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Práticas
Pedagógicas na
Educação Infantil
Profª. Esp. Rochelli Pontes
Histórico da Ed.Infantil no
Brasil
Educação Indígena
• As crianças indígenas eram instruídas desde cedo pelos idosos
  nas aldeias;
• Desenvolviam atividades como cerâmica,confecção de colares
  e outros objetos artesanais.
Educação jesuítica
• A criança índia foi vista pelos padres como tabula rasa, papel
  branco, para quem tudo podia ser ensinado.
• as estratégias desenvolvidas com a criança índia foram o
  ensino da língua, o teatro, a música e rituais cristãos
  acoplados ao ensino mnemônico.
• Além do ensino religioso, as instruções das habilidades de
  ler, escrever e contar estiveram presentes nas chamadas
  Casas de bê-á-bá ou Confrarias dos meninos.
Educação dos escravos
• a criança escrava entre 6 e 12 anos já começa a fazer
  pequenas atividades como auxiliares.
• a partir dos 12 anos eram vistos como adultos tanto para o
  trabalho quanto para a vida sexual.
• a criança branca, aos 6 anos, era iniciada nos primeiros
  estudos de língua, gramática, matemática e boas maneiras.
A criança no sec. XVII
• Até o século XVII a sociedade não dava muita atenção às
  crianças,a mortalidade infantil alcançava níveis alarmantes,
  por isso a criança era vista como um ser ao qual não se podia
  apegar, pois a qualquer momento ela poderia deixar de
  existir.
• As crianças eram vistas como miniaturas dos adultos.
• a socialização da criança e a transmissão de valores e de
  conhecimentos não eram assegurados pelas famílias e
  passava a conviver com outros adultos, ajudando-os em suas
  tarefas. ( Áries, 1978 ).
A criança no sec. XVIII
 • Em meados do século XVIII e ao longo do século XIX, a criança
   passou a ser o centro de interesse educativo dos adultos.
 Segundo OLIVEIRA,
   [...] a [criança] começou a ser vista como sujeito de necessidades e
   objeto de expectativas e cuidados situados em um período de
   preparação para o ingresso no mundo dos adultos, o que tornava a
   escola [pelo menos para os que podiam freqüentá-la] um
   instrumento fundamental (2005, p.62).
A criança no Séc. XIX
O que fazer com a educação das crianças menores de 07 anos?
• A escola primária ficava organizada de duas formas: de 07 a
  13 anos abrangia o ensino primário e de 13 a 15 o secundário.
  Até então a mãe, cuidava do filho e protagonizava a educação
  considerada inicial na época, mas com a lei do ventre livre e a
  pobreza das famílias, muitas acabavam abandonando seus
  bebês ou entregando-os a “Roda dos Expostos”,que perdurou
  até 1950.
O jardim de infância
      Em 1875 surge o primeiro jardim de infância particular no
 Brasil, fundado por Menezes Vieira no Rio de Janeiro, apesar
 de sua escola atender a alta aristocracia da época, Menezes
 defendia que os jardins de infância deveriam dar assistência às
 crianças negras libertas pelo ventre livre e às com pouca
 condição econômica.
Desenvolvimento Harmônico da
criança

     EM 1882 Rui Barbosa fala que os jardins de infância
 deveriam desenvolver de forma harmônica a criança.
Jardim de Infância Público
• O primeiro Jardim de Infância público é datado de 1896 na
  cidade de São Paulo;
• em 1899 é fundado o IPAI-RJ (Instituto de proteção e
        assistência à infância do Rio de Janeiro), que mais tarde
  abriria filial por todo o
  território nacional;
• neste mesmo ano que inaugura-se uma creche vinculada à
  fabrica de Tecidos Corcovado no RJ.
Educação Infantil no Séc. XX
• Em 1919 foi criado o Departamento da Criança no Brasil;
• Na “era do direito” surge um conceito mais amplo de criança e
  de infância.
• Surgem no Brasil alguns marcos legais importantes e decisivos
  na organização e estabilização da Educação Infantil.
Creches e pré-escolas
• 1º Congresso Brasileiro de Proteção à Infância, onde foi
  divulgado um levantamento do número de creches e jardins
  de infância sendo um total de 30 em 1921.
Marcos Legais
• Constituição de 1988 – a primeira mensão da criança como
  sujeito de direitos.
• ECA –Estatuto da Criança e do Adolescente – 1990 – Lei.
  8.069/90
• Lei de Diretrizes e Bases da Educação n°9.394/96
Art. 29 da LDB
• A Educação Infantil como primeira etapa da Educação Básica.

