SlideShare uma empresa Scribd logo
METODOLOGIA DA EDUCAÇÃO INFANTIL

Profª Esp. MARÍLIA BOGÉA
A INFÂNCIA COMO CONSTRUÇÃO SOCIAL

A emergência do termo infância, tal qual o
compreendemos nos dias de hoje, se dá no século XVI
e consolida-se no século XVII. Antes, as crianças
compartilhavam o mesmo mundo dos adultos em todas
suas esferas.
CONDIÇÕES DE POSSIBILIDADE DA INFÂNCIA
MODERNA
 A emergência da infância só foi
possível graças a fatores como:
 1) imposição do controle da
família e da criança, da
promoção da vida;

 2) instituição da escola como
mecanismo
educacional
disciplinador;
 3) normatização da regras para
a infância.
SENTIMENTO DE INFÂNCIA
É algo que caracteriza a criança, a sua essência
enquanto ser, o seu modo de agir e pensar, que se
diferencia do adulto.
IDADE MÉDIA
Determinava a infância como o período que vai
do nascimento dos dentes até os sete anos de
idade.
O sentimento de infância não significa o mesmo
que afeição pelas crianças, mas corresponde à
consciência da particularidade infantil, que distingue
essencialmente a

criança do adulto.
ATÉ O SÉCULO XVII
A sociedade não dava muita importância às crianças.
Devido às más condições sanitárias, a mortalidade infantil
alcançava níveis alarmantes, por isso a criança era vista
como um ser ao qual não se podia apegar, pois a qualquer
momento ela poderia deixar de existir.
Nesse contexto, até o século XVII as crianças eram
vistas, igualmente, como adultos, desempenhavam
tarefas, se vestiam e se portavam socialmente como tais.
O brincar era algo que as crianças desconheciam, pois
eram criadas desde cedo sem nenhum tratamento
especial; elas viviam e participavam de um mundo
adulto.
Nesse sentido, tiradas do convívio familiar logo aos
sete anos, essas crianças eram criadas por famílias
estranhas, onde aprendiam todo o tipo de serviço
doméstico. Esses ensinamentos eram considerados
muito importantes naquela época.
A PARTIR DO SÉCULO XVII
Marco importante no despertar do sentimento de
infância.

AS REFORMAS RELIGIOSAS
CATÓLICAS E PROTESTANTES
Contribuíram decisivamente para a construção de um
sentimento de infância.
A afetividade ganhou mais importância no seio da família. Essa
afetividade era demonstrada,
principalmente, por meio da
valorização que a educação passou a ter.
O trabalho com fins educativos foi substituído pela escola,
que passou a ser responsável pelo processo de formação.

A IGREJA SE ENCARREGA EM DIRECIONAR A
APRENDIZAGEM
Preocupada com a formação moral da criança,
visando
corrigir os desvios da criança, acreditando que ela era fruto
do pecado, e deveria ser guiada para o caminho do bem.
Neste momento, o sentimento de infância corresponde a duas
atitudes contraditórias:
Uma considera a criança ingênua, inocente e graciosa e é
traduzida pela paparicação dos adultos.

A outra se contrapõe a 1ª, tornando a
criança um ser
imperfeito e incompleto, que necessita de ”moralização” e da
educação feita pelo adulto.
Pós-segunda
Guerra Mundial
Surge a preocupação com a situação social da infância.
A ONU promulga em 1959, a Declaração dos Direitos
da Criança, em decorrência da Declaração dos
Direitos Humanos.

Obs.: Esse é um fator importante para a concepção
de infância que permeia a contemporaneidade, a

criança como sujeito de direitos.
HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO INFANTIL NO BRASIL
EDUCAÇÃO INDÍGENA
•As crianças indígenas eram instruídas desde cedo pelos
idosos nas aldeias;

•Desenvolviam atividades como cerâmica,confecção de colares
e outros objetos artesanais.
EDUCAÇÃO JESUÍTICA

•A criança índia foi vista pelos padres como tábula rasa, papel branco, para
quem tudo podia ser ensinado.
•As estratégias desenvolvidas com a criança índia foram o ensino da língua, o
teatro, a música e rituais cristãos acoplados ao ensino mnemônico.
•Além do ensino religioso, as instruções das habilidades de ler, escrever e
contar estiveram presentes nas chamadas Casas de bê-á-bá ou Confrarias dos
meninos.
EDUCAÇÃO DOS ESCRAVOS
•A criança escrava entre 6 e 12 anos já começa a fazer pequenas atividades
como auxiliares.
•A partir dos 12 anos eram vistos como adultos tanto para o trabalho quanto
para a vida sexual.
•A criança branca, aos 6 anos, era iniciada nos primeiros estudos de língua,
gramática, matemática e boas maneiras.
A CRIANÇA DO SÉCULO XVIII

Em meados do século XVIII e ao longo do século
XIX, a criança passou a ser o centro de interesse
educativo dos adultos.
Segundo OLIVEIRA,
[...] a [criança] começou a ser vista como sujeito de
necessidades e objeto de expectativas e cuidados
situados em um período de preparação para o ingresso
no mundo dos adultos, o que tornava a escola [pelo
menos para os que podiam frequenta-la] um
instrumento fundamental (2005, p.62).
A CRIANÇA DO SÉCULO XIX
A escola primária ficava organizada de duas formas: de 07 a 13 anos abrangia o
ensino primário e de 13 a 15 o secundário.
Até então a mãe, cuidava do filho e protagonizava a educação considerada
inicial na época, mas com a lei do ventre livre e a pobreza das famílias, muitas
acabavam abandonando seus bebês ou entregando-os à “Roda dos
Expostos”,que perdurou até 1950.
O JARDIM DE INFÂNCIA NO BRASIL
Em 1875 surge o primeiro jardim de infância particular no
Brasil, fundado por Menezes Vieira no Rio de Janeiro, apesar
de sua escola atender a alta aristocracia da época, Menezes
defendia que os jardins de infância deveriam dar assistência às
crianças negras libertas pelo ventre livre e às com pouca
condição econômica.
MARCOS LEGAIS
Constituição de 1988 – a primeira menção da criança como
sujeito de direitos.
•ECA –Estatuto da Criança e do Adolescente – 1990 – Lei.
8.069/90

•Lei de Diretrizes e Bases da Educação n°9.394/96
A Educação Infantil como primeira etapa da Educação
Básica.

