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FUNDAMENTOS TEÓRICOS E
METODOLÓGICO DA ED. INFANTIL

Através dos
outros, nos
tornamos
nós
mesmos.
Lev
Vygotsky
A CRIANÇA
• A concepção de criança é uma noção historicamente
construída e consequentemente vem mudando ao
longo dos tempos, não se apresentando de forma
homogênea nem mesmo no interior de uma mesma
sociedade e época. Assim é possível que, por exemplo,
em uma mesma cidade existam diferentes maneiras de
se considerar as crianças pequenas dependendo da
classe social a qual pertencem, do grupo étnico do
qual fazem parte. Boa parte das crianças pequenas
brasileiras enfrentam um cotidiano bastante adverso
que as conduz desde muito cedo a precárias
condições de vida e ao trabalho infantil, ao abuso e
exploração por parte de adultos. Outras crianças são
protegidas de todas as maneiras, recebendo de suas
famílias e da sociedade em geral todos os cuidados
necessários ao seu desenvolvimento.
EDUCAR
• Educar significa, portanto, propiciar situações
de cuidados, brincadeiras e aprendizagens
orientadas de forma integrada e que possam
contribuir para o desenvolvimento das
capacidades infantis de relação interpessoal,
de ser e estar com os outros em uma atitude
básica de aceitação, respeito e confiança, e o
acesso, pelas crianças, aos conhecimentos
mais amplos da realidade social e cultural.
Neste processo, a educação poderá auxiliar o
desenvolvimento
das
capacidades
de
apropriação
e
conhecimento
das
potencialidades
corporais,
afetivas,
emocionais, estéticas e éticas, na perspectiva
de contribuir para a formação de crianças
felizes e saudáveis.
CUIDAR
• Contemplar o cuidado na esfera da
instituição da educação infantil significa
compreendê-lo como parte integrante
da educação, embora possa exigir
conhecimentos,
habilidades
e
instrumentos que extrapolam a dimensão
pedagógica. Ou seja, cuidar de uma
criança em um contexto educativo
demanda a integração de vários
campos de conhecimentos e a
cooperação
de
profissionais
de
diferentes áreas.
• Para cuidar é preciso antes de
tudo estar comprometido com o
outro, com sua singularidade, ser
solidário com suas necessidades,
confiando
em
suas
capacidades. Disso depende a
construção de um vínculo entre
quem cuida e quem é cuidado.
BRINCAR
• Para que as crianças possam
exercer sua capacidade de criar
é imprescindível que haja riqueza
e diversidade nas experiências
que lhes são oferecidas nas
instituições, sejam elas mais
voltadas às brincadeiras ou às
aprendizagens que ocorrem por
meio de uma intervenção direta.
• A brincadeira é uma linguagem infantil que mantém
um vínculo essencial com aquilo que é o “nãobrincar”. Se a brincadeira é uma ação que ocorre no
plano da imaginação isto implica que aquele que
brinca tenha o domínio da linguagem simbólica. Isto
quer dizer que é preciso haver consciência da
diferença existente entre a brincadeira e a realidade
imediata que lhe forneceu conteúdo para realizar-se.
Nesse sentido, para brincar é preciso apropriar-se de
elementos da realidade imediata de tal forma a
atribuir-lhes novos significados. Essa peculiaridade da
brincadeira ocorre por meio da articulação entre a
imaginação e a imitação da realidade. Toda
brincadeira é uma imitação transformada, no plano
das emoções e das ideias, de uma realidade
anteriormente vivenciada.
• Nas brincadeiras, as crianças transformam os
conhecimentos
que
já
possuíam
anteriormente em conceitos gerais com os
quais brinca. Por exemplo, para assumir um
determinado papel numa brincadeira, a
criança deve conhecer alguma de suas
características. Seus conhecimentos provêm
da imitação de alguém ou de algo
conhecido, de uma experiência vivida na
família ou em outros ambientes, do relato de
um colega ou de um adulto, de cenas
assistidas na televisão, no cinema ou
narradas em livros etc. A fonte de seus
conhecimentos é múltipla, mas estes
encontram-se, ainda, fragmentados
APRENDER EM SITUAÇÕES
ORIENTADAS

• A
organização
de
situações
de
aprendizagens
orientadas
ou
que
dependem de uma intervenção direta
do professor permite que as crianças
trabalhem com diversos conhecimentos.
