SEMIOTÉCNICA NA AFERIÇÃO
DOS SINAIS VITAIS
AULA 04
CONSIDERAÇÕES GERAIS
• São denominados Sinais Vitais devido à importância como
indicadores do estado fisiológico e da resposta a estressores
físicos, ambientais e psicológicos.
• Obtenção de parâmetros vitais do paciente/cliente: observação,
tato e aparelhos, que irão registrar valores normais ou
anormais.
• São parâmetros serem regulados por órgãos vitais, revelando o
estado de funcionamento deles.
• Permanecem mais ou menos constantes;
• Variações nos valores pode indicar problemas relacionados com
insuficiência ou excesso no consumo de Oxigênio, depleção
sanguínea, desequilíbrio eletrolítico, invasão bacteriana, etc.
DIRETRIZES PARA MEDIÇÃO DOS
SINAIS VITAIS
• As necessidades e a condição do cliente determinam
quando, onde, como e por quem os sinais vitais serão
verificados;
• O (a) enfermeiro (a) é responsável pela mensuração dos
sinais vitais e pode delegar essa mensuração;
• Após mensuração é preciso analisar os valores, interpretar
seu significado e tomar decisões sobre as intervenções;
• Certificar-se de que os equipamentos estejam funcionando
e sejam adequados ao tamanho e idade do cliente;
DIRETRIZES PARA MEDIÇÃO DOS
SINAIS VITAIS
• Aprender a história de saúde e doença, terapias e
medicamentos prescritas;
• Controlar o ambiente que afetam os sinais vitais;
• Decidir com que frequência os sinais vitais devem ser
verificados (O enfermeiro é responsável por esse
julgamento);
• Comunicar alterações e documentar os sinais vitais.
QUANDO AFERIR OS SSVV
• Na admissão do cliente;
• Na prestação de cuidados rotineiros;
• Durante uma consulta;
• Antes ou depois de procedimentos invasivos;
• Nos períodos pré, intra e pós-operatório;
• Antes e depois da administração de medicamentos
cardiovasculares e/ou respiratórios e de produtos
hemoterápicos;
• Sempre que o enfermeiro julgar necessário.
MATERIAIS NECESSÁRIOS
• Relógio com ponteiros de segundos;
• Bandeja contendo: Termômetro,
Esfigmomanômetro e estetoscópio .
• Almotolia com álcool a 70%;
• Recipiente com bolas de algodão;
• Saco plástico ou cuba-rim para desprezar
resíduos;
• Caneta e bloco de anotações
PRESSÃO
ARTERIAL
PRESSÃO ARTERIAL
• Força exercida sobre as paredes de uma
artéria pelo sangue que pulsa sob pressão a
partir do coração.
• Pressão arterial sistólica = pico de pressão
máxima quando acontece a ejeção.
• Pressão arterial diastólica = quando os
ventrículos se relaxam, o sangue que
permanece nas artérias exerce uma pressão
mínima contra as paredes arteriais em
todos os momentos.
FATORES QUE INTERFEREM NA PA
• DÉBITO CARDÍACO: quando o coração bombeia mais
sangue para os vasos sanguíneos, a pressão nas suas paredes
aumenta.
• RESISTÊNCIA VASCULAR PERIFÉRICA: quando os vasos
sanguíneos sofrem constrição, a pressão para impulsionar os
conteúdos torna-se maior.
• VOLUME DE SANGUE CIRCULANTE: o aumento o
conteúdo nos vasos sanguíneos = aumenta a pressão.
• VISCOSIDADE: a “espessura” do sangue é
determinada por seus elementos figurados: as células
sanguíneas. Quando o conteúdo é mais espesso, a
pressão aumenta.
• ELASTICIDADE DAS PAREDES DOS VASOS :
quando as paredes dos vasos sanguíneos estão rígidas e
duras, aumenta a pressão necessária para movimentar
o conteúdo.
VALORES DE REFERÊNCIA DE
NORMALIDADE EM REPOUSO
Até 03 anos 80/50 mmHg
De 08 a 11
anos
100/60 mmHg
De 12 a 15
anos
110/70 mmHg
Adulto jovem 120/80 mmHg
FATORES QUE INTERFEREM NOS
VALORES DE PA
• IDADE: + bx nos recém-nascidos, + alta em idosos
• SEXO: após a puberdade, as mulheres costumam ter a PA
inferior à dos homens
• RITMO DIURNO: num ciclo diário, a PA aumenta no final da
tarde e início da noite, em seguida, cai até o início da
madrugada
• PESO:+ elevada em pessoas obesas
• EXERCÍCIOS FÍSICOS: aumento da atividade gera aumento
proporcional da PA
• EMOÇÕES: a PA tende a elevar-se frente a sentimentos como
raiva, medo e dor.
