ACOLHIMENTO COM
CLASSIFICAÇÃO DE
RISCO
KARINE BARBOSA
INSTRUTORA GESCOM
SENAC/PI
Vamos realizar uma atividade que nos ajudará a explorar nossas
experiências prévias com agendamento de consultas e procedimentos,
bem como situações em que a classificação de risco foi necessária.
Dividam-se em grupos de quatro pessoas, por favor.
Vocês terão 30 minutos para listar as situações que já vivenciaram
relacionadas ao agendamento e à classificação de risco em serviços de
saúde. Pode ser desde situações simples até casos mais complexos.
Depois, escolham um representante para compartilhar as principais
experiências do grupo com a turma.
Atividade 1
análise - do grau de necessidade do usuário
e
ordenação – do atendimento de acordo com
nível de necessidade
Com base em técnica (protocolos),
experiência, postura
.....e não somente a subjetividade e
sensibilidade de quem está na porta
Classificação de Risco
Objetivos da classificação de risco
• Identificar prontamente condições de risco de
perder a vida  passar na frente !
• Agir no tempo terapêutico
• Organizar processo de trabalho e espaço físico
do PS – “eixo azul”
• Diminuir a superlotação
Objetivos da classificação de risco
• Extinguir a triagem por porteiro, recepcionista.
(primeiro contato com um profissional de saúde)
• Extinguir a triagem médica, geralmente baseada
na pergunta “quem não vou atender ?”
• Priorizar de acordo com critérios clínicos
(e não por ordem de chegada, ou de acordo com a
sensibilidade de quem recebe) .
Objetivos da classificação de risco
• Informar os pacientes e familiares a expectativa
de atendimento e tempo de espera (diminuir a
ansiedade gerada pelo que é desconhecido)
• Esclarecer a comunidade sobre a forma de
atendimento
• Realizar, quando necessário, encaminhamento
responsável com garantia de acesso à rede de
atenção.
• Diminuição da ansiedade dos profissionais e
usuários.
• Melhoria das relações interpessoais na equipe
da emergência
• Padronização de dados para estudos,
pesquisas e planejamentos.
• Aumento da satisfação do usuário
Outros resultados
ACOLHIMENTO
COM CLASSIFICAÇÃO DE
RISCO
COMO ORGANIZAR O
PROCESSO ?
A chegada ao Pronto Socorro
Eixo VERMELHO = emergência
Visível amplamente, distinto e exclusivo.
Acesso coberto para ambulâncias
Sinal sonoro disponível
Sala disponível
Recebimento
e estabilização
dos pacientes graves.
EIXO VERMELHO
• Materiais e equipamentos:
Assistência Ventilatória
Assistência Circulatória
Drogas e soluções
Materiais complementares
• Privacidade do paciente
• Acolhimento da rede social
EIXO VERMELHO
Após estabilização
 Área amarela : pacientes críticos CTI
 Área verde : pacientes estáveis, observação.
internação, transferência, alta.
Envolvimento da REDE ASSISTENCIAL
EIXO AZUL
Acolhimento com Classificação de Risco
Local amplo
Local para o primeiro contato de fácil identificação:
é para a “central de acolhimento” que o usuário se
dirige ao chegar no Pronto Atendimento
1. Acolhimento dos casos menos graves
2. Classificação de risco
3. Atendimento médico
EIXO AZUL - CENTRAL DE ACOLHIMENTO
4. Direciona para a área de atendimento
adequada: suturas, pediatria (os que não passam
pela classificação de risco)
5. Orienta os usuários com demanda
“administrativa” (informações, marcar consulta,
visitar pacientes..) para outra área / ou fornece as
informações
6. Encaminha o restante para classificação de
risco
EIXO AZUL - CENTRAL DE ACOLHIMENTO
1. Acolhe e identifica a demanda do usuário
2. Identifica emergências e direciona para eixo
vermelho
3. Identifica necessidade de consulta médica
imediata
 pré classificação rápida com base no
Suporte Básico de Vida e no protocolo de
classificação de risco
EIXO AZUL - CENTRAL DE ACOLHIMENTO
Além disso:
Acolhe a rede social
Informa
Registra o atendimento
Consultório de enfermagem para classificação
de risco
Consultórios médicos, serviço social
Consultórios para avaliação - especialidades
Área de procedimentos e observação curta
Sala(s) de espera
Protocolos
Manual de Informações
EIXO AZUL – CLASSIFICAÇÃO DE RISCO
Eixo vermelho
EMERGÊNCIA
Eixo azul Orientação
administrativa
