SlideShare uma empresa Scribd logo
SAE
Sistematização da
Assistência de
Enfermagem
Enf. Flavia Zulin – Fevereiro/2013
DEFINIÇÃO
DEFINIÇÃO

“ A SAE é uma ferramenta que favorece a melhora da
prática assistencial com base no conhecimento, no
pensamento e na tomada de decisão clínica com o suporte
de evidências científicas, obtidas a partir da avaliação dos
dados subjetivos e objetivos do indivíduo, da família e da
comunidade.” Bartira de Aguiar Roza
SAE: Por que implantá-la?

• A globalização e as políticas públicas de saúde têm gerado a
necessidade de uma reorganização da assistência prestada
aos pacientes;
• Obtenção e análise de indicadores de saúde que permitam:
- a troca de informações;
- a avaliação e o acompanhamento da qualidade dos serviços
prestados à população.
• A constante demanda das instituições de saúde para
maximizar recursos, diminuir custos e aumentar a qualidade
da assistência têm exigido da enfermagem o aprimoramento
de suas atividades.
PROCESSO DE ENFERMAGEM
•

Sistematizar a assistência é apropriar-se de um método de trabalho denominado:
Processo de Enfermagem;

•

Método sistemático de prestação de cuidados humanizados, que enfoca a
obtenção de resultados desejados de uma maneira rentável:

-

Método: jeito de desenvolver
Sistemático: segue passos
Humanizados: respeita crenças, satisfação de necessidades
Resultados: estabelecidos pelo conhecimento
Rentável: gera lucro

•

O PE fornece estrutura para a tomada de decisão durante a assistência, tornando-a
mais científica e menos intuitiva;
Uma teoria de enfermagem é implementada na prática por meio desse método
científico.

•
PROCESSO DE ENFERMAGEM

Conhecimento sobre teorias de enfermagem, PE,
semiologia, fisiologia, patologia, gerenciamento

oAssistir o paciente/ a família/ a comunidade
oObter indicadores de saúde a partir dos registros em
prontuário
oAvaliar a qualidade da assistência prestada
oMensurar a contribuição para melhora do quadro dos
pacientes
TEORIAS DE ENFERMAGEM
• Florence Nightingale (1820 – 1910) afirmava que a enfermagem requeria
conhecimentos distintos daqueles da medicina;
• Conhecimento de enfermagem direcionado às pessoas, às condições em
que elas viviam e em como o ambiente poderia atuar, positivamente ou
não, sobre a saúde delas;
• Entretanto a enfermagem assumiu uma orientação profissional dirigida
para o imediatismo, baseando-se em ações práticas, de modo intuitivo e
não sistematizado;
• Centralização das ações na doença e não no paciente: estagnação da
profissão.
TEORIAS DE ENFERMAGEM

• Guerras
mundiais,
movimentos
femininos
de
reivindicação,
desenvolvimento das ciências e da educação, modificações socioeconômicas e políticas;
• Questionamento e reflexão acerca da prática de enfermagem: condições
menos servis para a profissão e consciência da necessidade de melhor
preparo das enfermeiras;
• Percebeu-se a necessidade de se desenvolver um corpo específico e
organizado de conhecimentos sobre a profissão, difundindo-se a
preocupação com o significado da enfermagem e com seu papel social.
TEORIAS DE ENFERMAGEM
• 1940: cuidado de enfermagem enfatizado como um processo
interpessoal;
• 1950:
- assistência holística, enfoque do ser humano;
- sugeria-se que os diagnósticos de enfermagem deveriam ser
diferentes dos diagnósticos médicos;
- Intensa busca de identidade profissional.
• 1960: os modelos teóricos foram elaborados para retratar
conceitos, descrever, explicar, prever o fenômeno e
determinar o campo de domínio da profissão.
TEORIAS DE ENFERMAGEM
• Houve uma busca por respostas para questões acerca de:
- Quem era o enfermeiro?
- Quem era a pessoa-alvo do cuidado?
- Quais conceitos deveriam orientar o modelo de assistência de
enfermagem?
- Como poderiam tornar esses conceitos conhecidos para os
profissionais, de modo que pudessem guiar a prática clínica
mantendo a consonância com as políticas das instituições de
saúde?
TEORIAS DE ENFERMAGEM
• 1960, Wanda de Aguiar Horta: elaborou a Teoria das
Necessidades Humanas Básicas (NHB) – uma nova visão da
enfermagem no Brasil;
• Teoria da Motivação Humana de
de Abraham Maslow
TEORIAS DE ENFERMAGEM
• Teoria de João Mohana: necessidades em nível psicobiológico,
psicossocial e psicoespiritual;
Classificação das Necessidades Humanas Básicas por João Mohana
Necessidades Psicobiológicas

Necessidades Psicossociais

Oxigenação

Segurança, amor, liberdade

Hidratação, nutrição, eliminação

Comunicação, criatividade, aprendizagem

Sono e repouso, exercício e atividade física

Sociabilidade, recreação, lazer

Sexualidade, abrigo

Espaço, orientação no tempo e espaço

Mecânica corporal, motilidade, locomoção

Aceitação, autorrealização, autoestima

Cuidado corporal

Participação

Integridade cutaneomucosa e física

Autoimagem

Regulação: térmica, hormonal, neurológica, hidrossalina,
eletrolítica, imunológica, crescimento celular e vascular

Atenção

Percepção: olfatória, visual, auditiva, tátil, gustativa,
dolorosa
Ambiente e terapêutica

Necessidades Psicoespirituais
religiosa ou teológica, ética ou de filosofia de vida
TEORIAS DE ENFERMAGEM

“ A enfermagem como parte integrante da equipe de saúde
implementa estados de equilíbrio, previne estados de
desequilíbrio e os reverte em equilíbrio pela assistência ao ser
humano no atendimento de suas necessidades básicas. Procura,
portanto, sempre reconduzi-lo à situação de equilíbrio dinâmico
no tempo e espaço.” (Wanda Horta)
TEORIAS DE ENFERMAGEM