• ESTRESSE: tensão contínua por estilo de vida, estresse
ocupacional ou problemas existenciais.
TÉCNICA DE AFERIÇÃO DA PA
PULSO
PULSO
• O pulso é a delimitação palpável da circulação sanguínea
percebida em vários pontos do corpo;
• O pulso é um indicador do estado circulatório;
• O número de pulsos que ocorre em 1 minuto é a
frequência de pulso;
• Ondulação exercida pela expansão das artérias seguindo a
contração do coração. O Nº de sensações de pulsação
acontecendo por minuto = Frequência Cardíaca (FC);
PULSO
• Podemos verificar o pulso: radial,
braquial, femoral, carotídeo,
pedioso, tibial posterior e poplíteo.
• A verificação da artéria radial ou
carótida são mais usadas pois elas
permitem uma palpação mais fácil;
• Quando a condição do cliente piora
subitamente, o local da carótida é
recomendado para encontrar um
pulso mais rapidamente;
• Se o pulso radial
inacessível acesse o pulso
apical;
• A pulsação apical oferece
uma avaliação mais
acurada da função
cardíaca;
• O pulso braquial e apical
é o melhor local para
avaliar a pulsação de um
bebê uma vez que os
demais sítios periféricos
são profundos ou difíceis de
palpar corretamente.
FATORES QUE INFLUENCIAM
•Atividade física
•Febre e dor
•Alteração postural
•Hemorragias
•Calor
CARACTERÍSTICAS DO PULSO
• Frequência:
• Mensurar as medidas basais de frequência de pulsação com o
cliente deitado, sentado e em pé;
• Se detectar frequência anormal enquanto palpa pulso periférico,
acessar pulso apica (5º espaço intercostal esquerdo na linha
hemiclavicular)l;
• Anormalidades:
 Taquicardia – FC acima de 100 bpm;
 Bradicardia – FC abaixo de 60 bpm.
PULSO
• Variações aceitáveis da Frequência cardíaca:
 Lactante: 120-160
 Infante: 90-140
 Pré-escolar: 80-110
 Criança em idade escolar: 75-100
 Adolescente: 60-90
 Adulto: 60-100
Características do pulso a serem observadas são (BARROS, 2016):
 Intensidade (cheio ou filiforme);
 Ritmicidade (regular ou irregular);
 Simetria (iguais em ambos os membros).
PULSO: TÉCNICA
• Determine a necessidade de acesso do pulso radial ou apical;
• Faça uma avaliação sobre a existência de fatores que
interferem na FC e o ritmo de pulsação;
• Explique o procedimento ao paciente;
• Lave as mãos;
• Ajude o cliente a ficar deitado ou sentado;
• Posicione o antebraço do paciente ao lado do corpo;
• Coloque as pontas dos dois primeiros dedos de sua mão no
sulco ao longo do lado radial;
• Determine a força do pulso;
• Conte a frequência, se o pulso está regular tome a frequência
durante 1 minuto ou 30 segundos e multiplique por dois;
• Lave as mãos e anote no prontuário.
TÉCNICA: OBSERVAÇÕES
• Usar a polpa do dedo indicador e médio.
• Não usar o polegar para verificar o pulso.
• Aquecer as mãos para verificar o pulso.
• Em caso de dúvida, repetir a contagem.
• Não fazer pressão forte sobre a artéria.
RESPIRAÇÃO
RESPIRAÇÃO
• A pessoa que esta sendo avaliada não
pode ter consciência que essa
observação esta sendo realizada, para
que o padrão respiratório não seja
alterado.
• O parâmetro de normalidade da
frequência respiratória varia, conforme
alguns autores, em um intervalo de 12 a
20 incursões respiratórias por
minuto, em pessoas adultas.
