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“ A IATROGENIA  DA PALAVRA:  DILEMAS NA COMUNICAÇÃO COM O IDOSO E A FAMÍLIA”
COMUNICAÇÃO <ul><li>A FALA  É O ESPELHO DA ALMA : ENQUANTO O </li></ul><ul><li>HOMEM FALA,  ELE SE REVELA.   </li></ul><ul...
A COMUNICAÇÃO EMISSOR MENSAGEM RECEPTOR
A COMUNICAÇÃO
A COMUNICAÇÃO
CONDIÇÕES PARA  A BOA COMUNICAÇÃO <ul><li>O receptor deve   decifrar  o código. </li></ul><ul><li>O meio não deve impedir ...
A PALAVRA COMO INSTRUMENTO… <ul><li>O corpo é o objeto do tratamento, e  as palavras  tem efeito  aliviador  ou ao  contrá...
UMA COMUNICAÇÃO IATROGÊNICA <ul><li>“ MÉDICO:  A propósito, nós estavamos errados. </li></ul><ul><li>É CANCER!   Eu vou ag...
A RELAÇÃO MÉDICO PACIENTE
<ul><li>É UMA RELAÇÃO DE DESIGUALDADE! </li></ul><ul><li>Parte de uma pessoa que se dirige   a um </li></ul><ul><li>indiví...
MECANISMOS DE DEFESA  NA RELAÇÃO  MÉDICO PACIENTE
A TRANSFERÊNCIA <ul><li>A  transferência  significa  aspectos </li></ul><ul><li>inconscientes do paciente  (relações </li>...
A TRANSFERÊNCIA POSITIVA <ul><li>Os sentimentos de  empatia e </li></ul><ul><li>de confiança  provocam um  bom vínculo </l...
A TRANSFERÊNCIA NEGATIVA <ul><li>Provoca sentimentos de  rejeição, </li></ul><ul><li>ou antipatia. </li></ul><ul><li>O doe...
OS COMPORTAMENTOS DO PACIENTE… CHORÃO GENTIL MALDOSO EXIGENTE
A CONTRATRANSFERÊNCIA <ul><li>São  movimentos afetivos   vividos pelo médico   com relação ao seu paciente.  </li></ul>
A CONTRATRANSFERÊNCIA POSITIVA <ul><li>PERMITE UMA AÇÃO TERAPÊUTICA </li></ul><ul><li>EFICAZ! </li></ul>QUANDO EXAGERADO, ...
A CONTRATRANSFERÊNCIA NEGATIVA OU IATROGÊNICA <ul><li>As atitudes tomadas pelo médico são   reflexo da agressividade e rej...
A CONTRATRANSFERÊNCIA NEGATIVA OU IATROGÊNICA ATOS FALHOS (ESQUECER PRESCRIÇÕES  OU VISITAS,  TROCAR NOMES)
O QUE SE ENTENDE POR “FUROR CURANDIS&quot;?   <ul><li>Ocorre quando o médico, obcecado por  fantasias de cura , se propõe,...
<ul><li>“ Eu não quero duas doenças :  uma feita pela natureza  e a outra  feita pelo   médico”.   </li></ul>Napoleão Bona...
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TIPOS <ul><li>Iatrogenia de ação:  aquela que ocorre pela </li></ul><ul><li>ação médica , desde a  relação com o paciente ...
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“ O dilema ético não está entre  revelar ou não  o diagnóstico ao paciente,mas sim  na forma e no momento de revelar.”
“ A VERDADE É IRRELEVANTE!&quot;   Bioethics and professionalism in popular television medical dramas.  Sugarman, J et all...
GREGORY HOUSE <ul><li>um excelente cientista, um péssimo médico...  </li></ul><ul><li>uma figura moderna e bem vestida de ...
 
COMO DAR MÁS NOTICIAS
O QUE É UMA MÁ NOTICIA?
DEFINIÇÃO <ul><li>Qualquer informação que afeta seriamente e adversamente a visão do paciente sobre seu futuro </li></ul><...