Classificação de risco
Vermelho
Amarelo Verde Azul
Acolhimento com
pré-classificação
Identificação
rápida
Consulta médica
rápida
Consulta médica
com espera
Serviço social
Maternidade,
pediatria, suturas
Situações / queixa imediatamente
identificadas como classificação
VERMELHA
Alguns exemplos:
Politraumatizado grave
Trauma Crânio Encefálico Grave
Coma
Comprometimento da coluna cervical
Parada cardiorespiratória
Desconforto respiratório grave
Dor no peito e falta de ar
Ferimentos perfurantes (armas de fogo)
Grandes queimaduras
EIXO AZUL - CLASSIFICAÇÃO DE RISCO
Alguns exemplos:
Cefaléia intensa, dor torácica intensa, dor abdominal aguda
 qualquer dor intensa
Diminuição no nível de consciência
Desmaio ou síncope
Hemorragias (ferimentos, epistaxe)
Crise de asma
Febre alta
Situações /queixa, referidas ou observadas,
imediatamente identificadas como
classificação AMARELA
EIXO AZUL – CLASSIFICAÇÃO DE RISCO
ACOLHIMENTO COM
CLASSIFICAÇÃO DE RISCO
COMO IMPLANTAR ?
Pressupostos
• Metodologias interativas e escuta das propostas de ações para
aprimorar a capacidade de compreender e analisar o processo de
trabalho para sua implantação e efetivação;
• O trabalho de equipe é fundamental como estratégia de
interferência no processo de produção de saúde levando em conta
que sujeitos/trabalhadores quando mobilizados são capazes de
transformar realidades transformando-se a si próprios neste mesmo
processo.
Recomendações
• Grande oficina de sensibilização para discussão sobre o
Acolhimento com Classificação de Risco com TODO o P.A.
(contexto , conceitos e fluxos internos e externos) e com os usuários
• Constituição de um GT de planejamento e operacionalização da
implantação do Acolhimento com Classificação de Risco
• Elaboração do Plano de Trabalho com envolvimento da equipe
multidisciplinar
Recomendações
• Adequação da área física com a discussão da ambiência e
sinalização na unidade de urgência e emergência com participação
ampla do colegiado da unidade;
• Elaboração do Protocolo de Atendimento com apoio da equipe
multidisciplinar
• Elaboração de material de divulgação;
• Reuniões com Conselhos de Saúde, Fórum de urgência/emergência
• Participação dos usuários na divulgação
Recomendações
• Realização de Oficinas de Sensibilização com os trabalhadores da
unidade de urgência e emergência(recepcionistas, porteiros,
auxiliares de enfermagem,médicos, segurança,enfermeiras) para
discussão dos conceitos e fluxos;
• Seleção no quadro existente e capacitação dos trabalhadores com
perfil para serem os acolhedores entre auxiliares de enfermagem,
funcionários administrativos e estagiários.
Implantação
• Redimensionamento da equipe e recrutamento/remanejamento de
Assistentes Sociais e Psicólogas para a unidade de urgência e
emergência
• Capacitação da enfermagem (enfermeiras e auxiliares) com perfil para
a execução do Acolhimento com Classificação de Risco
• Construção e distribuição do Protocolo de Acolhimento com
Classificação de Risco para todos os funcionários da Unidade de
urgência e emergência para conhecimento e sugestões de melhoria.
• Treinamento em BLS para todas as pessoas que trabalham na urgência
Implantação
• Envolvimento do Conselho Local de Saúde na orientação
aos usuários e presença da equipe da Diretoria de
Urgência e Emergência apoiando a fase inicial de
implantação
• Reuniões rápidas, rodas, com a Equipe do Acolhimento
para solução de problemas identificados
• Mensuração dos atendimentos e dos tempos
• Discussão com a equipe médica e de coordenadores da
unidade de urgência e emergência para adequação dos
fluxos de atendimento
Avaliação e Adequação
• Análise diária dos dados obtidos pela classificação de risco
• Pesquisa sobre grau de satisfação dos usuários e trabalhadores
• Identificação de problemas externos que impactam diretamente no
atendimento do serviço
• Revisão do fluxo de atendimento
• Revisão do protocolo e nova capacitação da enfermagem
• Reuniões periódicas de avaliação da implantação com
levantamento dos problemas e sugestões de soluções

acolhimento e classificação de risco.ppt

  • 1.