Estas
aprendizagens
devem
estar
baseadas não apenas nas propostas dos
professores, mas, essencialmente, na
escuta das crianças e na compreensão
do papel que desempenham a
experimentação e o erro na construção
do conhecimento .
• A intervenção do professor é necessária para
que, na instituição de educação infantil, as
crianças possam, em situações de interação
social ou sozinhas, ampliar suas capacidades
de apropriação dos conceitos, dos códigos
sociais e das diferentes linguagens, por meio
da expressão e comunicação de sentimentos
e ideias, da experimentação, da reflexão, da
elaboração de perguntas e respostas, da
construção de objetos e brinquedos etc. Para
isso, o professor deve conhecer e considerar
as singularidades das crianças de diferentes
idades, assim como a diversidade de hábitos,
costumes, valores, crenças, etnias etc. das
crianças com as quais trabalha respeitando
suas diferenças e ampliando suas pautas de
socialização.
• Nessa perspectiva, o professor é
mediador entre as crianças e os
objetos
de
conhecimento,
organizando e propiciando espaços
e situações de aprendizagens que
articulem os recursos e capacidades
afetivas,
emocionais,
sociais
e
cognitivas de cada criança aos seus
conhecimentos
prévios
e
aos
conteúdos referentes aos diferentes
campos de conhecimento humano.
INTERAÇÃO
• A interação social em
situações diversas é uma das
estratégias mais importantes
do professor para a promoção
de aprendizagens pelas
crianças.
• A existência de um ambiente acolhedor, porém,
não significa eliminar os conflitos, disputas e
divergências presentes nas interações sociais, mas
pressupõe que o professor forneça elementos
afetivos e de linguagem para que as crianças
aprendam a conviver, buscando as soluções mais
adequadas para as situações com as quais se
defrontam diariamente. As capacidades de
interação, porém, são também desenvolvidas
quando as crianças podem ficar sozinhas, quando
elaboram suas descobertas e sentimentos e
constroem um sentido de propriedade para as
ações e pensamentos já compartilhados com
outras crianças e com os adultos, o que vai
potencializar novas interações. Nas situações de
troca, podem desenvolver os conhecimentos e
recursos de que dispõem, confrontando-os e
reformulando-os.
DIVERSIDADE E INDIVIDUALIDADE
• Cabe ao professor a tarefa de
individualizar
as
situações
de
aprendizagens oferecidas às crianças,
considerando
suas
capacidades
afetivas, emocionais, sociais e cognitivas
assim como os conhecimentos que
possuem dos mais diferentes assuntos e
suas origens socioculturais diversas. Isso
significa que o professor deve planejar e
oferecer uma gama variada de
experiências
que
responda,
simultaneamente, às demandas do
grupo e às individualidades de cada
criança.
APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA E CONHECIMENTOS
PRÉVIOS

• O processo que permite a construção de
aprendizagens significativas pelas crianças
requer uma intensa atividade interna por
parte delas. Nessa atividade, as crianças
podem estabelecer relações entre novos
conteúdos e os conhecimentos prévios
(conhecimentos que já possuem), usando
para isso os recursos de que dispõem. Esse
processo possibilitará a elas modificarem seus
conhecimentos prévios, matizá-los, ampliá-los
ou diferenciá-los em função de novas
informações, capacitando-as a realizar novas
aprendizagens, tornando-as significativas.
PROXIMIDADE COM AS PRÁTICAS SOCIAIS
REAIS

• A prática educativa deve buscar
situações de aprendizagens que
reproduzam contextos cotidianos nos
quais, por exemplo, escrever, contar,
ler,
desenhar,
procurar
uma
informação etc. tenha uma função
real. Isto é, escreve-se para guardar
uma informação, para enviar uma
mensagem, contam-se tampinhas
para fazer uma coleção etc.
CONCEPÇÃO
• A construção da identidade e da autonomia diz
respeito ao conhecimento, desenvolvimento e
uso dos recursos pessoais para fazer frente às
diferentes situações da vida.
• A identidade é um conceito do qual faz parte a
ideia de distinção, de uma marca de diferença
entre as pessoas, a começar pelo nome, seguido
de todas as características físicas, de modos de
agir e de pensar e da história pessoal. Sua
construção é gradativa e se dá por meio de
interações sociais estabelecidas pela criança,
nas quais ela, alternadamente, imita e se funde
com o outro para diferenciar-se dele em
seguida, muitas vezes utilizando-se da oposição.
