
emocionais, as condições ambientais e as contingências de
vida do indivíduo.
 A avaliação funcional da visão revela dados
quantitativos e qualitativos de observação sobre o nível da
consciência visual, a recepção, assimilação, integração e
elaboração dos estímulos visuais, bem como sobre o
desempenho e o uso funcional do potencial da visão.
Avaliação Funcional
Quando o oftalmologista detecta deficiência visual numa
criança, deve encaminhá-la a serviços especializados para ser
submetida a uma avaliação. Por meio de testes, serão analisadas
todas as suas funções visuais a fim de compreender como essa
criança está enxergando. Saber isso é importante porque, no
processo de reabilitação visual, esse dado será transmitido aos
profissionais da área de educação que vão
dar apoio à inclusão da criança com baixa
visão na escola comum. O professor precisa
saber como exatamente a criança enxerga
para fazer alterações no ambiente e no
material de modo a favorecer o melhor desempenho visual
possível.
Manifestação
Qualquer que seja a idade, a pessoa é cega,
quando não tem percepção de luz. Para ela tudo é
escuro. Na cegueira, existe um padrão único de
resposta, ou seja, a pessoa não enxerga nada. A
cegueira engloba prejuízos da aptidão para o
exercício de tarefas rotineiras exercidas de forma
convencional, através do olhar, só permitindo sua
realização de formas alternativas.
1 - Cegueira
Manifestação
 Para classificar a baixa visão, utiliza-se a escala
numérica da medida da acuidade visual. Lembrando que a
visão normal é 20/20, a baixa visão vai de 20/60 até a
falta total de percepção de luz;
 Pode-se dizer que, tem deficiência de visão a pessoa que
enxerga no mínimo três vezes menos do que a pessoa
normal;
 Contudo, essa classificação só cabe quando o paciente
passou por todos os tratamentos possíveis para a doença
ocular de base e já foram tentados todos os recursos óticos
disponíveis para melhorar a capacidade visual;
2 – Baixa Visão
Manifestação
Uma pessoa com baixa visão apresenta grande
oscilação de sua condição visual de acordo com o seu
estado emocional, as circunstâncias e a posição em que se
encontra, dependendo das condições de iluminação
natural ou artificial. A baixa visão traduz-se numa
redução do rol de informações que o indivíduo recebe do
ambiente, restringindo a grande quantidade de dados que
este oferece e que são importantes para a construção do
conhecimento sobre o mundo exterior. Em outras palavras,
o indivíduo pode ter um conhecimento restrito do que o
rodeia.
2 – Baixa Visão
Heterogeneidade das
Deficiências Visuais
É importante destacar três
dimensões que dão lugar às
diferenças entre as distintas crianças
consideradas deficientes visuais: o
momento da aparição dos problemas
visuais, a forma de aparição e o grau
da perda da visão. Dimensões essas,
que o professor deve ter um
conhecimento prévio para planejar
sua aula e facilitar o aprendizado
dos alunos.
Heterogeneidade das
Deficiências Visuais
1 – Idade em que Manifestou o Problema
Visual
Uma criança com Cegueira Congênita dependerá
da audição e do tato para adquirir conhecimentos e
formar imagens mentais, enquanto uma criança cuja
cegueira ou perda acentuada da visão ocorra depois do
nascimento, poderá reter imagens visuais e ser capaz de
relacioná-las com as impressões recebidas pelos outros
sentidos. Se a perda ocorreu antes ou depois da
Alfabetização, poderá haver maior resistência ou
dificuldade para a aceitação da escrita braille.
2 – Forma de Manifestação: Perda
Progressiva ou Súbita
A criança ou jovem de baixa visão
que vai perdendo-a progressivamente,
poderá estar melhor preparada para a
aceitação da perda total, enquanto aqueles
que a perdem subitamente, podem ter
reações diferentes, requerendo apoio e
compreensão por mais tempo para
poderem aceitar sua nova condição;
embora em ambos os casos seja comum o
aparecimento de problemas ou
interferências no ajustamento emocional.
3 – Tipo e Grau de Visão Residual
O grau de visão subnormal,
acrescido do tipo de doença existente
poderá causar interferências no
aproveitamento do aluno devido ao
esforço que poderá fazer na tentativa
de querer enxergar mais do que
realmente pode, provocando tensão,
tanto física, quanto emocional. A
necessidade do uso de materiais
específicos ou a dificuldade na
aceitação de recursos ópticos, por
vezes nada estéticos, constituem-se
situações difíceis para a criança.
Deficiência Visual na Escola
A criança deficiente visual é aquela que difere da
média a tal ponto que irá necessitar de professores
especializados, adaptações curriculares e ou materiais
adicionais de ensino, para ajudá-la a atingir um nível
de desenvolvimento proporcional às suas capacidades.
Deficiência Visual na Escola
Os alunos com
deficiência visual não
constituem um grupo
homogêneo, com características
comuns de aprendizagem,
sendo também, um erro
considerá-los como um grupo à
parte, uma vez que suas
necessidades educacionais
básicas são, geralmente as
mesmas que as das crianças de
visão normal.