•Sendo organizada da seguinte forma:
# Creches – 0 a 3 anos
# Pré-escolas – 4 a 6 anos
•11.274/06 – Ensino Fundamental de 9 anos
RECNEI - 1998
Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil – RCNEI,
documento legal que tem como função subsidiar a elaboração de
projetos educativos, o planejamento e o funcionamento das creches
e escolas infantis de todo o país.
REGULAMENTAÇÃO DA EDUCAÇÃO INFANTIL

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação nº. 9.394 de 1996,
dispõe que a Educação Infantil é a primeira etapa da Educação
Básica, podendo ser ofertada em creches e pré-escolas,
abrangendo atualmente a faixa etária de 0 a 5 anos de idade.
•A Resolução nº 6/10 da Câmara de Educação Básica do
Conselho Nacional de Educação, apresentou algumas
mudanças na organização da educação, de uma forma
sintética, essa resolução dispõe que:

•1º - Matrícula na 1ª série do Fundamental: 6 anos
completos de idade ou a completar até 31 de março;
•2º - As matrículas no 2º período do pré-escolar: 5 anos
completos ou a completar até 31 de março;
•3º - No 1º período do Pré-escolar: 4 anos completos ou a
completar até 31 de março;
•4º - Idade inferior a 4 anos (não completos até 31 de
março): outras etapas da Educação Infantil;
•5º - Excepcionalmente em 2011 – como já havia permitido
em 2010, matrícula no 1º ano do Fundamental de criança
que for completar 6 anos após 31 de março, desde que
tenha cursado comprovadamente dois anos do Pré-escolar.
•6º - Alunos antecipados: aos alunos já matriculados
anteriormente no Fundamental, cuja idade não corresponde
ao corte estabelecido, a escola deverá prestar assistência e
acompanhamento especiais para prosseguirem bem a etapa
escolar.
ORGANIZAÇÃO DAS DIRETRIZES CURRICULARES
NACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL

1.Concepções de EI, criança e currículo

→ Educação Infantil, primeira etapa da Educação
Básica, é oferecida em creches e pré-escolas, as quais
se caracterizam como espaços institucionais não
domésticos
que
constituem
estabelecimentos
educacionais públicos ou privados que educam e
cuidam de crianças de 0 a 5 anos de idade no período
diurno, em jornada integral ou parcial, regulados e
supervisionados por órgão competente do sistema de
ensino e submetidos a controle social (art.5º).
→ Criança, centro do planejamento curricular, é
sujeito histórico e de direitos que, nas interações,
relações e práticas cotidianas que vivencia, constrói
sua identidade pessoal e coletiva, brinca, imagina,
fantasia, deseja, aprende, observa, experimenta, narra,
questiona e constrói sentidos sobre a natureza e a
sociedade, produzindo cultura (art.4º).
Currículo é o conjunto sistematizado de práticas culturais
no qual se articulam as experiências e saberes das
crianças, de suas famílias, dos profissionais e de suas
comunidades de pertencimento e os conhecimentos que
fazem parte do patrimônio cultural, artístico, científico e
tecnológico

2. Princípios básicos – éticos, políticos, estéticos
3. Eixos e Experiências
ART. 8º A PROPOSTA PEDAGÓGICA DAS
INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO INFANTIL DEVE
GARANTIR O DIREITO DAS CRIANÇAS:

Aos conhecimentos de diferentes linguagens
à proteção
à saúde
à liberdade
à confiança
ao respeito
à dignidade
à brincadeira
à convivência
à interação com outras crianças.
A ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO
“A organização do ambiente destinado a educação infantil é uma
ação eminentemente pedagógica e de referencia para a criação de
significados para a criança. Querendo ou não, a sala de aula tem
influencia sobre os sujeitos da práxis educativa, em parte, o modo
como eles se sentem, pensam e se comportam. Um planejamento
cuidadoso do ambiente físico é parte integrante de um clima
harmonioso em sala de aula.”
Almada, apud HERMIDA,2007.
TEORIA X PRÁTICAS
Geralmente os cursos de formação de professores de educação
infantil trazem em suas grades curriculares disciplinas que
fornecem subsídios teóricos para a compreensão de como essa
modalidade de educação se desenvolve, no entanto, quando se
deparam com a prática os educadores infantis, encontram muitas
dificuldades no que diz respeito à atuação prática, pois pouco ou
quase nada estudaram a respeito em suas graduações.
O educador infantil precisa ter uma formação ainda mais
específica do que a formação do educador das séries iniciais do
Ensino Fundamental, pois a Educação Infantil apresenta muitas
peculiaridades
ETAPAS DO DESENVOLVIMENTO
De acordo com Piaget, a criança entre 0 e 2 anos de idade
encontra-se no período sensório-motor ou seja suas aprendizagens
ocorrerão principalmente pelas experiências sensoriais imediatas e
por suas atividades motoras, é normal ainda nessa fase a criança
tentar impor seus desejos sobre a realidade.
Ainda baseando-nos em sua teoria, entendemos que a criança aos
3 anos de idade está entrando em uma nova fase de seu
desenvolvimento, o período ou fase pré-operacional, em que
aparece a função simbólica com a incorporação da linguagem, há
um amadurecimento da capacidade de pensar e inicia-se o
processo de socialização.
ASPECTO DA CRIANÇA MENOR DE 3 ANOS