MECÂNICA DA RESPIRAÇÃO
•Órgãos abdominais
•Diafragma
•Pressão negativa
•Processo ativo =
inspiração
•Processo passivo =
expiração
FATORES QUE INTERFEREM NA
RESPIRAÇÃO
• Atividade física: aumenta a frequência e a
profundidade;
• Febre: devido à necessidade de perda de
calor corpóreo;
• Dor: altera a frequência e o ritmo;
• Ansiedade: estimulação simpática =
aumenta a frequência e profundidade
• Hemorragias:
• Postura:
• Tabagismo:
• Medicamentos: analgésicos, narcóticos,
anestésicos gerais e hipnóticos sedativos
diminuem a frequência e a profundidade
• Lesão neurológica: tronco cerebral
• Função da Hemoglobina: altitude elevada,
função anormal do eritrócito
• DPOC:
FATORES QUE INTERFEREM NA
RESPIRAÇÃO
RESPIRAÇÃO
• As mensurações objetivas do estado respiratório incluem
a frequência e a profundidade da respiração e o ritmo
dos movimentos de ventilação:
• Frequência: Observe o movimento completo de
inspiração e expiração;
• Profundidade: Avalie a profundidade das respirações
observando o grau de desvio ou movimento da parede
torácica. Descreva os movimentos como profundos ou
normais.
• Ritmo: Defina como irregular ou regular.
RESPIRAÇÃO: TÉCNICA
• Determine a necessidade de avaliar a respiração do paciente;
• Lave as mãos;
• Certifique-se que o cliente esteja em posições confortável;
• Posicione a mão sobre o abdome do cliente para checar a
respiração;
• Se o ritmo estiver regular conte o numero de respirações em 30
segundos e multiplique por dois, se o ritmo for irregular conte 1
minuto;
• Observe a profundidade da respiração;
• Reponha os lençóis do cliente;
• Lave as mãos;
• Registre no prontuário.
VALORES DE REFERÊNCIA
IDADE FREQUÊNCIA
Neonato 30 a 60 mpm
Lactente (06
meses)
30 a 50 mpm
Pré-escolar (02
anos)
25 a 32 mpm
Criança 20 a 30 mpm
Adolescente 16 a 19 mpm
Adulto 12 a 20 mpm
ALTERAÇÕES NO PADRÃO
RESPIRATÓRIO
Alteração Característica
Bradipneia <12 rpm = PIC aumentada, doença neurológica e
sedação;
Taquipneia: > 20 rpm (rápida e persistente) = febre, exercício físico,
anemia ou ansiedade
Apneia: A respiração cessa por mais de 10 segundos.
Dispneia É a respiração difícil, trabalhosa ou curta. É sintoma
comum de várias doenças pulmonares e cardíacas; pode
ser súbita ou lenta e gradativa.
Ortopneia: É a incapacidade de respirar facilmente, exceto na
posição ereta.
ALTERAÇÕES NO PADRÃO
RESPIRATÓRIO
Alteração Característica
Ortopneia: É a incapacidade de respirar facilmente, exceto na
posição ereta.
Hiperpneia:
> 20rpm, respiração rápida e profunda (fisiológica
apos exercício intenso ou por ansiedade, acidose
metabólica ou lesões neurológicas)
Hiperventilação
Respiração rápida e profunda = Resultado de hipóxia,
ansiedade, exercício físico ou acidose metabólica
Hipoventilação Respiração superficial e lenta = PIC aumentada
Angústia
respiratória
Uso de musculatura acessória
ALTERAÇÕES NO PADRÃO
RESPIRATÓRIO
Alteração Característica
Respiração de
Kussmaul
Respiração profunda, que pode ser lenta, normal ou rápida.
Respiração de
Cheyne-Stokes
(ou dispneia
periódica)
Períodos de respiração lenta e superficial, que
gradualmente torna-se rápida e profunda,
alternando-se com períodos de apneia ( RN prematuros,
ICC, AVC...)
Respiração
de Biot
A principal característica e a irregularidade causada por
depressão respiratória ou lesão cerebral em nível bulbar
TEMPERATURA
TEMPERATURA
• A temperatura corporal e um parâmetro fisiológico controlado
rigorosamente pelo organismo humano.
• Varia dependendo da circulação sanguínea na pele e da quantidade de
calor perdida para o meio ambiente;
• Devido a essa perda a temperatura aceitável para os seres humanos é
de 35,8 à 37,3 ºC;
• A medida da temperatura deve ser a mais fidedigna possível.