• 1970: grande impulso da literatura sobre as teorias de
enfermagem;
• 1980/90: teorias passaram a subsidiar a assistência de
enfermagem em instituições de saúde;
• Atualmente as teorias vêm sendo cada vez mais
implementadas na prática aumentando a possibilidade de
melhora na qualidade da assistência.
TEORIAS DE ENFERMAGEM
• O uso das teorias de enfermagem:
- Oferece estrutura e organização ao conhecimento de
enfermagem;
- Proporciona um meio sistemático de coletar dados;
- Promove a prática racional e sistemática;
- Torna a prática direcionada por metas e resultados;
- Determina a finalidade da prática de enfermagem;
- Promove um cuidado coordenado e menos fragmentado.
TEORIAS DE ENFERMAGEM
TEORIAS DE ENFERMAGEM
TEORIAS DE ENFERMAGEM
ESCOLHA DE UMA TEORIA
• Para escolher uma teoria de enfermagem para fundamentar a sua prática
o enfermeiro precisa:
-

Conhecer a realidade do setor em que trabalha;
O perfil dos enfermeiros que trabalham nessa unidade;
A clientela atendida neste serviço;

-

Exemplo: enfermeiro de Programa da Saúde da Família (PSF), deve utilizar
uma teoria que conceitue
Pessoa: indivíduo, família e ou/comunidade;
Ambiente: comunidade em que essa pessoa vive;
Saúde: diretrizes do PSF;
Enfermeiro: agente de promoção da saúde.

o
o
o
o
POR QUE ESCOLHER UMA
TEORIA?
• É um alicerce estrutural para a implantação da SAE;
• Decreto lei 94406/87: definiu a elaboração da prescrição de enfermagem
atividade privativa do enfermeiro e contribuiu para uma maior
incorporação da SAE;
• Resolução 358/2009 do COFEN preconiza que a assistência de
enfermagem deve ser sistematizada implantando-se o Processo de
Enfermagem (PE);
• Caso contrário, a tendência é que o enfermeiro continue respaldando suas
ações no modelo biomédico, o qual direciona as ações para o tratamento
da doença.
POR QUE ESCOLHER UMA
TEORIA?

• Foco do médico: “A Sra. Garcia tem dor e edema em todas as
articulações.
Diagnóstico:
antiinflamatórios.”

artrite

reumatóide.

Tratamento:

• Foco da enfermagem: “A Sra. Garcia tem dor e edema em todas as
articulações, o que dificulta a alimentação e o vestir-se. Ela mencionou a
dificuldade de sentir-se valorizada, quando nem mesmo consegue
alimentar-se. Relata estar deprimida pela falta que sente dos dois netos
menores. Necessitamos desenvolver um plano para ajudá-la em sua dor,
auxiliá-la a alimentar-se e a vestir-se, a elaborar seus sentimentos de baixa
auto-estima e para providenciar visita dos netos.”
PROCESSO DE ENFERMAGEM
INVESTIGAÇÃO
• Anamnese, exame físico e exames laboratoriais;
• Obtenção de um quadro do estado de saúde do indivíduo, da
família e da comunidade;
• Identificar as necessidades, os problemas, as preocupações e
as reações humanas;
• A precisão, a eficiência, a eficácia e a segurança de todas as
outras etapas do processo de enfermagem, dependem de uma
coleta de dados fidedignos, relevantes e abrangentes;
• Uma investigação imprecisa, vaga ou incompleta, coloca o
paciente em risco para o cuidado ineficaz, ineficiente e
inseguro.
INVESTIGAÇÃO
• Coleta de dados: processo permanente
• Você está de plantão na UTI e o técnico de enfermagem a (o)
comunica que o paciente MRR está taquicárdico, FC 120bpm.
Você vai até o leito, avalia o paciente e atribui a alteração à
febre (38°C), diante disso você orienta o técnico a medicar o
paciente conforme a prescrição médica. Uma hora após o
técnico volta a comunicá-la(o) o mesmo problema: paciente
continua taquicárdico.
INVESTIGAÇÃO
- Dados diretos: coletados diretamente do paciente
- Dados indiretos: obtidos por outras fontes como família,
prontuário, outros profissionais da equipe multiprofissional,
resultado de exames laboratoriais ...
- Dados objetivos: o que é observável, ex.: PA 160x100mmHg,
alterações isquêmicas no ECG e saturação de oxigênio de 88%
- Dados subjetivos: o que o indivíduo afirma, ex.: falta de ar e
intensa dor no peito
- Um tipo complementa e esclarece o outro, o que é observado
confirma o que o paciente diz.
INVESTIGAÇÃO
• Investigação completa: geralmente feita na admissão, abarca
todos os aspectos de uma estrutura investigativa de
enfermagem, como os 11 padrões funcionais (Gordon);
• Investigação focalizada: concentra-se em determinado
assunto ou preocupação, como dor, sono ou padrão
respiratório.
INVESTIGAÇÃO
• Validação dos Dados:
- Verificação de que suas informações são verdadeiras e completas;
- Mais de um indício, maior a probabilidade de ser verdadeiro; mais
de uma fonte, maior a probabilidade de veracidade;
- Verifique novamente informações extremamente anormais, o
funcionamento do seu equipamento;
- Procure fatores que possam alterar a precisão;
- Peça a outra pessoa para coletar os mesmos dados;
- Compare dados subjetivos e objetivos;
- Verifique suas inferências com o paciente;
- Compare suas impressões com as de outros membros da equipe.
INVESTIGAÇÃO
• Agrupamento do Dados:
- Pode ser feito de diversas maneiras de acordo com sua
finalidade;
- Identificar os diagnósticos de enfermagem: padrões
funcionais de saúde de Gordon;
- Estabelecer prioridades: necessidades humanas de Maslow;
- Identificar os sinais e sintomas de possíveis problemas
clínicos: modelo médico de sistemas orgânicos.
INVESTIGAÇÃO
• Padrões Funcionais de Saúde (Gordon)
-

Percepção de saúde – controle de saúde;
Padrões nutricionais e metabólicos;
Eliminação;
Atividade e exercício;
Cognitivo – perceptivo;
Sono – repouso;
Auto percepção – autoconceito;
Papel – relacionamento;
Sexualidade – reprodução;
Enfrentamento – tolerância ao estresse;
Valor – crença.
INVESTIGAÇÃO
• Necessidades Humanas (Maslow)
 Prioridade 1 - Necessidades fisiológicas (sobrevivência):
alimento, líquidos, oxigênio, eliminação, calor, conforto físico ;
 Prioridade 2 – Necessidades de segurança e proteção: coisas
necessárias para segurança física e psicológica ;
 Prioridade 3 – Necessidade de amor e pertencimento: família e
pessoas significativas;
 Prioridade 4 – Necessidade de autoestima: coisas que façam com
que as pessoas sintam-se bem e confiantes ;
 Prioridade 5 – Necessidades de auto atualização: crescer, mudar
e atingir metas.
INVESTIGAÇÃO
• Sistemas Orgânicos
-

