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Módulo III - Unidade 1
Educar e Cuidar
As crianças têm necessidade de pão, do pão do corpo e do pão do
espírito, mas necessitam ainda mais do seu olhar, da sua voz, do seu
pensamento e da sua promessa, precisam sentir que encontraram, em
você e na sua escola, a ressonância de falar com alguém que as escute,
de escrever a alguém que as leia ou as compreenda, de produzir alguma
coisa de útil e de belo que é a expressão de tudo o que trazem nelas de
generoso e de superior.
Celestin Freinet
Mód.III - Un. 1 - Seção 1
Principais elementos sócio-históricos da
conceituação contemporânea de
Educação Infantil
 O reconhecimento da Educação Infantil como direito
de todas as crianças de 0 a 6 anos de idade é uma
conquista atual, resultante de embates, discussões e
dos movimentos sociais.
 As concepções que norteiam o atendimento às
crianças em creches e pré-escolas, nem sempre
foram as mesmas na história da educação brasileira.
 Hoje a Educação Infantil (0 a 6 anos) é garantida às
crianças em vários documentos legais. Destacaremos
aqui três destes documentos:
Mód.III - Un. 1 - Seção 1
 - A Constituição Federal de 1988, art. 208, III – O
dever do estado com a educação será efetivado
mediante a garantia de: (...) atendimento em creche e
pré-escola às crianças de 0 a 6 anos de idade”.
 - O ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente –
Lei nº 8.069/90 – que no art. 54, IV, confirma os termos
do artigo supracitado da Constituição.
 - A LDB – Lei 9.394/96, art. 4º, IV – O dever do Estado
com a educação escolar pública será efetivado
mediante a garantia e atendimento gratuito em creches
e pré-escolas às crianças de 0 a 6 anos de idade.
Mód.III - Un. 1 - Seção 1
 Em diferentes momentos da história da educação da
criança de 0 a 6 anos de idade, diversas concepções
influenciaram as funções definidas para esse nível da
educação.
 As autoras Miriam Abramovay e Sonia Kramer, no texto
“O rei está nu” (1984), questionam o lugar da pré-escola
a partir das funções que a identificam no seu percurso,
as quais veremos a seguir:
 Guardar as crianças
 Compensar as carências infantis
 Promover o desenvolvimento global e harmônico das
crianças
 Instrumentalizar as crianças
 Favorecer o processo de alfabetização
 Cuidar/Educar crianças
Mód.III - Unid. 1 - Seção 1
Funções históricas da Educação Infantil
 Guardar as crianças – a pré-escola guardiã – creches com a
função de guardar as crianças órfãs e filhos de trabalhadores
(Europa do século XVIII)
 Compensar as carências infantis – a pré-escola preparatória
– por volta do século XIX Friederich Froebel (na Alemanha) e
Maria Montessori (na Itália) criam para as crianças pobres um
trabalho de cunho mais pedagógico do que assistencial, surge a
pré-escola com a função de compensar as deficiências das
criança, inclusive sua miséria, sua pobreza.
 Após a 2ª Guerra Mundial, várias pesquisas nos EUA e Europa
afirmaram que o acesso à pré-escola seria a solução para suprir
a privação cultural das crianças, resolvendo assim o problema do
fracasso escolar. Essa foi a concepção que chegou ao Brasil
na década de 70, levando o discurso oficial brasileiro a
proclamar a educação compensatória como a solução para
todos os males educacionais.
Mód.III - Unid. 1 - Seção 1
 Em 1981 o MEC apresentou, no Programa Nacional de Educação
Pré-Escolar, uma proposta com alterações que incorporavam as
críticas ao programa da educação compensatória. Segundo Jobim
e Souza e Kramer (1988), naquele momento, para o MEC, a função
da pré-escola era promover o desenvolvimento da criança.
