Rodrigo Abreu
Acolhimento
O acolhimento é um modo de operar os
processos de trabalho em saúde de forma a
atender a todos que procuram os serviços de
saúde, ouvindo seus pedidos e assumindo no
serviço uma postura capaz de acolher, escutar
e dar respostas mais adequadas aos usuários.
Caracteristicas do Acolhimento


• Proporcionar maior Resolubilidade;
• Verificar a real necessidade do
  paciente;
• Identificar Riscos ;
• Humanizar a Assistência;
• Abordagem Integral;
• Redução e Dinamização no tempo de
  Espera.
Importância para Enfermagem
• Participação do Enfermeiro em todas as etapas da
  assistência;
• Maior conhecimento da situação real do paciente;
• Melhor Aplicabilidade da SAE;
• Maior atuação e valorização do enfermeiro na
  equipe Multidisciplinar;
• Desmistificação do papel de “Enfermeiro
  Burocrata” ;
• Maior respeito e credibilidade do paciente
  com o enfermeiro.
Classificação de Risco
É um processo dinâmico de identificação dos
pacientes que necessitam de tratamento imediato,
de acordo com o potencial de risco, agravos à saúde
ou grau de sofrimento.

Deve ser realizado por profissional de saúde, de nível
superior, mediante treinamento específico e
utilização de protocolos pré-estabelecidos e tem por
objetivo avaliar o grau de urgência das queixas dos
pacientes, colocando-os em ordem de prioridade
para o atendimento.
CONSULTA DE ENFERMAGEM: DECRETO 99406/87 –
  PRIVATIVA DO ENFERMEIRO (RESOLUÇÃO COFEN –
                          159)
• Utiliza componentes do método científico para identificar
  situações de saúde/doença; prescrever, implementar
  medidas de enfermagem que contribuam para
  promoção, prevenção e recuperação da saúde e
  reabilitação do indivíduo, família e comunidade.

• PORTANTO O COREN RESOLVE:
  Art.1º. – Em todos os níveis de assistência à saúde, seja
  em instituição pública ou privada, a consulta de
  enfermagem deve ser obrigatoriamente desenvolvida na
  Assistência de Enfermagem.
Triagem
            X
Classificação de Risco
• Triagem
  É o encaminhamento do paciente para determinada
  especialidade médica, de acordo com os sintomas ou
  pela simples demanda espontânea.
  Pode ser realizado por qualquer pessoa, independente
  da formação profissional.

• Classificação de Risco
  Forma de atender os diferentes graus de especificidade
  e resolutividade na assistência realizada aos agravos de
  forma que, a assistência prestada seja de acordo com
  diferentes graus de necessidades ou sofrimento e não
  mais impessoal e por ordem de chegada.
Objetivos da Classificação de Risco
•   Organização no fluxo de trabalho;
•   Especificidade e Resolubilidade na Assistência;
•   Avaliação integral do Paciente;
•   Descongestionar as Emergências;
•   Reduzir o tempo para o atendimento;
•   Direcionar o paciente à especialidade necessária;
•   Evitar que o paciente seja visto por diversas
    especialidades médicas, desnecessáriamente.
Classificação de Risco
Após avaliação primária do paciente, ele é encaminhado para o
atendimento médico, de acordo com sua complexidade e necessidade
específica.

O paciente é direcionado para áreas que possuam recursos tecnológicos e
força de trabalho específica, otimizando a assistência a ser prestada.