    ACOLHIMENTO COM CLASSIFICAÇÃO DE RISCO KARINEBARBOSA INSTRUTORA GESCOM SENAC/PI
  • 2.
    Vamos realizar umaatividade que nos ajudará a explorar nossas experiências prévias com agendamento de consultas e procedimentos, bem como situações em que a classificação de risco foi necessária. Dividam-se em grupos de quatro pessoas, por favor. Vocês terão 30 minutos para listar as situações que já vivenciaram relacionadas ao agendamento e à classificação de risco em serviços de saúde. Pode ser desde situações simples até casos mais complexos. Depois, escolham um representante para compartilhar as principais experiências do grupo com a turma. Atividade 1
  • 3.
    análise - dograu de necessidade do usuário e ordenação – do atendimento de acordo com nível de necessidade Com base em técnica (protocolos), experiência, postura .....e não somente a subjetividade e sensibilidade de quem está na porta Classificação de Risco
  • 4.
    Objetivos da classificaçãode risco • Identificar prontamente condições de risco de perder a vida  passar na frente ! • Agir no tempo terapêutico • Organizar processo de trabalho e espaço físico do PS – “eixo azul” • Diminuir a superlotação
  • 5.
    Objetivos da classificaçãode risco • Extinguir a triagem por porteiro, recepcionista. (primeiro contato com um profissional de saúde) • Extinguir a triagem médica, geralmente baseada na pergunta “quem não vou atender ?” • Priorizar de acordo com critérios clínicos (e não por ordem de chegada, ou de acordo com a sensibilidade de quem recebe) .
  • 6.
    Objetivos da classificaçãode risco • Informar os pacientes e familiares a expectativa de atendimento e tempo de espera (diminuir a ansiedade gerada pelo que é desconhecido) • Esclarecer a comunidade sobre a forma de atendimento • Realizar, quando necessário, encaminhamento responsável com garantia de acesso à rede de atenção.
  • 7.
    • Diminuição daansiedade dos profissionais e usuários. • Melhoria das relações interpessoais na equipe da emergência • Padronização de dados para estudos, pesquisas e planejamentos. • Aumento da satisfação do usuário Outros resultados
  • 8.
  • 10.
    A chegada aoPronto Socorro Eixo VERMELHO = emergência Visível amplamente, distinto e exclusivo. Acesso coberto para ambulâncias Sinal sonoro disponível Sala disponível Recebimento e estabilização dos pacientes graves.
  • 11.
    EIXO VERMELHO • Materiaise equipamentos: Assistência Ventilatória Assistência Circulatória Drogas e soluções Materiais complementares • Privacidade do paciente • Acolhimento da rede social
  • 12.
    EIXO VERMELHO Após estabilização Área amarela : pacientes críticos CTI  Área verde : pacientes estáveis, observação. internação, transferência, alta. Envolvimento da REDE ASSISTENCIAL
  • 13.
    EIXO AZUL Acolhimento comClassificação de Risco Local amplo Local para o primeiro contato de fácil identificação: é para a “central de acolhimento” que o usuário se dirige ao chegar no Pronto Atendimento 1. Acolhimento dos casos menos graves 2. Classificação de risco 3. Atendimento médico
  • 14.
    EIXO AZUL -CENTRAL DE ACOLHIMENTO 4. Direciona para a área de atendimento adequada: suturas, pediatria (os que não passam pela classificação de risco) 5. Orienta os usuários com demanda “administrativa” (informações, marcar consulta, visitar pacientes..) para outra área / ou fornece as informações 6. Encaminha o restante para classificação de risco
  • 15.
    EIXO AZUL -CENTRAL DE ACOLHIMENTO 1. Acolhe e identifica a demanda do usuário 2. Identifica emergências e direciona para eixo vermelho 3. Identifica necessidade de consulta médica imediata  pré classificação rápida com base no Suporte Básico de Vida e no protocolo de classificação de risco
  • 16.
    EIXO AZUL -CENTRAL DE ACOLHIMENTO Além disso: Acolhe a rede social Informa Registra o atendimento
  • 17.
    Consultório de enfermagempara classificação de risco Consultórios médicos, serviço social Consultórios para avaliação - especialidades Área de procedimentos e observação curta Sala(s) de espera Protocolos Manual de Informações EIXO AZUL – CLASSIFICAÇÃO DE RISCO
  • 18.