• O ingresso na instituição de educação
infantil pode alargar o universo inicial das
crianças, em vista da possibilidade de
conviverem com outras crianças e com
adultos de origens e hábitos culturais
diversos,
de
aprender
novas
brincadeiras, de adquirir conhecimentos
sobre realidades distantes.
•
Dependendo da maneira como é
tratada a questão da diversidade, a
instituição pode auxiliar as crianças a
valorizarem suas características étnicas e
culturais, ou pelo contrário, favorecer a
discriminação quando é conivente com
preconceitos.
PROCESSOS DE FUSÃO E DIFERENCIAÇÃO
• Ao nascer, o bebê encontra-se em um
estado que pode ser denominado
como de fusão com a mãe, não
diferenciando o seu próprio corpo e
os limites de seus desejos. Pode ficar
frustrado e raivoso quando a mãe, ou
o adulto que dele cuida, não age
conforme seus desejos — por
exemplo, não lhe dando de mamar
na hora em que está com fome.
• É por meio dos primeiros cuidados que
a criança percebe seu próprio corpo
como separado do corpo do outro,
organiza suas emoções e amplia seus
conhecimentos sobre o mundo. O
outro é, assim, elemento fundamental
para o conhecimento de si. Quanto
menor a criança, mais as atitudes e
procedimentos de cuidados do adulto
são de importância fundamental para
o trabalho educativo que realiza com
ela.
CONSTRUÇÃO DE VÍNCULOS

• Desde o nascimento, as crianças se
orientam prioritariamente para o outro,
inicialmente para os adultos próximos,
que lhes garantem a sobrevivência,
propiciando sua alimentação, higiene,
descanso etc.
• Ele expressa seu estado de bem ou mal
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outro(s), conforme aprenderam em suas
experiências
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cultura
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pertencem.
• O bebê já nasce imerso nessa cultura.
Entre o bebê e as pessoas que
cuidam, interagem e brincam com ele
se estabelece uma forte relação
afetiva (a qual envolve sentimentos
complexos e contraditórios como
amor, carinho, encantamento,
frustração, raiva, culpa etc.). Essas
pessoas não apenas cuidam da
criança, mas também medeiam seus
contatos com o mundo, atuando com
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menino/menina, como chorão ou
tranquilo, como inteligente ou não, que
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afetivos estáveis são seus mediadores
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Fundamentos teóricos e metodológicos da educação infantil

  • 1. FUNDAMENTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICO DA ED. INFANTIL Através dos outros, nos tornamos nós mesmos. Lev Vygotsky
  • 2. A CRIANÇA • A concepção de criança é uma noção historicamente construída e consequentemente vem mudando ao longo dos tempos, não se apresentando de forma homogênea nem mesmo no interior de uma mesma sociedade e época. Assim é possível que, por exemplo, em uma mesma cidade existam diferentes maneiras de se considerar as crianças pequenas dependendo da classe social a qual pertencem, do grupo étnico do qual fazem parte. Boa parte das crianças pequenas brasileiras enfrentam um cotidiano bastante adverso que as conduz desde muito cedo a precárias condições de vida e ao trabalho infantil, ao abuso e exploração por parte de adultos. Outras crianças são protegidas de todas as maneiras, recebendo de suas famílias e da sociedade em geral todos os cuidados necessários ao seu desenvolvimento.
  • 3. EDUCAR • Educar significa, portanto, propiciar situações de cuidados, brincadeiras e aprendizagens orientadas de forma integrada e que possam contribuir para o desenvolvimento das capacidades infantis de relação interpessoal, de ser e estar com os outros em uma atitude básica de aceitação, respeito e confiança, e o acesso, pelas crianças, aos conhecimentos mais amplos da realidade social e cultural. Neste processo, a educação poderá auxiliar o desenvolvimento das capacidades de apropriação e conhecimento das potencialidades corporais, afetivas, emocionais, estéticas e éticas, na perspectiva de contribuir para a formação de crianças felizes e saudáveis.
  • 4. CUIDAR • Contemplar o cuidado na esfera da instituição da educação infantil significa compreendê-lo como parte integrante da educação, embora possa exigir conhecimentos, habilidades e instrumentos que extrapolam a dimensão pedagógica. Ou seja, cuidar de uma criança em um contexto educativo demanda a integração de vários campos de conhecimentos e a cooperação de profissionais de diferentes áreas.
  • 5. • Para cuidar é preciso antes de tudo estar comprometido com o outro, com sua singularidade, ser solidário com suas necessidades, confiando em suas capacidades. Disso depende a construção de um vínculo entre quem cuida e quem é cuidado.
