Prevenção, chance e
causalidade
Ricardo Alexandre de Souza
Compreender o conceito de prevenção
Compreender o conceito de chance
Compreender o conceito de causalidade
Objetivos didát...
O termo 'prevenir' tem o significado de "preparar; chegar
antes de; dispor de maneira que evite (dano, mal); impedir
que s...
A base do discurso preventivo é o conhecimento
epidemiológico moderno; seu objetivo é o controle da
transmissão de doenças...
Imunização
Rastreamento
Mudança de estilo de vida
Quimioprevenção
Tipos de prevenção
Previne 15 tipos de doenças
O exemplo da Vacinação por HPV
Imunização
E a identificação doenças assintomáticas ou fatores
de risco
Rastreamento começa no período neonatal
Discutiremos mais em ...
Mudança de comportamento deve gerar redução de
risco para determinada doença
Aconselhamento leva a mudança do comportament...
É o uso de uma droga para evitar uma doença.
O exemplo do uso do ácido fólico
Quimioprevenção
Níveis de prevenção
Mantem a doença de ocorrer por afastar todas as
causas.
Vacinação é um exemplo
Vida saudável
Prevenção em nivel comunitári...
Detecta quando a doença ainda está assintomática e
quando o tratamento interrompe sua progressão
Rastreamento precoce
Um t...
Descreve atividades clínicas que previnem
deteriorização ou reduzem complicações depois que
uma doença já se manifestou
Ou...
Critérios ara decidir se uma condição
médica deve ser incluida no cuidado
preventivo
Quão grande é o peso de sofrer dessa
...
Somente as doenças com o 5 D’s deveriam entrar no
modelo de prevenção
Com que frequência isso ocorre
A incidência é import...
Efetividade do tratamento
Rastreamento de prevalência e incidência
O rendimento de um rastreio diminui se ele e repetido
através do tempo
Métodos de...
Métodos de avaliação de programas
de rastreamento
Lead-time bias (viés da condução do tempo) Doença é
detectada mais precocemente
Erros mais comuns
Length-time bias ocorre por que a proporção de
lesões com crescimento lento é maior que a
proporção daqueles diagnosticado...
Compliance bias: paciente complacentes tende a ter
melhores diagnóstiso independente das atividades
preventivas
Erros mais...
Como evitar os erros
Performance dos testes de
rastreamento
Por conta de uma prevalência baixa na maior parte
das doenças em pessoas assintomáticas, o valor
preditivo de um teste é b...
Um exame ideal deveria ser
rápido, barato e requerer
pouco do paciente.
Simplicidade e baixo custo
Efeitos adversos incluem:
desconforto durante o procedimento
Falso positivo
Sobre-diagnóstico
Consequências indesejadas de...
Baixo valores preditivos levam a isso.
10 % das mamografias são falso-positivas
Risco de resultado falso-positivo
Número d...
Risco de overdiagnoses
Risco de overdiagnoses
Thyroid patients at risk from ‘overdiagnoses’
Wednesday, August 28, 2013
By Catherine Shanahan
Iris...
Risco de overdiagnoses
Pesando os males e os benefícios
Estudar no livro
Chance
Causas individuais:
POSTULADOS DE HENLE KOCH (1882)
Causalidade
O agente tem que ocorrer em todos os casos da doença
em questão e sob circunstâncias que podem dar uma
explicação satisfat...
Modelo unicausal:
Um único agente é Causa necessária e suficiente
Postulado de Koch
Conceito de Multicausalidade das doenças
Modelos ecológicos
Idéia de fatores de risco
“A causa de uma doença específica é ...
Multicausalidade na DCV
Causa necessária
A doença somente se desenvolve na presença da causa
Causa suficiente
Conjunto de condições ou eventos mín...
Uma causa suficiente geralmente é composta por
diversos componentes.
Dificilmente se conhecem todos esses componentes.
Uma...
Nas doenças crônico-degenerativasa questão é mais
complexa com diferentes causas suficientes para uma
mesma doença
Modelo ...
Ex.: IAM decorrente de:
Diabetes + Hipertensão + Tabagismo + Dislipidemia
OU
Sedentarismo + Hipertensão + Obesidade + Meno...
Um componente causal, isolado, raramente é causa
suficiente.
O termo risco é usado para descrever a probabilidade
de que p...
Critérios de causalidade de Hill
Associação e causa
Hierarquia dos estudos
Síndrome do chicote:
Acidente de carro
Dor no pescoço
Seguido por depressão e ansiedade
Coorte mostrou que pessoas com ess...
Força da associação
O exemplo do Tabagismo
Dose resposta
Reversibilidade
Os achados devem ser coerentes com as tendências
tempo- rais, es ficos, o por
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preciso alguma coerência entre o conhecimento existente
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A o esta especificamente associada a um tipo
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pode ser vel). Exemplo: poeira d...
