Técnico em
Enfermagem
Módulo IV
ENFERMAGEM EM URGÊNCIA
EMERGÊNCIA
Profª Enf. Evelyn Vitória
Triagem na Unidade de Primeiro Atendimento
(UPA) ou Hospitais
• Triagem é um processo de separação que determina a prioridade de
atendimento e tratamento de pacientes, sempre com base na
gravidade da sua condição.
• Essa prática é utilizada, principalmente, quando não existem recursos
suficientes para tratar todos os pacientes de forma imediata. Por
exemplo, quando existem escassez de profissionais, ou durante
situações de alta gravidade, como acidentes com múltiplas vítimas.
• Nesse caso, é preciso empregar um sistema de seleção para
determinar quais os pacientes que precisam de atendimento imediato
e de emergência, e quais podem seguir para outras unidades.
Triagem na Unidade de Primeiro Atendimento
(UPA) ou Hospitais
A classificação de risco é um
método utilizado no acolhimento
hospitalar para avaliar o estado de
saúde do paciente e determinar a
necessidade de um atendimento
mais urgente. Ela permite saber a
gravidade do estado de saúde, o
potencial de risco e o grau de
sofrimento do paciente.
A Resolução Cofen nº 423/2012 do Conselho
Federal de Enfermagem (COFEN) normatizou
a participação do enfermeiro na classificação
de riscos e priorização de atendimento em
serviços de urgência. O artigo 1º da
resolução estabelece que esta atividade é
privativa do enfermeiro, observadas as
disposições legais da profissão.
A Resolução Cofen nº 423/2012 foi revogada
pela Resolução Cofen nº 661/2021, que
atualizou e normatizou a participação da equipe
de enfermagem na classificação de riscos.
Triagem na Unidade de Primeiro Atendimento
(UPA) ou Hospitais
 Qual a importância da triagem?
• Organizar o atendimento aos pacientes, proporcionando um suporte de
qualidade e eficiente, mesmo em ambientes de risco ou movimentados.
• Por isso, ao determinar a gravidade da situação de cada paciente, os
profissionais podem oferecer uma assistência mais objetiva. Isso ajuda a
otimizar os procedimentos para atender o maior número possível de pessoas,
além de ajudar em casos de emergências instantâneas.
• Inclusive, consideramos a triagem no ambiente da saúde como obrigatória
em emergências de grandes hospitais e pronto-socorros, por exemplo.
• Com a restrição de profissionais e recursos, é importante que os pacientes
tenham uma devida avaliação, e não apenas para facilitar o atendimento,
mas também para aumentar suas chances de sobrevivência, principalmente
se utilizado o recurso da inteligência artificial a favor.
• Além disso, esse processo permite que toda a equipe possa administrar a
situação de modo eficiente, realizando a divisão correta dos suprimentos e
tomando decisões com maior segurança.
Quais os modelos de triagem mais populares?
• Com o tempo, a triagem passou por diversas adaptações, para atender as
necessidades de cada área da saúde da melhor maneira possível.
• Por isso, surgiram diferentes modelos desse procedimento, para cada
campo e situação em diferentes segmentos da saúde.
Conheça alguns dos mais populares:
 Triagem hospitalar
• A triagem mais conhecida é a hospitalar, realizada em ambientes como
hospitais e prontos-socorros. Seu objetivo é determinar a prioridade de cada
caso, além de direcioná-los para as alas de tratamento apropriado, de acordo
com a urgência médica.
• Inclusive, este método costuma ser executado à exaustão em enfermarias com
maior movimento ou com recursos limitados, de modo a otimizar os processos
feitos no local e que o tempo do profissional se torne menos escasso.
Quais os modelos de triagem mais populares?
• Triagem psicológica
Como o nome indica, essa triagem avalia pacientes que buscam atendimentos
psicológicos e psiquiátricos, para avaliar seus sintomas, motivações e outras
causas.
Inclusive, essa prática pode ocorrer em clínicas públicas, particulares ou
atendimentos individuais. Aqui, o objetivo é conhecer o paciente e porque ele
buscou aquele tratamento.
• Triagem ambulatorial
Um ambulatório realiza serviços de saúde de baixa complexidade e
emergência, sem riscos imediatos à vida dos pacientes.
No entanto, também podem realizar a triagem para separar e classificar cada
caso, mesmo em consultas de rotina.
Mesmo que não haja situações de urgência, a prática pode ajudar a determinar
quais os profissionais indicados para cada tratamento, otimizando os
atendimentos no local.
Conceitos básicos de enfermagem em
emergência:
–Abandono:
•O artigo 133 do código Penal Brasileiro diz que:
»Abandonar a pessoa que está sob o seu cuidado, guarda, vigilância
ou autoridade, e, por qualquer motivo, incapaz de defender-se dos
riscos resultantes do abandono. Pena: Detenção, de seis meses a
três anos.
»§ 1º. Se do abandono resulta lesão corporal de natureza grave:
Reclusão, se um a cinco anos.
»§2º. Resulta-se morte: Reclusão, de quatro a doze anos.
Bases Legais para o Exercício da Enfermagem
O profissional técnico de enfermagem desenvolve
suas atividades com competência, responsabilidade e
qualidade, garantindo uma assistência livre de danos
causados por imperícia, imprudência e negligência
(RESOLUÇÃO 311/07, ART.12).
Deverá prestar assistência a pacientes graves, porém,
sempre com a supervisão do enfermeiro, o qual
deverá garantir uma prática segura, aliada ao
conhecimento científico do qual é portador. Com o
crescimento do polo hospitalar em nosso país, é
perceptível a formação de profissionais cada vez mais
habilitado para exercer a sua função de forma
compatível com a demanda hospitalar.
Quais os modelos de triagem mais populares?
 Triagem de Manchester
• Embora cada ambiente tenha a liberdade de realizar o método de triagem
que preferir, o padrão atual é a triagem de Manchester.
• Trata-se de um protocolo criado em 1997, que determina um sistema de
classificação de riscos em cores. Inclusive, este é um dos métodos mais
utilizados em pronto-socorro e hospitais em todo o mundo.
• A partir da avaliação inicial do paciente, o médico ou enfermeiro consegue
posicionar uma pulseira ou faixa com a cor que indica a gravidade da
situação. Inclusive, ela pode ser revelada de maneira direta ao paciente ou
inserida em um sistema com inteligência artificial para informar o
profissional que assumirá o caso de maneira mais ágil.
