SlideShare uma empresa Scribd logo
DISCIPLINA DE REUMATOLOGIA 
23/09/14
IDENTIFICAÇÃO 
A.D.M. , sexo feminino, 68 anos, branca, natural 
e procedente de Santos , do lar , católica. 
23/09/14
Q.D. + H.P.M.A. 
 Artralgia de joelhos há 3 anos , 
inicialmente no direito e que piorava 
quando descia escadas ou no final de 
caminhadas. Hoje não consegue 
deambular mais de 30 minutos. Há 3 
meses o joelho direito inchou , 
procurou serviço médico onde foi 
submetido a drenagem de 10 mL de 
líquido amarelo claro e feito 
infiltração. 
23/09/14
I.S.D.A. 
 Hipertensa (diurético e Beta 
bloqueador) sem outros problemas. 
23/09/14
HISTÓRIA MÉDICA PREGRESSA 
 Refere que avó paterna teve 
reumatismo e dificuldade de 
caminhar aos 75 anos. 
23/09/14
Exame físico 
 Ao exame está em bom estado geral, corada, 
hidratada. 
 Apresenta pequenos nódulos endurecidos e com leve 
dor a palpação em interfalangeanas distais e algumas 
proximais, crepitação à movimentação do polegar 
direito em sua base. 
 Tem leve diminuição de amplitude de movimentos do 
quadril direito, sem dor. Tem geno varo bilateral, 
pequeno derrame no joelho direito, crepitação em 
joelhos. Diminuição de flexão em ambos os joelhos. 
23/09/14
23/09/14
23/09/14
23/09/14
23/09/14
DISCIPLINA DE REUMATOLOGIA 
Alambert, PA 
2014 
OSTEOARTRITE
SSIINNOONNÍÍMMIIAA 
 OOSSTTEEOOAARRTTRRIITTEE 
 AARRTTRROOSSEE 
 DDOOEENNÇÇAA AARRTTIICCUULLAARR 
DDEEGGEENNEERRAATTIIVVAA 
 ARTRITE HIPERTRÓFICA
CCoonncceeiittoo 
 A Osteoartrite (OA) é a mais comum 
das afecções reumáticas pois, atinge 
aproximadamente um quinto da 
população mundial, sendo 
considerada uma das mais 
frequentes causas de incapacidade 
laborativa, após os 50 anos. 
23/09/14
DDEEFFIINNIIÇÇÃÃOO
DDEEFFIINNIIÇÇÃÃOO 
 A osteoartrite pode ser definida como 
uma síndrome clínica que representa a 
via final comum das alterações 
bioquímicas, metabólicas e fisiológicas 
que ocorrem, de forma simultânea, 
na ccaarrttiillaaggeemm hhiiaalliinnaa e no oossssoo ssuubb 
ccoonnddrraall,comprometendo a articulação 
como um todo, isto é, a cápsula 
articular, a membrana sinovial, os 
ligamentos e a musculatura peri 
articular.
DEFINIÇÃO 
 Ocorre perda quantitativa e 
qualitativa da cartilagem articular 
com conseqüente remodelação 
óssea hipertrófica local e uma 
inflamação secundária.
23/09/14
CCOONNCCEEIITTOO AATTUUAALL 
“O processo de doença não afeta apenas a cartilagem 
articular, mas envolve toda a articulação incluindo 
osso subcondral, ligamentos,cápsula, membrana 
sinovial e músculos periarticulares. Finalmente, a 
cartilagem articular se degenera com fibrilação, 
fissuras, ulcerações e afinamento total da superfície 
articular”
DDee mmooddoo mmaaiiss ssiimmpplleess:: 
“ A osteoartrose é uma insuficiência qualitativa e 
quantitativa da cartilagem articular associada a 
alterações típicas do osso subcondral “
EPIDEMIOLOGIA 
 Incide, predominantemente, no sexo 
feminino, na idade adulta entre a 4ª e 5ª 
décadas e no período da menopausa, sendo 
que esta incidência aumenta com a idade. 
 A freqüência da Osteoartrose gira em torno 
de 5% em indivíduos com menos de 30 anos 
e, atinge 70% a 80% daqueles com mais de 
65 anos. 
 Somente 20% a 30% dos portadores de 
alterações radiológicas apresentam sintomas 
da doença.
EPIDEMIOLOGIA 
 Particularmente, na articulação do joelho, 
evidenciou-se, que 52% da população adulta 
apresenta sinais radiológicos da doença, 
sendo que, somente 20% destas apresentam 
alterações consideradas como graves ou 
moderadas.
EPIDEMIOLOGIA 
 A incidência desta patologia aumenta com a 
idade, estimando-se atingir 85% da população 
até os 64 anos sendo que, aos 85 anos é ela 
universal. Seu impacto social e seu grau de 
incapacidade e tão importante, que motivou a 
Organização Mundial de Saúde a criar 
a Década do Osso e da Articulação – 
Movimento Articular 2000 – 2010.
FISIOPATOLOGIA 
OSTEOARTRITE
Fisiopatologia 
Síndrome degenerativa que afeta primariamente a cartilagem 
articular, provocando a sua destruição progressiva, mas que 
envolve todos os tecidos articulares, nomeadamente a 
membrana sinovial, a cápsula articular, músculos e tendões 
periarticulares e ligamentos 
23/09/14
23/09/14
Cartilagem normal 
Colágeno ll- 90% 
Matriz extra-celular:95% 
Células:5%
PATOGENIA 
Estímulos pprreecciippiittaanntteess 
CCOONNDDRRÓÓCCIITTOOSS 
Fissuras e depressões na cartilagem 
Alterações na posição e 
tamanho das fibras de 
colágeno 
LIBERAÇÃO DE ENZIMAS 
