SlideShare uma empresa Scribd logo
Disciplina: Ciclo Vital III

AULA 03

Professor: Rodrigo Abreu


                               Período Pré- Operatório

1. Preparo pré-operatório:

O preparo pré-operatório tem inicio com a internação estendendo-se até o momento da
cirurgia.

2. Classificação:

        MEDIATO – É o período que decorre desde a indicação da cirurgia até 24 horas antes
         do ato cirúrgico;
        IMEDIATO – É o período que decorre desde a véspera da cirurgia até a chegada do
         paciente ao CC.

3. Objetivo

Levar o paciente as melhores condições possíveis para cirurgia, para garantir-lhe menores
possibilidades de complicações.Cada paciente deve ser tratado e encarado individualmente.

Dependendo da cirurgia a ser realizada, o preparo pré-operatório poderá ser feito em alguns
dias ou ate mesmo em minutos.

4. Preparo psicológico

Tem como objetivo assegurar confiança e tranquilidade mental ao paciente.

A internação para o paciente pode significar reclusão, afastamento dos familiares e o paciente
podem ficar ansioso e cheio de temores.O trabalho, a vida diária do paciente é
momentaneamente paralisados e o desconhecimento do tratamento a que será submetido,
tudo isso gera stress, insegurança, desassossego e medo.

5. Preparo físico:

É dividido em três etapas:

1 - inicial
2 - na véspera da cirurgia
3 - no dia da cirurgia
5.1. Preparo inicial é quando o paciente vai ser submetido a exames laboratoriais (exames pré-
operatórios), que vão assegurar a viabilidade ou não da cirurgia.

Nesta fase, a atuação da enfermagem no preparo se relaciona:

-   Ao preparo do paciente, explicando os procedimentos a serem realizados.
-   A coleta e encaminhamento dos materiais para exames.
-   A manutenção do jejum quando necessário.
-   A aplicação de medicamentos, soro e sangue.
-   A realização de controles.
-   Sinais vitais.
-   Diurese.
-   Observação de sinais e sintomas.
-   Anotação na papeleta.

5.2. Preparo físico na véspera da cirurgia tem por objetivo remover toda a fonte de infecção,
através da limpeza e desinfecção conseguida com um mínimo de esgotamento do paciente.

Essa segunda etapa se processa assim:

- Verificar lista de cirurgia quais os pacientes que serão operados, nome da cirurgia, horário,
se      há      pedido       de     sangue,     preparos     especiais   ou     de      rotina.
- Providenciar material e colher a amostra de sangue para tipagem sanguínea.
- Observar sintomas como tosse, coriza, febre, variação de PA e outros.

Proceder à limpeza e preparar a pele para cirurgia da seguinte forma:

- Tricotomia da região a ser operada, bem ampla.
- Banho completo, incluindo cabeça e troca de roupa.
- Limpeza e corte das unhas, remover esmaltes (pés e mãos) para poder observar a coloração
durante a cirurgia.
- Mandar barbear os homens.
- Dieta leve no jantar.
- Lavagem intestinal ou gástrica, de acordo com a prescrição medica.
- Jejum após o jantar, orientar o paciente.
- Promover ambiente tranqüilo e repousante

5.3. Preparo físico no dia da cirurgia.

- Verifica se o jejum continua sendo mantido.
- Verificar se todos os cuidados da véspera foram feitos.
- Remover maquiagem, próteses e jóias.As jóias e próteses serão enroladas e guardadas
conforme rotina do local.
- Controlar pulso, temperatura, respiração e P.A.
- Urinar meia hora antes da cirurgia.
- Aplicar a medicação pré-anestésica seguindo prescrição medica e geralmente é feito de 30 á
45 minutos da cirurgia.
- Checar a medicação pré-anestésica dada.Ela acalma o paciente.
- Fazer anotação na papeleta.
- Ajudar o paciente a passar da cama a maca.
- Levar a maca com o paciente até o centro cirúrgico, juntamente com o prontuário.
- Qualquer cuidado não efetuado deve ser comunicado ao centro cirúrgico.

   6. Intervenções gerais de enfermagem no pré-operatório:

          Avaliação física geral: exame físico, aferir SSVV, avaliação dos exames
           diagnósticos (sangue, estudos radiológicos, endoscopias, biópsias, exames de urina
           e de fezes), levantamento de dados significativos, alergias.

          Estado nutricional: determinar medida de peso, prega cutânea do tríceps,
           circunferência do braço, níveis de proteína sérica e o balanço nitrogenado.

          Uso de drogas: observar infecções cutâneas, traumas.

          Função respiratória: o objetivo do preparo é para que o paciente tenha uma boa
           função respiratória. Devemos orientar os pacientes para deixar de fumar (4 a 6
           semanas), antes da cirurgia. Cirurgias de abdome superior e tórax devem ser
           orientados a fazer exercícios respiratórios. Pacientes com problemas pulmonares
           são avaliados pela prova de função pulmonar e gasometria.

          Função cardiovascular: o objetivo é ter um sistema cardiovascular bem
           funcionante para satisfazer as necessidades de oxigênio, hídricas e nutricionais.

          Funções hepática e renal: é importante avaliação pois é no fígado que ocorre a
           biotransformação dos compostos anestésicos. Os rins estão envolvidos na
           excreção dos anestésicos e seus metabólicos.

          Função endócrina: o diabetes não controlado oferece um risco maior, é
           importante monitorizar a glicemia. Pacientes com uso de esteróides encontram-se
           com risco de insuficiência adrenal.