Perfil do paciente: nome, idade, motivo para a procura de atendimento de
saúde, sinais vitais, diagnósticos conhecidos, alergias ou problemas com a
dieta;

o
o
o
o
o
o
o

Dados suspeitos de anormalidade agrupados nos seguintes sistemas:
Nervoso
Respiratório
Cardiovascular
Geniturinário
Gastrintestinal
Musculoesquelético
Tegumentar
INVESTIGAÇÃO
• Identificação de Padrões
- Elencar o que é relevante;
- Direcionar a investigação para procurar os fatores causais.
o O familiar da paciente MLZ, 70 anos, a(o) chama aflita para
explicar que sua mãe está agitada, confusa e inquieta, pensa
que está em casa e quer sair do leito.
INVESTIGAÇÃO
• Identificação de Padrões
- Elencar o que é relevante;
- Direcionar a investigação para procurar os fatores causais.
o O familiar da paciente MLZ, 70 anos, a(o) chama aflita para
explicar que sua mãe está agitada, confusa e inquieta, pensa
que está em casa e quer sair do leito.
o Fatores causais: delírio, má perfusão cerebral, demência,
abstinência ...
INVESTIGAÇÃO
• Comunicação e Registro de Dados
- Dados significativos ou anormais devem ser registrados e
comunicados;
- Assegurar que outros membros da equipe multiprofissional
tenham conhecimento da situação do paciente;
- Promove continuidade da assistência;
- Respaldo legal.
INVESTIGAÇÃO
• O relacionamento enfermeiro-paciente é fundamental
para o bom desfecho do trabalho;
• Conhecimentos de semiologia e semiotécnica;
• O enfermeiro deve lançar mão de seus conhecimentos e
coletar os dados a partir de um referencial teórico;
• O profissional deve se direcionar pelos conceitos da
teoria e realizar a anamnese e o exame físico guiados
pelo modelo conceitual.
INVESTIGAÇÃO
RESUMO
• A SAE é uma metodologia científica de que o profissional
enfermeiro dispõe para aplicar seus conhecimentos
técnico-científicos e humanos na assistência aos
pacientes;
• O método científico que deve ser utilizado para a SAE é
denominado Processo de Enfermagem que compreende
etapas como Investigação, Diagnóstico de Enfermagem,
Planejamento, Implementação e Avaliação;
• Uma Teoria de Enfermagem é implementada na prática
por meio desse método científico;
RESUMO
• Realizar um diagnóstico prévio das características da
unidade, das demandas de pacientes e profissionais e dos
papéis desempenhados pelo corpo de enfermagem deve
ser a primeira etapa para a escolha da teoria;
• Para que a SAE realmente ocorra, torna-se necessária a
comunhão entre os conceitos do marco teórico e a conduta
dos profissionais de enfermagem;
• A Investigação (anamnese e exame físico) pode ser
realizada em cinco passos: coleta, validação,
agrupamento dos dados, identificação de padrões,
comunicação e registro de dados.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

AULA PROCESSO DE ENFERMAGEM.pdf
AULA PROCESSO DE ENFERMAGEM.pdfAULA PROCESSO DE ENFERMAGEM.pdf
AULA PROCESSO DE ENFERMAGEM.pdf
nagelasouza1
 
Diagnósticos de Enfermagem: Uso das Taxonomias (NANDA, NIC, NOC e CIPE)
Diagnósticos de Enfermagem: Uso das Taxonomias (NANDA, NIC, NOC e CIPE)Diagnósticos de Enfermagem: Uso das Taxonomias (NANDA, NIC, NOC e CIPE)
Diagnósticos de Enfermagem: Uso das Taxonomias (NANDA, NIC, NOC e CIPE)
resenfe2013
 
Aula 1 o ..
Aula 1 o ..Aula 1 o ..
Aula 1 o ..
Vanessa Farias
 
Segurança do paciente
Segurança do pacienteSegurança do paciente
Segurança do paciente
HIAGO SANTOS
 
Administração em enfermagem hupe 2012
Administração em enfermagem hupe 2012Administração em enfermagem hupe 2012
Administração em enfermagem hupe 2012
Ismael Costa
 
1a Aula- A enfermagem como profissão,_Cnceitos SAE e PE.pptx
1a Aula- A enfermagem como profissão,_Cnceitos SAE e PE.pptx1a Aula- A enfermagem como profissão,_Cnceitos SAE e PE.pptx
1a Aula- A enfermagem como profissão,_Cnceitos SAE e PE.pptx
Socorro Carneiro
 
Unidade de Terapia Intensiva (parte 1)
Unidade de Terapia Intensiva (parte 1)Unidade de Terapia Intensiva (parte 1)
Unidade de Terapia Intensiva (parte 1)
Will Nunes
 
O papel do enfermeiro em Saúde Mental e Psiquiatria
O papel do enfermeiro em Saúde Mental e PsiquiatriaO papel do enfermeiro em Saúde Mental e Psiquiatria
O papel do enfermeiro em Saúde Mental e Psiquiatria
Aliny Lima
 
Enfermagem o papel e a importância
Enfermagem   o papel e a importânciaEnfermagem   o papel e a importância
Enfermagem o papel e a importância
Célia Costa
 
HistóRia Da Enfermagem No Brasil
HistóRia Da Enfermagem No BrasilHistóRia Da Enfermagem No Brasil
HistóRia Da Enfermagem No Brasil
Eduardo Gomes da Silva
 
História da enfermagem
História da enfermagemHistória da enfermagem
História da enfermagem
Fernanda Marinho
 
Sinais vitais
Sinais vitaisSinais vitais
Sinais vitais
Marcos Antonio
 
Aula 3 Sistematização da Assistência de Enfermagem – SAE (2) (1).pdf
Aula 3 Sistematização da Assistência de Enfermagem – SAE  (2) (1).pdfAula 3 Sistematização da Assistência de Enfermagem – SAE  (2) (1).pdf
Aula 3 Sistematização da Assistência de Enfermagem – SAE (2) (1).pdf
LarissaMachado97
 
Aula introducao à segurança do paciente
Aula introducao à segurança do pacienteAula introducao à segurança do paciente
Aula introducao à segurança do paciente
Proqualis
 
AULA 1 - HISTÓRIA DA ENFERMAGEM.pdf
AULA 1 - HISTÓRIA DA ENFERMAGEM.pdfAULA 1 - HISTÓRIA DA ENFERMAGEM.pdf
AULA 1 - HISTÓRIA DA ENFERMAGEM.pdf
CASA
 