Proliferação celular 
Matriz celular 
aumentada 
ALTERAÇÃO DA MATRIZ EXTRACELULAR 
ALTERAÇÕES ESTRUTURAIS 
Formação de osteófitos 
OOSSTTEEOOAARRTTRRIITTEE 
Inflamação 
Resposta imunológica
Condrócitos produzem 
 Mediadores pró-catabólicos 
(citocinas)IL-1 e TNF alfaativam 
enzimas proteolíticas(metaloproteases) 
 Mediadores pró-anabólicos (fatores de 
crescimento)
Osteoartrite inicial
Osteoartrite terminal
ETIOPATOGENIA 
 A osteoartrose seria conseqüência da 
interação de fatores 
mecânicos,genéticos e bioquímicos
Caracterização clínica 
 Dor, deformidade.limitação dos 
movimentos e progressão lenta para 
a perda de função articular 
23/09/14
23/09/14
Relato de caso oa
CCllaassssiiffiiccaaççããoo 
PRIMÁRIA (idiopática): Ocorre na ausência de qualquer 
fator predisponente conhecido e se subdivide em duas categorias, 
localizada e generalizada (inclui 3 ou mais áreas). 
SECUNDÁRIA: É aquela em que se reconhece uma causa 
ou um fator preexistente. 
EROSIVA:Também conhecida como osteoartrose inflamatória. 
Acomete as articulações IFD e IFP nas mãos, com FR (fator 
reumatóide negativo)
Fatores de risco-OA primária 
v o l i n í c i o t a r a v a n ç a r 
•Idade (> 50 anos de idade) 
•Estresse prolongado 
(ocupacional ou desportivo) 
•Fatores genéticos 
•Histórico de traumatismos 
articulares 
13/9/2005 
•Sexo feminino 
•Obesidade 
•Defeitos congênitos e do 
desenvolvimento
SECUNDÁRIA 
Agudas e crônicas (ocupacional e 
desportiva) 
Luxação congênita de quadril, 
valgo/varo 
Traumáticas 
Congênitas e 
de desenvolvimento 
Metabólicas Doença de Wilson 
Acromegalia, diabetes mellitus, 
hipotireoidismo, hipertireoidismo 
Endócrinas 
Doença por depósito Gota 
de cristais 
Necrose avascular, doença de Paget, 
osteocondrite 
v o l i n í c i o t a r a v a n ç a r 
Anormalidades ósseas 
13/9/2005 
Endêmicas Kashin-Beck, Mseleni
PATOLOGIA 
 As alterações macroscópicas na OA incluem 
as fissuras, as perfurações e as erosões da 
cartilagem. 
 Em contraposição a estas alterações, a 
formação de osteófitos nas margens 
articulares representa resposta proliferativa 
da cartilagem e do osso no processo 
osteoatrósico.
CARTILAGEM FISSURADA
CARTILAGEM 
FISSURADA
Relato de caso oa
Relato de caso oa
Relato de caso oa
sulcos 
v o l i n í c i o t a r a v a n ç a r 
13/9/2005 
Menisco medial 
Superfície articular com sulcos
HISTOLOGIA NORMAL DA CARTILAGEM
Relato de caso oa
O vermelho indica 
síntese de proteoglicanos
DIAGNÓSTICO 
 Histórico clínico (anamnese) 
 Exame Físico 
 Exames de laboratório 
 Estudos radiográficos
ANAMNESE 
 Dor em uma ou poucas articulações 
 Rigidez matinal com menos de 30 minutos 
de duração 
 Crepitação por perda da cartilagem ou 
irregularidades nas superfícies articulares 
 Limitação do movimento
EXAME FÍSICO
Relato de caso oa
Relato de caso oa
osteoartrose
Relato de caso oa
Relato de caso oa
Relato de caso oa
LABORATÓRIO 
Velocidade de Normal 
hemossedimentação 
Cor palha e viscosidade 
adequada, o número de 
leucócitos < 2.000 
Líquido sinovial 
Fator reumatóide Negativo 
Exame geral de urina Normal
RADIOLOGIA 
No início da doença não se observam anormalidades. 
Com seu desenvolvimento, observam-se: 
 Diminuição do espaço intra-articular 
 Esclerose subcondral (eburnação) 
 Osteófitos; 
 Erosão e anquilose óssea (pseudocistos ósseos).
Relato de caso oa
Relato de caso oa
Relato de caso oa
Relato de caso oa
Relato de caso oa
Relato de caso oa
23/09/14
TRATAMENTO 
 Os objetivos a atingir com o 
tratamento são: 
 1.Aliviar a dor 
 2.Manter a funcionalidade articular 
 3.Educar o paciente e sua família
TRATAMENTO 
 Tratamento Físico 
 Tratamento Farmacológico 
 Tratamento Cirúrgico
TRATAMENTO FÍSICO 
 Diminuição de peso 
 Realizar programas de 
exercícios para manter a 
força muscular, a 
flexibilidade das 
articulações e evitar 
deformidades 
 Terapia ocupacional
TTrraattaammeennttoo ffaarrmmaaccoollóóggiiccoo 
Ação lenta 
AGENTES 
Ação rápida
Ação rápida 
 Analgésicos 
 AINHs 
 Miorrelaxantes 
 Corticosteróide intra-articular 
 Colchicina
Ação lenta 
Sintomáticos Modificadores de doença 
 Glicosamina 
 Condroitina 
 Diacereína 
 Extratos 
insaponificados de 
soja e abacate 
 Ácido hialurõnico 
 Cloroquina 
 Necessitam mais 
estudos
TTrraattaammeennttoo cciirrúúrrggiiccoo 
 As técnicas cirúrgicas 
empregadas na osteoartrite são 
artrodese, artroplastias, 
osteotomias, desbridamento 
articular, liberação de nervos 
periféricos, etc.
23/09/14