          Função imunológica: é importante que a enfermagem investigue a ocorrência de
           reações alérgicas anteriores. O uso de imunossupressores.

          Terapia medicamentosa anterior: colher informações acerca de medicações de
           uso rotineiro do paciente, pois os fármacos possuem efeito sob as funções
           fisiológicas.

          Consentimento: para operar é necessário que o paciente assine o termo de
           consentimento, pois permite: ao cirurgião e ao paciente proteção. A
           responsabilidade do enfermeiro está em assegurar de que obtido todas as
           informações e esclarecimentos.
7. Intervenções Pré-operatórias de Enfermagem:

       Nutrição

                               Orientações de jejum pré-operatório

                   Idade                           Sólidos *              Líquidos Claros **




          Lactente que mama 3/3h                    4 horas                   2 a 3 horas

          Lactente que mama 4/4h                    5 horas                   2 a 3 horas

            De 6 meses a 3 anos                     6 horas                   2 a 3 horas

               De 3 a 5 anos                      6 a 8 horas                   3 horas

          Acima de 5 anos/adultos                   8 horas                     3 horas




* O leite é considerado alimento sólido
** Líquidos claros (transparentes): água, chá, refrigerante, sucos sem polpa, até 4 ml/Kg



       Preparo da pele

      Áreas de tricotomia:

      - Cirurgia de crânio: todo o couro cabeludo ou conforme prescrição medica.
      - Cirurgias torácicas: região torácica até umbigo e axilas.
      - Cirurgia cardíaca: toda extensão corporal (face anterior e posterior), menos o couro
      cabeludo.
      - Cirurgia abdominal: desde a região mamaria até o púbis.
      - Cirurgia dos rins: região abdominal anterior e posterior.
      - Cirurgia de membros inferiores: todo o membro inferior e púbis.

      •   Realizar até 2 horas antes da cirurgia, onde o mais próximo possível do procedimento
          cirúrgico é o mais indicado.

       Preparo Intestinal: Lavagem intestinal ou gástrica, de acordo com a prescrição medica.
8. Intervenções no período Pré-operatório imediato de Enfermagem:

 Medicação pré-anestésica

             Medicação pré-anestésica Os medicamentos pré-anestésicos devem ser
              administrados de 45 a 75 minutos antes do início da anestesia. É muito
              importante que a equipe de enfermagem administre essa medicação
              precisamente no tempo prescrito, de outra forma, seu efeito será reduzido ou
              ainda não terá iniciado, quando se começar a anestesia” (SMELTZER; BARE,
              2002).


                          Uso de medicamentos no pré-operatório

                                           




  Medicamento         Observações




Beta-bloqueadores Manter; risco de síndrome de retirada.

   Agonistas
                      Manter; risco de síndrome de retirada; potente ação analgésica,
     alfa-2-
                      sedativa, ansiolítica – reduzir anestésicos
  adrenérgicos

 Bloqueadores do
                      Manter.
    canais Ca+2


                      Manter, exceto quinidina que deve ser substituída por
  Antiarrítmicos      procainamida;
                      classes Ia e Ib associadas a bloqueio neuromuscular prolongado.


                      Preferencialmente suspender ou trocar por IMAO reversível de
    Inibidores        ação
     as MAO           curta, como moclobemida. Se necessidade de manutenção, evitar
                      agentes simpaticomiméticos de ação indireta, como a efedrina.

  Antidepressivo
                      Arritmogênicos; evitar halotano
     tricíclico


      Lítio           Prolonga ação dos relaxantes musculares
Antipsicóticos      Manter. Butirofenonas e fenotiazidas com ação anti-emética.

Anticonvulsivantes Manter. Verificar doses plasmáticas.

                      Suspender 7-10 dias antes, se possível. Não contra-indica
                      anestesia
       AAS
                      regional se ausência de outros fatores de risco para alteração da
                      coagulação.


 Anticoagulantes      Suspender pelo menos 4 dias antes da cirurgia ou substituir por
      Orais           heparina conforme necessidade/risco. Verificar TP (INR<1,5).

                      Manter. Observar intervalo de 2h entre administração realização
                      do
     Heparina
                      bloqueio ou 1h entre término do bloqueio regional. Não retirar
   profilática SC
                      cateter
                      peridural antes de 4h após a última dose.

                      Suspender 4h antes de realizar bloqueio ou retirar CPD e coletar
                      KTTP.
   Heparina EV
                      Retardar reinício por pelo menos 1h após o bloqueio ou remoção
                      do CPD.

    Heparina          Suspender 24h antes de realizar bloqueio ou retirar CPD e
  de baixo peso       retardar o
    molecular         reinício por pelo menos 24h após.