Estrutura de Triagem das Unidades de
Pronto Atendimentos e Hospitais
• O Serviço de Urgência e Emergência deve dispor de infraestrutura física
dimensionada de acordo a demanda, complexidade e perfil assistencial da
unidade, garantindo a segurança e a continuidade da assistência ao paciente e
deve disponibilizar uma Sala de classificação de risco;"(Portaria n° 354/2014
"Boas Práticas para Organização e Funcionamento de Serviços de Urgência e
Emergência")
Estrutura de Triagem das Unidades de
Pronto Atendimentos e Hospitais
Critérios de Classificação
Através da Consulta de enfermagem para:
• Identificação dos fatores e potenciais de risco ou sinais de
alerta. (choque, palidez cutânea, febre alta, desmaio ou perda
da consciência, desorientação, tipo de dor, etc.);
• Queixa principal (apresentação da doença);Pontos
importantes na avaliação inicial:- sinais vitais, Sat. de O2
escala de dor, escala de Glasgow, doenças preexistentes,
idade, dificuldade de comunicação;
• Reavaliar constantemente poderá mudar a classificação;
MATERIAIS NECESSÁRIOS PARA O
ATENDIMENTO DE ENFERMAGEM:
• Manual de classificação de risco e computador:
• Esfigmomanômetro e Estetoscópio;
• Termômetro
• Glicosimetro
• Relógio;
• Monitor (para aferir frequência cardíaca e SPO2);
• Pulseiras de identificação conforme a classificação destinada;
• Ficha de registro para a classificação de risco;
• Equipamentos de Proteção Individual (EPI).
PRINCIPAIS EMERGÊNCIAS
CLÍNICAS E ASSISTÊNCIA DE
ENFERMAGEM EM URGÊNCIA E
EMERGÊNCIA
PRINCIPAIS EMERGÊNCIAS CLÍNICAS
1. Emergências Respiratórias
• Insuficiência respiratória aguda
• Asma, pneumonia, embolia pulmonar, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC),
acidente vascular cerebral (AVC), infarto agudo do miocárdio, tuberculose,
obesidade, aspiração de corpo estranho, intoxicação por fumaça ou produtos
químicos e câncer
• Identificação dos sinais de crise e intervenção (broncoespasmo, chiado, falta de ar).
• Administração de medicamentos (nebulização, oxigenoterapia).
• Desobstrução de vias aéreas (Manobra de Heimlich).
PRINCIPAIS EMERGÊNCIAS CLÍNICAS
1. Emergências Respiratórias
• ASMA
 Asma é uma das doenças respiratórias crônicas mais comuns, juntamente
com a rinite alérgica e a doença pulmonar obstrutiva crônica. As principais
características dessa doença pulmonar são dificuldade de respirar, chiado e
aperto no peito, respiração curta e rápida. Os sintomas pioram à noite e
nas primeiras horas da manhã ou em resposta à prática de exercícios
físicos, à exposição a alérgenos, à poluição ambiental e a mudanças
climáticas.
PRINCIPAIS EMERGÊNCIAS CLÍNICAS
1. Emergências Respiratórias
• ASMA
• Sintomas
 Tosse seca;
 Chiado no peito;
 Dificuldade para respirar;
 Respiração rápida e curta;
 Desconforto torácico;
 Ansiedade.
PRINCIPAIS EMERGÊNCIAS CLÍNICAS
1. Emergências Respiratórias
• ASMA
• COMO TRATAR?
• Cuidados no serviço de emergência
 Broncodilatadores inalatórios (agonistas beta-2 e anticolinérgicos) constituem o
alicerce do tratamento da asma no setor de emergência. Para adultos e crianças
maiores.
 A adrenalina subcutânea, na solução de 1 mg/mL (1:1000).
 Ipratrópio nebulizado
 Corticoides sistêmicos (prednisona, prednisolona, metilprednisolona)
 Indica-se suplementação de oxigênio para a hipoxemia e deve ser administrada por
cânula nasal ou máscara facial a uma taxa de fluxo ou concentração suficiente para
manter a saturação de oxigênio em > 90%.
 Hospitalização
DPOC – DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA
• É uma doença pulmonar que obstrui as vias aéreas, tornando a respiração difícil. Os principais
sintomas da DPOC são: falta de ar aos esforços, que pode progredir até para atividades
corriqueiras como trocar de roupas ou tomar banho; pigarro, tosse crônica, tosse com secreção
e que piora pela manhã são sintomas comuns.
• O tabagismo é o principal fator de risco para DPOC e sua origem é fortemente ligada ao efeito da
fumaça de cigarro nos pulmões, havendo relação da quantidade e do tempo de tabagismo com a
gravidade da doença. Normalmente seu início é lento, mas pode evoluir de modo mais rápido
levando a incapacidade por insuficiência respiratória e óbito. Outros tipos de fumo como o
cachimbo, narguilé, maconha e a exposição passiva também contribuem para causar e piorar a
doença. A poluição ambiental, a queima de biomassa como as queimadas de lavouras e uso de
lenha para cozinhar, como o fogão a lenha, entram também neste grupo.
PRINCIPAIS EMERGÊNCIAS CLÍNICAS
1. Emergências Respiratórias
• Parada Cardiorrespiratória (PCR)
• Suporte Básico de Vida (BLS): Cadeia de sobrevivência,
compressões torácicas e ventilação.
• Utilização de Desfibriladores Externos Automáticos (DEA).
• Reconhecimento precoce e ações iniciais.
PRINCIPAIS EMERGÊNCIAS CLÍNICAS
1. Emergências Respiratórias
 Manobras de desobstrução das vias aéreas:
• MANOBRA DE HEIMLICH (AHA)
• Procurar sinais como incapacidade de falar, tossir ou respirar adequadamente.
• Ver se a pessoa posiciona as mãos apertando a garganta, que é o sinal de socorro
universal de obstrução grave das vias respiratórias.
• Pergunte: “Você está sufocando?”
• Se a pessoa consegue falar e respirar, incentivá-la a tossir, mas não inicie as manobras
de desobstrução das vias respiratórias; em vez disso, providenciar avaliação médica.
• Se a pessoa em asfixia acenar sim com a cabeça e não conseguir falar, tossir ou respirar
adequadamente, isso sugere obstrução grave das vias respiratórias e a necessidade de
manobras de desobstrução.
PRINCIPAIS EMERGÊNCIAS CLÍNICAS
1. Emergências Respiratórias
Manobras de desobstrução das vias aéreas:
• MANOBRA DE HEIMLICH (AHA)
• Circundar a cintura do paciente com os braços.
• Cerrar um dos punhos e colocá-lo entre o umbigo e o apêndice xifoide.
• Segurar o punho com a outra mão (ver figura Trações com o paciente em pé
ou sentado).
• Aplicar uma compressão firme para dentro e para cima puxando com ambos
os membros superiores bem para trás e para cima.
• Repetir rapidamente a compressão 6 a 10 vezes conforme necessário.