Quanto a isso Vigotsky acentua que a
aprendizagem
e
a
socialização
estão
intrinsecamente ligadas, uma vez que as relações
sociais favorecem significativamente a construção
das aprendizagens. Ele afirma que a maturação e
aprendizagem são dois processos distintos e
relacionados que propiciam o desenvolvimento
humano. A primeira prepara e condiciona para a
segunda, mas a aprendizagem estimula e potencia a
maturação.
De acordo com essa proposição tem-se a inteligência
como produto social. O mesmo autor distingue ainda dois
níveis no desenvolvimento da criança: o desenvolvimento
real e o desenvolvimento potencial.
O primeiro representando o alcançado pelo indivíduo e o
segundo mostra o que o indivíduo poderá fazer com a
ajuda de outro.
A distância entre esses dois processos é denominada de
Zona do desenvolvimento proximal e trata exatamente
sobre o desenvolvimento como consequência da
aprendizagem.
Zona de desenvolvimento proximal

Nível de desenvolvimento atual

Capacidade de solução
de problemas sem
ajuda

Nível
potencial de desenvolvimento

Capacidade de
solução de problemas
com ajuda

*Conhecer este processo da criança é fundamental para diagnosticar os
ciclos completos e os que estão em vias de formação
ESTRUTURAÇÃO DOS TRÊS TIPOS DE
CONHECIMENTO

CONHECIMENTO FÍSICO
Caracterizado pelo conhecimento dos objetos de sua
realidade, como o que se refere ao peso, forma, cor e
textura de objetos concretos. A fonte desse
conhecimento é o próprio objeto e a maneira como a
criança irá apreender esses conhecimentos mais
rapidamente é o manuseio, os jogos simbólicos, as
brincadeiras, atividades de jogar, empilhar, empurrar,
amassar, quebrar, enfim manusear de diversas formas
esses objetos.
CONHECIMENTO LÓGICO - MATEMÁTICO

Refere-se à relação estabelecida entre criança e
objeto, a fonte desse conhecimento é o próprio
pensamento da criança. Ela estrutura esses
conhecimentos através da manipulação de objetos
e começa a compreende-los à medida em que age
sobre eles através de atos de juntar, separar,
ordenar, classificar.
CONHECIMENTO SOCIAL
Refere-se às normas sociais com as quais as crianças têm contato
com seu meio. Saber que as pessoas devem cumprimentar as
outras ao se encontrarem é um exemplo de conhecimento social.
Esse conhecimento é construído a partir das informações
processadas na interação com o outro.
ATIVIDADE 2
As teorias de Vygotsky e Piaget descrevem a criança
como um ser ativo e atento, habilitada para
constantemente gerar novas hipóteses sobre o que está
ao seu redor. Essas duas teorias exercem uma grande
influência na área da educação em todo o mundo.
Faça um quadro comparativo entre esses teóricos e
cite semelhanças entre suas teorias.
ATIVIDADE 3
O reconhecimento do educador infantil precisa passar por um processo de
conscientização no âmbito social e político. Mas como têm sido formados os professores,
em nosso país, no que se refere à construção de suas concepções de criança e Educação
Infantil?
O binômio cuidar e educar deve caminhar de mãos dadas, todavia o que se observa é que
essas duas ações se “repelem”,fragilizando essa primeira etapa de formação de nossas
crianças.

Baseado nessas afirmações ,entreviste uma educadora infantil de sua cidade para
sabermos o que tem sido feito para que essa profissional melhore sua prática.
A entrevista deve ter um roteiro e o tempo máximo de 5 minutos. Após sua exibição,
faremos um debate em sala de aula.

O Vídeo Perfil do educador infantil, da educadora Maria Malta
http://www.youtube.com/watch?v=o4WcvH-2IbI irá norteá-los na produção da
atividade proposta.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Planejamento na educação infantil
Planejamento na educação infantilPlanejamento na educação infantil
Planejamento na educação infantil
lucavao2010
 
Fundamentos e metodologia da educação infantil
Fundamentos e metodologia da educação infantilFundamentos e metodologia da educação infantil
Fundamentos e metodologia da educação infantil
mirafontela
 
Avaliação na educação infantil
Avaliação na educação infantilAvaliação na educação infantil
Avaliação na educação infantil
Fátima Regina
 
Reflexões sobre a relação família escola
Reflexões sobre a relação família escolaReflexões sobre a relação família escola
Reflexões sobre a relação família escola
Sonia Piaya
 
Concepçâo de infancia
Concepçâo de infanciaConcepçâo de infancia
Concepçâo de infancia
Jaisna Luara
 
Organização do trabalho pedagógico
Organização do trabalho pedagógicoOrganização do trabalho pedagógico
Organização do trabalho pedagógico
Magda Marques
 
Avaliação na educação infantil novo
Avaliação na educação infantil novoAvaliação na educação infantil novo
Avaliação na educação infantil novo
Pedagogo Santos
 
Ludicidade
LudicidadeLudicidade
Ludicidade
Heloiza Moura
 
Histórias de crianças e infâncias
Histórias de crianças e infânciasHistórias de crianças e infâncias
Histórias de crianças e infâncias
Taís Ferreira
 
Organização e gestão da escola
Organização e gestão da escolaOrganização e gestão da escola
Organização e gestão da escola
Ulisses Vakirtzis
 
Psicologia da Educação
Psicologia da Educação Psicologia da Educação
Psicologia da Educação
Carlos Caldas
 
Projeto politico pedagogico PPP
Projeto politico pedagogico PPPProjeto politico pedagogico PPP
Projeto politico pedagogico PPP
Profissão Professor
 
Política e Organização da Educação Brasileira
Política e Organização da Educação BrasileiraPolítica e Organização da Educação Brasileira
Política e Organização da Educação Brasileira
Edneide Lima
 
Aula 1- Gestão Escolar
Aula 1- Gestão EscolarAula 1- Gestão Escolar
Aula 1- Gestão Escolar
Professora Florio
 
Slide lara relação família escola
Slide lara relação família escolaSlide lara relação família escola
Slide lara relação família escola
Rosana Leite
 
Um pouquinho sobre Educação Infantil
Um pouquinho sobre Educação InfantilUm pouquinho sobre Educação Infantil
Um pouquinho sobre Educação Infantil
Lene Reis
 