• Existem diversos locais para verificação da temperatura corporal,
entretanto, a aferição timpânica e a mais próxima a temperatura central
Calor produzido – Calor
Perdido
Temperatura
corpórea
TEMPERATURA: LOCAIS PARA
AFERIÇÃO
• Locais que refletem temperatura central: Reto;
Membrana timpânica; Artéria temporal; Esôfago; Artéria
pulmonar; bexiga urinária.
• Locais que refletem temperatura superficial: Pele, oral e
Axilas.
LOCAIS PARA AVALIAÇÃO
• Cavidade oral: colocar o termômetro
embaixo da lingua, orientar a pessoa a
fechar os lábios e aguardar de três a cinco
minutos;
• Cavidade retal: introduzir termômetro
especifico para essa região, com a devida
lubrificação, de 3 a 4 cm do anus. A
pessoa deve estar em decúbito lateral.
Permanência do termômetro por três
minutos;
LOCAIS PARA AVALIAÇÃO
• Região axilar: para colocação do
termômetro, a região deve estar livre de
umidade para não interferir na medida.
Período de permanência do
termômetro: de cinco a sete minutos;
• Pavilhão auricular: recurso tecnológico
especial – mais utilizado em unidade de
terapia intensiva
TIPOS DE TERMÔMETROS
• Termômetro de vidro ou de mercúrio; Digital, termômetro de
tira descartável, retal e timpânico
TEMPERATURA
• Fatores que afetam a temperatura:
• Idade;
• Exercício;
• Nível hormonal;
• Ritmo Circadiano;
• Estresse;
• Ambiente;
TEMPERATURA
• Fatores fisiológicos: depende do local onde é verificado/ do
horário (+ baixa pela manhã, mas alta à noite)
• BUCAL: 36,2° a 37°C
• RETAL: 36,4° a 37,2°C
• AXILAR: 36° a 36,8°C
• Fatores patológicos:
• Aumentam: processos inflamatórios, infecções, doenças
neurológicas, doenças cardíacas, etc.
• Diminuem: drogas deprimentes da SNC, choque,
depressão mental, etc.
A febre é um
importante
mecanismo de
defesa;
TERMOS E VALORES UTILIZADOS
• Hipotermia: abaixo de 36ºC.
• Normotermia: entre 36ºC e 36,8ºC.
• Febrícula: entre 36,9ºC e 37,4ºC.
• Estado febril: entre 37,5º C e 38ºC.
• Febre: entre 38ºC e 39ºC.
• Pirexia ou hipertermia: entre 39,1ºC e 40ºC.
• Hiperpirexia: acima de 40ºC.
DOR
AVALIAÇÃO DA DOR
• É considerado o quinto sinal vital;
• A avaliação, a mensuração e o registro sistemático do
fenômeno doloroso, evitam sofrimento físico e mental dos
pacientes e seus familiares;
• São fundamentais para propiciar a recuperação rápida de
pacientes hospitalizados;
• Possibilita examinar a natureza, as origens e os correlatos
clínicos da dor, conforme as características emocionais,
motivacionais, cognitivas e de personalidade do cliente
AVALIAÇÃO DA DOR
• A dor pode ser classificada em três tipos:
 Dor aguda
 Dor crônica
 Dor recorrente
TIPOS DE DOR
I – DOR AGUDA:
• Se manifesta transitoriamente durante um período
relativamente curto;
• Podem ser ocasionadas por inflamação, infecção,
traumatismo ou outras causas.
• Normalmente desaparece quando é diagnosticada
corretamente e o tratamento é seguido corretamente
pelo paciente.
TIPOS DE DOR
II – DOR CRÔNICA
• Tem duração prolongada e que esta quase sempre
associada a um processo de doença crônica.
• Pode ser consequência de uma lesão já previamente
tratada.
TIPOS DE DOR
III – DOR RECORRENTE
• Apresenta períodos de curta duração, que, no entanto,
se repetem com frequência;
• Pode ocorrer durante toda a vida do individuo, mesmo
sem estar associada a um processo especifico;
• Um exemplo clássico deste tipo é a enxaqueca.
AVALIAÇÃO DA DOR
• Data
de Localização Intensidade Duração
inicio
PeriodicidadeFatores que
Iniciaram
Causas que
aumentam
ou diminuem
a
intensidade
COLETA DE DADOS DE
ENFERMAGEM
INTENSIDADE DA DOR
• Observar a intensidade da dor utilizando ferramentas de
mensuração.