Deficiência Visual na Escola
O trabalho com alunos com baixa
visão baseia-se no princípio de estimular a
utilização plena do potencial de visão e
dos sentidos remanescentes, bem como na
superação de dificuldades e conflitos
emocionais. Para que o aluno com baixa
visão desenvolva a capacidade de
enxergar, o professor deve despertar o seu
interesse em utilizar a visão potencial. As
atividades realizadas devem proporcionar
prazer e motivação, o que leva à
intencionalidade e esta desenvolve a
iniciativa e a autonomia, que são os
objetivos primordiais da estimulação
visual.
Deficiência Visual na Escola
A baixa visão pode ocasionar conflitos emocionais,
psicológicos e sociais, que influenciam o desempenho visual,
a conduta do aluno, e refletem na aprendizagem. Um
ambiente de calma, encorajamento e confiança contribuirá
positivamente para a eficiência na melhor utilização da visão
potencial que deve ser explorada e estimulada no ambiente
educacional, pois o desempenho visual está relacionado com
a aprendizagem.
Deficiência Visual na Escola
Conhecer o desenvolvimento
global do aluno, o diagnóstico, a
avaliação funcional da visão, o
contexto familiar e social, bem como
as alternativas e os recursos
disponíveis, facilitam o planejamento
de atividades e a organização do
trabalho pedagógico. Há necessidade
de um conhecimento prévio de cada
caso, para elaboração de um plano
educacional adequado às
características e necessidades do
educando.
Avaliação
 Em algumas circunstâncias é recomendável valer-se de
exercícios orais;
 A adaptação e produção de material, a transcrição de
provas, exercícios e de textos em geral para o sistema
braille podem ser realizadas em salas multimeios, núcleos,
serviços ou centros de apoio pedagógico;
 Convém observar a necessidade de estender o tempo da
avaliação, considerando-se as peculiaridades já
mencionadas em relação à percepção não visual.
 Os alunos podem realizar trabalhos e tarefas escolares
utilizando a máquina de escrever em braille ou o
computador, sempre que possível.
Princípios da Educação do
Deficiente Visual
É importante considerar as diferenças
individuais dos alunos, pois a cegueira e os
vários graus de visão subnormal, não se
constitui em condição para padronização dos
indivíduos. O grau de visão, época e
condições em que surgiu a deficiência,
estrutura familiar, meio-ambiente, são
aspectos que exigem um programa
individualizado que venha a atender às
necessidades de cada criança, de acordo com
suas potencialidades e ritmo de desempenho.
1 – Individualização
Princípios da Educação do
Deficiente Visual
Sempre que possível, utilizar com a criança não vidente
objetos passíveis de toque e manipulação. Ela irá adquirir a
noção de forma, tamanho, peso, solidez, textura, flexibilidade,
temperatura e outras características dos objetos, principalmente
através do tato. Os modelos deverão ser ampliados quando os
originais forem muito pequenos e diminuídos quando muito
grandes.
2 – Concretização
Princípios da Educação do
Deficiente Visual
A orientação mental sobre ambientes
mais próximos pode ser iniciada pela exploração
detalhada dos mesmos, seguida de descrição ou
representação., por exemplo, pelo próprio
quarto, sala, cozinha e demais dependências; a
sala de aula, banheiro, diretoria, refeitório e
demais ambientes que deve circular na escola;
procurando estabelecer relações de tamanho e
distância entre os ambientes conhecidos, tanto do
lar quanto da escola, evoluindo conforme o
interesse e domínio da criança. Isso contribuirá
para uma futura locomoção independente.
3 – Estímulo Adicional
Recursos Ópticos e Não Ópticos
 A indicação de recursos ópticos depende de cada caso ou
patologia. Por isso, não são todos os indivíduos com baixa visão
que os utilizam. São utilizados mediante prescrição e orientação
oftalmológica;
 A utilização de recursos ópticos e não-ópticos envolve o
trabalho de pedagogia, de psicologia, de orientação e mobilidade
e outros que se fizerem necessários. As escolhas e os níveis de
adaptação desses recursos em cada caso devem ser definidos a
partir da conciliação de inúmeros fatores. Entre eles,
destacamos: necessidades específicas, diferenças individuais,
faixa etária, preferências, interesses e habilidades que vão
determinar as modalidades de adaptações e as atividades mais
adequadas.
 Recursos ópticos para longe: telescópio
(usado para leitura no quadro negro),
telelupas e lunetas;
1 – Recursos Ópticos
 Recursos ópticos para perto: óculos
especiais com lentes de aumento
 Lupas manuais ou lupas de mesa
e de apoio: úteis para ampliar o
tamanho de fontes para a leitura, as
dimensões de mapas, gráficos,
diagramas, figuras etc. Quanto
maior a ampliação do tamanho,
menor o campo de visão com
diminuição da velocidade de leitura
e maior fadiga visual.
 Tipos ampliados: ampliação de fontes, de
sinais e símbolos gráficos em livros, apostilas,
textos avulsos, jogos, agendas, entre outros;
2 – Recursos Não Ópticos
 Plano inclinado: carteira adaptada, com a
mesa inclinada para que o aluno possa realizar
as atividades com conforto visual e estabilidade
da coluna vertebral;
 Acessórios: lápis 4B ou 6B, canetas de ponta
porosa, suporte para livros, cadernos com
pautas pretas espaçadas, gravadores.;
 Chapéus e bonés: ajudam a diminuir o reflexo da luz em sala
de aula ou em ambientes externos.