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Lombalgia - Lombociatalgia
Lombalgia - Lombociatalgia Lombalgia - Lombociatalgia
Lombalgia - Lombociatalgia
Omar Mohamad Abdallah
 
Esclerose múltipla slides
Esclerose múltipla slidesEsclerose múltipla slides
Esclerose múltipla slides
kmillaalves
 
Osteoporose 2019
Osteoporose 2019Osteoporose 2019
Osteoporose 2019
Paulo Alambert
 
Esclerose lateral amiotrófica pronto [2525]
Esclerose lateral amiotrófica pronto [2525]Esclerose lateral amiotrófica pronto [2525]
Esclerose lateral amiotrófica pronto [2525]
Gilmar Roberto Batista
 
Osteoporose
OsteoporoseOsteoporose
Osteoporose
pauloalambert
 
Osteoartrite 2014
Osteoartrite 2014Osteoartrite 2014
Osteoartrite 2014
pauloalambert
 
Reflexos
ReflexosReflexos
Reflexos
pauloalambert
 
Aula Coxartrose e Artroplastia total do quadril
Aula  Coxartrose e Artroplastia total do quadril Aula  Coxartrose e Artroplastia total do quadril
Aula Coxartrose e Artroplastia total do quadril
Hospital Universitario da Universidade Federal de Juiz de Fora -MG Brasil
 
Queda do idoso
Queda do idosoQueda do idoso
Queda do idoso
Renan Nalin
 
Dor 5º sinal vital cb dor aula enfª lucimara
Dor 5º sinal vital cb dor aula enfª lucimaraDor 5º sinal vital cb dor aula enfª lucimara
Dor 5º sinal vital cb dor aula enfª lucimara
emaildocavalcante
 
Slides de fraturas de colo do femur
Slides de fraturas de colo do femurSlides de fraturas de colo do femur
Slides de fraturas de colo do femur
Luana Morais
 
1 insuficiencia cardiaca aula julio-15
1 insuficiencia cardiaca aula julio-151 insuficiencia cardiaca aula julio-15
1 insuficiencia cardiaca aula julio-15
honestolopes1994
 
Aula Tratamento da Osteoartrose do Joelho - Dr David Sadigursky
Aula Tratamento da Osteoartrose do Joelho - Dr David SadigurskyAula Tratamento da Osteoartrose do Joelho - Dr David Sadigursky
Aula Tratamento da Osteoartrose do Joelho - Dr David Sadigursky
David Sadigursky
 
Princípios de Consolidação e Tratamento das Fraturas
Princípios de Consolidação e Tratamento das FraturasPrincípios de Consolidação e Tratamento das Fraturas
Princípios de Consolidação e Tratamento das Fraturas
Caio Gonçalves de Souza
 
Doença óssea Metabólica
Doença óssea MetabólicaDoença óssea Metabólica
Doença óssea Metabólica
pauloalambert
 
Propedêutica vascular
Propedêutica vascularPropedêutica vascular
Propedêutica vascular
pauloalambert
 
Anamnese
AnamneseAnamnese
Anamnese
lacmuam
 
Anamnese neurológica
Anamnese neurológicaAnamnese neurológica
Anamnese neurológica
pauloalambert
 
Trauma raquimedular
Trauma raquimedularTrauma raquimedular
Exame físico geral
Exame físico geralExame físico geral
Exame físico geral
pauloalambert
 

Mais procurados (20)

Lombalgia - Lombociatalgia
Lombalgia - Lombociatalgia Lombalgia - Lombociatalgia
Lombalgia - Lombociatalgia
 
Esclerose múltipla slides
Esclerose múltipla slidesEsclerose múltipla slides
Esclerose múltipla slides
 
Osteoporose 2019
Osteoporose 2019Osteoporose 2019
Osteoporose 2019
 
Esclerose lateral amiotrófica pronto [2525]
Esclerose lateral amiotrófica pronto [2525]Esclerose lateral amiotrófica pronto [2525]
Esclerose lateral amiotrófica pronto [2525]
 
Osteoporose
OsteoporoseOsteoporose
Osteoporose
 
Osteoartrite 2014
Osteoartrite 2014Osteoartrite 2014
Osteoartrite 2014
 
Reflexos
ReflexosReflexos
Reflexos
 
Aula Coxartrose e Artroplastia total do quadril
Aula  Coxartrose e Artroplastia total do quadril Aula  Coxartrose e Artroplastia total do quadril
Aula Coxartrose e Artroplastia total do quadril
 
Queda do idoso
Queda do idosoQueda do idoso
Queda do idoso
 
Dor 5º sinal vital cb dor aula enfª lucimara
Dor 5º sinal vital cb dor aula enfª lucimaraDor 5º sinal vital cb dor aula enfª lucimara
Dor 5º sinal vital cb dor aula enfª lucimara
 
Slides de fraturas de colo do femur
Slides de fraturas de colo do femurSlides de fraturas de colo do femur
Slides de fraturas de colo do femur
 
1 insuficiencia cardiaca aula julio-15
1 insuficiencia cardiaca aula julio-151 insuficiencia cardiaca aula julio-15
1 insuficiencia cardiaca aula julio-15
 