• Sendo organizada da seguinte forma:
 Creches – 0 a 3 anos
Pré-escolas – 4 a 6 anos

• 11.274/06 – Ensino Fundamental de 9 anos
RECNEI - 1998
• Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil –
  RCNEI, documento legal que tem como função subsidiar a
  elaboração de projetos educativos, o planejamento e o
  funcionamento das creches e escolas infantis de todo o país.
Regulamentação da Educação
Infantil
• A Lei de Diretrizes e Bases da Educação nº. 9.394 de 1996,
  dispõe que a Educação Infantil é a primeira etapa da Educação
  Básica, podendo ser ofertada em creches e pré-escolas,
  abrangendo atualmente a faixa etária de 0 a 5 anos de idade.
• A Resolução nº 6/10 da Câmara de Educação Básica do
  Conselho Nacional de Educação, apresentou algumas
  mudanças na organização da educação, de uma forma
  sintética, essa resolução dispõe que:
• 1º - Matrícula na 1ª série do Fundamental: 6 anos completos
  de idade ou a completar até 31 de março;
• 2º - As matrículas no 2º período do pré-escolar: 5 anos
  completos ou a completar até 31 de março;
• 3º - No 1º período do Pré-escolar: 4 anos completos ou a
  completar até 31 de março;
• 4º - Idade inferior a 4 anos (não completos até 31 de março):
  outras etapas da Educação Infantil;
• 5º - Excepcionalmente em 2011 – como já havia permitido em
  2010, matrícula no 1º ano do Fundamental de criança que for
  completar 6 anos após 31 de março, desde que tenha cursado
  comprovadamente dois anos do Pré-escolar.
• 6º - Alunos antecipados: aos alunos já matriculados
  anteriormente no Fundamental, cuja idade não corresponde
  ao corte estabelecido, a escola deverá prestar assistência e
  acompanhamento especiais para prosseguirem bem a etapa
  escolar.
• A seguir encontram-se alguns slides
  de domínio público disponíveis no site
  do Ministério da Educação, que
  abordam sobre as Diretrizes
  Curriculares para a Educação Infantil.
Diretrizes Curriculares
                                      Nacionais para a
                                     Educação Infantil




Secretaria de Educação Básica           Ministério da Educação
Processo de revisão                   Pesquisa
      DCNEI                         Cooperação
                                       Técnica       Encontros Nacionais
                  Reuniões          MEC/UFRGS
                                    (2008/2009)


              Processo de                                  Consultoria –
           implementação –                                 elaboração de
             determinação             Prática             subsídios para a
              para o MEC            democrática             revisão das
                                                           DCNEI (2009)
                                         na
                                    formulação                  Seminários
      Parcerias                      de política                Audiências
                                                                Públicas

                                                    CNE – relatoria,
                                                   consultoria e para
                    Homologação e                    elaboração do
                      publicação                      Parecer e da
                                                       Resolução
Perspectivas da atualização das Diretrizes
     Nacionais Curriculares para a Educação
                     Infantil

• Alinhamento das Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação
  Básica
• Resposta a importantes questões da área como faixa etária;
  critérios de matrícula, relação com o conhecimento, relação com
  a família, diversidades
• Fortalecimento da concepção da Educação Infantil como 1ª
  etapa da Educação Básica
• Incorporação dos avanços presentes na realidade dos municípios
• Centralidade na participação da criança
• Visibilidade das especialidades das crianças de até 3 anos
Organização das Diretrizes Curriculares Nacionais
                para a Educação Infantil

1. Concepções de EI, criança e currículo
 Educação Infantil, primeira etapa da Educação Básica, é
   oferecida em creches e pré-escolas, as quais se
   caracterizam como espaços institucionais não
   domésticos que constituem estabelecimentos
   educacionais públicos ou privados que educam e
   cuidam de crianças de 0 a 5 anos de idade no período
   diurno, em jornada integral ou parcial, regulados e
   supervisionados por órgão competente do sistema de
   ensino e submetidos a controle social (art.5º).
Organização das Diretrizes Curriculares Nacionais
                para a Educação Infantil


Criança, centro do planejamento curricular, é sujeito
   histórico e de direitos que, nas interações,
   relações e práticas cotidianas que vivencia,
   constrói sua identidade pessoal e coletiva, brinca,
   imagina, fantasia, deseja, aprende, observa,
   experimenta, narra, questiona e constrói sentidos
   sobre a natureza e a sociedade, produzindo
   cultura (art.4º).
Organização das Diretrizes Curriculares
         Nacionais para a Educação Infantil

 Currículo é o conjunto sistematizado de práticas culturais
  no qual se articulam as experiências e saberes das
  crianças, de suas famílias, dos profissionais e de suas
  comunidades de pertencimento e os conhecimentos que
  fazem parte do patrimônio cultural, artístico, científico e
  tecnológico

2. Princípios básicos – éticos, políticos, estéticos

3. Eixos e Experiências
Art. 8º A proposta pedagógica das instituições de
 Educação Infantil deve garantir o direito das crianças:

aos conhecimentos de diferentes linguagens,
à proteção,
à saúde,
à liberdade,
à confiança,
ao respeito,
à dignidade,
à brincadeira,
à convivência e à interação com outras crianças.
§ 1º Na efetivação desse objetivo, as propostas pedagógicas das
instituições de Educação Infantil deverão prever condições
para o trabalho coletivo e para a organização de materiais,
espaços e tempos que assegurem:

VIII - a apropriação pelas crianças das contribuições
histórico-culturais dos povos indígenas,
afrodescendentes, asiáticos, europeus e de outros
países da América;
IX - o reconhecimento, a valorização, o respeito e a
interação das crianças com as histórias e as culturas
africanas, afro-brasileiras, bem como o combate ao
racismo e à discriminação;
§ 3º - As propostas pedagógicas da Educação Infantil das
crianças filhas de agricultores familiares, extrativistas,
pescadores artesanais, ribeirinhos, assentados e acampados da
reforma agrária, quilombolas, caiçaras, povos da floresta,
devem:

 I - reconhecer os modos próprios de vida no campo como
    fundamentais para a constituição da identidade das
    crianças moradoras em territórios rurais;
 II - ter vinculação inerente à realidade dessas populações,
    suas culturas, tradições e identidades, assim como a
    práticas ambientalmente sustentáveis;
III - flexibilizar, se necessário, calendário, rotinas e
   atividades respeitando as diferenças quanto à atividade
   econômica dessas populações;
IV - valorizar e evidenciar os saberes e o papel dessas
  populações na produção de conhecimentos sobre o
  mundo e sobre o ambiente natural;
V - prever a oferta de brinquedos e equipamentos que
 respeitem as características ambientais e socioculturais da
 comunidade
Art. 9º As práticas pedagógicas que compõem
a proposta curricular da Educação Infantil
devem ter como eixos norteadores as
interações e a brincadeira, garantindo
experiências que:

I - promovam o conhecimento de si e do
mundo por meio da ampliação de
experiências sensoriais, expressivas,
corporais que possibilitem movimentação
ampla, expressão da individualidade e respeito
pelos ritmos e desejos da criança;
II - favoreçam a imersão das crianças nas
diferentes linguagens e o progressivo domínio
por elas de vários gêneros e formas de
expressão: gestual, verbal, plástica, dramática e
musical;

III - possibilitem às crianças experiências de
narrativas, de apreciação e interação com a
linguagem oral e escrita, e convívio com
diferentes suportes e gêneros textuais orais e
escritos;
IV - recriem, em contextos significativos para as
crianças, relações quantitativas, medidas,
formas e orientações espaçotemporais;



V - ampliem a confiança e a participação das
crianças nas atividades individuais e coletivas;
VI - possibilitem situações de aprendizagem
mediadas para a elaboração da autonomia
das crianças nas ações de cuidado pessoal,
auto-organização, saúde e bem-estar;

VII - possibilitem vivências éticas e estéticas
com outras crianças e grupos culturais, que
alarguem seus padrões de referência e de
identidades no diálogo e reconhecimento da
diversidade;
VIII - incentivem a curiosidade, a exploração, o
encantamento, o questionamento, a indagação
e o conhecimento das crianças em relação ao
mundo físico e social, ao tempo e à
natureza;

IX - promovam o relacionamento e a interação
das crianças com diversificadas
manifestações de música, artes plásticas e
gráficas, cinema, fotografia, dança, teatro,
poesia e literatura;
Art. 10. As instituições de Educação Infantil devem
criar procedimentos para acompanhamento do
trabalho pedagógico e para avaliação do
desenvolvimento das crianças, sem objetivo de
seleção, promoção ou classificação, garantindo:

I - a observação crítica e criativa das atividades, das
brincadeiras e interações das crianças no cotidiano;

II - utilização de múltiplos registros realizados por
adultos e crianças (relatórios, fotografias, desenhos,
álbuns etc.);
III - a continuidade dos processos de
aprendizagens por meio da criação de
estratégias adequadas aos diferentes
momentos de transição vividos pela criança
(transição casa/instituição de Educação
Infantil, transições no interior da instituição,
transição creche/pré-escola e transição pré-
escola/Ensino Fundamental);
IV - documentação específica que permita às
famílias conhecer o trabalho da instituição
junto às crianças e os processos de
desenvolvimento e aprendizagem da criança
na Educação Infantil;

V - a não retenção das crianças na
Educação Infantil.
Art. 11. Na transição para o Ensino
Fundamental a proposta pedagógica deve
prever formas para garantir a continuidade no
processo de aprendizagem e desenvolvimento
das crianças, respeitando as especificidades
etárias, sem antecipação de conteúdos que
serão trabalhados no Ensino Fundamental.
Principais desafios
• a garantia do direito de todas as crianças à educação;
• a complexa organização federativa e o regime de colaboração
  entre a União, Estado, Município e Distrito Federal;
• a implementação nacional do corte etário de ingresso na pré-
  escola;
• a universalização da pré-escola;
• a necessária articulação da educação infantil com o ensino
  fundamental;
• A ampliação da participação da comunidade escolar.
O papel dos Conselhos de Educação

• Consolidar concepção de educação infantil nas normas do
  respectivo sistema;
• Elaborar ato específico recomendando a atualização das
  Propostas Pedagógicas com base nas DCNEI, 2009
• Garantir ampla divulgação das DCNEI
• Assumir posição na consulta pública sobre Orientações
  Curriculares nacionais para a Educação Infantil
Processo de
implementação
  das DCNEI




Interlocutor privilegiado: o (a) professor(a) que planeja,
executa, registra e avalia o trabalho pedagógico em
creches e pré-escolas.
Processo de implementação das DCNEI nos
                    municípios




• Estratégias e formatos diferenciados, respeitando
realidades locais
• Pressupõe estratégias de formação continuada e de
elaboração coletiva
• Exige atuação do CME
Consulta Pública sobre orientações
          para a implementação das DCNEI