PRINCIPAIS EMERGÊNCIAS CLÍNICAS
1. Emergências Respiratórias
 Manobras de desobstrução das vias aéreas:
• MANOBRA DE HEIMLICH (AHA) EM BEBÊS
• Em bebês, o procedimento deve ser feito de uma maneira diferenciada, o bebê deve ser posicionado
com a boca para baixo, com o peito apoiado sobre o antebraço do socorrista e com a cabeça mais
baixa do que o corpo. O socorrista deve fazer batimentos entre as escápulas cinco vezes, utilizando a
palma da mão, de forma firme, mas tomando o cuidado para não machucar o bebê.
• Se as vias aéreas continuarem obstruídas, deve-se colocar o bebê virado para cima, com a cabeça para
baixo, e empurrar com o dedo indicador e o médio para dentro e para cima sobre o esterno do bebê.
• Depois, é preciso examinar novamente a boca da criança para procurar algum objeto visível. O
socorrista deve realizar o procedimento quantas vezes for necessário — o choro é um bom sinal de
recuperação.
PRINCIPAIS EMERGÊNCIAS CLÍNICAS
1. Emergências Respiratórias
 Parada Cardiorrespiratória (PCR)
• A Parada Cardiorrespiratória (PCR) é uma condição de emergência grave em
que a pessoa para de respirar adequadamente e o coração deixa de bombear
sangue de forma eficaz, ou seja, ocorre a parada da atividade mecânica do
coração e da ventilação pulmonar. Isso resulta na interrupção do fluxo de
oxigênio para os órgãos vitais, especialmente o cérebro, podendo levar à
morte em poucos minutos, se não houver intervenção imediata.
• Sinais da PCR:
• Inconsciência: A pessoa não responde a estímulos ou comandos verbais.
• Ausência de Respiração: Não há movimentos respiratórios ou está respirando
de forma anormal (gasping).
• Ausência de Pulsação: Não é possível sentir o pulso em grandes artérias (como
a carótida).
• Causas Comuns da PCR:Problemas cardíacos: Infarto agudo do miocárdio,
arritmias graves (fibrilação ventricular).
PRINCIPAIS EMERGÊNCIAS CLÍNICAS
1. Emergências Respiratórias
 Parada Cardiorrespiratória (PCR)
• Insuficiência respiratória: Obstrução das vias aéreas, asfixia, afogamento.
• Traumas: Lesões graves que comprometem a circulação e respiração.
• Choque séptico ou hipovolêmico.
• Overdose de drogas ou intoxicações graves.
• Tratamento Imediato: O tratamento para uma PCR é iniciar imediatamente o
Suporte Básico de Vida (BLS):
• Chamar ajuda: Acionar o serviço de emergência.
PRINCIPAIS EMERGÊNCIAS CLÍNICAS
1. Emergências Respiratórias
 Parada Cardiorrespiratória (PCR)
• Reanimação Cardiopulmonar (RCP): Compressões torácicas
rápidas e profundas para manter o fluxo sanguíneo.
• Frequência de 100-120 compressões por minuto.
• Profundidade de 5 a 6 cm em adultos.
• Ventilação: Fornecer ventilação adequada (boca-a-boca ou
com dispositivos como máscara bolsa-válvula).
• Desfibrilação precoce: Utilizar um Desfibrilador Externo
Automático (DEA) se disponível, para corrigir ritmos
cardíacos desfibriláveis (fibrilação ventricular ou taquicardia
ventricular sem pulso).
PRINCIPAIS EMERGÊNCIAS CLÍNICAS
1. Emergências Respiratórias
 Parada Cardiorrespiratória (PCR)
• Desfibrilador Externo Automático (DEA)
CARRO DE PARADA
• Um carrinho de emergência é um equipamento hospitalar que consiste
em um armário com gavetas projetadas para acomodar materiais,
medicamentos, fármacos e equipamentos cruciais para o atendimento
médico em situações de urgência.
• Ele é especialmente importante em casos de reanimação
cardiorrespiratória e outros cenários críticos.
• Isso porque sua mobilidade e organização facilitam o acesso rápido e
eficaz aos recursos necessários para o tratamento imediato dos
pacientes.
• Deste modo, o carrinho de emergência, ou carro de parada, como
também é chamado, é uma peça fundamental nos setores de
observação intensiva de hospitais, como emergência, UTI, pronto
socorro e centro cirúrgico.
CARRO DE PARADA
• Os objetivos dos carrinhos de emergência são:
• garantir a padronização dos medicamentos, materiais e equipamentos
contidos;
• estabelecer rotinas padronizadas para organização, checagem, testagem e
limpeza de seus componentes acessórios;
• clarificar as responsabilidades de quem utiliza e mantém os carrinhos de
emergência;
• facilitar o acesso rápido aos recursos necessários para fornecer assistência
eficiente e de alta qualidade aos pacientes em situações de emergência;
• garantir a uniformidade na configuração e conteúdo de um carrinho de
emergência para maior eficácia e consistência no atendimento.
• Técnicos e auxiliares de enfermagem
• Efetuar a limpeza do desfibrilador (incluindo monitor, cabos e acessórios) e
dos carrinhos de emergência, seguindo a escala de serviço e/ou após cada
atendimento de emergência.
• Colaborar com o enfermeiro na organização dos carrinhos de emergência.
PRINCIPAIS EMERGÊNCIAS CLÍNICAS
1. Considerações
 Parada Cardiorrespiratória (PCR)
• Evite ao máximo contato com fluídos corporais
da vítima, como sangue, urina, saliva e outros.
• Procure usar equipamentos de proteção
individual (luvas, mascára, etc...)
Atendimento prestado a
uma vítima de mal
súbito ou trauma Manutenção de seus
sinais vitais e a
preservação da vida Tratamento
definitivo
O Atendimento Pré-hospitalar
O Sistema de Atenção Integral às Urgências
compreende:
–1) Pré-hospitalar Fixo: Unidades Básicas de Saúde, Unidades
de Saúde da Família e Agentes Comunitários, Ambulatórios
Especializados Serviço de Diagnóstico e Terapia, Serviços de
Atendimento às Urgências não hospitalares (PS, Pronto
Atendimento).
–2) Pré-hospitalar Móvel, Sistema de Atenção Integral às
Urgências.
–3) Hospitalar: Prontos Socorros das unidades hospitalares,
Leitos de internação: gerais terapia intensiva especializados
longa permanência.
–4) Pós-hospitalar: Atenção domiciliar (assistência e
internação domiciliar) Reabilitação.
O Atendimento Pré-hospitalar
Atendimento pré-hospitalar (APH) é o atendimento
emergencial em ambiente extra-hospitalar (fora do
hospital). É um dos elos da cadeia de atendimento a
vítimas. Caracteriza-se por ser realizado fora do
ambiente tradicional da atenção à saúde.