Aula Tratamento da Osteoartrose do Joelho - Dr David Sadigursky
Aula Tratamento da Osteoartrose do Joelho - Dr David SadigurskyAula Tratamento da Osteoartrose do Joelho - Dr David Sadigursky
Aula Tratamento da Osteoartrose do Joelho - Dr David Sadigursky
 
Princípios de Consolidação e Tratamento das Fraturas
Princípios de Consolidação e Tratamento das FraturasPrincípios de Consolidação e Tratamento das Fraturas
Princípios de Consolidação e Tratamento das Fraturas
 
Doença óssea Metabólica
Doença óssea MetabólicaDoença óssea Metabólica
Doença óssea Metabólica
 
Propedêutica vascular
Propedêutica vascularPropedêutica vascular
Propedêutica vascular
 
Anamnese
AnamneseAnamnese
Anamnese
 
Anamnese neurológica
Anamnese neurológicaAnamnese neurológica
Anamnese neurológica
 
Trauma raquimedular
Trauma raquimedularTrauma raquimedular
Trauma raquimedular
 
Exame físico geral
Exame físico geralExame físico geral
Exame físico geral
 

Destaque

Calendário
CalendárioCalendário
Calendário
pauloalambert
 
Prog reuma 2015 1º sem
Prog reuma 2015 1º semProg reuma 2015 1º sem
Prog reuma 2015 1º sem
pauloalambert
 
Doença reumatóide 1
Doença reumatóide 1Doença reumatóide 1
Doença reumatóide 1
pauloalambert
 
Apresentação 1º sem 2015
Apresentação 1º sem 2015Apresentação 1º sem 2015
Apresentação 1º sem 2015
pauloalambert
 
Monoartrite à esclarecer rc
Monoartrite à esclarecer rcMonoartrite à esclarecer rc
Monoartrite à esclarecer rc
pauloalambert
 
PROGRAMA DE REUMATOLOGIA 2015 TURMA B
PROGRAMA DE REUMATOLOGIA 2015 TURMA BPROGRAMA DE REUMATOLOGIA 2015 TURMA B
PROGRAMA DE REUMATOLOGIA 2015 TURMA B
pauloalambert
 
Luiza reumato (1)
Luiza reumato (1)Luiza reumato (1)
Luiza reumato (1)
pauloalambert
 
Dmtc
DmtcDmtc
Monoartrites diag diferenciais
Monoartrites diag diferenciaisMonoartrites diag diferenciais
Monoartrites diag diferenciais
pauloalambert
 
Esclerodermia fry
Esclerodermia fryEsclerodermia fry
Esclerodermia fry
Paulo Alambert
 
Espondiloartrites 2015
Espondiloartrites 2015Espondiloartrites 2015
Espondiloartrites 2015
pauloalambert
 
Sle & saf
Sle & safSle & saf
Sle & saf
pauloalambert
 
Sjogren x behçet
Sjogren x behçetSjogren x behçet
Sjogren x behçet
Paulo Alambert
 
Doença Mista do Tecido Conjuntivo
Doença Mista do Tecido ConjuntivoDoença Mista do Tecido Conjuntivo
Doença Mista do Tecido Conjuntivo
Paulo Alambert
 
Programa de Reumatologia 2º semestre
Programa de Reumatologia 2º semestrePrograma de Reumatologia 2º semestre
Programa de Reumatologia 2º semestre
Paulo Alambert
 
Dermatomiosite
DermatomiositeDermatomiosite
Dermatomiosite
pauloalambert
 
Gota 2015
Gota 2015Gota 2015
Gota 2015
pauloalambert
 
Artrite idiopática juvenil e febre Reumática
Artrite idiopática juvenil e febre ReumáticaArtrite idiopática juvenil e febre Reumática
Artrite idiopática juvenil e febre Reumática
Paulo Alambert
 
Laboratório
LaboratórioLaboratório
Laboratório
pauloalambert
 
Fenomeno de Raynaud & Esclerodermia
Fenomeno de Raynaud & EsclerodermiaFenomeno de Raynaud & Esclerodermia
Fenomeno de Raynaud & Esclerodermia
pauloalambert
 

Destaque (20)

Calendário
CalendárioCalendário
Calendário
 
Prog reuma 2015 1º sem
Prog reuma 2015 1º semProg reuma 2015 1º sem
Prog reuma 2015 1º sem
 
Doença reumatóide 1
Doença reumatóide 1Doença reumatóide 1
Doença reumatóide 1
 
Apresentação 1º sem 2015
Apresentação 1º sem 2015Apresentação 1º sem 2015
Apresentação 1º sem 2015
 
Monoartrite à esclarecer rc
Monoartrite à esclarecer rcMonoartrite à esclarecer rc
Monoartrite à esclarecer rc
 
PROGRAMA DE REUMATOLOGIA 2015 TURMA B
PROGRAMA DE REUMATOLOGIA 2015 TURMA BPROGRAMA DE REUMATOLOGIA 2015 TURMA B
PROGRAMA DE REUMATOLOGIA 2015 TURMA B
 
Luiza reumato (1)
Luiza reumato (1)Luiza reumato (1)
Luiza reumato (1)
 
Dmtc
DmtcDmtc
Dmtc
 
Monoartrites diag diferenciais
Monoartrites diag diferenciaisMonoartrites diag diferenciais
Monoartrites diag diferenciais
 
Esclerodermia fry
Esclerodermia fryEsclerodermia fry
Esclerodermia fry
 
Espondiloartrites 2015
Espondiloartrites 2015Espondiloartrites 2015
Espondiloartrites 2015
 