 Hipoglicemiantes
                      Suspender 24h antes e substituir por HGT e insulina S/N
       orais



 Registro pré-operatório

 Transporte para o c. cirúrgico

 Auxílio à família

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Pre operativo
Pre operativoPre operativo
Pre operativo
Nelio Dinis
 
Aula Cuidados Pré Operatórios
Aula Cuidados Pré OperatóriosAula Cuidados Pré Operatórios
Aula Cuidados Pré Operatórios
fernandomadureira
 
Período Pós Operatório AULA 7
Período Pós Operatório AULA 7Período Pós Operatório AULA 7
Período Pós Operatório AULA 7
Aline Bandeira
 
Critérios de admissão em Unidade de Terapia Intensiva
Critérios de admissão em Unidade de Terapia IntensivaCritérios de admissão em Unidade de Terapia Intensiva
Critérios de admissão em Unidade de Terapia Intensiva
Aroldo Gavioli
 
Períodos Perioperatórios: Pré Operatório AULA 4
Períodos Perioperatórios: Pré Operatório AULA 4Períodos Perioperatórios: Pré Operatório AULA 4
Períodos Perioperatórios: Pré Operatório AULA 4
Aline Bandeira
 
Cuidados de Enfermagem em Cirurgia Ortopédica no Pré, Trans e pós Operatório
Cuidados de Enfermagem em Cirurgia Ortopédica no Pré, Trans e pós OperatórioCuidados de Enfermagem em Cirurgia Ortopédica no Pré, Trans e pós Operatório
Cuidados de Enfermagem em Cirurgia Ortopédica no Pré, Trans e pós Operatório
Karolina Azevedo
 
Cirurgias gástricas
Cirurgias gástricasCirurgias gástricas
Cirurgias gástricas
Cintia da Cruz Silva
 
Saúde do Adulto
Saúde do AdultoSaúde do Adulto
Saúde do Adulto
Zeca Ribeiro
 
DVE, DVP, DLE E PVC
DVE, DVP, DLE E PVCDVE, DVP, DLE E PVC
DVE, DVP, DLE E PVC
Zeca Ribeiro
 
Protocolo de normotermia, um sinal vital para segurança do paciente cirúrgico
Protocolo de normotermia, um sinal vital para segurança do paciente cirúrgicoProtocolo de normotermia, um sinal vital para segurança do paciente cirúrgico
Protocolo de normotermia, um sinal vital para segurança do paciente cirúrgico
cmecc
 
Principais Cirurgias
Principais CirurgiasPrincipais Cirurgias
Principais Cirurgias
Zeca Ribeiro
 
Aula tempos cirurgicos
Aula tempos cirurgicosAula tempos cirurgicos
Aula tempos cirurgicos
Cacilda Peixoto
 
Cuidados De Enfermagem Em Uti Pediátrica
Cuidados De Enfermagem Em Uti PediátricaCuidados De Enfermagem Em Uti Pediátrica
Cuidados De Enfermagem Em Uti Pediátrica
Renato Bach
 
Aula pre-op
Aula pre-opAula pre-op
Aula pre-op
Markley Pereira
 
Enfermagem em centro cir rgico
Enfermagem em centro cir rgicoEnfermagem em centro cir rgico
Enfermagem em centro cir rgico
Nayara Dávilla
 
Manual de siglas
Manual de siglasManual de siglas
Manual de siglas
Marcelo Leal Souza
 
Manual de anotação de enfermagem hospital samaritano - 2005
Manual de anotação de enfermagem   hospital samaritano - 2005Manual de anotação de enfermagem   hospital samaritano - 2005
Manual de anotação de enfermagem hospital samaritano - 2005
Rodrigo Abreu
 
Introdução de enfermagem ( apostila para vcs meus amigos de enfermagem)
Introdução de enfermagem ( apostila para vcs meus amigos de enfermagem)Introdução de enfermagem ( apostila para vcs meus amigos de enfermagem)
Introdução de enfermagem ( apostila para vcs meus amigos de enfermagem)
Wagner Lima Teixeira
 
Pre-Operatorio
Pre-OperatorioPre-Operatorio
Pre-Operatorio
Nelio Dinis
 
Apostila
 Apostila Apostila
Apostila
Carlos Brasil
 

Mais procurados (20)

Pre operativo
Pre operativoPre operativo
Pre operativo
 
Aula Cuidados Pré Operatórios
Aula Cuidados Pré OperatóriosAula Cuidados Pré Operatórios
Aula Cuidados Pré Operatórios
 
Período Pós Operatório AULA 7
Período Pós Operatório AULA 7Período Pós Operatório AULA 7
Período Pós Operatório AULA 7
 
Critérios de admissão em Unidade de Terapia Intensiva
Critérios de admissão em Unidade de Terapia IntensivaCritérios de admissão em Unidade de Terapia Intensiva
Critérios de admissão em Unidade de Terapia Intensiva
 
Períodos Perioperatórios: Pré Operatório AULA 4
Períodos Perioperatórios: Pré Operatório AULA 4Períodos Perioperatórios: Pré Operatório AULA 4
Períodos Perioperatórios: Pré Operatório AULA 4
 
Cuidados de Enfermagem em Cirurgia Ortopédica no Pré, Trans e pós Operatório
Cuidados de Enfermagem em Cirurgia Ortopédica no Pré, Trans e pós OperatórioCuidados de Enfermagem em Cirurgia Ortopédica no Pré, Trans e pós Operatório
Cuidados de Enfermagem em Cirurgia Ortopédica no Pré, Trans e pós Operatório
 
Cirurgias gástricas
Cirurgias gástricasCirurgias gástricas
Cirurgias gástricas
 
Saúde do Adulto
Saúde do AdultoSaúde do Adulto
Saúde do Adulto
 
DVE, DVP, DLE E PVC
DVE, DVP, DLE E PVCDVE, DVP, DLE E PVC
DVE, DVP, DLE E PVC
 
Protocolo de normotermia, um sinal vital para segurança do paciente cirúrgico
Protocolo de normotermia, um sinal vital para segurança do paciente cirúrgicoProtocolo de normotermia, um sinal vital para segurança do paciente cirúrgico
Protocolo de normotermia, um sinal vital para segurança do paciente cirúrgico
 