No Brasil, o Atendimento Pré-hospitalar tem suas
diretrizes fixadas pela Portaria ministerial 814/GM de
1° de junho de 2001, que, entre outras coisas,
Normatiza os Serviços de Atendimento Pré-hospitalar
Móvel de Urgências. Nesta portaria também estão
contidos todos os equipamento e profissionais
necessários para o bom funcionamento do serviço de
atendimento pré-hospitalar.
O Atendimento Pré-hospitalar
Ainda de acordo com essa portaria, o Ministério da
Saúde considera como nível pré-hospitalar móvel na
área de urgência o atendimento que procura chegar
precocemente à vítima, após ter ocorrido um agravo à
sua saúde (de natureza traumática ou não, ou, ainda,
psiquiátrica), que possa levar ao sofrimento, sequelas
ou mesmo à morte, sendo necessário, portanto,
prestar-lhe atendimento e/ou transporte adequado a
um serviço de saúde devidamente hierarquizado e
integrado ao Sistema Único de Saúde.
Os profissionais necessários são: médico, enfermeiros,
técnicos de enfermagem, telefonistas, condutores,
radio-operador, bombeiros militares e profissionais
responsáveis pela segurança.
Técnico em enfermagem em
emergência médica
Profissional titular do certificado ou diploma de
Técnico de Enfermagem, devidamente registrado no
Conselho Regional de Enfermagem de sua jurisdição.
Exerce atividades auxiliares, de nível técnico, sendo
habilitado para o Atendimento Pré-hospitalar Móvel,
integrando sua equipe, conforme os termos desta
Portaria.
Além da intervenção conservadora no atendimento do
paciente, é habilitado a realizar procedimentos a ele
delegados, sob supervisão do profissional Enfermeiro,
dentro do âmbito de sua qualificação profissional
(PORTARIA GM 814/01).
Técnico em enfermagem em
emergência médica
O perfil desejado para este profissional é observado a
seguir.
–Maior de dezoito anos;
–Disposição pessoal para a atividade;
–Capacidade física e mental para a atividade;
–Equilíbrio emocional e autocontrole;
–Disposição para cumprir ações orientadas;
–Disponibilidade para (re)certificação periódica;
–Experiência profissional prévia em serviço de saúde voltado
ao atendimento de urgências e emergências;
–Capacidade de trabalhar em equipe; e,
–Escolaridade: Ensino Médio Completo e curso regular de
técnico de enfermagem.
Os tipos veículos
As ambulâncias são classificadas por tipo:
–Tipo A: ambulância de transporte: veículo destinado ao
transporte em decúbito horizontal de pacientes que não
apresentam risco de vida, para remoções simples, de
caráter eletivo.
–Tipo B – ambulância de suporte básico: veículo
destinado ao transporte inter-hospitalar de pacientes
com risco de vida conhecido e ao atendimento pré-
hospitalar de pacientes com risco de vida desconhecido,
não classificado com potencial de necessitar de
intervenção médica no local e/ou durante transporte até
o serviço se destino. Quando utilizado no atendimento
pré-hospitalar de vítimas e acidentes, deverá conter
todos os materiais e equipamentos necessários à
imobilização de pacientes.
Os tipos veículos
As ambulâncias são classificadas por tipo:
–Tipo C – Ambulância de resgate: veículo de atendimento de
emergências pré-hospitalares de pacientes vítimas de
acidentes ou pacientes em locais de difícil acesso, com
equipamentos específicos de imobilização e suporte básico,
além de equipamentos de salvamento (terrestre, aquático e
em alturas). Essas ambulâncias mistas deverão ter uma
configuração que garanta um salão de atendimento às
vítimas de, no mínimo, 8m, além do compartimento isolado
para a guarda de equipamentos de salvamento.
–Tipo D – Ambulância de suporte avançado: veículo destinado
ao atendimento e transporte de pacientes de alto risco em
emergência pré-hospitalares e/ou de transporte inter-
hospitalar, que necessitam de cuidados médicos intensivos.
Deve contar com os equipamentos médicos necessários para
esta função.
Os tipos veículos
As ambulâncias são classificadas por tipo:
–Tipo E – Aeronave de transporte médico: aeronave de asa
fixa ou rotativa, utilizada para transporte inter-hospitalar de
pacientes e aeronave de asa rotativa para ações de resgate,
dotada de equipamentos médicos homologados pelo
Departamento de Aviação Civil (DAC).
–Tipo F – Nave de transporte médico: veículo motorizado
hidroviário, destinado ao transporte por via marítima ou
fluvial. Deve possuir os equipamentos médicos necessários
ao atendimento de pacientes, conforme a sua gravidade.
–Veículos de intervenção rápida: apoio rápido. Também
chamados de veículos leves, veículos rápidos ou veículos de
ligação médica. São indicados para transporte de médicos
com equipamentos que possibilitam oferecer suporte
avançado de vida nas ambulâncias do Tipo A, B, C.
Os tipos veículos
Aeronave de transporte médico
Motolância
Ambulancha
Ambulância
Sistema de Atenção Integral
às Urgências
O Sistema de Atenção Integral às Urgências
compreende o pré-hospitalar fixo e o pré-hospitalar
móvel. O primeiro diz respeito às Unidades Básicas de
Saúde, Unidade da Família e Agentes Comunitários,
ambulatórios especializados, serviços de diagnóstico e
terapia, serviços de atendimento às urgências não
hospitalares (OS, Pronto Atendimento), enquanto que
o segundo se refere aos prontos socorros das unidades
hospitalares, leitos de internação: terapia intensiva
especializada de longa permanência, no que diz
respeito ao atendimento hospitalar, e atenção
domiciliar (assistência e internação domiciliar) e
reabilitação, no que diz respeito ao atendimento pré-
hospitalar.
Os Principais Casos de Atendimento em
Enfermagem em Emergência
Serão observados a seguir os principais casos
de entrada de pacientes em unidades de
atendimento de emergência. Em primeiro
lugar, é importante que o profissional de
enfermagem conheça a anatomia do corpo
humano.
Breve revisão anatômica
Esquema esquelético
Breve revisão anatômica
Sistema muscular
Breve revisão anatômica
Quadrante abdominal:
–Os músculos, além de contribuírem para a forma externa,
representam a parte ativa do aparelho locomotor, fazendo a
ligação do sistema nervoso com os ossos.
Breve revisão anatômica
A pele é o maior órgão do corpo.
É formada por três camadas: epiderme, derme e
hipoderme, da mais externa para a mais profunda,
respectivamente.