Sle & saf
Sle & safSle & saf
Sle & saf
 
Sjogren x behçet
Sjogren x behçetSjogren x behçet
Sjogren x behçet
 
Doença Mista do Tecido Conjuntivo
Doença Mista do Tecido ConjuntivoDoença Mista do Tecido Conjuntivo
Doença Mista do Tecido Conjuntivo
 
Programa de Reumatologia 2º semestre
Programa de Reumatologia 2º semestrePrograma de Reumatologia 2º semestre
Programa de Reumatologia 2º semestre
 
Dermatomiosite
DermatomiositeDermatomiosite
Dermatomiosite
 
Gota 2015
Gota 2015Gota 2015
Gota 2015
 
Artrite idiopática juvenil e febre Reumática
Artrite idiopática juvenil e febre ReumáticaArtrite idiopática juvenil e febre Reumática
Artrite idiopática juvenil e febre Reumática
 
Laboratório
LaboratórioLaboratório
Laboratório
 
Fenomeno de Raynaud & Esclerodermia
Fenomeno de Raynaud & EsclerodermiaFenomeno de Raynaud & Esclerodermia
Fenomeno de Raynaud & Esclerodermia
 

Semelhante a Relato de caso oa

trabalho de Reumato.pptx
trabalho de Reumato.pptxtrabalho de Reumato.pptx
trabalho de Reumato.pptx
ThalitaRosalen2
 
Osteoartrite 2016
Osteoartrite 2016Osteoartrite 2016
Osteoartrite 2016
pauloalambert
 
Osteoartrite 2017
Osteoartrite 2017Osteoartrite 2017
Osteoartrite 2017
Paulo Alambert
 
Oa ipemed parte i junho 2019
Oa  ipemed parte i   junho 2019Oa  ipemed parte i   junho 2019
Oa ipemed parte i junho 2019
Maria Pippa
 
Osteoartrite 2020
Osteoartrite 2020Osteoartrite 2020
Osteoartrite 2020
pauloalambert
 
Oa 2013
Oa 2013Oa 2013
Oa 2013
pauloalambert
 
Osteoporose e Tratamento Terapêutico Ocupacional
Osteoporose e  Tratamento Terapêutico OcupacionalOsteoporose e  Tratamento Terapêutico Ocupacional
Osteoporose e Tratamento Terapêutico Ocupacional
Marciane Missio
 
autonomia_docente.ppt jkhbtghthgfggfggggg
autonomia_docente.ppt jkhbtghthgfggfgggggautonomia_docente.ppt jkhbtghthgfggfggggg
autonomia_docente.ppt jkhbtghthgfggfggggg
ivomaxgata
 
Liquido Sinovial
Liquido Sinovial Liquido Sinovial
Liquido Sinovial
Brenna Lourrany
 
Osteoartrose Na Terceira Idade
Osteoartrose Na Terceira IdadeOsteoartrose Na Terceira Idade
Osteoartrose Na Terceira Idade
Aillyn F. Bianchi, Faculdade de Medicina - UNIC
 
Saude homem ortopedicos_ago2010
Saude homem ortopedicos_ago2010Saude homem ortopedicos_ago2010
Saude homem ortopedicos_ago2010
Bruno Franco
 
Osteoporose 2013
Osteoporose 2013Osteoporose 2013
Osteoporose 2013
pauloalambert
 
Gonartrose - revisão bibliográfica
Gonartrose - revisão bibliográficaGonartrose - revisão bibliográfica
Gonartrose - revisão bibliográfica
Nay Ribeiro
 
Obesidade Criança e Adolescente
Obesidade Criança e AdolescenteObesidade Criança e Adolescente
Obesidade Criança e Adolescente
hudsonjunior
 
aula reumato .pdf
aula reumato .pdfaula reumato .pdf
aula reumato .pdf
BrenoSouto2
 
Artrose na medicina tradicional chinesa e terapias complementares
Artrose na medicina tradicional chinesa e terapias complementaresArtrose na medicina tradicional chinesa e terapias complementares
Artrose na medicina tradicional chinesa e terapias complementares
Sandra Casella Della Via
 
Apresentacao junho
Apresentacao junhoApresentacao junho
Apresentacao junho
Mussindo Mussindo Alberto
 
Tecido cartilaginoso
Tecido cartilaginosoTecido cartilaginoso
Tecido cartilaginoso
samuelalves
 
Osteoartrose ac basico
Osteoartrose   ac basicoOsteoartrose   ac basico
Osteoartrose ac basico
André Cipriano
 
As doenças reumáticas e seu impacto na saúde
As doenças reumáticas e seu impacto na saúdeAs doenças reumáticas e seu impacto na saúde
As doenças reumáticas e seu impacto na saúde
pauloalambert
 

Semelhante a Relato de caso oa (20)

trabalho de Reumato.pptx
trabalho de Reumato.pptxtrabalho de Reumato.pptx
trabalho de Reumato.pptx
 
Osteoartrite 2016
Osteoartrite 2016Osteoartrite 2016
Osteoartrite 2016
 
Osteoartrite 2017
Osteoartrite 2017Osteoartrite 2017
Osteoartrite 2017
 
Oa ipemed parte i junho 2019
Oa  ipemed parte i   junho 2019Oa  ipemed parte i   junho 2019
Oa ipemed parte i junho 2019
 
Osteoartrite 2020
Osteoartrite 2020Osteoartrite 2020
Osteoartrite 2020
 
Oa 2013
Oa 2013Oa 2013
Oa 2013
 
Osteoporose e Tratamento Terapêutico Ocupacional
Osteoporose e  Tratamento Terapêutico OcupacionalOsteoporose e  Tratamento Terapêutico Ocupacional
Osteoporose e Tratamento Terapêutico Ocupacional
 
autonomia_docente.ppt jkhbtghthgfggfggggg
autonomia_docente.ppt jkhbtghthgfggfgggggautonomia_docente.ppt jkhbtghthgfggfggggg
autonomia_docente.ppt jkhbtghthgfggfggggg
 