Principais Cirurgias
Principais CirurgiasPrincipais Cirurgias
Principais Cirurgias
 
Aula tempos cirurgicos
Aula tempos cirurgicosAula tempos cirurgicos
Aula tempos cirurgicos
 
Cuidados De Enfermagem Em Uti Pediátrica
Cuidados De Enfermagem Em Uti PediátricaCuidados De Enfermagem Em Uti Pediátrica
Cuidados De Enfermagem Em Uti Pediátrica
 
Aula pre-op
Aula pre-opAula pre-op
Aula pre-op
 
Enfermagem em centro cir rgico
Enfermagem em centro cir rgicoEnfermagem em centro cir rgico
Enfermagem em centro cir rgico
 
Manual de siglas
Manual de siglasManual de siglas
Manual de siglas
 
Manual de anotação de enfermagem hospital samaritano - 2005
Manual de anotação de enfermagem   hospital samaritano - 2005Manual de anotação de enfermagem   hospital samaritano - 2005
Manual de anotação de enfermagem hospital samaritano - 2005
 
Introdução de enfermagem ( apostila para vcs meus amigos de enfermagem)
Introdução de enfermagem ( apostila para vcs meus amigos de enfermagem)Introdução de enfermagem ( apostila para vcs meus amigos de enfermagem)
Introdução de enfermagem ( apostila para vcs meus amigos de enfermagem)
 
Pre-Operatorio
Pre-OperatorioPre-Operatorio
Pre-Operatorio
 
Apostila
 Apostila Apostila
Apostila
 

Destaque

Ciclo i 03
Ciclo i 03Ciclo i 03
Ciclo i 03
Rodrigo Abreu
 
Genero 05
Genero 05Genero 05
Genero 05
Rodrigo Abreu
 
Genero 08
Genero 08Genero 08
Genero 08
Rodrigo Abreu
 
Ciclo i 02
Ciclo i 02Ciclo i 02
Ciclo i 02
Rodrigo Abreu
 
Genero 04
Genero 04Genero 04
Genero 04
Rodrigo Abreu
 
Genero 07
Genero 07Genero 07
Genero 07
Rodrigo Abreu
 
Ciclo ii 02
Ciclo ii 02Ciclo ii 02
Ciclo ii 02
Rodrigo Abreu
 
Genero 03
Genero 03Genero 03
Genero 03
Rodrigo Abreu
 
Ciclo ii 01
Ciclo ii 01Ciclo ii 01
Ciclo ii 01
Rodrigo Abreu
 
Genero 06
Genero 06Genero 06
Genero 06
Rodrigo Abreu
 
Ciclo i 04
Ciclo i 04Ciclo i 04
Ciclo i 04
Rodrigo Abreu
 
Ciclo iii 02
Ciclo iii 02Ciclo iii 02
Ciclo iii 02
Rodrigo Abreu
 
Ciclo iii 01
Ciclo iii 01Ciclo iii 01
Ciclo iii 01
Rodrigo Abreu
 
Aula 3 pesquisas eletrônicas
Aula 3   pesquisas eletrônicasAula 3   pesquisas eletrônicas
Aula 3 pesquisas eletrônicas
Rodrigo Abreu
 
Praticas integrativas complementares_plantas_medicinais_cab31
Praticas integrativas complementares_plantas_medicinais_cab31Praticas integrativas complementares_plantas_medicinais_cab31
Praticas integrativas complementares_plantas_medicinais_cab31
Rodrigo Abreu
 
Saude mental
Saude mentalSaude mental
Saude mental
Rodrigo Abreu
 
Doenças prevalentes
Doenças prevalentesDoenças prevalentes
Doenças prevalentes
Rodrigo Abreu
 
Saude adolescente
Saude adolescenteSaude adolescente
Saude adolescente
Rodrigo Abreu
 
Puericultura
PuericulturaPuericultura
Puericultura
Rodrigo Abreu
 
Aula 09 oxigênioterapia
Aula 09  oxigênioterapiaAula 09  oxigênioterapia
Aula 09 oxigênioterapia
Rodrigo Abreu
 

Destaque (20)

Ciclo i 03
Ciclo i 03Ciclo i 03
Ciclo i 03
 
Genero 05
Genero 05Genero 05
Genero 05
 
Genero 08
Genero 08Genero 08
Genero 08
 
Ciclo i 02
Ciclo i 02Ciclo i 02
Ciclo i 02
 
Genero 04
Genero 04Genero 04
Genero 04
 
Genero 07
Genero 07Genero 07
Genero 07
 
Ciclo ii 02
Ciclo ii 02Ciclo ii 02
Ciclo ii 02
 
Genero 03
Genero 03Genero 03
Genero 03
 
Ciclo ii 01
Ciclo ii 01Ciclo ii 01
Ciclo ii 01
 
Genero 06
Genero 06Genero 06
Genero 06
 
Ciclo i 04
Ciclo i 04Ciclo i 04
Ciclo i 04
 
Ciclo iii 02
Ciclo iii 02Ciclo iii 02
Ciclo iii 02
 
Ciclo iii 01
Ciclo iii 01Ciclo iii 01
Ciclo iii 01
 
Aula 3 pesquisas eletrônicas
Aula 3   pesquisas eletrônicasAula 3   pesquisas eletrônicas
Aula 3 pesquisas eletrônicas
 