Tendências Pedagógicas
Tendências PedagógicasTendências Pedagógicas
Tendências Pedagógicas
Marcelo Assis
 
Projeto Político Pedagógico - PPP
Projeto Político Pedagógico - PPPProjeto Político Pedagógico - PPP
Projeto Político Pedagógico - PPP
Hebert Arcanjo
 
O papel da família na educação dos filhos
O papel da família na educação dos filhosO papel da família na educação dos filhos
O papel da família na educação dos filhos
Marta Lemos
 
Ppt avaliação
Ppt avaliaçãoPpt avaliação
Ppt avaliação
Editora Moderna
 

Mais procurados (20)

Planejamento na educação infantil
Planejamento na educação infantilPlanejamento na educação infantil
Planejamento na educação infantil
 
Fundamentos e metodologia da educação infantil
Fundamentos e metodologia da educação infantilFundamentos e metodologia da educação infantil
Fundamentos e metodologia da educação infantil
 
Avaliação na educação infantil
Avaliação na educação infantilAvaliação na educação infantil
Avaliação na educação infantil
 
Reflexões sobre a relação família escola
Reflexões sobre a relação família escolaReflexões sobre a relação família escola
Reflexões sobre a relação família escola
 
Concepçâo de infancia
Concepçâo de infanciaConcepçâo de infancia
Concepçâo de infancia
 
Organização do trabalho pedagógico
Organização do trabalho pedagógicoOrganização do trabalho pedagógico
Organização do trabalho pedagógico
 
Avaliação na educação infantil novo
Avaliação na educação infantil novoAvaliação na educação infantil novo
Avaliação na educação infantil novo
 
Ludicidade
LudicidadeLudicidade
Ludicidade
 
Histórias de crianças e infâncias
Histórias de crianças e infânciasHistórias de crianças e infâncias
Histórias de crianças e infâncias
 
Organização e gestão da escola
Organização e gestão da escolaOrganização e gestão da escola
Organização e gestão da escola
 
Psicologia da Educação
Psicologia da Educação Psicologia da Educação
Psicologia da Educação
 
Projeto politico pedagogico PPP
Projeto politico pedagogico PPPProjeto politico pedagogico PPP
Projeto politico pedagogico PPP
 
Política e Organização da Educação Brasileira
Política e Organização da Educação BrasileiraPolítica e Organização da Educação Brasileira
Política e Organização da Educação Brasileira
 
Aula 1- Gestão Escolar
Aula 1- Gestão EscolarAula 1- Gestão Escolar
Aula 1- Gestão Escolar
 
Slide lara relação família escola
Slide lara relação família escolaSlide lara relação família escola
Slide lara relação família escola
 
Um pouquinho sobre Educação Infantil
Um pouquinho sobre Educação InfantilUm pouquinho sobre Educação Infantil
Um pouquinho sobre Educação Infantil
 
Tendências Pedagógicas
Tendências PedagógicasTendências Pedagógicas
Tendências Pedagógicas
 
Projeto Político Pedagógico - PPP
Projeto Político Pedagógico - PPPProjeto Político Pedagógico - PPP
Projeto Político Pedagógico - PPP
 
O papel da família na educação dos filhos
O papel da família na educação dos filhosO papel da família na educação dos filhos
O papel da família na educação dos filhos
 
Ppt avaliação
Ppt avaliaçãoPpt avaliação
Ppt avaliação
 

Semelhante a Metodologia da educação infantil

Aula Profª Maria Helena.ppt
Aula Profª Maria Helena.pptAula Profª Maria Helena.ppt
Aula Profª Maria Helena.ppt
CleidianeCarvalhoPer
 
concepção de infância
concepção de infânciaconcepção de infância
concepção de infância
AngelinaCosta13
 
Aula Profª Maria Helena.ppt
Aula Profª Maria Helena.pptAula Profª Maria Helena.ppt
Aula Profª Maria Helena.ppt
AiltonEmbaixador
 
Eduação e Diversidade Cultural: Educação infantil
Eduação e Diversidade Cultural: Educação infantilEduação e Diversidade Cultural: Educação infantil
Eduação e Diversidade Cultural: Educação infantil
Mary Konopka
 
Orientação normativa_n 01_de_02_de_ dezembro_de_ 2013_publicado_no_doc_de_0...
Orientação   normativa_n 01_de_02_de_ dezembro_de_ 2013_publicado_no_doc_de_0...Orientação   normativa_n 01_de_02_de_ dezembro_de_ 2013_publicado_no_doc_de_0...
Orientação normativa_n 01_de_02_de_ dezembro_de_ 2013_publicado_no_doc_de_0...
♥Marcinhatinelli♥
 
A educação infantil nos países do MERCOSUL.pptx
A educação infantil nos países do MERCOSUL.pptxA educação infantil nos países do MERCOSUL.pptx
A educação infantil nos países do MERCOSUL.pptx
AyanneVieira1
 
Asespecificidadesdaacaopedagogica ppp
Asespecificidadesdaacaopedagogica pppAsespecificidadesdaacaopedagogica ppp
Asespecificidadesdaacaopedagogica ppp
Marcia Gomes
 
Diretrizes%20 Curriculares%20 Nacionais%20para%20a%20 Educacao%20 Infantil[1]...
Diretrizes%20 Curriculares%20 Nacionais%20para%20a%20 Educacao%20 Infantil[1]...Diretrizes%20 Curriculares%20 Nacionais%20para%20a%20 Educacao%20 Infantil[1]...
Diretrizes%20 Curriculares%20 Nacionais%20para%20a%20 Educacao%20 Infantil[1]...
Miriam Camargo
 
Diretrizes%20 Curriculares%20 Nacionais%20para%20a%20 Educacao%20 Infantil[1]...
Diretrizes%20 Curriculares%20 Nacionais%20para%20a%20 Educacao%20 Infantil[1]...Diretrizes%20 Curriculares%20 Nacionais%20para%20a%20 Educacao%20 Infantil[1]...
Diretrizes%20 Curriculares%20 Nacionais%20para%20a%20 Educacao%20 Infantil[1]...
Miriam Camargo
 