•   Educação Infantil e Curriculo - Zilma de Moraes Ramos de Oliveira
•   O bebê e sua especificidade - Maria Carmem Barbosa
•   Brincadeiras como eixo do currículo - Tisuko Morchida Kishimoto
• Educação Infantil e linguagem oral e escrita - Mônica Correia
• Educação Infantil e relações quantitativas, medidas e formas
Priscila Monteiro
• Educação Infantil, criança e natureza Lea Tiriba
• Educação infantil no campo Ana Paula Soares
• Educação infantil e as múltiplas linguagens da
criança ou Ciência, arte e cultura Marcia Gobbi
• Educação Infantil saude e bem estar Damaris Maranhão
• Avaliação e transições na educação infantil - Hilda Micarelo
• Educação infantil, direitos humanos e proteção - Iza Rodrigues
da Luz
As crianças possuem modos próprios de compreender e
   interagir com o mundo. A nós, professores, cabe
   favorecer a criação de um ambiente escolar onde a
   infância possa ser vivida em toda a sua plenitude, um
   espaço e um tempo de encontro entre os seus próprios
   espaços e tempos de ser criança dentro e fora da escola.




BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de
Educação Básica. Ensino Fundamental de nove anos:
orientações para inclusão da criança de seis anos de
idade. NASCIMENTO, Anelise M. A infância na escola
e na vida: uma relação fundamental. Brasília: 2006.
Contatos
Ministério da Educação
Coordenação Geral de Educação Infantil
Rita de Cássia de Freitas Coelho
E-mail: rita.coelho@mec.gov.br
Fone: (0xx61) 2022-8441      Fax: (0xx61) 2022-8442
Portal: http://portal.mec.gov.br/
Creche é um mal necessário?
• A revista nova escola n°240,de mês de março de
  2011,trouxe uma matéria intitulada de “Idéias
  que jogam contra o ensino”, discorrendo sobre
  alguns mitos da educação;entre esses mitos
  encontra-se a afirmativa “Creche é um mal
  necessário”, e gostaríamos de convidá-lo a
  meditar sobre essa frase, interrogue-se agora, e
  responda: Creche é um mal necessário?
Para refletir...
• Será que a creche é realmente uma necessidade na
  infância?
• O processo de maturação e construção social estão
  sendo acelerados sem necessidade com a entrada na
  creche?
• A criança fica mais estressada e precoce quando começa
  a freqüentar a creche logo no início da vida?
• Deve-se ensinar algo na creche ou na verdade é melhor
  só deixar as crianças brincarem e organizar os momentos
  de alimentação?
• De acordo com Elizangela Fernandes, autora da
  matéria citada anteriormente,isso é um mito por
  que, ter um bom desenvolvimento na infância é
  um dos fatores que mais influenciam o sucesso
  escolar, e a creche tem a função de proporcionar
  diferentes experiências enriquecedoras de
  aprendizagem à criança.
• O problema não é a idade com que começa a ter
  experiências sociais e educativas mas a
  qualidade das experiências que são oferecidas à
  criança.
• A creche é na verdade não um lugar onde a
  criança terá acesso mais cedo à educação
  formal, mas um espaço e um momento
  educativo que irá potencializar o seu
  desenvolvimento integral e a socialização.
Etapas do desenvolvimento
• De acordo com Piaget, a criança entre 0 e 2 anos de
  idade encontra-se no período sensório-motor ou seja
  suas aprendizagens ocorrerão principalmente pelas
  experiências sensoriais imediatas e por suas atividades
  motoras, é normal ainda nessa fase a criança tentar
  impor seus desejos sobre a realidade.
• Ainda baseando-nos em sua teoria, entendemos que a
  criança aos 3 anos de idade está entrando em uma nova
  fase de seu desenvolvimento, o período ou fase pré-
  operacional, em que aparece a função simbólica com a
  incorporação da linguagem, há um amadurecimento da
  capacidade de pensar e inicia-se o processo de
  socialização.
Aspecto da criança menor de 3
anos
• Quanto a isso Vigotsky acentua que a aprendizagem e a
  socialização estão intrinsecamente ligadas, uma vez que
  as relações sociais favorecem significativamente a
  construção das aprendizagens. Ele afirma que a
  maturação e aprendizagem são dois processos distintos e
  relacionados que propiciam o desenvolvimento humano.
  A primeira prepara e condiciona para a segunda, mas a
  aprendizagem estimula e potencia a maturação.
• De acordo com essa proposição tem-se a inteligência
  como produto social. O mesmo autor distingue ainda
  dois níveis no desenvolvimento da criança: o
  desenvolvimento real e o desenvolvimento potencial.
•      O primeiro representando o alcançado pelo
  indivíduo e o segundo mostra o que o indivíduo poderá
  fazer com a ajuda de outro.
•      A distância entre esses dois processos é denominada
  de Zona do desenvolvimento proximal e trata
  exatamente sobre o desenvolvimento como
  consequência da aprendizagem.
O brincar na pré-escola
“No universo pedagógico, brincar é uma proposta criativa e
recreativa de caráter físico e mental, desenvolvida
espontaneamente, cuja evolução é definida e o final nem sempre
previsto. Quando sujeito a regras, estas são simples e flexíveis e seu
maior objetivo é a prática da atividade em si.
É uma das atividades fundamentais para o desenvolvimento e a
educação de um indivíduo. A brincadeira faz com que a criança
desenvolva sua imaginação, atenção, memória, além de amadurecer
algumas competências para a vida coletiva, por meio da interação e
utilizaçãoexperiências de regras e papeis sociais.
Ao brincar, a criança explora, pergunta e reflete sobre as formas
culturais nas quais vive e sobre a realidade circundante,
desenvolvendo-se psicológica e socialmente.
O brincar é uma forma de linguagem, pois permite que a criança se
comunique com as outras pessoas, expressando seu mundo interior.
O brincar é um processo no qual as crianças trocam entre si, suas
dúvidas ,angustias e hipóteses sobre os mais diferentes assuntos.”
Queiroz (2003)
Brincar,cuidar e educar
• Diante dos significados atribuídos por Queiroz (2003) ao
  brincar, percebemos como esse ato é importante na
  infância, fazendo parte não só das necessidades
  psicossociais das crianças, como também de suas
  necessidades psicomotoras, cognitivas e afetivas.
• De acordo com os Referenciais Nacionais para a
  Educação Infantil (RECNEI), brincar é um dos aspectos
  que fazem parte do trabalho com crianças na Educação
  Infantil, juntamente com o cuidar e o educar.
O brincar e a aprendizagem
significativa
• O brincar é de fundamental importância na satisfação
  pessoal da criança, para o seu desenvolvimento integral
  e também é uma dos pilares da educação sistematizada
  oferecida em creches e pré-escolas.
• Não somente com o intuito de educar, mas
  principalmente no intuito de promover uma
  aprendizagem significativa e contextualizada a partir da
  experiência social promovida na brincadeira, esse é o
  principal objetivo do brincar em creches e pré-escolas.
O brincar e as experiências
motoras
• As experiências do brincar são experiências motoras, sociais, afetivas e
  cognitivas, na fase da educação infantil e sobre tudo na faixa etária entre 0 e
  3 anos de idade, faz-se necessária a criação de espaços nas rotinas das
  creches para atividades sistematizadas, mas o principal objetivo que deve
  nortear a organização curricular ou de uma proposta pedagógica na escola,
  deve ser o de promover aprendizagens articuladas pelas experiências
  vivenciadas na brincadeira infantil.
• Muitas creches tem uma preocupação muito grande em organizar rotinas de
  atividades voltadas exclusivamente para a aprendizagem sistemática de um
  currículo e passam muito tempo tentando adequar atividades de crianças
  maiores de pré-escola às atividades das crianças de 0 a 3 anos, quando na
  verdade suas experiências são bem mais complexas e ricas, e podem
  fornecer aprendizagens mais consolidadas e significativas, sendo o seu
  desenvolvimento amplo e integral.
Ensinando bebês
• Em grande parte de nossos cursos de formação a
  experiência com educação deixa a desejar, isso
  tende a agravar-se no que diz respeito ao
  trabalho com bebes. Os primeiros meses e anos
  de vida serão os anos em que a criança criará
  vínculos com quem cuida dela, assim é de
  fundamental importância que essa seja de
  amorosidade, acolhimento e empatia.
O bebê e a interação social
 “Para o bebê, que já nasce geneticamente predisposto à interação social,sua
 experiência se estrutura e ganha sentido com a provocação do outro,
 estruturando assim suas atividades cognitivas, psíquicas e motoras, que
 impulsionarão a maturação e o desenvolvimento de seu sistema nervoso,
 aparato central de nosso organismo e responsável por boa parte de nossas
 funções essenciais. No inicio de sua vida, para o bebê, ele e o outro formam
 um só. Como um ser indiferenciado,aprende a ver o mundo através dos
 olhos de quem o embala nos primeiros meses, de quem cuida de atende-lo
 dos significados que essa pessoa atribui a suas reações e na imagem que
 capta, sobre si mesmo, desenvolvida por esse outro humano
 significativo.Sendo assim, ao longo dos seus primeiros meses de vida
 começará a desenvolver ou não o que podemos chamar de sentimento
 básico de confiança para com o mundo.”