O observado logo ao que se sabe sobre outra
doença ou o. Exemplo bem reconhecido o
fato de que a o causa rias doenças;
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Prevenção, chance e causalidade

  1. 1. Prevenção, chance e causalidade Ricardo Alexandre de Souza
  2. 2. Compreender o conceito de prevenção Compreender o conceito de chance Compreender o conceito de causalidade Objetivos didáticos
  3. 3. O termo 'prevenir' tem o significado de "preparar; chegar antes de; dispor de maneira que evite (dano, mal); impedir que se realize" (Ferreira, 1986). A prevenção em saúde "exige uma ação antecipada, baseada no conhecimento da história natural a fim de tornar improvável o progresso posterior da doença" (Leavell & Clarck, 1976: 17). As ações preventivas definem-se como intervenções orientadas a evitar o surgimento de doenças específicas, reduzindo sua incidência e prevalência nas populações. Conceito
  4. 4. A base do discurso preventivo é o conhecimento epidemiológico moderno; seu objetivo é o controle da transmissão de doenças infecciosas e a redução do risco de doenças degenerativas ou outros agravos específicos. Os projetos de prevenção e de educação em saúde estruturam-se mediante a divulgação de informação científica e de recomendações normativas de mudanças de hábitos. Conceito
  5. 5. Imunização Rastreamento Mudança de estilo de vida Quimioprevenção Tipos de prevenção
  6. 6. Previne 15 tipos de doenças O exemplo da Vacinação por HPV Imunização
  7. 7. E a identificação doenças assintomáticas ou fatores de risco Rastreamento começa no período neonatal Discutiremos mais em breve Rastreamento
  8. 8. Mudança de comportamento deve gerar redução de risco para determinada doença Aconselhamento leva a mudança do comportamento antes de necessariamente precisar de trabalhar a prevenção Mudança de estilo de vida
  9. 9. É o uso de uma droga para evitar uma doença. O exemplo do uso do ácido fólico Quimioprevenção
  10. 10. Níveis de prevenção
  11. 11. Mantem a doença de ocorrer por afastar todas as causas. Vacinação é um exemplo Vida saudável Prevenção em nivel comunitário também pode ser efetivo Prevenção primária
  12. 12. Detecta quando a doença ainda está assintomática e quando o tratamento interrompe sua progressão Rastreamento precoce Um teste de rastreamento não é pensado para ser um teste diagnóstico Prevenção secundária
  13. 13. Descreve atividades clínicas que previnem deteriorização ou reduzem complicações depois que uma doença já se manifestou Outro termo para tratamento Prevenção terciária
  14. 14. Critérios ara decidir se uma condição médica deve ser incluida no cuidado preventivo Quão grande é o peso de sofrer dessa condição gera em termos de Morte, Doença, Desconforto, Desabilidade, Insatisfação, Destituição Quão bom é o teste de rastreamento, se um é para ser realizado em termos de Sensibilidade, especificidade, simplicidade, custo, segurança, aceitabilidade Para uma prevenção primária e terciária, quão bom é a intervenção terapêutica em termos de: Para prevenção secundária, se a condição é encontrada, quão bom é o tratamento indicado em termos de: Efetividade, segurança, custo-efetividade Efetividade, segurança, custo-efetividade e tratamento precoce depois do rastramento sendo mais efetivo do que tratamento tardio depois do rastreamento Abordagem científica para prevenção clínica
  15. 15. Somente as doenças com o 5 D’s deveriam entrar no modelo de prevenção Com que frequência isso ocorre A incidência é importante, para saber se o risco de ocorrer é grande para os indivíduos Peso de sofrer
  16. 16. Efetividade do tratamento
  17. 17. Rastreamento de prevalência e incidência O rendimento de um rastreio diminui se ele e repetido através do tempo Métodos de avaliação de programas de rastreamento
  18. 18. Métodos de avaliação de programas de rastreamento
  19. 19. Lead-time bias (viés da condução do tempo) Doença é detectada mais precocemente Erros mais comuns
  20. 20. Length-time bias ocorre por que a proporção de lesões com crescimento lento é maior que a proporção daqueles diagnosticados durante consulta médica padrão Erros mais comuns
  21. 21. Compliance bias: paciente complacentes tende a ter melhores diagnóstiso independente das atividades preventivas Erros mais comuns
  22. 22. Como evitar os erros
  23. 23. Performance dos testes de rastreamento
  24. 24. Por conta de uma prevalência baixa na maior parte das doenças em pessoas assintomáticas, o valor preditivo de um teste é baixo, até mesmo para teste com alta especificidade. Valor preditivo positivo baixo
  25. 25. Um exame ideal deveria ser rápido, barato e requerer pouco do paciente. Simplicidade e baixo custo
  26. 26. Efeitos adversos incluem: desconforto durante o procedimento Falso positivo Sobre-diagnóstico Consequências indesejadas de um rastreamento
  27. 27. Baixo valores preditivos levam a isso. 10 % das mamografias são falso-positivas Risco de resultado falso-positivo Número de testes Pessoas com ao menos uma anormalidade (%) 1 5 5 23 20 64 100 99,4
  28. 28. Risco de overdiagnoses
  29. 29. Risco de overdiagnoses Thyroid patients at risk from ‘overdiagnoses’ Wednesday, August 28, 2013 By Catherine Shanahan Irish Examiner Reporter Low-risk thyroid cancers that are unlikely to develop into anything sinister are being picked up by sophisticated scanning equipment, exposing patients to needless and harmful treatment, doctors have warned. This includes unnecessary thyroidectomy, the surgical removal of all or part of the thyroid gland, according to doctors writing in the latest edition of the British Medical Journal. About 40 females and 20 males per year were diagnosed with thyroid cancer during the mid-1990s, compared to 120 and 45 cases per year respectively during the late 2000s. This “incongruity” between incidence rates and death rates is “most likely an effect of overdiagnosis”, said Dr Brito.