TAREFA DIFICIL...
MAS POR QUE É TÃO DIFICIL? <ul><li>É desconfortável ser o  “portador”  da </li></ul><ul><li>notícia. </li></ul><ul><li>Ilu...
MAS POR QUE É TÃO DIFICIL? <ul><li>Sensação  de que não estaremos  </li></ul><ul><li>ajudando. </li></ul><ul><li>Medo de  ...
SERA QUE O PACIENTE QUER OUVIR? <ul><li>Séculos passados </li></ul><ul><li>Contar toda a verdade   era danoso   , não </li...
E EM CASO DE NÃO CONTAR... <ul><li>Cuidado ! </li></ul><ul><li>Punição Legal  </li></ul><ul><li>Punição Ética </li></ul>
SEIS PASSOS PARA DARMOS UMA MÁ NOTICIA PARA O IDOSO  E SEU FAMILIAR
PASSO 1 <ul><li>ORGANIZE A SITUAÇÃO E O LOCAL   </li></ul><ul><li>Privacidade. </li></ul><ul><li>Contato com o  olhar. </l...
PASSO 2 <ul><li>PERGUNTE O QUE O PACIENTE JÁ SABE   </li></ul><ul><li>Qual a   “pintura”   feita pelo paciente da </li></u...
PASSO 3 <ul><li>AVALIE O QUE O PACIENTE PROCURA SABER </li></ul><ul><li>Quer saber os  detalhes   ou inicialmente o </li><...
PASSO 4 <ul><li>DE A INFORMAÇÃO </li></ul><ul><li>Seja  humanitário. </li></ul><ul><li>Seja   realista   evitando a tentaç...
PASSO 5 <ul><li>IDENTIFIQUE A REAÇÃO   </li></ul><ul><li>Identificar   gestos e a fácie   nas palavras </li></ul><ul><li>c...
PASSO 6 <ul><li>FINALIZANDO </li></ul><ul><li>Repetir  3 ou 4 assuntos importantes . </li></ul><ul><li>Oferecer oportunida...
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A EXPERIENCIA DE CONTARMOS O DIAGNÓSTICO DA DOENÇA DE ALZHEIMER
CONSIDERAÇÕES ÉTICAS… <ul><li>Autonomia </li></ul><ul><li>Justiça </li></ul>Não-maleficencia X
CONTANDO O DIAGNÓSTICO DE DA <ul><li>Diversos estudos com médicos demonstram: </li></ul><ul><ul><li>36-56% contaram   o di...
O CASO DE CONTAR <ul><li>Organizar   beneficios. </li></ul><ul><li>Planejar   o futuro </li></ul><ul><li>Procuração. </li>...
O CASO DE NÃO CONTAR <ul><li>Depressão. </li></ul><ul><li>Suicidio. </li></ul><ul><li>Não existencia de   cura . </li></ul...
A EXPERIENCIA DO PACIENTE <ul><li>CHOQUE </li></ul><ul><ul><li>“ Absolutamente terrivel. Eu fiquei   totalmente transtorna...
A EXPERIENCIA DO FAMILIAR <ul><li>TRISTEZA </li></ul><ul><ul><li>“ Fiquei entristecida por ela...pois eu pude ver como iss...
CONCLUINDO... <ul><li>Todo profissional possui um  potencial iatrogênico,  e tal aspecto depende não somente da capacidade...
...ENFIM <ul><li>Não só os médicos e os professores como também  toda a sua equipe de saúde  são responsáveis pela  preven...
Ciência e caridade. Pablo Picasso, 1897  Museu Picasso, Barcelona  “  Só não se arrisca à Iatrogenia  quem não lida com pe...
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A IATROGENIA DA PALAVRA NA RELAÇÃO MÉDICO PACIENTE

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DR RUBENS DE FRAGA JUNIOR FALA SOBRE A IATROGENIA. DESCREVE AS CONDIÇÕES PARA QUE OCORRAM UMA BOA COMUNICAÇÃO ENTRE MÉDICOS E PACIENTES.