Sinais vitais aula 4

Sinais vitais aula 4

  • 1.
    SEMIOTÉCNICA NA AFERIÇÃO DOSSINAIS VITAIS AULA 04
  • 2.
    CONSIDERAÇÕES GERAIS • Sãodenominados Sinais Vitais devido à importância como indicadores do estado fisiológico e da resposta a estressores físicos, ambientais e psicológicos. • Obtenção de parâmetros vitais do paciente/cliente: observação, tato e aparelhos, que irão registrar valores normais ou anormais. • São parâmetros serem regulados por órgãos vitais, revelando o estado de funcionamento deles. • Permanecem mais ou menos constantes; • Variações nos valores pode indicar problemas relacionados com insuficiência ou excesso no consumo de Oxigênio, depleção sanguínea, desequilíbrio eletrolítico, invasão bacteriana, etc.
  • 3.
    DIRETRIZES PARA MEDIÇÃODOS SINAIS VITAIS • As necessidades e a condição do cliente determinam quando, onde, como e por quem os sinais vitais serão verificados; • O (a) enfermeiro (a) é responsável pela mensuração dos sinais vitais e pode delegar essa mensuração; • Após mensuração é preciso analisar os valores, interpretar seu significado e tomar decisões sobre as intervenções; • Certificar-se de que os equipamentos estejam funcionando e sejam adequados ao tamanho e idade do cliente;
  • 4.
    DIRETRIZES PARA MEDIÇÃODOS SINAIS VITAIS • Aprender a história de saúde e doença, terapias e medicamentos prescritas; • Controlar o ambiente que afetam os sinais vitais; • Decidir com que frequência os sinais vitais devem ser verificados (O enfermeiro é responsável por esse julgamento); • Comunicar alterações e documentar os sinais vitais.
  • 5.
    QUANDO AFERIR OSSSVV • Na admissão do cliente; • Na prestação de cuidados rotineiros; • Durante uma consulta; • Antes ou depois de procedimentos invasivos; • Nos períodos pré, intra e pós-operatório; • Antes e depois da administração de medicamentos cardiovasculares e/ou respiratórios e de produtos hemoterápicos; • Sempre que o enfermeiro julgar necessário.
  • 6.
    MATERIAIS NECESSÁRIOS • Relógiocom ponteiros de segundos; • Bandeja contendo: Termômetro, Esfigmomanômetro e estetoscópio . • Almotolia com álcool a 70%; • Recipiente com bolas de algodão; • Saco plástico ou cuba-rim para desprezar resíduos; • Caneta e bloco de anotações
  • 7.
  • 8.
    PRESSÃO ARTERIAL • Forçaexercida sobre as paredes de uma artéria pelo sangue que pulsa sob pressão a partir do coração. • Pressão arterial sistólica = pico de pressão máxima quando acontece a ejeção. • Pressão arterial diastólica = quando os ventrículos se relaxam, o sangue que permanece nas artérias exerce uma pressão mínima contra as paredes arteriais em todos os momentos.
  • 9.
    FATORES QUE INTERFEREMNA PA • DÉBITO CARDÍACO: quando o coração bombeia mais sangue para os vasos sanguíneos, a pressão nas suas paredes aumenta. • RESISTÊNCIA VASCULAR PERIFÉRICA: quando os vasos sanguíneos sofrem constrição, a pressão para impulsionar os conteúdos torna-se maior. • VOLUME DE SANGUE CIRCULANTE: o aumento o conteúdo nos vasos sanguíneos = aumenta a pressão.
  • 10.
    • VISCOSIDADE: a“espessura” do sangue é determinada por seus elementos figurados: as células sanguíneas. Quando o conteúdo é mais espesso, a pressão aumenta. • ELASTICIDADE DAS PAREDES DOS VASOS : quando as paredes dos vasos sanguíneos estão rígidas e duras, aumenta a pressão necessária para movimentar o conteúdo.
  • 11.
    VALORES DE REFERÊNCIADE NORMALIDADE EM REPOUSO Até 03 anos 80/50 mmHg De 08 a 11 anos 100/60 mmHg De 12 a 15 anos 110/70 mmHg Adulto jovem 120/80 mmHg
  • 12.