PRINCIPAIS EMERGÊNCIAS CLÍNICAS
1. Emergências Respiratórias
 5 PASSOS PARA SALVAR VIDAS
1. Reconhecer – Avaliação Inicial
2. Ajuda – 192 + DEA
3. RCP
4. DEA
5. Cuidados pós parada
Manutenção de seus
sinais vitais e a
preservação da vida Tratamento
definitivo
OBRIGADA!

AULA 01 URGENCIA E EMERGÊNCIA CONCEITOS.pdf

  • 1.
  • 2.
  • 3.
    Triagem na Unidadede Primeiro Atendimento (UPA) ou Hospitais • Triagem é um processo de separação que determina a prioridade de atendimento e tratamento de pacientes, sempre com base na gravidade da sua condição. • Essa prática é utilizada, principalmente, quando não existem recursos suficientes para tratar todos os pacientes de forma imediata. Por exemplo, quando existem escassez de profissionais, ou durante situações de alta gravidade, como acidentes com múltiplas vítimas. • Nesse caso, é preciso empregar um sistema de seleção para determinar quais os pacientes que precisam de atendimento imediato e de emergência, e quais podem seguir para outras unidades.
  • 4.
    Triagem na Unidadede Primeiro Atendimento (UPA) ou Hospitais A classificação de risco é um método utilizado no acolhimento hospitalar para avaliar o estado de saúde do paciente e determinar a necessidade de um atendimento mais urgente. Ela permite saber a gravidade do estado de saúde, o potencial de risco e o grau de sofrimento do paciente. A Resolução Cofen nº 423/2012 do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) normatizou a participação do enfermeiro na classificação de riscos e priorização de atendimento em serviços de urgência. O artigo 1º da resolução estabelece que esta atividade é privativa do enfermeiro, observadas as disposições legais da profissão. A Resolução Cofen nº 423/2012 foi revogada pela Resolução Cofen nº 661/2021, que atualizou e normatizou a participação da equipe de enfermagem na classificação de riscos.
  • 5.
    Triagem na Unidadede Primeiro Atendimento (UPA) ou Hospitais  Qual a importância da triagem? • Organizar o atendimento aos pacientes, proporcionando um suporte de qualidade e eficiente, mesmo em ambientes de risco ou movimentados. • Por isso, ao determinar a gravidade da situação de cada paciente, os profissionais podem oferecer uma assistência mais objetiva. Isso ajuda a otimizar os procedimentos para atender o maior número possível de pessoas, além de ajudar em casos de emergências instantâneas. • Inclusive, consideramos a triagem no ambiente da saúde como obrigatória em emergências de grandes hospitais e pronto-socorros, por exemplo. • Com a restrição de profissionais e recursos, é importante que os pacientes tenham uma devida avaliação, e não apenas para facilitar o atendimento, mas também para aumentar suas chances de sobrevivência, principalmente se utilizado o recurso da inteligência artificial a favor. • Além disso, esse processo permite que toda a equipe possa administrar a situação de modo eficiente, realizando a divisão correta dos suprimentos e tomando decisões com maior segurança.
  • 6.
    Quais os modelosde triagem mais populares? • Com o tempo, a triagem passou por diversas adaptações, para atender as necessidades de cada área da saúde da melhor maneira possível. • Por isso, surgiram diferentes modelos desse procedimento, para cada campo e situação em diferentes segmentos da saúde. Conheça alguns dos mais populares:  Triagem hospitalar • A triagem mais conhecida é a hospitalar, realizada em ambientes como hospitais e prontos-socorros. Seu objetivo é determinar a prioridade de cada caso, além de direcioná-los para as alas de tratamento apropriado, de acordo com a urgência médica. • Inclusive, este método costuma ser executado à exaustão em enfermarias com maior movimento ou com recursos limitados, de modo a otimizar os processos feitos no local e que o tempo do profissional se torne menos escasso.
  • 7.
    Quais os modelosde triagem mais populares? • Triagem psicológica Como o nome indica, essa triagem avalia pacientes que buscam atendimentos psicológicos e psiquiátricos, para avaliar seus sintomas, motivações e outras causas. Inclusive, essa prática pode ocorrer em clínicas públicas, particulares ou atendimentos individuais. Aqui, o objetivo é conhecer o paciente e porque ele buscou aquele tratamento. • Triagem ambulatorial Um ambulatório realiza serviços de saúde de baixa complexidade e emergência, sem riscos imediatos à vida dos pacientes. No entanto, também podem realizar a triagem para separar e classificar cada caso, mesmo em consultas de rotina. Mesmo que não haja situações de urgência, a prática pode ajudar a determinar quais os profissionais indicados para cada tratamento, otimizando os atendimentos no local.
  • 8.
    Conceitos básicos deenfermagem em emergência: –Abandono: •O artigo 133 do código Penal Brasileiro diz que: »Abandonar a pessoa que está sob o seu cuidado, guarda, vigilância ou autoridade, e, por qualquer motivo, incapaz de defender-se dos riscos resultantes do abandono. Pena: Detenção, de seis meses a três anos. »§ 1º. Se do abandono resulta lesão corporal de natureza grave: Reclusão, se um a cinco anos. »§2º. Resulta-se morte: Reclusão, de quatro a doze anos.
  • 9.
    Bases Legais parao Exercício da Enfermagem O profissional técnico de enfermagem desenvolve suas atividades com competência, responsabilidade e qualidade, garantindo uma assistência livre de danos causados por imperícia, imprudência e negligência (RESOLUÇÃO 311/07, ART.12). Deverá prestar assistência a pacientes graves, porém, sempre com a supervisão do enfermeiro, o qual deverá garantir uma prática segura, aliada ao conhecimento científico do qual é portador. Com o crescimento do polo hospitalar em nosso país, é perceptível a formação de profissionais cada vez mais habilitado para exercer a sua função de forma compatível com a demanda hospitalar.
  • 11.
    Quais os modelosde triagem mais populares?  Triagem de Manchester • Embora cada ambiente tenha a liberdade de realizar o método de triagem que preferir, o padrão atual é a triagem de Manchester. • Trata-se de um protocolo criado em 1997, que determina um sistema de classificação de riscos em cores. Inclusive, este é um dos métodos mais utilizados em pronto-socorro e hospitais em todo o mundo. • A partir da avaliação inicial do paciente, o médico ou enfermeiro consegue posicionar uma pulseira ou faixa com a cor que indica a gravidade da situação. Inclusive, ela pode ser revelada de maneira direta ao paciente ou inserida em um sistema com inteligência artificial para informar o profissional que assumirá o caso de maneira mais ágil.
  • 13.