  30. 30. Risco de overdiagnoses
  31. 31. Pesando os males e os benefícios
  32. 32. Estudar no livro Chance
  33. 33. Causas individuais: POSTULADOS DE HENLE KOCH (1882) Causalidade
  34. 34. O agente tem que ocorrer em todos os casos da doença em questão e sob circunstâncias que podem dar uma explicação satisfatória para as alterações patológicas no hospedeiro Não ocorre em outras doenças como agente fortuito ou não patogênico Após ter sido isolado do organismo e crescido em meio de cultura, ele é capaz de induzir a doença novamente . Postulado de Koch
  35. 35. Modelo unicausal: Um único agente é Causa necessária e suficiente Postulado de Koch
  36. 36. Conceito de Multicausalidade das doenças Modelos ecológicos Idéia de fatores de risco “A causa de uma doença específica é o evento, condição ou característica que precede o evento doença e sem o qual a doença não teria ocorrido ou teria ocorrido mais tardiamente.” (Rothman & Greenland, 1998 ) Modelo contemporâneo
  37. 37. Multicausalidade na DCV
  38. 38. Causa necessária A doença somente se desenvolve na presença da causa Causa suficiente Conjunto de condições ou eventos mínimos que inevitavelmente produzem ou iniciam uma doença Modelo contemporâneo
  39. 39. Uma causa suficiente geralmente é composta por diversos componentes. Dificilmente se conhecem todos esses componentes. Uma causa suficiente contém causa(s) necessária(s) como seu(s) componente(s). Nas doenças infecciosas sempre há uma causa necessária. Ex.: Bacilo de Koch na Tuberculose. Modelo contemporâneo
  40. 40. Nas doenças crônico-degenerativasa questão é mais complexa com diferentes causas suficientes para uma mesma doença Modelo contemporâneo
  41. 41. Ex.: IAM decorrente de: Diabetes + Hipertensão + Tabagismo + Dislipidemia OU Sedentarismo + Hipertensão + Obesidade + Menopausa um mesmo fator causal para diferentes doenças Ex.: Obesidade, Diabetes, Hipertensão, Osteoartrose Modelo contemporâneo
  42. 42. Um componente causal, isolado, raramente é causa suficiente. O termo risco é usado para descrever a probabilidade de que pessoas expostas a certos fatores (“fatores de risco”) adquiram subseqüentemente uma determinada doença. (Fletcher RW, Fletcher SW, 4ª ed, 2006.) Fator de proteção: característica associada à diminuição da probabilidade de ocorrência de uma determinada doença. Fatores etiológicos x Fatores prognósticos Modelo contemporâneo
  43. 43. Critérios de causalidade de Hill
  44. 44. Associação e causa
  45. 45. Hierarquia dos estudos
  46. 46. Síndrome do chicote: Acidente de carro Dor no pescoço Seguido por depressão e ansiedade Coorte mostrou que pessoas com esses sintomas tinha maior probabilidade de relatar os sintomas Causa precede o efeito
  47. 47. Força da associação
  48. 48. O exemplo do Tabagismo Dose resposta
  49. 49. Reversibilidade
  50. 50. Os achados devem ser coerentes com as tendências tempo- rais, es ficos, o por sexo, estudos em animais etc. Consistência
  51. 51. A o consistente com outros co- nhecimentos preciso alguma coerência entre o conhecimento existente e os novos achados. A o entre fumo passivo e câncer de o um dos exemplos da plausibilidade gica. genos do tabaco têm sido encontrados no sangue e na urina de o-fumantes expostos ao fumo passi- vo. A o entre o risco de câncer de o em o-fumantes e o mero de cigarros fumados e anos de o do fumante diretamente proporcional (efeito dose-resposta) (Hirayama, 1981). Plausibilidade biológica
  52. 52. A o esta especificamente associada a um tipo de doença, e o a rios tipos (esse um rio que pode ser vel). Exemplo: poeira da lica e o de ltiplos dulos fibrosos no o (silicose). Especificidade
  53. 53. O observado logo ao que se sabe sobre outra doença ou o. Exemplo bem reconhecido o fato de que a o causa rias doenças; portanto explica-se a forte o entre AIDS e tuberculose, ja que, em ambas, a imunidade esta da. Analogia

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