652 2279-1-pb
652 2279-1-pb652 2279-1-pb
652 2279-1-pb
olhosdemel
 
Aula01 org.e metodologia-ed.inf-2013-2
Aula01 org.e metodologia-ed.inf-2013-2Aula01 org.e metodologia-ed.inf-2013-2
Aula01 org.e metodologia-ed.inf-2013-2
Elisa Maria Gomide
 
Projeto pdf
Projeto pdfProjeto pdf
Projeto pdf
Projeto pdfProjeto pdf
Seminário de curriculo trabalho final
Seminário de curriculo trabalho finalSeminário de curriculo trabalho final
Seminário de curriculo trabalho final
Gabi Senzafine
 
Educação Infantil - MPCOMP T16
Educação Infantil - MPCOMP T16Educação Infantil - MPCOMP T16
Educação Infantil - MPCOMP T16
Thomas Victor Rodrigues de Oliveira
 
DCNEI.pptx
DCNEI.pptxDCNEI.pptx
DCNEI.pptx
GianeGrotti2
 
A educação infantil na história e na atualidade
A educação infantil na história e na atualidadeA educação infantil na história e na atualidade
A educação infantil na história e na atualidade
Gizelda Rodrigues de Araújo
 
Diretrizes curriculares
Diretrizes curricularesDiretrizes curriculares
Diretrizes curriculares
Cleia Printes
 
FILHOS SÃO COMO NAVIOS
FILHOS SÃO COMO NAVIOSFILHOS SÃO COMO NAVIOS
FILHOS SÃO COMO NAVIOS
soufanfarreiro
 
FILHOS SÃO COMO NAVIOS
FILHOS SÃO COMO NAVIOSFILHOS SÃO COMO NAVIOS
FILHOS SÃO COMO NAVIOS
soufanfarreiro
 

Semelhante a Metodologia da educação infantil (20)

Aula Profª Maria Helena.ppt
Aula Profª Maria Helena.pptAula Profª Maria Helena.ppt
Aula Profª Maria Helena.ppt
 
concepção de infância
concepção de infânciaconcepção de infância
concepção de infância
 
Aula Profª Maria Helena.ppt
Aula Profª Maria Helena.pptAula Profª Maria Helena.ppt
Aula Profª Maria Helena.ppt
 
Eduação e Diversidade Cultural: Educação infantil
Eduação e Diversidade Cultural: Educação infantilEduação e Diversidade Cultural: Educação infantil
Eduação e Diversidade Cultural: Educação infantil
 
Orientação normativa_n 01_de_02_de_ dezembro_de_ 2013_publicado_no_doc_de_0...
Orientação   normativa_n 01_de_02_de_ dezembro_de_ 2013_publicado_no_doc_de_0...Orientação   normativa_n 01_de_02_de_ dezembro_de_ 2013_publicado_no_doc_de_0...
Orientação normativa_n 01_de_02_de_ dezembro_de_ 2013_publicado_no_doc_de_0...
 
A educação infantil nos países do MERCOSUL.pptx
A educação infantil nos países do MERCOSUL.pptxA educação infantil nos países do MERCOSUL.pptx
A educação infantil nos países do MERCOSUL.pptx
 
Asespecificidadesdaacaopedagogica ppp
Asespecificidadesdaacaopedagogica pppAsespecificidadesdaacaopedagogica ppp
Asespecificidadesdaacaopedagogica ppp
 
Diretrizes%20 Curriculares%20 Nacionais%20para%20a%20 Educacao%20 Infantil[1]...
Diretrizes%20 Curriculares%20 Nacionais%20para%20a%20 Educacao%20 Infantil[1]...Diretrizes%20 Curriculares%20 Nacionais%20para%20a%20 Educacao%20 Infantil[1]...
Diretrizes%20 Curriculares%20 Nacionais%20para%20a%20 Educacao%20 Infantil[1]...
 
Diretrizes%20 Curriculares%20 Nacionais%20para%20a%20 Educacao%20 Infantil[1]...
Diretrizes%20 Curriculares%20 Nacionais%20para%20a%20 Educacao%20 Infantil[1]...Diretrizes%20 Curriculares%20 Nacionais%20para%20a%20 Educacao%20 Infantil[1]...
Diretrizes%20 Curriculares%20 Nacionais%20para%20a%20 Educacao%20 Infantil[1]...
 
652 2279-1-pb
652 2279-1-pb652 2279-1-pb
652 2279-1-pb
 
Aula01 org.e metodologia-ed.inf-2013-2
Aula01 org.e metodologia-ed.inf-2013-2Aula01 org.e metodologia-ed.inf-2013-2
Aula01 org.e metodologia-ed.inf-2013-2
 
Projeto pdf
Projeto pdfProjeto pdf
Projeto pdf
 
Projeto pdf
Projeto pdfProjeto pdf
Projeto pdf
 
Seminário de curriculo trabalho final
Seminário de curriculo trabalho finalSeminário de curriculo trabalho final
Seminário de curriculo trabalho final
 
Educação Infantil - MPCOMP T16
Educação Infantil - MPCOMP T16Educação Infantil - MPCOMP T16
Educação Infantil - MPCOMP T16
 
DCNEI.pptx
DCNEI.pptxDCNEI.pptx
DCNEI.pptx
 
A educação infantil na história e na atualidade
A educação infantil na história e na atualidadeA educação infantil na história e na atualidade
A educação infantil na história e na atualidade
 
Diretrizes curriculares
Diretrizes curricularesDiretrizes curriculares
Diretrizes curriculares
 