    Estrutura de Triagemdas Unidades de Pronto Atendimentos e Hospitais • O Serviço de Urgência e Emergência deve dispor de infraestrutura física dimensionada de acordo a demanda, complexidade e perfil assistencial da unidade, garantindo a segurança e a continuidade da assistência ao paciente e deve disponibilizar uma Sala de classificação de risco;"(Portaria n° 354/2014 "Boas Práticas para Organização e Funcionamento de Serviços de Urgência e Emergência")
  • 14.
    Estrutura de Triagemdas Unidades de Pronto Atendimentos e Hospitais
  • 15.
    Critérios de Classificação Atravésda Consulta de enfermagem para: • Identificação dos fatores e potenciais de risco ou sinais de alerta. (choque, palidez cutânea, febre alta, desmaio ou perda da consciência, desorientação, tipo de dor, etc.); • Queixa principal (apresentação da doença);Pontos importantes na avaliação inicial:- sinais vitais, Sat. de O2 escala de dor, escala de Glasgow, doenças preexistentes, idade, dificuldade de comunicação; • Reavaliar constantemente poderá mudar a classificação;
  • 16.
    MATERIAIS NECESSÁRIOS PARAO ATENDIMENTO DE ENFERMAGEM: • Manual de classificação de risco e computador: • Esfigmomanômetro e Estetoscópio; • Termômetro • Glicosimetro • Relógio; • Monitor (para aferir frequência cardíaca e SPO2); • Pulseiras de identificação conforme a classificação destinada; • Ficha de registro para a classificação de risco; • Equipamentos de Proteção Individual (EPI).
  • 17.
    PRINCIPAIS EMERGÊNCIAS CLÍNICAS EASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
  • 18.
    PRINCIPAIS EMERGÊNCIAS CLÍNICAS 1.Emergências Respiratórias • Insuficiência respiratória aguda • Asma, pneumonia, embolia pulmonar, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), acidente vascular cerebral (AVC), infarto agudo do miocárdio, tuberculose, obesidade, aspiração de corpo estranho, intoxicação por fumaça ou produtos químicos e câncer • Identificação dos sinais de crise e intervenção (broncoespasmo, chiado, falta de ar). • Administração de medicamentos (nebulização, oxigenoterapia). • Desobstrução de vias aéreas (Manobra de Heimlich).
  • 19.
    PRINCIPAIS EMERGÊNCIAS CLÍNICAS 1.Emergências Respiratórias • ASMA  Asma é uma das doenças respiratórias crônicas mais comuns, juntamente com a rinite alérgica e a doença pulmonar obstrutiva crônica. As principais características dessa doença pulmonar são dificuldade de respirar, chiado e aperto no peito, respiração curta e rápida. Os sintomas pioram à noite e nas primeiras horas da manhã ou em resposta à prática de exercícios físicos, à exposição a alérgenos, à poluição ambiental e a mudanças climáticas.
  • 20.
    PRINCIPAIS EMERGÊNCIAS CLÍNICAS 1.Emergências Respiratórias • ASMA • Sintomas  Tosse seca;  Chiado no peito;  Dificuldade para respirar;  Respiração rápida e curta;  Desconforto torácico;  Ansiedade.
  • 21.
    PRINCIPAIS EMERGÊNCIAS CLÍNICAS 1.Emergências Respiratórias • ASMA • COMO TRATAR? • Cuidados no serviço de emergência  Broncodilatadores inalatórios (agonistas beta-2 e anticolinérgicos) constituem o alicerce do tratamento da asma no setor de emergência. Para adultos e crianças maiores.  A adrenalina subcutânea, na solução de 1 mg/mL (1:1000).  Ipratrópio nebulizado  Corticoides sistêmicos (prednisona, prednisolona, metilprednisolona)  Indica-se suplementação de oxigênio para a hipoxemia e deve ser administrada por cânula nasal ou máscara facial a uma taxa de fluxo ou concentração suficiente para manter a saturação de oxigênio em > 90%.  Hospitalização
  • 22.
    DPOC – DOENÇAPULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA • É uma doença pulmonar que obstrui as vias aéreas, tornando a respiração difícil. Os principais sintomas da DPOC são: falta de ar aos esforços, que pode progredir até para atividades corriqueiras como trocar de roupas ou tomar banho; pigarro, tosse crônica, tosse com secreção e que piora pela manhã são sintomas comuns. • O tabagismo é o principal fator de risco para DPOC e sua origem é fortemente ligada ao efeito da fumaça de cigarro nos pulmões, havendo relação da quantidade e do tempo de tabagismo com a gravidade da doença. Normalmente seu início é lento, mas pode evoluir de modo mais rápido levando a incapacidade por insuficiência respiratória e óbito. Outros tipos de fumo como o cachimbo, narguilé, maconha e a exposição passiva também contribuem para causar e piorar a doença. A poluição ambiental, a queima de biomassa como as queimadas de lavouras e uso de lenha para cozinhar, como o fogão a lenha, entram também neste grupo.
  • 23.
    PRINCIPAIS EMERGÊNCIAS CLÍNICAS 1.Emergências Respiratórias • Parada Cardiorrespiratória (PCR) • Suporte Básico de Vida (BLS): Cadeia de sobrevivência, compressões torácicas e ventilação. • Utilização de Desfibriladores Externos Automáticos (DEA). • Reconhecimento precoce e ações iniciais.
  • 24.
    PRINCIPAIS EMERGÊNCIAS CLÍNICAS 1.Emergências Respiratórias  Manobras de desobstrução das vias aéreas: • MANOBRA DE HEIMLICH (AHA) • Procurar sinais como incapacidade de falar, tossir ou respirar adequadamente. • Ver se a pessoa posiciona as mãos apertando a garganta, que é o sinal de socorro universal de obstrução grave das vias respiratórias. • Pergunte: “Você está sufocando?” • Se a pessoa consegue falar e respirar, incentivá-la a tossir, mas não inicie as manobras de desobstrução das vias respiratórias; em vez disso, providenciar avaliação médica. • Se a pessoa em asfixia acenar sim com a cabeça e não conseguir falar, tossir ou respirar adequadamente, isso sugere obstrução grave das vias respiratórias e a necessidade de manobras de desobstrução.
  • 25.
    PRINCIPAIS EMERGÊNCIAS CLÍNICAS 1.Emergências Respiratórias Manobras de desobstrução das vias aéreas: • MANOBRA DE HEIMLICH (AHA) • Circundar a cintura do paciente com os braços. • Cerrar um dos punhos e colocá-lo entre o umbigo e o apêndice xifoide. • Segurar o punho com a outra mão (ver figura Trações com o paciente em pé ou sentado). • Aplicar uma compressão firme para dentro e para cima puxando com ambos os membros superiores bem para trás e para cima. • Repetir rapidamente a compressão 6 a 10 vezes conforme necessário.