  • 6. BRINCAR • Para que as crianças possam exercer sua capacidade de criar é imprescindível que haja riqueza e diversidade nas experiências que lhes são oferecidas nas instituições, sejam elas mais voltadas às brincadeiras ou às aprendizagens que ocorrem por meio de uma intervenção direta.
  • 7. • A brincadeira é uma linguagem infantil que mantém um vínculo essencial com aquilo que é o “nãobrincar”. Se a brincadeira é uma ação que ocorre no plano da imaginação isto implica que aquele que brinca tenha o domínio da linguagem simbólica. Isto quer dizer que é preciso haver consciência da diferença existente entre a brincadeira e a realidade imediata que lhe forneceu conteúdo para realizar-se. Nesse sentido, para brincar é preciso apropriar-se de elementos da realidade imediata de tal forma a atribuir-lhes novos significados. Essa peculiaridade da brincadeira ocorre por meio da articulação entre a imaginação e a imitação da realidade. Toda brincadeira é uma imitação transformada, no plano das emoções e das ideias, de uma realidade anteriormente vivenciada.
  • 8. • Nas brincadeiras, as crianças transformam os conhecimentos que já possuíam anteriormente em conceitos gerais com os quais brinca. Por exemplo, para assumir um determinado papel numa brincadeira, a criança deve conhecer alguma de suas características. Seus conhecimentos provêm da imitação de alguém ou de algo conhecido, de uma experiência vivida na família ou em outros ambientes, do relato de um colega ou de um adulto, de cenas assistidas na televisão, no cinema ou narradas em livros etc. A fonte de seus conhecimentos é múltipla, mas estes encontram-se, ainda, fragmentados
  • 9. APRENDER EM SITUAÇÕES ORIENTADAS • A organização de situações de aprendizagens orientadas ou que dependem de uma intervenção direta do professor permite que as crianças trabalhem com diversos conhecimentos. Estas aprendizagens devem estar baseadas não apenas nas propostas dos professores, mas, essencialmente, na escuta das crianças e na compreensão do papel que desempenham a experimentação e o erro na construção do conhecimento .
  • 10. • A intervenção do professor é necessária para que, na instituição de educação infantil, as crianças possam, em situações de interação social ou sozinhas, ampliar suas capacidades de apropriação dos conceitos, dos códigos sociais e das diferentes linguagens, por meio da expressão e comunicação de sentimentos e ideias, da experimentação, da reflexão, da elaboração de perguntas e respostas, da construção de objetos e brinquedos etc. Para isso, o professor deve conhecer e considerar as singularidades das crianças de diferentes idades, assim como a diversidade de hábitos, costumes, valores, crenças, etnias etc. das crianças com as quais trabalha respeitando suas diferenças e ampliando suas pautas de socialização.
  • 11. • Nessa perspectiva, o professor é mediador entre as crianças e os objetos de conhecimento, organizando e propiciando espaços e situações de aprendizagens que articulem os recursos e capacidades afetivas, emocionais, sociais e cognitivas de cada criança aos seus conhecimentos prévios e aos conteúdos referentes aos diferentes campos de conhecimento humano.
  • 12. INTERAÇÃO • A interação social em situações diversas é uma das estratégias mais importantes do professor para a promoção de aprendizagens pelas crianças.
  • 13. • A existência de um ambiente acolhedor, porém, não significa eliminar os conflitos, disputas e divergências presentes nas interações sociais, mas pressupõe que o professor forneça elementos afetivos e de linguagem para que as crianças aprendam a conviver, buscando as soluções mais adequadas para as situações com as quais se defrontam diariamente. As capacidades de interação, porém, são também desenvolvidas quando as crianças podem ficar sozinhas, quando elaboram suas descobertas e sentimentos e constroem um sentido de propriedade para as ações e pensamentos já compartilhados com outras crianças e com os adultos, o que vai potencializar novas interações. Nas situações de troca, podem desenvolver os conhecimentos e recursos de que dispõem, confrontando-os e reformulando-os.
  • 14. DIVERSIDADE E INDIVIDUALIDADE • Cabe ao professor a tarefa de individualizar as situações de aprendizagens oferecidas às crianças, considerando suas capacidades afetivas, emocionais, sociais e cognitivas assim como os conhecimentos que possuem dos mais diferentes assuntos e suas origens socioculturais diversas. Isso significa que o professor deve planejar e oferecer uma gama variada de experiências que responda, simultaneamente, às demandas do grupo e às individualidades de cada criança.