    FATORES QUE INTERFEREMNOS VALORES DE PA • IDADE: + bx nos recém-nascidos, + alta em idosos • SEXO: após a puberdade, as mulheres costumam ter a PA inferior à dos homens • RITMO DIURNO: num ciclo diário, a PA aumenta no final da tarde e início da noite, em seguida, cai até o início da madrugada • PESO:+ elevada em pessoas obesas • EXERCÍCIOS FÍSICOS: aumento da atividade gera aumento proporcional da PA • EMOÇÕES: a PA tende a elevar-se frente a sentimentos como raiva, medo e dor. • ESTRESSE: tensão contínua por estilo de vida, estresse ocupacional ou problemas existenciais.
  • 13.
  • 15.
  • 16.
    PULSO • O pulsoé a delimitação palpável da circulação sanguínea percebida em vários pontos do corpo; • O pulso é um indicador do estado circulatório; • O número de pulsos que ocorre em 1 minuto é a frequência de pulso; • Ondulação exercida pela expansão das artérias seguindo a contração do coração. O Nº de sensações de pulsação acontecendo por minuto = Frequência Cardíaca (FC);
  • 17.
    PULSO • Podemos verificaro pulso: radial, braquial, femoral, carotídeo, pedioso, tibial posterior e poplíteo. • A verificação da artéria radial ou carótida são mais usadas pois elas permitem uma palpação mais fácil; • Quando a condição do cliente piora subitamente, o local da carótida é recomendado para encontrar um pulso mais rapidamente;
  • 18.
    • Se opulso radial inacessível acesse o pulso apical; • A pulsação apical oferece uma avaliação mais acurada da função cardíaca; • O pulso braquial e apical é o melhor local para avaliar a pulsação de um bebê uma vez que os demais sítios periféricos são profundos ou difíceis de palpar corretamente.
  • 19.
    FATORES QUE INFLUENCIAM •Atividadefísica •Febre e dor •Alteração postural •Hemorragias •Calor
  • 20.
    CARACTERÍSTICAS DO PULSO •Frequência: • Mensurar as medidas basais de frequência de pulsação com o cliente deitado, sentado e em pé; • Se detectar frequência anormal enquanto palpa pulso periférico, acessar pulso apica (5º espaço intercostal esquerdo na linha hemiclavicular)l; • Anormalidades:  Taquicardia – FC acima de 100 bpm;  Bradicardia – FC abaixo de 60 bpm.
  • 21.
    PULSO • Variações aceitáveisda Frequência cardíaca:  Lactante: 120-160  Infante: 90-140  Pré-escolar: 80-110  Criança em idade escolar: 75-100  Adolescente: 60-90  Adulto: 60-100 Características do pulso a serem observadas são (BARROS, 2016):  Intensidade (cheio ou filiforme);  Ritmicidade (regular ou irregular);  Simetria (iguais em ambos os membros).
  • 23.
    PULSO: TÉCNICA • Determinea necessidade de acesso do pulso radial ou apical; • Faça uma avaliação sobre a existência de fatores que interferem na FC e o ritmo de pulsação; • Explique o procedimento ao paciente; • Lave as mãos; • Ajude o cliente a ficar deitado ou sentado; • Posicione o antebraço do paciente ao lado do corpo; • Coloque as pontas dos dois primeiros dedos de sua mão no sulco ao longo do lado radial; • Determine a força do pulso; • Conte a frequência, se o pulso está regular tome a frequência durante 1 minuto ou 30 segundos e multiplique por dois; • Lave as mãos e anote no prontuário.
  • 24.
    TÉCNICA: OBSERVAÇÕES • Usara polpa do dedo indicador e médio. • Não usar o polegar para verificar o pulso. • Aquecer as mãos para verificar o pulso. • Em caso de dúvida, repetir a contagem. • Não fazer pressão forte sobre a artéria.
  • 25.
  • 26.
    RESPIRAÇÃO • A pessoaque esta sendo avaliada não pode ter consciência que essa observação esta sendo realizada, para que o padrão respiratório não seja alterado. • O parâmetro de normalidade da frequência respiratória varia, conforme alguns autores, em um intervalo de 12 a 20 incursões respiratórias por minuto, em pessoas adultas.
  • 27.
    MECÂNICA DA RESPIRAÇÃO •Órgãosabdominais •Diafragma •Pressão negativa •Processo ativo = inspiração •Processo passivo = expiração
  • 28.