Liquido Sinovial
Liquido Sinovial Liquido Sinovial
Liquido Sinovial
 
Osteoartrose Na Terceira Idade
Osteoartrose Na Terceira IdadeOsteoartrose Na Terceira Idade
Osteoartrose Na Terceira Idade
 
Saude homem ortopedicos_ago2010
Saude homem ortopedicos_ago2010Saude homem ortopedicos_ago2010
Saude homem ortopedicos_ago2010
 
Osteoporose 2013
Osteoporose 2013Osteoporose 2013
Osteoporose 2013
 
Gonartrose - revisão bibliográfica
Gonartrose - revisão bibliográficaGonartrose - revisão bibliográfica
Gonartrose - revisão bibliográfica
 
Obesidade Criança e Adolescente
Obesidade Criança e AdolescenteObesidade Criança e Adolescente
Obesidade Criança e Adolescente
 
aula reumato .pdf
aula reumato .pdfaula reumato .pdf
aula reumato .pdf
 
Artrose na medicina tradicional chinesa e terapias complementares
Artrose na medicina tradicional chinesa e terapias complementaresArtrose na medicina tradicional chinesa e terapias complementares
Artrose na medicina tradicional chinesa e terapias complementares
 
Apresentacao junho
Apresentacao junhoApresentacao junho
Apresentacao junho
 
Tecido cartilaginoso
Tecido cartilaginosoTecido cartilaginoso
Tecido cartilaginoso
 
Osteoartrose ac basico
Osteoartrose   ac basicoOsteoartrose   ac basico
Osteoartrose ac basico
 
As doenças reumáticas e seu impacto na saúde
As doenças reumáticas e seu impacto na saúdeAs doenças reumáticas e seu impacto na saúde
As doenças reumáticas e seu impacto na saúde
 

Mais de pauloalambert

Dtp 16 21 sp
Dtp 16 21 spDtp 16 21 sp
Dtp 16 21 sp
pauloalambert
 
Dtp 15 21 sp
Dtp 15 21 spDtp 15 21 sp
Dtp 15 21 sp
pauloalambert
 
Dtp 14 21 sp
Dtp 14 21 spDtp 14 21 sp
Dtp 14 21 sp
pauloalambert
 
Dtp 13 21 sp
Dtp 13 21 spDtp 13 21 sp
Dtp 13 21 sp
pauloalambert
 
Dtp 12 21 sp
Dtp 12 21 spDtp 12 21 sp
Dtp 12 21 sp
pauloalambert
 
Dtp 11 21 sp
Dtp 11 21 spDtp 11 21 sp
Dtp 11 21 sp
pauloalambert
 
Dtp 10 21 sp
Dtp 10 21 spDtp 10 21 sp
Dtp 10 21 sp
pauloalambert
 
Dtp 09 21 sp
Dtp 09 21 spDtp 09 21 sp
Dtp 09 21 sp
pauloalambert
 
DTP 08 21 SP
DTP 08 21 SPDTP 08 21 SP
DTP 08 21 SP
pauloalambert
 
DTP 07 21
DTP 07 21DTP 07 21
DTP 07 21
pauloalambert
 
DTP 06 21 SP
DTP 06 21 SPDTP 06 21 SP
DTP 06 21 SP
pauloalambert
 
DTP 05 21 sp
DTP 05 21 spDTP 05 21 sp
DTP 05 21 sp
pauloalambert
 
DTP 0421
DTP 0421DTP 0421
DTP 0421
pauloalambert
 
DTP0321 SP
DTP0321 SPDTP0321 SP
DTP0321 SP
pauloalambert
 
DTP 0221
DTP 0221DTP 0221
DTP 0221
pauloalambert
 
DTP 0221
DTP 0221DTP 0221
DTP 0221
pauloalambert
 
DTP 0121 SP
DTP 0121 SPDTP 0121 SP
DTP 0121 SP
pauloalambert
 
Folha Cornell
Folha CornellFolha Cornell
Folha Cornell
pauloalambert
 
Sinais meningeos 20
Sinais meningeos 20Sinais meningeos 20
Sinais meningeos 20
pauloalambert
 
ANTI-INFLAMATÓRIOS NÃO ESTEROIDAIS
ANTI-INFLAMATÓRIOS NÃO ESTEROIDAISANTI-INFLAMATÓRIOS NÃO ESTEROIDAIS
ANTI-INFLAMATÓRIOS NÃO ESTEROIDAIS
pauloalambert
 

Mais de pauloalambert (20)