  • 15. APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA E CONHECIMENTOS PRÉVIOS • O processo que permite a construção de aprendizagens significativas pelas crianças requer uma intensa atividade interna por parte delas. Nessa atividade, as crianças podem estabelecer relações entre novos conteúdos e os conhecimentos prévios (conhecimentos que já possuem), usando para isso os recursos de que dispõem. Esse processo possibilitará a elas modificarem seus conhecimentos prévios, matizá-los, ampliá-los ou diferenciá-los em função de novas informações, capacitando-as a realizar novas aprendizagens, tornando-as significativas.
  • 16. PROXIMIDADE COM AS PRÁTICAS SOCIAIS REAIS • A prática educativa deve buscar situações de aprendizagens que reproduzam contextos cotidianos nos quais, por exemplo, escrever, contar, ler, desenhar, procurar uma informação etc. tenha uma função real. Isto é, escreve-se para guardar uma informação, para enviar uma mensagem, contam-se tampinhas para fazer uma coleção etc.
  • 17. CONCEPÇÃO • A construção da identidade e da autonomia diz respeito ao conhecimento, desenvolvimento e uso dos recursos pessoais para fazer frente às diferentes situações da vida. • A identidade é um conceito do qual faz parte a ideia de distinção, de uma marca de diferença entre as pessoas, a começar pelo nome, seguido de todas as características físicas, de modos de agir e de pensar e da história pessoal. Sua construção é gradativa e se dá por meio de interações sociais estabelecidas pela criança, nas quais ela, alternadamente, imita e se funde com o outro para diferenciar-se dele em seguida, muitas vezes utilizando-se da oposição.
  • 18. • O ingresso na instituição de educação infantil pode alargar o universo inicial das crianças, em vista da possibilidade de conviverem com outras crianças e com adultos de origens e hábitos culturais diversos, de aprender novas brincadeiras, de adquirir conhecimentos sobre realidades distantes. • Dependendo da maneira como é tratada a questão da diversidade, a instituição pode auxiliar as crianças a valorizarem suas características étnicas e culturais, ou pelo contrário, favorecer a discriminação quando é conivente com preconceitos.
  • 19. PROCESSOS DE FUSÃO E DIFERENCIAÇÃO • Ao nascer, o bebê encontra-se em um estado que pode ser denominado como de fusão com a mãe, não diferenciando o seu próprio corpo e os limites de seus desejos. Pode ficar frustrado e raivoso quando a mãe, ou o adulto que dele cuida, não age conforme seus desejos — por exemplo, não lhe dando de mamar na hora em que está com fome.
  • 20. • É por meio dos primeiros cuidados que a criança percebe seu próprio corpo como separado do corpo do outro, organiza suas emoções e amplia seus conhecimentos sobre o mundo. O outro é, assim, elemento fundamental para o conhecimento de si. Quanto menor a criança, mais as atitudes e procedimentos de cuidados do adulto são de importância fundamental para o trabalho educativo que realiza com ela.
  • 21. CONSTRUÇÃO DE VÍNCULOS • Desde o nascimento, as crianças se orientam prioritariamente para o outro, inicialmente para os adultos próximos, que lhes garantem a sobrevivência, propiciando sua alimentação, higiene, descanso etc. • Ele expressa seu estado de bem ou mal estar pelas vocalizações, gestos e posturas que são percebidas, interpretadas e respondidas pelo(s) outro(s), conforme aprenderam em suas experiências na cultura à qual pertencem.
  • 22. • O bebê já nasce imerso nessa cultura. Entre o bebê e as pessoas que cuidam, interagem e brincam com ele se estabelece uma forte relação afetiva (a qual envolve sentimentos complexos e contraditórios como amor, carinho, encantamento, frustração, raiva, culpa etc.). Essas pessoas não apenas cuidam da criança, mas também medeiam seus contatos com o mundo, atuando com ela, organizando e interpretando para ela esse mundo.
  • 23. • É nessas interações, em que ela é significada/ interpretada como menino/menina, como chorão ou tranquilo, como inteligente ou não, que se constroem suas características. As pessoas com quem construíram vínculos afetivos estáveis são seus mediadores principais, sinalizando e criando condições para que as crianças adotem condutas, valores, atitudes e hábitos necessários à inserção naquele grupo ou cultura específica.