    FATORES QUE INTERFEREMNA RESPIRAÇÃO • Atividade física: aumenta a frequência e a profundidade; • Febre: devido à necessidade de perda de calor corpóreo; • Dor: altera a frequência e o ritmo; • Ansiedade: estimulação simpática = aumenta a frequência e profundidade
  • 29.
    • Hemorragias: • Postura: •Tabagismo: • Medicamentos: analgésicos, narcóticos, anestésicos gerais e hipnóticos sedativos diminuem a frequência e a profundidade • Lesão neurológica: tronco cerebral • Função da Hemoglobina: altitude elevada, função anormal do eritrócito • DPOC: FATORES QUE INTERFEREM NA RESPIRAÇÃO
  • 30.
    RESPIRAÇÃO • As mensuraçõesobjetivas do estado respiratório incluem a frequência e a profundidade da respiração e o ritmo dos movimentos de ventilação: • Frequência: Observe o movimento completo de inspiração e expiração; • Profundidade: Avalie a profundidade das respirações observando o grau de desvio ou movimento da parede torácica. Descreva os movimentos como profundos ou normais. • Ritmo: Defina como irregular ou regular.
  • 31.
    RESPIRAÇÃO: TÉCNICA • Determinea necessidade de avaliar a respiração do paciente; • Lave as mãos; • Certifique-se que o cliente esteja em posições confortável; • Posicione a mão sobre o abdome do cliente para checar a respiração; • Se o ritmo estiver regular conte o numero de respirações em 30 segundos e multiplique por dois, se o ritmo for irregular conte 1 minuto; • Observe a profundidade da respiração; • Reponha os lençóis do cliente; • Lave as mãos; • Registre no prontuário.
  • 32.
    VALORES DE REFERÊNCIA IDADEFREQUÊNCIA Neonato 30 a 60 mpm Lactente (06 meses) 30 a 50 mpm Pré-escolar (02 anos) 25 a 32 mpm Criança 20 a 30 mpm Adolescente 16 a 19 mpm Adulto 12 a 20 mpm
  • 33.
    ALTERAÇÕES NO PADRÃO RESPIRATÓRIO AlteraçãoCaracterística Bradipneia <12 rpm = PIC aumentada, doença neurológica e sedação; Taquipneia: > 20 rpm (rápida e persistente) = febre, exercício físico, anemia ou ansiedade Apneia: A respiração cessa por mais de 10 segundos. Dispneia É a respiração difícil, trabalhosa ou curta. É sintoma comum de várias doenças pulmonares e cardíacas; pode ser súbita ou lenta e gradativa. Ortopneia: É a incapacidade de respirar facilmente, exceto na posição ereta.
  • 34.
    ALTERAÇÕES NO PADRÃO RESPIRATÓRIO AlteraçãoCaracterística Ortopneia: É a incapacidade de respirar facilmente, exceto na posição ereta. Hiperpneia: > 20rpm, respiração rápida e profunda (fisiológica apos exercício intenso ou por ansiedade, acidose metabólica ou lesões neurológicas) Hiperventilação Respiração rápida e profunda = Resultado de hipóxia, ansiedade, exercício físico ou acidose metabólica Hipoventilação Respiração superficial e lenta = PIC aumentada Angústia respiratória Uso de musculatura acessória
  • 35.
    ALTERAÇÕES NO PADRÃO RESPIRATÓRIO AlteraçãoCaracterística Respiração de Kussmaul Respiração profunda, que pode ser lenta, normal ou rápida. Respiração de Cheyne-Stokes (ou dispneia periódica) Períodos de respiração lenta e superficial, que gradualmente torna-se rápida e profunda, alternando-se com períodos de apneia ( RN prematuros, ICC, AVC...) Respiração de Biot A principal característica e a irregularidade causada por depressão respiratória ou lesão cerebral em nível bulbar
  • 37.
  • 38.
    TEMPERATURA • A temperaturacorporal e um parâmetro fisiológico controlado rigorosamente pelo organismo humano. • Varia dependendo da circulação sanguínea na pele e da quantidade de calor perdida para o meio ambiente; • Devido a essa perda a temperatura aceitável para os seres humanos é de 35,8 à 37,3 ºC; • A medida da temperatura deve ser a mais fidedigna possível. • Existem diversos locais para verificação da temperatura corporal, entretanto, a aferição timpânica e a mais próxima a temperatura central Calor produzido – Calor Perdido Temperatura corpórea
  • 39.