                           Cunha (apud,Sousa,2003)
O brincar
• Brincar: um jeito sério de aprender e desenvolver.
• Quando está brincando a criança se desenvolve em vários
  aspectos e de várias maneiras;
• A crianças pode brincar e estar em interação com outras
  crianças ou com adultos apreendendo significados do mundo
  social e cultural, que vão sendo representados nas atividades
  lúdicas;
• A criança pode ainda está observando o funcionamento de
  seu corpo, vivenciando situações novas, experimentando
  ideias ou dúvidas ou até externando comportamentos
  agressivos ou decepções, por meio da brincadeira.
• Atividades lúdicas são atividades de
  brincadeiras , de divertimento, de
  recreação, de distração.
• Podem ocorrer com brinquedos ou não, e
  também por meio de jogos, movimentos
  corporais ou com situações imaginadas.
A brincadeira de faz – de –
conta
• A situação lúdica é uma situação imaginária, simbólica, e é por
  isso que ela pode promover o desenvolvimento do
  pensamento e de outras funções mentais na criança.
• Observemos uma situação em que a criança ouve uma história
  que fala sobre cavalos, e pouco depois em sua brincadeira ela
  pega um cabo de vassoura e imita os movimentos de
  cavalgada e faz – de – conta que a vassoura é o seu cavalo.
• A criança não dá conta de montar a cavalo, ou talvez não
  tenha um cavalo; mas ela tem vontade de ter um ou de
  brincar com um. Esta é uma dificuldade que ela terá de
  resolver.
• O brincar, o brinquedo ou a atividade lúdica
  surgem como uma possiblidade de solução para
  esse tipo de desejo, que a criança não pode
  resolver pelo mundo real, com as suas condições
  e capacidades. Brincando, ela pode superar pelo
  mundo real, com as suas condições e
  capacidades. Brincando, ela pode superar a
  contradição que existe entre sua necessidade de
  interagir com o mundo e as dificuldades
  encontradas para executar algumas ações.
• Essas ações irão adquirir novos significados e novas
  possibilidades pelo brinquedo, e a criança consegue ingressar
  em um universo imaginativo que a leva a desenvolver muitas
  funções psicológicas.