FILHOS SÃO COMO NAVIOS
FILHOS SÃO COMO NAVIOSFILHOS SÃO COMO NAVIOS
FILHOS SÃO COMO NAVIOS
 
FILHOS SÃO COMO NAVIOS
FILHOS SÃO COMO NAVIOSFILHOS SÃO COMO NAVIOS
FILHOS SÃO COMO NAVIOS
 

Mais de Marília Bogéa

Aula comportamento organizacional
Aula comportamento organizacionalAula comportamento organizacional
Aula comportamento organizacional
Marília Bogéa
 
EAD
EADEAD
HISTORIA ,POLÍTICA E CULTURA DA INFÂNCIA E DA ADOLESCÊNCIA
HISTORIA ,POLÍTICA E CULTURA DA INFÂNCIA E DA ADOLESCÊNCIAHISTORIA ,POLÍTICA E CULTURA DA INFÂNCIA E DA ADOLESCÊNCIA
HISTORIA ,POLÍTICA E CULTURA DA INFÂNCIA E DA ADOLESCÊNCIA
Marília Bogéa
 
E- BOOK HISTÓRIA,POLÍTICA E CULTURA DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
E- BOOK HISTÓRIA,POLÍTICA E CULTURA DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOSE- BOOK HISTÓRIA,POLÍTICA E CULTURA DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
E- BOOK HISTÓRIA,POLÍTICA E CULTURA DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
Marília Bogéa
 
Corpo,recreação e jogos
Corpo,recreação e jogosCorpo,recreação e jogos
Corpo,recreação e jogos
Marília Bogéa
 
Dinâmica para uma aula alegre
Dinâmica para uma aula alegreDinâmica para uma aula alegre
Dinâmica para uma aula alegre
Marília Bogéa
 

Mais de Marília Bogéa (6)

Aula comportamento organizacional
Aula comportamento organizacionalAula comportamento organizacional
Aula comportamento organizacional
 
EAD
EADEAD
EAD
 
HISTORIA ,POLÍTICA E CULTURA DA INFÂNCIA E DA ADOLESCÊNCIA
HISTORIA ,POLÍTICA E CULTURA DA INFÂNCIA E DA ADOLESCÊNCIAHISTORIA ,POLÍTICA E CULTURA DA INFÂNCIA E DA ADOLESCÊNCIA
HISTORIA ,POLÍTICA E CULTURA DA INFÂNCIA E DA ADOLESCÊNCIA
 
E- BOOK HISTÓRIA,POLÍTICA E CULTURA DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
E- BOOK HISTÓRIA,POLÍTICA E CULTURA DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOSE- BOOK HISTÓRIA,POLÍTICA E CULTURA DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
E- BOOK HISTÓRIA,POLÍTICA E CULTURA DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
 
Corpo,recreação e jogos
Corpo,recreação e jogosCorpo,recreação e jogos
Corpo,recreação e jogos
 
Dinâmica para uma aula alegre
Dinâmica para uma aula alegreDinâmica para uma aula alegre
Dinâmica para uma aula alegre
 