Espaço Físico e Mobiliário
A configuração do espaço físico
não é percebida de forma imediata por
alunos cegos, tal como ocorre com os
que enxergam. Por isso, é necessário
possibilitar o conhecimento e o
reconhecimento do espaço físico e da
disposição do mobiliário. A coleta de
informações se dará de forma
processual e analítica através da
exploração do espaço concreto da sala
de aula e do trajeto rotineiro dos
alunos: entrada da escola, pátio,
cantina, banheiros, biblioteca,
secretaria, sala dos professores e da
diretoria, escadas, obstáculos.
Espaço Físico e Mobiliário
As portas devem ficar
completamente abertas ou fechadas
para evitar imprevistos
desagradáveis ou acidentes. O
mobiliário deve ser estável e
qualquer alteração deve ser avisada.
Convém reservar um espaço na sala
de aula com mobiliário adequado
para a disposição dos instrumentos
utilizados por esses alunos que
devem incumbir-se da ordem e
organização do material para
assimilar pontos de referência úteis
para eles.
Recomendações Úteis
 Sentar o aluno a uma distância de aproximadamente um metro do
quadro negro na parte central da sala;
 Evitar a incidência de claridade diretamente nos olhos da criança;
 Estimular o uso constante dos óculos, caso seja esta a indicação
médica;
 Posicionar a carteira de maneira que o aluno não escreva na
própria sombra;
 Adaptar o trabalho de acordo com a condição visual do aluno;
 Ter clareza de que o aluno enxerga as palavras e ilustrações
mostradas;
 Em certos casos, conceder maior tempo para o término das
atividades propostas;
 Explicar, com palavras, as tarefas a serem realizadas.
Comunicação e Relacionamento
A falta da visão desperta
curiosidade, interesse, inquietações e não
raro, provoca grande impacto no
ambiente escolar. Costuma ser abordada
de forma pouco natural e pouco
espontânea porque os professores não
sabem como proceder em relação. aos
alunos cegos. Eles manifestam dificuldade
de aproximação e de comunicação, não
sabem o que fazer e como fazer. Nesse
caso, torna-se necessário quebrar o tabu,
dissipar os fantasmas, explicitar o
conflito e dialogar com a situação.
Somente assim será possível assimilar
novas atitudes, procedimentos e posturas.
Comunicação e Relacionamento
Os educadores devem
estabelecer um relacionamento aberto
e cordial com a família dos alunos para
conhecer melhor suas necessidades,
hábitos e comportamentos. Devem
conversar naturalmente e esclarecer
dúvidas ou responder perguntas dos
colegas na sala de aula. Todos
precisam criar o hábito de evitar a
comunicação gestual e visual na
interação com esses alunos. É
recomendável também evitar a
fragilização ou a superproteção e
combater atitudes discriminatórias.
Modalidades de
Atendimento Educacional
Classe Especial: É o tipo de agrupamento
tradicionalmente utilizado nas escolas especiais organizadas
para o atendimento de um determinado tipo de deficiência, no
caso, a visual. Embora tais escolas possam oferecer boas
oportunidades para o ensino face aos recursos disponíveis, são
evidentes as desvantagens da própria institucionalização como
a rotina, formalidade, segregação familiar e social, rigidez de
horários e outros aspectos.
Modalidades de
Atendimento Educacional
Sala de Recursos: As salas de recursos
são criadas e instaladas em
estabelecimentos de ensino regular.
Contando com um professor especializado
à disposição da unidade escolar onde a
mesma se encontra instalada. Neste tipo
de atendimento, o aluno cego ou portador
de visão subnormal recorre à sala de
recursos quando encontrar dificuldades
de aprendizagem decorrentes de
problemas impostos por sua
limitação visual, cuja solução seja
impossível através dos recursos utilizados
pelo professor do ensino regular.
Modalidades de Atendimento
Educacional
Sala de Recursos: Pode frequentá-la também para desenvolver
atividades específicas como atividades da vida diária, orientação e
mobilidade, treinamento da visão residual, datilografia braille e
informática, dentre outras atividades. Contudo, é importante que
professor da sala de recursos fique atento para que que esta não se
torne uma classe especial, evitando manter nela os alunos por períodos
mais longos do que o necessário, visto que esta situação contraria os
pressupostos desta forma de atendimento.
Ensino Itinerante: Neste tipo de
atendimento, o professor atende o aluno
na escola em que este se encontra
matriculado obedecendo a um
planejamento elaborado de forma a
satisfazer às necessidades individuais de
cada aluno e do pessoal da escola. No
ensino itinerante o professor
especializado trabalha diretamente com
o aluno e indiretamente, podendo deixar
orientações e atividades a serem
realizadas, até o seu retorno, pelo
próprio aluno, o professor comum, a
família ou pelo pessoal da escola.
Modalidades de Atendimento
Educacional
Classe Regular: O modelo educacional
integracionista, pioneiro na educação especial da
América Latina, foi iniciado em 1945 pela Fundação
para o Livro do Cego no Brasil (SP), hoje Fundação
Dorina Nowill, ao oferecer os primeiros atendimentos
educacionais a alunos deficientes visuais matriculados
no Sistema Estadual de Ensino.