Praticas integrativas complementares_plantas_medicinais_cab31
Praticas integrativas complementares_plantas_medicinais_cab31Praticas integrativas complementares_plantas_medicinais_cab31
Praticas integrativas complementares_plantas_medicinais_cab31
 
Saude mental
Saude mentalSaude mental
Saude mental
 
Doenças prevalentes
Doenças prevalentesDoenças prevalentes
Doenças prevalentes
 
Saude adolescente
Saude adolescenteSaude adolescente
Saude adolescente
 
Puericultura
PuericulturaPuericultura
Puericultura
 
Aula 09 oxigênioterapia
Aula 09  oxigênioterapiaAula 09  oxigênioterapia
Aula 09 oxigênioterapia
 

Semelhante a Ciclo iii 03

Treinamento de força para populações especiais
Treinamento de força para populações especiaisTreinamento de força para populações especiais
Treinamento de força para populações especiais
felipethoaldo
 
Manejo do íleo pós operatório
Manejo do íleo pós operatórioManejo do íleo pós operatório
Manejo do íleo pós operatório
Danilo Cardinelli
 
aula recuperação pos anestesica.pdf
aula recuperação pos anestesica.pdfaula recuperação pos anestesica.pdf
aula recuperação pos anestesica.pdf
luciaitsp
 
ENFERMAGEM PERIOPERATÓRIO pre inntra e pos.pptx
ENFERMAGEM PERIOPERATÓRIO pre inntra e pos.pptxENFERMAGEM PERIOPERATÓRIO pre inntra e pos.pptx
ENFERMAGEM PERIOPERATÓRIO pre inntra e pos.pptx
Nome Sobrenome
 
Avaliação Pré operatória em Geriatria
Avaliação Pré operatória em GeriatriaAvaliação Pré operatória em Geriatria
Avaliação Pré operatória em Geriatria
uhgeri
 
A importância do enfermeiro no perioperatório
A importância do enfermeiro no perioperatórioA importância do enfermeiro no perioperatório
A importância do enfermeiro no perioperatório
Aline Ferreira
 
Iv curso teórico prático - exame do paciente em cti e prevenção
Iv curso teórico prático - exame do paciente em cti e prevençãoIv curso teórico prático - exame do paciente em cti e prevenção
Iv curso teórico prático - exame do paciente em cti e prevenção
ctisaolucascopacabana
 
Normas e rotinas
Normas e rotinasNormas e rotinas
Normas e rotinas
RevJerônimo Júlio
 
Saude da mulher
Saude da mulherSaude da mulher
Saude da mulher
TesisMaster
 
Medicamentos por via IM 22 02 17.pdf
Medicamentos por via IM 22 02 17.pdfMedicamentos por via IM 22 02 17.pdf
Medicamentos por via IM 22 02 17.pdf
KellyCristiane16
 
Administração medicamentos: regras gerais e tipos de seringas
Administração medicamentos: regras gerais e tipos de seringas Administração medicamentos: regras gerais e tipos de seringas
Administração medicamentos: regras gerais e tipos de seringas
Viviane da Silva
 
Aula sobre-medicamentos
Aula sobre-medicamentosAula sobre-medicamentos
Aula sobre-medicamentos
CriatividadComunicae
 
Aula sobre-medicamentos
Aula sobre-medicamentosAula sobre-medicamentos
Aula sobre-medicamentos
CriatividadComunicae
 
Anestesia veterinária
Anestesia veterináriaAnestesia veterinária
Anestesia veterinária
antoniodida
 
Fast Hug
Fast HugFast Hug
Fast Hug
galegoo
 
Perioperative Medication Management
Perioperative Medication ManagementPerioperative Medication Management
Perioperative Medication Management
Carlos D A Bersot
 
Manual de orientações aos pacientes inscritos em fila espera para transplante...
Manual de orientações aos pacientes inscritos em fila espera para transplante...Manual de orientações aos pacientes inscritos em fila espera para transplante...
Manual de orientações aos pacientes inscritos em fila espera para transplante...
Nádia Elizabeth Barbosa Villas Bôas
 
Cuidados Intensivos Em Terapia Intensiva PediáTrica
Cuidados Intensivos Em Terapia Intensiva PediáTricaCuidados Intensivos Em Terapia Intensiva PediáTrica
Cuidados Intensivos Em Terapia Intensiva PediáTrica
Renato Bach
 
Clínica cirúrgica
Clínica cirúrgicaClínica cirúrgica
Clínica cirúrgica
Raniery Penha
 
Febrasgo assistencia ao trabalho de parto
Febrasgo   assistencia ao trabalho de partoFebrasgo   assistencia ao trabalho de parto
Febrasgo assistencia ao trabalho de parto
Priscila Mundim
 

Semelhante a Ciclo iii 03 (20)

Treinamento de força para populações especiais
Treinamento de força para populações especiaisTreinamento de força para populações especiais
Treinamento de força para populações especiais
 
Manejo do íleo pós operatório
Manejo do íleo pós operatórioManejo do íleo pós operatório
Manejo do íleo pós operatório
 
aula recuperação pos anestesica.pdf
aula recuperação pos anestesica.pdfaula recuperação pos anestesica.pdf
aula recuperação pos anestesica.pdf
 