Durante o acolhimento com classificação de risco deve-se:
     ⇒ Analisar Situação/Queixa/ Duração
     ⇒ Breve Histórico
     ⇒ Uso de Medicações
     ⇒ Verificação de Sinais Vitais
     ⇒ Exame físico sumário buscando sinais objetivos
     ⇒ Verificação da glicemia e eletrocardiograma se necessário.
Área Azul – Prioridade 3
• Área destinada ao atendimento de consultas de baixa e
  média complexidade;
• Atendimento de acordo com o horário de chegada ;
• Tempo de espera pode variar até 3 horas de acordo
  com a demanda destes atendimentos;
⇒ Queixas crônicas sem alterações agudas
⇒ Procedimentos como : curativos, trocas ou requisições
  de receitas médicas, avaliação de resultados de
  exames, solicitações de atestados médicos
⇒ Após a consulta médica e medicação o paciente é
  liberado.
Área Verde – Prioridade 2
• Pacientes não críticos,
em observação ou
internados aguardando
vagas nas unidades de
internação ou remoções
para outros hospitais.
• Pacientes em condições agudas (urgência relativa) ou não agudas
  atendidos com prioridade sobre consultas simples – espera até 30
  minutos;
• Idade superior a 60 anos
• Gestantes com complicações da gravidez
• Deficientes físicos
• Retornos com período inferior a 24 h, devido a não melhora do quadro
• Impossibilidade de deambulação
• Asma fora de crise
• Enxaqueca – pacientes com diagnóstico anterior de enxaqueca
• Dor de ouvido moderada a grave
• Dor abdominal sem alteração de sinais vitais
• Sangramento vaginal sem dor abdominal ou com dor abdominal leve
• Vômitos e diarréia sem sinais de desidratação
• História de convulsão sem alteração de consciência
• Intercorrências ortopédicas (entorse suspeita de fraturas, luxações).
• Pacientes com ferimentos deverão ser encaminhados diretamente para a
  sala de sutura.
Área Amarela – Prioridade 1
• Área destinada a assistência de pacientes críticos ou semi-
  críticos;
• Pacientes que necessitam de atendimento médico e de
  enfermagem o mais rápido possível, porém não correm
  riscos imediatos de vida. Deverão ser encaminhados
  diretamente à sala de consulta de enfermagem para
  classificação de risco;
• urgência com atendimento em no máximo 15 minutos
Situação/Queixa:
• Politraumatizado com Glasgow entre 13 e 15; sem
  alterações de sinais vitais.
• Cefaléia intensa de início súbito, acompanhada de sinais ou
  sintomas neurológicos
• TCE leve (ECG entre 13 e 15)
• Diminuição do nível de consciência
• História de Convulsão nas últimas 24 horas
• Dor torácica intensa
• Crise asmática
• Diabético apresentando – sudorese, alteração do estado
  mental, visão turva, febre,vômitos, taquipnéia, taquicardia
• Desmaios
•   Estados de pânico, overdose.
•    Alterações de Sinais Vitais em paciente sintomático
•   a. FC < 50 ou > 140
•   b. PA sistólica < 90 ou > 240
•   c. PA diastólica > 130
•   d. T < 35 ou > 40
•    História recente de melena ou hematêmese ou enterorragia
•   Epistaxe com alteração de sinais vitais
•    Dor abdominal intensa
•   Sangramento vaginal com dor abdominal e alteração de sinais vitais
•    gravidez confirmada ou suspeita
•    Náuseas /Vômitos e diarréia persistente com sinais de desidratação grave
•   Febre alta ( 39/40.º C)
•    Fraturas anguladas e luxações com comprometimento neuro-vascular ou dor
    intensa
•    Intoxicação exógena sem alteração de sinais vitais, Glasgow de 15
•    Vítimas de abuso sexual
•    Imunodeprimidos com febre
Área Vermelha – Prioridade Zero




Pacientes com necessidade de atendimento imediato.
Situação /Queixa
• Politraumatizado grave – ECG < 12;
• Queimaduras com mais de 25% de área de
  superfície corporal queimada
• TCE grave – ECG <12
• Estado mental alterado ou em coma ECG <12;
• História de uso de drogas.
• TRM
• Desconforto respiratório grave
• Dor precordial acompanhada de outros sintomas clínicos,
  associado à falta de ar e cianose , sem melhora com
  repouso.
• Perfurações no peito, abdome e cabeça.
• Crises convulsivas (inclusive pós-crise)
• Intoxicações exógenas ou tentativas de suicídio com
  Glasgow abaixo de 12
• Anafilaxia ou reações alérgicas associadas a insuficiência
  respiratória
• Complicações de diabetes (hipo ou hiperglicemia).
• Parada cardiorrespiratória
• Alterações de Sinais Vitais em paciente sintomático
• Pulso > 140 ou < 45
• PA diastólica > 130 mmHg
• PA sistólica < 80 mmHg
• FR >34 ou <10
• Hemorragias não controláveis
• Infecções graves – febre, exantema petequial ou
  púrpura, alteração do nível de consciência.
• Perda de consciência, mesmo que momentânea,
  após acidente.
• Fraturas de costelas.
• Possível aspiração
• Possível contusão pulmonar
• Pacientes com alterações neurológicas graves
• Traumas Abdominais
• Lesões perfurantes em tórax ou Abdome
• Paciente com sinais de Hipoglicemia
Em Resumo...
• O Acolhimento com Classificação de Risco é
  um processo da prática do enfermeiro, na
  perspectiva de concretização de um modelo
  assistencial adequado às condições das
  necessidades de saúde da população.