Publicada em: Educação
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A IATROGENIA DA PALAVRA NA RELAÇÃO MÉDICO PACIENTE

  1. 1. “ A IATROGENIA DA PALAVRA: DILEMAS NA COMUNICAÇÃO COM O IDOSO E A FAMÍLIA”
  2. 2. COMUNICAÇÃO <ul><li>A FALA É O ESPELHO DA ALMA : ENQUANTO O </li></ul><ul><li>HOMEM FALA, ELE SE REVELA. </li></ul><ul><li>Publius Syrus </li></ul><ul><li>EXISTEM TONS DA NOSSA VOZ QUE </li></ul><ul><li>SIGNIFICAM MAIS DO QUE PALAVRAS. </li></ul><ul><li>Robert Frost </li></ul><ul><li>PRIMEIRO, NÃO CAUSE DANO. </li></ul><ul><li>Hipocrates </li></ul>
  3. 3. A COMUNICAÇÃO EMISSOR MENSAGEM RECEPTOR
  4. 4. A COMUNICAÇÃO
  5. 5. A COMUNICAÇÃO
  6. 6. CONDIÇÕES PARA A BOA COMUNICAÇÃO <ul><li>O receptor deve decifrar o código. </li></ul><ul><li>O meio não deve impedir a circulação </li></ul><ul><li>da informação. </li></ul>
  7. 7. A PALAVRA COMO INSTRUMENTO… <ul><li>O corpo é o objeto do tratamento, e as palavras tem efeito aliviador ou ao contrário, podem ferir e provocar a cólera. </li></ul><ul><li>A palavra, portanto, é um instrumento de ação do médico e da equipe de saúde. </li></ul>
  8. 8. UMA COMUNICAÇÃO IATROGÊNICA <ul><li>“ MÉDICO: A propósito, nós estavamos errados. </li></ul><ul><li>É CANCER! Eu vou agendar uma consulta para </li></ul><ul><li>voce com um oncologista”. </li></ul><ul><li>PACIENTE:“ A maneira com a qual o médico </li></ul><ul><li>falou comigo causou mais dor do que a dor da </li></ul><ul><li>doença em si! “ </li></ul>
  9. 9. A RELAÇÃO MÉDICO PACIENTE
  10. 10. <ul><li>É UMA RELAÇÃO DE DESIGUALDADE! </li></ul><ul><li>Parte de uma pessoa que se dirige a um </li></ul><ul><li>indivíduo detentor do saber! </li></ul>
  11. 11. MECANISMOS DE DEFESA NA RELAÇÃO MÉDICO PACIENTE
  12. 12. A TRANSFERÊNCIA <ul><li>A transferência significa aspectos </li></ul><ul><li>inconscientes do paciente (relações </li></ul><ul><li>primitivas com os pais) reencenadas, </li></ul><ul><li>sem que ele se aperceba disso, na </li></ul><ul><li>relação com seu médico. </li></ul>
  13. 13. A TRANSFERÊNCIA POSITIVA <ul><li>Os sentimentos de empatia e </li></ul><ul><li>de confiança provocam um bom vínculo </li></ul><ul><li>terapêutico. É o que ocorre </li></ul><ul><li>na imagem do “médico perfeito”, nas </li></ul><ul><li>curas miraculosas. </li></ul>
  14. 14. A TRANSFERÊNCIA NEGATIVA <ul><li>Provoca sentimentos de rejeição, </li></ul><ul><li>ou antipatia. </li></ul><ul><li>O doente pode não reconhecer no </li></ul><ul><li>Médico imagens terapêuticas. </li></ul>
  15. 15. OS COMPORTAMENTOS DO PACIENTE… CHORÃO GENTIL MALDOSO EXIGENTE
  16. 16. A CONTRATRANSFERÊNCIA <ul><li>São movimentos afetivos vividos pelo médico com relação ao seu paciente. </li></ul>
  17. 17. A CONTRATRANSFERÊNCIA POSITIVA <ul><li>PERMITE UMA AÇÃO TERAPÊUTICA </li></ul><ul><li>EFICAZ! </li></ul>QUANDO EXAGERADO, PORÉM, PODE INTERFERIR NAS ATITUDES OBJETIVAS QUE O MÉDICO TOMA: ENCAMINHAMENTOS