  • 26.
    PRINCIPAIS EMERGÊNCIAS CLÍNICAS 1.Emergências Respiratórias  Manobras de desobstrução das vias aéreas: • MANOBRA DE HEIMLICH (AHA) EM BEBÊS • Em bebês, o procedimento deve ser feito de uma maneira diferenciada, o bebê deve ser posicionado com a boca para baixo, com o peito apoiado sobre o antebraço do socorrista e com a cabeça mais baixa do que o corpo. O socorrista deve fazer batimentos entre as escápulas cinco vezes, utilizando a palma da mão, de forma firme, mas tomando o cuidado para não machucar o bebê. • Se as vias aéreas continuarem obstruídas, deve-se colocar o bebê virado para cima, com a cabeça para baixo, e empurrar com o dedo indicador e o médio para dentro e para cima sobre o esterno do bebê. • Depois, é preciso examinar novamente a boca da criança para procurar algum objeto visível. O socorrista deve realizar o procedimento quantas vezes for necessário — o choro é um bom sinal de recuperação.
  • 28.
    PRINCIPAIS EMERGÊNCIAS CLÍNICAS 1.Emergências Respiratórias  Parada Cardiorrespiratória (PCR) • A Parada Cardiorrespiratória (PCR) é uma condição de emergência grave em que a pessoa para de respirar adequadamente e o coração deixa de bombear sangue de forma eficaz, ou seja, ocorre a parada da atividade mecânica do coração e da ventilação pulmonar. Isso resulta na interrupção do fluxo de oxigênio para os órgãos vitais, especialmente o cérebro, podendo levar à morte em poucos minutos, se não houver intervenção imediata. • Sinais da PCR: • Inconsciência: A pessoa não responde a estímulos ou comandos verbais. • Ausência de Respiração: Não há movimentos respiratórios ou está respirando de forma anormal (gasping). • Ausência de Pulsação: Não é possível sentir o pulso em grandes artérias (como a carótida). • Causas Comuns da PCR:Problemas cardíacos: Infarto agudo do miocárdio, arritmias graves (fibrilação ventricular).
  • 29.
    PRINCIPAIS EMERGÊNCIAS CLÍNICAS 1.Emergências Respiratórias  Parada Cardiorrespiratória (PCR) • Insuficiência respiratória: Obstrução das vias aéreas, asfixia, afogamento. • Traumas: Lesões graves que comprometem a circulação e respiração. • Choque séptico ou hipovolêmico. • Overdose de drogas ou intoxicações graves. • Tratamento Imediato: O tratamento para uma PCR é iniciar imediatamente o Suporte Básico de Vida (BLS): • Chamar ajuda: Acionar o serviço de emergência.
  • 30.
    PRINCIPAIS EMERGÊNCIAS CLÍNICAS 1.Emergências Respiratórias  Parada Cardiorrespiratória (PCR) • Reanimação Cardiopulmonar (RCP): Compressões torácicas rápidas e profundas para manter o fluxo sanguíneo. • Frequência de 100-120 compressões por minuto. • Profundidade de 5 a 6 cm em adultos. • Ventilação: Fornecer ventilação adequada (boca-a-boca ou com dispositivos como máscara bolsa-válvula). • Desfibrilação precoce: Utilizar um Desfibrilador Externo Automático (DEA) se disponível, para corrigir ritmos cardíacos desfibriláveis (fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular sem pulso).
  • 31.
    PRINCIPAIS EMERGÊNCIAS CLÍNICAS 1.Emergências Respiratórias  Parada Cardiorrespiratória (PCR) • Desfibrilador Externo Automático (DEA)
  • 32.
    CARRO DE PARADA •Um carrinho de emergência é um equipamento hospitalar que consiste em um armário com gavetas projetadas para acomodar materiais, medicamentos, fármacos e equipamentos cruciais para o atendimento médico em situações de urgência. • Ele é especialmente importante em casos de reanimação cardiorrespiratória e outros cenários críticos. • Isso porque sua mobilidade e organização facilitam o acesso rápido e eficaz aos recursos necessários para o tratamento imediato dos pacientes. • Deste modo, o carrinho de emergência, ou carro de parada, como também é chamado, é uma peça fundamental nos setores de observação intensiva de hospitais, como emergência, UTI, pronto socorro e centro cirúrgico.
  • 33.
    CARRO DE PARADA •Os objetivos dos carrinhos de emergência são: • garantir a padronização dos medicamentos, materiais e equipamentos contidos; • estabelecer rotinas padronizadas para organização, checagem, testagem e limpeza de seus componentes acessórios; • clarificar as responsabilidades de quem utiliza e mantém os carrinhos de emergência; • facilitar o acesso rápido aos recursos necessários para fornecer assistência eficiente e de alta qualidade aos pacientes em situações de emergência; • garantir a uniformidade na configuração e conteúdo de um carrinho de emergência para maior eficácia e consistência no atendimento. • Técnicos e auxiliares de enfermagem • Efetuar a limpeza do desfibrilador (incluindo monitor, cabos e acessórios) e dos carrinhos de emergência, seguindo a escala de serviço e/ou após cada atendimento de emergência. • Colaborar com o enfermeiro na organização dos carrinhos de emergência.
  • 36.
    PRINCIPAIS EMERGÊNCIAS CLÍNICAS 1.Considerações  Parada Cardiorrespiratória (PCR) • Evite ao máximo contato com fluídos corporais da vítima, como sangue, urina, saliva e outros. • Procure usar equipamentos de proteção individual (luvas, mascára, etc...) Atendimento prestado a uma vítima de mal súbito ou trauma Manutenção de seus sinais vitais e a preservação da vida Tratamento definitivo
  • 37.
    O Atendimento Pré-hospitalar OSistema de Atenção Integral às Urgências compreende: –1) Pré-hospitalar Fixo: Unidades Básicas de Saúde, Unidades de Saúde da Família e Agentes Comunitários, Ambulatórios Especializados Serviço de Diagnóstico e Terapia, Serviços de Atendimento às Urgências não hospitalares (PS, Pronto Atendimento). –2) Pré-hospitalar Móvel, Sistema de Atenção Integral às Urgências. –3) Hospitalar: Prontos Socorros das unidades hospitalares, Leitos de internação: gerais terapia intensiva especializados longa permanência. –4) Pós-hospitalar: Atenção domiciliar (assistência e internação domiciliar) Reabilitação.
  • 38.