• Esse processo permite maior aproximação do
  paciente, tornando o enfermeiro peça
  fundamental em todas as fases do processo
  assistencial.
Obrigado!!!

Classificação

  • 1.
  • 2.
    Acolhimento O acolhimento éum modo de operar os processos de trabalho em saúde de forma a atender a todos que procuram os serviços de saúde, ouvindo seus pedidos e assumindo no serviço uma postura capaz de acolher, escutar e dar respostas mais adequadas aos usuários.
  • 3.
    Caracteristicas do Acolhimento •Proporcionar maior Resolubilidade; • Verificar a real necessidade do paciente; • Identificar Riscos ; • Humanizar a Assistência; • Abordagem Integral; • Redução e Dinamização no tempo de Espera.
  • 4.
    Importância para Enfermagem •Participação do Enfermeiro em todas as etapas da assistência; • Maior conhecimento da situação real do paciente; • Melhor Aplicabilidade da SAE; • Maior atuação e valorização do enfermeiro na equipe Multidisciplinar; • Desmistificação do papel de “Enfermeiro Burocrata” ; • Maior respeito e credibilidade do paciente com o enfermeiro.
  • 5.
    Classificação de Risco Éum processo dinâmico de identificação dos pacientes que necessitam de tratamento imediato, de acordo com o potencial de risco, agravos à saúde ou grau de sofrimento. Deve ser realizado por profissional de saúde, de nível superior, mediante treinamento específico e utilização de protocolos pré-estabelecidos e tem por objetivo avaliar o grau de urgência das queixas dos pacientes, colocando-os em ordem de prioridade para o atendimento.
  • 6.
    CONSULTA DE ENFERMAGEM:DECRETO 99406/87 – PRIVATIVA DO ENFERMEIRO (RESOLUÇÃO COFEN – 159) • Utiliza componentes do método científico para identificar situações de saúde/doença; prescrever, implementar medidas de enfermagem que contribuam para promoção, prevenção e recuperação da saúde e reabilitação do indivíduo, família e comunidade. • PORTANTO O COREN RESOLVE: Art.1º. – Em todos os níveis de assistência à saúde, seja em instituição pública ou privada, a consulta de enfermagem deve ser obrigatoriamente desenvolvida na Assistência de Enfermagem.
  • 7.
    Triagem X Classificação de Risco
  • 8.
    • Triagem É o encaminhamento do paciente para determinada especialidade médica, de acordo com os sintomas ou pela simples demanda espontânea. Pode ser realizado por qualquer pessoa, independente da formação profissional. • Classificação de Risco Forma de atender os diferentes graus de especificidade e resolutividade na assistência realizada aos agravos de forma que, a assistência prestada seja de acordo com diferentes graus de necessidades ou sofrimento e não mais impessoal e por ordem de chegada.
  • 9.
    Objetivos da Classificaçãode Risco • Organização no fluxo de trabalho; • Especificidade e Resolubilidade na Assistência; • Avaliação integral do Paciente; • Descongestionar as Emergências; • Reduzir o tempo para o atendimento; • Direcionar o paciente à especialidade necessária; • Evitar que o paciente seja visto por diversas especialidades médicas, desnecessáriamente.
  • 10.
    Classificação de Risco Apósavaliação primária do paciente, ele é encaminhado para o atendimento médico, de acordo com sua complexidade e necessidade específica. O paciente é direcionado para áreas que possuam recursos tecnológicos e força de trabalho específica, otimizando a assistência a ser prestada. Durante o acolhimento com classificação de risco deve-se: ⇒ Analisar Situação/Queixa/ Duração ⇒ Breve Histórico ⇒ Uso de Medicações ⇒ Verificação de Sinais Vitais ⇒ Exame físico sumário buscando sinais objetivos ⇒ Verificação da glicemia e eletrocardiograma se necessário.
  • 11.
    Área Azul –Prioridade 3 • Área destinada ao atendimento de consultas de baixa e média complexidade; • Atendimento de acordo com o horário de chegada ; • Tempo de espera pode variar até 3 horas de acordo com a demanda destes atendimentos; ⇒ Queixas crônicas sem alterações agudas ⇒ Procedimentos como : curativos, trocas ou requisições de receitas médicas, avaliação de resultados de exames, solicitações de atestados médicos ⇒ Após a consulta médica e medicação o paciente é liberado.
  • 12.
    Área Verde –Prioridade 2 • Pacientes não críticos, em observação ou internados aguardando vagas nas unidades de internação ou remoções para outros hospitais.