Modalidades de Atendimento
Educacional
Sistema Braile
 Criado por Louis Braille, em 1825, na
França, o sistema braille é conhecido
universalmente como código ou meio de
leitura e escrita das pessoas cegas;
 Baseia-se na combinação de 63 pontos
que representam as letras do alfabeto, os
números e outros símbolos gráficos;
 O braille é lido da esquerda para a direita, com uma ou
ambas as mãos. Algumas pessoas ganharam tanta prática
em ler braille que conseguem ler até 200 palavras por
minuto.
Sistema Braile
 As primeiras dez letras (A a J) só usam os pontos das
duas fileiras de cima. Os números de 1 a 9 e o zero são
representados por esses mesmos dez sinais;
 As dez letras seguintes (K a T) acrescentam o ponto no
canto inferior esquerdo a cada uma das dez primeiras
letras;
 As últimas cinco letras (U a Z) acrescentam ambos os
pontos inferiores às cinco primeiras letras, a exceção da
letra "w", que foi acrescentada posteriormente ao alfabeto
francês;
A máquina de escrever tem seis teclas básicas
correspondentes aos pontos da cela braille. O toque
simultâneo de uma combinação de teclas produz os pontos
que correspondem aos sinais e símbolo desejados. É um
mecanismo de escrita mais rápido, prático e eficiente.
Sistema Braile
No Brasil, o método começou a ser adotado em 1856, e
as duas únicas instituições que imprimem em braile são a
Fundação para o Livro do Cego, de São Paulo, e o Instituto
Benjamin Constant, do Rio de Janeiro: juntas editam cerca
de 25 títulos por mês, num total de 4 mil volumes - aquém
das necessidades. Por lei, são obrigadas a distribuí-los
gratuitamente aos 750 mil cegos que se estima existirem
no país.
Sistema Braile
Sugestões
Sugestões
Sorobã: Instrumento utilizado para trabalhar cálculos
e operações matemáticas; espécie de ábaco que contém
cinco contas em cada eixo e borracha compressora para
deixar as contas fixas.
 Uma pessoa total; evitando focalizar a atenção na
sua condição visual;
 Acreditar na potencialidade da criança,
considerando-a capaz de estudar, de ser
independente, de trabalhar, praticar esportes e tantas
outras coisas que seus amigos fazem;
O Papel da Família
 O ambiente sócio-familiar vai influenciar sua forma
de agir, de ser, determinando o seu desempenho
emocional, escolar e social;
 É preciso sensibilizar a família, para que esta atente
não somente para as condições ambientais físicas que
envolvem o deficiente, mas também para o ambiente
emocional, o contexto biopsicossocial.
O Papel da Família
 Família integrada significa pessoas mais
funcionais, felizes, autoconfiantes e mais
integradas à sociedade.
 O processo de socialização da família do
deficiente visual é parte fundamental do
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visual ou múltipla.
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Deficiencia Visual

  • 2. Deficiência Segundo a Convenção da Guatemala (Decreto n 3956/01) : Restrição física, mental ou sensorial, de natureza permanente ou transitória, que limita a capacidade de exercer uma ou mais atividades essenciais da vida diária, causada ou agravada pelo ambiente econômico e social.
  • 3. Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF): Perda ou anormalidade de estrutura ou função psicológica , fisiológica ou anatômica temporária ou permanente. Deficiência
  • 4. Visão A criança que enxerga estabelece uma comunicação visual com o mundo exterior desde os primeiros meses de vida porque é estimulada a olhar para tudo o que está à sua volta, sendo possível acompanhar o movimento das pessoas e dos objetos sem sair do lugar.
  • 5. Visão A visão reina soberana na hierarquia dos sentidos e ocupa uma posição proeminente no que se refere à percepção e integração de formas, contornos, tamanhos, cores e imagens que estruturam a composição de uma paisagem ou de um ambiente. É o elo que integra os outros sentidos, permite associar som e imagem, imitar um gesto ou comportamento e exercer uma atividade exploratória circunscrita a um espaço delimitado.
  • 6. Visão Quando nasce, a criança percebe a luz de maneira precária, pois seus órgãos estão em desenvolvimento, e seus olhos podem realizar movimentos descoordenados. Aos três meses ela começa a fixar os olhos e, aos nove, a desenvolver a visão de relevo, por meio da qual consegue ter noção de distancia e de formas.
  • 7. Aos dois anos, a criança discrimina 50% do campo visual; aos quatro, aproximadamente 70%, aos cinco, adquire visão igual a do adulto. As pessoas não nascem sabendo ver, elas aprendem a ver desenvolvendo as estruturas dos olhos e do córtex visual. Visão
  • 8. Deficiência Visual  Há aproximadamente 66 diferentes definições de cegueira, utilizadas para fins estatísticos em diversos países;  O conceito de cegueira não é absoluto, pois reúne indivíduos com vários graus de visão;  A cegueira é uma deficiência sensorial que se caracteriza pelo fato de que as pessoas que dela padecem têm seu sistema visual de coleta de informações total ou seriamente prejudicado;
  • 9. Deficiência Visual Portanto, quando se fala de cegos, se faz referência a uma população muito heterogênea, que inclui não apenas as pessoas que vivem na escuridão total. Ela não significa, total incapacidade de ver, e, sim, prejuízo dessa aptidão a ponto de tornar o sujeito necessariamente incapacitado para as tarefas rotineiras.