• O lúdico revela-se como um dos aspectos mais autênticos do
  comportamento infantil e , pelo brincar, a criança constrói seu
  pensamento e sua subjetividade.
O cuidar
 • Dominando os saberes necessários a uma prática
   educativa eficiente, e objetivando a formação holística
   da criança, o professor de educação infantil deve estar
   também consciente dessa dimensão que tem a
   Educação Infantil, onde brincar, cuidar e educar se
   relacionam intimamente na construção de uma
   identidade pessoal e social da criança.
 • Esse cuidar não implica dizer que a escola deverá assumir o papel
   da mãe, suprimir a responsabilidade da família, de maneira
   nenhuma, esse cuidar relaciona-se ao complemento do papel da
   família, onde a criança será não somente colocada para brincar,
   comer e dormir, mas observada em seus aspectos de higiene,
   quanto à saúde, cuidados na alimentação, e vários outros,
   inclusive com relação aos seus aspectos afetivos.
• É de suma importância para o cuidar, que a criança se
  sinta segura com seus educadores.
• É ainda na esfera do cuidar que devem ser construídos os
  laços de fraternidade, interação, respeito e carinho entre
  a criança e os educadores e também das crianças entre
  si.
• O sentimento de pertencimento, aceitação, acolhimento,
  bem estar, segurança e conforto permitem que a criança
  construa uma personalidade saudável, do ponto de vista
  do não desenvolvimento de traumas e neuroses no
  futuro.
• De acordo com a psicanálise a fase da Educação Infantil onde a
  criança se encontra na faixa etária entre 0 e 5 anos, pode ser
  uma fase decisiva na construção de uma personalidade sadia
  ou uma personalidade psicótica.
• O educador infantil é também responsável por essas
  construções infantis, sendo uma de suas funções a construção
  de um ambiente confortável para a criança do ponto de vista
  psicológico, afetivo e social.
O educar
       Assim como o brincar e o cuidar, o educar exige uma
formação ampla, não sendo admitidos ainda profissionais que
concebem a Educação Infantil apenas como espaço para
acomodar crianças enquanto seus pais trabalham.
       Embora muito arcaica essa concepção ainda perdura na
atualidade; falta de informação, conceitos construídos de forma
errônea ou sejam quais forem os motivos, ainda há aqueles que
desconhecem o educar como função de creches e pré-escolas.
       Mais que ensinar a segurar o lápis, mais que ensinar a
chutar, pular, comer e correr com autonomia, a Educação Infantil
assume um desafio de desenvolver a criança em todos os seus
aspectos, sejam físico, psicológico, intelectual, social e etc.
• Não menos importante que o Ensino Fundamental, essa etapa
  da Educação também tem extrema importância, o educar
  infere não somente os conteúdos conceituais, mas também
  procedimentais e atitudinais. Sendo possível que a criança
  também seja inserida no mundo letrado e possa apropriar-se
  dos mecanismos de leitura e escrita, atribuindo sentidos
  sociais e pragmáticos.
O processo de construção de
conceitos
• Para se compreender como ocorre o desenvolvimento
  cognitivo é fundamental considerar a influencia que o
  processo educativo, principalmente a educação sistematizada,
  exerce sobre a construção de conceitos e, portanto, sobre a
  constituição e desenvolvimento dos seres humanos e da nossa
  sociedade.
• O processo de construção de conceitos, que mobiliza o
  desenvolvimento cognitivo, processa-se nas e pelas interações
  sociais, por meio das quais as funções cognitivas são
  estruturadas, reelaboradas e transformadas, possibilitando a
  constituição do indivíduo e, principalmente, a construção de
  seus conhecimentos.
• Os processos de aprendizagem que ocorrem nas interações
  sociais provocam, nas crianças, o desenvolvimento de
  conceitos e mobilizam seu desenvolvimento cognitivo porque
  interferem nos seus processos mentais.
• A aprendizagem escolar promove saltos qualitativos no
  desenvolvimento cognitivo por que ajuda a criança a ampliar
  suas formas de lidar com o mundo, de compreendê-lo e
  transforma-lo, de construir significados para suas experiências,
  de desenvolver sua linguagem, seu pensamento e construir
  outras habilidades e capacidades para agir.
Avaliação na creche
• A avaliação do processo ensino aprendizagem tem como
 finalidade auxiliar o professor a refletir sobre as
 condições de aprendizagem oferecidas e ajustar suas
 práticas às necessidades impostas pelas crianças. Dessa
 forma, a avaliação é de caráter não promocional e
 contínua, na qual a criança é acompanhada pelo
 professor por meio do teste diagnóstico, registro diário,
 observações, impressões e idéias, e por meio de relatório
 descritivo os quais consistem num rico material de
 reflexão e análise para o processo de acompanhamento
 do ensino e da aprendizagem das crianças, orientando no
 planejamento educativo e no desenvolvimento de ações
 educativas que promovam a aprendizagem desejada.
A sala de aula
• A sala de aula deve ser um ambiente
  estimulador, preparado para a aquisição da
  linguagem, o desenvolvimento dos movimentos
  e da criatividade.
• Deve-se tomar cuidado com o excesso de
  informações,porém deve-se criar um ambiente
  agradável e rico no qual hajam momentos nos
  quais a linguagem seja requerida.
A organização do espaço
“A organização do ambiente destinado a educação infantil
  é uma ação eminentemente pedagógica e de referencia
  para a criação de significados para a criança. Querendo
  ou não, a sala de aula tem influencia sobre os sujeitos da
  práxis educativa, em parte, o modo como eles se sentem,
  pensam e se comportam. Um planejamento cuidadoso
  do ambiente físico é parte integrante de um clima