Aula 1 historia da enfermagem enf3
Aula 1  historia da enfermagem enf3Aula 1  historia da enfermagem enf3
Aula 1 historia da enfermagem enf3
FernandaEvangelista17
 
1ª aula introducao de-enfermagem
1ª aula introducao de-enfermagem1ª aula introducao de-enfermagem
1ª aula introducao de-enfermagem
Elter Alves
 
Roteiro de Admissão, Evolução, Transferência e Alta hospitalar.
Roteiro de Admissão, Evolução, Transferência e Alta hospitalar.Roteiro de Admissão, Evolução, Transferência e Alta hospitalar.
Roteiro de Admissão, Evolução, Transferência e Alta hospitalar.
Ravenny Caminha
 
Posicionamento paciente
Posicionamento pacientePosicionamento paciente
Posicionamento paciente
Fernando de Oliveira Dutra
 
Unidade de Terapia Intensiva (parte 2)
Unidade de Terapia Intensiva (parte 2)Unidade de Terapia Intensiva (parte 2)
Unidade de Terapia Intensiva (parte 2)
Will Nunes
 

Mais procurados (20)

AULA PROCESSO DE ENFERMAGEM.pdf
AULA PROCESSO DE ENFERMAGEM.pdfAULA PROCESSO DE ENFERMAGEM.pdf
AULA PROCESSO DE ENFERMAGEM.pdf
 
Diagnósticos de Enfermagem: Uso das Taxonomias (NANDA, NIC, NOC e CIPE)
Diagnósticos de Enfermagem: Uso das Taxonomias (NANDA, NIC, NOC e CIPE)Diagnósticos de Enfermagem: Uso das Taxonomias (NANDA, NIC, NOC e CIPE)
Diagnósticos de Enfermagem: Uso das Taxonomias (NANDA, NIC, NOC e CIPE)
 
Aula 1 o ..
Aula 1 o ..Aula 1 o ..
Aula 1 o ..
 
Segurança do paciente
Segurança do pacienteSegurança do paciente
Segurança do paciente
 
Administração em enfermagem hupe 2012
Administração em enfermagem hupe 2012Administração em enfermagem hupe 2012
Administração em enfermagem hupe 2012
 
1a Aula- A enfermagem como profissão,_Cnceitos SAE e PE.pptx
1a Aula- A enfermagem como profissão,_Cnceitos SAE e PE.pptx1a Aula- A enfermagem como profissão,_Cnceitos SAE e PE.pptx
1a Aula- A enfermagem como profissão,_Cnceitos SAE e PE.pptx
 
Unidade de Terapia Intensiva (parte 1)
Unidade de Terapia Intensiva (parte 1)Unidade de Terapia Intensiva (parte 1)
Unidade de Terapia Intensiva (parte 1)
 
O papel do enfermeiro em Saúde Mental e Psiquiatria
O papel do enfermeiro em Saúde Mental e PsiquiatriaO papel do enfermeiro em Saúde Mental e Psiquiatria
O papel do enfermeiro em Saúde Mental e Psiquiatria
 
Enfermagem o papel e a importância
Enfermagem   o papel e a importânciaEnfermagem   o papel e a importância
Enfermagem o papel e a importância
 
HistóRia Da Enfermagem No Brasil
HistóRia Da Enfermagem No BrasilHistóRia Da Enfermagem No Brasil
HistóRia Da Enfermagem No Brasil
 
História da enfermagem
História da enfermagemHistória da enfermagem
História da enfermagem
 
Sinais vitais
Sinais vitaisSinais vitais
Sinais vitais
 
Aula 3 Sistematização da Assistência de Enfermagem – SAE (2) (1).pdf
Aula 3 Sistematização da Assistência de Enfermagem – SAE  (2) (1).pdfAula 3 Sistematização da Assistência de Enfermagem – SAE  (2) (1).pdf
Aula 3 Sistematização da Assistência de Enfermagem – SAE (2) (1).pdf
 
Aula introducao à segurança do paciente
Aula introducao à segurança do pacienteAula introducao à segurança do paciente
Aula introducao à segurança do paciente
 
AULA 1 - HISTÓRIA DA ENFERMAGEM.pdf
AULA 1 - HISTÓRIA DA ENFERMAGEM.pdfAULA 1 - HISTÓRIA DA ENFERMAGEM.pdf
AULA 1 - HISTÓRIA DA ENFERMAGEM.pdf
 
Aula 1 historia da enfermagem enf3
Aula 1  historia da enfermagem enf3Aula 1  historia da enfermagem enf3
Aula 1 historia da enfermagem enf3
 
1ª aula introducao de-enfermagem
1ª aula introducao de-enfermagem1ª aula introducao de-enfermagem
1ª aula introducao de-enfermagem
 
Roteiro de Admissão, Evolução, Transferência e Alta hospitalar.
Roteiro de Admissão, Evolução, Transferência e Alta hospitalar.Roteiro de Admissão, Evolução, Transferência e Alta hospitalar.
Roteiro de Admissão, Evolução, Transferência e Alta hospitalar.
 
Posicionamento paciente
Posicionamento pacientePosicionamento paciente
Posicionamento paciente
 
Unidade de Terapia Intensiva (parte 2)
Unidade de Terapia Intensiva (parte 2)Unidade de Terapia Intensiva (parte 2)
Unidade de Terapia Intensiva (parte 2)
 

Destaque

Livreto sae
Livreto saeLivreto sae
Livreto sae
Adrize Porto
 
Estudo de caso SAE
Estudo de caso SAEEstudo de caso SAE
Estudo de caso SAE
Luana Santos
 
Estudo de caso: Assistência de Enfermagem ao paciente com síndrome de wolff-P...
Estudo de caso: Assistência de Enfermagem ao paciente com síndrome de wolff-P...Estudo de caso: Assistência de Enfermagem ao paciente com síndrome de wolff-P...
Estudo de caso: Assistência de Enfermagem ao paciente com síndrome de wolff-P...
resenfe2013
 
Sae pronto unic
Sae pronto unicSae pronto unic
Sae pronto unic
Gabriela Severo Minghelli
 
Diagnóstico de enfermagem
Diagnóstico de enfermagemDiagnóstico de enfermagem
Diagnóstico de enfermagem
danilo oliveira
 
Apresentação - Estudo de Caso Clínico
Apresentação - Estudo de Caso ClínicoApresentação - Estudo de Caso Clínico
Apresentação - Estudo de Caso Clínico
Letícia Gonzaga
 
Estudo de Caso - Diagnóstico de Enfermagem
Estudo de Caso - Diagnóstico de EnfermagemEstudo de Caso - Diagnóstico de Enfermagem
Estudo de Caso - Diagnóstico de Enfermagem
Yasmin Casini
 

Destaque (7)

Livreto sae
Livreto saeLivreto sae
Livreto sae
 
Estudo de caso SAE
Estudo de caso SAEEstudo de caso SAE
Estudo de caso SAE
 
Estudo de caso: Assistência de Enfermagem ao paciente com síndrome de wolff-P...
Estudo de caso: Assistência de Enfermagem ao paciente com síndrome de wolff-P...Estudo de caso: Assistência de Enfermagem ao paciente com síndrome de wolff-P...
Estudo de caso: Assistência de Enfermagem ao paciente com síndrome de wolff-P...
 