Metodologia da educação infantil

  • 1. METODOLOGIA DA EDUCAÇÃO INFANTIL Profª Esp. MARÍLIA BOGÉA
  • 2. A INFÂNCIA COMO CONSTRUÇÃO SOCIAL A emergência do termo infância, tal qual o compreendemos nos dias de hoje, se dá no século XVI e consolida-se no século XVII. Antes, as crianças compartilhavam o mesmo mundo dos adultos em todas suas esferas.
  • 3. CONDIÇÕES DE POSSIBILIDADE DA INFÂNCIA MODERNA  A emergência da infância só foi possível graças a fatores como:  1) imposição do controle da família e da criança, da promoção da vida;  2) instituição da escola como mecanismo educacional disciplinador;  3) normatização da regras para a infância.
  • 4. SENTIMENTO DE INFÂNCIA É algo que caracteriza a criança, a sua essência enquanto ser, o seu modo de agir e pensar, que se diferencia do adulto. IDADE MÉDIA Determinava a infância como o período que vai do nascimento dos dentes até os sete anos de idade.
  • 5. O sentimento de infância não significa o mesmo que afeição pelas crianças, mas corresponde à consciência da particularidade infantil, que distingue essencialmente a criança do adulto.
  • 6. ATÉ O SÉCULO XVII A sociedade não dava muita importância às crianças. Devido às más condições sanitárias, a mortalidade infantil alcançava níveis alarmantes, por isso a criança era vista como um ser ao qual não se podia apegar, pois a qualquer momento ela poderia deixar de existir.
  • 7. Nesse contexto, até o século XVII as crianças eram vistas, igualmente, como adultos, desempenhavam tarefas, se vestiam e se portavam socialmente como tais. O brincar era algo que as crianças desconheciam, pois eram criadas desde cedo sem nenhum tratamento especial; elas viviam e participavam de um mundo adulto.
  • 8. Nesse sentido, tiradas do convívio familiar logo aos sete anos, essas crianças eram criadas por famílias estranhas, onde aprendiam todo o tipo de serviço doméstico. Esses ensinamentos eram considerados muito importantes naquela época.
  • 9. A PARTIR DO SÉCULO XVII Marco importante no despertar do sentimento de infância. AS REFORMAS RELIGIOSAS CATÓLICAS E PROTESTANTES Contribuíram decisivamente para a construção de um sentimento de infância.
  • 10. A afetividade ganhou mais importância no seio da família. Essa afetividade era demonstrada, principalmente, por meio da valorização que a educação passou a ter. O trabalho com fins educativos foi substituído pela escola, que passou a ser responsável pelo processo de formação. A IGREJA SE ENCARREGA EM DIRECIONAR A APRENDIZAGEM Preocupada com a formação moral da criança, visando corrigir os desvios da criança, acreditando que ela era fruto do pecado, e deveria ser guiada para o caminho do bem.
  • 11. Neste momento, o sentimento de infância corresponde a duas atitudes contraditórias: Uma considera a criança ingênua, inocente e graciosa e é traduzida pela paparicação dos adultos. A outra se contrapõe a 1ª, tornando a criança um ser imperfeito e incompleto, que necessita de ”moralização” e da educação feita pelo adulto.
  • 12. Pós-segunda Guerra Mundial Surge a preocupação com a situação social da infância. A ONU promulga em 1959, a Declaração dos Direitos da Criança, em decorrência da Declaração dos Direitos Humanos. Obs.: Esse é um fator importante para a concepção de infância que permeia a contemporaneidade, a criança como sujeito de direitos.
  • 13. HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO INFANTIL NO BRASIL EDUCAÇÃO INDÍGENA •As crianças indígenas eram instruídas desde cedo pelos idosos nas aldeias; •Desenvolviam atividades como cerâmica,confecção de colares e outros objetos artesanais.
  • 14. EDUCAÇÃO JESUÍTICA •A criança índia foi vista pelos padres como tábula rasa, papel branco, para quem tudo podia ser ensinado. •As estratégias desenvolvidas com a criança índia foram o ensino da língua, o teatro, a música e rituais cristãos acoplados ao ensino mnemônico. •Além do ensino religioso, as instruções das habilidades de ler, escrever e contar estiveram presentes nas chamadas Casas de bê-á-bá ou Confrarias dos meninos.
  • 15. EDUCAÇÃO DOS ESCRAVOS •A criança escrava entre 6 e 12 anos já começa a fazer pequenas atividades como auxiliares. •A partir dos 12 anos eram vistos como adultos tanto para o trabalho quanto para a vida sexual. •A criança branca, aos 6 anos, era iniciada nos primeiros estudos de língua, gramática, matemática e boas maneiras.
  • 16. A CRIANÇA DO SÉCULO XVIII Em meados do século XVIII e ao longo do século XIX, a criança passou a ser o centro de interesse educativo dos adultos. Segundo OLIVEIRA, [...] a [criança] começou a ser vista como sujeito de necessidades e objeto de expectativas e cuidados situados em um período de preparação para o ingresso no mundo dos adultos, o que tornava a escola [pelo menos para os que podiam frequenta-la] um instrumento fundamental (2005, p.62).
  • 17. A CRIANÇA DO SÉCULO XIX A escola primária ficava organizada de duas formas: de 07 a 13 anos abrangia o ensino primário e de 13 a 15 o secundário. Até então a mãe, cuidava do filho e protagonizava a educação considerada inicial na época, mas com a lei do ventre livre e a pobreza das famílias, muitas acabavam abandonando seus bebês ou entregando-os à “Roda dos Expostos”,que perdurou até 1950.
  • 18. O JARDIM DE INFÂNCIA NO BRASIL Em 1875 surge o primeiro jardim de infância particular no Brasil, fundado por Menezes Vieira no Rio de Janeiro, apesar de sua escola atender a alta aristocracia da época, Menezes defendia que os jardins de infância deveriam dar assistência às crianças negras libertas pelo ventre livre e às com pouca condição econômica.
  • 19. MARCOS LEGAIS Constituição de 1988 – a primeira menção da criança como sujeito de direitos. •ECA –Estatuto da Criança e do Adolescente – 1990 – Lei. 8.069/90 •Lei de Diretrizes e Bases da Educação n°9.394/96
  • 20. A Educação Infantil como primeira etapa da Educação Básica. •Sendo organizada da seguinte forma: # Creches – 0 a 3 anos # Pré-escolas – 4 a 6 anos •11.274/06 – Ensino Fundamental de 9 anos
  • 21. RECNEI - 1998 Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil – RCNEI, documento legal que tem como função subsidiar a elaboração de projetos educativos, o planejamento e o funcionamento das creches e escolas infantis de todo o país. REGULAMENTAÇÃO DA EDUCAÇÃO INFANTIL A Lei de Diretrizes e Bases da Educação nº. 9.394 de 1996, dispõe que a Educação Infantil é a primeira etapa da Educação Básica, podendo ser ofertada em creches e pré-escolas, abrangendo atualmente a faixa etária de 0 a 5 anos de idade.
  • 22. •A Resolução nº 6/10 da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, apresentou algumas mudanças na organização da educação, de uma forma sintética, essa resolução dispõe que: •1º - Matrícula na 1ª série do Fundamental: 6 anos completos de idade ou a completar até 31 de março; •2º - As matrículas no 2º período do pré-escolar: 5 anos completos ou a completar até 31 de março; •3º - No 1º período do Pré-escolar: 4 anos completos ou a completar até 31 de março;
  • 23. •4º - Idade inferior a 4 anos (não completos até 31 de março): outras etapas da Educação Infantil; •5º - Excepcionalmente em 2011 – como já havia permitido em 2010, matrícula no 1º ano do Fundamental de criança que for completar 6 anos após 31 de março, desde que tenha cursado comprovadamente dois anos do Pré-escolar. •6º - Alunos antecipados: aos alunos já matriculados anteriormente no Fundamental, cuja idade não corresponde ao corte estabelecido, a escola deverá prestar assistência e acompanhamento especiais para prosseguirem bem a etapa escolar.