    Eixo vermelho EMERGÊNCIA Eixo azulOrientação administrativa Classificação de risco Vermelho Amarelo Verde Azul Acolhimento com pré-classificação Identificação rápida Consulta médica rápida Consulta médica com espera Serviço social Maternidade, pediatria, suturas
  • 19.
    Situações / queixaimediatamente identificadas como classificação VERMELHA Alguns exemplos: Politraumatizado grave Trauma Crânio Encefálico Grave Coma Comprometimento da coluna cervical Parada cardiorespiratória Desconforto respiratório grave Dor no peito e falta de ar Ferimentos perfurantes (armas de fogo) Grandes queimaduras EIXO AZUL - CLASSIFICAÇÃO DE RISCO
  • 20.
    Alguns exemplos: Cefaléia intensa,dor torácica intensa, dor abdominal aguda  qualquer dor intensa Diminuição no nível de consciência Desmaio ou síncope Hemorragias (ferimentos, epistaxe) Crise de asma Febre alta Situações /queixa, referidas ou observadas, imediatamente identificadas como classificação AMARELA EIXO AZUL – CLASSIFICAÇÃO DE RISCO
  • 21.
    ACOLHIMENTO COM CLASSIFICAÇÃO DERISCO COMO IMPLANTAR ?
  • 22.
    Pressupostos • Metodologias interativase escuta das propostas de ações para aprimorar a capacidade de compreender e analisar o processo de trabalho para sua implantação e efetivação; • O trabalho de equipe é fundamental como estratégia de interferência no processo de produção de saúde levando em conta que sujeitos/trabalhadores quando mobilizados são capazes de transformar realidades transformando-se a si próprios neste mesmo processo.
  • 23.
    Recomendações • Grande oficinade sensibilização para discussão sobre o Acolhimento com Classificação de Risco com TODO o P.A. (contexto , conceitos e fluxos internos e externos) e com os usuários • Constituição de um GT de planejamento e operacionalização da implantação do Acolhimento com Classificação de Risco • Elaboração do Plano de Trabalho com envolvimento da equipe multidisciplinar
  • 24.
    Recomendações • Adequação daárea física com a discussão da ambiência e sinalização na unidade de urgência e emergência com participação ampla do colegiado da unidade; • Elaboração do Protocolo de Atendimento com apoio da equipe multidisciplinar • Elaboração de material de divulgação; • Reuniões com Conselhos de Saúde, Fórum de urgência/emergência • Participação dos usuários na divulgação
  • 25.
    Recomendações • Realização deOficinas de Sensibilização com os trabalhadores da unidade de urgência e emergência(recepcionistas, porteiros, auxiliares de enfermagem,médicos, segurança,enfermeiras) para discussão dos conceitos e fluxos; • Seleção no quadro existente e capacitação dos trabalhadores com perfil para serem os acolhedores entre auxiliares de enfermagem, funcionários administrativos e estagiários.
  • 26.
    Implantação • Redimensionamento daequipe e recrutamento/remanejamento de Assistentes Sociais e Psicólogas para a unidade de urgência e emergência • Capacitação da enfermagem (enfermeiras e auxiliares) com perfil para a execução do Acolhimento com Classificação de Risco • Construção e distribuição do Protocolo de Acolhimento com Classificação de Risco para todos os funcionários da Unidade de urgência e emergência para conhecimento e sugestões de melhoria. • Treinamento em BLS para todas as pessoas que trabalham na urgência
  • 27.
    Implantação • Envolvimento doConselho Local de Saúde na orientação aos usuários e presença da equipe da Diretoria de Urgência e Emergência apoiando a fase inicial de implantação • Reuniões rápidas, rodas, com a Equipe do Acolhimento para solução de problemas identificados • Mensuração dos atendimentos e dos tempos • Discussão com a equipe médica e de coordenadores da unidade de urgência e emergência para adequação dos fluxos de atendimento
  • 28.
    Avaliação e Adequação •Análise diária dos dados obtidos pela classificação de risco • Pesquisa sobre grau de satisfação dos usuários e trabalhadores • Identificação de problemas externos que impactam diretamente no atendimento do serviço • Revisão do fluxo de atendimento • Revisão do protocolo e nova capacitação da enfermagem • Reuniões periódicas de avaliação da implantação com levantamento dos problemas e sugestões de soluções