Sae pronto unic
Sae pronto unicSae pronto unic
Sae pronto unic
 
Diagnóstico de enfermagem
Diagnóstico de enfermagemDiagnóstico de enfermagem
Diagnóstico de enfermagem
 
Apresentação - Estudo de Caso Clínico
Apresentação - Estudo de Caso ClínicoApresentação - Estudo de Caso Clínico
Apresentação - Estudo de Caso Clínico
 
Estudo de Caso - Diagnóstico de Enfermagem
Estudo de Caso - Diagnóstico de EnfermagemEstudo de Caso - Diagnóstico de Enfermagem
Estudo de Caso - Diagnóstico de Enfermagem
 

Semelhante a Sae aula .. (1)

Atenção à saúde no nível secundário e terciário
Atenção à saúde no nível secundário e terciárioAtenção à saúde no nível secundário e terciário
Atenção à saúde no nível secundário e terciário
UNIME
 
TEORIAS DE ENF.pptx
TEORIAS DE ENF.pptxTEORIAS DE ENF.pptx
TEORIAS DE ENF.pptx
Milena Ramos
 
Slaid 1 fundamentos da enfermagem
Slaid 1 fundamentos da enfermagemSlaid 1 fundamentos da enfermagem
Slaid 1 fundamentos da enfermagem
Rosiane Maria
 
oncologia.ppt
oncologia.pptoncologia.ppt
oncologia.ppt
marcsilva22
 
Aula 6 - Gestão dos Serviços de Enfermagem.pdf
Aula 6 - Gestão dos Serviços de Enfermagem.pdfAula 6 - Gestão dos Serviços de Enfermagem.pdf
Aula 6 - Gestão dos Serviços de Enfermagem.pdf
marrudo64
 
AULA Enf Domiciliar Unid_01 (1), aula teorica
AULA Enf Domiciliar Unid_01 (1), aula teoricaAULA Enf Domiciliar Unid_01 (1), aula teorica
AULA Enf Domiciliar Unid_01 (1), aula teorica
HiEster2
 
Teorias de enfermagem
Teorias de enfermagemTeorias de enfermagem
Teorias de enfermagem
Anhanguera Enfermagem A/B
 
2º Fórum da Saúde Suplementar - Antonio Lira
2º Fórum da Saúde Suplementar - Antonio Lira2º Fórum da Saúde Suplementar - Antonio Lira
2º Fórum da Saúde Suplementar - Antonio Lira
CNseg
 
Teorias de enfermagem
Teorias de enfermagemTeorias de enfermagem
Teorias de enfermagem
Anhanguera Enfermagem A/B
 
SAE - CIPE.pdf
SAE - CIPE.pdfSAE - CIPE.pdf
SAE - CIPE.pdf
ssuser977d8c
 
SAE 1.pptx
SAE 1.pptxSAE 1.pptx
SAE 1.pptx
nagelasouza1
 
Tese de Doutorado sobre Cuidado Espiritual (Prof. Michell Ângelo)
Tese de Doutorado sobre Cuidado Espiritual (Prof. Michell Ângelo)Tese de Doutorado sobre Cuidado Espiritual (Prof. Michell Ângelo)
Tese de Doutorado sobre Cuidado Espiritual (Prof. Michell Ângelo)
LACES1
 
Tese de Doutorado sobre Cuidado Espiritual (Prof. Michell Ângelo)
Tese de Doutorado sobre Cuidado Espiritual (Prof. Michell Ângelo)Tese de Doutorado sobre Cuidado Espiritual (Prof. Michell Ângelo)
Tese de Doutorado sobre Cuidado Espiritual (Prof. Michell Ângelo)
LACES1
 
Sistematização da Assistência de Enfermagem
Sistematização da Assistência de EnfermagemSistematização da Assistência de Enfermagem
Sistematização da Assistência de Enfermagem
Whevergton Santos
 
Aula Processo de Enfermagem na atenção primária a saúde
Aula Processo de Enfermagem na atenção primária a saúdeAula Processo de Enfermagem na atenção primária a saúde
Aula Processo de Enfermagem na atenção primária a saúde
LviaResende3
 
Anais
AnaisAnais
A prática clínica do enfermeiro na atenção básica um processo em construção u...
A prática clínica do enfermeiro na atenção básica um processo em construção u...A prática clínica do enfermeiro na atenção básica um processo em construção u...
A prática clínica do enfermeiro na atenção básica um processo em construção u...
Eli Paula
 
Equipa Multidisciplinar
Equipa MultidisciplinarEquipa Multidisciplinar
Equipa Multidisciplinar
Fábio Simões
 
Gestão de Corpo Clínico: entre conceitos ultrapassados, novas realidades e ho...
Gestão de Corpo Clínico: entre conceitos ultrapassados, novas realidades e ho...Gestão de Corpo Clínico: entre conceitos ultrapassados, novas realidades e ho...
Gestão de Corpo Clínico: entre conceitos ultrapassados, novas realidades e ho...
Guilherme Barcellos
 
A HUMANIZAÇÃO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA (UTI) NA FUNDAÇÃO CENTRO DE CON...
A HUMANIZAÇÃO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA (UTI) NA FUNDAÇÃO CENTRO DE CON...A HUMANIZAÇÃO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA (UTI) NA FUNDAÇÃO CENTRO DE CON...
A HUMANIZAÇÃO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA (UTI) NA FUNDAÇÃO CENTRO DE CON...
IAPES - Instituto Amazonense de Aprimoramento e Ensino em Saúde
 

Semelhante a Sae aula .. (1) (20)