  18. 18. A CONTRATRANSFERÊNCIA NEGATIVA OU IATROGÊNICA <ul><li>As atitudes tomadas pelo médico são reflexo da agressividade e rejeição inconscientes pelo paciente. </li></ul><ul><li>Assumindo o papel de pai severo e determinando punições ao paciente. </li></ul>RECUSA EM ESCUTAR O PACIENTE POR CANSAÇO OU PRESSA
  19. 19. A CONTRATRANSFERÊNCIA NEGATIVA OU IATROGÊNICA ATOS FALHOS (ESQUECER PRESCRIÇÕES OU VISITAS, TROCAR NOMES)
  20. 20. O QUE SE ENTENDE POR “FUROR CURANDIS&quot;? <ul><li>Ocorre quando o médico, obcecado por fantasias de cura , se propõe, de maneira intempestiva, a medicar o paciente sem poder ouvi-lo como um todo. </li></ul>
  21. 21. <ul><li>“ Eu não quero duas doenças : uma feita pela natureza e a outra feita pelo médico”. </li></ul>Napoleão Bonaparte 1769-1821
  22. 22. IATROGENIA <ul><li>iatros = médico </li></ul><ul><li>gignesthai = nascer </li></ul><ul><li>que deriva da palavra genesis = produzir </li></ul><ul><li>“ qualquer alteração patológica </li></ul><ul><li>provocada no paciente pela má prática </li></ul><ul><li>médica “ </li></ul>Auerback A, Gliebe PA. Iatrogenic heart disease: common cardiac neurosis . JAMA 1945; 129: 338-41.
  23. 23. TIPOS <ul><li>Iatrogenia de ação: aquela que ocorre pela </li></ul><ul><li>ação médica , desde a relação com o paciente , </li></ul><ul><li>passando pelo diagnóstico, terapêutica, até a </li></ul><ul><li>prevenção. </li></ul><ul><li>Iatrogenia de omissão: aquela que ocorre pela </li></ul><ul><li>falta de ação do médico, quer no diagnóstico, </li></ul><ul><li>quer no tratamento. </li></ul>Lacaz CS, Corbett CE, Teixeira PA. Doenças iatrogênicas. 2ª ed. São Paulo: Sarvier, 1980. Doenças iatrogênicas conceito, classificação, importância do seu estudo; cap. 1, p.3-14.
  24. 24. IVAN ILLICH <ul><li>Iatrogênese clínica : abuso das drogas e </li></ul><ul><li>tecnologias médicas </li></ul><ul><li>Iatrogênese social : medicalização social </li></ul><ul><li>dissemina o papel de doente na sociedade </li></ul><ul><li>Iatrogênese cultural : Não lidar de forma </li></ul><ul><li>autônoma com a enfermidade, a dor e a morte. </li></ul>ILLICH, I. A expropriação da saúde. Nêmesis da Medicina. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1975.
  25. 25. “ O dilema ético não está entre revelar ou não o diagnóstico ao paciente,mas sim na forma e no momento de revelar.”
  26. 26. “ A VERDADE É IRRELEVANTE!&quot; Bioethics and professionalism in popular television medical dramas. Sugarman, J et alli. J Med Ethics 2010;36:203-206
  27. 27. GREGORY HOUSE <ul><li>um excelente cientista, um péssimo médico... </li></ul><ul><li>uma figura moderna e bem vestida de um misantropo, ou seja, alguém que tem aversão à humanidade e ao relacionamento aberto ! </li></ul>
  28. 29. COMO DAR MÁS NOTICIAS
  29. 30. O QUE É UMA MÁ NOTICIA?