    O Atendimento Pré-hospitalar Atendimentopré-hospitalar (APH) é o atendimento emergencial em ambiente extra-hospitalar (fora do hospital). É um dos elos da cadeia de atendimento a vítimas. Caracteriza-se por ser realizado fora do ambiente tradicional da atenção à saúde. No Brasil, o Atendimento Pré-hospitalar tem suas diretrizes fixadas pela Portaria ministerial 814/GM de 1° de junho de 2001, que, entre outras coisas, Normatiza os Serviços de Atendimento Pré-hospitalar Móvel de Urgências. Nesta portaria também estão contidos todos os equipamento e profissionais necessários para o bom funcionamento do serviço de atendimento pré-hospitalar.
  • 39.
    O Atendimento Pré-hospitalar Aindade acordo com essa portaria, o Ministério da Saúde considera como nível pré-hospitalar móvel na área de urgência o atendimento que procura chegar precocemente à vítima, após ter ocorrido um agravo à sua saúde (de natureza traumática ou não, ou, ainda, psiquiátrica), que possa levar ao sofrimento, sequelas ou mesmo à morte, sendo necessário, portanto, prestar-lhe atendimento e/ou transporte adequado a um serviço de saúde devidamente hierarquizado e integrado ao Sistema Único de Saúde. Os profissionais necessários são: médico, enfermeiros, técnicos de enfermagem, telefonistas, condutores, radio-operador, bombeiros militares e profissionais responsáveis pela segurança.
  • 40.
    Técnico em enfermagemem emergência médica Profissional titular do certificado ou diploma de Técnico de Enfermagem, devidamente registrado no Conselho Regional de Enfermagem de sua jurisdição. Exerce atividades auxiliares, de nível técnico, sendo habilitado para o Atendimento Pré-hospitalar Móvel, integrando sua equipe, conforme os termos desta Portaria. Além da intervenção conservadora no atendimento do paciente, é habilitado a realizar procedimentos a ele delegados, sob supervisão do profissional Enfermeiro, dentro do âmbito de sua qualificação profissional (PORTARIA GM 814/01).
  • 41.
    Técnico em enfermagemem emergência médica O perfil desejado para este profissional é observado a seguir. –Maior de dezoito anos; –Disposição pessoal para a atividade; –Capacidade física e mental para a atividade; –Equilíbrio emocional e autocontrole; –Disposição para cumprir ações orientadas; –Disponibilidade para (re)certificação periódica; –Experiência profissional prévia em serviço de saúde voltado ao atendimento de urgências e emergências; –Capacidade de trabalhar em equipe; e, –Escolaridade: Ensino Médio Completo e curso regular de técnico de enfermagem.
  • 42.
    Os tipos veículos Asambulâncias são classificadas por tipo: –Tipo A: ambulância de transporte: veículo destinado ao transporte em decúbito horizontal de pacientes que não apresentam risco de vida, para remoções simples, de caráter eletivo. –Tipo B – ambulância de suporte básico: veículo destinado ao transporte inter-hospitalar de pacientes com risco de vida conhecido e ao atendimento pré- hospitalar de pacientes com risco de vida desconhecido, não classificado com potencial de necessitar de intervenção médica no local e/ou durante transporte até o serviço se destino. Quando utilizado no atendimento pré-hospitalar de vítimas e acidentes, deverá conter todos os materiais e equipamentos necessários à imobilização de pacientes.
  • 43.
    Os tipos veículos Asambulâncias são classificadas por tipo: –Tipo C – Ambulância de resgate: veículo de atendimento de emergências pré-hospitalares de pacientes vítimas de acidentes ou pacientes em locais de difícil acesso, com equipamentos específicos de imobilização e suporte básico, além de equipamentos de salvamento (terrestre, aquático e em alturas). Essas ambulâncias mistas deverão ter uma configuração que garanta um salão de atendimento às vítimas de, no mínimo, 8m, além do compartimento isolado para a guarda de equipamentos de salvamento. –Tipo D – Ambulância de suporte avançado: veículo destinado ao atendimento e transporte de pacientes de alto risco em emergência pré-hospitalares e/ou de transporte inter- hospitalar, que necessitam de cuidados médicos intensivos. Deve contar com os equipamentos médicos necessários para esta função.
  • 44.
    Os tipos veículos Asambulâncias são classificadas por tipo: –Tipo E – Aeronave de transporte médico: aeronave de asa fixa ou rotativa, utilizada para transporte inter-hospitalar de pacientes e aeronave de asa rotativa para ações de resgate, dotada de equipamentos médicos homologados pelo Departamento de Aviação Civil (DAC). –Tipo F – Nave de transporte médico: veículo motorizado hidroviário, destinado ao transporte por via marítima ou fluvial. Deve possuir os equipamentos médicos necessários ao atendimento de pacientes, conforme a sua gravidade. –Veículos de intervenção rápida: apoio rápido. Também chamados de veículos leves, veículos rápidos ou veículos de ligação médica. São indicados para transporte de médicos com equipamentos que possibilitam oferecer suporte avançado de vida nas ambulâncias do Tipo A, B, C.
  • 45.
    Os tipos veículos Aeronavede transporte médico Motolância Ambulancha Ambulância
  • 46.
    Sistema de AtençãoIntegral às Urgências O Sistema de Atenção Integral às Urgências compreende o pré-hospitalar fixo e o pré-hospitalar móvel. O primeiro diz respeito às Unidades Básicas de Saúde, Unidade da Família e Agentes Comunitários, ambulatórios especializados, serviços de diagnóstico e terapia, serviços de atendimento às urgências não hospitalares (OS, Pronto Atendimento), enquanto que o segundo se refere aos prontos socorros das unidades hospitalares, leitos de internação: terapia intensiva especializada de longa permanência, no que diz respeito ao atendimento hospitalar, e atenção domiciliar (assistência e internação domiciliar) e reabilitação, no que diz respeito ao atendimento pré- hospitalar.
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    Os Principais Casosde Atendimento em Enfermagem em Emergência Serão observados a seguir os principais casos de entrada de pacientes em unidades de atendimento de emergência. Em primeiro lugar, é importante que o profissional de enfermagem conheça a anatomia do corpo humano.
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  • 50.
    Breve revisão anatômica Quadranteabdominal: –Os músculos, além de contribuírem para a forma externa, representam a parte ativa do aparelho locomotor, fazendo a ligação do sistema nervoso com os ossos.
  • 51.
    Breve revisão anatômica Apele é o maior órgão do corpo. É formada por três camadas: epiderme, derme e hipoderme, da mais externa para a mais profunda, respectivamente.
  • 52.
    PRINCIPAIS EMERGÊNCIAS CLÍNICAS 1.Emergências Respiratórias  5 PASSOS PARA SALVAR VIDAS 1. Reconhecer – Avaliação Inicial 2. Ajuda – 192 + DEA 3. RCP 4. DEA 5. Cuidados pós parada Manutenção de seus sinais vitais e a preservação da vida Tratamento definitivo
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