Dtp 16 21 sp
Dtp 16 21 spDtp 16 21 sp
Dtp 16 21 sp
 
Dtp 15 21 sp
Dtp 15 21 spDtp 15 21 sp
Dtp 15 21 sp
 
Dtp 14 21 sp
Dtp 14 21 spDtp 14 21 sp
Dtp 14 21 sp
 
Dtp 13 21 sp
Dtp 13 21 spDtp 13 21 sp
Dtp 13 21 sp
 
Dtp 12 21 sp
Dtp 12 21 spDtp 12 21 sp
Dtp 12 21 sp
 
Dtp 11 21 sp
Dtp 11 21 spDtp 11 21 sp
Dtp 11 21 sp
 
Dtp 10 21 sp
Dtp 10 21 spDtp 10 21 sp
Dtp 10 21 sp
 
Dtp 09 21 sp
Dtp 09 21 spDtp 09 21 sp
Dtp 09 21 sp
 
DTP 08 21 SP
DTP 08 21 SPDTP 08 21 SP
DTP 08 21 SP
 
DTP 07 21
DTP 07 21DTP 07 21
DTP 07 21
 
DTP 06 21 SP
DTP 06 21 SPDTP 06 21 SP
DTP 06 21 SP
 
DTP 05 21 sp
DTP 05 21 spDTP 05 21 sp
DTP 05 21 sp
 
DTP 0421
DTP 0421DTP 0421
DTP 0421
 
DTP0321 SP
DTP0321 SPDTP0321 SP
DTP0321 SP
 
DTP 0221
DTP 0221DTP 0221
DTP 0221
 
DTP 0221
DTP 0221DTP 0221
DTP 0221
 
DTP 0121 SP
DTP 0121 SPDTP 0121 SP
DTP 0121 SP
 
Folha Cornell
Folha CornellFolha Cornell
Folha Cornell
 
Sinais meningeos 20
Sinais meningeos 20Sinais meningeos 20
Sinais meningeos 20
 
ANTI-INFLAMATÓRIOS NÃO ESTEROIDAIS
ANTI-INFLAMATÓRIOS NÃO ESTEROIDAISANTI-INFLAMATÓRIOS NÃO ESTEROIDAIS
ANTI-INFLAMATÓRIOS NÃO ESTEROIDAIS
 