  30. 31. DEFINIÇÃO <ul><li>Qualquer informação que afeta seriamente e adversamente a visão do paciente sobre seu futuro </li></ul><ul><li>Não é só o conteúdo da informação </li></ul><ul><li>É a expectativa - futuro </li></ul>
  31. 32. TAREFA DIFICIL...
  32. 33. MAS POR QUE É TÃO DIFICIL? <ul><li>É desconfortável ser o “portador” da </li></ul><ul><li>notícia. </li></ul><ul><li>Ilusão de que o paciente não quer </li></ul><ul><li>saber . </li></ul><ul><li>Devemos suportar e assistir a maneira </li></ul><ul><li>que o paciente absorve e analisa a </li></ul><ul><li>situação. </li></ul>
  33. 34. MAS POR QUE É TÃO DIFICIL? <ul><li>Sensação de que não estaremos </li></ul><ul><li>ajudando. </li></ul><ul><li>Medo de ser culpado e da falha </li></ul><ul><li>terapêutica. </li></ul><ul><li>Sensação de impotência e fracasso. </li></ul>
  34. 35. SERA QUE O PACIENTE QUER OUVIR? <ul><li>Séculos passados </li></ul><ul><li>Contar toda a verdade era danoso , não </li></ul><ul><li>profissional. </li></ul><ul><li>1981, Jones </li></ul><ul><li>55% dos pacientes querem saber a notícia. </li></ul><ul><li>2002, Nuland </li></ul><ul><li>90% pacientes querem saber. </li></ul><ul><li>90% dos médicos falam sobre a doença. </li></ul>
  35. 36. E EM CASO DE NÃO CONTAR... <ul><li>Cuidado ! </li></ul><ul><li>Punição Legal </li></ul><ul><li>Punição Ética </li></ul>
  36. 37. SEIS PASSOS PARA DARMOS UMA MÁ NOTICIA PARA O IDOSO E SEU FAMILIAR
  37. 38. PASSO 1 <ul><li>ORGANIZE A SITUAÇÃO E O LOCAL </li></ul><ul><li>Privacidade. </li></ul><ul><li>Contato com o olhar. </li></ul><ul><li>Sente-se. </li></ul><ul><li>Silêncio quando o paciente tenta falar. </li></ul>
  38. 39. PASSO 2 <ul><li>PERGUNTE O QUE O PACIENTE JÁ SABE </li></ul><ul><li>Qual a “pintura” feita pelo paciente da </li></ul><ul><li>situação ? </li></ul><ul><li>Relacione a expectativa do paciente. </li></ul>
  39. 40. PASSO 3 <ul><li>AVALIE O QUE O PACIENTE PROCURA SABER </li></ul><ul><li>Quer saber os detalhes ou inicialmente o </li></ul><ul><li>básico ? </li></ul><ul><li>Mostre que voçê não vai esconder nada se </li></ul><ul><li>ele concordar. </li></ul>
  40. 41. PASSO 4 <ul><li>DE A INFORMAÇÃO </li></ul><ul><li>Seja humanitário. </li></ul><ul><li>Seja realista evitando a tentação de </li></ul><ul><li>minimizar o problema, mas não tirar todas </li></ul><ul><li>as esperanças. </li></ul><ul><li>ESPERANÇA REALISTA!!! </li></ul>
  41. 42. PASSO 5 <ul><li>IDENTIFIQUE A REAÇÃO </li></ul><ul><li>Identificar gestos e a fácie nas palavras </li></ul><ul><li>chaves. </li></ul><ul><li>Tentar encontrar a causa da reação. </li></ul>
  42. 43. PASSO 6 <ul><li>FINALIZANDO </li></ul><ul><li>Repetir 3 ou 4 assuntos importantes . </li></ul><ul><li>Oferecer oportunidade de mais </li></ul><ul><li>informação. </li></ul><ul><li>Quais são as dúvidas? </li></ul><ul><li>Já marcar o próximo contato. </li></ul>
  43. 44. COMUNICANDO MÁS NOTICIAS A FAMILIA <ul><li>A decisão de calar o diagnóstico </li></ul><ul><li>não faz desaparecer a verdade . É </li></ul><ul><li>esta e não a experiência </li></ul><ul><li>desagradável de ser informado , </li></ul><ul><li>o que vai consternar o doente. </li></ul>