  • 10. Deficiência Visual A cegueira é uma alteração grave ou total de uma ou mais das funções elementares da visão que afeta de modo irremediável a capacidade de perceber cor, tamanho, distância, forma, posição ou movimento em um campo mais ou menos abrangente.
  • 11. Deficiência Visual Pode ocorrer desde o nascimento (cegueira congênita), ou posteriormente (cegueira adventícia, usualmente conhecida como adquirida) em decorrência de causas orgânicas ou acidentais. Em alguns casos, a cegueira pode associar-se à perda da audição (surdocegueira) ou a outras deficiências.
  • 12. Deficiência Visual O dano total ou parcial, no sistema visual faz com que as crianças cegas e deficientes visuais tenham de utilizar os demais sistemas sensoriais para conhecer o mundo a sua volta. Os sentidos têm as mesmas características e potencialidades para todas as pessoas. As informações tátil, auditiva e olfativa são mais desenvolvidas pelas pessoas cegas porque elas recorrem a esses sentidos com mais frequência para decodificar e guardar na memória as informações.
  • 13. Deficiência Visual O TATO é um dos principais sistemas sensoriais que as crianças não videntes usam para conhecer o mundo à sua volta. O tato permite uma coleta de informações bastante precisa sobre os objetos próximos, mas é muito mais lento que a visão e, por isso, a exploração dos objetos grandes é fragmentária e sequencial.
  • 14. Deficiência Visual A AUDIÇÃO também terá grande importância para o desenvolvimento e a aprendizagem dos cegos. Além de ser utilizada para a comunicação verbal, os não videntes a utilizam para localizar a identificação de objetos e pessoas no espaço. A habilidade de atribuir significado a um som sem perceber visualmente a sua origem é difícil e complexa.
  • 15. Deficiência Visual O OLFATO serve para os não videntes para reconhecer pessoas e ambientes, ajudando os demais sistemas sensoriais na complexa tarefa de conhecer o espaço distante.
  • 16. Deficiência Visual O SISTEMA PROPRIOCEPTIVO proporciona a orientação e a mobilidade na ausência da visão. Possibilita aos não videntes o reconhecimento espacial do corpo e equilíbrio.
  • 17. Deficiência Visual É importante ressaltar que a afetação do sistema visual acarreta hipertrofia dos demais sistemas sensoriais e nem que os cegos não tenham patamares sensoriais mais baixos que os videntes; não ouvem melhor, nem têm maior sensibilidade tátil ou olfativa. Contudo, aprendem a utilizá-los melhor ou para outra finalidades distintas do que fazem os videntes.
  • 18. Avaliação Funcional Na avaliação funcional da visão considera-se:  Acuidade Visual: a distância de um ponto ao outro em uma linha reta por meio da qual um objeto é visto. Pode ser obtida através da utilização de escalas a partir de um padrão de normalidade da visão;  O campo visual: a amplitude e a abrangência do ângulo da visão em que os objetos são focalizados.
  • 19. Avaliação Funcional  Uso eficiente do potencial da visão: A funcionalidade ou eficiência da visão é definida em termos da qualidade e do aproveitamento do potencial visual de acordo com as condições de estimulação e de ativação das funções visuais. Deve-se considerar a interferência de fatores emocionais, as condições ambientais e as contingências de vida do indivíduo.  A avaliação funcional da visão revela dados quantitativos e qualitativos de observação sobre o nível da consciência visual, a recepção, assimilação, integração e elaboração dos estímulos visuais, bem como sobre o desempenho e o uso funcional do potencial da visão.
  • 20. Avaliação Funcional Quando o oftalmologista detecta deficiência visual numa criança, deve encaminhá-la a serviços especializados para ser submetida a uma avaliação. Por meio de testes, serão analisadas todas as suas funções visuais a fim de compreender como essa criança está enxergando. Saber isso é importante porque, no processo de reabilitação visual, esse dado será transmitido aos profissionais da área de educação que vão dar apoio à inclusão da criança com baixa visão na escola comum. O professor precisa saber como exatamente a criança enxerga para fazer alterações no ambiente e no material de modo a favorecer o melhor desempenho visual possível.
  • 21. Manifestação Qualquer que seja a idade, a pessoa é cega, quando não tem percepção de luz. Para ela tudo é escuro. Na cegueira, existe um padrão único de resposta, ou seja, a pessoa não enxerga nada. A cegueira engloba prejuízos da aptidão para o exercício de tarefas rotineiras exercidas de forma convencional, através do olhar, só permitindo sua realização de formas alternativas. 1 - Cegueira
  • 22. Manifestação  Para classificar a baixa visão, utiliza-se a escala numérica da medida da acuidade visual. Lembrando que a visão normal é 20/20, a baixa visão vai de 20/60 até a falta total de percepção de luz;  Pode-se dizer que, tem deficiência de visão a pessoa que enxerga no mínimo três vezes menos do que a pessoa normal;  Contudo, essa classificação só cabe quando o paciente passou por todos os tratamentos possíveis para a doença ocular de base e já foram tentados todos os recursos óticos disponíveis para melhorar a capacidade visual; 2 – Baixa Visão
  • 23. Manifestação Uma pessoa com baixa visão apresenta grande oscilação de sua condição visual de acordo com o seu estado emocional, as circunstâncias e a posição em que se encontra, dependendo das condições de iluminação natural ou artificial. A baixa visão traduz-se numa redução do rol de informações que o indivíduo recebe do ambiente, restringindo a grande quantidade de dados que este oferece e que são importantes para a construção do conhecimento sobre o mundo exterior. Em outras palavras, o indivíduo pode ter um conhecimento restrito do que o rodeia. 2 – Baixa Visão
  • 24. Heterogeneidade das Deficiências Visuais É importante destacar três dimensões que dão lugar às diferenças entre as distintas crianças consideradas deficientes visuais: o momento da aparição dos problemas visuais, a forma de aparição e o grau da perda da visão. Dimensões essas, que o professor deve ter um conhecimento prévio para planejar sua aula e facilitar o aprendizado dos alunos.