Atenção à saúde no nível secundário e terciário
Atenção à saúde no nível secundário e terciárioAtenção à saúde no nível secundário e terciário
Atenção à saúde no nível secundário e terciário
 
TEORIAS DE ENF.pptx
TEORIAS DE ENF.pptxTEORIAS DE ENF.pptx
TEORIAS DE ENF.pptx
 
Slaid 1 fundamentos da enfermagem
Slaid 1 fundamentos da enfermagemSlaid 1 fundamentos da enfermagem
Slaid 1 fundamentos da enfermagem
 
oncologia.ppt
oncologia.pptoncologia.ppt
oncologia.ppt
 
Aula 6 - Gestão dos Serviços de Enfermagem.pdf
Aula 6 - Gestão dos Serviços de Enfermagem.pdfAula 6 - Gestão dos Serviços de Enfermagem.pdf
Aula 6 - Gestão dos Serviços de Enfermagem.pdf
 
AULA Enf Domiciliar Unid_01 (1), aula teorica
AULA Enf Domiciliar Unid_01 (1), aula teoricaAULA Enf Domiciliar Unid_01 (1), aula teorica
AULA Enf Domiciliar Unid_01 (1), aula teorica
 
Teorias de enfermagem
Teorias de enfermagemTeorias de enfermagem
Teorias de enfermagem
 
2º Fórum da Saúde Suplementar - Antonio Lira
2º Fórum da Saúde Suplementar - Antonio Lira2º Fórum da Saúde Suplementar - Antonio Lira
2º Fórum da Saúde Suplementar - Antonio Lira
 
Teorias de enfermagem
Teorias de enfermagemTeorias de enfermagem
Teorias de enfermagem
 
SAE - CIPE.pdf
SAE - CIPE.pdfSAE - CIPE.pdf
SAE - CIPE.pdf
 
SAE 1.pptx
SAE 1.pptxSAE 1.pptx
SAE 1.pptx
 
Tese de Doutorado sobre Cuidado Espiritual (Prof. Michell Ângelo)
Tese de Doutorado sobre Cuidado Espiritual (Prof. Michell Ângelo)Tese de Doutorado sobre Cuidado Espiritual (Prof. Michell Ângelo)
Tese de Doutorado sobre Cuidado Espiritual (Prof. Michell Ângelo)
 
Tese de Doutorado sobre Cuidado Espiritual (Prof. Michell Ângelo)
Tese de Doutorado sobre Cuidado Espiritual (Prof. Michell Ângelo)Tese de Doutorado sobre Cuidado Espiritual (Prof. Michell Ângelo)
Tese de Doutorado sobre Cuidado Espiritual (Prof. Michell Ângelo)
 
Sistematização da Assistência de Enfermagem
Sistematização da Assistência de EnfermagemSistematização da Assistência de Enfermagem
Sistematização da Assistência de Enfermagem
 
Aula Processo de Enfermagem na atenção primária a saúde
Aula Processo de Enfermagem na atenção primária a saúdeAula Processo de Enfermagem na atenção primária a saúde
Aula Processo de Enfermagem na atenção primária a saúde
 
Anais
AnaisAnais
Anais
 
A prática clínica do enfermeiro na atenção básica um processo em construção u...
A prática clínica do enfermeiro na atenção básica um processo em construção u...A prática clínica do enfermeiro na atenção básica um processo em construção u...
A prática clínica do enfermeiro na atenção básica um processo em construção u...
 
Equipa Multidisciplinar
Equipa MultidisciplinarEquipa Multidisciplinar
Equipa Multidisciplinar
 
Gestão de Corpo Clínico: entre conceitos ultrapassados, novas realidades e ho...
Gestão de Corpo Clínico: entre conceitos ultrapassados, novas realidades e ho...Gestão de Corpo Clínico: entre conceitos ultrapassados, novas realidades e ho...
Gestão de Corpo Clínico: entre conceitos ultrapassados, novas realidades e ho...
 
A HUMANIZAÇÃO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA (UTI) NA FUNDAÇÃO CENTRO DE CON...
A HUMANIZAÇÃO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA (UTI) NA FUNDAÇÃO CENTRO DE CON...A HUMANIZAÇÃO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA (UTI) NA FUNDAÇÃO CENTRO DE CON...
A HUMANIZAÇÃO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA (UTI) NA FUNDAÇÃO CENTRO DE CON...
 

Sae aula .. (1)