 Promover o desenvolvimento global e harmônico da criança –
a pré-escola com objetivos em si mesma – O documento do
MEC sinalizava que a educação pré-escolar teria objetivos em si
mesma, próprios da faixa etária e adequados às necessidades do
meio físico, social, econômico e cultural, contribuindo
principalmente para que a criança superasse problemas
decorrentes do baixo nível de renda de seus pais. No entanto, a
idéia de uma educação compensatória não estava de todo
superada, pois, se antes a pré-escola era o remédio para os males
educacionais, agora (se imaginava) era a solução para os
problemas sociais e, futuramente, influenciariam a vida escolar das
crianças.
Mód.III - Unid. 1 - Seção 1
 Instrumentalizar as crianças – a pré-escola com função
pedagógica - essa função não foi uma iniciativa oficial, mas
resultado de pesquisas dos estudiosos da área, em sua maioria,
profissionais comprometidos com a democratização da escola
pública e a elevação da qualidade dos serviços por ela prestados.
 Segundo Abramovay e Kramer (1984), a pré-escola deveria ser um
espaço de “incentivo à criatividade e às descobertas das crianças,
ao jogo e à espontaneidade [...] um trabalho que toma a realidade e
os conhecimentos infantis como ponto de partida e os amplia,
através de atividades que têm um significado concreto para a vida
das crianças e que, simultaneamente, asseguram a aquisição de
novos conhecimentos”.
 A pré-escola, vista por esse prisma, estava comprometida tanto
com a criança e suas formas de expressão e interações que
estabelece com a sua realidade quanto com o desenvolvimento
posterior da sua escolaridade, principalmente favorecendo o
processo de alfabetização.
Mód.III - Unid. 1 - Seção 1
 Cuidar/educar - Como dimensões intercomplementares
e indissociáveis da Educação Infantil, este é o mais
novo posicionamento da política educacional brasileira,
assumido na década de 90.
 A creche foi sempre colocada com a função de “guarda”
das crianças e, quando não, com a função
“alimentadora” (caso do Parecer CFE nº 1.600/75).
Atualmente, porém, há outras concepções e alternativas
práticas.
 Como você vê esta questão? Você percebe essas
mudanças no contexto da creche, pré-escola ou
escola em que trabalha? O que é Educar e o que é
Cuidar?
Mód. III - Unid. 1 - Seção 2
O que está colocado no RCNEI acerca do educar-cuidar:
Educar significa, portanto, propiciar situações de cuidados,
brincadeiras e aprendizagens orientadas de forma integrada, que
possam contribuir para o desenvolvimento das capacidades infantis de
relação interpessoal, de ser e estar com os outros em uma atitude
básica de aceitação, respeito e confiança, e o acesso, pelas crianças,
aos conhecimentos mais amplos da realidade social e cultural. (...)
(BRASIL, RCNEI, vol.1, 2001, p.23).
Contemplar o cuidado na esfera da instituição da Educação Infantil
significa compreendê-lo como parte integrante da educação, embora
possa exigir conhecimentos, habilidades e instrumentos que
extrapolam a dimensão pedagógica. Ou seja, cuidar de uma criança
em um contexto educativo demanda a integração de vários campos de
conhecimentos e a cooperação de profissionais de diferentes áreas.
(BRASIL, RCNEI, vol. 1, 2001. p. 24).
Portanto, as práticas de educação e cuidado estão
indissociavelmente interligadas. Educar e cuidar não se separam.
São situações cotidianas que acontecem ao mesmo tempo.
Mód.III - Unid. 1 - Seção 3
O cuidar/educar como prática social e profissional: dimensões éticas e políticas
Imaginários de Aninha (A roda)
As meninas do colégio no recreio brincavam do velho e jamais esquecido
brinquedo de roda.
E eu, ali parada, olhando. Esquecida no chão a cesta com sua roupa de
volta para mãe lavar.
Tinha nos olhos e na atitude tal expressão, tanto desejo de participar
daquele brinquedo que chamei a atenção da irmã Úrsula que era a vigilante.
Ela veio para o meu lado, me empurrou carinhosamente para o meio da
roda, antes que o grupo quintasse nova coleguinha.