  • 25. Heterogeneidade das Deficiências Visuais 1 – Idade em que Manifestou o Problema Visual Uma criança com Cegueira Congênita dependerá da audição e do tato para adquirir conhecimentos e formar imagens mentais, enquanto uma criança cuja cegueira ou perda acentuada da visão ocorra depois do nascimento, poderá reter imagens visuais e ser capaz de relacioná-las com as impressões recebidas pelos outros sentidos. Se a perda ocorreu antes ou depois da Alfabetização, poderá haver maior resistência ou dificuldade para a aceitação da escrita braille.
  • 26. 2 – Forma de Manifestação: Perda Progressiva ou Súbita A criança ou jovem de baixa visão que vai perdendo-a progressivamente, poderá estar melhor preparada para a aceitação da perda total, enquanto aqueles que a perdem subitamente, podem ter reações diferentes, requerendo apoio e compreensão por mais tempo para poderem aceitar sua nova condição; embora em ambos os casos seja comum o aparecimento de problemas ou interferências no ajustamento emocional.
  • 27. 3 – Tipo e Grau de Visão Residual O grau de visão subnormal, acrescido do tipo de doença existente poderá causar interferências no aproveitamento do aluno devido ao esforço que poderá fazer na tentativa de querer enxergar mais do que realmente pode, provocando tensão, tanto física, quanto emocional. A necessidade do uso de materiais específicos ou a dificuldade na aceitação de recursos ópticos, por vezes nada estéticos, constituem-se situações difíceis para a criança.
  • 28. Deficiência Visual na Escola A criança deficiente visual é aquela que difere da média a tal ponto que irá necessitar de professores especializados, adaptações curriculares e ou materiais adicionais de ensino, para ajudá-la a atingir um nível de desenvolvimento proporcional às suas capacidades.
  • 29. Deficiência Visual na Escola Os alunos com deficiência visual não constituem um grupo homogêneo, com características comuns de aprendizagem, sendo também, um erro considerá-los como um grupo à parte, uma vez que suas necessidades educacionais básicas são, geralmente as mesmas que as das crianças de visão normal.
  • 30. Deficiência Visual na Escola O trabalho com alunos com baixa visão baseia-se no princípio de estimular a utilização plena do potencial de visão e dos sentidos remanescentes, bem como na superação de dificuldades e conflitos emocionais. Para que o aluno com baixa visão desenvolva a capacidade de enxergar, o professor deve despertar o seu interesse em utilizar a visão potencial. As atividades realizadas devem proporcionar prazer e motivação, o que leva à intencionalidade e esta desenvolve a iniciativa e a autonomia, que são os objetivos primordiais da estimulação visual.
  • 31. Deficiência Visual na Escola A baixa visão pode ocasionar conflitos emocionais, psicológicos e sociais, que influenciam o desempenho visual, a conduta do aluno, e refletem na aprendizagem. Um ambiente de calma, encorajamento e confiança contribuirá positivamente para a eficiência na melhor utilização da visão potencial que deve ser explorada e estimulada no ambiente educacional, pois o desempenho visual está relacionado com a aprendizagem.
  • 32. Deficiência Visual na Escola Conhecer o desenvolvimento global do aluno, o diagnóstico, a avaliação funcional da visão, o contexto familiar e social, bem como as alternativas e os recursos disponíveis, facilitam o planejamento de atividades e a organização do trabalho pedagógico. Há necessidade de um conhecimento prévio de cada caso, para elaboração de um plano educacional adequado às características e necessidades do educando.
  • 33. Avaliação  Em algumas circunstâncias é recomendável valer-se de exercícios orais;  A adaptação e produção de material, a transcrição de provas, exercícios e de textos em geral para o sistema braille podem ser realizadas em salas multimeios, núcleos, serviços ou centros de apoio pedagógico;  Convém observar a necessidade de estender o tempo da avaliação, considerando-se as peculiaridades já mencionadas em relação à percepção não visual.  Os alunos podem realizar trabalhos e tarefas escolares utilizando a máquina de escrever em braille ou o computador, sempre que possível.