ENFERMAGEM PERIOPERATÓRIO pre inntra e pos.pptx
ENFERMAGEM PERIOPERATÓRIO pre inntra e pos.pptxENFERMAGEM PERIOPERATÓRIO pre inntra e pos.pptx
ENFERMAGEM PERIOPERATÓRIO pre inntra e pos.pptx
 
Avaliação Pré operatória em Geriatria
Avaliação Pré operatória em GeriatriaAvaliação Pré operatória em Geriatria
Avaliação Pré operatória em Geriatria
 
A importância do enfermeiro no perioperatório
A importância do enfermeiro no perioperatórioA importância do enfermeiro no perioperatório
A importância do enfermeiro no perioperatório
 
Iv curso teórico prático - exame do paciente em cti e prevenção
Iv curso teórico prático - exame do paciente em cti e prevençãoIv curso teórico prático - exame do paciente em cti e prevenção
Iv curso teórico prático - exame do paciente em cti e prevenção
 
Normas e rotinas
Normas e rotinasNormas e rotinas
Normas e rotinas
 
Saude da mulher
Saude da mulherSaude da mulher
Saude da mulher
 
Medicamentos por via IM 22 02 17.pdf
Medicamentos por via IM 22 02 17.pdfMedicamentos por via IM 22 02 17.pdf
Medicamentos por via IM 22 02 17.pdf
 
Administração medicamentos: regras gerais e tipos de seringas
Administração medicamentos: regras gerais e tipos de seringas Administração medicamentos: regras gerais e tipos de seringas
Administração medicamentos: regras gerais e tipos de seringas
 
Aula sobre-medicamentos
Aula sobre-medicamentosAula sobre-medicamentos
Aula sobre-medicamentos
 
Aula sobre-medicamentos
Aula sobre-medicamentosAula sobre-medicamentos
Aula sobre-medicamentos
 
Anestesia veterinária
Anestesia veterináriaAnestesia veterinária
Anestesia veterinária
 
Fast Hug
Fast HugFast Hug
Fast Hug
 
Perioperative Medication Management
Perioperative Medication ManagementPerioperative Medication Management
Perioperative Medication Management
 
Manual de orientações aos pacientes inscritos em fila espera para transplante...
Manual de orientações aos pacientes inscritos em fila espera para transplante...Manual de orientações aos pacientes inscritos em fila espera para transplante...
Manual de orientações aos pacientes inscritos em fila espera para transplante...
 
Cuidados Intensivos Em Terapia Intensiva PediáTrica
Cuidados Intensivos Em Terapia Intensiva PediáTricaCuidados Intensivos Em Terapia Intensiva PediáTrica
Cuidados Intensivos Em Terapia Intensiva PediáTrica
 
Clínica cirúrgica
Clínica cirúrgicaClínica cirúrgica
Clínica cirúrgica
 
Febrasgo assistencia ao trabalho de parto
Febrasgo   assistencia ao trabalho de partoFebrasgo   assistencia ao trabalho de parto
Febrasgo assistencia ao trabalho de parto
 

Mais de Rodrigo Abreu

Aula 2 elaboração trabalhos científicos
Aula 2   elaboração trabalhos científicosAula 2   elaboração trabalhos científicos
Aula 2 elaboração trabalhos científicos
Rodrigo Abreu
 
Aula 1 elaboração de trabalhos científicos
Aula 1   elaboração de trabalhos científicosAula 1   elaboração de trabalhos científicos
Aula 1 elaboração de trabalhos científicos
Rodrigo Abreu
 
Aula 10 termoterapia e crioterapia
Aula 10  termoterapia e crioterapiaAula 10  termoterapia e crioterapia
Aula 10 termoterapia e crioterapia
Rodrigo Abreu
 
Aula 08 aspiração endotraqueal
Aula 08   aspiração endotraquealAula 08   aspiração endotraqueal
Aula 08 aspiração endotraqueal
Rodrigo Abreu
 
Ciclo i 01
Ciclo i 01Ciclo i 01
Ciclo i 01
Rodrigo Abreu
 
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA ENFERMAGEM E A INSERÇÃO MASCULINA
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA ENFERMAGEM E A INSERÇÃO MASCULINAEVOLUÇÃO HISTÓRICA DA ENFERMAGEM E A INSERÇÃO MASCULINA
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA ENFERMAGEM E A INSERÇÃO MASCULINA
Rodrigo Abreu
 
GÊNERO E O PROCESSO SAÚDE-DOENÇA
GÊNERO E O PROCESSO SAÚDE-DOENÇAGÊNERO E O PROCESSO SAÚDE-DOENÇA
GÊNERO E O PROCESSO SAÚDE-DOENÇA
Rodrigo Abreu
 
Terapias Cognitivas- compoortamentais
Terapias Cognitivas- compoortamentaisTerapias Cognitivas- compoortamentais
Terapias Cognitivas- compoortamentais
Rodrigo Abreu
 
Terapias Complementares
Terapias ComplementaresTerapias Complementares
Terapias Complementares
Rodrigo Abreu
 

Mais de Rodrigo Abreu (9)

Aula 2 elaboração trabalhos científicos
Aula 2   elaboração trabalhos científicosAula 2   elaboração trabalhos científicos
Aula 2 elaboração trabalhos científicos
 
Aula 1 elaboração de trabalhos científicos
Aula 1   elaboração de trabalhos científicosAula 1   elaboração de trabalhos científicos
Aula 1 elaboração de trabalhos científicos
 
Aula 10 termoterapia e crioterapia
Aula 10  termoterapia e crioterapiaAula 10  termoterapia e crioterapia
Aula 10 termoterapia e crioterapia
 