Relato de caso oa

  • 2. IDENTIFICAÇÃO A.D.M. , sexo feminino, 68 anos, branca, natural e procedente de Santos , do lar , católica. 23/09/14
  • 3. Q.D. + H.P.M.A.  Artralgia de joelhos há 3 anos , inicialmente no direito e que piorava quando descia escadas ou no final de caminhadas. Hoje não consegue deambular mais de 30 minutos. Há 3 meses o joelho direito inchou , procurou serviço médico onde foi submetido a drenagem de 10 mL de líquido amarelo claro e feito infiltração. 23/09/14
  • 4. I.S.D.A.  Hipertensa (diurético e Beta bloqueador) sem outros problemas. 23/09/14
  • 5. HISTÓRIA MÉDICA PREGRESSA  Refere que avó paterna teve reumatismo e dificuldade de caminhar aos 75 anos. 23/09/14
  • 6. Exame físico  Ao exame está em bom estado geral, corada, hidratada.  Apresenta pequenos nódulos endurecidos e com leve dor a palpação em interfalangeanas distais e algumas proximais, crepitação à movimentação do polegar direito em sua base.  Tem leve diminuição de amplitude de movimentos do quadril direito, sem dor. Tem geno varo bilateral, pequeno derrame no joelho direito, crepitação em joelhos. Diminuição de flexão em ambos os joelhos. 23/09/14
  • 11. DISCIPLINA DE REUMATOLOGIA Alambert, PA 2014 OSTEOARTRITE
  • 12. SSIINNOONNÍÍMMIIAA  OOSSTTEEOOAARRTTRRIITTEE  AARRTTRROOSSEE  DDOOEENNÇÇAA AARRTTIICCUULLAARR DDEEGGEENNEERRAATTIIVVAA  ARTRITE HIPERTRÓFICA
  • 13. CCoonncceeiittoo  A Osteoartrite (OA) é a mais comum das afecções reumáticas pois, atinge aproximadamente um quinto da população mundial, sendo considerada uma das mais frequentes causas de incapacidade laborativa, após os 50 anos. 23/09/14
  • 15. DDEEFFIINNIIÇÇÃÃOO  A osteoartrite pode ser definida como uma síndrome clínica que representa a via final comum das alterações bioquímicas, metabólicas e fisiológicas que ocorrem, de forma simultânea, na ccaarrttiillaaggeemm hhiiaalliinnaa e no oossssoo ssuubb ccoonnddrraall,comprometendo a articulação como um todo, isto é, a cápsula articular, a membrana sinovial, os ligamentos e a musculatura peri articular.
  • 16. DEFINIÇÃO  Ocorre perda quantitativa e qualitativa da cartilagem articular com conseqüente remodelação óssea hipertrófica local e uma inflamação secundária.
  • 18. CCOONNCCEEIITTOO AATTUUAALL “O processo de doença não afeta apenas a cartilagem articular, mas envolve toda a articulação incluindo osso subcondral, ligamentos,cápsula, membrana sinovial e músculos periarticulares. Finalmente, a cartilagem articular se degenera com fibrilação, fissuras, ulcerações e afinamento total da superfície articular”
  • 19. DDee mmooddoo mmaaiiss ssiimmpplleess:: “ A osteoartrose é uma insuficiência qualitativa e quantitativa da cartilagem articular associada a alterações típicas do osso subcondral “
  • 20. EPIDEMIOLOGIA  Incide, predominantemente, no sexo feminino, na idade adulta entre a 4ª e 5ª décadas e no período da menopausa, sendo que esta incidência aumenta com a idade.  A freqüência da Osteoartrose gira em torno de 5% em indivíduos com menos de 30 anos e, atinge 70% a 80% daqueles com mais de 65 anos.  Somente 20% a 30% dos portadores de alterações radiológicas apresentam sintomas da doença.
  • 21. EPIDEMIOLOGIA  Particularmente, na articulação do joelho, evidenciou-se, que 52% da população adulta apresenta sinais radiológicos da doença, sendo que, somente 20% destas apresentam alterações consideradas como graves ou moderadas.
  • 22. EPIDEMIOLOGIA  A incidência desta patologia aumenta com a idade, estimando-se atingir 85% da população até os 64 anos sendo que, aos 85 anos é ela universal. Seu impacto social e seu grau de incapacidade e tão importante, que motivou a Organização Mundial de Saúde a criar a Década do Osso e da Articulação – Movimento Articular 2000 – 2010.
  • 24. Fisiopatologia Síndrome degenerativa que afeta primariamente a cartilagem articular, provocando a sua destruição progressiva, mas que envolve todos os tecidos articulares, nomeadamente a membrana sinovial, a cápsula articular, músculos e tendões periarticulares e ligamentos 23/09/14
  • 26. Cartilagem normal Colágeno ll- 90% Matriz extra-celular:95% Células:5%
  • 27. PATOGENIA Estímulos pprreecciippiittaanntteess CCOONNDDRRÓÓCCIITTOOSS Fissuras e depressões na cartilagem Alterações na posição e tamanho das fibras de colágeno LIBERAÇÃO DE ENZIMAS Proliferação celular Matriz celular aumentada ALTERAÇÃO DA MATRIZ EXTRACELULAR ALTERAÇÕES ESTRUTURAIS Formação de osteófitos OOSSTTEEOOAARRTTRRIITTEE Inflamação Resposta imunológica
  • 28. Condrócitos produzem  Mediadores pró-catabólicos (citocinas)IL-1 e TNF alfaativam enzimas proteolíticas(metaloproteases)  Mediadores pró-anabólicos (fatores de crescimento)
  • 31. ETIOPATOGENIA  A osteoartrose seria conseqüência da interação de fatores mecânicos,genéticos e bioquímicos
  • 32. Caracterização clínica  Dor, deformidade.limitação dos movimentos e progressão lenta para a perda de função articular 23/09/14
  • 35. CCllaassssiiffiiccaaççããoo PRIMÁRIA (idiopática): Ocorre na ausência de qualquer fator predisponente conhecido e se subdivide em duas categorias, localizada e generalizada (inclui 3 ou mais áreas). SECUNDÁRIA: É aquela em que se reconhece uma causa ou um fator preexistente. EROSIVA:Também conhecida como osteoartrose inflamatória. Acomete as articulações IFD e IFP nas mãos, com FR (fator reumatóide negativo)
  • 36. Fatores de risco-OA primária v o l i n í c i o t a r a v a n ç a r •Idade (> 50 anos de idade) •Estresse prolongado (ocupacional ou desportivo) •Fatores genéticos •Histórico de traumatismos articulares 13/9/2005 •Sexo feminino •Obesidade •Defeitos congênitos e do desenvolvimento
  • 37. SECUNDÁRIA Agudas e crônicas (ocupacional e desportiva) Luxação congênita de quadril, valgo/varo Traumáticas Congênitas e de desenvolvimento Metabólicas Doença de Wilson Acromegalia, diabetes mellitus, hipotireoidismo, hipertireoidismo Endócrinas Doença por depósito Gota de cristais Necrose avascular, doença de Paget, osteocondrite v o l i n í c i o t a r a v a n ç a r Anormalidades ósseas 13/9/2005 Endêmicas Kashin-Beck, Mseleni
  • 38. PATOLOGIA  As alterações macroscópicas na OA incluem as fissuras, as perfurações e as erosões da cartilagem.  Em contraposição a estas alterações, a formação de osteófitos nas margens articulares representa resposta proliferativa da cartilagem e do osso no processo osteoatrósico.
  • 44. sulcos v o l i n í c i o t a r a v a n ç a r 13/9/2005 Menisco medial Superfície articular com sulcos
  • 45. HISTOLOGIA NORMAL DA CARTILAGEM
  • 47. O vermelho indica síntese de proteoglicanos
  • 48. DIAGNÓSTICO  Histórico clínico (anamnese)  Exame Físico  Exames de laboratório  Estudos radiográficos
  • 49. ANAMNESE  Dor em uma ou poucas articulações  Rigidez matinal com menos de 30 minutos de duração  Crepitação por perda da cartilagem ou irregularidades nas superfícies articulares  Limitação do movimento
  • 57. LABORATÓRIO Velocidade de Normal hemossedimentação Cor palha e viscosidade adequada, o número de leucócitos < 2.000 Líquido sinovial Fator reumatóide Negativo Exame geral de urina Normal
  • 58. RADIOLOGIA No início da doença não se observam anormalidades. Com seu desenvolvimento, observam-se:  Diminuição do espaço intra-articular  Esclerose subcondral (eburnação)  Osteófitos;  Erosão e anquilose óssea (pseudocistos ósseos).
  • 66. TRATAMENTO  Os objetivos a atingir com o tratamento são:  1.Aliviar a dor  2.Manter a funcionalidade articular  3.Educar o paciente e sua família
  • 67. TRATAMENTO  Tratamento Físico  Tratamento Farmacológico  Tratamento Cirúrgico
  • 68. TRATAMENTO FÍSICO  Diminuição de peso  Realizar programas de exercícios para manter a força muscular, a flexibilidade das articulações e evitar deformidades  Terapia ocupacional
  • 70. Ação rápida  Analgésicos  AINHs  Miorrelaxantes  Corticosteróide intra-articular  Colchicina
  • 71. Ação lenta Sintomáticos Modificadores de doença  Glicosamina  Condroitina  Diacereína  Extratos insaponificados de soja e abacate  Ácido hialurõnico  Cloroquina  Necessitam mais estudos
  • 72. TTrraattaammeennttoo cciirrúúrrggiiccoo  As técnicas cirúrgicas empregadas na osteoartrite são artrodese, artroplastias, osteotomias, desbridamento articular, liberação de nervos periféricos, etc.