  • 24. ORGANIZAÇÃO DAS DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL 1.Concepções de EI, criança e currículo → Educação Infantil, primeira etapa da Educação Básica, é oferecida em creches e pré-escolas, as quais se caracterizam como espaços institucionais não domésticos que constituem estabelecimentos educacionais públicos ou privados que educam e cuidam de crianças de 0 a 5 anos de idade no período diurno, em jornada integral ou parcial, regulados e supervisionados por órgão competente do sistema de ensino e submetidos a controle social (art.5º).
  • 25. → Criança, centro do planejamento curricular, é sujeito histórico e de direitos que, nas interações, relações e práticas cotidianas que vivencia, constrói sua identidade pessoal e coletiva, brinca, imagina, fantasia, deseja, aprende, observa, experimenta, narra, questiona e constrói sentidos sobre a natureza e a sociedade, produzindo cultura (art.4º).
  • 26. Currículo é o conjunto sistematizado de práticas culturais no qual se articulam as experiências e saberes das crianças, de suas famílias, dos profissionais e de suas comunidades de pertencimento e os conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural, artístico, científico e tecnológico 2. Princípios básicos – éticos, políticos, estéticos 3. Eixos e Experiências
  • 27. ART. 8º A PROPOSTA PEDAGÓGICA DAS INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO INFANTIL DEVE GARANTIR O DIREITO DAS CRIANÇAS: Aos conhecimentos de diferentes linguagens à proteção à saúde à liberdade à confiança ao respeito à dignidade à brincadeira à convivência à interação com outras crianças.
  • 28. A ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO “A organização do ambiente destinado a educação infantil é uma ação eminentemente pedagógica e de referencia para a criação de significados para a criança. Querendo ou não, a sala de aula tem influencia sobre os sujeitos da práxis educativa, em parte, o modo como eles se sentem, pensam e se comportam. Um planejamento cuidadoso do ambiente físico é parte integrante de um clima harmonioso em sala de aula.” Almada, apud HERMIDA,2007.
  • 29. TEORIA X PRÁTICAS Geralmente os cursos de formação de professores de educação infantil trazem em suas grades curriculares disciplinas que fornecem subsídios teóricos para a compreensão de como essa modalidade de educação se desenvolve, no entanto, quando se deparam com a prática os educadores infantis, encontram muitas dificuldades no que diz respeito à atuação prática, pois pouco ou quase nada estudaram a respeito em suas graduações. O educador infantil precisa ter uma formação ainda mais específica do que a formação do educador das séries iniciais do Ensino Fundamental, pois a Educação Infantil apresenta muitas peculiaridades
  • 30. ETAPAS DO DESENVOLVIMENTO De acordo com Piaget, a criança entre 0 e 2 anos de idade encontra-se no período sensório-motor ou seja suas aprendizagens ocorrerão principalmente pelas experiências sensoriais imediatas e por suas atividades motoras, é normal ainda nessa fase a criança tentar impor seus desejos sobre a realidade. Ainda baseando-nos em sua teoria, entendemos que a criança aos 3 anos de idade está entrando em uma nova fase de seu desenvolvimento, o período ou fase pré-operacional, em que aparece a função simbólica com a incorporação da linguagem, há um amadurecimento da capacidade de pensar e inicia-se o processo de socialização.
  • 31. ASPECTO DA CRIANÇA MENOR DE 3 ANOS Quanto a isso Vigotsky acentua que a aprendizagem e a socialização estão intrinsecamente ligadas, uma vez que as relações sociais favorecem significativamente a construção das aprendizagens. Ele afirma que a maturação e aprendizagem são dois processos distintos e relacionados que propiciam o desenvolvimento humano. A primeira prepara e condiciona para a segunda, mas a aprendizagem estimula e potencia a maturação.
  • 32. De acordo com essa proposição tem-se a inteligência como produto social. O mesmo autor distingue ainda dois níveis no desenvolvimento da criança: o desenvolvimento real e o desenvolvimento potencial. O primeiro representando o alcançado pelo indivíduo e o segundo mostra o que o indivíduo poderá fazer com a ajuda de outro. A distância entre esses dois processos é denominada de Zona do desenvolvimento proximal e trata exatamente sobre o desenvolvimento como consequência da aprendizagem.
  • 33. Zona de desenvolvimento proximal Nível de desenvolvimento atual Capacidade de solução de problemas sem ajuda Nível potencial de desenvolvimento Capacidade de solução de problemas com ajuda *Conhecer este processo da criança é fundamental para diagnosticar os ciclos completos e os que estão em vias de formação
  • 34. ESTRUTURAÇÃO DOS TRÊS TIPOS DE CONHECIMENTO CONHECIMENTO FÍSICO Caracterizado pelo conhecimento dos objetos de sua realidade, como o que se refere ao peso, forma, cor e textura de objetos concretos. A fonte desse conhecimento é o próprio objeto e a maneira como a criança irá apreender esses conhecimentos mais rapidamente é o manuseio, os jogos simbólicos, as brincadeiras, atividades de jogar, empilhar, empurrar, amassar, quebrar, enfim manusear de diversas formas esses objetos.
  • 35. CONHECIMENTO LÓGICO - MATEMÁTICO Refere-se à relação estabelecida entre criança e objeto, a fonte desse conhecimento é o próprio pensamento da criança. Ela estrutura esses conhecimentos através da manipulação de objetos e começa a compreende-los à medida em que age sobre eles através de atos de juntar, separar, ordenar, classificar.
  • 36. CONHECIMENTO SOCIAL Refere-se às normas sociais com as quais as crianças têm contato com seu meio. Saber que as pessoas devem cumprimentar as outras ao se encontrarem é um exemplo de conhecimento social. Esse conhecimento é construído a partir das informações processadas na interação com o outro.
  • 37.
  • 38. ATIVIDADE 2 As teorias de Vygotsky e Piaget descrevem a criança como um ser ativo e atento, habilitada para constantemente gerar novas hipóteses sobre o que está ao seu redor. Essas duas teorias exercem uma grande influência na área da educação em todo o mundo. Faça um quadro comparativo entre esses teóricos e cite semelhanças entre suas teorias.
  • 39. ATIVIDADE 3 O reconhecimento do educador infantil precisa passar por um processo de conscientização no âmbito social e político. Mas como têm sido formados os professores, em nosso país, no que se refere à construção de suas concepções de criança e Educação Infantil? O binômio cuidar e educar deve caminhar de mãos dadas, todavia o que se observa é que essas duas ações se “repelem”,fragilizando essa primeira etapa de formação de nossas crianças. Baseado nessas afirmações ,entreviste uma educadora infantil de sua cidade para sabermos o que tem sido feito para que essa profissional melhore sua prática. A entrevista deve ter um roteiro e o tempo máximo de 5 minutos. Após sua exibição, faremos um debate em sala de aula. O Vídeo Perfil do educador infantil, da educadora Maria Malta http://www.youtube.com/watch?v=o4WcvH-2IbI irá norteá-los na produção da atividade proposta.