Aula 08 aspiração endotraqueal
Aula 08   aspiração endotraquealAula 08   aspiração endotraqueal
Aula 08 aspiração endotraqueal
 
Ciclo i 01
Ciclo i 01Ciclo i 01
Ciclo i 01
 
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA ENFERMAGEM E A INSERÇÃO MASCULINA
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA ENFERMAGEM E A INSERÇÃO MASCULINAEVOLUÇÃO HISTÓRICA DA ENFERMAGEM E A INSERÇÃO MASCULINA
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA ENFERMAGEM E A INSERÇÃO MASCULINA
 
GÊNERO E O PROCESSO SAÚDE-DOENÇA
GÊNERO E O PROCESSO SAÚDE-DOENÇAGÊNERO E O PROCESSO SAÚDE-DOENÇA
GÊNERO E O PROCESSO SAÚDE-DOENÇA
 
Terapias Cognitivas- compoortamentais
Terapias Cognitivas- compoortamentaisTerapias Cognitivas- compoortamentais
Terapias Cognitivas- compoortamentais
 
Terapias Complementares
Terapias ComplementaresTerapias Complementares
Terapias Complementares
 

Ciclo iii 03

  • 1. Disciplina: Ciclo Vital III AULA 03 Professor: Rodrigo Abreu Período Pré- Operatório 1. Preparo pré-operatório: O preparo pré-operatório tem inicio com a internação estendendo-se até o momento da cirurgia. 2. Classificação:  MEDIATO – É o período que decorre desde a indicação da cirurgia até 24 horas antes do ato cirúrgico;  IMEDIATO – É o período que decorre desde a véspera da cirurgia até a chegada do paciente ao CC. 3. Objetivo Levar o paciente as melhores condições possíveis para cirurgia, para garantir-lhe menores possibilidades de complicações.Cada paciente deve ser tratado e encarado individualmente. Dependendo da cirurgia a ser realizada, o preparo pré-operatório poderá ser feito em alguns dias ou ate mesmo em minutos. 4. Preparo psicológico Tem como objetivo assegurar confiança e tranquilidade mental ao paciente. A internação para o paciente pode significar reclusão, afastamento dos familiares e o paciente podem ficar ansioso e cheio de temores.O trabalho, a vida diária do paciente é momentaneamente paralisados e o desconhecimento do tratamento a que será submetido, tudo isso gera stress, insegurança, desassossego e medo. 5. Preparo físico: É dividido em três etapas: 1 - inicial 2 - na véspera da cirurgia 3 - no dia da cirurgia
  • 2. 5.1. Preparo inicial é quando o paciente vai ser submetido a exames laboratoriais (exames pré- operatórios), que vão assegurar a viabilidade ou não da cirurgia. Nesta fase, a atuação da enfermagem no preparo se relaciona: - Ao preparo do paciente, explicando os procedimentos a serem realizados. - A coleta e encaminhamento dos materiais para exames. - A manutenção do jejum quando necessário. - A aplicação de medicamentos, soro e sangue. - A realização de controles. - Sinais vitais. - Diurese. - Observação de sinais e sintomas. - Anotação na papeleta. 5.2. Preparo físico na véspera da cirurgia tem por objetivo remover toda a fonte de infecção, através da limpeza e desinfecção conseguida com um mínimo de esgotamento do paciente. Essa segunda etapa se processa assim: - Verificar lista de cirurgia quais os pacientes que serão operados, nome da cirurgia, horário, se há pedido de sangue, preparos especiais ou de rotina. - Providenciar material e colher a amostra de sangue para tipagem sanguínea. - Observar sintomas como tosse, coriza, febre, variação de PA e outros. Proceder à limpeza e preparar a pele para cirurgia da seguinte forma: - Tricotomia da região a ser operada, bem ampla. - Banho completo, incluindo cabeça e troca de roupa. - Limpeza e corte das unhas, remover esmaltes (pés e mãos) para poder observar a coloração durante a cirurgia. - Mandar barbear os homens. - Dieta leve no jantar. - Lavagem intestinal ou gástrica, de acordo com a prescrição medica. - Jejum após o jantar, orientar o paciente. - Promover ambiente tranqüilo e repousante 5.3. Preparo físico no dia da cirurgia. - Verifica se o jejum continua sendo mantido. - Verificar se todos os cuidados da véspera foram feitos. - Remover maquiagem, próteses e jóias.As jóias e próteses serão enroladas e guardadas conforme rotina do local. - Controlar pulso, temperatura, respiração e P.A. - Urinar meia hora antes da cirurgia. - Aplicar a medicação pré-anestésica seguindo prescrição medica e geralmente é feito de 30 á
  • 3. 45 minutos da cirurgia. - Checar a medicação pré-anestésica dada.Ela acalma o paciente. - Fazer anotação na papeleta. - Ajudar o paciente a passar da cama a maca. - Levar a maca com o paciente até o centro cirúrgico, juntamente com o prontuário. - Qualquer cuidado não efetuado deve ser comunicado ao centro cirúrgico. 6. Intervenções gerais de enfermagem no pré-operatório:  Avaliação física geral: exame físico, aferir SSVV, avaliação dos exames diagnósticos (sangue, estudos radiológicos, endoscopias, biópsias, exames de urina e de fezes), levantamento de dados significativos, alergias.  Estado nutricional: determinar medida de peso, prega cutânea do tríceps, circunferência do braço, níveis de proteína sérica e o balanço nitrogenado.  