  • 13.
    • Pacientes emcondições agudas (urgência relativa) ou não agudas atendidos com prioridade sobre consultas simples – espera até 30 minutos; • Idade superior a 60 anos • Gestantes com complicações da gravidez • Deficientes físicos • Retornos com período inferior a 24 h, devido a não melhora do quadro • Impossibilidade de deambulação • Asma fora de crise • Enxaqueca – pacientes com diagnóstico anterior de enxaqueca • Dor de ouvido moderada a grave • Dor abdominal sem alteração de sinais vitais • Sangramento vaginal sem dor abdominal ou com dor abdominal leve • Vômitos e diarréia sem sinais de desidratação • História de convulsão sem alteração de consciência • Intercorrências ortopédicas (entorse suspeita de fraturas, luxações). • Pacientes com ferimentos deverão ser encaminhados diretamente para a sala de sutura.
  • 14.
    Área Amarela –Prioridade 1 • Área destinada a assistência de pacientes críticos ou semi- críticos; • Pacientes que necessitam de atendimento médico e de enfermagem o mais rápido possível, porém não correm riscos imediatos de vida. Deverão ser encaminhados diretamente à sala de consulta de enfermagem para classificação de risco; • urgência com atendimento em no máximo 15 minutos
  • 15.
    Situação/Queixa: • Politraumatizado comGlasgow entre 13 e 15; sem alterações de sinais vitais. • Cefaléia intensa de início súbito, acompanhada de sinais ou sintomas neurológicos • TCE leve (ECG entre 13 e 15) • Diminuição do nível de consciência • História de Convulsão nas últimas 24 horas • Dor torácica intensa • Crise asmática • Diabético apresentando – sudorese, alteração do estado mental, visão turva, febre,vômitos, taquipnéia, taquicardia • Desmaios
  • 16.
    Estados de pânico, overdose. • Alterações de Sinais Vitais em paciente sintomático • a. FC < 50 ou > 140 • b. PA sistólica < 90 ou > 240 • c. PA diastólica > 130 • d. T < 35 ou > 40 • História recente de melena ou hematêmese ou enterorragia • Epistaxe com alteração de sinais vitais • Dor abdominal intensa • Sangramento vaginal com dor abdominal e alteração de sinais vitais • gravidez confirmada ou suspeita • Náuseas /Vômitos e diarréia persistente com sinais de desidratação grave • Febre alta ( 39/40.º C) • Fraturas anguladas e luxações com comprometimento neuro-vascular ou dor intensa • Intoxicação exógena sem alteração de sinais vitais, Glasgow de 15 • Vítimas de abuso sexual • Imunodeprimidos com febre
  • 17.
    Área Vermelha –Prioridade Zero Pacientes com necessidade de atendimento imediato.
  • 18.
    Situação /Queixa • Politraumatizadograve – ECG < 12; • Queimaduras com mais de 25% de área de superfície corporal queimada • TCE grave – ECG <12 • Estado mental alterado ou em coma ECG <12; • História de uso de drogas. • TRM • Desconforto respiratório grave
  • 19.
    • Dor precordialacompanhada de outros sintomas clínicos, associado à falta de ar e cianose , sem melhora com repouso. • Perfurações no peito, abdome e cabeça. • Crises convulsivas (inclusive pós-crise) • Intoxicações exógenas ou tentativas de suicídio com Glasgow abaixo de 12 • Anafilaxia ou reações alérgicas associadas a insuficiência respiratória • Complicações de diabetes (hipo ou hiperglicemia). • Parada cardiorrespiratória • Alterações de Sinais Vitais em paciente sintomático • Pulso > 140 ou < 45 • PA diastólica > 130 mmHg • PA sistólica < 80 mmHg • FR >34 ou <10
  • 20.
    • Hemorragias nãocontroláveis • Infecções graves – febre, exantema petequial ou púrpura, alteração do nível de consciência. • Perda de consciência, mesmo que momentânea, após acidente. • Fraturas de costelas. • Possível aspiração • Possível contusão pulmonar • Pacientes com alterações neurológicas graves • Traumas Abdominais • Lesões perfurantes em tórax ou Abdome • Paciente com sinais de Hipoglicemia
  • 21.
  • 22.
    • O Acolhimentocom Classificação de Risco é um processo da prática do enfermeiro, na perspectiva de concretização de um modelo assistencial adequado às condições das necessidades de saúde da população. • Esse processo permite maior aproximação do paciente, tornando o enfermeiro peça fundamental em todas as fases do processo assistencial.
  • 23.