  harmonioso em sala de aula.”
                                     • Almada, apud HERMIDA,2007.
Momentos da rotina
• Hora da conversa;
• Canto do brinquedo
• Dramatização
• Momento da história
• Música
• Objeto surpresa
• Contando uma nova história
Hora da conversa
• Momento de acolhida ou relaxamento onde as crianças
  poderão sentar-se no chão em forma de círculo e serão
  questionados e encorajados a se expressar verbalmente sobre
  um determinado assuntou ou sobre uma atividade que será
  realizada com a turma.
Cantinho do brinquedo
• Usando a estratégia de organizar a sala de aula em
  cantinhos (canto da leitura, canto dos jogos, canto da
  arte e etc.) o professor poderá separar em caixas ou
  estantes os brinquedos que serão utilizados em
  brincadeiras orientadas, como a brincadeira do faz – de –
  conta ou meu brinquedo preferido, para estimular as
  crianças a falarem sobre seus brinquedos, descrevendo,
  manipulando e explorando suas características
  oralmente, expondo para os colegas.
Dramatização
• Através de representações de personagens as crianças
  manifestam sentimentos, exploram movimentos e
  expressões faciais e revelam seus conhecimentos sobre
  os papeis sociais, além de ampliarem seu vocabulário e
  desenvolverem a oralidade. Em sala de aula esse recurso
  deve ser sempre explorado, permitindo que as crianças
  utilizem fantoches variados, bonecos, teatro de sombras
  e até se caracterizem fazendo uso de mascaras e
  fantasias.
Momento da história
• É importante que haja em sala de aula um espaço de exposição das
  obras literárias para as crianças, elas poderão fazer leitura de
  imagem, explorar cores, texturas, capas e etc.
• A professora deve aproveitar esse momento para ler para as
  crianças exercitando seu poder de concentração, sua percepção e
  atenção, utilizando entonação de voz apropriada e estimulo a
  curiosidade das crianças.
• Após a leitura do livro é interessante que a professora discuta as
  idéias com os alunos, faça debates sobre as personagens, novos
  finais, troca de personagens, atitudes das personagens e etc.
Música
• Esse momento da aula,serve tanto para exploração dos
  movimentos como também para que as crianças explorem
  elementos musicais, como ritmo, discriminação sonora,letra,
  melodias e etc.
Objeto surpresa
• Essa estratégia é desenvolvida principalmente com o
  objetivo de estimular a oralidade e o aumento do
  vocabulario, mas pode ser utilizada também para
  desenvolver a criatividade, concentração, atenção entre
  outros.
• A cada dia um aluno é convidado a apresentar um objeto
  trazido de casa, ele deverá dizer o nome do objeto, para
  que serve, como é utilizado, quando e quem o utiliza em
  casa e etc.
Contando uma nova história
• Utilizando cartazes, gravuras ou objetos a professora propõe a
  turma que conte uma história e enquanto isso ela escreve no
  quadro o que a turma vai dizendo , sempre procurando fazer a
  conexão entre oral e escrita.
Os cartazes e sua eficácia
• Além desses ambientes uma sala de aula
  estimulante deve conter recursos visuais, alfabetos
  ilustrados, cartazes com nomes das crianças,
  sequências numéricas e trabalhos realizados por
  eles.
• É importante ainda saber se nessa sala de aula há
  alunos com deficiência e qual a sua necessidade
  educativa, no caso de alunos com cegueira ou baixa
  visão há necessidade de cartazes em alto relevo ou
  com letras ampliadas, no caso de alunos surdos os
  recursos visuais são imprescindíveis, alunos com
  limitação na comunicação também precisam de
  muitos recursos para se comunicar e para
  compreenderem o mundo que os cerca.
Sugestões de cartazes fixos
•   Alfabeto ilustrado
•   Chamadinha
•   Cartaz dos aniversariantes
•   Calendário
•   Quadro de decomposição de palavras
A criança e a arte
• Desde a educação infantil a criança deve ser
  apresentada/ inserida no mundo das artes, seja música,
  literatura,pintura,artesanato,arquitetura, artes plásticas
  ou senicas.
• É importante também que a criança se perceba
  produtora de arte e que valorize suas producoes e as de
  outros, que aprenda a apreciar.
• A presença de murais para exposição dos trabalhos de
  pintura, desenho, de fotos e demais trabalhos por elas
  realizados é uma forma de valorizar e estimular a
  produção das crianças.
• “as artes visuais expressam, comunicam e atribuem
  sentido a sensações, sentimentos, pensamentos e
  realidade por meio da organização de linhas, formas,
  pontos, tanto bidimensional como tridimensional, além
  do volume, espaço, cor e etc... Elas estão presentes no
  cotidiano da vida infantil. Ao rabiscar e desenhar no
  chão, na areia e nos muros...ao pintar os objetos e até
  mesmo no seu próprio corpo...”
RECNEI,1998
Teoria x práticas
• Geralmente os cursos de formação de
  professores de educação infantil trazem em suas
  grades curriculares disciplinas que fornecem
  subsídios teóricos para a compreensão de como
  essa modalidade de educação se desenvolve, no
  entanto, quando se deparam com a prática os
  educadores infantis, encontram muitas
  dificuldades no que diz respeito à atuação
  prática, pois pouco ou quase nada estudaram a
  respeito em suas graduações.
• A Educação Infantil é em essência, movimento e
  experiência, pois a criança de 0 a 5 anos passa pelas
  fases de desenvolvimento conhecidas como período
  sensório-motor e período pré-operatório, onde aprende
  mais pelas experiências dos sentidos e experiências
  motoras, na fase de 0 a 2 anos aprendem com o próprio
  corpo e na fase de 3 a 5 anos com a exploração do
  mundo que as rodeiam, daí a importância da dinâmica
  em salas de aula de Ed. Infantil.
Etapas da Comunicação
Infantil
Comunicação não-verbal