  • 34. Princípios da Educação do Deficiente Visual É importante considerar as diferenças individuais dos alunos, pois a cegueira e os vários graus de visão subnormal, não se constitui em condição para padronização dos indivíduos. O grau de visão, época e condições em que surgiu a deficiência, estrutura familiar, meio-ambiente, são aspectos que exigem um programa individualizado que venha a atender às necessidades de cada criança, de acordo com suas potencialidades e ritmo de desempenho. 1 – Individualização
  • 35. Princípios da Educação do Deficiente Visual Sempre que possível, utilizar com a criança não vidente objetos passíveis de toque e manipulação. Ela irá adquirir a noção de forma, tamanho, peso, solidez, textura, flexibilidade, temperatura e outras características dos objetos, principalmente através do tato. Os modelos deverão ser ampliados quando os originais forem muito pequenos e diminuídos quando muito grandes. 2 – Concretização
  • 36. Princípios da Educação do Deficiente Visual A orientação mental sobre ambientes mais próximos pode ser iniciada pela exploração detalhada dos mesmos, seguida de descrição ou representação., por exemplo, pelo próprio quarto, sala, cozinha e demais dependências; a sala de aula, banheiro, diretoria, refeitório e demais ambientes que deve circular na escola; procurando estabelecer relações de tamanho e distância entre os ambientes conhecidos, tanto do lar quanto da escola, evoluindo conforme o interesse e domínio da criança. Isso contribuirá para uma futura locomoção independente. 3 – Estímulo Adicional
  • 37. Recursos Ópticos e Não Ópticos  A indicação de recursos ópticos depende de cada caso ou patologia. Por isso, não são todos os indivíduos com baixa visão que os utilizam. São utilizados mediante prescrição e orientação oftalmológica;  A utilização de recursos ópticos e não-ópticos envolve o trabalho de pedagogia, de psicologia, de orientação e mobilidade e outros que se fizerem necessários. As escolhas e os níveis de adaptação desses recursos em cada caso devem ser definidos a partir da conciliação de inúmeros fatores. Entre eles, destacamos: necessidades específicas, diferenças individuais, faixa etária, preferências, interesses e habilidades que vão determinar as modalidades de adaptações e as atividades mais adequadas.
  • 38.  Recursos ópticos para longe: telescópio (usado para leitura no quadro negro), telelupas e lunetas; 1 – Recursos Ópticos  Recursos ópticos para perto: óculos especiais com lentes de aumento  Lupas manuais ou lupas de mesa e de apoio: úteis para ampliar o tamanho de fontes para a leitura, as dimensões de mapas, gráficos, diagramas, figuras etc. Quanto maior a ampliação do tamanho, menor o campo de visão com diminuição da velocidade de leitura e maior fadiga visual.
  • 39.  Tipos ampliados: ampliação de fontes, de sinais e símbolos gráficos em livros, apostilas, textos avulsos, jogos, agendas, entre outros; 2 – Recursos Não Ópticos  Plano inclinado: carteira adaptada, com a mesa inclinada para que o aluno possa realizar as atividades com conforto visual e estabilidade da coluna vertebral;  Acessórios: lápis 4B ou 6B, canetas de ponta porosa, suporte para livros, cadernos com pautas pretas espaçadas, gravadores.;  Chapéus e bonés: ajudam a diminuir o reflexo da luz em sala de aula ou em ambientes externos.
  • 40. Espaço Físico e Mobiliário A configuração do espaço físico não é percebida de forma imediata por alunos cegos, tal como ocorre com os que enxergam. Por isso, é necessário possibilitar o conhecimento e o reconhecimento do espaço físico e da disposição do mobiliário. A coleta de informações se dará de forma processual e analítica através da exploração do espaço concreto da sala de aula e do trajeto rotineiro dos alunos: entrada da escola, pátio, cantina, banheiros, biblioteca, secretaria, sala dos professores e da diretoria, escadas, obstáculos.
  • 41. Espaço Físico e Mobiliário As portas devem ficar completamente abertas ou fechadas para evitar imprevistos desagradáveis ou acidentes. O mobiliário deve ser estável e qualquer alteração deve ser avisada. Convém reservar um espaço na sala de aula com mobiliário adequado para a disposição dos instrumentos utilizados por esses alunos que devem incumbir-se da ordem e organização do material para assimilar pontos de referência úteis para eles.
  • 42. Recomendações Úteis  Sentar o aluno a uma distância de aproximadamente um metro do quadro negro na parte central da sala;  Evitar a incidência de claridade diretamente nos olhos da criança;  Estimular o uso constante dos óculos, caso seja esta a indicação médica;  Posicionar a carteira de maneira que o aluno não escreva na própria sombra;  Adaptar o trabalho de acordo com a condição visual do aluno;  Ter clareza de que o aluno enxerga as palavras e ilustrações mostradas;  Em certos casos, conceder maior tempo para o término das atividades propostas;  Explicar, com palavras, as tarefas a serem realizadas.
  • 43. Comunicação e Relacionamento A falta da visão desperta curiosidade, interesse, inquietações e não raro, provoca grande impacto no ambiente escolar. Costuma ser abordada de forma pouco natural e pouco espontânea porque os professores não sabem como proceder em relação. aos alunos cegos. Eles manifestam dificuldade de aproximação e de comunicação, não sabem o que fazer e como fazer. Nesse caso, torna-se necessário quebrar o tabu, dissipar os fantasmas, explicitar o conflito e dialogar com a situação. Somente assim será possível assimilar novas atitudes, procedimentos e posturas.
  • 44. Comunicação e Relacionamento Os educadores devem estabelecer um relacionamento aberto e cordial com a família dos alunos para conhecer melhor suas necessidades, hábitos e comportamentos. Devem conversar naturalmente e esclarecer dúvidas ou responder perguntas dos colegas na sala de aula. Todos precisam criar o hábito de evitar a comunicação gestual e visual na interação com esses alunos. É recomendável também evitar a fragilização ou a superproteção e combater atitudes discriminatórias.