  44. 45. A EXPERIENCIA DE CONTARMOS O DIAGNÓSTICO DA DOENÇA DE ALZHEIMER
  45. 46. CONSIDERAÇÕES ÉTICAS… <ul><li>Autonomia </li></ul><ul><li>Justiça </li></ul>Não-maleficencia X
  46. 47. CONTANDO O DIAGNÓSTICO DE DA <ul><li>Diversos estudos com médicos demonstram: </li></ul><ul><ul><li>36-56% contaram o diagnóstico de DA ao paciente. </li></ul></ul><ul><ul><li>75% diseram como seria a progressão da DA. </li></ul></ul><ul><ul><li>20% contaram apenas para o cuidador. </li></ul></ul><ul><ul><li>Gilliard J, Gwilliam C. Int. J Geriatric Psychiatry 1996; 11:1001 </li></ul></ul><ul><ul><li>Clafferty RA, Brown KW, McCabe E. BMJ 1998; 317:603 </li></ul></ul><ul><ul><li>Vassilas CA, Donaldson J. B J General Practice 1998; 48:1081-2 </li></ul></ul>
  47. 48. O CASO DE CONTAR <ul><li>Organizar beneficios. </li></ul><ul><li>Planejar o futuro </li></ul><ul><li>Procuração. </li></ul><ul><li>Testamento. </li></ul><ul><li>Serviços de suporte . </li></ul><ul><li>Instituição de longa permanencia. </li></ul><ul><li>Educação. </li></ul>
  48. 49. O CASO DE NÃO CONTAR <ul><li>Depressão. </li></ul><ul><li>Suicidio. </li></ul><ul><li>Não existencia de cura . </li></ul><ul><li>Perda da carteira de motorista, </li></ul><ul><li>emprego, seguro saude. </li></ul><ul><li>O paciente pode não compreender o </li></ul><ul><li>diagnóstico. </li></ul>
  49. 50. A EXPERIENCIA DO PACIENTE <ul><li>CHOQUE </li></ul><ul><ul><li>“ Absolutamente terrivel. Eu fiquei totalmente transtornado .” </li></ul></ul><ul><li>ALIVIO </li></ul><ul><ul><li>“ Eu sabia que havia algo de errado comigo. Eu me sinto muito aliviado , mesmo sabendo que não existe cura par isto.” </li></ul></ul>
  50. 51. A EXPERIENCIA DO FAMILIAR <ul><li>TRISTEZA </li></ul><ul><ul><li>“ Fiquei entristecida por ela...pois eu pude ver como isso a afeta … e estou triste por perceber que essa doença ira envolver a minha vida tambem.” </li></ul></ul><ul><li>ACEITAÇÃO </li></ul><ul><ul><li>“ Bem, isso é um fato que tenho de aceitar . Eu posso enfrentar esta doença!” </li></ul></ul>
  51. 52. CONCLUINDO... <ul><li>Todo profissional possui um potencial iatrogênico, e tal aspecto depende não somente da capacidade técnica, como também da relação médico paciente estabelecida. A formação médica possui papel fundamental na constituição de sujeitos menos propensos a cometerem iatrogenias. </li></ul>
  52. 53. ...ENFIM <ul><li>Não só os médicos e os professores como também toda a sua equipe de saúde são responsáveis pela prevenção da iatrogenia. </li></ul><ul><li>Devem ser resgatados os atributos do médico, como intuição, empatia, humildade, capacidade de comunicação e resiliência. </li></ul>
  53. 54. Ciência e caridade. Pablo Picasso, 1897 Museu Picasso, Barcelona “ Só não se arrisca à Iatrogenia quem não lida com pessoas doentes.”
  54. 55. MUITO OBRIGADO!

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