                     Comunicação
                      Não verbal



         Gestos de prazer
 Choro                             Sorriso   Gestualização
           ou desagrado
Comunicação pré-verbal

                    Comunicação
                     Pré-verbal



Exercícios vocais   Repetição de
                                   Imitação de sons
   primitivos         sílabas
Comunicação verbal

            Comunicação
               verbal

Primeiras     Jargão         Frases
 palavras     infantil    telegráficas
A formação do educador
              infantil
• De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação nº
  9.394/96, os profissionais de Educação Infantil devem ser
  formados em cursos de nível médio ou superior, que
  contemplem conteúdos específicos relativos a essa etapa da
  educação.
• Os profissionais que cursam em Institutos de Educação,
  Faculdades ou Universidades os cursos:
• LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA
• CURSO NORMAL SUPERIOR
São habilitados para exercer o magistério na Educação Infantil.
• “O que o professor faz na sala de aula é influenciado pelo que
  ocorre no ambiente escolar, em contrapartida, sua ação
  docente também exerce influencia na escola. A ação é
  diferenciada, mas o rumo tem de ser o mesmo para todos.
  Dificilmente há desarticulação entre o Projeto Pedagógico da
  Escola, o Plano Escolar e o Plano de ensino quando os
  educadores da escola os elaboram conscientemente,
  clareando rumos, compartilhando ideias e ideais, procurando
  ampliar a própria competência para tal, sem se despojarem de
  seus saberes, mas com disponibilidade para aperfeiçoá-los.”
  (Martins e Albuquerque, p.23.)
• Tanto em sala de aula, como em sua atuação em outros
  contextos da escola, como no caso da elaboração do Projeto
  Pedagógico o professor deve direcionar seus saberes para a
  efetiva construção do saber escolar por meio de sua prática
  pedagógica. Os princípios, ou os fundamentos históricos e
  filosóficos que norteiam sua prática devem conter entre
  outras coisas:
• - Concepção de homem;
• - Concepção de educação;
• - Concepção de sociedade.
• Dispondo dessas concepções e refletindo sobre o modo como
  aprendeu e o modo como ensina; os saberes que possui e a
  forma como aplica esses saberes, é que o professor poderá
  estabelecer parâmetros entre o que sabe e o que ainda
  precisa saber.
•      A eficiência da prática pedagógica passa também pelo
  compromisso individual de cada professor, entendendo-se
  como profissional que através da sua prática influencia e
  modifica a sociedade.
• Na abordagem sistêmica do conhecimento, onde este é
  construído de forma a contemplar o todo superando a
  fragmentação e estabelecendo “teias” com outros
  conhecimentos; torna-se necessária a prática intencional,
  onde o principal objetivo seja o saber.
•       A prática produtiva é o fazer que se efetiva em
  sociedade, onde o homem torna-se sujeito coletivo. As
  relações sociais estabelecidas em uma sociedade política não
  são isonômicas, mas permeadas por certo coeficiente de
  poder, dentro desta perspectiva se estabelecem as práticas
  intencionalizadas.
•       Esta prática não está isolada, mas interligada com a
  prática política e a prática de simbolização, de forma que estas
  reafirmam a existência humana do ponto de vista do sujeito
  coletivo e social.