  • 3. DEFINIÇÃO “ A SAE é uma ferramenta que favorece a melhora da prática assistencial com base no conhecimento, no pensamento e na tomada de decisão clínica com o suporte de evidências científicas, obtidas a partir da avaliação dos dados subjetivos e objetivos do indivíduo, da família e da comunidade.” Bartira de Aguiar Roza
  • 4. SAE: Por que implantá-la? • A globalização e as políticas públicas de saúde têm gerado a necessidade de uma reorganização da assistência prestada aos pacientes; • Obtenção e análise de indicadores de saúde que permitam: - a troca de informações; - a avaliação e o acompanhamento da qualidade dos serviços prestados à população. • A constante demanda das instituições de saúde para maximizar recursos, diminuir custos e aumentar a qualidade da assistência têm exigido da enfermagem o aprimoramento de suas atividades.
  • 5. PROCESSO DE ENFERMAGEM • Sistematizar a assistência é apropriar-se de um método de trabalho denominado: Processo de Enfermagem; • Método sistemático de prestação de cuidados humanizados, que enfoca a obtenção de resultados desejados de uma maneira rentável: - Método: jeito de desenvolver Sistemático: segue passos Humanizados: respeita crenças, satisfação de necessidades Resultados: estabelecidos pelo conhecimento Rentável: gera lucro • O PE fornece estrutura para a tomada de decisão durante a assistência, tornando-a mais científica e menos intuitiva; Uma teoria de enfermagem é implementada na prática por meio desse método científico. •
  • 6. PROCESSO DE ENFERMAGEM Conhecimento sobre teorias de enfermagem, PE, semiologia, fisiologia, patologia, gerenciamento oAssistir o paciente/ a família/ a comunidade oObter indicadores de saúde a partir dos registros em prontuário oAvaliar a qualidade da assistência prestada oMensurar a contribuição para melhora do quadro dos pacientes
  • 7. TEORIAS DE ENFERMAGEM • Florence Nightingale (1820 – 1910) afirmava que a enfermagem requeria conhecimentos distintos daqueles da medicina; • Conhecimento de enfermagem direcionado às pessoas, às condições em que elas viviam e em como o ambiente poderia atuar, positivamente ou não, sobre a saúde delas; • Entretanto a enfermagem assumiu uma orientação profissional dirigida para o imediatismo, baseando-se em ações práticas, de modo intuitivo e não sistematizado; • Centralização das ações na doença e não no paciente: estagnação da profissão.
  • 8. TEORIAS DE ENFERMAGEM • Guerras mundiais, movimentos femininos de reivindicação, desenvolvimento das ciências e da educação, modificações socioeconômicas e políticas; • Questionamento e reflexão acerca da prática de enfermagem: condições menos servis para a profissão e consciência da necessidade de melhor preparo das enfermeiras; • Percebeu-se a necessidade de se desenvolver um corpo específico e organizado de conhecimentos sobre a profissão, difundindo-se a preocupação com o significado da enfermagem e com seu papel social.
  • 9. TEORIAS DE ENFERMAGEM • 1940: cuidado de enfermagem enfatizado como um processo interpessoal; • 1950: - assistência holística, enfoque do ser humano; - sugeria-se que os diagnósticos de enfermagem deveriam ser diferentes dos diagnósticos médicos; - Intensa busca de identidade profissional. • 1960: os modelos teóricos foram elaborados para retratar conceitos, descrever, explicar, prever o fenômeno e determinar o campo de domínio da profissão.
  • 10. TEORIAS DE ENFERMAGEM • Houve uma busca por respostas para questões acerca de: - Quem era o enfermeiro? - Quem era a pessoa-alvo do cuidado? - Quais conceitos deveriam orientar o modelo de assistência de enfermagem? - Como poderiam tornar esses conceitos conhecidos para os profissionais, de modo que pudessem guiar a prática clínica mantendo a consonância com as políticas das instituições de saúde?
  • 11. TEORIAS DE ENFERMAGEM • 1960, Wanda de Aguiar Horta: elaborou a Teoria das Necessidades Humanas Básicas (NHB) – uma nova visão da enfermagem no Brasil; • Teoria da Motivação Humana de de Abraham Maslow
  • 12. TEORIAS DE ENFERMAGEM • Teoria de João Mohana: necessidades em nível psicobiológico, psicossocial e psicoespiritual; Classificação das Necessidades Humanas Básicas por João Mohana Necessidades Psicobiológicas Necessidades Psicossociais Oxigenação Segurança, amor, liberdade Hidratação, nutrição, eliminação Comunicação, criatividade, aprendizagem Sono e repouso, exercício e atividade física Sociabilidade, recreação, lazer Sexualidade, abrigo Espaço, orientação no tempo e espaço Mecânica corporal, motilidade, locomoção Aceitação, autorrealização, autoestima Cuidado corporal Participação Integridade cutaneomucosa e física Autoimagem Regulação: térmica, hormonal, neurológica, hidrossalina, eletrolítica, imunológica, crescimento celular e vascular Atenção Percepção: olfatória, visual, auditiva, tátil, gustativa, dolorosa Ambiente e terapêutica Necessidades Psicoespirituais religiosa ou teológica, ética ou de filosofia de vida
  • 13. TEORIAS DE ENFERMAGEM “ A enfermagem como parte integrante da equipe de saúde implementa estados de equilíbrio, previne estados de desequilíbrio e os reverte em equilíbrio pela assistência ao ser humano no atendimento de suas necessidades básicas. Procura, portanto, sempre reconduzi-lo à situação de equilíbrio dinâmico no tempo e espaço.” (Wanda Horta)
  • 14. TEORIAS DE ENFERMAGEM • 1970: grande impulso da literatura sobre as teorias de enfermagem; • 1980/90: teorias passaram a subsidiar a assistência de enfermagem em instituições de saúde; • Atualmente as teorias vêm sendo cada vez mais implementadas na prática aumentando a possibilidade de melhora na qualidade da assistência.
  • 15. TEORIAS DE ENFERMAGEM • O uso das teorias de enfermagem: - Oferece estrutura e organização ao conhecimento de enfermagem; - Proporciona um meio sistemático de coletar dados; - Promove a prática racional e sistemática; - Torna a prática direcionada por metas e resultados; - Determina a finalidade da prática de enfermagem; - Promove um cuidado coordenado e menos fragmentado.
  • 19. ESCOLHA DE UMA TEORIA • Para escolher uma teoria de enfermagem para fundamentar a sua prática o enfermeiro precisa: - Conhecer a realidade do setor em que trabalha; O perfil dos enfermeiros que trabalham nessa unidade; A clientela atendida neste serviço; - Exemplo: enfermeiro de Programa da Saúde da Família (PSF), deve utilizar uma teoria que conceitue Pessoa: indivíduo, família e ou/comunidade; Ambiente: comunidade em que essa pessoa vive; Saúde: diretrizes do PSF; Enfermeiro: agente de promoção da saúde. o o o o
  • 20. POR QUE ESCOLHER UMA TEORIA? • É um alicerce estrutural para a implantação da SAE; • Decreto lei 94406/87: definiu a elaboração da prescrição de enfermagem atividade privativa do enfermeiro e contribuiu para uma maior incorporação da SAE; • Resolução 358/2009 do COFEN preconiza que a assistência de enfermagem deve ser sistematizada implantando-se o Processo de Enfermagem (PE); • Caso contrário, a tendência é que o enfermeiro continue respaldando suas ações no modelo biomédico, o qual direciona as ações para o tratamento da doença.