    TEMPERATURA: LOCAIS PARA AFERIÇÃO •Locais que refletem temperatura central: Reto; Membrana timpânica; Artéria temporal; Esôfago; Artéria pulmonar; bexiga urinária. • Locais que refletem temperatura superficial: Pele, oral e Axilas.
  • 40.
    LOCAIS PARA AVALIAÇÃO •Cavidade oral: colocar o termômetro embaixo da lingua, orientar a pessoa a fechar os lábios e aguardar de três a cinco minutos; • Cavidade retal: introduzir termômetro especifico para essa região, com a devida lubrificação, de 3 a 4 cm do anus. A pessoa deve estar em decúbito lateral. Permanência do termômetro por três minutos;
  • 41.
    LOCAIS PARA AVALIAÇÃO •Região axilar: para colocação do termômetro, a região deve estar livre de umidade para não interferir na medida. Período de permanência do termômetro: de cinco a sete minutos; • Pavilhão auricular: recurso tecnológico especial – mais utilizado em unidade de terapia intensiva
  • 42.
    TIPOS DE TERMÔMETROS •Termômetro de vidro ou de mercúrio; Digital, termômetro de tira descartável, retal e timpânico
  • 43.
    TEMPERATURA • Fatores queafetam a temperatura: • Idade; • Exercício; • Nível hormonal; • Ritmo Circadiano; • Estresse; • Ambiente;
  • 44.
    TEMPERATURA • Fatores fisiológicos:depende do local onde é verificado/ do horário (+ baixa pela manhã, mas alta à noite) • BUCAL: 36,2° a 37°C • RETAL: 36,4° a 37,2°C • AXILAR: 36° a 36,8°C • Fatores patológicos: • Aumentam: processos inflamatórios, infecções, doenças neurológicas, doenças cardíacas, etc. • Diminuem: drogas deprimentes da SNC, choque, depressão mental, etc. A febre é um importante mecanismo de defesa;
  • 45.
    TERMOS E VALORESUTILIZADOS • Hipotermia: abaixo de 36ºC. • Normotermia: entre 36ºC e 36,8ºC. • Febrícula: entre 36,9ºC e 37,4ºC. • Estado febril: entre 37,5º C e 38ºC. • Febre: entre 38ºC e 39ºC. • Pirexia ou hipertermia: entre 39,1ºC e 40ºC. • Hiperpirexia: acima de 40ºC.
  • 46.
  • 47.
    AVALIAÇÃO DA DOR •É considerado o quinto sinal vital; • A avaliação, a mensuração e o registro sistemático do fenômeno doloroso, evitam sofrimento físico e mental dos pacientes e seus familiares; • São fundamentais para propiciar a recuperação rápida de pacientes hospitalizados; • Possibilita examinar a natureza, as origens e os correlatos clínicos da dor, conforme as características emocionais, motivacionais, cognitivas e de personalidade do cliente
  • 48.
    AVALIAÇÃO DA DOR •A dor pode ser classificada em três tipos:  Dor aguda  Dor crônica  Dor recorrente
  • 49.
    TIPOS DE DOR I– DOR AGUDA: • Se manifesta transitoriamente durante um período relativamente curto; • Podem ser ocasionadas por inflamação, infecção, traumatismo ou outras causas. • Normalmente desaparece quando é diagnosticada corretamente e o tratamento é seguido corretamente pelo paciente.
  • 50.
    TIPOS DE DOR II– DOR CRÔNICA • Tem duração prolongada e que esta quase sempre associada a um processo de doença crônica. • Pode ser consequência de uma lesão já previamente tratada.
  • 51.
    TIPOS DE DOR III– DOR RECORRENTE • Apresenta períodos de curta duração, que, no entanto, se repetem com frequência; • Pode ocorrer durante toda a vida do individuo, mesmo sem estar associada a um processo especifico; • Um exemplo clássico deste tipo é a enxaqueca.
  • 52.
    AVALIAÇÃO DA DOR •Data de Localização Intensidade Duração inicio PeriodicidadeFatores que Iniciaram Causas que aumentam ou diminuem a intensidade COLETA DE DADOS DE ENFERMAGEM
  • 53.
    INTENSIDADE DA DOR •Observar a intensidade da dor utilizando ferramentas de mensuração.