O coro infantil entoou a cópia sempre repetida:
‘‘A menina está na roda
Sozinha para cantar.
Se a menina não souber
Prisioneira vai ficar...”
Com surpresa de todos levantei alto minha voz, que minha mãe gostava
de ouvir nas minhas cantorias infantis, ajudando a ensaboar a roupa:
“Estou presa nesta roda
Sozinha pra cantar.
Sou filha de lavadeira,
Não nasci para brincar.
Minha mãe é lavadeira,
Lava roupa o dia inteiro.
Busco roupa e levo roupa
Para casa vou voltar.”
Era o fim do recreio.
Irmã Úrsula sacudiu a campainha visivelmente emocionada.
(Imaginários de Aninha (A roda). CORALINA, Cora. 1985.)
Mód.III - Unid. 1 - Seção 3
 Como diz Paulo Freire (1999), uma prática que se quer
profissional tem seu fundamento na competência profissional.
 E o que é necessário para que conquistemos a competência
profissional como professor(a) da Educação Infantil? Dentre os
múltiplos fatores que influenciam o alcance dessa competência,
destaca-se a participação efetiva em cursos de formação
profissional.
 Mas a formação profissional, por si só, não garante uma prática
profissional: esta requer, dentre outros fatores, conhecimento,
compromisso e ética, porque profissional é aquele que sabe o
que faz, por que faz e, além disso, está empenhado em fazê-Io
da melhor maneira possível (ZABALZA, 1994).
 Que características deve apresentar um(a) professor(a)
profissional na Educação Infantil?
Mód.III - Unid. 1 - Seção 3
A poesia “Ensinamento”, de Adélia Prado, fala do
sentimento como algo que está ligado ao cuidado
Ensinamento
Minha mãe achava estudo a coisa mais fina do mundo.
Não é.
A coisa mais fina do mundo é o sentimento.
Aquele dia de noite, o pai fazendo serão,
ela falou comigo: “Coitado, até essa hora no serviço pesado”.
Arrumou pão e café, deixou tacho no fogo com água quente.
Não me falou em amor.
Essa palavra de luxo.
Mód.III - Unid. 1 - Seção 3
 Cuidado não pode ser compreendido na Educação
Infantil como era antigamente, ou seja, apenas como a
realização das tarefas de alimentação, higiene etc. O
cuidado é mais que isso: o cuidado tem uma dimensão
filosófica. A atenção, a ternura, o carinho, a gentileza, a
generosidade, a simpatia, “o sentimento, a coisa mais
fina do mundo” são dimensões do cuidado que precisam
estar presentes nas relações entre as pessoas, tanto na
Educação Infantil como em todas as outras atividades
educativas.
 o cuidado na Educação Infantil – assim como toda e
qualquer ação educativa – se configura nas suas
dimensões éticas e políticas.
Mas o que compõe as dimensões éticas e
políticas do educar/cuidar?
Mód.III - Unid. 1 - Seção 4
Identidade da instituição de educação infantil no contexto da
Educação Básica
 No contexto da educação nacional, as instituições de Educação
Infantil – públicas e privadas – integram o sistema municipal de
ensino (Lei n° 9.394/96; art. 18; I; II), o que possibilita, apesar da
diversidade, uma certa unidade do atendimento, seja este público
ou não. No conteúdo desse artigo da atual LDB, também é
importante destacar a ascendência do Poder Público Municipal
sobre as instituições particulares, que, pelo menos no plano legal,
devem cumprir as determinações e prestar contas aos seus
Conselhos de Educação e às suas Secretarias.
 No art. 29, a LDB assim definiu as finalidades da Educação Infantil:
“A Educação Infantil, primeira etapa da Educação Básica, tem
como finalidade o desenvolvimento integral da criança até 6
anos de idade em seus aspectos físico, psicológico, intelectual
e social, complementando a ação da família e da comunidade”.