  • 21. POR QUE ESCOLHER UMA TEORIA? • Foco do médico: “A Sra. Garcia tem dor e edema em todas as articulações. Diagnóstico: antiinflamatórios.” artrite reumatóide. Tratamento: • Foco da enfermagem: “A Sra. Garcia tem dor e edema em todas as articulações, o que dificulta a alimentação e o vestir-se. Ela mencionou a dificuldade de sentir-se valorizada, quando nem mesmo consegue alimentar-se. Relata estar deprimida pela falta que sente dos dois netos menores. Necessitamos desenvolver um plano para ajudá-la em sua dor, auxiliá-la a alimentar-se e a vestir-se, a elaborar seus sentimentos de baixa auto-estima e para providenciar visita dos netos.”
  • 23. INVESTIGAÇÃO • Anamnese, exame físico e exames laboratoriais; • Obtenção de um quadro do estado de saúde do indivíduo, da família e da comunidade; • Identificar as necessidades, os problemas, as preocupações e as reações humanas; • A precisão, a eficiência, a eficácia e a segurança de todas as outras etapas do processo de enfermagem, dependem de uma coleta de dados fidedignos, relevantes e abrangentes; • Uma investigação imprecisa, vaga ou incompleta, coloca o paciente em risco para o cuidado ineficaz, ineficiente e inseguro.
  • 24. INVESTIGAÇÃO • Coleta de dados: processo permanente • Você está de plantão na UTI e o técnico de enfermagem a (o) comunica que o paciente MRR está taquicárdico, FC 120bpm. Você vai até o leito, avalia o paciente e atribui a alteração à febre (38°C), diante disso você orienta o técnico a medicar o paciente conforme a prescrição médica. Uma hora após o técnico volta a comunicá-la(o) o mesmo problema: paciente continua taquicárdico.
  • 25. INVESTIGAÇÃO - Dados diretos: coletados diretamente do paciente - Dados indiretos: obtidos por outras fontes como família, prontuário, outros profissionais da equipe multiprofissional, resultado de exames laboratoriais ... - Dados objetivos: o que é observável, ex.: PA 160x100mmHg, alterações isquêmicas no ECG e saturação de oxigênio de 88% - Dados subjetivos: o que o indivíduo afirma, ex.: falta de ar e intensa dor no peito - Um tipo complementa e esclarece o outro, o que é observado confirma o que o paciente diz.
  • 26. INVESTIGAÇÃO • Investigação completa: geralmente feita na admissão, abarca todos os aspectos de uma estrutura investigativa de enfermagem, como os 11 padrões funcionais (Gordon); • Investigação focalizada: concentra-se em determinado assunto ou preocupação, como dor, sono ou padrão respiratório.
  • 27. INVESTIGAÇÃO • Validação dos Dados: - Verificação de que suas informações são verdadeiras e completas; - Mais de um indício, maior a probabilidade de ser verdadeiro; mais de uma fonte, maior a probabilidade de veracidade; - Verifique novamente informações extremamente anormais, o funcionamento do seu equipamento; - Procure fatores que possam alterar a precisão; - Peça a outra pessoa para coletar os mesmos dados; - Compare dados subjetivos e objetivos; - Verifique suas inferências com o paciente; - Compare suas impressões com as de outros membros da equipe.
  • 28. INVESTIGAÇÃO • Agrupamento do Dados: - Pode ser feito de diversas maneiras de acordo com sua finalidade; - Identificar os diagnósticos de enfermagem: padrões funcionais de saúde de Gordon; - Estabelecer prioridades: necessidades humanas de Maslow; - Identificar os sinais e sintomas de possíveis problemas clínicos: modelo médico de sistemas orgânicos.
  • 29. INVESTIGAÇÃO • Padrões Funcionais de Saúde (Gordon) - Percepção de saúde – controle de saúde; Padrões nutricionais e metabólicos; Eliminação; Atividade e exercício; Cognitivo – perceptivo; Sono – repouso; Auto percepção – autoconceito; Papel – relacionamento; Sexualidade – reprodução; Enfrentamento – tolerância ao estresse; Valor – crença.
  • 30. INVESTIGAÇÃO • Necessidades Humanas (Maslow)  Prioridade 1 - Necessidades fisiológicas (sobrevivência): alimento, líquidos, oxigênio, eliminação, calor, conforto físico ;  Prioridade 2 – Necessidades de segurança e proteção: coisas necessárias para segurança física e psicológica ;  Prioridade 3 – Necessidade de amor e pertencimento: família e pessoas significativas;  Prioridade 4 – Necessidade de autoestima: coisas que façam com que as pessoas sintam-se bem e confiantes ;  Prioridade 5 – Necessidades de auto atualização: crescer, mudar e atingir metas.
  • 31. INVESTIGAÇÃO • Sistemas Orgânicos - Perfil do paciente: nome, idade, motivo para a procura de atendimento de saúde, sinais vitais, diagnósticos conhecidos, alergias ou problemas com a dieta; o o o o o o o Dados suspeitos de anormalidade agrupados nos seguintes sistemas: Nervoso Respiratório Cardiovascular Geniturinário Gastrintestinal Musculoesquelético Tegumentar
  • 32. INVESTIGAÇÃO • Identificação de Padrões - Elencar o que é relevante; - Direcionar a investigação para procurar os fatores causais. o O familiar da paciente MLZ, 70 anos, a(o) chama aflita para explicar que sua mãe está agitada, confusa e inquieta, pensa que está em casa e quer sair do leito.
  • 33. INVESTIGAÇÃO • Identificação de Padrões - Elencar o que é relevante; - Direcionar a investigação para procurar os fatores causais. o O familiar da paciente MLZ, 70 anos, a(o) chama aflita para explicar que sua mãe está agitada, confusa e inquieta, pensa que está em casa e quer sair do leito. o Fatores causais: delírio, má perfusão cerebral, demência, abstinência ...
  • 34. INVESTIGAÇÃO • Comunicação e Registro de Dados - Dados significativos ou anormais devem ser registrados e comunicados; - Assegurar que outros membros da equipe multiprofissional tenham conhecimento da situação do paciente; - Promove continuidade da assistência; - Respaldo legal.
  • 35. INVESTIGAÇÃO • O relacionamento enfermeiro-paciente é fundamental para o bom desfecho do trabalho; • Conhecimentos de semiologia e semiotécnica; • O enfermeiro deve lançar mão de seus conhecimentos e coletar os dados a partir de um referencial teórico; • O profissional deve se direcionar pelos conceitos da teoria e realizar a anamnese e o exame físico guiados pelo modelo conceitual.
  • 37. RESUMO • A SAE é uma metodologia científica de que o profissional enfermeiro dispõe para aplicar seus conhecimentos técnico-científicos e humanos na assistência aos pacientes; • O método científico que deve ser utilizado para a SAE é denominado Processo de Enfermagem que compreende etapas como Investigação, Diagnóstico de Enfermagem, Planejamento, Implementação e Avaliação; • Uma Teoria de Enfermagem é implementada na prática por meio desse método científico;
  • 38. RESUMO • Realizar um diagnóstico prévio das características da unidade, das demandas de pacientes e profissionais e dos papéis desempenhados pelo corpo de enfermagem deve ser a primeira etapa para a escolha da teoria; • Para que a SAE realmente ocorra, torna-se necessária a comunhão entre os conceitos do marco teórico e a conduta dos profissionais de enfermagem; • A Investigação (anamnese e exame físico) pode ser realizada em cinco passos: coleta, validação, agrupamento dos dados, identificação de padrões, comunicação e registro de dados.

Notas do Editor

  1. {}