Uso de drogas: observar infecções cutâneas, traumas.  Função respiratória: o objetivo do preparo é para que o paciente tenha uma boa função respiratória. Devemos orientar os pacientes para deixar de fumar (4 a 6 semanas), antes da cirurgia. Cirurgias de abdome superior e tórax devem ser orientados a fazer exercícios respiratórios. Pacientes com problemas pulmonares são avaliados pela prova de função pulmonar e gasometria.  Função cardiovascular: o objetivo é ter um sistema cardiovascular bem funcionante para satisfazer as necessidades de oxigênio, hídricas e nutricionais.  Funções hepática e renal: é importante avaliação pois é no fígado que ocorre a biotransformação dos compostos anestésicos. Os rins estão envolvidos na excreção dos anestésicos e seus metabólicos.  Função endócrina: o diabetes não controlado oferece um risco maior, é importante monitorizar a glicemia. Pacientes com uso de esteróides encontram-se com risco de insuficiência adrenal.  Função imunológica: é importante que a enfermagem investigue a ocorrência de reações alérgicas anteriores. O uso de imunossupressores.  Terapia medicamentosa anterior: colher informações acerca de medicações de uso rotineiro do paciente, pois os fármacos possuem efeito sob as funções fisiológicas.  Consentimento: para operar é necessário que o paciente assine o termo de consentimento, pois permite: ao cirurgião e ao paciente proteção. A responsabilidade do enfermeiro está em assegurar de que obtido todas as informações e esclarecimentos.
  • 4. 7. Intervenções Pré-operatórias de Enfermagem:  Nutrição Orientações de jejum pré-operatório Idade Sólidos * Líquidos Claros ** Lactente que mama 3/3h 4 horas 2 a 3 horas Lactente que mama 4/4h 5 horas 2 a 3 horas De 6 meses a 3 anos 6 horas 2 a 3 horas De 3 a 5 anos 6 a 8 horas 3 horas Acima de 5 anos/adultos 8 horas 3 horas * O leite é considerado alimento sólido ** Líquidos claros (transparentes): água, chá, refrigerante, sucos sem polpa, até 4 ml/Kg  Preparo da pele Áreas de tricotomia: - Cirurgia de crânio: todo o couro cabeludo ou conforme prescrição medica. - Cirurgias torácicas: região torácica até umbigo e axilas. - Cirurgia cardíaca: toda extensão corporal (face anterior e posterior), menos o couro cabeludo. - Cirurgia abdominal: desde a região mamaria até o púbis. - Cirurgia dos rins: região abdominal anterior e posterior. - Cirurgia de membros inferiores: todo o membro inferior e púbis. • Realizar até 2 horas antes da cirurgia, onde o mais próximo possível do procedimento cirúrgico é o mais indicado.  Preparo Intestinal: Lavagem intestinal ou gástrica, de acordo com a prescrição medica.
  • 5. 8. Intervenções no período Pré-operatório imediato de Enfermagem:  Medicação pré-anestésica  Medicação pré-anestésica Os medicamentos pré-anestésicos devem ser administrados de 45 a 75 minutos antes do início da anestesia. É muito importante que a equipe de enfermagem administre essa medicação precisamente no tempo prescrito, de outra forma, seu efeito será reduzido ou ainda não terá iniciado, quando se começar a anestesia” (SMELTZER; BARE, 2002). Uso de medicamentos no pré-operatório  Medicamento Observações Beta-bloqueadores Manter; risco de síndrome de retirada. Agonistas Manter; risco de síndrome de retirada; potente ação analgésica, alfa-2- sedativa, ansiolítica – reduzir anestésicos adrenérgicos Bloqueadores do Manter. canais Ca+2 Manter, exceto quinidina que deve ser substituída por Antiarrítmicos procainamida; classes Ia e Ib associadas a bloqueio neuromuscular prolongado. Preferencialmente suspender ou trocar por IMAO reversível de Inibidores ação as MAO curta, como moclobemida. Se necessidade de manutenção, evitar agentes simpaticomiméticos de ação indireta, como a efedrina. Antidepressivo Arritmogênicos; evitar halotano tricíclico Lítio Prolonga ação dos relaxantes musculares
  • 6. Antipsicóticos Manter. Butirofenonas e fenotiazidas com ação anti-emética. Anticonvulsivantes Manter. Verificar doses plasmáticas. Suspender 7-10 dias antes, se possível. Não contra-indica anestesia AAS regional se ausência de outros fatores de risco para alteração da coagulação. Anticoagulantes Suspender pelo menos 4 dias antes da cirurgia ou substituir por Orais heparina conforme necessidade/risco. Verificar TP (INR<1,5). Manter. Observar intervalo de 2h entre administração realização do Heparina bloqueio ou 1h entre término do bloqueio regional. Não retirar profilática SC cateter peridural antes de 4h após a última dose. Suspender 4h antes de realizar bloqueio ou retirar CPD e coletar KTTP. Heparina EV Retardar reinício por pelo menos 1h após o bloqueio ou remoção do CPD. Heparina Suspender 24h antes de realizar bloqueio ou retirar CPD e de baixo peso retardar o molecular reinício por pelo menos 24h após. Hipoglicemiantes Suspender 24h antes e substituir por HGT e insulina S/N orais  Registro pré-operatório  Transporte para o c. cirúrgico  Auxílio à família