Mód.III - Unid. 1 - Seção 4
 Modificar essa concepção de educação
assistencialista significa atentar para várias
questões que vão muito além dos aspectos
legais. Envolve, principalmente, assumir as
especificidades da Educação Infantil e rever
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(BRASIL, RCNEI, 2001. v .1. p. 17)

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  • 1. Módulo III - Unidade 1 Educar e Cuidar As crianças têm necessidade de pão, do pão do corpo e do pão do espírito, mas necessitam ainda mais do seu olhar, da sua voz, do seu pensamento e da sua promessa, precisam sentir que encontraram, em você e na sua escola, a ressonância de falar com alguém que as escute, de escrever a alguém que as leia ou as compreenda, de produzir alguma coisa de útil e de belo que é a expressão de tudo o que trazem nelas de generoso e de superior. Celestin Freinet
  • 2. Mód.III - Un. 1 - Seção 1 Principais elementos sócio-históricos da conceituação contemporânea de Educação Infantil  O reconhecimento da Educação Infantil como direito de todas as crianças de 0 a 6 anos de idade é uma conquista atual, resultante de embates, discussões e dos movimentos sociais.  As concepções que norteiam o atendimento às crianças em creches e pré-escolas, nem sempre foram as mesmas na história da educação brasileira.  Hoje a Educação Infantil (0 a 6 anos) é garantida às crianças em vários documentos legais. Destacaremos aqui três destes documentos:
  • 3. Mód.III - Un. 1 - Seção 1  - A Constituição Federal de 1988, art. 208, III – O dever do estado com a educação será efetivado mediante a garantia de: (...) atendimento em creche e pré-escola às crianças de 0 a 6 anos de idade”.  - O ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente – Lei nº 8.069/90 – que no art. 54, IV, confirma os termos do artigo supracitado da Constituição.  - A LDB – Lei 9.394/96, art. 4º, IV – O dever do Estado com a educação escolar pública será efetivado mediante a garantia e atendimento gratuito em creches e pré-escolas às crianças de 0 a 6 anos de idade.
  • 4. Mód.III - Un. 1 - Seção 1  Em diferentes momentos da história da educação da criança de 0 a 6 anos de idade, diversas concepções influenciaram as funções definidas para esse nível da educação.  As autoras Miriam Abramovay e Sonia Kramer, no texto “O rei está nu” (1984), questionam o lugar da pré-escola a partir das funções que a identificam no seu percurso, as quais veremos a seguir:  Guardar as crianças  Compensar as carências infantis  Promover o desenvolvimento global e harmônico das crianças  Instrumentalizar as crianças  Favorecer o processo de alfabetização  Cuidar/Educar crianças
  • 5. Mód.III - Unid. 1 - Seção 1 Funções históricas da Educação Infantil  Guardar as crianças – a pré-escola guardiã – creches com a função de guardar as crianças órfãs e filhos de trabalhadores (Europa do século XVIII)  Compensar as carências infantis – a pré-escola preparatória – por volta do século XIX Friederich Froebel (na Alemanha) e Maria Montessori (na Itália) criam para as crianças pobres um trabalho de cunho mais pedagógico do que assistencial, surge a pré-escola com a função de compensar as deficiências das criança, inclusive sua miséria, sua pobreza.  Após a 2ª Guerra Mundial, várias pesquisas nos EUA e Europa afirmaram que o acesso à pré-escola seria a solução para suprir a privação cultural das crianças, resolvendo assim o problema do fracasso escolar. Essa foi a concepção que chegou ao Brasil na década de 70, levando o discurso oficial brasileiro a proclamar a educação compensatória como a solução para todos os males educacionais.