  • 45. Modalidades de Atendimento Educacional Classe Especial: É o tipo de agrupamento tradicionalmente utilizado nas escolas especiais organizadas para o atendimento de um determinado tipo de deficiência, no caso, a visual. Embora tais escolas possam oferecer boas oportunidades para o ensino face aos recursos disponíveis, são evidentes as desvantagens da própria institucionalização como a rotina, formalidade, segregação familiar e social, rigidez de horários e outros aspectos.
  • 46. Modalidades de Atendimento Educacional Sala de Recursos: As salas de recursos são criadas e instaladas em estabelecimentos de ensino regular. Contando com um professor especializado à disposição da unidade escolar onde a mesma se encontra instalada. Neste tipo de atendimento, o aluno cego ou portador de visão subnormal recorre à sala de recursos quando encontrar dificuldades de aprendizagem decorrentes de problemas impostos por sua limitação visual, cuja solução seja impossível através dos recursos utilizados pelo professor do ensino regular.
  • 47. Modalidades de Atendimento Educacional Sala de Recursos: Pode frequentá-la também para desenvolver atividades específicas como atividades da vida diária, orientação e mobilidade, treinamento da visão residual, datilografia braille e informática, dentre outras atividades. Contudo, é importante que professor da sala de recursos fique atento para que que esta não se torne uma classe especial, evitando manter nela os alunos por períodos mais longos do que o necessário, visto que esta situação contraria os pressupostos desta forma de atendimento.
  • 48. Ensino Itinerante: Neste tipo de atendimento, o professor atende o aluno na escola em que este se encontra matriculado obedecendo a um planejamento elaborado de forma a satisfazer às necessidades individuais de cada aluno e do pessoal da escola. No ensino itinerante o professor especializado trabalha diretamente com o aluno e indiretamente, podendo deixar orientações e atividades a serem realizadas, até o seu retorno, pelo próprio aluno, o professor comum, a família ou pelo pessoal da escola. Modalidades de Atendimento Educacional
  • 49. Classe Regular: O modelo educacional integracionista, pioneiro na educação especial da América Latina, foi iniciado em 1945 pela Fundação para o Livro do Cego no Brasil (SP), hoje Fundação Dorina Nowill, ao oferecer os primeiros atendimentos educacionais a alunos deficientes visuais matriculados no Sistema Estadual de Ensino. Modalidades de Atendimento Educacional
  • 50. Sistema Braile  Criado por Louis Braille, em 1825, na França, o sistema braille é conhecido universalmente como código ou meio de leitura e escrita das pessoas cegas;  Baseia-se na combinação de 63 pontos que representam as letras do alfabeto, os números e outros símbolos gráficos;  O braille é lido da esquerda para a direita, com uma ou ambas as mãos. Algumas pessoas ganharam tanta prática em ler braille que conseguem ler até 200 palavras por minuto.
  • 51. Sistema Braile  As primeiras dez letras (A a J) só usam os pontos das duas fileiras de cima. Os números de 1 a 9 e o zero são representados por esses mesmos dez sinais;  As dez letras seguintes (K a T) acrescentam o ponto no canto inferior esquerdo a cada uma das dez primeiras letras;  As últimas cinco letras (U a Z) acrescentam ambos os pontos inferiores às cinco primeiras letras, a exceção da letra "w", que foi acrescentada posteriormente ao alfabeto francês;
  • 52.
  • 53. A máquina de escrever tem seis teclas básicas correspondentes aos pontos da cela braille. O toque simultâneo de uma combinação de teclas produz os pontos que correspondem aos sinais e símbolo desejados. É um mecanismo de escrita mais rápido, prático e eficiente. Sistema Braile
  • 54. No Brasil, o método começou a ser adotado em 1856, e as duas únicas instituições que imprimem em braile são a Fundação para o Livro do Cego, de São Paulo, e o Instituto Benjamin Constant, do Rio de Janeiro: juntas editam cerca de 25 títulos por mês, num total de 4 mil volumes - aquém das necessidades. Por lei, são obrigadas a distribuí-los gratuitamente aos 750 mil cegos que se estima existirem no país. Sistema Braile
  • 56. Sugestões Sorobã: Instrumento utilizado para trabalhar cálculos e operações matemáticas; espécie de ábaco que contém cinco contas em cada eixo e borracha compressora para deixar as contas fixas.
  • 57.  Uma pessoa total; evitando focalizar a atenção na sua condição visual;  Acreditar na potencialidade da criança, considerando-a capaz de estudar, de ser independente, de trabalhar, praticar esportes e tantas outras coisas que seus amigos fazem; O Papel da Família
  • 58.  O ambiente sócio-familiar vai influenciar sua forma de agir, de ser, determinando o seu desempenho emocional, escolar e social;  É preciso sensibilizar a família, para que esta atente não somente para as condições ambientais físicas que envolvem o deficiente, mas também para o ambiente emocional, o contexto biopsicossocial. O Papel da Família
  • 59.  Família integrada significa pessoas mais funcionais, felizes, autoconfiantes e mais integradas à sociedade.  O processo de socialização da família do deficiente visual é parte fundamental do desenvolvimento da pessoa com deficiência visual ou múltipla. O Papel da Família