  • 6. Mód.III - Unid. 1 - Seção 1  Em 1981 o MEC apresentou, no Programa Nacional de Educação Pré-Escolar, uma proposta com alterações que incorporavam as críticas ao programa da educação compensatória. Segundo Jobim e Souza e Kramer (1988), naquele momento, para o MEC, a função da pré-escola era promover o desenvolvimento da criança.  Promover o desenvolvimento global e harmônico da criança – a pré-escola com objetivos em si mesma – O documento do MEC sinalizava que a educação pré-escolar teria objetivos em si mesma, próprios da faixa etária e adequados às necessidades do meio físico, social, econômico e cultural, contribuindo principalmente para que a criança superasse problemas decorrentes do baixo nível de renda de seus pais. No entanto, a idéia de uma educação compensatória não estava de todo superada, pois, se antes a pré-escola era o remédio para os males educacionais, agora (se imaginava) era a solução para os problemas sociais e, futuramente, influenciariam a vida escolar das crianças.
  • 7. Mód.III - Unid. 1 - Seção 1  Instrumentalizar as crianças – a pré-escola com função pedagógica - essa função não foi uma iniciativa oficial, mas resultado de pesquisas dos estudiosos da área, em sua maioria, profissionais comprometidos com a democratização da escola pública e a elevação da qualidade dos serviços por ela prestados.  Segundo Abramovay e Kramer (1984), a pré-escola deveria ser um espaço de “incentivo à criatividade e às descobertas das crianças, ao jogo e à espontaneidade [...] um trabalho que toma a realidade e os conhecimentos infantis como ponto de partida e os amplia, através de atividades que têm um significado concreto para a vida das crianças e que, simultaneamente, asseguram a aquisição de novos conhecimentos”.  A pré-escola, vista por esse prisma, estava comprometida tanto com a criança e suas formas de expressão e interações que estabelece com a sua realidade quanto com o desenvolvimento posterior da sua escolaridade, principalmente favorecendo o processo de alfabetização.
  • 8. Mód.III - Unid. 1 - Seção 1  Cuidar/educar - Como dimensões intercomplementares e indissociáveis da Educação Infantil, este é o mais novo posicionamento da política educacional brasileira, assumido na década de 90.  A creche foi sempre colocada com a função de “guarda” das crianças e, quando não, com a função “alimentadora” (caso do Parecer CFE nº 1.600/75). Atualmente, porém, há outras concepções e alternativas práticas.  Como você vê esta questão? Você percebe essas mudanças no contexto da creche, pré-escola ou escola em que trabalha? O que é Educar e o que é Cuidar?
  • 9. Mód. III - Unid. 1 - Seção 2 O que está colocado no RCNEI acerca do educar-cuidar: Educar significa, portanto, propiciar situações de cuidados, brincadeiras e aprendizagens orientadas de forma integrada, que possam contribuir para o desenvolvimento das capacidades infantis de relação interpessoal, de ser e estar com os outros em uma atitude básica de aceitação, respeito e confiança, e o acesso, pelas crianças, aos conhecimentos mais amplos da realidade social e cultural. (...) (BRASIL, RCNEI, vol.1, 2001, p.23). Contemplar o cuidado na esfera da instituição da Educação Infantil significa compreendê-lo como parte integrante da educação, embora possa exigir conhecimentos, habilidades e instrumentos que extrapolam a dimensão pedagógica. Ou seja, cuidar de uma criança em um contexto educativo demanda a integração de vários campos de conhecimentos e a cooperação de profissionais de diferentes áreas. (BRASIL, RCNEI, vol. 1, 2001. p. 24). Portanto, as práticas de educação e cuidado estão indissociavelmente interligadas. Educar e cuidar não se separam. São situações cotidianas que acontecem ao mesmo tempo.
  • 10. Mód.III - Unid. 1 - Seção 3 O cuidar/educar como prática social e profissional: dimensões éticas e políticas Imaginários de Aninha (A roda) As meninas do colégio no recreio brincavam do velho e jamais esquecido brinquedo de roda. E eu, ali parada, olhando. Esquecida no chão a cesta com sua roupa de volta para mãe lavar. Tinha nos olhos e na atitude tal expressão, tanto desejo de participar daquele brinquedo que chamei a atenção da irmã Úrsula que era a vigilante. Ela veio para o meu lado, me empurrou carinhosamente para o meio da roda, antes que o grupo quintasse nova coleguinha. O coro infantil entoou a cópia sempre repetida: ‘‘A menina está na roda Sozinha para cantar. Se a menina não souber Prisioneira vai ficar...” Com surpresa de todos levantei alto minha voz, que minha mãe gostava de ouvir nas minhas cantorias infantis, ajudando a ensaboar a roupa: “Estou presa nesta roda Sozinha pra cantar. Sou filha de lavadeira, Não nasci para brincar. Minha mãe é lavadeira, Lava roupa o dia inteiro. Busco roupa e levo roupa Para casa vou voltar.” Era o fim do recreio. Irmã Úrsula sacudiu a campainha visivelmente emocionada. (Imaginários de Aninha (A roda). CORALINA, Cora. 1985.)
  • 11. Mód.III - Unid. 1 - Seção 3  Como diz Paulo Freire (1999), uma prática que se quer profissional tem seu fundamento na competência profissional.  E o que é necessário para que conquistemos a competência profissional como professor(a) da Educação Infantil? Dentre os múltiplos fatores que influenciam o alcance dessa competência, destaca-se a participação efetiva em cursos de formação profissional.  Mas a formação profissional, por si só, não garante uma prática profissional: esta requer, dentre outros fatores, conhecimento, compromisso e ética, porque profissional é aquele que sabe o que faz, por que faz e, além disso, está empenhado em fazê-Io da melhor maneira possível (ZABALZA, 1994).  Que características deve apresentar um(a) professor(a) profissional na Educação Infantil?
  • 12. Mód.III - Unid. 1 - Seção 3 A poesia “Ensinamento”, de Adélia Prado, fala do sentimento como algo que está ligado ao cuidado Ensinamento Minha mãe achava estudo a coisa mais fina do mundo. Não é. A coisa mais fina do mundo é o sentimento. Aquele dia de noite, o pai fazendo serão, ela falou comigo: “Coitado, até essa hora no serviço pesado”. Arrumou pão e café, deixou tacho no fogo com água quente. Não me falou em amor. Essa palavra de luxo.
  • 13. Mód.III - Unid. 1 - Seção 3  Cuidado não pode ser compreendido na Educação Infantil como era antigamente, ou seja, apenas como a realização das tarefas de alimentação, higiene etc. O cuidado é mais que isso: o cuidado tem uma dimensão filosófica. A atenção, a ternura, o carinho, a gentileza, a generosidade, a simpatia, “o sentimento, a coisa mais fina do mundo” são dimensões do cuidado que precisam estar presentes nas relações entre as pessoas, tanto na Educação Infantil como em todas as outras atividades educativas.  o cuidado na Educação Infantil – assim como toda e qualquer ação educativa – se configura nas suas dimensões éticas e políticas. Mas o que compõe as dimensões éticas e políticas do educar/cuidar?
  • 14. Mód.III - Unid. 1 - Seção 4 Identidade da instituição de educação infantil no contexto da Educação Básica  No contexto da educação nacional, as instituições de Educação Infantil – públicas e privadas – integram o sistema municipal de ensino (Lei n° 9.394/96; art. 18; I; II), o que possibilita, apesar da diversidade, uma certa unidade do atendimento, seja este público ou não. No conteúdo desse artigo da atual LDB, também é importante destacar a ascendência do Poder Público Municipal sobre as instituições particulares, que, pelo menos no plano legal, devem cumprir as determinações e prestar contas aos seus Conselhos de Educação e às suas Secretarias.  No art. 29, a LDB assim definiu as finalidades da Educação Infantil: “A Educação Infantil, primeira etapa da Educação Básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até 6 anos de idade em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade”.
  • 15. Mód.III - Unid. 1 - Seção 4  Modificar essa concepção de educação assistencialista significa atentar para várias questões que vão muito além dos aspectos legais. Envolve, principalmente, assumir as especificidades da Educação Infantil e rever concepções sobre a infância, as relações entre classes sociais, as responsabilidades da sociedade e o papel do Estado diante das crianças pequenas. (BRASIL, RCNEI, 2001. v .1. p. 17)